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Seumas Milne: Pela primeira vez desde 45, neonazistas no poder

06 de março de 2014 às 00h29

O confronto na Criméia é fruto da expansão ocidental

A disputa externa para dominar a Ucrânia colocou fascistas no poder e trouxe o país à beira do conflito

Seumas Milne, no diário britânico Guardian, em 05.03.2014

Pronunciamentos diplomáticos são reconhecidos pela hipocrisia e moral dupla. Mas as denúncias ocidentais sobre a intervenção russa na Criméia atingiram novas profundidades de auto-paródia. A incursão até agora sem sangue é “um incrível ato de agressão”, declarou o secretário de Estado John Kerry, dos Estados Unidos.

No século 21 você não invade países “sob pretextos completamente inventados”, ele insistiu, no momento em que aliados dos Estados Unidos concordavam que foi uma inaceitável violação da lei internacional, para a qual “haverá custos”.

Que os estados que lançaram o maior ato de agressão não provocada da História moderna com um pretexto inventado — contra o Iraque, uma guerra ilegal que já custou a vida de 500 mil pessoas, além da invasão do Afeganistão, troca de regime sangrenta na Líbia e a morte de milhares em ataques de aviões não tripulados no Paquistão, Iêmen e Somália, tudo sem autorização das Nações Unidos — deveria deixar claro que as declarações vão além do absurdo.

Não é apenas que a agressão ocidental e a matança sem lei estão em outra escala do que qualquer coisa que a Rússia tenha contemplado, o que dizer levado adiante — o que remove qualquer base crível para os Estados Unidos e seus aliados protestarem contra as transgressões da Rússia. O fato é que os poderes ocidentais também jogaram um papel central em criar a crise na Ucrânia em primeiro lugar.

Os Estados Unidos e os poderes europeus abertamente promoveram os protestos para derrubar o governo corrupto, mas eleito, de Viktor Yanukovych, que foram disparados pela controvérsia sobre um acordo tudo-ou-nada com a União Europeia, que teria excluído qualquer associação com a Rússia.

Na sua notória chamada telefônica “foda-se a União Europeia”, que vazou no mês passado, a subsecretária de Estado norte-americana Victoria Nuland pode ser ouvida descrevendo como seria um futuro governo pós-Yanukovych — governo que em seguida virou realidade como ela descreveu, quando o presidente foi deposto depois da escalada de violência, semanas depois.

O presidente tinha, então, perdido autoridade política, mas seu impeachment improvisado foi constitucionalmente dúbio. Em seu lugar surgiu um governo de oligarcas, de neoliberais recauchutados da Revolução Laranja e de neofacistas, que teve como um dos primeiros atos a remoção do status oficial do russo, falado pela maioria nas regiões sul e leste, ao mesmo tempo em que eram feitas tentativas de banir o Partido Comunista, que teve 13% dos votos nas eleições mais recentes.

Tem sido alegado que o papel dos fascistas nas demonstrações foi exagerado pela propaganda russa para justificar as manobras de Vladimir Putin na Criméia. A realidade é suficientemente alarmante para não precisar de exagero. Ativistas informam que a extrema-direita representava cerca de um terço dos manifestantes, mas eles foram decisivos nos confrontos com a polícia.

Gangues fascistas agora patrulham as ruas. Mas eles também estão nos corredores do poder em Kiev. O partido de extrema-direita, o Svoboda [ex-Partido Nacional Socialista], cujo líder denunciou “atividades criminosas” do “judaísmo organizado” e que foi condenado pelo Parlamento europeu por sua visão “racista e antissemita”, tem cinco postos ministeriais no novo governo, inclusive o vice primeiro-ministro e o procurador geral. O líder do ainda mais extremo Right Sector, que esteve no coração da violência nas ruas, agora é vice-chefe de segurança nacional da Ucrânia.

Neonazistas no governo é a primeira vez que se vê na Europa depois da Segunda Guerra Mundial. E isso é num governo não eleito, apoiado por Estados Unidos e União Europeia. Demonstrando desprezo pelos ucranianos comuns que protestaram contra a corrupção e esperavam mudança real, o novo governo indicou dois oligarcas bilionários — um deles administra seus negócios desde a Suiça — para serem os novos governantes das cidades de Donetsk e Dnepropetrovsk, no leste do país.

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional está preparando um plano de austeridade de fazer chorar para a economia ucraniana, que afunda, o que pode apenas inchar a pobreza e o desemprego.

De uma perspectiva de longo prazo, a crise na Ucrânia é produto do desastroso estilhaçamento da União Soviética, estilo Versalhes, no início dos anos 90. Como na Iugoslávia, gente que estava contente em ser uma minoria nacional numa unidade administrativa de um estado multinacional — russos na Ucrânia soviética, ossetas do sul na Geórgia soviética — passaram a se sentir diferentes quando estas unidades se tornaram estados pelos quais eles tinham pouca lealdade.

