VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

“Os ruralistas de hoje são os bandeirantes de ontem”

02 de outubro de 2013 às 18h38

Frente de Esculacho Popular (FEP) espalha lambes pela cidade em mais uma de suas ações

Na noite do dia 1 para o dia 2 de outubro, integrantes da Frente de Esculacho Popular forraram de lambes os postes por onde passará a manifestação desta quarta-feira, dia 2, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A ação faz parte da semana da Mobilização Nacional Indígena, de 30 de setembro a 5 de outubro.

A FEP sai novamente às ruas desta vez para se somar à luta dos indígenas e quilombolas contra os interesses dos grandes proprietários de terra, agroempresários e seus representantes nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

A FEP, através de cartazes espalhados pela cidade, quer lembrar que a história da população indígena é marcada, há 513 anos, por um genocídio sistemático, sob diversas formas.

Os cartazes falam de três momentos de agressão à vida e aos direitos dos povos indígenas: a chegada dos bandeirantes e o genocídio por eles praticados sob a desculpa da  “conquista e da consolidação do território nacional”, o genocídio indígena durante a Ditadura Militar, também em nome do desenvolvimento econômico, e o papel dos ruralistas hoje, no Congresso, que usam todos os meios para barrar as demarcações de terras e para roubar aquelas que já foram reconhecidas.

Leia também:

“Câncer” das abelhas tem relação com pesticidas e fungicidas

 

56 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Mauro Assis

08/10/2013 - 13h51

Estadão de hoje:

“Força no interior. Embora tenham caído em setembro (sobre agosto), as vendas de máquinas agrícolas acumuladas nos nove primeiros meses deste ano apresentaram crescimento de 25,1% (sobre igual período de 2012). Enquanto isso, as vendas de tratores de rodas avançaram 23,0%; e as de colheitadeiras, 55,7%. São números que apontam para o aumento de produtividade e para a força do agronegócio em meio à pasmaceira da indústria.”

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

05/10/2013 - 19h28

Do mesmo modo que os norte-americanos, em nome do expansionismo, do crescimento econômico, e do humanitarismo, os bandeirantes praticaram um massacre, um imperdoável genocídio contra os povos indígenas e contra os negros; só uma pessoa ignorante, inculta, desprovida totalmente de conhecimentos sobre nossa história, desconhece estes registros de nossa cultura. Estas pessoas desconhecem até a contribuição de todos os brasileiros para a criação e desenvolvimento do Estado de São Paulo. O Brasil teve e tem seu crescimento sócio-econômico e cultural construído com a participação de varias raças e etnias : seu desenvolvimento, em todos os aspectos, dependeu de brasileiros nativos, índios, negros, migrantes de diversa partes do mundo, onde se destacaram e ainda se destacam os corajosos e trabalhadores brasileiros nordestinos. Por isso tudo, é, no mínimo, ignorância insuflar um separatismo entre São Paulo e demais Estados e regiões do nosso País. Somos todos brasileiros sofridos,em decorrência dos governos incompetentes a que tivemos subordinados, mas extremamente talentosos e inteligentes.

Responder

FrancoAtirador

05/10/2013 - 12h37

.
.
“Os ruralistas de hoje

são os bandeirantes de ontem…”

E os predadores portugueses de anteontem…
.
.
“Quem foi Borba Gato, qual a história dele?”

“Ele foi antes de mais nada um homem a procura de lucro, e o caminho que achou foi o da mineração, claro passando pelo perjuro, traição e assassinato, um pouco de cada para não faltar nada.

Sem dúvida foi um ‘desbravador’ (http://bit.ly/GBE6gX), no sentido de explorar o interior das terras [sertanejas] e encontrar minas de ouro [e prata, e pedras preciosas, e outros minérios valiosos, extraídos do subsolo brasileiro (Prospecção), às custas da escravização de índios e negros e do extermínio de quilombos espalhados pelos sertões do Brasil (Preação)]. (http://bit.ly/1a9Qo90)

Mas um breve relato dos acontecimentos posteriores a esses descobrimentos vão dar uma idéia do tipo de homem de que estamos falando, sem a roupagem de herói bandeirante que deram a ele.

Borba Gato era ‘Tenente-General do Mato’ (http://bit.ly/1aVVTJm) e genro de Fernão Dias [Paes Leme] (http://bit.ly/1fQvFyq e http://bit.ly/1fQwMhj).

Um pouco depois da morte do sogro, Gato matou o Administrador Geral das minas, que fora enviado pela corôa portuguesa para verificar as descobertas de Fernão Dias e naturalmente estabelecer a cobrança dos impostos reais (http://bit.ly/SszdB).

Por essa razão foi condenado por crime de lesa majestade, fugiu e ficou “escondido” no sertão, tornando-se líder de uma tribo no vale do Rio Doce por 18 anos. [Paraíso Fiscal que, nos dias de hoje, daria inveja a diversas famíglias de empresários braZileiros, especialmente às que atuam no ramo das Comunicações].

Mas caçar Borba Gato não daria rendas a Portugal.
Então em 1700 o Rei deu seu perdão [ao ‘Gato’], em troca de ele revelar a localização das minas que dariam origem à cidade de Sabará (http://bit.ly/13r5ZxT). [Naquela época já existia REFIS].

Temos em São Paulo uma estátua (horrível) revestida de ladrilhos que foi feita na década de 60 que é conhecida como o ‘Monstromento Kitsch’.”

(http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090121094254AA84T9r)
.
.
Detalhe

Quando faleceu, em 1718, Gato ocupava o cargo
de Juiz Ordinário da então Vila de Sabará.

E bota ‘Ordinário’ nisso…
.
.

