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Vicente de Carvalho: A má notícia veio pelo Diário Oficial

publicado em 3 de setembro de 2011 às 15:20

Rua residencial de Vicente de Carvalho por onde vai passar o BRT Transcarioca

por Manuela Azenha

Vicente de Carvalho é um bairro da zona Norte do Rio de Janeiro. Fica entre o aeroporto internacional do Galeão e a Barra da Tijuca, que sediará a maior parte das competições dos Jogos Olímpicos de 2016.

Transformar a avenida Vicente de Carvalho, que corta o bairro, em via expressa é um projeto antigo.

Pensando nos megaeventos que a cidade vai sediar — a Copa do Mundo de 2014 terá no Maracanã seu palco mais importante –, a Prefeitura tratou de agilizar a construção do BRT Transcarioca. BRT é a sigla que, em inglês, define os corredores de ônibus, Bus Rapid Transit. Os moradores de Vicente de Carvalho foram notificados de que o BRT passaria pelo bairro em 2009. O corredor incluiria um trecho elevado.

Em outubro de 2010 os planos foram modificados. Uma publicação no Diário Oficial informou que o BRT seria transferido da avenida principal para uma pequena rua residencial. Não houve aviso da Prefeitura, nem por carta, nem pessoalmente. André Francisco Felipe Scutari ficou sabendo pelo DO que as cem casas da rua em que mora há 32 anos seriam desapropriadas num prazo de seis meses. Nenhum morador foi informado sobre o motivo da alteração do projeto.

É um padrão que tem se repetido no Rio de Janeiro. Moradores da comunidade Arroio Pavuna também reclamaram da falta de informações. A relatora das Nações Unidas, Raquel Rolnik, já denunciou oficialmente que os moradores são os últimos a saber.

Com isso, surgem todos os tipos de dúvidas.

“É fisicamente impossível construir a via nessa rua. Ninguém se deu ao trabalho de vir conhecer o bairro, eles só têm mapeamento aéreo e não mostraram nenhum estudo de viabilidade. Tanto é que, na lista de desapropriações, constam imóveis que sequer existem”, comenta Elisabete da Silva Pereira, integrante da comissão de moradores formada para lidar com a obra.

Em busca de informações, os integrantes da comissão foram encaminhados à 5a. gerência de obras da Prefeitura, onde conversaram com o engenheiro-chefe Eduardo Fagundes de Carvalho. “Ele disse que o prefeito havia vetado a construção do trecho elevado por dois motivos. Para não destruir duas pracinhas e porque a construção ficaria muito alta e esteticamente feia”, conta André.

Funcionários de uma empresa terceirizada vieram às casas do bairro para fazer a avaliação dos imóveis e dar início ao processo de desapropriação.

Os moradores formaram um comitê para negociar em conjunto: da esquerda para a direita, Elisabete Pereira, Gisely dos Santos Nascimento, Maria Lúcia Amorim, André Scutari e José Marci. De pé, a partir da esquerda, Cosme Castella de Araújo Silva e Roberto Celestino Gonçalves dos Santos.

Nem todos os moradores permitiram que os avaliadores entrassem em suas casas.

Elisabete se recusou a receber o funcionário sem a devida identificação da Prefeitura. Dias depois, ele voltou acompanhado, mas ela pediu um mandado judicial. Na terceira visita o funcionário trouxe uma explicação por escrito, em papel sem timbre. Elisabete queria uma cópia para enviar ao advogado. Mas o funcionário só tinha o original e alegou que precisava dele para mostrar a outros moradores. Não houve acordo.

“O prefeito está infernizando a minha vida, então vou infernizar a dele também. Só saio daqui quando forem colocar minha casa abaixo”, afirma ela.

“Até o funcionário que veio fazer a topografia me perguntou como poderia dar certo”, diz André, se referindo à transferência da obra da avenida para a rua mais estreita.

“Eu não sou engenheiro, mas não faz o menor sentido! A avenida comporta a obra e a maior parte das casas já foi construída com recuo suficiente para isso”, afirma André.

Ele trancou matrícula no curso de Direito e agora se dedica exclusivamente à comissão de moradores.

Uma reclamação recorrente é de que as avaliações estão abaixo do valor de mercado.

Como os processos de indenização na Justiça são demorados, a tentação de fazer um acordo é grande.

