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Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais

publicado em 30 de maio de 2012 às 9:10

por Conceição Lemes

O grande desafio do SUS (Sistema Único de Saúde) é o acesso, com atendimento de qualidade à população. Para garanti-lo, é preciso ter profissionais bem formados, atualizados, com remuneração adequada.

Paradoxalmente, em 11 de maio, a presidenta Dilma Rousseff baixou a Medida Provisória (MP) 568/2012, que reduz drasticamente vencimentos e direitos médicos de hospitais, entidades e órgãos federais.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, também assina a MP que visa à reestruturação de planos de carreira e salários dos servidores federais.

“A MP 568 beneficia várias categorias, mas traz um prejuízo inaceitável para médicos e médicos veterinários de uma forma geral, inclusive àqueles que dão aulas em universidades, além de mexer nos adicionais de periculosidade e insalubridade”, denuncia a médica e deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Reduz em 50% a remuneração. É absolutamente inexplicável, ninguém entendeu a razão dessa maluquice.”

Jandira integra a Comissão Mista no Senado Federal que foi instalada na terça-feira 22 e vai analisar a MP. Na prática, é o conteúdo do projeto de lei 2.203/2011, enviado ao Congresso no ano passado, transformado na MP 568/2012.

Não teria havido um engano?!

“Não houve engano, não”, avisa a deputada. “Tem oito meses que a gente negocia o projeto de lei 2.203/201 com o Planejamento.”

“Em agosto de 2011, quando o governo encaminhou ao Congresso o projeto 2.203, nós questionamos o Planejamento sobre os valores dos salários e gratificações dos médicos em geral”, explica Jandira. “A informação foi de que teria havido um erro de encaminhamento e a tabela seria corrigida. Nós ficamos aguardando o retorno da ministra Miriam Belchior. Só que isso não ocorreu. E, agora, para nossa surpresa, o governo assinou a medida provisória com teor idêntico ao da MP.”

“MAIS UM DESVIO DE RUMO PARA A MELHORIA DO SUS”

Não é à toa que as entidades médicas estão maciçamente contra a MP 568.

“Essa medida desconsidera a lei 3.999, que desde 1961 determina uma carga horária semanal de 20 horas para médicos, diferente dos demais servidores, cuja carga é de 40 horas. O texto também não leva em conta a lei 9436, de 1997, que permite aos médicos que já trabalham 20 horas solicitar outras 20 horas, ficando com um total de 40 horas semanais”, diz Aloísio Tibiriça Miranda, presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM). “O problema afeta perto de 48 mil médicos.

“Já é cada vez mais difícil atrair médicos para o SUS por conta da falta de estrutura e dos baixos salários, agora criam mais esse empecilho”, alerta Márcia Rosa de Araújo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). “Essa MP prejudica a população, pois traz enormes prejuízos para a assistência oferecida pela rede pública.”

Em nota conjunta, a Associação Médica do Paraná, o Conselho Regional de Medicina do Paraná e o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná repudiam a MP 568/2012:

A malfadada Medida, além não atender a sua aplicabilidade na forma prevista pelo artigo 62 Constituição Federal, eis que o assunto de que trata, embora seja relevante, não é de urgência, visa alterar conquistas auferidas pelos médicos já consolidadas pelo tempo, o que lhes garante o direito adquirido e, o que é mais grave, intenta diminuir salários e carga horária afeitas a legislação especifica, no caso as Leis 3.999/1961 e 9.436/1997, ainda vigentes.

De outro lado, a instituição da VNPI (Vantagem Pessoa Nominalmente Identificada), nada mais é do que um engodo, que objetiva apenas evitar medidas judiciais que venham questionar a constitucionalidade da Medida, que por si só, já é inconstitucional, eis que busca o congelamento de proventos e a redução gradativa da remuneração dos médicos servidores públicos federais, aposentados e inativos.

A Medida Provisória n.º 568/2012 configura um afronta ao princípio do não retrocesso social, expressamente acolhido no Brasil quando da assinatura do Pacto de São José da Costa Rica, que veda a redução de direitos sociais constitucionais.

“A MP 568 é francamente descontextualizada das necessidades de saúde da população brasileira”, adverte a médica Ana Maria Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes). “Deve ser analisada como mais um desvio de rumo para a melhoria do SUS. Esperamos que, agora, o Congresso recoloque as reais questões e propostas  para solução dos problemas da força de trabalho do setor publico de saúde nas suas articulações com o direitos universal à saúde preconizado em nossa Constituição.”

Trocando em miúdos, com base em esclarecimentos postados no site do CFM:

* Desde 1961, devido à lei 3.999, os médicos têm jornada de 20 horas semanais. Todas as tabelas baseiam-se nisso.

* A partir de 1997, com a lei 9.436, os médicos podem optar por 40 horas semanais; aí, consideram-se como se fossem dois cargos de 20 horas. Tais direitos se estendem aos benefícios de aposentadorias e pensão.

* A MP 568 revoga a lei 9.436/1997. Logo, extingue a possibilidade de dois cargos de 20 horas.

* O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão alega que é necessário equiparar as tabelas dos médicos às dos demais profissionais de nível superior, o que significa passar as atuais tabelas de 20h para 40h sem ajuste dos vencimentos. O que, na prática, os reduz à metade.

* Só que a MP 568 não extingue o regime de 20h, mas lhe atribui metade do valor da nova tabela de 40h, já reduzida à metade, de modo que também corresponderá a 50% do valor atual.

* Como a Constituição não admite redução de salários ou vencimentos, a MP 568 tenta compensar as perdas, instituindo a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que corresponde à diferença entre os salários anteriores e a nova tabela. Assim, aproximadamente metade do valor percebido pelos médicos federais será transformada em VPNI.

* A VPNI, no entanto, terá um valor fixo e dele serão descontados reajustes regulares e adicionais de progressão, afetando inclusive aposentados e pensionistas. A VPNI também absorverá os adicionais de insalubridade e periculosidade da categoria.

“Com remuneração rebaixada, nós não conseguiremos ter mais médicos para o serviço público federal. Para evitar tal retrocesso já apresentamos 31 emendas à MP 568”, informa Jandira Feghali. “Também iremos ao Planejamento expor os equívocos da MP e tentar impedir que ela reduza vencimentos e acordos firmados em amplas mesas de negociação.”

A propósito. A Comissão Mista no Senado Federal já aprovou requerimento para convidar a ministra Miriam Belchior para uma audiência. Falta marcar a data.

Leia também:

Ana Costa: A MP 557 não terá impacto real na redução da mortalidade materna

Vanda Albuquerque: Morte de duas gestantes mostra erro em foco de MP 557

Professor Mílton de Arruda Martins: Para prevenir anencefalia, ácido fólico nas gestantes

 

100 Comentários para “Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais”

  1. [...] Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais [...]

  2. dom, 12/08/2012 - 15:28
    Rubens Novaes

    Uma pergunta: Por que esta necessidade de ser visto como “anjos” aqui na terra? Li em um comentário acima esta comparação e, imediatamente me questionei: -por que esta sede de prestígio excessivo? Será que é tão difícil (para alguns) aceitar ser igual à maioria das pessoas? Pesquisas comprovam que a medicina é a profissão que tem mais profissionais estressados e deprimidos. Médico não necessariamente trabalha demais. A maioria trabalha em torno de 10 a 14 horas/dia para ganhar o que acham que merecem. Qualquer profissional trabalhando de 10 a 14 horas/dia irá ganhar razoavelmente bem. Eu acredito que o motivo maior de tamanha frustração é o fato de não ser correspondido quanto ao prestígio que esperava.

    • dom, 09/12/2012 - 9:41
      Thana

      concordo com vc … e os enfermeiros que tbm se acabam nos hospitais públicos trabalhando por uns trocados? e ninguém nem reconhece o que a gente faz … depois os elogios só vão p equipe médica … é isso que me faz triste na minha profissão …. médicos e todos os profissionais da saude assim como os da educação merecem ganhar bem ….

