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Serra, Anastasia e Katia Abreu na lista dos que receberam doações

20 de novembro de 2014 às 19h33

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Atentem ao tratamento dispensado para o PSDB e DEM. Na capa do UOL (imagem, no topo), em letras pequenas, eles aparecem junto com PMDB, PP e PT. Depois, na parte interna, que é a que permanece para o leitor, PSDB e DEM somem; viram apenas oposição. E assim segue Folha/UOL seguem blindando  tucanos e demos

Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e oposição

RANIER BRAGON
MÁRCIO FALCÃO
AGUIRRE TALENTO

da Folha/UOL, DE BRASÍLIA

As empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras doaram nas eleições deste ano R$ 50 milhões a 41% do Congresso que toma posse a partir de fevereiro.

Entre os deputados federais e senadores cujas campanhas mais receberam esses recursos –diretamente ou por meio dos partidos ou comitês de campanha–, figuram integrantes do PP, PMDB, PT e da oposição.

Ao todo, 243 receberam doações de oito das nove empresas investigadas.

Na lista dos 15 que obtiveram as maiores contribuições, há três deputados do PP (Partido Progressista) do Paraná: Nelson Meurer, Dilceu Sperafico e Ricardo Barros.

Todos negaram ter mantido contato com as empresas e disseram que os recursos foram direcionados pela direção nacional do partido.

O presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem ao exterior. Sua assessoria de imprensa disse em nota que “os critérios da distribuição foram definidos em colegiado pela Executiva do partido, composta por mais de 50 integrantes que definem as prioridades de cada Estado”.

De acordo com depoimentos dados à Polícia Federal, o PP é uma das legendas que está no centro do esquema desbaratado pela Operação Lava jato e que tinha como operador o doleiro Alberto Youssef, preso desde março.

O partido foi o responsável pela sustentação política do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos pivôs do escândalo e que acertou um acordo de delação premiada com a Justiça.

Preso na operação Lava Jato, ele afirma que as empresas que mantinham contrato com a Petrobras irrigaram campanhas do PP, PT e PMDB em 2010.

Em depoimento à Polícia Federal revelado nesta terça-feira (18) pela Folha, um diretor da Galvão Engenharia afirmou ter pago propina ao PP, cujo esquema seria comandado até 2010 pelo então deputado José Janane (PP-PR). Ex-líder da bancada do partido na Câmara, ele morreu naquele ano.

O congressista eleito cuja campanha mais foi abastecida pelas empresas investigadas é o futuro senador Otto Alencar (PSD), vice-governador da Bahia, filiado ao PP até 2011. Sua campanha recebeu R$ 2,2 milhões da OAS, Odebrecht e UTC.

As doações listadas nesta reportagem foram registradas legalmente na Justiça Eleitoral e não há notícia de que estejam sob suspeita ou investigação.

A única menção genérica a doações legais, até agora, surgiu nono relatório da PF da última fase da Operação Lava Jato.

O documento, assinado pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, diz que a apuração “coloca em xeque” os repasses legais feitos pelas empreiteiras às campanhas tendo em vista que planilha apreendida na casa de Paulo Roberto Costa vincula o nome de executivos das empreiteiras a valores para doações eleitorais.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal, devido às regras do foro privilegiado, conduzir as investigações sobre congressistas sob suspeita de participação no escândalo da Petrobras. O número e o nome deles ainda não é conhecido.

No PT e no PMDB, aparecem na lista dos que mais receberam doações registradas o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), que é membro titular da CPI mista da Petrobras, a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Luiz Sérgio (PT-RJ), além do senador eleito Paulo Rocha (PT-PA), absolvido no processo do mensalão.

No campo da oposição, figuram na lista os senadores eleitos José Serra (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), além dos deputados eleitos José Carlos Aleluia (DEM-BA), Alberto Fraga (DEM-DF) e Alexandre Leite (DEM-SP).

doações

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Mário SF Alves

21/11/2014 - 19h16

“O combate à corrupção – legiferação, justiça, polícias, serviços de informações, transparência, monitorização, regulação (oh! a regulação!) etc. – é, também ele, um instrumento ao serviço da corrupção sistémica do capitalismo, uma espécie do velho “agarra que é ladrão”.

A corrupção, na época do imperialismo e do neoliberalismo já não é mais o lubrificante da democracia, como justamente dizia o nosso Espinoza duas décadas atrás.

É agora a democracia, adulterada completamente pela subordinação ao funcionamento do mercado financeiro, que passou a ser o lubrificante da corrupção, factor estruturante da actual sociedade burguesa.

Sem o lubrificante da corrupção o sistema democrático burguês emperra; sem democracia, a corrupção apareceria com a sua verdadeira face de facilitadora por excelência do saque organizado a favor dos “donos disto tudo” e não apenas como uma lamentável falha do sistema.

Assim, a esquerda tem como missão nuclear, na sua luta dentro e fora das instituições, desmascarar a conversa mole da luta contra a corrupção.”
Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/a-corrupcao-como-instrumento-de-extorsao-do-mundo-do-trabalho-por-mario-tome

_____________________________

A única ressalva é:

E precisa ser de esquerda pra entender isso? Quero dizer, num país como o Brasil, um país essa história e com tamanha potencialidade, é preciso ser de esquerda para tomar uma posição contra o imoral e histórico regime Casa Grande-Brasil-Eterna Senzala?

Minha resposta é um sonoro e rotundo não. Ih! Outra vez lembrei do Brizola.

