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Tucano hipócrita: “Quanta honra o destino me reservou”, disse deputado em voto decisivo; um ano depois, é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção

17 de abril de 2017 às 17h18

Delação da Odebrecht: Bruno Araújo é suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa

Ministro das Cidades é citado em inquérito em que é suspeito de ter recebido R$ 600 mil da Odebrecht. Em nota, ele afirma que pediu doações de empresas e manteve ‘relação institucional’ com elas.

G1, 11/04/2017 21h04 

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), será investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato. Ele é suspeito de ter recebido R$ 600 mil da empreiteira Odebrecht para agir em favor da empresa no Congresso quando era deputado federal.

Araújo está na lista de políticos que serão alvos de novos inquéritos após o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a investigação com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht. Na lista, aparecem 9 ministros, 29 senadores, 42 deputados e 3 governadores.

Segundo o depoimento de quatro delatores da Odebrecht – João Antônio Pacífico Ferreira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Cláudio Melo Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares – o ministro das Cidades recebeu repasses em dinheiro não contabilizados no valor de R$ 600 mil da empreiteira Odebrecht entre 2010 e 2012, quando ainda era deputado federal.

Os valores, ainda segundo as denúncias, foram entregues a pretexto de doação eleitoral. De acordo com o inquérito, o então deputado agiu em defesa dos interesses da empreiteira no Congresso Nacional. No pedido de abertura de inquérito feito pelo Procurador-Geral da República, há indícios de que Araújo praticou os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Em nota enviada pelo ministério das Cidades, Araújo afirma que pediu doações para diversas empresas conforme a lei eleitoral, inclusive para a Odebrecht e que manteve uma “relação institucional com todas essas empresas”. “Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência”, disse no comunicado.

Araújo foi escolhido para assumir a pasta de Cidades no governo de Michel Temer em maio de 2016. O político e advogado pernambucano já foi eleito deputado federal três vezes e foi líder da oposição e do PSDB na Câmara.

Na Câmara dos Deputados, Araújo ganhou projeção em 2015, quando se tornou líder da oposição. Forte opositor de Dilma, ele usava as redes sociais constantemente para criticar o governo petista. Ele foi o responsável por dar o voto decisivo, de número 342, que autorizou o prosseguimento para o Senado do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Leia a íntegra da nota de Bruno Araújo:

“De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas. Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência.”

Bruno Araújo

Ministro das Cidades

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Fabio

30/04/2017 - 14h55

Olha o paraiba desafinado do grito do Impeachment. :D

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Paulo

19/04/2017 - 07h51

Tucano é assim mesmo: Posudo, Arrogante, linguarudo, Mentiroso e Ladrão!

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Nelson

18/04/2017 - 10h08

“Pobre é ladrão, rico, cleptomaníaco”, já diz o ditado popular.

Para a turma do PT, é propina; Já a tucanaiada tem “relação institucional” com as grandes empresas e como insiste o “divino” Sérgio Moro, “não vem ao caso”.

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a.ali

18/04/2017 - 00h06

Prá vc., com carinho, Otário, corruptp, salafrário, hipócrita,,,!

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robertoAP

17/04/2017 - 18h27

Mais um babaca impicheiro, que não passa de um corrupto,vagabundo e ladrão.

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    Nelson

    18/04/2017 - 10h04

    Não, RobertoAP, ele nada tem de “babaca”. Babaca é o povo brasileiro, que está sendo roubado em seus direitos e riquezas, e em seu futuro, e, em sua maioria, segue com sua passividade bovina e “com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

    Assim como tantos outros, esse tal de Bruno Araújo é espertalhão que só quer “arrumar” sua vida e não tem compromisso algum com qualquer aspiração popular.

Mirtes

17/04/2017 - 17h34

Em defesa de Lula

http://www.nocaute.blog.br/brasil/defender-lula-e-defender-democracia.html#comment-2384

No blog do Fernando Morais

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