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Cartas de Minas
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Dilma e os jovens: Não é apenas um problema de comunicação

17 de junho de 2013 às 14h51

por Luiz Carlos Azenha

O blogueiro Altamiro Borges costuma falar sobre a capilaridade dos grandes conglomerados de mídia do Brasil apontando para as agências de distribuição de fotos e notícias, que espalham o conteúdo gerado no Rio de Janeiro ou em São Paulo mesmo para os pequenos jornais ou emissoras de rádio do interior de Goiás ou da Amazônia.

Quando a Secom, a Secretaria de Comunicação ligada à Presidência da República, diz que mudou a distribuição de verbas publicitárias para fomentar e apoiar órgãos locais e afirma que isso contribuiu para a democratização de conteúdos, está falando uma meia verdade: isso pode até resultar na contratação de jornalistas locais, mas não garante que a pauta seja distinta da dos grandes meios, que ocupam espaço nas publicações com seus colunistas e ditam o que é ou não pauta nacional.

De minha parte, tenho escrito sobre o paradoxo da chamada “crise da mídia”. As empresas demitem jornalistas e reduzem custos ao mesmo tempo em que aumentam sua influência sobre o público através da apropriação das ferramentas disponíveis aos usuários das redes sociais.

No passado, o leitor de Arapiraca, em Alagoas, provavelmente teria de esperar o dia todo até receber sua edição de O Globo impressa no Rio de Janeiro. Agora, via Facebook, ele recebe o artigo do Merval Pereira pregando a prisão de José Dirceu disseminado pelos próprios internautas. Mais que isso, recebe o artigo recomendado por um parente ou amigo, o que acrescenta um peso — vamos dizer, “emocional” — ao conteúdo.

O poder dos conglomerados se ampliou na medida em que eles dispõem de mais recursos para disputar espaço nas redes sociais.

Surgiu, no entanto, uma inédita capacidade dos mais jovens, antenados e digitalizados, de influir na pauta nacional através da formação de redes de opinião múltiplas e não necessariamente ligadas a partidos políticos.

Como tenho dito desde o primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a disputa agora já não é apenas pelo controle dos meios de produção de notícias, que de fato se democratizaram pelos padrões capitalistas (montar um blog e comprar uma câmera digital exige muito menos capital que o que Roberto Marinho usou para montar uma rede de TV). A disputa hoje é também sobre a capacidade de disseminar em rede conteúdos de seu interesse.

O erro do Partido dos Trabalhadores em geral e do governo Dilma em particular foi descuidar da informação na era da informação.

Lembro-me de quando Ronald Reagan, o Grande Comunicador, estava em minoria no Congresso dos Estados Unidos e decidiu falar diretamente aos eleitores, por cima dos mandatos distritais, usando para isso a visibilidade garantida ao púlpito presidencial.

Donald Regan, assessor de imagem do presidente norte-americano, bolava os eventos. Reagan desembarcava no interior do Texas e, ao lado de fardos de feno, falava sobre a política agrícola, garantindo espaço na mídia local e regional.

A presidente Dilma aparentemente não gosta de usar o púlpito para fazer política, ou seja, para contestar as versões sobre os fatos apresentadas como verdades absolutas pela mídia  (como o apagão elétrico que, afinal, nunca aconteceu), para defender suas próprias ideias e influir na pauta de debates.

Com isso, perante a opinião pública, está sempre na defensiva. Ainda que o apagão tenha, afinal, se mostrado uma ficção midiática, a nova dinâmica das redes sociais disseminou fortemente a impressão de um governo acuado, sem respostas, vacilante — com implicações para a imagem de Dilma que podem ter tido algum impacto inclusive nas pesquisas de opinião.

Ossificado, o PT parece não ter entendido até agora a importância da batalha da comunicação. Em desvantagem nos espaços da grande mídia, o partido já deveria ter desenvolvido uma estrutura para produzir e disseminar conteúdos nas redes sociais.

Falo de discursos, notas oficiais e posicionamentos individuais dos parlamentares do PT, partido que dispõe ainda de um amplo corpo de técnicos e intelectuais que poderiam influir nos debates nacionais e se contrapor à pauta proposta pelas grandes redações.

É irônico que Dilma tenha sido vaiada justamente no estádio mais bonito dos que foram construídos para a Copa das Confederações e que, dizem os que estiveram lá, deveria servir de orgulho para a engenharia nacional.

O que me leva ao segundo ponto. Não se trata apenas de um problema de comunicação, mas também e principalmente de prioridades políticas.

Ao abraçar as empresas de telefonia — sejam quais forem os motivos para isso — e engavetar um Plano Nacional de Banda Larga baseado na universalidade, no investimento público e no livre acesso em praças ou pontos de encontro de jovens, o governo Dilma fechou as portas para que milhões de seus apoiadores ingressassem no mundo digital, disseminando suas ideias e opiniões nas redes sociais. A culpa é de Paulo Bernardo?

Ao abraçar os ruralistas — sejam quais forem os motivos para isso — e demolir a Funai, o governo Dilma se afastou dos indígenas, causando o desgosto de centenas de milhares de jovens internautas com grande capacidade de mobilização nas redes. A ironia suprema é que hoje a direita usa a causa indígena… para atacar um governo cujo partido principal de sustentação sempre teve compromisso histórico com os indígenas. Culpa da Gleisi Hoffmann?

Ao abraçar os fundamentalistas — sejam quais forem os motivos para isso — e cancelar campanhas de esclarecimento sobre a AIDS, além de demonstrar ambiguidade na questão do Estatuto do Nascituro, o governo Dilma perde o apoio de outro tanto de jovens militantes políticos que também são militantes digitais capazes, articulados e influentes. Culpa do Alexandre Padilha?

Ao abraçar Gulherme Afif Domingos, o vice-governador de Geraldo Alckmin, e torná-lo ministro — sejam quais forem as justificativas para isso –, além de prometer apoio federal para a repressão a um movimento social em São Paulo, o governo Dilma se distancia profundamente de sua própria base (a Juventude do PT, saibam, faz parte das manifestações). Culpa de José Eduardo Cardozo?

Notem, portanto, que não se trata apenas de um problema de comunicação.

O fato é que existe uma nova dinâmica da informação, comandada em parte por jovens inconformados, que querem mudanças.

Porém, os compromissos do governo Dilma contribuiram para alijar das redes sociais uma parcela significativa de seus apoiadores, que se encontram entre os excluídos digitais.

Além disso, deram motivo para que militantes com poder de influência multiplicassem as críticas aos rumos da coalizão cada vez mais conservadora liderada pelo PT.

É como se houvesse um choque geracional entre o mundo digital e o mundo analógico (na observação de gente como Marcelo Branco e Sergio Amadeu) — com o PT encarnando, sem reação, o papel de um governismo conservador e desatento às pressões sociais que, lá atrás, estiveram na origem do próprio partido.

Leia também:

Osvaldo Coggiola explica a origem do Movimento Passe Livre

 

81 Comentários escrever comentário »

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Roberto Del Villa

04/07/2013 - 20h57

Este Governo, vive de prosopopeia patética,tentando criar engodo ao povo, fazendo falsa promessas e divulgando crescimento que não existe, basta ver o medíocre resultado do PIB nos últimos 5 Anos…
Veiculam propaganda enganosa sobre a SAÚDE e a EDUCAÇÃO. Quem já foi a um hospital público sabe do que se está falando e quem tem filho na escola que em 8 anos ainda continua a ser um Alfabetizado funcional, sabe do que se está falando. É patético!

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Lafaiete de Souza Spínola

22/06/2013 - 11h44

AZENHA ESCANCARA, AQUI, O ÂMAGO DA QUESTÃO!

VOTEI DUAS VEZES NO LULA, UMA VEZ NA DILMA. NÃO ESTOU SATISFEITO!

O BOLSA FAMÍLIA RECEBI COMO UMA NECESSIDADE EMERGENCIAL! FIQUEI AGUARDANDO QUE SE INVESTISSE NA EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL. CONTINUO ESPERANDO!

O PT É O RETRATO DESSA SOCIEDADE CONFUSA E SEM RUMO. TODOS DISCUTEM AS MAZELAS, MAS NÃO APRESENTAM UM PROJETO DE PAÍS. E QUALQUER PALPITE QUE NÃO PASSE PELA EDUCAÇÃO SERÁ APENAS MAIS UM! ENTRE OS MANIFESTANTES, AQUELES QUE NÃO PRATICAVAM VANDALISMO, MUITOS PORTAVAM FAIXAS EXIGINDO EDUCAÇÃO. PESSOAS DE VISÃO! SÓ A EDUCAÇÃO NÃO VAI RESOLVER AS NOSSAS MAZELAS, MAS É A BASE PARA O NOSSO FUTURO! SEM ELA, NÃO TEREMOS FUTURO ECONÔMICO E SOCIAL!

Às potências do NORTE, é preferível que o Brasil cresça o suficiente para garantir um fornecimento de matérias primas, aqui exploradas, e um mercado razoável para escoar seus produtos industrializados. Não interessa que nossa educação chegue a um patamar tão elevado, que permita o desenvolvimento de tecnologia própria e, em consequência, passarmos de importadores a competidores.

Temos como exemplos: No passado, a luta pelo PETRÓLEO e, muito recentemente, as sabotagens verificadas na base de ALCÂNTARA que explodiu, matando mais de 20 cientistas e engenheiros de ponta, impossibilitando o envio de satélites de telecomunicações com foguetes nacionais. A própria Embratel que já engatinhava nos projetos de satélites foi vendida. Por que toda essa desnacionalização?

UMA MODESTA SUGESTÃO PARA A PRESIDENTA DILMA:

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

Vamos dar andamento ao legado que o Darcy Ribeiro nos deixou!

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo.

Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública; da inclusão do bolsa família; de uma CPMF exclusiva para a educação etc.

Para o início dessa grande mobilização, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas na construção desses centros educacionais e no preparo dos professores. Alerto, que sem a federalização esse projeto não terá sucesso!

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.

Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 19 horas, na escola. Passam a ser desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Não podemos continuar incrementando a dívida publica em detrimento da educação.

5. A federalização da educação é uma necessidade. A educação deve ter o mesmo nível em todo país. A edição de livros em escala, por exemplo, proporcionará a diminuição de custos.

6. Fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo etc.

7. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral.

8. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas.

Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas.

9. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas.

O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano adotariam a sistemática de, periodicamente, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas. Isso proporcionaria uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.

10. O Brasil deixará de ser, apenas, um país exportador de “produtos primários”. No campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade.

11. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.

12. O futuro da energia: Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando apagões.

13. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la.

14. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência.

15. A devastação da Amazônia: Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental.

16. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes, corruptos e lavadores de dinheiro atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!

17. Para alcançarmos tudo isso, vamos necessitar, possivelmente, de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário (seria o ideal), lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo.

18. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, praticamente, não terá guarida.

19. Com um projeto como esse, as nossas Forças Armadas repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos.

Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem tempo para os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Jovens que não irão para as ruas queimar a bandeira do seu país e praticar todo tipo de vandalismo, como forma de protesto. Só assim, seremos um país forte e solidário. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.

20. Essa escola deve acolher as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas! Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro. As atuais escolas de pequeno porte serão reformadas e usadas como creches.

21. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a professora, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito.

Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada.

Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

22. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado na grande Xangai, com cerca de 20 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.

Responder

    De Paula

    28/05/2014 - 07h14

    Quanto espaço gasto para não dizer nada; já visitou o Blog do Planalto hoje? Estão lá, todas as respostas aos seus questionamentos. Penso que o senhor também deveria aprender a pescar.

Manifestante dizia: "Foda-se o Brasil, nacionalismo é coisa de imbecil" - Viomundo - O que você não vê na mídia

19/06/2013 - 11h23

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Caiu o nosso muro de Berlim. E agora? - Viomundo - O que você não vê na mídia

19/06/2013 - 06h04

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Scavone: Explosão jovem cheira mais primavera que pólvora e gasolina - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/06/2013 - 19h39

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O Palheiro | Dilma e os jovens: Não é apenas um problema de comunicação.

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Carlos Zarattini: Hora de voltar aos bairros e debater com a população - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/06/2013 - 11h46

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Ivanisa Teitelroit Martins

18/06/2013 - 11h07

A trajetória e as bases do pensamento do Movimento Passe Livre

Tarifa Zero: É preciso tempo e ponderação
A pauta principal do MPL, segundo consta no sítio do movimento, é que os transportes sejam pagos por impostos progressivos, através de uma reforma tributária feita pela Prefeitura, de forma que pague menos quem tem menos e quem não tem nada, não pague
Por Evaristo Almeida
Quinta-feira, 13 de junho de 2013

No dia 1° de junho houve aumento das tarifas públicas dos transportes em São Paulo, nos trens, metrô e ônibus o que desencadeou uma série de protestos.

Outras manifestações do mesmo cunho já tinham ocorrido em cidades como Florianópolis, Porto Alegre e está acontecendo também na cidade do Rio de Janeiro.

