VIOMUNDO

Nos meses finais de FHC no Planalto, BNDES salvou Net, da família Marinho, com injeção de R$ 300 milhões; 80% do dinheiro novo foi público

27 de fevereiro de 2016 às 05h14

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por Luiz Carlos Azenha

Nas entrevistas que deu até agora à revista espanhola Brazil com Z, à Folha e ao Diário do Centro do Mundo, a jornalista Mirian Dutra sustentou:

1. que deixou o Brasil de livre e espontânea vontade, depois de, segunda ela, ouvir do então senador Fernando Henrique Cardoso que poderia ter o filho de qualquer um, menos dele;

2. que quando tentou voltar ao Brasil, antes da reeleição de FHC ao Planalto (que aconteceu em 1998) foi aconselhada por Antonio Carlos Magalhães num almoço a não fazê-lo. Presente ao encontro, um funcionário da Globo — que Mirian não identificou;

3. que o favor que a emissora fez ao mantê-la assalariada no Exterior (com carga mínima de trabalho, muito menor que a de qualquer outro correspondente) foi recompensado por FHC com ajuda à Globo através do BNDES;

4. que FHC, depois da morte da esposa Ruth, fez chegar a ela a informação de que assumiria o filho, mas nunca o fez legalmente — por exemplo, alterando a certidão de nascimento.

Quanto a este último ponto, o jornal O Dia deste sábado confirma.

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Quanto aos empréstimos do BNDES, só uma investigação da Polícia Federal — como a pedida pelo deputado petista Paulo Pimenta — terá o poder de requisitar e analisar todos os documentos oficiais, estabelecendo uma cronologia com os fatos narrados por Mirian.

Porém, a análise de uma das operações revela indícios surpreendentes, que merecem uma avaliação mais aprofundada.

A operação foi objeto do processo 005.877/2002-9, que resultou no Acórdão 183/2004 do Tribunal de Contas da União, publicado no Diário Oficial de 15 de março de 2004. Mas a operação em si aconteceu no terceiro trimestre de 2002.

Era o final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Crise econômica grave. Real desvalorizado em relação ao dólar. A Net Serviços de Comunicações S/A, ex Globo Cabo, está em situação penosa.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Social, através do BNDESPar, prepara uma operação de capitalização para salvar a empresa. O TCU acompanha.

Havia preocupação com três aspectos da situação da Net, que poderiam implicar em perdas para o BNDES: queda no número de assinantes, acúmulo de dívidas de curto prazo e dívidas em moedas fortes, principalmente em dólar.

O ministro-relator Lincoln Magalhães da Rocha, depois de estudo feito por analista do TCU, sugere: “8.1 — Recomendar ao Diretor-Presidente do BNDES (Nota do Viomundo: à época, Eleazar de Carvalho Filho) a adoção de providências no sentido de promover reuniões específicas com os demais membros das Diretorias do BNDES e da BNDESPAR para reavaliar (grifo nosso), em conjunto, os aspectos econômicos-financeiros do plano de capitalização da Net Serviços de Comunicação S/A (ex-Globo Cabo), manifestando-se, conclusivamente, sobre a oportunidade da assistência pelo Banco, nos termos previstos no Protocolo de Recapitalização e seus aditivos, levando-se em consideração a existência de riscos de insucesso da operação na hipótese de não vir a ocorrer”.

Ou seja, ele pregava uma detalhada revisão ANTES do fechamento do negócio.

Atendido o pedido do ministro, preocupado com possível perda de dinheiro público, o negócio poderia atrasar — ou nem sair. O governo FHC estava em contagem regressiva.

Logo depois da apresentação do relatório, o ministro Marcos Vinicios Vilaça pediu vista dos autos.

“Em seguida, a Globo Comunicações e Participações S/A (Globopar), controladora indireta da Net Serviços e Comunicações S/A, na condição de interessada, e por meio de procurador constituído nos autos, propôs ao Ministro Revisor que desconsiderasse as recomendações constantes do item 8.1 da Proposta de Decisão, por entender que as cautelas nela referidas já tinham sido observadas no processo de capitalização”, diz o documento.

