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A crise da “democracia” é global: o que o Trump tem a ver com o Temer?

05 de novembro de 2016 às 08h02

Captura de Tela 2016-11-05 às 11.00.26

por Luiz Carlos Azenha

Altamiro Borges, em seu blog, anota em Mídia agora confirma fiasco da economia trecho de um texto publicado pela revista Época, dos irmãos Marinho:

“Não bastasse todos os indicadores econômicos pouco alvissareiros, a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, criou mais uma nuvem negra a pairar sobre o governo Michel Temer. Dependendo do que Cunha vier a falar aos procuradores da Operação Lava Jato, a estabilidade política do governo poderá ficar em risco, com o comprometimento da aprovação no Congresso das reformas em curso. Uma volta aos tempos turbulentos do governo Dilma provocará mais incertezas e desconfianças em relação ao futuro da economia”.

É quase um pedido para que a Lava Jato, depois de derrubar Dilma e escorraçar Lula e o PT da cena política, pare de investigar em nome de salvar a economia.

O parágrafo, obviamente, exclui os irmãos Marinho da lista daqueles que ajudaram a promover os “tempos turbulentos” do governo Dilma, com seu noticiário enviesado, distorcido, omisso e descontextualizado, inclusive sobre a economia.

Pois, se é fato que na campanha eleitoral de 2014 Dilma dourou a pílula sobre a situação econômica futura, também é verdade que fatores externos estavam e estão entre os principais motivos — talvez o principal — da crise brasileira.

Podemos dizer, de maneira bem geral, que a instabilidade política generalizada é um dos subprodutos da crise de 2008 que, ao contrário do que dizem alguns de nossos comentaristas econômicos rasteiros, foi enfrentada de forma a colocar a conta nas costas dos trabalhadores e da classe média.

Os Estados Unidos e, mais tarde, a União Europeia decidiram que num capitalismo supostamente de “livre mercado” existiam os “muitos grandes para falir” e trataram de socorrê-los à base de injeção direta ou indireta de trilhões de dólares e euros em dinheiro público. Estou falando, obviamente, dos bancos.

O fato de que agora mesmo o Deutsche Bank, da Alemanha, um dos fiadores da solução europeia para a crise enfrenta suas próprias dificuldades, dá a vocês a dimensão exata do buraco.

As consequências variam de acordo com o freguês. Para os países da periferia mais distante — Mali, Etiópia, Afeganistão, para dar apenas três exemplos — a saída é exportar gente. Daí que milhares de pessoas correm risco de vida para literalmente vegetar em centros de recepção de imigrantes na Alemanha, na França, na Itália, nos Estados Unidos — quando não, simplesmente, nas ruas.

Para países com grandes populações de jovens, o risco é de instabilidade que gere revoluções como as que vimos mais recentemente no Oriente Médio e no norte da África — a interferência externa é um fator importante, com atores globais e regionais disputando seus próprios interesses diante de estados enfraquecidos.

Todos estes países dependem basicamente da exportação de matéria prima e produtos básicos para mercados globais desaquecidos, quando não pura e simplesmente da exportação de mão-de-obra, que gera de volta remessas de dólares e euros para sustentar famílias.

Na Turquia, onde estive recentemente, o primeiro-ministro Recep Erdogan tirou proveito de uma tentativa de golpe militar para demitir milhares de servidores públicos, fechar jornais de oposição, prender jornalistas, deputados e oposicionistas — muitos dos quais sem qualquer relação direta com o golpe.

Há uma particularidade neste estado de exceção. Erdogan foi um dos “engenheiros” da mudança de regime na Síria, fez vistas grossas para o financiamento e o armamento de fundamentalistas e acabou mordido pelo bicho que ajudou a engordar: os ataques do ISIS na Turquia dilapidaram uma das fontes de renda do país, o turismo.

Um dos ataques foi ao aeroporto Ataturk, de Istambul, ponto de chegada-saída de turistas.

É óbvio que, se Erdogan agora usa métodos ditatoriais para eliminar a oposição, é para garantir o sucesso eleitoral de seu partido num quadro econômico que dá sinais de se tornar menos favorável. Como no caso de Lula, depois do “milagre”, a ressaca.

Afinal, a conta de 2008 ainda não foi “fechada”. A grande descoberta de então é que, no capitalismo financeiro que impulsionou a globalização, havia muitos e muitos papéis sem qualquer lastro na economia real. Dinheiro ou título fake, de mentirinha.

Mal comparando, é como se você utilizasse o vale que recebe de sua empresa para dar como garantia em outras operações financeiras. Pagar a conta do armazém com o vale ou dar como garantia na compra de um eletrodoméstico. Um dia o cara que recebeu o vale vai atrás daquela fonte de renda e descobre que sua empresa simplesmente fechou.

De maneira bastante grosseira, é mais ou menos isso o que aconteceu. Bancos falidos, montados em papéis de mentirinha, foram salvos com o seu dinheiro, numa imensa operação de transferência de renda da base para o topo da pirâmide.

Aos governos só restou pendurar a conta nas costas de alguém. Com todos os risco de comoção política e social embutidos nisso.

Para agravar a situação, a globalização multiplicou a capacidade instalada de produção de bens e serviços no mundo. Com a crise, “sofrem” os capitalistas em seu “direito” de acumular.

Por isso, se há alguma coisa em comum na conjuntura política e econômica global, é o ataque às conquistas sociais dos trabalhadores.

O apelo eleitoral de Trump nos Estados Unidos, apesar dos chiliques dos apoiadores de Hillary Clinton, tem a ver com isso: ele aponta os privilégios dados pelo “sistema” aos de cima, diz que não pagou tantos impostos quanto deveria por ter tido os privilégios dados “aos de cima”. É uma óbvia jogada demagógica,  mentirosa, mas que repercute com os eleitores porque é como se estivesse dizendo: eu conheço por dentro as mutretas deste sistema representado pela grande amiga dos banqueiros, Hillary Clinton, e só eu sei como atacá-lo e desmontá-lo.