Em casos envolvendo o Poder Público, os procuradores que representam a Prefeitura são obrigados por lei a recorrer, garantindo assim vida longa aos processos nas quatro instâncias. Além disso, em caso de vitória, o morador terá de entrar na fila das dívidas judiciais, os precatórios, para receber o dinheiro.

Uma fila que pode consumir mais tempo que todo o processo judicial.

Trocando em miúdos, o Poder Público que desapropria tem a faca e o queijo nas mãos.

“Eu guardei dinheiro durante 16 anos para conseguir comprar uma casa. Criei meus dois filhos e planejei viver aqui com meu marido até o fim da vida. Com a indenização que a Prefeitura oferece, simplesmente não tem como comprar outra casa assim”, resume uma das integrantes do comitê, Maria Lúcia Amorim.

“Eles avaliam por metro construído. Se tiver um terraço ou uma garagem, não vale nada. A localização do imóvel também não faz diferença, se for aqui no bairro ou lá no topo do morro, é a mesma coisa. Dizem que é de acordo com o valor de mercado, mas aqui isso não existe”, diz Gisely Nascimento, que também faz parte do comitê.

As contrapropostas apresentadas pelos moradores não foram aceitas pela Prefeitura.

José Marci, de 78 anos de idade, mora no bairro há mais de 30 anos. Foi um dos que enviaram uma contraproposta. Resiste em aceitar os termos da Prefeitura. Recebe de seis a sete ligações por dia da Procuradoria Geral do Município. “Seo José contou uma mentirinha, disse que estava internado para não ter de atender mais telefonema nenhum”, conta Elizabete. Mentirinha mais ou menos, já que seo José de fato teve de passar por um hospital para tratar de um problema pulmonar.

Não é exagero imaginar que uma notícia súbita de desapropriação cause stress a ponto de fazer adoecer.

Roberto Gonçalves, que montou uma academia de ginástica no bairro, é um dos mais surpresos. O alvará de funcionamento de seu novo negócio saiu três dias depois da desapropriação do imóvel.

“Não dá para entender como a Prefeitura concede autorização depois de o imóvel entrar na lista de desapropriações. É tudo uma bagunça”, diz ele.

Elisabete resume o pensamento dos moradores: “Não somos contra a obra em si e entendemos que terão de remover casas para isso. Mas queremos ser informados e consultados sobre o processo, como cidadãos. São as nossas vidas que estão em jogo”.

A avenida do bairro que foi ‘poupada’ da obra

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44 Comentários para “Vicente de Carvalho: A má notícia veio pelo Diário Oficial”

  1. dom, 30/09/2012 - 14:31
    maria vidal

    boa tarde! a todos os moradores de vicente de carvalho esta mudança de trajeto da transcarioca se deu por motivos de segurança publica,pois nao querem estaçao na pça de vicente de carvalho simplismente para turista que venham do aeroporto para barra da tijuca ao passar pelo lugar nao sejam baleados pelos devidos confromtos armados entre traficantes do morro do juramneto promovem no local e tal fato seja manchete de jornal.

  2. ter, 17/01/2012 - 12:32
    Não Venda Seu Voto

    Alô Sérgio Cabral, Prefeito Paes, Metrô Rio, RG ADM Irajá, Rosa e Pedro Fernandes, Dionísio e Vera Lins, chegou a hora de cumprir as promessas e realizar as obras de infraestrutura, lazer, iluminação, paisagismo e melhorias no corredor entre Irajá e Vc Carvalho e abaixo dos viadutos do metrô!!!! Depois vão querer votos sem fazer nada pela região!!! Queremos os mesmos padrões da zona sul!!! Quremos o traçado com viaduto e estação de Vc Carvalho!!!
    Vcs pode nos dar qual a vossa posição????

  3. seg, 16/01/2012 - 14:34
    Não Venda Seu Voto

    Falando em Olimpíadas e Copa do Mundo… Na zona norte do Rio de Janeiro… A Prefeitura está promovendo uma covardia contra os moradores de Vicente de Carvalho, Irajá e região, ao querer mudar o projeto da Transcarioca no local, ao invés de fazer um viaduto como previsto e a estação ao lado do metrô, a prefeitura quer passar o BRT pela já sufocada Av Pr Martin Luther King e jogar a estação para Vila da Penha, para frente do Carioca Shopping, que segundo comentários "comprou" a mudança do projeto… Atenção MP queremos o projeto original que beneficia os que precisam e não um bairro isolado de classe média alta e longe do metrô.
    Cadê os vereadores, deputados da região para defender o povão que precisa do BRT e também não deixar o trânsito no local parar de vez!!! Queremos o Projeto antigo!!! Queremos o Viaduto e a Estação de Vic de Carvalho!! Pedimos a ajuda do MP, TCM, TCU, Defensoria Pública e outros, para manter o antigo projeto, assim como fizeram em Ramos-Olaria. Alô Rosa, Pedro Fernandes, Dionísio e Vera Lins chegou a hora de demonstrar que estão fechado com os moradores da região!!!
    Esta Covardia está ocorrendo na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, sede da final da COPA DO MUNDO DE 2014 E SEDE DAS OLIMPÍADAS DE 2016!!!

