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Cartas de Minas
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Nicolelis e a Comissão da Ciência Brasileira: Estratégias para o futuro

03 de março de 2011 às 23h05

por Conceição Lemes

O Viomundo é testemunha: ao pensar o futuro da ciência no Brasil, boa parte dos pesquisadores brasileiros volta os olhos, automaticamente, sem pestanejar,  para Estados Unidos, Europa e Ásia. Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados neurocientistas do mundo, mira em outro alvo.

Professor e pesquisador na Universidade Duke, Nicolelis é apaixonado pelo Brasil e nosso povo. Membro das academias Brasileira, Francesa e do Vaticano de Ciências e ganhador de 38 prêmios internacionais, entre os quais dois dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, ele vive na “ponte aérea” Durham, Carolina do Norte – Macaíba, Rio Grande do Norte, onde implantou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra (IINN-ELS).

É uma infatigável usina de propostas inovadoras, que funciona a mil por hora.

Tanto que, em 23 de novembro de 2010, divulgou aqui, em primeira mão, o Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil.

Agora, três meses depois, se lança a mais este desafio: a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, anunciada nesta quinta-feira, 3 de março, em meio a uma porção de crianças do bairro Cidade Esperança, periferia de Natal, numa escola de educação científica para alunos do IINN-ELS. Escola que nasceu justamente com a proposta de descentralizar a produção da ciência brasileira.

“O objetivo é fazer um diagnóstico profundo estado atual da ciência brasileira, recomendar soluções para seus problemas e propor um plano estratégico para os próximos 10 anos”, afirma Nicolelis, convidado pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, para criar a comissão e presidi-la. “Esperamos que a ciência brasileira dê um salto qualitativo que lhe possibilite ser protagonista no cenário científico mundial e possa contribuir com a sociedade.”

“A comissão será independente, e os seus membros trabalharão voluntariamente”, frisa. “A escolha dos membros foi feita exclusivamente por mim.”

A Comissão do Futuro da Ciência Brasileira  será composta por:

Presidente: Miguel A. L. Nicolelis, Duke University e ELS-IINN

Membros efetivos

– Alan Rudolph, Biólogo, International Neuroscience Foundation, EUA

– Alexander Triebnigg, Médico, Presidente da Novartis, Brasil

– Conceição Lemes*, Jornalista, Brasil

– Débora Calheiros, Pesquisadora, EMBRAPA, Brasil

– Jon H. Kaas, Neurocientista, Vanderbilt University, US National Academy of Science, EUA

– Luiz A. Baccalá, Engenheiro, Escola Politécnica, USP, Brasil

– Luiz Gonzaga Belluzzo, Economista, Professor Emérito UNICAMP, Brasil

– Mariano Sigman, Neurocientista, Universidade de Buenos Aires, Argentina

– Marilena Chauí, Filósofa e Professora, USP, Brasil

– Mariluce Moura, Jornalista, FAPESP, Brasil

– Mauro Copelli, Físico, UFPE, Brasil

– Patrick Aebischer, Neurocientista, Presidente da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suíça

– Ricardo Abramovay, Cientista Político, FEA-USP, Brasil

– Robert Bishop, Cientista Computacional, ex-CEO da Silicon Graphics, EUA

– Ronald Cicurel, Matemático e Filósofo, Suíça

– Selma Jeronimo, Médica-pesquisadora, UFRN, Brasil

– Stevens Rehens, Biólogo, UFRJ, Brasil

– Thereza Brino, Educadora em Tecnologia da Informação, Brasil

– Victor Nussenzweig, Médico, New York University, Brasil/EUA

– William Feiereisen, Cientista Computacional, Intel, EUA

Por ser uma ação  realmente fundamental, pedimos ao professor Miguel Nicolelis mais detalhes.

Viomundo – De quem foi a ideia da comissão?

Miguel Nicolelis – Do próprio ministro. Comissões internacionais são um mecanismo muito usado fora do Brasil. Aqui, vamos utilizá-la pela primeira vez para avaliar o estado atual da ciência brasileira, seus processos, mecanismos de fomento, estrutura dos institutos e órgãos de produção científica. O objetivo é fazer um profundo diagnóstico da situação, recomendar soluções e propor um plano estratégico para os próximos dez anos.

Viomundo – Quais os resultados lá fora?

Miguel Nicolelis ­– A experiência é sempre muito boa, pois são comissões independentes. Comissões de cientistas já foram utilizadas para avaliar o desastre da Challenger, outros grandes eventos, programas nacionais de ciência. Nesse sentido, é importante ressaltar que tive total liberdade de convidar tanto nomes nacionais quanto estrangeiros de uma grande gama de áreas.

Viomundo – De pronto, que problemas o senhor destacaria?

Miguel Nicolelis ­– De vários níveis. Desde as dificuldades dos processos para financiamento, os obstáculos para o jovem cientista entrar no sistema, importação de suprimentos e equipamentos até a forma como é feito o ranking dos cientistas no Brasil – uma situação esdrúxula, única no mundo.

No Brasil, há também dissociação do processo científico da sociedade. A ciência brasileira penetra muito pouco no dia a dia da população. São aspectos sociais que teremos de avaliar. Qual a missão da ciência no Brasil? Como incentivar o jovem pesquisador? Como estimular a educação cientifica na vida brasileira desde a infância? O que fazer para incentivar uma ciência que contribua para o desenvolvimento econômico e social do país?

Viomundo ­– O senhor diz que o ranking dos cientistas no Brasil é feito de uma forma esdrúxula. Por quê?

Miguel Nicolelis ­– Aqui, a ênfase é na produção numérica. Ou seja, na quantidade e não na qualidade. Em países desenvolvidos, por exemplo, nos Estados unidos, isso não existe.

Viomundo – Quais as consequências do nosso tipo de ranking?

Miguel Nicolelis ­–  Esse ranking decide, por exemplo, quem vai participar dos comitês de decisão, dos órgãos de consultoria do CNPq.

Ele gera um círculo vicioso. De tal sorte que é muito difícil virar um pesquisador 1A. E, aí, o problema. Só pesquisadores 1A decidem para onde vai o dinheiro. Só os pesquisadores 1A podem ser diretores dos Institutos Nacionais de Ciência.  Consequentemente, um jovem brilhante, que poderia contribuir muito para o desenvolvimento da ciência, fica alijado do processo.

Viomundo – Por favor, traduza para os leitores o que é o pesquisador 1A.

Miguel Nicolelis ­– Teoricamente eles seriam os pesquisadores mais experimentados, a elite da ciência brasileira. Só que, na realidade, isso não é necessariamente correto, porque os critérios para alguém chegar a pesquisador 1A são quantitativos número de trabalhos, de alunos orientados.

Na realidade, não há uma correlação direta entre excelência científica e o fato de ser pesquisador 1A. Muito pelo contrário. Criou-se no Brasil uma indústria de publicar sem levar em consideração a qualidade do que está sendo publicado.

O número de trabalhos, de orientandos, etc., decide a situação. Assim, pode-se ter um jovem pesquisador brilhante, com poucos orientandos, mas que publica um trabalho de grande peso na ciência mundial. Só que esse menino não pode ter os benefícios que o cientista 1A tem.

Viomundo – Essa é uma questão crucial?

Miguel Nicolelis ­– É uma questão-chave, porque é uma hierarquia que não traz beneficio algum. No Brasil, Albert Einstein nunca seria pesquisador 1A, porque escreveu um número muito pequeno de trabalhos. Só que os poucos trabalhos dele foram geniais e revolucionaram o mundo.

Assim como Einstein, outros grandes cientistas mundiais não chegariam a pesquisador 1A. E isso não existe nos Estados Unidos, na Alemanha.

Viomundo ­– É invenção brasileira?

Miguel Nicolelis ­– Acho que sim, mas não tenho certeza. A minha sensação é a de que foi uma forma de reinstituir o sistema de cátedras que foram abolidas. É uma hipótese. O fato é que criou uma elite, que determina coisas muito importantes, inclusive quem vai receber financiamento para pesquisas, que acaba prejudicando os jovens cientistas.

Ao mesmo tempo, existem gastos muito absurdos.  A revisão de projetos científicos, por exemplo,  custam uma fortuna no Brasil. Os pesquisadores vão para Brasília, ficam dez dias revisando um projeto! Enquanto nos EUA, onde eu participo desses comitês, gastamos um dia para revisar, no máximo, dois. E hoje em dia a maioria é feita pela internet. Assim, você economiza dinheiro para financiar pesquisas.

Viomundo – E os mecanismos de incentivo ao jovem cientista?

Miguel Nicolelis ­–  São muito poucos. O Brasil não investe nos jovens, privilegia os cientistas mais estabelecidos, aqueles que estão há décadas na carreira. Enquanto no restante do mundo o incentivo é para o cientista que está começando a carreira, pois o futuro está nos jovens.

No Brasil, existe uma renovação muito pequena das lideranças científicas. Existe uma casta. Esse é um debate muito interessante, que vai poder ser feito numa comissão como a nossa.

Viomundo ­– Como vai atuar a comissão?

Miguel Nicolelis ­–  O grupo brasileiro vai se reunir quatro vezes por ano, para debater as grandes questões. E duas vezes por ano essas reuniões vão ter a participação dos estrangeiros. Teremos, portanto, seis reuniões no primeiro ano. Nós vamos produzir um documento com diagnósticos e sugestões que possam guiar o desenvolvimento de políticas públicas de ciência no Brasil pela primeira vez. O tempo de atuação da comissão ainda não está definido. Mas, inicialmente, será por um ano.