Os protestos são organizados pelo Movimento Passe Livre – MPL que defende a tarifa zero nos transportes públicos. Ele foi criado em 2005 em Porto Alegre, mas já existia a Campanha pelo Passe Livre. Em 2003 houve a Revolta do Buzu, em Salvador e a Revolta das Catracas em Florianópolis em 2004 e 2005.

A pauta principal do MPL, segundo consta no sítio do movimento, é que os transportes sejam pagos por impostos progressivos, através de uma reforma tributária feita pela Prefeitura, de forma que pague menos quem tem menos e quem não tem nada, não pague. E uma parte dos recursos advindos dessa reforma sejam canalizados para custear o transporte público.

Já o MDT, Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos,foi criado em setembro/2003 como um movimento suprapartidário apoiado por cerca de 450 entidades dos mais diversos setores da sociedade (movimentos sociais, populares e sindicais, empresários, universidades, poder público, profissionais liberais, entre outros). Seu objetivo é inserir na agenda social e econômica do país o transporte público como um direito para todos. Um dos objetivos do MDT é o barateamento do transporte público urbano.

Não há nenhum grande sistema de transporte público gratuito no mundo. Os países mais ricos subsidiam as tarifas, mas foi um movimento realizado paulatinamente ao longo de mais de 40 anos.
Na França os usuários pagam o equivalente a 30% do valor da tarifa de transporte, os outros 70% são subsidiados pelo poder público.

No primeiro momento a imprensa tratou o protesto em São Paulo como se ele fosse somente dirigido ao transporte municipal de São Paulo. Inclusive o governador Geraldo Alckmin equivocadamente num primeiro momento disse que era um problema da prefeitura.

Mas o movimento é claro e abrange também o Metrô, a CPTM e a EMTU sob gestão do governo paulista.

A tarifa do ônibus municipal de São Paulo tinha sido reajustada pela penúltima vez em 1° de janeiro de 2011, passou de R$ 2,70 para R$ 3,00, 11,11% de aumento. Até o dia 1° de junho de 2013, a inflação variou 15,96%. Dessa forma a tarifa deveria ir para R$ 3,47.

O governo municipal com o auxílio do governo federal, que abriu mão do PIS e COFINS das operadoras de transportes públicos terrestres, reajustou em 6,6%. A passagem foi para R$ 3,20.

Em São Paulo há um subsídio de R$ 1,25 bilhão para completar o transporte municipal. A tarifa técnica, que é o custo real da passagem, atual é de R$ 4,13, ou seja, o passageiro ao passar pela catraca deixa de pagar R$ 0,93, que é coberto pelos cofres públicos.

O valor subsidiado atual do sistema é de 23% o que projeta um custo anual para o transporte municipal de R$ 5,5 bilhões. É esse valor que deveria sair dos cofres públicos municipais para pagar o sistema integralmente.

O orçamento municipal de São Paulo para 2013 é de R$ 42,04 bilhões, sendo a receita tributária desse montante de R$ 17,80 bilhões. Dado que os recursos já têm previsão de gastos, teria de haver um aumento de R$ 4,25 bilhões nos impostos para que o transporte público seja gratuito para todos.

A estimativa para a arrecadação do IPTU para o ano de 2013 é de R$ 5,3 bilhões na cidade. Dessa forma, se o financiamento da tarifa zero no município viesse unicamente desse imposto ele deveria ser aumentado em 80%.

Há de se ressaltar que uma parte da população já tem a tarifa zero, que são os idosos (homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 60 anos) e os passageiros especiais (pessoas com deficiência física, auditiva ou visual). Além dos estudantes que pagam meia passagem.

E o sistema estadual, composto pelo Metrô, CPTM e EMTU, sob gestão do governo paulista?

O Metrô e a CPTM tinham corrigido a tarifa em fevereiro de 2012, passou de R$ 2,90 para R$ 3,00. A variação do IPCA desde início de junho de 2013 foi de 8,8%, ou seja, a tarifa deveria ser ajustada para R$ 3,26, ao invés de R$ 3,20.

Segundo planilha enviada pelo governo do Estado de São Paulo à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP, o custo mensal da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô é de R$ 181,35 milhões e as receitas líquidas (tarifa, outras receitas, ressarcimento das gratuidades e pagamento de impostos) de R$ 169,76 milhões, havendo um déficit de R$ 11,59 milhões cobertos pelo governo estadual. A cobertura pelas receitas na CMSP é de 93,6%.

A estimativa para o custo anual do Metrô é de R$ 2,176 bilhões. O governo junto com o custeio das gratuidades pelas planilhas apresentadas gastará R$ 427,84 milhões. A previsão é que o governo estadual deveria aportar mais R$ 1,748 bilhão para que o sistema seja gratuito.

Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM o custo mensal é de R$ 160,03 milhões, enquanto as receitas líquidas são de R$ 105,68 milhões, havendo um déficit de R$ 54,35 milhões. A receita líquida cobre 66,04% dos custos, havendo um complemento de 33,96% pelo governo estadual.

O custo estimado anual da CPTM anual é de R$ 1,92 bilhão, dessa forma caberia o aporte de mais R$ 1,267 bilhão para a tarifa zero nos trens.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU aumentou em 7,5% o preço das passagens na Região Metropolitana de São Paulo e na Região Metropolitana da Baixada Santista. A Região Metropolitana de Campinas não teve reajuste por conta da licitação. O corredor ABD (São Mateus-jabaquara) teve aumento de 9,68% e o preço passou de R$ 3,10 para R$ 3,40.

A cobertura custo pela receita da EMTU é de 100,51%. Isso indica a passagem paga pelo usuário é acima do que custa o sistema.

Para cobrir os custos da EMTU na RMSP, a estimativa é que seja gasto algo em torno de R$ 1,5 bilhão anualmente. Na RMBS, o serviço comum custa R$ 252,39 milhões.

Já o sistema sob gestão da ARTESP, aumentou o serviço classificado como suburbano em 5,06% em 23 de fevereiro. Esse sistema intermunicipal atende as cidades do Estado de São Paulo que não estão em regiões metropolitanas.

Os sistemas de transportes intermunicipais da EMTU e ARTESP atendem a população mais pobre do Estado de São Paulo e apresentam as passagens mais caras pelo governo do Estado de São Paulo não entrar com nenhum subsídio. Na RMSP, a média do preço das passagens é de R$ 3,62 e na RMBS, de R$ 3,81. É comum em muitas viagens o passageiro pagar valores acima de R$ 4,00.

Dessa forma para garantir a tarifa zero nos sistemas de responsabilidade do governo estadual na RMSP e RMBS, de acordo com os dados apresentados na planilha enviada à ALESP, o aporte de recursos seria de em torno de R$ 5 bilhões anualmente.

A receita orçamentária do governo estadual prevista para 2013 é de R$ 173,448 bilhões, sendo R$ 95,86 bilhões de receitas tributárias (R$ 6,025 bilhões de IPVA, R$ 4,469 bilhões de outras receitas e R$ 85,368 de ICMS).

Nos últimos anos muita coisa tem sido feita na esfera da mobilidade urbana. O PAC mobilidade urbana prevê mais de R$ 60 bilhões de investimentos nos transportes públicos do país. São 15 obras de BRTs em andamento, 13 de corredores de ônibus, quatro metrôs, dois monotrilhos, um trem urbano e dois VLTS que beneficiarão capitais e grandes cidades brasileiras como Belo Horizonte, Belém, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Outras obras ainda estão em processo de preparação em todo o país.

O governo federal já deu passos importantes para a desoneração da tarifa dos transportes públicos, com a redução do preço da energia elétrica em 32%, o que ajuda empresas operadoras de metrôs, trens e ônibus elétricos, desoneração da folha de pagamento das operadoras de transportes e zeragem das alíquotas do PIS e COFINS para o transporte urbano, que beneficiam aos operadores de todos os modais.
Essas medidas permitiram que cidades como Guarulhos, São Bernardo do Campo,Mauá, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, São José dos Campos, Vitória, Manaus e Jundiaí, reduzissem o preço da tarifa e a cidade de São Paulo pudesse fazer um reajuste menor.

Outras medidas poderão fazer parte dessas iniciativas como redução dos impostos para o diesel usado no transporte público e a CIDE da gasolina, como defende o prefeito Fernando Haddad de São Paulo, ser cobrado e utilizado para um fundo de barateamento da tarifa.

Falta aos governadores a iniciativa de redução de ICMS da cadeia produtiva do transporte e aos municípios o ISS.

O transporte público é um dever do Estado e um direito do cidadão e a redução ou zeragem do preço da tarifa beneficia principalmente os mais pobres que o utilizam mais.

A mobilidade urbana nas cidades brasileiras tem sido prejudicada por causa do uso intensivo do transporte individual e a qualidade junto com o barateamento da tarifa poderá estimular que as pessoas troquem o carro pelo transporte público.

Dessa forma entendemos a necessidade de discussão de um transporte com mais qualidade, modicidade tarifária ou tarifa zero tem de passar pela sociedade pela necessidade de aumento dos impostos, mas com o benefício de ter transporte público à disposição de todos.

É um movimento que se dará ao longo do tempo com a sua inclusão na pauta política do país.

O debate deve ser feito de maneira ponderada e de acordo com capacidade fiscal dos governos.

*Evaristo Almeida – Mestre em Economia Política, Assessor de Transportes da Liderança da Bancada do PT e Coordenador do Setorial Nacional de Transportes do PT

Responder

FrancoAtirador

18/06/2013 - 09h57

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.
A articulação da Mídia Bandida para vincular

“desvio de dinheiro público para obras da Copa”

com “falta de verbas na saúde e na educação”,

como se “a Dilma tivesse deixado de investir

em serviços públicos para construir estádios”

já chegou, inclusive, nas escolas particulares.

Alguns professores estão até induzindo os alunos.

São as fontes de sempre, Rede Globo e Editora Abril,

repercutidas pelos demais meios de manipulação de massa.
.
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Pesquisa mostra que 71% da população diz acreditar
em desvio de verba nas obras da Copa do Mundo

Se depender da confiança da população brasileira, o governo, a Fifa e as construtoras estão desmoralizadas.

Em pesquisa realizada pelo instituto Hello Research, 71% dos entrevistados dizem acreditar que existe desvio na verba para as obras dos estádios para a Copa de 2014.

A desconfiança dos brasileiros não para por aí.

Os números apontam que 39% ainda dizem acreditar que também haverá desvios nas reformas dos aeroportos brasileiros, 38% afirmam o roubo nas obras de melhoria em transporte público e nem a rede hoteleira escapa da visão negativa, com 37%.

Do total, 46% dizem acreditar ainda que o dinheiro gasto com o maior evento de futebol do mundo poderia ser investido em outras áreas mais carentes de nossa povo, como a educação e a saúde.

A pesquisa denominada Fora de Campo entrevistou 1000 pessoas em 70 cidades diferentes espalhadas por todas as regiões do Brasil.

Na visão do sócio- diretor executivo da empresa, Davi Bertoncello, os brasileiros mostram duas formas totalmente diferentes de enxergar a Copa, acreditando no sucesso, mas questionando o dinheiro gasto:

— Este raio-X nos permite acompanhar dois sentimentos antagônicos entre os brasileiros: a certeza de que tudo vai dar certo e teremos uma Copa do Mundo sem problemas para receber os visitantes estrangeiros, além de turistas de diversas regiões do Brasil.
Porém, para isto acontecer, muitos dos responsáveis por viabilizar o evento usarão de estratégias que só contribuirão para a degradação de nossa economia interna, além de manchar a nossa imagem perante os empresários estrangeiros.

(http://www.helloresearch.com.br)

Responder

    FrancoAtirador

    18/06/2013 - 10h56

    .
    .
    Enquanto isso, no Planalto Central do País…

    Ministro Gilberto Carvalho
    se reúne com manifestantes em Brasília.

    do Blog do Planalto

    O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (17), afirmou que a manifestação é própria da democracia, e que o governo quer estabelecer um diálogo com os grupos que têm se manifestados nos últimos dias.

    Hoje, o ministro recebeu representantes de grupos que fizeram manifestações no último fim de semana no Distrito Federal.

    “A manifestação é própria da democracia.
    O nosso projeto político cresceu no país fazendo mobilização. Mobilização é muito bem-vinda.
    Por isso que nós estamos preocupados em fazer uma discussão, uma aproximação, um diálogo, e elevarmos o nível dessa discussão porque esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústia…
    E se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque corresponde ao anseio de muita gente.
    Então é próprio da nossa atitude ouvir e valorizar isso”, defendeu.

    Gilberto Carvalho já havia conversado com manifestantes no último sábado, durante a partida de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão.

    Segundo Carvalho, é próprio do governo estar atento, ter a humildade de ouvir, e procurar compreender o processo para reagir de maneira adequada.

    “Eles são portadores de mensagens, e nós temos que compreender. É por isso que eu fiz questão, durante o próprio jogo, estive lá, conversando com os manifestantes.
    Foi um gesto de diálogo, de entendimento.
    E fiquei muito feliz de eles terem aceitado, parte deles, virem aqui.
    (…)
    Acho que foi um bom início de conversa, e acho que eles nos trazem reivindicações que consideramos importantes para gente tratar”, comentou.

