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Cartas de Minas
Cartas de Minas

E depois ainda dizem que Dunga é o “atrasado”

20 de junho de 2010 às 08h20

por Luiz Carlos Azenha

“O negro é cientificamente mais forte”, disse um ilustre comentarista, em tom de elogio, a respeito da seleção da Costa do Marfim. Um narrador chegou a sugerir que sobra força física mas falta inteligência aos times “africanos”, razão que estaria na base do suposto fracasso das seleções do continente em avançar para a segunda fase. Bem-vindos à cobertura da Copa do Mundo da África do Sul.

Curiosamente, nos dois casos, provavelmente sem saber os “profissionais” reproduziram teorias cujo objetivo era fornecer justificativa intelectual para a ocupação física da África pelo colonialismo europeu.

Resumindo grosseiramente, essas teorias pregavam a superioridade natural dos europeus brancos sobre os nativos, que seriam “fortes”, mas “preguiçosos”, “lascivos” e “intelectualmente inferiores”. Essas constatações serviam, naturalmente, para justificar as ações europeias na África: o controle das terras, dos recursos naturais e a utilização dos negros “fortes” como mão-de-obra escrava ou semi-escrava. Justificavam, inclusive, o controle das rebeliões da mão-de-obra com o uso de métodos violentos (no Congo, os agentes do rei belga Leopoldo cortavam as mãos dos trabalhadores que não cumpriam as cotas de extração de borracha natural).

Os negros, afinal, não eram apenas atrasados. Eram bárbaros, representavam com sua “lascividade” uma ameaça física às mulheres brancas, símbolo máximo da “pureza” da civilização europeia, especialmente na era vitoriana. Vem daí o mito do superpoder sexual dos homens negros (assim como, na Segunda Guerra Mundial, a propaganda americana espalhou o mito de que os orientais são sexualmente pouco dotados em termos de centimetragem).

Para justificar a barbárie, surgiram pseudociências como a frenologia, que pretendia comprovar que as características de um ser humano podiam ser definidas pelas formas da cabeça. Os “cientistas” passaram a se dedicar, por exemplo, a medir o tamanho da cabeça de brancos e negros, encontrando nestes desenhos cerebrais que eram “prova definitiva” de sua inferioridade. Quando os alemães ocuparam as terras do povo herero, no que hoje é a Namíbia, por exemplo, provocaram uma rebelião que foi esmagada com uma guerra de extermínio e a implantação de campos de concentração para a população civil. Destes campos sairam dezenas de cabeças de prisioneiros mortos, remetidas para a Alemanha para “estudos científicos”.

Assim como os campos de concentração foram primeiro implantados na África (pelos britânicos, na guerra contra os bôer, pelo controle do que hoje é a África do Sul), as teorias que mais tarde seriam aplicadas por Josef Mengele em Auschwitz foram “testadas” pelo pai da eugenia, o médico e antropólogo alemão Eugen Fischer, na África.

Dizer, hoje em dia, que todos os africanos são fortes a partir do exemplo de 11 jogadores da seleção da Costa do Marfim é o mesmo que presumir que todos os estadunidenses são gigantes a partir da observação de um jogo de basquete entre os Lakers e os Celtics. Embora os brasileiros dominem há anos as competições de vôlei masculino, não há nenhuma razão para acreditar que sejamos “naturalmente dotados” para a prática do vôlei.

O que os nossos comentaristas, narradores e “jornalistas” deveriam se perguntar é razoavelmente óbvio: por que a seleção da Costa do Marfim é musculosa assim? Será que os africanos nascem com aqueles biceps e triceps “naturalmente” desenvolvidos?

Talvez eles encontrassem explicação no fato de que os jovens jogadores de futebol de alguns países da África — Camarões, Gana e Costa do Marfim, por exemplo — mal fazem estágio em equipes locais antes de ir para a Europa. Muitos destes jogadores são recrutados na pré-adolescência por caça-talentos que servem a escolinhas de formação de jogadores. No caso de Costa do Marfim, por exemplo, a escolinha mais importante do país vende um jogador jovem (18 a 21 anos de idade) para times de segunda ou terceira divisão da Europa por cerca de 600 mil dólares. Como o contato físico no futebol europeu é tido como uma característica do jogo, é apenas natural que tantos os preparadores quanto os próprios atletas trabalhem para “bombar” o físico. Não é diferente com jogadores brasileiros (vide a transformação física do Ronaldo, por exemplo). Muitas vezes um bom jogador brasileiro, como o Neymar, é tido como “muito franzino” para enfrentar o rigor do futebol europeu. E tome musculação, para não falar em hormônios e outros métodos clandestinos.

Pessoalmente acredito que essa é uma tendência suicida para o futebol arte: a produção em massa, em todo o mundo, de super-atletas destinados a suprir as necessidades de mão-de-obra das ligas europeias, jovens precocemente “bombados” e com pouco domínio dos fundamentos básicos do futebol (notem a qualidade bisonha dos chutes a gol na Copa do Mundo da África do Sul). Mas isso é outro assunto.

O que espanta, mesmo, é ver gente com alto poder de influência sobre o grande público repetir, em pleno século 21, preconceitos que nasceram de teorias racistas do século 19. São, afinal, apenas dois séculos de atraso.

PS: Em seu notável “The Lords of Human Kind”, em que trata especialmente da expansão imperialista, o historiador V. G. Kiernan nota com sarcasmo que os indígenas das Américas não entenderam, para seu próprio bem, que era “vantajoso” para eles o trabalho escravo nas propriedades dos brancos recém-chegados; razão pela qual foram dizimados e substituídos pelos escravizados negros, trazidos de outro continente, que distantes de suas culturas, seus povos e suas famílias não tinham para onde correr. Foi o mesmo princípio que guiou a importação de mão-de-obra chinesa para construir ferrovias britânicas na África do Sul ou mão-de-obra indiana para as lavouras de cana de açúcar na região de Durban (os coolies, de triste memória): longe de casa, os trabalhadores ficavam completamente à mercê dos patrões.

PS2: Quem quiser saber como funciona uma “escolinha” de futebol na Costa do Marfim, dirigida pelo brasileiro Joel, assista esta noite à revista Nova África, às 22h30m, na TV Brasil.

 

103 Comentários escrever comentário »

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Pitagoras

07/07/2010 - 21h15

Muito apropriado o artigo, Azenha, esmerado e incitante à reflexão por parte de nós brasileiros sobre o tabu que é a origem das misérias do 3º mundo e a riqueza material do 1º mundo.
Afinal nada disso a história oficial nos ensina em nossas escolas medíocres.
Ainda obrigam às criancinhas decorar as capitais de tudo que é país do mundo, à guisa de "geografia"? Paciência mestre Milton Santos e olhai por nós de onde estás!

