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Ramonet: Serviços de espionagem já controlam a internet

07 de julho de 2013 às 15h08

Internacional| 07/07/2013 | Copyleft

Ignacio Ramonet*: ‘Somos todos vigiados’

Snowden, Manning e Assange são defensores da liberdade de expressão, lutam em favor da democracia e dos interesses de todos os cidadãos do planeta. Hoje são assediados e perseguidos pelo “Grande Irmão” norte-americano. Por que os três heróis do nosso tempo assumiram correr semelhante riscos, que podem custar a sua própria vida?

Por Ignacio Ramonet, na Carta Maior

Nós já temíamos [1].

Tanto a literatura (1984, de George Orwell), como o cinema (Minority Report, de Steven Spielberg) haviam avisado: com o progresso da tecnologia da comunicação, todos acabaríamos por ser vigiados. Presumimos que essa violação de nossa privacidade seria exercida por um Estado neototalitário.

Aí nos equivocamos. Porque as revelações inéditas do ex-agente Edward Snowden sobre a vigilância orwelliana acusam diretamente os Estados Unidos, país considerado como “pátria da liberdade”. Aparentemente, desde a promulgação, em 2001, da lei Patriot Act [2], isso ficou no passado.

O próprio presidente Barack Obama acaba de admitir: “Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade”. Bem-vindos, portanto à era do “Grande Irmão”…

O que revelou Snowden? Este antigo assistente técnico da CIA, de 29 anos, que trabalhava para uma empresa privada – a Booz Allen Hamilton [3] – subcontratada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sua sigla em inglês), revelou aos jornais The Guardian e Washington Post a existência de programas secretos que tornam o governo dos Estados Unidos capaz de vigiar a comunicação de milhões de cidadãos.

Um primeiro programa entrou em operação em 2006. Consiste em espiar todas as chamadas telefônicas feitas pela companhia Verizon, dentro dos Estados Unidos, e as que se fazem de lá para o exterior.

Outro programa, chamado PRISM, foi posto em marcha em 2008. Coleta todos os dados enviados pela internet (e-mails, fotos, vídeos, chats, redes sociais, cartões de crédito), por (em princípio…) estrangeiros que moram fora do território norte-americano.

Ambos os programas foram aprovados em segredo pelo Congresso norte-americano, que teria sido, segundo Barack Obama, “constantemente informado” sobre o seu desenvolvimento.

Sobre a dimensão da incrível violação dos nossos direitos civis e das nossas comunicações, a imprensa deu detalhes escabrosos. Em 5 de junho, por exemplo, o Guardian publicou a ordem emitida pela Tribunal de Supervisão de Inteligência Externa que exigia à companhia telefônica Verizon entregar à NSA os registos de milhões de chamada dos seus clientes.

O mandado não autoriza, aparentemente, saber o conteúdo das comunicações, nem os titulares dos números de telefone, mas permite o controle da duração e o destino dessas chamadas.

No dia seguinte, o Guardian e o Washington Post revelaram a realidade do programa secreto de vigilância PRISM, que autoriza a NSA e o FBI acesso aos servidores das nove principais empresas da internet (com a notável exceção do Twitter): Microsoft, Yahoo, Google, Facebook [4], PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.

Por meio dessa violação, o governo dos EUA pode aceder a arquivos, áudios, vídeos, e-mails e fotografias de usuários dessas plataformas.

O PRISM converteu-se, desse modo, na ferramenta mais útil da NSA para fornecer relatórios diários ao presidente Obama.

Em 7 de junho, os mesmo jornais publicaram uma diretiva da Casa Branca que ordenava às suas agências (NSA, CIA, FBI) estabelecer uma lista de possíveis países suscetíveis de serem “ciberatacados” por Washington.

E em 8 de junho, o Guardian revelou a existência de outro programa, que permite à NSA classificar os dados recolhidos na rede. Esta prática, orientada à ciberespionagem no exterior, permitiu compilar – só em março – cerca de 3 bilhões de dados de computador nos Estados Unidos…

Nas últimas semanas, ambos os jornais conseguiram revelar, sempre graças a Edward Snowden, novos programas de ciberespionagem e vigilância da comunicação em países no resto do mundo. Edward Snowden explica que “a NSA construiu uma infraestrutura que lhe permite interceptar praticamente qualquer tipo de comunicação. Com esta técnica, a maioria das comunicações humanas são armazenadas para servir em algum momento a um objetivo determinado”.