A crise da “democracia representativa” é isso: ela representa cada vez menos e menos gente.

O que nos leva de volta ao Brasil e ao texto da revista Época. Temer fez a opção preferencial pelos ricos na hora de decidir quem vai pagar a conta da crise que, adiada por Lula, finalmente bateu com força. Foi este o motivo do golpe. Mas há o risco de que estas “conquistas” dos de cima sejam ameaçadas se houver eleições presidenciais em 2018.

Por isso, talvez seja necessário restaurar a fachada da “democracia” corroída pelo golpe de 2016 com uma figura que “paire” sobre a política partidária antes da próxima campanha, tirando Temer e as figuras impolutas que o acompanham do poder.

Obviamente, depois de “naturalizar” a repressão aos movimentos sociais e de cassar o Lula. É isso ou algum tipo de manobra para justificar que não haja eleições em 2018.

O que o Brasil tem de especial, neste caso, é uma megoperação contra a corrupção que, mesmo com a melhor das intenções, acaba solapando a economia de forma suicida num momento de profunda crise econômica. Mais uma jabuticaba.

Leia também:

Deputado Padre João: A exceção avança no Brasil

 

46 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

09/11/2016 - 02h16

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Finalmente! Caiu a Máscara da Maior Democracia do Sistema Solar e Alhures!

Parabéns aos Porcos de Máiâmi, aos Cucarachas de Orlando e à Ku Klux Klan.

O que o Estalinismo não conseguiu em 60 Anos, o Trump vai fazer em Três:

Destruir os Estados Unidos da América e a Organização do Atlântico Norte.

https://twitter.com/DanScavino/status/796197816393728004
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Responder

    FrancoAtirador

    09/11/2016 - 02h21

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    .
    Essa Eleição Norte-Americana foi Prova Cabal da Decadência Civilizatória

    https://www.google.com.br/search?q=eua+elei%C3%A7%C3%B5es&oq=EUA
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    .

    FrancoAtirador

    09/11/2016 - 02h26

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    Fica Pelo Menos a Esperança de que, Depois da Catástrofe,

    haja Sobreviventes Humanistas para Reerguer o Ocidente.
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FrancoAtirador

07/11/2016 - 18h03

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naofode.xyz/prints/90an_3.png
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Empresários Parceiros do Cartel dos Donos da Mídia Corporativa

e, portanto, dos Partidos de Direita (PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSC),

agora, após 2 Anos de Sucessivas Prisões Ilegais dos Lulo-Petistas

e depois que Quebraram a Economia do País para Derrubar o PT,

querem que a OLJ (OC-PPP) faça Distinção entre Propina e Caixa 2.
.
Vide Reportagem de 2 das Empregadas da FamíGlia Frias na Folha:
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http://naofode.xyz/90ar
https://twitter.com/palmeriodoria/status/795278491285655553
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Responder

Francisco Águas

07/11/2016 - 14h20

Duvido muito de boas intenções na Lava Jato. Não há demonstrações de abusos pontuais ou erros promovidos por análise equivocada, mas sim de estratégia para destruir a esquerda.

Responder

FrancoAtirador

07/11/2016 - 01h22

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Há Também uma Epidemia da Doença Cognitiva Planetária,

Causada pelo Vírus Ignorântur Fanáticus, que Provoca Ódio.

https://pbs.twimg.com/media/Cwnf53MWIAAtlLa.jpg
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Responder

Miguel Silva

06/11/2016 - 22h04

Dizer que a Lava Jato tem a melhor da intenções, com toda sua parcialidade, fundamentalismo de juízes e promotores e ações ilegais, é brincadeira. Dizer também que Lula adiou a crise é mais brincadeira ainda. Se o brasileiro tem memória curta, alguns não sofrem desse mal. Eu incluído. Na ditadura iniciada em 1964, o mote dos militares, reverberada pelo czar da economia Delfim Neto, era fazer o bolo crescer para depois reparti-lo. Lorota. O bolo cresceu e foi repartido somente entre os do andar de cima, avôs, pais dos mesmos que se locupletaram e se locupletam dos bens públicos nos dias que correm. Nesse quesito, a história do Brasil não muda: os que que ganham e os que perdem são sempre os mesmos. Lula em seu governo, de forma tímida, tentou repartir de forma imediata o bolo fermentado pelo boom da economia incluindo os mais pobres na partilha, mas sem tirar o naco dos ricos. Mas, a manutenção dos privilégios do andar de cima não foi o bastante para evitar o ódio a Lula e ao PT pela elite brasileira. Esta nunca foi obrigada a repartir nada e se acha donatária da totalidade das riquezas do país. Os bilhões do Bolsa-Família ela entende que é um desvio de suas contas bancárias. Acha que as cotas na universidades tiram as vagas de seus filhos, legítimos ocupantes delas. Aumentar o número de vagas nas universidades é dar oportunidade a pé-rapados de obter o título de nobreza (acadêmico) que só os membros dela devem possuir. E por aí vai.

Responder

Athos

06/11/2016 - 19h15

Não conseguem identificar seus inimigos.
Analisam apenas formas de Governo.