    (http://blog.planalto.gov.br/a-manifestacao-e-propria-da-democracia-afirma-gilberto-carvalho)
    .
    .
    Alegria, Alegria
    (Caetano Veloso)

    Caminhando contra o vento
    Sem lenço e sem documento
    No sol de quase dezembro
    Eu vou…

    O sol se reparte em crimes
    Espaçonaves, guerrilhas
    Em ‘Cardinales’ bonitas
    Eu vou…

    Em caras de presidentes
    Em grandes beijos de amor
    Em dentes, pernas, bandeiras
    Bomba e Brigitte Bardot…

    O sol nas bancas de revista
    Me enche de alegria e preguiça
    Quem lê tanta notícia?
    Eu vou…

    Por entre fotos e nomes
    Os olhos cheios de cores
    O peito cheio de amores vãos
    Eu vou
    Por que não? Por que não?

    Ela pensa em casamento
    E eu nunca mais fui à escola
    Sem lenço e sem documento,
    Eu vou…

    Eu tomo uma coca-cola
    Ela pensa em casamento
    E uma canção me consola
    Eu vou…

    Por entre fotos e nomes
    Sem livros e sem fuzil
    Sem fome, sem telefone
    No coração do Brasil…

    Ela nem sabe, até pensei
    Em cantar na televisão…
    O sol é tão bonito
    Eu vou…

    Sem lenço, sem documento
    Nada no bolso ou nas mãos
    Eu quero seguir vivendo, amor
    Eu vou…

    Por que não, por que não…
    Por que não, por que não…
    Por que não, por que não…
    Por que não, por que não…

    (http://letras.mus.br/caetano-veloso/43867)
    .
    .
    Tropicália
    (Caetano Veloso)

    Sobre a cabeça os aviões
    Sob os meus pés os caminhões
    Aponta contra os chapadões
    Meu nariz

    Eu organizo o movimento
    Eu oriento o carnaval
    Eu inauguro o monumento
    No planalto central do país

    Viva a Bossa, sa, sa
    Viva a Palhoça, ça, ça, ça, ça
    Viva a Bossa, sa, sa
    Viva a Palhoça, ça, ça, ça, ça

    O monumento
    É de papel crepom e prata
    Os olhos verdes da mulata
    A cabeleira esconde,
    Atrás da verde mata,
    O luar do sertão

    O monumento não tem porta
    A entrada é uma rua antiga
    Estreita e torta
    E no joelho uma criança
    Sorridente, feia e morta
    Estende a mão

    Viva a mata, ta, ta
    Viva a mulata, ta, ta, ta, ta
    Viva a mata, ta, ta
    Viva a mulata, ta, ta, ta, ta

    No pátio interno há uma piscina
    Com água azul de Amaralina
    Coqueiro, brisa e fala nordestina
    E faróis

    Na mão direita tem uma roseira
    Autenticando eterna primavera
    E no jardim os urubus passeiam
    A tarde inteira entre os girassóis

    Viva Maria, ia, ia
    Viva a Bahia, ia, ia, ia, ia
    Viva Maria, ia, ia
    Viva a Bahia, ia, ia, ia, ia

    No pulso esquerdo o bang-bang
    Em suas veias corre
    Muito pouco sangue
    Mas seu coração
    Balança um samba de tamborim

    Emite acordes dissonantes
    Pelos cinco mil alto-falantes
    Senhoras e senhores
    Ele põe os olhos grandes
    Sobre mim

    Viva Iracema, ma, ma
    Viva Ipanema, ma, ma, ma, ma
    Viva Iracema, ma, ma
    Viva Ipanema, ma, ma, ma, ma

    Domingo é o fino-da-bossa
    Segunda-feira está na fossa
    Terça-feira vai à roça
    Porém…

    O monumento é bem moderno
    Não disse nada do modelo
    Do meu terno
    Que tudo mais vá pro inferno
    Meu bem

    Que tudo mais vá pro inferno
    Meu bem

    Viva a banda, da, da
    Carmem Miranda, da, da, da, da
    Viva a banda, da, da
    Carmem Miranda, da, da, da, da

    (http://letras.mus.br/caetano-veloso/44785)
    .
    .
    Fotografia 3×4
    (Belchior)

    Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
    Jovem que desce do norte pra cidade grande
    Os pés cansados e feridos de andar légua tirana
    E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
    e de ver o verde da cana…

    Em cada esquina que eu passava
    um guarda me parava,
    pedia os meus documentos e depois sorria,
    examinando o ‘três-por-quatro’ da fotografia
    e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.

    Pois o que pesa no norte,
    pela lei da gravidade,
    (disso Newton já sabia!)
    Cai no sul grande cidade
    São Paulo violento,
    Corre o rio que me engana..
    Copacabana, zona norte
    e os cabarés da Lapa onde eu morei

    Mesmo vivendo assim,
    não me esqueci de amar
    que o homem é pra mulher
    e o coração pra gente dar,
    mas a mulher, a mulher que eu amei
    não pode me seguir, oh, não!

    Esses casos de família e de dinheiro
    eu nunca entendi bem
    Veloso o sol não é tão bonito pra quem vem
    do norte e vai viver na rua.

    A noite fria me ensinou
    a amar mais o meu dia
    e pela dor eu descobri
    o poder da alegria
    e a certeza de que tenho coisas novas
    coisas novas pra dizer.

    A minha história é, talvez,
    é talvez igual a tua,
    jovem que desceu do norte
    que no sul viveu na rua
    e que ficou desnorteado,
    como é comum no seu tempo
    e que ficou desapontado,
    como é comum no seu tempo
    e que ficou apaixonado e violento
    como todos vocês…

    Eu sou como você.
    Eu sou como você.
    Eu sou como você,
    que me ouve agora.
    Eu sou como você.
    Eu sou como você.
    Eu sou como você…

    (http://letras.mus.br/belchior/132598)
    .
    .

jaime

18/06/2013 - 09h13

Mas a dívida pública está equacionada… só que não.

“Mesmo com o pé no freio nos investimentos, alcançar a meta de superávit primário determinada pela presidente, avaliam fontes do Ministério da Fazenda, será muito difícil e dependerá de uma resultado maior das receitas extraordinárias, COMO O LEILÃO DO POÇO DE PETRÓLEO DE LIBRA, na Bacia de Santos, e da arrecadação da Receita Federal.
O controle terá de ser feito pelo Tesouro Nacional na boca do caixa, já que publicamente será difícil sustentar uma medida que afete os investimentos, o que aumentaria as críticas à política fiscal e à estratégia do governo adotada desde o ano passado de elevar as desonerações tributárias.”

http://br.financas.yahoo.com/noticias/governo-ter%C3%A1-cortar-investimentos-cumprir-111800942.html

Responder

jose carlos lima

18/06/2013 - 09h12

O período da campanha eleitoral é quando as pessoas mais participam via internet. Então vamos aonde quero chegar: O Haddad tinha um site, facebook, twitter e outros meios bacanas de comunicação. O que fez tão logo foi declarado eleito? Removeu tudo. Não sei se removeu por exigência da legislação eleitoral, acho que não. Só sei que não deu tempo nem mesmo eu lhe dar parabéns pela vitória. Quando quis dar sugestão para a administração da cidade, não havia mais canal de comunicação. Se remover a página foi uma exigência da Lei Eleitoral, não poderia ter criado outras, como fez Obama? O certo é que queremos participar, todas as idades, os jovens principalemente. Que essa revolta sirva de lição e só lamento que o velho udenismo fará de tudo para se apropriar do movimento iniciado pelo MPL, o uso da imagem da repórter da Folha(que incitou a violência) na campanha da direitona é um sinal bem claro de que isso já está ocorrendo. http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/governo-dilma-nao-e-apenas-um-problema-de-comunicacao.html

Responder

Nilson

18/06/2013 - 08h48

Com certeza o melhor texto que li sobre o assunto.
Porem, o Brasil não se governa sem maioria, por isso acredito que o problema não é só do PT, com certeza aí sera o calcanhar de aquiles, os jovens estão demonstrando querer outro caminho (estão cobertos de razão), diferente do que o Brasil esta navegando, difícil sera manobrar esse barco, espero que o consenso se estabeleça, aí entra minha duvida.
Sobre as vaias de Dilma, para min são coisas completamente diferentes, que num contexto explosivo acaba caindo no mesmo embaraço, e com certeza sera usado pela oposição para tentar disfarçar que tudo que esta acontecendo é culpa dela.

Responder

Alexandro Rodrigues

18/06/2013 - 08h47

A presidenta vai descer a rampa ano que vem!!!

Cynara Menezes, da Carta Capital

Por que tantos jovens aderiram à campanha contra o aumento de tarifas de ônibus e não às manifestações convocadas, com o apoio maciço da mídia, contra a corrupção e os réus do mensalão? A resposta é simples: porque esse é um protesto de esquerda, com reivindicações caras à esquerda. A direita não está nem aí para o aumento das tarifas do transporte público, até porque ela anda de SUV. “São só 20 centavos”, foi a reação mais comum que vi deles nas redes sociais. Condenaram o movimento desde a primeira hora, e vão condenar ainda mais daqui para a frente, porque, em minha opinião, o aumento da tarifa em São Paulo foi apenas o detonador de uma insatisfação crescente nos últimos anos e que agora parece prestes a explodir. E que diz respeito não à direita, mas ao PT.
É uma indignação já antiga, que começou a brotar quando o PT chegou ao poder, em 2002, e passou a substituir o verbo “lutar” de suas origens por “acochambrar” –em nome da tal governabilidade, uma palavra cada vez mais suja. Em 2010, a esquerda brasileira se uniu em torno de Dilma Rousseff porque não queria que chegasse ao poder a corja de fundamentalistas que apoiava o outro candidato. Mas, para nosso espanto e asco, eles estão hoje do lado do PT, influindo nos destinos da Nação. Pior ainda, junto com os ruralistas que sempre abominamos. Imaginem, quando poderíamos pensar que a direita ficaria feliz com o PT no poder, e a esquerda, contrariada? Parece um pesadelo.
No poder, o PT abandonou praticamente todas suas bandeiras históricas –a única que se mantém verdadeiramente de pé é a diminuição da pobreza, da desigualdade social e étnica. Todos aplaudimos as conquistas inegáveis neste setor. Mas a gente não quer só comida, lembram? Queremos todas as outras bandeiras de volta, também. Abandoná-las tem um custo eleitoral e, se o partido não resolver fazer algo a respeito, a fatura será cobrada em 2014.
As bandeiras que o PT abandonou:
– A moralidade. Não importa que seja caixa 2 ou outra coisa, o mensalão representou uma mancha num partido que se construiu em cima de um discurso ético e não para fazer “o que os outros também fazem”. Não houve mea culpa por parte do PT até hoje, e nem sequer uma reflexão conjunta sobre o ocorrido, apenas críticas à mídia e ao Supremo.
– Os direitos humanos. Este ano, o PT, ao optar pela presidência de outras comissões “mais importantes”, deixou de estar à frente de uma comissão que tradicionalmente sempre prezou, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Isso deu espaço para que se instalasse na presidência da Comissão, para horror da sociedade civilizada, um pastor fundamentalista com histórico de homofobia e racismo, Marco Feliciano. Esta semana, diante da selvageria da PM nas manifestações de quarta-feira em São Paulo, o governo federal, em vez de denunciar a violência policial, fazendo jus à história do PT, ofereceu “ajuda” a Geraldo Alckmin, do PSDB, contra um protesto de jovens. O prefeito petista da capital, Fernando Haddad, em lugar de se portar ao lado dos manifestantes como seria digno de um membro do partido que tem greves no DNA, se colocou ao lado do governador tucano e da truculenta polícia.
– A reforma agrária. Dilma Rousseff conseguiu ser pior que o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso em famílias assentadas: apenas 21,9 mil, o menor número desde 1995. São dados do MST (Movimento dos Sem-Terra), velho parceiro de lutas do PT, não do “PIG”. É o MST quem diz que o governo de Dilma é um dos piores nos últimos 20 anos em desapropriação de terras para assentamentos. Não é à toa que a líder ruralista e senadora Kátia Abreu chegou a declarar que se sente próxima à presidenta “pela concordância de ideias” e por sua “compreensão da agropecuária brasileira”. Por favor, respondam: quem, na esquerda, votou no PT esperando ver uma ruralista contente?
– Os direitos LGBTs. A bandeira da diversidade, tão cara ao PT desde os seus princípios, inexiste hoje em dia no partido, que cedeu inteiramente à pressão dos pastores evangélicos. Os petistas se encontram tão reféns do fundamentalismo em nome da “realpolitik” –surrealpolitik, melhor dizendo–, que o ministro da Saúde telefonou ao pastor-deputado Marco Feliciano antes de decidir suspender uma campanha pelo uso de camisinhas entre prostitutas. E quem vai esquecer que o governo Dilma voltou atrás em lançar uma campanha anti-homofobia nas escolas só para atender ao obscurantismo dos políticos evangélicos? O apego ao poder deixou o valente PT medroso.
– Os índios. Dilma Rousseff, ao contrário de seus antecessores, nunca recebeu no Palácio do Planalto as lideranças indígenas. Só recentemente, após um índio ser morto pela Polícia Federal no Mato Grosso do Sul é que o secretário-geral da presidência, Gilberto Carvalho, recebeu lideranças (em um anexo do Palácio) e admitiu erros na condução da política indígena e na discussão em torno da usina de Belo Monte. A presidente Dilma é, até agora, a governante que menos concedeu terras a índios desde o governo FHC. Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, prosseguem os conflitos: na segunda-feira 12 outro índio foi morto em uma emboscada. É ou não é para um cidadão de esquerda ficar indignado?
– Transporte público barato e de qualidade. Sim, o PT já acreditou nisso. Quando Luiza Erundina se tornou a primeira mulher prefeita de São Paulo, em 1988, o partido defendia a mesma tarifa zero que os meninos do MPL (Movimento Passe Livre) que estão nas ruas protestando, defendem (leia mais aqui). Por aí fica claro quem foi que mudou.