A NSA, cujo quartel-general fica em Fort Meade (Maryland), é a mais importante e mais desconhecida agência de informações norte-americana. É tão secreta que a maioria dos norte-americanos ignora a sua existência. Controla a maior parte do orçamento destinado aos serviços de informações e produz mais de cinquenta toneladas de material por dia.

É ela – e não a CIA – a proprietária e operadora da maior parte do sistema de coleta de dados dos serviços secretos dos EUA.

Desde uma rede mundial de satélites até as dezenas de postos de escuta, milhares de computadores e as florestas de antenas localizadas nas colinas de West Virginia.

Uma das suas especialidades é espiar os espiões — ou seja, os serviços secretos de todas as potências, amigas e inimigas.

Durante a guerra das Malvinas (1982), por exemplo, a NSA decifrou o código secreto dos serviços de espionagem argentinos, o que lhe permitiu transmitir aos britânicos informações cruciais sobre as forças argentinas.

O vasto sistema da NSA pode captar discretamente qualquer e-mail, qualquer consulta de internet ou telefonema internacional. O conjunto total da comunicação interceptada e decifrada pela NSA constitui a principal fonte de informação clandestina do governo dos EUA.

A NSA colabora estreitamente com o misterioso sistema Echelon. Criado em segredo, depois da Segunda Guerra Mundial, por cinco potências anglo-saxônicas — Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia (os “cinco olhos”), o Echelon é um sistema orwelliano de vigilância global que se estende por todo o mundo, monitoriza os satélites usados para transmitir a maioria dos telefonemas, comunicação na internet, e-mails, redes sociais etc.

O Echelon é capaz de capturar até dois milhões de conversas por minuto. A sua missão clandestina é a espionagem de governos, partidos políticos, organizações e empresas. Seis bases espalhadas pelo mundo recolhem informações e desviam de forma indiscriminada enormes quantidades de comunicação.

Em seguida, os super-computadores da NSA classificam este material, por meio da introdução de palavras-chaves em vários idiomas.

Em torno do Echelon, os serviços de espionagem dos EUA e do Reino Unido estabeleceram uma larga colaboração secreta. E agora sabemos, graças às novas revelações de Edward Snowden, que a espionagem britânica também intercepta clandestinamente cabos de fibra ótica, o que lhe permitiu espionar as comunicações das delegações presentes na reunião de cúpula do G-20, em Londres, em abril de 2009. Sem distinguir entre amigos e inimigos [5].

Por meio do programa Tempora, os serviços britânicos não hesitam em armazenar enormes quantidades de informação obtidas ilegalmente. Por exemplo, em 2012, manejaram cerca de 600 milhões de “conexões telefônicas” por dia e puseram sob escuta, em perfeita ilegalidade, mais de 200 cabos…

Cada cabo transporta 10 gigabites [6] por segundo. Em teoria, poderia processar 21 petabytes [7] por dia; equivalente a toda a informação da Biblioteca Britânica, enviada 192 vezes ao dia.

O serviços de espionagem constatam que a internet já tem mais de 2 bilhões de utilizadores no mundo e que quase um bilhão utiliza o Facebook de forma habitual. Por isso, fixaram como objetivo, transgredindo leis e princípios éticos, controlar tudo o que circula na internet. E estão a conseguir: “Estamos a começar a dominar a internet”, confessou um espião inglês, “e a nossa capacidade atual é bastante impressionante”.

Para melhorar ainda mais esse conhecimento sobre a internet, o Quartel-Geral de Comunicações do Governo [Government Communications Headquarters, ou GCHQ, a agência de espionagem britânica] lançou recentemente novos programas: Mastering The Internet (MTI) sobre como dominar a Internet, e Programa de Modernização da Intercetação [Interception Modernisation Programme] para uma exploração orwelliana das telecomunicações globais.

Segundo Edward Snowden, Londres e Washington já acumulam, diariamente, uma quantidade astronômica de dados, interceptados clandestinamente através das redes mundiais de fibra ótica. Ambos países dispõem de um total de 550 especialistas para analisar essa titânica informação.