Assim fica difícil….
As vezes acho que o pessoal de ESQUERDA é pago pela DIREITA para dizer estas merdas…

Responder

FrancoAtirador

06/11/2016 - 18h48

.
.
“Não Há Nada Mais Mobilizador que o Pensamento”
.
‘Há uma Sociedade “Anestesiada pela Cantilena” Midiática Corporativa
cuja Único e Real Objetivo “é Ensurdecer e Embrutecer” a População’
.
“Em Compensação, a Vocação da Cultura [Intelecto e Arte]
consiste em Suscitar a Crítica aos Pedantismos Imbecis
[- e aos Artifícios do Marketing -] e fornecer os Meios para tal.
.
Em Fazer Ouvir
Uma Coisa Diferente
Situada Mais Além,
Nem Que Seja o Silêncio.
.
Aprender a ouvir, permitir
que esses Rumores cheguem até nós,
perceber suas Linguagens,
deixar propagar-se um Som,
definir-se um Sentido, e um Sentido Inédito,
é uma Maneira de Libertar-se um Pouco
do Falatório Ambiente,
ficar Menos Preso à Redundância,
oferecer algum Campo ao Pensamento.
.
Pensar é algo que certamente não se aprende;
é a Coisa Mais Compartilhada do Mundo,
a Mais Espontânea, a Mais Orgânica.

Mas aquela também da qual se é Mais Afastado.
.
Pode-se desaprender a pensar.
Tudo concorre para isso.
.
Entregar-se ao Pensamento demanda
até mesmo Audácia quando tudo se opõe,
e, em primeiro lugar, com muita freqüência,
a Própria Pessoa!
.
Engajar-se no Pensamento reclama algum Exercício,
como esquecer os Adjetivos que o apresentam
como Austero, Árduo, Repugnante, Inerte, Elitista,
Paralisante e de um Tédio Sem Limites;

Frustrar as Artimanhas que fazem crer
na Separação entre o Intelectual e o Visceral,
entre o Pensamento e a Emoção.

Quando se consegue isso,
é como se fosse a ‘Eterna Salvação’!
.
E isso pode permitir a Cada Um tornar-se,
para o Bem ou para o Mal,
um Habitante de Pleno Direito,
Autônomo, seja qual for seu Estatuto.
.
Não é de surpreender que isso Não Seja,
nem um pouco, Encorajado.

Porque Não Há Nada
Mais Mobilizador
do que o Pensamento.
.
Longe de representar uma Sombria Demissão,
ele é o Ato em sua Própria Quintessência.
.
Não existe Atividade
Mais Subversiva do que Ele.
Mais temida.

Mais Difamada Também;
E Não é Por Acaso,
Não é Inocente:
O Pensamento é Político.

E não só
o Pensamento Político.
Nem de longe!
Só o Fato de Pensar
já é Político.
.
Daí a Luta Insidiosa,
Cada Vez Mais Eficaz,
Hoje Mais do Que Nunca,
Contra o Pensamento.
Contra a Capacidade de Pensar.

A qual, entretanto, representa
e representará, cada vez mais,
Nosso Único Recurso” …
.
VIVIANE FORRESTER
“O Horror Econômico”
Editora UNESP. 1996.

Em Português: http://abre.ai/livro_o-horror-economico_viviane-forrester
Em Espanhol: (http://www.ddooss.org/libros/Viviane_Forrester.pdf)
.
Leia também:

http://www.viomundo.com.br/humor/o-mercado-tao-viciado-quanto-um-usuario-de-crack.html
.
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Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

06/11/2016 - 13h52

Vamos por os pingos no “is”. A Globo não faz noticias enviezadas, omissas ou distorcidas, ela simplesmente faz noticias mentirosas, manipuladas e diria, até criminosas. Os Marinho são especislistas em destruir reputações, junto com os Fria da p…, os Civita e demais midias escrotas que dominam a lavagem cerebral de midiotas.

Responder

Bacellar

06/11/2016 - 13h39

Boa análise.

O maior entrave é que não há arrocho que pague essa conta. O máximo possível é “quitar algumas parcelas”, queimar uma parte da papelada sem lastro, dessa monstruosa dívida, que é de ninguém e de todo o sistema ao mesmo tempo, e tentar criar uma estrutura de longo prazo, arrocho de longo prazo, que quem sabe num futuro equilibre um pouco as finanças mundiais.

Além da questão de que a “revolução computacional” (uso esse termo pq é um fenômeno que vai além das comunicações, existe o importante tópico do processamento massivo de dados, oq altera totalmente a mecânica produtiva, de pesquisa e organizacional) traz no bojo a possibilidade de uma mudança global de comportamento social. Controlar essa mudança, para os grupos de poder, é chave. Imaginem um cenário onde 50% da população mundial compreendesse Marx, Keynes e Hayek, pra citar um representativo de cada corrente mais propagandeada, com um pouco de profundidade…Os caras seriam apeados do poder em 3 semanas…

Ao mesmo tempo outro problemaço é; um dos pilares do sistema é a mentalidade de que todo indivíduo, com trabalho e dedicação, pode consumir como um norte americano – a promessa dos anos 90 foi essa – e o Mundo está muito longe de uma produção que atenda a tal possibilidade.

Some-se à equação a morosidade de gestão e lentidão de resposta em relação a mudanças rápidas de cenário (cada vez mais frequentes) socioeconômico por parte das grandes corporações e carteis transnacionais, a hipercompetitividade inter-corporativa, e a automação do comando corporativo (causado pelos fatores anteriores) e temos um quadro onde para muitos grupos de poder e aspirantes ao poder o totalitarismo se apresenta cada vez mais tentador.

E nem vou entrar no mérito do meio ambiente, vamos fingir que o clima não está degringolado, que não produzimos montanhas e rios de dejetos tóxicos e que não vivemos um processo de extinção em massa…

A luta social e rearranjo de poder, o empoderamento das populações, já não é mais uma questão de idealismo. É de auto-preservação.

Responder

    FrancoAtirador

    06/11/2016 - 21h22

    .
    .
    É Verdade, Bacellar.

