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Nicolelis lança manifesto da Ciência Tropical: “Ela vai ditar a agenda mundial do século XXI”

publicado em 23 de novembro de 2010 às 11:16

por Conceição Lemes

Ao pensar  o futuro da ciência no Brasil, boa parte dos pesquisadores brasileiros volta os olhos, automaticamente, sem pestanejar,  para Estados Unidos, Europa e Ásia. Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados neurocientistas do mundo, não.

Formado em Medicina pela USP, ele está há 20 anos nos Estados Unidos, onde é professor e pesquisador na Universidade Duke. Já ganhou 38 prêmios internacionais por suas pesquisas. Dois deles, em 2010, dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos.

Desde 2003 vive na “ponte aérea” Durham, Carolina do Norte (campus da Duke University) – Macaíba, Rio Grande do Norte, onde implantou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra.

Em 11 de outubro, em entrevista a Luiz Carlos Azenha, Nicolelis afirmou ser desejável o desenvolvimento de uma “ciência tropical”. De lá para cá amadureu a ideia. Colocou “no papel” o que tem pensado sobre o tema nesses anos.

O resultado é o manifesto em defesa de um novo paradigma científico, que o Viomundo publica em primeira mão (abaixo da entrevista). Chama-se Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil.

“Optei por chamar o novo modelo de Ciência Tropical não por razões geográficas ou provincianas, mas porque é necessário caracterizarmos desde já o famoso onde, como e porque que permitiram a sua gestão”, explica o professor Miguel Nicolelis. “Afinal, esse novo modelo só teve condições de dar os primeiros passos e realizar as primeiras experiências nesses trópicos, que hoje oferecem à humanidade a mais fascinante esperança de preservar a própria espécie e o planeta.”

“É essa Ciência Tropical que vai possibilitar à humanidade manter e ampliar suas fontes de energia limpa, produzir alimentos e água potável necessários para bilhões de seres humanos”, traduz Nicolelis. “Também cultivar biomas naturais, de onde extrairemos novos medicamentos e curas para inúmeras doenças, preservar os serviços climáticos e ecológicos que manterão em cheque o aquecimento global e identificar novos agentes infecciosos capazes de destruir, numa única epidemia, toda a raça humana.”

De saída, esse novo modelo implica libertar a ciência brasileira da subserviência acrítica aos modelos importados e massificar a educação científica, observa Nicolelis nesta parte da entrevista que me concedeu. Ouçam.

Nicolelis entrevista parte1

É indispensável também investir pesado em ciência e tecnologia. “O investimento maciço em novas formas de explorar petróleo em alta profundidade foi que capacitou a Petrobras a ser o que ela é hoje”, exemplifica Nicolelis. “E isso é apenas a ponta do iceberg. A Ciência Tropical vai ditar a agenda mundial neste século XXI.”

Aqui, Nicolelis sugere como e por quê.

Nicolelis entrevista-parte2-MENOR

“Ninguém constrói uma nação com 10 mil pessoas de um bairro da cidade de São Paulo. Você precisa de todo o país”, assegura Nicolelis. “É esse casamento da saúde pública, particularmente a da mulher e a da primeira infância, com o projeto educacional brasileiro, público, que precisa ser feito”.

Nicolelis entrevista — parte 3

Para implementar essa revolução educacional, Nicolelis defende que o ideal seria unir a filosofia do educador Paulo Freire (1921-1997) com a de Alberto Santos-Dumont (1873-1932), inventor do voo controlado. Também que, do ponto de vista científico, os nossos parceiros estratégicos não são mais os Estados Unidos, Europa ou Ásia, mas a África e a América Latina. “Pode parecer paradoxal, mas é a pura verdade”, sustenta na última parte da nossa entrevista.

Nicolelis entrevista-parte4-MENOR

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Manifesto da Ciência Tropical: um novo paradigma para o uso democrático da ciência como agente efetivo de transformação social e econômica no Brasil

por Miguel Nicolelis

É hora da ciência brasileira assumir definitivamente um compromisso mais central perante toda a sociedade e oferecer o seu poder criativo e capacidade de inovação para erradicar a miséria, revolucionar a educação e construir uma sociedade justa e verdadeiramente inclusiva.

É hora de agarrar com todas as forças a oportunidade de contribuir para a construção da nação que sonhamos um dia ter, mas que por muitas décadas pareceu escapar pelos vãos dos nossos dedos.

É hora de aproveitar este momento histórico e transformar o Brasil, por meio da prática cotidiana do sonho, da democracia e da criação científica, num exemplo de nação e sociedade, capaz de prover a felicidade de todos os seus cidadãos e contribuir para o futuro da humanidade.

No intuito de contribuir para o início desse processo de libertação da energia potencial de criação e inovação acumulada há séculos no capital humano do genoma brasileiro, eu gostaria de propor 15 metas centrais para a capacitação do Programa Brasileiro de Ciência Tropical.

A implementação delas nos permitirá acelerar exponencialmente o processo de inclusão social e crescimento econômico, que culminará, na próxima década, com o banimento da miséria, a maior revolução educacional e ambiental da nossa história e a decolagem irrevogável e irrestrita da indústria brasileira do conhecimento.

Estas 15 metas visam a desencadear a massificação e a democratização dos meios e mecanismos de geração, disseminação, consumo e comercialização de conhecimento de ponta por todo o Brasil.

1) Massificação da educação científica infanto-juvenil por todo o território nacional

O objetivo é proporcionar a 1 milhão de crianças, nos próximos 4 anos,  acesso a um programa de educação científica pública, protagonista e cidadã de alto nível. Esse programa utilizará o método científico como ferramenta pedagógica essencial, combinando a filosofia de vida de dois grandes brasileiros: Paulo Freire e Alberto Santos-Dumont.

Ao unir a educação como forma de alcançar a cidadania plena com a visão de que ciência se aprende e se faz “pondo a mão na massa”, sugiro a criação do Programa Educação para Toda a Vida, do qual faria parte o Programa Nacional de Educação Científica Alberto Santos -Dumont (veja abaixo). A porta de entrada se daria nos serviços de pré-natal para as mães dos futuros alunos do programa. Após o nascimento, essas crianças seriam atendidas no berçário e na creche, depois na escola de educação científica que os serviria dos 4-17 anos, para que esses brasileiros e brasileiras possam desenvolver toda a sua potencialidade intelectual e criativa nas duas próximas décadas de suas vidas.

O programa de educação científica seria implementado no turno oposto ao da escola pública regular, criando um regime de educação em tempo integral para crianças de 4-17 anos, por meio de parceria do governo federal com governos estaduais e municipais. Cada unidade da rede de universidades federais poderia ser responsável pela gestão de um núcleo do Programa Educação para Toda Vida, voltado para a população do entorno de cada campus.

O governo federal poderia ainda incentivar a participação da iniciativa privada, oferecendo estímulos fiscais e tributários para as empresas que estabelecessem unidades de educação científica infanto-juvenil, ao longo do território nacional. Por exemplo, o novo centro de pesquisas da Petrobras poderia criar uma das maiores unidades do Educação para Toda Vida.

2) Criação de centros nacionais de formação de professores de Ciência

A implementação do Programa Educação para Toda Vida geraria uma demanda inédita para professores especializados no ensino de ciência e tecnologia. Para supri-la, o governo federal poderia estabelecer o Programa Nacional de Educação Científica Alberto Santos -Dumont, que seria o responsável pela gestão dos centros nacionais de formação de professores de ciências, espalhados por todo território nacional. As universidades federais, os Institutos Federais de Tecnologia (antigos CEFETs) e uma futura cadeia de Institutos Brasileiros de Tecnologia (veja abaixo) poderiam estabelecer programas de formação de professores de ciências e tecnologia em todo o país.

Esses novos programas capacitariam uma nova geração de professores a ensinar conceitos fundamentais da ciência, através de aulas práticas em laboratórios especializados, tecnologia da informação e utilização de métodos, processos e novas ferramentas para investigação científica. Os alunos que se graduassem no programa Educação para Toda Vida teriam capacitação, antes mesmo do ingresso na universidade, para se integrar ao trabalho de laboratórios de pesquisa profissionais, tanto públicos como privados, através do Programa Nacional de Iniciação Científica e do Bolsa Ciência (veja abaixo).

3) Criação da carreira de pesquisador científico em tempo integral nas universidades federais

Seria em paralelo à tradicional carreira de docente. Ela nos permitiria recrutar uma nova geração de cientistas que se dedicaria exclusivamente à pesquisa científica, com carga horária de aulas correspondente a 10% do seu esforço total. Sem essa mudança não há como esperar que pesquisadores das universidades federais possam dar o salto científico qualitativo necessário para o desenvolvimento da ciência de ponta do país.

4) Criação de 16 Institutos Brasileiros de Tecnologia espalhados pelo país

Eles serviriam para suprir a demanda de engenheiros, tecnólogos e cientistas de alto nível e promover a inclusão social por meio do desenvolvimento da indústria brasileira do conhecimento. Atualmente o Brasil apresenta um déficit imenso desses profissionais.

Para sanar essa situação, o Brasil poderia reproduzir o modelo criado pela Índia, que, desde a década de 1950, construiu uma das melhores redes de formação de engenheiros e cientistas do mundo, constituída pela cadeia de Institutos Indianos de Tecnologia.

Para tanto, o governo federal deveria criar nos próximos oito anos uma rede de 16 Institutos Brasileiros de Tecnologia (IBT) e espalhá-los em bolsões de miséria do território nacional, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Cada IBT poderia admitir até 5.000 alunos por ano.

5) Criação de 16 Cidades da Ciência

Localizadas nas regiões com baixo índice de desenvolvimento humano, como o Vale do Ribeira, Jequitinhonha, interior do Nordeste, Amazônia, as Cidades da Ciência ficariam no entorno dos novos IBTs.

As Cidades da Ciência seriam, na prática, o componente final da nova cadeia de produção do conhecimento de ponta no Brasil. Acopladas aos novos IBTs e à rede de universidades federais, criariam o ambiente necessário para a transformação do conhecimento de ponta, gerado por cientistas brasileiros, em tecnologias e produtos de alto valor agregado que dariam sustentação à indústria brasileira do conhecimento.

Nas Cidades da Ciência seriam criadas e estabelecidas as grandes empresas do conhecimento nacional, onde o potencial científico do povo brasileiro poderia se transformar em novas fontes de riqueza a serem aplicadas na gênese de um sistema nacional autossustentável. Tal iniciativa permitiria a inserção do Brasil na era da economia do conhecimento que dominará o século XXI.

6) Criação de um arco contínuo de Unidades de Conservação e Pesquisa da Biosfera da Amazônia

Esse verdadeiro cinturão de defesa, formado por um arco contínuo de Unidades de Conservação e Pesquisa da Biosfera da Amazônia, seria disposto em paralelo ao chamado “Arco de Fogo”, formado em decorrência do agronegócio predatório e da indústria madeireira ilegal, responsáveis pelo desmatamento da região. Essa iniciativa visa a fincar uma linha de defesa permanente contra o avanço do desmatamento ilegal, modificando a estratégia das unidades de conservação a fim de colocá-las a serviço de um Programa Nacional de Mapeamento dos Biomas Brasileiros.

Uma série de unidades de conservação poderia ser transformada em unidades híbridas. Assim, além da conservação, poderiam incluir grandes projetos de pesquisa que possibilitem ao Brasil mapear a riqueza e a magnitude dos serviços ecológicos e climáticos encontrados nos diversos biomas nacionais.

Para incentivar a participação de populações autóctones nesse esforço, o governo federal poderia criar o programa Bolsa Ciência Cidadã. Homens, mulheres e adolescentes, que vivem na floresta amazônica e conhecem seus segredos melhor do que qualquer professor doutor, receberiam uma bolsa, similar ao bolsa família, para integrarem as equipes de pesquisadores e responsáveis pela implementação das leis ambientais na região. Esse exército de cidadãos, devotado à investigação científica e à proteção da Amazônia, mostraria ao mundo o quão determinado o Brasil está em preservar uma das maiores maravilhas biológicas do planeta.

Evidentemente tal iniciativa poderia ser replicada em outras áreas críticas, também ameaçadas pela indústria predatória, como o Pantanal, a caatinga, o cerrado, a Mata Atlântica e os Pampas.

