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Cartas de Minas
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Ricardo Antunes e os protestos no Brasil: Não acabou o gás do lulismo

06 de março de 2014 às 19h47

por Luiz Carlos Azenha

Ricardo Antunes é um dos principais estudiosos brasileiros do mundo do trabalho.

Ele é professor titular de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), organizou os livros Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (2007) e Infoproletários: a degradação real do trabalho virtual (2009). É autor, entre outros, de Adeus ao trabalho?Os sentidos do trabalho (1999) e O caracol e sua concha (2005), além de O continente do labor.

Na opinião de Antunes, subsistem as condições que deram origem aos protestos do ano passado, no Brasil: o descontentamento, especialmente dos jovens trabalhadores.

Por que?

Trabalho precarizado, inseguro, mal pago:

Ao trabalhar, ele [o jovem] percebe que o mito de um trabalho longevo, duradouro, desapareceu.

Além disso, o fim de um mito, o de que a educação superior necessariamente resulta em empregos muito melhores:

O mito de que ele precisa estudar para crescer na vida, não é verdade! Ele estudou, paga caro, a escola privada é de péssima qualidade.

À frustração soma-se o que Antunes descreve como “a vida urbana destroçada”. Traduz-se nas ruas abarrotadas de automóveis e na baixa qualidade do transporte público.

Mas Ricardo Antunes discorda das avaliações de que tenha acabado o gás do lulismo:

O conteúdo exclusivo do Viomundo é generosamente patrocinado por nossos assinantes, aos quais agradecemos de coração. As imagens são de Padu Palmério.

Veja também:

Ricardo Antunes: No mundo em rebelião, portas abertas até para o fascismo; racismo de Estado vigora na Europa

 

30 Comentários escrever comentário »

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Joca de Ipanema

11/03/2014 - 17h52

Esse senhor acha que ainda “não acabou o gás do lulismo”. Que palavreado na boca de um mestre dessa eminência. O que é afinal “Lulismo”. Isso quer dizer o quê? É ademais ambíguo, antes de tudo. É a favor, contra ou muito pelo contrário? Bote os pingos nos is e diga se é contra tudo o que se fez nos anos do atual governo, voltado para diminuição das desigualdades sociais e amparo as forças produtivas do país.

Responder

Euler

11/03/2014 - 00h18

Sobre o programa Bolsa Família, há controvérsias, muitas. Primeiro, ao contrário do que o entrevistado disse, que o Bolsa Família estaria desestimulando as pessoas a buscarem o mundo do trabalho. Penso que é o contrário. O Bolsa Família contribui para valorizar o assalariado. Explico-me. Antes, pagava-se mal, muito mal (hoje também, mas melhorou um pouco), pois não havia emprego e nem algum tipo de “assistência” ou bolsa que desse sustentação à pessoa. O trabalhador sem qualificação tinha que aceitar ganhar qualquer coisa. Hoje não, com o Bolsa Família ou se paga um mínimo decente de salário ou a pessoa prefere não trabalhar e viver com os recursos do Bolsa Família. Ou seja: valorizou o trabalho ou o trabalhador assalariado. O que irritou muita gente da classe média e da alta também, que adorava explorar trabalho quase escravo dos de baixo.

Um segundo ponto: muitas donas de casa que vivem ou sobrevivem com os recursos do Bolsa Família, e cujos maridos, amantes ou companheiros conseguem algum bico por fora, pelo menos podem se dedicar a cuidar presencialmente dos filhos com alguma segurança. Não são mais escravas absolutas da lógica do mercado: ou se arruma trabalho ou se morre de fome. Claro que há um grave problema estrutural no país em relação ao ensino público básico – e nisto eu concordo com o entrevistado, entre outras críticas bem fundamentadas que ele apresentou.

Mas vamos a um terceiro ponto. O capitalismo não tem condições de dar trabalho ou emprego para 100% das pessoas. É um sistema que se reproduz concentrando riquezas e gerando desemprego e miséria. Um programa de redistribuição de renda – e o Bolsa Família é um deles, ainda que modesto – que escape da lógica destrutiva do mercado é muito importante. Enquanto não se consegue superar este sistema – e é claro que isto vai demorar a acontecer – é fundamental que a sociedade assuma o compromisso moral, ético e prático de garantir a sobrevivência para a parcela da sociedade que não conseguir se “qualificar” para o mercado de trabalho.

