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A tropa de elite e os cucarachas

publicado em 29 de novembro de 2010 às 19:46

por Luiz Carlos Azenha

A “Guerra contra as Drogas” é coisa antiga. Nos Estados Unidos, do tempo de Richard Nixon. Mas foi no governo Reagan que a “Guerra contra as Drogas” realmente começou a ser levada a sério em Washington. Reagan militarizou a interdição do tráfico entre a América do Sul e o território estadunidense. Envolveu até mesmo a Central de Inteligência Americana na parada. Eu, por acaso, era correspondente da TV Manchete nos Estados Unidos.

Portanto, embora tenha acompanhado minha dose de tiroteios no Jacarezinho, quando fui repórter da Globo no Rio de Janeiro, conheço a guerra contra as drogas de muito, muito antes.

Logo que cheguei aos Estados Unidos, aliás, acompanhei como repórter o combate ao que sobrava da Máfia em Nova York. Uma de minhas primeiras reportagens em Manhattan (desembarquei na cidade em 7 de dezembro de 1985, dia do aniversário de minha mãe) foi sobre o assassinato do chefão Paul Castellano, abatido diante da famosa Sparks Stakehouse, um restaurante que servia um belíssimo filé — e que era um dos favoritos do Paulo Francis, então veterano correspondente na cidade.

Cobri o primeiro julgamento de John Gotti, absolvido em um tribunal do Brooklyn da acusação de eliminar Castellano para assumir o “cargo” de chefe dos chefes. Fiz reportagens tanto no Little Italy, onde a Máfia lentamente definhava, quanto em Queens, diante da casa de Gotti. Quando ele ainda não era o todo poderoso, Gotti perdeu um filho perto de casa, atropelado por um vizinho. Uma das acusações contra ele é de que tinha mandado dar um sumiço no atropelador.

Naquela época, quando eu ainda tinha a cabeça pequena e o peito grande, cheguei a bater na porta de ferro do que era tido como o salão de reuniões informais dos mafiosos em Queens (com o Domingos Mascarenhas, cinegrafista da TV Manchete, filmando).

Gotti foi absolvido mais de uma vez das acusações que lhe foram imputadas, pelo trabalho brilhante do advogado Bruce Cutler. Cutler, aliás, esteve no centro de uma polêmica que os Estados Unidos viveram nos anos 80 e que chegou com trinta anos de atraso ao Brasil: até que ponto o advogado pode se envolver na defesa de seu cliente. A promotoria de Nova York, que perseguia febrilmente a condenação de Gotti, pediu o afastamento do advogado alegando que ele tinha se tornado um acessório do crime organizado. Conseguiu. Sem Cutler na defesa, Gotti foi finalmente condenado por liderar a família Gambino (mais tarde morreria de câncer, na cadeia).

Fiz muitas coberturas relativas à chamada “guerra contra as drogas”, dentro e fora dos Estados Unidos.

O que mais me chamou a atenção, à época — e que guardo até hoje, como lição — é que Washington pregava para os outros o que não fazia em casa.

Para os outros e fora dos Estados Unidos, o governo americano pregava a militarização da interdição e do combate às drogas.

Internamente, no entanto, a coisa era diferente.

Nunca vi a Guarda Nacional americana chutando portas atrás de traficantes. Muito menos o Exército.

Em casa, a ênfase era no serviço de inteligência. No trabalho silencioso do FBI.

Tropa de elite, aparentemente, era coisa de cucaracha* (o cartunista Henfil popularizou a palavra usada pelos gringos para definir os hispânicos quando voltou ao Brasil de uma estadia em Nova York e escreveu “O Diário dos Cucarachas”).

Voltarei ao assunto em breve, tratando do general Manuel Noriega e da invasão do Panamá.

* Aliás, essa história de vibrar com homem de preto segurando fuzil… sei lá.

Clique aqui para ler a segunda parte da epopeia.

 

151 Comentários para “A tropa de elite e os cucarachas”

  1. qua, 02/02/2011 - 13:13
    Violencia

    Quem são os que serão atingidos pelos homens de preto? A vibração pode ser subtendida como aplausos para genocídio.

  2. qua, 02/02/2011 - 13:10
    Luci

    Que os homens de preto combatam sem trégua os corruptos e a maldita corrupção.

  3. qua, 01/12/2010 - 18:38
    Fabio_Passos

    Olha só que coisa impressionante:

    "Caveirão pode ter sido usado em fuga de chefões do CV" http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2010/12/c

    "
    A Corregedoria da Polícia Militar está investigando os policiais lotados no 16º BPM (Olaria) que estavam de serviço no blindado da unidade – popularmente conhecido como “caveirão” – no último domingo. Do início da noite do dia 28 de novembro até às 5h da manhã do dia seguinte, o veículo foi flagrado realizando viagens do Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, até o Morro do Chapadão, na Pavuna, também na Zona Norte.

    Como os PMs não tinham autorização para percorrer esse trajeto e as viagens foram feitas de forma consecutiva, há a desconfiança de que eles estivessem transportando criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região para o morro vizinho, que pertence à mesma facção.
    "

  4. qua, 01/12/2010 - 9:32
    José Manoel

    Azenha: o que causa inveja, tanto lá fora como aqui dentro, é que, mais uma vez, conseguimos fazer, em tempo recorde, o que os mexicanos, italianos e norte-americanos tentam, há anos, e não conseguem! Quando desfraldaram a bandeira brasileira no alto do complexo do alemão, quase tive um orgasmo!!!! Dá-lhe Brasil l!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. qua, 01/12/2010 - 1:04
    Renato Lira

    Agora americano é o tal e nós os cucarachas.

    Quando NY fez o "Zero Tolerance" tava tudo bem.

    E lá a polícia foi realmente truculenta. Passou até dos limites.

    Lembrando que policiais americanos são famosos por sua intolerãncia, especialmente contrA negros e hispânicos, vide os distúrbios em LA.

    Aqui se recupera para o povo um território dominado por criminosos, com homens especializados e operação conjunta exepcionalmente bem sucedida, e isso é "coisa de cucaracha".

    Mais um dado: policiais americanos, da SWAT inclusive, e também ingleses, vêm fazer cursos no BOPE. Vêm especializar-se nas ações táticas e operações policiais com os "odiosos homens de preto com fuzil".

    Engraçado, os civilizados vêm aprender com os "cucarachas".

    Parei!!!

  6. qua, 01/12/2010 - 0:49
    Renato Lira

    É mesmo, né, Azenha.

    Vibrar com homens de preto com fuzil.

    Vixe!

    Este facínoras fardados, que abandonam suas famílias para enfrentar cidadãos de bem, que usam fuzis por meras contingências, que atiram em desalmados meninos de 8 anos para se defender de tão créis vilões.

    Devemos sim aplaudir os traficantes, os Robin Hoods do morro, os carbonários das populações desassistidas, defensores dos fracos e oprimidos do Rio.

    Estes moços altruístas, os traficantes, deveriam ser presenteados com buquês de rosas brancas.

    Que polícia que nada, os bandidos é que são do borogodó.

    Tô certo, Azenha?

  7. qua, 01/12/2010 - 0:16
    Renato Lira

    Tô impressionado.

    Como os traficantes, incendiários e terroristas do Rio tem defensores.

    E como há ódio e preconceito contra policiais. Botando bons e maus no mesmo saco.

    E como estes críticos não estão dando a mínima pelo que que estão sentino as populações que estão do medo, das ameaças e da crueldade de criminosos.

    Como tem gente por aqui que quer fazer vale suas "teses", seu ódio e seu preconceitos.

    É mais ou menos assim " O Estado tá errado, a Polícia tá errada, a polícia abusou, a polícia roubou, a polícia não presta, os rapazes com fuzis nas costas são uns coitados desassistidos atacados por um bando de pliciais desalmados, os moradores do Alemão são uns ignorantes que eram felizes e não sabiam, assim como o Iraque é dos iraquianos, o Alemão é dos traficantes " entre outros quetais, dane-se o que acham moradores do Alemão e da Vila Cruzeiro.

    Tô impressionado.

  8. ter, 30/11/2010 - 23:57
    Renato Lira

    Bem, vamos aos fatos.

    Tropa de elite não é "coisa de cucaracha".

    A SWAT é uma tropa de elite.

    Onde tem polícia tem invasão e chute de porta se houver desobediência a ordem legal.

    E onde houver fundada suspeita de cometimento de crime, a polícia tem prerrogativa legal de entrar.

    Assim foi feito. E a justiça e o MP não se manifestaram em contrário.

    Se abusos ou crimes porventura foram cometidos, deverão ser punidos.

    O que é curioso, e triste, são as críticas à polícia movidas por desconhecimento, demagogia e preconceito.

    E para isso recorrem a ridículos argumentos com parando situações absurdamente diferentes, sem elo algum, como por exemplo a guerra do Iraque.

    Esta comparação então é de um oportunismo e de um cinismo de matar

  9. ter, 30/11/2010 - 22:01
    Fabio_Passos

    Um bom retrato do jornalismo canalha: http://cancropolis.blogspot.com/

  10. ter, 30/11/2010 - 21:54
    Fabio_Passos

    Morador é roubado em R$ 31 mil após ter casa arrombada na Vila Cruzeiro – Rio

    Roubado… pela polícia.

    [youtube iQSMxV-IBYE http://www.youtube.com/watch?v=iQSMxV-IBYE youtube]

    • ter, 30/11/2010 - 23:39
      Renato Lira

      Roubado por um mau policial.

      Não "roubado pela polícia".

      Tá na hora de parar com essa demagogia e essa desdonestidade intelectual.

      Por outro lado, o cidadão aí deve provar o que acusa.

      E se foi mesmo roubado, o policial bandido deverá responder.

      Ponto.

      Tem gente aqui, como o Fabio e o Azenha, procurando qualquer subterfúgio para desqualificar a ação do Estado a demonizar a polícia.

      E depois vêm criticar os outros de "maniqueístas e sensacionalistas".

      Estão fazendo o mesmo papel patético e lamentável da mídia oportunista que se pretendem criticar.

      Vivemos em uma sociedade canalha mesmo.

      Agora bandido virou santo.

      Para alguns. Ainda bem.

      • qua, 01/12/2010 - 11:01
        Fabio_Passos

        Rapaz, o sujeito foi roubado pela polícia e você recrimina ele?
        Você não está bem da cabeça.

        Muito mais grave ainda é a associação da polícia com o tráfico.
        Isto não pode ser varrido para debaixo do tapete. Isto é o que perpetua a criminalidade no RJ.
        O Estado como copartícepe do crime.

      • qua, 01/12/2010 - 23:19
        Renato Lira

        Rapaz, quem está recriminando é você, com generelizações baratas, demagógicas e preconceituosas, tentando a todo custo desqualificar o trabalho da polícia.

        Estou muito bem da cabeça.

        Não sou preconceituoso nem demagogo.

        Se for verdade que este cidadão foi roubado, puna-se o policial bandido. Mas você não tem direito de generalizar.

        Noto que você só ataca a polícia. Os traficantes devem ser tudo gente boa, né?

        Vista sua sanha paranoica em atacar a polícia, vejo que é você é que não anda nada bem da cabeça.

        A

  11. ter, 30/11/2010 - 21:53
    Fabio_Passos

    Assistam o Luiz Eduardo Soares no Roda Viva.

    Ele afirma que boa parte do aparato de repressão… é sócio do tráfico.
    Para ele este é o problema n1.

    Confiram:

    [youtube gppRT06_qes http://www.youtube.com/watch?v=gppRT06_qes youtube]

    • ter, 30/11/2010 - 23:39
      Renato Lira

      Prefiro não perder meu tempo com teses estéreis e demagógicas.

      • qua, 01/12/2010 - 10:51
        Fabio_Passos

        Rapaz, você é muito arrogante.
        Este Luiz Eduardo Soares é um dos especialistas mais respeitados no RJ sobre o tema.

        Você não quer aprender?

      • qua, 01/12/2010 - 23:27
        Renato Lira

        Posso até ser arrogante.

        Mas não sou demagogo nem movido por preconceitos gratuitos e bobos, de ser do contra e pronto.

        Acho que o Luiz Eduardo um empulhador. Tem muita retórica, mas é um inepto.

        Essa conversa de "especialista' é um saco.

        Prefiro aprender com ações práticas, como esta que expulsou criminosos e restabeleceu a legalidade.

        Aprender a ser empulhador?

        Tô fora.

        Deixo isto para os que tem tempo para ouvir baboseiras.

  12. ter, 30/11/2010 - 20:55
    monge scéptico

    Alguém já disse com razão(AMORIM?), que o problema não são as drogas. Estas
    continuarão fazendo vítimas. O que estava em jogo era o território onde se estabe-
    -leceu o governo paralelo, diga-se a bem da verdade com apoio medroso(natural)
    dos moradores. Cansados de ver o cabaço das filhas,arrebentado arevelia, e as leis
    de talião impostas, alguns apoiaram e outros preferiram, prudentemente, por não
    saberem o dia de amanhã, sumirem do pedaço, para não se verem com um micro-
    -fone e câmeras a sua frente tendo que dar opiniões, que poderia cusatr-lhes o sa-
    -co etc etc..
    Investir na infraestrutura social, é que poderá fazer com a paz permaneça mais tem-
    -po nos morros. Embora a procura do pó deva continuar com dantes.
    Hay inteligência para ao menos controlar o tráfico? Se não importem da USA E ABUSA!.