7) Criação de oito “Cidades Marítimas” ao longo da costa brasileira

A descoberta do pré-sal demonstra claramente que uma das maiores fontes potenciais de riqueza futura da sociedade brasileira reside no vasto e diverso bioma marítimo da nossa costa.

Apesar disso, os esforços nacionais para estudo científico desse vasto ambiente são muito incipientes. Aqui também o Brasil pode inovar de forma revolucionária. Em parceria com a Petrobras, o governo federal poderia estabelecer, no limite das 350 milhas marinhas, oito plataformas voltadas para a pesquisa oceanográfica e climática, visando ao mapeamento das riquezas no mar tropical brasileiro.

Essas verdadeiras “Cidades Marítimas”, dispostas a cada mil quilômetros da costa brasileira, seriam interligadas por serviço de transporte marítimo e aéreo (helicópteros) e se valeriam de incentivos à renascente indústria naval brasileira, para o desenvolvimento, por exemplo, de veículos de exploração a grandes profundidades.

Cada “Cidade Marítima” seria autossuficiente, contando com laboratórios, equipamentos e equipe própria de pesquisadores. Tais edificações serviriam também como postos mais avançados de observação dos limites marítimos do Brasil. Com o crescente desenvolvimento da exploração do pré-sal, essa rede de “Cidades Marítimas” poderia assumir papel fundamental na defesa da nossa soberania marítima dentro das águas territoriais.

8) Retomada e Expansão do Programa Espacial Brasileiro

Embora subestimado pela sociedade e a mídia brasileiras, o fortalecimento do programa espacial brasileiro oferece outro exemplo emblemático de como o futuro do desenvolvimento científico no Brasil é questão de soberania nacional.

Dos países pertencentes ao BRIC, o Brasil é o que possui o mais tímido e subdesenvolvido programa espacial. Apesar da sua situação geográfica altamente favorável, a Base de Alcântara não tem correspondido às altas expectativas geradas com a sua construção.

Essa situação é inaceitável, uma vez que, a longo prazo, pode levar o Brasil a uma dependência irreversível no que tange a novas tecnologias e novas formas de comunicação, colocando a nossa soberania em risco. Dessa forma, urge reativar os investimentos nessa área vital, definir novas e ambiciosas metas para o programa espacial brasileiro e esclarecer o papel da sociedade civil na operação dos programas da Base de Alcântara, cujo controle deveria estar nas mãos de uma equipe civil de pesquisadores e não das forças armadas.

9) Criação de um Programa Nacional de Iniciação Científica

Com a criação do Programa Educação para Toda Vida, seria necessário implementar novas ferramentas para que os adolescentes egressos desses programas pudessem dar vazão a seus anseios de criação, invenção e inovação através da continuidade do processo de educação científica, mesmo antes do ingresso na universidade e depois dele.

Na realidade, é extremamente factível que grande número desses jovens possa começar a contribuir efetivamente para o processo de geração de conhecimento de ponta antes do ingresso na universidade.

O governo federal poderia criar um Programa Nacional de Iniciação Científica que leve ao estabelecimento de 1 milhão de Bolsas Ciência. Uma experiência preliminar desse programa já existe no CNPQ, através do recém-criado programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. Bastaria ampliá-lo e remover certas amarras burocráticas que dificultam a sua implementação neste momento. Esse programa poderia também ser usado pelo governo federal para eliminar uma porcentagem significativa (30%) da evasão do ensino médio, decorrente da necessidade dos alunos em contribuir para a renda familiar.

Jovens de talento científico reconhecido deveriam também ter a opção de seguir carreira de inventor ou pesquisador sem necessitar de doutorado ou outro curso de pós-graduação. Tal alternativa contribuiria decisivamente para a diminuição do período de treinamento necessário para que talentos científicos pudessem participar efetivamente do desenvolvimento científico do Brasil.

10) Investimento de 4-5% do PIB em ações de ciência e tecnologia na próxima década

Tendo proposto novas ações, é fundamental que essas sejam devidamente financiadas. Para tanto e, ainda, para assegurar a ascensão da ciência brasileira aos patamares de excelência dos países líderes mundiais, o governo brasileiro teria de tomar a decisão estratégica de destinar, nas próximas décadas, algo em torno de 4-5% do PIB nacional à ciência e tecnologia.

Em vários países, como os EUA, essa conta é dividida em partes iguais entre o poder público e privado. No Brasil, todavia, não existem condições para que isso ocorra de imediato. Dessa forma, não restaria outra alternativa ao governo federal senão assumir a responsabilidade desse investimento estratégico, usando novas fontes de receita, como a gerada pela exploração do pré-sal.

11) Reorganização das agências federais de fomento à pesquisa

Reformulação de normas de procedimento e processo para agilizar a distribuição eficiente de recursos ao pesquisador e empreendedor científico, bem como criar um novo modelo de gestão e prestação de contas.

A ciência e o cientista brasileiro não podem mais ser regidos pelas mesmas normas de 30-40 anos atrás, utilizadas na prestação de contas de recursos públicos para construção de rodovias e hidrelétricas.

Urge, portanto, reformular completamente todos os protocolos de cooperação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com outros ministérios estratégicos para execução de projetos multiministeriais.

Na lista de cooperação estratégica do MCT, incluem-se os ministérios da Educação, Saúde, Meio Ambiente, Minas e Energia, Indústria e Comércio, Agricultura, Defesa e Relações Exteriores. Normas comuns de operação dos departamentos jurídicos e dos processos de prestação de contas devem ser produzidas entre o MCT e esses ministérios, de sorte a incentivar a realização de projetos estratégicos interministerais, como o Educação para Toda Vida.

O cenário atual cria inúmeros empecilhos para ratificação de projetos estratégicos aprovados no mérito científico (o principal quesito), mas que, via de regra, passam meses e até anos prisioneiros dos desconhecidos meandros e procedimentos conflitantes com que operam os diferentes departamentos jurídicos dos diferentes ministérios.

Urge eliminar tal barreira kafkaniana e transferir o poder de decisão, atualmente nas catacumbas jurídicas dos ministérios onde volta e meia processos desaparecem, para as mãos dos gestores de ciência treinados para implementar uma visão estratégica do projeto nacional de ciência e tecnologia.

12) Criação de joint ventures para produção de insumos e materiais de consumo para prática científica dentro do Brasil

É’ fundamental investir numa redução verdadeira dos trâmites burocráticos “medievais” que ainda existem para aquisição de materiais de consumo e equipamentos de pesquisa importados. Para tanto, é importante definir políticas de incentivo ao estabelecimento de empresas nacionais dispostas a suprir o mercado nacional com insumos e equipamentos científicos.

13) Criação do Banco do Cérebro

Um dos maiores gargalos para o crescimento da área de ciência e tecnologia no Brasil é a dificuldade que cientistas e empreendedores científicos enfrentam para ter acesso ao capital necessário para desenvolver novas empresas baseadas na sua propriedade intelectual.

Na maioria das vezes, esses inventores e microempreendedores científicos ficam à mercê da ação de venture capitalists, que oferecem capital em troca de boa parte do controle acionário da empresa em que desejam investir.

Para reverter esse cenário, o governo federal poderia criar o Banco do Cérebro, uma instituição financeira destinada a implementar vários mecanismos financeiros para fomento do empreendedorismo científico nacional.

Essas ferramentas financeiras incluiriam desde programa de microcrédito científico até formas de financiamento de novas empresas nacionais voltadas para produtos de alto valor agregado, fundamentais ao desenvolvimento da ciência brasileira e da economia do conhecimento.

Para isso, o governo federal deverá exigir que esses novos empreendimentos científicos sejam localizados numa das novas Cidades da Ciência. Joint ventures entre empreendedores brasileiros e estrangeiros também deverão ser estimuladas pelo Banco do Cérebro, seguindo o mesmo critério social.

14) Ampliação e incentivo a bolsas de doutorado e pós-doutorado dentro e fora do Brasil

À primeira vista pode parecer contraditório propor metas para o desenvolvimento da Ciência Tropical e, ao mesmo tempo, reivindicar aumento significativo de bolsas de doutorado e pós-doutorado para alunos brasileiros no exterior.

Novamente, a proposta da Ciência Tropical é, antes de tudo, um nova proposta para o desenvolvimento de excelência na prática da pesquisa e educação científica. Dessa forma, ela tem de incentivar todas as formas que permitam aos melhores e mais promissores cientistas brasileiros complementarem sua formação fora do território nacional.

Como bem disse a presidente-eleita Dilma Rousseff durante a campanha: “ O Brasil precisa de seus cientistas porque eles iluminam o nosso país”.

Pois que os futuros jovens cientistas brasileiros tenham a oportunidade de se transformar em genuínos embaixadores da ciência brasileira e complementar seus estudos em universidades e institutos de pesquisa estrangeiros, líderes em suas respectivas áreas.

Esse processo de intercâmbio e “oxigenação” de idéias é essencial à prática da ciência de alto nível. Mesmo os cientistas brasileiros que optarem por ficar no exterior depois desse e treinamento poderão trazer dividendos fundamentais para o desenvolvimento da Ciência Tropical.

15) Recrutamento de pesquisadores e professores estrangeiros dispostos a se radicar no Brasil

Com a crise financeira, verdadeiros exércitos de cientistas americanos e europeus estarão procurando novas posições nos próximos anos. Cabe ao Brasil tirar vantagem dessa situação e passar a ser um importador de cérebros e não um exportador de talentos.

Historicamente, a academia brasileira tem inúmeros exemplos excepcionais de pesquisadores estrangeiros de alto nível que alavancaram grandes avanços científicos no Brasil. O Programa Brasileiro de Ciência Tropical só teria a ganhar com uma política mais abrangente, audaciosa e sistêmica de importação de talentos.

 

151 Comentários para “Nicolelis lança manifesto da Ciência Tropical: “Ela vai ditar a agenda mundial do século XXI””

  1. qui, 24/01/2013 - 16:37
    Thiago

    Admiro Nicolelis. Mas fiquei um pouco preocupado ao ler o manifesto, por lembrar do livro “Admirável Mundo Novo”, de Huxley, que imagina uma sociedade cietificista. Tenho receios dos dois pólos, dos dois lados da moeda: 1- o analfabetismo científico; e 2- o cientificismo. Como Cesar Lattes diria, “ciência sem consciência é a ruína da alma”. Preocupa-me termos uma sociedade cientificista sem consciência. Por isso, dentro deste currículo proposto por Nicolelis, que vai desde o ventre materno, caberia espaço para as Ciências Humanas, ou Sociais? Estudo de Ética? Humanismo? Moral e civismo, Música, Arte? O método científico não é solução para tudo.

    • seg, 04/02/2013 - 21:20
      willson

      eu aprovo o cientificismo, com ou sem consiência… acho perfeito e meu sonho é me tornar um cientista que explore de todas as maneiras possiveis formas para desenvolvimento celular, criação celular, mutações e hibridismos.. com ou sem ética eu estaria disposto a pesquisar… no final valeria a pena

    • sex, 08/08/2014 - 14:07
      pedro nascimento

      concordo contigo em parte,
      claramente o Dr. Nicolelis tem uma visão enorme do mundo, incluindo a perspectiva social e política, e claro que não podemos viver só de ciềncia natural e exatas, mas creio que o Nicolelis deve ter focado essa área da ciẽncia até mesmo pra equilibrar o desejo econômico do setor privado e político. faz sentido né? ele não ter falado sobre pesquisa em artes e música para esses setores!! mas tenho convicção que Nicolelis vê também as ciências humanas como um fator importante para desenvolvimento do país , mesmo que, enfatizo, não influencie diretamente!

      em relação á ética e consciência, existe diferença de níveis de consciência, as vezes é preciso matar alguns ratos pra salvar muitos humanos, mas isto também é consciência, SEM CONSCIÊNCIA NÃO ROLA, nada vale uma grande idéia que tenha um sacrifício maior ainda! isto não vale a pena, isto não é, LITERALMENTE, natural!!!

      sério mesmo, nenhum ser biológico busca algo que tenha um sentido menor que o preço pra conseguir!!
      sentido neste caso quer dizer o valor que isto representa, sua interpretação!