Então, devemos apoiar sim programas como o Bolsa Família, e que ele ganhe musculatura, que aumente o seu valor quantitativo e o seu significado enquanto forma de garantir o sustento e a sobrevivência de milhões de pessoas, para além da disputa de mercado. A questão não é preparar as pessoas do Bolsa Família para se tornarem “competitivas” enquanto mão de obra qualificada, para serem exploradas pelos capitalistas; o desafio é fazer com que as pessoas, inclusive as que recebem o BF, se preparem ou se eduquem ou se formem enquanto seres humanos, críticos, universais, solidários e que respeitem a diferença.

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Adriano

10/03/2014 - 14h16

Que visão tosca que ele tem sobre o Bolsa Família… me admirei uma análise tão superficial e midiática vinda de um sociologista.

Concordo com a análise do perfil da Dilma… mas, sinceramente, dizer que o PT se apoia no bolsa família pra se reeleger está longe de ser verdade. Os rincões do país não têm milhões de votos suficientes pra eleger nenhum candidato à presidência.

Responder

FrancoAtirador

10/03/2014 - 08h48

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PIOR SÃO O FHC E SEUS ADEPTOS MIDIÁTICOS
QUE TÊM UMA RESERVA DE GÁS INESGOTÁVEL



São Paulo, Sexta-feira, 16 de Julho de 1999
Folha de S.Paulo

Buemba! Saiu o ministério Pum da Véia!

Buemba! Buemba! Macaquito Simão Urgente!
A Telecômica vai ressarcir os lesados pelo Caladão!
Então manda a Luana Piovani.
Um leitor amigo meu quer o dele em espécie.
E não adianta mandar a Rita Lee.
Tem que ser a Piovani. Rarará!

E o novo ministério do FHC? Ai, que medo! Tem a força e o impacto de um pum de velha. Rarará! É o famoso Ministério Pum da Véia! Eles inventaram essa reforma ministerial pra dizer que o FHC é quem manda!

Pois isso me parece aquela história do cara que pegou a mulher com outro e disparou a gritar que ele não ia tolerar aquilo, que ele era macho, que eles iam se dar mal, que ele ia passar fogo em todo mundo e terminou gritando:
“E querem parar de trepar enquanto eu falo?”.
Rarará! Não parece o Fernando Henrique?!

E tem duas mentiras correndo pelo planeta:
que o FHC é o presidente do Brasil e que o Ronaldinho é o melhor jogador do mundo.
Esse Ronaldinho Rede Globo tá com as pernas bambas. Tá muito Maria Mole!
O Amoroso já empatou com ele em número de gols. Vai virar o artilheiro.

A Nike vai ligar pro Vanderburgo Luxerley:
“Não convoca mais o Amoroso porque, se ele fizer mais um gol, vai passar o Ronaldinho”.
A nova dupla da Selecinha: Amoroso e Horroroso!

E o Magdo Galvão Bueno:
“Ronaldinho fez um passe pra ele mesmo”.
Uau! Isso é o cumulo do egocentrismo: passar a bola pra si mesmo!
Devem ter deixado o menino tão egocêntrico que ele joga pensando:
“Se não fossem os outros dez, eu seria o melhor jogador em campo”.

E o cúmulo da globalização é o Japão fazer parte da Copa América!

E o ministério do FHC?
Ministério Matte Leão, já vem queimado!

E aquele ministro Lafer, o ministro do Desenvolvimento do blablablá?
Esse é como o Ronaldinho no final da Copa. Não devia nem ter entrado.
Rarará!

E o Painho ACM foi pra Porto Seguro? Dançar axé e tomar capeta!
Ah, a Presidência já mudou pra Bahia? Não é só a Ford? Rarará!

Nóis sofre mas nóis goza!! Hoje só amanhã!!!
Vai indo que eu não vou! Quem fica parado é poste!!!