Responder

    Caarlos Solrac

    22/11/2014 - 10h55

    Quando for anunciado a escolha de Katia Abreu para o minsitério da agricultura, representante do agronegócios, contra os pequenos agricultores e tudo aquilo que o PT sempre pregou no campo, esse dia carregarei pelo resto da minha vida como o dia que senti vergonha de ser de esquerda e se houver ao mesmo tempo uma pesquisa sobre posicionamento politico e me perguntarem, envergonhado eu direi que sou de direita.
    Alias esse ministério da Dilma pelo que estão anunciando está mais para Emilio Médice que João Goulart.

    Mário SF Alves

    22/11/2014 - 13h23

    Calma, companheiro, calma.

    Às vezes, em se tratando de galo duro demais, um galo de, digamos, quinhentos longos e tenebrosos anos, o melhor mesmo é cozinhá-lo em fogo brando.
    _______________________________
    Alguns dados que me parecem insofismáveis:

    1) Essa eleição mostrou o quanto e do quê o ultra-conservadorismo no Brasil é capaz;
    2) Se permitíssimos que prevalecesse a sabotagem criminosa decerto perderíamos;
    3) Se perdêssemos todos perderiam, inclusive, a descontentíssima classe média, a maioria da qual inocentemente entucanada;
    4) Boa parte das obras de infraestrutura seriam paralisadas, com exceção das refinarias que seriam concluídas mediante um índice dez vezes maior de corrupção;
    5) A campanha contra a Petrobras continuaria e o Pré-sal sairia pelo ralo, assim BB, CEF e outros;
    6) O PT seria utilizado como bode expiatório da tragédia neoliberal que o conservadorismo lançaria sobre o Brasil, e por isso seguiria sendo midiática e covardemente desmoralizado, até, talvez, sua completa pulverização;
    6) Os BRICS seriam reduzidos a, quando muito, RICS;
    7) O Mercosul idem, seria esfacelado;
    8) E mais, muito mais…
    ___________________________
    Neste contexto, as únicas dúvidas possíveis são:

    Obs.: Responda você mesmo.

Sousa santos

21/11/2014 - 17h19

Katia abreu????

Aquela da motoserra ?

A futura ministra da agricultura da Dilma??

Aaaaaaa já entendi tudo.

Responder

    luiz fernando

    21/11/2014 - 18h31

    e ela mesma, que ficou viuva com 25 anos, gravida e com mais 02 filhos pequenos, foi tomar conta de uma fazenda do seu marido, sozinha sem ajuda de ninguem, conquistou o sindicato de gurupi, foi presidente da faet, duas vezes deputada federal, senadora por dois mandados, tudo eleita pelo povo com grande maioria dos votos, foi relatora da durrubada da cpfm, conseguiu regulamentar o codigo florestal. e luta incansávelmente pelos agricultores. presidente da cna. que mais se quer. qual o envolvimento com corrupçao. doação de campanha ´´e oficial. com transparencia. infelizmente é o modelo politico para eleições no Brasil, todos tem que ter doações.

Mário SF Alves

21/11/2014 - 15h42

E sobre aquele que pretende ser o líder do PMDB na Câmara? Ninguém vê nada, ninguém fala nada?

Responder

Mário SF Alves

21/11/2014 - 15h14

Podemos usar de franqueza?

Se sim, lá vai:

Na transição democrática, ao se recorrer à organização partidária como meio ou instrumento de enfrentamento [ainda que apenas discursivo] do entulho autoritário e dos entraves e mazelas históricas que assolam o País desde o início de sua colonização – as mesmas que, inclusive, desencadearam o golpe [dito] de Estado de
64 – optou-se, ou melhor, optamos, pela via institucional. E é aí que reside o problema, pois, enveredar por essa via é antes de tudo aceitar as regras do jogo institucional, sobretudo as regras impostas por um Estado fundamentalmente ultra-conservador, constituído sob influência de quase quatrocentos anos de
anticultura, preconceito e autoritarismo escravagista.

Seja como for, e com licença do que pode parecer lugar comum, é do conhecimento geral que o poder corrompe. E corrompe muito mais num país com as características do Brasil. Refiro-me à cultura autoritária e ao sui generis capitalismo
subdesenvolvimentista nacional.

Nesse sentido, considerando que o PT está no governo do País há quase doze anos consecutivos, é, portanto, admissível que, de alguma forma e em algum grau, esse partido tenha se ou se deixado corromper; inclusive, por interesses ou pressões alheias à sua própria vontade e diretriz política.

E, ainda que possamos honestamente relativizar tais mecanismos de corrupção, não seriam exatamente essas as condicionantes maiores para tão indignante
demora do PT em reagir à prepotência e às agressões diuturnamente sofridas?

Assim, a questão que subsiste é: seria possível imaginar que na singularidade política deste imenso e potencialmente poderosíssimo País, e por essa via e com esse Estado, se pudesse passar a limpo tantos séculos de submissão e de
exclusão social em apenas uma década? Quem imaginou isso? Não seríamos todos nós igualmente responsáveis pela referida decisão que optou pela citada via institucional? E mais, haveria um outro caminho ou uma outra via politicamente viável a ser adotada?

Ou, ainda, já que a adotamos, como tornar possível ou viável politicamente essa via? Quais estratégias teriam ser necessariamente usadas? Quais delas os governos têm usado? E, ainda em respeito à tal via, como se contrapor ao poder de fato/hegemônico [quatrocentista] sem fortalecer o poder de direito no Brasil?

