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Sete pessoas do bonde anticorrupção do Aécio são investigadas por corrupção; veja Paulinho da Força cantando na noite do impeachment

12 de junho de 2017 às 18h01

Da Redação

O homem que fez mais que ninguém para levar o Brasil ao fundo do poço, o presidente afastado do PSDB, Aécio Neves, parece ter tido o dom de “contaminar” todo o ninho dos que promoveram o impeachment — sem provas de crime de responsabilidade — de Dilma Rousseff.

Da primeira fila do bonde de Aécio, que levou tucanos a uma manifestação contra a corrupção na avenida Paulista, em março de 2016, todos estão sob investigação por corrupção em inquéritos relacionados à Lava Jato: o próprio Aécio, o governador paulista Geraldo Alckmin e o “revolucionário” e hoje chanceler Aloysio Nunes.

Nos fundos da van estava Antonio Imbassahy, delatado por um ex-diretor da Odebrecht: a empreiteira teria dado R$ 300 mil ao então deputado federal em troca de favores.

Mesmo depois da denúncia, a carreira de Imbassahy seguiu normalmente: ele se tornou ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, em substituição a outro suspeito, Geddel Vieira Lima.

Especula-se que Geddel será o próximo peixe grande a ser fisgado pela Lava Jato.

Também nos fundos da van podemos ver, na fotografia acima (lado superior esquerdo), o deputado Carlos Sampaio, ex-líder do PSDB na Câmara, que está sendo investigado pela suspeita de ter atuado para dificultar as investigações da CPI dos Correios.

Sampaio teria ajudado a obstruir a entrega de documentos do Banco Rural que poderiam comprometer Aécio Neves ou aliados na apuração, segundo a delação do ex-senador tucano-petista Delcídio do Amaral.

A lista de investigados que acompanhavam Aécio teve duas novas adesões.

A bordo estava o ministro das Cidades Bruno Araújo, do PSDB, que também é alvo da Lava Jato. Ele é suspeito de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Teria recebido 600 mil reais da Odebrecht em troca de serviços prestados por seu mandato de deputado federal no Congresso à empreiteira.

O sétimo investigado que estava no bonde do Aécio é o deputado federal Paulinho da Força, que hoje teve os direitos políticos suspensos pela Justiça federal. Acusação? Improbidade administrativa. Cabe recurso.

Paulinho militou fortemente pelo impeachment ao lado do hoje presidiário Eduardo Cunha e só se voltou contra o golpe de Michel Temer quando foi tragado pelas reformas que ajudou a deflagrar.

Um dos momentos mais constrangedores da votação do impeachment foi a paródia de Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (ver abaixo), cantada por Paulinho da Força no púlpito da Câmara:

Justiça decide por suspender direitos políticos do deputado Paulinho da Força

Quando presidente da Força Sindical, parlamentar do Solidariedade contratou fundação sem licitação

O DIA

Brasília – O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (SD-SP), teve os direitos políticos suspensos pela Justiça, por improbidade na utilização dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), quando era presidente da Força Sindical, Paulinho contratou a Fundação João Donini sem licitação para dar cursos profissionalizantes a desempregados e pessoas de baixa renda utilizando recursos do FAT.

Além da suspensão dos direitos políticos pelo prazo mínimo de cinco anos, Paulinho da Força Sindical e outros réus, incluindo o responsável pela fundação, João Francisco Donini, foram condenados ao pagamento de multa.

Segundo o MPF, a Justiça apontou a inidoneidade da Fundação João Donini e registrou inconsistências repetidas nos cadastros de alunos, com duplicidade de CPFs.

Para o MPF, as provas revelam o prejuízo causado à efetiva e eficaz prestação de serviço público com dinheiro público por instituição “absolutamente desqualificada” para tanto.

De acordo com a denúncia, entre 1999 e 2000, a Força Sindical firmou três convênios com o Ministério do Trabalho para qualificação e requalificação profissional de trabalhadores desempregados ou sob risco de desemprego e também para micro e pequenos empreendedores e autônomos.

Em uma das parcerias, a Força teria contratado a Fundação Domini por R$ 215 milhões para ministrar esses cursos.

O parlamentar ainda não se pronunciou sobre o caso.

PS do Viomundo: Uma versão anterior deste post identificou erroneamente o ministro tucano Bruno Araújo como sendo Bruno Covas. Nosso pedido de desculpas ao vice-prefeito de São Paulo e a nossos leitores.