Viomundo ­– A comissão vai ouvir os cientistas brasileiros?

Miguel Nicolelis ­–  A nossa intenção é ouvir todos os segmentos da sociedade brasileira ligados à ciência: entidades científicas, todas as entidades de classe, estudantes de graduação, pós-graduação, doutores e cientistas.

Vamos ouvir também a sociedade em geral. Para isso, vamos usar as redes sociais, para que as pessoas comuns participem dos trabalhos da comissão, mantendo sugestões, perguntas. Vamos ter um site, Twitter, Facebook, enfim todas as ferramentas da internet que permitem a interlocução mais ampla.

Nós estamos inovando também com a presença na comissão de duas jornalistas das áreas de ciência e medicina, que vão nos permitir uma interlocução com a sociedade.

Viomundo ­– Nas comissões científicas, aliás, normalmente só tem pesquisadores consagrados de ciências exatas e naturais.  A Comissão do Futuro da Ciência Brasileira abriu bastante esse leque.

Miguel Nicolelis – Realmente, do lado brasileiro, a nossa comissão tentou aumentar dramaticamente a presença de cientistas jovens, alguns no início da carreira, mas que já têm claro potencial de que se transformarão em líderes no futuro. Além disso, um grande número de áreas está representado na comissão: ciências exatas, naturais, ambientais, filósofos, matemáticos, economistas, educadores. Ou seja, nós procuramos aumentar o máximo possível o leque para poder oferecer um diagnóstico e uma sugestão de uma visão científica mais ligada à sociedade civil.

Viomundo – No começo da entrevista, o senhor disse que a ciência brasileira não tem interlocução com a sociedade. O que quer dizer com isso?

Miguel Nicolelis – Várias coisas. A ciência brasileira ainda não é feita por todos os segmentos da nossa sociedade. Não são todos os segmentos da sociedade brasileira que têm acesso à universidade e à carreira acadêmica. A disseminação do conhecimento científico não é homogênea nem no território nem na população. Os meios de produção do conhecimento científico também não estão distribuídos democraticamente. Evidentemente, do ponto de vista social, isso leva a uma restrição dessa representatividade.

Ao mesmo tempo, as benesses da ciência brasileira não alcançam homogeneamente todos os lugares do Brasil.  Há concentração muito grande de produção científica na região Sudeste. Logo, é patente que os benefícios de investimentos federais, geração de patentes e de produtos científicos também se concentrem nesses estados. Já o restante do Brasil não se beneficia dessa produção de conhecimento de ponta.

São aspectos novos no debate da ciência brasileira, que começaram a aparecer há menos de uma década. Aliás, há alguns anos, não tenho a menor dúvida de que o anúncio da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira seria feito na cidade de São Paulo, provavelmente na USP. Nessa medida, é muito emblemático que tenhamos feito esse anúncio cercado por crianças que estão dando o primeiro passo na educação científica numa escola do bairro Cidade Esperança, nome quase poético, na periferia de Natal.

___________________________________________________________________

* Foi com muita honra que eu, Conceição Lemes, recebi o convite do professor Miguel Nicolelis para integrar a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira. O meu trabalho será voluntário e não receberei nenhum vencimento por ele.

@conceicao_lemes , siga à vontade

 

124 Comentários escrever comentário »

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Muita publicação, pouca qualidade – Orbis Pictus

19/08/2011 - 12h57

[…] blog http://www.viomundo.com.br publicou uma excelente matéria de Conceição Lemes sobre o pesquisador Miguel Nicolelis, nosso mais provável Nobel, e sua […]

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Site da Comissão da Ciência do Futuro já está no ar | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/08/2011 - 22h28

[…] Nicolelis e a Comissão da Ciência Brasileira: Estratégias para o futuro   […]

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Silvio I

16/08/2011 - 14h07

Azenha:
Dentro do pequeno grupo de cientistas, brasileiros. Você me da um elogio a mim,e Eu dou um elogio a você.Eu coloco uma medalha em teu peito, e você coloca uma no meu.

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Dilma veta aumento real para os aposentados | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/08/2011 - 02h01

[…] Nicolelis e a Comissão da Ciência Brasileira   […]

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Professor Nicolelis e o desafio inovador para a Ciência | Cheque Sustado

16/05/2011 - 22h15

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Professor Nicolelis: Palestra no Nobel e prêmio de U$ 3 milhões » O Recôncavo

27/04/2011 - 02h02

[…] Leia aqui Nicolelis e a Comissão da Ciência do Futuro: Voz para todos os segmentos. […]

Responder

Professor Nicolelis: Palestra no Nobel e prêmio de U$ 3 milhões | Viomundo - O que você não vê na mídia

26/04/2011 - 20h21

[…] Leia aqui Nicolelis e a Comissão da Ciência do Futuro: Voz para todos os segmentos.   […]

Responder

DAA

17/03/2011 - 20h08

Sou professor na Universidade de Brasília, federal. Enquanto se cria a comissão do futuro, as medidas recentes do governo levam o sistema federal ao passado. Fomos informados de que a verba da UnB destinada a passagens internacionais foi reduzida drasticamente, junto com as verbas de viagens dos outros ministérios. E mais, agora, os afastamentos de docentes para viagens ao exterior precisam ser assinados pelo Ministro do Planejamento (anteriormente, a assinatura do reitor era suficiente)! Dá para acreditar? Enquanto o resto do mundo tenta se internacionalizar, os docentes das federais brasileiras são afogados na burocracia e em procedimentos insanos. As estaduais paulistas tem muito mais autonomia, e por isso estão muito melhor do que as federais, que maltratam os docentes com tanta burocracia.

Responder

    Vinícius

    16/08/2011 - 17h32

    A burocracia sobre os docentes cresce cada vez mais… mas limitar diárias e passagens, inclusive exigir assinatura de ministro, foi uma das principais medidas do corte de gastos da Dilma. Podem ter exagerado nas universidades, mas no resto do serviço público acho que foi necessário.

Eliseu De Oliveira

11/03/2011 - 02h51

Grande iniciativa. Porem, é desapontador ver a ausencia de profissionais da química nesta comissão. Se o propósito desta é desenvolver a ciência brasileira, e acredito translacionar os conhecimentos adquiridos em riqueza e bem estar à população, vejo como grave a ausência de cientistas químicos no rol dos convocados. Prezado professor Nicolelis, onde estão os químicos? Não é a química ciência fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação? Não é ela base para várias outras ciências, inclusive neurociências? Que futuro teremos sem ela? Por favor, inclua químicos em sua comissão. Temos muito a contribuir e estamos mais do que dispostos a isto.

Responder

Claudomiro

09/03/2011 - 16h27

Olá Azenha. Dê uma olhada nesta reportagem do IG sobre uma empresa produtora de trens no Ceará.
Um abraço.
Miro.

Responder

    Luís

    10/03/2011 - 13h05

    Cadê a reportagem?

Wilson Simeoni

08/03/2011 - 17h33

Isso mesmo, Brasil, China e EUA, economias fortes e ciencias bem estruturadas, esse é o caminho. E iremos conseguir, parabens a todos…

Responder

zepgalo

08/03/2011 - 11h13

Estou ficando confiante, o Nicolelis está assumindo a responsabilidade!

Siga forte Nicolelis, você vai incomodar muito, mas o povo brasileiro com sua história sofrida está com você!

Sem uma ciência forte não seremos nada!

Responder

FrancoAtirador

07/03/2011 - 23h14

.
Mais do que merecida a participação da CONCEIÇÃO LEMES, como representante da mídia brasileira, na Comissão da Ciência Brasileira.

Tenho a límpida impressão que, não fosse a divulgação do trabalho político-científico do Professor Nicolelis, feita pela Conceição aqui no Viomundo, esta comissão talvez não fosse uma realidade.

PARABÉNS PELO BRILHANTE TRABALHO AUTENTICAMENTE JORNALÍSTICO !
.

Responder

Bruno de Souza

07/03/2011 - 22h13

Fiquei bastante feliz de saber sobre a formação desta comissão. Acredito que Nicolelis toca no ponto central do problema quando se trata de financiamento e planejamento da ciência no Brasil: a primazia do fator quantitativo. Precisamos atentar para a qualidade das produções. Um bom cientista é aquele capaz de realizar trabalhos relevantes, não publicar 1000 artigos que nenhuma pessoa leia.

Agora eu tenho uma outra hipótese para explicar esse viés "quantitativista" na produção científica brasileira: muitos de nossos cientistas são vinculados aos órgãos públicos. Produzir muito seria uma indicativo, ao menos em tese, de que o pesquisador está trabalhando bem, já que num período "x", com "y" de verba, ele foi capaz de produzir "z" publicações. Há um receio que a ênfase no qualitativo diminua o ritmo de produção de trabalhos.

Responder

Leider_Lincoln

07/03/2011 - 20h46

Hoje o Nicolelis faz 50 anos! Que viva outros 50!!!