Conclusão:

É eticamente muito difícil desensarrilhar armas – em homenagem ao Brizola – ou atirar pedras quando só se tem dúvidas, amigo.

Em tempo/sobre corrupção no Brasil:

Faz-se o maior escarcel espetacularizado [e seletivo] com a questão da
corrupção. Todos se escandalizam. E com razão. No entanto, fica cada vez
mais claro que o grosso da corrupção no Brasil, a corrupção pesada, é
obra do ultra-conservadorismo histórico mediante a influência desregrada
do poder econômico. E apenas existe por ser duplamente lucrativa, tanto
econômica quanto politicamente. E mais. Em tais circunstâncias o
corrupto, o corrompido, não existiria sem a pressão, o poder e a cultura
próprios do corruptor.

Responder

Bacellar

21/11/2014 - 13h53

Serra? O mais preparado? O Gênio da raça? O incorruptível? Ah vá! Mentira petralha isso!

Responder

FrancoAtirador

21/11/2014 - 12h52

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LONDRINA-PR: ONDE TUDO COMEÇOU

01 de Junho de 2006 – 15h15
Folha Online, via ClickPB

Deputado Janene (PP-PR) acumula processos na Justiça estadual e federal0

O deputado José Mohamed Janene (PP-PR) é réu em 13 ações civis públicas na Justiça paranaense, acusado de ser beneficiário de um esquema de corrupção em Londrina (norte do Estado).

No STF (Supremo Tribunal Federal) existem 11 inquéritos e uma ação penal contra ele.

Caso seja cassado pela Câmara, às ações civis públicas poderão se juntar ações criminais no Paraná.

O Conselho de Ética da Câmara marcou para a próxima terça-feira a leitura do relatório do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA).

Isso porque o Ministério Público do Paraná, que não pode investigar o deputado devido ao foro privilegiado, não incluiu Janene nas ações criminais que tramitam na Justiça estadual contra os outros envolvidos em um esquema de corrupção na administração de Antônio Belinati (hoje no PP: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Belinati), prefeito de Londrina de 1996 a 2000.

Entre as ações contra Janene em Londrina,

uma chama a atenção pelo fato de o deputado

ser apontado como beneficiário de uma esquema semelhante

entre janeiro de 1998 e novembro de 1999 [!!!].

Nesse período, conforme a denúncia do Ministério Público,

Janene recebia R$ 21 mil mensais das empresas Principal e Tâmara,

que haviam vencido processo de licitação para roçagem e limpeza pública em Londrina.

(http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/1998/deputado-federal/1291955-jose-mohamed-janene.jhtm)
(http://download.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/1998/892-98.pdf)
(http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/o-calotao-de-janene)

Família

A mulher de Janene, Stael Fernanda Janene, seu primo e assessor parlamentar, Meheidin Hussein Jenani, e a mulher deste (também assessora parlamentar de José Janene), Rosa Alice Valente, são réus em processo na Justiça Federal do Paraná.

Stael é acusada de se beneficiar de depósitos feitos nas contas de Jenani e Rosa Alice pelo esquema montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes.

Nas investigações, a PF identificou depósitos de R$ 5,325 milhões para pessoas ligadas a Janene, valor superior aos R$ 4,1 milhões depositados na conta de outro assessor de Janene, João Cláudio Genu.

Sem o mandato parlamentar, José Janene poderá ser incluído como réu nessas investigações.

Aposentadoria

Os advogado de Janene, porém, confiam que irão barrar no STF uma possível cassação do deputado.

É que na primeira quinzena de junho o STF julga mandado de segurança impetrado por José Janene contra a decisão da Câmara Federal de não aposentá-lo por invalidez.

O pedido de aposentadoria foi protocolado na Câmara antes do início de seu processo no Conselho de Ética.

Caso o mandado de segurança seja acatado pelo STF, as ações posteriores ao pedido de aposentadoria perderiam valor legal.

Para conseguir ganhar tempo até o julgamento pelo STF do mandado de segurança, a estratégia de José Janene é que colegas de partidos peçam vistas dos processo contra ele no Conselho de Ética e impeçam a votação, em plenário, de sua cassação antes de uma decisão do STF.

(http://www.clickpb.com.br/noticias/politica/deputado-janene-acumula-processos-na-justica-estadual-e-federal)
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OS 303 CÚMPLICES

06/12/2006 21:53
Congresso em Foco

Câmara absolve José Janene

A Câmara absolveu na noite desta quarta-feira (6)
o deputado e ex-líder do PP José Janene (PP-PR),
último dos acusados de envolvimento com o mensalão
a ser julgado em plenário.

Eram necessários 257 votos para aprovar o relatório do Conselho de Ética
que recomendou a cassação do parlamentar.

O texto, porém, contou com o aval de apenas 210 deputados.

Outros 128 votaram contra o parecer do relator, deputado Jairo Carneiro (PFL-BA).

Houve ainda 23 abstenções e cinco votos em branco.

Somente 366 dos 513 deputados federais participaram da votação.

O baixo quorum (71%), o precário estado de saúde de Janene
e a “solidariedade” de vários parlamentares não-reeleitos
foram determinantes para os resultados da votação.