  13. ter, 30/11/2010 - 20:41
    IV Avatar

    Deu no Nassif, assino embaixo:

    Vila Cruzeiro, Complexo do Alemão e outros territórios

    Autor:
    Agenor Bevilacqua Sobrinho

    Vila Cruzeiro, Complexo do Alemão e outros territórios

    As ambiguidades dos traficantes esgotam-se.

    Nutriam-se do pavor que suas armas e brutalidade impunham, mas apareciam como beneméritos com suas ações supostamente sociais de auxílio à comunidade.

    Amparados no medo impostos à população, os traficantes saíram do Alemão destruindo eletrodomésticos e utensílios de suas mansões camufladas.

    O recado foi dado. Já que o chefão não pode usar, ninguém poderá fazê-lo. A figura do benfeitor explodiu e os mandões fugiram pelo esgoto, morada mais apropriada.

    O contraste entre a vida dos soldados do tráfico, proletários, e a de seus patrões, os capitalistas do tráfico, ficou evidente em rede nacional. Há os que trabalham e os que são proprietários dos meios de produção e, por consequência, se apropriam da riqueza.

    Portanto, semestres inteiros de formação de economia política foram resumidos em poucos dias e de maneira tão clara e explícita.

    Territórios e armas devem estar nas mãos do Estado, que exerce preceito constitucional do monopólio da violência legal.

    O consumo de drogas não pode ser banido, uma vez que continua a demanda por elas.

    Políticas públicas implementadas conduzirão à paz: distribuição de renda, presença do Estado com serviços de saúde, educação, habitação, transporte etc. Ou seja, dignidade!
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/vila-cru

  14. ter, 30/11/2010 - 20:17
    IV Avatar

    Guerra contra as drogas parece ser contraproducente, pois enquanto houver procura haverá oferta
    Por outro lado é um consenso que o governo paralelo do tráfico tinha que ser derrubado ou ao menos enfraquecido

  15. ter, 30/11/2010 - 20:09
    Fabio_Passos

    Conlutas põe o dedo na ferida:

    "Nem o crime organizado, nem a ocupação militar nas comunidades" http://migre.me/2BIYX

    "
    Acabar com o tráfico de drogas deve ser uma ambição de todos. Mas, isso não pode significar dar apoio e uma “carta branca” para que estas comunidades sejam ocupadas militarmente, com violações constantes dos direitos individuais de seus moradores, com revistas absurdas em suas casas, nas ruas de suas comunidades, agressões, prisões ilegais , entre outras agressões inaceitáveis.

    A única forma realista de se acabar com o tráfico é legalizando as drogas, com o monopólio de sua distribuição pelo Estado, enfrentando a dependência destas substâncias como uma questão de saúde pública, e não de repressão contra os usuários.

    As drogas e armas não são produzidas nas comunidades carentes. A esmagadora maioria delas é importada, passam pelas fronteiras, atravessam o país e a cidade até serem vendidas e consumidas. Os verdadeiros traficantes não são tocados. São empresários e banqueiros que financiam a violência para aumentar seus lucros. Esses são responsáveis pelo sofisticado armamento e pela presença de drogas no Rio de Janeiro.

    Neste momento, a maioria da população destas comunidades acaba apoiando as ações da polícia e das forças armadas porque acredita que a ocupação militar de suas comunidades trará uma vida melhor, mais segura. Mas, a realidade já começa a demonstrar que a presença da força policial só significará mais desrespeitos, repressão e desespero. E estas operações só servem para aprofundar os assassinatos da juventude pobre e negra.
    "

    Julio Condaque – membro da Secretaria Estadual do Rio de Janeiro e do Quilombo Raça e Classe

  16. ter, 30/11/2010 - 20:04
    Fabio_Passos

    O Marcelo Salles continua fazendo um ótimo trabalho de esclarecimento no excelente Fazendo Media:

    "
    O temido Bope parece já não ser suficiente para satisfazer o fetiche da violência da burguesia. O baile macabro dos tanques de guerra em favelas do Rio é um terrível precedente para todos nós que lutamos por democracia e Direitos Humanos.

    (…)

    O povo brasileiro não deve se deixar iludir pela operação casada entre governo do Rio e corporações de mídia. Não se pode vencer o tráfico de drogas nas favelas, nem com tanques de guerra, nem mesmo com bombas atômicas. Por um motivo muito simples: os donos do negócio não estão lá.
    "

    "O teatro do governo do Rio e sua mídia"
    Por Marcelo Salles, 29.11.2010 http://bit.ly/hydnNY

    • ter, 30/11/2010 - 23:32
      Fábio revoltado

      Onde está a violência?

      Vi um monte de gente armada, mas pouquíssimos mortos…

      A esquerda, da qual eu achava que fazia parte há até pouco tempo, está ávida por um banho de sangue para provar que estava certa, que este tipo de coisa é uma "limpeza social". Não teve banho de sangue. Teve uma operação razoavelmente bem sucedida. Com um ou outro problema, mas moderadamente bem-sucedida.

      Parem de torcer contra para satisfazer seus próprios egos. Vamos pensar em soluções para os problemas, não ficar dizendo que um passo na direção certa não deve ser tomado pq não resolve tudo. Claro que não resolve tudo, as coisas têm que se resolver aos poucos. Não se pode vencer o tráfico de drogas nas favelas pq há muita demanda por drogas. Mas dá pra minimizar o estrago causado pelo tráfico na sociedade, tentando aplicar as leis.

      Precisa combater o lado financeiro do tráfico? A lavagem de dinheiro, as propinas? Claro! Mas esta necessidade não exclui a necessidade de combater o tráfico varejista que piora em muito a vida de quem já não leve uma vida mto fácil.

      Me considero muito do lado do oprimido. Mas não sei se quero me identificar com uma esquerda que cria ilusão de violência do Estado pra tentar justificar seus pontos de vista estáticos. Temos que pressionar o governo agora. Não para parar o combate ao tráfico, mas para implantar as melhorias nas favelas como eles prometem.

      • qua, 01/12/2010 - 12:47
        Fabio_Passos

        Rapaz, uma operação militar aconteceu em área urbana e você pergunta aonde está a violência?
        Prá você pode ser "ilusão"… mas é estarrecedor.

      • qua, 01/12/2010 - 23:36
        Renato Lira

        Operação militar?

        Houve uma ação conjunta do Estado, onde haviam organizações civis e militares.

        Não uma "operação militar'.

        E se houvesse, onda está a ilegalidade nisso?

        Aliás, o que é violência para você?

        Uma comunidade ocupada por traficantes armados é violência?

        Ou não?

        Eu sei que há muito preconceito contra a polícia.

        Muitos aqui procuram argumentos do mais absurdos para desqualificar a polícia e santificar os traficantes, mas você é hors-concours, Fabio.

        Tua raiva da polícia beira o irracional.

        A sua crítica é só contra a polícia, nenhuma refer~encai aos traficantes ao se a população gostou ou não, o que vale é o que você acha e pronto. E você quer impor sua tese a qualquer custo, usando qualquer argumento, verdadeiro ou não.

  17. ter, 30/11/2010 - 19:55
    Fabio_Passos

    Ótima entrevista do Brizola Neto na CartaCapital:

    "Rio: combater o tráfico sem criminalizar a pobreza"
    O deputado Brizola Neto, em entrevista, rechaça a postura das elites de exaltação do extermínio nos morros cariocas e relembra a tentativa de seu avô, Leonel, quando governador, de mudar a postura preconceituosa e racista da polícia. http://twixar.com/FtTJ

    Saca só…

    "
    CartaCapital: Como você enxerga essa onda fascista que surgiu de uma parte da população que defende o extermínio dos marginais no confronto da polícia com o tráfico?

    Brizola Neto: Existe o aproveitamento de certos setores da sociedade, principalmente do Rio de Janeiro, e de alguns meios de comunicação, de pegar esses episódios, que são tristes e duros para a sociedade carioca, e dar esse tratamento, uma espécie de criminalização da pobreza. Nós tememos, inclusive, as consequências que isso pode causar…
    "

  18. Azenha, depois de ler os cometários, posso dividir com vc um pouco da minha tristeza diante de mais essa "chacina"? Será que só nós estamos emais meia dúzia estamos olhando e vendo?

  19. ter, 30/11/2010 - 17:12
    enio

    Azenha suba nos locais onde estão instaladas as UPPs e onde estão sendo feitas as obras e serviços públicos implantados em parceria com o governo federal. Você é repórter que cobriu guerras e conflitos. Veja se isso realmente está melhorando a vida das pessoas, porque você postou um relato de um sociológo que afirma que tudo o que foi feito nos últimos anos é uma farsa. Poucos veículos de comunicação informaram que no complexo do alemão já funcionam uma UPA, escola nova, parece que estão construindo casas, e incrível, disseram que os bandidos fugiram pelas galerias de esgotos feitas pelas obras do PAC na área de saneamento ambiental, como se isso não fosse importante, mas apenas serviria para esconder a marginalidade. Até agora ninguém falou sobre o teleférico de onde foram hasteadas as bandeiras. É uma forma de transporte público, como é em Bogotá e Medellin? Faça isso pelo seus leitores.
    Essa coisa de comparar sempre com o primeiro mundo é estranho porque são realidade diferentes. Como está sendo na Colômbia e no México, países que têm realidades idênticas, nessa questão do narcotráfico, com o Brasil, mais especificamente em SP e no RJ? Como se comportam as instituições, exército, polícia, apolítica e judiciário? Acho que seria interessante essa abordagem.

  20. ter, 30/11/2010 - 16:56
    Wellington_Vibe

    Para evitar tomar partido na discussão que virou a área de comentários deste artigo (faz tempo que um artigo seu não causa tanta confusão aqui hein Azenha) já que a priori estão todos do mesmo lado, não sou partidário da aclamada "guerra às drogas" e "combate ao tráfico" vendida e discutida. Prefiro acreditar na retomada e reconquista da soberania naquele território. Mas ainda me pergunto, por quê e para quê? Em 2007 aconteceu algo parecido. Porém, acabou o Pan e tudo voltou a ser como era antes. Não compartilho também do ufanismo do hasteamento das bandeiras celebrando uma vitória até agora não compreendida na essência. Ok, estamos vendo todos os canais mostrando moradores concordando e felizes, mas será que é o sentimento geral? Imagine o cidadão tentando voltar para casa após ser revistado, revirado, algemado e liberado, um repórter enfia o microfone na boca dele, a camêra em zoom em seu rosto e pergunta: Vale a pena? ou algo do genêro (que é o que noventa por cento dos repórteres perguntaram nas matérias sobre o assunto nos mais diversos canais). Quer que ele fale: não, estou incomodado, me senti invadido, desrespeitado e humilhado e assim ser acusado de simpatizante do tráfico, colaborador, ou até bandido ou espera o que a maioria teve que fazer nessa situação de inquisição: sorrir amarelo e responder: Tudo bem, vale a pena?
    Não é essa invasão que devolveu ou vai devolver a cidadania, a posse, o direito de ir e vir, a liberdade desses moradores e sim a partir de agora uma política social que garanta a cidadania negada a décadas aos moradores dessa região. Assim como isso não pode e não é simplesmente o resultado de uma guerra ao tráfico. Enquanto tiver demanda, vai ter oferta e se liberar, ao invés de tráfico vamos ter que combater o contrabando (ou alguém já parou para pensar que o cigarro é liberado, tem taxação significativa e é um dos maiores produtos do contrabando no Brasil?). São duas frentes de atuação diferentes e que não podem ser mescladas e transformadas em guerra no intuito de consolidar a opinião pública.
    A retoma, ou como quiserem chamar, ainda não foi um sucesso. Vai sê-lo se daqui uns anos e mostrar o resultado final para quem vai continuar morando lá e precisando da tutela do Estado e não da sua intervenção.

  21. ter, 30/11/2010 - 16:51
    Edmilson

    Azenha, admiro demais o seu trabalho, mas nesse caso em particular, parece que você não tem idéia do que era o Complexo do Alemão, e o que representa a sua retomada, principalmente para as familias que viviam por lá subjugadas pelo tráfico, e tendo que assistir passivamente a seus filhos tornarem-se usuários ou traficantes de drogas vendidas e consumidas livremente. Pra entrar lá, só com blindados mesmo. Qual seriam as outras opções? Já ouvi várias críticas à ação, mas nenhum crítico apresentou outra solução.
    A Globo deve ter seus interesses para estar dando total apoio à ação do Estado, mas este, para mim, atuou corretamente (embora possa ter havido falhas pontuais), retomando o território e evitando um banho de sangue.

  22. ter, 30/11/2010 - 16:37
    Siron

    por que não estou conseguindo postar?