  3. sex, 06/07/2012 - 12:55
    taniagelita

    CONCORDO PLENAMENTE QUE NAO EXISTE NENHUMA PROFISSAO,QUE POSSA SE COMPARAR A PROFISSAO DE MEDICO.
    CERTAS PESSOAS JULGAM MEDICOS,COMO SE ESTES FOSSEM TODOS IGUAIS.
    O MUNDO NAO E’ FEITO SOMENTE DE GENTE BOA.EXISTEM OS MALEFICOS,QUE COMETEM CRIMES HEDIONDOS E NEM POR ISTO VAMOS JULGAR A TODA HUMANIDADE COMO TAL.
    A MAIORIA DOS MEDICOS SAO MUITO BONS E PROCURAM SALVAR VIDAS SEMPRE.
    E’ A CARREIRA MAIS BONITA QUE EXISTE,POIS ELES E ELAS(MEDICOS E MEDICAS) SAO COMO ANJOS AQUI NA TERRA,PARA AJUDAR A HUMANIDADE.
    DEUS ME DEU UM PAI MEDICO,MARAVILHOSO,MINHA MAE ERA SUA MAIOR ALIADA,APESAR DE NAO SER MEDICA.MEU PAI SEMPRE TRABALHAVA NOS HOSPITAIS PUBLICOS E ELE MESMO NUNCA TEVE UM PLANO DE SAUDE PARA ELE..ELE FICOU NAS MACAS EM CORREDORES,JUNTO COM OUTROS DOENTES E ELE PASSOU POR ISTO ATE MORRER.MEU PAI TRABALHOU SEM PARAR ATE 72 ANOS DE IDADE E O PIOR QUE ATE O PRECATORIO DELE ROUBARAM.MEU PAI FOI ENTERRADO COM O UNIFORME DELE DE MEDICO.ELE PASSOU A VIDA DELE NOS PLANTOES E MINHA MAE SO RECEBEU 30.000 DESTE PRECATORIO. ACHO UM ABSURDO,AS PESSOAS FALAREM MAL DOS MEDICOS.ACHO UM ABSURDO,OS MEDICOS SEREM APONTADOS COMO MALFEITORES.CONHECI MEDICOS MARAVILHOSOS,COMO O MEU PAI E CONHECI POUCOS MEDICOS QUE NAO SAO DIGNOS DE SEREM MEDICOS.MAS,O QUE MAIS ME REVOLTA E’ VER,QUE CERTAS PESSOAS IGNORAM A NECESSIDADE DO MEDICO DENTRO DA NOSSA SOCIEDADE.O MEDICO DEVERIA SER RESPEITADO,JA QUE NEM UM PLANO DE SAUDE OS MEDICOS TEM DIREITO.AINDA QUEREM CORTAREM O DINHEIRO DOS MEDICOS E OS MEDICOS DOS HOSPITAIS PUBLICOS SOFREM MUITO COM A FALTA DE REMEDIO,LEITOS E EQUIPAMENTOS DENTRO DOS HOSPITAIS PUBLICOS.MEU PAI DIZIA,QUE A SAUDE NO BRASIL,NAO TINHA ESTRUTURA ESTAVA QUEBRADA,ALIAS JA COMECARAM A ATACAR OS MEDICOS,QUERENDO CORTAR OS SALARIOS DELES.MEU PAI RECLAMAVA DAS INJUSTICAS E DA FALTA DE RESPEITO AO CIDADAO BRASILEIRO.JA QUE OS HOSPITAIS DO BRASIL SAO A CAUSA PRINCIPAL DA MORTE DOS PACIENTES E O GOVERNO,QUER POUPAR ONDE TEM QUE GASTAR MAIS E SENDO ASSIM DIMINUIR O NUMERO DE MEDICOS NOS HOSPITAIS,QUE JA E’ INSUFICIENTE E AS FILAS AUMENTANDO E A CULPA E’ DOS MEDICOS!!!MEU PAI TINHA QUE ATENDER POR DOIS MEDICOS NO HOSPITAL PUBLICO.OS MEDICOS DOS HOSPITAIS PUBLICOS TRABALHAM DOBRADO,COM PESSIMAS CONDICOES DE TRABALHO.

  4. qua, 04/07/2012 - 15:50
    taniagelita

    PRIMEIRO ATACA OS CEGOS E SURDOS.(VAMOS TIRAR O CHAO E O PAO DELES).
    DEPOIS OS VELHOS,QUE SE APOSENTEM MAIS TARDE.
    OS MEDICOS SEM DIREITOS.

  5. [...] Conselhos de Medicina repudiam redução dos salários dos médicos do serviço federal Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais [...]

  6. dom, 10/06/2012 - 13:19
    ACORDA POVO...

    Rapaz, fico indignado com a ignorância do “povo”, esse tipo de atitude parece coisa de criança, tipo “inveja”.Se vc n tá feliz com quanto vc ganha pelo tempo que trabalha, VÁ A LUTA por sua classe, n fique dizendo que essa ou aquela classe ganha muito e trabalha pouco, pq isso é o mesmo q eu falar que sua profissão n trabalha ou alguma coisa do tipo( N tenho fundamento algum pra dizer isso, n posso falar oq n sei), n sei oq vc passa;Seja mais interessado por vc,lute suas causas e n atrapalhe a luta dos outros.
    Acorde meu povo, o governo não vai tentar ajudar sua classe, eles querem é que vc ganhe menos e trabalhando mais, eles querem milhões de vcs aporta, pedindo emprego e se prostituindo por dinheiro seja vc bom ou ruim …
    eles querem gastar menos com os profissionai p/ poder ter mais dinheiro sobrando nos seus bolsos….Acordem

  7. [...] Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais [...]

  8. [...] Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviços federais [...]

  9. dom, 03/06/2012 - 13:57
    abolicionista

    Sou contra a medida, mas que os médicos de postos de saúde saibam que prestam um serviço de péssima qualidade, e que têm ganhado muito dinheiro para isso, o que torna a situação injustificável.

  10. dom, 03/06/2012 - 11:34
    Hélcio

    Sinceramente, todos que ficam criticando os médicos é porque devem ter grana para pagar um bom plano de saúde, porque é obvio que um bom profissional jamais se submeterá a ganhar 1500 reais para trabalhar 20h. Comentários como de ANA PAULA que disse que não é privilégio dos médicos estudar tanto , ela por exemplo estudou 16 anos com pós-doutorado , mas será que você ganha 1500 reais por mês… Todos buscavam o serviço público para ter uma aposentadoria integral e estabilidade ..isso já cortaram…agora reduzem os salários…ou seja irão acabar com o serviço público.. exoneração em massa e todos pro serviço privado… Penso que os médicos deveriam deixar de atender no SUS e pelos planos de saúde para que essas pessoas que ficam criticando começassem a sentir no bolso e ai sim iam querer mudar as regras do jogo, só falam isso porque hoje não usam o serviço público, que ficou restrito para maior parte da população carente, mas não pensem que o próximo alvo não vai ser seus lindos e caros planos de saúde, porque o repasse ao médico é tão baixo quanto do SUS. Hoje o pobre que necessita do SUS, amanha vocês críticos e de classe média que tem ( ¨bons ¨) planos de saúde. Basta gente, se valorizem.

    • seg, 04/06/2012 - 9:40
      Josino

      No cuidado da saúde, não é só o médico que é preparao para tal, se os demais profissionais de saúde pudessem exercer em penitude suas ativdades, com certeza a população sairia ganhando. Não ao ato médico, não à reserva de mercado.

  11. [...] Brazilian President, Dilma Rousseff decreased [pt] by 50% the salaries of physicians in the Healthcare System (SUS) through a ‘provisory [...]

  12. sex, 01/06/2012 - 11:01
    Marcio

    A realidade é a seguinte: O governo finge que paga e os médicos fingem que trabalham.

    • sex, 01/06/2012 - 23:12
      Antonio Lima

      Finge que trabalha? Fala isso porque não é você que trabalha num hospital em ruínas, onde o ar condicionado para de funcionar por 1 mês até que alguém conserte, onde o elevador quebra todo mês e pacientes são levados para a sala de cirurgia na ESCADA. Um hospital em que faltam equipamentos básicos e onde faltam medicamentos, que às vezes compro do MEU PRÓPRIO BOLSO para salvar a vida de pacientes. Queria ver o senhor trabalhar nesse tipo de ambiente e ainda ter seu salário reduzido e achar graça disso. Abraço

  13. sex, 01/06/2012 - 8:47
    O_Brasileiro

    Já que a questão é “isonomia salarial entre pessoas com nível superior”, os médicos querem, pelo menos, ganhar o mesmo que um médico do senado ou dos tribunais de justiça.
    Mas, de preferência, também querem ganhar o mesmo que promotores e juízes, que nem sequer têm especialização.
    Afinal de contas, todos têm curso superior.
    Um exemplo: concurso na assembléia legislativa no estado onde moro: salário de advogado, mais de R$ 11.000,00; salário do médico, R$ 1.500,00.
    Já que é para praticar isonomia, vamos praticar pelo teto, e não pelo mínimo.
    A demanda dos médicos é justa. E não é problema dos médicos se as outras categorias com curso superior não querem lutar por seus salários.