(http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-absolve-jose-janene)
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Ter, 14 de Setembro de 2010 17:24

Prefeito decreta luto oficial pela morte de José Janene

Empresário, pecuarista e ex-deputado federal, José Mohamed Janene, morreu nesta madrugada, em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca

O prefeito Barbosa Neto decretou, hoje (14), luto oficial no município de Londrina, pela morte do empresário, pecuarista e ex-deputado federal, José Mohamed Janene, ocorrida nesta madrugada, em São Paulo.

Ele sofria de insuficiência cardíaca grave e estava na fila de espera de transplante cardíaco há dois meses.

Com 55 anos – completados no último domingo, dia 12 -, foi vítima de uma parada cardíaca.

Conforme o Decreto 940, datado de 14 de setembro de 2010, nos próximos três dias, o hasteamento da Bandeira Municipal, estará a meio pau, em sinal de profundo pesar pelo seu falecimento.

A homenagem deve-se aos seus mandatos como deputado, representante de Londrina, junto à Câmara Federal, durante 16 anos.

O velório está sendo realizado, desde as 15h30, na Mesquita Rei Faiçal (na rua São Marcos, Vila Siam, zona leste) e o sepultamento será às 10 horas desta quarta-feira no Cemitério Islâmico.

(http://www.londrina.pr.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8828:empresario-pecuarista-e-ex-deputado-federal-jose-mohamed-janene-morreu-nesta-madrugada-em-sao-paulo-vitima-de-uma-parada-cardiaca&catid=85:cidades&Itemid=972)
(http://www.esmaelmorais.com.br/2014/11/genese-da-corrupcao-gilmar-mendes-isentou-petrobras-de-licitacoes-no-governo-fhc)
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(http://molinacuritiba.blogspot.com.br/2011/05/mais-um-escandalo-em-londrina-compra-de.html)
(http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/831676/ex-prefeito-de-londrina-barbosa-neto-nao-consegue-reverter-cassacao-na-justica)
(http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/555521/apos-afastamento-da-cmtu-mulher-de-nadai-e-nomeada-diretora-tecnica-da-codel)
(http://blogoosfero.cc/blog-do-tarso/blog-do-tarso/prefeitura-de-londrina-ja-havia-multado-a-sanepar-por-poluicao-em-rios)
(http://abre.ai/pp-pr_janene-a-origem)
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Dossiê do PSDB do Paraná está quase pronto

Anotem um Nome: Ari Cristiano Nogueira
[NickName: Ary Kara (http://pt.slideshare.net/arykara7002)]

(http://www.esmaelmorais.com.br/2013/02/o-psdb-esta-mais-perdido-que-surdo-em-bingo-de-igreja)
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Responder

Aroeira

21/11/2014 - 12h40

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/nunca-se-roubou-tao-pouco.html

Nunca se roubou tão pouco, diz empresário tucano

Empresário do PSDB, afirma que a coisa já foi pior.

Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. – Artigo na Folha

Responder

    Mário SF Alves

    21/11/2014 - 15h35

    “RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. – Artigo na Folha”

    Taí um espécime, uma raridade, tucana da qual se pode orgulhar.

Luisk2010

21/11/2014 - 12h08

E o Lúcio Vieira Lima, junto com seu irmão Geddel (PMDB BA) apoiaram Aécio e Paulo Souto (governador, pelo DEM Ba). Os caras citados do PP também!

Responder

L@!r [email protected]+e5

21/11/2014 - 11h57

Essa imprensa é a pior do mundo!

Responder

FrancoAtirador

21/11/2014 - 10h48

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O ARDIL ARMADO POR UM DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL DO PARANÁ

NAS PERGUNTAS FORMULADAS A UM DOS EMPRESÁRIOS INTERROGADOS:

(http://pt.slideshare.net/arykara7002/depoimento-ildefonso-colares-filho-lavajato)
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Responder

Aroeira

21/11/2014 - 10h05

No Conversa Afiada: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/11/21/ate-quando-o-ze-cardozo-sera-leniente/

Publicado em 21/11/2014
Até quando o zé Cardozo
será leniente ?

Até quando a Presidenta pretende mantê-lo ? – PHA

Que zé é esse que aparece na correspondência dos funcionários do Daniel Dantas ? Zé ? Que zé ?

O Conversa Afiada reproduz artigo de Breno Altman:

Até quando irá leniência do ministro da Justiça?

por Breno Altman

A equipe da Polícia Federal encarregada da Operação Lava Jato voltou a abusar de suas prerrogativas.

Dessa vez ultrajou a honra de um homem inocente.

Deixou vazar para a imprensa o nome de José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobrás, como suposto beneficiário do esquema de corrupção sob investigação.

Não havia qualquer prova material ou testemunhal que embasasse a denúncia. Nada justificava a informação caluniosa, salvo a avidez de amplificar os ataques contra a companhia petroleira e seus dirigentes.

A imagem de Cosenza, em poucas horas, foi jogada na lata de lixo. Diversos meios de comunicação não tardaram a estampar manchetes sobre sua inevitável demissão. Multiplicaram-se murmúrios de que sairia de seu gabinete diretamente para a prisão.

Mas era tudo mentira.

Questionados pelo juiz Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, os responsáveis locais da PF alegaram “erro material”. Puro neologismo para difamação arrivista.

A nota de esclarecimento não apresentava nem sequer pedido de desculpas. Às favas com o sofrimento familiar, a mácula biográfica e o desgaste político provocados pelo comportamento sinistro dos policiais.

O mais impressionante, porém, é o silêncio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem cabe zelar pela defesa do Estado de Direito e a atuação dos corpos civis de segurança.

Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão.

O ministro parece não ter se abalado mesmo diante da assinatura no documento a Moro que deixava o dito pelo não-dito. Ao pé do texto, estava o nome de Márcio Adriano Anselmo, coordenador do grupos de delegados que apura o esquema de desvios e propinas na maior estatal do país.

Este mesmo cidadão foi flagrado, nas redes sociais, vociferando contra Dilma e Lula durante a campanha eleitoral, além de declarar voto no então candidato do PSDB.

Reportagem da jornalista Júlia Duailibi, do vetusto diário “Estado de S.Paulo”, revelou que Anselmo e três de seus colegas eram militantes a céu aberto da escalada antipetista, integrando grupos ultraconservadores que estiveram empenhados firmemente na tentativa de eleger Aécio Neves.

Quem quiser obter informações mais completas, basta clicar: “Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede”.

Não se trata, no caso, de respeitar ou não o direito de opinião. Mas de evidente infração do artigo 37 da Constituição, que determina a impessoalidade e a legalidade como princípios da administração pública.

Diferentemente do que ocorre na atividade privada, onde ao particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíba, no Estado só é permitido fazer o que a lei autoriza. Não há liberdade nem vontade pessoal do agente público, que deve ser neutro no exercício de suas obrigações.

Para se ter uma boa ideia das possíveis violações funcionais cometidas, basta recordar os vazamentos seletivos de interrogatórios e os boatos sobre as investigações, na reta final da disputa presidencial, com o objetivo evidente de derrotar a candidata petista.

O ministro, ao saber das informações sobre o comportamento dos delegados citados, determinou que a Polícia Federal abrisse apurações internas. Mas manteve os suspeitos de grave falha ética, em operação tão relevante, no exercício de seus cargos.

O atropelo contra Cosenza, cultivado em clima de consentimento ao desvario, apenas ressalta os malfeitos que se misturam às descobertas da Operação Lava Jato.

A Polícia Federal se reporta a Cardozo, a quem cabe garantir, em última instância, que os rombos na Petrobrás sejam investigados até o talo, sem deixar pedra sobre pedra. Também é incumbência sua, contudo, vigiar para que os trabalhos policiais sejam realizados dentro de rigorosos marcos legais.

Trata-se de exigência fundamental tanto para proteger garantias constitucionais quanto para impedir que os resultados finais das investigações estejam contaminados por partidarismo e abuso de poder, situação na qual poderiam ser inviabilizadas suas conseqüências jurídicas.

Afinal, o oposto de ser conivente com o aparelhamento de instituições por quem lidera o governo não pode ser a leniência com a formação de grupos que, a partir de sua autoridade nos aparatos repressivos, agem para combater as forças eleitorais vitoriosas e destruir reputações escolhidas a dedo.

Responder

Mailson

21/11/2014 - 09h36

OS PREPARATIVOS PARA A TENTATIVA DE IMPEACHMENT

O repentino caso de amor de Noblat por Dias Toffoli. Nem sempre foi como agora.

O caso (de ódio) entre os dois se intensificou em 2012 nos primeiros dias do julgamento do mensalão. Noblat, como que buscando constranger o ministro enquanto julgava o mensalão, divulgou uma história sobre ele. Abaixo, post do Blog do Noblat de 11 de agosto de 2012.

Blog do Noblat

11/08/2012

Dias Tóffoli, ministro do STF, me agride com palavrões e baixarias

Acabo de sair de uma festa em Brasília. Na chegada e na saída cumprimentei José Antônio Dias Tóffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Há pouco, quando passava pelo portão da casa para pegar meu carro e vir embora, senti-me atraído por palavrões ditos pelo ministro em voz alta, quase aos berros.

Voltei e fiquei num ponto do terraço da casa de onde dava para ouvir com clareza o que ele dizia.

Tóffoli referia-se a mim.

Reproduzo algumas coisas que ele disse (não necessariamente nessa ordem) e que guardei de memória:

– Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.

Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante:

– Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo.

Acrescentou:

– Em Marília não é assim.

Foi em Marília, interior de São Paulo, que o ministro nasceu em novembro de 1967.

Por mais de cinco minutos, alternou os insultos que me dirigiu sem saber que eu o escutava:

– Filho da puta, canalha.

Depois disse:

– O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.

Arrematou:

– Chupa! Minha pica é doce. Ele que chupe minha pica.

Matéria completa: http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/como-o-odio-de-noblat-por-toffoli-virou-amor/

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    Julio Silveira

    21/11/2014 - 16h07

    Meu caro, essa é umas das artimanhas mais manjadas praticadas por dez entre dez elementos das classes mais favorecidas do pais, chama-se cooptação, uma forma corrupção. E a formula que esse pessoal se acostumou a praticar quando querem ter sob sua batuta alguem que ainda não possuem. Será que o Tofolli é desses, de carater duvidoso, que mudará para se tornar mais palatavel a esse bando de viboras?

Mailson

21/11/2014 - 09h11

Matéria importantíssima postada no Blog da Cidadania. É sobre o amor repentino do Noblat pelo Toffoli. Matéria para uma profunda reflexão.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/como-o-odio-de-noblat-por-toffoli-virou-amor/

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Julio Silveira

21/11/2014 - 08h10

Quero todos eles sob microscópio como estão fazendo com os partdos governistas.