  2. qui, 04/08/2011 - 2:41
    Roque Pinto

    COMO COMEÇAMOS ISTO?????

  3. [...] Leia aqui Nicolelis lança manifesto da ciência tropical: “Vai ditar a agenda mundial do séc… .   [...]

  4. [...]  O Viomundo é testemunha: ao pensar o futuro da ciência no Brasil, boa parte dos pesquisadores brasileiros volta os olhos, automaticamente, sem pestanejar,  para Estados Unidos, Europa e Ásia. Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados neurocientistas do mundo, mira em outro alvo. [...]

  5. seg, 07/02/2011 - 21:17
    Yuri

    Agora, por que é que as ciências humanas são deixadas de lado até no discurso de um cara bom como o Nicolelis?

    Nem uma linha fala de ciências humanas. E como mudar o panorâma educacional, cientifico e social se não se investe e da igual importância à esse tipo de pesquisa? Não é apenas com bons físicos, químicos, tecnólogos e engenheiros que se faz um país melhor.

    • qua, 23/03/2011 - 10:30
      Lucas Babadopulos

      Desculpe, mas aparentemente você não leu o texto direito, sugiro muitas releituras… releituras INTERPRETATIVAS!

  6. O manifesto do Dr. Nicolelis se resume em uma sentença: estado, estado e mais estado. Isto era de se esperar de uma pessoa que tem como gurus John Maynard Keynes e Paulo Freire. O primeiro idiota acreditava que o estado gera riqueza; o segundo imbecil, que a escola não serve apenas para aprender o teorema de Pitágoras, mas para ensinar o que Karl Marx, a besta-mor, já falava no século XIX: só existem dois tipos de pessoas, o opressor e o oprimido. Sugiro que o Dr. Nicolelis pare com seu engajamento político e continue a fazer o que ele sabe melhor, que é estudar o cérebro de seus macaquinhos.

    • seg, 07/02/2011 - 21:10
      Yuri

      gente… quando eu acho que não dá pra achar alguém mais conservador, as pessoas sempre me surpreendem.

    • qua, 23/03/2011 - 10:38
      Lucas Babadopulos

      Incrível seu comentário sobre um texto relevante conseguir ser tão distorcido e irrelevante. Gostaria de conhecer sua (tentativa de) contribuição social para entender seu comentário.

  7. Falou e disse. Fico muito feliz de saber que existe alguém com um gabarito e moral como o Nicolelis com um pensamento desses e ainda mais encabeçando tal manifesto. Deve ser uma ação pra ontem esta que eles propõe. É um coisa que sempre pensei, não exatamente com tantos detalhes demonstrados com maestria pelo mesmo acima.

    É importante salientar que todo deve estar interligado e comprometido para que isso aconteça. Deve ser uma ação conjunta e de todos os envolvidos.

    Isto é de conhecimento de todos, mas foi muito feliz a concatenação feita pelo professor e acho válida a disseminação do mesmo no Brasil afora.

    Eu como estudante de pós-graduação fico realmente agradecido com a iniciativa do professor Nicolelis. Que isso ela seja exposta à toda a nação imediatamente. Divulguem!

  8. [...] de Ciência; e Criação de 16 Institutos Brasileiros de Tecnologia espalhados pelo país (clique aqui e leia mais sobre o [...]

  9. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  10. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  11. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  12. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  13. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  14. [...] Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas [...]

  15. [...] Um novo paradigma para o uso democrático da ciência como agente efetivo de transformação social … [...]

  16. [...] em primeira mão pelo Viomundo, em que Nicolelis propõe o desenvolvimento da Ciência Tropical, clique aqui. [...]

  17. [...] Para que Dilma de fato representasse uma mudança qualitativa, seria necessário ir além da regionalização e da interiorização que marcaram o governo Lula. Seriam necessários fortes investimentos em Ciência e Tecnologia que priorizassem as vantagens comparativas brasileiras em relação a outros países (biotecnologia, por exemplo). O neurocientista Miguel Nicolelis já apresentou aqui no Viomundo uma detalhada proposta sobre um dos caminhos para fazer isso. [...]

  18. sex, 24/12/2010 - 0:21
    Djalma

    O professor Nicolelis parece ter a clavicula, a chave, ou seja, as respostas para muitos problemas brasileiros na área de ciência e tecnologia. Ele sabe que muito bresileiro das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm um potencial muito grande para se desenvolverem na área científica. Se lhes forem dado oportunidades veremos surgir muitos matemáticos, químicos astronomos, biólogos, engenheiros e cientistas de diversas áreas, que serão muito criativos e diferentes. Diferentes porque serão moldados por uma nova filosofia científica. Um modelo diferente do praticada atualmente, um modelo que não terá a influencia de uma ciência subsidiária da Europa e América. O modelo atual do Ocidente sobrevive de uma ciência que é financiada pela guerra. O capitalismo bélico. Onde só existe vencidos e vencedores, não se desenvolve sem guerras e, portanto, seu motor é a morte e miséria (de gente ou da natureza). Aqueles que operam essse modelo irão a falência com um mundo vivendo em paz. Que essa tribo de visionários, representada por Nicolelis, volte da diáspora e tenham muito sucesso. O Brasil agradece.

  19. [...] propósito, todos os aspectos da  Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é o [...]

  20. [...] propósito, todos os aspectos da  Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é o [...]

  21. [...] propósito, todos os aspectos da  Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é o [...]

  22. [...] propósito, todos os aspectos da  Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é [...]

  23. ter, 30/11/2010 - 19:44

    [...] Ciência Tropical (via efeefe) [...]

  24. ter, 30/11/2010 - 19:43

    [...] Ciência Tropical (via efeefe) [...]

  25. cidadão nicolelis.

    propõe. sugere. cidadão.

    esquerda participa.

    que o governo. é nosso.

    participa responde. questiona. dentro.

    ..

    plano/programa. amplo.

    estimula talento. salva/salve gênio.

    peca por modéstia.

    cultura na educação. isso ou isso.

    cidadão niemeyer. // precisa cultura. //

    educação sem cultura é barbárie.

    ciência. cultura. arte. esporte/saúde.

    política de incentivo ao talento.

    ao humano pessoa indivíduo.

    pra todos.

    socialismo. diriam.

    ..

    espetacular a proposta eco-amazônica.

    inaugura o pensamento ambiental off-império.

    e vários outros brilhos/luzes.

    tem que ser estudado/discutido/trabalhado. o projeto. crescer acontecer.

    educação/cultura. integrada.

    pro talento. humano.

    ..

    cães ladram.

    cidadão tom jobim. // no brasil sucesso é ofensa pessoal. //

    ..

  26. qui, 25/11/2010 - 15:39
    monge scéptico

    O problema do desenvolvimento da ciênciano BRASIL, está ligado a subserviência dos
    mandatários (sátrapas) doBRASIL. Quantos cientistas, não foram até considerados sub-
    -versivos e, cerceados em seu trabalho(quando o pior ñ ocorreu)?A política entreguista,
    nunca deu subsídio a nossos cientistas, muitos, os que não foram embora, amargaram
    ver, os anos se passarem e, eles em laboratŕios oficiais engordando ratos de testes(argh).
    Só empurrados pela absoluta necessidade e, alguns cansados visionários, damos as ve-
    -zes tímidos passos nesse campo(ciência), sempre atrelados a estrangeiros, pouco ou
    mal intencionados em nos ajudar. Crédulos atávicos, se entregam a namoros científicos
    e levam o cano as vezes. Precisamos marchar com nossas pernas! uma LONGA MARCHA!!!

  27. qui, 25/11/2010 - 13:15
    Mário SF Alves

    Fico pensando em qual será a referência de mundo de alguém que diante de tão significativo momento na História da Humanidade e em especial, da História do Brasil, se "digna" a um comentário deste (ipsis litteris): "Bela censura! Escrevi sobre a pigueice, o servilismo e a subserviência de parte dos internautas em relação ao "Novo Eistein Tupiniquim" e você não publicou. Só pode elogiar? Qualquer discordância é vetada?"
    Pois é… Ainda que não bastasse a arrogância e indelicadeza para com alguém que generosamente traz poder para o Brasil, as observações/comentário feita erra o alvo, porque quem censura e denigre tudo e todos os que não condizem com o ideário dele é o Rei, da Veja; segundo, esses "olavetes" tiveram tudo ao alcance das mãos – e das armas -para desenvolver o Brasil e não o fizeram. Refiro-me àquele tempo em seqüestraram o Estado e o conduziram como ditadores, a partir de março de 64. E por que não o fizeram? A resposta é simples: mesmo com todo o poder disponível, e com absoluto controle de tudo, após o AI-5, a única noção de desenvolvimento que têm, preconizam e praticam é o do “o Brasil, ou melhor, o mundo é de quem tem dinheiro e só se governa para ele”. Esta é a fórmula. Este é o conservadorismo. Este é o ideário da direita para cada vez mais aprisionar o mundo. “O Brasil e o mundo é de quem tem dinheiro, portanto, quem é esse Nicolelis, esse “Einstein Tupiniquim” que pensa romper as regras do “ao povo as migalhas do banquete?” Simples assim, a fórmula é sempre a mesma. Se alguém ainda duvida que reflita sobre o discurso pronunciado pelo ex-presidente João Goulart, na Central do Brasil, alguns dias antes do referido golpe de Estado. Se houvesse respeito e entendimento do/pelo potencial deste País, era tudo o que precisa ser feito e não o fizeram. E não fariam hoje e não fariam nunca. A razão continua sendo a mesma.

  28. qui, 25/11/2010 - 12:32
    Hans Bintje

    A Revolução acontece diante de nossos olhos.

    De Marcio Pochmann ( http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-ascens… ):

    "O IPEA realiza, com apoio de dezenas de instituições públicas e da sociedade civil, a maior conferência nacional sobre desenvolvimento, entre os dias 24 e 26 de novembro, em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília, por meio de quase uma centena de oficinas, painéis, documentários, filmes, apresentações culturais e minicursos."

  29. [...] acaba de divulgar uma agenda muito relevante de pautas para a ciência e tecnologia brasileira, o Manifesto da Ciência Tropical. O documento pode ser lido na íntegra neste link, mas vale a pena ler as suas 15 [...]

  30. qui, 25/11/2010 - 10:46
    Lafitte

    A todos os discordantes : – " uma grande caminhada começa com um primeiro passo". Ok!

  31. qui, 25/11/2010 - 9:23
    Aracy_

    A proposta de Nicolelis é excelente, mas o desafio vai ser reduzir a burocracia e coibir as intrigas políticas acadêmicas na análise dos processos de concessão de bolsas e auxílios à pesquisa, além de aprimorar os critérios de avaliação dos docentes e pesquisadores. Basta de medir a competência apenas pelo número de trabalhos científicos publicados. O fato é que há acadêmicos que se beneficiam da estabilidade no setor público, mas há muito perderam o interesse nas atividades de docência e pesquisa, enquanto ótimos mestres e doutores não conseguem vaga para trabalhar.

  32. qua, 24/11/2010 - 23:54
    Carlos

    Laura, o potencial da rede sugere que não tenhamos as precauções que V. colocou. Os ciúmes uspianos precisam ser enfrentados. O comprometimento do prof. Nicolelis com suas propostas, o prestígio internacional que suas pesquisas alcançaram e a força do contra-discurso emplacado com os blogs na campanha, com destaque ao VIOMUNDO, empurram a cidadania desde-já!, mesmo porque o governo Dilma será intensamente fustigado por essas mesmas forças que V. bem expôs.