    A Luta já não é mais só entre Ricos e Pobres:

    É de Humanos x Predadores da Humanidade.
    .
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FrancoAtirador

06/11/2016 - 04h28

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Fala Cirão da Massa ! Na Lata da Globo e do Moro !

https://twitter.com/i/videos/794870528314118144

https://twitter.com/woodstock_59/status/794870528314118144
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Responder

FrancoAtirador

06/11/2016 - 03h58

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800 Estudantes da Universidade Federal do Paraná

‘Bótaram Prá Corrê’ uma Milícia de 50 FreiKorps Nazi

do MBL que tentou invadir o Prédio Histórico da UFPR.

https://youtu.be/vjRHStHiF8I
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Responder

FrancoAtirador

05/11/2016 - 15h59

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A ILEGITIMIDADE DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA,
O VOTO ÚTIL E O BIPARTIDARISMO NO MUNDO
.
“Medo a Donald Trump Não é Suficiente
para dar meu Apoio a Hillary Clinton
com sua História de Corrupção”

“Não Voto Com Minha Vagina.
O Importante não é ter Qualquer Mulher,
mas ter a Mulher Certa como Presidente”

“A Razão pela qual Estamos Nesta Situação
(de Crise Política, Sócio-Econômica e Ambiental)
é que, Por Muito Tempo, as Pessoas têm votado
no ‘Mal Menor’.”

“Fortalecer os Candidatos Independentes e Progressistas
é Importante para mudar a Agenda Governamental,
através do Congresso, em Temas Fundamentais
como o Cuidado com o Meio Ambiente”

Atriz Susan Sarandon
Em Entrevista na BBC TV
.
Nas Prévias Eleitorais do Partido Democrata

Susan fez Campanha para Bernie Sanders

e nessa Terça-Feira (1º/11), a Atriz publicou

uma Carta, anunciando seu apoio à Dra. Jill Stein,

Candidata do Partido Verde à Presidência dos EUA.
.
https://t.co/sEHYKT3IAi
http://linkis.com/www.bbc.com/mundo/TYWMw
.
.

Responder

    Morvan

    06/11/2016 - 00h15

    Boa noite.
    Camarada FrancoAtirador, ontem mesmo postei Elo de Acesso com este depoimento da grande Sarandon, para uma amiga minha que mora lá, para você ter uma ideia da interdição cruzada (algumas coisas são publicadas só aqui, outras somente lá). A imprensona de lá é Hillary desde o útero. Boa coisa não é. Eles estão “se granatindo”. Mas podemos tirar, se achar melhor.

    FrancoAtirador

    06/11/2016 - 17h06

    .
    .
    É verdade, Camarada Bliasby. As Corporações estão com a Hillary.

    Também é importante notar que a Mídia daqui jamais menciona
    que nos IúnáitStêits of America existem Partidos Independentes,
    inclusive da Esquerda Humanista, Alternativos a Essas 2 Facções Democratas e Republicanos que na realidade são as Duas Faces
    da Mesma Moeda Hegemônica Padrão do Capitalismo Mundial.
    .
    Segue um Trecho do Livro “O Horror Econômico”, da Escritora Francesa Viviane Forrester que prenunciou a Catástrofe Global,
    quando, a partir da Década 1980, o Estado de Bem-Estar Social Sucumbia na Europa diante do Poder Hegemônico do Mercado,
    tal como hoje se aprofunda em todo o Mundo, sob o Comando
    Corporativo Privado dos Conglomerados das Finanças Virtuais,
    um Oceano em que tragicamente o Titanic Brasil ora naufraga
    depois do Golpe Midiático Endossado por todos os Phodêres:
    .
    “O Trabalho ainda está ligado à Idade Industrial, ao Capitalismo de Ordem Imobiliária.
    Àquele tempo em que o Capital expunha garantias notórias:
    indústrias bem implantadas, lugares bem identificáveis: fábricas, minas, bancos, imóveis arraigados em nossas paisagens, inscritos em cadastros.

    Pensamos viver ainda na época em que se podia calcular sua superfície, julgar sua construção, avaliar seu custo.

    As fortunas encontravam-se fechadas em cofres.

    Os intercâmbios passavam por circuitos verificáveis.
    Patrões com estado civil bem definido; diretores, empregados, operários deslocando-se de um ponto a outro, cruzando-se sobre o mesmo solo.

    Sabia-se onde estavam e quem eram os dirigentes, quem desfrutava o Lucro.

    Geralmente havia na chefia um único homem, mais ou menos poderoso, mais ou menos competente, mais ou menos tirânico, mais ou menos próspero, que possuía bens, manejava o dinheiro.
    Quanto à empresa, ele era o proprietário (com ou sem sócios igualmente identificáveis).

    Um indivíduo tangível, com um nome, de carne e osso, que tinha herdeiros e, quase sempre, também era um deles.

    Podia-se avaliar com um simples olhar a importância da empresa; sabia-se onde estava acontecendo o labor necessário, assim como se sabia onde eram produzidas (geralmente em condições escandalosas) a “condição operária” e as famosas “criações de riquezas”, então chamadas “benefícios”.

    Os produtos manufaturados (as Mercadorias), a negociação, a circulação das matérias-primas tinham uma importância essencial, enquanto a empresa tinha uma razão social e uma função conhecidas. Diríamos certificadas?

    Era possível circunscrever suas configurações, até mesmo internacionais, e separar a parcela do comércio, da indústria e dos jogos financeiros.

    Sabia-se, eventualmente, quem e o que contestar, e situar assim os locais da contestação.

    Tudo ocorria entre nós, dentro da nossa geografia, em ritmos familiares, mesmo quando eram excessivos.

    E isso era anunciado em nossas línguas, em nossa linguagem.

    Vivíamos uma distribuição de papéis geralmente desastrosa, mas vivíamos todos dentro do mesmo romance.

