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Senador que acusou Dilma de fazer pacto com o diabo responde por comprar votos no Acre por 50 reais

30 de agosto de 2016 às 09h36

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por Garganta Profunda*

A sessão em que a presidente Dilma Rousseff, prestes a perder os direitos políticos por oito anos, apresentou sua defesa no Senado, teve momentos irônicos — para não dizer abertamente cômicos.

Vestida de verde e amarelo, a senadora Ana Amélia questionou duramente Dilma, ela que foi eleita pelo Partido Progressista. O PP é o partido com o maior número de parlamentares investigados na Operação Lava Jato.

Em 1986, a senadora serviu ao mesmo tempo como secretária parlamentar do marido, o senador biônico Octávio Omar Cardoso, do PDS, e diretora da RBS — afiliada da Globo — em Brasília.

Pelo cargo no Congresso ela recebia salário mensal de cerca de R$ 8 mil em valores atuais, segundo o site Sul 21:

Segundo Ato da Comissão Diretora do Senado nº12, de 1978, a função de Secretária Parlamentar exercida pela então jornalista tinha como tarefa prestar “apoio administrativo ao titular do Gabinete, preparar e expedir sua correspondência, atender as partes que solicitam audiência, executar trabalhos datilográficos, realizar pesquisas, acompanhar junto às repartições públicas assuntos de interesse do Parlamentar e desempenhar outras atividades peculiares à função”.

À época colunista do diário gaúcho ligado à RBS, Ana Amélia ocupava o cargo pago com dinheiro público quando viu o jornal para o qual trabalhava publicar o editorial Moralidade, em que o Zero Hora denunciou a “política do nepotismo, do apadrinhamento, do favorecimento, de que são tristes exemplos os trenzinhos da alegria”.

Outro “ponto alto” da sessão de ontem foi a tentativa do candidato DERROTADO nas eleições de 2014, Aécio Neves, de olhar pelo “retrovisor da História” sem mencionar que ele é campeão de citações de delatores na Operação Lava Jato.

Dentre as acusações a Aécio, a de que foi beneficiário de um esquema montado na estatal Furnas para financiamento de sua campanha e de aliados.

No final da noite outro momento cômico coube à advogada Janaina Paschoal, que não fez perguntas sobre o objeto do processo, mas pretendia discutir política econômica com Dilma Rousseff.

Mas, antes, o senador Sérgio de Oliveira Cunha, o Petecão, do PSD do Acre, perguntou a Dilma se ela tinha feito “pacto com o diabo” para se reeleger em 2014.

Petecão lamentou que petistas — adversários locais dele — tentaram cassar seu mandato, o que foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal. Dilma não respondeu diretamente à pergunta.

Petecão fracassou três vezes na tentativa de se tornar prefeito de Rio Branco, mas teve sucesso na carreira parlamentar. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado federal e agora está no Senado.

Ele responde a quatro ações no STF.

Na Ação Penal 542, ele é acusado de peculato. Quando deputado estadual no Acre, Petecão teria forjado faturas para reembolso de passagens aéreas no valor de R$ 78 mil. O prejuízo da União no recolhimento de impostos foi de R$ 99 mil.

Petecão também é acusado de crimes eleitorais por ter omitido bens em sua declaração à Justiça Eleitoral do Acre: duas casas lotéricas, uma gleba de terra, quatro lotes, 480 cabeças de gado e uma casa. O relator do inquérito é o ministro Celso de Mello.

Outro caso ainda a ser julgado é a Ação Penal 880.

Petecão é acusado, quando presidente da Assembleia Legislativa do Acre, de ter montado um esquema para compra de votos com o presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco.

O esquema envolvia presidentes de associações de bairros da capital acreana. A Emurb prometia obras em troca de votos para eleger Petecão.

Na mesma campanha, Petecão teria montado esquema para comprar votos através da distribuição de terrenos, bicicletas e aparelhos eletrônicos.

Além disso, responde por montar esquema com laranjas, que teriam obtido empréstimos bancários com o objetivo de pagar R$ 50 por voto.

Naquela campanha, em 2006, Petecão se elegeu deputado federal com 27.936 votos.

O senador acreano é mais um exemplo, nesta Galeria dos Hipócritas, de que o foro privilegiado junto ao STF é praticamente garantia de impunidade, dado que os processos se arrastam por anos a fio.

