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Bermann: “A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata”

03 de junho de 2010 às 13h38

belo

O início das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu

Entrevista: Celio Bermann

“A energia hidréletrica não é limpa, nem barata”

por Manuela Azenha

O professor de pós-graduação em Energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP desmistifica os benefícios de o Brasil aproveitar o potencial energético dos rios da região Amazônica: “Belo Monte representa simbolicamente a possibilidade de transformar todo o territorio amazônico em um grande conjunto de jazidas de megawatts”.

Célio Bermann foi assessor do Ministério de Minas e Energia durante os dois primeiros anos do governo Lula e se afastou em desacordo com o que considera desvirtuamento da política do governo para o setor. Crítico assíduo do planejamento energético brasileiro, Bermann não só rejeita a construção de usinas hidrelétricas como a de Belo Monte, mas propõe uma nova direção de desenvolvimento econômico para o país.

Qual é a importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil?

Bermann: A importância da usina deve ser medida pela sua capacidade de produção de energia, pelo tempo que a energia produzida estará disponível para o consumo da sociedade e pelos problemas de ordem social e ambiental que essa usina representa, inclusive sob o ponto de vista de custos. A importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil é negativa, porque ela vai custar muito. O governo fala em 19 bilhões de reais de investimento, mas as empresas envolvidas na obra, na fabricação dos equipamentos, dizem que a obra não sai por menos de 30 bilhões. Os problemas sociais e ambientais, muitos deles, não têm custo financeiro.  Mas imagine a perda do valor cultural do rio Xingu, que é sagrado para as populações indígenas. E esse tipo de raciocínio não está incorporado na decisão de construir um empreendimento. A obra é superdimensionada, porque a quantidade de água para tocar a usina na capacidade proposta, de 11 mil MW (Itaipu produz 14 mil MW, para se ter uma idéia do tamanho da usina), estará disponível apenas três meses ao ano. Na época de estiagem, por exemplo, em setembro e outubro, a usina não vai produzir mais do que 1 mil MW. Então por que investir numa obra com essa dimensão se o retorno econômico/financeiro é baixo? Não é a toa que o capital privado desistiu de participar da construção.

E por que então construí-la? Qual é o interesse do governo se não haverá esse retorno?

Bermann: Eu vejo a obra de Belo Monte como um projeto de longo prazo. É preciso levar em consideração que mais da metade do chamado potencial hidrelétrico, para construir hidrelétricas no Brasil, está localizado na região amazônica, onde há problemas de ordens social e ambiental. O fato de ter esse potencial para a construção de hidrelétricas faz com o governo aponte para essa direção irreversível: a de construir essas usinas, custe o que custar. Por que isso? O que chama atenção, como sempre, é a perspectiva do apagão, de se ter falta de energia. Ninguém quer ficar sem energia elétrica. Então essa forma de propagandear, de alardear que vai ter apagão, faz com que se aceite usinas com essas características. Não é particularmente o governo Lula, porque essa obra está sendo pensada há 30 anos.

O problema é que o governo Lula vai ficar na história como aquele governo que decretou o fim das populações indígenas e da cultura na região do Xingu. Para responder o por quê dessa obstinação do governo, é porque se conseguirem validar a construção da usina de Belo Monte, todas as outras usinas vão se validar também, principalmente no critério de impactos socio-ambientais. A Balbina (1) é conhecida como a pior concepção de hidrelétrica do mundo, porque ela está na planície amazônica, ocupa um reservatório enorme de mais de 2500 km2, para gerar 250 MW, sendo que a potência firme dela é de apenas 120 MW. Numa situação dessa, o critério lógico é abandonar o projeto. Isso não foi feito, na década de oitenta. De lá pra cá, aumentou o número de planos de hidrelétricas. Belo Monte representa simbolicamente a possibilidade de transformar todo o território amazônico em um grande conjunto de jazidas de megawatts. Embora frágil, com populações tradicionais que precisam ser respeitadas, populações indígenas que precisam ser consideradas, a perspectiva que Belo Monte aponta é de priorizar a geração de energia a partir das águas do rio Amazonas. E o resto? Bem, o resto é o resto.

O Brasil tem um papel de protagonismo internacional em geração de energia limpa. No caso das hidrelétricas, temos enormes reservas de água que podem ser vantajosas para o país. Não se deve aproveitar essas vantagens?

Bermann: O maior erro desta política energética que está sendo implementada é o fato dela se apoiar em inverdades. Uma delas é de que a energia hidrelétrica é limpa e barata. Ela não é. Estudos mostraram que Balbina, Tucuruí e Samuel, as três maiores hidrelétricas construídas na região amazônica até agora, emitem gases de efeito estufa mais ou na mesma proporção que usinas a carvão mineral. Isso pode parecer uma surpresa, mas nos primeiros dez anos de operação de uma usina da Amazônia, a matéria orgânica, a mata, ela apodrece porque a água a deixa encoberta permanentemente.  E o processo de apodrecimento é muito forte, acidifica a água e emite metano, que é um gás 21 vezes mais forte que o gás carbônico, principal gás do efeito estufa. Isso é conhecido pela ciência mas não é considerado porque não é de interesse de quem concebe essas usinas. O que interessa é a grande quantidade de dinheiro que vai ser repassado para as empresas construtoras de barragens, turbinas e geradores. O restante, o problema ambiental, as populações que serão expulsas, a cultura indígena que está sendo desconsiderada, isso não entra na conta.

Ainda não entendi porque construir essa usina se a energia é suja, cara e provoca todos esses impactos socioambientais. O Brasil precisa dessa energia ou não?

Bermann: Se o Brasil persistir nessa direção de desenvolvimento econômico, sim. Mas é isso o que precisa ser mudado. No Brasil, 30% da energia gerada é gasta por empresas que consomem muito: fábricas de aço e de alumínio, principalmente. Todas as empresas presentes na Amazônia, e que usam a energia de Tucuruí, são produtoras de alumínio, que é exportado. Então é essa lógica que está por trás disso. Fala-se em crescimento econômico mas a fabricação industrial é direcionada para essa produção e para a exportação.

Seguindo essa lógica, fatalmente o Brasil precisará de energia. O problema que precisa ser aberto para a população brasileira é se a gente quer um crescimento econômico com esse perfil. Ou se com a mesma energia disponível, não podemos produzir produtos que contenham mais tecnologia, mais mão de obra, que tenham maior valor agregado e aí sim, exportá-los. É o que o Japão faz. Na década de 80, todas as indústrias de alumínio foram fechadas. O Japão passou a importar o alumínio, transformá-lo em chips, para então vendê-los com um valor 20 vezes maior do que ele pagou pelo alumínio utilizado. É possível crescer economicamente gastando menos energia, se diversificarmos a nossa matriz energética para que ela não priorize a hidroeletricidade, como ela vem sendo priorizada hoje.

É falsa a idéia de que ela é mais barata do que as outras. Colocado na ponta do lápis, esse custo de 30 bilhões da usina de Belo Monte será financiado pelo BNDES, com o nosso dinheiro, porque as empresas privadas não quiseram entrar. O banco público vai bancar 80% dos investimentos e pagar empresas privadas para construir a usina. E a energia elétrica, muito provavelmente, vai servir para ampliar esse perfil industrial eletro-intensivo. Vai vir alguma coisa para o consumidor residencial brasileiro, mas poderíamos conseguir essa energia diversificando as fontes, não tendo essa idéia de privilegiar grandes blocos de consumo, como esse tipo de indústria faz. A gente tem, na economia brasileira, demonstrações de que existem setores que atendem ao requisito de menor consumo de energia, maior tecnologia e maior incorporação de mão de obra. Então por que não insistir nessa direção?

E quais são esses setores?

Bermann: Por exemplo, a fabricação de aviões. Dentro da pauta de exportação brasileira, é o que mais se sobressai, em termos de receita que advém da venda desses equipamentos. Não dá para persistir na idéia de um país da dimensão do Brasil, com as necessidades sociais que tem, como exportador de soja, de café, de açúcar, de etanol…Exportar aço, celulose, alumínio, é restringir a capacidade que o conhecimento brasileiro tem, a capacidade de trabalho que o país tem de consumir energia de uma forma mais inteligente, de uma forma que degrade menos a força de trabalho de sua gente e o meio ambiente.

Você acha que a sociedade brasileira está a par do que está acontecendo na Amazônia?

Bermann: É fundamental que a discussão das usinas hidrelétricas da Amazônia seja disseminada para que as idéias que hoje justificam essas obras possam passar pelo crivo da sociedade, e não apenas de especialistas, e aí eu me incluo, que mostram seu ponto de vista cientifico do por quê condenar o empreendimento dessas obras. O projeto brasileiro é de construir 28 usinas na região amazônica. Hoje tem quinze, mas de porte são Tucuruí, Balbina e Samuel. Desse conjunto que se pretende, mostra que 80% da capacidade de geração de energia elétrica prevista até 2020 vai vir de 28 usinas hidrelétricas da Amazônia.

E a questão permanece: a que custos sociais e ambientais? Vale a pena? A gente não vai conseguir substituir a necessidade de energia de uma indústria de alumínio com o vento, ou com energia solar. Mas ela consegue suprir de uma forma diversificada parte da necessidade de consumo da população, de atividades de indústria de ponta, ou de comércio e serviços. Não devemos permanecer nessa dependência de grandes usinas hidrelétricas que custam caro, estão numa distância muito grande do consumo e representam do ponto de vista socio- ambiental, pesados óbices para um país como o Brasil aumentar a renda, a geração de emprego e melhorar a qualidade de vida da população.

A renda no Brasil é absurdamente concentrada e os esforços recentes nessa direção ainda são pouco significativos frente à dimensão que hoje se estabelece. Metade da população ganha a mesma renda que 5% dos brasileiros. Isso mostra porque temos problemas de segurança, baixa escolaridade, baixa capacitação de mão de obra para se qualificar e se inserir no mercado de trabalho. É um conjunto de problemas que se verifica e que poderiam ser resolvidos a partir dessa redifinição do que se quer de um país e como a energia pode contribuir numa qualidade de vida mais elevada. O problema é que estamos muito longe dessa direção.

Quais são as alternativas de geração de energia?

Bermann: Para pequena escala serviria energia solar, dos ventos, dos resíduos agrícolas. A política energética atual tem incorporado essas alternativas de uma forma muito tímida, deveria ser multiplicada na sua escala. Alegam que essas energias alternativas são caras mas se a gente considera a hidroeletricidade com todos os problemas que eu apontei e com todos seus custos, elas passam a ser viáveis, e passam a potencialmente poder compor a cesta energética brasileira. Existe uma falsa questão na hidroeletricidade quando ela é comparada aos combustíveis fósseis e não tem uma vírgula sobre isso no projeto de Belo Monte.

Eu estranhei o espaço que a usina de Belo Monte tem tido na mídia, nunca vi a imprensa defender tanto o meio ambiente. Você acha que existe uma questão política por trás dessa discussão?

Bermann: Eu já estive muito próximo do governo Lula. Participei dos primeiros dois anos do governo como assessor de do Ministério de Minas e Energia. E me afastei por ver a direção que o governo Lula tomava e a sua forma de assegurar governabilidade, se aliando ao PMDB, particularmente à figura do senador Sarney. Isso implicou um redirecionamento político, inclusive nesse comportamento em relação às usinas hidrelétricas. Todo o staff hoje das empresas públicas elétricas é de homens do Sarney. Então a forma da oposição combater politicamente a obra de Belo Monte é em função do que é evidente, dos custos, dos problemas socio-ambientais, para com isso alimentar a crítica, mas que é de fundamento político, à obra. Eu nao vi ainda a oposição dizer que não construiria Belo Monte. Não vi o candidato de oposição se referir à usina de forma incisiva. Então eu vejo que o comportamento da mídia em relação à Belo Monte, que poderia resultar no envolvimento da sociedade com relação à usina e criar condições para que o governo revesse a decisão, foi usado muito na atitude de jogar pedra no telhado de vidro, quando eu suponho que seria o mesmo telhado se tivéssemos outro governo.

Um país subdesenvolvido pode ter um desenvolvimento sustentavel? Quer dizer, um país com tantas necessidades sociais quanto o Brasil pode pensar nesses termos a longo prazo?

Bermann: Deveria. Mas na construção de hidrelétricas, não se pensa no meio ambiente a longo prazo. Enquanto houver minérios na Amazônia, vamos aproveitar. Uma usina hidrelétrica dura até 100 anos. Nos EUA, quando as hidrelétricas já não funcionam mais, estão tentando recuperar a vida do rio, porque a vida do rio morre com a usina hidrelétrica. A água que corria agora fica parada, aumenta sua acidez, diminui o oxigênio, no lago começam a formar macrófitas (algas). São evidências de que a coisa não está indo no bom caminho se a gente pensa a longo prazo. A sociedade não está informada, não participa do processo decisório. Quem participa são essas pessoas que eu mencionei, com suas teias de interesse já definidas. O deputado que hoje está na frente de uma empresa de geração de energia elétrica pública, ele garante com esse tipo de articulação, caixas de campanha para a próxima eleição. Eles embolsam o dinheiro indiretamente, o que torna impossível de registrar, documentar e ser uma peça importante num processo judicial de apuração de responsabilidades.