No caso da Criméia, que foi transferida para a Ucrânia por Nikita Kruschev apenas nos anos 50, isso está claro para a maioria russa. Ao contrário do que foi prometido na época, os Estados Unidos e seus aliados desde então passaram a expandir a OTAN até as fronteiras da Rússia, incorporando nove ex-integrantes do Pacto de Varsóvia e três ex-repúblicas soviéticas ao que efetivamente se tornou uma aliança militar anti-russa na Europa. O acordo de associação que provocou a crise ucraniana também tinha cláusulas que integravam a Ucrânia à estrutura de defesa da União Europeia.

Aquela expansão militar ocidental foi suspensa pela primeira vez em 2008 quando a Geórgia, estado cliente dos Estados Unidos, atacou forças russas no território contestado da Ossétia do Sul e foram repelidas. O confronto curto mas sangrento também sinalizou o fim do mundo unipolar de George Bush, no qual o império dos Estados Unidos imporia sua vontade sem desafios em todos os continentes.

Dado este passado, não é surpreendente que a Rússia tenha agido para evitar que a mais nevrálgica e estrategicamente sensível Ucrânia caia no campo ocidental, especialmente quando a única grande base naval de água quente da Rússia é na Criméia.

Claramente, a justificativa de Putin para a intervenção — proteção “humanitária” e um apelo de um presidente deposto — é legalmente e politicamente frágil, ainda que não na escala das “armas de destruição em massa”. O nacionalismo conservador e o regime oligárquico de Putin também não tem grande apelo internacional.

Mas o papel da Rússia como uma contrapeso limitado ao poder unilateral do Ocidente tem apoio. Num mundo onde os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e seus aliados tornaram o desrespeito às leis internacionais uma rotina permanente sob um verniz moral, outros países são tentados a praticar o mesmo.

Felizmente, os únicos tiros disparados pela forças russas até agora foram no ar. Mas o perigo de uma escalada de intervenção estrangeira é óbvio. O que é necessário em vez disso é um acordo negociado na Ucrânia, inclusive com um governo de coalizão em Kiev que não tenha fascistas; uma constituição federal que garanta autonomia regional; apoio econômico que não pauperize a maioria; e uma oportunidade para que o povo da Criméia escolha seu próprio futuro. Qualquer outra solução pode espalhar o conflito.

Leia também:

Barão da nova mídia, do eBay, ajudou a derrubar o governo da Ucrânia

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

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Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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FrancoAtirador

07/03/2014 - 00h27

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XEQUE DE KARPOV EM BOBBY FISCHER:

PARLAMENTOS DA CRIMÉIA E DE SEBASTOPOL

APROVAM ANEXAÇÃO À FEDERAÇÃO RUSSA.

Decisões condicionadas a Referendos.

CRIMÉIA

Grupos étnicos
Russos – 58,3%
Ucranianos – 24,3%
Tártaros da Crimeia – 13%
Bielorrussos – 1,5%
Tártaros – 0,5%
Armênios – 0,4%
Judeus – 0,2%
Outros – 1,8%

Línguas

As línguas oficiais da Criméia são
o russo, o ucraniano e o tártaro da Criméia.
Outras línguas faladas são
o arménio, o polaco e o romeno.

SEBASTOPOL

Grupos étnicos
Russos – 71,6%
Ucranianos – 22,4%
Bielorrussos – 1,6%

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Aut%C3%B4noma_da_Crimeia)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebastopol)


Responder

FrancoAtirador

06/03/2014 - 22h30

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Alguns dias atrás, numa dessas manhãs suadas de carnaval,

liguei o rádio para ouvir as primeiras mentiras do dia.

Corri o dial para uma emissora regional de grande audiência,

afiliada de uma Megacorporação Mafiosa de Mídia BraZileira.

Naquele instante, estava uma locutora aos gritos, indignada,

com a ‘violência da agressão militar da Rússia à Ucrânia’.

E mais: de acordo com a tal radialista a “invasão” se deu

“porque os russos queriam se apropriar do gás dos ucranianos”[SIC].

Pelo tom de seriedade e de gravidade demonstrado na narração,

pressupôs-se que ela realmente estava convencida desse impropério.

Falou isso com tanta convicção, que parecia ter acabado de receber

a ‘notícia-bomba’, por e-mail, de um neo-nazista, direto da Ucrânia.
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Bem, depois dessa, concluí que se deve perdoar @s [email protected] ouvintes

que confiam nesses meios de comunicação, pensando em obter informação,

e depois saem repetindo, como se verdadeiras, as asneiras que ouviram.
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04/03/2014 17:22
EuroNews

Ucrânia: Economia submersa

A instabilidade social e política veio agravar, ainda mais, a já frágil economia ucraniana.