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Mariano Costa

21/11/2014 - 07h37

CONTINUA OS ALERTAS DO NASSIF SOBRE GILMAR E TOFFOLI
E O PT APARENTEMENTE NÃO ESTÁ NEM AÍ
E EU, MILITANTE, ESTOU CANSADO DE CARREGAR PIANO SUBINDO ESCADA DE APARTAMENTO

Gilmar dá mais um passo em direção ao terceiro turno
sex, 21/11/2014 – 00:43

http://jornalggn.com.br/noticia/gilmar-da-mais-um-passo-em-direcao-ao-terceiro-turno

Jornal GGN – Ontem, o Ministro Gilmar Mendes convocou técnicos do Tribunal de Contas da União, da Receita Federal e do Banco Central para se debruçarem na análise das contas de Dilma Rousseff.

As investigações serão tanto das contas do comitê de campanha, como da própria candidata Dilma Rousseff, segundo informações do blogueiro Fernando Rodrigues. Há uma montanha de documentos para serem analisados.

A análise das duas prestações de conta foi remanejada para Gilmar pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Antônio Dias Toffoli, mediante um conjunto de estratagemas.

Os processos estavam com o Ministro Henrique Neves, cujo mandato venceu. Menos de oito horas úteis após o vencimento do mandato, antes mesmo que o PT tivesse entregado os relatórios, Toffoli apressou-se, atropelou o regimento interno do TCE –que indicava a figura do juiz natural no substituto de Neves ou em um juiz da mesma classe – e efetuou o sorteio.

Estatisticamente, há um conjunto de circunstâncias que sugerem que o sorteio foi fraudado. A probabilidade dos dois processos caírem com Gilmar era de 1 em 49.

Gilmar jamais se comportou com isenção em temas relacionados com seus aliados (do PSDB a Demóstenes Torres e José Roberto Arruda), aos quais protege, e com os adversários, que recebem sistematicamente votos contrários.

Assim como Joaquim Barbosa no julgamento da AP 470, o relatório que está sendo preparado por Gilmar Mendes será uma peça de acusação. Provavelmente, tentará relacionar o caixa 1 de campanha com os dados da Operação Lava Jatos.

Mesmo contando com um parecer do Procurador Eleitoral Eugênio Aragão, aparentemente a área jurídica do governo e do PT não se moveram para obrigar Toffoli a cumprir o regimento.
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Marat

20/11/2014 - 23h40

Será que eles mão quiseram dizer: “A sanha acusatória do UOL prioriza PP, PMDB e PT”?

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Zé Brasil

20/11/2014 - 23h18

Do site O Tijolaço.

Desonestidade é com a Folha, mesmo…
20 de novembro de 2014 | 21:19 Autor: Fernando Brito

Manchete:

O UOL, empresa do grupo Folha, dá a manchete:

Doações de investigadas na lava jato priorizam DEM, PP, PMDB,PSDB e PT

Mas na Folha, o título sofre uma metamorfose e fica assim:

Doações de investigadas na lava jato priorizam PP, PMDB, PT e Oposição

http://tijolaco.com.br/blog/?p=23179

No artigo do blog O Tijolaço ele cita que “O PT publicou um levantamento das doações – também oficiais – das empreiteiras aos adversários de Dilma Rousseff.” Ao ativar o link do TSE mencionado nessa frase ele está dando pau direto e não exibe os números referentes às contribuições efetuadas aos adversários de Dilma. Será que isto é coisa de mão amiga da “oposição” no TSE?