Tudo isso, obviamente, prolongou o processo. Meses se passaram.

O Ministro Revisor pediu manifestação do Ministério Público. O procurador Lucas Rocha Furtado disse que não via ilegalidade na ajuda da BNDESPAR à Net, mas deu uma notícia que deve ter surpreendido os ministros do TCU: a operação já tinha sido realizada!

Portanto, as recomendações do ministro relator, aquelas do item 8.1, contra as quais a Globopar havia recorrido, não poderiam mais ser implementadas!

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“Há notícias de que a operação de recapitalização da empresa Net S.A. já estaria irreversivelmente em curso… Caso essa notícia seja oficialmente confirmada, prejudicadas estarão, no nosso entender, as propostas de encaminhamento do Ministro-Relator que visavam a balizar o processo decisório da diretoria da BNDESPAR”, escreveu o procurador.

Em outras palavras, a cautela recomendada pelo relator Lincoln Magalhães da Rocha foi atropelada pelos fatos.

Restou a ele analisar o desempenho da Net depois de concretizada a recapitalização com dinheiro do BNDES.

E, surpresa!, ele encontrou intactos todos os problemas que o levaram a fazer aquela recomendação 8.1 — contra a qual a Globopar se insurgiu: queda do número de assinantes, preocupantes dívidas de curto prazo e dívidas em moeda estrangeira, especialmente em dólar.

“A participação do BNDES e de outros credores no processo de capitalização da Companhia não conseguiu resolver os problemas enfrentados pela beneficiária”, afirmou.

Acrescentou: “Por meio da operação de capitalização ocorrida no terceiro trimestre de 2002 (Nota do Viomundo: portanto, FHC ainda estava no poder), o BNDES converteu R$ 139,9 milhões de debêntures de sua titularidade em ações da Companhia e ainda subscreveu outros R$ 156 milhões em novas ações a R$ 0,70 cada. Ressalte-se que esse preço foi atribuído após o grupamento de cada lote de 10 ações em 1 ação, conforme assembléia geral extraordinária realizada em 2 de maio de 2002. Se não fosse o grupamento, o preço da ação adquirida/convertida seria obrigatoriamente de R$ 0,07.”

O ministro Lincoln afirma que àquela altura o investimento na Net não tinha sido um bom negócio para o BNDES. Informa que, em 1999, o banco público já havia subscrito 4,8% do capital da Net, além de comprar outros 4,1% no mercado secundário, a um preço não revelado.

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Ele escreveu que o plano inicial de recapitalização não foi cumprido: “No plano de capitalização inicial no valor de R$ 1 bilhão, havia previsão de que R$ 447 milhões seriam integralizados em dinheiro novo, dos quais R$ 39 milhões pelo BNDES, acrescidos de uma garantia firme de subscrição adicional de até R$ 117 milhões, caso houvesse sobras de ações não adquiridas pelo público. O restante seria desembolsado pelos demais acionistas e/ou credores. Entretanto, por meio dos aditivos número 1 e 2, essas regras mudaram e o desembolso do BNDES tornou-se exigível pelo valor de R$ 156 milhões, independentemente de sobras, e a participação dos demais reduziu-se a aproximadamente R$ 100 milhões”.

Porém, os demais acionistas não entraram nem com R$ 400 milhões em dinheiro novo, nem com R$ 100 milhões: “Observa-se nesse demonstrativo que a parcela integralizada em dinheiro novo foi de apenas R$ 192 milhões, dos quais R$ 156 milhões pela BNDESPAR e somente R$ 26 milhões aportados pelos demais acionistas e/ou terceiros”.

Ou seja, mais de 80% do dinheiro novo veio do banco público!

O ministro concluiu que o BNDES fez mais do que havia prometido no negócio. A Net, não. A empresa da família Marinho teria “induzido este tribunal a posicionar-se de forma passiva” diante de um negócio arriscado.

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Estávamos, então, em março de 2004.