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Teia Neuronial » Copa do Mundo – parte 1

27/06/2010 - 01h33

[…] por exemplo, alguém dizer que “os negros jogam melhor”. E pouco tempo depois li um artigo de Luiz Carlos Azenha criticando, com muita razão, a infeliz afirmação de um comentarista de que “o negro é […]

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Coleção de Sinapses » E depois ainda dizem que Dunga é o “atrasado”

24/06/2010 - 10h52

[…] http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/e-depois-ainda-dizem-que-dunga-e-o-atrasado.html “O negro é cientificamente mais forte”, disse um ilustre comentarista, em tom de elogio, a […]

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Pedro

22/06/2010 - 22h38

O nazismo dessas concepções está ainda hoje muito ativo na revista Veja. Este monstro ideológico publicou recentemente uma matéria sobre o cérebro de Einstein que relembra bem o que pensavam os cientistas nazistas. Veja dá ampla cobertura para essa outra monstruosidade nazista que uma subliteratura americana divulga que são as chamadas "mentes assassinas". Ela deveria analisar os motivos pelos quais acabou entrando no atoleiro nazista em defesa de interesses de classes que preferem a barbárie a uma convivência pacífica entre os homens.

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robledo

22/06/2010 - 23h36

Se tem muita gente que recebeu o espírito do Dr. Fritz, este cara recebeu o espírito do Dr.Mengele.

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Mc_SimplesAssim

22/06/2010 - 12h38

Os europeus brancos invasores são corsários flibusteiros ignorantes e violentos, cuja (má)formação judaico-cristã os convence de que são superiores a todas as demais comunidades (sub)humanas, sem exceção, e, portanto, aptos a impor sua ignorância e violência pelo mundo afora em nome de seu Deus.

Mas resta uma esperança.

Embora não possa intervir diretamente, é provável que a China apóie uma eventual revolução socialista na Europa e também nos demais continentes.

Não sou daqueles que acreditam que os chineses curvaram-se ao capitalismo imperialista.

Entre ser otimista e ter razão, prefiro ser otimista.

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    Democrata_sp

    22/06/2010 - 16h07

    Olha, eu já li muita besteira na internet, mas essa do MC_SimplesAssim é medalha de ouro no campeonato mundial de imbecilidades !!! Vai ser idiota assim na CHINA !!!!!!!!!!!!!!!

    Ricardo Welbert

    23/06/2010 - 13h17

    Olha, eu já li muita besteira na internet, mas essa do MC_SimplesAssim é medalha de ouro no campeonato mundial de imbecilidades !!! Vai ser idiota assim na CHINA !!!!!!!!!!!!!!!²

Hans Bintje

21/06/2010 - 15h32

Será que resolveria alguma coisa retirar o cadáver do médico Eugen Fischer do túmulo e bater nele? Se ajudar, sou o primeiro da fila a empunhar o porrete e avançar contra o defunto.

O problema é que, dessa forma, ele nos venceria mesmo depois de morto. Eu detestaria conceder essa vitória para o médico, ele que fique por lá se remoendo entre os mortos, e nós que tratemos dos vivos.

Por exemplo, na Favela do Fedô, que tal?

Tia Dag escreve ( http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=… ):

"Quando iniciamos na década de 1980 nosso trabalho pedagógico no Capão Redondo – bairro na periferia de São Paulo –, na Favela do Fedô, no meio de uma área de baixa renda e com altos índices de criminalidade, acreditávamos que era possível fazer educação de outra maneira. (…)

Para isso fomos conhecer o dia a dia da comunidade, seus problemas, suas aflições e o que esse bairro tinha para contar. Aproximamo-nos daquele contexto de conflito para criar outro modelo de educação. (…)

Mas qual é o diferencial de nosso modelo pedagógico? Primeiro é o acolhimento. É muito importante saber receber o aluno. A afetividade neste contexto, ainda mais em um ambiente violento em que vive o Zezinho, como carinhosamente denominamos nossos educandos, é fundamental para que ele perceba que aquele lugar é atraente.

Criamos assim um ambiente propício para que o aluno possa aprender a se relacionar e descobrir que o ser humano é antes de qualquer coisa um ser social. Assim temos condições de tornar esse jovem um cidadão. Esse acolhimento da criança é o que denominamos Pedagogia do Cuidado.

Depois de ser recebido, ele vai para nossos espaços de aprendizagem, que não seguem o padrão das salas de aula formais. Na Casa do Zezinho a criança é constantemente estimulada a criar. A arte é fundamental. Por meio dela, o prazer e a alegria do fazer são exemplos de afetividade positiva. Ao mesmo tempo o Zezinho melhora seu nível de autoestima, pois percebe que tem todas as condições de produzir algo."

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Yang

21/06/2010 - 10h54

Ótimo texto de Azenha. Parabéns! Sou professor de filosofia e usarei com os meus alunos para uma reflexão. Chega de atraso racista em nossa TV!

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Jairo_Beraldo

21/06/2010 - 13h33

Um negro "destruiu" a raça Ariana, idealizada por Hitler…o maior velocista do mundo é negro…os maratonistas top são negros…..um negro foi eleito atleta do século, Pelé (só não pode encarnar o Edson)…os maiores pugilistas do mundo são negros ( Mohammad Ali, Foreman, Loius, Tyson, etc)…o maior ativista social, é um negro, Nelson Mandela…o rei do pop era negro…e por aí vai….ô raça!

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    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 11h28

    Sr Jairo Beraldo,

    Seu raciocinio segue a logica da estratégia da condescendência: ele até tem boa intenção, mas permanece cego à estrutura de dominação e contribui justamente para reforçar os preconceitos. O raciocinio do senhor se sustenta sobre o presuposto de que as diferenças entre os homens é prioritariamente uma questão de racial. O senhor inverte as supostas diferenças raciais em favor dos negros, mas ao mesmo tempo confina essa suposta superioridade a dominios especificos, no caso o esporte e da musica (e cita o caso do Mandela sem perceber que não hà como medir valor intrinseco do ativismo politico). No fim das contas, sem perceber, vc corrobora com o proprio imaginario perverso que o texto do Azenha està tentando denunciar.