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edson tadeu

20/11/2014 - 21h57

OS SENTIDOS DA OPERAÇAO LAVA JATO: DEVOLVE GILMAR

Os sentidos da Operação Lava Jato: devolve, Gilmar!
A promiscuidade entre política e mundo dos negócios produz enormes prejuízos para a democracia: além da corrupção, dá poder às empresas de eleger candidatos e conseguir maioria no Congresso
por Jean Wyllys — publicado 19/11/2014 21:33, última modificação 19/11/2014 21:42
A Operação Lava Jato poderia ser uma oportunidade excepcional, dessas que quase nunca ocorrem, para discutir seriamente o problema da corrupção no Brasil e a forma com que ela prejudica a democracia. Pela primeira vez, as principais empreiteiras estão sendo investigadas e 21 executivos foram presos pela Polícia Federal, entre eles os presidentes de algumas delas. Não estamos falando de quaisquer empresas, mas daquelas que realizam as mais importantes obras públicas, financiadas pelos governos federal, estaduais e municipais de diferentes partidos e que, ao mesmo tempo, são as principais financiadoras das campanhas eleitorais que elegeram esses governantes.
Os grandes esquemas de corrupção — que sempre são apresentados pela cobertura jornalística, de forma falaz, como se fossem apenas uma espécie de degeneração moral de determinadas pessoas — geralmente associada ao partido que está no governo, revelam-se no caso da Lava Jato como o que realmente são: um componente fundamental de um sistema econômico e político controlado não por funcionários corruptos, mas pelas empresas corruptoras.
Repassemos alguns dados.
As empreiteiras investigadas são nove: OAS, UTC, Queiroz Galvão, Odebrecht, Camargo Corrêa, Iesa, Galvão Engenharia, Mendes Junior e Engevix. Juntas, elas têm contratos com a Petrobras de 59 bilhões de reais. Só no Rio de Janeiro, três dessas empreiteiras (OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht) participam, associadas em diferentes consórcios, das dez maiores obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas (linha 4 do metrô, Maracanã, Parque Olímpico, Transcarioca, Transolímpica, Porto Maravilha etc.) por um valor total de 30 bilhões. Elas têm contratos com governos de quase todas as cores. Várias delas também participam da privatização dos aeroportos e das obras do PAC, do governo federal, mas também das obras do metrô de São Paulo, envolvidos num caso de corrupção pelo qual é investigado o governador Geraldo Alckmin, que também recebeu dinheiro de empreiteiras para sua campanha.
Com negócios diversificados e participação em diferentes escândalos de corrupção, a lista das empreiteiras mais importantes do País é liderada pela Odebrecht que, segundo o ranking da revista O Empreiteiro, tem um faturamento de 5.292 bilhões de reais. Você sabe quanto dinheiro “doou” essa empresa para diferentes partidos e candidatos nas últimas eleições? Mais de 30 milhões de reais! A Odebrecht doou para todos os seguintes partidos: PSDB, PT, PSB, PMBD, PP, DEM, PCdoB, PV, Solidariedade, PROS, PRB, PSD, PPS, PSC, PCdoB, PTC e PSL. Eles doaram 2,95 milhões para a campanha da Dilma, 2 milhões para a campanha do Aécio e 500 mil para a campanha de Eduardo Campos (depois somou quase 50 mil a mais para a campanha da Marina), mas também para candidatos a governador e deputado e para os comitês financeiros e as direções nacional e estaduais de diferentes partidos.
De todos os partidos que elegeram representantes para o Congresso Nacional, o único que não recebeu dinheiro de nenhuma das empreiteiras investigadas (aliás, de nenhuma empreiteira!) foi o PSOL. Sim, foi o único!
A segunda maior empreiteira do ranking, com um faturamento de 5.264 bilhões, é a Camargo Corrêa, que doou, por exemplo, 1,5 mi para o DEM. A empreiteira Queiroz Galvão fez doações de campanha por mais de 50 milhões, beneficiando candidatos de 15 partidos, entre os quais o PT, o PSDB, o PMDB, o DEM e o PSB. Também doaram 200 mil reais para a campanha do nanico pastor Everaldo. Outra campeã das doações foi a OAS, com uma generosidade política de mais de 52 milhões que beneficiou Aécio, Dilma, Marina e candidatos de 12 partidos. A UTC fez doações de 34 milhões e também foi ampla na distribuição, beneficiando a 11 partidos, entre os quais estavam os mais importantes da situação e da oposição. E por aí vai. Todas elas estão envolvidas na investigação da Polícia Federal.
Alguns candidatos não recebem dinheiro de uma determinada empresa de forma direta, mas essa empresa doa para o comitê do partido, ou para sua direção nacional ou estadual, que por sua vez faz uma doação ao candidato. Ou então a empresa pode doar para um candidato a deputado, que depois faz uma doação para o candidato a presidente, ou vice-versa. Algumas empresas têm diferentes denominações, cada uma com um CNPJ distinto. Mas a quantidade de dinheiro que sai da União, dos Estados e dos municípios e vai para as empreiteiras mediante contratos para obras públicas, e que sai das empreiteiras e vai para os candidatos e seus partidos, é imensa. E essa promiscuidade entre política e mundo dos negócios produz enormes prejuízos para a democracia.
O problema não é apenas a corrupção direta, a propina e a lavagem de dinheiro. É também o poder que essas empresas têm para desbalancear o sistema democrático, apoiando determinados candidatos e candidatas com quantias absurdas de dinheiro que fazem com que os e as concorrentes de outros partidos tenham pouquíssimas chances de vencer, a não ser que entrem no esquema.
Nas últimas eleições, 326 parlamentares tiveram suas campanhas financiadas por empreiteiras (nenhum do PSOL!). E, entre eles, 255 receberam dinheiro das envolvidas na operação Lava Jato. Façamos as contas. Os candidatos das empreiteiras são maioria no Congresso! Dentre eles, 70 deputados e 9 senadores são citados nas investigações. E há governistas e opositores — inclusive petistas e tucanos (mas alguns jornais e revistas citam apenas os petistas).
O financiamento empresarial das campanhas favorece esse esquema e prejudica os que não querem fazer parte dele. Eu fui o sétimo deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro, com 144.770 votos, e a receita total da minha campanha foi de 70,892.08 mil reais em doações físicas, sendo que, destes, 14 mil correspondem a trabalhos de voluntários. Não recebi (e nem quero!) um centavo das empreiteiras.
Agora vou dar um exemplo contrário: deputado Eduardo Cunha, que teve 232.708 votos e foi o terceiro mais votado do estado, declarou uma receita de mais de 6,8 milhões de reais! Sim, você leu bem: quase 7 milhões. Os diretórios nacional e estadual do PMDB, seu partido, que também doou dinheiro para ele, receberam “ajuda” da OAS (3,3 milhões), da Queiroz Galvão (16 milhões), da Galvão Engenharia (340 mil) e da Odebrecht (8 milhões). O PMDB governa o estado que dá a algumas dessas empreiteiras obras públicas milionárias. Isso sem falar dos bancos, empresas de mineração, shoppings e outros empreendimentos que depositaram na conta de Cunha.
Vocês percebem como o é injusto e antidemocrático que um candidato honesto, que conta apenas com doações de amigos, militantes e simpatizantes, contra outro que recebe quase 7 milhões de bancos e empreiteiras? Vocês percebem como isso faz com que nosso poder, eleitor, seja cada vez menor, e com que o poder da grana se imponha cada vez mais?
Agora pense no seguinte: Eduardo Cunha pode ser o próximo presidente da Câmara dos Deputados! Ele é um dos cérebros da bancada fundamentalista, foi o grande articulador da presidência da CDHM para o pastor Marco Feliciano e é o porta-voz do que há de mais reacionário, retrógrado, conservador e antipopular no Congresso. Algumas pessoas acham que o grande vilão da direita é Jair Bolsonaro, mas na verdade, ele é apenas um personagem caricato, bizarro, que tem mais holofotes do que merece. O verdadeiro poder radica em personagens menos conhecidos, como Cunha, que se mexem nas sombras. E as doações milionárias entram na conta dele.
Mas eu comecei dizendo que tudo o que está acontecendo em torno da operação Lava Jato poderia ser uma oportunidade excepcional para discutir seriamente o problema da corrupção no Brasil e a forma com que ela prejudica a democracia. Poderia ser, mas não está sendo. A maioria da imprensa e alguns líderes da oposição com espaço na mídia está tentando passar a impressão de que se trata, apenas, de um novo “escândalo de corrupção do PT”.
Delegados e fontes do judiciário ligadas a partidos de direita vazam de forma seletiva informações que envolvem apenas os corruptos petistas, mas escondem as que poderiam prejudicar os corruptos tucanos ou de outros partidos. Tudo passa a ser “culpa da Dilma, do Lula e dos petralhas”. E o PSDB e seus aliados da direita tentam se apropriar da operação e se apresentar como os paladinos da moral e da honestidade que querem nos livrar dessas mazelas. Hipócritas!
É claro a corrupção na Petrobras durante os governos petistas que tem que ser investigada — mas também durante os governos tucanos e os governos anteriores aos tucanos! É claro que temos que investigar todos os funcionários e parlamentares envolvidos nos esquemas, seja do partido que forem. O PT e seus aliados têm uma enorme responsabilidade nisso tudo. Mas enquanto pensarmos na corrupção apenas como uma sucessão de casos particulares e olharmos para ela apenas como um problema moral seremos como aquele personagem da publicidade “Sabe de nada, inocente!”. O escândalo está sendo instrumentalizado por uma parte da imprensa não apenas para atacar o governo, mas também para colocar a Petrobras no alvo de discursos privatizadores! Ou seja, a questão é muito mais complexa!
Por isso, e se realmente quisermos fazer algo que tenha impacto real contra a corrupção, o primeiro passo é acabar com o financiamento empresarial de campanha. A OAB apresentou no Supremo Tribunal Federal uma ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) para proibi-lo, e tem todo o apoio do PSOL. Seis dos onze ministros já votaram favoravelmente, mas o ministro Gilmar Mendes, Advogado Geral da União durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, pediu vistas do processo em abril desse ano e, desde então, nada fez a respeito.
Diversos movimentos sociais e políticos lançaram a campanha‪#‎devolvegilmar‬, para que o ministro conclua suas vistas e permita que ela seja julgada. O fim do financiamento empresarial de campanhas deveria ser, também, um dos principais eixos da reforma política que o Brasil precisa. Porque com um Congresso cujos integrantes foram financiados pelas principais empreiteiras envolvidas nesses esquemas, não haverá “CPI das empreiteiras”, da mesma forma que não avançará a CPI da Petrobrás. Tudo será tratado como mais um escândalo.
Se quisermos que a corrupção deixe de ser, apenas, o tema favorito das manchetes de jornal, e passe a ser combatida de forma realista e eficaz, sem hipocrisia, precisamos produzir reformas estruturais no sistema político e econômico e não apenas fazer julgamentos morais partidarizados. Precisamos cortar um dos principais rios de dinheiro que corrompe a política e, ao mesmo tempo, diminui o poder dos eleitores, transformando os governos e o Congresso em reféns dos interesses de um pequeno grupo de empresários com negócios bilionários.
Devolve, Gilmar! Vamos falar sério dessa vez!
http://www.cartacapital.com.br/…/os-sentidos-da-operacao-la…