José Simão

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq16079903.htm)
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Responder

    FrancoAtirador

    10/03/2014 - 12h42

    .
    .
    Pensamento Único da Mídia: PUM

    O PODER DOS CARTÉIS MIDIÁTICOS
    NÃO PERMITE A INFORMAÇÃO LIVRE
    E PÕE EM RISCO A DEMOCRACIA

    Por Antonio Mello/Blog do Mello, via Blog do Cmarinsdasilva

    Esta é a principal luta que estamos travando. E a principal luta que temos que travar.
    Porque só há uma maneira de combater o Império, combatendo seu braço comunicacional, a Mídia Corporativa.

    Não há lugar no mundo capitalista em que os veículos de comunicação estejam a favor da comunicação livre.
    Eles manipulam, ocultam, distorcem, difamam, e ainda se dizem defensores da liberdade de informação, quando tudo o que fazem é desinformar, alienar, golpear os governos que não rezam de acordo com suas cartilhas.

    Podem escolher o país.
    As oligarquias midiáticas, pautadas pelo império estadunidense, defendem sempre as mesmas causas, em qualquer lugar do planeta.

    Escrevi aqui uma vez uma metáfora que continuo achando válida.
    O que é o sequestro de uma ou várias pessoas comparado ao sequestro da realidade de todo um país?

    “Quem acompanha o Brasil pelos jornalões, pelas emissoras de TV – em especial pela Rede Globo – tem sua realidade sequestrada.
    Sem um mínimo de senso crítico, essa pessoa acredita que está diante da verdade, que o que lhe afirmam Veja, Folha, Estadão, O Globo, a Rede Globo, é um retrato fiel da realidade.
    Aí se desenvolve a síndrome de Estocolmo, quando a vítima se identifica e/ou tenta conquistar seu sequestrador (e basta ler os comentários nos ‘pitblogs’ para entender o que digo).
    Por mais que se tente mostrar a essas pessoas que a realidade lhes foi sequestrada, elas resistem, defendem seus ‘pitblogueiros’ e seus veículos do coração.

    Isso acontece mesmo que a realidade os desminta, como nos casos do trágico acidente de Congonhas, do caos aéreo patrocinado e agora da falsa epidemia de febre amarela, que provocou uma absurda correria da população aos postos de vacinação para se prevenir de uma epidemia que só existia na mídia.

    A cegueira é tão grande, que levou a enfermeira Marizete Borges de Abreu, de 43 anos, a se vacinar duas vezes contra a febre amarela, ainda que ela não fosse viajar para uma das áreas de risco, ainda que ela tivesse restrições físicas (lúpus – caso em que a vacina não deve ser tomada), ainda que ela soubesse (como enfermeira) que não se deve tomar mais de uma dose da vacina por vez (outra dose só em dez anos).
    Com sua realidade sequestrada pela mídia, Marizete vacinou-se duas vezes num prazo de uma semana e veio a falecer, vítima de falência múltipla dos órgãos.

    Por isso, quando se fala de sequestro, deve-se salientar que ambas as formas de sequestro são condenáveis, mas a população desinformada pela mídia corporativa só toma conhecimento de uma, enquanto é manipulada pela outra.”

    Em 22 de junho de 2007, há quase quatro anos, escrevi aqui:

    “As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil.
    Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso.
    É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão.
    E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância – como as Organizações Globo – com o poder de influenciar mais de 70% da população.
    Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA – a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado.

    Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos – O Globo e Extra -, estações de rádio – Globo, CBN… – além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.

    Comenta-se que o diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, estaria estendendo seus tentáculos aos outros braços das Organizações.
    Mas o foco em Ali Kamel é uma bobagem. Ele é apenas um empregado.
    O foco é o Grupo.

    Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país?

    Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a Democracia.

    Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.”


    (http://cmarinsdasilva.com.br/wp/o-poder-dos-carteis-midiaticos-nao-permite-a-informacao-livre-e-poe-em-risco-a-democracia-no-brasil)
    .
    .

Fátima Maria

10/03/2014 - 02h07

Desconfio que o professor Antunes seja sociólogo de gabinete. Dizer que os jovens protestam por que não percebem as mudanças em suas vidas, é uma generalização e tanto! Ainda bem que existem muitos jovens e adultos que não pensam assim, por que são capazes de enxergar a diferença do Brasil de 11 anos atras e o Brasil de hoje. As mudanças para melhor estão bem evidentes para aqueles que não tinham mais esperanças de um emprego, de chegar a universidade,de ter acesso a alimentação todos os dias, de ver os filhos na escola, de ter dirito a crédito para montar um pequeno negócio, melhoria salarial, luz e…Talvez para o sociólogo isso não importa, pois essas pessoas beneficiadas são seres estranhos a sua “intelectualidade”. Por favor, professor, procure conhecer o Brasil REAL.