Com a ajuda da NSA, a GCHQ aproveita-se de que grande parte dos cabos de fibra ótica por onde trafegam as telecomunicações planetárias passam pelo Reino Unido. Este fluxo é interceptado com programas sofisticados de informática. Em síntese, milhões de telefonemas, mensagens eletrônicas e dados sobre visitas na internet são armazenados sem que os cidadãos saibam, a pretexto de reforçar a segurança e combater o terrorismo e o crime organizado.

Washington e Londres colocaram em marcha o plano orwelliano do “Grande Irmão”, com capacidade de saber tudo que fazemos e dizemos nas nossas comunicações. E quando o presidente Obama menciona a suposta “legitimidade” de tais práticas de violação de privacidade, está a defender o injustificável.

Além disso, há de se lembrar que, por interceptarem informação sobre perigosos grupos terroristas com base na Flórida – ou seja, uma missão que, segundo a lógica do presidente Obama seria “perfeitamente legitima” — cinco cubanos foram detidos em 1998 e condenados [8] pela Justiça dos EUA a largas e imerecidas penas de prisão [9].

O presidente Barack Obama está a abusar do seu poder e a diminuir a liberdade de todos os cidadãos do mundo. “Eu não quero viver numa sociedade que permite este tipo de ação”, protestou Edward Snowden, quando decidiu fazer as suas revelações.

Divulgou os fatos e, não por acaso, exatamente quando começou o julgamento do soldado Bradley Manning, acusado de promover a fuga de segredos da Wikileaks, organização internacional que divulga informações secretas de fontes anônimas.

Enquanto isso, o ciberativista Julian Assange está refugiado há um ano na Embaixada do Equador em Londres…

Snowden, Manning e Assange são defensores da liberdade de expressão, lutam em favor da democracia e dos interesses de todos os cidadãos do planeta. Hoje são assediados e perseguidos pelo “Grande Irmão” norte-americano [10].

Por que os três heróis do nosso tempo assumiram correr semelhante riscos, que podem custar a sua própria vida? Edward Snowden, obrigado a pedir asilo político no Equador e em vinte países, responde: “Quando se dá conta de que o mundo que ajudou a criar será pior para as próximas gerações, e que os poderes desta arquitetura de opressão se estendem, você entende que é preciso aceitar qualquer risco. Sem se preocupar com as consequências”.

Notas

1 Ver, de Ignacio Ramonet, “Vigilância absoluta”, na Biblioteca Diplô, agosto de 2003.



2 Proposta pelo presidente George W. Bush e adotada no contexto emocional que se seguiu aos ataques de 11 de setembro de 2001, a lei “Patriot Act” autoriza controles que interferem com a vida privada, suprimem o sigilo da correspondência e liberdade de informação. Não requer a permissão para escutas telefónicas. E os investigadores podem aceder a informações pessoais dos cidadãos sem mandado judicial.

3 Em 2012, a empresa faturou 1,3 bilhão para “missões de assistência de informação.”



4 Recentemente, soube-se que Max Kelly, chefe de segurança no Facebook, encarregado de proteger as informações pessoais dos usuários da rede social contra ataques externos, deixou a empresa em 2010 e foi contratado… pela NSA.

5 Espiar diplomatas estrangeiros é legal no Reino Unido: protegido por uma lei aprovada pelos conservadores britânicos, em 1994, que coloca o interesse econômico nacional acima da diplomacia.

6 O byte é uma unidade de informação em computação. Um gigabyte é uma unidade de armazenamento cujo símbolo é GB, igual a um bilhão de de bytes, equivalentes a uma van repleta de páginas de texto.



7 Um petabyte (PT) é igual a um quatrilhão de bytes — ou um milhão de gigabytes.

8 A missão dos cinco Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González, era infiltrar-se e observar o processo de grupos de exilados cubanos para evitar atos de terrorismo contra Cuba. Porém o juiz os condenou à prisão perpétua. Disse a Anistia Internacional num comunicado que “durante o julgamento não mostrou qualquer prova de que os acusados tinham informações classificadas realmente coletadas ou transmitidas.”



9 Ler de Fernando Morais, Os últimos soldados da guerra fria, Companhia das Letras.

10 Edward Snowden corre o risco de ser condenado a trinta anos de prisão após ter sido formalmente acusado pelo governo dos EUA de “espionagem”, “roubo” e “uso ilegal de propriedade do governo.”



*Ignacio Ramonet é jornalista. Foi diretor do Le Monde Diplomatique entre 1990 e 2008.