Responder

JOSE CARLOS DE CAMARGO

04/10/2013 - 21h03

LCAZEDO: seu blog/site comunista (*) é o púlpito dos medíocres Anti-Pau-
listas, um bando de desocupados que vivem às nossas custas! Más não tem
importância! A História é implacável com os caluniadores e sempre se vol-
ta contra eles! Êste blog, mais os do Nassif e PHAmorim são três excre-
cências do jornalismo “dito” político! Tudo o que os Bandeirantes fizeram
estão de pé, incólumes! As cidades, povoados, limites territoriais desta
nação, etc.! Todos vivem da pujança de São Paulo! Repito: isso tudo não /
tem mais importância! Um dia cada região deste país vai ter que viver por
sua conta! Então, poderemos apreciar o desespero das plebes! Ah! Não vai
ter contemplação! Vai haver choro e ranger de dentes! Quem viver, verá!
(*) Os Comunistas, conforme o Livro Negro do Comunis,o, trucidaram mais /
de 60 milhões de pessoas no Mundo todo! Os índios brasileiros eram todos
folgados, antropófagos e carniceiros! Hoje há mais índios no Brasil que
em nos Séculos XV, XVI, etc! Os Bandeirantes desbravadores enfrentaram to
dos os tipos de calamidades: doenças, intempéries, obstáculos, etc e alar
garam as fronteiras do Brasil! Um dia a História fará justiça a eles!

Responder

    Bonifa

    05/10/2013 - 05h26

    Esta questão vem da falta de um bom curso básico de História. Quando haviam grandes professores de História no ensino médio, eles mostravam as imensas conquistas dos desbravadores do Sertão, sendo a expansão territorial do país a maior delas. Mas não escondiam nada, nenhum detalhe sequer, sobre os motivos que levaram os desbravadores a este resultado: A busca do enriquecimento, pelo aprisionamento de índios e sua posterior venda como escravos, esta foi a principal motivação. A estupidez vem de se olhar para o passado com olhos do presente. Tudo perde o sentido quando se mede o passado com a régua do presente. Mil vezes mais criminosos foram os “bugreiros” que ainda no século vinte matavam impunemente índios guaranis no Paraná e Santa Catarina, para tomar suas terras. Assim, alguns marxistas estúpidos acreditam que os egípcios não deveriam ter praticado a exploração de homens por homens, como se aquela civilização pudesse ter existido sem tal prática, seguindo um raciocínio que nos remete à saudade eterna do paraíso rousseauniano, e à conclusão de que nunca deveria ter acontecido a agricultura, já que ela gerou a acumulação de riquezas e consequentemente o capitalismo. Entender os Bandeirantes, sim. Reverenciá-los, com justa compreensão. Mas idealizá-los e endeusá-los também é muito estúpido.

pai

04/10/2013 - 21h03

Ai, Ai.
Que mania de ser dramático. Sempre assim, “os vilões” do capital contra todos nós.
O Agronegócio é simplesmente CRUCIAL para o Brasil. São esses “vilões” que põe a comida na mesa do Brasil e ajudam nossa balança comercial.
Obvio, que há a necessidade de regular a qualidade dos produtos. Desnecessário dizer.
Mas sem JAMAIS abrir mão dos avanços tecnologicos, dos trangênicos…. NADA. Se aqui usa-se venenos incorretamente, a anvisa , a polícia ou o escambau que tome conta!
E os Bandeirantes? Ihhhh que conversinha. Certamente cometeram atrocidades. Mas não foram só eles. Todos os portugas, desde que pisaram aqui, perpetraram atrocidades contra os Índios.
Agora, não há mais “índios”. Há descendentes de índios, que usam roupas de homem branco, falam no celular e tomam cachaça. É triste, um erro histórico, mas está consumado. O Brasil não existiria hoje se no passado os índios e seu direito-legítimo- à terra tivesse sido respeitado. Mas agora é tarde.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

04/10/2013 - 17h34

Os bandeirantes abriam a faca a barriga das índias grávidas para implantar o terror, matando mãe e criança. E ganharam nome de rua. Atualmente e desde há muito, os pilantras ruralistas estão ligados a todo tipo de atrocidade como assassinato de indígenas, assassinato de sindicalistas e líderes rurais, roubo de terra, grilagem e escravidão de trabalhadores, uso indiscriminado de agrotóxicos, devastação de florestas, contaminação da água e do solo, monocultura insistente, fora as atrocidades que não conhecemos. Esses idiotas agem como se a terra fosse algo para usar e jogar fora. E não temos governo, nem justiça nem políticos e muito menos polícia para combater esses atrozes cafajestes.
Basta lembrar que um atroz juíz soltou esses dias um assassino e estuprador goiano porque os presídios estão cheios. É esse tipo de gente que está no Estado Brasileiro para defender o cidadão. Ora o cidadão. Esses cidadãos bundões não valem nada, o que interessa é o capital, diriam vários políticos congressistas ligados ao lobby do capital. Até a hora que o povo voltar para as ruas para pegar essa gente nojenta de pau. E para salvaguardar a integridade desses bandidos tem polícia.

Responder

catharina

04/10/2013 - 13h34

Para ai!!! Para ai!!!!! Gente burra. Não defendam o agronegócio q usa sementes trangênicas, transformou o Brasil em campeão no uso de defensivos agrícolas, alguns já proibidos no exterior, de tal sorte que pesquisas oS encontraram no leite materno, sendo o recém nascido não só alimentado com leite tóxico mas, também, gerado em meio à toxidez do sangue materno. ELES SÃO GENOCIDAS. Tudo pelo dinheiro e lucro. AFINAL, vocês, que o defendem são brasileiros ou desnacionalizados comprados por eles? Invadem as terras indígenas, a amazônia, são bandidos e matam para ocupar CRIMINOSAMENTE terras indígenas e de ocupação dos sem terra. Seus pistoleiros matam e trucidam as lideranças dos heróis lutadores. NÃO HÁ COMO DEFENDÊ-LOS. PELO AMOR DE DEUS!!! PENSEM COMO SERES HUMANOS. PENSEM COMO BRASILEIROS SENSÍVEIS AOS PROBLEMAS NACIONAIS.

Responder

    Mauro Assis

    07/10/2013 - 11h45

    Catharina,

    Somos campeões no uso de defensivo porque somos campeões de produção e produtividade.

    Genocidas, nós??? Como, se somos os maiores produtores de proteína do mundo?

    Dinheiro, lucro? Querida, o nosso sistema é capitalista, porque só o pobre do fazendeiro não pode ganhar dinheiro? Tem que trabalhar pelo que, então? Esse é o nosso mundo, e não se esqueça que as alternativas a esse modelo são piores.