Responder

JotaCe

07/03/2011 - 00h09

PARABÉNS

Parabéns pra você, Conceição extensivos a todo o pessoal do Viomundo, pela sua indicação para integrar a futura Comissão da Ciência Brasileira. Ter ela o Professor Nicolelis na presidência, sinaliza a seriedade e relevância dos trabalhos que irão ser desenvolvidos. O distanciamento da sociedade pela nossa ciência, e os critérios até hoje adotados que privilegiam apenas uma fração dos pesquisadores, são apenas dois de inúmeros aspectos que, com justa razão, o Prof. Nicolelis considerou restritivos ao desenvolvimento científico. No campo das ciências agrárias e ambientais, há muito que consertar, pelo que entendo. Temos uma agricultura dita das mais avançadas no mundo mas que, embora situada toda praticamente nos trópicos, adotou muito do modelo de climas temperados, onde os processos

JotaCe

Responder

JotaCe

07/03/2011 - 00h02

PARABÉNS

Parabéns pra você, Conceição, extensivos a todo o pessoal do Viomundo, pela sua indicação para integrar a futura Comissão da Ciência Brasileira. Ter ela o Professor Nicolelis na presidência, sinaliza a seriedade e relevância dos trabalhos que irão ser desenvolvidos. O distanciamento da sociedade pela nossa ciência, e os critérios até hoje adotados que privilegiam apenas uma fração dos pesquisadores, são apenas dois de inúmeros aspectos que, com justa razão, o Prof. Nicolelis considerou restritivos ao desenvolvimento científico. No campo das ciências agrárias e ambientais, há muito que consertar, pelo que entendo. Temos uma agricultura dita das mais avançadas no mundo mas que, embora situada toda praticamente nos trópicos, adotou muito do modelo de climas temperados, onde os processos
(Continua)

JotaCe

Responder

JotaCe

06/03/2011 - 23h58

PARABÉNS (2)

biológicos são diferenciados, a pressão que exercem no meio é menor. O nosso modelo agrícola, particularmente o do agronegócio, além de contaminar os solos, vem praticamente o demolindo. Contamina os aquíferos, assoreia os rios e afeta a vida no seu todo. A pesquisa agropecuária tem feito um grande trabalho, mas precisa rediscuti-lo. O acesso de outros segmentos, destacadamente o dos jovens pesquisadores será muito útil para isso. Só assim serão assentados os novos caminhos para que se desenvolva uma agricultura permanente, em bases conservacionistas, e capaz de produzir alimentos sadios. Abraços,
JotaCe

Responder

Silvio

06/03/2011 - 23h33

Prof. Miguel Nicolelis:
Um admirador seu da Mooca, deseja um feliz aniversario, amanha dia 07/03/2011.

Responder

David R. da Silva

06/03/2011 - 22h17

A preocupação do Prof. Miguel Nicolelis, é de suma Importância. Veja bem, eu era Estudante de Direito na UNIUBE, pra mim assistir uma aula de DIREITO na UFMG, como visitante, por um DIA, era proibido. Ele está no caminho CERTO em focar COMPETÊNCIA e INTELIGÊNGIA. O ÍDOLO do Prof. Miguel É Santos DUMONT, Não fazia parte como membro da ACADEMIA, e muito menos adorava os Membros dessa ACADEMIA que tem medo do Povo. Afinal, o que levou o nosso Nobre Jovem Cientista, a ter SANTOS DUMONT como referência? É Possivel a nossa Conceição Lemos, pedir pra que ele nos esclareça esse particular RICO, no Mineiro? Parabéns pela entrevista e fazer parte da Comissão. Isso é uma Revolução para o Povo. Parabéns!

Responder

CC.Brega.mim

06/03/2011 - 21h19

parabéns conceição! bom trabalho!
acho que o diálogo pode ter dado um grande passo.
muito bacana a comissão,
que todos sejam ouvidos em igualdade.
beijos cc.

Responder

David R. da Silva

06/03/2011 - 20h59

Azenha, o Prof.Miguel faz AMANHÃ, 07/03/2011, 50 anos. Não vamos COMEMORAR? O Nosso Jovem Cientista, precisa ser PARABENIZADO. Um abraço. Belo Horizonte.

Responder

Manoel

06/03/2011 - 20h24

O posicionamento do professor Nicolelis é revolucionário quando comparado com o "modus operandi" usado para estimulo da "real" produção cientifica.Atualmente o cientista independente, que não for vinculado a alguma universidade, não encontra o mínimo espaço para credenciamento e estímulo para o êxito em suas pesquisas.Nisso nem me refiro a verbas para pesquisa, por que alguns já dirão que escrevo com segundas intenções, mas em pelo menos ter um ponto de referencia de apoio, facilidade para importar equipamentos necessários, etc. Hoje a pesquisa no Brasil se restringe ao feudo acadêmico, que na maioria das vezes produz o desnecessário; enquanto que inúmeros profissionais, que conhecem as necessidades reais mas não tem vinculo com universidade, deixam de dar uma grande contribuição para o país. Tenho certeza de que falo por centenas de brasileiros alijados do processo de evolução científica.

Responder

    Silvio

    07/03/2011 - 00h02

    Manuel:
    Muito bem pranteado.

ZePovinho

06/03/2011 - 19h18

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Hyde: direito autoral cerca cada vez mais o que antes era comum

O ensaísta americano Lewis Hyde, pesquisador do Centro de Internet e Sociedade da Universidade de Harvard e professor de escrita do Kenyon College, está de olhos atentos ao Brasil, mais precisamente no nova fase do Ministério da Cultura. Tudo por causa de seu interesse nos dilemas da propriedade intelectual e na relação entre artista e mercado.
O assunto ganhou maior visibilidade no país desde a posse da ministra ministra Ana de Hollanda, que resolveu fazer da revisão do anteprojeto da nova Lei de Direito Autoral um dos temas principais do início de sua gestão. Com isso, Ana não apenas desagradou a setores que apoiavam a reforma debatida ao longo das gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira no MinC como também chamou atenção para a dificuldade existente, ainda hoje, para definir os limites e funções da propriedade intelectual. ……………………………

Responder

Nicolelis e a comissão da ciência brasileira: estratégias para o futuro « Blog Do Maurelio

06/03/2011 - 13h24

[…] por Conceição Lemes (Post reproduzido do Vi o mundo, aqui) […]

Responder

Rubens Mario

06/03/2011 - 12h41

Por que o presidente da NOVARTIS??? Que interesses o presidente da megacorporação irá defender, os da empresa que lhe sustenta ou do Brasil?

Responder

    Silvio

    06/03/2011 - 20h19

    E uma comissão de ciência. A ciência não tem pátria. Os conhecimentos pertencem, a todo o homes. E provável que a NOVARTIS em química, inverta em pesquisa, mais que o que Brasil coloca em pesquisa em total.

joni

06/03/2011 - 12h25

Ninguém faz nada, mas quando alguém começa a fazer, crítica nele, ciumeira, não é bem assim…

Responder

Silvio

06/03/2011 - 08h25

Azenha:
Existem muitos inventores que não pertencem à coletividade científica. Estas pessoas com mil sacrifícios vão levando uma idéia para frente, por falta de médios econômicos e falta de apoio. O custo de laboratórios para dar um certificado, e astronômico.As exigências inclusive são de que não pode ser pessoa física, por o tanto tem que abrir firma. Se me ocorre que a FIESP conjuntamente com os Bancos (que tem lucros bilionários anuais) formarem um departamento com um capital a Fundo Perdido, de alguns milhões anuais. Este departamento apoiaria essas pessoas sem tantas exigências. Esse departamento formado por alguns engenheiros, químicos etc. ou consultores e alguns inspetores. Uma pessoa apresenta um projeto, e em uma semana dispõe do dinheiro para resolver. Essa quantia pode ser controlada por diferentes médios, a efeito de que seja usada para o solicitado. Si o projeto dar certo, essa pessoa se compromete a contribuir posteriormente, com o Fundo com quantias, de acordo com os lucros do projeto.Tem projetos que com R $ 50,000 se resolvem, e outros podem levar R $ 100,000.Mais com alguns milhões anuais se pode produzir muito progresso.

Responder

    Manoel

    06/03/2011 - 22h36

    Colocaste muito bem o problema. Outra questão é o custo para registrar um invento, pois somente após o devido registro é que poderá ser difundido e daí procurada uma indústria ou um investidor para colocá-lo no mercado. Como é possível que o ministro Mercadante tome conhecimento das nossas intervenções, fica aqui uma sugestão para ele: Baixar o custo do registro de inventos no INPI.

    Silvio

    06/03/2011 - 23h58

    Manoel:
    O custo do INPI e café pequeno. Seguro todo suma. Mais obter certificado e IMETRO somados isso e mais difícil. Agora levar a PE de Fábrica isso e um triunfo. Porque o empresariado em general assim tenha muito dinheiro, não investe onde tenha que arriscar. Ele investe em algo que ao outro dia ,vai permitir a ele adquirir um barco, o uma casa em Miami. Por isso coloquei a idéia de formar um Fundo de alguns milhões, sem travas, para favorecer uma quantidade de inventores, com projetos extraordinários que não podem levar para frente. Pessoas que gastão sapatos, recorrendo em busca de alguém, que lês de uma mão. E sempre recebendo a contestação, agora Eu não estava pensando em investir.

    FRANCISCO M.