Tradução de Cauê Ameni para o Outras Palavras

Leia também:

Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado

Spiegel: A aliança entre a NSA e 80 corporações globais (onde publicamos o gráfico mostrando o Brasil entre os espionados)

Três países oferecem asilo a Edward Snowden

Gleen Greenwald: Grande mídia dos EUA é escudo e megafone do poder

 

39 Comentários escrever comentário »

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Araújo

14/07/2013 - 08h47

Os EUA e Reino Unido são apenas fachada do verdadeiro inimigo da humanidade. Estes utilizam sistematicamente as mãos dos americanos e ingleses para subjugar seus adversários. A nota de rodapé numero 5 dá-nos uma pista segura que permite identificar os verdadeiros inimigos:

5 Espiar diplomatas estrangeiros é legal no Reino Unido…lei aprovada pelos conservadores britânicos…coloca o interesse econômico “nacional” acima da diplomacia.

Unido: protegido por uma lei aprovada pelos conservadores britânicos, em 1994, que coloca o interesse econômico nacional acima da diplomacia.

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Edson (BH)

08/07/2013 - 14h32

Empresas que armazenam e os transmissão de dados privados, deveriam estar sujeitas a controle externo da segurança. Deveria haver uma agência como a anatel ou aneel com participação civil e do estado… nacionalmente, e uma agencia do tipo AIEA, internacionalmente para auditar a segurança dos servidores, redes e softwares. Quem quisesse usa-se os certificados por essas agencias.

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    Edson (BH)

    08/07/2013 - 15h03

    Escrever corretamente né!
    Empresas que armazenam e/ou transmitem dados privados, deveriam estar sujeitas a controle externo da segurança. Deveria haver uma agência como a anatel ou aneel com participação civil e do estado… nacionalmente, e uma agencia do tipo AIEA, internacionalmente, para auditar a segurança dos servidores, redes e softwares. Quem quisesse usaria os serviços certificados por estas agencias.

pedropedreira

08/07/2013 - 13h54

Sorria, você está sendo espionado!

Responder

Véio Zuza

08/07/2013 - 13h46

Pois é,e eu pensando que as redes sociais não são a nova ferramenta da “revolução” e das sucessivas “primaveras”?

Responder

Kazuhiro Uehara

08/07/2013 - 13h12

Há anos o Fidel Castro denunciou a existencia de uma rede de escuta e gravação de todas ligações telefonicas, de fins de espionagem pelo governo americano, não lembro o nome de projeto, se Echos.

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O Homem Risonho

08/07/2013 - 13h10

Faz muito tempo que isso acontece, mas foi preciso uns caras lá do tio sam falarem para que todos se dessem conta, muito antes desses tais atentados terroristas, já haviam programas que vasculhavam caixas de e-mail fazendo varreduras por palavras chave, agora isso, de mito da internet, vira capa de jornalão pelo mundo, a unica coisa que os EUA estão conseguindo é aumentar o numero de paises inimigos, em um possivel cenário de guerra a coisa vai ficar feia pra eles e bummm, vai BA na galera… talvez seja isso mesmo que eles querem, já que eles são tão bons assim com informação como não conseguiram impedir que suas informações fossem vazadas? hmmm, estou mais confuso e paranóico que o normal…

Responder

Julio Silveira

08/07/2013 - 12h27

Ramonet, eu já sabia.

Responder

Francisco

08/07/2013 - 11h42

O stalinismo é um regime político intolerável…

Responder

    Samir

    08/07/2013 - 18h10

    Foi, realmente. Morreram (de morte matada) milhões de inimigos. O povo da Ucrânia pode te dar todos detalhes. Ah, você não quer saber… tá.

Mariana

08/07/2013 - 10h21

Essa é a espionagem na rede, agora imaginem quando GoogleGlass e similares estiverem à venda no mercado, nossa vida será ainda mais controlada. Aí até mesmo eu, mulher ocidental, penso em usar uma Burca em lugares públicos para proteger minha imagem e minha privacidade dessa invasão cibernética.

Responder

Rose

08/07/2013 - 00h36

Nao seria um golpe dentro do golpe para afastar as pessoas da internet,assim nao teriam que sujar as maos.temos que pensar nesta possibilidade.

Responder

H. Back™

08/07/2013 - 00h32

Isso tudo é temerário, ou seja, sem fundamento; sem base; infundado.Porque muita informação é igual informação nenhuma (não sei onde li isso).

