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Minas Sem Censura contesta resposta de Aécio Neves à revista Época

16 de março de 2016 às 14h53

Aécio - mae e filha

Em destaque, a filha e a mãe do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB

Um aparte, senador Aécio Neves?

do Minas Sem Censura

“Em 2001, a mãe do senador Aécio Neves cogitou vender alguns imóveis e aplicar os recursos no exterior. No entanto, o projeto foi suspenso em função da doença do marido dela e a fundação não chegou a ser implementada de fato.”

Com o singelo parágrafo acima sua assessoria de imprensa tentou explicar fatos obscenos (no sentido de “atrás da cena”) que envolvem contas secretas de seus familiares no exterior, como divulgado por Luis Nassif em 02 de janeiro de 2015, e que – de fato – teriam a ver com sua vida política.

Primeiro, vejamos o conceito de “fundação”, caro senador: pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que se forma a partir da existência de um patrimônio extraído de seu instituidor e/ou instituidores, através de escritura pública ou testamento, para servir a um objetivo especifico de interesse público.

Continuemos com sua esquisita nota: “Para o projeto, ela (sua mãe) buscou a assessoria de um profissional que havia sido durante anos representante oficial de instituição financeira internacional, legalmente constituída no Brasil, sr. Norbert Muller. À época do contato, não existia qualquer razão para se duvidar da idoneidade profissional do representante.”

Ora, a última frase é enigmática. Afinal, o senhor e sua família estão acusando o doleiro de ser inidôneo? De terem ficado surpresos com revelações posteriores? Por que tamanha “elegância” com o assessor contratado e que os decepcionou?

Sua explicação continua trôpega, senador: “Durante os seis anos em que o projeto ficou em suspenso (período entre assinatura dos primeiros documentos e o cancelamento definitivo do projeto, em 2007, em função do agravamento do estado de saúde de seu marido), a responsável fez dois pagamentos, em moeda nacional, e no Brasil, ao sr. Muller, referentes a despesas cobradas por ele. Esses valores corresponderam a uma média anual de cerca de 5 mil dólares.”

Vamos lá.

Leia o preâmbulo deste aparte senador Aécio e nos esclareça: Inês Maria, vossa genitora, cogitou aplicar recursos no exterior em uma fundação sediada em Liechtenstein? Em uma instituição sem fins lucrativos? Em projetos assistenciais? Por que o artifício de se falar em “média anual de cinco mil dólares”?

Então ela gastou 35 mil dólares (R$ 130 mil reais, divididos em sete anos) pagando a um cara inidôneo, para criar uma fundação (que não tem fins lucrativos) no pobre paraíso fiscal chamado Liechtenstein?

Olha a primeira manobra diversionista: “Esses valores foram transferidos pelo representante para uma conta e corresponderam à totalidade dos depósitos realizados que foram integralmente consumidos em pagamentos de taxas e honorários. A conta nunca foi movimentada.”

Esse dinheiro foi para um conta (no exterior?), transferido pelo assessor inidôneo e essa conta nunca foi movimentada? Ora, que relevância teria essa informação a não ser admitir a abertura de uma conta em nome de vossa mãe, ou da irmã, ou da filha, conta essa não declarada à Receita Federal, pelo visto?

Olhem a segunda manobra diversionista: “A criação da fundação foi devidamente declarada no Imposto de Renda da titular.”

Não é disso que se tem dúvidas, senador. Vender imóveis, aplicar no exterior, em fundação, suspender algo por causa de doença de Gilberto Faria (que faleceu em 2008) é o que demanda mais explicações.

Por que o senhor, à época da denúncia publicada por Luis Nassif (02/01/2015), não reagiu? Não contou nem essa versão trôpega aí? Por que não pediu direito de resposta? Por que não o processou?

Senador, esclareça essas dúvidas. Abra seu sigilo bancário, fiscal e sua involução/evolução patrimonial nos últimos 14 anos. Peça sua mãe e sua irmã, Andréa Neves para fazerem o mesmo.

Ah, sobre Furnas, Rádio Arco Íris, a falência fraudulenta do Banco Bandeirantes, a Codemig, a reforma do Mineirão etc falaremos em outros apartes.

Como diria Luís Nassif: parece que Delcídio jogou mais uma “pá de cal em sua carreira”.

Enfim, aqui nos despedimos, com as lembranças do MINAS SEM CENSURA

Leia também:

Luciana Genro: Lula no ministério de Dilma é “a última cartada”

 

5 Comentários escrever comentário »

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Jorge Luiz]

17/03/2016 - 00h41

Muito bom esses aí!
Não por ser contra o Aécio, mas pela profícua argumentação diante dos fatos.

Responder

José Flávio de Assis

16/03/2016 - 17h43

não é importante do ponto de vista, da justiça achar que uma ou outra denúncia são verdadeiras, o imperioso é que se investigue,sobretudo com imparcialidade e isenção , toda e qualquer denúncia, vinda de qualquer cidadão. o fato e que alguns são investigados a exaustão, todos por influência da mídia tradicional abertamente parcial, além de agentes públicos parciais, em contrapartida alguns são denunciados com evidências claras sem qualquer providência. justiça para todos, todos.

Responder

ro

16/03/2016 - 15h39

Até que enfim começaram a mostrar, que todos tem rabo preso, tudo que está acontecendo hoje não Brasil, com certeza não começou com o PT, mas surgiu, estourou agora, tão roubando e pintando e bordando desde que o Brasil foi descoberto.

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Lukas

16/03/2016 - 15h17

Acho que as denúncias contra Aécio são tão verdadeiras quanto as contra Lula.

E vocês?

Responder

    bonobo de oliveira, severino

    17/03/2016 - 11h20

    A diferença não está no fato de ser verdade ou mentira, ou mais verdadeiro que outro ou vice versa.

    A diferença está em que se investiga o que não existe, com LUPA, há décadas, sempre sobre os mesmos suspeitos selecionados, em busca de pelo em OVO, ao passo que elefantes passam, são devidamente detectados no exterior (Suiça, por exemplo) e fica-se apenas observando a poeira que deixam atrás, no seu rastro, imaginando que esse pó (PÓ) todo se deve a uma brisa repentina pontual e passageira. Ou seja. A questão é a conhecida hipocrisia e o cinismo e a conivência com o crime de apaniguados, contraventores compulsivos, por parte de agentes do judiciário brasileiro.

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