    07/03/2011 - 12h59

    Caro Manoel, o custo de uma patente no Brasil para invenção é de R$80,00 e quando você conseguir ter a informação depois de no minimo 06 meses de que seu produto é inovação/invento ou se existe algo similar o que declinará as expectativas de sucesso.
    Agora se seu produto for considerado um invento você terá que desembolsar uns U$150.000, para se garantir internacionalmente, ai é que o problema aperta, pois se por ex. no Paraguai alguém ver e copiar sua ideia e patentea-la você não poderá distribuir seu produto fora do país.
    Más patente no Brasil sabemo o que significa NADA ou QUASE NADA, pois se faço um produto com 30 itens ou funções inovadora cujo ele tenha um acabamento azul, caso alguém pinte de verde, já temos um novo produto! Não por falta de leis ou critérios e sim pelo descaso!
    Más vamos partir para o que interessa APOIO, patentear como disse é um passo, porém apenas com patente não conseguiremos apoio, pelo menos é o que ocorre comigo! Busquei e busco caminhos para viabilizar um projeto muito bom, de um coletor solar témico, uma grande inovação e que por falta de apoio e de não ter firma aberta a mais de 02 anos não consigo finalizar meu protótipo!
    Espero que com este novo e tão empolgante projeto de Mercadante e NIcodelis possamos ter o apoio mais facilitado e como o colega Silvio sugeriu um órgão que administraria uma verba de apoio de fundo com arrecadação provinda de órgão como FIESP (PARABÉNS SILVIO).
    Abaixo temos novamente o comentário do amigo Silvio que cita com propriedade a dificuldade de ter apoio junto ao empresariado brasileiro, olha que posso afirmar com conhecimento de causa "não importa o produto, pode ser o melhor a maior inovação, os empresários não apoiam enquanto você não tenha o protótipo funcionando", não importa que por A + B você tenha tudo na mão para justificar que aquilo será um sucesso! Não importa empresário brasileiro quer investir hoje na parte da manhã e ter retorno antes de chegar a anoitecer! è fogo! Más seguimos lutando ecom pessoas como Nicodelis, não podemos desistir e com Mercadante por trás de tuso isso, podemos sim ter fé!

Maurício Lopes

06/03/2011 - 03h42

O meu comentário anterior estava longo e eu tive que dividí-lo em duas partes para conseguir postar. Segue a segunda parte:

Atualmente eu vivo na Coreia do Sul, um país que trilhou caminhos inusitados e promoveu muitas mudanças radicais nas últimas cinco décadas. A Coreia era, há cinquenta anos atrás, um país destruído pela guerra e tão pobre quanto a maioria dos países da África. Hoje a 13ª economia mundial, membro da OECD com PIB de um trilhão de dólares e renda per capita de mais de 20 mil dólares, a Coreia é o melhor exemplo do impacto de se colocar educação e CT&I no topo da agenda de desenvolvimento. A Coreia é, até onde sei, o único país do mundo com um Ministério da Economia do Conhecimento (Ministry of Knowledge Economy – MKE), uma espécie de "inteligência estratégica" do estado, responsável por garantir que a agenda do governo permeie a agenda dos ministérios, das agências públicas e, pasmem, até do setor privado. Em função disso a Coreia consegue promover a transversalidade, o alinhamento e a constância de propósitos na operação dos agentes públicos, além de convergências com o setor privado (no caso da C&T), inovação que o Brasil precisa desesperadamente incorporar. Para voltar ao comentário que fiz na mensagem anterior, eu creio que a Coreia do Sul é o país que soube criar mecanismos de inteligência estratégica que forçam a contextualização da C&T coreana a outros contextos críticos para a competitividade e o futuro do país, como o político, o social, o econômico e o ecológico. Hoje, por exemplo, a Coreia do Sul está entre os países que investem maior percentual do PIB em "green growth" ou na "economia verde", estimulando todo o setor de inovação a buscar alternativas que libertem o país da dependência de energia fóssil e dos problemas relacionados a emissões de carbono. No Brasil fala-se e elogia-se muito a Coreia do Sul, mas eu creio que poucos se debruçaram sobre os detalhes da estratégia coreana de desenvolvimento, tentando visualizar convergências e experiências que poderiam ser adaptadas à nossa realidade. Quem sabe a Comissão veja nesse tipo de "benchmarking" uma possibilidade interessante. Nós precisamos aprender a analisar e adaptar à nossa realidade experiências de sucesso, em especial aquelas testadas e consolidadas por países que se mostraram capazes de superar os muitos desafios que nos afligem.

De novo, eu desejo muito sucesso ao Professor Nicolelis e à Comissão da Ciência Brasileira!

Responder

    Silvio

    06/03/2011 - 14h59

    Mauricio Lopes:
    Você se esqueceu de disser que ali existe um componente muito importante geopolítico. Concordo que existe um esforço dos Coreanos.Mais tem que pensar na ajuda que tem recebido dos EUA para poder contrapor se a Coreia do Norte.Apoio tecnológico,material , e monetário Quantas fábricas americanas foram para a Coréia?Brasil a pesar de ter sido aliado aos EUA na grande guerra passada, tem sido sabotado em seu progresso tecnológico. Isso para poder o ter dentro de seu quintal.E o que tem conseguido e praticamente sosinho..

    Maurício Lopes

    06/03/2011 - 22h01

    Silvio,
    Eu concordo que o fator geopolítico é importante na Ásia, em especial na Coreia do Sul, em função do conflito com a Coreia do Norte, que você menciona, e também pelo fato da península coreana estar espremida entre dois gigantes econômicos, a China e o Japão, respectivamente a segunda e terceira maiores economias do planeta. Ao trazer o exemplo eu não tinha a intenção de discutir o fator geopolítico. A pergunta é, simplesmente, se podemos olhar para a experiência e trajetória da Coreia do Sul, principalmente do ponto de vista dos processos que adotaram e, talvez, tirar lições úteis para a nossa realidade. Óbvio que não estou falando em simplesmente copiar experiências coreanas, uma vez que o país é completamente diferente do nosso, em múltiplos aspectos. Mas, talvez, o estudo de experiências e processos que funcionaram na Coreia do Sul possam ajudar a orientar a definição de processos que nos permitam promover uma maior inserção da CT&I no desenvolvimento do nosso País. Um abraço.

Maurício Lopes

06/03/2011 - 03h29

Muito interessante a notícia da criação da Comissão da Ciência Brasileira e todos temos que reconhecer e elogiar o esforço e a liderança do Professor Miguel Nicolelis, que mostra estar sinceramente imbuído do desejo de contribuir para que a C&T dê contribuições mais efetivas ao desenvolvimento do nosso País. No entanto, me preocupa a ênfase que nós cientistas damos à ciência "per se", muitas vezes esquecendo que ciência é um, dentre os muitos artefatos que ajudam a humanidade a lidar com as possibilidades e os desafios da sua complexa existência. Ao pensar o futuro da ciência, a tendência de comitês, comissões, conselhos, etc, em qualquer país, é focá-la (a ciência) em excesso, em total ou relativa desconexão com inúmeros outros contextos críticos, como o político, o social, o econômico, o ecológico, etc. Na verdade, conectar a discussão do futuro da ciência a tais contextos não é tarefa simples e eu desconheço estudos de futuro e esforços de "foresight" que tenham conseguido superar tal limitação de forma consistente. Eu creio que aqui está um bom desafio para a Comissão, uma oportunidade para tratar o assunto de uma maneira inovadora e inteligente. Eu acho que seria uma pena, por exemplo, esta Comissão gastar tempo e esforço na discussão do estado atual da nossa CT&I. Apesar de ser importante levantar e analisar o "estado da arte", parece que pressão será enorme para que o processo comece (e pare!) por aí – vejam nesta página as inúmeras mensagens relacionadas a problemas óbvios e "intestinos" da ciência no Brasil, como o funcionamento dos órgãos de fomento, a dificuldade de importação, o ranking dos cientistas no Brasil, a desconexão entre C&T e indústria, etc, etc. Estes assuntos estão por demais discutidos, os problemas são um tanto óbvios para todas a pessoas bem informadas sobre C&T no Brasil e, mais importante, estes são "efeitos" que tomam e entorpecem a agenda de discussão e quase sempre inibem o debate realmente importante – das "causas" da participação ainda insuficiente da C&T no desenvolvimento econômico, social e ambiental do País. Eu sinceramente espero que esta Comissão consiga abstrair do óbvio e dos conflitos e discussões menores a ele associados. É mais importante olhar adiante e tentar antecipar futuros possíveis para a nossa CT&I, à luz do imenso potencial e das extraordinárias possibilidades em um país tão diverso e rico e como o Brasil. Não ceder à pressão para discutir o óbvio é, talvez, o único caminho que leve a Comissão a olhar adiante e, eventualmente, propor caminhos inusitados e mudanças radicais, que é provavelmente o que precisamos.

Eu desejo muito sucesso ao Professor Nicolelis e à Comissão da Ciência Brasileira!

Responder

    Rogerio Belda

    24/02/2013 - 10h27

    Existe método para prospectar o futuro: prospectiva ou futurismo, conforme o idioma de origem. Deveria ser a primeira atividade da Comissão do Futuro, aproveitando o cabedal de conhecimento e experiência de seus membros

Silvio

05/03/2011 - 22h33

Azenha:
Existe uma infinidade de inventores brasileiros, que tem registrado seus inventos no INPI, e que não tem condições de continuar por falta de dinheiro. As travas para conseguir dinheiro no Banco, o Caixa. As exigências são praticamente instransponíveis. São enormes as exigências. Depois não existe no Brasil o que se pode chamar de mecenas. Não existe essa cultura como, por exemplo, nos EUA. O pessoal que dispõe de dinheiro não apóia o desarrolho.Uma das causas de que Brasil demore em chegar as tecnologias de ponta.Existem no Brasil cabeças brilhantes, e outras que tem saído do pais, por falta de condiciones de continuar desarrolhando suas idéias.

Responder

Cristina

05/03/2011 - 19h27

Caro Nicolelis,
escrevo para manifestar meu apoio. Espero ver logo os links do debate nas redes sociais para poder contribuir. O sistema CAPES/CNPq é altamente viciado. As pessoas que estão nos comitês de avaliação (os pesquisadores 1A e cia) são as mesmas que ganham os projetos e que ganham boas notas para seus PPG. Elas usam a experiência que ganham em seu trabalho de avaliação ao elaborar seus próprios projetos e os relatórios dos seus próprios PPG. Mas os pareceres das avaliações são pífios. Por isso, quem não participa da cúpula de avaliação fica cada vez mais distante.