  33. qua, 24/11/2010 - 23:30
    Pedro Luiz Paredes

    Muito bom, parabéns.
    Eu acho que isso não deve ser feito a nível estadual. Como se trata de um projeto de nação o controle tem que ser a nível federal e a renda distribuída a nível municipal, a fiscalização deve ser feita também a nível municipal e regional. (É só comparar uma escola do sesi e uma escola estadual)
    O salto mais surpreendente por óbvio, se explorado adequadamente, será nas áreas rurais. Estou falando de lucro; de um futuro upgrade na qualidade de vida no campo já como precursor e promotor de uma revolução na agricultura familiar e nos proventos que isso trará estruturalmente, principalmente na vias de comercio e inovações que se abrirão e a imprescindível estrutura que se fará necessária levando investimentos a novos campos e à nova industria; já culminando com prováveis incentivos às micro e pequena empresas, podemos ter um salto tanto na industria cosmética, quanto qualquer outra que se utilize da natureza já que teremos pessoas capacitadas nos campos. Seria a maior arma contra o monopólio latifundiário que aqui reside.
    Seria legal colocar como um dos objetivos a gradual unificação dos processos seletivos de ingresso aos cursos superiores, até porque serviria como indicador da qualidade do ensino público se os alunos de escolas públicas competirem de igual para igual com os alunos de escolas privadas, e é claro que a escola privada tem que participar também, seria contraproducente não participar desse projeto.
    Não podemos esquecer que: "corpo são, mente sã".
    Se estamos falando da mesma coisa o objetivo já esta proposto basta estudar a estratégia de propositura já esboçando o posicionamento disso no ordenamento pseudo-jurídico em que vivemos.
    Por isso tudo que será necessário mudar deve ser minuciosamente colocado no papel.
    Depois a estrutura que isso pode ter se possível já se utilizando da estrutura existente; determinando novas competências e poderes a todos.
    Deve haver se já não há, a possibilidade de um processo especial de contratos da administração pública com fornecedores e prestadores de serviço das unidades da nova rede nacional de educação e excelência; seja a administração centralizada ou descentralizada, pública ou privada.
    Estamos aí!

  34. qua, 24/11/2010 - 16:17
    FrancoAtirador

    .
    MIGUEL NICOLELIS É UM GÊNIO DO BEM.
    .

  35. qua, 24/11/2010 - 16:17
    renato

    Bela censura!
    Escrevi sobre a pigueice, o servilismo e a subserviência de parte dos internautas em relação ao "Novo Eistein Tupiniquim" e você não publicou. Só pode elogiar? Qualquer discordância é vetada? Que tal começarmos uma nova campanha: Nicolelis Presidente! Nicolelis Imperador! A esquerda brasiliera continua pobre de idéias; pobre de espírito, limitada intelectualmente e sobretudo autoritária. Quando entre em certos departamentos universitáos lembro do filme "Feios, sujos e malvados" . O blog parecea ser uma exceção… Ledo engano. Não precisa publicar mais nada, pois nada mais escreverei. "Nicolelis é show", "Nicolelis meu ídolo"… O blog já foi melhor.

    • qua, 24/11/2010 - 17:01
      Hans Bintje

      O renato está coberto de razão. O Viomundo já foi muito melhor.

      Na passagem das versões – da antiga para a nova – excelentes documentos se perderam, como o manifesto científico brasileiro escrito pelo renato.

      Por favor, renato, será que você poderia republicar seu magnífico manifesto para os leitores do Viomundo?

  36. qua, 24/11/2010 - 12:49
    Hans Bintje

    Eis o que se passa do outro lado do Atlântico: "Eu queria que na fileira da frente do meu país estivesse gente que me inspirasse."

    Da revista Carta Capital ( http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_ca… ):

    "PORTUGAL: 'O meu país é o que o mar não quer'

    O meu país está em greve.

    Está triste, está só, está escuro. Está desligado. (…)

    Desculpem, mas hoje estou chateada com o meu país.

    Porque não o entendo, porque não o sinto. Porque dormi mal a pensar se haveria ou não de fazer greve. E porque estou chateada por não ter chegado a uma conclusão de jeito. E por isso, decidi trabalhar, porque tinha muito que fazer, mas a modos que envergonhada por trabalhar, ou por não saber se deveria ou não fazer greve. Serei traidora dos princípios que movem as massas? Mais quais princípios? São princípios ou são fins?

    Eu queria que na fileira da frente do meu país estivesse gente que me inspirasse. Gente que me fizesse sorrir com esperança que amanhã vou fazer as pazes com o meu país. Aí sim, eu faria greve!"

    • qua, 24/11/2010 - 15:45
      Marco Túlio

      É a síntese do pensamento do Olavo de Carvalho: a fileira da frente, superpreparada, guiando a massa em direção ao progresso.

      Que sinuca de bico, hein?!

      Os social-progressistas entrando na mesma espiral do establishment conservador.

      "Triste do povo que precisa de heróis" (Bertold Brecht)

      • qua, 24/11/2010 - 16:52
        Hans Bintje

        Há uma enorme diferença entre "inspiração" e "liderança", Marco Túlio.

        Para brincar um pouco, será que eu deveria nomear a atriz Megan Fox como minha líder porque a beleza dela me inspira?

        A mesma coisa se repete com o manifesto do Nicolelis. É um documento para reflexão, que obriga a gente a pensar e, eventualmente, agir.

        Se isso vai transformar o autor do manifesto numa liderança, num heroi, isso seria um processo histórico que jamais se resumiria num documento, por mais bem escrito que fosse.

    • qua, 24/11/2010 - 16:05
      ZePovinho

      É dureza,Hans.

  37. qua, 24/11/2010 - 8:43
    Reinaldo

    A idéia toda é exclente. Mais que excelente, oportuna e necessária. Mas – e sempre há um mas – o problema é realizá-la. Confesso que não li todos os comentários, mas pelos poucos que vi parece que há uma certa convergencia no sentido de "esperar que o governo tome a iniciativa". Nesses dias que antecedem a posse da nova presidenta, fico imaginando como andará a cabeça dela. Deve ter "zilhões" de preocupações, pedidos, intimações e por aí vai… Com certeza a idéia do Prof. Nicolelis é importantíssima, mas eu me pergunto se, diante de tantas coisas apresentadas à Sra. Dilma, teria ela possibilidade de aquilatar mais detidamente a questão… Portanto nos resta esperar que o ministro que ela vir a escolher para a pasta de ciência e tecnologia venha efetivamente a acolher este pleito e que ele saiba promover a aproximação junto a outras pastas conforme preconizado na proposta. Só que infelizmente pelo histórico de nossos governos anteriores as perspectivas nesse sentido não são nada animadoras. Geralmente se nomeiam políticos para as pastas ministeriais e no geral os interesses desses políticos… Bem, digamos que eles geralmente têm outros interesses.
    Bom, e do outro lado então? Isto é, se parece difícil a coisa iniciar de cima para baixo (do governo para a sociedade) que tal uma abordagem invertida, ou seja, da sociedade para o governo? Infelizmente aí também não nada animador. Em princípio acho que poderiam até aparecer uns poucos voluntários entusiasmados e dispostos a dar sua contribuição, por menor que seja, nem que fosse no sentido de ao menos ajudar a identificar jovens que tenham o potencial para se adequarem à proposta. Só que ao mesmo tempo creio que aparecerão os críticos e os detratores mal intencionados… E vamos e venhamos, nossa sociedade é pouco afeita a aderir a movimentos dessa natureza. O que fazer então?
    Sim, o que fazer para viabilizar idéia tão grandiosa? Alguém tem alguma sugestão?

  38. [...] Fonte Esta entrada foi publicada em ciência, cultura e marcada com a tag ciência, nicolelis. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. ← Chapada Diamantina LikeBe the first to like this post. [...]

  39. Para quem ainda não conhece a fera Miguel Nicolelis, recomendo assistirem esse vídeo
    http://www.youtube.com/watch?v=5dktEyghi08

    Pior do que não apostar em "sonhos impossíveis" é torcer contra, é continuar com complexo de vira lata.

  40. qua, 24/11/2010 - 3:06
    Mariano S. Silva

    Nós somos entes multidisciplinares por natureza. O brasileiro não tem a vocação e a paciência do alemão para o extremo detalhe. Não temos a disciplina oriental para o trabalho grupal. Nos somos dispersivos, criativos, impacientes e pouco disciplinados. A nossa psiquê é produtora de ideias, da multidisciplinaridade que agora está surgindo à nosso favor. Nós gostamos de conversar, de meter o nariz nas coisas dos outros e é por aí mesmo…Nesta nossa baguncinha organizada, entretanto, temos que aprender técnicas, como a instrumentação. Se queremos fazer biologia desta forma avançada teremos que dominar os vários aspectos da instrumentação ; eletrônica, substâncias orgânicas e rotas de síntese, otica e lasers, materiais, vidraria, vácuo, mecânica fina e etc. Portanto, este é o primeiro ponto a considerar. Pelo menos um desse grandes institutos propostos tem que ser dedicado ao desenvolvimento de instrumentação e de engenheiros e cientistas na área.
    O segundo ponto é que inexiste um carreira de tecnólogos dentro das universidades. Presenciei inúmeros exemplos de profissionais engenheiros e técnicos que devido ao desrespeito e falta de perspectiva profissional séria , abandonam a carreira fazendo um doutorado em alguma área e mudam de atividade, deixando os laboratórios sem suporte. Um bom exemplo de atividade coletiva e multidisciplinar em ciência é o LHC : multidões de engenheiros, técnicos, cientistas e admnistradores contribuem para um trabalho comum, que não seria possível sem a cooperação de todos.
    Para finalizar vem essa coisa do papel na parede. Tem uma estória curiosa de um grego ascensorista de elevedor em Nova Iorque que teve uma ideia nova em física de aceleradores e foi parar em Stanford. Será que isto seria possível aqui no Brasil?

  41. qua, 24/11/2010 - 2:37
    Mariano S. Silva

    As metas apresentadas estão muito boas e coerentes com o resultado pretendido. Eu só sugeriria dois pontos adicionais, que na verdade, são sub-metas. Vejamos um pouco mais.
    A pesquisa de ponta no mundo desenvolvido é o resultado de um trabalho de equipe, muitas vezes multidisciplinar. Como estamos falando de biologia de ponta, vou citar um exemplo recente de um trabalho que vi nos meios de divulgação : um "biochip" para fazer o sequenciamento de DNA. Na verdade são dois trabalhos na mesma linha, um usa um chip de silício com poros de nanometros, onde passa a molécula de DNA, e, o outro usa uma folha de grafeno para o mesmo propósito. Ambos são trabalhos norte-americanos. Coisas deste tipo envolvem grupos grandes com "expertise" em vários ramos da ciência e tecnologia, mas é oportuno lembrar que caso uma, ou as duas rotas, derem frutos, teremos no mercado um sequenciador de DNA incrivelmente mais barato e acessível a todo mundo. Será que é preciso ressaltar o impacto que tal ferramenta teria para a biologia? Costumo dizer que a biologia é a nanotecnologia da natureza, e é deste tipo de coisas que imagino estarmos nós brasileiros fazendo nas próximas décadas

  42. qua, 24/11/2010 - 2:18
    Mariano S. Silva

    A área, por excelência, onde identifiquei uma vantagem comparativa brasileira são as ciências biológicas. Sugeri, inclusive, a construção de tecnópolis na floresta para o melhor aproveitamento dos recursos da amazônia, mas realmente, não pensei na amazônia azul.
    Na área da educação infantil, acho que até mesmo inspirada na experiência do Prof. Nicolélis na periferia de Natal / RN, houve alguma discussão em Brasília na 4ª CNCTI sobre projetos educacionais em ciências. Também, podemos citar a iniciativa do Prof. Moisés Nussenszveig de ressuscitar os kits dos cientistas que se comprava em bancas de jornais antigamente. De toda maneira temos que engrossar esta onda de levar educação científica de qualidade para as escolas e universaliza-la. Se desejarmos ter um lugar no concerto das nações desenvolvidas temos que prover : matemática, ciências e filosofia ; aos nossos jovens e crianças.