Acusado de crimes eleitorais gravíssimos, Petecão agora é juiz de Dilma, que pode perder os direitos políticos por 8 anos sob acusações vagas, ainda por se provar.

*Jornalista investigativo com duas décadas de experiência contratado pelos leitores do Viomundo para fazer esta galeria.

 Leia também:

Jean Wyllys, sobre Aécio: “Mau perdedor e mau caráter”

 

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Elder Pacheco

30/08/2016 - 14h54

DILMA, NÃO FAÇA O ÚLTIMO DISCURSO. MOSTRE AO MUNDO O QUE É A REALIDADE DAQUI E A DE LÁ, DOS QUE ESTÃO TRAMANDO GOLPES NO MUNDO CONTRA A DEMOCRACIA.

20/11/2013 ·

Pobreza nos Estados Unidos atinge 80% da população
Enquanto isso, notícia publicada em um site de notícias especializado em destacar as reportagens que não aparecem na grande mídia estadunidense, oPolitical Blindspot, dá conta de que na maior nação liberal do planeta, a terra das oportunidades, onde qualquer um pode construir sua riqueza, 80% de sua população viveram próximos a pobreza ou abaixo da linha da miséria (só nessa última condição, são 49,7 milhões de pessoas).
A reportagem fala ainda do aumento cada vez maior do abismo que separe ricos e pobres daquela nação e de como o governo estadunidense, em vez de aumentar a rede de proteção social dos 80% da população que sofre com os efeitos da pobreza, está discutindo os cortes dos poucos programas assistenciais que estão ajudando alguns estadunidenses a se manterem pouco acima da linha da pobreza.

Parece que o paraíso dos liberais não é tão maravilhoso assim. Enquanto isso, no Brasil “assistencialista” pós-FHC, mais de 40 milhões de pessoas deixaram a condição de miséria, fizeram girar a economia do país e, ainda por cima, chegaram até mesmo a empreender novos negócios. Será que os Estados Unidos estão precisando de um Bolsa Família, ou melhor, um Purse Family por lá? Será que seus políticos, ou melhor, os Democratas teriam a coragem política necessária para enfrentar essa dura realidade?

Abaixo, uma tradução livre que fiz da reportagem de Simeon Ari para o Political Blindspot.
NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, 49,7 MILHÕES DE PESSOAS AGORA SÃO POBRES, E 80% DE TODA A POPULAÇÃO DAQUELE PAÍS ESTÁ BEM PRÓXIMO A ELA
por Simeon Ari | para o Political Blindspot

Foto: Associated Press

Se você vive nos Estados Unidos, há uma boa chance que você esteja agora vivendo na pobreza ou muito próximo a ela. Aproximadamente 50 milhões de estadunidenses, (49,7 milhões), estão vivendo abaixo da linha da pobreza com 80% de todos os habitantes dos Estados Unidos vivendo próximo a linha da pobreza ou abaixo dela.
Essa estatística da “quase pobreza” é mais surpreendente do que os 50 milhões de estadunidenses vivendo abaixo da linha da pobreza, pois ela remete a um total de 80% da população lutando contra a falta de emprego, a quase pobreza ou a dependência de programas assistenciais do governo para ajudar a fazer face às despesas.
Em setembro, a Associated Press apontou para o levantamento de dados que falavam de uma lacuna cada vez mais crescente entre ricos e pobres, bem como a perda de empregos bem remunerados na área de manufatura que costumavam fornecer as oportunidades para a “classe trabalhadora” para explicar a crescente tendência em direção à pobreza nos EUA.
Mas os números daqueles que vivem abaixo da linha da pobreza não refletem apenas o número de estadunidenses desempregados. Ao contrário, de acordo com os números de um censo revisado lançado na última quarta-feira, o número – 3 milhões acima daquele imaginado pelas estatísticas oficiais do governo – também são devidos a despesas médicas imprevistas e gastos relacionados com o trabalho.
O novo número é geralmente “considerado mais confiável por cientistas sociais por que ele se baseia no custo de vida, bem como nos efeitos dos auxílios do governo, tais como selos de comida e créditos fiscais,” segundo o relatório da Hope Yen para a Associated Press.
Alguns outros resultados revelaram que os selos de comida (distribuídos pelo governo a pessoas em situação de pobreza) auxiliaram 5 milhões de pessoas para que essas mal pudessem atinger a linha da pobreza. Isso significa que a taxa atual de pobreza é ainda maior do que a anunciada, já que sem tal auxílio, a taxa de pobreza aumentaria de 16 a 17,6 porcento.
Estadunidenses de origens asiática e latina viram um aumento no índice de pobreza, subindo para 27,8 porcento e 16,7 porcento respectivamente, superior aos 25,8 porcento e 11,8 porcento dos números oficiais do governo. Afro-americanos, contudo, viram um decréscimo bem pequeno, de 27,3 porcento para 25,8 porcento que, como documentado pelo estudo, deve-se aos programas assistenciais do governo. O índice de pobreza também aumentou entre os brancos não-hispânicos, de 9,8 porcento para 10,7 porcento.
“A principal razão para a pobreza permanecer tão alta,” disse Sheldon Danziger, um economista da Universidade do Michigan, “é que os benefícios de uma economia crescente não estão mais sendo compartilhada por todos os trabalhadores como eram nos vinte e cinco anos que se seguiram o final da Segunda Guerra Mundial.
“Dado as condições econômicas atuais,” continua, “a pobreza não será substancialmente reduzida a menos que o governo faça mais para auxiliar os trabalhadores pobres.”
Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos parece pensar que a resposta é cortar mais daqueles serviços que estão ajudando a manter 80% da população minimamente acima da linha da pobreza, cortaram os selos de comida desde o começo do mês. Democratas e Republicanos estão negociando apenas quanto mais desses programas devem ser cortados, mas nenhum dos partidos estão discutindo que eles sequer deveriam ser tocados.
(Artigo por Simeon Ari; Foto via AP Photo)
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271 Respostas para “Pobreza nos Estados Unidos atinge 80% da população”
1. adreson (@adreson)
20/11/2013 às 16:29
Peraí, 80% é demais.