  23. ter, 30/11/2010 - 16:14
    alex

    Azenha e Blognautas:
    vcs já viram isso?
    Simplesmente revoltante e constrangedor!
    Vi lá no Conversa Afiada

    Morador é roubado em R$ 31 mil após ter casa arrombada na Vila Cruzeiro – Rio
    http://www.youtube.com/watch?v=iQSMxV-IBYE&fe

  24. ter, 30/11/2010 - 16:11
    lucia

    Eu sei que você é jornalista e deve conhecer uma favela, por isso acho estranha essa sua matéria. Trabalhei muitos anos, mapeando becos e cadastrando moradores em mais de 30 favelas aqui na baixada santista, algumas enormes, como o Dique da Vila Gilda em Santos, o México 70 em São vicente e a Prainha no Guarujá. Eu tinha que ter autorização dos donos da boca, senão minha equipe nem entrava. Com a autorização desses marginais, a gente não corria nenhum risco de outros marginais nos molestarem. Eu achava um absurdo essa situação, os traficantes não se contentam em vender drogas, eles querem se sentir autoridades. Algumas favelas foram urbanizadas, os traficantes ficaram sem ter o que fazer, porque a luz, a água e a Net não podiam mais ser "gato", eles perderam o poder e se mandaram. Eu sei que o tráfico de drogas não vai acabar nunca, enquanto houver quem compre, ou enquanto não liberarem de vez, mas o que mais incomoda nessas comunidades é o poder paralelo, que torna esses bandidos em donos das pessoas e em justiceiros.

  25. ter, 30/11/2010 - 15:54
    Andrea Serpa

    Depois de tudo que já li nos blogs ,a única coisa que sei com certeza é que Globo e afins prestam grande deseviço a informação.Uma grande tragédia humana é trasmitida como um espetáculo.Se o merval elogia eu quero logo estar contra.Por outro lado O PHA ,alguns comentaristas e mesmo o Luiz Eduardo apontam para alguns aspectos positivos.Eu mesma estava bastante otimista com as UPPs. A situação aqui do Rio é muito específica e complicada ,e algo precisava ser feito.Não devemos esquecer de agradecer,lembrando apenas os mais recentes,ao Garotinho e senhora,Álvaro Linse Marcelo Itagiba.

  26. ter, 30/11/2010 - 14:02
    Danilo

    Sua visão é completamente equivocada. Já era hora de invadir sim a favela e tomar o poder dos traficantes, era um poder paralelo que desafiava o Estado. Concordo que não é a solução para o tráfico, mas com certeza foi necessário.

  27. ter, 30/11/2010 - 13:52
    Marcos

    Por exemplo, o PAC no C do alemão, era desviado das suas funções iniciais pelos bandidos ao obrigarem os operários, fazerem galerias pluviais ilegais, para criar rotas de fuga por debaixo do morro !!

    O teleférico estava ameaçado de domínio pelo tráfico, de um bem que era público, de direito para todos.

    Resumindo nós temos que vigiar para que as obras públicas entrem e não saiam, e a polícia começe uma reforma, o que não significa ir contra as UPPs !!

  28. ter, 30/11/2010 - 13:52
    Marcos

    Azenha, acho que a opinião de muitos leitores aqui no blog, não é de "vibração" com os homens de preto, até porque quem lê seu blog acredita no progressismo e na democracia social, que durante anos foram jogados no lixo.

    O meu ponto de vista, é a de que a presença dos serviços e trabalhos de Estado, não se fazem sem a presença física do Estado que não entra se facções criminosas, empunhando poder paramilitar, continuam a blindar esses terrenos como fortalezas naturais para suas operações de varejo, desmanche, sequestro, ameaças e confrontos com as instituições conhecidas.

    Para isso, a entrada de equipes de segurança que consigam quebrar o poder pelo terreno dessa facção, seja expulsando ou não, prendendo ou havendo mortes (não deveria acontecer), traz a retomada do espaço para a população daquele local, subjugada anteriormente, com a não distorção de investimentos sociais.

  29. ter, 30/11/2010 - 12:04
    Julio Silveira

    Os eternos insatisfeitos. Se a policia faz seu papel e age, retirando de circulação drogas em abundancia e muitos criminosos, ainda que não sejam os lideres, mas nada indica que não serão presos logo ali na frente, vem alguns intelectuais indecisos (por pensar e tentar expor o produto de meu intelecto me considero intelectualizado, mas de diferente visão) entre seu bem estar utopico e a realidade. Dificultam o entendimento ou talvez seja incompreensivel para eles entender esse bem estar da população. Realmente é dificil entender, afinal quem é criado fora da realidade desses moradores tem dificuldade.
    Afinal, ser contra as drogas, teoricamente, não presupõe maior sabedoria na solução do que aqueles que vivem ao redor do trafico, vivem sob a repressão de seus lideres e tem que sorrir sabendo da ilegalidade, convivendo sob sua tirania. Esses podem saber bem mais do que sonha a vã filosofia.

  30. Ainda Norbert Elias, mas agora também com a companhia de Gramsci, Milton Santos e Eric Hobsbawn, para pensar o Complexo do Alemão

    Quando analisamos o texto de Elias que fala da questão da liderança, nós negros e nordestinos, devemos pensar, primeiramente, em nossos heróis. Quem são nossos heróis? Temos de percebê-los sempre em oposição ao poder constituído. Zumbi, Antônio Conseheiro, João Candido, Lampião, José Maria do Contestado, todos eles estiveram em posição contrária ao poder constituído. Foram em todos os sentidos expressões da revolta popular contra a dominação colonial interna e a exclusão social. Por outro lado, atinemos que tais rebeliões permanecem, se estes heróis se fizeram no início do século XX, e durante o período colonial, outros heróis populares têm se construído ao longo século XX e XXI, infelizmente, no Rio de Janeiro, pelos mesmos motivos. Basta lembrarmos do busto do traficante Meio-Quilo, morto em 1987, e ainda hoje adorado naquela comunidade.
    É sempre bom lembrar que o tempo nas comunidades favelizadas, nos bairros proletários do Rio de Janeiro é referenciado pela lembrança destes “heróis populares”. É comum se dizer no tempo de Escadinha, para quem mora no Juramento por exemplo, e tantos outros, dependendo da comunidade local.

    Estes aspectos exprimem o quanto esta parcela da população esteve alheia ao desenvolvimento brasileiro ao longo de todo o século XX. Afinal, o que a República significou para estas população ao longo deste século, senão o acesso às migalhas deste desenvolvimento. Natural, portanto, que estes heróis se constituam nas margens deste processo.

    O papel do Estado “brasileiro”

    O texto de Elias também nos alerta para a dominação colonial exercida por grupos sociais fortes sobre grupos sociais fracos. A desigualdade social, expressa na desigualdade de oportunidades alinhava o quanto os setores dominantes têm de privilégios na distribuição dos bens sociais, e o quanto esta polarização é responsável pela construção destes “rebeldes” e “bandidos” já tão bem estudados pelo historiador Eric Hobsbawn, em seu livro “Bandidos”.

    Concebemos o Estado gramscianamente, portanto, como uma expressão do poder da sociedade civil, como um espaço de luta de disputa, e onde se coloca o poder dominante como expressão de hegemonia. Por isso, compreendermos que a mudança deste quadro dependerá do poder de mobilização dos setores subalternos da população, ou seja, trabalhadores, negros, nordestinos. Caberá a estes setores construírem a aprtir de sua organização um novo padrão hegemônico que contemplem estes setores. Por outro lado, podemos dizer que o estado de coisas nas comunidades pobres brasileiras nos aponta a exacerbação deste poder, pois fica denotado o anseio dos jovens infratores pelas mercadorias valorizadas a cada comercial de televisão pela sociedade de cosumo. Este desejo incontido, desenfreado e alardeado como padrão de superioridad está na raiz de nossos problemas de segurança e violência.

    Isto nos leva a teoria dos circuitos de produção social proposta por Milton Santos, em sua análise sobre as cidades no mundo subdesenvolvido, no livro “O espaço dividido– Os dois circuítos da economia dos países subdesenvolvidos”. Onde dois circuitos de produção social se interconectam, um superior, e que tem sua lógica dada pela globalização, e outro inferior, que tem como referência, a economia marginal local. Esta, engloba, não só o exército de trabalhadores informais, biscateiros, autônomos e assim por diante, além do tráfico de drogas.

    A luta dos trabalhadores, de negros e nordestinos

    Neste sentido, cabem alguns questionamentos: Poderá o capital dependente brasileiro, imensamente rico, abrir mão de muitos dos seus privilégios? Saberão os setores trabalhadores, tão subalternizados pela globalização, se organizarem na construção de uma proposta alternativa para as cidades e sociedade brasileiras, como um todo.
    Em suma, não tenhamos dúvida, a luta de classes está viva e plena. Sabemos que nos momentos em que o capital se amplifica, migalhas são jogadas aos trabalhadores. Caberá, então, aos trabalhadores romper estes limites.
    http://pelenegra.blogspot.com/2010/11/ainda-norbe

    • qua, 02/02/2011 - 13:08
      Oligarquia

      Wste país não efetiva a igualdade porque não elimina os privilégios e as distinções que usufruem grupos sociais poderosos que se apropriaram do Estado.
      O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e um dos tres mais desiguais da América Latina, superado apenas pello Haiti e Bolívia. A oligarquia continua no poder garantindo seus benefícios e poder.
      Realmente os pobres estão com as migalhas. É importante ler o que foi publicado neste espaço "Os Prisioneiros da Especulação Imobiliaria", de Ermínia Maricato. http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.asp

  31. ter, 30/11/2010 - 11:20
    Asta Maria

    Azenha,
    " Aliás, essa história de vibrar com homem de preto segurando fuzil… sei lá"
    Vc não existe!…KKKKKKKKKKK
    Amo entrar no teu blog e perceber que, do próprio punho, vc bota ordem na casa!
    Obrigada

  32. ter, 30/11/2010 - 11:17
    Antonio Junior

    Recomendo que quem não viu procure ver a entrevista de ontem no "Roda Viva", com o ex-secretário de segurança pública nacional de Lula foi perfeita. Uma analise critica e séria da situação da nossa segurança publica, de uma pessoa que ja esteve dentro do governo. Muito pertinente.

  33. ter, 30/11/2010 - 11:17
    Cabeção

    Azenha, vc cometeu um erro ao associar a guerra contra as drogas, como estratégia de combate ao tráfico, com a ação implementada no final de semana. Essa ação que para mim foi exitosa – conseguiu unir diversos órgãos, configurando-se uma ação federativa – tinha por objetivo retomar o território dos bandidos e não acabar com o tráfico. Nas comunidades com UPPs instaladas ainda há tráfico de drogas, porém não há traficantes empunhando seus fuzis, como forma de demonstração de poder nos terrotórios que servem como mau exemplo para as crianças e, dessa forma, dar continuidade ao poder paralelo, subjugando a população das comunidades. Vc viu o mundo mas o Rio de Janeiro tem suas peculiaridades!
    Abraços!

  34. ter, 30/11/2010 - 11:06
    dukrai

    a comparação com os EUA é estapafúrdia, onde não houve território tomado e controlado por quadrilhas e que o poder público estivesse impedido de entrar. é isto que está sendo retomado no Rio.

  35. ter, 30/11/2010 - 11:04
    Marcelo de Matos

    A novela do crime não acabou – o pior está por acontecer. Ontem a polícia encontrou 300 quilos de explosivos próximo a uma prisão em Franco da Rocha-SP. Também "apreenderam um lançador de mísseis de fabricação sueca e com poder bélico de destruir tanques de guerra na tarde desta terça-feira, 26, no Bairro dos Pimentas, em Guarulhos, grande São Paulo. O artefato militar era transportado por dois homens em uma moto. A dupla dispensou a arma e conseguiu fugir". No Rio aprenderam apreenderam "um fuzil de fabricação suíça, modelo Sig Sauer, de calibre 7.62, e uma granada de bocal , de uso exclusivo das Forças Armadas. Considerada munição antitanque e geralmente utilizada em guerras, tinha por objetivo a destruição do Caveirão, o maior inimigo do tráfico. O explosivo é acoplado ao bico do fuzil".

  36. ter, 30/11/2010 - 10:11
    Armando do Prado

    Claro que tem coisa fora do lugar e estranha, pois a direita capitaneada pela Globo não estaria triunfalista gratuitamente. Disse e repito os traficantes estão tergiversando numa ação de guerrilha, pois continuam fazendo seus negócios junto com as milícias que estão longe do Alemão. A estratégia continua sendo feita e dirigida de salas refrigeradas da Vieira Souto, de Ipanema, de Miami, da Paulista, menos da/de "mansão" no meio de qq. favela.

  37. [...] por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo [...]