Responder

Masan

18/06/2013 - 07h49

Azenha, dá orgulho de ser seu conterrâneo! Ótima análise. Parabéns!

E será igualmente ótimo se Dilma lê-la…

Responder

Masan

18/06/2013 - 07h33

Dá a impressão q Dilma é amadora em alguns aspectos, e mal assessorada!

Responder

    Nilson

    18/06/2013 - 11h49

    Mal assessorada sim, amadora não. Acredito que ela esteja focada em fazer o que prometeu na campanha, porem as dificuldades com as obras, corrupção e mídia deve consumi-la, uma pessoa com tanta coisa a realizar não pode ficar olhando para trás para se defender, aí entra os assessores.

Romanelli

18/06/2013 - 06h59

Não AZENHA, esta. pra mim, ainda não é “a analise”

Primeiro vc diz que DILMA não sabe e não gosta de se comunicar,e tb se isenta de se posicionar ..depois vc passa a relacionar uma pancada de abraçamentos que a Dilma fez, e que só poderiam ser tornados públicos se tivesse havido comunicação ..abraçamentos que, acima de tudo, EM VOCÊ provocaram descontentamento.

Não, penso diferente, penso que a frustração é latente e vem de há muito, e que houve SIM muita trairagem desde THC, passando por LULA e chegando a DILMA ..uma enrolação de dar pena, da população

Já dizia o profeta: “o dia que o povo acordar, político não vai dormir” ..e hoje deve ter sido uma noite de insonia pra muitos

Aposto com vc que nenhum dos fatos por vc mencionado foram, seriam ou serão decisivos pro povo ter saído às ruas (Telefonia, ruralistas, fundamentalistas e composições políticas abjetas), aposto que a coisa é mais básica, universal, gutural. Coisas do tipo:

Falta de ética, coerência e transparência, sucessivas décadas de frustração com a saúde, educação, segurança, JUSTIÇA, transportes públicos, excesso de impostos e stress governamental por cima do cidadão comum, infra e qualidade de vida péssima nas metrópoles, por exemplo.

..e estas questões companheiro, sejamos francos, pra muitas deles, TRINTA ANOS depois de ter terminado a exorcizada ditadura, pra muitas delas já deveríamos ter tido solução mas, mas, MALDITA CORRUPÇÃO !!!!!!

Responder

Lucas

18/06/2013 - 06h21

Dilma perdeu a batalha de comunicaçao ao nao levar a frente uma agenda mais progressista e deixar o conservadorismo se reproduzir a torto e a direita, alem de ignorar as mesmas pessoas que defenderem o legado lula na ultima eleiçao, estas estao nas ruas hoje protestando contra o status quo, …vamso ver quem vai defender o governo desta vez, pois os seus antigos militantes, ja estao desiludidos.

Responder

Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 02h58

“A REVOLTA” MOSTRA UMA DAS SUAS FACES! A maioria dos “protestantes militantes” não sabe nem pelo que estão protestando! É o conhecido ‘espírito de manada’! O que não deixa de ser um risco iminente à nossa subdemocracia de bananas! ENTENDA

… A famigerada, nefasta, oligárquica e golpista/terrorista/antinacionalista ‘GloboNews’ apresentou em uma matéria o depoimento de uma jovem, loura, olhos claros, cabelo escovado em algum salão de grife em SP, “sorriso com aparelho ortodôntico pensando que ainda é status” [risos], abre aspas: “Eu também não uso transporte coletivo! Mas, estou aqui – junto com as minhas amigas – para protestar: é muito caro o preço do transporte coletivo!”
[- E por que a mocinha não falou também da precariedade do sistema público de transportes em Pindorama?!
– Sei lá! Talvez porque essa parte do depoimento talvez não constasse do, digamos, ‘script’, ensaiado!..
– Ah! Essa “elite cansada e cheirosa” me causa frouxos de risos! Parodiando e lembrando um *(hilário) personagem do saudoso e excelente ator, o Paulo Gracindo!
*o primo rico – que contrastava com o primo pobre!]

… E “vamo” protestar!… Abaixo o futebol no país do futebol (sic)… Abaixo a Rede Globo… Abaixo a condição de banqueiro bandido e condenado poder bater papo com certos ministros do **”supremoTF” (idem sic)… Abaixo o atual prevaricador da nação… Abaixo a Editora da MARGINAL Tietê!… ABAIXO ao salário nababesco do Neymar & demais bolas murchas: por um país cujo futebol seja “tocado” exclusivamente por atletas amadores; queremos mesmo é saúde, educação e segurança públicas de qualidade! Ou seja, e definitivamente, nós queremos pão e dispensamos o circo!…
**”supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas! À exceção dos ínclitos, catedráticos e impávidos juristas Ricardo Lewndovski, Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso! “Intonce”: abaixo “o restante(!) do supremoTF”!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Adilson

18/06/2013 - 00h53

Caro Azenha,

meus sinceros parabéns pelo seu texto. Concordo integralmente com o que você fala.

Responder

Pedro

18/06/2013 - 00h08

Azenha, leio, com toda dificuldade imposta pelo meu inglês mambembe, o blog do Paul Craig Roberts. Num dos seus artigos ele afirma categoricamente que a imprensa ocidental vive somente de mentiras. Pensando na Dilma, enquanto presidente, como é que ela pode, publicamente, opor-se a esse mundo de mentiras? Não pense que tenho resposta para essa pergunta. Não tenho. Se as mentiras da imprensa servem a uma parte da sociedade para fazer política, para se opor ao governo petista, é porque, para essa parte da sociedade, como, por exemplo, para os capitalistas, aquilo que nós consideramos uma coisa boa, positiva, como o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores, para eles não é. Como o que importa para eles é manter a pobreza, e é por isso que ela ainda existe num mundo em que a abundância já não tem limites, mas não podem declarar este princípio econômico para eles fundamental, ou seja, produzir pobres, só lhes resta mentir. Mentira, por exemplo, como aquela a respeito do atentado às torres gêmeas, que foram três a cair, mas que a mentira só computa duas. Mentira como aquela que invadiu o Iraque. As armas de destruição em massa foram lá introduzidas pelos americanos. Basta ver o número de iraquianos que mataram.

Responder

Messias Franca de Macedo

17/06/2013 - 23h40

UM DOS CALDOS DE CULTURA PARA A NOVA TENTATIVA DO ‘GOLPISMO SEMPRE EM CURSO’! Ou o que deveria ser um ‘mea culpa’ do governo federal:

# A ausência da Lei dos Meios;
# A judicialização e a criminalização da atividade política;
# A leniência do Ministério da Justiça em episódios recentes, por exemplo: não exigiu que a Polícia Federal divulgasse e punisse exemplarmente as forças (ir)responsáveis pelos boatos relativos à supressão do programa ‘Bolsa Família’…

EM TEMPOS DE MANIFESTAÇÕES(!): a DIREITONA conseguiu produzir aquilo que pretendia que os “ingrezes” vissem! Pelo menos, fica o aviso: que tal cancelar a Copa do Mundo e as Olimpíadas?!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Bertold

17/06/2013 - 23h04

Esse sopro de vida da rapaziada se mexendo por alguma coisa é ótimo. O PT não tem nada a temer nem deve se preocupar como alguns analistas afoitos dizem. É um partido que chegou aonde está porque soube estabelecer a simbiose entre sociedade política e sociedade civil. Está na sua gênese aprender com a sociedade e os movimentos da vida. A “wave” da rapaziada pode assustar dada a característica difusa e inorgânica das redes e suas bandeiras. Mas o saldo futuro é que importa. Quem sabe, as consequências políticas sigam além do que promoveram os “carapintadas” que à midia até deu uma forcinha mas depois deixou de lado. Escafedeu-se. Virá mais politização que permitirá uma identificação progressista dos rumos do país e que enfim fortaleça a posição majoritária das reformas que todos falam? Esperemos para ver.

Responder

    Mário SF Alves

    18/06/2013 - 00h50

    Outros e novos tempos. Comunicação em tempo real. Rede neural. Prof. Miguel Nicolelis. Vai dar tudo certo. O PiG é que se cuide. Felizmente.

ze

17/06/2013 - 22h25

Façam manifestações contra a privatização da Petrobras e Hidrelétricas!
Já se passaram 11 anos e o que vemos agora: privatizações na previdência, na saúde, hidrelétricas, portos, aeroportos, estradas, ferrovias, petrobras etc.Que governo é esse? Que é isso?. Uma coisa é você tentar, lutar, outra coisa é a omissão, a cumplicidade, as alianças cada vez menos democráticas. As passeatas são decorrentes desse governo. Esse governo é um desastre! Muita gente considera o governo Lula bom, eu considero mediano, bom em relação aos anteriores (pós-ditadura). O governo Lula tirando a parte social, não mudou em nada a perversa estrutura que é imposta ao país. Posso citar pelo menos três que esperávamos: auditoria na dívida interna e externa, revisão das privatizações e uma lei da mídia, nada foi feito. Mas estávamos resignados, afinal era um governo de transição, muitos problemas, e dizíamos que no próximo as grandes lacunas e reivindicações seriam atendidas.. Os que realmente controlam o país tentam fazer a polarização entre os dois maiores partidos, pois nenhum dos dois mudará nada. Ou você acha que mudou alguma coisa? Você está satisfeito com isso? . Esse governo está colhendo o que plantou. Ah! Diriam, é a mídia, a economia…Não, não é só a mídia e economia não, as pessoas estão decepcionadas.

Responder

    Mário SF Alves

    17/06/2013 - 23h15

    “Uma coisa é conquistar o Governo, companheiro; outra coisa, muito diferente, é conquistar o poder.” Frase proferida pelo Plínio de A. Sampaio, fundador do PT, em declaração pública (televisionada), e em comentário logo após confirmada a primeira eleição do Lula.

Messias Franca de Macedo

17/06/2013 - 21h49

E ATENÇÃO!

Um dos raríssimos intelectuais da crônica esportiva brasileira, o Juca Kfouri, nos exorta, em *comentário feito há poucos minutos: “Nós temos que ter muito cuidado para evitar que forças ‘invisíveis’ – semelhantes àquelas de 64 – se aproveitem desse aparente momento de conflagração nacional, na tentativa de se apoderarem do poder, por vias, digamos, ‘heterodoxas’!”
*ESPN Brasil, canal 30

NOTA FÚNEBRE: podemos inferir que o golpismo pode estar sendo ‘noticiado’ (sic)…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Mário SF Alves

    17/06/2013 - 23h18

    Ou… que a boca de aluguel da pior elite do mundo anda um tanto quanto desnorteada. Pois não?

José X.

17/06/2013 - 21h12

O que os “jovens inconformados” vão fazer é entregar o governo para a direita, como fizeram na Espanha…

Responder

    marcus

    17/06/2013 - 21h47

    Se sua preocupação é esta, não há motivo.

    O governo já fez isso quando negociou com fanáticos religiosos e latifundiários os direitos dos povos indígenas, das mulheres e dos homossexuais, para obter seu apoio

    Não fechou com eles? Agora vai lá pedir ajuda aos fanáticos religiosos e latifundiários.

    José X.

    17/06/2013 - 23h18

    Tá bom, quando a direita “de verdade” implantar as medidas de “austeridade”, acabar com os programas de desenvolvimento, sucatear de vez com o estado, acabar com as políticas redistributivas, quando a inflação e ESPECIALMENTE o desemprego aumentarem (como na Europa), aí então a gente conversa de novo.

    Souza Santos

    18/06/2013 - 09h16

    Perfeito comentário MARCUS

    Denise

    18/06/2013 - 01h43

    Quem viver verá! Viu Azenha!