Segundo o censo oficial, a população lá é de 316,668,567 pessoas.
80% disso seriam: 253,3348536, é difícil acreditar que é tanta gente assim perto da linha de pobreza — de acordo com os padrões deles.

O sistema social e político deles é bem diferente, se está assim mesmo veremos uma ruptura logo logo. E não será tranquila.ECONOMIA

Mentiram (e muito) para você sobre a pobreza nos Estados Unidos

por Rodrigo da SilvaRodrigo da Silva
14 de julho de 2015, 06:09

Elas estão em todos os lugares, especialmente nas publicações mais à esquerda do espectro político. Revelam uma realidade que a mídia tradicional insiste em esconder e expõem ao mundo as mazelas de todo um sistema econômico. Servem fundamentalmente para atacar aquele que é conhecido como o berço do capitalismo mundial e evidenciar o abandono que atinge milhões de trabalhadores, expostos a um sistema desumano, que privilegia alguns em detrimentos de outros. Sim, estou falando das manchetes que revelam ao mundo a acachapante pobreza presente nos Estados Unidos.

Nunca se deu conta? Elas estão por toda parte, em publicações como o Pragmatismo Político, a Carta Maior, o Diário Liberdade, o Opera Mundi… Há dezenas de milhões de crianças, idosos, mulheres, americanos de todos as cores e credos, completamente desamparados na mais abjeta pobreza yankee. Mas será que essa história revela toda verdade? Qual é o peso da pobreza na terra da águia de cabeça branca?

Antes de entrar nesse assunto, é preciso esclarecer certos pontos. O primeiro é: não existe nenhuma varinha mágica que cria riqueza a partir do nada. A riqueza é algo que precisa ser produzida, criada. E isso toma tempo. Há dois séculos, o mundo – e os Estados Unidos de modo especial – vivem uma grande explosão de riqueza. Para os países mais ricos de hoje, mais de 90% da renda atual foi criada de 1820 para cá. Em termos históricos, houve um verdadeiro milagre. Apenas para se ter uma ideia, já em 1950, os americanos eram 7,6 centímetros mais altos e gastavam, em média, duas vezes mais em remédios do que em funerais do que em 1900, quando a proporção era inversa. Sim, em míseros cinquenta anos. Em 1955, aproximadamente 8 em 10 residências americanas possuíam água corrente, refrigeradores, luz elétrica, aquecimento central e máquinas de lavar roupa. Quase ninguém tinha isso cinco décadas antes.

Imigrantes poloneses trabalhando numa fazenda americana, em 1909.
Imigrantes poloneses trabalhando numa fazenda americana, em 1909.
De modo geral, nós estamos ficando mais ricos, mais saudáveis, mais seguros e bem informados. Em proporções globais, em 1820, 75% da humanidade vivia com menos de um dólar por dia. Passados quase 200 anos, o número de pessoas que sobrevive com esse valor ao redor do planeta caiu para 17%. E a tendência de queda só aumenta.