  38. ter, 30/11/2010 - 9:49
    Marcelo de Matos

    Se eu gostasse de ver homem forte, teria assistido ao filme do Van Dame, ontem, na Globo. Azenha, você está usando toda sua inteligência e experiência para desqualificar o trabalho da polícia no Alemão. Não conseguirá negar o óbvio: a população está satisfeita com esse trabalho. Faça uma enquete aqui no blog e isso se confirmará. Tropa de elite não é coisa de cucaracha. O fato de você ter “visto o mundo” e, como ilustrado blogueiro Noblat, ter indisfarçável simpatia pelos States, não o autoriza a dizer que somos cucarachos, ou seja, uma república de bananas. Quando a polícia paulista deu um show de incompetência na captura do Lindemberg Alves, que seqüestrou uma garota de 15 anos em Santo André, a Globo mostrou um brasileiro que trabalha na tropa de elite americana e ele disse que os ianques são muito mais bem treinados. Diga-se de passagem, o erro não foi da polícia brasileira, mas, do Serra, então governador, que, ao que tudo indica, impediu a ação dos atiradores de elite para não comprometer sua candidatura à Presidência.

  39. ter, 30/11/2010 - 9:24
    Guilherme

    e tem mais uma informação. O governador do Rio de Janeiro pediu reforço nas divisas do Estado para evitar fugas de traficantes. Detalhe: o pedido foi feito hoje, terça-feira. Como o RJ é pequeno, em 3 ou 4 horas é possível sair de lá. A invasão foi no fim de semana. Bela estratégia do comando da operação. Não consigo acreditar nisso. Continuo achando que é tudo cinema.

  40. ter, 30/11/2010 - 9:17
    Guilherme

    Azenha, operação na área mais arriscada da América do Sul sem uma morte ou um ferido grave?? Soa como acordo entre o governo e o tráfico. A imagem do governo fica uma beleza e os chefões podem escapar para outras áreas sem ameaça aos jogos Olímpicos ou à Copa do Mundo. Bom para todos. Não consigo acreditar numa ação tão bem sucedida por parte do governo de um Estado que é marcado pela ineficiência administrativa. Para mim foi tudo cinema.

  41. ter, 30/11/2010 - 8:53
    José Manoel

    Azenha: a equação é simples: sempre achamos que a galinha do vizinho é mais gorda que a nossa! Conseguimos, em poucos dias, o que os mexicanos estão se esvaindo sem lograr nada e os norte-americanos não chegaram jamais, ou seja, meter a mão nos cabeças do tráfico de drogas! Mais uma vez o Brasil mostra o caminho! Parabéns a todos os que estiveram envolvidos na guerra ao tráfico no Rio de Janeiro!!!!!!!!!!!

  42. ter, 30/11/2010 - 8:28
    Archibaldo S Braga

    Azenha, depois desta P I R E I !!!!!!!!!!!!! Adeus! A. S. Braga

  43. ter, 30/11/2010 - 8:07
    mila

    Olá Azenha, não vou ficar aqui tecendo considerações ' sociológicas'. Estou de acordo com você quanto a se vibrar com homens de preto com um trabuco na mão. E depois diz-se que brasileiro não é violento, mais um desses nefastos mitos. Com relação aos EUA, não posso dizer nada pois não conheço a situação interna deles, o tratamento que dão aos imigrantes ilegais e o que fez o Patriotic Act no sentido da preservação dos direitos individuais, nem como agem nas " inner cities " ou com as guerras de gangues. Vai ser interessante ler você sobre o Panamá, pois quando se trata de invasão em casa alheia, não se avexam.

  44. ter, 30/11/2010 - 8:07
    solange

    Gente eu gostaria de uma informacao de quem puder ajudar, em minhas defesa e elgios sobrea tomada do C Alemao e Vila Cruzeiro, eu recebi emails de muitas criticas entre elas sobre o salario dos policias no Rio que sao 800 reais, estou fazendo pesquisa para saber ao certo e juntar todos os dados com as devidas fontes de informacao para responder tais email, mas eu gosot de fontes seguras, eu nao moro no Brasil, meu google aqui na ingalterra nao me ajuda muit nas pesquisas, sera que alguem ai poderia me inforamr e dar fontes seguras onde encontrar isso, policial do BOPE da PM , muito obrigada se puderem ajudar

  45. ter, 30/11/2010 - 7:35
    Marcio

    Azenha, concordo em parte com seus argumentos ao longo dessa semana. Tenho divergências mas quem não as tem? Só fico intrigado com os seus leitores que exigem tanto democracia do chamado PIG e dos políticos e aqui não a praticam. Não consigo entender manifestações de que, por discordar das suas opiniões, chamam-no de louco, de folgado, de insensível que vão tirar seu blog dos favoritos, enfim tem de tudo. Argumentos muito pouco. Li aqui e em outros blogs diversos textos ponderando sobre a ação da polícia e que devemos acompanhar e cobrar ações futuras de combate à banda podre da corporação, agilidade nas UPPS etc.. Esse é o nosso papel.
    Continuo com você no meu favoritos.

  46. ter, 30/11/2010 - 7:08
    Robson Porto

    A pergunta que não quer calar é por que o PIG, de repente, incluindo até o Jabor, ficou "encantado" com a ação conjunta da polícia no Rio. Começaram a cobertura destes eventos com a tradicional abordagem de que o Rio não tem jeito e que seria uma loucura promover Copa e Olimpíada lá…

    Progressivamente foram invertendo o foco e passaram a elogiar de forma exagerada o resultado (sic) da ação, criando uma ilusão de que o mal foi debelado pela raiz.

    Minha opinião pessoal: querem criar um "código de simpatia" forte com Dilma para evitar a Ley de Medios.

  47. ter, 30/11/2010 - 6:22
    Luiz

    Prezado Azenha, o blog é teu e você tem todo o direito de pensar o que quiser. Continue escrevendo as suas reflexões sobre os acontecimentos mas entenda que existem pontos de vista diferentes do seu.
    Os moradores do Complexo do Alemão apoiaram a ação militar e acharam que ela já veio tarde. Ponto.
    Estas nossas leituras antropológicas, sociológicas, burguesas, terminam no impacto de um tiro de AK-47. Não tem discussão possível com um camarada armado (e a invasão policial mostrou isso).
    É a barbárie meu irmão. É o horror, o horror…
    Aceitar a realidade da existência de um estado de guerra e ter a coragem de intervir é uma capacidade para poucos, e nosso secretário teve culhões para tal.

    • ter, 30/11/2010 - 11:27
      BEL ANDRADE

      Concordo em gênero , nímero e grau!
      É claro que a sociedade deve estar atenta aos abusos dos homens de preto e exigir a "retomada" civil do Complexo " para ontem " , mas não há como negar o alívio com que o verdadeiro interessado , o morador de lá , está recebendo a intervenção forte do Estado.
      O importante agora é continuar a criar as verdadeiras condições para acabar com a hegemonia do tráfico , dos Comandos , das Milícias , é continuar a gerar empregos , dar lazer e educação para a juventude , resgatar a auto-estima do "morro" . Esta é uma dívida a ser resgatada imediatamente pelos "Estados" , com armas de fogo e armas de Paz .
      Se a Rede Globo quizer tirar uma lasquinha desse novo modo de governar que ela fez de tudo para enterrar , que venha . Ela vai tenter de tudo para se manter " a cara do Povo".

  48. ter, 30/11/2010 - 4:05
    Gerson Carneiro

    Estou realmente gostando da série de epopeias. E justifica o nome do blog 'VIOMUNDO'.

    Vejo que há muitos que não estão vendo isso.

    "Sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura."
    Alberto Caeiro

  49. ter, 30/11/2010 - 2:52
    will

    Entrevista com o torturador de Dilma
    Entrevista com o torturador de Dilma
    No ig:
    Acusado de torturar Dilma (Maurício Lopes Lima) leva vida tranquila no Guarujá
    Militar aposentado falou ao iG; ele está entre alvos do MPF por participação na morte de 6 pessoas e na tortura a outras 20.
    fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/acusado+d
    divulgando…

  50. ter, 30/11/2010 - 2:19
    Gerson Carneiro

    Atenção para esta notícia de hoje (29/11/2010):

    "Provável recaída pode afastar Fábio Assunção da novela 'Insensato Coração' "

    Fiquei na dúvida: recaída ou crise de abstenção.

    Alô comentarista "turmadazica": acho que você "cantou a bola".

  51. ter, 30/11/2010 - 2:15
    Afernando

    E agora? Hum milhão de usuários de drogas sem drogas no Rio. O consumo mensal chegava a… Pasmem! 50 toneladas por mês! Entre cocaína, crack e maconha. Quem vai abastecer esse "mercado tão promissor"? Uma coisa é certa: Se a cocaína fosse cotado em bolsa de valores, com certeza, segunda feira o grama valeria mais que ouro. O que vai ser da zona sul? Por enquanto só vejo uma solução: Turismo "ecológico" para Bolívia e Colômbia. Agora a Turma do Crack esses irão aos milhares feitos "zumbis" atacar os depósitos, onde estão sendo guardadas as drogas e mesmo diante do revide da policia, matando-os, eles irão para "cima", sem se importar em morrer. E ai JOSÉ PADILHA dá ou não dar um longa, tipo tropa de Elite 3? A policia Federal fique ligada, pois, essa semana a galera da zona sul estão desembarcando de vôos oriundos de La Paz e Bogotá , bote os cachorros neles.

  52. ter, 30/11/2010 - 2:14
    Afernando

    Onde está à força do tráfico? Estar no dinheiro. Quem dá dinheiro ao tráfico? Os viciados ricos da zona sul. Pois é? Grande hipocrisia! O cara chega oferecendo uma fortuna por dez gramas de cocaína ou de maconha, quem não corre o risco? O Pessoal da Europa oriental vive sendo pego com o estomago cheio de cápsula de cocaína mesmo correndo o risco de uma cápsula romper e ele morrer, imagina os pobres do Brasil? A solução é: liberar tudo! Isso mesmo. Vender todas as drogas em farmácias, ou seja, na mais plena concepção da palavra, nas DROGARIAS. Com isso afastaria aquele "demoniozinho" que fica dizendo: 'cheira, cheira! Que é uma "viagem" legal. Fuma, fuma! Que dá o maior barato. Moral da história: O Bope devia invadir a zona sul e detonar todos os viciados ricos ou na melhor das hipóteses prendê-los por uma figura que é tipificada no código penal como: crime indireto. E os traficantes devem processar o Estado por omissão de conduta e principalmente, descriminação! Pois, os traficantes "só" estão atendendo aos apelos da sociedade, que os obriga a correr riscos de vida para infringir as leis. Sob "pena" de terem que trabalhar 30 dias por mês e no final levar para casa 510,00 reais ou nem isso.

  53. Tá díficil.O povo que lê o blog não entendeu o negócio.Acabo de assistir no programa do Jô um aruqueólogo – não vem ao caso a participação dele no programa,mas sim seu depoímento sobre a repercussão da tal guerra,que no exterior está sendo vista,de fato,como um conflito sério.

    Força Azenha.Um pouco mais de esforço e o povo do blog consegue entender sua crítica à "guerra".

    Obs:pelo visto essa maioria que comenta e que é a favor da excursão estatal nas favelas cariocas acredita piamente que esta deve ser a eterna e única presença do Estado Brasileiro na vida dos moradores daqueles territórios.

    Obs2:será que depois de reaver o território usurpado pelos traficantes,o Estado vai manter aqueles espaços improdutivos – para usar um termo da reforma agrária?

    Obs3:tomara que o otimismo do PHA concretize,pois se as previsões do Azenha corporificarem tamofú…melhor o pobre,favelado,espoliado,esfomeado,o único cordeiro de sacrifício do Estado.

    Abaixo o Estado.Poder ao Povo!!!

    Abç Azenha.

    • ter, 30/11/2010 - 11:03
      Ubiratan Rosa Passos

      Você se esquece que o Estado está, finalmente, mesmo que tenha demorado, cumprindo, E MUITO BEM, oseu dever?
      O povo está aprovando, e isso é a aprova do acerto da ação. Está havendo, como nunca vi, interação povo-estado. Só espero que continue, e com mais vigor, e que esses traficantes, juntamente com essa elitezinha da classe média, tenham uma resposta a altura.
      Agora, uma pergunta: é a polícia que vai tratar com os consumidores? Aí, sim, a presença do Estado tem que se mostrar mais incisiva. Cadeia, como se fez em Nova Iorque! Tolerância zero!
      Li o comentário de um internauta sobre a liberalização das drogas. Isso é utopia, meu caro. A Holanda caiu nessa e, agora, com o aumento de número de viciados, está num beco sem saída. A coisa é muito mais complexa do que você pensa.
      PARABÉNS A TODOS OS QUE AGIRAM NO COMPLEXO DO ALEMÃO, E QUE CONTINUEM COM ESSE TRABALHO QUE APENAS COMEÇOU, E QUE ORO PARA QUE SE ESPALHE PELO BRASIL TODO.
      Eles querem guerra? Que tenham a resposta.