Em termos energéticos a Ucrânia importa três quartos do petróleo e do gás que necessita, sendo o principal produtor a Rússia.

Na última década os dois países negociaram acordos bilaterais de modo a manterem o preço do gás e fasearem o pagamento da dívida ucraniana.

60 por cento do gás que a Rússia exporta para a Europa passa pela Ucrânia.

E, também, 60 por cento do gás consumido pela Ucrânia tem origem na Rússia.

A dívida de Kiev em relação a Moscovo ascende aos 1,12 bilhões de euros.

Desde que começaram os protestos, em novembro de 2013, a economia do país tem-se vindo a afundar, com os investidores internacionais a tirarem os investimentos da Ucrânia.

A Standard & Poor’s reduziu a notação da Ucrânia para CCC, apenas dois níveis acima da insolvência.

A Grívnia, a moeda ucraniana, caiu 10% em relação ao dólar, nos últimos meses. 1 dólar vale, hoje, 12 grívnias.

Em 2010 o crescimento era de 4,1 por cento, hoje, há recessão.

A dívida pública atingiu 43% do Produto Interno Bruto.

Em termos de confiança dos investidores, o Banco Mundial classifica a Ucrânia com o número 137, num universo de 183 países.

Os empresários ucranianos estão preocupados com a situação do país…

Nas ruas os ucranianos estão expectantes.
O comércio tradicional atravessava já uma crise, devido à economia do país, agora por causa da instabilidade política.

“É claro que não é apenas o mau humor que faz com que as pessoas comprem menos. Obviamente que muitas pessoas, simplesmente, não sabem o que vai acontecer amanhã, se vão ter os salários, se a situação vai estabilizar… É por isso que muitos preferem poupar em vez de gastar dinheiro”, informa uma pequena empresária.

A economia ucraniana pode ser, ainda, mais atingida depois do anúncio, desta terça-feira, da Gazprom, de que abolirá já a partir de abril, os descontos sobre o preço de gás vendido à Ucrânia.

Copyright © 2014 euronews
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Responder

    FrancoAtirador

    06/03/2014 - 22h36

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    Detalhe

    A maioria das pessoas de baixo poder aquisitivo

    e com pouca escolaridade preferem escutar rádio.
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    FrancoAtirador

    06/03/2014 - 23h08

    .
    .
    Num outro programa de rádio da RBS/Globo, um debate e uma enquete.

    Tema: ‘segurança pública’ (crimes, drogas, polícia, impunidade).

    Referência: estatística de ‘mortes violentas’ ocorridas no feriado,

    misturando dados sobre acidentes de trânsito fatais e assassinatos,

    dialogavam um Comandante da PM, um Delegado da Polícia Civil e

    um Psiquiatra Forense com atuação em Presídios na Região.

    No meio da conversa, provocados pelo ‘isento’ apresentador,

    os policiais afirmaram que a população civil deve se armar.

    Detalhe: o programa foi patrocinado pela Taurus ‘Ferramentas’.

    (http://www.ferramentastaurus.com.br/produtos)
    (http://www.taurus.com.br)
    .
    .
    Atualmente, eu não recomendaria a alguém escutar rádio.

    O nível de desinformação e de má-fé supera o da Folha.
    .
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    vinicius

    07/03/2014 - 15h37

    Franco, tenho uma opinião diferente sobre quem ouve rádio hoje em dia. Concordo que o rádio é excelente companheiro de pessoas simples.

    Mas tb percebo que algumas rádios mudaram para atingir publico mais jovem, principalmente as FMs.
    As tradicionais (Tupi, Globo, p.ex.)renovaram-se sem perder o velho estilo dos líderes de audiência e possuem público cativo.

    As rádios que “TROCAM” notícias (CBN e BAND NEWs) são voltadas principalmente para o que chamo de fofoqueiros úteis. Essas Rádios reproduzem notícias de jornais e TVs e possuem enorme capacidade de influenciar os que se julgam mais letrados. Não é sem motivos que essas rádios procuram passar a imagem de serem “cults”. É bacana citar a CBN…

    Eu ainda penso que as rádios tem grande capacidade de influenciar o cidadão comum independentemente de classe socio-econômica.

    Não é por outro motivo que políticos são proprietários de muitas rádios. Eles as investem em rádios porque sabem o potencial que elas possuem.

    FrancoAtirador

    07/03/2014 - 18h04

    .
    .
    Caro Vinicius.

    Um fato não exclui o outro.

    A diferença fundamental está em que as pessoas de baixa renda

    se utilizam quase exclusivamente do rádio como meio informativo,

    principalmente em termos de parâmetros para formação de opinião.

    A TV serve como reforço audiovisual de dramatização da ‘notícia’.

    Os demais têm condições econômicas para buscarem alternativas,

    principalmente na internet e, mais restritamente, em jornais.