Responder

Elizete

09/03/2014 - 14h57

ótimo

Responder

Luís Carlos

09/03/2014 - 00h02

Professor Antunes deu grandes contribuições com textos de sua autoria como Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil, porém, nessa entrevista deixa dúvidas sobre suas posições.
Primeiro, sugiro ao professor, buscar o SUS e consultar com médico do programa Mais Médicos, a fim de não reproduzir idéias que já não são mais a realidade majoritária da saúde pública brasileira.
Interessante notar que apesar de todos críticas e de usar palavra “pífia” para adjetivar mudanças ocorridas no Brasil durante o “Lulismo” o próprio professos se apressa em corrigir suas falas exemplificando fatos que manifestam mudanças importantes.
Sobre o que ele mesmo chama de MITO de que “para ter melhor remuneração devo estudar”, não ser verdade, ele mesmo chama a isso de MITO, e portanto, sem fundamento histórico e material. Desde sempre essa foi criação do capital, e professor Antunes , como estudioso da matéria sabe dos objetivos desse MITO plantado e difundido pelo capital, especialmente após Escola de Viena e Escola de Chicago.
Mas duas outras situações chamam atenção nos argumento do professor. O que ele indica ser ruim, ou seja, a expansão da indústria automobilística pelo comparativo de estradas da região onde mora, de décadas atrás para cá, copia literalmente argumentos absolta,ente reacionários de que “engarrafamentos são culpa do Lula, pois hoje todo mundo tem carro”. Algo semelhante já foi dito inclusive por comunicador da RBS de Santa Catarina, resmungando por que hoje é muito mais acessível aos trabalhadores terem automóvel. Pior, logo depois, o mesmo professor argumenta sobre a massa de insatisfeitos serem trabalhadores que ele diz serem “organizados” urbanos, de grandes centros, por terem que andar de ônibus, apertados em longos trajetos. Pergunto: foi um erro do “Lulismo” a maior facilidade para aquisição de automóveis ou é um erro do “Lulismo” que trabalhadores tenham que andar em ônibus apertados? Por favor professor, confesso que não entendi sua lógica.
Ainda, aponta o Bolsa Família como uma “sacada” do “Lulismo” por ter ido ao encontro dos trabalhadores “desorganizados” com o Bolsa Família como ago ruim. De simples caráter oportunista. Deveria o “lulismo” deixar esses trabalhadores à deriva? Sugiro ao professor Antunes pesquisar mais sobre as correlações entre Bolsa Família e redução da fome, redução da mortalidade infantil, assiduidade escolar e rendimento escolar, ascensão econômica e social, entre outros dados, inclusive com diminuição do coronelismo político nesses rincões do Brasil que parecem ser menosprezados pelo professor. O Bolsa Família, assim como o Mais Médicos (que o professor parece ignorar por completo) são dois programas de imensos impactos sociais e que mudam o Brasil substantivamente, apesar de isso não ser percebido por alguns intelectuais brasileiros.
De fato, a entrevista mostra como a crítica à esquerda encontra a crítica à direita, com precisão.

Responder

Márcia

08/03/2014 - 23h20

O professor militante mistura propositadamente, visando abalizar um antilulismo rasteiro, as ordens municipais, estaduais e federais das decisões e implementações de política s sociais, como se fosse possível ao governo federal resolver todos os problemas estruturais brasileiros, inclusive os que não estão na sua esfera, numa década. Basta vermos a vergonhosa situação dos professores estaduais de SP, para concluirmos que a responsabilidade sobre o descalabro da educação brasileira está bem longe de ser culpa da Dilma ou do Lula, como quer a horrorosa “análise” personalista que aqui se apresenta. Já na sua “análise” do Bolsa Família, que por pouco não foi chamado de bolsa esmola, o professor demonstra pouco saber do programa – do fato do programa encontrar-se institucionalizado, de não ser apenas um programa assistencial, mas tambem vinculado à Educação e à Saúde. Enfim, pode-se ver que há aqui um amontoado de assertivas distorcidas para que se faça oposição ao lulismo sem preocupação com a verdade. É lamentável que um professor, que se diz pesquisador, comprometa assim sua condição de acadêmico.