  14. [...] Denunciam entidades médicas: Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviç… [...]

  15. qui, 31/05/2012 - 23:59
    Ana Paula

    Algumas considerações:

    1) Não tenho nada contra as demandas salariais dos médicos, especialmente os residentes, que são super-explorados, mas não sustento as bases das demandas salariais, pautadas numa suposta especificidade do exercício da medicina em detrimento de outras profissões, pautadas na suposta superioridade de tempo de estudo, superioridade de perícia, de carga de trabalho, etc.

    2) Não sustento estas bases e o “argumento” emocional de que o médico salva vidas.

    3) Salvar vidas não é privilégio dos médicos.

    4) Um físico que contribua para o desenvolvimento de um equipamento de combate o câncer, salva vidas. Um químico que desenvolve um remédio novo e eficaz salva vidas, nutricionistas salvam vidas, professores bem pagos e motivados salvam vidas, um engenheiro civil que construa um prédio seguro salva vidas, idem para uma ponte. Um engenheiro da computação que ajude no desenvolvimento, em conjunto com centenas de pessoas, de equipamentos médicos modernos, salva vidas também. Matemáticos salvam vidas, apesar de jamais pedirem para si os louros da glória. Quem desenvolve carros, ônibus, aviões, bicicletas, motos e navios seguros salva vidas também.

    5) Preciso falar dos policiais, bombeiros e outros profissionais de serviços de primeira necessidade que se arriscam por menos de R$ 2.000,00 todos os dias?

    Aos médicos, que sustentem racionalmente suas demandas salariais, ao invés de fazer chantagem emocional. Caso contrário, 40 horas semanais e dedicação exclusiva continuará fazendo mais sentido, caso queiram o salário completo.

    • sex, 01/06/2012 - 1:42
      B.

      Senhora,

      Ninguém está falando em superioridade. Que aumentem os salários dos policiais, bombeiros, professores, e todas as profissões que carecem de melhorias.

      Estamos defendendo, em primeiro lugar, a posição de um profissional que lida com um trabalho estressante e difícil a partir do momento em que lidamos com vidas, do ponto de vista do funcionamento orgânico e fisiológico. Desvendar, contra o tempo, o que se passa com uma pessoa doente a partir de suas queixas e alterações em exame físico é mais difícil do que parece. O organismo é extremamente complexo e conhecê-lo exige uma dedição tremenda que vai além do contra-cheque. O meu trabalho não acaba em 40 horas semanais. Ele vai além, assim como em diversas outras profissões, e todos devem ter esse reconhecimento. A briga não é para que nenhum médico seja um quase-milionário, mas que não tenham o seus salários diminuídos.

      Em segundo lugar, o próprio sistema público de saúde é quem está sofrendo um atentado. Salários menores irão inviabilizar o exercício pleno da medicina de qualidade, por profissionais descansados e satisfeitos em seu ambiente de trabalho, o que influencia o resultado final. O você acha que essa medida vai fazer o que com o SUS? Médicos bons acham suas alternativas. Os ricos pagam caro por boas consultas. Você acha que a Dilma vai deixar de procurar o Albert Einstein quando adoecer? Quem vai sobrar no atendimento do PA do SUS quando um familiar seu ficar doente? Não vai ser um médico competente e apaixonado pela sua profissão.

      Hoje, quem trabalha no SUS de um hospital federal, o faz, na sua maioria das vezes, por interesse acadêmico, e não financeiro. A questão da carga horária tornará mais difícil o exercício profissional de médicos que trabalham em hospitais federais vinculados a universidades para desenvolver pesquisa. Essa medida atinge nossos pesquisadores também.

      Ninguém é superior a ninguém. Apenas exigimos o reconhecimento devido pelo nosso esforço e dedicação, assim como toda profissão deveria exigir a sua.

      Por que os brasileiros não brigam por uma MP quanto ao salário dos políticos? Por que não brigam pelo fechamento de faculdades péssimas e lutam pela melhoria do ensino médico? Por que não se perguntam se o SUS é uma porcaria pela arrogância dos médicos ou se pela falta de investimento do governo?

      Essa hostilidade crescente contra a classe médica tem culpados de todos os lados. Temos nossos profissionais que merecem todo o seu questionamento. Mas o maior culpado disso é a máquina pública e o desinteresse político da população. E o principal perdedor é o cidadão, na hora em que passa mal e procura por atendimento.

      A MP 568 é um tiro no meu, no seu e no pé de todos os brasileiros.

      • sex, 01/06/2012 - 15:07
        Ana Paula

        Como disse, não sou contra as demandas salariais dos médicos. O que me posiciono contra são as atitudes tomadas por alguns praticantes da medicina que legitimam suas demandas pautados em falácias emocionais e em comparações indevidas e impróprias com outras profissões. Qualquer categoria que queira ser levada a sério em suas demandas profissionais precisa montar uma série de argumentos que se legitimem dentro das atividades realizadas pelos profissionais que compõem a categoria. Precisa justificar o valor da insalubridade, o índice de periculosidade, a percentagem adicional por horas extras, o adicional noturno mínimo, etc. Estas são algumas das questões relevantes para determinar salário, não critérios subjetivos como “esforço” e “estresse”. O estresse existe em qualquer profissão que tenha sobrecarga de trabalho, esfoço repetitivo físico ou mental, e o esforço… precisa dizer alguma coisa? Para que a medicina trate das especificidades de seu exercício, precisa fazê-lo DENTRO da categoria, justificando as demandas salariais desta forma.

        Um adendo: vi alguns comentaristas alegando que o achatamento do salário é culpa das “faculdades de fundo de quintal que formam médicos em excesso”.

        É, acontece. A tendência agora é essa, em todas as profissões que têm algum atrativo, seja este atrativo glamour ou falso glamour (como jornalismo), ou atrativos salariais e de prestígio (medicina, direito) como aquelas que têm somente atrativos salariais (geologia, engenharias diversas). A tendência é que comece a acirrar a concorrência nas universidades públicas, abrindo um mercado para que as particulares criem mais vagas.

        Isso de fato aumenta a disponibilidade de profissionais no mercado, o que no longo prazo irá achatar os salários. É o que aconteceu com os jornalistas, por exemplo, que só no estado de SP são em mais de 18 mil desempregados. De minha parte, quero sempre que se formem muitos médicos, de preferência bem formados. Gostaria também que o Brasil atingisse o mesmo número de mestres e doutores que os EUA (respectivamente 9% e 3% da população), mesmo que isso possa me afetar diretamente e achatar meu salário. Se é este processo que está acontecendo com a medicina ou não, cabe aos especialistas avaliarem. Contudo, como nenhuma medida política deste porte é tomada sem respaldo e alguma construção de consenso, a Dilma deve ter feito uma leitura do panorama e sentido o momento para dar o golpe na categoria…

      • sex, 01/06/2012 - 15:18
        Ana Paula

        “Mas o maior culpado disso é a máquina pública e o desinteresse político da população.”

        Desinteresse político da população? A população têm preocupações maiores que as demandas salariais dos médicos. A máquina *estatal também não é a única responsável. Ou quem você acha que conduz os processos de criações de “”autarquias”” de hospitais públicos que na prática passam a instituir dupla porta de entrada ou privatizam boa parte dos leitos? Olha o processo que está acontecendo na Unicamp, de privatização do Hospital de Clínicas, é um processo conduzido pelos médicos da FCM, os quais já implantaram seu protótipo privatista na Policlínica, ao lado do HC. Os médicos precisam se organizar enquanto categoria que pensa no coletivo e não só no próprio bolso, que é o que acontece na prática em países de capitalismo desenfreado como EUA e Brasil.