    Ademais, as Rádios AM estão reproduzindo a programação em FM,

    o que multiplica o alcance da audiência das grandes emissoras.

    E, além disso, as matrizes se regionalizaram, ramificando-se.

    Sem dúvida, é muito grande a capacidade de influência das rádios.
    .
    .

Luís Carlos

06/03/2014 - 19h19

Obama retrucou dizendo que é inaceitável plebiscito para população da Criméia se manifestar sem considerarem “governo legítimo da Ucrânia” tentando impedir união da Criméia à Rússia.
Obama e seu apoio ao nazismo desmacara EUA e seus aliados. Para ele, população da Criméia não tem direito de decidir qual caminhos do país.

Responder

Andre

06/03/2014 - 17h33

A bem da verdade: a ‘desnazificação’ nunca ocorreu de verdade. Foi um teatrinho das potencias ocidentais diante do descontrole de Hitler que resolveu atacar aliados (a Inglaterra) e da sua incompetencia em derrubar a URSS, já que o nazismo servia justamente a esse fim. Não há repetição da história,há continuação. As ‘pacificas’ e ‘espontaneas’ derrubadas dos regimes comunistas no Leste Europeu foram comandadas e organizadas por grupos nazistas que atuaram até 1952 no ‘fronte leste’ com apoia da CIA, repleta de nazistas. Na verdade o nazismo sempre esteve presente como última cartada em caso de uma nova crise de grandes proporções voltasse a ameaçar o capitalismo como meio de impedir a construção de uma sociedade para além do capital. Simplesmente, eles foram ‘reativados’, afora a idade de muitos adeptos, não há nada de ‘neo’nisso.
Agora, espantoso mesmo é ver setores da pseudoesquerda -inclusive no Brasil – apoiando o que acontece na Ucrania: uma mistura de ingenuidade e arrogancia, e – porque não? – um bando de agentes da ‘terceira posição’ infiltrados.
A Ucrania fica mais perto do que essas pessoas imagina: há um blog em portugues feito por ucranianos ultraconservadores que vivem no Brasil chamado ‘noticias da Ucrania’. Um dos colaboradores do Blog, Anatoli Oliynik, tem um blog pessoal como links para os blogs de olavo de carvalho e da ‘verdade sufocada’, aquele que defende a ditadura militar no Brasil.

Responder

    Mário SF Alves

    07/03/2014 - 20h52

    Não seria “Notícias do Engania, Meu Negócio é a Cizânia”?
    _____________________________
    Enquanto isso o astrólogo só semeando ventos, hein? Devia ter a coragem de semeá-los diretamente aqui em lugar de ficar soprando eles de lá, segundo dizem, de Nova York.

    O problema do astrólogo não é a visão reducionista que ele fomenta, mas a forma desonesta de fomentar os objetivos mesquinhos dele, tudo alucinadamente permeado pela arrogância, pela deselegância, pela grosseria, pela brutalidade e pela baixa capacidade de autocrítica e pela desonestidade e má formação intelectual. Aliás, novidade nenhuma em se tratando de adeptos do totalitarismo fascista.

Marcos F. L.

06/03/2014 - 17h21

Será que vão reativar o Einsatgruppe D que agia no sul da Ucrânia.

Responder

    Marcos F. L.

    06/03/2014 - 17h38

    As Einisatzgruppen eram unidades móveis de extermínio, esquadrões compostos principalmente pela polícia alemã e pelas SS. Sob o comando do Serviço de Segurança (Sicherheitsdienst; SD) e das autoridades da Polícia de Segurança alemã (Sicherheitspolizei; Sipo), as unidades móveis de extermínio tinham, entre suas atividades a tarefa de assassinar pessoas suspeitas de serem inimigas raciais ou políticas do nazismo que se encontravam atrás das linhas de combate alemãs, dentro do território soviético ocupado.

    As vítimas incluiam judeus, ciganos da subetnia Roma, e autoridades do estado e do Partido Comunista soviético. Os Einsatzgruppen também assassinaram milhares de deficientes físicos e mentais que se encontravam internados em instituições médicas e sociais. Muitos estudiosos acreditam que o assassinato sistemático dos judeus dentro da União Soviética ocupada pelos batalhões dos Einsatzgruppen e da Polícia da Ordem (Ordnungspolizei), foi o primeiro estágio da “Solução Final”, o programa nazista para o extermínio dos judeus europeus.

    Marcos F. L.