  54. ter, 30/11/2010 - 1:33
    roberto

    Gostei…Azenha…tava sem entender: cenário de guerra montado, mídia a postos…nêgo colado na telinha. 8:00 domingo "começou a invasão", gritaram, agora o pau vai comer, pensei. Não vai ter cadeia pra botar tanto bandido, nem caçamba pra transportar tanto pó. Nem me levantei direito e a batalha já havia terminado. Por que? Aaah, a bandidagem afrouxou (mais de mil segundo informação segura de alguns da mídia). Né besta nem nada..ia lá enfrentar forças poderosas, treinadas, serviço de inteligência supimpa desse…bandido vai descer o morro em corredor polonês que vai se contar por hora pelo grande número…
    Vai que me aparece uns 20 mequetrefes que parecem mais guerrilheiros etíopes dos áureos tempos. Segunda-feira os jornalões noticiavam a tomada do alemão. Pelo tom ufanista só dava pra ler em posição de sentido. O Rio venceu, "território livre". Entendi nada: Cadê o exército do mal…se não foram mortos… não se renderam, não foram presos, então…
    Entendi agora…"vibrar com homem de preto segurando fuzil"

  55. ter, 30/11/2010 - 1:30
    Gustavo Pamplona

    Lendo alguns comentários aqui percebi que alguns leitores criticaram o artigo. Pobres leitores…

    Eu, criticar o jornalista que algum tempo atrás escreveu um artigo no "Vi o Mundo" antigo, desmascarando a farsa da entrevista da Rede Globo com o Fernandinho Beira-Mar além do fato que ele mesmo o entrevistou na prisão numa reportagem para o Domingo Espetacular.

    Meus amigos… tenho pena de vocês.

    E como alguns de vocês não são leitores antigos do site e não chegaram a ver o "Vi o Mundo" quando ele era um blog amarelinho com a seguinte URL viomundo.globo.com recomendo que se informem bem antes de dizerem besteiras.

  56. ter, 30/11/2010 - 1:03
    edv

    Ô grande Azenha, travaste na guerra às drogas?
    Droga (e tráfico delas) existe de Washington à Moscou, de Ibiza à Bali, de Amsterdam à Sidney, de São Paulo à Caracas, de algures à alhures! Só vai acabar quando não houver demanda (e oferta sedutora)…
    Aqui estamos falando de domínio territorial, de comunidades reféns, de pessoas pobres de bem subjugadas em áreas alijadas por eles do estado legal (que sim, é imperfeito).
    Estamos falando de ousadia de traficantes que querem mostrar poder que NÃO PODEM ter, incendiando propriedade privada e transporte público aleatóriamente numa das 20 maiores e visíveis cidades do mundo!
    Sou favorável e defensor do combate à pobreza, as ações sociais, à educação, ao respeito e aos direitos.
    Mas além da relevância e urgência do momento, NENHUMA SOLUÇÃO passará SEM o combate aos traficantes, que são muito mais que criminosos. Assaltantes, estupradores, homicidas, pedófilos, agressores de mulheres, proxenetas e similares são todos criminosos. Mas afetam eminentemente suas vítimas diretas, quando muito algumas. Os traficantes, além de promoverem todos estes crimes, subjugam dezenas de milhares de pessoas em comunidades sem lei! E desafiam "nossa" autoridade constituída (sim, imperfeita).
    Pela sua importância, desatole desta "lama de drogas", que o buraco é mais embaixo!…

  57. ter, 30/11/2010 - 0:47
    Frugalista

    Inteligencia nos EUA, policia nao arromba a porta? Sabe porque? So por causa do judiciario, que nao deixa. Aqui no Brasil, e ainda mais numa favela ocupada pela crime organizado, a justica e ausente. Entao, nao da nem pra comparar. Mas falando de policia. Moro nos EUA. A policia aqui nao e de brincadeira. Atira primeiro (se houver reacao) e depois pergunta. Eles sao muito impositivos, ate no transito. Ligue pra 911 aqui (ja fiz isso) e em minutos eles estao na sua casa. O 'suspeito' nao pode nem se mexer ou levantar da cadeira. E instruido a se sentar. Eles definitivamente nao sao de brincadeira. Andam sempre em trio, geralmente um homem branco, um homem negro e uma mulher, pra ter representantes de dois generos e racas e dai ninguem reclamar de discrimnacao racial ou de genero. Se ficar provado que ha criminoso na situacao, tenho certeza que eles nao hesitam em atirar, quanto mais arrombar porta.

  58. ter, 30/11/2010 - 0:33
    Rafael Sá

    Camarada, não sou "vibrador", mas reconheco o que aconteceu e o que não aconteceu.

    As drogas continuam circulando pois o tráfico não acaba só com ostensividade, a ditadura militar que o diga, pois o fenômeno é relativo à oferta e demanda, corrupção e máfias internacionais. É um negócio bem arquitetado para acabar só com expulsão de comandos.

    Mas o que aconteceu, é que uma vez ativada a UPP, os policiais se esforçam por oferecer atividades solidárias que beneficiem os moradores e os auxiliem a desfazer a desconfiança que eles guardam (e não sem motivos…) pela PM – como as aulas de violão ministradas por um policial da UPP Babilônia/Chapéu Mangueira; aulas de natação, capoeira e taekwondo, para as crianças, e hidroginástica para os idosos da favela do Batam (com direito a eventuais distribuições de presentinhos, como as camisas do Botafogo ofertadas pelo capitão Ribeiro, em seguida ao título carioca de 2010 conquistado por este time); escolinha de futsal na UPP do Cantagalo, e de percursão, oferecida pelo capitão da unidade, entre outras atividades apresentadas em destaque no site oficial das UPPs.

    Contudo, os moradores das favelas ocupadas pelas UPPs não são beneficiados, em serviços, apenas pelo voluntarismo e a criatividade dos policiais.

    É objetivo explícito desta política que, depois da polícia, siga uma “invasão de serviços” [6], como, por exemplo, a prevista implementação de 3,2 mil pontos de luz na favela da Cidade de Deus.

    Desta “invasão de serviços”, consta ainda a previsão de dragagens de rios, recapeamento de ruas e uma série de outros serviços que alegadamente careciam nas favelas por obra dos impedimentos impostos pelos narcotraficantes.

  59. ter, 30/11/2010 - 0:31
    Gerson

    nOS BaRracoS da CiDadE.
    http://www.youtube.com/watch?v=qFITt90OtL0

    Gente estúpida…gente hipócrita …

  60. ter, 30/11/2010 - 0:15
    Fábio Souza

    Azenha, eu também discordo da matança, e sinceramente acredito que o humanismo deveria vir em primeiro lugar para quem quer a paz.

    Mas vejo a entrada da pacificação com outros olhos depois que partcipei de um evento no Teatro Sesi, a respeito da pós-pacificação, que mapeou como fazer o desenvolvimento social, estimular o exercício da cidadania e favorecer a integração com a vida econômica e social dos 170 mil moradores das comunidade que já receberam o policiamento comunitário.

    Na platéia estavam produtores culturais, sociólogos, empresários, pesquisadores, representantes do poder público, atores como Milton Gonçalves e Regina Casé, jornalistas e, principalmente, moradores das comunidades, sendo que pro trabalho foram contratados antropólogos e cientistas sociais, que vão fazer um levantamento qualitativo das comunidades com UPP. A Firjan por exemplo, pesquisa o nível sócio-econômico, de instrução, saúde e condições de infra-estrutura.

    No dia das crianças também, foram reunidas cerca de 3.500 meninos e meninas que vivem em comunidades beneficiadas pelo projeto das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) no Complexo Esportivo do Maracanã, com participação da Afroreggae.

  61. ter, 30/11/2010 - 0:07
    Emilio Matos

    Azenha, eu até postei umas respostas aí tentando salvar alguma coisa do seu texto, mas relendo tudo, percebo que eu disse a apenas a minha opinião, que não tem nada a ver com o seu texto… Talvez o ponto da irritação do pessoal é que além de o texto não propor nada, ainda ridiculariza quem viu algo de bom na operação, muita gente por aqui, eu incluído, como sendo "vibrante com homens de preto segurando fuzil."

    Afinal de contas, o que é que você acha que deveria ter sido feito então? Como dizem sobre um certo candidato a presidente que tivemos recentemente: "O que pensa esse rapaz?"

  62. ter, 30/11/2010 - 0:06
    Ernesto

    Azenha,

    Volto, mais uma vez, por respeito ao seu trabalho. Infelizmente você ainda não compreendeu o que ocorreu no Rio de Janeiro nesta última semana.

    Ao longo de décadas o cidadão carioca teve que assimilar “CV” como sinônimo de poder e violência extrema. Qualquer descuido ao dirigir, errando o caminho e entrando em uma comunidade, poderia significar a morte. Foi o que aconteceu em 1995 com torcedores do Santos quando retornavam para casa após um jogo contra o Botafogo.

    E assim foi o carioca levando sua vida, evitando o entorno das comunidades, deixando de trafegar por vias importantes (como a Linha Amarela nos finais de semana), voltando para casa mais cedo das festas, e se borrando de medo quando o infeliz do carro enguiçava ou furava um pneu de madrugada, bem no meio do nada. Pouco a pouco caminhos importantes como as Estradas Grajaú-Jacarepaguá, do Alto da Boa Vista, do Joá (todas lindas, por sinal) passaram a ser evitadas por quem tem juízo.

    Desde sempre traficantes desafiaram a polícia, agitando suas armas de cima das lajes. Ou atirando a esmo, produzindo vítimas fatais com balas perdidas, até mesmo a mais de um quilômetro de distância. Aliás, projéteis que sobem têm a mania de cair. E mesmo na descendente, produzem um estrago daqueles. Acho que todos acabaram banalizando e se acostumando com “bala perdida” como uma fatalidade da vida.

    E cruzar com um “bonde” no meio da madrugada? Os traficantes resolvem se deslocar de uma comunidade para a outra, numa fileira de carros e armados até os dentes. Quem cruza o caminho corre o risco de ser metralhado e virar peneira. Foi mais ou menos isso que aconteceu este ano quando o chefe do tráfico da Rocinha retornava de uma festa no Vidigal. Diante da polícia invadiram o hotel Intercontinental. Por muita sorte, e habilidade na negociação, não aconteceu uma tragédia de grandes proporções.

    E o que falar dos filhos, esses danados que tem a mania de sair à noite e só voltar de madrugada. Fazer o quê? Rezar um “pai nosso”, benzer a cria e esperar aflito seu retorno.

    Tem mais. E os falsos seqüestros, em ligações feitas de dentro dos presídios. Você já atendeu alguma ligação dessas. Eu já. Mais de uma vez. É indescritível a capacidade teatral que os bandidos adquiriram. Atores globais têm muito que aprender com eles. Não é por menos que um desembargador aqui do Rio passou mais de cinco horas cumprindo as exigências sem desligar o maldito telefone.

    Eis que os traficantes ordenam mais uma escalada de terror, dessa vez incendiando carros, vans e ônibus. Já haviam feito isso em 2006 com sete ônibus, matando 18 e ferindo gravemente 22. Dessa vez foram quatro carros no domingo, e na quarta-feira mais de 40.

    Só que dessa vez, seja porque o secretário de Segurança, o tal do Beltrame, é firme como uma rocha, seja porque Cabral e Lula falam o mesmo idioma, seja pelo aprendizado depois de fazer tudo errado, o Estado resolveu atacar o quartel-general do CV e reconquistar o território do Complexo do Alemão. Se para isso foi necessário juntar toda a turma de preto e seus fuzis, pouco importa. Não me senti nem um pouco ameaçado em relação às liberdades democráticas, liberdades essas que os traficantes há muito vinham cerceando no direito de ir e vir do cidadão.

    Realmente foi preciso juntar toda a patota: polícias Civil, Militar, Federal, bombeiros, Rodoviária Federal, Marinha, Exército e Aeronáutica. Senti-me republicanamente representado. Foram lá de forma extremamente organizada e profissional (até um hospital de campanha com capacidade para cirurgias foi montado pela Prefeitura), e retomaram o gigantesco território. Foi preciso usar tanques? Sim, tanto como helicópteros blindados, e toda a parafernália eletrônica. Que usassem mais se preciso fosse.

    Não houve chacina nem acordos espúrios.

    Todos os problemas foram resolvidos com isso? Naturalmente que não. Mas finalmente, depois de tantos anos, o carioca teve aquela sensação de conforto interior, de que é possível vencer as facções criminosas, e de que tudo aquilo escrito aí em cima, poderá um dia se tornar apenas história de uma época infeliz da nossa cidade.

    PS: agora é o Lembo com a cantilena do “quero ver quando a polícia sair de lá”. Recado dos cariocas: a policia não vai sair.