    Ora, esse mundo em que o local de trabalho e o local da economia se fundiam, em que o trabalho de numerosos executantes era indispensável para os que tomavam decisões, parece que está escamoteado.

    Julgamos ainda percorrer, respirar, obedecer ou dominar um mundo que não opera mais, e que está sob o controle de forças que, discretamente, regem-no e administram seu naufrágio.
    .
    Com ele são escamoteados os modelos intermediários que pouco a pouco o sucederam, fazendo a transição para o mundo atual, das Multinacionais, das Transnacionais, do Liberalismo Absoluto, da Globalização, da Mundialização, da Desregulamentação, da Virtualidade.
    .
    Esses modelos, quando ainda são encontrados, aparecem como totalmente subalternos, em vias de desaparecimento e quase sempre sob a dominação de potências distantes e complicadas.
    .
    Quanto ao modelo inédito que se instala sob o signo da Cibernética, da automação, das tecnologias revolucionárias, e que agora exerce o poder, este parece ter-se desviado, isolado em zonas estanques, quase esotéricas.

    Não está mais em sincronia conosco.
    .
    E, bem entendido, sem vínculo verdadeiro com o ‘Mundo do Trabalho’,
    que ele não usa mais e que considera, quando consegue entrevê-lo,
    um parasita irritante marcado pelas suas paixões, suas confusões,
    seus desastres incômodos, sua irracional obstinação em pretender existir.
    Sua pouca utilidade. Sua pouca resistência, seu caráter benigno.
    Suas renúncias e sua inocuidade, por estar preso nos vestígios
    de uma sociedade onde suas funções foram abolidas.
    .
    Entre esses dois universos, nada mais que uma solução de continuidade.
    .
    O antigo periclita e sofre longe do outro, que ele nem sequer imagina.
    .
    O outro, reservado a uma Casta, penetra numa ordem inédita de ‘realidade’, ou, se preferirmos, de ‘Desrealidade’, onde a horda dos ‘desempregados’ representa apenas uma pálida legião de fantasmas que não voltarão para assombrar ninguém.
    .
    Por que razão essa Casta se preocuparia com multidões inconscientes que, como maníacas, insistem em ocupar perímetros concretos, estabelecidos, situados, onde possam bater pregos, apertar parafusos, carregar cacarecos, arrumar coisas, calcular troços, intrometer-se em tudo, verdadeiros desmancha-prazeres, com circuitos lentos como os movimentos do próprio corpo, esforços patentes, cronologias e ritmos já fora de moda, e, depois, suas vidas, seus filhos, sua saúde, sua moradia, sua comida, seu salário, o sexo, a doença, o lazer, os direitos?
    .
    Que ingênuos! Aqueles de quem esperam tudo,
    isto é, um emprego, já não são mais abordáveis.
    .
    Eles, em outras esferas, dedicam-se a fazer nascer o Virtual,
    a combinar, sob a forma de ‘Produtos Derivados’ [Derivativos], Valores Financeiros não mais sustentados por Ativos Reais
    e que, Voláteis, Inverificáveis, geralmente são Negociados,
    Sacados, Convertidos antes mesmo de haverem existido.
    .
    Os homens de decisão de nosso tempo tornaram-se ‘Manipuladores de Símbolos’ (Robert Reich, 1993)
    ou, se preferirmos, ‘Analistas de Símbolos’,
    que não se comunicam, ou muito pouco,
    nem mesmo com o Antigo Mundo dos ‘Patrões’.
    .
    O que é que eles iriam fazer com todos esses ‘Empregados’
    tão dispendiosos, inscritos na Previdência Social,
    tão incertos e contrariantes em comparação com máquinas
    puras e duras, ignoradas de qualquer proteção social,
    manobráveis por essência, econômicas ainda por cima
    e desprovidas de emoções duvidosas, de queixas agressivas,
    de desejos perigosos?

    Máquinas que abrem para outra Era,
    que talvez seja também a nossa,
    mas sem que tenhamos acesso a ela.
    .
    Trata-se de um mundo que, por causa da Cibernética,
    das Tecnologias de Ponta, vive à Velocidade do Imediato;
    um Mundo em que a Velocidade se confunde
    com o imediato em Espaços sem Interstícios.
    A Ubiqüidade, a Simultaneidade aí é Lei.

    Os que lá se movem não partilham
    conosco nem esse espaço,
    nem a velocidade, nem o tempo.
    Nem os projetos, nem a língua,
    menos ainda o pensamento.
    Nem as cifras nem os números.
    Nem, sobretudo, a preocupação.
    Nem, por sinal, a moeda.
    .
    Eles não são ferozes,
    nem mesmo indiferentes.
    São inatingíveis e se lembram de nós
    vagamente como parentes pobres
    deixados lá no passado,
    no mundo pesado do trabalho,
    naquele mundo dos ‘empregos’.

    Por acaso cruzamos com eles?
    .
    Nada orgulhosos, eles nos acenam com sinais de seu mundo de sinais e voltam a jogar entre si aqueles jogos apaixonantes que condicionam este planeta, cuja existência fora de sua rede acabam ignorando.

    Eles Governam a Economia Mundializada
    por Cima de Todas as Fronteiras e Todos os Governos.

    Os Países, para eles, fazem o papel de Municipalidades.

    E nesse Império – parece sonho! –, trabalhadores ‘pobres-coitados’
    ainda imaginam poder encaixar seu ‘Mercado do Emprego’!
    É de chorar de rir…
    .
    Antes, bastava-lhes manter-se em seu lugar.

    Eles precisam aprender a não ter nenhum:
    essa é a mensagem que, ainda discretamente,
    lhes é insinuada.

    Mensagem que não se quer, que não se ousa decifrar
    com medo de imaginar suas possíveis conseqüências.