    06/03/2014 - 17h53

    As Einsatzgruppen que acompanhavam o exército alemão durante a ocupação da União Soviética eram compostas por quatro grandes grupos operacionais: a Einsatzgruppe A espalhou-se pelo leste da Prússia e atravessou a Lituânia, a Letônia, e a Estônia em direção a Leningrado (atualmente São Petersburgo). Elas massacraram os judeus de Kovno, Riga e Vilna; o Einsatzgruppe B saiu de Varsóvia, na Polônia ocupada, e espalhou-se pela Bielorrússia, em direção a Smolensk e Minsk, devastando a população judaica de Grodno, Minsk, Brest-Litvosk, Slonim, Gomel e Moglilev, além de outras regiões; a Einsatzgruppe C começou suas operações em Krakow (Cracóvia) e se espalhou atravessando a região oeste da Ucrânia, em direção a Kharkov e Rostov-on-Don. Os membros daquele grupo assassinaram populações inteiras em Lvov, Tarnopol, Zolochev, Kremenets, Cracóvia, Zhitomir e Kiev. Elas eram tão letais que, na cidade de Kiev, na Ucrânia, as unidades do 4º destacamento dos Einsatzgruppen mataram, em apenas dois dias, 33.771 judeus na ravina de Babi Yar, no final de setembro de 1941. Das quatro unidades, o Einsatzgruppe D era o que operava mais ao sul. Seus membros chacinaram populações judaicas inteiras no sul da Ucrânia e da Criméia, principalmente em Nikolayev, Kherson, Simferopol, Secastopol, Feodosiya, e na região de Krasnodar.

DUDU - o outro

06/03/2014 - 15h17

Estados Unidos, Europa e neonazistas do mundo, unidas em prol da indústria de armamentos!
E os otários aplaudem!

Responder

Urbano

06/03/2014 - 15h16

Os fascistas sempre estiveram montados, e em altíssima velocidade, na mentira e no cinismo…

Responder

abolicionista

06/03/2014 - 13h04

deólogo do Svoboda liderou matança de judeus
Yaroslav Stetsko liderou o massacre de judeus de Lviv em 1941, todos os judeus da cidade foram mortos

George Bush (pai) e Yaroslav Stetsko, aliados na guerra fria, os EUA e os fascistas da Ucrânia.
Quando os alemães invadiram a Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, havia entre os ucranianos um movimento que colaborou com os nazistas. Trata-se da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, na sigla em uncraniano).

A organização se dividiu em duas no ano de 1940. Surgiram então a OUN-B e a OUN-M. A OUN-B era liderada pelo fascista Stepan Bandera. Diversas organizações fascistas da Ucrânia de hoje reivindicam para si a herança política de Bandera.

Desde o começo da ocupação alemã, a OUN colaborou com os nazistas. Em 30 de junho de 1941, na cidade de Lvov, a OUN-B declarou um estado independente da Ucrânia, que colaboraria com a Alemanha nazista. O primeiro-ministro do novo estado independente era Yaroslav Stetsko. A Alemanha não aceitou essa independência.

No mês seguinte Bandera seria preso e levado para Berlim, recebendo pouco tempo depois a companhia de Yaroslav Stetsko. Os dois proporiam inúmeros planos de colaboração para diversas instituições do regime nazista.

Em setembro de 1944 Bandera seria solto pela SS nazista e teria permissão para montar um quartel general em Berlim, com o objetivo de incitar a população da Ucrânia a lutar contra as tropas soviéticas que avançavam em diereção à Alemanha.

Mesmo antes da ocupação da Ucrânia, Bandera e Stetsko já haviam colaborado com os nazistas. A SS havia financiado atividades da OUN-B dentro da URSS, com uma quantia de 2,5 milhões de marcos.

O financiamento de grupos de extrema-direita locais pela Alemanha nazista não é particularmente surpreendente. O que chama atenção é que hoje administração de Obama, dos EUA, tenha financiado esses mesmos neonazistas, que reivindicam a herança politica de Bandera e Yaroslav Stetsko.

Yaroslav Stetsko é o principal ideólogo do Svoboda, principal partido fascista à frente das manifestações que levaram ao golpe na Ucrânia. O livro de Stetsko “Duas revoluções” é a base teórica do partido.

O financiamento do imperialismo aos nazistas da Ucrânia não é novo. Durante a guerra fria, os EUA já financiavam a OUN-B, com o mesmo objetivo dos nazistas da SS, para que eles criassem problemas na URSS. Stetsko e Bandera tinham contato direto com o governo norte-americano, e, principalmente, recebiam dinheiro de seus aliados dos EUA.

Massacre de judeus

Hoje, diariamente, sinagogas estão sendo atacadas na Ucrânia e já houve casos de judeus esfaqueados pelas ruas de Kiev. Em 1941, quando a Alemanha nazista ocupou o País, Yaroslav Stetsko liderou nos primeiros dias da ocupação um massacre de judeus na cidade Lvov, até hoje um reduto do fascismo na Ucrânia.