    O que se deve fazer não é inverter a estrutura em favor de um grupo ou outro, o que se deve fazer é quebrar a estrutura. POr que não se pode ver Jesse Owens, Bolton, Pelé, Tyson, Ali, Mandela, Micheal Jackson, e tantos e tantos outros não como "negros" mas simplesmente como homens?

    abs

Marcio

21/06/2010 - 12h39

Também tenho restrições à Globo mas, defender um técnico da seleção, que em plena Copa xinga joranlistas ( basta uma simples leitura labial para confirmar) é desprezar um mínimo de civilidade. Há um evidente despreparo do Dunga para ocupar um cargo que não é só de treinar o time, mas inclue relacionamento com toda a torcida brasileira, da qual a imprensa é o elo de comunicação. Fora Futebol sem Magia, Fora Dunga. " SEM OUSADIA NÃO HÁ CAMPEÃO "

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Augusto Curtial

21/06/2010 - 06h36

Caro Azenha,

Otimo texto. Mas gostaria de fazer um pedido: serà que o Sr pode colocar no pé do artigo algumas referências bibliograficas sobre o assunto?

abs

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Adilson

21/06/2010 - 04h11

Na 1ª oportunidade que tiver a Globo vai derrubar o treinador da Seleção Brasileira – Dunga ou vai demitir o apresentador Alex Escobar. Eis que o Dunda chamou a atenção do jornalista da TV Globo Alex Escobar, em entrevista concedida, depois do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim. a Globo afirma que Dunga proferiu palavras chulas, confesso que assisti toda a entrevista pela ESPN e não escultei nenhum palavrão, ao menos nos microfones da ESPN.
O que não pode ser contestado foi o fato do técnico da Seleção Brasileira chamar a atenção de um jornalista Global ao vivo e a cores para todo o mundo.
A seguir o link para quem quiser conferir: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/no

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getbox

20/06/2010 - 22h52

E a escravidão não durou 50 anos, foram gerações. Um neto de escravo trazido da África jamais saberia que fora roubado e que está sendo injustiçado (que escolaridade eles teriam pra peitar o sistema?). E mesmo assim lutavam! porque eram seres humanos, claro.

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@leumasocsalev

20/06/2010 - 22h34

Esqueci de mencionar no comentário anterior que o zagueiro mais beque de várzea – brucutu mesmo – da África do Sul é um tal de Matthew Booth, de 1.98 m de estatura… Branquelo! Dá porrada todo jogo.

Vai aqui a média de estatura de alguns países africanos presentes na Copa:

Cameroon 1.70 m

Ghana 1.69 m

Nigeria 1.63 m

Côte d’Ivoire 1.70 m

South Africa 1.69 m

Acho que os números corroboram com a afirmação do Azenha de que os hormônios aplicados pelos europeus às jovens promessas justifiquem as estaturas mais altas.

Responder

@leumasocsalev

20/06/2010 - 22h15

Azenha, parabéns pelo texto, muito bem fundamentado. Os comentaristas de futebol falam tanto da tal superiodade física, da estatura e da força física das seleções africanas que não atentam que as seleções européias também usam desse 'recurso". Nikola Zigic da Servia é o jogador mais alto da Copa, com 2.02 metros, seguido de Peter Crouch, com 2.01 metros. São os 'target men' do time, um recurso usado por times de baixa ou média qualidade técnica. O preconceito exposto por alguns comentaristas brasileiros é manifestado de maneira parecida por jornalistas gringos, como demonstrarei com fontes do The Guardian. Os gringos têm se indagado acerca do "porquê" do sucesso dos latino-americanos até o presente momento na Copa do Mundo. As explicações são as mais exdrúxulas e preconceituosas possíveis, segue:

"How about this: the Europeans are having trouble adjusting to cooler temperatures and darker/shorter days," writes Pete Kimball. "The South Americans, and NZ, by contrast are playing on their own side of the equator. Maybe?"

Outra tentativa de "explicação":

"The South Americans play at altitude against Peru, Equador, and Columbia. They can pass from breathing as if inhaling warm tar on a mountainside to chilling-out on the beach within 24 hours. Europeans struggle with either happening in the same year. Were all teams forced to drink 10 pints of cheap Belgian beer in celebration of, erm, playing a game, then England's superior liver power would see them with 10 big stars above their badge instead of the one."

= "sul americanos têm pulmões de aço enquanto ingleses são boêmios"

Mais comentários:

"All this debate and nobody nails it," reckons Matt Thomas. "South American players read Neruda before every game while their European counterparts listen to 'Eye of the Tiger' to pump themselves up. You be the judge …"

Até que é um bom preconceito imaginar que os jogadores chilenos lêem Neruda no túnel, pouco antes de entrar em campo…

Outro inglês tenta explicar:

""Maybe all the South Americans playing in Europe and the Asians watching European football on TV mean that the rest of the world has got us figured out and knows how to stop us, while we, being insular, haven't a clue what they get up to outside of Europe," ponders Robin Hazlehurst. "Goes double for England who haven't a clue what Europeans get up to outside of England, which is why Slovenia represent a real threat.""

E finalmente John McLaughlin resolve o "mistério":

"The South American players are just much better than given credit for and the Europeans… you get the idea."

Como se vê o tapume cultural não cega só os brasileiros, a imprensa gringa também dá suas caneladas… e como!!

Responder

Cartão vermelho para Lannoy e para os comen(otários) | Maria Frô

20/06/2010 - 19h57

[…] comentaristas não se cansam de desfiarem seus preconceitos raciais, de classe, seu desconhecimento da história do continente africano ou do futebol e claro do […]

Responder

jura

20/06/2010 - 18h54

Educação faz falta pra todo mundo, em qualquer lugar. Tanto para quem joga, quanto para quem apresenta o jogo.

Se o Brasil é pródigo em craques, o mesmo não se pode dizer a respeito dos comentaristas de futebol. Cala boca Galvão é pouco. Não adianta nem mudar de canal.

Luciano do Vale, na Band, chamou a Costa do Marfim de África do Sul, Neto chorando quebrou a perna do Elano (ainda bem que foi ele quem chorou) . Depois ficou tudo por isso mesmo, já que Neto estava muito emocionado… Luciano ainda justificou a complacência do juíz francês dizendo que a Costa do Marfim tinha "descendência" francesa… O Brasil é "descendente" de Portugal ou foi colonizado por eles? Juiz português apitaria a favor do Brasil?

É provável que a falta de acesso popular à educação de qualidade estimule a opção profissional pelo futebol. O problema é que isso não ajuda a formação de radialistas, e nem o desempenho dos jogadores aposentados que vão trabalhar na TV!

Haja paciência!