Responder

    Ronaldo Marques

    08/07/2013 - 12h00

    Dá uma pesquisadinha em algo chamado Data Mining. Vc se surpreenderá com os tesouros revelados por muita informação.

FrancoAtirador

07/07/2013 - 22h18

.
.
Neste instante de instabilidade política e econômica mundial,

em que ocorre uma verdadeira Guerra Internacional Fratricida,

o Governante de um País que ingenuamente tentar resolver conflitos

apenas através da Diplomacia e do apelo ao Direito Internacional

estará condenando sua própria Nação à capitulação completa.

Quem sobreviver verá.
.
.

Responder

Samira Silva

07/07/2013 - 21h15

Os EUA são a alma negra do planeta. De lá emana todo o mal, tudo que destrói, que mata, que corrói. Toda dor, toda tristeza, angústia emana daquele lugar miserável. É a personificação do inferno bem aqui ao lado de todo o mundo.

Responder

    Leandro_O

    08/07/2013 - 08h17

    Engraçado como coincide justamente com o país mais capitalista.

Claudomiro

07/07/2013 - 18h18

O Snowden ser acusado pelo governo dos USA de espionagem é piada!rs
Os caras são muito cara de pau.

Responder

FrancoAtirador

07/07/2013 - 17h53

.
.
“Eu lhes pergunto: Vocês querem a Guerra Total?”

Interrompido por aplausos e gritos de “Sim!!!”, o orador insistiu na pergunta:

“Vocês a querem, se necessário, mais total e radical do que a podemos imaginar hoje?”.

E recebeu nova ovação e um decidido “Sim!!!” da platéia.

Este foi o auge do discurso do Ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels (1897-1945), no dia 18 de fevereiro de 1943, diante de 14 mil pessoas reunidas no Palácio dos Esportes, em Berlim.

(http://www.youtube.com/watch?v=PcNuqkzceIg)

http://www.dw.de/1933-hitler-controlava-a-imprensa-falada/a-871190

Responder

    FrancoAtirador

    07/07/2013 - 22h03

    .
    .
    Guerra Total é um conflito de alcance ilimitado, no qual um ou mais países entram numa fase de mobilização total de todos os seus recursos humanos, industriais, agrícolas, militares, naturais e tecnológicos, inclusive com o uso dos Meios de Comunicação para fins de Propaganda, Informação e Contra-Informação, de modo a anular a capacidade de retaliação política e econômica do(s) adversário(s).
    .
    .
    O Momento Histórico é de Guerra Total do Norte.

    China e Rússia já se posicionaram estrategicamente.

    Chegou a hora do Sul escolher de que lado está.

    Ou o Governo Brasileiro sai de cima do muro,

    ou entregará definitivamente o Brasil aos U.S.A.,

    e a América do Sul inteira será aniquilada.
    .
    .

lulipe

07/07/2013 - 17h33

Seria ingenuidade achar que isso vai ser interrompido,é um caminho sem volta, cabe ao Brasil investir também pesadamente em tecnologia e fazer o mesmo, afinal, informação é poder!!!

Responder

    Mário SF Alves

    08/07/2013 - 12h37

    Lulipe,

    O que é isso, companheiro? Enfim, um comentário iluminado. É… nada como um dia após o outro. É o tempo, meu caro. É o tempo. São os tempos.

    elizabeth pretel

    08/07/2013 - 17h50

    Normalmente apenas leio, mas desta vez, não consegui evitar, concordo PLENAMENTE com vc.

    renato

    08/07/2013 - 16h39

    lullipe estou emocionado.
    A não ser que você seja um espião.
    É ou não?

J Souza

07/07/2013 - 15h58

Tão impressionante quanto a capacidade de espionagem dos americanos e britânicos é sua incapacidade de usar as informações que obtêm para fazer o bem!
Me digam uma, apenas uma coisa boa que EUA ou Grã-Bretanha fizeram para ajudar algum povo em algum lugar do mundo nos últimos 10 anos, sem ter algum interesse econômico ou político por trás dela!

Responder

Tijolaço protesta contra a bandidagem eletrônica dos Estados Unidos: Somos ratos? - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/07/2013 - 15h10

[…] Ignacio Ramonet: Serviços de espionagem já controlam a internet […]

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