    A tendência, entretanto, é exatamente essa.

    Uma quantidade importante de Seres Humanos
    já não é mais necessária ao pequeno número
    que molda a Economia e detém o Poder.

    Segundo a Lógica Reinante, uma Multidão de Seres Humanos
    encontra-se assim Sem Razão Razoável para Viver Neste Mundo,
    onde, entretanto, eles encontraram a Vida.

    Para obter a faculdade de viver, para ter os meios para isso,
    eles precisariam responder às necessidades das Redes
    que regem o Planeta, as Redes dos Mercados.

    Ora, eles não respondem – ou antes, são os Mercados
    que não respondem mais à sua presença e não precisam deles.

    Ou precisam muito pouco e cada vez menos.

    Sua Vida, portanto, Não é Mais ‘Legítima’, mas Tolerada.
    .
    Importuno, o lugar deles neste mundo lhes é consentido
    por pura indulgência, por sentimentalismo, por reflexos antigos,
    por referência ao que por muito tempo foi considerado sagrado
    (teoricamente, pelo menos).

    Pelo medo do escândalo.

    Pelas vantagens que os Mercados ainda podem tirar disso.

    Pelos jogos políticos, pelas jogadas eleitorais
    baseadas na impostura de ver em curso uma ‘Crise Provisória’
    que cada campo pretende ser capaz de estancar.
    .
    E depois, determinado Bloqueio Atávico das Consciências
    impede de aceitar de imediato uma tal Implosão.
    .
    É difícil admitir, impensável declarar que a Presença
    de uma Multidão de Humanos se torna Precária,
    não pelo fato inelutável da morte,
    mas pelo fato de que, enquanto Vivos,
    sua Presença Não Corresponde mais à Lógica Dominante,
    uma vez que já Não Dá Lucro, mas, ao contrário,
    revela-se Dispendiosa, Demasiado Dispendiosa.
    .
    Ninguém ousará declarar,
    numa Democracia,
    que a Vida Não é um Direito,
    que uma Multidão de Vivos
    está em Número Excedente.
    .
    Mas, num Regime Totalitário,
    será que não se ousaria?
    Já não se ousou?
    […]
    O Discurso Econômico (dos que agem, mas não enunciam)
    vai Nessa Direção: as Massas aqui são Vagas Abstrações
    e ninguém se preocupa com disparidades,
    a não ser para puxar para baixo as pequenas conquistas
    dos elementos mais Frágeis, logo Excluídos,
    ou incluídos muito antes na Privação.
    .
    Se já não há muito lugar e se esse pouco se vai encolhendo
    pelo fato de o trabalho estar desaparecendo
    – trabalho sobre o qual a sociedade ainda se baseia
    e do qual ainda depende a sobrevivência dos viventes –,
    esse desaparecimento não incomoda em nada
    os verdadeiros poderes, os da Economia de Mercado.
    .
    Mas a Miséria Causada
    por esse Desaparecimento
    também não é seu objetivo.
    .
    Eles a consideram, antes, um inconveniente
    colocado em seu caminho e do qual podem tirar partido
    – sabemos que a Miséria beneficia geralmente o Lucro.
    .
    O que lhes importa (e que deixa na sombra todos os outros fenômenos)
    são as Massas Monetárias, os Jogos Financeiros
    – as Especulações nas Bolsas, as Transações Inéditas,
    os Fluxos Impalpáveis, aquela Realidade Virtual,
    hoje Mais Influente que Qualquer Outra.

    Ora, é Forçoso Constatar que,
    da parte deles, Só Existe Razão.
    .
    Essa Conjuntura e esses Fenômenos correspondem totalmente
    à sua Vocação, aos seus Deveres Profissionais
    e até ao seu Sentido de Ética.
    .
    E depois, a Paixão, tão Embriagadora, por Demais Humana,
    do Poder e do Lucro encontra aqui ao mesmo tempo suas fontes
    e os territórios onde expandir-se, irresistível, Devorante e Devoradora.
    .
    Os que participam dessa Potência
    encontram nesse contexto
    suas funções naturais.

    O drama reside, sobretudo, no fato
    de que as outras funções
    jazem abandonadas.

    Uma Longa História, Muito Longa e Muito Paciente,
    Subterrânea e Secreta, Desenvolvida na Sombra,
    deve ter Provocado o Abandono Dessas Funções.

    Demissões que facilitaram a Hegemonia de uma Economia Privada
    que se tornou Anônima e que Fusões Maciças, em Escala Planetária,
    reagruparam em Redes Entrelaçadas, Inextricáveis, mas tão móveis,
    de uma ubiqüidade tal que não são mais identificáveis,
    escapando assim a tudo o que poderia pressioná-las,
    vigiá-las ou mesmo observá-las.
    .
    Será Necessário um dia empreender o Estudo desse Fenômeno,
    estabelecer a História Clandestina dessa Evolução Imperceptível, porém Radical.
    .
    O que se pode medir hoje é a Amplitude da Progressão
    das Potências Privadas, devida em grande parte
    à das Prodigiosas Redes de Comunicação,
    de Intercâmbios Instantâneos, aos Fatores de Ubiqüidade
    que daí decorrem e dos quais elas foram as primeiras a dispor,
    as primeiras a explorar, abolindo assim as distâncias e o tempo
    – o que não é pouco! – em Proveito Próprio.
    .
    Multiplicação vertiginosa da quantidade de valores variados
    que elas podem abranger, dominar, combinar, duplicar
    sem se preocupar com leis e pressões que, num contexto assim
    mundializado, elas são capazes de contornar com facilidade.
    .
    Sem se preocupar muito com Estados,
    geralmente tão desprovidos em comparação a elas,
    entravados, controlados, contestados, colocados na berlinda,
    enquanto elas avançam, mais livres, mais motivadas, mais móveis,
    infinitamente mais influentes que estes, sem preocupações eleitorais,
    sem responsabilidades políticas, sem controles e, bem entendido,
    sem sentimentos ligados àqueles que elas esmagam,
    deixando a outros o cuidado de demonstrar que ‘é para o bem deles’
    – e para o de todos, já que o bem de todos, é claro,
    passa pelos seus próprios ‘bens’.
    .
    Elas estão acima das instâncias políticas
    e não levam em conta Nenhuma Ética, Nenhum Sentimento.