Responder

william porto

20/06/2010 - 20h48

A verdade, gente, e que tudo indica que vamos todos ter que engolir o Dunga, sem o ketchup de Cristiano Ronaldo. O cara tem uma grande personalidade, coisa que e fruta braba para a maioria dos jornalistas que, disfarcadamente, estao torcendo contra o Brasil. A Copa, repito, pode ser decidida e4ntre o Brasil e os hermanos, com mais chances para o time de Gubga, essa discussao sobre pretos e brancos ta qualquer voisa, virem o disco.

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 19h59

    é sempre hora para discutir o preconceito velado da sociedade

    Anderson

    20/06/2010 - 22h12

    Eu não vou engolir ninguém.

    Sou OBRIGADO a adentrar essa cultura de Copa e isso é ditadura da maioria…

    Eu não sou muito chegado em Copa, e para mim se o Brasil perde ou ganha é indiferente. Mas desde que criaram essas vuvuzelas, que estou torcendo contra, para ver se param de tocar essa porcaria

Elvys

20/06/2010 - 19h29

Azenha, dentro da lógica atual dos grandes clubes europeus, o Mané Garrincha estaria fora do futebol. Graças a Deus o futebol ainda foge de lógicas!!!

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 20h01

    Graças a Deus existe Messi XD

Rosiméri

20/06/2010 - 18h23

Estes comentários foram feitos na mesa redonda da Band ontem a noite,
com Milton Neves, Denilson , Emersom e Vampeta foram varios os comentários.
Inclusive que são os mais baladeiros, no caso de Camarões ao final da desclassificação
não irão direto para Camarões e sim para Europa para Milão, Londres….. a coisa foi longe

Responder

Midionauta

20/06/2010 - 17h44

Azenha, você não tem idéia do que eu vi ontem. Na mesa redonda da ESPN Brasil, aquela com o Juca Kfouri, o apresentador, que eu esqueci o nome, levantou uma lenda de que, quando o Mandela morrer, vai haver a "Noite dos Facões" na África do Sul, uma revolta negra que vai matar os brancos. Falou isso em cadeia nacional! Fujam! Os negros vem aí!

Responder

    Nelson

    21/06/2010 - 01h21

    ô amigo, vc entendeu mal o q ele quis dizer, na verdade na conversa dos reporteres da ESPN com africanos (tanto brancos como negros) eles ouviram q a harmonia entre as duas etnias só está ocorrendo em função presença do Mandela, e q talvez com a morte dele possa haver uma nova divisão sangrenta no país.

    E.C.Lima

    22/06/2010 - 11h11

    Nelson num teve nada disso não! Eu assistia o programa e eles disseram sim que qd. Mandela morrer a Africa do Sul vai se dissolver num mar de sangue azul, sim! Se querim dizer outra coisa, não sabem como! Depois querem diploma pra se dizer jornalistas. Num alivia não! Foi aquilo mesmo que disseram.

klaus

20/06/2010 - 17h36

Mas na música os negros tem uma enorme vantagem sobre todos os outros. Quase toda a música popular ocidental de qualidade tem origem em ritmos africanos: samba, bossa nova, jazz, soul, funk (o de verdade, não o falsificado), blues, rock. Isto sem falar de todos os ritmos genuinamente africanos que não são divulgados no Brasil, de artistas como Fela Kuti, Yousso N'Dour. Sem os ritmos negros o que ouviriamos hoje?

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 20h17

    Todos esses ritmos que você citou têm influências da música europeia.

Davi

20/06/2010 - 17h15

Por falar em Dunga, alguém viu a ultima entrevista coletiva que ele deu? Eu vibrei com a forma que ele tratou alguns "jornalistas" brasileiros, amei o jeito duro sem medo com que ele os tratou, Não que ele tenha sido indelicado , isso não, ele apenas foi sincero, e teve gente que comentou logo após que ela estaba sendo sarcastico. pode?

Responder

Anderson

20/06/2010 - 17h12

Por outro lado (…) as condições de vida para a imensa maioria da população são de quase
miséria absoluta, indigência compulsória, isto é, esse grande contingente humano, urbano e
rural, vive abaixo de níveis aceitáveis de alimentação, habitação etc (…), mesmo assim muitos
ainda têm a ilusão de que possam chegar a transformar a realidade chutando bolas” (FREITAS,
1994

Responder

    Antonio

    20/06/2010 - 19h55

    Nossa, eu pensei que você estava falando de algum país Africano… que susto!

Marcelo de Matos

20/06/2010 - 16h56

O preconceito grassa na área futebolística como, de resto, em qualquer outra. O futebol já foi considerado esporte de branco: o primeiro negro a jogar no Palmeiras foi Og Moreira, em 1942. Hoje sabemos que os negros têm melhor aptidão física para o esporte: são mais fortes e mais ágeis. Outro “preconceito” é com relação aos baixinhos. Minelli era, reconhecidamente, o melhor técnico do Brasil. Foi vetado na seleção porque dava preferência a atletas altos. Aí perguntaram: então o senhor não levará o Zico? Essa foi uma grande injustiça que fizeram com o técnico, pois, sabemos que todas as seleções, respeitadas as exceções, dão preferência aos mais altos. Por fim, havia ainda o preconceito de que futebol era coisa de pessoas de pouca inteligência. Na verdade, a inteligência é um requisito básico para qualquer grande jogador. Pelé só marcou tantos gols porque sabia que, dentro da área, vale mais o jeito que a força. Quantos atacantes não desperdiçam centenas de gols porque dão chutões dentro da área?

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 17h11

    Hoje sabemos que os negros têm melhor aptidão física para o esporte: são mais fortes e mais ágeis.

    E isso é um preconceito seu.

    A cor da pele nada influencia no talento.

    Messi ,Zidane, C Ronaldo, Ronaldo, Rivaldo, Nakamura.

    CAda um com sua origem étnica. Todos grande jogadores.

    Marcelo de Matos

    20/06/2010 - 17h38

    Obrigado pela observação, mas, vou continuar com meu "preconceito". Quantos brancos temos na seleção brasileira? Dá para contar nos dedos de uma mão. Esses craques que você citou são as exceções. E olha lá que Rivaldo e Ronaldo, tal como FHC, devem ter "um pé na cozinha".