O Delfim Netto escreveu coluna na revista CartaCapital argumentando em defesa da construção da usina de Belo Monte. Segundo ele, os não índios na região se beneficiariam com a criação de emprego e a movimentação da economia. Termina a coluna citando uma frase que um jornalista publicou no Estadão : “As questões ambientais ou indígenas são vistas pelos locais como argumentos de quem tem sobrevivência garantida. Não é o caso de boa parte dos 60 mil habitantes de Altamira”.

Bermann: A afirmação do Dep. Delfim Neto apenas confunde. A sobrevivência das populações tradicionais está e sempre esteve em permanente ameaça. A população urbana de Altamira tem vários problemas que não são enfrentados pelo município ou pelo estado. A ausência de políticas públicas acaba conduzindo a população carente a acreditar que a usina seria a redenção para a região. Como já havia sido, décadas atrás, a construção da Transamazônica.

(1) A Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, começou a ser construída em 1973 no rio Uatamã e passou a funcionar em 1988.

 

141 Comentários escrever comentário »

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Energia Hidrica

31/03/2016 - 16h20

muito bom seu artigo! você fala de vários pontos importantes
gostei muito mesmo vou colocar um link em meu site

Muito obrigado por me ajudar.

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24/09/2014 - 09h34

[…] Viomundo. Há quem diga que, ao fim e ao cabo, a energia hidrelétrica não é limpa, nem barata, como disse o professor Celio Bermann em entrevista ao Viomundo. Para ele, a hidrelétrica de Belo Monte serve essencialmente aos aliados de José Sarney e às […]

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Celio Bermann: Investir em biomassa e no combate ao desperdício « Viomundo – O que você não vê na mídia

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[…] Celio Bermann: A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata […]

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Zé de Abreu: Condenar Genoino lembra Ionesco « Viomundo – O que você não vê na mídia

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[…] Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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Pública: No Tapajós, energia para quem? « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/12/2012 - 15h59

[…] Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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natan

21/11/2012 - 20h10

poxa, esse site é muito interessante mas não me ajudou muito! mas pelo menos já posso ter uma noção disso.

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Letícia

19/08/2012 - 17h01

Esse site é muito lega, mais infelizmente ñ me ajudou.

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Alex Mendes: Quem vai defender as matas ciliares e protestar contra os minerodutos? « Viomundo – O que você não vê na mídia

14/08/2012 - 10h30

[…]  Celio Berman: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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Fernando Antonio Moreira Marques

01/07/2012 - 03h25

Querem nos tirar a soberania sobre uma imensa área do território nacional. Sob os pretextos mais descabidos pretendem impedir nosso desenvolvimento nessa região.

Represar um laguinho nessa imensidão de selva e água, que corre inexoravelmente para o mar sem utilização, é reter um pouquinho mais de água onde já existe muita água. Ou estão perdendo a noção de escala ou querem nos fazer de bobos. Se o Japão não tem natureza para produzir energia que não seja nuclear, nós temos.

Se hoje esta energia é vendida para fabricar alumínio, amanhã pode ser dirigida para onde for preciso. O pior é amanhã precisar de energia e não ter de onde tirar. Cobrar o justo imposto e valor pela utilização desta energia e pelos royalties ou ICMS da bauxita, das companhias,seja elas de onde forem, é o mínimo que se espera de um governo diligente com os interesses nacionais.

Se for possível agregar mais valor ao alumínio puro, ao invés de simplesmente deixá-lo exportar no estado bruto, que se agregue. Afinal o alumínio está aqui. Não podemos é acreditar que os gringos farão isto por nós. O que não dá é ficar como papagaio de pirata no ombro dos corsários da nacionalidade, reforçando suas teses antinacionais e antidesenvolvimentistas.

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    Fernando Antonio Moreira Marques

    01/07/2012 - 03h35

    O Fernado Marques que comenta por aqui não é o mesmo que eu. Embora, o pouco que li do que escreveu, eu assinasse embaixo.

Depois do Tocantins, do Madeira e do Xingu, chegou a vez do Tapajós « Viomundo – O que você não vê na mídia

29/06/2012 - 01h43

[…]  Celio Berman: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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PIMON » Blog Archive » Belo Monte, interesses difusos ou confusos?

16/06/2012 - 18h29

[…] http://www.viomundo.com.br/entrevistas/bermann-a-energia-hidreletrica-nao-e-limpa-nem-barata.html ========================== Sabemos, eu, cocota e kikinha, que a área do Xingu vem sendo criminosamente tomada por uma “empreiteira” da região, a CR Almeida. Não, não são as terras inundadas o motivo de nossa preocupação, pois já inundadas pela natureza. Ou os 180 índios que habitam a região. Nossa preocupação  incide sobre MILHÕES de hectares grilados e. espante-se, o cientista ou finge ou de fato desconhece o assunto! Seu mote é criticar o impacto da pulga na orelha do elefante que invadiu sua praia. “Se não fosse a pulga, estaríamos melhor”! É tudo muito, muito estranho. Mas é humano, pior não poderia ser! […]

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    paulo cesar

    17/06/2012 - 18h11

    Belo Monte, CR Almeida???? Tá por fora em!!! Essa construtora CR Almeida não atua na área de ENERGIA!! ela só investe em estradas e rodovias! todo estudante medíocre de Administração ou economia sabe BEM disso!!! e as tais terras(altamira e reg.) foram transformadas em RESEX. Vamos estudar e SABER fazer pesquisas…smj

Stephen Lerner veio ao Brasil, falou com os bancários e pirou « Viomundo – O que você não vê na mídia

16/06/2012 - 14h24

[…] Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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Paulo Teixeira: Sobre grampos ilegais e vazamentos seletivos « Viomundo – O que você não vê na mídia

04/05/2012 - 10h59

[…] Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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13 motivos para Dilma cumprir sua promessa de campanha « Viomundo – O que você não vê na mídia

03/05/2012 - 15h03

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Humberto Costa diz que Demóstenes mentiu naquele discurso elogiado por colegas « Viomundo – O que você não vê na mídia

03/05/2012 - 15h02

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Rudá Ricci diz que foi censurado em rádio mineira « Viomundo – O que você não vê na mídia

03/05/2012 - 15h01

[…] Celio Bermann: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras […]

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Ildo Sauer: “O ato mais entreguista da história” | Viomundo - O que você não vê na mídia

18/01/2012 - 19h30

[…] Celio Berman: Belo Monte serve a Sarney e às mineradoras   […]

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Ricardo Moll

02/12/2011 - 03h21

Fico embasbacado com o nível do conhecimento político que me deparo com grande parte dos comentários!!!!

Responder

Bermann: “A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata” | JORNAL A VOZ DE ARAXÁ

26/11/2011 - 00h29

[…] Fonte: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/bermann-a-energia-hidreletrica-nao-e-limpa-nem-barata.html […]

Responder

francisco.latorre

19/06/2010 - 11h37

o onguismo-verdismo é um equívoco. enganação.

financiado pelo império. o grande poluidor.

vale a pergunta. por que o império financia o onguismo-verdismo?..

..

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professor oswaldo

07/06/2010 - 17h14

QUE GENTE INSISTENTE! PARTE 2

Gente que expressa um prazer sádico em falsear posições de modo leviano, como, por exemplo,
afirmar ou levantar a suspeita de que o entrevistado esteja sendo pago por "ONGs estrangeiras que
querem travar o progresso do país". ONGs como tudo nesse mundo, há as pro-capitalistas e as anti-capitalistas, há as que ajudam os outros humanos, e as que se ajudam…
Gente ignorante isso sim ! pois nunca se deu conta de que a Amazonia naquilo que tem de mais valioso para o capitalismo internacional, já está fora do controle brasileiro, bauxita, o estanho, o ferro, o ouro, a
madeira de lei, a eletricidade de Tucurui que nós pagamos para que os paises importadres de
aluminio continuem consumindo a preço baixo, e até os peixinhos dourados como o cari, que vai
enfeitar os aquários dos japoneses.

A publicação da entrevista tambem colocou como comentaristas do blog alguns engenheiros que
conhecem bem as usinas e o nosso sistema elétrico. Mesmo esses, são mentalmente "blindados"
por uma deformação profissional, pois trabalharam em empresas militarizadas que nunca admitiram
criticas de dentro nem de fora, empresas que sempre negaram as consequencias adversas de seus
projetos, que procuraram durante décadas esconder os milhares de brasileiros que foram empobrecidos e enloquecidos pelas arbitrariedades cometidas. Esses também não conhecem as características do projeto Belo Monte – que é totalmente diferente em termos de engenharia das demais grandes usinas brasileiras – nem conhecem a condição hidraulica e a sazonalidade dos rios da margem direita do Amazonas que nascem no Planalto central, como o Xingu. Por isso ficam repetindo essa mesma mentira inventada há mais de vinte anos pelo carreirista Muniz Lopes, pai do Belo Monte, e atual presidente da Eletrobrás, de que " enquanto as represas do Sul estão cheias, as do Norte estão vazias e vice-versa".

Não entendo porque esse pessoal ainda fica histérico em defesa do projeto: o Lula não disse que ele
vai ser feito na marra? o Ibama não deu a primeira licença? não garantiu que vai dar todas as outras
licenças? a Aneel não conseguiu realizar o tal leilão, mesmo com a retirada dos concorrentes mais
fortes? O Planalto já não ordenou ao BNDES e aos fundos de pensão que usem a grana dos trabalhadores e dos contribuintes para alimentar esse sac sem fundo?
Então, esse pessoal já não ganhou o que eles consideram a batalha deles?

Uma boa constatação depois de ler esses mais de cem comentários, a grande maioria muito mal escritos, – é que muitos desses hoje vitoriosos, reconhecem constrangidos, reclamando,
que o projeto Belo Monte "tenta ser implantado", " ficou sendo discutido", desde a época dos
militares, coisa de trinta anos. Reconhecem que a jogada toda teve muitas dificuldades para
desencantar.

Claro, ainda bem! pois é um projeto de engenharia ruim, desenhado apenas em duas dimensões
(cortar um meandro de mais de cem km sem examinar direito o que tem embaixo), seria uma obra
de alto risco hidráulico (muitos meses gerando pouquissimo em relação à capacidade das maquinas
previstas) e de risco geotécnico enorme (a ser construído em cima de terreno totalmente
heterogeneo, cheio de fraturas rochosas ) e até os grandes bancos já sabem disso, tanto que
nenhum se dispos a financiar.

Enfim, Belo Monte tem uma marca de nascença da qual nunca se livrará: é filho querido da coalisão
entre os políticos direitistas da ditadura , que sobreviveram no comando da maquina estatal pelas
mãos de Sarney, ACM e sua turma – e – os grupos capitalistas que mais se beneficiaram do desvio
de recursos públicos, da concentração de renda, e da política anti-democrática, anti-sindical e
anti-popular que nos assolou nessas décadas. Tornaram -se tão fortes que dobraram e
enquadraram a parte petista e esquerdista do governo Lula.

Nossa batalha contra a ditadura e contra o autoritarismo das grandes empresas, inclusive as
chamadas estatais, não foi em vão, e está longe de terminar .
Como dizia o velho Brizola repetindo um dito popular:" ninguém chuta cachorro morto !"

Responder

    Bonifa

    04/05/2012 - 12h57

    Não fazemos este tipo de ilação sobre o professor, achar que ele está sendo pago por ONGs de fora, etc.. Mas há organizações estrangeiras com interesse na Amazônia e desconhecê-las é impossível. O professor apenaas se equivoca, fato muito comum entre intelectuais paulistas que desconhecem a região. Os índios naquela região vivem em aldeamentos estanques onde lhes é permitido viver pelos grandes grileiros de terras. Aquela terra está sendo devastada. Depredada, os índios não podem caçar ou pescar em qualquer lugar que queiram, por alí. O Rio Xingú não é sagrado para eles, eles não têm uma cultura madura, antiga e profunda como os indus que consagram pela tradição um rio inteiro como sagrado. Sagrado para eles é tudo em seu redor, a margem do rio onde pescam e as árvores e bichos que alí estão. O progresso trará a redenção daquela região, com a presença de instituições oficiais. A preservação é um tema de gente culta e educada, e não de escravos analfabetos de fazendas e índios semi-escravizados. Com o progresso virá a preservação. Falta alí governo, muito governo, nos três níveis. Faltam escolas, hospitais, serviços urbanos e rurais dignos. Mas será necessário lutar também pela constituição de um estado independente na região, independente da longínqua e viciada administração de Belém.

professor oswaldo

07/06/2010 - 17h14

QUE GENTE INSISTENTE – parte 1
De fato, a entrevista do professor Celio Bermann despertou a ira maniqueísta de muitos leitores do
"viomundo", aliás um dos melhores da internet brasileira.
Gente que parece ter lido mas não leu, pois não foi capaz de cotejar as poucas críticas que leu sobre
o projeto Belo Monte – com a imensa campanha de desinformação à qual ficou submetida nas últimas
décadas pelas empresas eletricas e pelos ideólogos da "Indústria Barrageira". Cotejar, ou seja, comparar, colocar lado a lado, frente a frente, sabem? Essa coisa meio elementar dos seres humanos que gostam de raciocinar e não apenas de crer em qualquer bobagem que lhes pareça bonita.