  16. qui, 31/05/2012 - 22:25
    marcospaulomanolo

    Todos os profissionais são iguais certo? Muito bem, gostaria de expor algumas idéias. Concordo pelnamente com a frase acima. No entanto, há, atulamente, uma variável extremamente importante: a responsabilidade civil. Este é o primeiro ponto. Segundo, as horas dedicadas à formação são, de forma geral, muito maiores que a de outros profissionais. Não há falta de médicos no mercado, há falta de condições de trabalho no interior. Nas grandes cidades, os médicos se estabelecem para ganhar muito menos do que no interior, pelo simples fato de geralmente terem uma estrutura mais segura de trabalho. Não ganhamos mais que outros profissionais com mesmo tempo de formação, simplesmente trabalhamos mais. Isso é fato. Me desculpe 4.000,00 por 40 horas de trabalho para um profissional que tem 6 anos de formação, 4 a 5 de residências e pelo menos um mestrado (sim ele tem que passar num concurso) é um insulto pra qualquer um. É este o incentivo que querem pros nossos filhos?

    • qui, 31/05/2012 - 23:24
      Ana Paula

      Na maior parte do mundo é comum empresas contratarem profissionais com phD, ou seja, cerca de 12 anos de estudo. Estudar não é privilégio da Medicina. Já disse e repito: não sou contra as demandas salariais dos médicos, mas elas precisam deixar de ser pautadas numa suposta superioridade ou maior complexidade do exercício da profissão. Isso não é verdade.

      Fazer muitas horas extras não é privilégio dos médicos também. Engenheiros que trabalham em plataformas de petróleo, só pra citar um exemplo, normalmente ficam 15 dias “embarcados”, trabalham de madrugada, dormem mal, não vêm a família, etc. Isso só pra citar os profissionais altamente qualificados.

      • sex, 01/06/2012 - 15:27
        Thales Dias

        Certíssima, Ana Paula.
        Todas as áreas de conhecimento tem suas especificidades e percalços.
        Uma coisa que me intriga, e não vejo ninguém questionar, é a origem óbvia dessa suposta superioridade classista – O DINHEIRO da industria farmacêutica.
        O Nobel de medicina, via de regra, é creditado a biólogos.
        Essa MP e um desastre. Disso não ha duvida.Mas não podemos perder de vista que essa precarização do trabalho não é uma outra “exclusividade” da área médica. O problema é de todos nós. Sociedade.
        Vamos à luta!

      • sex, 08/06/2012 - 0:10
        Marcelo Mantovani Martiniano de Azevedo

        Cara Ana Paula,
        Tenho graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado em QUÍMICA na UNICAMP e ME FORMO ANO QUE VEM EM MEDICINA pela PUCCAMP,ok???????
        A MEDICINA SIM é mais complexa e lidar com o limite vida/morte é uma responsabilidade ALTA (A MAIOR) que algum profissional pode assumir.
        A remuneração não faz jus nem ao valor, nem à complexidade e pior, nem ao risco inerente assumido pela vida do paciente.
        E eu conheço os DOIS lados, o da PESQUISA e o da Medicina. SAIBA do que está falando,antes de se pronunciar. A Medicina SIM é mais complexa.
        Ah,e no BR não valorizam o pesquisador (também!!!), além de não valorizar o médico.
        DR. Marcelo M Martiniano de Azevedo

  17. qui, 31/05/2012 - 18:40
    O_Brasileiro

    Imaginem um médico que ganha R$ 600,00 por plantão de 12 horas. A maioria ganha menos do que isso, mas vamos imaginar por cima. Se o médico atender 40 pacientes nessas 12 horas, terá recebido R$ 15,00 (brutos) por paciente numa URGÊNCIA, e ainda tendo atendido EMERGÊNCIAS.
    Talvez esses que aqui tentam desqualificar o trabalho do médico achem que suas vidas não valem nem esses R$ 15,00 (brutos). Eu acho que a minha vale muito mais do que isso!
    R$ 15,00 para salvar uma pessoa de um infarto…
    R$ 15,00 para salvar uma pessoa de um AVE (derrame)…
    R$ 15,00 para salvar uma pessoa com fratura exposta…
    R$ 15,00 para salvar uma pessoa com diabetes em coma…
    R$ 15,00 para salvar uma pessoa com traumatismo craniano…
    É… talvez essa Medicina esteja muito cara mesmo… melhor continuar gastando em presídios e no congresso nacional!
    Afinal de contas, nem é preciso estudar muito pra salvar as pessoas. Esses médicos devem estar apenas tendo sorte… (Ironia)

  18. qui, 31/05/2012 - 18:10
    O_Brasileiro

    Metade do salário talvez esteja “muito bom” para alguns dos médicos que irão ensinar os residentes e internos nos hospitais universitários, que são federais. Espero, sinceramente, que sejam bons!
    Os “mercenários” mais conceituados já não atenderão mais nem o SUS, nem os planos de saúde.
    Os “mercenários” mais conceituados irão para suas clínicas particulares atender os burgueses e os marajás do serviço público, que com certeza não são os médicos.
    Ah… bem-vindos, médicos “estrangeiros”!
    Adeus, SUS!

    P.S.: Agora, sem ironia. Lamento pelos pacientes, que vão continuar sofrendo cada vez mais e recebendo uma assistência cada vez pior, com consultas e cirurgias cada vez mais demoradas. Propaganda não trata, não cura e nem salva ninguém. Não se faz Medicina com notícia de jornal. Tratar a Educação com hipocrisia é um absurdo, mas fazer isto com a Saúde, é crime!

  19. qui, 31/05/2012 - 15:34

    Um professor de escola aqui na Inglaterra ganha uma media de £120 por dia, um professor que dá aula na universidade aqui ganha mais ou menos 30K (£30,000,00) por ano.

    • qui, 31/05/2012 - 18:35
      Marcelo de Matos

      Assim fica difícil. Dá para dizer quanto ganha um professor e um médico aí, em reais? Note bem: os salários aqui são calculados por mês, não por dia ou ano. Não estamos acostumados a converter libras em reais.

  20. [...] Entidades médicas denunciam: Governo Dilma corta pela metade salário de 48 mil médicos de serviç… [...]

  21. qui, 31/05/2012 - 14:18
    Marcelo de Matos

    o assunto é fora do tema, mas, é uma questão de meio ambiente, portanto saúde. O bumerangue legal continua a viger em terras tupiniquins. Proíbe-se o uso das sacolas plásticas e várias cidades voltam a adotá-las, com base em leis municipais. Aí a Apas (Associação Paulista de Supermercados) tem de entrar com Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) para não ser obrigada a fornecer as sacolas plásticas. É Apas prá cá, Adin prá lá, e ninguém entende mais nada. Estive em São Pedro-SP e o supermercado Dia estava fornecendo normalmente as sacolas plásticas. Fui lá com três ou quatro sacolas reutilizáveis e perguntaram se eu era de São Paulo. O UOL publica hoje: “Cidades de SP obrigam supermercados a dar de novo sacolas plásticas”. Esses políticos não tomam jeito.

    • qui, 31/05/2012 - 18:56
      Marcelo de Matos

      Pegando carona no meu próprio comentário, vou citar outros problemas ambientais. Quando foi iniciado o processo de flotação no Rio Pinheiros o deputado Trípoli disse que, em breve, iria nadar no rio. O Estadão acaba de publicar: “Em 2008 o Governo do Estado de São Paulo lançou um mecanismo de despoluição do Rio Pinheiros, com o objetivo de reverter a água do rio para a represa Billings e gerar energia elétrica na Usina de Henry Borden, em Cubatão. O sistema falhou, mas foram gastos R$ 80 milhões”. Outra mancada tucana em Sampa: o Parque da Água Branca virou um criatório de pombas e garnisés. Hoje estive lá e vi uma mulher, provavelmente funcionária, despejando meio saco de quirera de milho para as pombas e garnisés, sem critério e sem noção. A população de pombas está aumentando e propaga doenças. O reforma do parque ia muito bem sob o comando da esposa de Alberto Goldman, mas, as obras ficaram inacabadas. O MP interveio para manter as características “agro-pastoris” do parque e deu no que deu.