Leia também:

Senado deve manter salário de R$ 33 mil mensais de Aécio Neves

 

10 Comentários escrever comentário »

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robertoAP

13/06/2017 - 13h09

Dedicatória​ da DILMA ,para um ex-lider sindical:

Paulinho da força e do Brasil.
Acabou de ir para a p… que p…iu.
Riu muito, depôs a Dilma e enriqueceu.
E agora acabou tudo e se f..deu.

Responder

JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

13/06/2017 - 12h56

não seria paulinho da farça?

Responder

Maestrinho

13/06/2017 - 06h59

Fora de Pauta

CARTA DO PROCURADOR EUGÊNIO ARAGÃO A DELTAN DALLAGNOL

http://jobhim.blogspot.com.br/2017/06/carta-do-procurador-eugenio-aragao.html

Meu caro colega Deltan Dallagnol,

“Denn nichts ist schwerer und nichts erfordert mehr Charakter, als sich in offenem Gegensatz zu seiner Zeit zu befinden und laut zu sagen: Nein.”

(Porque nada é mais difícil e nada exige mais caráter que se encontrar em aberta oposição a seu tempo e dizer em alto e bom som: Não!)

Acabo de ler por blogs de gente séria que você estaria a chamar atenção, no seu perfil de Facebook, de quem “veste a camisa do complexo de vira-lata”, de que seria “possível um Brasil diferente” e de que a hora seria agora. Achei oportuno escrever-lhe está carta pública, para que nossa sociedade saiba que, no ministério público, há quem não bata palmas para suas exibições de falta de modéstia.

Vamos falar primeiro do complexo de vira-lata. Acredito que você e sua turma são talvez os que têm menos autoridade para falar disso, pois seus pronunciamentos têm sido a prova mais cabal de SEU complexo de vira-lata. Ainda me lembro daquela pitoresca comparação entre a colonização americana e a lusitana em nossas terras, atribuindo à última todos os males da baixa cultura de governação brasileira, enquanto o puritanismo lá no norte seria a razão de seu progresso. Talvez você devesse estudar um pouco mais de história, para depreciar menos este País. E olha que quem cresceu nas “Oropas” e lá foi educado desde menino fui eu, hein… talvez por isso não falo essa barbaridade, porque tenho consciência de que aquele pedaço de terra, assim como a de seu querido irmão do norte, foram os mais banhados por sangue humano ao longo da passagem de nossa espécie por este planeta. Não somos, os brasileiros, tão maus assim, na pior das hipóteses somos iguais, alguns somos descendentes dos algozes e a maioria somos descendentes das vítimas.

Mas essa sua teorização de baixo calão não diz tudo sobre SEU complexo. Você à frente de sua turma vão entrar na história como quem contribuiu decisivamente para o atraso econômico e político que fatalmente se abaterão sobre nós. E sabem por que? Porque são ignorantes e não conseguem enxergar que o princípio fiat iustitia et pereat mundus nunca foi aceita por sociedade sadia qualquer neste mundão de Deus. Summum jus, summa iniuria, já diziam os romanos: querer impor sua concepção pessoal de justiça a ferro e fogo leva fatalmente à destruição, à comoção e à própria injustiça.