Gente que não hesitou em ofender e caluniar o entrevistado, negando fatos por ele mencionados, fatos
exaustivamente estudados por vários pesquisadpres -como a emissão de gases carbonicos, sim CO2, CO, CH4, pelas represas – simplesmente porque nunca ouviram falar no assunto. Pudera, não são capazes nem de pesquisar na internet e encontrar dezenas de referencias, basta clicar INPA ou Fearnside, ou COPPE ou Pinguelli Rosa, ou CRHEA /USP ou Tundisi, para citar os mais conhecidos.

Responder

Henri

06/06/2010 - 19h34

Eu quis dizer "EMPREITEIRAS"… digitação rápida…

Responder

Henri

06/06/2010 - 19h29

Enfim, usinas hidrelétricas são sim um problema e deveriam ser evitadas ao máximo. TODAS as formas de energia limpa deveriam ser esgotadas antes de se cogitar a possibilidade de uma obra de tal dimensão e que afeta tantas pessoas. Mas meio ambiente não é mesmo o forte do PT, aliás de partido político nenhum, sobretudo quando são as EMPREITERAS as principais fontes de recursos destes.

OBS.: É bem triste ver algumas pessoas falando que Belo Monte é uma forma de tomarmos posse da Amazônia. Vamos tomar posse de nossas florestas ricas em biodiversidade ALAGANDO-AS. Realmente, é um pensamento magnânimo, de uma geração que não tem mais jeito mesmo – não sabe o que significa o meio ambiente, as diversas questões humanas que estão a ele intricadas.

Responder

Henri

06/06/2010 - 19h29

Quanto vai receber cada pessoa que perder sua casa, o direito de pescar perto dela, o direito de manter um hábito de vida que conservam há gerações? Quanto custa isso? Alguém aqui sabe? Alguém aqui sabe se todos os que forem prejudicados serão beneficiados na mesma proporção? E os não sei quantos mil trabalhos TEMPORÁRIOS que serão criados? Haverá fiscalização para que não se assemelhem a trabalho escravo como ocorreu em Jirau??? E depois que os empregos temporários acabarem? O que fazer com o exército de ribeirinhos que foi expulso de seu mundo para gerar energia para São Paulo??

Responder

    João Paulo

    14/08/2010 - 10h14

    Eles querem construir essas hidreletricas na Amazonia não e para gerar energia em São Paulo. Sou estudante de Engenharia de Minas as usinas de Belo Monte juntamente com as outras duas que estão sendo construidas, será de grane utilidade para a area de mineração com as grandes jazidas de minerio eletroliticos, para as empresas se instalarem naquela região e necessario bastante energia e esse e o principal motivo dessas gigantescas hidreletricas e não essa balela de apagão em São Paulo.

Henri

06/06/2010 - 19h28

Eu prefiro não eleger ídolos para me governarem, para que minha visão crítica não fique prejudicada. Por isso que, embora eu apoie, no geral, os 8 anos de governo Lula, sobretudo no âmbito macroeconômico e na política externa, não me sinto obrigada por motivos ideológicos a concordar com sua catastrófica política ambiental. Lula está simplesmente desrespeitando as leis ao querer construir uma usina hidrelétrica que vai afetar diretamente mais de 20 mil pessoas, numa região que envolve comunidades indígenas, sem consultar o Congresso Nacional e ainda ameaçando os promotores de justiça que tentarem exigir o respeito à legislação ambiental. Ora, isso está certo? Deve ser ignorado só porque é o Lula? E quem vai ficar com os maiores benefícios dessa mega construção que vai fazer com que milhares de famílias tenham que abandonar suas casas, muitas das quais situadas à beira do rio, tendo que mudar do dia para a noite sua fonte de subsistência?

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Henri

06/06/2010 - 19h27

Parece-me que para a grande maioria dos frequentadores desse site, o Lula já se tornou um deus, com direito a cultos, a não ter seu santo nome tomado em vão e, sobretudo, a não ser questionado em nenhuma hipótese, porque, afinal, ele está sempre certo e devemos concordar com todos os sábios atos de nosso bom Senhor.

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Gustavo Amaral

06/06/2010 - 15h24

Conheçam o Gerassol. gerador de energia solar, simples, barato e muito eficiente. Projeto de um prof. universitário, PHD, do Nordeste. Não é painel fotovoltaico, é aquecimento de vapor para mover turbinas. Aliás os painéis estão ganhando nova tecnologia, bem mais eficiente. A geração de energia solar no deserto do Saara está com projetos já implantados. Vcs precisam ver, procurem no Google. O Brasil pode e deve investir em geração limpa de energia e de larga capacidade, já existe tecnologia pra isso. Basta querer.
Amazônia é nossa, claro. Tirem os militares do litoral e interior e coloquem eles pra trabalhar pelo desenvolvimento e organização das fronteiras. Não tão ganhando pra ficar treinando pra guerrear? Não tem guerra, vai fazer outra coisa. O salário não tá sendo pago do mesmo jeito?

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Hélio Jacinto

06/06/2010 - 15h05

Não podemos ficar achando que certas teorias ecológicas, são a salvação da Amazónia.
O pais precisa se desenvolver, precisa das usinas hidrelétricas, se ficarmos teorizando sobre ecologia, combatendo o modelo atual de geração de energia, estaremos fazendo o jogo das grandes potências que sonham com a internacionalização da Amazónia, visando seus próprios interesses.
Acho lamentável que certos brasileiros estejam se deixando levar pelo canto da Sereia, disfarçada de Ongs Ecológicas.

Responder

mariazinha

05/06/2010 - 21h47

Ramalho,
CARO AMIGO:
Sempre vamos errar em algum momento; não preocupe-se.
O importante é que entendemos tudo que disse.
Abs.

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mariazinha

05/06/2010 - 18h26

O desenvolvimento e, por conseguinte, a evolução natural que se seguirá para muitas pessoas que vivem à margem da vida, convivendo com todo tipo de doenças e de necessidades, logo se fará sentir, durante e após as obras de Belo Monte. O projeto é irrepreensível. Um pedaço do Brasil, onde poucos, com seus aviõezinhos e suas terras são amplamente beneficiados, a partir de BM, muda sua história.
TODOS, terão chances de viver melhor. E tem muito mais, para se fazer! http://www.youtube.com/watch?v=Z0eCshTvJ9g&fe…!

Responder

mariazinha

04/06/2010 - 17h12

Ainda a propósito do assunto Amazônia, peço-lhe mais um licença, Azenha, estava por aí
"A AMAZÔNIA"

Autor: CRISTOVAM BUARQUE
Cristóvam Buarque Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos! Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso “. “Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade”.
“Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro”. “Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo subir ou não o seu preço”. “Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. “Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país”. “Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação”. “Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo”. “O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país” “Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado”. “Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso,eu acho que Nova York,como sede das Nações Unidas,deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade”. “Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade,com sua beleza específica,sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro”. “Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA”. “Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil” “Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola” “Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas,não importando o país onde nasceram,como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro” “Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa” “Só nossa!.”

DILMAIS!

Responder

mariazinha

04/06/2010 - 17h00

Acho até bom publicar tal texto para avaliarmos como esta nosso poder de crítica.
Em outros tempos talvez, eu tb, nos enganassem, as palavras do professor.
Tomara que os alunos do professor em questão, sejam bem críticos, tanto ou mais, do que nós.

Achei esse comentário em um blog. Com sua licença, Azenha:
AMAZÔNIA BRASILEIRA
Enquanto não nos apropriarmos, definitivamente, da região amazônica, ela nunca será nossa. Já muitos estrangeiros se beneficiam daquele pedaço enquanto nós, brasileiros, ficamos aqui, chupando o dedo ou fazendo prognósticos e lucubrações infindáveis sem fundamentos. Na fronteira, soldados americanos, com desculpas esfarrapadas de derrotar as drogas chegam cada vez mais perto de a tomarem, na marra. O pedaço mais rico do Brasil, não beneficia os brasileiros. Ele é dissecado por satélites espiões, estudado e saqueado por cientistas estrangeiros que parecem formigas carregadeiras. Continuamos com o discurso inócuo, infantil, improdutivo, sem criatividade, e ainda cremos com fervor que a Amazônia é nossa; solução concreta, ninguém dá. Que adianta ter tanta riqueza sem ser para benefício do País? Ao contrário, quem se beneficia, enquanto não a dominamos serão os estrangeiros, que já fazem o maior estrago por lá, fingindo-se de entidades filantrópicas.
E aí, como ficamos? Deitados eternamente em berço esplêndido e rezando para que o buche fique com suas baterias lá pros lados do Mediterrâneo.

Por vilas boas em February 02, 2007 01

Responder

ECRG

04/06/2010 - 16h47

Voltando à matéria, ví que alguns comentaristas, minoria é verdade, se declaram de acordo com as afirmações do professor. Chomou-me a atenção a posição do Voxetopinio, que diz ter orgulho de defender um desenvolvimento diferente do atual, mais benéfico ao futuro da humanidade, etc. Nada contra. Mas a hora e o local estão equivocados – discute-se a construção de Belo Monte há trinta anos, portanto desde o Pres. Figueiredo. O projeto foi esmiuçado, detalhado, atacado, defendido, e diga-se, modificado e aperfeiçoado no que toca a impacto ambiental, de forma exemplar. Os empreendimentos que irão usar a sua energia, foram projetados, construidos e estão funcionando, e ninguem reclamou. Nosso modelo de desenvolvimento foi planejado e estabelecido, contra, muitas vezes forte oposição. E agora, quando as cartas foram à mesa, e o s últimos lances são necessários, querem virar a mesa. Há instâncias para decidir, passou o 1° tempo; o 2° tempo, a bola rolou, houve prorrogação e penaltis, e agora querem outra partida. Isto não é honesto, e não pode ser feito na administração pública que se norteia pelo princípio da legalidade. Sem legalidade não há salvação.

Mas tudo o que eu disse são truismos, coisas quase acacianas, óbvias, conhecidas dos doutores e do povo em geral.
Então por que a gritaria contra essa famosa usina – logo essa ? Vou arriscar uma resposta – Os ataques agora, TEM COMO CAUSA: Será obra do Lula;mais, será obra do PAC; é projeto defendido e trabalhado pela Dilma; temos eleições à vista. Isto é mais do que suficiente para surgirem do nada defensores do ambiente, de novo modelo de civilização, de indios, da mata, das águas, e se necessário até do capeta, desde que puxe o tapete do Lula. Dito isto, se entende tudo.
São as eleições, estupido.

Responder

    Gustavo Duarte

    06/06/2010 - 10h30

    Não é porque o projeto foi esmiuçado de forma exemplar por 30 anos que todos os brasileiros querem e devem querer pagar o preço cobrado para se ter esta usina.

    Eu não pagaria. Prefiro mil vezes uma usina nuclear que uma hidrelétrica. E como biólogo já tive oportunidade de conhecer o impacto das duas. Minha família tem um rancho as margens de uma represa no Rio Paranaíba, e como Biólogo Marinho já trabalhei na saída do escape da Usina de Andra (que não é radioativo, como muitos poderiam pensar). O maior impecilho da Usina é desaguar a água quente de seu resfriamento em uma enseada fechada, que sofre com o aumento de temperatura. Mas nada comparado ao Rio Xingu, que vai ser DETONADO por muitos quilometros depois da barragem.

    Uma usina desconfigura o Rio completamente, ele perde a capacidade de ter fluxo energético, a matéria orgânica decanta em um só lugar, empobrecendo as regiões após a barragem. Decompõe a matéria orgianica do solo inundado, liberando metano muitos anos após a construção.

    Acho muito mais soberano para uma nação guardar seus ativos ambientais, diferentemente do que fez o velho e parte do novo mundo, que crescer e ampliar sua soberania com um desenvolvimentismo datado.

    Se o Brasil teve oportunidade de crescer somente nesta década, que façamos um desenvolvimento desta década, e não de duas décadas atrás. A maior vantagem de se crescer tardiamente, é poder levar em questão os danos ambientais. Vamos abrir mão disso?

yacov

04/06/2010 - 16h27

Sou a favor da construção da Usina de Belo Monte e da aceleração do desenvolvimento paralelo de fontes de energia limpa, para que não precisemos, num futuro muito próximo, lançar mão de hidrelétricas, que bem ou mal, sempre tem algum custo sócio-ambiental, sim, infelizmente.

"O BRASIL PARA TODOS não passa na gloBo – O que passa na gLoBO é um braZil para TOLOS"

Responder

    Jairo_Beraldo

    05/06/2010 - 20h34

    O progresso tem seu preço, yacov…aliás em tudo na vida. Para alguém ganhar, sempre terá alguém que irá perder.

yacov

04/06/2010 - 16h27

Também concordo com o Bermann, quando ele prega a necessidade de se construir alternativas de energias limpas para o país. Mas, se quisermos garantir um crescimento de 5% ao ano, nos próximos 10 anos, vamos precisar de Belo Monte, sim. Não tem jeito. Paralelamente podemos desenvolver estas fontes de energia limpa. Acho que o lago não vai acabar com os índios, os peixes e a cultura do alto Xingú, isso é um exagero, mas a Usina tem um potencial muito grande para consolidar a ocupação da Amazônia, rechaçando os olhos gordos da comunidade internacional, e trazer desenvolvimento sustentável para a região. Deixemos de terrorismos. Quando construíram Itaipú, a choradeira foi a mesma. Diziam que o Lago ia acabar com as quedas d'água e com o ambiente do entorno de 7 quedas, e o que vemos hoje é o desenvolvimento enorme do turismo e da economia local e o meio ambiente não foi tão afetado quanto pregavam os profetas do apocalipse de plantão de então.