Todos os judeus da cidade foram assassinados, depois de um dia de humilhações. Mulheres eram despidas nas ruas. As famílias eram obrigadas a lavar calçadas e ruas da cidade, como uma forma de humilhação (como tinha sido feito em Viena). Alguns eram obrigados a marchar de joelhos.

A população atirava pedras e batia nos judeus com pedaços de pau. Depois o braço armado da OUN levaria esses judeus para prisões antes usadas pela KGB. (A propaganda nazista culpava o “bolchevismo judeu” pela repressão stalinista.)

Dentro das prisões, as agressões e humilhação continuariam. Até que, no dia seguinte, os judeus seriam todos fuzilados nos pátios das prisões.

São os herdeiros desses genocidas que tomaram o governo da Ucrânia à força na semana passada, com apoio dos norte-americanos e da UE (União Europeia); apoio que vem de uma aliança já bastante antiga entre os EUA e os fascistas ucranianos.

Fonte: http://www.pco.org.br/internacional/ideologo-do-svoboda-liderou-matanca-de-judeus/aejp,j.html

Responder

    abolicionista

    06/03/2014 - 13h00

    Essa reportagem da é uma vergonha. Tem informações simplesmente falsas, como a de que Arseniy Petrovych Yatsenyuk é judeu. Mentira, ele mesmo se declarou um “cristão membro da igreja ordoxa grega”, quando se opôs ao casamento gay. Ele encabeça o Fatherland desde que Yulia Tymoshenko foi presa, mas o perigo vem do partido “Freedom”, cuja participação na organização dos protestos foi flagrante.
    Quanto ao Congresso dos Ukranianos Nacionalistas, ele simplesmente agrega todos os antigos membros do Ukrainian National Assembly/Self Defense, que mantém laços estreitos com o partido neo-nazista alemão.

    Uma coisa é dizer que ninguém é bonzinho nessa história, outra é inventar dados…

    Alessandro

    06/03/2014 - 14h29

    Reportagem tendenciosa, típica dos “Tea Party” da vida, para tentar criar desinformação e justificar o injustificável: que EUA e União Européia chocaram um tremendo ovo de serpente, trazendo o nazismo de volta ao poder, apenas para criar problemas à Rússia.

    Quero ver depois como farão para se justificar, quando as coisas se esclarecerem…

    abolicionista

    06/03/2014 - 23h48

    Não é só tendenciosa, é mentirosa mesmo!

augusto2

06/03/2014 - 09h35

Bom e equilibrado artigo – mesmo contendo alguns tipo understatement bem claros em pontos sensiveis, tb nao vamos exigir muito desses eurofrenicos, não é?
Se os ocidentais encherem mto o saco com as tais ‘sançoes’, nao precisa provar q nao se ‘sanciona’ urso com vara curta – bastará no plebiscito ou referendo aos Crimeios… mudar a PERGUNTA: voces querem uma crimeia com autonomia mas pertencente a federaçao russa por constituiçao ou uma autonomia crimeica pertencendo a ‘federaçao’ Ucraninaziana ?

Responder

FrancoAtirador

06/03/2014 - 04h52

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ANARQUISTAS: OS ETERNOS REBELDES DAS CAUSAS PERDIDAS

25/02/2014
Portal Anarquista

UCRÂNIA: ESTUDANTES ANARQUISTAS OCUPAM MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
E NÃO ADMITEM MINISTRA DO PARTIDO SVOBODA (FASCISTA)

Ucrânia – Os estudantes da organização “Acção Directa” (http://direct-action.org.ua)
que, desde os protestos na Maidan, controlam o edifício do Ministério da Educação em Kiev dizem que não estão de acordo com a possibilidade de Irina Fahrion, do partido nacionalista Svoboda, ser ministra da Educação e que não a vão deixar entrar no edifício. (Tahrir-ICN: https://www.facebook.com/TahrirIcn).

“De acordo com informações recebidas pelos estudantes que controlam o Ministério da Educação desde 21/2/2014, soube-se que o novo ministro da Educação será provavelmente a deputada do partido “Svoboda” Irina Fahrion.

Declaramos que Irina Fahrion é inaceitável para nós como candidata ao lugar.

A senhora Fahrion não possui quaisquer conhecimentos nem experiência profissional na gestão da educação.

Durante o tempo em que esteve na Comissão de Ciência e Educação do Conselho Supremo da Ucrânia, não teve qualquer actividade legislativa no campo da educação.

O Conselho Coordenador dos Estudantes de Kiev, o Conselho Coordenador dos Estudantes de Lviv, a União dos Estudantes, o Grupo de Autodefesa estudantil “Acção Directa”, o Movimento Civil “Repulsa” e outras organizações estudantis declaram oficialmente que nunca permitirão que Irina Fahrion vá para o Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia.”