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 05h07

    O Sr. està reproduzindo justamente o sofisma que o texto do Azenha pretende combater: chegar a uma conclusão universal a partir de uma amostra especifica sem levar em conta as variaveis das condições do meio. Releia o texto com mais atenção.

    abs

    Marcelo de Matos

    21/06/2010 - 14h33

    Sr. Augusto. Entendo que só há sofisma quando partimos de premissa falsa para chegar a conclusão pretensamente verdadeira. Ora, “o negro é cientificamente mais forte” não é uma premissa falsa. Quanto à inteligência, existem pessoas inteligentes em qualquer parte do planeta. Não vamos tapar o sol com a peneira. As empresas fazem teste de inteligência para contratar funcionários. Hoje em dia são contratados, preferencialmente, os que têm grande potencial de inteligência e sejam capazes de promover evolução tecnológica. No futebol a inteligência também é desejável. Sem dúvida, a inteligência e o biótipo ideal, como o do negro, são grandes aliados nos esportes coletivos. A tese do Azenha sobre a colonização européia da África, porém, é outra estória e eu não vou entrar no mérito. A tese é dele e deve estar certa.

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 15h43

    Sr Marcelo de MAtos,

    Dizer que o "negro é cientificamente mais forte” jà é em si questionavel pela falta de precisão dos elementos da afirmação: como você define um "negro"? quais são esses critérios "cientificos"? de que tipo de "força" estamos falando? a força é uma qualidade inata ao individuo? se sim, de onde ela vem? se não, quais as condições em que ela se desenvolve? no seu primeiro comentario o sr. também usou também a palavra "ágeis": agilidade em que sentido? em que circunstâncias? o sr também considera a agilidade uma caracteristica inata?

    Mas mesmo adimitindo como verdadeira a afirmaçao de que o negro seja "cientificamente mais forte", seu raciocinio constitui um sofisma por extrapolação da causa: ser mais "forte" não implica necessariamente ter "melhor aptidão física para o esporte", primeiro porque existem inumeras modalidades esportivas diferentes que exigem as mais variadas aptidões entre as quais a força não é a primordial, segundo porque mesmo dentro de cada modalidada hà inumeras outras variaveis que contribuem para a performance de um atleta, e tudo isso sem falar que existem condições sociais que interferem no fato de negros, brancos, indios etc., terem acesso ao esporte, praticarem esporte com intuito profissional ou or hobbie, escolherem modalidades esportivas diferentes, terem desempenhos diferentes nos esportes escolhidos e muitas outras formas de se relacionar com o esporte.

    Sobre a questão da inteligência, bem, em nenhum momento eu falei de inteligência, portanto me reservo reservo de comenta sobre isso aqui.

    abs

Dil

20/06/2010 - 16h44

Quem é ruim se destrói sozinho, eles se afundam na sua própria lama.

Gostaria de divulgar a analise que tenho feito da COPA DO MUNDO, no meu blog.

novo texto: "Dunga coloca a imprensa no seu devido lugar. Agora só lhes resta torcer contra."

abraços

Responder

Uélintom

20/06/2010 - 16h42

Ô moçada, pendura o vídeo no YOUTube!

Responder

René

20/06/2010 - 16h28

Há pouco mais de um mês a ciência comprovou que o homo-sapiens cruzou geneticamente com uma espécie inferior, os neandertais, em um certo lugar do planeta. E esse lugar, sim, é a Europa. Por que será que não se fala sobre isso???

Responder

Space Ghost

20/06/2010 - 16h17

A Folha, o jornal da ditabranda, está fazendo campanha pra não ter copa em São Paulo.

Enquanto a abertura seria no Morumbi, os riquinhos estavam felizes e defendiam que os governos fizessem choover dinheiro por lá.

Agora que corre o risco da abertura ser em Pirituba, bairro da classe média ascendente que veio da pobreza, os tucanobambis surtaram de vez.

Se colocar o Corinthians na brincadeira, aí é que os tucanobambis relincham sem parar.

Os tucanobambis só pensam neles. Odeiam o Brasil.

Os tucanobambis, se pudessem, mandariam a Copa e as Olimpiadas para a terra do Tio Sam.

http://ppresotto.blogspot.com/2010/06/jogada-susp

Responder

    Paulo

    20/06/2010 - 17h05

    Defendo a democracia nos comentários. Característica, aliás, presente apenas na verdadeira imprensa, como essa.
    Já para o Spam penso que não há motivos à abertura.

    O assunto do tópico é outro e o spammer acima apenas aproveitou para propagandear seu blog com uma pseudo-análise, cheia de lugares-comuns travestida de crítica e bastante rasa.

    Será que precisamos mesmo conviver com spammers?

    pedro mozart

    20/06/2010 - 18h07

    concordo com seu comentário, Paulo, a respeito do blog supra do Space Ghost. mas o pior foi a triste palavra "tucanobambis". se vc é tucano ou contra tucanos, é uma questão política. deve ser respeitada, é sua opinião. agora, usar a palavra "bambi" demonstra um viés bastante tendencioso rumo à homofobia. qual o problema em ser bambi? os não-bambis são melhores? bleargh!
    acho importante que todos sejam respeitados – tucanos, não-tucanos, bambis. critica é um coisa, posição política é uma coisa; agora, ser preconceituoso, em pleno século XXI, é algo bem diferente – e absolutamente lamentável!

Anderson

20/06/2010 - 16h14

Isso me deixa puto.

Tem um filme chamado "Homo Sapiens 1900" do Peter Cohen

Deveria ser obrigatório em todas as salas de aula do Brasil

Responder

malu

20/06/2010 - 16h09

Acho que é teoria demais em cima do besteirol que esses jornalistas sem assunto falam. Eles repetem essas mesmas idiotices quando o jogo é entre os clubes daqui "falta inteligência ao time", "sobra força física, mas não sei o que". Até parece que você não está acostumado com as frase feitas do futebol.

Responder

Flávia

20/06/2010 - 15h56

Kardec disse a mesma coisa sobre os negros, de que eles são espíritos inferiores.

Atualmente, a classe média paulista tem muita afinidade com o espiritismo, porque será?

Porque dá algum conforto de que em uma outra reencarnação foram europeus e nasceramno Brasil para pagar seus carmas? Ou um conforto maior, de que após pagar as suas dívidas no bRasil, renascerá na Europa na próxima reencarnação?

Responder

    Tavares

    20/06/2010 - 17h05

    Se Kardec era um homem europeu de 1800, não quer dizer que a doutrina espirita tenha parado no tempo. O espiritismo não é o cataolicismo, por favor não misture as coisas.

    Anderson

    20/06/2010 - 20h01

    Kardec era um positivista e darwinista social.

    Sim, era filho de seu tempo, mas até hoje escuto kardecistas com a conversa de "progresso"

    E posso falar disso sossegadamente, pois minha família é espírita

Lucas Cardoso

20/06/2010 - 15h53

Todo jogo dessa copa que eu assisti onde pelo menos um dos times era africano teve O Comentarista fazendo um dos comentários dos quais você fala, Azenha. É bom saber que eu não fui o único enojado com isso.