Um dólar por dia, aliás, era o indicador do Banco Mundial para sua linha de pobreza global – o indicador de pobreza absoluta mais usado no mundo – até 2008, quando a instituição resolveu adotar o valor de US$ 1,25. Em outros termos: atualmente é considerado abaixo da linha da pobreza alguém que trabalhe seis dias por semana, por 52 semanas, recebendo até US$ 390 ao final do ano. Em 2008, o governo americano divulgou que 39,1 milhões de americanos viviam abaixo da linha de pobreza. Bastante, não? Mas há porém: ganhando, em média, US$ 10.400 anuais. Um número 26 vezes maior que a medida do Banco Mundial, um verdadeiro abismo que vira um asterisco na propagação da desinformação. Os americanos considerados mais pobres estão anos-luz da maior parte dos habitantes mais pobres do mundo em desenvolvimento e dos americanos mais ricos de apenas algumas décadas atrás.

O cidadão americano médio é 7 vezes mais rico que o mexicano médio e 10 vezes mais rico que o peruano; é também cerca de 20 vezes mais rico que o morador médio da África subsaariana e quase 40 vezes mais rico que os habitantes dos países africanos mais pobres, como Etiópia, Mali e Serra Leoa. Dos norte americanos oficialmente considerados “pobres”, 99% têm eletricidade, água corrente, descarga e uma geladeira; 95% têm uma televisão; 92% têm forno-microondas, 88% têm um telefone; 71% têm ao menos um carro, 70% têm ar condicionado, mais de 60% têm TV a cabo e 42% moram em residências próprias. Repito: dos considerados mais pobres. A maioria esmagadora dos habitantes mais pobres do mundo em desenvolvimento não possuem esse conforto.

E não apenas os mais pobres do mundo em desenvolvimento. Atente para o gráfico abaixo.

renda-eua
Nele, a população de cada país está dividida em 20 grupos de renda de tamanho igual, classificados por sua renda familiar per capita. Os números de rendimento familiar estão todos convertidos em dólares internacionais ajustados pelo poder de paridade de compra, uma vez que o custo dos produtos varia de país para país – o gráfico se ajusta para o custo de vida dos diferentes países. A constatação é acachapante: os 5% mais pobres dos Estados Unidos, aqueles que compõe o último extrato da pirâmide, a base com menor poder aquisitivo, têm uma renda maior que 68% da população mundial. Sessenta e oito por cento. Quase sete em cada dez pessoas no mundo são mais pobres que os mais pobres dos Estados Unidos.

Como diz o economista Branko Milanovic, autor do estudo:

“Sua renda, assim, depende fundamentalmente da sua cidadania, que por sua vez significa (em um mundo com tão baixa migração internacional) seu local de nascimento. Todas as pessoas nascidas em países ricos, assim, recebem um prêmio pela localização ou uma renda pela localização; todos aqueles que nasceram em países pobres recebem uma penalidade pela localização.

É fácil notar que, em tal mundo, a maior parte do rendimento esperado ao longo da vida das pessoas será determinada no nascimento.”

Dessa forma, os americanos são agraciados simplesmente por nascerem nos Estados Unidos, ao contrário dos nascidos em países como o Brasil, a Índia ou Cuba. E aqui não há segredo. A desigualdade entre os países é consequência de taxas diferenciadas de crescimento no passado. Os países não são pobres por um acaso da natureza: são pobres porque cresceram pouco ou não cresceram por um longo período de tempo. O segredo para esse crescimento passa necessariamente pela construção de instituições inclusivas (direitos de propriedade, livre mercado, racionalismo científico, etc), mas esse é assunto para outro momento.

Há, certamente, pobreza no país de Obama. Há moradores de rua, gente que depende de serviço social, gente que mora em cortiços. Há também injustiça, multibilionários que enriqueceram através de lobby com diferentes governos, guerras estúpidas, trapalhadas históricas realizadas pelos homens que comandam a Casa Branca, imigrantes que lutam para alcançar um lugar ao sol no sonho americano. Mas há, de modo especial, um verdadeiro milagre causado por um conjunto de instituições que permitiram aos mais pobres não apenas ascender economicamente, mas alcançar uma renda média, em poder de paridade de compra, igual ou superior aos mais ricos da maioria dos países do mundo. E isso é mágico.