(cont.)

Responder

Ana

04/06/2010 - 16h19

Para que publicar uma bobagem dessas? Fiquei muito decepcionada ao encontrar esse material no seu site.

Depois de assitir a "A grande farsa do aquecimento global", não há como cair nesse papo pseudoético. Quem disse que o brasileiro indígena não quer energia elétrica? Como disse um professor meu, "se você acha que é 'cultura' passar o dia quebrando babaçu, ou descascando mandioca, então mande teus filhos para fazer estágio lá".

Não é cultura, é falta de opção.

E parabéns ao governo que não cedeu às pressões do empresariado e fechou os leilões a preços muito bons. Ao contrário do que diz o texto, a iniciativa privada entrou sim na obra.

Abraço

Responder

    Athos

    05/06/2010 - 12h35

    A iniciativa privada vai RECEBER pra fazer a obra, não investir.
    Pela sua afirmação, condições naturais não é cultura. Deves acreditar que cultura é apenas desenvolvimento tecnológico que "melhore" a vida das pessoas e, por esse ponto de vista, justifica-se inundar uma área onde nasceu, viveu e morreu dezenas, centenas de gerações de índios, sim, quebrando babaçu e descascando mandioca, com o único interesse de fazer dinheiro para alguns grupos "civilizados" e cheios de culturas para alimentar sua maravilhosa tecnologia com a eletricidade gerada ali.
    Essa forma de pensar é a mesma que balizou os europeus ao exterminarem e subjulgarem dezenas de milhões de índios, negros e asiáticos. Etnocentrismo é também uma forma de cultura, uma das piores que existe e que você parece cultivar com ardor e amor.
    Nós não precisamos consultar antropólogos, sociólogos ou o diabo para buscar uma definição mínima sobre cultura. Com o advento dessa internet que nos permite o debate sem que eu nem saiba de onde você fala, podemos também buscar informações como essa e, sobre cultura, entende-se todo um conjunto de regra na interação do homem com seus iguais e o seu meio. Logo, Ana, "passar o dia quebrando babaçu, ou descascando mandioca" é tanta cultura quanto sentar na frente do computador para ler notícias, criticá-las e emitir suas opiniões por texto, video ou voz enquanto escuta música brasileira, americana, européia, baixada pela internet, mas que só faz sentido para quem está nesse meio. Para um índio é tão "non sense" pagar pela água e comida que se consome quanto é para você desempenhar esses trabalhos que você menospreza parafraseando um professor sem sequer questioná-lo.
    Os símbolos e práticas de qualquer povo são tão importantes e valorosos quanto os seus e os meus. Não desrespeitá-los e defendê-los é a premissa de nosso Estado, não o contrário em favor de interesses privados. O Estado deve arcar com o ônus, se for necessário, pra isso, não o contrário.
    E só pra finalizar, triste sua "decepção" com o Azenha por publicar opiniões contrárias ao governo o que, na verdade, deveria ser motivo de orgulho para esse site que é ótimo. Todo regime democrático deve ser balizado pelo debate e não pela opinião única como acontece em nossa grande mídia, tão merecidamente criticada nesse espaço. Repetir esses erros é o que não lhe decepcionaria?
    Saudações.

    mariazinha

    05/06/2010 - 14h05

    Pode até ter muita cultura em quebrar castanhas a vida toda; o problema é que, mesmo estes, querem ficar ricos e gozar bastante as coisas boas que o dinheiro pode comprar, mais, todos possuem esse direito.
    Nesse particular, creio que VC, Ana, tem toda razão. Quem trabalha no pesado, aceita de bom grado uma oferta melhor, com risco de ser enganada; aquela oferta que chega de fora do Brasil, eivadas de injúria e cupidez. É preciso que o Brasil garanta a eles essa melhoria, para que vivam todos seguros e felizes.

⚑⚑⚑⚑

04/06/2010 - 14h53

Incrível a capacidade de alguns seres humanos que se imaginam e dizem revolucionários de querer tapar a própria visão no primeiro instante em que seus ideais se confrontam com a realidade…

Responder

    Athos

    05/06/2010 - 12h36

    comentário perfeito

Pedro Moreira

04/06/2010 - 13h58

Apenas para colocar um pouco de pimenta nessa discussão. Não haveria um interesse estratégico de ocupação da Amazônia tendo em vista as bases militares americanas na Colômbia? Preservar a Amazônia sim, mas deixá-la desocupada não seria o mesmo que abandonada? A melhor forma que vejo de preservar a Amazônia é ter uma ocupação com desenvolvimento sustentado, sendo a fiscalização executada por uma sociedade organizada lá instalada.
Quantos aos índios…não seria incluir seus filhos nas universidades para que se beneficiem do progresso? Não posso imaginar o Brasil em 2050 com a cultura indígena totalmente intacta.
O professor está a favor de quem mesmo? Provavelmente ele deve ter escrito algum livro sobre a população indígena, um profundo conhecedor desta cultura, lamento não constar em sua biografia.

Responder

    Gustavo

    06/06/2010 - 10h34

    Uma hidroelétrica no meio da mata não garante soberania. Ainda mais ao SUL da Amazônia.

    A população indígena foi uma das que mais concedeu aos interesses dos invasores ao longo de mais de 500 anos. É justo pedir mais essa concessão?

voxetopinio

04/06/2010 - 12h31

Bom ver o outro lado. Eu entendo a dificuldade de aliar o desenvolvimento com as questões ambientais, entendo mesmo, mas não posso concordar com o postar de "mariazinha".

Não se trata de PIEGUICE, mas de uma construção de uma MENTALIDADE. É sempre a mesma balela, as soluções paleativas, aquelas que doem menos. Diz a sabedoria popular que quando "arde, é sinal de cura". Não é por menos que também dizem que a "dor ensina". Uma nova postura MORAL, ÉTICA, uma nova MENTALIDADE dói. Incomoda mudar. Sair do lugar comum não é confortável. É nesse sentido a crítica de um novo paradigma das discussões de meio ambiente. As pessoas acham que jogar o lixinho separado é o suprassumo da ecologia, mas esse é o comportamento midiatizado, de uma sociedade de espetáculo (de baixa qualidade por sinal). O Brasil se vende como país "verde", só se for nas notas que estão entrando nos caixas públicos e privados. A postura para um plano de governo tem que mudar sim. Desenvolvimentismo é algo passadista, anacrônico. E digo mais: Desenvolvimento não é sinônimo de Evolução. Falam tanto em "não assumirmos uma postura altiva, nacionalista", mais querem incurtir nisso uma idéia de macaquear o desenvolvimento alheio. Se o Brasil quer assumir uma postura do NOVO, que seja de um novo PARADIGMA e que isso seja bem DOLOROSO e SOFRIDO, mas feito com verdade, de maneira ética. Eu só lembro do Eduardo Galeano que pergunta no seu livro: "Ser como eles?" (a resposta é bem clara: Não).

"Ah! Mas isso é impossível. Você está sendo piegas." Se isso é ser piegas, serei com orgulho. Penso um mundo para PESSOAS, HUMANOS (na minha concepção) e não para humanóides que acabam de sair da linha de produção com todo seu aparato cognitivo pré-fabricado, determinados até a medula: da roupa ao pensamento.

Piegas é não questionar o próprio questionamento, se julgar na crista da onda e cometer os mesmos erros do passado (só que agora com uma campanha publicitária bonita e agradável aos olhos).

Responder

    mariazinha

    04/06/2010 - 16h25

    Não é verdade! O sentido de piegas é: "aquele que se embaraça com bagatelas".
    E não é verdade que o pensamento moderno brasileiro seja de passar como um trator, a qqer. preço, por cima de todos. Seria o pensamento Maquiavélico de um governo, lá atrás, doloroso que ruiu; o abominável, já o experimentamos!

    O GOVERNO ATUAL preserva a natureza e quer o bem dos brasileiros, por isto, persegue o desenvolvimento que está atrelado à evolução. Há que conciliar as duas coisas. Importar modelos, ser igual nos erros dos outros? ERRADO! Temos modelo próprio; tanto que muitos, o conhecendo, nos copiam.
    Nada de sofrimento! Já sofremos por demais! Com a dor, aprendemos que sem desenvolvimento não há respeito nem evolução.

    Ao mesmo tempo, não se pode ficar preso a coisas pequenas, medíocres; é preciso ultrapassar barreiras de todos os lados, trabalhar muito bem e rápido, no Brasil, a favor de todos, pensando no bem e na defesa do que possuimos em conjunto. Estamos completamente atrasados, devido à ideias retrógradas e sem criatividade ou, à pieguices de outrora.

    Se não houvesse um perigo iminente da expropriação de nossas riquezas por alienígenas, se não houvesse olhos ávidos de cobiça voltados para nós, se não estivessemos tão atrasados no nosso desenvolvimento em relação a outros países tão grandes e populosos como o nosso, se não tivessemos tantos inimigos, morando no Brasil, torcendo contra nossa Pátria amada……..Talvez, só talvez, pudessemos ficar eternamente, deitados em seu berço esplêndido.

    Mas o tempo urge e hoje, há um GOVERNO que pensa em todos os brasileiro. Desdobra-se freneticamente para tornar nosso país soberano e nossa gente feliz. Preservaremos tudo de bom que temos pois não há país mais generoso, amigo da natureza e dos homens, sem pieguice; esta, só faz atrapalhar.

    voxetopinio

    04/06/2010 - 21h48

    Mariazinha, concordo que existe gente de olho nas riquezas do país sim, mas aí prefiro que o governo amarre um projeto de Forças Armadas bem estruturadas e orgulhosas de defender o país. E elas defendam nossas riquezas.

    Contudo, mas aí é no campo da pura opinião, você achar que o "O GOVERNO ATUAL preserva a natureza e quer o bem dos brasileiros" "persegue o desenvolvimento que está atrelado à evolução. "… Isso é totalmente incoerente. Só olhar para o próprio pais que ainda não tem maturidade como Nação para eleger um governo desse tipo. Você realmente vê no Brasil a UNIDADE? E se sim, você realmente CONCORDA com esse pensamento NACIONALISTA?

    Uma mudança de paradigma exige um desapego "nunca antes visto na história desse país". O suor velho mal começou a escorrer… Claro… Se quiserem um planeta habitável daqui a 1, ou 2 séculos (e não é só o Brasil que vai ter que mudar seu paradigma não).

    Obrigado pela sua resposta. Abraços.

    Athos

    05/06/2010 - 12h41

    "passar como um trator, a qqer. preço, por cima de todos" esse não é um pensamento maquiavélico… triste confusão

    Maquiavel disse sim que, SE NECESSÁRIO, derrube os que se opõem ao seu poder, mas não TODOS. Tal detalhe faz TODA a diferença e contribuiu para a grande confusão que se fez posteriormente sobre o pensamento de Nicolau Maquiavel. Ele apenas tentou mostrar como manter o poder, não como destruir tudo e todos. O próprio avisara que um MAL NECESSÁRIO, se fosse REALMENTE NECESSÁRIO, deveria ser feito de UMA ÚNICA VEZ e não praticado como regra. Mas é sempre complicado fazer essas comparações. O mundo de Maquiavel era outro e trazer seus "ensinamentos" precisa de bastante cautela.
    Saudações

    mariazinha

    05/06/2010 - 14h17

    A confusão não é minha, caro. É de quem se acha no direito de interpretar, ao seu modo, o pensamento de Maquiavel.

    Para bom entendedor, meia palavra basta: "Seria o pensamento Maquiavélico de um governo, lá atrás, doloroso que ruiu; o abominável, já o experimentamos!"
    Maquiavélico[Aurélio]: que tem ou em que há perfídia, dolo, má fé; astuto, velhaco, ardiloso.

    Athos

    05/06/2010 - 18h24

    pois taí a confusão, caríssima
    por Maquiavel, Lula segue sua doutrina bem melhor do que o antigo governo. busca ser amado por seu povo, respeitado por seus inimigos e mantém ao seu lado os "grandes" que lhe asseguram a manutenção do poder, mesmo que não compartilhe dos mesmos ideais.
    lula ou seus acessores leram maquiavel, mas é provável que FH o tenha esquecido.

    Jairo_Beraldo

    05/06/2010 - 20h37

    O que seria lógico, Athos…ele mesmo pediu que esquecessemos tudo que ele escreveu e falou.

    mariazinha

    05/06/2010 - 21h39

    A confusão é sua, caríssimo.
    Ainda não entendeu que não estou questionando Maquiavel.
    Falo, no sentido figurado da palavra.
    O GOVERNO LULA, nada tem de pérfido, doloroso, enganador; se assim fosse, já teria desaparecido no ocaso, como os outros.
    DILMAIS!

    Athos

    05/06/2010 - 15h44

    e o desenvolvimento ou "evolução" não deve ser às custas dos outros.
    será que você ficaria feliz de ter sua casa, sua rua, seu bairro destruído para que um grupo que você sequer tem contato possa gozar de benefícios?
    como disse em outro comentário, o Estado precisa zelar por TODOS e não alguns. Concordo que esse governo tem sido o melhor desde que o Brasil é Brasil, porém aceitar tudo que propõe sem questionar ou procurar alternativas é seguir com antolhos.
    sejamos críticos e saibamos que mesmo com boas intenções, há erros e nesse caso, irreversíveis.

    saudações

Ramalho

04/06/2010 - 12h10

Deixa ver se entendi.