Responder

Urbano

20/06/2010 - 15h44

Uma idiotice dessa só pode sair da cabeça de um reles doutorzinho, que não serve nem para atacar o cadarço da chuteira de um negro.

Responder

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 05h14

    Sr Urbano, o Sr està se referindo ao texto do Azenha?

    Chamar de "idiotice", bem como ofender o autor valendo-se aliàs de um toque sutil de preconceito racial, é facil.

    Argumentar é dificil.

    Conceição Lemes

    21/06/2010 - 12h58

    Augusto, leia de novo o comentário do Urbano. Ele não se refere ao texto do Azenha. Mas ao médico citado pelo Azenha. Abs

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 10h55

    Cara Sra Conceição, é verdade e peço desculpas.

    Em todo caso, o comentario do sr Urbano é na minha opinião vazio de argumentos e ofensivo.

    abs

    clemes

    21/06/2010 - 14h23

    Primeiro, augusto, nada de senhora. SEnhora está no ceu. Segundo, não há o que se desculpar. Todos nós erramos. Terceiro, o Urbano apenas criticou a estupidez do médico e com razão. É a pluralidade de pensamentos dos leitores do Viomundo e que nós respeitamos, concorda. Abs

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 15h09

    Conceição,

    Quando eu escrevo, uso automaticamente tratamento formal, é uma questão de habito, ainda mais na internet, pois não sei quem està do outro lado, mas se não gosta, não precisa se zangar. Trato-a por você.

    Concordo que todos erramos, aliàs nunca pensei o contrario. So que quando eu cometo um erro para com alguém (no caso, o Sr Urbano) costumo pedir desculpas ou me retratar. Não so porque fui educado assim, mas porque acho que se trata de uma atitude digna e que não custa nada.

    O Sr Urbano tem todo o direito de manifestar o pensamento dele, claro. Aliàs, a proposito da estupidez do tal médico, eu percebo inclusive que estou de acordo com ele (e com você). Mas eu também tenho o direito de fazer minhas criticas, naõ acha? Ora para mim a mensagem do Sr Urbano não acrescenta nada ao debate e se constitui de meros impropérios. Enfim, minha opinião também està dentro da pluralidade de pensamentos que você evocou e com a qual estou plenamente de acordo.

    abs cordiais

    Emilio_Matos

    03/07/2010 - 22h02

    Não tem senhora nenhuma no céu não…

Anderson

20/06/2010 - 15h10

Graças a Deus que existe Messi

Responder

Joao Carlos

20/06/2010 - 14h58

Dizem os grandes jornalistas e o Azenha já escreveu aqui sobre esse tema que bons jornalistas devem ler bons livros sobre história, Geografia, Ciências…..Pergunto?? , o que leem esses jornalistas das duas emissoras que cobrem a Copa?, Aliás uma delas está repleta de ex-jogadores que ficam a trocar recadinhos e falar a mesmise de sempre.Quem são os JORNALISTAS QUE REALMENTE ESTÃO COBRINDO A COPA DO MUNDO???? Se algum leitor puder me informar,obrigado.

Responder

Anderson

20/06/2010 - 14h57

O pior é que esse darwinismo social anacrônico persiste

Uma vez assisti a um filme no qual um professor dizia o que alguns alunos poderiam ser no futuro.

quando disse que alguns "seriam esportistas" a câmera deu um close no aluno negro

quando falou de ciência, a câmera deu um close no aluno branco

Responder

antonio carlos

20/06/2010 - 14h55

Interessante seu artigo… esse pensamento faz parte do imaginário popular, mas, felizmente, vem perdendo força….
Outra questão interessante:
Ontem fui a uma festa junina em Pinheiros com minha esposa e na porta de entrada, sem que eu dissesse nada, ela viu 3 crianças negras vendendo lixas de unha e falou: "Depois dizem que pobreza não tem cor". Tinha pensado a mesma coisa e constatei isso quando adentrei ao evento, só gente clara, raros os "brasileiros"… e dp vem aquele senador Demóstenes das quantas falar aquelas bobagens sobre raça (sem falar do estatuto da igualdade, mais uma lei vazia para este país)…

Responder

Pedro Luiz Paredes

20/06/2010 - 14h50

Drogba pra lá e Drogba pra cá, chocolate da seleção brasileira em cima deles.

Responder

Claudio Cercal

20/06/2010 - 14h46

Outro dia não me lembro onde foi, ouvi o seguinte comentário." Hoje foi a plateia mais bonita" mostrando torcedores da Dinamarca e Holanda, todas brancas.

Responder

    Werner_Piana

    20/06/2010 - 15h29

    acho que foi o Luciano do Vale. Doeu!

    Míriam Lúcia

    23/06/2010 - 01h43

    e os nojentinhos do CQC, na boquita do seu capitão Tas, o demotucaninho mauricinho, repetiram ispsis literis na segunda-feira.
    Nauseante este preconceito – até em pleno inicio da segunda decada do seculo XXI…

josé martia de souza

20/06/2010 - 14h44

Azenha:
seu texto é uma lição elegante de política, antropologia, história.
Parabéns.
josé maria de souza

Responder

Clóvis

20/06/2010 - 14h44

Calma Azenha, ha realmente evidencias que o negro tende a ter menor acumulo de gordura e maior massa muscular. Isso não quer dizer nada, só que eles tem maior facilidade, na média, para ganho de massa muscular. Quanto à inteligência dos times não tem nada a ver com a inteligência de seus jogadores – aliás, a falta de inteligência de um time de futebol reflete mais seu técnico que qualquer coisa. Veja o Erikson (acho que é assim) que deixa quaqluer time inteligente, fez com a inglaterra, coréia e agora com a costa do marfim. Ja o parreira… Ate o Joel Santana com seu ingles fantastico conseguiu um resultado melhor na africa do sul!
Alias ja disseram de times europeus que tb falta inteligencia. Eu sei que sempre pega mal, eles deviam falar direito e falar que precisavam jogar com mais inteligencia, criticar os tecnicos de 5a desta selecoes, mas vc quer oq?
Alias, se eu fosse dizer algo sobre a questao da tendencia a ser mais fortes diria que eles sao melhor adaptados! Pq inteligencia e a mesma! Logico que nao ha, naturalmente, aqueles monstros da costa do marfim, isso e fruto do movimento que vc descreveu mto bem neste artigo!

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 16h11

    Esta na hora de ler A Era dos Impérios do Hobsbawm.