    Sou brasileiro, trabalho aqui. Não fui comprado por ninguém, apenas tenho opinião formada depois de 25 anos de vida profissional, que me levou a mais de 20 países em quatro continentes. Creia-me, sei do que estou falando: a saída para esse nossa paisão grande e bobo é produzir alimentos e fibras para suprir o mundo, não só isso mas também isso. A indústria de software americana fatura umas 10 vezes o que ganhamos com o agronegócio, mas como a gente anda produzindo até analfabetos ultimamente, eu acho que infelizmente não é por aí, sacou?

    O que sabemos fazer de melhor é produzir comida e fibra. E é isso que vai nos tirar da m… onde estamos atolados há tanto tempo.

Guanabara

04/10/2013 - 12h54

Entendo as defesas apaixonadas do Mauro pelo seu trabalho, mas a pergunta é: a que preço?

Aumento de produtividade aos custos de uso de agrotóxicos, sementes transgênicas, destruição de biodiversidade, grilagem de terras, assasinatos no campo, uso de uma penca de produtos químicos para deixar os antigos alimentos com aspectos mais bonitos e mais duradouros ao preço da saúde dos indivíduos, sem qualquer contra ponto, sem contraditório, a vitória do pensamento único e do capital a qualquer preço. Ah, você pode dizer “o mundo é assim”, sim, e eu não concordo com ele, e temos que mudar essa vitória do rico que faz lobby, comprando votos nos congressos mundo a fora através do financimento de campanhas e outros meios, eliminando a democracia e espalhando uma enormidade de potenciais doenças sob o pretexto de salvar a economia ou eliminar a fome.

Produzir veneno como alimento, se gabar disso e dizer que isso salva a economia beira celebrar que a produção de cocaína na Colômbia e Bolívia, ou até mesmo que o tráfico de drogas nas favelas, move essas economias e que o traficante tem que ser venerado, pois ele dá a assistência que o Estado nega à população local. Sinto muito, mas jamais irei concordar com defensores de grileiros de terras. Latifúndio particular em terras sem lei não é a solução para a questão agrícola mundial.

Responder

    Mauro Assis

    07/10/2013 - 08h37

    Caro Guanabara,

    Não faço “uma defesa apaixonada do meu trabalho”. Eu demonstro, com argumentos e números, que o agribusiness é o esteio da nossa economia.
    Vc força a barra quando compara o agronegócio brasileiro com a produção de coca. Coca é ilegal, proteína não, simples assim.

    Não produzimos “veneno como alimento”. Produzimos comida barata e abundante, que alimenta a nós e ao planeta.

    Guanabara

    11/10/2013 - 01h10

    Tá. Mas a que preço? Responda essa pergunta. O senhor só repetiu a sua propaganda apaixonada, que exalta resultados ignorando como são obtidos.

    Qual a qualidade dessa proteína? Quais meios estão sendo usados para justificar essa “maravilhosa produção do agronegócio”? Há uso de trabalho escravo? Quantas ações da PF houve com relação a trabalho escravo em latifúndios no interior do Brasil? Tem que permitir trabalho escravo para viabilizar a produção?

    E quanto a “…destruição de biodiversidade, grilagem de terras, assasinatos no campo, uso de uma penca de produtos químicos para deixar os antigos alimentos com aspectos mais bonitos e mais duradouros ao preço da saúde dos indivíduos, sem qualquer contra ponto, sem contraditório, a vitória do pensamento único e do capital a qualquer preço.” Dizer que isso não é veneno…

Felipe Guerra

04/10/2013 - 12h07

Prezado Mauro Assis,

Eu iria te responder, mas pelo tanto de bobagem que V. Sa. escreveu, vejo que não se faz necessário.

Responder

    Mauro Assis

    05/10/2013 - 00h32

    Caro Felipe,

    Expus os meus argumentos, de maneira clara e objetiva, o que impede vc de fazer o mesmo? Será talvez a falta desses mesmos argumentos?

    [],

    Mauro Assis

Flavio Lima

04/10/2013 - 11h27

Taí uma coisa que sempre acreditei: os ruralistas são descendentes políticos (e muitas vezes familiares mesmo) dos bandeirantes genocidas.

Responder

Romanelli

04/10/2013 - 08h40

verdade, se antes os BANDEIRANTES nos permitiram um desenho que nos catapultaram como NAÇÃO ..hoje o agronegócio nos salva ..pois não fosse o seu desempenho e pecados (e eles estão cheios deles) o país (pela desindustrialização, cambio precarizado, importação e demais resultados das contas externas)o país já tinha QUEBRADO de novo.

Francamente, esta revisionismo BARATO, de visão curta e vingativa, não cansa de propalar disparates, não ?

Vem cá, por acaso os indígenas de hoje descendem de santos ? NUNCA massacraram ou guerrearam por porcaria, mesquinharia e/ou egoísmo/crença, ignorância mesmo ?

E se não fossem os bandeirantes que enfrentaram o que a IMENSA maioria de hoje não toparia (vc iria pra Marte preparado pra não mais voltar ?) o que vocês acham que teria sido disso aqui ?

Verdade é que estaríamos ainda no tempo da cavernas ..ou nos matando com tacape e zarabatana tal qual os Tutis e Hutus se fizeram recentemente, ou alguém duvida ?

Em tempo, vocês já leram sobre o massacre e extinção do povo sambaquizeiro ..detalhe, isso ocorreu antes de Cabral

Não adianta brigarmos com a história ..ela já nos foi dada ..pensemos pois no futuro ..nos que sobreviveram ..e de preferência num futuro que congrace a todos

Responder

    Elias

    04/10/2013 - 15h18

    Então, Romanelli, “os que sobreviveram” não deveriam viver em paz, longe das barbáries cometidas por pseudo-heróis outrora?

    Elias

    04/10/2013 - 15h20

    “de outrora”

    Romanelli

    05/10/2013 - 11h08

    colega, daquela guerra, EU e VOCÊ tb somos sobreviventes, entende o que quero dizer ?