Ao responder a 1a. pergunta, Bermann diz: “A importância da usina deve ser medida pela sua capacidade de produção (…), pelo tempo que a energia produzida estará disponível para o consumo (…) e pelos problemas de ordem social e ambiental que essa usina representa, inclusive sob o ponto de vista de custos. A importância econômica da Usina (…) é negativa, porque ela vai custar muito. O governo fala em 19 bilhões de reais de investimento, mas as empresas envolvidas na obra, na fabricação dos equipamentos, dizem que a obra não sai por menos de 30 bilhões. ”.

Bem, se como Bermann diz, há três dimensões que devem ser tomadas em conjunto para avaliar a usina economicamente, porque conclui que a “importância econômica é negativa” apenas em razão dos custos? E tais custos, na realidade, investimentos para a construção da usina, nem são mencionados por Bermann quando elenca os eixos segundo os quais dever-se-ia avaliar a usina economicamente. Ademais, por que a estimativa governamental dos investimentos é menos crível do que a das empresas envolvidas? Preconceito? Aqui, Bermann é absolutamente inconsistente.

Bermann, por outro lado, é simplório ao reduzir a avaliação econômica do empreendimento para o Brasil – a pergunta foi sobre isto – às três dimensões que elencou apenas. Faltam outras. Uma delas, sem dúvida, é o crescimento econômico que a disponibilidade energética induzirá. Para que se avalie a importância deste viés de avaliação, basta imaginar em quanto o PIB de SP, por exemplo, seria reduzido, se o fornecimento de energia elétrica ao estado fosse interrompido. Deve-se considerar neste cenário que não há fontes energéticas alternativas capazes de suprir todas as necessidades atendidas pela energia elétrica. Portanto, falta um eixo no modelo de Bermann.

Outro eixo é o que mede a efetividade da soberania brasileira na Amazônia. A soberania sobre a região tem, indiretamente, a médio e longo prazos, consequências econômicas para o país obviamente. Claramente, as ameaças à soberania brasileira sobre a região decorrem de sua sub-ocupação econômica: o interesse internacional na área advém da possibilidade de explorar seus vazios econômicos, em uma das raras fronteiras econômicas a ampliar – muito poucos, se há algum, acreditam que o interesse internacional na área derive da intenção de conservá-la eternamente como floresta, em um mundo cada vez mais carente de terra e água. A área será ocupada economicamente inevitavelmente. Que o Brasil a ocupe, antes que algum aventureiro o faça. Este, é, aliás, o principal eixo a se considerar na avaliação das consequências econômicas da Usina de Belo Monte para o Brasil.

A Usina é passo relevantíssimo para a ocupação econômica da Amazônia, pois reafirma a soberania do Brasil na região por iniciar sua apropriação concreta pelo sistema econômico do país. Ademais, por ser a energia elétrica um dos pré-requisito para o desenvolvimento, acelerará o preenchimento dos vazios econômicos hoje existentes, o que, por sua vez, reforçará a soberania brasileira naquele espaço, criando um círculo virtuoso, considerando-se que a soberania brasileira na área seja algo bom. Para mim, é.

Resumindo, ou eu nada entendi da entrevista, ou a análise de Bermann é inconsistente e incompleta, impressão se confirma ao ler-se suas outras respostas. Nesta segunda hipótese, a conclusão dele é bastante incorreta.

Responder

    Ramalho

    04/06/2010 - 13h33

    Corrigindo, e pedindo desculpas pelo erro: no segundo parágrafo, o correto é "por que conclui (…)" e, não, "porque conclui (…)".

Fernando

04/06/2010 - 12h04

Não entendo esse argumento da ditadura requentado pela direita petista de que a Amazônia só tem meia dúzia de índios e que por isso precisamos ocupar com hidrelétricas para não entregar aos gringos.

Na Amazônia moram 20 milhões de pessoas. Vinte milhões.

Ou essa turma é ruim de matemática ou está de má fé.

Responder

    Jairo_Beraldo

    04/06/2010 - 15h39

    Sim, mas vivem concentrados em determinadas localidades. E as ONG's estrangeiras piratas, estão invadindo e tomando conta da amazonia, loteando a área como se fosse propriedade particaular deles. tem ONG, que vende títulos, para quem venha a adquirir, se sentir responsável pela manutenção da floresta. Absurdo isso.

Werner_Piana

04/06/2010 - 11h06

no meu modo de perceber a questão, o articulista, aparentemente um ambientalista radical, desautoriza seus próprios argumentos ao propor substituir os 11 mil MW plenos ou 01 mil MWna estiagem que seja da UBM por energia eólica ou solar. Seria caso para rir se não fosse trágico, um professor de respeito fazer uma proposta quase infantil como essa.

Um conhecido que trabalha na PF já desmistificou (pelo menos para minha pessoa) há muito estes 'indios selvagens e inocentes' que habitam a Amazonia. Tudo estória da carochinha. Os índios querem é o dinheiro das riquezas locais, a boca-livre vias ONGs nacionais e estrangeiras às quais nossa trairinha verde, candidata do PV, diz amém. Os índios querem parabólicas, tvs de LED, carrões SUV… tudo sob o manto da 'tutela' do Estado.

Estes são óbvios inimigos do desenvolvimento econômico e do Brasil independente. Está muito na cara.

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Jairo_Beraldo

04/06/2010 - 10h34

Quando minha família se mudou para Goiás, primeiro moramos em São Simão, na divisa com Minas, às margens do Rio Paranaíba. Estava sendo construída uma usina hidreletrica pela CEMIG. No local, havia um canal maravilhoso. Muita gente relutou com a construção, e com o desaparecimento de tamanha beleza natural. Passados 30 anos do fechamento das comportas, onde se criou um belo lago, denominado Lago azul, São Simão se tornou um polo turistico importante graças a esta usina hidreletrica. Além de produzir energia suficiente para abastecer o triangulo mineiro de forma satisfatória, pelo crescimento industrial que ocorre nesta região. Belo monte, está no mesmo caminho. Os que são contra, são ONG's, que quando a amzonia estiver mais povoada, perderão suas "facilidades", e os estrangeiros que estão usando tais ONG's para fazerem uma invasão silenciosa, serão despejados da nossa grande riqueza natural.

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Engajarte

04/06/2010 - 09h59

Energia elétrica abundante é essencial para o desenvolvimento, e a melhor opção entre custo e benefício é a hidrelétrica.
Impacto ambiental, criar um lago? Que que é isto, o lago é uma dádiva para fazer a regulação hídrica do rio, melhor administrando cheias e secas, e também prove maior produtividade de geração. Sem falar que antes de encher o lago toda as arvores são retiradas, assim a geração de metano é mínima.
Ainda se fossem dejetos radioativos tóxicos, vá lá, mas um lago de água? Algo que existe na natureza, no mundo inteiro.
Só por que é artificial? Quer dizer que se tivesse um terremoto e formasse um lago no lugar, teríamos que processar a mãe terra pelos impactos ambientais? http://engajarte-blog.blogspot.com/

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Francisco Silva

04/06/2010 - 12h47

Como todo "verde", este SR Berman não propõe nada de concreto. Aliás, faça o TESTE DO VERDE para ver se o cara é sério ou é apenas um "verde": 1) pergunte a ele o que achou da política de JK de sucatear as ferrovias e dar ênfase ao transporte rodoviário; ele responderá, com justa razão, que foi uma opção estratégia nefasta para o país e para o meio-ambiente, e discorrerá sobre a superioridade do transporte ferroviário; 2) pergunte a este caboclo se ele é favorável a ferrovia ligando o porto de Ilhéus ao centro-oeste, à ferrovia norte-sul e outras que estão em construção ou em projeto; aí ele seguramente será contra; dirá que as ferrovias serão construídas no interesse de grupos econômicos e outras ladainhas do Gênero, como se as do passado, que ele era favorável, não tivessem sido construídas em função da expansão cafeeira.

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“A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata” | Vírus Planetário

04/06/2010 - 09h43

[…] Manuela Azenha, do VioMundo Gostou? Compartilhe esse […]

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Engajarte

04/06/2010 - 07h58

Bem, temos um sistema econômico social implantado no Brasil, e a Usina de Belo Monte está inserida neste contexto.
Também não elegemos um governo revolucionário, como foi eleito na Bolívia ou na Venezuela.
Assim queria o que, um projeto revolucionário na sua concepção??? Nada mais sem sentido.
É um projeto de perfil conservador como é o atual governo eleito democraticamente.
É questionável? Claro, aliás qualquer projeto é. Já estamos questionando Belo Monte a 30 anos, então, temos várias opções, ficamos questionando por mais trinta (opção Serra), abandonamos (opção Marina) ou construímos(opção Lula/Dilma).
Ademais foi um projeto super conciliatório, nunca se teve tanto estudo e compensação ambiental e social em outro projeto de hidrelétrica. http://engajarte-blog.blogspot.com/

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José Maria Pimenta

04/06/2010 - 07h20

Esse pessoal da USP faz muito estudos . Para se fazer esses estudos há de se adotar algumas hipóteses. Para se avaliar qualquer estudo há necessidade de se discutir melhor essas hipóteses. Qualquer desvio desse procedimento, cheira a geração de factóides.

Na prática o que existe é que precisamos urgentemente uma alternativa à ITAIPU e que a melhor alternativa atual são as hidrelétricas na Amazônia.

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RTa

04/06/2010 - 06h37

O gás residual queimado do refino do petroleo, nas refinarias da Petrobrás ( o chamado "flare" ) não apenas é pouquíssimo para sustentar termoelétricas a gás, mas não se presta a essa finalidade. Mas sempre tem um "gênio" entreguista e colonizado culturalmente pelos EUA para falar mal da quinta maior empresa de petroleo do mundo, a nossa Petrobrás que FHC, o traidor-mor do Brasil queria transformar em Petrobrax e vender aos pedações para ganhar comissão! Querer termoelétricas a gás em vez de hidroelétricas é de uma estultice, uma burrice só similar a querer energia solar para resolver todos os problemas.Essa gente não sabe o que diz, fala qualquer bobagem, só para ficar na moda, seguindo os ditames do Grinpice, dos "Amigos da Terra"e de outros espertalhões pagos por Washington…

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setepalmos

04/06/2010 - 02h58

Uma ponderação

A quem interessa que a Amazônia seja habitada apenas por índios, sem cidades, desocupada?

Existe outra questão extremamente importante: É imperativo a ocupação da Amazônia. Não apenas a ocupação espacial, mas a ocupação econômica.

O entrevistado tem diversas falhas, apontadas pelos colegas, como por exemplo não apontar o custo do kw/h da geração hidrelétrica, eólica, solar, mas a total ausência de pensamento estratégico é a maior.

A região Norte não tem geração de energia, não tem ocupação, não tem indústria. O exemplo que ele deu, do Japão, é uma piada. Ele prefere que continuemos a exportar minérios em estado bruto, sem o processar?

A quem interessa que o Brasil seja um capitalismo sem capital?

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cidadao brasileiro

04/06/2010 - 01h21

Todos os blogueiros em seus comentarios vê as inverdades do sr. bergann, este senhor defende claramente a politica do entreguismo, no governo de fhc, tivemos um apagão, e o sociologo dizia nada saber, eu trabalhei em uma geradora, e desde 1979, tivemos problemas de geração devido atraso na construção de novas usinas e tambem de linhas de transmissão, trabalhavamos no limite, e só o fhc, é que não sabia, O presidente Lula está corretissimo em construir a usina belo monte, e como disse o blogueiro ECRG e tantos outros, mudar nossa matriz energetica agora é apostar no atrrazo, o apagao do fhc, nos trouxe inumeros prejuizos, mudanças só se faz com planejamento a longo prazo, para vigorar a partir de 20, 30 ou 40 anos, o governante que não pensar assim, é um incompetente, muitas obras do pac, que tanto a imprensa e os especialistas criticam não é de execução imediata, mas, a conclusão de uma já concluida.

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RZE

04/06/2010 - 00h12

Algumas verdades. A energia hidrelétrica é suja sim, com impactos impressionantes. Basta estudar um pouco. O Brasil precisa de energia, sim. Por que não investir em energia nuclear, então, enquanto desenvolvemos outras formas de energia (o urânio também terá seu fim um dia), como os biocombustíveis? Além de ser menos impactante, com a tecnologia atual que reduz grandemente o risco de acidentes, além dos dados atualizados do impacto na saúde humana do maior acidente com usina nuclear do mundo mostrar o bicho não ser tão feio quanto se pensava, investimentos na energia nuclear possibilitarão o desenvolvimento de tecnologia nessa área. Por que não?