Ao ministro Lincoln restou recomendar, no acórdão aprovado pelo TCU: que o BNDES, “na condição de segundo maior acionista e detentor de 22,1% das ações da Net”, atue junto à empresa e demais acionistas pelo reequacionamento das dívidas e substituição das operações em dólar norte-americanos por reais; que a diretoria do BNDES, “doravante, observe com rigor as normas operacionais da instituição financeira, em especial as cláusulas e condições dos protocolos que firmar, antes de efetuar liberação de quaisquer recursos financeiros ou renegociação de créditos/direitos, com vistas a não por em risco os capitais públicos”.

Mas, independentemente das recomendações do Tribunal de Contas da União, a Net já tinha sido salva com dinheiro público pelo BNDES e decolaria ao longo do governo Lula, com o crescimento do mercado de TV a cabo impulsionado pelo boom da economia.

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Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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FrancoAtirador

28/02/2016 - 20h59

.
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O Relacionamento de FHC com a Rede Globo
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é uma Tremenda Gozação com @s [email protected]
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(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/virou-gozacao-diz-fhc-sobre-denuncias-de-mirian-dutra)
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Responder

renato

28/02/2016 - 20h58

ATOCHA a tocha na Globo nas OLImPIadas..
Não dá sossego a ela..
Precisamos de um folhetim da ESQUERDA em todas a cidades do país.
Diuturnamente..
Boa leitura para se fazer nos onibus, nos trens , nos metros..
precisamos de imagens fortes que só LULA pode inspirar..
A figura de LULA é inspiradora…

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Dan

28/02/2016 - 19h04

Acabei de assistir o documentário “Lista de Furnas”, produzido pelo DCM e financiado pela contribuição voluntária de seus leitores. Simplesmente, excelente! Imprensa livre e imparcial só existe nos “blogs sujos”.

Responder

Vinicius Carvalho

28/02/2016 - 18h04

bla bla bla bla bla…..

Responder

FrancoAtirador

28/02/2016 - 16h57

.
.
O PSDB Não Pratica Ilicitudes,
.
só Comete Erros Contábeis…
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(http://brasilpensador.blogspot.com.br/?view=classic)
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Responder

Urbano

28/02/2016 - 14h16

O capitalismo é a própria pena capital, inventada por meia dúzia de escroques, contra uma imensa massa humana. Começaram embasados na espoliação e de lá para cá sofisticaram e muito esse modus operandi.

Responder

    Urbano

    28/02/2016 - 14h37

    Há uma informação sobre certa instituição financeira altamente melindrosa, da qual fui vítima por duas vezes e quinta-feira passada vim a saber de uma outra vítima da mesma instituição. No primeiro momento tentei resolver no próprio lugar em que ocorreu o fato, porém sem sucesso. Farei nova tentativa, digamos, numa instância maior. Caso não consiga sucesso informarei quem é essa instituição, para que todos saibam e se previnam. Por haver ocorrido já por duas vezes comigo e com fatos meio distintos, essa instituição já se encontra na coincidência. Em ocorrendo uma terceira, aí realmente não há outra coisa a pensar, senão na própria maledicência.

    Urbano

    28/02/2016 - 14h42

    Ah! Instituição essa que eu não escolhi; apenas fruto da dança lambança dos bancos, nos idos dos anos 1990.

    Urbano

    29/02/2016 - 12h38

    Nos tempos atuais, o capitalismo transformou-se definitivamente em atividade de bandidos fascistas e até mesmo de Estados fascistas de alto poder, que muitas vezes se utilizam até mesmo de armas pesadíssimas. Nessa sanha dantesca, os mercenários contratados chegam mesmo a tomarem de assalto todas as instituições democráticas do Estado a serem espoliadas, vindo assim a causar as mais vis situações para toda Nação, no único propósito de se locupletarem. E há quem não acredite em inferno e demônios e seus antagônicos… Bem! A justiça terrena pode até mesmo nada resolver, mas há uma ‘Outra’ da qual não escaparão nunca e, como no capitalismo terreno, serão cobrados os devidos ‘juros e correção monetária’. Em suma: não ficarão impunes em hipótese alguma.

    Urbano

    29/02/2016 - 12h40

    … do Estado a ser espoliado…

Hélio Jacinto Pereira

28/02/2016 - 13h28

No passado a “nossa” Justiça fez vista grossa dos ROUBOS do PSDB e o resultado é que nos dias de hoje,eles ROUBAM até a Merenda de nossas crianças !