    Elias

    05/10/2013 - 21h37

    Não, colega, eu não entendo o que você quer dizer com “sobreviventes”, assim como você não entende quando eu digo que hoje deveríamos estar livres das “barbáries cometidas por pseudo heróis de outrora” e de hoje também.

    Elias

    05/10/2013 - 21h47

    Não, colega, eu não entendo o que você quer dizer com “sobreviventes”, assim como você não entende quando eu digo que deveríamos estar livres das “barbáries cometidas por pseudo heróis de outrora” e de hoje também.

renato

03/10/2013 - 20h32

Quando era pequeno, a História nos enganava dizendo que os Bandeirantes eram gente boa. Quase heróis…
Como nos enganavam…Hoje???
Não dá para fechar os olhos.

Responder

Regina Braga

03/10/2013 - 19h10

Depois que o Caiado, foi eleito, como um dos melhores deputados do país.Só resta mesmo o esculacho…Presidenta,a questão indígena ,já foi fatiada demais…jogar para o Congresso a responsabilidade, é extermínio em massa,e com o agravante de ter sido anunciada e consentida.Ministro Zé,os índios só voltaram a crescer, quando foram tutelados pelo Estado,joga-los no Congresso é uma bala no coração das 220 nações.

Responder

    Bonifa

    05/10/2013 - 11h31

    Isso é verdade. Enquanto não acabarmos com o financiamento privado de campanhas eleitorais, o Congresso sempre padecerá de legitimidade suficiente para tratar de problemas tão complexos e de transcendência histórica como o é o problema indígena, tendendo a apoiar objetivos imediatos de seus patrões endinheirados. Será sempre um Congresso voltado para a hegemonia imediatista do lucro, e jamais para as linhas dominantes das grandes aspirações nacionais.

Urbano

03/10/2013 - 14h10

[email protected] e cuspido. Há até quem se empavone por conta de seus ancestrais terem participado ativamente do holocausto indígena, o que foi na verdade a grande obra dos bandeirantes… A fidalguia eram as palavras e ações desse naipe.

Responder

niveo campos e souza

03/10/2013 - 11h51

Ruralistas, depredadores e envenenadores da Natureza.
Em troco de lucro, lucro e lucro.

Responder

    Mauro Assis

    07/10/2013 - 08h32

    Niveo,

    Lucro é a meta do capitalista. Esse é o regime que nós temos, é o pior tirando-se os outros. Não é feio o lucro, ele é a mola que move o mundo, pelo menos a parte melhorzinha dele. O resto, amigo, é Cuba…

Elias

02/10/2013 - 20h06

E dizem que somos um país pacífico, que não entramos em guerra com nenhuma nação. É verdade. Só atacamos a nós mesmos, covardes que somos, só temos peito de invadir terras indígenas e matar nossa própria gente. A história dos bandeirantes é tão vergonhosa quanto a Guerra do Paraguai. As escolas devem discutir mais com nossos estudantes o passado que nos desonra, inclusive o passado recente, ditadores, torturadores e vendilhões da pátria. Quanto aos ruralistas comparados aos bandeirantes há de se concordar plenamente com tal afirmação, ambos tiveram e têm a mesma prática: trucidar vidas humanas em nome do progresso e da riqueza de todas as elites.

Responder

Mauro Assis

02/10/2013 - 19h38

Os “bandeirantes de hoje” são os caras que põem a comida na nossa mesa, que sustentam a nossa economia pífia. Sem o agronegócio a economia brasileira já tinha ido pro brejo há muito tempo.

São eles, junto com pesquisadores da Embrapa que com seu trabalho criaram dentre outras coisas variedades de feijão que hoje atenuam a fome na África.

São eles também que geram emprego fora dos grandes centros, permitindo que os gigantescos cortiços que chamamos de cidades não explodam de tanta miséria.

São esses caras que estão sendo expulsos de suas terras por índios paraguaios no Rio Grande do Sul, terras estas tituladas há mais de um século, mas que a Funai, “democraticamente” decreta como indígenas.

São os “bandeirantes modernos” que, com seu espírito desbravador, fazem com que o Brasil tenha saído de uma produção agrícola ridícula de 40 milhões de toneladas de grãos para mais de 200 milhões em pouco mais de vinte anos, com um aumento de menos de 50% da área plantada. Hoje os agricultores brasileiros ocupam 27% do nosso território, enquanto que as terras indígenas ocupam 13%, para menos de 500.000 índios. Coisa de 250 ha (uns 300 Maracanãs) POR ÍNDIO!

Foram também eles que desenvolveram técnicas de plantio como o plantio direto, que ao mesmo tempo que preservam o solo por revolver muito menos a terra possibilitam a colheita de até 5 safras em apenas dois anos.

Por fim, são esses nossos valentes que, apesar do esforço que o governo, através da Petrossauro, faz para acabar com eles, fazem do nosso país o ÚNICO do mundo onde grande parte dos veículos roda com álcool combustível, combustível renovável e não poluente.

Eu, engenheiro agrícola que sou, me orgulho de trabalhar junto com esses nossos bandeirantes, que carregam esse país nas costas desde há muito tempo, apesar dos desmandos de nossos governantes.

Responder

    Caracol

    03/10/2013 - 04h14

    Pois é…
    Durante algum tempo tentei me alimentar comendo guia de exportação de soja e perdi vários quilos, reconhecendo que em compensação os porcos europeus e chineses têm engordado bastante. Bom, os porcos comem soja, e eu, comendo guia de exportação, passei mal à beça. O pior é que ouvi dizer que a tinta e o papel da guia de exportação, além de não serem nutritivos, podem causar câncer.
    O que me salvou foram as frutas, verduras e legumes produzidos pela horta do Sr. Gasparino, aqui na roça.
    Nunca mais vou comer guia de exportação, é ruim, hein?!

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 15h41

    É, Caracol, guia de exportação de soja deve ser indigesto mesmo… mas pq vc não experimenta comer o porco, que come soja, ou o boi, que também come, ou ainda o frango… garanto que vc vai gostar!

    E feliz vc, que tem o seu Gasparino prá cultivar prá vc as verdurinhas do quintal. Já os pobrezinhos dos paulistanos, cariocas e belorizontinos que não tem o seu pedacinho de chão, como será que eles fariam prá comer se não fosse o proprietário rural, esse bandeirante moderno?