    No limite, nas suas Mais Altas Esferas,
    lá onde o Jogo se torna Imponderável,
    elas nem respondem mais
    por sucessos ou por fracassos,
    e não têm outros interesses
    a não ser elas próprias e aquelas Transações,
    aquelas Especulações repetidas sem fim,
    sem qualquer outro objetivo
    que seu próprio movimento.

    Não encontram outros obstáculos a não ser
    aqueles, ferozes, erguidos pelos seus pares.

    Mas estes últimos seguem o mesmo caminho que elas,
    rumo aos mesmos objetivos, e se alguns dentre eles
    tentam atingir alguns desses objetivos antes dos outros,
    ou em vez dos outros, isso não altera em nada o Sistema Geral.
    .
    A concorrência desenfreada, dentro de Redes tão Complexas,
    na Verdade as Aproxima, aguçando sua Energia Centrada
    para os mesmos fins, dentro de uma Ideologia Comum,
    jamais formulada, jamais confessada: em Ação.
    .
    Essas Redes Econômicas Privadas, Transnacionais,
    dominam então cada vez mais os Poderes Estatais;
    .
    Muito longe de ser controladas por eles,
    são elas que os controlam e formam, em suma,
    uma espécie de nação que, fora de qualquer território,
    de qualquer instituição governamental,
    comanda cada vez mais as instituições dos diversos países,
    suas políticas, geralmente por meio de organizações
    consideráveis, como o Banco Mundial, o FMI ou a OCDE.
    .
    Um exemplo: as Potências Econômicas Privadas
    geralmente detêm o Controle das Dívidas de Estados
    que, por essa razão, dependem delas
    e elas os mantêm sob seu Domínio.
    .
    Esses Estados não hesitam
    em Converter as Dívidas
    de seus ‘Protetores’
    em Dívidas Públicas,
    que tomam assim a seu cargo.

    Elas serão então Honradas,
    Sem Compensação Nenhuma,
    pelo Conjunto dos Cidadãos.
    .
    Ironia: Recicladas para o Setor Público,
    essas Dívidas do Setor Privado
    Aumentam Muito a Dívida
    que compete aos Estados,
    colocando estes últimos ainda mais
    sob a Tutela da Economia Privada.

    Essa Dívida, Assumida aqui (como em geral) pelo Estado
    e, portanto, pela Comunidade, nem por isso é Tratada
    como… “assistida”!

    Eis então a Economia Privada Sôlta,
    como nunca, em Plena ‘Liberdade’
    – essa liberdade que ela tanto reivindicou
    e que se traduz por Desregulamentações Legalizadas,
    pela Anarquia Oficial.
    .
    Liberdade Provida de Todos os Direitos,
    de Todas as Permissividades.
    .
    Desenfreada, ela Satura com suas Lógicas
    uma Civilização que está se acabando
    e Cujo Naufrágio ela Ativa.
    .
    Naufrágio Camuflado, posto na conta de ‘Crises Temporárias’
    a fim de que passe despercebida uma nova forma de Civilização
    que já desponta, onde só uma pequena porcentagem
    da população terrestre encontrará funções.
    .
    Ora, dessas funções dependem os modos de vida de cada um
    e, mais ainda, para cada um, a faculdade de viver.
    O prolongamento ou não de seu destino.
    .
    Segundo o Costume Secular,
    atua aqui um Princípio Fundamental:
    para um Indivíduo Sem Função Não Há Lugar,
    não há mais Acesso Evidente à Vida,
    pelo menos ao seu Alcance.
    .
    Ora, as funções hoje desaparecem irrevogavelmente,
    mas esse princípio perdura, mesmo que doravante
    ele não possa mais organizar as sociedades,
    mas apenas destruir o estatuto dos humanos,
    deteriorar vidas ou até mesmo dizimá-las.
    .
    Ninguém tem a coragem de admitir,
    nem de considerar, menos ainda
    de mencionar esse Perigo.
    .
    Omissão de Suma Gravidade, literalmente Vital – ou Mortal –,
    porque ninguém então enfrenta a Ameaça Oculta,
    ninguém se opõe a ela nem tenta inverter a corrente,
    menos ainda identificar e expor o Credo
    que agencia essas Sinistras Virtualidades.

    Ninguém sugere tentar uma Gestão Lúcida
    que talvez oferecesse Um Lugar Para Cada Um,
    mas num jogo reconhecidamente diferente.
    Em vez de Enterrar Vivos, com ele,
    aqueles que dependem de um Sistema Falecido.
    .
    Drama e desastre que Poderiam Ser Evitados,
    e talvez até Sem Prejuízo para os Atores,
    para os Beneficiários do Credo!
    .
    Credo Jamais Enunciado,
    mas que seria Impiedoso Contestar.
    A dúvida está Implicada na Fé,
    mas Proibida no diktat Econômico.
    .
    Será que alguém se arrisca
    a murmurar algumas tímidas reservas,
    a demonstrar certa Vertigem
    em face da Hegemonia de uma Economia
    Mundializada Abstrata, Desumana?
    .
    Não demoraram muito para nos calar o bico com os Dogmas
    dessa mesma Hegemonia na qual, sejamos realistas,
    nos encontramos Aprisionados.
    .
    Não demoraram muito para nos opor as leis da concorrência,
    da competitividade, o ajustamento às regras econômicas internacionais – que são as da desregulamentação –
    e de nos entoar loas sobre a flexibilidade do trabalho.
    .
    Cuidado então para não insinuar que, por essa razão,
    o trabalho se acha, mais do que nunca, submetido
    ao Bel-Prazer da Especulação, às Decisões
    de um Mundo Considerado Rentável em Todos os Níveis,
    um Mundo Totalmente Reduzido a Ser Apenas uma Vasta Empresa
    – aliás, não forçosamente Administrada por ‘Responsáveis Competentes’ [‘Gestores’].