Estou torcendo para que essa comissão seja um ponto de partida para novos rumos da ciência brasileira.
Parabéns pelo seu trabalho e boa sorte.

Responder

max

05/03/2011 - 18h02

Agora a porca torce o rabo

Estados americanos querem elevar maioridade penal

''em pessoas mais novas, o tratamento é mais eficaz que o encarceramento.''
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI…

Responder

Robson Fernando

05/03/2011 - 17h25

Duvido MUITO que essa comissão vá ouvir de verdade a todos. É improvável que vá ouvir quem luta pelo fim da exploração de animais em laboratórios e universidades. O próprio Nicolelis faz experimentos em primatas.

Responder

    Luís

    06/03/2011 - 10h18

    Sim, ele é um monstro. E você, quais são as suas propostas? Cederia a sua mãe para pesquisas científicas? Ou você mesmo se prestaria a ser cobaia?

    Você deve ser mais um desses bobocas que acham que cientistas são serem sádicos que se divertem maltratando os pobres animaizinhos, nossos amiguinhos.

    Pra você:
    http://ceticismo.net/ceticismo/veganismo-desmasca

João LUiz cardoso

05/03/2011 - 12h14

Conceição, pelo conhecimento (pratico) que demonstra ter sobre como pensam (e agem) as zelitescientifica de Pindorama vai ser figura importante na Comissão aqui divulgada.
Conceição, cuide bem do Nicolelis!
O novo Brasil precisa doceis.

João Luiz, Instituto Butantan,SP

Responder

Indignadíssima

05/03/2011 - 10h44

Emir Sader tem razão: cuidado Dilma!
http://migre.me/3ZGus

Responder

francisco

05/03/2011 - 10h05

Me sinto feliz ao ver quantos notaveis cientistas estão nesta comissão,parabéns ao doutor,moro em Natal e mesmo tão pertinho muito pouco se divulga sobre o nicolelis.Esta entrevista me fez voltar ao tempo,há exatos 25anos quando entre na empresa q trabalho,onde existia uma equipe dita de "genios',mas com o passar o tempo foram atropelados pela meninada,que sairam daquele "lero lero" e muita conversa fiada e colocaram as teorias em coisas praticas.Tomara que esta mininada "q tem mais de 30 anos" atropelem literalmente os burocratas.Boa sorte

Responder

marcelo sant'anna

05/03/2011 - 09h51

Que este homem que foi pai ainda novo, que tornou-se um pesquisador já velho possa ver seu filhos adentrarem neste mundo maravilhoso, com menos dificuldades que eu encontrei.
Isto é jornalismo, valeu Azenha.

Responder

mario

05/03/2011 - 09h37

Pergunta-se porque nao tem cientistas japoneses e da Inglaterra nesta comissao? Como ve ser senhor….sempre falhamos………
Por acaso nao temos inovadores e grandes pensadores nestes paises?????
Afinal……..que realmente revolucionou a ciencia nas ultimas decadas…..os americanos??????????
apoio sua iniciativa……Acho perfeito, Parabens pela ideia, mas cuidaria na generalizaçao de suas colocaçoes……muita gente inteligente e idealista acabou isolado…..numa caixa de concreto….
boa sorte

Responder

Mario

05/03/2011 - 09h35

Prezado Professor Nicolelis…..
Ser idealista é lindo pois nos leva a realizar os sonhos que muitos brasileiros deixaram de fazer por decepção a açao politica de baixa moralidade do proprio governo federal. Acredito nos seu sonhos pois sempre sonhei em ser alguem estudando. Pois tenho testemunho proprio de suas colocaçoes. Entretanto generalizar é complicado pois temos brilhantes cientistas que sao pesquisadores 1A do CNPQ. Quanto a divulgar pesquisa de alto nivel , é muito relativo, pois muitas descobertas nao foram publicados por nao acreditarem nos resultados. Vide a vida da Rosalin Franklin…..
Mas voltando as raizes da sua proposta, acredito que a primeira modificaçao que voce deve propor nao é introduzir ciencia as crianças pobres..pois o cerebro desta criaturas nao foram bem formadas portanto destitui-se de capacidade de ser genios

Responder

    betinho2

    05/03/2011 - 12h58

    Mario
    voce escreveu "Mas voltando as raizes da sua proposta, acredito que a primeira modificaçao que voce deve propor nao é introduzir ciencia as crianças pobres..pois o cerebro desta criaturas nao foram bem formadas portanto destitui-se de capacidade de ser genios".
    Pelo seu viéz descriminatório creio que serias uma das últimas pessoas com cacife para "aconselhar" o Professor Nicolelis.
    Leia sobre a genialidade do matemático Ramanujan. indiano subnutrido, sem acesso à escola, mais tarde levado à Universidade de Cambridge, Inglaterra, e mesmo mal sabendo escrever deixou um legado de teoremas até hoje utilizados na área de computação.
    A genialidade não nasce prioritariamente em "berço de ouro".

Julio Silveira

05/03/2011 - 09h27

Isso é uma inspiração, parece que ainda tem gente no Brasil que quer realmente transformar esse País.
Ainda assim a dificuldade que terão será enorme, pois antes terão que remover o laranjas americanos infiltrados de brasileiros incrustados em "nossa" elite e em seus representantes midiaticos no PIG.

Responder

Aracy_

05/03/2011 - 07h51

Puxa, a indicação de nomes da comissão gerou tanta polêmica nos comentários quanto a convocação dos atletas da seleção brasileira de futebol.
Parabéns ao Prof. Nicolelis pela escolha da Conceição e boa sorte a todos os membros na empreitada. Sugiro colocar na pauta de discussões da Comissão o investimento em divulgação e jornalismo científico para ajudar a engajar o público na política científica do País.
Quem tem que ser 1A com louvor é o conjunto da ciência brasileira, não uma ou outra pessoa. Pessoas passam, a ciência, passarinho!

Responder

José Ivan

04/03/2011 - 23h59

Merecido convite, Conceição. O Brasil agradece pelo futuro que recebe no presente do Ministro ao Cientista. O Povo se beneficiará do talento dessa ótima Comissão.
Caso possa propor alguma ideia, solicito espaço para apresentar algumas linhas de pesquisa – de modo voluntário – que desejo desenvolver com a juventude do Paranoá/Itapoã, região de baixos IDH e IDEB, no Distrito Federal:
1-Produção de Telas Flexíveis de Carbono, em tamanho A3, com nanotecnologia para circuitos de veiculação de imagens, em cobertura de Grafeno; e
2-Extração e processamento de fixadores para indústria cosmética a partir das folhas das plantas do Cerrado: Maria Preta e Araçá.
Atenciosamente,
José Ivan Mayer de Aquino(Voluntário da Ação da Cidadania, Professor da EJA, Gestor Governamental no MEC-Secretaria Executiva Adjunta, Aprovado em 1º lugar no curso de Medicina-Saúde Pública da UFRJ pelo SISU/2011 com a nota do ENEM/2010)-61-3367-2891/2022-7811

Responder

Pedro

04/03/2011 - 20h25

A gente pode até chegar à conclusão de que ciência não era exatamente o que se andava fazendo no Brasil. Acredito que a velha classe dominante brasileira já não tem mais nada a ver com a realidade.

Responder

Pedro Fernandes

04/03/2011 - 19h38

Esqueçeram mais uma vez da Engenharia e sem ela, já era! Nas áreas onde a economia está aquecida (eng. cilvil, metalúrgica, química, de minas, por exemplo), não existe mais engenheiros bolsistas nas pós-graduação pois o mercado paga salários infinitamente melhores.

O apagão de doutores em engenharia está a pleno vapor e parece que ninguém se importa. A comissão poderia ter sensibilidade a isso, mas a palavra engenharia não aparece na entrevista do prof. Nicolelis

Responder

Eduardo Lima

04/03/2011 - 17h50

Azenha, olha só isso! Dilma briga com Jair Bolsonaro no Super Pop
http://www.comunistas.spruz.com/pt/Bomba–Di

Responder

Mário SF Alves

04/03/2011 - 17h40

Só não entendi a inclusão do representante da Novartis. Não seria o caso de incluir o pessoal da Monsanto, o da Dow AgroSciences e o da CTNBio também? Assim, transgênicos e agroquímicos já ficariam todos muito bem abrigados.

Responder

    Aracy_

    05/03/2011 - 07h52

    Prezado Mário, na minha roça a gente chama isso de democracia. Abraço.

    Mário SF Alves

    05/03/2011 - 20h19

    Olá, Aracy,
    Olha, roça deve ser mesmo a expressão adequada. Mesmo porque traduz coisa que já não existe mais. Aliás, com raras e louváveis exceções, agricultura também. Quer se referir à produção de alimentos de modo correto, ou conceitual? Use o termo agroindústria. Quer a receita? É simples: junta tudo o que já se conhece sobre transgênicos e venenos de toda ordem, inclusive, o agente laranja; e, se ainda sobrar algum espaço tempere com uma forte dose de especulação financeira sobre commodities agrícolas.
    Pois é… apesar de "igualmente" ultrapassada, a democracia é também a minha roça. O que não significa dizer fechar os olhos para aquilo que eu realmente não entendo, e que nem por isso devo deixar de dizer o que me incomoda. E isso não fere em nada o respeito e a admiração que tenho pelo professor Miguel Nicolelis.
    Para mim Novartis, Dow AgroSciences e Monsanto fazem parte do mesmo quartel mega-corporações de fim linha que subverte e inviabiliza qualquer noção ou projeto universal de democracia.
    Abs.,
    Mário S.