    Agora, como vc está plugado na net, imagino que aí na roça do seu Gasparino tenha um iPad/iPhone ou quetais, não? E quem vc acha que banca os dólares para o nosso país importar esse seu mimo? E quem é que paga a diferença entre o que a Petrossauro paga pela gasolina no exterior e o que vc paga prá abastecer o seu possante? Garanto que vc, ainda mais sendo um Caracol, deve ter um prá se deslocar mais rápido, certo?

    Pois é, bicho, são esses bandidões aí que pagam essa conta.

    Caracol

    04/10/2013 - 14h49

    Senhor Mauro, no meu comentário eu não fiz conjecturas de ordem pessoal quanto à sua pessoa, e, portanto, não errei. Já o senhor o fez em relação a mim, e aí como sempre acontece com quem imagina o que quer e o que lhe convém… errou muito. E errou feio.
    Portanto, permita-me corrigi-lo, informando:
    1- Meu nome é Mendel, sou Engenheiro Agrônomo formado há 49 anos pela Escola Nacional de Agronomia, da Universidade Rural do Brasil (agora é do RJ). Portanto, assim como o senhor diz de si, eu também sei do que estou falando.
    2- Durante minha vida profissional sempre me dediquei a orientar pequenos agricultores a produzir mais e melhores alimentos, e por isso mesmo, apesar de – sendo Eng. Agrônomo – a legislação me permitir, jamais emiti qualquer receita para aquisição de pesticidas e inseticidas.
    3- Não sinto pena dos cariocas, paulistas e belohirizontinos que não têm horta em casa. Não preciso sentir pena, pois só as várzeas do meu município, ocupadas por centenas de pequenos produtores rurais com suas hortas, pomares e granjas produzem TODA, repito: TODA a produção requerida pela CEASA-RJ para alimentar a cidade do Rio de Janeiro. Não sei de nenhum “agrobisness” produtor de soja que contribua para isso. Portanto, a comida que vai pra mesa do carioca é produzida aqui na terrinha por pequenos agricultores.
    4- Vivo na roça por opção, eu poderia, se quisesse, viver em Ipanema. Não tenho iPad nem iPhone também por opção, porque não gosto desses “gadgets” que não me dão coisa alguma, uso um celular mixuruca LG, pois dele só quero que receba e transmita telefonemas, e ele não toca musiquinhas imbecís nem tem espelhinho embutido para alegrar quem tem mentalidade de índio dos tempos dos bandeirantes. Então, ao contrário do que o senhor imagina, não pago por mimos importados.
    5- Meu carro é uma pick-up diesel fabricada em 1996, também por opção. Ela é muito econômica. Não troco por um desses carrões importados bebedores de gasolina porque eles quebrariam logo nas estradas em que transito. Portanto, o senhor errou aqui também, e ao contrário do que imagina, não dou a mínima pra status, dinheiro ou poder.
    6- Estou conectado na Internet para me manter informado, pois em minha casa não tem nem televisão, essa coisa que não me dá coisa alguma, só me tira o tempo. E considero-me muito bem informado, pois tampouco leio jornal.
    Portanto, Sr. Mauro, o que temos é apenas uma divergência profunda em nossas concepções de vida. Imagino que para os que nutrem a sua concepção de vida é forçoso justificá-la, como eu procuro justificar a minha. Sinto-me solidário e simpático aos seus esforços, pois sei o que deve passar pela consciência daqueles que envenenam extensas áreas que poderiam produzir alimentos, utilizando-as para produzir dinheiro. Isso se é que eles têm consciência. Da mesma forma solidarizo-me com o senhor em suas dificuldades plantando, como informou, florestas de eucaliptos que são absolutamente estéreis para a consorciação com qualquer outra forma de vida. Assim como há algo de chato em produzir soja e cana pra exportar e ganhar dinheiro, deve haver alguma coisa chata em produzir papel pra fabricar papel higiênico.
    Saudações agronômicas.

    Mauro Assis

    07/10/2013 - 08h27

    Caro Mendel, é bom argumentar com o alguém do ramo. Vamolá:

    A discussão que provoquei aqui é se a agricultura familiar serve a si mesma e ao Brasil. Que ela não serve a si mesma já demonstrei, só com muito subsidio (crédito barato, até com juro negativo , energia elétrica, sementes de graça, assistência técnica também de graça etc etc). Se não tiver toda essa mamata, a coisa não anda, o agricultor familiar se mandaria para a cidade onde o emprego é digno. O problema é que somos um país pobre, então esse monte de dinheiro deveria ter outro destino. CQD.

    O sr diz que os pequenos produtores produzem “tudo” o que é consumido no Rio de Janeiro, inferindo isso do fato do Ceasa ser abastecido por eles. Isso ocorre também em São Paulo e Rio. Ocorre que o sr está falando de hortaliças, frutas e ovos. O povo não come só isso. Tem também o arroz, que vem de grandes produtores, o feijão, que cada vez mais é agribusiness e o bifinho nosso de cada dia. Esse quem põe lá é o Friboi, nos ensina o sempre simpático Tony Ramos. E o boi come o que? A soja que o grande produtor entrega.

    Ou seja, como não é verdade que tudo o que se come no Rio passa pela Ceasa então também não o é que o pequeno agricultor é que cuida do estômago do carioca. E isso prá não falar no algodão, celulose (que é papel, mas também remédios, roupas, embalagens etc) e outros produtos “não comíveis” mas também imprescindíveis, todos produzidos pelos grandes.

    Por fim, o agribusiness é responsável sozinho por 39% das exportações do Brasil. Isso num país que passou a apresentar déficit na conta exportação/importação esse ano. Se não fossem os médios e grandes produtores, D Dilma já teria batido na porta do FMI há tempos… aliás, desde o Plano Real quem banca o crescimento brasileiro é o agribusiness, inclusive os dólares para o seu LG ser trazido da Coréia para o seu conforto. Como o sr vê, não errei na essência da minha conjectura…

    O diesel no Brasil é ainda mais subsidiado que a gasolina, então o sr também usufrui das benesses da Petrossauro. Acertei de novo, na minha suposição.