  43. qua, 24/11/2010 - 1:49
    Mariano S. Silva

    Vejam como preconceito é mesmo uma danação. O Prof. Miguel Nicolelis é um renomado cientista brasileiro, que construiu sua fama nos EUA, nasceu em São Paulo e resolveu construir um dos maiores centros de pesquisa em neurociências do mundo na capital de um dos menores estados do nordeste brasileiro. Isto é a própria negação de toda esta onda de preconceito que varreu o país, em outras palavras, é a maravilhosa mistureba que é este nosso país.
    Enviei umas duas ou três matérias para outro blog, que aceita textos mais longos (Nassif) e nelas procuro identificar linhas de ação para o avanço tecnico-científico que tanto desejamos para nosso país. Assinalei, em algum lugar, que já perdemos o "bonde dos semicondutores", mas que se corrermos muito poderemos subir nele na curva da eletrônica biológica. Não que devamos "emburrecer" na eletrônica dos semicondutores, abdicando de fabs polivalentes que se tornarão vitais para as indústrias de defesa e instrumentação, mas que nunca seremos competitivos com os asiáticos em preço, qualidade, escala e performance. Entretanto, poderemos, muito bem produzirmos nossos asics digitais e lineares para os usos já citados, que fatalmente sofrerão restrições de fornecimento por fornecedores externos, logo que comecemos a incomodar.
    Segue

  44. Caro Azenha,
    O tema é muito, mas muito pertinente para o atual momento de nossa caótica e louca sociedade.
    Imagina o quanto me intrigou a manchete da notícia trazida pelo link abaixo:
    Cinco índios se perderam na mata e pediram socorro por celular!
    Estamos falando de ÍNDIOS. Gente como a gente, mas a cada dia mais aculturados! Uma lástima. http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

  45. Foi o Miguei Nocolelis que promoveu a aula da inquietação?
    Que tal postar isso aqui

  46. ter, 23/11/2010 - 23:26
    Lênin

    Excelente matéria.
    O Prof. Miguel bate em três pontos chaves:
    -Programa nacional de Iniciação Científica (pouca gente no Brasil utiliza Iniciação Científica);
    -Bolsas de Doutorado e pós-doutorado (nem preciso comentar, quem já utilizou ou conhece o valor das bolsas sabe do que eu estou falando);
    -Massificação do ensino cientifíco infanto juvenil(nem preciso comentar como é hoje).
    Esses três são chaves (programa espacial brasileiro também, mas é reflexo destes três).

  47. ter, 23/11/2010 - 23:21
    SôniaG.

    Aqui, e acolá, nos blogs "sujos" seria de esperar fogos de artifício, palmas e um uníssono BRAVO NICODELIS! Querer ser 'mais realista do que o rei', pode gerar conformismo (o famoso aqui no Brasil não dará certo) com a situação, que se aproxima do conservadorismo.
    Confio e admiro o Dr. Miguel Nicodelis e aplaudo a sua iniciativa. Espero que a Presidente Dilma o receba logo e leia o manifesto 'Ciência Tropical' com atenção. Penso que mereceria um 'chat' qquer hora para instigar o debate e elucidar questões, além de analisar os pontos em que poderíamos colaborar de alguma forma para a sua divulgação, implementação, seu sucesso, que será o alvorecer de novas políticas na educação, na pesquisa e na ciência no país. Parabéns ao maravilhoso Nicodelis!
    Parabéns ao Blog do Azenha!

  48. ter, 23/11/2010 - 23:18
    FAFerreira

    Azenha, envia esta entrevista para o futuro(a) ministro da Educação. O cientista Miguel Nicolelis tem de ser ouvido.
    Parabéns pela entrevista.
    Amanhã é dia dos blogs sujos irem a Brasília encontrarem-se com o CARA.
    O CARA não é ingrato, antes de deixar o governo vai receber quem muito o ajudou a desmascarar essa falsa mídia.
    Parabéns blogueiros e ministro Franklim Martins por essa intermediação.

    • qua, 24/11/2010 - 15:45
      RBM

      O cara é tão brilhante que, como ministro, ficaria exposto aos ataques da mídia. Deixa ele onde está, assessorando o governo, vinculado às instituições como o IINN que assim ele ajuda mais, e fica mais perto do já atrasado Nobel.

  49. ter, 23/11/2010 - 22:50
    Denise

    NICOLELIS É COISA NOSSA!!!! QUE ALEGRIA!!!!!

  50. ter, 23/11/2010 - 22:12
    Marcelo Rodrigues

    Proposta que encaminhei no dia 31 de agosto para a campanha da Dilma:

    Caro companheiro Marco Aurélio Garcia,

    Como bem apontou a companheira Dilma Rousseff em encontro hoje com a CNI,"Passamos a ter o problema da era do crescimento", ofereço uma idéia a ser avaliada para integrar as propostas para o futuro governo.

    Trata-se de criar um grande centro de pesquisas de ponta, para que as diversas áreas da ciência possam contar com laboratórios e instrumentos de última geração e alta complexidade, estruturas para debates e disseminação de conhecimento.

    Seria um centro de uso compartilhado entre as universidades públicas, que para lá deslocariam seus pesquisadores com o fim de avançar nas pesquisas que não são possíveis de serem feitas nas instituições de origem.

    A meu ver, o compartilhamento oferece ao menos quatro vantagens de grande importância: o dinheiro público seria melhor empregado com a construção de um centro de alta tecnologia, em contraposição ao gasto equivalente que teríamos com o aparelhamento de diversos laboratórios descentralizados com tecnologia não tão avançada; o compartilhamento também propiciaria a convivência saudável e instigadora entre os cientistas, disseminando mais rapidamente o conhecimento, despertando novas idéias, enfim, criando uma massa crítica do pensamento científico nacional; a igualdade de condições para os cientistas brasileiros desenvolverem seus trabalhos, quer se encontrem em grandes centros ou em outras regiões; a possibilidade de contarmos com os cientistas brasileiros que estão espalhados pelo mundo.

    Um pequeno exemplo: suponhamos que em uma escola de medicina estejam pesquisando sobre o uso de células tronco, mas o instrumental disponível localmente não permite que um determinado procedimento seja feito acuradamente. Seria a hora dos pesquisadores se deslocarem ao nosso centro de pesquisa para aprofundarem seus trabalhos.

    Algumas contrapartidadas podem ser pensadas: compromisso de disseminar o conhecimento produzido, participação pública nas patentes que forem registradas em outros países e custo zero para uso de tais patentes no Brasil.

    Tenho certeza de que este trabalho em pouco tempo induzirá a ciência brasileira a participar e inovar na melhor e mais avançada ciência, criando a base para o salto tecnológico que será necessário para o nosso país.

    Até a vitória!

    abraços,
    Marcelo Rodrigues

  51. ter, 23/11/2010 - 21:55
    Marco Aurelio

    Boa sorte,Nicolelis!!

    [youtube EYev8dA4a8Y http://www.youtube.com/watch?v=EYev8dA4a8Y youtube]

  52. ter, 23/11/2010 - 21:43
    Marco Aurelio

    Sou um admirador,aqui de Teresina,do trabalho do professor Nicolelis.Para mim ele está na galeria dos grandes cientistas nordestinos(mesmo sendo paulista) como Mário Schenberg,Leite Lopes,Joaquim Cardozo(o calculista que inventou um monte de equações para tornar Brasília possível),Gilberto Freyre e outros.
    Vi,aqui,que acusaram o Nicolelis de querer levar mérito de ideias de outros.Isso não existe.Por quê ele faria isso??Talvez possamos encontrar um paralelo das ideias de Nicolelis no Manifesto Regionalista(1926)de Gilberto Freyre-outro grande brasileiro que,como Nicolelis,esteve nos EUA: http://www.arq.ufsc.br/arq5625/modulo2modernidade
    "…..Com toda a sua primitividade, o mucambo é um valor regional e por extensão, um valor brasileiro, e, mais do que isso, um valor dos trópicos: estes caluniados trópicos que só agora o europeu e o norte-americano vêm redescobrindo e encontrando neles valores e não apenas curiosidades etnográficas ou motivos patológicos para alarmes. O mucambo é um desses valores. Valor pelo que representa de harmonização estética: a da construção humana com a natureza. Valor pelo que representa de adaptação higiênica: a do abrigo humano adaptado à natureza tropical. Valor pelo que representa como solução econômica do problema da casa pobre: a máxima utilização, pelo homem, na natureza regional, representada pela madeira, pela palha, pelo cipó, pelo capim fácil e ao alcance dos pobres".

    Boa sorte em mais essas novas ideias,Nicolelis.É sempre assim.Quando o pessoal da blogosfera iniciou,lá atrás,os blogs e sites também diziam que nós éramos pequenos e não faríamos diferença.Hoje em dia o Presidente da República nos recebe para conversar.

    • qua, 24/11/2010 - 15:49
      RBM

      O perigo dessa valorização poética do mucambo, feita por Gilberto Freyre, é achar que a moradia precária é uma escolha. E deixar como estão as condições sociais precárias.

  53. ter, 23/11/2010 - 21:41
    Elenice

    Primeiro: Parabéns por ser Palmeirense, verdão, verdazzo, PORCOOOOOOO!!!
    Segundo: ser brasileiro, não perder as oportunidades de estudar, aprender com os ricos e VOLTAR(!) para socializar conosco seu conhecimento.
    terceiro: seu centro de Pesquisa em Natal é uma inciativa que sempre me deixa sem palavras. Divulgo VOCÊ pra todo mundo. faz tempo. Gostaria de trabalhar nesse "SONHO", com meus alunos.
    Quarto e mais importante: SEREMOS CAMPEÕES DA SUL AMERICANA!!!!

    um abç. Não torne-se Ministro. Continue Miguel, um cientista em sua essência.

    elenice.

  54. ter, 23/11/2010 - 21:25
    Valdir

    Prezado Azenha: O professor Miguel Nicolelis deu uma enorme contribuição oferecendo um excelente artigo para que possamos definir a VISÃO BRASIL para os próximos anos, entendendo por visão aquilo que desejamos nos tornar em um período de tempo definido.Citando Plotino(Antonio Negri-em IMPÉRIO)Acredito que podemos chegar lá se tivermos alguem para nos guiar " qual é o nosso caminho,a nossa maneira de fugir?Esta jornada não é para os pés,os pés apenas nos levam de uma terra a outra….É preciso fechar os olhos e convocar outra visão a ser despertada dentro de nós,uma visão, um direito inato de todos, que poucos usam"

  55. ter, 23/11/2010 - 21:09
    Rafael

    O nicholis irá entregar esse manifesto a presidente Dilma.? Bem que ele poderia ser nosso ministro da ciencia e da tecnologia…seria show de bola!!!

  56. ter, 23/11/2010 - 20:40
    Luiz Fernando

    Vejam o que o que ele fala é muito importante!

    Com a crise financeira, verdadeiros exércitos de cientistas americanos e europeus estarão procurando novas posições nos próximos anos. Cabe ao Brasil tirar vantagem dessa situação e passar a ser um importador de cérebros e não um exportador de talentos.

  57. ter, 23/11/2010 - 20:34
    Luiz Fernando

    Bela reportagem, aconselho que tenha outras mais!! PARABÉNS!!!! Assim não vou mais ler outro meio!

  58. ter, 23/11/2010 - 20:15
    Zé das Couves

    Sei que o nome é secundário, mas isso de "Ciência Tropical" é um prato cheio para o sarcasmo dos mainardis, azevodos, augustos e outros quetais…

    • ter, 23/11/2010 - 21:48
      Miguel Nicolelis

      E quem serio perde tempo se preocupando com as opinioes desse povo.
      Se formos pautar nossas acoes e decidir como queremos apelidar os nossos
      Programas de acordo com a percepcao de como esses pobres de espirito vao reagir,
      Nao valemos o sal dos nossos corpos.
      Sem medo de ser feliz, apesar do PIG!
      PIG bom so mesmo a torcida do Palmeiras e o sandwiche de pernil do Estadao,
      La no centro de Sampa!

    • qua, 24/11/2010 - 15:53
      RBM

      E daí? O PIG fossa e a caravana passa.

  59. ter, 23/11/2010 - 20:11
    Debora Wanderley

    Estão colhendo assinaturas? Onde?
    Se não, deveriam começar já.
    O pensamento científico e o amor pelas ciências deve ser construido desde as primeiras séries do ensino fundamental. Os brasileirinhos tem a curiosidade necessária desde a mais tenra idade, só precisam do estímulo das famílias e das escolas, e uma firme vontade política para inserí-la nas escolas públicas. Séríamos então um caldeirão das ciências.

  60. ter, 23/11/2010 - 19:58
    FAR

    g) Acredito também que o método científico pode ser fundamental quando não é mensurado mediante o número de publicações em jornais "internacionais", quando ° complementado com conhecimento prático e aplicado. Na área de engenharia existem diferentes métodos de projeto, mas nada afastou as principais descobertas da humanidade da velha "tentativa e erro".
    h) Dilma ou Serra? Acho que as principais preocupações não deveriam estar em focadas em imediatismos.