Responder

Antônio

28/02/2016 - 06h55

A LISTA DE FURNAS vem novamente à tona.

Didaticamente explicada neste vídeo imperdível: https://youtu.be/13AS0HJDmWE

Divulgue.

Responder

    Marco Aurélio

    28/02/2016 - 12h14

    A falcatrua em Furnas ficou impune, em grande parte, pela inação dos dois governos do Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Este senhor, por um bom tempo, foi aliadíssimo do ex-governador de MG, cujo nome está relacionado na tal lista. Portanto, é tarde para bradar justiça com a tal lista na mão. Isso já deveria ter sido apurado antes por determinação dos ministros da justiça dos últimos quatro governos. Por não procederem com coragem política para enfrentar os adversários, temos que aturar a estúpida onde conservadora e a conversa que lhe é própria, como demostra o comentário do Sr. Newton Pacheco.

    Marco Aurélio

    28/02/2016 - 12h35

    Do Paulo Nogueira, hoje, no DCM: “O ministro da Justiça de Geisel, Armando Falcão, observou num despacho para o chefe que a imprensa não “vive e nem sobrevive” sem o governo. É uma dependência visceral, parecida com a de recém-nascido diante da mãe. A imprensa necessita desesperadamente de publicidade e outros “favores especiais”, para usar uma expressão empregada por Roberto Marinho para extrair vantagens dos militares em troca de apoio editorial”. O que não dizer da Propaganda e do Márquetim?

Cláudio

28/02/2016 - 04h13

:

: * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo A(s) Voz(es) do Bra♥♥S♥♥il e postando:

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
* * * *

Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

* * * *
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Responder

    Marco Aurélio

    28/02/2016 - 12h04

    Os dois governos do Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, em oito anos, e o primeiro governo da Exma. Sra. Dilma Vana Rousseff, em quatro anos, não moveram uma palha por uma nova Lei dos Meios. Doze anos e nada. Ingênuo é quem acredita que isso será feito em um eventual terceiro mandato do Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

Hell Back

27/02/2016 - 20h13

Porque não estou nem um pouco impressionado com isso?
R: É porque os autores são os conhecidos de sempre:
fhc; grupo globo; imprensa vendida; justiça parcial; e, como não poderia faltar em casos dessa natureza, os já conhecidos interesses estrangeiros chefiados pelo tio Sam.

Responder

marco guerra

27/02/2016 - 20h06

Se nem o caso BANCO DEL PARANA nao vem ao caso ,quanto mad mas essa mixaria.

Responder

Marco Aurélio

27/02/2016 - 14h48

Tudo bem explicado. Tudo bem entendido.

Mas, cabe a pergunta: por que o Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, já presidente havia um ano em 2004, muito pouco ou nada fez para impedir esse absurdo? Por que o governo Lula não solicitou uma investigação a respeito? Por que o governo Lula continuou a alimentar o monstro Globo?

Por quê? Por quê?

Responder

    Gerson

    28/02/2016 - 07h49

    A resposta é simples, é porque alguns integrantes do governo na época, principalmente José Dirceu, achavam que a Globo estava do lado do governo. Santa ingenuidade, batman!!! O resultado está aí.

    Fábio Lima

    28/02/2016 - 21h12

    Até a burrice tem limites. Você acha mesmo que o PT não mandou investigar a Globo por que integrantes do governo, principalmente Zé Dirceu, achavam que a Globo estava ao lado do governo ? A realidade é a seguinte, quem entra para roubar , para emprestar, sem muito critério, dinheiro do BNDES a picaretas como Bumlai e Eike Batista, entre outros, não vai correr atrás de quem fez a mesma coisa no passado, né ?

Octavio

27/02/2016 - 14h37

Quanto oportunidade o Lula teve de enquadrar os tucanos. Mas não. Agora paga caro pelos suas faltas. Será que o PT não entende que basta derrotar a globo, que acaba com os tucanos?

Responder

    Octavio

    27/02/2016 - 14h38

    digo, quanta

FrancoAtirador

27/02/2016 - 10h59

.
.
NET? GLOBO? FHC? PSDB?
.
Não vem ao Caso…
.
.