Em outras palavras: a presença de instituições inclusivas faz da vida do americano que preenche a base da pirâmide melhor; a ausência delas condena boa parte do mundo em desenvolvimento.

O DISCURSO FINAL DE “O GRANDE DITADOR” DE CHARLES CHAPLIN Pesquisado pelo Prof. J. Pietro B. Nardella Dellova Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos – se possível – judeus, o gentio… negros… brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem… um apelo à fraternidade universal… à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora… milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas… vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia… da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais… que vos desprezam… que vos escravizam… que arregimentam as vossas vidas… que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos. Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela… de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo… um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. Apoio: http://www.faj.br 0800 775 55 55 http://www.policamp.edu.br 0800 772 62 62 Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos! de Charles Chaplin, no filme The Great Dictator (O Grande Ditador) 1940. DADOS BIOGRÁFICOS DE CHARLES SPENCER CHAPLIN • 1889 – Nasce no dia 16 de abril, Londres, filho de Hannah e Charles Chaplin. • 1895 – Estréia no teatro, cantando Jack Jones . Participa da companhia The Eight Lancashire’s Lads. • 1896 – Hannah Chaplin é hospitalizada para tratar de uma depressão nervosa. Charles e seu irmão Sydney passam dois anos num orfanato. • 1901 – Morre seu pai, vitimado de alcoolismo. • 1900 a 1911 – Trabalha em diversas peças de teatro, como Peter Pan, Sherlock Holmes e O gato de botas . Vai para a companhia London Comedians, de Fred Karno, onde permanece até 1911. Viaja pela primeira vez aos EUA com a companhia de Karno. • 1912/1913 – Em sua segunda viagem aos Estados Unidos, alcança grande sucesso. É contratado pela Keystone Comedy Film para trabalhar como ator de cinema pelo período de um ano, com o salário de 150 dólares semanais. • 1914 – Cria o personagem Carlitos e faz diversos filmes. Entre eles: Carlitos repórter, Corrida de automóveis para meninos, Carlitos dançarino, Carlitos e Mabel assistem às corridas etc. • 1915 – Assina um contrato semanal de 1250 dólares com a Essanay para todo o ano. Todos os seus filmes passam a ser escritos e dirigidos por ele mesmo. Alguns filmes desse ano: Carlitos se diverte, Campeão de Boxe, O vagabundo, Carlitos em apuros etc. • 1916 – Assina com a Mutual um contrato de 670 mil dólares para a realização de 12 filmes durante um ano. Alguns títulos produzidos: Carlitos no armazém, Carlitos bombeiro, Carlitos patinador , dentre outros. • 1918 – Assina contrato com a First National e inaugura o seu próprio estúdio em Hollywood. Casa-se em outubro com a atriz Mildred Harris. • 1920 – Divorcia-se de Mildred Harris. • 1921 – Estréia O garoto e A classe ociosa. • 1922 – Hannah Chaplin se junta aos filhos nos EUA e se instala em Santa Mônica. • 1924 – Casa-se com Lolita Mac Murray, conhecida por Lita Gray. • 1925 – Estréia de A corrida do ouro. Nasce o seu primeiro filho, Sydney Chaplin. • 1927 – Divorcia-se de Lita Gray. • 1931 – Estréia de Luzes da cidade. • 1933 – Casa-se com Paulette Goddard. • 1936 – Estréia de Tempos modernos. • 1940 – Estréia de O grande ditador. • 1941 – Divorcia-se de Paulette Goddard. • 1943 – Casa-se com Oona O’Nei

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Bel

30/08/2016 - 14h44

E para comemorar o impitim, tem casal de golpista se separando. E agora, como ficam os múltiplos orgasmos depois que consumarem o golpe?

Responder

Ligia

30/08/2016 - 14h24

Vamos esperar daqui alguns meses ,para ver o discurso desses golpistas.

Responder

Pedro Pinho

30/08/2016 - 12h27

As eleições municipais serão nossa resposta aos golpistas.

Responder

FrancoAtirador

30/08/2016 - 10h16

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O Senado é uma Flecha
pra punir Presidente Eleito
E um Petecão pra punir o Flexa.

http://devoltaaopulsardasruas.blogspot.com.br/2011/04/novo-ouvidor-do-senado-ja-foi-algemado.html
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