  22. qui, 31/05/2012 - 12:25
    Valter

    Os internautas José Policarpo e o Gilberto estão cobertos de razão e seus argumentos são complementares. Digamos que um médico dedicado, correto e pontual (coisa rara) trabalhe de fato 20 horas semanais; eu, que sou paciente do SUS preciso 6h da manhã na clínica ou posto médico porque são distribuídas apenas 20 fichas por dia! Se o médico atender as 20 pessoas e supondo R$ 10,00 a consulta (valor em 2007), ele recebe R$ 200,00 em quatro horas, R$ 1.000,00 por semana e R$ 4.000,00 por mês. Ainda lhe sobra um turno em que ele geralmente trabalha em consultório particular ou rede hospitalar privada. Somando tudo, inclusive o que os laboratórios lhes pagam para receitar seus produtos, seus ganhos ultrapassam os R$ 20.000,00! É pouco? Agora me respondam: por que razão nenhum médico recém-formado quer trabalhar em pequenas cidades do interior, onde faltam médicos, com salários em torno de R$ 15.000,00 com casa, comida e roupa lavada? Será que os médicos estão mesmo interessados na saúde dos brasileiros ou se comportam como reles mercadores que banalizam a vida alheia? Porque no Brasil todos querem ser médicos ou advogados? Porque estão preocupados com a saúde e a justiça ou porque acham que estas profissões lhes permitem enriquecer rapidamente? O governo está corretíssimo e não tem nenhum interesse em prejudicar a classe médica. Tomem vergonha na cara senhores e senhoras. Não se comportem como mercenários!

    • qui, 31/05/2012 - 15:00
      B.

      Sr. Valter, eu como médico do SUS, venho responder ao seu comentário totalmente desprovido de senso crítico quanto à realidade da vida de um médico sério. Eu me formei na Universidade Federal de Minas Gerais e, assim que conclui 6 anos de curso com carga horária integral, ingressei no programa de pós-graduação da mesma universidade para me dedicar ao mestrado e ao doutorado. Somando tudo, foram 12 anos de estudo, tudo gratuito, mas tudo sem receber um centavo. Sabe o por quê? Porque para ser médico federal, ou seja, professor da UFMG, esses são requisitos obrigatórios. Até hoje, depois de 23 anos de formado, estudo todos os dias úteis e, não raramente, separo finais-de-semana e parte das minhas férias para me atualizar e frequentar congressos (que não são nada baratos). Eu me dedico de maneira intensa à minha profissão que, de maneira diferente de todas as outras, me exige alto nível de conhecimento técnico, senso de responsabilidade e dedicação por lidar com vidas. Pessoas morrem na minha frente. Meu dia-a-dia é extremamente estressante e eu carrego uma responsabilidade, graças à minha competência e esforço, que, imagino, o senhor nunca sonhou em carregar. Saiba que faço isso com gosto, amo minha profissão, mas quero ser reconhecido. O valor absoluto referente ao meu salário não interessa. O que importa de fato é o respeito e o reconhecimento que eu mereço frente à minha dedicação. Essa medida provisória é um INSULTO à pessoas como eu. Sabe por que existem médicos ruins que atendem ao senhor de maneira inadequada? Porque pessoas como o senhor, alienados políticos e críticos enfadonhos, sem nenhuma ideia que de fato ajudam o país a melhorar, permitem a abertura desenfreada de escolas de medicina com qualidade deplorável. Isso sim atrai o médico fanfarrão, que entra na carreira visando apenas status e retorno financeiro. Em uma época remota, médico foi milionário. Hoje, eu luto, e muito, para ter uma vida que considero à altura dos meus esforços. Amo o que faço e é isso que me sustenta. Ao me informar quanto à medida provisória 568, decidi rever os meus laços com o serviço público federal. E sabe quem vai perder com isso? Você, usuário do SUS. Porque ricos e afortunatos vão me pagar, e com gosto, uma consulta cara e particular, porque eu sou muito bom. Então reveja os seus conceitos e suas opiniões. Repense a sua postura com o seu país. E nunca, mas nunca, generalize os seus conceitos medíocres a uma classe inteira de profissionais. Ainda há gente séria e batalhadora que deixará de trabalhar para pessoas como o senhor. Um abraço e boa sorte.

      • qui, 31/05/2012 - 18:00
        Ana Paula

        “de maneira diferente de todas as outras, me exige alto nível de conhecimento técnico, senso de responsabilidade e dedicação por lidar com vidas”

        É por esta postura arrogante que muita gente está feliz com a MP 568. Um professor doutor de qualquer área também tem, no mínimo, 12 anos de estudo no nível superior. Sem contar os anos fazendo pós-doutorado, antes de conseguir se efetivar. Defenda sua categoria em comparações possíveis, ou seja, com profissionais que exercem funções parecidas, enfrentam situações parecidas. Colocar a Medicina neste pedestal não cola mais com ninguém. Ah, só um lembrete: não vejo nenhum médico cubano reclamando pra tudo quanto é lado que exige ser quase-milionário por ter se esforçado pra se formar. E eles são melhores que os médicos brasileiros, na média.

      • sex, 01/06/2012 - 1:03
        Tatiana

        Não dê bola pra Ana Paula. Ela ainda não entendeu que nós professores e os médicos, e os pms e os bombeiros estamos todos no mesmo barco. A verdade é essa. ACORDEM, ANAS PAULAS DA VIDA!!! O GOVERNO ESTADUAL E FEDERAL SÃO A MESMA TITICA, NÃO EXISTE ESQUERDA NEM DIREITA, TUCANO E PTISTA, É TUDO IGUAL. EXISTE BRIGA DE GANGUE E GENTE MUITO QUALIFICADA GANHANDO MUUITO MAL. O funcionalismo público básico (atendimento direto à população) vai muito mal, obrigada. Estão querendo extinguir serviços públicos básicos estratégicos para a população. Tudo se resume à isso e não me causa nenhuma estranheza esta atitude do governo.

      • sáb, 29/09/2012 - 4:44
        marise cardoso

        Nosso depois ainda perguntam pq todos dizem que médicos são arrogantes…Só olhar o depoimento deste senhor, professor da UFMG…eu sou o bom…vão me pagar…que lástima, sendo que a humildade é umas características mais bonitas do ser humano. Sou pianista clássica senhor, e com certeza não estudei menos que o senhor, desde dos 4 anos de idades, horas intermináveis por dia em busca da perfeição. Hj tenho 35 e recém terminei meu pós doutorado em Indiana…porém as horas intermináveis ao instrumento em busca da excelência nunca vão terminar. Não é só sua profissão que exige dedicação integral, não generalise tb…como vc mesmo disse ao nosso amigo Valter…O problema dos médicos no Brasil é que além de ganhar bem, eles querem ser reconhecidos como popstar, como artistas, só faltam querer darem autógrafos, esquecendo que é uma profissão para curar vidas, não para status. Se querem aparecer vão seguir no meio artístico, que é muito mais difícil se estabilizar do que na medicina.
        Passar bem senhor humildade!

    • qui, 31/05/2012 - 23:10
      Juliana

      Sr Valter, o médico não recebe produtividade no SUS. É salário fixo, independente do estresse, gravidade, quantidade. Quem ganha R$20,00 ao menos por atendimento é manicure. Seu raciocínio não procede.

    • qui, 31/05/2012 - 23:28
      Juliana

      Ana Paula, não se sinta inferiorizada. Todos têm a sua importância. Sempre digo que juízes e promotores, decoradores a arquitetos e engenheiros civis, todos têm a sua importância, mas com níveis diferentes de responsabilidades e formações acadêmicas. Não é isso que está em discussão. Não estamos contestando os salários de ninguém, só não reduzam os nossos a metade. Socialismo? Reduzam os salários de todos a metade, então! Reduzam também a responsabilidade, o tempo de formação e dedicação. Isso é possível? Lendo os relatos aqui, acredito que só sabe a “carga” de ser médico nesse país os próprios médicos e seus familiares. Passar no vestibular, 6 anos integrais e intensos, mais 3 a 5 anos de residência, tempo integral, com uma rotina extenuante, abdicando de passeios, festas, trabalhando por 3 profissionais pelo déficit de pessoal…em condições extenuantes, não é para qualquer um não. E aqui vejo que poucos conseguem se colocar em nosso lugar. Cuide do seu médico, Ana Paula, pois quem irá cuidar de você?

      • sex, 01/06/2012 - 0:50
        Ana Paula

        Juliana, estudei por 16 anos no nível superior em período integral, sem contar o pós-doutorado. Estudar em período integral e se esforçar por anos não é exclusividade dos médicos.

        Aliás, pelo seu argumento, um médico norte-americano que trabalhasse no Brasil deveria ganhar mais que os brasileiros. Afinal, além dos anos de faculdade eles têm que fazer o MD (Medical Doctor) e ainda por cima, após completarem o doutorado, eles têm de fazer 4 anos de “estágio”, ou seja, serão postos a prova na medicina familiar ou como internos. Após este período de estágio ainda precisam fazer, no mínimo, 3 anos de medicina. Não é raro um cirurgião levar 18 anos após entrar na faculdade para conseguir praticar medicina de forma independente.