    O sr está mal informado quanto à impossibilidade de consórcio de eucalipto com outras culturas. Dê um Google aí e o sr achará dezenas de casos de plantio de eucalipto consorciado. O uso de pastagens + eucalipto é realidade importante na Bahia, Tocantins e Mato Grosso, para citar três exemplos. A nossa picanha de cada dia convive harmoniosamente com o eucalipto há décadas.

    Temos sim, divergências profundas. Eu acho, por exemplo, que é “cool” pregar contra o eucalipto. Dá ibope. Assim como eu, as centenas de milhares de empregados dessa indústria discordam. Eles acham que a higiene pessoal é também parte das necessidades básicas do ser humano, tanto quanto a alimentação.

    Imagino então que o sr até se sirva das folhas da mata atlântica quando precisa, mas e o pobre do carioca?

    Ainda bem que a minha visão predomina, senão nossa economia estaria muito pior do que já anda. Fora o agribusiness, o único número da produção que voltou a crescer ultimamente foi o do anafalbetismo…

    Um abraço,

    Wherá

    03/10/2013 - 09h44

    Vejo que os Sr. Mauro e como outros ainda detêm o mesmo pensamento e princípios trazidos pelos seus ancestrais portugueses e invasores de terras indígenas deste país!

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 15h47

    Wherá, o problema é que vcs estão usando uma régua do século XXI para medir um comportamento do século XVI. Os bandeirantes que aqui vieram e trucidaram um bocado de índios o fizeram em nome de Deus. Era a prática, tudo dentro da lei, com incentivo e financiamento da igreja e do governo. Fazê-lo hoje seria uma barbárie, claro, mas o que ocorre hoje é o contrário: índios falsos, já sem nenhum vínculo com o modo de vida de seus ancestrais, reivindicando terras que estão há mais de um século sob propriedade de famílias que nela trabalham e geram riqueza. Outro dia tinha um na TV:

    – Nós um qué ficá de bunda de fora, nós que é tratô, semente e dinhêro!

    Bicho, nesse caso, entre na fila da reforma agrária. Aí pelo menos o produtor será devidamente indenizado.

    Isis

    03/10/2013 - 10h54

    que mentira escancarada.. da pra googlar varias informaçoes contrarias a essa afirmaçao, quem sustenta o pais mesmo é a agricultura familiar.

    E mesmo que fosse assim como o senhor dr. fala.. que disse que o jetio que as coisas estao nao pode ser mudado? … cabecinha reacionaria sem visao..

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h01

    Agricultura familiar???
    De onde vc tirou isso? A agricultura familiar não sustenta nem ela mesma! Vou te dar um exemplo simples. Peguemos o feijão, produto que é muito plantado por pequenos agricultores. Ele custa R$ 4 no supermercado. Suponhamos que o produtor receba R$ 2 por quilo (é menos, mas vamolá).

    A produtividade dele em sequeiro deve dar uns 600 kg/ha/ano. Vamos “arredondar” prá 1000, prá ficar mais fácil. Nesse caso, o cabra tem uma renda bruta de R$ 1200,00/ha/ano, certo? Descontando semente, adubo, herbicida, máquina, energia etc vamos botar uns R$ 600,00/ha/ano (é menos).

    Se a família tiver uma propriedade de 10 ha, significa que a renda bruta mensal é R$ 600,00. Suponha uma família de 4 pessoas. Vc acha que vale a pena o sujeito se meter a viver no mato, longe de escola, hospital, TV, internet prá ganhar 600 paus por mês?

    R: só com muuuuuito subsídio! E é assim no mundo todo: onde há agricultura familiar há grosso subsídio. Para países ricos, que podem se dar a esse luxo ainda vai, mas nosotros?

    A agricultura familiar não banca nem ela mesma, vai por mim.

    Paul

    03/10/2013 - 11h28

    Acho que você esta mal informado. Primeirramente 70% da alimentação vem de pequenas propriedades.
    Segundo, soja e milho, quase todo vai pra rações.
    Sim a exportação, gera divisas, mas com um uso ineficiente da terra. Áreas aumentam, mas a eficiência é baixa. Não precisamos expandir áreas, precisamos de um choque de capitalismo e de eficiência. Este povo vive mamando, por isso não desenvolve.

    Só pra ter uma ideia do atraso da área rural, a Holanda é o terceiro maior exportador agrícola do Mundo.
    Sabe o tamanho da Holanda, o tamanho de sua área agrícola?
    Veja o link abaixo, depois reveja seus conceitos (Furados)
    http://www.mapsofworld.com/world-top-ten/world-top-ten-agricultural-exporters-map.html

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h21

    A agricultura familiar é responsável por menos de 40% da nossa produção agrícola, o que realmente representa a maior parte do que os brasileiros comemos, EM TERMOS DE VEGETAIS.

    Ocorre que proteína animal que comemos é quase que inteiramente produzida a partir de agricultura empresarial. Ou seja, o agronegócio bota sim comida na mesa do brasileiro, que come cada vez mais carne graças à eficiência do médio e grande produtores.

    A Holanda o terceiro maior exportador agrícola do mundo? Bicho, esse mapa seu aí é de 2008, e nem naquela época ele fazia sentido. Pensa bem, se um país do tamanho de Alagoas pode exportar mais do que nós. O que acontece é que lá tem uma política de protecionista, onde a indústria alemã banca a “agricultura familiar” com subsídios, o que gera produção com preços artificialmente baixos e que ainda geram excedentes exportáveis, que são vendidos aos países pobres (ou dados, no caso da África), o que distorce completamente o mercado mundial de alimentos e fibras.

    Ah, se os europeus pagassem prá gente o que eles pagam por um litro de leite das vaquinhas holandesas…

    O que acontece é o seguinte: o Brasil é o 3o. maior exportador agrícola do mundo.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 19h51

    Paul, matei a charada!
    Holanda é a maior exportadora agrícola por causa de Roterdã, ou seja, ela é um entreposto, ou seja, “liquidamente” ela fatura serviços portuários, mais nada. Pelo critério desse mapa, sabe qual seria o país do mundo que mais fatura com café? A Alemanha, pelo simples fato de que ela beneficia praticamente todo o café que a UE compra. Nesse caso, imagino que ela faça mais dinheiro com o café que nóis cá embaixo.