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 06h22

    "ha realmente evidencias que o negro tende a ter menor acumulo de gordura e maior massa muscular"

    Sr Clovis,

    As diferenças genéticas, fisicas e fisiologicas entre os seres humanos existem. Isto é simples de constatar.

    O problema é determinar até que ponto são essas diferenças naturais ou a influência das condições do meio que produzem as diferenças e desigualdades praticas na sociedade. Aqui a coisa se complica e muitas disciplinas diferentes têm sua palavra a dizer sobre o assunto.

    Pessoalmente, inumeros argumentos me levam a crer que na comparação dos dois fatores, o segundo é de longe o mais importante e no fim das contas o unico realmente significativo. Pois ainda que se admita que o primeiro fator contribui em algum grau para as diferenças, é o segundo que se alterado implica uma efetiva transformação destas e uma redução significativa das desigualdades praticas.

    Mas justamente o proprio da ideologia é "naturalisar" as diferenças, isto é explicar como sendo plenamente natural uma diferença que é em grandississima parte social, como é o caso não somente das diferenças entre negros, brancos e indios, mas também entre homens e mulheres, gente do norte e gente do sul, ricos e pobres (ver a questão do mérito) etc. Por isso o primeiro fator se impõe com tanta força.

    Assim, muitas vezes, como cita o artgo do Azenha a respeito de jornalistas, ouço cientistas da area biologica fazerem comentarios sobre a suposta superioridade fisica e fisiologica dos negros, e sua consequente melhor performance em certos esportes, como se fossem elogios. Ignorando uma quantidade de fatores sociais, esses cientistas não se dão conta de que interpretam os dados dentro de parâmetros ideologicos (sim, hà muito de interpretação na ciência, sobretudo nas ciências biologicas) como diz Azenha, do século XIX, e que contribuem a alimentar os mitos do imaginario social e a maquina dos destinos sociais. Este tipo de comentario, além de ser uma espécie de alibi para quem busca atestado de boa consciência, também é um meio eficaz (tanto mais que ele é inconsciente) de conservadorismo: enaltecer os negros num certo e unico dominio é dar-lhes uma função e permite escamotear a questão por exemplo de por que quase não hà negros cientistas (os que eu conheço pessoalmente são na maioria esmagadora brancos). Raciocinam por sofisma.

    abs

Rogério Floripa

20/06/2010 - 13h44

Eu gosto é do Casão. :)

Responder

    LuisCPPrudente

    20/06/2010 - 16h49

    Casão também fala asneira: "Eu digo que o Brasil vai ser campeão porque a França foi eliminada na 1ª fase da copa de 2002, como está sendo eliminada na primeira fase desta copa. Então o Brasil vai ser campeão…" ( Valter Casagrande).

    E eu que disse em outro post que o Casão comenta bem! Queimei a língua.

    Será que nenhum cientista renomado reparou bem no formato da cabeça do Cala Boca Galvão e do Casão? Será que isto pode explicar tamanha mediocridade destes dois?

Gerson Carneiro

20/06/2010 - 13h43

Uma porção de gente falsa
Com a cara na tela
Contanto mentiras que eu não quero ouvir
Uma montanha de dinheiro
Que não faz ninguém feliz
Uma doença esquisita
Que ninguém sabe de onde vem
E ataca no ponto onde menos se espera
E os descamisados e o amor
Também estão por um triz

E máquina de fazer doido
Ligada o dia todo
Transformando o ser humano
Num robô

E apesar da cibernética ser irreversível
O homem regride ao seu mais baixo nível
E é o único ser animal que mata por prazer
E o que há além da vida que deveria ser glória
Cai por ironia nas mãos de uma escória
Que zomba das coisas de Deus
E as põem pra vender…

Máquina de Fazer Doido – Composição: Accioly Neto

Responder

ana cruz

20/06/2010 - 13h39

No Blog do Brizola Neto existe um interessantissimo testemunho da belíssima escritora nigeriana CHIMANANDA ADICHIE. Uma historia sobre a burrice do pensamento unico. http://www.tijolaco.com/ http://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_d

Responder

    Supertramp68

    20/06/2010 - 17h43

    Uma historia sobre a burrice do pensamento unico… por acaso seria, salvo rarissimas excessões, a unanimidade entre comentarista desse blog? Para onde o Azenha aponta, lá vão eles, como um estouro de manada, tecendo comentarios redundantes e ësculachando" com os divergentes.

    Marcelo Fraga

    20/06/2010 - 21h08

    Se o senhor quiser, pode chamar os seus lá do Blog do Noblat e do Blog do Tio Rei. Nós adoraremos. Mas lembre que aqui não existe censura, beleza. tsc tsc

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 06h28

    é verdade que a unanimidade é sempre burra, qualquer que seja o lado para o qual ela ande, esquerda ou direita, mas eu gostaria muito de saber a opinião do Sr., com argumentos sérios, sobre o tema do artigo.

sergio

20/06/2010 - 13h38

Concordo plenamente. Existe um preconceito velado no mundo todo.

Responder

francisco.latorre

20/06/2010 - 13h37

opa..

hora de discutir a áfrica. é agora. ou nunca.

a copa foi na triste e massacrada áfrica do sul.

bom pra repensar o mandela. e as áfricas.

que é um sucesso no ocidente não pelas qualidades. ao contrário.

o acordão sul-africano preservou a supremacia branca. intocada.

acabaram as barbaridades mais chocantes.

mas o dinheiro das riquezas d'áfrica continua em mãos do kapital. branco.

no zimbabwe ex-rodésia mugabe ao menos fez reforma agrária. o mínimo.

virou demônio pro ocidente.

o prestígio de mandela não recomenda. ao contrário.. estranha. ou explica.

..

Responder

walter jr

20/06/2010 - 13h35

e não fica só na tv aberta
o infeliz que transmitiu Paraguai e Eslovaquia na Sportv agora pela manhã é um show de obviedades.
Ao invés de narrar o jogo falou só no segundo tempo( eu contei) 10 vezes que as 11 horas ia passar Italia e nova Zelandia, a Itália sem Buffon, com Marchetti no gol. Mais um número igual de vezes que antes do jogo do Brasil, as 5 para as 3, estariam Paulinho da Viola e Luiza Possi com o Sportv ta na area. Enfim… O PUM(Pensamento Unico da Midia) se alastrou para a imprensa esportiva. Quando eu fiz comunicação social, lá nos primórdios dos anos 80, se ensinava que uma notícia e notícia por sua relevância e ineditismo. Hoje em dia jornalismo virou um show de obviedade, lugar comum e irrelevância.
Finalizando: que significado têm para um jogo de futebol a presença de Paulinho da Viola, Zizi Possi e Cassio Gabus Mendes, anfitrionados pelo péssimo Bob(o) Faria?