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kimparanoid

03/06/2010 - 22h38

Amigos leitores, neste caso, com todo respeito, devo concordar com o prof. Bermann.
Acho que existem alguns equívocos que devem ser desfeitos:
1. Energia renovável não é necessariamente energia limpa: a diferença entre a energia hidrelétrica e a energia gerada por combustíveis fósseis é que a primeira é renovável e a segunda não. Nenhuma das duas é limpa: ambas poluem.
2. Opor-se à construção de Belo Monte não significa ser contra o crescimento do país. O que se busca é um crescimento com qualidade, e não apenas em quantidade.
3. A política energética brasileira, no que diz respeito à energia elétrica, tem se orientado pela busca do aumento da oferta. A busca da diminuição da demanda, pelo uso de tecnologias mais eficientes é quase nula. Um exemplo fornecido pelo prof. Secundino Soares Filho, da FEEC/UNICAMP: se fossem investidos R$ 20 bilhões para a instalação de aquecedores solares nas unidades residenciais de baixa renda, seria obtida uma economia de aproximadamente 4 mil MW; Belo Monte, na média – lembremos que apenas nos meses de cheia ela atingirá a capacidade máxima de 11 mil MW – produzirá esses 4 mil MW. O custo estimado de Belo Monte, numa perspectiva realista, será de uns R$ 26 bilhões – dinheiro que será embolsado pelas grandes empreiteiras e grupos privados. Ao passo que se fosse feito o investimento na instalação dos aquecedores solares, de quebra haveria uma transferência de renda a essas famílias pobres, visto que o gasto com energia elétrica oriunda do chuveiro é muito significativa em seus orçamentos mensais. Isso sem falar no incentivo ao desenvolvimento de tecnologias de energia solar – e barateamento destas.
4. A construção de grandes usinas na Amazônia incorrerá em grandes custos com as estruturas de transmissão e distribuição, visto que o grosso da demanda está na região Centro-Sul. A melhor estratégia seria a construção de pequenas usinas hidrelétricas, próximas aos centros consumidores dessa energia.
5. As grandes usinas ao invés de fortalecer a soberania do país, ao contrário, a colocam em risco. Os recentes incidentes com as linhas de transmissão de Itaipu demonstram que esse modelo centralizado de produção de energia deixam o país extremamente vulnerável. Aos teóricos da conspiração, imaginem se um país quisesse invadir o Brasil: se Itaipu ou suas linhas de transmissão fossem bombardeadas, metade do país ficaria no escuro. A melhor maneira de superar essa vulnerabilidade é a descentralização da nossa matriz energética.

Responder

    Ney Henrique

    04/06/2010 - 11h40

    Dá pra discutir com números o que é poluir em cada um dos casos? As informações que se acham na internet são desconexas e pouco confiáveis … com um lobby gritando de um lado e o outro gritando do outro … sem números .. sem comparações sérias.

    Uma conta que eu vi, por exemplo, dizia que, no computo total do Metano atmosférico nos EUA não se computava os metano gerado em áreas alagadas … e que computar isso poderia aumentar o valor total em 20%. No mesmo texto … o autor diz que 10% da poluição atmosférica é de Metano. Ou seja … 20% de 10% … 2%.

    Só não se faz nenhuma menção a como total é medido…. o que significa que esses 2% deles podem ser muito bem apenas um problema de identificação de fonte, que não altera em nadao valor total.

    Enquanto não se faz uma discussão séria sobre o assunto … colocando devidamente o que é o que, eu fico com a lógica: Hidro é muito menos poluente que termo.

    Quanto aos aquecedores solares … não tenho nada contra… muito pelo contrário, parece uma idéia ótima. Mas esse approach têm um limite claro …a expansão econômica brasileira continua pra bastante além disso.

    Wildner Arcanjo

    04/06/2010 - 16h38

    O consumo residencial de energia elétrica, no brasil, não chega nem a 5% do total.

    andre

    05/06/2010 - 05h19

    Ótimo comentário. Concordo plenamente contigo e com o Prof. Bermann.

    Devemos achar alternativas e questionar a políticas atuais, sempre. Desenvolvimento sustentável não é desenvolvimento à qualquer custo. Nunca foi. E criticar o tipo de desenvolvimento que queremos nunca foi papel da direita, mas da esquerda.

Bonifa

03/06/2010 - 22h24

O que acho incrível é que ainda não tenham desistido de "melar" a usina de Belo Monte. Não desistem nunca. O que teve de "especialista" paulista falando barbaridades sem tamanho por ocasião da definição do projeto de transposição de águas do São Francisco, foi uma enormidade. E arrastaram consigo muitas pessoas bem intencionadas, como a Sabatela, que pagou mico em debate com o deputado Ciro Gomes, na Câmara.

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Arthur Schieck

03/06/2010 - 21h51

Assim que eu li que não deveriamos construir uma usina no rio porque meia dúzia de indios o consideram sagrado eu não quis mais continuar.
Sagrado!?
minha vontade é de responder com um palavrão.
Adorei outro dia uma fala do Ricardo Boechat na Band News Fluminense FM sobre a Israel, religião e a terra santa:
"-Porque a terra é santa? Se você plantar nela uma semente nascem 8?"
Como ateu que sou me ofende esse tipo de argumento. Sagrado é o escambal!

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Henrique

03/06/2010 - 20h49

E olhe lá se já não está a acontecer isso. O envolvimento do Brasil na zona de interesse da indústria da guerra que protegem os interesses da indústria do petróleo, entrando em rota de colisão com o temida Israel é de se estranhar. Alguém me esclareça o real interesse do Brasil tomar assento no CS quando temos outra prioridades internas como esta?

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    Jairo_Beraldo

    04/06/2010 - 10h22

    Henrique, se voce ainda não percebeu, é para que tenha poder de veto, para que não aconteça mais as atrocidades que sofreram os palestinos, iraquianos e os afegãos, nesta década e que estão querendo fazer ao povo iraniano.
    E também para "catequizar" os israelenses.

Diego

03/06/2010 - 20h19

Perguntar não ofende?
Se os países desenvolvidos (OCDE) têm grandes técnicos/cientistas, capital abundante, instituições e burocracia estruturados, população com bom nível de instrução e consciência, então por que estes países ainda possuem matriz energética com mais de 90% composto por combustíveis fósseis? Se fosse fácil, lucrativo e ambientalmente sustentável, estes já tinham implementado…
Ah, ainda há duas coisas engraçadas:
1. o professor sugere diminuir o consumo energia, mas esquece que mesmo que tenhamos atividades intensiva em energia, o consumo médio do brasileiro é muito baixo.
2. o professor fala em alternativa, mas não dá o custo do kw/h, não fala da origem da tecnologia, da constância da geração, etc. É um piadista…

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Fernando Marques

03/06/2010 - 20h12

Foi preciso aparecer um Monteiro Lobato para que fôssemos atrás do “Nosso Petróleo”. Foi preciso aparecer um Príncipe dos Sociólogos para que entregássemos parte desta riqueza em condições que nos lesa irreversivelmente. Foi preciso aparecer um Lula para que corrêssemos atrás de nossa Energia Hidroelétrica. Quem será o próximo traidor?

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    Jairo_Beraldo

    04/06/2010 - 13h24

    Se eleito (porque não será) Mr. Zé "ladeira abaixo" Serra

    Werner_Piana

    04/06/2010 - 11h10

    Nunca subestime a trairinha Verde… entreguista tal e qual uma demo-tucana. Afinal, não é à toa que é linha auxiliar deles…

@rldigital

03/06/2010 - 20h11

Segundo a entrevistadora, o prof. Bermann "desmistifica" os benefícios de Belo Monte.

Então é preciso desmistificar Bermann: a energia hidrelétrica é das mais limpas, além de ser renovável. Mais limpa será a eólica, mas ainda é inviável economicamente. Isso, independente da vontade de governantes ou engenheiros, é impeditivo para sua utilização em maior escala.

Mais ecológica que a eólica é a fotovoltaica. E também mais cara até que a eólica.

Mais evoluída ambientalmente será a geração distribuída, ou seja, cada residência ou empresa ou, pelo menos, cada bairro gerando sua própria eletricidade a partir de fontes renováveis.

Tudo isso é futuro. No presente precisamos de usinas hidrelétricas, sim.

Finalmente, é preciso perguntar quais interesses estão por trás das objeções do sr. Bermann.

Responder

    Wildner Arcanjo

    04/06/2010 - 16h33

    Energia eólica gera poluição também. Gigantescas sombras sobre as áreas onde as torres são instaladas, alêm de necessitar de grandes áreas para instalação das torres. Nada neste mundo vai deixar de poluir se for usado em grande escala. Imagina aí se todo o carro fosse movido a hidrogênio? O que fazer com tanta água da reação enter o O2 e o H2? Ou se todo o carro fosse elétrico? Onde conseguir tanta energia elétrica para movimentar a frota? O que fazer depois com as células de combustível (baterias) quando a sua vida útil acabar? Reciclar? Será que tudo mesmo, em uma bateria automotiva ou de LiIOn (as utilizadas atualmente) são recicláveis? Melhor não seria investir conhecimento, debate, no uso mais racional da energia como um todo? Dos meios de transporte? Do espaço destinado á raça humana na terra? Da comida e dos seus meios de produção? Por que não se pensa nisso? Ah… é o capital! Sempre ele!

Lucifer

03/06/2010 - 20h01

Japão tem hidrelétricas? Alumínio só produz que tem energia.Abundante. Aqui temos uma matriz múltipla.Contudo ,adequada ao cenário geoeconômico local. É um luxo, nacional: eólica,solar hidro,termo, e nuclear.
Trinta anos de um projeto jazente na prateleira significa que ,ao contrário do que seus detratores afirmam,Belo Monte
continua com a mesma atualidade estratégica de quando foi planejado.Quando muito,podemos considera esse projeto como paradigma das nossas defasagens desenvolvimentistas.

Responder

Fernando Marques

03/06/2010 - 20h00

É fácil, mesmo para um leigo, observar o viés ideológico do entrevistado. Os fracos argumentos não convencem o mais desinformado dos leitores.

Como opção, apresentou, para um país destas dimensões, fontes geradoras de limitadíssimo espectro. Esqueceu-se da importância geopolítica da ocupação do território nacional por atividades auto-sustentáveis, benéficas para a maioria da sua população brasileira, tentando manter-nos imobilizados por dissimuladas preocupações que se aproximam muito das do Príncipe dos Sociólogos. Diga-se de passagem, sociologia barata, porca e entreguista.

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Wildner Arcanjo

03/06/2010 - 19h59

A tecnologia que existe hoje, para produzir a quantidade de MW que a economia Brasileira precisa, para crescer de 5 a 6% ao ano (na pior das hipóteses) se fosse usada energia solar ou heólica ou biomassa (nunca ví uma usina de biomassa de grande porte) se não existe é cara demais (mais ainda do que se fosse construída uma nova Itaipu em geração de MW). Não concordo com o texto, não precisa ser especialista para ver que a decisão do Brasil, por hora, é a mais acertada.

Responder

barreto

03/06/2010 - 22h24

milhões de quilometros de florestas são inundadas todos os anos com as cheias do amazonas e seus afluentes e nem por isso o mundo acabou pela emissão de metano. Evidentemente que nos primeiros anos de alagamento de um lago de usina haverá a produção de metano e outros gasees pela decomposição lenta da matéria vegetal, mas o rio não morre de forma alguma.Evidentemente há prejuízos ambientais e sociais, mas o preço da modernidade é alto e até o momento não se inventou um meio de produção de energia mais eficiente e barata que a hidroelétrica.

Responder

    Edv

    03/06/2010 - 21h50

    Além de concordar em geral com as críticas aqui feitas aos frágeis argumentos do sr. Bermann, este específicamente do metano, pode até ser transformar-se em benefício:
    Que se aproveitem os recursos das áreas a serem inundadas antes que o sejam (ex: extração da madeira). Questão apenas de se fazer melhor! Evolução dos processos e não meras críticas.
    O entrevistado esquece também que diferentemente da hidroenergia, os fósseis não são renováveis. Acabou? Acabou!

Manoel

03/06/2010 - 19h14

Qual a área necessária para se gerar 11 mill MW com energia eólica? Com energia solar não dá, né? Se dependesse dessas pessoas, não teríamos empregos, o brasileiro não teria energia elétrica em casa. Esta agenda não é nossa, é do grinpici.
Quantas pessoas serão prejudicadas e quantas serão beneficiadas?
A usina só não gerará mais energia por que resolveu evitar a construção de grandes reservatórios, enquanto o correto seria torná-los maiores, mas mesmo assim, é risível o professor afirmar que a energia firme será de 1 mil MW … Tenha dó. Isso é ideologia, não é ciência.
Pelo que entendí, o professor advoga a contrução de termelétricas. Contraditório, não? Sabemos que a energia solar não resolve o problema, quando muito serve para aquecer água durante o dia, a energia eólica precisa dos ventos, que teimam em não serem constantes , e a biomassa equivale a uma termelétrica.
Estranho, muito estranho!
Entre algumas capivaras e o emprego para os brasileiros, fico com os últimos.

Responder

    Ney Henrique

    04/06/2010 - 11h48

    Biomassa não equivale a termoelétrica … Se usa óleo, ele despeja CO2 … a biomassa recicla o CO2 que está na atmosfera.

Ricardo Tavares

03/06/2010 - 19h07

É mesmo muito curioso que nunca tenhamos visto o professor Bermann criticando o mar de poluição causado pelas termoelétricas a diesel e à óleo combustível que a não-construção de hidroelétricas nos custou…

É até sintomático, intrigante, que não tenhamos nenhum registro de que Bermann e outros detratores das hidroelétricas tenham se indignado nem um pouco contra uma verdadeira "Itaipu de Poluição esteja em construção devido, entre outras coisas, à ação de outros indivíduos como Jerson Kelman, que embora hidrólogo de profissão, enquanto esteve à frente da ANEEL, tudo fez, para que não fossem aprovados os projetos de hidroelétricas que lá estavam parados. Inclusive demitir e fazerem-se demitir, aos profissionais de engenharia que eram os responsáveis pela análise e aprovação desses projetos.