Edgar Rocha

17/06/2013 - 20h58

Perfeito! Até que enfim uma explicação plausível pra toda esta manifestação mau direcionada, caracterizada justamente pela pulverização do descontentamento. Está clara agora a motivação pra tanta gente que sai às ruas quase aleatoriamente, sem condução clara, sem carro de som, sem esclarecimentos. Sendo a maioria dos manifestantes justamente associada a este perfil, não tenho dúvidas que o texto sintetizou bem. O problema agora, é reverter isto. Há solução? Ou será que esta era realmente se esgotou? Lamentável é olhar no horizonte e ver o retrocesso social e político que estas falhas representam. Tanta coisa boa em jogo por um erro estratégico. Mas, isto vem se consolidando desde o primeiro governo do Lula, não? O que houve, talvez pelo próprio perfil da Dilma, é um aprofundamento desta tendência conservadora, já que o referido afastamento das bases condiciona o governo a mais e mais concessões a ditos “aliados”. Engraçado que, finalmente a tese petista sobre o conceito de “cooptação com setores divergentes” finalmente encontrou seu limite. Este é o lado bom. Em grande escala, o governo Dilma está padecendo do mesmo mal presente na filosofia administrativa do PT desde o Governo de Luíza Erundina: o afastamento de suas bases motivado pelo discurso de que estas já estão representadas e que por isso, não há motivo pra reclamarem, nem cobrarem, nem serem cidadãs. Este ‘xá comigo sempre representou um retrocesso tanto político, quanto conjuntural e eleitoral. À época, culpavam a militância pelos fracassos administrativos e por não conseguirem fazer sucessor (militante é bicho chato, atrapalha, como dizia Duda Mendonça), além de justificarem a adulação oferecida aos adversários, sempre fazendo concessões em detrimento das propostas iniciais e da representatividade da militância. Convenhamos, Azenha, por mais simpatia que você tenha pelo Zé Dirceu, ele sim, foi um grande defensor desta prática, a despeito do discurso radical de seus tempos de Convergência Socialista (era esta a tendência dele, não?). São Paulo amarga até hoje os resultados destes erros políticos. Mas, foi preciso chegar à presidência da República pra ficar definitivamente exposto o calcanhar-de-aquiles do PT: o pragmatismo pouco confiável de sua direção histórica (em especial de São Paulo), o fisiologismo como efeito colateral desta prática e a incompetência política dos que encaram a relação com a militância com um certo curralismo de esquerda, regado a pinga com limão em conversinhas de bastidor mal intencionadas e depreciativas contra os que questionam certas práticas. Acho que todo mundo cansou é de ser desiludido e manipulado. É periclitante este movimento espasmódico contra tais agressões. Tem tudo pra dar errado. Embora, agora tenha ficado mais compreensível. Mas, dependendo de quem conseguir cooptar esta força motriz da decepção, pode-se aguardar um verdadeiro desastre, pro governo e pro país. Pena… tanta conquista sendo ameaçada por jumentice e elitismo dos articuladores do governo e da própria Dilma. Dá quase pra falar “bem feito”, não estivesse em jogo o interesse legítimo de tantos.

Responder

    xacal

    17/06/2013 - 21h09

    Zé nunca foi da Convergência. Zé sempre foi da Articulação.

    Militante é bicho chato, mas é chato necessário.

    O suposto “fracasso” não é motivado por afastamento da militância. Ora bolas, governo é uma coisa, partido é outra.

    O problema é que uma parte da militância é incorporada pela tarefa de compor escalões de governo, e outra permanece nos partidos, incapaz de enxergar que a agenda do governo é sempre mais ampla, porque precisa encampar outros setores que não votaram no programa partidário, o que o comentarista chama de adulação.

    Este é o caminho para construir bases parlamentares, e bases sociais de apoio.

    Agora como falar em fracasso para um partido que cresceu geometricamente desde 82?

    Será que não foi a militância que deixou de fazer seu papel junto aos novos contingentes trazidos com este crescimento, porque teimava em lhes impor uma pauta que rejeitavam, ou ao menos, senão rejeitavam, entendiam de forma menos orgânica?

    Edgar Rocha

    17/06/2013 - 21h37

    Me desculpe. Articulação! Não tinha mesmo certeza. Mas, que sustentou o discurso pelo pragmatismo, juntamente com sua tendência, isso é verdade. Me lembro de uma declaração dele, em que criticava o Florestan Fernandes justamente por puxar as rédeas e não permitir certas concessões. Obrigado pela correção. Eu era pequeno na época, mas minha família militava. E me lembro da divisão ideológica nas reuniões.

Messias Franca de Macedo

17/06/2013 - 20h46

“NUMDISSE?!” AS MANIFESTAÇÕES – E O GOLPISMO SEMPRE EM CURSO! ENTENDA

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Polícia diz que manifestação no DF foi financiada
Enviado por luisnassif, seg, 17/06/2013 – 18:16
Do G1
Polícia investiga financiamento de R$ 30 mil para manifestação no DF
Participantes receberam até R$ 300 para ir a protesto na sexta, diz polícia.
Um dos organizadores do movimento nega pagamento a manifestantes.

Isabella Formiga

A Polícia Civil do Distrito Federal informou nesta segunda-feira (17) que investiga a origem de R$ 30 mil supostamente destinados a financiar a manifestação ocorrida na sexta-feira (14) em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha. No protesto, as seis faixas do Eixo Monumental foram fechadas por manifestantes, que atearam fogo a pneus.
Segundo o diretor-geral da corporação, Jorge Xavier, a polícia tem provas de que o protesto foi financiado e que pessoas ligadas a parlamentares podem estar envolvidas com o movimento. Xavier não informou o nome dos parlamentares para qual os suspeitos trabalham.
(…)
A polícia investiga também a participação do ex-servidor da Presidência da República Gabriel Santos Elias no protesto. Segundo Xavier, Elias foi exonerado em maio e é líder do movimento Copa para Quem?. O grupo faz parte do Movimento Brasil e Desenvolvimento, liderado por estudantes e ex-estudantes da UnB, entre eles Elias.
“Embora tenha dado entrevista ao lado do incêndio, embora tenha feito contato com MTST para fundir os dois movimentos, a gente não pode dizer que ele participou do incêndio”, disse Xavier. “Ele vai ser intimado para prestar declarações em relação ao crime”, afirmou. A polícia procurou líderes do MTST neste fim de semana para prestar esclarecimentos, mas não conseguiu encontrá-los.
(…)
‘Sabotagem’
O diretor da Polícia Civil afirmou ainda nesta segunda que dois estudantes detidos na madrugada de sábado tentando cortar cabos de um semáforo na 703 Sul não têm relação com nenhum dos movimentos.
Um dos envolvidos, no entanto, é assessor parlamentar e foi preso em flagrante com uma mulher que carregava uma sacola com ferramentas. O diretor da polícia não disse para qual parlamentar o estudante trabalha.

FONTE: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/policia-diz-que-manifestacao-no-df-foi-financiada

Responder

Jose Mario HRP

17/06/2013 - 20h38

Dilma mandou não reprimir!
O povo passeou e protestou pelo congresso e planalto!
Em Sampa 01 milhão protestou em paz contra as carestias!
Parabens ao nosso povo!
Politicos lembrem que o voto é nosso!No Rio o pau comeu, em Porto Alegre o povo protesta!
Vitória, e mais outras capitais em protesto!
Viva a juventude!

Responder

Sérgio Alberto Bastos da Paixão

17/06/2013 - 20h36

“Racionalmente, é a Revolta Brasileira”.

A camada fina de gelo sobre a hipocrisia social democrática em que vivemos vai se quebrando por força dos repetidos erros da classe dominante. Por muito menos famílias reais foram degoladas e déspotas tiveram seus corações arrancados.
A Justiça prende desafortunadas pessoas por crimes banais enquanto condenados pelo Supremo exercem cargos eletivos.
Governantes têm seus modos corruptos escancarados por antigos aliados enquanto inversamente os mesmos que denunciam sofrem e são condenados a pagar fortunas por dizerem a verdade.
Saúde Publica funciona de forma pior que em tempos de guerra enquanto os Planos de Saúde e os empresários donos de grandes hospitais enriquecem sugando verbas do sistema único de saúde.
A violência chegou ao nível de dar medo ao capeta e escandalizar a Al Qaeda, Hamas e Hizbollah porque aqui no Brasil se mata por cinco reais, se mata no transito se mata no futebol, se mata com farda, se mata por desvio de verba da saúde, educação e cultura e a culpa de tudo sempre é colocada nas drogas. É a desculpa oficial e padrão.
As televisões e os jornais anteriormente se dividiam entre os que defendiam a verdade e os que buscavam sua estabilidade econômica apoiando a mentira, só que agora com o advento da Internet e temendo a bancarrota, todos criaram uma simbiose e interdependência inacreditável com quem esta no poder ou com quem quer tomar o poder, devido às fortunas aplicadas em propaganda.
O processo eleitoral é uma mentira, pois esta embasada nos moldes antigos de dominação no seguinte tripé: Partidos Políticos sem personalidade, sem singularidade, transparência e sem foco na defesa dos pobres. Candidatos sem originalidade, repetidos, incapazes, elitistas e representantes da classe dominante. Informação, orientação e educação política direcionada e parcial, doutrinante, formadora de tijolos e alienante, sem conteúdo, sem verdade e memória.
O processo e a estrutura do Sistema educacional é uma piada e funciona como pequenos presídios ou creches de mendigos, desaparelhada e com professores e servidores desvalorizados e pessimamente remunerados e assistidos.
Pega tudo isso embrulha em um papel cheio de merda e escreve a “Copa é Nossa, Vamos lá Brasil!” e dá para o jovem esclarecido comer. Uma hora ele vai vomitar.
É isso e muito mais.
Sérgio Alberto Bastos da Paixão
http://www.facebook.com/sergio.paixao.35

Responder

    xacal

    17/06/2013 - 21h11

    Me convenceu. Vou correndo me matar!

Valdecir Luiz Cordeiro

17/06/2013 - 20h18

MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS X MANIFESTAÇÕES DE MASSA
Grupos politizados têm capacidade de reconhecer os ganhos sociais resultantes das opções políticas da sociedade, exatamente por sentirem-se colaboradores no processo de construção das conquistas.
As massas tendem a ver as conquistas como naturais. Assim como nasceu a floresta amazônica, pensam, nasceram as políticas públicas. Os direitos são vistos como naturais.
Por isso, “nas agitações provocadas pela escassez as massas populares costumam procurar pão, e o meio que empregam costuma ser o de destruir as padarias” (José Ortega y Gasset, A rebelião das massas, M. Fontes, 91).
Espero que as atuais manifestações tenham um comportamento político, não de massa, e não destruam as padarias – as conquistas históricas da história recente do Brasil: política externa, programas de transferência de renda, universidades para pobres, programa de moradia, investimentos em infraestrutura…

Responder

    xacal

    17/06/2013 - 21h14

    Se depender de alguns blogs, e de alguns companheiros “de esquerda”, periga destruir as padarias e enforcar os padeiros…

    Neste sentido, a luta contra a demotucanalhada parece bem mais honesta, pois sabemos o que eles querem!

Walter

17/06/2013 - 20h04

Fico feliz em ver q tudo que eu venho repetindo há pelo menos um ano é o sentimento geral. O Pt traiu. Resta agora não deixar os outros se apropriarem de uma bandeira q não é deles. O Pt era a última esperança. Pela invasão do congresso e linchamento de todos canalhas. São todos farinha do mesmo saco.

Responder

Messias Franca de Macedo

17/06/2013 - 19h43

… O PROBLEMA É DE NATUREZA GOLPISTA!

… AINDA SOBRE [PSEUDO-]JORNALISMO FASCISTA!

… Em seus indefectíveis e miasmáticos comentários agourentos matinais, ‘o jornalista amigo dos patrões Marinhos’, o *Alexandre Garcia, destila todo o seu ódio de classe e preconceitos sórdidos contra o povo brasileiro. Sistematicamente, destrata e achincalha os brasileiros, tachando-os de selvagens e bárbaros – “e que o bom mesmo é (con)viver nas plagas europeias(!)”… Sem o menor pudor, o boçal jornalista afirma que “o povo brasileiro é desprovido de civilidade!”…
… No entanto, o comentário da manhã do dia de hoje começou mais ou menos com essa mentira(!): “Hoje, irei falar sobre a Copa das Confederações e a inauguração do Estádio Mané Garrincha!…”

[ – Dessa vez, qual foi a mentira, senhor matuto?!
– O tal jornalista não mencionou um verbete esportivo! O ouvinte nem sequer ouvir o resultado da partida de futebol!
– Já sei, senhor matuto, o tal jornalista da “‘grobo'” “aproveitou a deixa” para, como de praxe, desancar a presidente Dilma!
– Ô peste graduada em PIGologismo, sô! (Risos)]

… Pois bem, no comentário de hoje, o jornalista enalteceu a atitude daqueles(as) que vaiaram a presidente Dilma Rousseff, afirmando que “a manifestação foi uma expressão da altivez e não subserviência do povo!” E mais, segundo o mesmo jornalista: “Todos os 67.000 torcedores e torcedoras que estavam presentes nas dependências do Estádio Mané Garrincha vaiaram solenemente a presidente Dilma!” [Todos e todas!(?) A(de)n(do) ‘sujo’ nosso! Sem a menor desfaçatez nem o mínimo de prurido, bradou: “Estádio de futebol é local propício para as vaias! Dizem até que ‘minuto de silêncio’ é motivo para as vaias!”