    Paul

    03/10/2013 - 11h32

    Sim, você tem razão a Embrapa criou o feijão, que é plantado na sua maior parte por pequenos produtores.

    De fato, precisamos é diminuir o consumo de carnes de gado, principalmente. Faz mal pra saúde e para natureza.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h32

    Sim, o feijão, mandioca, hortaliças e alguma fruticultura, basicamente a nossa agricultura familiar se resume a isso. Nem o leite, que já foi o reduto do pequeno agricultor, é mais produzido significativamente em pequenas propriedades.

    Agora, vá convencer a nossa “nova classe média” a trocar a tão esperada picanha por um churrasquinho de tofu… ops, é soja, coisa de bandeirante moderno.

    renato

    03/10/2013 - 11h39

    Quem coloca grande parte da comida na mesa dos brasileiros é a agricultura familiar. Basta pegar os dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2006. E em uma área ocupada imensamente menor do que os latifúndios. Isso é dado estatístico e não opinião.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h34

    Vide outras respostas minhas.

    Valcir Barsanulfo de Aguiar

    03/10/2013 - 12h17

    Dr.Mauro, acorda, esses supostos produtores agro pecuários são apenas agentes do governo, retira os financiamentos especiais, isto a juros subsidiados, e veja se produzem um GRÃO sequer.
    Ficam em seus escritórios na cidade com ar condicionado e por telefone e rádio administra parte dos recursos do governo, por que outra parte é para comprar camionetes, aviões, mansões e mandar os filhos para Miami e Disneilânia.
    Se tudo corre bem, embolsam os lucros,se tem algum percalço socializam o prejuizo.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h36

    Valcir, eu trabalho com agricultura a 25 anos. Conheço todos os estados do Brasil à exceção de um ou dois, e já trabalhei em quatro continentes, só não “bati meu cartão” na Oceania, por enquanto.

    Creia-me, eu seu o que escrevo. Leia minhas outras respostas.

    La Mano Negra

    03/10/2013 - 14h04

    Ah, o último parágrafo entregou tudo!

    Onde ele escreveu “engenheiro agrícola”, leia: “recitador de agrotóxico”. O resto é blablablá.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 16h44

    Hehe… xô, preconceito!

    Sou engenheiro agrícola a 25 anos e creia-me, nunca recomendei um agrotóxico, até porque como tal não poderia fazê-lo, não tenho essa habilitação. Quem receita veneno é agrônomo…

    Agora vc vai se deleitar: trabalho para empresas de florestas plantadas (pude escutar daqui o seu gôzo). É aquele setor agrícola que todo mundo é contra, mas que ninguém vive sem. Já pensou passar sem o seu Neve de cada dia? Ui!

    Somos a face do mal do agribusiness, afinal de contas “ninguém como eucalipto”. E geramos um milhão de empregos diretos e indiretos, somos responsáveis por quase 4% do PIB e 10% das nossas exportações.

    Ou seja, fazemos a alegria de uma multidão de empregados, fazendeiros parceiros, comunidades em que atuamos e dos governos, que cobram nossos impostos.

    Somos os mais eficientes do mundo e nos orgulhamos muito disso. O resto é chororô de quem não sabe da missa a metade.

    killimanjaro

    03/10/2013 - 15h33

    Quem põe comida na minha mesa é o meu suor, Mauro Assis seu safado.

    Trabalho o mês inteiro para ser obrigado a comprar alimento transgênico e Frutas, Verduras e legumes cheio de veneno. Não quero comer arroz e milho modificado geneticamente, quero comer feijão verde, e tomar coco fresco, Graviola e Caja. sua plantação de soja e cana-de-açucar acaba com o solo e com as nascentes de água, retirando a vida do solo, destruindo a natureza. Acabando com especies de frutas nativas do BRASIL

    Os novos bandeirantes estão milhonários são donos da Cargill e de outras multincionais, donos de todo o dinheiro

    Se eu quiser plantar cenoura na minha casa e vender na calçada eu não posso, a policia me toma o alimento. Além das sementes vendidas para plantar serem de “super plantas trangenicas” que ao serem colocadas no meio ambiente destroem a biodiversidade colocando especies de plantas em extinção.

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 17h39

    Killimanjaro, não precisava descer aí do alto para ofender euzinho de cá da planície…

    Bom, frutas brasileiras vc encontra na forma de polpa em qualquer supermercado. Dependendo de onde more, até a fruta fresca se acha. Se não tem mais por aí é porque o povo não demanda. Vai ver é aquela história da Tostines.

    Longe de mim dizer que não ganhas o pão com o suor do teu rosto! Agora, o trigo, amigão, esse só no latifúndio, a cultura do trigo não interessa ao pequeno produtor, porque é de alto risco e só o capitalista selvagem é que se anima. Além do mais o governo não subsidia o plantio do trigo, e sem subsídio, baubau, como vimos nas minhas singelas contitas. Ou seja sem o latifúndio o suor do teu rosto não coloca o pão à mesa não senhor.

    Quanto a plantar cenoura em casa e vender na porta, acredite-me, mó fria:
    um kg de cenoura não vale dois reais, isso no supermercado. Ou seja, a não ser que o seu quintal seja um latifúndio vc não fará nem pro cafezinho na padaria da esquina.

    Deixa pro japa, aquele bandeirante moderno que acorda às 2 da matina prá colher e botar a sua cenourinha fresquinha na quitanda assim que o dia amanhece…

    Felipe Guerra

    03/10/2013 - 15h57

    Relatório lançado nesta quinta-feira (26) afirmou que a agricultura familiar é uma das principais atividades geradoras de novas fontes de trabalho na América Latina e Caribe. Na América do Sul, a participação da atividade nos empregos agrícolas é significativa, oscilando nos países analisados entre 53% (Argentina) e 77% (Brasil).