      • sex, 01/06/2012 - 0:54
        Ana Paula

        Errata no comentário anterior:

        Onde se lê: 3 anos de medicina.

        Entenda-se: 3 anos de *residência.

      • sáb, 29/09/2012 - 4:49
        marise cardoso

        concordo com a Ana Paula Juliana, estudar 16 anos em período integral etc.. não privlégio único dos médicos, todos profissionais de alto gabarito estudam isso…mas como falei, parece que médico tem esta necessidade de além de ganhar bem serem tido como popstars, e quando não veem este reconhecimento como popstars ficam frustrados.

    • seg, 11/06/2012 - 9:41
      jorge duarte ribeiro

      caro valter sua demagogia chega a ser engracada. nunca recebi um centavo de laboratorio algum e nao conheco neunhum colega que receba.

      por outro lado ja fui ate ao sertão do ceará procurar emprego como medico (sou emergencista cirugiao geral e urologista). chegando la me negaram o emprego apesar do convite incial, dizendo que nao havia mais verbas. tenho quatro filhos e nao posso ficar a merce de prefeituras corruptas e incompetentes que cortam ou atrazam salarios ao seu bel prazer. encontre um muinicipio que pague 15.000 liquidos com estabilidade e casa e roupa lavada que me comprometo a assumir este emprego. mesmo estando com uma situacao estavel em Cuiritiba.

  23. qui, 31/05/2012 - 11:27
    Observadoro

    Entendo que cada categoria profissional tem o seu valor para a sociedade. Médicos devem receber bons salários? Sim, é claro, Mas o que que vemos hoje é uma distorção do propósito da carga horária de 20 hs.

    A carga horária reduzida pela metade (mas com altos vencimentos mantidos), quando instituída, visava possibilitar que os profissionais de saúde dispusessem de tempo livre para atender – com qualidade – em seus pacientes particulares, sem comprometimento da saúde pública. Outros tempos…

    O que vemos hoje é que os médicos pegam cada vez mais plantões particulares (em hospitais, clínicas, até em emergnecia móvel), colocando em segundo plano o atendimento nos hospitais públicos, nos quais gozam de estabilidade. Posso afirmar isso com propriedade pois tenho médicos em minha família. Meus parentes vivem como zumbis, correndo de um lado para o outro para cumprir plantões de 24 hs (muito bem remunerados, diga-se). Quando vão dar plantões na rede pública (e na privada), contam com a famosa salinha de “descanso”, onde colocam em dia o sono perdido em outros plantões. No fim da semana, acabam cumprindo uma carga horária de mais de 60 horas.

    Uma carga semanal dessas é incompatível com um serviço de qualidade, ainda mais numa área em que qualquer erro põe em risco vidas humanas.

    O objetivo dessa redução trazida com a MP 568/12 é trazer para a área de saúde aquilo que é praticado em todas as demais carreiras existentes na esfera pública (juízes, promotores, engenheiros, administradores, etc.): quer a estabilidade do serviço público? Dedique-se exclusivamente (40 horas semanais, salário reduzido, mas coerente). Quer “ficar rico”? Vá atender na iniciciativa privada (sem limites de horas e rendimentos). Não dá para querer ter o melhor dos mundos…

    • qui, 31/05/2012 - 14:54
      ALEXANDRE LENZI

      CONCORDO QUE DEVA TER EXCLUSIVIDADE, SE O MEDICO GANHASSE COMO UM JUIZ, OU ENGENHEIRO DO DNIT, E TIVESSE UMA CARREIRA RAZOÁVEL, PROVAVELMENTE NÃO PRECISARIA FAZER ESTES SUBTERFUGIOS
      PELO QUE VC FALA SEUS PARENTES DEVEM IR 4 X POR ANOA A EUROPA, TER FERRARIS…

      DO GEITO QUE SE PARA (10 REAIS POR PACIENTE) É MELHOR SEM MANICURE

    • qui, 31/05/2012 - 15:06
      B.

      Ótimo! Mas então corrija os salários equiparadamente à correção de carga horária. É impressionante como todo mundo quer um serviço de saúde de qualidade mas se comporta como se a culpa de tudo estar precário fosse do médico. Sim, há profisssionais ruins e picaretas que usam plantões para dormir. Mas, para corrigir isso, você tem que trabalhar em outra esfera. Como na demissão desses profissionais. Agora, instalar a MP 568 para punir os ruins e prejudicar os bons, no meu ponto-de-vista, é BURRICE. Você vai perder os bons e ficar com os ruins. Porque quem é bom, acha outro lugar que paga bem. E quem é ruim, fica onde está. Ele usa o plantão é para dormir mesmo, não é? Boa sorte amigo! Isso vai acabar com a saúde pública do seu país. Assim como as aberturas de centenas de faculdades ruins, os pontos extras no concurso de residência para quem for trabalhar por 2 anos no interior, etc. Eu acho engraçado como todo mundo gosta de dar palpite, mas só palpite errado, sem conhecimento da causa. Você tem parentes médicos mas não é um. Desconhece completamente como é a nossa realidade. Se informe amigo. Quem mais vai perder com isso é você.

  24. qui, 31/05/2012 - 10:53
    Marcelo de Matos

    Conceição: mandei um comentário duas vezes e ele não aparece nem no “aguardando moderação”. Será que não passou nem na pré-análise?

  25. qui, 31/05/2012 - 10:50
    Marcelo de Matos

    A tônica predominante aqui no Viomundo é a saúde pública. Eu não conheço bem esse setor: só sei, basicamente, o que saí na mídia. Hoje mesmo vi uma médica do Rio botando a boca no trombone: “Sou diabética, hipertensa e não tenho condições de atender a uma quantidade tão grande de pacientes. Sei que vou ser punida por essa declaração”. Sobre os planos de saúde posso dizer alguma coisa. Talvez ocorra nessa área algo parecido com o que ocorre na saúde pública. Pago coisa de R$ 2.000 por mês de plano de saúde para três pessoas. Quando encontro um médico bom ele logo começa atender só às quartas, depois das 17h30, atrasando sempre porque tem muitas cirurgias. Nos demais dias ele atende clientes particulares. Os hospitais são bons quando a gente faz o plano. Depois começam os descredenciamentos e sobra a sucata hospitalar. E os médicos conveniados? Você liga para ao doutor fulano de tal e quem atende é a secretária de uma clínica. Não se sabe que clínica é essa; não existe mais atendimento personalizado. É tudo igual ao SUS, se não for pior.

    • qui, 31/05/2012 - 15:50
      ALEXANDRE LENZI

      SE QUER ATENDIMENTO PERSONALIZADO, PAGUE O PROFISSIONAL DE FORMA DIRETA, DA FORMA QUE QUER, VC É CLIENTE DO PLANO DE SAÚDE, E NÃO DO MÉDICO QUE É O TERCEIRO.
      AFINAL QUERER ATENDIMENTO PERSONALIZADO POR UM MÉDICO, INCLUSIVE COM O ACESSO AO CELULAR DELE, VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR POR 30 REAIS.

      ALIAS, ACHO QUE DEVERIA TER UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA, DA MESMA FORMA QUE O PLANO DE SAÚDE. PAGA-SE O PLANO (2.000 +-), TEM-SE ACESSO AO “LIVRINHO”, ESCOLHO UM ADVOGADO PARA ENTRAR COM UM PROCESSO, E NO FINAL ELE GANHA 30 REAIS, QUE TAL?

      • qui, 31/05/2012 - 20:35
        Marcelo de Matos

        Não sei até que ponto o médico é “terceiro”, como você diz. A Unimed, por exemplo, é uma cooperativa de médicos. Em tese, o cooperado não é um empregado. O Aurélio digital define cooperativa e dá um exemplo: “Sociedade ou empresa mantida pelo trabalho e a contribuição dos associados, e que visa o benefício destes através da racionalização e harmonização das atividades por eles desenvolvidas: Os produtores de laranja criaram uma cooperativa para negociar com as fábricas de suco”. O site da Unimed informa que: “Atualmente o Sistema Unimed tem 32% de participação no mercado nacional de planos de saúde, atendendo 15,1 milhões de clientes. São 377 cooperativas médicas com abrangência em 74,9% do território nacional, nas quais 106 mil médicos cooperados desenvolvem suas atividades”. Você que deve ser médico pode nos informar melhor como funciona essa cooperativa.