AGORA, LEITOR(A), PASME: “A única autoridade desse país que não foi vaiada no Maracanã foi o grande presidente Emílio Garrastazu Médici! O presidente responsável pelo maior surto de crescimento que esse país já conheceu! Crescimento, comparado aos dias de hoje, equivalente ao da China!…”

*Alexandre Garcia é um jornalista amigo dos patrões (sic) cuja estratégica tarefa peculiar é, digamos, capilarizar o PIG! Todas as manhãs, o tal jornalista divulga comentários, que são difundidos para os rincões do Brasil através das ondas potentes do rádio!

EM TEMPOS *”MANIFESTAMENTE MILITANTES”! É a tal da coisa: “uma vez porta-voz de uma ditadura, sempre fascista!”

*lembrando o saudoso Odorico Paraguaçu! Bom político – e militante(!) – aquele!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

jaime

17/06/2013 - 19h41

A esperta política da governabilidade… deu nisso.

Responder

xacal

17/06/2013 - 19h38

Um texto de tamanha densidade merece análise passo-a-passo:

por Luiz Carlos Azenha

“O blogueiro Altamiro Borges costuma falar sobre a capilaridade dos grandes conglomerados de mídia do Brasil apontando para as agências de distribuição de fotos e notícias, que espalham o conteúdo gerado no Rio de Janeiro ou em São Paulo mesmo para os pequenos jornais ou emissoras de rádio do interior de Goiás ou da Amazônia.

Quando a Secom, a Secretaria de Comunicação ligada à Presidência da República, diz que mudou a distribuição de verbas publicitárias para fomentar e apoiar órgãos locais e afirma que isso contribuiu para a democratização de conteúdos, está falando uma meia verdade: isso pode até resultar na contratação de jornalistas locais, mas não garante que a pauta seja distinta da dos grandes meios, que ocupam espaço nas publicações com seus colunistas e ditam o que é ou não pauta nacional.(…)”

Resposta: Aqui o editor do blog, antigo militante do jornalismo corporativo, parece desconhecer que um governo, ainda mais um do PT, com todas as domesticações já anunciadas, cantadas e decantadas(algumas caluniosas e mero contrabando da luta política que também se dá no campo da esquerda) pouco ou quase nada conseguiria influenciar na pauta e no modo vertical como as grande redações determinam a repercussão de assuntos de seu interesse e de seus “sócios” da elite.
As empresas de mídia são por natureza conservadoras e sempre estarão no campo de oposição a agenda progressista, seja em uma rádio de Paraopeba, ou na bancada do JN.

“(…)De minha parte, tenho escrito sobre o paradoxo da chamada “crise da mídia”. As empresas demitem jornalistas e reduzem custos ao mesmo tempo em que aumentam sua influência sobre o público através da apropriação das ferramentas disponíveis aos usuários das redes sociais.

No passado, o leitor de Arapiraca, em Alagoas, provavelmente teria de esperar o dia todo até receber sua edição de O Globo impressa no Rio de Janeiro. Agora, via Facebook, ele recebe o artigo do Merval Pereira pregando a prisão de José Dirceu disseminado pelos próprios internautas. Mais que isso, recebe o artigo recomendado por um parente ou amigo, o que acrescenta um peso — vamos dizer, “emocional” — ao conteúdo.(…)”

Resposta: Com tudo isto, o nível de influência política que estes conteúdos têm sobre a população não se reflete nos números de apoio a presidenta, e mais, no crescimento que o PT e os partidos da base aliada tiveram desde 1989 até aqui. O JN, só para citar o exemplo mais conhecido, caiu de mais de 80% de audiência para 29% em 2013.
O crescimento dos partidos chamados progressistas foi linear e contínuo, primeiro nas grandes cidades, e agora pelo interior e em todas as regiões.
As empresas de mídia não sensibilizam com novos conteúdos, ou seja, não forma mais opinião alguma. No máximo, pegam carona nos sentimentos latentes e conservadores do senso comum, que estarão sempre lá, qualquer que seja o governo.
Antes, um texto do merval, uma edição do JN, poderia eleger ou derrubar um presidente. Hoje, depois de 30 minutos de veiculação, são atacados, derrubados,e viram piada, na mesma velocidade com a qual chegaram pelos esquemas virais e “emocionais”.

“(…)O poder dos conglomerados se ampliou na medida em que eles dispõem de mais recursos para disputar espaço nas redes sociais.(…)”

Resposta: O poder deles não se ampliou por causa disto. Este campo das redes sociais, como o feicebuquistão, por exemplo, era campo fértil, desde sempre, para o florescimento conservador classe média. O nível de representatividade política destes perfis, e até dos blogs, é, em um país como o nosso, de extrema irrelevância, salvo raras exceções, como o autor deste blog e de outros jornalistas que já mantinham uma referência social que só ajudou a ampliar suas plataformas na rede.

“(…)Surgiu, no entanto, uma inédita capacidade dos mais jovens, antenados e digitalizados, de influir na pauta nacional através da formação de redes de opinião múltiplas e não necessariamente ligadas a partidos políticos.(…)”

Resposta: Azenha, o caráter político dos “jovens antenados” nas redes sociais, repito, com raras exceções, é de natureza fascista, conservadora e chula.

“(…)Como tenho dito desde o primeiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a disputa agora já não é apenas pelo controle dos meios de produção de notícias, que de fato se democratizaram pelos padrões capitalistas (montar um blog e comprar uma câmera digital exige muito menos capital que o que Roberto Marinho usou para montar uma rede de TV). A disputa hoje é também sobre a capacidade de disseminar em rede conteúdos de seu interesse.(…)

Resposta: Não há como controlar esta capacidade de disseminação sem tolher
a autonomia que dá razão de ser aos movimentos nas redes sociais e blogs. Não há quem monopolize, ao menos até hoje, essa rede de replicação de conteúdos, porque mídia, seja ela analógica ou digital, são, como o nome diz, meios, e não um campo político específico a ser dominado, ou seja, blogs e redes sociais servem a organização de movimentos e não ao contrário.

“(…)O erro do Partido dos Trabalhadores em geral e do governo Dilma em particular foi descuidar da informação na era da informação.

Lembro-me de quando Ronald Reagan, o Grande Comunicador, estava em minoria no Congresso dos Estados Unidos e decidiu falar diretamente aos eleitores, por cima dos mandatos distritais, usando para isso a visibilidade garantida ao púlpito presidencial.

Donald Regan, assessor de imagem do presidente norte-americano, bolava os eventos. Reagan desembarcava no interior do Texas e, ao lado de fardos de feno, falava sobre a política agrícola, garantindo espaço na mídia local e regional.(…)”

Resposta: O PT nunca cuidou muito de sua comunicação institucional, porque, de certo modo, sempre enxergou que falava diretamente aos movimentos sociais que eram de seu interesse.
Quando em 2002, Lula ascendeu a presidência, mudou o alvo, e a fala começou a ser direta, pela incomum capacidade de Lula de falar com o povão. Até porque o PT extrapolou seu público cativo de 30 milhões de eleitores dos grandes centros urbanos.
Dilma, por certo, tem um estilo diferente, mas seu governo não deixa de vocalizar junto a maioria da população, justamente aquela que continua a ser atendida pelo governo, e cada pessoa neste país, lá nos grotões saberá dizer mais do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, PAC, etc, do que dos temas como mensalão ou tomates.

“(…)A presidente Dilma aparentemente não gosta de usar o púlpito para fazer política, ou seja, para contestar as versões sobre os fatos apresentadas como verdades absolutas pela mídia (como o apagão elétrico que, afinal, nunca aconteceu), para defender suas próprias ideias e influir na pauta de debates.(…)”

Resposta: Talvez o blogueiro não aceite que não se trate de uma questão de gosto. Uma política como Dilma pouco ou nada submeterá suas decisões estratégicas a questões de “gosto”.
Quando precisou, e no tempo certo, Dilma respondeu ao apagão elétrico e a questão do aumento das contas, em rede nacional.
A presidenta continua a manter sua base aliada em ampla maioria, vai impondo sua agenda para as mudanças que julga necessárias, e ao contrário de Reagan, não cultiva o desgosto pelos “mandatos distritais” para impor sua popularidade como ligação direta em detrimento da ação política representativa e institucional, já tão desgastadas e vilipendiadas pela mídia.

Acho que não caberia cair nesta armadilha de se portar como mais uma “populista”.

“(…)Com isso, perante a opinião pública, está sempre na defensiva. Ainda que o apagão tenha, afinal, se mostrado uma ficção midiática, a nova dinâmica das redes sociais disseminou fortemente a impressão de um governo acuado, sem respostas, vacilante — com implicações para a imagem de Dilma que podem ter tido algum impacto inclusive nas pesquisas de opinião.(…)”

Resposta: Já foi escrito em vários blogs, e inclusive no Nassif, como a Folha de SP utilizou e manipulou os dados da pesquisa da “queda de oito pontos”.
Talvez o blogueiro não tenha percebido (ou não queira) a gravidade do momento, e a conjuntura mundial que cerca o governo, o ataque conservador resistindo a questão dos juros (que, afinal, significam interromper os fluxos de capital, verdadeiro coração do sistema), a chantagem da inflação, a pressão pelo corte de gastos e capacidade de investimento do Estado para alimentar a ciranda financista, o recrudescimento da crise mundial, e a posterior rearrumação capitalista que seguirá, onde boa parte dos olhos da banca mundial se voltam para nossos movimentos.
Isto, aos olhos apressados, podem sugerir uma posição defensiva. E pode até ser, mas não tem nada a ver, ou pelo menos, muito pouco tem a ver com a guerra da comunicação.

“(…)Ossificado, o PT parece não ter entendido até agora a importância da batalha da comunicação. Em desvantagem nos espaços da grande mídia, o partido já deveria ter desenvolvido uma estrutura para produzir e disseminar conteúdos nas redes sociais.(…)”

Resposta: O PT nunca teve hegemonia ou “boa vida” junto a mídia. Não seria diferente na internet, que ao contrário do romantismo do blogueiro, reflete o mesmo conservadorismo de outras plataformas e da sociedade na qual está inserida. Não somos a vanguarda iluminada da revolução digital, ó Azenha!

“(…)Falo de discursos, notas oficiais e posicionamentos individuais dos parlamentares do PT, partido que dispõe ainda de um amplo corpo de técnicos e intelectuais que poderiam influir nos debates nacionais e se contrapor à pauta proposta pelas grandes redações.(…)”

Resposta: Aqui é preciso separar governo do partido. Mas fica a pergunta: Qual foi a última vez que o blog Viomundo ou do Nassif, só para citar os mais proeminentes, junto com PHA, Eduardo Guimarães, Rodrigo Vianna, dentre tantos outros, foi ou cobriu alguma reunião do DN do PT, ou dos diretórios municipais e/ou regionais pelo país?
Quantos debates sobre temas-chave poderiam ser propostos em rede por estas plataformas progressistas, mas que se limitaram a repercutir as falas institucionais destes parlamentares e intelectuais, geralmente de mão única e limitada pela necessidade de se enquadrar ao senso comum?

“(…)É irônico que Dilma tenha sido vaiada justamente no estádio mais bonito dos que foram construídos para a Copa das Confederações e que, dizem os que estiveram lá, deveria servir de orgulho para a engenharia nacional.(…)”

Resposta: Reportar a vaia da classe média de Brasília a uma suposta falha de estratégia de comunicação social, que atingiria o prestígio da presidenta onde ela nunca o teria é quase desonestidade intelectual, que diga-se, não é o feitio do editor.

“(…)O que me leva ao segundo ponto. Não se trata apenas de um problema de comunicação, mas também e principalmente de prioridades políticas.

Ao abraçar as empresas de telefonia — sejam quais forem os motivos para isso — e engavetar um Plano Nacional de Banda Larga baseado na universalidade, no investimento público e no livre acesso em praças ou pontos de encontro de jovens, o governo Dilma fechou as portas para que milhões de seus apoiadores ingressassem no mundo digital, disseminando suas ideias e opiniões nas redes sociais. A culpa é de Paulo Bernardo?(…)”

Resposta: Os apoiadores da Dilma continuam onde sempre estiveram, com ou sem inclusão digital. Já que é para falar de prioridade, o blogueiro parece esquecer as zilhões de tantas outras acumuladas em 5 séculos de exclusão, e coloca a questão da inclusão digital na frente de tantas outras, se nem ao menos conseguimos terminar as outras inclusões. Não que sejam excludentes, mas a luta política para implementar estas inclusões se dá em várias frentes, e nem sempre o governo terá fôlego para tocar todas. O nível de cobrança, embora justo, parece um tanto inadequado…ou, propositalmente, inadequado.