  4. sáb, 10/12/2011 - 12:12
    Márcio

    Pela manhã e a tarde, se a PM não fecha o retorno após o metrô de Vicente de Carvalho, direção Irajá/Vicente de carvalho e Vaz Lobo, o transito para, de manhã de Irajá até o sinal anter do largo de Vicente e a tarde o engarrafamento vai até o Carioca Shopping e o engenho da rainha, o viaduto seria uma mão na roda, ali agora tem camera da Prefeitura, mas eles preferem fechar esse retorno, quero ver como vai ficar com o Transcarioca funcionando, que pena que não vai mais existir a estação integração com o Metrô de Vicente de Carvalho…

  5. seg, 05/09/2011 - 23:19
    beattrice

    Conceição
    acerca da maquiagem do Rio de Janeiro pela dupla dinâmica CABRAL-PAES sugiro uma conversa com os protagonistas na área de saúde mental do Rio, a respeito do assunto Abrigo Paciência, ao que tudo indica mais um retrato do espírito lacerdista da atual administração carioca.

  6. seg, 05/09/2011 - 13:27
    fernandoeudonatelo

    Essa eu não sabia, achava q pelo DO do município o traçado tinha mantido o elevado.

    A avenida central de Vicente de carvalho que é uma extensão da Avenida Automóvel Clube, já detinha infra-estrutura suficiente para suportar alternativas de alargamento da via em duas faixas, ou de um elevado aproximado para o corredor expresso, pois as casas, já tinham sido projetadas com o recuo exigido.

    Além do mais, nas margens esquerda e direita da linha 1 do metrô rio que passa ao longo da avenida, existe um espaço de manobra e retorno gigantesco que não é usado.

    O projeto de mobilidade urbana rodoviária em Vicente é antigo, parece que da década de 60, mas essa mudança de última hora por motivos "estéticos" é uma piada pronta do prefeito Senhor Eduardo Paes.

    Alterar o traçado para uma rua residencial, recorrendo a desapropriações truculentas, é sem lógica e parece ter dedo de construtoras amigas do rei como a Delta.

  7. seg, 05/09/2011 - 10:03
    Remindo Sauim

    Todo mundo reclama quando atingidos por melhorias públicas, mas só quando doi no seu. Quando atinge outras pessoas eles não estão nem aí. mas a vida é assim mesmo.

    • seg, 05/09/2011 - 14:23
      André

      Boa tarde Sr., acredito que não more no RJ. O que seria melhoria pública? acompanhando o drama de comunidades que foram removidas ao longo de uma obra eleitoreira, com a finalidade de agradar os interesses de alguns e segregando os direitos do cidadão de bem. Poderia citar inúmeras "melhorias públicas" como o metrô "superlotado", a Linha Amarela e etc., que são feitas com o dinheiro público e depois repassadas para uma "concessionária" o qual o cidadão paga duas vezes pelo serviço. Toda melhoria deve ser planejada e executada conforme as leis e visando o bem comum funcional. Cada um luta pelo que acredita.

  8. seg, 05/09/2011 - 9:20
    leandro

    Prefeituras e governos estaduais estão alienando o futuro de suas populações com a justificativa de garantir as obras de infraestrutura para a Copa de 2014. A ausência de planejamento cuidadoso e as imposições (reais ou alegadas) da FIFA levaram a uma nebulosa ginástica numérica de muitos gestores. Os valores astronômicos das obras futuras legitimam empréstimos que estão sendo costurados junto ao Bird. No Rio Grande do Norte, realidade que conheço mais de perto, vive-se o oba-oba dos empréstimos.