    Os dados são do resumo executivo do relatório “Perspectivas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural nas Américas 2014: uma visão para a América Latina e Caribe”. O documento foi lançado durante o Encontro de Ministros da Agricultura das Américas em Buenos Aires, Argentina, e produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

    Na América Central, a agricultura familiar representa mais de 50% dos empregos no setor agrícola em todos os países, com exceção da Costa Rica (36%). No Panamá representa 71% e em Honduras 77%.

    Depois de crescer por dois anos consecutivos (2010-2011), o valor das exportações agrícolas na América Latina e Caribe diminuiu 1,8% em 2012, mas as importações continuaram na tendência crescente mostrada a partir de 2009, com 10% de crescimento no ano passado. A queda do valor em 2012 foi explicada pela redução em 20% das exportações de café – principalmente Brasil e Colômbia – e de oleaginosas, que produzem óleos e gorduras – com queda na Argentina e Paraguai.

    De acordo com a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apesar da desaceleração agrícola da região em 2013, em 2014 se esperam condições econômicas que possam promover o crescimento econômico e agrícola regional.

    “Essas tendências deverão ser sustentadas por políticas voltadas não só para melhorar o desempenho da agricultura comercial, mas também aumentar a inclusão exitosa da agricultura familiar nas cadeias de valor”, disse Bárcena.

    A partir de 2014, a produção e as exportações agrícolas na região receberão o impulso da recuperação da demanda global, que por sua vez será incentivada pelo crescimento dos países em desenvolvimento e expansão de sua classe média, sempre e quando não existam os efeitos adversos de condições meteorológicas extremas ou por um dólar mais fraco.

    A CEPAL, a FAO e o IICA estimam que na próxima década os preços agrícolas vão cair em termos reais, de modo que devem ser tomadas medidas para aumentar o investimento, a produtividade e a eficiência da agricultura. Dessa forma, o setor pode conseguir enfrentar da melhor maneira os riscos climáticos e econômicos que têm efeitos mais duradouros sobre os preços.
    Sobre o Brasil, o documento também observou aumento nas exportações de milho em 2012 – 20 milhões de toneladas, quase o dobro em comparação a 2011. A Argentina exportou pouco mais de 16 milhões no mesmo período, e pela primeira vez foi superada pelo Brasil no envio desse produto.

    De acordo com o relatório, o Brasil se manteve como principal exportador de carne de ave na América Latina e Caribe em 2012, ao gerar quase 89% das transações, e é previsto que em 2021 aumente seu domínio para quase 92%. O país também lidera as exportações de carne de porco e bovina – 71,6% e 51,7%, respectivamente.

    http://www.onu.org.br/no-brasil-agricultura-familiar-representa-77-dos-empregos-no-setor-agricola/

    Mauro Assis

    03/10/2013 - 17h51

    Caro Felipe, estás a misturar alhos e bugalhos, para usar uma metáfora agrícola. O que a América Central tem a ver com o Brasil em termos agrícolas? Nadica! Mesmo o resto da AL tem pouco a ver com nosotros.

    O nosso modelo agropecuário tem tudo a ver com os EUA (já estou ouvindo o ranger de dentes). Me explico: países continentais, com população na casa dos 250M, com grandes extensões agricultáveis e bastante água (nesse quesito somos ainda melhores que eles).

    Eles são os maiores produtores de comida do mundo, e também de fibras, com um modelo de propriedade da terra parecido com o que vai-se desenhando aqui: propriedades grandes, muita mecanização, muita tecnologia. Detalhe: menos de 2% (dois!) da população se ocupa da terra, vivendo diretamente nas fazendas.

    Olhando o que aconteceu nos últimos 25 anos, estamos caminhando nessa direção, o que fez com que a nossa produção crescesse umas 5 vezes sem um aumento correspondente da área plantada.

    É o nosso destino, simples assim, isso é, se quisermos sair da miséria em que vivemos…

    Galera, muita, mas muita gente mesmo, não morre de fome planeta afora graças aos bandeirantes modernos como eu…

    Será que vcs não podem se orgulhar nem por um minuto de sermos hoje o maior produtor de proteína do mundo???

    pai

    04/10/2013 - 21h15

    Parabéns Mauro e obrigado pelas explicações.
    Não sou do ramo mas compartilho de suas visões.
    Como sempre as pessoas tentam vilanizar os negócios, ignoram os benefícios dos “bandeirantes modernos”, através de comparações absurdas e sem propósito.
    Não há mais povos indígenas- no sentido real da palavra. Há descendentes de índios que querem trator, agrotóxico e adupo para faturar. É triste, mas é isso.

    Mauro Assis

    07/10/2013 - 11h37

    Pois é, “pai”, no Brasil está acontecendo, de uns anos prá cá, uma coisa esquizofrênica: somos um país capitalista onde ganhar dinheiro é crime! O lucro é a mola mestra do capitalismo, sem a sua perspectiva a roda não gira. Money makes the world go round, menos no Brasil. Quer dizer, em Cuba, e na Coréia do Norte também…

    Os caras reclamam da agricultura ser um negócio. Pergunto se esses valentes aí se disporiam a viver numa pequena propriedade, sem as facilidades da cidade grande, com uma renda que apesar dos subsídios múltiplos ainda é muito baixa. Tirando o Mendel aí de baixo, que parece realmente gostar de viver no mato (mas que não é agricultor familiar, mas sim um técnico que presta serviço a eles, certamente como funcionário público, ou seja, a renda dele deve ser algumas vezes superior à dos agricultores aos quais ajuda), muito pouca gente toparia.

    Produção de comida é um negócio muito importante, certo? Então que profissionais cuidem disso, ora. E para que cuidemos precisamos receber dignamente, e pro produto ser barato só produzindo muito. É outra premissa do capitalismo que é renegada por aqui: a economia de escala.

mineiro

02/10/2013 - 19h03

é bom tambem lembrar que é com o apoi do governo federal que malditos devorador de terrar vem ganhando cada vez mais força. infelizmente é com o apoio desse governo que se diz progressista mas dentro desse goveno tem gente pau mandado dessa turma, da elite e do pig golpista. muitas coisas foram aprovadas com o aval desse governo que nao tomou frente contra tudo isso. mas uma vez parabens a frente de esculacho popular que nao medo de tomar partido.

Responder

Deixe uma resposta