Responder

Ninguém

27/02/2016 - 10h23

Acho o máximo o BNDES financiar com dinheiro público – pior, trocar debêntures (que são títulos de dívida) por ações a preços surreais!!! – empresas pré-falimentares cujos proprietários são reconhecidamente bilionários. Mas esse tipo de negócio no governo FHC não é único. O BNDES, a gente não esquece, financiou a entrega das estatais a preço de banana. Outra coisinha que o BNDES financiou foi a vinda de franquias estrangeiras, como a Hooters, na qual o banco de desenvolvimento emprestou R$ 1,3 milhão (R$ 3,1 milhões a valores atualizados)…

“Caldeira pretende abrir dez Hooters (coruja ou buzina, em inglês) em cinco anos. O primeiro, que fechará o mês com faturamento de R$ 450 mil, exigiu investimentos de R$ 1,6 milhão ? R$ 1,3 milhão financiados pelo BNDES. O empréstimo saiu em apenas oito
meses, e as más línguas juram que os bons contatos do misterioso proprietário facilitaram as coisas.”

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20021113/tempero-hooters/22950

Pode não parecer muito, mas ao fim e ao cabo, o BNDES, no período FHC só soube financiar um modelo de negócios exportador líquido de recursos. Empresas dominadas por capital estrangeiro que, aqui, encontraram toda sorte de financiamento público para exportar lucros. Dinheiro que, antes, era líquido e certo, era nosso e que ficava aqui, agora, serve para encher as burras de acionistas espalhados pelo mundo…

Responder

marcio r

27/02/2016 - 09h21

Devolvam minha concessão. Fora Globo.

Responder

    Fábio Lima

    28/02/2016 - 21h14

    Aproveite e peça ao PT para devolver os bilhões roubados da sua petrobras !

Francisco de Assis

27/02/2016 - 08h55

Ao fato de a “operação de capitalização ocorrida no terceiro trimestre de 2002 (Nota do Viomundo: portanto, FHC ainda estava no poder)”, deve se acrescentar que este período -JULHO/AGOSTO/SETEMBRO de 2002 – foi de campanha eleitoral (para a Presidência da República, inclusive), na qual FHC, sem pudor algum, beneficiou um poderoso grupo econômico DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, detentor de oligopólio de concessões públicas, isto é, com grande poder de beneficiar ou prejudicar tanto um lado ou outro da disputa quanto o próprio FHC, em relação ao caso Mirian Dutra e outros.

Responder

Ricardo JC

27/02/2016 - 08h28

Isso é jornalismo de verdade. Narrativa concisa, clara e objetiva. Documentação farta e conexão entre os fatos que deixam ao leitor o direito de exercer sua capacidade crítica. Parabéns ao Viomundo.
Antes tivéssemos reportagens com este perfil em todos os veículos.

Responder

Messias Franca de Macedo

27/02/2016 - 08h11

A MÁFIA INCENDIÁRIA!

$$$$$$$$

Incêndio destruiu documentos da Brasif dois dias antes da eleição presidencial

Por conspícuo e impávido jornalista Renato Rovai

26/02/ 2016

A Brasif, empresa que está envolvida tanto no caso do triplex da família Marinho quanto na contratação para não trabalhar de Miriam Dutra, jornalista da Globo que manteve por seis anos caso extra-conjungal com Fernando Henrique Cardoso, teve todos os seus documentos, desde a fundação da empresa até setembro de 2014, destruídos num incêndio ocorrido no dia 3 de outubro. Exatamente na sexta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial que ocorreu no dia 5.
O comunicado do incêndio foi publicado em diversos veículos, mas pode ser acessado no site do jusbrasil. Segundo informa a empresa, o incêndio ocorreu no depósito da Memovip Guarda de Documentos Ltda, que fica em Contagem, Minas Gerais.
(…)
Enquanto esta nota está sendo publicada, a redação da Fórum está em busca de mais informações sobre o caso.
(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/02/26/incendio-destruiu-todos-os-documentos-da-brasif-antes-da-eleicao-presidencial/

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