  9. seg, 05/09/2011 - 8:56
    leandro

    Não deixa de ser irônico o fato de os gestores locais afirmarem que os empréstimos objetivam garantir o "desenvolvimento sustentável". Também repetem que não se pode deixar passar a "janela de oportunidades" que é "elástica capacidade de endividamento" do estado. Referência nada tranquilizadora, diga-se de passagem. Esse era o tom dos discursos dos governantes gregos quando do oba-oba dos empréstimos para as obras para a Olímpiadas de Atenas, em 2004. Deu no que deu.

  10. seg, 05/09/2011 - 8:55
    leandro

    Prefeituras e governos estaduais estão alienando o futuro de suas populações com a justificativa de garantir as obras de infraestrutura para a Copa de 2014. A ausência de planejamento cuidadoso e as imposições (reais ou alegadas) da FIFA levaram a uma nebulosa ginástica numérica de muitos gestores. Os valores astronômicos das obras futuras legitimam empréstimos que estão sendo costurados junto ao Bird. No Rio Grande do Norte, realidade que conheço mais de perto, vive-se o oba-oba dos empréstimos. http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI53…

  11. dom, 04/09/2011 - 22:57
    Gustavo Pamplona

    Agora a pouco estava passando uma matéria no Fantátstico sobre o 11 de Setembro e que vai fazer 10 anos no próximo domingo.

    Além do chamado "complexo de vira-latas" do PORCO eu pergunto: O que é que nós brasileiros temos a ver com isto?

    —-
    Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
    Desde Jun/2007 complexando de "vira-latice" o PORCO no "Vi o Mundo"! ;-)
    Fundador do PORCO – Partido de Oligarcas Representantes de Capitalistas Opressores (PIG)

    • seg, 05/09/2011 - 0:06
      Marcelo Fraga

      Só "esqueceram" de mostrar que não haviam destroços do avião que bateu no Pentágono, que o Edifício 7 caiu sem nenhum avião ter se chocado com ele, que as Torres Gêmeas desabaram como em uma demolição controlada, que os caças foram confundidos com várias ordens conflitantes e não chegaram a tempo em NY, etc, etc, etc.

      E a velha classe média, aquela que não perde o Fantástico por nada no mundo, segue com a sua crescente ignorância.

  12. dom, 04/09/2011 - 21:40
    Regina Braga

    No Rio, pelo menos as favelas não são queimadas e moradores de rua não são incendiados,coisas que acontecem em Sampa.Querem literalmente LIMPAR a cidade,de pretos e pobres.Mas em Sampa,são poucos os que denunciam…e como são incêndios,ninguém fica preocupado.E como as instituições em Sampa,só pegam no tranco,ficamos refém dos demotucanos.Sampa não têm complexo de Miami mas de Chuiça.

  13. dom, 04/09/2011 - 15:49
    yacov

    A trollzada tripudia e esuqece que algo semelhante ou muito pior acontece aqui em São PAulo, nas obras do ROUBOANEL. Ora, todos sabem que para fazer omelete tem que quebrar alguns ovos… A avenida vai desafogar o trânsito no RIO e aumentar a mobilidade urbana, e será um legado para a cidade dos eventos internacionais que o NUNCA DANTES trouxe para o BRASIL. Daqui alguns anos o povo que hoje critica vai elogiar. È óbvio que a população tem que fazer marcação cerrada nas autoridades, pois a oportunidade para fraudes é enorme. E a obrigação de acionar o MP não é do Governo Federal, e sim da população que está se sentindo prejudicada. O Resto é trololó da tucanalha ressentida.

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um brazil para tolos"

  14. dom, 04/09/2011 - 13:48
    Rosa Maria

    Sou contra a copa e as olimpíadas no Brasil, pois já estava prevendo tudo que está acontecendo. Um país que não destina os recursos necessários para dar boa educação, boa saúde, boa moradia, bom salário, boa aposentadoria e boa segurança a seu povo, não tem o direito de gastar estes recursos para obras que irão encher os bolsos de empreiteiros, políticos, donos do futebol brasileiro e donos da mídia. O capitalismo está destruindo o ser humano e a natureza. Espero, sinceramente, que já não seja tarde demais.

  15. dom, 04/09/2011 - 13:26
    UBIRAJARA

    Já passei por isso na cidade de Taubaté na parte Central. Canalhice desse tipo está no Brasil inteirinho, vitimas dos governos municipais.Dois Prefeitos da cidade para seu próprio bem e de seus familiares me manipularam de uma maneira humilhante, sórdida, e não me pagaram o que me era devido. O pior temos 5.560 municipios no Brasil e prefeitos e respectivos vereadores mais os secretários de obras, ferrando literalmente o povo todos os dias.Não gosto dessa gente.