(aqui [matéria original, em ucraniano]: http://direct-action.org.ua/1741)

(http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/02/25/ucrania-estudantes-anarquistas-ocupam-ministerio-da-educacao-e-nao-admitem-ministra-do-partido-svoboda-fascista)
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Responder

    FrancoAtirador

    06/03/2014 - 05h20

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    ANARCOSINDICALISTAS DE KIEV: A UCRÂNIA ENFRENTA UMA TRAGÉDIA

    Comunicado sobre a situação na Ucrânia (19/2/2014)

    A guerra civil começou ontem na Ucrânia.
    Uma manifestação um pouco menos pacífica entrou em confronto com as forças de defesa do Estado e com grupos formados pelos adeptos do actual governo, junto da Vekhovna Rada (Parlamento).

    No dia 18 de Fevereiro, a polícia, juntamente com os paramilitares, provocou um banho de sangue nalguns bairros durante o qual numerosos manifestantes foram mortos.
    Os carrascos das divisões especiais acabavam com os detidos.
    Os deputados do partido das Regiões, no poder, e dos seus lacaios burgueses do Partido “Comunista” da Ucrânia fugiram do Parlamento através de um túnel subterrâneo.

    A votação de emendas constitucionais, que visam limitar o poder presidencial , não se realizaram depois disso.
    Depois de vencidos nos bairros, os manifestantes retiraram-se para a Praça Maidan.
    Às 06:00H, o Ministério dos Assuntos Internos e a Secretaria de Segurança Interna (SBU) fizeram um ultimato aos manifestantes, exigindo a sua retirada.
    Às 20:00 ,as forças especiais da polícia e paramilitares , equipados com canhões de água e veículos blindados , iniciaram a sua incursão em direcção às barricadas.
    A polícia, as divisões especiais da SBU, bem como as tropas pró- governamentais fizeram uso das armas de fogo.
    No entanto, os manifestantes conseguiram incendiar um dos veículos blindados da polícia e descobriu-se que as forças governamentais não eram os únicos na posse de armas.
    De acordo com os dados divulgados pela polícia (a 19 de Fevereiro, pelas 16:00H), 24 pessoas foram mortas: 14 manifestantes e 10 policias.
    Trinta e um policias receberam ferimentos de bala.
    Mesmo que a estimativa de perdas do lado da polícia possa ser correcta, o número de vítimas entre os manifestantes foi claramente maior.
    Médicos presentes na Praça Maidan falam de, pelo menos, 30 mortos.

    Tem-se a impressão de que o presidente Yanukovich estava convencido de que, pela manhã, a resistência estaria esmagada e assim marcou um encontro com os líderes da oposição para as 11 horas do dia 19 de Fevereiro.
    Como as negociações não aconteceram, podemos concluir que o plano do governo falhou.
    Enquanto decorria a operação mal sucedida para despejar a Praça Maidan , os cidadãos de várias regiões ocidentais ocuparam prédios da administração e correram com a polícia.
    Neste momento, a polícia, como instituição, não existe em L’viv.
    De acordo com a SBU , os manifestantes capturaram 1.500 armas de fogo.
    Em menos de 24 horas o governo central perdeu o controle sobre uma parte do país. Neste momento, a única solução para Yanukovich pode ser a do abandono do cargo de presidente, embora isso significasse para ele, para a sua família e para os seus múltiplos acólitos e dependentes, que formam um grupo bastante numeroso no actual governo, a perda da sua fonte de lucros. É provável que eles não estejam dispostos a aceitar isso.

    Em caso de vitória de Yanukovich , ele tornar-se-á um governante vitalício e o resto da população estará condenada a uma vida em que terão de fazer face à pobreza, à corrupção, e ao fim dos seus direitos e liberdades.
    As regiões rebeldes estão agora e a experimentar restaurações maciças da “ordem constitucional”.
    Não é improvável que a supressão de tais “grupos terroristas” na Galicia assuma o carácter de limpeza étnica.
    Os coléricos ortodoxos radicais do Partido das Regiões vêem, desde há muito, os conservadores Greco-católicos como apoiantes da ” Euro-sodoma”.
    Tal operação ” antiterrorista ” poderia ser realizada com a ajuda do exército, como o Ministro da Defesa , Lebedev , já anunciou .

    Hoje, a Ucrânia enfrenta uma tragédia, mas o verdadeiro horror vai começar se o governo derrotar a oposição e “estabilizar” a situação.
    Sinais da preparação de uma operação de limpeza em massa tornaram-se perceptíveis, já no início de Fevereiro, quando foram abertos processos criminais contra as divisões de autodefesa da Praça Maidan, enquanto formações militares ilegais.
    De acordo com o artigo 260 do Código Criminal, os membros dessas divisões podem enfrentar penas de prisão de 2 a 15 anos.
    Isso significa que o governo estaria a planear colocar mais de 10 mil cidadãos atrás das grades.
    Nas regiões, bem como na capital, “divisões de morte” especiais estão a agir como um complemento das forças policiais habituais.
    Por exemplo, a responsabilidade por terem queimado vivo um activista de Zaporozhye na Praça Maiden foi reivindicada por uma “divisão de morte” autodenominada “Ghosts Sebastopol”.
    Anunciaram também que que estão dispostos a infligir aos participantes do Leste no Maidan um tratamento similar.