  61. ter, 23/11/2010 - 19:57
    FAR

    e) As políticas de distribuição do orçamento nacional…é melhor pular…
    f) Pessoalmente, considero que o método científico é importante, mas é fundamental quando complementado com um ensino básico DEMOCRÀTICO, com SAUDE para todos, em fim, igualdade de oportunidades para todos.

  62. ter, 23/11/2010 - 19:57
    FAR

    c) A cultura do setor industrial brasileiro não tem paciência para investimentos a médio e longo prazo. Ou seja, quem realmente deve investir nas mudanças propostas no manifesto nunca o fara. Infelizmente, quem conhece realmente a Embraer e a Petrobras pode corroborar.
    d) As novas politicas de ciência e tecnologia estão melhor, uma abordagem sistêmica considerando universidade, estado e o setor privado, era necessária. Mas, os resultados são pífios devido à integração e falta de aderência do setor industrial.

  63. ter, 23/11/2010 - 19:56
    FAR

    b) Me parece que poucos dos que deixaram seus comentários aqui conhecem a comunidade científica brasileira, dominada pelo snobismo do produtivismo, muita publicação e pouca engenharia. Para um a ciência básica, proposta no manifesto, se alinhar com um desenvolvimento real, é necessária a formação de técnicos e engenheiros (quase inexistentes no pais quando comparados com paises como a China).

  64. ter, 23/11/2010 - 19:56
    FAR

    O manifesto se mostra interessante, mas é baseado em um cenário inexistente: a) Nesse momento, e na atual estrutura do pais, infelizmente o Brasil não atende à proposta do prof. Nicolelis:
    - A nota média do país é de 4,6 no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) e 4,0 no ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano). Os dados são do Ideb.
    - Segundo o PISA, o programa de avaliação de sistemas educativos mais difundido no mundo, o Brasil está em 54° lugar em matemática (numa lista de 57 países) e em 49° lugar em leitura (numa lista de 56 países).
    - 39,5% dos jovens brasileiros de 16 anos não terminaram o ensino fundamental. Fonte: Pnad/IBGE 2007.
    - 55,1% dos jovens brasileiros de 19 anos não conseguiram concluir o ensino médio. Fonte: Pnad/IBGE 2007.
    - 74% da população brasileira não consegue entender um texto simples (segundo o Inaf).

    • ter, 23/11/2010 - 21:51
      Levy

      "74% da população brasileira não consegue entender um texto simples (segundo o Inaf)."
      Inclua-se aqui, FAR

      • qua, 24/11/2010 - 1:17
        Mário SF Alves

        Far/Levy/Adriano,
        Não creio que haja desconhecimento dessa condição trágica que os números e a realidade apontam. Felizmente maior que esse drama é o potencial de inteligência, recursos e versatilidade do Brasil. Vale lembrar que a vitória da ex-ministra Dilma garantindo seguimento nos principais eixos políticos do Governo Lula é o que há de mais promissor. Creio que passe por aí o entendimento do Professor Nicolelis. Aliás, foi ele mesmo que lembrou a perspectiva de unir a pedagogia de Paulo Freire com a ciência de Santos Dumont.
        Atenciosamente,
        Mário.

      • qua, 24/11/2010 - 15:43
        Adriano M.

        Mário, penso que você tem razão e concordo com o incentivo ao desenvolvimento científico. Porém, não podemos esquecer que a ciência e os cientistas estão a serviço do capital. É notório o estágio do avanço tecnológico, mas quem usufrui de tudo isso? A tecnologia é adotada no mundo do trabalho não para o benefício do trabalhador, mas de quem lucra com a exploração do trabalho. Os modernos tratamentos e diagnósticos na área de saúde estão acessíveis a uma minoria capaz de pagar fortunas por tudo isso e para o lucro de quem explora a doença alheia. Esses são alguns dos exemplos do que ocorre quando não se desenvolve o pensamento político, a filosofia, a cidadania juntamente com as outras áreas da ciência. Lembremos o que ocorreu com as invenções de Santos Dumont nas mãos dos donos do poder… Ultimamente, até o Mestre Paulo Freire tem sido usado para defender esse modelo de educação que tem resultado nos números que o Levy aponta. Se apropriam apenas do que interessa da teoria freireana, deixando de fora o principal que é seu caráter libertário, emancipador, e tornando uma proposta revolucionária em slogam mascarador de uma educação que mantém a maioria das pessoas impossibilitadas de fazer suas próprias leituras do mundo. a mercê de todo e qualquer aproveitador. Não penso que esse seja o caso do Dr. Nicolelis, mas precisamos ficar em alerta e lutar para que a proposta dele não tenha o mesmo fim da proposta de Paulo Freire ou das invenções de Santos Dumont.

      • qui, 25/11/2010 - 1:00
        Mário SF Alves

        Bom, Adriano!
        Creio que seja hora de um pensamento mais elevado. Concordo com você. No entanto, vivemos momento derradeiro em relação aos rumos da humanidade. Não é necessário recorrer ao Professor Nicolelis para entendermos a falência moral e financeira do dito primeiro mundo, mesmo porque, só lhes restam as ogivas e os exércitos. Assim como também não é necessário recorrer a ele para entendermos a direção política recente, o potencial e versatilidade do Brasil. Aí, refiro-me ao jogo que pode ser jogado e que não poderia mesmo, jamais, ser travado/golpeado pela mídia, nem pela tática de difamação, atemorização e virtualização da realidade que norteou a campanha da oposição demo-tucana. Sei também que não dá para deixar de lado os ensinamentos de Marx, Gramsci e tantos outros, inclusive os contemporâneos como Emir Sader, Leandro Konder, Marilena Chauí e Maria da Conceição Tavares e outros, que, sempre, e sempre generosamente, nos animam com seus esforços e dedicação. Sei, inclusive, que não dá para ignorar os ideólogos da direita que, ainda que mercenários da alma e nada tendo de generosos (essa palavra e todo o seu sentido nada significa para eles quando o assunto é inclusão social e superação do atraso secular do povo no Brasil), são parte do processo. Refiro-me ao processo de entendimento e superação dessa realidade negadora de vida e de humanidade. Agradeço sua atenção, e aproveito para reforçar o entendimento de que se queremos um País melhor vamos ter de conquistá-lo passa-a-passo, milímetro-a-milímetro. A democracia verdadeira só virá do entendimento de todos. De todos os povos. Da luta de todos os povos contra a loucura que tomou conta dos governos e seqüestrou o Estado em grande parte do mundo. É para o conhecimento e experienciação do Cosmo que estamos destinados e nisso também é possível somar forças com o Nicolelis. Não entendo que haja tempo, nem espaço e nem circunstância para um processo de superação do capitalismo que não seja esse: resistência democrática! Por isso e para isso é urgente a soma de esforços na educação política dos povos, e na conquista e manutenção da democracia. Nesse sentido, é incalculável o valor de uma ciência libertadora, conforme manifestado pelo Professor Nicolelis.

    • qua, 24/11/2010 - 15:56
      RBM

      Meu amigo! Mas a proposta é justamente para dar uma sacudida nesse cenário indecente que você aponta!! Quer o quê? Que esperemos de braços cruzados sermos os primeiros no Pisa? Termos média 8,9 no Ideb? É cada uma…

  65. ter, 23/11/2010 - 19:55
    Fabrício Pamplona

    Grande Nicolelis, sem dúvida segue a tendência do pensamento universal e unifica em suas demandas os anseios da nova geração de cientistas brasileiros, da qual orgulhosamente faço parte.

  66. ter, 23/11/2010 - 18:55
    Pablo

    Em seu discurso, Dilma falou sobre a prioridade da saúde e segurança pública. Não tocou uma só palavra em educação. O plano da Dilma pra educação é ainda uma incógnita

    • No primeiro mandato, Lula tentou federalizar a educação básica, pois sabia que, deixada nas mãos de certos governadores, a educação não progrediria no Brasil. Só que ele sofreu violenta oposição e recuou. Quem sabe Dilma não retoma isso, construindo muitas escolas técnicas federais e escolas de educação básica em todo o Brasil?

  67. ter, 23/11/2010 - 18:51
    Juliana Porto

    Brilhante. Genial. Imprescindivel para a Ciencia e para o Brasil.
    Eh claro que novas ideias causam algum desconforto, principalmente naquelas mentes acomodadas na mesmice (Estas, as que mais necessitam de mudancas..).
    Chega de acharmos que no Brasil nada dah certo.
    Chega de sermos descredulos em tudo e em todos.
    Chega de gastarmos energia reclamando, driblando regras no "jeitinho brasileiro" (The Economist).
    O Brasil cresce a passos largos e causa admiracao e inveja no exterior. Mas eh dentro do pais que a mudanca tem que surgir. Eh de mentes brilhantes e corajosas como a do Dr Nicolelis que precisamos, que esta mudando sim a vida das pessoas no nosso pais.
    Obrigada Dr Nicolelis!
    Obrigada por investir e acreditar no Brasil!
    "Ciencia eh um compromisso social".

  68. Mais uma vez Miguel e sua genialidade ímpar. Tem muita, muita coisa aí, pra discussões mil. Como recém doutor queria dar meu apoio ao item 3, um dos mais simples porém de imensas consequencias a curto e longo prazo. Carreira de pesquisador cientifico integral já!!!

  69. ter, 23/11/2010 - 18:15
    Adriano M.

    Cabe ressaltar que a ciência não é neutra e se presta a interesses diversos. Fico me perguntando a quem essa ciência e seus cientistias irão servir. Sinto falta nesse projeto de incentivo para desenvolvimento do pensamento político, da filosofia, importantes para a formação de sujeitos capazes de exercer o livre pensar.

  70. ter, 23/11/2010 - 17:59
    jaja

    O professor Nicolelis é um orgulho para o país, cientista reconhecidamente competente e inovador, além de tudo nacionalista (para indignação de alguns) e jovem tem tudo a ver com o novo Brasil que estamos construindo, espero que suas ideias sejam consideradas e se transformem em projetos concretos.

    No Brasil, pelo que sei, a ciência é fortemente apoiada pelo estado (e não iniciativa privada), o novo governo Dilma, como dito, poderia manter o professor por perto, o homem é bom!

  71. ter, 23/11/2010 - 17:52
    Mário SF Alves

    Azenha,
    Fiquei sabendo do professor Nicolelis há algum tempo, coisa de um ano e meio. E não tive dúvidas de que ali estava "bem mais do que uma simples criança". Que havia algo de novo, tanto no laboratório, quanto nos estádios de futebol, eu também já sabia. Mas essa propensão toda a amar o Brasil, essa me conquistou.
    Abraços, meu caro!
    Em tempo: No campo da produção de alimentos, já não é de agora que se discute –ainda que timidamente – a necessidade de técnica e tecnologia agrícolas desenvolvidas a partir desse novo referencial científico. O momento é muito favorável. A professora Ana Maria Primavesi deu uma contribuição importante nesse sentido, o que, no entanto, ainda é uma abordagem pontual e não chega a ser um enfoque global do que seria uma agricultura de base científica eminentemente tropical. O Brasil é muito vasto, muito diverso em termos de clima e ambiente, e bem poderia conviver – ainda que estrategicamente -com as duas ou mais vertentes, “concepções” ou modelos de agricultura. Creio que o modelo de agricultura pré-capitalista poderia ser o ponto de partida no processo de desenvolvimento das pesquisas. Aqui no meu estado, o Espírito Santo, por exemplo, somos guardiães do remanescente de uma cultura – é isso mesmo, cultura – que tem muito a contribuir nesse universo; trata-se dos descendentes de Pomeranos que colonizaram a região Centro-Serrana e o Meio-Norte Capixaba. É pena que ainda sejam tão ignorada e maltratada.

  72. ter, 23/11/2010 - 17:35
    mello

    O professor traz entusiasmo, sabe motivar. Tem propostas avançadíssimas e bem fundamentadas. Torço para que seja seguido.
    Merece mesmo ser elogiado como o Suassuna da Ciência..