  16. dom, 04/09/2011 - 7:50
    Wildner Arcanjo

    Para mim isso tem um nome: Especulação Imobiliária.

    E os governos, que são eleitos pelo povo, não tem o mínimo cuidado de preservar um dos direitos básicos de todo o brasileiro: ter sua moradia própria.

    É o dinheiro falando mais alto, até mesmo mais alto do que o bem estar do povo.

    Esse é o nosso Brazil!

  17. dom, 04/09/2011 - 4:13
    Marcio H Silva

    Falar mais o que? a reportagem já disse tudo. Já mostrou como Governa o PMDB com ajuda do PT no RJ. E o Governo Federal não faz nada. caladinho, quietinho. Não aciona o MPF para ajudar esta gente. O MP-RJ então nem se fala, tá compradíssimo pelo Governador e Prefeito do RJ, uma máfia só. Nas eleições de 2012 o PMDB e PT vão tomar uma surra no RJ. Maioria das prefeituras do PT no interior do RJ com índice de rejeição elevados. O Povo do RJ vai reagir, voces vão ver. Vide Cesar Maia que mesmo tendo apoio da Globo escafedeu-se…..
    Começou a sair noticias tímidas de morte e tráfico em UPPs no RJ. O Exercito vai ficar mais tempo no Alemão. O Exercito deveria é estar nas fronteiras e região Norte e sair desta furada no RJ.

  18. dom, 04/09/2011 - 0:06
    beattrice

    O Rio de Janeiro vive um dueto atravessado, de um lado o Cabralino que dispensa apresentações e não perde oportunidade de demonstrar o que pensa da vida pública e dos direitos privados, dele claro. De outro o tucano enrustido Eduardo que quando crescer quer ser como um dos ídolos dele… Zé da Bolinha ou Xuxu OPUS DEI?

    • dom, 04/09/2011 - 16:06
      Marcio H Silva

      Cara Beattrice, não é dueto atravessado não, é afinadíssimo. Um é cria do outro, ou um é imagem do outro. São sócios e cúmplices em muitas falcatruas.

      • seg, 05/09/2011 - 23:22
        beattrice

        Concordo Márcio, quis dizer atravessado em relação aos interesses da sociedade carioca e do povo do Rio.

  19. sáb, 03/09/2011 - 22:41
    Marcos C. Campos

    Dureza de aguentar umas coisas destas. Todo apoio a comissão de moradores. é o fim da picada virar um inferno a vida das pessoas por causa de um evento de um mês.

    O prefeito , o governador sabem desta situação. ou vão fazer igual aos bondes ?

  20. sáb, 03/09/2011 - 20:49
    Julio Silveira

    É impressionante como enrustido sob o manto de democratico se escondem almas tiranicas, ditatoriais.
    Essa falta de respeito do representante instalado na prefeitura do Rio e só mais um descuido que está revelando um sentimento de superioridade perante a população da cidade, e não o de um cidadão que esta lá para representá-la.

  21. [youtube dTNwgCqvIcQ http://www.youtube.com/watch?v=dTNwgCqvIcQ youtube]
    Vereador mano-netinho (PCdoB): samba-da-laje ao invés de moradia popular.

    Aqui na cidade de São Paulo não é diferente:O prefeito Gilberto kassabe e oseu 40 vereadores traidores também estão interessaddos nass gransde sobras e iginoram as reclamações dos moradores.
    Até os vereadores "comunistas" trocaram as casas popuars pelo dinheiro fácil das construtoras e imobiliárias

  22. sáb, 03/09/2011 - 19:54
    EUNAOSABIA

    Foi o Lula que trouxe a Copa e a Olímpiada pro Brasil ou eu tô enganado?

    Vocês comemoram muito essa sandice, pricipalmente no tempo da eleição ou eu tô doido?

    Não era o grande Padim, o mais popular, o melhor de todos, o mais maior de todo o universo conhecido o grande mentor e grande responsável por essa barca furada ou eu tô maluco?

    Vocês tão reclamando do quê agora rapaz???

  23. sáb, 03/09/2011 - 19:29
    Shirley Martins

    Isso é um absurdo, desapropriar imóveis sem estudo, a preço de banana; simplesmente aniquilar com a vida já organizada dessas pessoas, sem a devida recompensa e sem orientação; é de se imaginar que isso possa ocorrer nas ditaduras, mas numa democracia… Onde está a justiça?