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Wendel

20/11/2014 - 21h41

Tá e aí ?
Que este lixo de imprensa se comporta deste jeito, e já não é de hoje, todos nós sabemos. Pelo menos os que não sofreram lobotomia!
Como mudar ? Fazendo o que Lula em todo seu mandato,e a Dilma nos seus 4 anos não fizeram, ou seja : A REGULAÇÃO ECONÔMICA DOS MEIOS !!!!!!!!!!!!!!!
Simples, ou quer que desenhe !!!
Sabemos, os não lobotomizados, que não é fácil, em vista do grande lloby dos meios no Congresso, bem como ser grande parte dos integrantes do mesmo, ser donos e/ou sócios deste segmento!
Mas se queisermos ter algum sucesso daquí prá frente, urge que façamos esta reforma, senão……………

Responder

Vlad

20/11/2014 - 21h38

Muito importante saber dessas doações contabilizadas e registradas.
É uma grande novidade saber que bancos e empreiteiras doam para todo candidato dentre os meia-boca a grande-boca.
Os bilhões desviados para bolsos e contas particulares via propina e corrupção são mero detalhe. Nem deveriam ser apurados.
Muito menos o BNDES deve abrir seus extratos ao TCU. É uma absurda violação da intimidade do BNDES.

Responder

Lukas

20/11/2014 - 20h03

Pelo em ovo…

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