E o que vocês conseguiram de útil neste País para acharem que podem inaugurar um “outro Brasil”, que seja, quiçá, melhor do que o vivíamos? Vocês conseguiram agradar ao irmão do norte que faturará bilhões de nossa combalida economia e conseguiram tirar do mercado global altamente competitivo da construção civil de grandes obras de infraestrutura as empresas nacionais. Tio Sam agradece. E vocês, Narcisos, se acham lindinhos por causa disso, né? Vangloriam-se de terem trazido de volta míseros dois bilhões em recursos supostamente desviados por práticas empresariais e políticas corruptas. E qual o estrago que provocaram para lograr essa casquinha? Por baixo, um prejuízo de 100 bilhões e mais de um milhão de empregos riscados do mapa. Afundaram nosso esforço de propiciar conteúdo tecnológico nacional na extração petrolífera, derreteram a recém reconstruída indústria naval brasileira. Claro, não são seus empregos que correm riscos. Nós ganhamos muito bem no ministério público, temos auxílio-alimentação de quase mil reais, auxilio-creche com valor perto disso, um ilegal auxílio-moradia tolerado pela morosidade do judiciário que vocês tanto criticam. Temos um fantástico plano de saúde e nossos filhos podem frequentar a liga das melhores escolas do País. Não precisamos de SUS, não precisamos de Pronatec, não precisamos de cota nas universidades, não precisamos de bolsa-família e não precisamos de Minha Casa Minha Vida. Vivemos numa redoma de bem estar. Por isso, talvez, à falta de consciência histórica, a ideologia de classe devora sua autocrítica. E você e sua turma não acham nada de mais milhões de famílias não conseguirem mais pagar suas contas no fim do mês, porque suas mães e seus pais ficaram desempregados e perderam a perspectiva de se reinserirem no mercado num futuro próximo. Mas você achou fantástico o acordo com os governos dos EEUU e da Suíça, que permitiu-lhes, na contramão da prática diplomática brasileira, se beneficiarem indiretamente com um asset sharing sobre produto de corrupção de funcionários brasileiros e estrangeiros. Fecharam esse acordo sem qualquer participação da União, que é quem, em última análise, paga a conta de seu pretenso heroísmo global e repassaram recursos nacionais sem autorização do Senado. Bonito, hein? Mas, claro, na visão umbilical corporativista de vocês, o ministério público pode tudo e não precisa se preocupar com esses detalhes burocráticos que só atrasam nosso salamaleque para o irmão do norte! E depois fala de complexo de vira-lata dos outros!

O problema da soberba, colega, é que ela cega e torna o soberbo incapaz de empatia, mas, como neste mundo vale a lei do retorno, o soberbo também não recebe empatia, pois seu semblante fica opaco, incapaz de se conectar com o outro.

A operação de entrega de ativos nacionais ao estrangeiro, além de beirar alta traição, esculhambou o Brasil como nação de respeito entre seus pares. Ficamos a anos-luz de distância da admiração que tínhamos mundo afora. E vocês o fizeram atropelando a constituição, que prevê que compete à Presidenta da República manter relações com estados estrangeiros e não ao musculoso ministério público. Daqui a pouco vocês vão querer até ter representação diplomática nas capitais do circuito Elizabeth Arden, não é?

Ainda quanto a um Brasil diferente, devo-lhes lembrar que “diferente” nem sempre é melhor e que esse servicinho de vocês foi responsável por derrubar uma Presidenta constitucional honesta e colocar em seu lugar uma turba envolvida nas negociatas que vocês apregoam mídia afora. Esse é o Brasil diferente? De fato é: um Brasil que passou a desrespeitar as escolhas políticas de seus vizinhos e a cultivar uma diplomacia da nulidade, pois não goza de qualquer respeito no mundo. Vocês ajudaram a sujar o nome do País. Vocês ajudaram a deteriorar a qualidade da governação, a destruição das políticas inclusivas e o desenvolvimento sustentável pela expansão de nossa infraestrutura com tecnologia própria.

E isso tudo em nome de um “combate” obsessivo à corrupção. Assunto do qual vocês parecem não entender bulhufas! Criaram, isto sim, uma cortina de fumaça sobre o verdadeiro problema deste Pais, que é a profunda desigualdade social e econômica. Não é a corrupção. Esta é mero corolário da desigualdade, que produz gente que nem vocês, cheios de “selfrightousness”, de pretensão de serem justos e infalíveis, donos da verdade e do bem estar. Gente que pode se dar ao luxo de atropelar as leis sem consequência nenhuma. Pelo contrário, ainda são aplaudidos como justiceiros.

Com essa agenda menor da corrupção vocês ajudaram a dividir o País, entre os homens de bem e os safados, porque vocês não se limitam a julgar condutas como lhes compete, mas a julgar pessoas, quando estão longe de serem melhores do que elas. Vocês não têm capacidade de ver o quanto seu corporativismo é parte dessa corrupção, porque funciona sob a mesma gramática do patrimonialismo: vocês querem um naco do estado só para chamar de seu. Ninguém os controla de verdade e vocês acham que não devem satisfação a ninguém. E tudo isso lhes propicia um ganho material incrível, a capacidade de estarem no topo da cadeia alimentar do serviço público. Vamos falar de nós, os procuradores da república, antes de querer olhar para a cauda alheia.