  63. ter, 30/11/2010 - 0:05
    Mateus

    Azenha, você ta querendo dizer todas essas ações das forças no Rio nesses dias, esta toda errada? Quer dizer então que o trabalho conjunto entre, policia militar, civil, federal e mais a marinha e exercito, não é um avanço? Você ta querendo dizer que assim como a política de combate as drogas pelo EUA, a do Rio segue o mesmo caminho? E que não vai dar em outra coisa a não ser mais trafico e mortes?
    Pois bem, esses exemplos do Panamá e EUA não podem ser totalmente comparados a política do Rio. Eu te pergunto então, a política incentivada pelos EUA continha algum plano para seguir combatendo o tráfico? Como por exemplo, alguma coisa do tipo das UPP´s? Ou, depois das ações militares os EUA fizeram ou fazem alguma ação social para melhorar a área em que ouve a ação militar?
    Você não fala nada sobre as ações pós-ação militar nas favelas. Está se esquecendo que ações como a de domingo passado e apenas o começo e uma parte de todo um plano de recuperação social. Tanto do Rio quanto de todo o Brasil.
    Querer comparar as ações no Rio com as ações dos EUA em todo o mundo. Acho que isso é um equivoco. Você mesmo já mostrou varias vezes aqui no Viomundo o quando as políticas sociais do Governo Lula são diferentes e boas em relação às adotadas em outras partes do mundo. Ou seja, as ações no Rio também são diferentes. E é uma precipitação querer comparar elas com as atitudes dos EUA. Sobre os EUA todo mundo já ta cansado de saber que não são boas as intenções deles com os outros países.
    Nos EUA eles usam a inteligência do FBI. Mas quem te garante que aqui a inteligência também não esta sendo usada? Usar equipamentos superiores aos dos traficantes, para fazer um efeito psicológico e para fazer uma ação rápida também faz parte da inteligência. Fazer uma ação conjunta entre varias forças também e inteligência. A policia certamente tem muita informação obtida pelo trabalho de inteligência deles. E se não fosse a inteligência com certeza haveria um derramamento de sangue.
    E claro toda essa ação bélica não resolve em nada os problemas do tráfico e sociais. E as ações do Estado não pode se resumir apenas a isso. Sabemos também que o maior problema do tráfico não esta dentro das favelas. Mas pelo menos essa ação, como a de domingo, já é um bom começo. E cabe agora, em vez de ficar só criticando a ação das forças, cobrar as ações sociais do Estado nas favelas. Formar policiais com mentalidade diferente das tradicionais formações herdadas da ditadura. Levar educação, saúde, construir casas decentes. Enfim, fazer das favelas apenas mais um bairro com os outros, onde tem tudo o que a população precisa para viver com decência.
    Então eu pergunto de novo Azenha. Qual o seu objetivo ao ficar criticando a ação da policia? Você tem outras soluções ou informações que não soubemos? Eu apenas quero entender clara e objetivamente os motivos pelo qual as ações da forças são criticas.

  64. seg, 29/11/2010 - 23:57
    Fabrício

    Hobbes já seculo XVII dizia: O homem é lobo do próprio homem, razão pela qual as pessoas abdicam de parte de sua liberdade para a formação do Estado, que tem por função precípua a segurança dos cidadãos, por serem cidadão e não súditos, a eles são garantidos direitos para que não sejam esmagados pelo Leviatã. Diante disso a polícia é o principal orgão do estado, impositor do império legal para que os direitos do cidadão seja respeitado e não atropelado por ordas de malfeitores e saqueadores como no tempo guerra religiosa na Inglaterra de Hobbes. Os EUA, citado na matéria, são um exemplo de estado hobbesiano liberal, a segurança pública lá é levada a sério, as forças policias da cidade de Nova York se equivalem a pm e a polícia civil do estado do Rio.
    Domingo no Alemão os moradores passaram a ter o básico de seus direitos restabelecidos.

  65. seg, 29/11/2010 - 23:56
    Lucas

    Azenha, estou lendo seu blog faz um tempo, sou policial, de esquerda e dados os fatos explosivos, resolvi opinar.

    Te convido humildemente, para vir conhecer o programa de coordenação de políticas públicas da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, que chegou Outubro ao Morro do Borel, na Tijuca, para complementar o trabalho que há quatro meses vem sendo realizado pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

    O primeiro fórum da UPP Social reuniu mais de 100 pessoas na quadra do Ciep Antoine Margarinos Torres, sendo representantes do governo, da sociedade e moradores dos morros do Borel, Chácara do Céu e Casa Branca. Na reunião ficou decidido que inicialmente serão oferecidas 1.200 vagas em cursos da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    Além do mais, o Senac Rio está oferecendo oportunidades de qualificação profissional gratuita para os moradores do Morro do Borel, em parceria com a UPP, sendo capacitados para atuar como operadores de estoque

  66. seg, 29/11/2010 - 23:50
    Mauro Abdon Gabriel

    Azenha, sua insistência está me cheirando a boa, velha e elogiável vontade de ser do contra. Postura necessária diante da euforia que tomou conta dos cariocas (de todas as matizes ideológicas) desde ontém. Sempre é bom ser o chato. Contudo, uma análise da situação em si, se corretamente descrita, já é suficiente para fazer baixar a bola e colocar o carioca de volta à dura realidade. Nesse sentido é que eu chamo sua atenção para um erro básico do seu texto, básico. O que ocorreu ontem no Alemão, as UPPs, enfim, a política de segurança do Rio não tem como foco o combate ao tráfico. O que se quer é lenta e planejadamente reconquistar a cidade para o Estado e os moradores. Para isso ter-se-á que enfrentar traficantes famélicos, de varejo, mas violentos prá burro e armados até os dentes, justamente porque controlam espaços urbanos. O mesmo ocorre com as milícias. Critiquem, que seja, essa estratégia, desde que saibam que a estratégia não é de "guerra às drogas". Isso não está correto, jornalisticamente falando.

  67. seg, 29/11/2010 - 23:49
    fernandoeudonatelo

    Azenha

    Sou leitor há algum tempo do seu blog, concordo com diversas opiniões e acredito num debate plural e crítico.
    Mas, com todo o respeito, a guerra às drogas americanas são feitas sob pretexto de implantação de bases militares em solo estrangeiro soberano.

    Os EUA e colocam a arma apontada para os centros produtores, mas eles mesmos centros consumidores e lavadores de dinheiro nos seus bancos em paraísos fiscais, não fazem uma política pública anti-drogas com foco na própria população de dependentes. Reabilitação e tratamento, só para os mais ricos.

    Agora, retirar o poder de fogo e a territorialidade, de uma facção que controla um espaço físico na mão-de-ferro, com as próprias forças de segurança, para levar projetos sociais como centros esportivos e praças do conhecimento, como a UPP da Providência, é outra história.

  68. seg, 29/11/2010 - 23:15
    Klaus

    Digite o texto aqui![youtube ARFOUbMC-w4 http://www.youtube.com/watch?v=ARFOUbMC-w4 youtube]

  69. seg, 29/11/2010 - 23:09

    Curioso o q o contraditório em relação ao antigo comportamento "vaquinha d presépio" na mídia tradicional d só "ir atrás apenas d algumas sardinhas" do tráfico causa…
    d ver mta gente irritada mas sem contra-argumentos contra os críticos à "militarização" e continuidade da "guerra as drogas"
    Deve ter mta rêmora (policial civil e mitlitar corrupto) e tubarão irritado c/o não alinhamento automático do Azenha e qq um q não concorde c/a "solução" militar" …

    • qua, 01/12/2010 - 23:49
      Renato Lira

      Pronto.

      Agora quem não concorda com o Azenha é "policial corrupto".

      Tem que concordar com a tese do Azenha e pronto, senão é "do mal".

      Tem de meter o pau na polícia, dizer que tá tudo errado, que os traficantes são "vítimas", devolver o morro pros bandidos e esquecer os moradores, estes que se danem.

      Parei!

      Depois os outros é que são "maniqueístas".

      O que a paranóia, o preconceito e a ignorância fazem a um indivíduo.

      Já dizia Gil, "gente estúpida, gente hipócrita".

  70. seg, 29/11/2010 - 23:06
    Fábio

    Fernando! Você conseguiu superar o Azenha com as péssimas comparações que fez. E olha que o Azenha, diferentemente do que faz, escreveu um texto desgraçadamente ruim. Deveriam pedir desculpas, juntamente com o tal de Alan Pinheiro. Ummm… meio estranho você defendendo ele, eim? Pior do que gostar de homem de preto segurando fuzil (Para utilizar a mesma linguagem proposta. Que argumentação infeliz, Azenha).

  71. seg, 29/11/2010 - 23:03
    joni

    Azenha, se você é detentor de informações que não sabemos, sobre a operação no Complexo do Alemão, conte-nos. Sabemos que as drogas não vão acabar, nem aqui e nem no mundo. Enquanto existirem usuários, e sempre vão existir, a droga será um negócio lucrativo. Mas, cercear a liberdade, através das armas, aos cidadãos pobres, sem condições de sair do lugar que vivem, de impedir a educação de crianças e jovens, cujos pais sentem-se impotentes mediante os aparatos bélicos usados como intimidação, é preocupante e precisa ser contido. Quem poderá fazer isso? O Estado. Temos, sim, que ser vigilantes, para que abusos não aconteçam."O preço da liberdade é a eterna vigilância".Mas, posso estar enganada, creio que não ocorreram abusos. Quem mais sofre com os grupos armados para proveito próprio(negócio, dinheiro), é sempre o pobre, nunca o rico, pois este tem o privilégio de fugir para paraísos seguros e confortáveis. Muito contundente e abusivo afirmar que "vibrar com homens de preto usando fuzis…Sei lá" Seus leitores não merecem isso, mesmo discordando de suas opiniões. Se homens de branco e sem armas pudessem conter a violência, concordaria com você.

  72. seg, 29/11/2010 - 23:00
    turmadazica

    O preço da maconha deve estar pela hora da morte no RJ… Fora que deve ter neguinho na Globo mordendo a testa com a falta de farofa… lol

    • ter, 30/11/2010 - 2:21
      Gerson Carneiro

      Acho que você "cantou a bola".
      Leia um pouco acima a notícia que postei.

    • ter, 30/11/2010 - 8:55
      Flavio Z

      Que nada, o pessoal da Globo compra "as mercadoria" na Rocinha: é bem mais perto, mais chique e ainda ajuda crescer o PIB da Zona Sul. Quem deve estar para morrer é a torcida do Flamengo com a falta de maconha, não vai dar nem para curtir um barato para comemorar a primeirona. hehehe (como tricolor, eu não poderia deixar de tirar este sarro com a mulambada)

  73. seg, 29/11/2010 - 22:57
    Pedräo

    Caro Azenha. Permita-me uma pergunta e uma pequena reflexão. Por que as autoridades não bloquearam a estradinha por onde os pés de chinelo fugiram? Bastava dar uma olhado no google maps para saber que era uma rota de fuga. Pois bem, foi uma segura rota de fuga. Penso que tudo não passou de um teatro armado com os personagens pré-definidos. Os bandidos que deveriam se entregar e aqueles que poderiam continuar no negócio. Simples assim mesmo. Ou então, onde jazem os cadáveres de tão insepulta batalha? E porque só agora resolveram enfrentar os bandidos e não há uns dez anos atrás? Seria um acerto de contas mal conduzido? Coitados dos PMs e soldados que parecem ter sido usados pelos verdadeiros malfeitores desta nacão.

    • seg, 29/11/2010 - 23:43
      Ed Döer

      Dez anos atrás era outro governo, cabe perguntar ao governador da época.

    • ter, 30/11/2010 - 17:05
      Edmilson

      A "estradinha" fica no alto do morro. E não seria o Google maps a solução. A polícia tem helicópteros e já estuda a área há anos. Em volta dele, para todos os lados, tinha ao menos 2 km de favela cheia de traficantes fortemente armados, além de barreiras e milhares de moradores inocentes. Segundo explicações das autoridades, não havia como colocar agentes em número adequado lá no alto sem que estes ficassem em grande risco, sujeitos a receber tiros de fuzil, .30 e .50 de todos os lados. Acredito que, de uma forma geral, a operação foi muito bem planejada, embora alguns erros possam ter ocorrido (e erros sempre ocorrem, ainda mais em algo deste vulto). O achismo só para criticar não leva a nada.

  74. seg, 29/11/2010 - 22:43
    Fernando

    Não temos nada a ver com guerras no Iraque. Isso aqui é Brasil e se voce vibra com traficante matando centenas de pessoas por ano, então quem ta precisando de psiquiatra é voce.
    Se voce que senta o trazeiro gordo numa cadeira, só para ter o que escrever no blog e para defender traficante vagabundo que não quer trabalhar, só vender droga aos viciadinhos viados que ficam se masturbando nos apartamentos de luxo, pois não tiveram mãe desente para cuidar deles, então voce não tem cura, nem procurando psiquiatra. Tal qual este lider que foi preso pela polícia como sendo um dos lideres do tráfico e que matou o jornalista Tim Lopes, voce também não tem cura, porque voce meu camarada não tem dignidade de reconher que milhares de pais vivem sob o terror do tráfico para não ver seus filhos massacrados pelos bandidos do morro. Isso não é Globo meu camarada, isso não tem nada a ver com ódio a Globo, pois esse eu compartilho com voce, isso é liberdade para as classes mais baixas da população que sofre todo santo dia, pois vive a merce dos traficantes e tem de encaralos cada vez que volta do trabalho e vai para sua moradia na favela.
    Levanta o trazeiro gordo da cadeira e vai ficar um mes na favela só para ver como é, aí sim voce vai ter alguma autoridade para falar e não ficar escrevendo besteira sem domínio do assunto.