    Aracy_

    06/03/2011 - 10h07

    Olá, Mário
    Compreendo e respeito seu ponto de vista. Longe de fazer juízo de valor ou querer defender a Novartis ou qualquer outra megacorporação fabricante de OGMs (transgênicos) ou fármacos, deixo link para o centro de pesquisa da empresa na área de medicamentos para doenças tropicais, que, aliás, teve verbas para pesquisa cortadas por conta da crise financeira desde 2008.
    http://www.novartis.com/innovation/research-devel
    Talvez seja uma pista para entender as razões pelas quais um diretor médico da empresa foi convidado a compor a Comissão.
    Poderíamos preencher laudas e laudas dos comentários do Viomundo numa rica discussão sobre o capitalismo, o interesse público, a propriedade intelectual e a produção de medicamentos para tratar Chagas, malária e outras doenças que afligem bilhões de pessoas nos países subdesenvolvidos. E também sobre biossegurança.
    Convidar um membro desse segmento para dialogar não implica abrandar o espírito crítico em relação a esses problemas, não é mesmo? Ótimo feriado para você.

ratusnatus

04/03/2011 - 15h28

Azenha, bom artigo do Ralph Nader:
http://planobrasil.com/2011/03/02/crise-nos-eua-o

Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25. Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. O que estamos esperando para reagir. O artigo é de Ralph Nader.

Ralph Nader – Sin Permiso

Os 18 dias de protestos não violentos dos egípcios colocam a questão: o próximo levante popular se dará nos Estados Unidos? Se Thomas Jefferson e Thomas Paine estivessem aqui, seguramente diriam: o que estamos esperando? Estariam consternados pela concentração de poder político e econômico em tão poucas mãos. Recordemos o quanto frequentemente estes dois homens alertaram contra a concentração de poder.

Responder

    Mário SF Alves

    05/03/2011 - 06h55

    Ratusnatus,
    Eu ainda estou impermeável a qualquer possibilidade, ou a qualquer hipótese que considere os EEUU como locus desencadeador de qualquer ação civilizatória. No entanto, você lembrou bem quando citou os dois Thomas; porém, o contexto ainda era bem outro.
    Abs.
    Mário S.

    Maria Inês Azambuja

    05/03/2011 - 07h36

    O documentário sobre a crise econômica de 2008, que ganhou o Oscar, é impressionante!

Marco Aurelio

04/03/2011 - 14h30

Aqui no Piauí eu achava que o nosso Comercial ia derrotar o time do Nicolelis em São Paulo,o Palmeiras.Perdemos por causa da arbitragem.Você concordam??

Responder

    Luís

    05/03/2011 - 15h16

    Não.

    E perdoe-me a pergunta, mas o que o seu comentário tem a ver com o texto?

    Silvio

    06/03/2011 - 08h58

    Luis:
    Parece-me que Marco Aurélio, se interessa bastante com o futebol.

Mauricio

04/03/2011 - 14h17

Não chequei, mas só por curiosidade, dos pesquisadores brasileiros nesta lista, quantos são 1A?

Responder

    Narbal Marcellino

    16/03/2011 - 20h52

    Tomara que não tenha nenhum!

Carlos Horacio

04/03/2011 - 13h29

Três sugestões para o Nicolelis:

1 – a ciência brasileira deve investir pesado em fontes limpas de energia, como a solar, a eólica, e a produção de hidrogênio a partir de algas geneticamente modificadas

2 – o Brasil precisa avançar na área de Engenharia da Computação, para desenvolvermos hardware nacional, e não apenas software, inclusive o desenvolvimento de uma indústria nacional de microprocessadores e unidades centrais de processamento (CPU's)

3 – deve haver estímulo à pesquisa científica nas escolas de Ensino Fundamental, tanto públicas quanto privadas, igual nos EUA, onde toda criança de 5ª série desenvolve projeto para a "Feira de Ciências"

Responder

Luís

04/03/2011 - 13h20

Victor Nussenzweig. Será que ele é filho do Moisés Nussenzweig?

Falar de C&T no Brasil é complicado. Basta lembrar que em 2009 a C&T foi presenteada com um singelo corte de R$ 1,1 bi.

E nesse corte de R$ 50 bi, alguns desses bilhões eram reservados ao orçamento do MCT.

Responder

Chris

04/03/2011 - 12h17

Grande parte da população brasileira não tem acesso aos programas científicos e tecnológicos. A produção científica não deve está apenas concentrada na região sudeste, todo o Brasil deve ter o acesso à ciência e à tecnologia. Não adianta apenas uma região se desenvolver e as demais ficarem como se estivessem paradas no tempo.

Responder

Márccio Campos

04/03/2011 - 12h16

Conceição Lemes,

como posso apresentar o programa da MULTIMISTURA da Dr.a Clara Brandão para que as crianças se alimentem corretamente, visando todo o desenvolvimento (corporal e cerebral) objetivado pelo Dr. Nicolelis.

já te enviei um correio que ficou sem resposta…

já deixei 2 comentários no sítio do IINN-ELS que voltaram para meu correio como "não entregue devido a falha no servidor do correio"…

dá pra dizer o que está acontecendo?

não precisa ser público!! pode usar meu correio, mesmo que seja uma negativa simples!!!!

Márccio Campos
[email protected]
rio de janeiro

Responder

Otavio Carpinteiro

04/03/2011 - 12h14

A entrevista do Nicolelis tem muitos pontos em comum com o "Segundo Manifesto Nacional aos Orgaos de Ciencia e Tecnologia, disponivel em: http://democracia-e-transparencia-em-ct.blogspot….

O Nicolelis ja' recebeu copia do Manifesto ha' tempos atras. Seria interessante, portanto, que o Azenha divulgasse em seu blog o Manifesto, uma vez que tem o apoio de muitos pesquisadores.

Otavio

Responder

    laura

    06/03/2011 - 08h59

    Caro Otávio,
    1- Lí o manifesto e concordo com o mesmo integralmente.O critério por quantidade de artigos ou produtividade ( na verdade falsa produtividade, porque fabricada por um sistema que leva a maior "produtividade" quantitativa de uns em relação a outros"),é simplesmente imbecil. Se a Comissão do Futuro acabar com essa excrecência, será um grande feito. Conceição e Azenha, por favor, publiquem o manifesto.
    2- Gostaria de considerar que a área de Artes e Cultura tem determinantes diferenciadas em relação a área científica. O julgamento de competência não pode ser "quantidade de artigos", pois desmerece, justamente, o objeto de trabalho e pesquisa do artista, realizar a obra de arte. Picasso não entraria no sistema de competências do sistema de fomento brasileiro. Seria totalmente 'improdutivo". Gostaria que a Comissão de Futuro ouça e dê espaço em suas considerações para a área de Artes.

    Conceição Lemes

    06/03/2011 - 12h56

    Laura, nós vamos postar, sim, na próxima semana. Bjs

    laura

    06/03/2011 - 23h52

    Olá Conceição, Obrigada!
    O manifesto é muito bem feito e discute com pertinência a questão da competência x produtividadee.

CBS

04/03/2011 - 12h12

Uma comissão como esta e sem um sociólogo sequer… Como estas pessoas foram escolhidas?
Onde está a sociologia brasileira?

Responder

    Luís

    04/03/2011 - 13h22

    Me desculpa, mas pra que serve sociologia?

    Miguel Nicolelis

    04/03/2011 - 17h55

    Essa lorota de achar que precisa ter um representante de cada categoria do pensamento para legitimar uma comissão de busca de fatos e geradora de propostas mostra a profundidade do problema que vamos estudar. O Brasil teve um sociólogo renomado como Presidente da República, e qual foi o resultado? Deixo pros leitores o debate.
    A comissão foi escolhida por mim. O critério foi: escolher pessoas que pensam e sonham grande, que tem paixão pela ciencia como agente de transformação social e economica e inclusão social e que estão dispostas a contribuir para o desenvolvimento da ciência brasileira. Se outra pessoa escolhece a comissão os membros seriam outros. Então ficar nesse lero-lero de "não tem sociólogo" ñ leva a lugar algum.

    Yes we créu !!!

    06/03/2011 - 22h56

    Nicolelis, ja que vc tem acesso facilitado ao Mercadante e, por extensao, ao Ministerio de C & T, aproveita e leva a seguinte proposta pra ele. Como vc deve saber, no Brasil, nenhum pesquisador sem vinculo empregaticio consegue ter aprovados projetos de pesquisa sem que haja a tutela dos pesquisadores institucionais. Ha uma excecao na Fapesp, com a Bolsa de Jovem Pesquisador, mas talvez seja a unica no Brasil. O CNPq nao tem nada parecido. Isso significa que pesquisadores jovens, especialmente os "exilados" que pretendem retornar ao Brasil, nao o fazem por nao haver nenhum mecanismo que possibilite a independencia deles, tendo os mesmos que se submeter aos interesses de pesquisadores antigos. Eu sugiro a criacao de uma bolsa em que o pesquisador nao-institucionalizado possa ser "dono do seu nariz", com mais autonomia, precisando apenas encontrar um pesquisador que o abrigue na instituicao de pesquisa. Se quisermos realmente ter inovacao, eh necesario soltar as amarras que prendem o novo ao antigo. O novo deve ser livre pra inovar. O antigo, por definicao mas nao por necessidade, tende a ser conservador, o que eh um veneno pra inovacao. No mais, desejo boa sorte no seu projeto.