Por fim, só quero pontuar que a corrupção não se elimina. Ela é da natureza perversa de uma sociedade em que a competição se faz pelo fator custo-benefício, no sentindo mais xucro. A corrupção se controla. Controla-se para não tornar o estado e a economia disfuncionais. Mas esse controle não se faz com expiação de pecados. Não se faz com discursinho falso-moralista. Não se faz com o homilias em igrejas. Se faz com reforma administrativa e reforma política, para atacar a causa do fenômeno é não sua periferia aparente. Vocês estão fazendo populismo, ao disseminarem a ideia de que há o “nós o povo” de honestos brasileiros, dispostos a enfrentar o monstro da corrupção feito São Jorge que enfrentou o dragão. Você e eu sabemos que não existe isso e que não existe com sua artificial iniciativa popular das “10 medidas” solução viável para o problema. Esta passa pela revisão dos processos decisórios e de controle na cadeia de comando administrativa e pela reestruturação de nosso sistema político calcado em partidos que não merecem esse nome. Mas isso tudo talvez seja muito complicado para você e sua turma compreenderem.

Só um conselho, colega: baixe a bola. Pare de perseguir o Lula e fazer teatro com PowerPoint. Faça seu trabalho em silêncio, investigue quem tiver que investigar sem alarde, respeite a presunção de inocência, cumpra seu papel de fiscal da lei e não mexa nesse vespeiro da demagogia, pois você vai acabar ferroado. Aos poucos, como sempre, as máscaras caem e, ao final, se saberá que são os que gostam do Brasil e os que apenas dele se servem para ficarem bonitos na fita! Esses, sim, costumam padecer do complexo de vira-lata!

Um forte abraço de seu colega mais velho e com cabeça dura, que não se deixa levar por essa onda de “combate” à corrupção sem regras de engajamento e sem respeito aos costumes da guerra.”

Eugênio José Guilherme de Aragão é um jurista brasileiro. Integrou o Ministério Público Federal de 1987 até 2017 e foi Ministro da Justiça em 2016.

Responder

    Porra

    14/06/2017 - 22h16

    Como ser chato, dica 347: Inicie uma carta com uma citação em língua estrangeira.

jose carlos lima

13/06/2017 - 04h40

o brasil perde o rumo ao deixar o brics por exigencia dos eua dono do golpe

http://diplomatique.org.br/a-nova-rota-da-seda-e-o-brasil/

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Luiz Carlos P. Oliveira

12/06/2017 - 22h51

Fica combinado: esse foi o Bonde dos Ladrões.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

12/06/2017 - 22h48

Se perguntarem prá esse vagabundo sobre essa cantoria desgraçada, o que esse VAGABUNDO responderia? Estou sendo duro demais? Não, apenas retribuindo uma ofensa gratuita desse vagabundo. Vagabundo e ladrão.

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adroaldo lima linhares

12/06/2017 - 22h17

Com relação à quantidade de criminosos no parlamento, entre deputados federais e senadores, nós já sabemos faz tempo que 90% são corruptos, bandidos e comprados por fernando henrique cardoso, famoso e pioneiro na prática de compra de votos de parlamentares. Portanto, para o país iniciar uma profilaxia para limpeza dos bandidos infiltrados no cenário político, tem que ser primeiramente com o encarceramento do cabeça, o fernando henrique cardoso clinton, o criador da compra de parlamentares com propinas e dinheiro do narcotráfico do seu filhóte aécio, e criador do mensalão, com o azeredo lá em MG. Enquanto não prenderem o cabeça, o trem não volta aos trilhos. O encarceramento dos filhótes do fhc, tanto os do judiciário, como os do legislativo bem como os do executivo, ficam para uma segunda etapa imediata.

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Mineiro

12/06/2017 - 20h00

Porque esse desgraçado fdp nao canta agora ,mostra a cara agora e cadê aquele imbecil fanfarrão que estava do lado dele comemorando, jogando papeizinhos pra cima. Porque não canta e joga papel pra cima ,agora é que eles tinha que mostrar que é homem.

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Ninguém

12/06/2017 - 19h23

Paulinho da Força? Quem é esse? Só conheço o Peleguinho da Farsa. Só aqui no Brasil mesmo para um sindicato criado pelo patronato (FIESP) ser levado a sério. A Farsa Sindical, qualquer um que conheça um mínimo de história recente, foi criada para esvaziar a CUT. Ora, um sindicato criado pelo patronato vai brigar pelos interesses dos empregados ou dos patrões? Só muito ingênuo para acreditar que há independência da Farsa.

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