    Alguns diriam: um Vasto Cassino…”
    .
    Tradução: Álvaro Lorencini
    .
    Íntegra do Livro em:

    Em Português: http://abre.ai/livro_o-horror-economico_viviane-forrester
    http://marcoalexandredelimasilva.blogspot.com.br/2011/10/horror-economico-de-viviane-forrester.html

    Em Espanhol: (http://www.ddooss.org/libros/Viviane_Forrester.pdf)
    .
    .

francisco pereira neto

05/11/2016 - 13h03

“O que o Brasil tem de especial, neste caso, é uma megoperação contra a corrupção que, mesmo com a melhor das intenções, acaba solapando a economia de forma suicida num momento de profunda crise econômica”.
Que, melhor das intenções, podem ser interpretadas, se essa mega operação contra a corrupção, tem como alvo só um partido e políticos, e em especial o seu maior líder para, prendê-lo ou inviabilizá-lo eleitoralmente?
Prende(?) corruptos como, Paulo Roberto Costa, que depois de fazer delação premiada, está para ser solto?
O próximo da lista é o senhor Youssef, bandido contumaz, que o próprio Moro já o havia deixado em liberdade no escândalo do Banestado?
Que melhor das intenções são essas, que prende o almirante Othon, pai do projeto nuclear brasileiro, e condena-o a 43 anos com a acusação esdruxula de ter recebido propina de 4 milhões?
Moro é tão burro assim para impor uma pena ao cientista, que trabalha num projeto independente, que inclusive a Marinha tem uma conta secreta, criada na época do gorila Geisel, para abastecer de recursos para compra de equipamentos no “paralelo” porque a céu aberto as grandes potencias não permitiriam ou não venderiam?

Responder

Morvan

05/11/2016 - 09h39

Bom dia.
Em termos de eleições, o estadunidense não põe todos os ovos na cesta. Não porque seja politizado. É porque é desconfiado, mesmo. Então, se o Congresso é mais Republicano, eles tentam (eleição indireta) eleger alguém Democrata e vice-versa. Agora tem um componente a mais nesta peleja entre o coisa ruim e o cão das costas ocas. A imprensona de lá Hillariou de vez. Por conta deste jeito desconfiado do eleitor, isto pode pesar pró Coisa Ruim (Trump).
Na verdade, não importa o chimpanzé (George Bush, Reagan, etc.). É só cosmético. Quem vencer, via Delegados ou via TSE de lá, vai fazer direitinho o que for determinado pela Irmandade de Sião. Quem tem os controles é quem tem as cordas…
Eles têm suas razões, mas nós, da periferia, perdemos em qualquer hipótese.
E pensar que o melhor que o Império tem a oferecer são estes dois. Socooooorro.

Responder

Roberto L.

05/11/2016 - 08h44

Azenha, vc ainda acredita em “melhores das intenções” da Vaza Jato? Comento.

A Vaza Jato foi criada pra implodir a democracia no país, detonar a Petrobras, acabar com o regime de partilha (pras petroleiras estrangeiras, com destaque pras dos EUA e a Shell), e sobretudo pra minar a autonomia e soberania do país com a união com os BRICS, pela aliança com Rússia e China, inimigos abertos dos EUA, mais ainda a Rússia.

Com crise ou menos crise o ataque desse bando, patrocinado por Washington, viria contra o país pra pôr o Brasil abaixo. Há a crise global do capitalismo, o que põe em cheque ainda mais esse golpe mal-ajambrado que essa direita/elite de província do país (a cabeça do golpe é a elite paulista e a Globo, que apesar de carioca sempre se alinhou a esse grupo do outro estado) porque o Brasil se tornou grande demais pra suportar um golpe patético que remonta o de 64 (que na época havia o “motivo de ser”, a guerra fria e a polarização do mundo entre URSS x EUA, ideologicamente, a Rússia atual não é socialista, o que põe abaixo essa questão ideológica do “medo do terror vermelho” no país, apesar da campanha mitômana da direita sobre isso que a esquerda não soube desmontar por não defender o governo petista e cobrar dele mudanças e uma volta as bases sociais do partido, não me refiro nisso à questão da corrupção, discurso udenista é muleta de quem não tem voto e vazio ideológico, é discurso religioso).

O golpe no país foi de natureza predatória, queriam nosso petróleo e pegaram (o pré-Sal), queriam destruir o surgimento de um Brasil autônomo dos EUA e estão conseguindo (até agora), o resto é só arremedo da mentalidade pequena da elite provinciana vira-lata do país preocupada só em ferrar o povo e jamais em projetar o país globalmente, lugar de direito nosso, do Brasil.

Responder

    Morvan

    06/11/2016 - 12h55

    Bom dia.
    Perfeito, Roberto L. A LascaPT ou FarsaJato foi feita para inviabilizar o país, e depois, se possível, o Lula, o único que consegue amalgamar um conjunto social, daí ser o “escolhido”.
    Não há nada de boas intenções nisto. É Geopolítica e os procuradores neo-hegelianos e o Juiz Eco só poderiam ser “treinados”, adestrados, lá na Terra do Golpe.

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