Responder

Fernandes

08/03/2014 - 19h46

JJoão Goulart: único presidente com projeto de mudança estrutural para o Brasil. É só ler o seu discurso de março de 64 e aplica-lo.

Responder

Fabio

08/03/2014 - 18h55

Psdb e Pt , já deram o que tinha que dar.Agora é procurar o novo, quem se habilita.

Responder

Urbano

08/03/2014 - 13h29

Repercutindo o que disse o presidente do PT, Rui Falcão: ‘Temos que reeleger a Presidente Dilma para Lula voltar em 2018’. O justo irá voltar e, melhor ainda, vai se superar, a fim de ocupar o primeiro e segundo lugares na galeria dos melhores Presidentes do Brasil, de todos os tempos.

Responder

    Urbano

    08/03/2014 - 13h33

    Melhor do que ‘a fim de ocupar’ é ‘e ocupará o primeiro e segundo lugares…’

Alexandre Maruca

08/03/2014 - 01h36

Ótima entrevista Azenha. Fico pensando se o Lula não é uma projeção de nossa sociedade, um reflexo da maneira de pensar do brasileiro em geral, até porque ele, Lula, foi criado sob esta condição. Será que haveria espaço para mudanças estruturais no pais ou a maneira conciliadora de Lula governar não passa de uma representação do homem cordial que esta presente na sociedade brasileira? Afinal, a sociedade votou em um agente de ruptura ou em um agente de conciliação, remediador? É uma questão de difícil resposta, mas que parece apontar para o traço conciliador do brasileiro médio, do qual Lula é produto. Não estaríamos esperando de Lula aquilo que ele não e? Ainda assim é difícil a resposta pois é inegável o poder de retórica e a força que ele demonstra em momentos difíceis, quando a chama da esperança em poder ver mudanças estruturais reascende, mas até agora não passou de ilusão. Parabéns mais uma vez por sair do senso comum que prevalece, mesmo na esquerda, e trazer gente de qualidade como o prof. Ricardo Antunes.

Responder

Alexandre maruca

08/03/2014 - 01h13

Ótima entrevista Azenha. Fico pensando se o Lula não e uma projeção de nossa sociedade, um reflexo da maneira de pensar do brasileiro em geral, até porque ele, Lula, foi criado sob esta condição. Será que haveria espaço para mudanças estruturais no pais ou a maneira conciliadora de Lula governar não passa de uma representação do homem cordial que esta presente na sociedade brasileira? Afinal, a sociedade votou em um agente de ruptura ou em um agente de conciliação, remediador? E uma questão de difícil resposta, mas que parece apontar para o traço conciliador do brasileiro médio, do qual Lula e produto. Não estaríamos esperando de Lula aquilo que ele não e? Ainda assim e difícil a resposta pois e inegável o poder de retórica e a força que ele demonstra em momentos difíceis, quando a chama da esperança em poder ver mudanças estruturais reascende, mas até agora não passou de ilusão. Parabéns mais uma vez por sair do senso comum que prevalece mesmo na esquerda e trazer gente de qualidade como o prof. Ricardo Antunes.

Responder

francisco pereira neto

07/03/2014 - 20h31

Azenha
Excelente matéria. Só que o assunto não se esgota. Ficou no meu do caminho.
Concordo com o diagnóstico do professor, principalmente nas críticas do lulismo/dilmista.
Na última parte da entrevista fica claro a insuficiência dos programas assistenciais do lulismo e também a matéria da pesquisadora Lena. Ela não conseguiu traduzir, ou traduziu de forma insuficiente o pensamento dela. Por isso foi alvo de muitas críticas, inclusive minha. Deixou a impressão da crítica pela crítica.
Haverá a necessidade do professor explicar, de como o governo poderá fazer para alimentar, não só os anseios dele não, mas de muitos que frequentam o seu blog, tudo aquilo que é necessário fazer. Como romper com o conservadorismo que “dão” sustentação política ao governo Dilma e deram no seu governo na sua época como presidente.
Cito as reformas, agrária, urbana, estrutural, na política com esse sistema eleitoral, do judiciário, num mundo globalizado onde multinacionais e países centrais do capitalismo se mimetizam sem a possibilidade de poder separar um do outro. Os interesses dessa gente que vem precarizando a mão de obra, colocando os grande talentos formados pelo país num balaio cada vez menor com o único objetivo de auferir sempre mais lucros e menos compromissos sociais.
Acho que para começar está bom.
Espero o complemento.