“(…)Ao abraçar os ruralistas — sejam quais forem os motivos para isso — e demolir a Funai, o governo Dilma se afastou dos indígenas, causando o desgosto de centenas de milhares de jovens internautas com grande capacidade de mobilização nas redes. A ironia suprema é que hoje a direita usa a causa indígena… para atacar um governo cujo partido principal de sustentação sempre teve compromisso histórico com os indígenas. Culpa da Gleisi Hoffmann?(…)”

Resposta: Os jovens, com o perdão do termo, estão cagando para os índios, a não ser para queimá-los. O resto do país, idem. A oposição sempre usará tudo em nosso desfavor, sejam índios, sejam a selvageria da PM que serva ao psdb paulista. A questão dos índios não é um tema de comunicação, ou de disputa política, lato sensu, porque se for colocada na agenda nacional, é possível que a população “vote” pelo extermínio dos índios ou sua total aculturação.
Esta é uma questão de Estado, e neste ponto eu concordo que o governo erre ao imaginar que vai solucionar os conflitos cedendo aos ruralistas.
Mas por outro lado, a Funai, a bem da verdade, não cumpriu seu papel pela causa indígena, aliás, nunca cumprirá. É só um paliativo, um penduricalho administrativo.
Como disse, a questão indígena é questão muito mais complexa que slogans e blogs. Está na gênese da formação do Estado brasileiro, da ocupação do solo, da preservação de culturas minoritárias (sempre dizimadas), etc.
Agora, pergunto: quem está disposto a levar este debate adiante?

“(…)Ao abraçar os fundamentalistas — sejam quais forem os motivos para isso — e cancelar campanhas de esclarecimento sobre a AIDS, além de demonstrar ambiguidade na questão do Estatuto do Nascituro, o governo Dilma perde o apoio de outro tanto de jovens militantes políticos que também são militantes digitais capazes, articulados e influentes. Culpa do Alexandre Padilha?(…)”

Resposta: Se o blogueiro está procurando culpados em política, vai mal. Esta é nossa sociedade e não foi o PT, ou o governo, que inventaram o conservadorismo religioso brasileiro, muito menos o preconceito. A política é isto, nobre blogueiro: fluxos e influxos. Quer mais avanços sobre aborto, direitos das mulheres, gays, negros? Então mãos à obra, e elejamos mais deputados!
Quantas manifestações os sindicatos de jornalistas promoveram para fomentar tais debates?
A campanha da prostituta feliz é de uma ingenuidade quase criminosa, ao submeter o orgulho de grupos minoritários (justo, por sinal) a uma questão de uso de preservativo, que em momento algum se conectavam. Só serviu para açodar ainda mais os grupos furiosos, e o que é pior e fatal em política: sem ganho nenhum!

“(…)Ao abraçar Gulherme Afif Domingos, o vice-governador de Geraldo Alckmin, e torná-lo ministro — sejam quais forem as justificativas para isso –, além de prometer apoio federal para a repressão a um movimento social em São Paulo, o governo Dilma se distancia profundamente de sua própria base (a Juventude do PT, saibam, faz parte das manifestações). Culpa de José Eduardo Cardozo?(…)”

Resposta: Eu gostaria de ver o PT abraçado ao randolfe, mas ele está abraçado ao álvaro dias, e ao pedro taques, que por sua vez, foram abraçar o gilmar dantas mendes. Mais uma vez, o blogueiro reduz a política ao campo das escolhas pessoais, dos arranjos estéticos das bandeiras e dos slogans, logo ele, que negocia diariamente os limites de sua militância e convicções em uma empresa de mídia corporativa. Culpa de quem?

“(…)Notem, portanto, que não se trata apenas de um problema de comunicação.

O fato é que existe uma nova dinâmica da informação, comandada em parte por jovens inconformados, que querem mudanças.

Porém, os compromissos do governo Dilma contribuíram para alijar das redes sociais uma parcela significativa de seus apoiadores, que se encontram entre os excluídos digitais.

Além disso, deram motivo para que militantes com poder de influência multiplicassem as críticas aos rumos da coalizão cada vez mais conservadora liderada pelo PT.(…)”

Resposta: Isto é sua opinião, eu respeito, mas não vejo nenhum rigor analítico que comprove o que diz.
E como o que é dito sem provas, pode ser contradito sem elas, eu posso dizer que as bases de apoio social do governo não estão onde o blogueiro imagina vê-las.
A juventude que apoia Dilma tem acesso as mídias digitais, (por seus próprios meios, infelizmente, eu concordo), não se deixa manipular pela mídia corporativa e sabe reconhecer as conquistas trazidas por este ciclo de poder, enxerga as contradições das alianças táticas, e torce o nariz para afifs e malufs, mas sabe que no frigir dos ovos, melhor um haddad que tem apoio do maluf ao mais um governo do psdb.

“(…)É como se houvesse um choque geracional entre o mundo digital e o mundo analógico (na observação de gente como Marcelo Branco e Sergio Amadeu) — com o PT encarnando, sem reação, o papel de um governismo conservador e desatento às pressões sociais que, lá atrás, estiveram na origem do próprio partido.(…)”

Resposta: Respeito a opinião de todos, mas não há choque entre mundos. Há mundos complementares, onde cada traço de conservadorismo ou progressismo do mundo orgânico(analógico) repercute, e é repercutido, dialeticamente, no mundo virtual. Ali estão as lutas de classes, o fascismo, o esquerdismo infantil, os preconceitos, o conservadorismo e os avanços.
A única pressão social que eu enxergo, e é amplificada pelas angústias de alguém (o nobre blogueiro) que acostumou a imaginar que a comunicação é o centro do mundo, é a que existe nestes nichos que se digladiam entre si, nos blogs e feicebuquistão, que uma vez ou outra, conseguirão transbordar estes universos virtuais, mas sem qualquer direção ou organicidade, se não estiverem vinculadas as formas reais de organização política que conhecemos, porque ainda não inventaram nada que substitua partidos, sindicatos, associações de moradores, etc.

Enfim, fica a dúvida: se tudo é uma luta da comunicação, com quem Dilma contará? Quantas greves os sindicatos de jornalistas fizeram desde 89, nas principais empresas de mídia do país?

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    Mário SF Alves

    17/06/2013 - 22h15

    Prezado Xacal,
    Reconheço que este espaço de resposta deveria ser reservado ao Azenha. Mas, vou ultrapassar. Portanto, espero não estar sendo apenas inconveniente.

    1º) Gostei disso (aliás, não é novidade nenhuma minha admiração a respeito de suas observações):
    “Eu gostaria de ver o PT abraçado ao randolfe, mas ele está abraçado ao álvaro dias, e ao pedro taques, que por sua vez, foram abraçar o gilmar dantas mendes. Mais uma vez, o blogueiro reduz a política ao campo das escolhas pessoais, dos arranjos estéticos das bandeiras e dos slogans, logo ele, que negocia diariamente os limites de sua militância e convicções em uma empresa de mídia corporativa. Culpa de quem?”

    2º) No entanto, nem com todo o realismo do mundo eu poderia admitir como sensato esse seu posicionamento. Obs.: É anti-romantismo o que vem a seguir? Se for, vou continuar preferindo a visão de mundo do Gandhi.
    “Os jovens, com o perdão do termo, estão cagando para os índios, a não ser para queimá-los. O resto do país, idem. A oposição sempre usará tudo em nosso desfavor, sejam índios, sejam a selvageria da PM que serva ao psdb paulista. A questão dos índios não é um tema de comunicação, ou de disputa política, lato sensu, porque se for colocada na agenda nacional, é possível que a população “vote” pelo extermínio dos índios ou sua total aculturação.
    Esta é uma questão de Estado, e neste ponto eu concordo que o governo erre ao imaginar que vai solucionar os conflitos cedendo aos ruralistas.
    Mas por outro lado, a Funai, a bem da verdade, não cumpriu seu papel pela causa indígena, aliás, nunca cumprirá. É só um paliativo, um penduricalho administrativo.
    Como disse, a questão indígena é questão muito mais complexa que slogans e blogs. Está na gênese da formação do Estado brasileiro, da ocupação do solo, da preservação de culturas minoritárias (sempre dizimadas), etc.
    Agora, pergunto: quem está disposto a levar este debate adiante?”
    _______________________________________
    Não obstante o valor relativo e a importância quase que absoluta de seu arrazoado, entendo que o que está em questão é o pragmatismo. O problema, prezado Xacal, é saber onde termina o pragmatismo e onde começa a conivência; é saber onde termina o pragmatismo e onde começa a covardia. Mesmo porque, nos dias que seguem, tem sido um tanto difícil saber o que realmente é pragmatismo; inclusive no que se refere ao Governo Federal.
    __________________________________________
    E sobre os jovens e outros tantos, nem tão jovens assim, que agora mesmo estão sacudindo algumas das velhacas certezas deste País, posso dar meu testemunho que estes mesmos jovens, dado advento das redes sociais, têm passado bem longe dos tentáculos tradicionais do PiG, a concessão pública chamada televisão. Ponto pra eles.

    xacal

    17/06/2013 - 23h21

    Mário, quem dá a medida entre o pragmatismo e a conivência é a política!

    E política se faz com o outro, com os ideologicamente afinados e com os adversários.

    Com avanços e recuos.

    Entendendo os limites para estendê-los, quando possível.

    Mas sem nunca perder de vista a realidade!

    O que leio por aqui, às vezes, me dá a impressão de que estamos à beira do abismo…e não estamos.

    Um abraço, e não se preocupe em usar o “espaço” do Azenha….ele já tem opinião (de)formada sobre o tema, e não se inclinará a debater com o pessoal aqui debaixo.

    José X.

    17/06/2013 - 23h40

    pô xacal, você bem que poderia colocar isso aí num artigo para o azenha publicar…

Francisco

17/06/2013 - 19h21

Se Haddad quiser, aprova o Passe Livre, velho projeto petista. É só surfar.

Se Dilma quiser, ela estataliza a banda larga barata. É só surfar.

Se o PT quiser, completa as assinaturs para a reforma politica. É só surfar.

Agora, se o PT é um partido socialista que não sabe mais surfar em onda popular, o descasamento do partido com sua História é grave…

Tudo de ruim que o pessoal reclama na rua é de quem detem o bloco hegemônico.

O bloco hegemônico é da Casa Grande!

Chegou a hora do PT liderar a Senzala!!!

Tira dos (poucos) microfones do PT essa nomenklatura paulista (esse ministro da justiça barnabé, esses burrocratas de partido).

Mas, pelo amor de tudo que há de mais sagrado: PT abre a boca e faz isso pra falar feito homem, p#%%@!!!

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Azenha, Dilma e os jovens | Conversa Afiada

17/06/2013 - 19h14

[…] Dilma e os jovens: Não é apenas um problema de comunicação […]

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adao silva

17/06/2013 - 19h02

Já disse varias vezes ou a copa derruba a Dilma ou vai enaltece-la, “é uma copa de dois legumes” estamos vendo os acontecimentos!!!!!

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J Souza

17/06/2013 - 18h58

Quando a gente dizia aqui que o povo não está satisfeito, mesmo com o baixo desemprego e um pequeno aumento real nos salários, por causa dos péssimos serviços públicos privatizados, como telefonia e transportes, a “polícia política” do PT nos blogs e redes sociais só sabia dizer que tudo está mil maravilhas, e que nós éramos do PSOL, do PSTU, ignorando que sempre fomos eleitores “históricos” do PT insatisfeitos com as políticas públicas.

Agora, o PT e seus aliados estão pagando o preço pela negligência, por ter ignorado o povo, principalmente os jovens, achando que compraria TODOS os jovens, dando bolsas do PROUNI para alguns, como se o “resto” (a maioria!) dos jovens, que agora são de classe média, também não tivessem reivindicações.

Nós não estamos satisfeitos com uma copa só de estádios. Não estamos satisfeitos com o péssimo transporte público no qual quase nada se investiu nem com o PSDB, nem com o PT. Não estamos satisfeitos com uma saúde pública mais preocupada com moralismo e marketing do que com contratação de profissionais e reaparelhamento do sistema. Também não gostamos de planos de saúde que aumentam as mensalidades acima da inflação e oferecem cada vez menos atendimento. Nós não estamos satisfeitos com telefonia cara, que mais falha do que fornece os serviços contratados.

Os governos preferiram ouvir a mídia golpista, e esqueceu de ouvir o povo. Agora ouvirá!

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Zé Brasil

17/06/2013 - 18h34

Prezado Azenha,

Não vou comentar este artigo em respeito a você a quem prezo muito como o Jornalista que é.

Uma afirmativa, contudo, é de doer: “….Porém, os compromissos do governo Dilma contribuiram para a-l-i-j-a-r das redes sociais uma parcela significativa de seus apoiadores, que se encontram entre os excluídos digitais…..” Não creio que num País com ~95 milhões de acessantes a Internet, dados do último trimestre de Dezembro de 2012, se possa falar em alijamento.

Contudo, para reflexão apenas:- se o meio digital estivesse todo nas mãos do Governo os comentários seriam os de que o totalitarismo petista controla os cidadãos e sufoca qualquer possibilidade de contraditório e tome porrada, obviamente, não aqui neste blog, um espaço democrático, mas imagina como seria na mídia do pig.