Responder

Teorias racistas ainda alimentam comentaristas do futebol na Copa | Maria Frô

20/06/2010 - 10h33

[…] E depois ainda dizem que Dunga é o “atrasado” […]

Responder

ana cruz

20/06/2010 - 13h30

É esperar muito de glavão, o homem clichê.
Herman Goering, segundo homem mais importante na hierarqia do Terceiro Reich de Adolf Hitler, quando da acusação no Tribunal de Nuremberg dos crimes contra humanidade praticados pelo governo nazista alemão ironicamente elencava os crimes contra a humanidade praticados, também, pelos seus acusadores: Ingleses, russos e estadunidenses.

Responder

Augusto

20/06/2010 - 13h26

So uma coisa a dizer.Cala a boca Galvao.

Responder

Daniela Luciana

20/06/2010 - 13h21

Mandou bem, Azenha! Já retuitei.

Responder

Marat

20/06/2010 - 13h20

O intelectualmente pobre ocidente impõe, todos os dias os modelos ideais: homens e mulheres fortes, com cabelos lisos, olhos azuis ou verdes e bem definida massa muscular. Proliferam-se academias para os corpos (para as mentes, nem tanto)… A engenharia genética oferecerá opções para que os pais escolham como seus filhos serão produzidos. Some-se isso ao conceito de raças superiores, escolhidas por deus… Não, não falo da Alemanha nazista, falo de um mundo dominado pelos EEUU e pelos tubarões capitalistas, apoiados pelos meios de comunicação oficiais, que nem só aprenderam com Göebbels, como o sobrepujaram em maldade e profundidade. Tempos horrendos vivemos, mas isso é só um aperitivo do que virá!

Responder

René Amaral

20/06/2010 - 12h58

O mais engraçado (ou triste) é que a eugenia teve o maior número de seguidores, fora da Europa, entre os estadunidenses, que admiravam a faxina étnica empreendida por Hitler. Somente o poderio econômico Judeu pra "empurrar" os EUA na direção contrária à que já se manifestava no DNA racista/fundamentalista do estadunidense.

Responder

Paulo Pacheco

20/06/2010 - 12h56

Ué, e você não leu a declaração semana passada do jornalista da Fox News Glenn Beck, portavoz da direita norte-americana, constatando que o futebol não representa os EUA, pois é esporte para negros e comunistas?

Responder

Gerson Carneiro

20/06/2010 - 12h47

Houve até um Papa (não lembro qual porque não gravo o nome dos demônios) que disse que negro não tinha alma. Isto para justificar a escravidão para as classes dominantes, e tentar fazer com que o próprio dominado absorvesse a imposição de sua condição de escravo.

Responder

Claudionor Damasceno

20/06/2010 - 12h43

Não é gratuito que autores como Jay Gould, que escreveu "A falsa medida do homem" a trinta anos, sejam absolutamente desconhecidos do grande, do médio e do pequeno público. Seu trabalho de desmistificação da craniometria, frenologia, QI hereditário, monogenismo entre outros mitos do racismo científico, deveria ser presença obrigatória em qualquer currículo escolar de nível médio em uma sociedade que foi construída com base na idéia de raça superior. E jornalistas, na maioria formados para reprodizir o senso comum, deveriam ser cobrados, pelo "alto poder de influência sobre o grande público", a responder judicialmente quando ajudarem a disseminar o racismo, mesmo que de forma dissimulada.

Responder

Gerson Carneiro

20/06/2010 - 12h38

Esse foi o tema do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, ocorrido em Salvador em 30/12/2009. Vejam o que diz o senegalês Sampa Buri Mboup, professor da Universidade da África do Sul.

“Descolonizar o pensamento é enfrentar os desafios colocados pelo eurocentrismo e pelo etnocentrismo como modos de pensar dominantes. No quadro histórico marcado pelo colonialismo europeu, quando essa visão, centrada na Europa, é utilizada como grade de leitura e interpretação da realidade de todo o mundo, constrói-se uma visão distorcida dos padrões e da natureza dos povos”.

Responder

Francisco Boni

20/06/2010 - 12h37

bem vindo ao show de horrores de 99,9998% dos jornalistas brasileiros. da onde saem esses seres sociopatas, analfabetos científicos? de familias brasileiras, igualmente disfuncionais e estúpidas, pra terem gerado seres tão despreocupado com assuntos tão urgente quanto opniões preconceituosas e polêmicas.

Responder

Leider_Lincoln

20/06/2010 - 12h09

Mas dá-se com alguns jornalistas o mesmo que se dá com os trols: palpitam sobre tudo sem entender nada de muita coisa. Ou alguém queria que coisas como o Galvão fizessem análises táticas? De um burro, diz um provérbio de cá destas bandas, só se pode esperar que zurre.

Responder

    Anderson

    20/06/2010 - 14h44

    E depois ainda perguntam por que eu odeio a pós modernidade.

    Opinião sem embasamento = lixo

    Augusto Curtial

    21/06/2010 - 06h35

    Caro Azenha,

    Otimo texto. Mas gostaria de fazer um pedido: serà que o Sr. poderia colocar no pé do artigo algumas referências bibliograficas sobre o assunto?

    abs

    claudio

    16/06/2011 - 16h20

    voces são todos racistas!por levantarem tamanha popularidade a comentarios racistas!!o próprio negro se discrimina!o negro é RACISTA COM ELE MESMO!!!!

    claudio

    16/06/2011 - 16h23

    quero que meu comentario seja publicado!!!!

    Conceição Lemes

    16/06/2011 - 18h46

    Quero?! menos, menos, menos…

sergio josé dias

20/06/2010 - 12h04

Tão perigoso quanto estes comentários foi ouvir o Galvão Bueno falando sobre as belezas da Cidade do Cabo e elogiando a história colonial de ingleses e holandeses na África do Sul, só faltou ele lamentar o fim do apartheid e pedir a volta da segregação racial.

Responder

    Jairo_Beraldo

    20/06/2010 - 14h40

    Isso fica por conta do Ali Kamel…leu o livro dele?

rodrigo

20/06/2010 - 12h02

Pô Azenha… bota o nome do maluco que falou essa porcaria… só falta você dizer que é o mesmo cara daquele movimento… cala a boca galvão….hahahahaha

Responder

    Edison

    20/06/2010 - 13h52

    Ele vive de "merchant", e sabedoria "nevers".

    Jairo_Beraldo

    20/06/2010 - 14h40

    O próprio!

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