Sobre esse tema é importante conhecer o trabalho do prof. Ivo Pugnaloni, onde são apontados muitos "erros", cometidos aparentemente de propósito por agentes públicos, para atrapalhar a construção de hidroelétricas e favorecer termoelétricas movidas a combustíveis fósseis controlados por grandes empresas petrolíferas, que pagam grossos subsídios a ONGs de "amigos da terra", "amigos da água", "amigos do ar puro" e outros espertalhões.
http://www.enercons.com.br/_imagens/noticias/uma-

Responder

Paulo Roberto

03/06/2010 - 18h24

Sou engenheiro e devo ter formado em uma escola de 5ª pois nunca ouvi esse papo . Tirando a geração eolica, solar as hidroeltricas são as menos poluentes. Duração? Tempo de vida? De fato quando se alaga há emissão de CO2 e que diminue a medida que o processo de decomposição se completa. Durabilidade? Tive a oportunidade de trabalhar na CESP e nunca tive esta informação. O que existe é manutenção e boa manutenção. Quem trabalha nestas gerações até acham que estas obras são perpetuas. Rio morto? Sei que a cesp solta alevinos de peixes que necessitam de grandes distâncias e migram para procriarem, mas os outros peixes? Por sinal o parana é um rio bom de peixe.

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Supertramp68

03/06/2010 - 18h03

MILAGRE, MILAGRE!!! Um post no viomundo onde estamos de acordo.
Pra que Belo Monte? Se nem os militares quiseram fazer, por que o divino esta passando por cima de tudo para faze-la?
Por que não termicas a gas? Temos em abundancia. A Petrobras queima milhares de m3 por dia insanamente para exportar nosso petroleo cru (para manter a balança comercial).
Temos é que deixar de ser silvicolas (no bom sentido). Meros extrativistas, trocando nossas riquezas por espelhos, isto é exportando minerios e produtos semi-acabados, commodities. Nada mais sofisticado, não fazemos nem televisão. E ainda querem passar a ideia de que somos emergentes. Nós somos o pais do futuro. Sempre

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    Augusto Gasparoni

    03/06/2010 - 23h41

    Nesse caso, os militares não a fizeram porque naquela época ainda não era necessária.
    Termicas a gas poluem muito mais o ar, e a energia produzida é mais cara. Os hidrocarbonetos ja estão mais caros e deverão encarecer ainda mais, porque o mundo industrializado não tem outra opção além do carvão.
    A Petrobras não "queima gas insanamente". Ela o aproveita sempre que é comercialmente viável. Se você não sabe ela o reinjeta nos poços. Quando a quantidade produzida não justifica aproveitá-lo ela o queima, até por segurança operacional. O custo do aproveitamento por ser alto, como tudo na indústria do petróleo, tem que se justificar. Nota-se que você nada entende do assunto.
    Quanto à nossa ciência e tecnologia também estamos no caminho certo. Agricultura, energia, ciclo nuclear, petróleo, pesquisas médicas, aeronáutica, siderurgia, metalurgia, marinha, mesmo com deficiências por ser ainda novidade estamos chegando lá (Embrapa, Instituto Oswaldo Cruz, Centro Pesquisas Eletricidade, Centro de Pesquisas da Petrobras), portanto estamos no páreo.
    O cara que publica o artigo é que é um sonso. Seus argumentos não resistem à menor análise, pois são parciais.

    Supertramp68

    04/06/2010 - 12h04

    Pra quem se orgulha de ter construido um navio, isto é, soldado chapas de aço, já que a tecnologia embarcada é coreana, deve pensar que realmente somos os tais quando na verdade somos os verdureiros do mundo.

    Jairo_Beraldo

    04/06/2010 - 10h39

    Tramp…mas como voce é insensato…e anti patriota!

    yacov

    04/06/2010 - 17h23

    OLha o vira latas aí, ó … AU au aua au, pega totó, pega, pega!!!! Au aua ua ua u grgrggrgrgrg…. Vai pra lá Supertonto!!!

    "UM BRASIL PARA TODOS não passa na glOBO – O que passa na glObo é um braZil para TOLOS"

    Carlos Henrique

    04/06/2010 - 12h18

    Acrescento que no projeto do pré-sal está incluída a idéia de incentivar o beneficiamento de toda a matéria-prima extraída. Chega de exportar óleo cru e importar combustíveis. A Petrobrás não o faz hoje não para auxiliar a balança comercial, e sim porque não temos refinarias adequadas.

    Wildner Arcanjo

    04/06/2010 - 16h25

    Queimar gas? Nenhuma empresa petrolífera do mundo hoje queima gas, a não ser se for por conta dos riscos operacionais (sistema de segurança na indústria petrolífera), alem do mais, as metas de queima de gás para as indústrias petrolíferas, no Brasil, são umas das mais, se não a mais, severas do mundo. O gás hoje é matéria nobre e de fácil beneficiamento (uma planta de gás custa, em torno de 20% de uma planta de beneficianento de petróleo). Países hoje liquefazem o gás para transportar em navios e vendé-los no mercado internacional. Se o gás não fosse tão importante na matriz enegética Brasileira, não para gerar energia elétrica, e sim para gerar calor nas indústrias ou outros produtos derivados de associação, para quê o governo e as indústrias, investiram na integração da malha nacional de gás? Criticar assim é fácil, mas criticar com argumentos (nem precisa-se de números, mas de um pouco de pensamento)… sei não, mas isto é uma coisa ainda muito distante, para pessoas como você.

francisco p neto

03/06/2010 - 17h32

É interessante a colocação do professor em pelo menos dois aspectos.
Ele cita o exemplo do Japão que na década de 80 abandonou e fechou todas as usinas de alumínio e investiu em tecnologia para produção de chips.
Então tá bom!
O alumínio e outros minérios estratégicos, que o Brasil tem seguramente as maiores reserva mundiais, vão brotar nos céus do Japão e outros países com alta tecnologia sem que se gaste 1 kw de energia?
Para que eles façam chips é preciso que alguém produza as matérias primas.
Mas o foco da questão não é essa. O que nós precisamos, é ter o controle das tecnologias e usar as nossas reservas minerais para produzir produdos agregados.
O que adianta nós termos tecnologia se as nossas matérias prima ficarem enterradas no sob solo como parece que o professor advoga?
O Brasil vai importar matéria prima?
Ele deixou o governo por "discordar" das políticas energéticas adotadas pelo governo Lula, que segundo ele deveriam ser priorizadas em investimentos em energia eólica, da luz solar, dos resíduos agrícola.
Ora! ora professor! Não sou especialista no assunto, mas o senhor querer que o Brasil com suas dimensões continentais substituia a energia hidrelética por essas fontes é querer que o país fique no atraso.
Essa proposta sua, acho que não consegue alimentar uma indústria merreca!
A segunda questão é mais sintomática ainda! Diz ele que quando o governo Lula se aliou ao PMBD e em especial a Sarney, para assegura a governabilidade, é de se lamentar.
O Congresso é esse que aí está. Ele queria o que? Que Lula abrisse mão do apoio do PMDB e que ficasse com ele, professor, que assim estaria garantido a governabilidade?
Tenha dó né!

Responder

Fernando

03/06/2010 - 17h15

Do PIG eu sou leitor de O Globo, que é opositor do governo Lula, mas é um jornal que defende Belo Monte.

Carlos Lessa: ´Belo Monte e o diabo`
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_n

Responder

Eduardo

03/06/2010 - 16h57

Professor, não se faz omelete sem quebrar os ovos. Falando em matéria orgânica, o pantanal "in natura" é um grande emissor de metano.

Responder

Ramon

03/06/2010 - 16h52

Me desculpe a franqueza mas a abordagem deste senhor não está devidamente embasada em dados.
Principalmente quando as informações ou dados são contrários à tese defendida por ele.
O nosso sistema elétrico é integrado, de maneira que há um esquema de balanceamento da produção e do consumo em todo o país. Por exemplo, quando na Região Sul há um período de baixa nas águas e por consequência, da produção de Itaipu, a empresa de Belo Monte poderá suprir esta carência.
A área ocupada por Belo Monte é o equivalente ao que é devastado em apenas 1 ou 2 dias por nossas atividades de exploração agropecuária e de extrativismo, legal ou ilegal. Não noto a mesma grita em exigir uma maior destinação de recursos para o setor de fiscalização do Ibama para coibir os crimes ambientais.
O valor da energia produzida por fonte solar ou eólica também foi omitida, cabe a pergunta: quantos dos senhores aceitam pagar 50 a 60% a mais na sua conta de energia por uma energia mais limpa? Sei que muitos usuários domésticos de energia elétrica de classes sociais mais abastadas não se incomodarão, mas as classes mais baixas não poderiam se dar a este luxo. Quanto às indústrias, elas todas, e não só as ligadas à produção de alumínio ( que a chamam de energia em barras, já que o que se vende é energia, em forma de minério) não sentiriam o impacto, não migrariam para países com tarifas de energia mais baixa? Na prática isso não resultaria em desemprego? A não construção de Belo Monte também não representaria um freio ao crescimento econômico do país e consequentemente a maiores taxas de desemprego?
As colocações do estudioso quando transpostas para o mundo real e prático resultariam em um grande número de pais de famílias desempregados, enquanto as florestas continuam a ser devastadas. No final, devastam-se as florestas e os empregos urbanos, esta é a alternativa que nos apresentam? Obrigado, mas passo.

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Leonardo Câmara

03/06/2010 - 16h32

A opinião de apenas um especialista não é suficiente para se formar a opinião de todo um país. Realmente a descrição parece inverossímel, pelo menos quanto à comparação com usinas à carvão.

Tantos anos discutindo, e só agora aparece essa versão? Muito entranho …

Não gosto de usinas hidreléricas pela destruição cruel da paisagem, mas ainda não conheço solução menos impactante. Era crinaçaa quando vi sete quedas ser inundada. Foi triste, muito triste. Aquilo era lindo.

Ainda sonho com o dia em que a energia possa ser obtida de fontes muita mais baratas e seguras, tenho fé que, com o avanço da ciência, um dia isso aconteça. E talvez nossos netos possam ver sete queda novamente…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salto_de_Sete_Quedas

[youtube 1YKitOywLCE http://www.youtube.com/watch?v=1YKitOywLCE youtube]

Veja também
http://www.youtube.com/watch#!v=TPlQ1V8Ojm4&f

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dukrai

03/06/2010 - 16h20

1 – "Qual é a importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil?"
O autor mente, a represa foi licitada pelos 19 bilhões propostos pelo governo, a proposta de 30 bilhões das grandes empreiteiras foi derrotada.
Belo Monte tem um aproveitamento hidrelétrico melhor do que todas as mega-usinas do ditadura militar, funciona com o curso de água e o reservatório é várias vezes menor que os da outras usinas que funcionam com o potencial do reservatório.
O valor sagrado do rio Xingu não vai ser comprometido pela inundação de 600 km2 (30 km x 20 km) de área, ridículo frente á imensidão amazônica e da área afetada.

2 – "E porque então construí-la? Qual é o interesse do governo se não haverá esse retorno?"
O governo Lula como destruidor da cultura indígena do Xingu. Vai catar coquinho, professor!
"A Balbina (1) ocupa um reservatório enorme de mais de 2500 km2, para gerar 250 MW, na década de oitenta."
Comparando com Belo Monte, o projeto da usina foi feito para provocar a menor inundação possível, Belo Monte alaga 600 km e gera 11 mil MW, não dá nem pra continuar com os argumentos do "professor".

3 – "O Brasil tem um papel de protagonismo internacional em geração de energia limpa. No caso das hidrelétricas, temos enormes reservas de água que podem ser vantajosas para o país. Não se deve aproveitar essas vantagens?"
"Balbina, Tucuruí e Samuel, as três maiores hidrelétricas construídas na região amazônica até agora, emitem gases de efeito estufa mais ou na mesma proporção que usinas a carvão mineral."
A região alagada dessas usinas construidas na ditadura militar é dezenas de vezes maiores que a de Belo Monte e não passaram pelo crivo ambiental de hoje. O "professor" mistura tudo; ah, sim, tem a questão da cultura indígena em extinção.
4 – "Ainda não entendi porque construir essa usina se a energia é suja, cara e provoca todos esses impactos socioambientais. O Brasil precisa dessa energia ou não?"
30% da energia gerada é para produtos exportados, principalmente alumínio. Excelente que o Japão tenha sido expulso do mercado, por falta de energia e de bauxita e de que a Vale tem a segunda maior jazida ali no Pará, e de exploração a céu aberto, baratin baratin.

-" A gente tem, na economia brasileira, demonstrações de que existem setores que atendem ao requisito de menor consumo de energia, maior tecnologia e maior incorporação de mão de obra. Então porque não insistir nessa direção?
5 – E quais são esses setores?"
Cansei, o cara disse que a opção é fabricar aviões.
Este discurso de geração de energia, concentração de renda, energia eólica, e até para o coitado do Sarney sobrou, encobre um discurso estéril de não propor nada porque daqui a cem anos essas hidrelétricas não vão estar funcionando. Excelente, maibródi, estamos pensando em três gerações, que elas pensem nas outras três.