    • ter, 30/11/2010 - 3:52
      Gerson Carneiro

      Fernando, dizem que perguntar não ofende (saberei a verdade sobre isso agora).

      Antes de mais nada, sou da paz; meu traseiro não é gordo; e meu diagnóstico mãinha já me deu, e eu confio nela: mãinha disse que eu tenho cura.

      Agora a pergunta:
      Quando você escreveu isso o seu traseiro gordo estava na favela? Ou ainda, seu traseiro gordo já esteve em alguma favela por pelo menos um mês?

      E a justificativa:
      Só estou curioso em saber se você tem autoridade e domínio do assunto.

  75. seg, 29/11/2010 - 22:37
    Wendigo

    OI Azenha. Normalmente,concordo com tudo o que dizes, mas, agora, vou ter que discordar em um ponto: traficante não tem ideologia. Bandido não tem ideologia. Eles são os capitalistas por excelência, em que, se precisar matar em nome do lucro, tudo bem… Por isso, não acho tão errado assim vibrar com a guerra às drogas e aos traficantes, mesmo que seja levada à cabo por "homem de preto segurando um fuzil".

  76. Nos Estados Unidos tem/tinha favela? Ou tem/tinha alguma área em que existia o domínio de verdadeiro estado paralelo? As respostas dessas perguntas não seriam fundamentais para entender as diferenças entre as questões aqui e lá?

    Sei não. Não conheço os Estados Unidos, mas especulo eu, na minha vã ignorância, que as duas situações não se comparam.

  77. seg, 29/11/2010 - 22:27
    jgnunes

    Azenha, as pessoas do "alemão" agora poderão se integrar normalmente ao restante da sociedade. Depois da ocupação minha sogra correu para ver seus parentes lá. Eles estão aliviados e não querem o tráfico de volta não.

    Os moradores de lá estão com dinheiro no bolso e querendo as mesmas oportunidades sendo elas em direitos ou serviços.

    Uma colega minha que mora em madureira dizia que não pode ter banda larga pois, a OI por causa de situação similar. O tráfico impede acesso a modernidade, e se transformou em um inconveniente para a população que quer traficantes bem longe deles.

  78. seg, 29/11/2010 - 22:25
    Polengo

    Azenha:

    Não deixarei de respeitar tua opinião, como não deixaria de respeitar nenhuma opinião que julgue honesta (como a tua), ainda mais com o histórico que tens.

    Está me deixando com a pulga atrás da orelha. Estou pensando muito nesses dias, mesmo.
    Acho que isso é o bom deste espaço.

  79. seg, 29/11/2010 - 22:14
    Latini

    Um ditado simples: "O buraco é mais embaixo!"
    É simples!
    Se a invasão do Morro do Alemão fosse um pequeno passo, dentro de uma processo realmente significativo, eu estaria vibrando. Mas não é!

  80. seg, 29/11/2010 - 22:06
    Dennys

    Acho que a parcela da população que gosta da ação policial em si mesma é muito pequena, não digna de uma página aqui no blog. Precisamos sempre enfatizar que o crime se resolve com igualdade de oportunidades para todos e com outras ações pontuais, como a legalização das drogas.

  81. seg, 29/11/2010 - 22:02
    LizdeLiz

    Vimos cenas de "pés" nas portas de quem quer apenas um pouco de sossego, um pouco de dignidade, um pouco de respeito, mesmo morando "numa comunidade"… essas pessoas, muitas, são pessoas que se quer podem dispor dos direitos e garantias fundamentais, e "este Estado" deveria porver-lhes.. mas abrem suas portas "com os pés"… espero que depois dessa situação, "o Estado" que bateu-lhes as portas "aos ponta pés", lhes traga investimento em políticas públicas, em escolas, em emprego, em oportunidades… e fica aqui o que li em algum lugar essa semana: direitos humanos para humanos direitos… (é só uma reflexão, pois, não consigo visualizar, nesse contexto, policiais, sejam de que cor estejam, abrindo portas "aos ponta pés" de moradores do Bairro Jardins em São paulo atrás de bandidos)…. Demonstro minha preocupação, sou uma voz destoante do consenso… (comentário 1 – continuação)

  82. seg, 29/11/2010 - 22:02
    LizdeLiz

    Azenha, muito bom mais uma vez fazer leituras como esta. As vzs fico preocupada… talvez devessemos apenas dizer que o consenso é burro, mas, demonstrando preocupação, fico estarrecida com "os homens" de preto, e no caso estampado em todos os noticiários desse país essa semana, homens de verde, homens de camuflado, homens de "qualquer cor", "chutando portas atrás de traficantes". Muito bom que a "polícia" tenha "tomado" mais uma comunidade, mas esse preço me parece bastante caro, e, talvez, não devessemos aplaudir algumas atitudes… (comentário 1)

  83. seg, 29/11/2010 - 21:58
    Luiz

    Azenha, estou realmente decepcionado! Vou tirar seu blog dos meus favoritos.
    O que nós temos com os EUA? òtima experiencia que teve! Parabens,
    Honestamente seu comentário está muito parecido com os "ólogos" do PIG.
    Esta guerra por enquanto se resume a uma ocupação territorial. As drogas e armas são a consequencia deste estado de "não direito".
    Venha para cá então, passar sua experiencia a todos nós que estamos apreensivos e torcendo imensamente para conseguirmos ao menos subir um degrau. A comunidade, ou seja, a favela toda (cerca de 400 mil pessoas) vão te receber de braços abertos.

    • seg, 29/11/2010 - 22:18
      Emilio Matos

      Eu acho que ele quis dizer, ou pelo menos espero que ele tenha querido dizer, que tem um pessoal que vibra com a polícia sentando o cacete na população pobre, que se decepciona pelo fato de a polícia não ter metralhado mais gente, e que acha que a solução é essa: apenas repressão.

      Se ele quis dizer que vê essa operação como uma coisa negativa, eu discordo dele. Eu vejo com satisfação essa ocupação do Alemão pela polícia, talvez por pura vontade de acreditar que as coisas vão mudar.

      • seg, 29/11/2010 - 22:18
        Emilio Matos

        Mas eu só vejo como uma coisa positiva em razão de isso estar acontecendo em um período em que o país está reduzindo significativamente as taxas de pobreza e miséria. O problema, no meu ponto de vista, não é tráfico, não são as armas: o problema é a situação de miséria que exacerba tudo isso. Tráfico acho que sempre vai haver, mas se não houver miséria, ele não acarreta essas consequências que vemos no Brasil.

        Só vejo como positiva essa operação da polícia em razão de abrir a oportunidade para que sejam feitos investimentos nessas áreas em termos de saneamento, escolas, transporte e saúde. Se isso não ocorrer, realmente fica sendo apenas um bando de homens de preto segurando fuzil. E quem vibra pura e simplesmente por esse fato precisa realmente de tratamento anti-nazistice.

    • seg, 29/11/2010 - 22:29
      Gustavo

      Tchau…

    • seg, 29/11/2010 - 22:46
      Flavio Z

      Concordo com o Luiz: mais um pouco e tiro-lhe dos favoritos. Se o objetivo é comparar a inteligência americana com a "truculência" dos cucarachas no trato da marginalidade, talvez devesse incluir na análise as variáveis: contexto social, econômico e cultural. Comparar a marginalidade americana com a marginalidade brasileira (pelo menos aquela presente nas favelas) é de um inconformidade tremenda. Comparar o cenário social e o local também vão na mesma linha.

      Para males diferentes, remédios diferentes. Há também a opção, para quem é contra a forma de atuação do BOPE, que se predisponha a ir dialogar com os marginais no intuito de levá-los a não mais fazer coisas feias, a entregarem as suas armas e tornarem-se homens de bem em nome da salvação das suas almas. De repente, dá certo.

      Enquanto isto, os homens de preto segurando fuzil vão fazendo o trabalho deles… contra os homens sem camisa, de chinelo e bermuda, que também seguram fuzis mas que não vibram com heróis desde muito tempo atrás. Se os homens de preto, com fuzis, são os caras que combatem os maus, que outro arquétipo lhes caberia senão o de heróis?

    • seg, 29/11/2010 - 22:49
      LizdeLiz

      Vou dar uma de advogada de defesa do Azenha… acho q vc não entendeu, o que ele quis dizer que tanto lá como cá, as forças que dominam o tráfico, parecem transcender quaisquer barreiras do que seria realmente uma "boa ação" do Estado/Direito. Destaco, não condeno a ação de "tomada" das comunidades, o que condeno são algumas ações, que, na maioria das vzs se irrustem em uma "força" sem qualquer medida. O que ele quis dizer, é que não podemos ter consenso geral, e que devemos sim analisar a situação de uma forma mais contundente e crítica.

    • seg, 29/11/2010 - 22:49
      LizdeLiz

      Aceitar que, "a força", abra nossas casas aos ponta pés, sem pestanejar, é não resguardarmos nossos direitos como cidadãos, nossos lares como invioláveis, nosso direito de ir e vir como liberdade, nossas garantias fundamentais como dignidade. Lá como cá, os "chefões" do tráfico não estão nos morros. Lá como cá, o PODER não se estabelece apenas dentro das comunidades, com armas em punho e venda drogas aos "bacaninhas" que sobem os morros e tomam champanhe em festas que começam num dia e terminam em outro. Lá como cá, o PODER se manifesta em setores da sociedade, cujos indivíduos não moram nas comunidades, moram nos seus apartamentos e casas em áreas nobres de muitas metrópolis desse país. O problema é que, os "mais fracos" pagam o preço maior… e nesse caso, cidadãos de bem.

    • seg, 29/11/2010 - 23:08
      Jairo_Beraldo

      Azenha, vou fazer coro com o Luiz, não para tirar o VIOMUNDO da minha lista, mas…pô!…qualé? Tú disse que depois da eleição ia falar aqui, se é de direita ou esquerda…e aí? Voce está de qual lado afinal…não fique em cima do muro!

  84. seg, 29/11/2010 - 21:57
    Leonardo Câmara

    Tem gente que fica velho e não amadurece, é lamentável…

    Quer dizer então que tá tudo errado? Bom, então vamos pedir àqueles senhores que arriscaram suas vidas subindo aquele morro contra o tipo de pessoa de coração mais empedernido que existe para entregar de volta o que eles conquistaram para aquela população.

    Mas recomendo aos que fizerem isso a deslocarem suas residências para lá também, após a saída da força de segurança. Podem ter um pequeno cursinho de vida real.

    Eu parei! Pensei que as discussões aqui eram sérias…

    Viva o povo do Rio de Janeiro, que quer viver livre das drogas e de traficantes brutalmente armados.

    P.S: Para as viuvinhas de plantão, infelizmente o bagulho vai ficar mais caro no carnaval, valeu. Um abraço!

  85. seg, 29/11/2010 - 21:55
    O_Brasileiro

    Só um louco vai enfrentar um traficante com fuzil e sub-metralhadora usando um revólver 38!
    E não precisa de muita "inteligência" para descobrir onde estão os traficantes nas comunidades carentes do RJ. O que faltava é um efetivo para combatê-los!

    • seg, 29/11/2010 - 22:07
      Fabio_Passos

      Enquanto a fábrica que atira miserável na marginalidade não fechar… sempre vai faltar efetivo.

    • seg, 29/11/2010 - 23:09
      Jairo_Beraldo

      Falta uma polícia formada de homens honestos, integros, dignos, que tem orgulho de marchar ao som de uma banda!

    • ter, 30/11/2010 - 9:58
      A. Elcio

      Não precisa de muita "inteligência" para descobrir onde estão os traficantes nas comunidades carentes do RJ, né?
      Então nos diga: onde estão os mais de 200 traficantes que fugiram da Vila Cruzeiro para o Alemão?? E os outros 300 que estariam no Alemão, segundo estimativa da própria PM do RJ??

      Inteligência nunca fez mal a ninguém, muito menos serviço de inteligência policial, ao contrário de tanques militares e Forças Armadas nas portas de casas dos moradores.

    • ter, 30/11/2010 - 16:34
      O_Brasileiro

      Saber onde estao os traficantes e tao facil que os comentaristas daqui dao as dicas.
      O que eu quis insinuar (mas agora vou ser explicito), e que a Inteligencia Policial precisa ser usada de forma eficiente, nao fazendo o trabalho dos investigadores/detetives da Civil. A Inteligencia tem e que descobrir para onde esta indo o dinheiro do trafico, e quem esta se beneficiando dele! Incluindo as autoridades corruptas.
      Espero que agora fique claro!

  86. seg, 29/11/2010 - 21:51
    Lucas Cardoso

    Por falar nisso, o que mais me impressionou foi a facilidade com que as favelas foram ocupadas e as UPPs instaladas. Se era tão fácil assim, porque não fizeram isso antes? É preciso que jornalistas investiguem o que mudou nesses últimos tempos pra polícia resolver de uma hora pra outra que valia a pena lutar contra o tráfico, depois de todos essas décadas em que os traficantes viviam em paz, mandando e desmandando em seus morros.