    No caso da oposição vencer a situação estaria também longe de ficar perfeita.
    Embora os fascistas sejam a minoria dos manifestantes, eles são bastante activos e não são os mais espertos.
    Os poucos dias de trégua em meados de Fevereiro provocaram conflitos entre os vários grupos de direita, de que resultaram confrontos inúteis e violentos , assim como ataques aos “heréticos” ideológicos.
    Para além dos fascistas, velhos e experientes oposicionistas vão também tentar tomar o poder.
    Muitos deles já têm alguma experiência de trabalho no governo e a corrupção, o favorecimento, bem como a utilização de recursos orçamentários para fins pessoais, não lhes são estranhos.

    As “concessões” que a oposição está agora a exigir do Parlamento são lamentáveis.
    Mesmo a Constituição de 2004, que estão a tentar restaurar, dá muitos poderes ao Presidente (o controle sobre a polícia de choque e as forças especiais é um exemplo) e o sistema eleitoral proporcional, com listas fechadas, coloca o parlamento sob o controle de um grupo de ditadores-líderes, que podem ser contados pelos dedos duma mão.
    Juntamente com o presidente podem governar sem obstruções.

    A sua segunda reivindicação – a nomeação de um Governo integrado pelos líderes de oposição – é uma verdadeira vergonha.

    As pessoas estão a arriscar a sua integridade física, a liberdade e a vida para que alguém se torne primeiro-ministro e para que alguém mais tenha a oportunidade de se aproveitar do fluxo de dinheiro corrupto?

    Esta é a saída lógica para quem prefere conversas cheias de compaixão relativamente “à nação”, mas se organiza em estruturas verticais ligadas aos políticos odiados, em vez de criarem organizações de base em torno dos interesses financeiros e materiais.

    Esta é a principal lição que Maidan ainda está a aprender.
    Contudo, só seremos capazes de aprender na prática esta lição se o actual governo perder a batalha.

    A oposição, dentro e fora do Parlamento, está dividida em múltiplas e hostis facções concorrentes.

    Se vencer, o governo que se seguir será instável e sem coerência interna.

    Será burguês e repressivo como foi com o Partido das Regiões antes da sua primeira demonstração de força, em Novembro, contra os manifestantes.

    A culpa pelo sangue derramado é também parcialmente da União Europeia, que de bom grado recebe dinheiro de canalhas corruptos da Ucrânia, Rússia e vários países africanos, ao mesmo tempo que, negligentemente, não verifica a fonte de tais “investimentos”.

    Só depois de ver os cadáveres das vitimas de tais “investidores” é que fica tão sentimental e tão cheia de compaixão humanitária.

    Esta guerra não é nossa, mas a vitória do governo significará a derrota dos trabalhadores.

    A vitória da oposição também não promete nada de bom.

    Nós não podemos apelar ao proletariado para que se sacrifique a favor da Oposição e dos seus interesses.

    Pensamos que o grau de participação neste conflito tem que ser uma questão de escolha pessoal.

    No entanto, nós encorajamos todos a evitarem serem convocados para servirem nas forças militares internas controladas por Yanukovich
    e a sabotarem, por todos os meios, as acções do governo.

    Nem deuses, nem senhores, nem nações, nem fronteiras !

    Organização Autónoma de Trabalhadores – Kiev

    (tradução: Portal Anarquista)

    (aqui [Comunicado original, em russo]:
    http://avtonomia.net/2014/02/19/zayavlenie-ast-kiev-o-situatsii-v-ukraine

    (http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/02/21/anarcosindicalistas-de-kiev-a-ucrania-enfrenta-uma-tragedia)
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    Coitado dos anarquistas ucranianos. São gente boa, bem intencionada.

    Ao final, porém, serão trucidados, como sempre, pelos Donos do Poder,

    sejam quais forem os Chefes do Governo na fatídica e trágica ocasião.

    Historicamente foi o que sempre ocorreu. É ou não é, Leo V?
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    FrancoAtirador

    06/03/2014 - 05h39

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    Para entender um pouco mais sobre quais foram as forças políticas

    e lideranças que atuaram internamente no processo do Golpe na Ucrânia:

    (http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/01/22/ucrania-a-classe-operaria-como-classe-nao-participa-de-modo-algum-nestes-acontecimentos)
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ISADORA BONDER

06/03/2014 - 01h03

O Reino Unido, Alemanha e China estão apoiando a Russia contra o golpe Fascista na Ucrânia

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