Carlos Mangino

04/03/2011 - 12h01

É por aqui se vê o mundo, antes que os outros…….mas para quem sabe e quer enxergar.

Responder

Hans Bintje

04/03/2011 - 11h42

Conceição Lemes:

Como eu fiquei feliz ao ler essa notícia !!!

Que gostoso seria bolar umas pautas "meio malucas", brincar com o tempo-espaço usando as teorias de Albert Einstein e navegar nas incertezas de Werner Heisenberg.

Tudo isso embalado pelas músicas de Hermeto Pascoal – chimarrão com rapadura – e histórias da antiguidade clássica contadas por Jorge Mautner.

A reação é da criançada da periferia de São Paulo, quando Jorge falou sobre histórias do poeta Homero:

– Conta mais, tio!

Desceríamos num barco pelo rio Nilo até o coração da África.

E mostraríamos que micróbios do cocô do elefante podem ajudar a produzir os biocombustíveis do futuro.

A garotada iria ao delírio!

Responder

Flavia Vianna

04/03/2011 - 10h30

Se o Nicolelis conseguir reverter o processo meritocrático do CNPq, isso já será um grande feito.

Responder

Salvador

04/03/2011 - 10h11

Eu fico com pulgas atrás da orelha, belas propostas, criancinhas, representantes de multinacionais, de institutos estrangeiros, banqueiros, ponte aérea Brasil-EUA (poderia ser com a China ou Russia, a desconfiança seria a mesma)… Cuidado com o deslumbramento, toda e qualquer proposta inovadora para um país diferente ser construido deve ser feita com muito cuidado, para não se estar apenas renovando amarras seculares sob a imagem de projeto revolucionário.

Responder

    Silvio

    06/03/2011 - 09h15

    Salvador:
    Gostaria muito que você fosse a uma fonte fidedigna, e estudasse a vida de Nicolelis. Quem é ,que é, onde estudou, quem foram seus amigos, porque saio do Brasil,que tem feito.Quem o tem apoiado.Como conseguiu o terreno para instalar a escola, e o Centro Neurológico.Depois de isso, você vai a ter as respostas a isso que você escreveu.

    Ricardo Amaral

    14/05/2011 - 19h02

    Perfeito! Comentário muito pertinente.
    Ninguém sabe, por exemplo, quais os critérios para a escolha desses 'notáveis'…

Jorge Braga

04/03/2011 - 10h05

Usar Nicolelis como Marketing é uma loucura, porque é um cara que é muito explícito, muito transparente. Se houver qualquer tentativa de intervenção política, isso vai ser divulgado. Fica feio para o ministro nomear um cara desse porte e depois tentar intervir. Então na verdade isso é o anti-marketing, é fazer pela qualidade mesmo, não pela auto-promoção.

Responder

    Cristina

    05/03/2011 - 19h07

    Ainda bem que a coisa é séria e não apenas promoção do ministro!

    Silvio

    07/03/2011 - 16h03

    Jorge Braga:
    Porque se e mal intencionado e preconceituoso. Porque se pensa que o nome amento de Nicolelis e manquitem o para uso político?Não podemos pensar que por fim está no Ministério de Ciência e Tecnologia alguém que quer catapultar isso, que está atrasado no Brasil 50 anos como mínimo, por ter estado toda á vida com uma elite que não enxergava mais que ate a ponta de seu nariz? Vamos primeiro a dar um voto de confiança, e esperemos que as coisas mudem para o bem de todos.

Mario Alex

04/03/2011 - 09h33

O Professor Nicolelis está pleno de razão. Tem uma igrejinha ( principalmente em SP) que usa e abusa, à décadas, dos recursos para pesquisa no país, ficando os demais estados alijados do processo. É indecente o "stato quo" dessa turma.

Responder

    P A U L O

    04/03/2011 - 18h53

    Nobre Mário,

    umá dúvida… não seria, 'STATUS QUO'…

    Desculpe-me.

    P A U L O

    04/03/2011 - 22h59

    O certo é 'status quo'l

silvio

04/03/2011 - 09h18

Aparentente, ninguém ligado à biodiversidade amazônica. Tenho certeza que alguém do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, Museu Emilio Goeldi traria grande contribuição a um futuro sustentável.

Responder

Eugênio Hatem Diniz

04/03/2011 - 08h52

Numa sociedade que tem como eixo o Trabalho, seria importante que na comissão também inlcuisse pesquisadores da área Saúde & Trabalho. Recentemente Viomundo destacou o trabalho da Profa Dra Raquel Rigoto com relação aos agrotóxicos. Além desse sério problema o Trabalho (ainda) enfrenta grandes e variados desafios: acidentes; adoecimento psiquíquico; burnout; LER; lombalgias; perdas auditivas; pneumoconioses; etc. Não é possível discutir Ciência sem discutir o Trabalho e seus impactos na saúde dos trabalhadores. Deixo aqui uma sugestão para o Prof. Dr. Nicolelis, sem desmerecer a excelente iniciativa da criação da comissão

Responder

Jorge Correa

04/03/2011 - 08h39

Azenha.

Conheço através da leitura de artigos várias das pessoas convidadas e gostaria de sugerir ao Nicolelis
alguém que conhecesse profundamente a legislação brasileira, ou seja, um renomado e sensível jurista
como o De Sanchis ou Maiorovicht por exemplo. Desde já me coloco à disposição para esse sensacional
debate.

Um abraço.

Responder

waleria

04/03/2011 - 08h28

Boa sorte ao Prof. Nicolelis.

Vai precisar dela.

A briga vai ser boa – mas se eles conseguirem que se faça mais pesquisa e com mais inovação e criatividade no Brasil – será um passo gigantesco – para o páis.

Boa sorte a essa Comissão!

Responder

laura

04/03/2011 - 08h21

O sistema é de capitanias hereditárias.

Responder

Zé Ninguém

04/03/2011 - 08h10

Sugestão ao Nicholelis: Programa Antártico Brasileiro CIVIL !!!
Desvincuado da Marinha. Aí sim ,começaremos um programa antártico do tipo Alemanha, EUA, Inglaterra, Suécia, Canadense etc.. No programa antártico brasileiro, os povo da marinha tem o poder de até cortar pesquisadores que os criticam.

Responder

Niveo Campos e Souza

04/03/2011 - 07h46

Entendo que o estudo e o conhecimento são ferramentas para entender a natureza e, mudar a realidade objetiva dos seres humanos.
Para que essa realidade seja mais justa, participativa e solidária.
O professor Miguel Nicolelis é um ser humano diferenciado, que leva a humanidade para um outro patamar político e social.

Niveo Campos e Souza

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Carlos Cesar

04/03/2011 - 07h43

Se esta comissão junto do Mercadante conseguir romper o ciclo vicioso de apadrinhamento científico e classificação por quantidade do CNPQ , já tá bom demais. Agora, as "máfias" do conhecimento já devem estar fazendo seu movimento contra. Essa turma não brinca quando se trata de proteger suas "famílias"…

Responder

Fabian

04/03/2011 - 07h22

Finalmente parece que alguma coisa vai mudar. Conhecer ele conhece, vamos ver se vai conseguir fazer.

Responder

IV Avatar

04/03/2011 - 07h01

Azenha, cria uma manchente para mim!!! http://josecarloslima.blogspot.com/2011/03/evite-

Responder

Andre

04/03/2011 - 02h15

O Brasil olha e tem que andar pra frente. Aqui nesse blog vejo muita gente que vive na pre-história da ideologia.

O governo Brasileiro vem fazendo como os indianos.

A Índia registrou forte crescimento no início dos anos 90, quando deixou de lado, abandonou políticas socialistas e deu início à liberalização da economia, que envolveu o incentivo ao investimento estrangeiro, a redução de barreiras tarifárias, a modernização do setor financeiro e ajustes nas políticas fiscal e monetária.

Como resultado, obteve inflação baixa, crescimento econômico muito mais elevado (média de 8 por cento anual) e redução do déficit comercial.

Enquanto isso, vemos aqui críticas so governo Dilma, por ela nao seguir o modelo "bolivariano".

Acordem, pessoal.

O Brasil nao pode e nao deve perder tempo com restolhos ideológicos!

Responder

    Thiago M Silva

    04/03/2011 - 17h32

    Pelo jeito vc nao lê esse blog

    ebrantino

    04/03/2011 - 18h11

    Andre, Andre, eu sou pessoa de boa fé, e PREFIRO acreditar nas boas intenções dos outros. Assim, creio que ao anatematizar ideologias, voce está sendo sincero. Andre. sugiro que, sem interromper o que voce faz, debruce-se sobre o VERBETE IDEOLOGIA, EM VÁRIAS CORRENTES FILOSOFICAS, e vai ver que TODOS carregam ideologia, e carregam especialmente uma forte ideologia, aqueles que defendem as medidas que voce diz que a India teria adotado. Chama-se a ideologia do neoliberalismo, consenso de Washington, e durante os últimos 20, 25 anos, constitui uma ideologia tão arraigada, que mais parece uma religião, e fundamentalista. Cada grupo de pessoas, cada corporação, cada camada social cada grupo étnico, carrega, normalmente, a ideologia formada pela vida que levam seus componentes. Então, os que defendem a excelencia do livre mercado, e sua prevalência sobre qualquer coisa, pensam assim ou pelo interesse pessoal ou por ideologia; da mesma forma os que defendem o tipo de governo de compromisso que temos hoje, e os da ultra esquerda, o são por vinculação a ideologias ou interesses partidários interessados em abrir caminho para sí próprios. Todos são ideologizados fortemente. Não há como escapar. E voce também, Andre!!
    Ebrantino

    Mário SF Alves

    05/03/2011 - 08h31

    Boa, Ebrantino. De vez em quando, alguém tem de dissecar a coisa; desenhar tudo em branco e tacar num fundo preto para maior destaque.