  26. qui, 31/05/2012 - 10:00
    Henri

    Dilma pisou na bola.

  27. qui, 31/05/2012 - 9:51
    Damião Apodi

    Os profissionais da area médica, acha-se acima de todos os outros profissionais no tocante aos direitos trabalhista, simplimente por ainda haver poucos profissionais no mercado e ai sua categoria,fica fazendo chantagem a Prefeitos, Governadore; sabendo eles que eles estão a serviço do povo, mas muito das vezes agem com arrogancia nos seus atendimentos e não honra com seu juramento. Isto mais uma vez estamos recaindo, para o velho problema da Educação, se tiverssemos profissionais suficiente no mercado não estariamos com este problema.

    • qui, 31/05/2012 - 15:13
      B.

      Amigo, pelo amor de deus. Então pare de acompanhar a mídia e vá se informar. Você não sabe de nada. Que ideia é essa de quantidade? Se o teu médico do posto de saúde fosse um cara bom, os hospitais não estariam lotados. Tudo está na base. Mas sabe porque não tem médico nos postos de saúde? Porque pagam mal, a carga de atendimento é extenuante, os recursos são precários e os pacientes hostis. A saúde nesse país de ignorância política só irá melhora quando a entender que para isso a cobrança deve ser feita NO GOVERNO. E os investimentos PESADOS, não só na saúde, mas também na EDUCAÇÃO! O seu governante te rouba, usurpa os seus direitos, e você vem me dizer que a culpa da saúde estar ruim é do médico, ou da falta de médico? Faça o favor! SE INFORME, ESTUDE, POR FAVOR!

    • qui, 31/05/2012 - 18:33
      EMPATIA, sabe o que é isto?

      Sr Damião,
      com todo o respeito a sua pessoa. Sou médica federal e dou plantão em emergências há mais de 23 anos, sem falar nos ambulatórios e exames. Me formei em 1983, fiz Residência Médica, e em seguida Mestrado e Doutorado sem que ninguém me desse nenhum tipo de ajuda. Tirei do meu bolso para estudar, vou a congressos, faço pesquisas, ajudo o país a crescer e a medicina a avançar, tirando muito do meu bolso com prazer, porque tenho prazer de ajudar e tratar as pessoas. Já passei muitos dias e noites de plantão operando sem parar, seguidamente, um esfaqueado atrás de outro, um baleado atrás de outro, atropelados, amputados, degolados, esmagados, atravessando as horas sem almoçar ou jantar, sem reclamar, extrapolando meus horários e turnos. NUNCA ganhei sequer UM MINUTO EXTRA!!!… o que dirá UMA HORA EXTRA….(?????!!!!) Gostaria de saber se o senhor trabalha horas extras sem ganhar. TRABALHA? Faço-lhe a pergunta por acreditar que o senhor trabalhe, ou não faz sentido o senhor estar dando palpite neste assunto. Todos os governos, Sr Damião, indistintamente, abusam covardemente dos médicos, sob o pretexto de que eles são sacerdotes e não reclamam. Sim, senhor. Somos uns idiotas mesmo. Aceitamos trabalhar nestes hospitais imundos (e a culpa é nossa) sem materiais (e a culpa é nossa!) e submetidos às piores condições de trabalho (e a culpa é sempre nossa)!!! Porque aceitamos, Sr Damião? Porque ninguém acredita em nós. Porque o médico hoje em dia precisa trabalhar quase 60 oras por semana. SEM SÁBADO NEM DOMINGO. Aponte-me qual profissão precisa estudar a vida inteira para operar um paciente e sabendo que tem que restabelecer sua vida e funções? Qual profissão mais o senhor conhece que precisa disto? Aponte-me se for capaz!! No Estado do Rio de Janeiro, os médicos sofrem o ridículo vexame de, quando bate as 7 horas, ter que sair de uma cirurgia que está fazendo, para bater o ponto digital, e só depois retornar a cirurgia. Isto o senhor não sabia, né? Nem a imprensa sabe. Ninguém sabe. Porque não temos a quem reclamar, sacou? Se nós reclamamos, somos chamados de todo o nome. Isto é o que ganhamos. Xingamento. E sabe porque eles fazem isto conosco? PORQUE MÉDICO NÃO GANHA HORA EXTRA. MÉDICOS SÃO ESTÚPIDOS E IDIOTAS QUE ESCOLHERAM ESTA M. DE PROFISSÃO. Médicos são culpabilizados por todo o tipo de mando e desmando que fazem nos hospitais e postos de saúde. Devem ser os médicos, os mesmos que trabalham nos hospitais, os responsáveis por bolar esta maravilha de saúde pública que temos. Deve ser isto. O SENHOR ACHA QUE VAI MELHORAR? Gostaria muito de ser como o senhor, achando que vai melhorar… Engana-se. A SAÚDE ESTÁ SENDO PRIVATIZADA PAULATINAMENTE. Os governos e prefeituras somente querem investir em Postinhos de Saúde de Família, bem gostosinhos, cheirosinhos e bonitinhos para te enganar, Senhor Damião. Para ganhar o seu voto, e fazer de conta que eles estão cuidando da sua saúde. Mas, não fique triste, porque para quem sempre criticou muito as privatizações neste país, agora vai ficar melhor ainda, privatizando-se a saúde pública (que era pública…bye bye Brasil). Vamos ter a Medicina que todos desejam. Vamos ter médicos que todos querem, estudando quase nada, bem burrinhos e mais estúpidos ainda. Aliás, se sobrar alguém desta espécie que hoje temos ainda (apunhalados por todos) que estudaram a vida inteira, categoria em extinção, feito dinossauros. Já ouviu falar em EMPATIA? Exercite-a! Já ouviu falar em felicidade? Deseje-a ao seu próximo, porque ela virá rapidamente até o senhor, sem nenhum esforço adicional, em belo tapete vermelho.
      Felicidades, Sr Damião.

  28. qui, 31/05/2012 - 9:13
    carlos gomidi

    Isso eh o inicio de uma artimanha… proximo passo serah trazer os ~excelentes~ medicos cubanos para trabalhar no Brasil. Petismo eh isso aih!!!!!!!

  29. qua, 30/05/2012 - 23:58
    André

    O Caos da saúde pública vem de longe, isso só me faz acreditar na teoria de que é necessário piorar o quanto der os serviços públicos, pra poder vir a solução mágica e eficaz, PRIVATIZAÇÃO, essa artimanha que nós paulistas conhecemos bem, foi assim com as estradas, com a energia elétrica, com a educação, está sendo com a saúde, com a segurança e tudo mais, triste, porque na campanha tudo era bem diferente, promessas de investimento maciço em saúde, educação, segurança, blá, blá, blá……

  30. qua, 30/05/2012 - 22:18
    Edna Ferraz

    “[...] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada…
    Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.
    Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. [...]”
    …………..Fragmentos de “No caminho com Maiakóvski” (de Eduardo Alves da Costa)
    ÀQUELES QUE DUVIDAM, PONHAM-SE EM NOSSO LUGAR (a isto dá-se o nome de empatia)…tentem praticar EMPATIA e sua vida ficará melhor! A privatização total da saúde vai transformar a vida de todos neste país um inferno. Acordem, antes que seja tarde.

  31. qua, 30/05/2012 - 19:11
    Maneos

    Essas medidas contra quem estuda ou estudou fortalece a corrupcao e prova que, quem vive fazendo mal feito vive melhor.

  32. qua, 30/05/2012 - 19:04
    Jussara

    Em 1990 o então Presidente da República assinou a lei 8.112, a qual proibia a acumulação de cargos públicos a todos os servidores público um da esfera federal, estadual e municipal, exceto os médicos que poderiam acumular dois cargos.
    Não seria esse o motivo da saúde no país está um caos, quer seja na rede pública ou privada? explique-me como um médico trabalha 20 hs em um local mais vinte em outro, atende em seu consultório particular e ainda sobra tempo para dar plantão em um hospital.