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eugenio jull

03/06/2010 - 16h17

Berman e outros "especialistas" do mesmo padrão estão a serviço do "stablishment" de Washington e apenas reproduzem o que dizem outros representante das sete irmãs do petróleo no Brasil.

Sugiro que a reporter peça a ele para abrir o orçamento das ONGs de que ele participe e peça a ele para revelar quem são seus maiores financiadores.

Por trás de "convênios com universidades americanas" , se procurar, a Manuela vai achar convenios dessas universidades com a Exxon, a British Petroleum, e outras petroleiras.

E o interesse delas é que o Brasil não construa mais hidroelétricas para ficar cada vez mais dependente de petroleo, carvão e gás natural, todos controlados por essas empresas em escala mundial.

O plano é que o custo da energia no Brasil suba muito, suba bastante, para que nossos produtos não possam competir com os produtos americanos, prejuicando-nos na competição no mercado mundial.

Isso ajudaria também a aumentar os lucros da Elektro e Eletropaulo e outras empresas americanas no Brasil que dominaram o mercado de distribuição comprando nossas empresas a preço de banana.

Célio Berman é mais um "ambientalista"pago pelos maiores poluidores e maiores defensores das guerras de conquista no Oriente Médio, que visam colocar sobre controle das sete irmãs a maior parte das reservas de petroleo do mundo.

Peça ao Célio os nomes dos financiadores de sua "cruzada contra as hidroelétricas" , Manuela…

Voce vai se surpreender!

Mas peça mesmo, ligue já e peça o orçamento dessas ongs de que ele participa, apoia, dirige ou "dá consultoria"…

Voce vai ver que no fim , lá no fundo, quem paga ao Célio e outros ambientalistas desse tipo é a industria do petroleo e a industria de armamentos , dos EUA, Inglaterra e Israel.

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Carlos Soares

03/06/2010 - 16h00

Interessante que o aspecto mais importante da construção é sequer citado: o papel estratégico, de ocupação. Quem conhece a região e ouve falar de perda da "cultura indígena" sabe que é besteira. Infelizmente não existe mais este "purismo". Nosso ´ndios já são aculturados e a região é infestada de ONGs, Igrejas, que dizem defender os índios mas na realidade fazem trabalho de aculturação, prospecção mineral e ocupação. A cidade de Presidente Figueiredo, de natureza exuberante é toda loteada e os donos são em sua grande maioria estrangeiros, gente que "ama a natureza", como aqueles que cercaram, edificaram e acabaram com as praias deArraial d'Ajuda e Trancoso em Porto Seguro, hoje uma imensa propriedade particular de ricos,famosos e donos de pousadas.

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Dina

03/06/2010 - 15h52

Ao mesmo tempo que é um alento ver publicada análise tão esclarecedora sobre produção e consumo de energia no Brasil, é triste constatar a dificuldade para debater assunto de tamanha importância que acaba sendo decidido a portas fechadas sob influencia de grupos particularmente interessados. Como o assunto é complexo as pessoas costumam ser facilmente enganadas pela criação de mitos do tipo: energia elétrica é barata e limpa. É ótimo ouvir um expert desmistificar essa mentira. e dizer em alto e bom tom "Energia elétrica não é limpa nem barata".

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    Ramon

    03/06/2010 - 21h44

    Qual o país do hemisfério sul do planeta ou que esteja mesmo estágio de desenvolvimento econômico e social do Brasil que é sustentado com energia 100% limpa? Quais as propostas para o orçamento federal feita por deputados e senadores nos últimos 40 anos para financiar pesquisas na área de desenvolvimento de tecnologia energética de matriz limpa com valores compatíveis com a nossa realidade e recursos?
    Temos que importar tecnologia para produzir energia éolica, não é melhor adquirirmos esta tecnologia antes de produzir a valores condizentes com os nossos recursos? A tecnologia transferida na compra dos caças Rafale possibilitará tal avanço.
    Os EUA se negam a assinar o tratado de Kyoto e nós é que somos os destruidores do planeta? Vamos perder a competitividade dos nossos produtos por causa de argumentos ecológicos sem os devidos rigores científicos. Os EUA emitem 36% dos gases responsáveis pelo efeito estufa e nós vamos pagar a fatura com os nossos empregos?

    Augusto Gasparoni

    03/06/2010 - 23h02

    Que expert, que nada. A "análise" do professor é cheia de impropriedades, não se sabe se por inocência, ou por má-fé.
    Quem sabe das histórias da usinas hidroelétricas antigas amazonicas, sabe que lá não houve desmatamento, inclusive a extinta Capemi participou de uma confusão dessas quando foi autorizada a retirar a madeira antes do enchimento do lago e não deu conta de executar a tarefa. As atuais são precedidas disso, até porque a água ácida danifica os equipamentos.
    O cara não apresenta nenhuma alternativa séria para geração em larga escala, que é a necessidade, fazendo uma crítica simplista. Seria ele algum gênio e teria algum processo novo de geração? Se fosse já teria divulgado seu conhecimento à comunidade científica internacional.
    Me parece muito ser um problema pessoal dele com a atual equipe de governo.

    Jairo_Beraldo

    04/06/2010 - 13h37

    Dina, bem vinda…mais um troll entre nós!

    yacov

    04/06/2010 - 16h47

    Não é da "energia elétrica" que estamos tratando aqui, amiga DINA, mas a "energia HIdrelétrica"… Ou seja, uma das formas baratas e limpas (???) de se produzir a energia elétrica, capicci?!?!? Abs

    "UM BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBO é um braZil para TOLOS"

alcir rosa nunes

03/06/2010 - 15h48

Tudo bem, vamos queimar petroleo entao pra gerar energia, certo? Impressao minha ou o ele nao apresentou uma alternativa a Belo Monte em grande escala? Uma usina hidreletrica talvez opere por 100 anos, entao deve ser melhor queimar petroleo por 100 anos? desculpe, mas se tem a critica, tem que apresentar uma alternativa, pois criticar por criticar e muito facil, ate eu faco isso.

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Tweets that mention Bermann: "A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata" - (via -- Topsy.com

03/06/2010 - 15h08

[…] This post was mentioned on Twitter by VIOMUNDO, Felipe Kerouac. Felipe Kerouac said: Bermann: "A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata" – http://tinyurl.com/252kpmc (via @viomundo) […]

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JSB

03/06/2010 - 17h53

O Brasil, neste governo, está cabalmente demonstrando (quem for realmente honesto não discordará) de que um terceira via é possível e é urgente e imprescindível. Se juntarmos em um grande movimento internacional, os grandes cientistas, pensadores, políticos, formadores de opinião, sábios, intelectuais, humanistas, regiliosos (somente os quem tem fé) e toso oa homens de bem deste planeta, podemos contruir uma outra sociedade. Não há como esperar isto de um simples insto de um simples metalúrgico, ainda que ungido (algum outro termo seria mais apropriado?). Há de haver, oportunidade ímpar na longo e cosmológica história da humanidade, de uma reconstrução. Um novo mundo, com outros valores humanitários. Não foi a toa que o homem se destacou e assumiu o controle do planeta. Divinamente falando ou não – temos uma única oportunidade antes do desastre final, como eu entendo. Penso que podemos iniciar/incrementar o esforço dos que acreditam de que um novo mundo justo é possível. Vamos recomeçar! Leonardo Boff aqui ao lado, cansa de mostrar o caminho. Que a centelha de humanos que habita cada um de nós, se alevante e proclame: acabou a era dos prícipes, dos donos, dos que podem mais, dos que tiveram melhor herança, dos que enganaram, dos que expropiaram, dso que tiveram mais forrça para extroquir, dos que tiveram mais esperteza para iludir. Que venha um novo mundo, fraterno, solidário, preservando nosso ambiente, olhando para os que ficaram para trás. Porque não. É possível e está no momento. Viva o Novo Mundo, viva a todos que se juntarem a este grande projeto. Precisamos de alguém que dê o nosso rumo: Jesus? poderia ser, mas aconteceu muito cedo. Guandhi, Dalai Lama, aconteceram forma dos eixos de força. Nos países desenvolvidos – estão mais interessados em preservar suas hegemonias. Onde está o grande condutor: Lula é o cara – infelizmente, Obama, que ainda têm o que mostrar, cunhou a expressão, sem querer, acertando.

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    Ubaldo

    03/06/2010 - 15h26

    JSB,
    Política e religião não se combinam.
    Já não chega o assédio religioso que sofremos nas portas de casa aos domingos pela manhã com ex-presidiários e pastores querendo nos vender um pedaço no céu e também nas madrugadas nos canais abertos de TV e agora vem você JSB nos assediar aqui na net?
    Este ambiente aqui é profano e é melhor você não se misturar.

Luiz Henrique

03/06/2010 - 17h46

"Estudos mostraram que Balbina, Tucuruí e Samuel, as três maiores hidrelétricas construídas na região amazônica até agora, emitem gases de efeito estufa mais ou na mesma proporção que usinas a carvão mineral."
O entrevistado não mencionou que área alagada por essas 3 usinas não foi desmatadada previamente, a causa do referido problema. Todas as novas hidrelétricas teram que fazer este desmatamento. Este argumento, da maneira como foi colocado, não faza sentido algum.

Responder

Ubaldo

03/06/2010 - 17h41

É perfeitamente viável economicamente e ecologicamente a construção das usinas hidrelétricas na Amazonia.
Desde a Eco92 no Rio que os americanos tentam nos dar como presente grego o título de líder ecológico mundial.
Depois que eles devastaram suas florestas e dizimaram seus índios e se desenvolveram, querem eles que nós preservemos a Amazonia, pulmão do mundo. Vamos sim desenvolver a Amazonia, de modo sustentável e a construção das hidrelétricas é imperiosa, irreversível, apesar dos ambientalistas de plantão. Esse pessoal ambientalista em sua maioria é pago por ONGs americanas que querem nos patrulhar e evitar nosso desenvolvimento.
Outro dia, vi o esforço de ambientalistas para enviar pinguins que se perderam do pólo e vieram parar na Costa do Espírito Santo. Começou um enorme esforço. Foram diversos veterinários, técnicos, ambientalistas, biólogos e muitos dias de alimentação e cuidados especiais com os pinguins, além de viagem de avião para colocar os bichos em sua terra natal. Esqueceram os alienados que há uma superpopulação dessas aves e que eles se perderam nas correntes marinhas. Isso é um fenômeno natural. Deixassem os bichos voltarem por si. Ou não.
Preservação ambiental, sim. Desenvolvimento e energia limpa, sim. Radicalismos ambientais, não!!!

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    Wildner Arcanjo

    03/06/2010 - 20h01

    Pela primeira vez Ubaldo. Concordo com você. Em gênero e número!

    Augusto Gasparoni

    03/06/2010 - 22h48

    Parabéns Ubaldo!!!

    Rundfunk Hörer

    04/06/2010 - 12h25

    Essa do pingüim matou a pau! Imaginem a poluição do avião usado…
    Esses ambientalistas classe média são um saco.

    Antonio Beraldo

    04/06/2010 - 11h14

    Perfeito Ubaldo.

    Radicais, no final sempre estão a defender interesses muitas vezes escusos ao interesse do desenvolvimento nacional da nação.

    Werner_Piana

    04/06/2010 - 11h17

    Aleluia, Ubaldo!
    Que prazer em te dar um "thumb up" neste comentário, rapaz :)

    Carol

    04/06/2010 - 13h23

    Ubaldo,
    Até que enfim eu concordo com você!
    Tô até emocionada…

    yacov

    04/06/2010 - 16h38

    Mas UBALDO… o que foi que deu em ti meu guri?!?!? Finalmente uma opinião sensata, crítica e com um viés brasileiríssimo… Tô impressionado!!! Se continuar assim, prometo que paro de te chamar de "Abobaldo". Efeito da convivência???? Não sei… De qualquer forma, parabéns "UBA"!!! Um grande abraço.

    "O BRASIL DE TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBO é um braZil para TOLOS"

Ney Henrique

03/06/2010 - 17h34

Já é a segunda vez que eu ouço falar desses tais estudos que dizem que as usinas hidroelétricas produzem mais gases estufa do uqe queima de Óleo.

Eu procurei na literatura e não achei nada. Gostaria realmente de ver esses estudos. Como químico, me parece muito, mas muito improvável que isso seja verdade.

Responder

mariazinha

03/06/2010 - 17h25

Impressiona-me a inocência[?] desse professor. Pensa que, com tudo por fazer nesse Brasil, podemos ficar à mercê de sol e vento. Parece-me entrever um pouco de amarga desilusão nas entrelinhas do texto, mas por razões pessoais.

Não é assim, que se constrói uma Nação. Nada de muita pieguice senão, ficaremos onde sempre estivemos: nos últimos lugares. Se não usarmos a Amazônia para desenvolver o Brasil, alienígenas chegarão de todos os lados e a tomarão de roldão; como já vem acontecendo largamente. Temos mais é que tomar posse, definitivamente, da Amazônia e esse é o pesadelo dos forasteiros que a olham, invejosamente, com olhos de cupidez já imaginando-se donos do pedaço.

O Brasil precisa de Belo Monte – Resposta da Eletronorte para Célio Bermann http://www.amazonia.org.br/opiniao/print.cfm?id=1

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