Estamos caminhando a passos largos para nos enfiarmos novamente numa ditadura. Basta ver o reposicionamento da mídia a respeito deste movimento de massas.

Tapei o nariz e lí um artigo do tio rei onde ele despudoradamente joga a responsabilidade dos distúrbios e violência que ocorreram em SP nas costas do PT.

Outro ponto, onde neste mundo, o Jabour, do alto de sua arrogância olímpica, sempre cheio de todas as certezas, iria reverter o monte de besteiras que falou sobre o movimento do MPL e se desculpar depois? Outro as rádios do pig convocando para manifestações e vaí por aí.

Aquilo que começou como um exercício de Democracia pode ser tranquilamente entortado para ser usado como motivador de um golpe, pois a história deste País nos mostra como e é só pesquisar a resepito.

A única explicação é que eles, os da mídia golpista, vão empalmar este movimento para alavancar um golpe de estado. É só esperar..

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José Maia

17/06/2013 - 18h31

Olha que coisa interessante: O Azenha sendo influenciado nas suas opiniões, por quem ? … pela grande mídia conservadora! O peso que ele dá, por exemplo, as declarações do Ministro da Justiça, mesmo que ele não tenha praticado ato nenhum, sem saber como ele agiria caso viesse a ter que agir, são uma demonstração clara de que Azenha também se pauta pela mídia corporativa com frequência. E difícil mesmo não se confundir com esse bombardeio.

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    Luiz Carlos Azenha

    17/06/2013 - 18h40

    Ah, pobre Azenha, incapaz de formar suas próprias opiniões…

    xacal

    17/06/2013 - 19h41

    Não há “pobre Azenha”, mas também não há um “super Azenha” que sempre emita opiniões incontestáveis…ou há?

    Yuri Ismael

    17/06/2013 - 22h17

    Azenha, deixa essa msg aí de cima “entrar por um olho e sair pelo outro”. Esse seu texto é um dos mais fundamentais publicados por aqui nos últimos tempos.

    xacal

    17/06/2013 - 23h25

    Ué, então existem textos fundamentais para a “bajulação”, mas não podem ser “fundamentais” para serem questionados?

    Cuidado aí, meu filho, se alguém chutar o saco do Azenha periga quebrar-te alguns dentes.

paulo sergio

17/06/2013 - 17h46

Tem mais Azenha . Ao se alinhar com o governador Anastasia ( MG ) e o Prefeito Marcio Lacerda ( BH ) para financiar as comunidades terapeuticas ao custo de 900 reais per captaa tratamento , na linha jesus cura , abandonou um trabalho sério de um corpo de trabalhodores públicos , extremamente sérios e competentes , que ao longo desses anos , fizeram de Belo Horizonte , uma referência em politicas de inclusão e reincerção psicossocial , através do movimento antimanicomial , entregando de bandeja , uma prefeitura que teve nas pessoas de Patrus Ananias e Célio de castro , exemplos de homens públicos e agora a situação é esta q vc descreve . Por isso , aquela vaia em Dilma , não interessa se vinda de quem for , foram muito pertinentes . Se lá estivesse , tbm teria usado minha garganta , por tamanha indignação , com essa covardia de governo q se tornou o PT . Ou eles mudam e asumem com mais coragem , os movimentos sociais , ou serão abandonados em breve .

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Leo V

17/06/2013 - 17h33

Azenha, dessa vez discordo um pouco da análise.

Discordo no que aponta ou sugere que o que está acontecendo hoje em São Paulo (e por tabela no Brasil, pois o que ocorre em São Paulo vira notícia nacional), tenha muito a ver com o PT estar no mundo ‘analógico’ ainda.

Sinceramente, por conhecer de dentro o MPL (já participei dele) e essa juventude de uma forma geral, o “sucesso” dele se baseia no campo “analógico”. Militância semanal, criar relações nos bairros, escolas, no trabalho, no dia a dia. A velha militância de sempre. As tais ‘redes sociais’ e internet são usadas como todos as usam, nada diferente.
Inclusive se fossem tão bons assim em usá-las, a proposta de tarifa zero não deveria ser considerada ainda coisa de outro mundo, pelo menos dentro da dita esquerda.

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    José X.

    17/06/2013 - 23h14

    Pois eu dessa vez concordo com o Azenha, o que não é comum. A incompetẽncia do PT no campo da comunicação, especialmente na internet, é fenomenal, Isso ficou bem visível na campanha de 2010, onde o PT tomou de goleada na internet. Em tudo quanto é forum a gente via a nazistada do Serra aos montes, e um ou outro gato pingado tentando desesperadamente contrabalançar (sem sucesso) a avassaladora onda de mentiras e baixarias. Minha impressão que ficou daquela época é que o Marcelo Branco não serve pra isso, é muito bobinho. A estratégia para a internet tinha que ter altíssima prioridada, comandada por algum político (é, tem que ser um político) super-competente. Infelizmente, parece que esse tipo de gente anda em falta no PT, faz tempo, depois que o Zé Dirceu foi abatido.

    xacal

    17/06/2013 - 23h28

    José X, meu caro: O poder econômico que concentra a pauta da mídia, é o mesmo que possibilita a militância da direita soterrar-nos na rede.

    Ou você acredita nesta baboseira de território livre?

    Não há nada, ou há muito pouco que o PT possa fazer para desconstruir esta correlação desigual de forças.

    A não ser que comecemos o nos portar como Obama, ou a aumentar o caixa 2 para financiar militantes virtuais.

    E aí? O que fazer?

Marcelo

17/06/2013 - 16h54

Desde 1989 digo a mesma coisa: O PT sempre foi inoperante em seu sistema de comunicação. Há uma arrogância incrível dentro do partido em achar que “o que vem de baixo não nos atinge”. Lula tinha essa prepotência e perdeu três eleições. Dilma está indo no mesmo caminho. Poderia estar aproveitando os resultados de um governo que investiu muito mais em qualquer área do que seus detratores, mas prefere fazer de conta que não ouviu nada. E do outro lado, tem Veja, Istoé, Globo, Estadão etc., bombardeando todo dia, espalhando mentira pra todo lado. Talvez quando venham a acordar (como sempre) seja tarde demais. O estrago já vai ter sido grande demais.

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Malvina Cruela

17/06/2013 - 16h41

e os cegos continuam apalpando o elefante e cada um “vÊ” um bicho diferente (cada analista vê um fenômeno distinto – a direita chama os manifestantes de esquerdistas e manda a policia descer o pau e a blogosfera de esquerda diz que manifestante e policia são de direita)..enquanto isso o povo que não segue nenhuma cartilha vai tomando as rédeas de seu destino e desarrumando esquemas mentais petrificados..e isso é bom…muito bom.

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Marcelo

17/06/2013 - 16h17

É triste ver esta oportunidade histórica de mudanças ser perdida.
As mudanças estruturais, a politização da classe média, o combate à elite conservadora que domina o país, tudo parado. Parece que o único objetivo é manter o poder, com alianças questionáveis.
O governo não pode ser somente acesso à cargos públicos por membros do partido e sindicalistas. Tem que ser um projeto de mudança real da nossa sociedade.

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Guilherme Scalzilli

17/06/2013 - 16h07

Dilma vaiada

É arriscada a tese de que os apupos em Brasília nasceram do descontentamento político da população. O raciocínio levaria a crer que a falta de episódios semelhantes em outros países indica uma satisfação popular com seus respectivos governos. Sabemos que não é bem isso que ocorre, mesmo nos mais civilizados rincões.

Também evito diagnosticar ali apenas privilegiados vomitando ódio de classe, embora os ingressos não tenham sido baratos e as estatísticas de aprovação a Dilma Rousseff coloquem a representatividade do protesto em dúvida. Qualquer generalização sobre as origens da platéia do Mané Garrincha seria leviana.

Outro devaneio tolo envolve a presença de Dilma no evento, ou seu cotejo aos coronéis do futebol brasileiro e internacional. Ora, alguém julga razoável que a presidenta da República se abstenha de inaugurar a Copa das Confederações, na capital do país, às vésperas de sediar a maior competição mundial do esporte? Queriam que a organização barrasse Joseph Blatter e José Maria Marin? Que ninguém se pronunciasse numa solenidade com tamanha relevância?

Não cometeria a insânia de questionar o “direito” à manifestação pública de repúdio a qualquer pessoa ou entidade. Ele existe, ou deveria existir, em todas as circunstâncias da vida social, inclusive quando se paga caro para prestigiar uma seleção que é o próprio símbolo da corrupção e do engodo.

Sugiro apenas uma reflexão acerca do que o gesto revela de nossa maturidade política e dos nossos princípios de cidadania. Uma contribuição para o debate foi publicada no Observatório da Imprensa (“Welcome to Brazil”, julho de 2007), após Lula ser vaiado na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Eis o trecho final:

“Imaturo e caricato, o público do Maracanã mostrou-se despreparado para abrigar um evento de porte continental. Não foi ‘irreverente’, como quiseram alguns; foi patético. Misturou atuação política e macaquice jeca, militância e torcida de futebol. Purgou-se dos dissabores ideológicos com uma afronta omissa, que poucos ousam repetir à luz do dia. Trocou o tédio do ritual civilizado, rara chance de fingir alguma dignidade, pelo carnaval grotesco da autofagia desdenhosa.

Conhecemos há tempos o perfil dessa multidão ignorante, dotada de posses, que se despiu da empáfia para uivar no escuro. Estão ali justamente os maiores críticos do país, cujo atraso amaldiçoam com a superioridade dos cosmopolitas. Não por acaso, são os mesmos pugilistas do falso moralismo, que defendem soluções antidemocráticas para sanear os males da corrupção alheia, desde que as próprias benesses permaneçam garantidas.

É o “ishpérrto” do jeitinho carioca, burguês folgado e malicioso, dado a contravenções. São as profissionais liberais reacionárias, histéricas e debochadas, que finalizam discussões comendo dedos de esquerdistas. E também as madamas grosseironas, com seus maridos brucutus, distribuindo cotoveladas, insultos e propinas para garantir melhores lugares em filas, assentos e mesas. E ainda as jovens raquíticas, amedrontadas pelo povaréu fedido, agarradas aos namorados almofadinhas, confessando saudades de Bariloche, Aruba ou Miami. E os sábios da imprensa-de-crachá, os convidados de autoridades insignificantes, os apadrinhados da burocracia enferma, todos escancarados em sua vulgaridade, soltando gargalhadas mefstofélicas ante o que julgavam ser um ‘momento histórico’, o ‘risco no teflon’, a suprema humilhação do lulo-petismo.

Pobres diabos. Vaiaram-se ao espelho.”

http://www.guilherme.scalzilli.nom.br/Artigos/Observatorio/Welcome%20to%20Brazil.htm

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Jorge Souto Maior: Um basta à brutalidade - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/06/2013 - 16h04

[…] Dilma e os jovens: Não é apenas um problema de comunicação […]

Responder

Marcos Oliveira

17/06/2013 - 15h59

O problema da imobilidade do governo petista reside no fato de estar aliado ao poder que o sustenta, o “velho e bom capitalismo”, parcela da burguesia desenvolvimentista brasileira. Perfeita a sua analise Azenha.

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Vilma Brandão

17/06/2013 - 15h37

Vaaleu Azenha. Sinto como se eu fosse a autora. Parabéns. O PT está mesmo ossificado. E é uma pena

Responder

Willian

17/06/2013 - 15h36

Como ter orgulho de um estádio que custou mais de um bilhão de reais e que depois da Copa estará fadado a ser um elefante branco como muitos da Africa do Sul? Ou Brasiliense, Gama e Taguatinga vão lotar aquilo?

Não sei por que, mas me lembrei de Amaral Neto, o repórter.

Responder

    Marcelo

    17/06/2013 - 16h55

    E um estádio só pode viver de futebol?

    Paulo

    17/06/2013 - 18h16

    Lógico que não! Dá pra fazer a próxima convenção do PT lá, né?

    E pode ser que o Eike alugue o elefante branco por 30 anos pela bagatela de 100 milhões de R$?

    Com o PT no governo, qualquer solução é válida!

    Rodrigo Leme

    17/06/2013 - 20h00

    Segundo a gestão petista do DF, ao menos o lado de fora serve para dar porrada em manifestante. Dá pra fazer um UFC com a PM Petista lá.

    lulipe

    17/06/2013 - 20h27

    Seria interessante um campeonato de palitinhos…

    xacal

    17/06/2013 - 21h02

    Que nada, dá para alimentar de grama o pessoal da demotucanalhada, e de quebra, manter o tapete sempre aparadinho.

Francisco

17/06/2013 - 15h11

Incompetência, teimosia e economicismo:

tudo que levou à queda do Muro de Berlin…

PS. Quando ACM Jr apareceu como paradigma de “rebeldia juvenil”, já era para ter tomado providências…

Responder

    xacal

    18/06/2013 - 09h04

    Pô, e você queria competência, menos economicismo e nenhuma teimosia para manter de pé um Muro vergonhoso?

    Esta foi demais…

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