  73. ter, 23/11/2010 - 17:24
    Adriano

    O Miguel Nicolelis pensa o Brasil como eu sempre sonhei: A descentralização da Ciência no Brasil; Ciência com inclusão social; Alguém comentou que o Nicolelis não é o primeiro a ter essa iniciativa…no entanto foi o primeiro a pô-la em prática…quem conhece o projeto em Macaíba, sabe do que eu falo…TODOS os créditos para o iluster professor que tem feito pelo meu Estado, o que os Alves, Maias e Rosados NUNCA fizeram!!!

    Adriano

  74. [...] do maior cientista brasileiro, Miguel Nicolelis (entrevista completa, aqui). Interessou-me bastante o ponto três. Seria um sonho, realizado em plena luz do dia, se Dilma [...]

  75. ter, 23/11/2010 - 17:12
    LULA VESCOVI

    Se a Dilma não conversar com o Nicolelis antes da posse,teremos a primeira decepção.

  76. ter, 23/11/2010 - 17:06
    Julio Silveira

    Esse tipo de cidadão é que deve servir de exemplo a cidadania. Brasileiro talentoso e bem sucedido que sonha o Brasil como centro de excelência e foca no Brasil suas energias, para nos desenvolver e a nossas potencialidades, sem qualquer complexo ou duvidas quanto as nossas condições de chegar lá.

  77. ter, 23/11/2010 - 16:53
    manoel

    Azenha,
    Tente contatar o cientista José Walter Bautista Vidal.
    Ele é um típico cientista "tropical". Era dado a lidar com energia nuclear.
    Daí, descobriu o poder do Sol e de sua civilização.
    Era amigo do Darci Ribeiro, outro que pensou no Brasil desenvolvendo sua própria tecnologia.
    De qualquer forma, o Prof Nicolelis merece respeito por propor ciência com soberania.
    Existem outros que fazem isot há décadas.
    Juntar os pontos pode ser bom para todos.
    Grato!

    • ter, 23/11/2010 - 18:55
      Conceição Lemes

      Vou procurar o Vidal. Abs e obrigado pela dica.

      • ter, 23/11/2010 - 20:08
        Francisco

        Vale a pena uma leitura de uma entrevista do prof. Bautista Vidal à Caros Amigos, a idos anos, naquela seleção de "Entrevistas Especiais".

        Abçs.

    • ter, 23/11/2010 - 19:52
      Alex

      Boa recordação, Manoel. Bautista Vidal já esteve mais em voga, mas isso é o de menos, trata-se de um grande brasileiro!

      • qui, 25/11/2010 - 12:15
        Mário SF Alves

        Bem lembrado, Manoel. O Professor Bautista Vidal é mais um dos que não viraram as costas ao potencial desse nosso imenso País.

  78. ter, 23/11/2010 - 16:50
    easonnascimento

    Dona Dilma deveria ouvir o Dr Miguel se não para nomeá-lo para o ministério, mas no mínimo para ajudar a desenvolver o program de governo para esta área. É imprescindível que assim seja. Conhecimento e experiência ele tem pra ajudar no processo.
    http://easonfn.wordpress.com

  79. [...] O mapa-mundi nos ensinou que a Europa era o centro do mundo e que o sul era uma uva-passa do norte. Mas as coisas estão mudando, ô se estão. Miguel Nicolelis, um dos pesquisadores mais foda do mundo que respeita as perspectivas acaba de publicar o Manifesto da Ciência Tropical: Uso democrático da ciência para transformação social e econômica do Brasil, que tu pode ler inteiro no Vi o Mundo. [...]

  80. ter, 23/11/2010 - 16:42
    Maria Inês Azambuja

    Também assinaria embaixo deste manifesto do Prof. Nicolelis.
    Maria Ines Azambuja, Professora da FAMED/UFRGS

  81. ter, 23/11/2010 - 16:30
    Marco Túlio

    Concordarei completamente (e imediatamente) …assim que o "Governo Federal", citado insistentemente no texto, der um jeito de tirar o ensino fundamental do Brasil da indigência em que se encontra.

    E não me venham dizer que isso é com as Prefeituras, pq 80% ou mais dos prefeitos está c.. e andando com a qualidade de ensino das crianças…até porque esses mesmos 80% (ou mais) são uns completos asininos de gravata.

    O que sobrar, ok…vamos à ciência.

    • ter, 23/11/2010 - 17:48
      Hans Bintje

      Fico com as palavras do professor Emir Sader ( http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostra… ):

      "A crítica sem a prática superadora correspondente leva à inação, ao pessimismo, à desmobilização e, no limite, à desmoralização."

      • ter, 23/11/2010 - 20:40
        Marco Túlio

        Vou falar isso às crianças e às professoras:

        "A crítica sem a prática superadora correspondente leva à inação, ao pessimismo, à desmobilização e, no limite, à desmoralização."

        Provavelmente as primeiras vão me perguntar se isso é algum novo tipo de merenda e as segundas se tem como aumentar o valor do vale-transporte.

      • qua, 24/11/2010 - 10:37
        Hans Bintje

        Ótimo, Marco Túlio.

        Faça suas propostas para "melhorar a merenda" e "aumentar o valor do vale-transporte".

        As crianças, as professoras e os leitores deste site – eu, inclusive – temos o maior interesse em conhecê-las.

        Enquanto isso, estou estudando com afinco o manifesto do Nicolelis.

      • qua, 24/11/2010 - 16:07
        RBM

        Você está querendo insinuar que o manifesto é pomposo demais para uma realidade de analfabetos funcionais, não?
        Tivesse ouvido você, Santos Dumont teria desistido de seus experimentos com aviação.
        Se você falar isso às crianças, elas, como muito burro velho, não ão entender. Mas também dirão coisas que você, do alto de sua sapiência, fingirá que entendeu. Então é assim: Hay proyectos, soy contra?

      • qua, 24/11/2010 - 17:00
        Marco Túlio

        No, no, RBM.
        Soy favorable a reformar la cocina….pero….mira!….hay fuego en cuarto de los niños!!!!
        Que hacemos??

        Ah, sim: teve verba pública para Santos Dumont? (do principado de Mônaco não vale, pq lá eles não tinham mais o que fazercom dinheiro).

        Cordiales saludos,

        Marco Túlio

      • sex, 26/11/2010 - 16:12
        Mário SF Alves

        É… Marco,
        A relação entre causa e efeito é insofismável. Deveras! Portanto, toda la atención a los los niños; mesmo porque esse é ainda um país igualmente niño. Já dizia o Milton.

  82. ter, 23/11/2010 - 15:36
    Julio Silveira

    Esse tipo de cidadão é que deve servir de exemplo a cidadania, brasileiro talentoso e bem sucedido que sonha o Brasil como centro de excelência e foca no Brasil suas energias para desenvolver nossas potencialidades, sem qualquer complexo ou duvidas quanto as nossas condições de chegar lá.

  83. ter, 23/11/2010 - 15:24
    Depaula

    Uma bela e emocionante entrevista. Pena que é dar pérolas aos porcos. Quer saber quem no governo vai se interessar por um programa asim dedicadamente elaborado? NINGUÉM!!!!
    E sabem por que? Para não perder o emprego. Abaixo a mediocridade nos espaços de poder. Dilma temd e varrer os medíocres empoleirados no poder e abrir espaço nem que não seja para novas pessoas, mas para novas ideias.

  84. ter, 23/11/2010 - 15:10
    Gerson Pompeu

    Sumpáulu também tem cabra da peste.

    E VIVA O BRASIL!

  85. Prezada Conceição Lemes,

    Sou Flavio Wittlin e coordeno o Curso de Educação em Saúde da PUC-Rio a ser lançado em março de 2011, uma inovação perfeitamente sintonizada com o Manifesto em tela.
    Este manifesto poderia começar assim: "Cientistas de todo o Brasil, uni-vos!"
    Gostaria de aderir ao pequeno grande Manifesto da Ciência Tropical elaborado por Miguel Nicolelis e saber se ele está reunindo assinaturas.
    Penso também que ele deveria ser convidado (se que já não o foi) pelo próximo Fórum de Ciência e Democracia a ser realizado em paralelo à próxima edição do Fórum Social Mundial em Dacar.
    Ali teria uma excelente oportunidade de propagar suas avançadas e instigantes idéias, tendo como caixa de ressonância imediata justamente a Mama África.
    Por último, gostaria de frisar que o protagonismo das populações no processo de muitas pesquisas científicas é um ponto fundamental para a busca de soluçõe para ops grandes dramas que afligem os povos ao redor do mundo, nas diversas áreas da saúde, educação, segurança alimentar, transporte, saneamento, segurança pública, etc.
    Estas soluções não virão apenas nem principalmente da cabeça genial de nenhum iluminado, mas sim da interação da participação da sociedade, para este fim qualificada, com os cientistas e os propositores de políticas de Estado estruturantes.
    Miguel teve este formidável insight.

  86. ter, 23/11/2010 - 14:38
    Julio

    A Dilma tinha que escutá-lo, antes de montar o ministério.

  87. ter, 23/11/2010 - 14:34
    RBM

    Esse Nicolelis é um desajustado! Um cientista do seu nível, se preocupando com pobre, essa gente que nem sabe falar inglês nem conhece a Disney!! !Poderia ter inflado o peito e se encastelado egoisticamente em seu sucesso. Mas não: tem o despautério de fazer um projeto do tipo do IINN numa cidade paupérrima do Nordeste (que fica no Piauí ou Sergipe, não sei…), para desespero das Mayaras Petrusos. Mas ele, mas cedo ou mais tarde, terá o castigo que merece: um ridículo e desprestigiado Premio Nobel!

  88. ter, 23/11/2010 - 13:31
    elementae

    tudo o que está proposto é fundamental; falta haver entendimento entre a ciência desenvolvida no ocidente e os conteúdos dos fundamentos da medicina chinesa (que há muito trabalham com a saúde antes da doença se apresentar no organismo); da mesma forma há um encontro entre a filosofia cristã e os pensamentos taoistas e zen budistas, fundamentos culturais para criação de um novo mundo;

  89. ter, 23/11/2010 - 13:26
    Rafael

    O Professor Nicolelis não é o primeiro a dizer isso. Esse movimento já existe no Brasil faz tempo!!! Já ouvi muitos professores Universitários falarem a mesma coisa por muitas e muitas vezes ao longo da minha carreira de cientista. O Professor Nicolelis usou o seu prestígio para promover algo que já existe e não podemos dar o crédito somente a ele.

    • ter, 23/11/2010 - 15:40
      Hans Bintje

      Rafael:

      Vamos estabelecer um marco histórico para esse movimento. Começar por José Bonifácio de Andrada e Silva, o "Patriarca da Independência", está bom para você?

      De Jorge Mautner ( http://www.sbacem.org.br/eventos/integra.php?id=1… ):

      "José Bonifácio de Andrada e Silva já dizia em 1823 que, o que nos diferencia como nação entre todas as outras nações do planeta é, justamente, esta amálgama que é muito mais que a mistura, que a miscigenação. E que é a imensa capacidade do Brasil de assimilar o outro, de ir de encontro ao outro, de reinterpretar tudo a cada instante, absorvendo com a dadivosidade dos braços sempre abertos cheios de receptividade tudo aquilo que nos interessa e que se irradia do coração. Amálgama que quebra as fronteiras e os preconceitos dos pensamentos compartimentalizados."

      Ele complementa ( http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?cod… ):

      "[Os Pontos da Cultura] é um projeto pioneiro no mundo todo. Inclusive, [Gilberto] Gil recebeu elogios de muitos jornais estrangeiros. É a primeira vez que o Ministério da Cultura disponibiliza uma verba, com autonomia tão grande. E todos os Pontos são ligados pelo mundo digital. O Brasil revela uma garotada voltada para as raízes e reinterpretando tudo. Vitória da famosa amálgama que José Bonifácio falava como nosso diferencial, além da mistura, da miscigenação. (…)

      Ia nas orquestras das rádios, sentei no colo da Aracy de Almeida, a maior cantora de todos os tempos. Meu pai permaneceu o tempo todo por perto. Ele alugou um quarto ao lado de onde eu morava. Eram muito avançados. Todos falavam alemão. A formação dele foi totalmente paralela à da casa, ele me ensinou tudo, recitava Göethe de cor e me apresentava a literatura do mundo todo, inclusive a muçulmana, mas o que ele mais amava era o Brasil. (…)

      Quanto mais possibilidades, mais você tem que atuar. Kaos com k, é diferente dessa força da natureza. É uma tradução desse universo para a sublimação disso, de um jeito não tão aterrorizante. Uma guerra é sublimada por uma partida de futebol. É terminante humano, no sentido do Zaratustra, mas além, vai em direção aos preceitos de Jesus de Nazaré. São Paulo: 'Mesmo quando não houver nem fé nem esperança o amor continuará a resplandecer no universo'. E ao mesmo tempo, tem o Mefistófeles do Göethe. 'Tudo que existe merece ser destruído'. E é a consideração de todas as formas de arte."