Responder

Guilherme Sá

07/03/2014 - 19h55

Boa análise do professor! porém fica a negação, por parte dele, das forças políticas. Mesmo imaginando que o PT pretendesse alterar estas estruturas as forças políticas permitiriam? O golpismo branco é um traço do sul do mundo pobre!
De qualquer forma quando um partido popular com base na esquerda admite administrar o estado burguês ele corre este risco!, e em não mudando aos estruturar tende a transformar sua base em refém (ruim contigo muito pior sem vcs)
A esquerda acadêmica faz críticas fundamentadas, crítica não rotuladas ao menos críticas genuínas(sem financiadores) o próprio termo lulismo é apropriado pela família Singer. (o Viomundo poderia escutar neste série de reportagens o André singer e o Boito Jr.)O problema da esquerda com muitos conceitos e pouco historicismo é que recai na condição de retirar das práticas o “processo” o movimento que neste caso é sempre longo, já diria Braudel. Se ruptura, nesta tomada neoliberal que caminha o mundo de expansão do capitalismo não apenas no campo prático (economia) mas na subjetividade (mentalidade) aprofunda-se a condição de todo governo ser apenas o que governos os interesses do capital!! (mesmo que dando sobra aos espectadores que acham que o teatro é de verdade! Uma Matrix de base real)

Responder

    Daniel

    08/03/2014 - 00h39

    Uma observação: no capitalismo, a função do governo é, sim, servir ao capital. Apenas a mudança de sistema poderia mudar esse foco.

    Não é produtivo acusar qualquer governo de servir ao capital; o que deve ser analisado é como isso é feito, se ao capital é permitido tirar todo o sangue do trabalho (ou trabalhador) ou se apenas se deixam levar os 15% que mantêm a vítima viva e (relativamente) bem.

    Guilherme Sá

    08/03/2014 - 12h03

    Neste ponto sim, mas não há rupturas! A condição é o reformismo subserviente! abrçs

    Luís Carlos

    09/03/2014 - 00h07

    Guilherme
    Um programa como o Mais Médicos você entende como reformismo ou mudança de estrutura?

    Luís Carlos

    09/03/2014 - 00h08

    Reformismo ou ruptura de estrutura, corrigindo.

Eudes Hermano Travassos

07/03/2014 - 15h05

Adoro Ricardo Antunes, do Brasil, ele é o mais brilhante sociólogo,mas como bem diz, não faz isso sem peixão, e para tal, ainda cita Weber: bem que eu saiba Weber disse que ninguém é isento, mas deve tentar ser o máximo, e neste sentido, o acho injusto com Lula, apesar de, ao contrário de Collor quando eleito, por exemplo, reconhecer que o mito Lula é forjado em bases reais. A questão é que não é só a esperança histórica que sempre encarnou em Lula no seus tempo de sindicalista nem só o bolsa família;o projeto Lula ou do lulismo dá sequência ao programa neo liberal sim, concordo, no entanto, inverte sua lógica, ao invés de só inflar a economia das empresas capitalistas com investimentos estatais como fez FHC, e daí, o trabalhador ir de pires vazio nas mãos em busca de sobrevivência no mercado, Lula virou de ponta cabeça esta lógica, dotou o povo de poder de compra para ir ao consumo com dinheiro o bolso, isso impeliu o mercado a gerar emprego, daí a explicação que, prosaicamente tenho, para ao contrário de menos 14 milhões de empregos de FHC, tivéssemos hoje 14 milhões de empregos a mais.
Minha concordância com o mestre (doutor) Antunes é que que estes avanços se dão por benesses governamental. No entanto, enquanto o governo não enfrenta e destrói as estruturas que promovem a miséria e a consciência colonialista no Brasil, ou seja, latifúndio, PIG, entre outros todo este modelo pode cair por terra, já que as estruturas que lutam diariamente contra ele, estão intactas. Assim, de tal sorte, que estas benesses podem morrer a qualquer momento, basta que o PT deixe o governo, e eis aí onde a população está amarrada.