  87. seg, 29/11/2010 - 21:47
    yacov

    Sem querer contestá-lo, mas a paranóia contra as drogas nos EUA começou no tempo de J. Edgar Hoover, na fundação do FBI, e acho que até um pouco antes dele. Mas, naquela época a droga mais terrível era a maconha (bons tempos) , que começou a ser demonizada como coisa de mexicanos pobres e mal-cheirosos (que aliás, trabalhavam como escravos por uma merreca nas fazendas dos americanos). Qualquer coincidência, coma massa cheirosa e discrimannte de ÇerRA e seus seguidores, autalmednte, é mera semelhança?????

    "OBRASIL PARA TODOS não passa na gLoBO – O que passa na glOBo é um braZil par TOLOS"

    • seg, 29/11/2010 - 23:03
      Caio

      A maconha foi criminalizada nos EUA por ser matéria prima mais barata para a produção de tecidos e concorrer diretamente com o algodão.

  88. seg, 29/11/2010 - 21:47
    yacov

    A questão não é vibrar com marmanjo segurando metralhadora, Azenha, isso é coisa de "gay" (com todo o respeito aos mesmos), mas vibrar com a "reação do Estado brasileiro", que havia abandonado os morros por tanto tempo e agora volta a reinvidicar o seu espaço. Mas o espaço, não é tudo. Precisa "fortalecer" as políticas públicas, afimativas e inclsuivas nos morros.

    "OBRASIL PARA TODOS não passa na gLoBO – O que passa na glOBo é um braZil par TOLOS"

  89. seg, 29/11/2010 - 21:40
    Fabio_Passos

    E já tem bastante denúncia de que a polícia invade as casas dos moradores da favela.
    Quebra os bens. Tem até roubo de dinheiro.

    Esta operação é prá pacificar a favela?
    Ou é prá satisfazer a classe média… curral do JN?

  90. seg, 29/11/2010 - 21:29
    Lucas Cardoso

    Concordo que houve espetaculização e sensacionalismo nas ações da polícia do Rio de Janeiro. Concordo que a polícia não deve ser vista como "os bonzinhos" e os traficantes como "os malvados" numa narrativa simplista e maniqueísta. Concordo que é preciso haver mais investimento em inteligência e menos em violência. Mas vejo a ocupação dos morros e a instalação de UPPs como um mal necessário no ponto em que estamos.

    O tráfico no Brasil, ao contrário da máfia dos EUA, age como um Estado paralelo, às claras, e com muito poder de fogo (fuzis não são armas de criminosos, fuzil é arma de soldado). As organizações de traficantes dominavam as favelas como feudos, não permitindo a entrada e a ação do Estado naquelas comunidades. A ocupação das favelas são necessárias como um primeiro passo para sua integração na malha urbana do Rio de Janeiro. Agora é esperar pra ver se os próximos passos também serão feitos.

  91. seg, 29/11/2010 - 21:27
    Gerson Carneiro

    Tu também só se mete em encrenca, hein Azenhão!
    Já quase levou uma pêa na Índia quando foi mexer com os donos da bola.
    Pelo jeito tu nunca teve cabeça pequena. Tu nunca teve foi cabeça.
    Fica queto minino de Deus. Num dê trabaio não, ômi.

  92. seg, 29/11/2010 - 21:13
    Ed Döer

    A PF deu apoio na ação do Rio, mas a PF sozinha não teria condições de dar conta da situação considerando o nível que se deixou chegar.

  93. seg, 29/11/2010 - 21:12
    Gerson Carneiro

    ALGUMA COISA ESTÁ FORA DA ORDEM!

    [youtube oIeV23XkCrc http://www.youtube.com/watch?v=oIeV23XkCrc youtube]

  94. seg, 29/11/2010 - 21:11
    Caio Higa

    Azenha,

    concordo com a maioria de seus textos e dos textos que você postou sobre os acontecimentos no RJ. Mas a questão não é vibrar com o BOPE, tão pouco se o combate às drogas deve ser com o uso do poderio bélico em detrimento do de inteligência. A questão é de que o Estado só conseguirá implantar políticas públicas nas favelas no momento em que grupos criminosos armados não estiverem mais lá. E como isso vai acontecer? O debate deve extrapolar o combate ao tráfico de drogas. Se acreditamos que a maneira correta de mudar os rumos dessas populações carentes está em transformar o morro em bairro, levando infraestrutura, saneamento, saúde, educação e claro, distribuição de renda, como isso será feito com esses grupos criminosos dominando o território e a população? O que vimos nesses dias no RJ está bastante distante do que aconteceu em SP em 2006, quando a polícia executou inocentes deliberadamente. Óbvio que não concordo com derramamento de sangue, tão pouco faço coro aos muitos que adorariam ver uma limpeza nos morros do RJ e nas periferias de SP. Entretanto, não podemos esquecer que essas pessoas são reféns. Não tenho dúvida que a falta de alternativas levou muitos ao tráfico e também não tenho dúvida de que faria o mesmo caso vivesse em situação semelhante. Não concordo com os que falam em falta de honestidade, de caráter daqueles que acabam entrando nessa vida. Eu não pensaria duas vezes se a oferta fosse ganhar R$ 1000,00 por semana ao invés de R$ 500,00 por mês, não concordo com o discurso do trabalho digno, muito menos o de que se você se esforçar conseguirá progredir! Baléla.

    Nunca teremos mudanças significativas sem uma verdadeira distribuição de renda e serviços básicos. Acredito que desde 2002 estamos conquistando mais espaços nesse sentido, mas faço novamente a pergunta, como levar essas mudanças em um ambiente que o exemplo para as crianças é o CV? Sem moralismo, mas alguma coisa está errada! As incursões policias nos morros e favelas do RJ e SP foram sempre para mostrar para a população quem está no comando e qual é o lugar dos pobres, mas dessa vez acredito que foi diferente. Podemos argumentar que tal diferença tenha se dado pela ampla cobertura jornalística, mas sinceramente vejo com bons olhos o que muitos chamaram de “pirotecnia”. Não pelo clima de guerra instaurado, tão pouco pela sensação de segurança que a mídia tentou passar. Vejo essa atuação conjunta das polícias e das forças armadas como um projeto maior, um projeto de aprofundar o desenvolvimento social, de levar às populações carentes um conjunto de políticas públicas e sociais que possam dar realmente um novo sentido na vida dos moradores dos morros cariocas.

    ps: Espero que possamos fazer algumas reflexões sobre os acontecidos e que o debate seja feito em alto nível por todos que contribuem com seus comentários. Presenciei aqui alguns desrespeitos por alguns acreditarem ter mais razão do que outros.

  95. seg, 29/11/2010 - 21:07
    Jamilo

    Azenha!!!! Ajude a divulgar esta notícia!!!!! Temos que mostrar o que alguns corruptos estão fazendo!!! Estão aproveitando da situação para tirar vantagem!!!!!
    http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,i

    Por favor!!!!!!!!!!!!!!!! Assista o vídeo e ajude a divulgar!!!! Nem a globo, nem o ig noticiaram isto!!!!

    • seg, 29/11/2010 - 22:05
      francisco p.neto

      Pau em maus elementos.
      São piores que traficantes.
      A instituição tem de investigar quem estava fazendo as revistas nas residencias onde mora esse cidadão.
      Se confirmada a versão do denunciante, cadeia nesses elementos e a devolução do dinheiro.

    • ter, 30/11/2010 - 8:25
      Archibaldo S Braga

      SEI NÃÃÃooo! Tô achando meio esquisito!!! A. S. Braga

  96. seg, 29/11/2010 - 20:59
    Adroaldo Lima L.

    Esse trabalho silencioso praticado nos EUA sem duvida nenhuma aproxima-se muito mais das realidades por ser mais "profissional", sem os sensacionalismos e "passionalismos" que aqui sao criados e despejados sobre nos pela imprensa. Isso transforma um trabalho serio e complicado em uma "novela das 8" em que todos ficam comentando "voce viu?" "sera que ele vai ser preso?" "chorei quando vi a bandeira!" "o que vai acontecer no proximo capitulo?"… mas, de qualquer forma, alguma coisa esta sendo feita mesmo que por caminhos "cucarachas". Vamos torcer para que essa materia acorde nossos governantes / policias a agirem de forma menos cinematografica e mais eficiente, e sem estrelismos!!

    • seg, 29/11/2010 - 23:18
      renato

      eles estão fazendo, mas escondido das cameras, para o pigão só armas e meia duzia de preso e maconha cade a cocaina e o extase , pense, no meio desta zoeira, eles conseguem fugir dos malas dos direitos humanos e tiram dos caras o que eles querem, o que eu acho bom….dá licença com esses reporteres de noticia pronta, ficam se jogando no chão, levando tiro não transficsante, onde estão os atiradores de eleite, eles não precisam agora dar conta dos projeteis gastos, voces acham que eles perdem um tiro…..aonde voces estão…..

  97. seg, 29/11/2010 - 20:50
    Alex

    Azenha, concordo com tua justa preocupação, é grave a aceitação da intervenção militar no RJ, afinal, se eles tomam conta do papel da polícia porque não também – como já houve num passado não muito distante – da política? A ação contra o tráfico deveria começar pelo contra o sistema financeiro, que financia e lava o dinheiro do tráfico de entorpecentes; de uma limpa geral no Judicário e na própria polícia…mas é mais fácil demonstrar força e matar alguns pobres, pretos, favelados e agradar a Globo…preocupante, preocupante…

    • ter, 30/11/2010 - 7:55
      edv

      "Intervenção militar", neste caso, refere-se à apoio logístico para a polícia (civil e PM), numa ação conjunta e coordenada sob o comando da polícia.
      É uma ação de emergência e não uma "opção única" à todas as outras ações que se fazem necessárias.
      Mas nenhuma delas prescindirá desta.

  98. seg, 29/11/2010 - 20:49
    Rafael J

    Azenha, a vibração é com a fuga e prisão dos criminosos. O que comove é ver o povo poder andar na rua aliviado e reconstruir a sua vida. O resto é balela.

  99. seg, 29/11/2010 - 20:22
    Fernando

    Pelo comentário da maioria, creio que muitos aqui defenderam a guerra do Iraque.

    Os Estados Unidos levaram a liberdade ao povo iraquiano oprimido por Saddam Hussein.

    As ´´forças de segurança“ levaram a liberdade ao povo do Alemão oprimido pelos traficantes.

    • seg, 29/11/2010 - 22:33
      joao

      Meu amigo, sua leitura está pobre e comum demais…é claro que tem gente grande ganhando com isso, é preciso agora combater o tráfico no asfalto, aptos de luxo…mas não enfrentam marginais armados ao contrário do que foi feito, É preciso educação, saúde, cultura, é preciso começar, mas sabemos que o resultado disso é a médio e longo prazo. Se discorta e tem todo esse direito, fique a vontade, sobe o morro, os faróis, becos e aptos e faça a sua parte….

      • ter, 30/11/2010 - 1:32
        Waldinei

        Deixar de levar em conta o ganho dos moradores com a retomada efetuada pelo Estado daquela área é ser um pouco displicente na análise. É o básico para o início de tudo que é necessário para conceder cidadania àquelas pessoas.

    • seg, 29/11/2010 - 22:36
      Emilio Matos

      Tem umas diferenças bem óbvias:

      Os Estados Unidos eram um governo estrangeiro, não representam o governo soberano do Iraque. A polícia e as Forças Armadas representam o Estado soberano brasileiro.

      Saddam Hussein era o governante legítimo do Iraque, ou melhor, a legitimidade só poderia ser contestada pelo povo iraquiano. A não ser que você ache que as facções criminosas tenham legitimidade para governar partes do território sem poderem ser questionadas pelo Estado brasileiro…

      A operação está acontecendo em um contexto em que o Brasil está reduzindo significantemente as taxas de pobreza e miséria. Só faz sentido nesse contexto, realmente. Se isso não continuar a acontecer, perde todo o propósito.

      Então, para de distorcer, rapaz…

    • seg, 29/11/2010 - 22:56
      Rafael J

      Não mistura as coisas, cara. Não há qualquer ligação entre um caso e outro. Nem vou perder meu tempo explicando. Para de cheirar e vá estudar um pouco.

    • seg, 29/11/2010 - 23:05
      Flavio Z

      Tá comparando banana com abacaxi? Tá comparando Sadam com Fernandinho Beira Mar?
      Tá comparando o roubo do petróleo do Iraque com a apreensão de drogas que estavam no Alemão?

      Vá ao Alemão e bata um papo com o povo de lá. De repente eles te explicam a diferença entre descascar bananas e abacaxis.

    • qua, 01/12/2010 - 0:02
      Renato Lira

      Por seu comentário então, Fernando, você defende que os moradores do Alemão continuem sob a "administração" dos traficantes, sujeitos a conviver com sujeitos passeando armados, matando e recrutando meninos para o crime.

      Que vidão, hein, Fernando?

      Você deve achar, Fernando, que aquilo sim era liberdade.

      O povo de lá, Fernando, não concorda com você.

    • qua, 01/12/2010 - 0:18
      Renato Lira

      Ou seja:

      O Iraque é dos iraquianos assim como o Alemão é dos traficantes, não é isso, Fernando?

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