      • ter, 23/11/2010 - 18:42
        NaMariaNews

        Agora não entendi mais nada, Rafael. Não estava falando de cientistas? Gente do ramo pra valer? Da academia? Da Sala de aula? Da tua vida de cientista? E agora você vem com Gil, Mautner, José Bonifácio, amálgama, kaos? Prof. Nicolelis está falando de projeto real, passível de realização, revolucionário não apenas teórico e, sobretudo, original.

      • qua, 24/11/2010 - 10:32
        Hans Bintje

        Fui eu – Hans Bintje – que citei o Jorge Mautner e os outros.

        Me desculpe, NaMariaNews, mas não falei em teoria. É prática, mão na massa, é a garotada brasileira trabalhando com os mais diversos elementos da cultura para construir o futuro.

        Francamente, gostaria que você tivesse visto a apresentação do Mautner com um grupo de Belém, o Arraial da Pavulagem.

        Existe vida – muito inteligente – por esse Brasil afora que jamais entrou no radar da mídia tradicional.

        Trazer essa gente toda para o centro do palco pode ser uma das melhores contribuições dos blogueiros sujos para o país.

    • ter, 23/11/2010 - 16:02
      NaMariaNews

      Rafael, diz pra gente: quem são os outros cientistas que falam a mesma coisa assim? Com a generosidade que tem o Prof. Nicolelis não há dúvida que chamará todos pra arregaçar as mangas juntos.

    • ter, 23/11/2010 - 16:30
      Miguel Nicolelis

      Mostre pra mim em que documento essas ideias foram propostas e eu dou a mao a palmatoria. Ate onde eu saiba, ninguem, nem no Brasil nem la fora, propos o programa que esta descrito aqui. Esse argumento e' muito comum na academia brasileira quando alguem propoe algo novo: ou nao presta, ou nos ja sabiamos, ou nos haviamos proposto algo igual. O onus da prova esta com o senhor. De minha parte posso assegurar que nao usei nenhuma fonte da academia brasileira para compor esse manifesto. mesmo pq boa parte dela se oporia a essas ideias. Assim, tudo que esta escrito aqui veio da minha cabeca. Assim a culpa pelas mesmas e' so' minha.

      • ter, 23/11/2010 - 18:46
        Flavio Lima

        Caro prof Miguel
        Sou docente em periodo parcial da FMedBotucatu, Unesp, no depto de Patologia.
        Recomeçando minha carreira academica após um periodo só na carreira profissional liberal. Estou interessado na sua iniciativa, e tendo como participar (claro que vai ter), quero faze-lo. Como estar em contato, ou sendo informado dos desdobramentos?
        Grande abraço, e parabens pelo seu primoroso trabalho.
        Flavio de Oliveira Lima
        flaviodolima@gmail.com
        flavioolima@fmb.unesp.br

      • qua, 24/11/2010 - 23:48
        mauricio

        com o perdão da palavra, a inveja é uma m…
        que importa a autoria se o objetivo for alcancado?
        caro nicolelis, seu plano, apesar de complexo é excelente. resta saber como implementar isso num país que não cumpre sua meta de 2% do orcamento para educação. sou um otimista mas vejo o ensino tradicional se deteriorando rapidamente, talvez acompanhado o ritimo da sociedade. mesmo em escolas privadas o nível é baixo. gostaria de saber se vc tem um programa estratégico para encaminhar estas propostas. como conquistar a vontade política dos poderosos?
        abs.

    • qua, 24/11/2010 - 16:16
      RBM

      Pronto: você transformou uma proposta séria, profunda, viável, em um caso de egoísmo e plágio!! Que pequenez fazer essa acusação! Primeiro, porque não pode provar; segundo, porque o relevante é a possibilidade de implantação, dane-se o pai ou pais da ideia, se ela melhorar a face do amanhã. Ademais, a contribuição original de Nicolelis no campo da ciência e sua projeção em nível mundial depõem contra sua, Rafael, preocupação com originalidade. "O que importa é a canção, não o cantor".

  90. ter, 23/11/2010 - 12:53
    Rey - MidiaMarginal

    Esse cara é o cara da ciencia. pro-ativo e prgmatico

    isso ae parabens

  91. ter, 23/11/2010 - 12:38
    Hans Bintje

    Tô dentro, Conceição Lemes.

    Por favor, me manda umas caixas de garrafas de 600 ml vazias e limpas que eu preparo uma leva de cerveja para o lançamento da Ciência Tropical.

    Será que isso é papo de bebum?

    É papo de um leitor inveterado dos boletins do Instituto Kluyver – para entender a brincadeira, acesse http://www.kluyvercentre.nl/ – e que adora software livre, a mesma ferramenta que o CERN trabalha – dê uma olhada na dimensão da "encrenca" em http://linux.web.cern.ch/linux/

    Definitivamente, o Miguel Nicolelis mexeu com os nossos cérebros!

  92. ter, 23/11/2010 - 12:38
    Alice

    Paradigma o Brasil? Como? Somos um atraso em educação e C&T.Só os filhos de rico terão oportunidade de desenvolver-se, e quando o fizerem, irão para o exterior pois aqui não há perspectiva profissional. Um docente em final de carreira numa universidade pública ganha a salário menor do que o de um fiscal de rendas, que só precisa ter uma graduação. O docente universitário tem que ter doutorado e é avaliado por um sistema pesadíssimo e quantitativista da Capes. O número de pesquisas cresce mas a qualidade segue ladeira abaixo.
    Vejam o Enem, é um desastre total:
    O Enem não avalia, não diferencia, estigmatiza e privilegia, vejam no "ranking do MEC" que escolas têm melhor desempenho no ENEM: as particulares.

    • ter, 23/11/2010 - 14:03
      RBM

      Acho que a ilustre amiga não entendeu a abrangência da proposta do Miguel, que implica um projeto de Nação soberana. A implementação das propostas (que não se faria sem conflito com as forças do atraso e do entreguismo) modificaria bastante o panorama atual, e seu ceticismo o pressupõe intacto. Por isso o cientista falou que a principal barreira é vencer o complexo de vira-lata, de inferioridade consolidado num processo histórico secular.
      Quanto ao ENEM, por maiores que sejam seus problemas, ele é um avanço astronômico em relação ao vestibular (no qual, aliás, os alunos de escolas privadas se saíam melhor). Mas a questão mais importante é quebrar a cadeia da decoreba, do conhecimento inútil, que faz mal ao futuro da nação. O seu termo "desastre total" mostra sua adesão acrítica à orquestração midiática de motivos inconfessáveis.

    • ter, 23/11/2010 - 14:27
      RBM

      Ainda sobre o Enem, não entendo o ódio da missivista, que papagueia o discurso da mídia. Como alguém que se submeteu a vestibulares baseados na decoreba, sempre para universidades públicas, lamentava ter de me submeter a um processo de emburrecimento temporário, necessário para alcançar a aprovação. Sentia que aviltava minha parca inteligência. Sonhava, intuitivamente, com algo como o Enem, que não é perfeito.

    • ter, 23/11/2010 - 14:27
      RBM

      Eu, que não pude nunca pagar colégio particular nem alimentar a máfia dos cursinhos. Depois, como docente, tive muitas vezesde suportar a mediocridade de colegas de profissão, vendidos ao sistema da decoreba pela garantia de emprego. Por isso, saúdo a mudança. Durante um bom tempo, o melhor rendimento será das escolas particulares, mas elas terão de se adaptar, ir além da decoreba. As públicas também. Fora com os conhecimentos estanques. As fórmulas abstrusas divorciadas de contexto. O professor de portuguêsque não sabe interpretar texto. O professor de qualquer disciplina que não sabe nada e cultura geral. O professor de matemática que não se importa com sua própria grafia. As perguntas de história que são pegadinhas. Os professores populares pelo histrionismo e não pela competência. E as máfias do ensino (essas cujos convites eu rechacei com muito orgulho).

    • ter, 23/11/2010 - 14:28
      RBM

      Para finalizar, chamo a atenção para o reducionismo de seu raciocínio: então a "culpa" pelo melhor desempenho das escolas particulares (como se isso por si fosse um pecado) é do Enem? As mudanças educcionais envolvem políticas múltiplas e integradas. No fundo, as crítics partem de quem quer que tudo continue como está e estava.

    • ter, 23/11/2010 - 14:57
      Daniel Sant Ana

      Alice,
      Acho que estah faltando um pouco de entendimento das propostas do Dr. Nicolelis. O que ele estah propondo eh exatamente a universalizacao e democratizacao da ciencia. O que funcionou no Brasil ateh agora foi o contrario: a sua elitizacao. As atitudes e ideias derrotistas que a midia e a sociedade embutiram em nossas cabecas desde a mais tenra infancia devem acabar! A India, a Coreia e a China sao bons exemplos: eles investiram macicamente em educacao, aa despeito dos seus indices de desenvolvimento humano hah algumas decadas atras. A confianca em seu proprio povo e o orgulho que sentiam dos seus paises os ajudou a superarem talvez situacoes e problemas maiores que os nossos e foram capazes de fazer uma revolucao de ciencia e tecnologia.
      A mensagem que o Nicolelis quer passar eh que temos sim as mesmas condicoes, soh basta que mais pessoas como ele (que eh o que voce pode chamar de "filho de rico" que foi estudar no exterior, mas que por orgulho do seu pais de origem voltou e estah montando um dos maiores centros de tecnologia do Brasil no Nordeste) facam a sua parte por amor ao pais.
      Finalmente, a ideia de que o ENEM eh um desastre eh simplesmente um exercicio de "duplipensar" que a midia "orwelliana" tenta impingir diariamente na cabeca dos desavisados. Nao podemos ser apenas "mouth piece" de outros interesses senao do desenvolvimento nosso proprio pais! (desculpem a falta de acentos, estou no exterior e o teclado nao ajuda – e nao sou filho de rico e nem "desertor", mas taosomente alguem que estah aprendendo e que pretende voltar e um dia ajudar a todos os brasileiros que realmente amam o Brasil a construir um pais melhor).

    • ter, 23/11/2010 - 19:54
      Alex

      foi vaiada….rsrsrsrs!

  93. Guardem o que eu vou afirmar como colega médico do Nicolelis: vai ser ganhador do premio Nobel , e não vai demorar muito.JUSTÍSSIMO!

  94. ter, 23/11/2010 - 12:32
    Cecília Porto

    A cada nova manifestação do pesquisador Nicolelis sou tomada por um grande entusiasmo e a certeza de que o Brasil está passando por um processo inédito de desenvolvimento. O projeto apresentado por ele, assim a olhos rápidos, é exequível e o governo deveria encampá-lo integralmente. Como cidadã brasileira apoio e agradeço o mestre Miguel Nicolelis a inestimável contribuição que ele presta ao nosso país e à humanidade.

  95. ter, 23/11/2010 - 11:44

    Eu adoro o Nicolelis. Eu vivo repetindo que ele é o Ariano Suassuna das ciências. Mas nesse ritmo quando eu for narrar histórias para meus (futuros) filhos e netos, terei que dizer que Ariano Suassuna era o Nicolelis das artes!

  96. ter, 23/11/2010 - 11:44
    Laura Antunes

    Muito show. O professor Miguel Nicolelis é gente que faz a diferença! Mas Conceição, vamos digerí-lo aos poucos. A exposição demasiada dele aqui no VI O MUNDO poderá gerar aqueles ciumezinhos uspianos que põem tudo a perder em nosso país. Espera a Dilma assumir.

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