Responder

Lando Carlos

07/03/2014 - 12h52

Comentários cheios de preconceitos, rotulações, análises tendenciosas sobre a personalidade das pessoas e que não acrescenta nada sobre coisa alguma.
O termo lulismo é uma forma de tratar pejorativamente um período de mudanças que estão transformando a realidade nas regiões do País. Associar à personalidade do ex-Presidente tudo que está sendo feito neste período, tenta colocar na cabeça das pessoas que as medidas tomadas, antes de ser necessárias são politiqueiras. Tudo é “lulismo”. Cria-se um preconceito que faz com que nada seja levado inicialmente a sério. Desde os movimentos sociais, passando por empresários, setores acadêmicos, enfim, todos os setores que teriam interesse nas medidas, não as recebem com atenção por causa do preconceito que impõe má vontade.
Declarar que quem recebe o bolsa família não vai querer mais nada da vida, demonstra bem essa iniciativa. O bolsa família é uma ajuda na renda de quem precisa, um complemento para as pessoas poderem melhorar as condições de vida. Sem contar que também incentiva as crianças a permanecer na escola, melhorando os índices educacionais. Se o ensino da escola pública ainda é baixo, isso é outro problema e que engloba a atuação de Estados e Municípios para que se encontre mais rápido o avanço da qualidade.
Aliás, o uso do atraso do País tem se tornado muito frequente para tentar negar o que houve de mudanças no Brasil neste Governo. Temas como a segurança pública, a saúde, a educação, o transporte público e a estrutura urbana, entre outros tem sido explorados devido à falta de entendimento político da maioria da população.
O fato da população estar comprando carro é simbólico; a melhora da renda proporciona que as pessoas comprem carro, mesmo que a prazo, e esse fato não impede que se ofereça transporte público rápido e de qualidade para a população. Dilui-se a responsabilidade ao dizer que uma coisa afeta a outra. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, quem tem que organizar o transporte público e oferecer condições de mobilidade a todos, não está impedido de ter feito isso.
A questão do trabalho é outro assunto importante. Existe uma inversão no Brasil sobre o que representa tudo que está relacionado ao trabalhador. Esse problema que é estrutural, talvez como herança de uma sociedade escravagista que transitou da exploração de produtos agrícolas para os demais setores produtivos. Os salários são considerados um peso, tanto para o setor público como para o setor privado. Mas isso tem uma consequencia, essa precarização deteriora tanto um, como o outro. Todos enfrentam dificuldades pela baixa capacidade de sua mão-de-obra e não conseguem aperfeiçoar sua própria forma de atuação, trazendo prejuízos para todos. As empresa apenas trocam maquinário e mais nada, o setor público não amplia os serviços e ficam nesse círculo. A produtividade de ambos fica comprometida or falta de pessoas com qualificação. Essa ideia sobre a Presidenta Dilma ter que ser obrigatóriamente a única a receber os movimentos sociais tem esse reflexo, se não for ela você não teve atenção.
Os rumos foram dados para a correção dessas distorções, porém está faltando adesão afim de se superar o atraso brasileiro. Os produtores de conhecimento precisam aproveitar as oportunidades proporcionadas pelas mudanças em curso. Precisam oferecer o que é demandado pela sociedade que quer crescer cada vez mais e melhorar.

Responder

Márcia

07/03/2014 - 12h37

Meu deus, que amontoado de achismso! “Achei isto, depois achei que não tinha razão e agora falo que tinha razão.” Quanto lugar comum! Quantas inferências absurdas! Que diferença existe entre os lugares-cumuns que ele profere e os textos dos articulistas da mídia corporativa. O professor desconhece até mesmo o conceito de intelectual orgânico? Usa uma vídeo ridículo do JN para falar do caráter da Dilma. Fica “analisando” as gestões inferindo coisas sobre o caráter dos gestores. As análises que ele faz das manifestações não têm sustentações em pesquisas. Se ele não quer ser intelectual, aquele cujo perfil está a milhas de distância desta amostra que você trouxe, que se afirme logo como militante. Lamentável esta entrevista. Só não digo que perdi meu tempo porque foi bom ouvir as palavras de um, como tantos, que diz que faz oposição pela esquerda.