  24. sáb, 03/09/2011 - 19:28
    Polengo

    6 a 7 ligações por dia?
    Não dá pra gravar isso, e partir pro ataque?

    Perturbação da paz, assédio, etc.
    Entrar com mandado de segurança obrigando o poder público a não se aproximar deles.
    Pedir indenização.

  25. sáb, 03/09/2011 - 19:12
    Silvio I

    Azenha:
    Pensa mal e acertaras na mosca. Si passar pela avenida não existem desapropriações. Ao fazer as desapropriações, (os interessados) poderão fazer uma desapropriação para eles em dinheiro. Porque alguém tem que derrubar. Ai entra uma empresa da construção civil.Esta pronto, uma comissão, e todos ficamos contentes, roubando ao povo.E esse povo que construiu a casa, com mil sacrifícios, se verá da noite para o dia, na rua,buscando com o pouco que vão a receber, o quem sabe quanto tempo vai a demorar para receber, um novo lugar onde morar ,que provavelmente este a muitos km. da cidade.

  26. sáb, 03/09/2011 - 18:39
    Marcelo

    Covardia ja esperada , essas pessoas devem se unir , contratar um advogado e fazer muito barulho , tem que ser alto para ser ouvido longe , a midia brasileira não vai apoia-los , tem se fazer ouvir la fora . O Estado existe para servir a voces e não ao COI ou a FIFA , vão pra rua , fechem o transito , sem violencia e sem medo . Ja passou da hora de mostrar que temos força , mostrar que o poder que eles detem é uma concessão nossa e não algo inerente a eles , chega de governantes que governam contra seu proprio povo .

  27. sáb, 03/09/2011 - 16:23
    M. S. Romares

    Por aqui tem-se o hábito de dar prioridade ao carro e não ao pedestre. Tudo pelo carro: as cidades mais ou menos planejadas entraram nessa política e as mais antigas já praticam esse abuso há muito tempo. Gostaria muito de ouvir a opinião de arquitetos e urbanistas engajados nos problemas das cidades e avaliar suas soluções.

  28. sáb, 03/09/2011 - 15:32

    Estou em Fulham, bairro vizinho a Chelsea, em Londres. Sabem quantas faixas tem a principal avenida que liga o bairro ao centro de Londres? DUAS! Não duas em cada mão, mas uma pra ir e outra pra voltar.

    Em Londres, quando se precisa criar uma via expressa para ônibus, pinta-se uma faixa com os dizeres "bus lane" e, pronto, carros estão proibidos de passar por ali. Não precisa derrubar a casa de ninguém nem construir elevados e viadutos que destruiriam a qualidade de vida do local.

    Mas não, nosso modelo carrocentrista considera faixas exclusivas para ônibus, tiradas do espaço destinado aos automóveis, como um "absurdo". Uma "violação" ao sagrado direito de "ir e vir" dos carros! Melhor passar o trator por cima da casa de um monte de gente honesta.

    • seg, 05/09/2011 - 13:38
      fernandoeudonatelo

      Eu também fico maluco com essas iniciativas em mobilidade urbana, mesmo que ajudem, não são uma boa estratégia urbana de planejamento.

      Parecem concentradas no modal rodoviário. A expansão da malha ferroviária metropolitana e estadual, enquanto isso, não existe ou mesmo a melhoria da qualidade do transporte oferecido.

      Os aeroportos deveriam ser ligados por VLT's à centrais rodoviárias e ferroviárias integradas, que por sua vez se extenderiam até os pontos-chave da cidade.

      Na Barra por exemplo, um corredor hidroviário poderia ser criado até o Centro do Rio por meio de barcas, desafogando o fluxo de automóveis pelas Av. das Américas nos horários de pico. E é claro, o Metro ja deveria ter chegado lá e na Zona Oeste há muito tempo.

      • ter, 06/09/2011 - 0:37
        JotaCe

        Caro Fernando,

        O caso é que ‘macaqueamos’ o modelo norte-americano todo baseado em rodovias, e adotado naquele país para servir aos interesses das grandes companhias de petróleo. A malha ferroviária é antiquada e pobre. Esquecemos (?) que tal modelo contribue seriamente para a poluição ambiental e priva os mais pobres de transporte público mais cômodo e mais barato, como você bem sugere. Abs,
        JotaCe

    • seg, 05/09/2011 - 23:26
      beattrice

      Simples e civilizado, mas o brasileiro fica afogado na "estratégia" de políticos menores, em todos os sentidos.

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