    P A U L O

    04/03/2011 - 20h22

    Aumentou também a miséria e a corrupção, mas tsto é somente um detalhe, para os 'neoliberalóides'.

Pedro Germano Leal

04/03/2011 - 00h55

Azenha, peço mais uma vez que divulgue essa proposta. Leia por favor! Eu acredito que essa discussão é válida no contexto da Comissão!

Caros Colegas,

Os problemas ligados ao reingresso de Recém-Doutores, ex-bolsistas da CAPES, são um dos gargalos da Educação Superior brasileira. Anualmente, dezenas de novos pesquisadores, provenientes de instituições de excelência no mundo inteiro são obrigados a retornar ao país e retribuir o investimento público em sua formação. Todavia, não são criados os meios para tanto – muitos se veem impedidos até mesmo impedidos de atuar nas Universidades Federais. Nisso, deixa-se de aproveitar o imediato estabelecimento de novas áreas de pesquisa – uma boa oportunidade para a inovação científica no país: uma mão de obra que custou caro aos cofres públicos deixa de ser revertida para o bem da comunidade acadêmica, e além.

Peço a todos que leiam com atenção, assinem, contribuam, e passem adiante. É importante que esta proposta seja discutida, e que tenha o apoio do maior número de pessoas possível.

A proposta pode ser lida e assinada no seguinte endereço (ao fim desta mensagem também tem uma cópia dela):
http://www.ipetitions.com/petition/pnadr/

É rápido, prático e pode ser de grande ajuda.

Por favor divulguem!

Responder

Luis Queiroz

04/03/2011 - 00h54

Na verdade, para melhorar a educação no Brasil tudo é válido. Não sabemos como resolver!… Sei que existem idéias como essas e outras que poderiam ser usadas. Umas boas outras más, depende do político que como Mercadante está tentando, eu acho. Mas, seja la o que for, alguma coisa tem que ser feita.

Responder

SôniaG.

04/03/2011 - 00h47

Essa iniciativa significa um grande passo para as ciências no país. Meus cumprimentos à todos, especialmente ao Ministro, que teve sensibilidade perceber a importância do trabalho de Miguel Nicodelis e a contribuição que poderá dar ao país.
Penso, Conceição Lemes, que se vcs. recebessem por isso, seria um investimento pago com tranquilidade pela população. Aliás, o recurso público, poderia vir do
14º e 15º salários dos senhores deputados e senadores.

Responder

    Heitor Rodrigues

    04/03/2011 - 18h20

    Já pensou? Seria uma remuneração justa para o trabalho que a Comissão se propõe.

    Parabéns, Conceição! Parafraseando o Presidente Lula, o sucesso de Vocês será o sucesso de todos nós.

Yes we créu !!!

04/03/2011 - 00h35

Recem-doutor, eu sai do Brasil em 2008 meio decepcionado com a carreira de pesquisador. Vim parar numa universidade do primeiro mundo, onde realizo pesquisa de ponta, que dificilmente realizaria na minha terra natal. Este post sobre a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira me da um animo enorme para voltar. Sinceramente, eu vou ser piegas agora, mas nao posso deixar de dizer que, com base no que tenho lido, ouvido e visto, um novo Brasil comecou a nascer quando aquele metalurgico assumiu a presidencia. Eu apenas lamento nao ter tido mais paciencia antes de sair do meu lugar, apesar da situacao dificil em que me encontrava. Mas um dia eu volto.

Responder

    Guilherme

    05/03/2011 - 10h22

    Um novo Brasil começou a nascer na gestão do FHC. "Aquele metalúrgico" apenas survou na onda da economia global, mantendo com até mais rigor tudo a base do FHC. Agora, como se vê, legou a sua criatura sucessora uma tal herança maldita, que está cortando fundo em C&T. Repense sua decisão de um dia voltar. Educação e Ciência no Brasil continuam sendo coisa periférica.

    Gustavo

    05/03/2011 - 22h57

    Acorda Guilherme: Responda rápido: quantas universidades o FHC instituiu, ou melhor, quantas salas de aula ele criou? quantos doutores ele contratou, isto é, quantas vagas em concurso para as IFES? Que salário ele pagava aos pesquisadores?
    Acho que se você não é uma grande desinformado, provavelmente faz parte da igrejinha que essa comissão pode desmontar…

    joni

    06/03/2011 - 12h31

    Guilherme, por favor, aqui todos conhecem muito bem a história passada e presente do Brasil. Então, não perca seu tempo, e chega de estórias.

betinho2

04/03/2011 - 00h06

Conceição Lemes
Quero parabenizá-la pelo convite recebido e a aceitação da bela missão.
De parabéns também o MCT pela excelente escolha de Miguel Nicolelis para a Comissão do Futuro.
Novos rumos se anunciam.
Quero aproveitar para sugerir um estudo e uma pesquisa séria sobre a Autohemoterapia, já me referi à questão num outro artigo. Vale a pena uma entrevista inicial com o Doutor Luiz Moura (referências fáceis de encontrar no Google), está com mais de 80 anos de idade, aplica e indica a autohemoterapia desde os 18 anos, como estudante de medicina e por orientação de seu pai que era também médico, cirurgião e diretor de hospital no Rio de Janeiro, e também adepto da autohemoterapia.
Nos EEUU fazem mais de 30 anos que pesquisam e ficarão outros 70 anos pesquisando, pois não lhes interessa concluir e divulgar os resultados que seriam um baque muito grande para as multi-farmacéuticas.
Já disse no outro comentário que sou usuário a mais de 5 anos e de lá para cá desconheço remédio químico, gripes, dor de cabeça e outros problema.
Um abraço e sucesso na nova missão.

Responder

    Mário SF Alves

    05/03/2011 - 09h25

    Betinho,
    Os US of America são o berço e paraíso do que há de mais temível e contraditório em termos de futuro da humanidade: as corporações psicopatas. Como acreditar, portanto, em qualquer argumento que trate ou considere aquele país como referência positiva para qualquer coisa? Aquele país (EEUU) sucumbiu como Nação, degradou-se como liderança e corrompeu-se ao extremo como sistema econômico . O resto é jogo de cena. E antes que alguém o diga. Sim, a China e Rússia podem estar indo pelo mesmo caminho; mas, afinal, quem as tem como referência?

    Silvio

    06/03/2011 - 09h40

    Mario SF Alves:
    Em alguma parte você tem razão, mais…; Não podemos negar que a ciência nos EUA tem chegado ao ápice. Não interessa discutir si as cabeças eram americanas , japonesas ou indianas, e ate brasileiras.Pero eles pagarão e proporcionarão oportunidade, e condições para esse desarrolho científico.No resto todo e igual na terra.Nasce cresce, se reproduz e morre.Todos os impérios passarão por isso ,e historia se repete.Amanha após a queda como império dos EUA surgirá outro, e outros mais posteriormente, e uma roda, ou seja uma coisa cíclica.A China na antigüidade tinha sido um império,caiou, e hoje vai em direção de ser de novo.

    Mário SF Alves

    07/03/2011 - 22h51

    Silvio,
    Tudo bem quanto ao "não podemos negar que a ciência…" No entanto, o mesmo não se poderia dizer do "todos os impérios passarão por isso…" E o que dizer do "a historia se repete…?". Você sabe, vivemos realidades totalmente novas, inimagináveis em passado recente fora dos laboratórios. O poder que se concentrou nas mãos das megacorporações, e, especialmente, das americanas é algo assustador. Elas estão acima dos Estados; tornaram-se invulneráveis às leis. E é certo que tal condição não teria se consolidado tão rapidamente não fosse algo igualmente novo: a cibernética. Através dela invadiu-se genomas como quem invade o “País das armas químicas e biológicas” ali da esquina, no Oriente Médio. E o que é igualmente grave, não existe princípio da precaução que norteie qualquer uma dessas invasões. Atalhos em procedimentos científicos são técnicas que negam o mais elementar do elementar em termos de produção científica. E essa anti-ciência predomina na obtenção de alimentos transgênicos. Por quê? Não seria a pressa em consolidar o esquema de subordinação econômica e moral que aí está?
    Conclusão forçada: “A probabilidade de uma mudança irreversível reverter-se espontaneamente sem uma interferência externa é zero.” Segunda Lei da Termodinâmica.

Marcelle

03/03/2011 - 23h30

Muito interessante o Nicolelis falar em sistema de castas, porque é exatamente essa a minha impressao. Me lembra muito o sistema feudal tambem: cada pesquisador 1A desses tem o seu circulo de influencia, seus protegidos, etc. Sao alguns manda-chuvas em cada campo. Dai, quando um jovem pesquisador 'nasce' cientificamente, la pela pos-graduacao, dependendo do circulo em que cai, tem melhores chances que os demais. Assim o sistema se perpetua por gerações a fio. É triste…

Responder

LULA VESCOVI

03/03/2011 - 23h25

Se existe uma coisa que dá para acreditar neste novo governo,é essa comissão,ainda que não saibamos se vão aproveitar o que vai sair daí.Esse Nicolelis é fera,que o Mercadante não o use apenas para marketing.

Responder

    Silvio

    06/03/2011 - 09h48

    LULA VESCOVI:
    Mercadante, e um homem serio, e um político descente. Já fez algumas modificações no FINEP. Eu pessoalmente acredito que ainda são tímidas, mais para como estava, e um grande avanço.Isso a trinta dias de governo.

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