Responder

    Luiz Fortaleza

    07/03/2014 - 23h00

    Em política não dá para ter muitas certezas e é ficar no achismo mesmo. Risos.

    Luiz Fortaleza

    07/03/2014 - 23h19

    Não sei de onde ele tirou que Lula morre de medo dos militares… é uma dedução?

Gersier

07/03/2014 - 12h10

O que falta na Dilma e sobrava no Lula é a disposição de viajar Brasil afora,visitando,fiscalizando e cobrando as obras que estão sendo feitas. Quem não se lembra do Lula cobrando das empreiteiras um acabamento melhor e mais bem feito nas casas e apartamentos a serm entregues a população? Quem não se lembra do Lula falando diretamente com os operários e pedindo para eles não darem importância para as mentiras da “imprensa”? Ou seja,está faltando um maior contato com o povão.

Responder

Romanelli

07/03/2014 - 09h02

MUITO boa análise

Os protestos ESPONTÂNEOS de 2013 não deixaram duvidas, a CASA CAIU ..hoje não há mais espaço pra justificativas superficiais.

Então ? O que se passou ? ..do apoio que veio dos rincões, ora pelo assistencialismo, ou da burguesia, quer pela escolha dos campeões SUBSIDIADOS, das promessas mil, do DEIXA correr solto com o JUROS nas alturas, tudo sem nos dar as tais reformas que confrontariam o modelo..

..ou mesmo do apoio que veio do proletário, pelo aumento da renda, do emprego e do crédito ..mesmo que boa parte forjado pela MISTIFICAÇÃO do MKT (até em tela de cinema) ..tudo contanto com uma boa ajuda do cenário externo ..disso tudo eu sei ..mas a pergunta que me faço: e hoje ele ainda se sustentaria ?

Bem, pela falta de alternativas (o que é depressivo pro país) eu diria que sim, mas sem contar com muita paciência ou clemência, pois o tempo é cruel e as promessas do PRIMEIRO MANDATO não foram entregues (e estão longe de ser).

Pra mim, a cada ATRASO da DILMA (que é SIM o “PITTA” de Lula), a cada aditivo, desculpa sem fundamento, ou apelo a baixarias estereotipadas como o uso excessivo do SEXISMO em seus atos e prioridades, a coisa se agrava e dá sinais dum desgastes irremediável.

..ora pela falta de metas, depois de equipe, de prazo, valor e entrega, pela desídia e/ou incompetência, tanto na saúde, educação, habitação, segurança, transportes, como na INFRA.

LULA é sim um líder nato, DILMA foi por ele definida como GERENTE ..e quem nasce pra ser gerente, convenhamos, jamais deveria ter sido guinada a presidente..

..e se assim, então correu-se o risco de se por, como de fato vem acontecendo, BOA PARTE do POUCO e frágil que se conseguiu no PRIMEIRO MANDATO, a perder pra sempre ..dentre eles, a confiança que se depositada neste grupo político que já já, assim como os tucanos, ganhará fama de se ser só BOM DE BICO.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    07/03/2014 - 18h41

    Não há diferença básica entre os dois. Nem no plano internacional nem na administração das contas.

    No governo Lula o povo ficou deitado no berço esperando acontecer. Se ferrou.

    Esperou que Dilma fosse diferente. Se ferrou de novo e foi pras ruas.

    Mas nem um nem outro tem total culpa. Até têm ótimas intenções e trabalhos.

    Ocorre que o governo está carunchado. Cheio de tetas pra todo lado.
    Enquanto o/a presidente faz politica o dinheiro escapa pra todo lado.

    E há coisas estranhas. Tempos atrás falei dos Correios e BB.

    Bem, já racharam os Correios. E ninguém comenta pois são, blogs sujos.

    Falta o BB.

    francisco pereira neto

    07/03/2014 - 20h47

    Quanta burrice.
    Quer criticar, critique com argumentos.
    Não se muda um país com ranço conservador, escravocrata de quinhentos anos, em apenas uma década.
    Eu concordei com o professor e elogiei a matéria do Azenha, mas é preciso a complementação da opinião do professor.
    Ele ficou no diagnóstico e alguns pontos a serem enfrentados.
    A resposta que eu quero, é de como fazer.

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