    • qua, 30/05/2012 - 21:03
      Edna

      Boa noite
      Eu posso responder como o médico consegue ” se virar” nos trinta, conforme foi a sua pergunta. Primeiro, este profissional está acostumado desde quando acadêmico, a trabalhar finais de semana, feriados e noites. Trabalhei por quase 20 anos, além de quase todos os dias da semana, ainda fazia plantão sábado a noite! Durante quase 3 anos, trabalhei durante 36 h somente no fim de semana! Nenhum outro profissional sabe o que é isso, mas quer julgar o mérito dele ganhar um pouco melhor,quando isso acontece, coisa rarissima! Outro detalhe importante é que o médico federal, com 40 h, geralmente, ele abdica da vida profissional privada, ou seja, raramente faz consultório ou trabalha em hospitais particulares. Ele é um devotado ao hospital público, onde faz assistência e docência, ou seja, ensina aos novos profissionais.Não é justo que este profissional, seja agora, penalizado com esta maldita MP que corta o nosso salário a metade.

      • qui, 31/05/2012 - 9:44
        Jussara

        Perdoe-me se minha opinião sobre os médicos em geral causou sua indginação, mas falo por ter sofrido na pele abusos praticados por médicos da rede pública e privada. Concordo que alguns ganham pouco, principalmente aqueles que levam a sério a profissão, mas acho que se estabelecessem os critérios adotados na REDE SARA, de dedicação exclusiva com bons salários, talvez o caos fosse amenizado. Agora querer nos convencer que um médico trabalhando 3 hs diárias em cada cargo que ocupa consiga fazer um bom trabalho é querer tapar o sol com uma peneira, pois é impossível atender e acompanhar um paciente nessas cincusntância quanto mais uma lista de pelo menos 10 pacientes por dia.

  33. qua, 30/05/2012 - 17:32
    O_Brasileiro

    Os planos de saúde deve estar muito felizes com a MP da Dilma, pois vão ter mais mão-de-obra barata para explorar. Pois, mesmo os planos de saúde pagando pouco, ainda pagam mais aos médicos por consulta do que o SUS. Já que quem paga os planos de saúde é o contribuinte, através da isenção de impostos… “Viva” a privatização!

    Como os professores das universidades também já estão migrando para a iniciativa privada, e o PROUNI também engorda os caixas do sistema privado de ensino…

    Agora só resta a privatização da segurança e do judiciário! Logo, logo teremos polícia federal privada e tribunais privados!

  34. qua, 30/05/2012 - 17:30
    Juan

    Conceição pelo comentário de alguns aki, me parece que a questão não é tão simples como “estão diminuindo meu salário, Isso é um absurdo”. Pelo que me parece tb como observador dos serviço público de Saúde, os médicos realmente não cumprem nada das tais 20h, qnto mais as 40h. Acredito que se deva analisar com mais cuidados pq infelizmente nem nossos médicos são Santinhos.

  35. qua, 30/05/2012 - 16:31
    José Policarpo Jr. (não o da Veja)

    Gostei da atitude da presidente.

    É preciso enfrentar o corporativismo médico que utiliza taticamente o serviço público. Apenas em momentos como este a corporação enuncia o discurso de defesa do público. Médicos não são melhores do que enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, etc., embora a categoria queira se julgar acima.

    A ideia das 20h nasceu com o entendimento de que o médico precisava ensinar, atender clinicamente e realizar cirurgias, muitas vezes em instituições diferentes – tudo isso há muitos anos. Esta é ainda a realidade de alguns e, por isso, é justo que haja contratos de 20h e de 40h, pois a grande maioria dos médicos não age mais desse modo. Muitos querem ter vários vínculos públicos pensando na aposentadoria. Conheço médicos com 4 vínculos públicos de 20horas, quando não trabalham sequer 8horas semanais em cada um.

    A categoria médica precisa entender que o serviço público não é mamata corporativa.

    Apóio total e irrestritamente o governo quanto a esta questão.

    A presidente precisa desse apoio popular para enfrentar esses interesses corporativos poderosos que tentam se passar como interesses populares e não o são.

    Aos que se julgarem insatisfeitos, o espaço privado está à disposição de todos.

    • qua, 30/05/2012 - 16:53
      lulipe

      Pimenta no dos outros é refresco, não é José?O que você acharia de trabalhar o mesmo que já trabalhava e ganhar metade do que ganhava ou trabalhar dobrado e receber o mesmo salário??45 universidades federais estão em greve, policiais federais, rodoviários e a receita estão se articulando para também entrar em greve, a saúde está um caos e ainda vem você escrever bobagens…

    • qua, 30/05/2012 - 17:42
      jgomes

      Apoiado!! Médico é um profissional igual a qualquer outro e algumas vezes, pior.

      • qui, 31/05/2012 - 9:30
        alexandre lenzi

        existe uma hierarquia no atendimento em qualquer lugar
        todos os profissionais são importantes no atendimento ao paciente
        da mesma forma que o oficial necessita das praças
        a remuneração de destes sao distintas, assim como são distintos as suas responsabilidades e o seu conhecimento.

        me desculpem, mas este é um fato.
        se existem profissionais que não cumprem horários, que estes sejam punidos
        mas punir os que cumprem é absurdo.

        o que realmente existe é uma rixa enorme entre os médicos e demais profissionais de saúde, criada não sei por quem e estimulada desde a faculdade.

        é fato que esta medida foi acordada com as centrais sindicais, e também é fato que os médicos pouco se interessam, infelizmente, em participar destas centrais. provavelmente houve uma retaliação, e , agura, os idiotas estão regojizando. mas nao por muito tempo, espero.

    • qua, 30/05/2012 - 17:44
      ALEXANDRE LENZI

      quantos anos vc estudou, me desculpe mas vc está equivocado

      • qua, 30/05/2012 - 18:18
        José Policarpo Jr. (não o da Veja)

        Só a título de esclarecimento, embora isto não entre no valor do argumento em si, mas apenas para esclarecer quem formula a pergunta.

        Sou professor com doutorado e pós-doutorado de uma universidade federal. Dou valor à formação e sei que ela deve ser adequadamente remunerada. Tal questão nada tem a ver com a obrigação de se cumprir as normativas de trabalho e suas modalidades (20h, 40h, etc.). Por que os médicos acham que sua hora de trabalho deve valer o dobro dos demais trabalhadores de saúde com formação superior? Qual a justificativa razoável para tanto.

        Além disso, não está havendo redução de salário de ninguém, apenas a perspectiva para a carreira é que muda e de fato precisa mudar. O médico é essencial como o enfermeiro, o psicólogo, o assistente social, o fisioterapeuta.

        Volto a repetir: aos insatisfeitos, eis o exuberante mercado privado.

    • qua, 30/05/2012 - 23:16
      André

      “o espaço privado está à disposição de todos.” ..que podem pagar.Ou você acha que um aposentado do INSS que ganha um salário mínimo pode pagar plano de saúde? até pode, mas vai morrer rápido, de fome e morando na rua. Pòlicarpo, acho que você não é da veja mas tá trollando por algum plano de saúde privado (Trollar: fazer campanha na Internet, provocar, em geral representando de forma não aberta, e muitas vezes paga, algum interesse político partidário, religioso ou empresarial)

    • qui, 31/05/2012 - 12:50
      ernesto

      Sr. Policarpo fazendo coro com a sua opinião de que o médico tem a mesma importância que um enfermeiro, sugiro que o Sr. procure um profissional de enfermagem quando precisar fazer uma cirurgia, um tratamento de cancer ( deus o livre) ou um tratamento e acompanhamento de uma doença do coração.
      Abraços cordiais.

      • sex, 01/06/2012 - 5:26
        Gilberto

        Ernesto, acho que vc está a misturar alhos com bugalhos…

        ninguem está pondo em xeque a competencia do profissional médico no desempenho de sua função (ainda que a competencia não seja universal na classe), não é este o foco.

        quando vou a um médico estou procurando um profissional que, acredito, tenha competencia para servir à minha demanda (tenho sintomas que não sei o significado e quero tratamento).

        ocorre, todavia, que os médicos (salvo excessões meritórias) são extremamente irresponsáveis no cumprimento de horários e no tempo dispensado a cada paciente.

        não estou discutindo a remuneração, médico assim como professor e borracheiro precisam ter remuneração digna e compatível com sua formação. o que estou discutindo é falacia medica de apenas quando lhes convem trazem a tona o discurso dos “pacientes”… no resto do tempo os pacientes são apenas consumidores mal tratados

  36. qua, 30/05/2012 - 16:21
    Marcelo

    Os médicos querem defender privilégios , ta insatisfeito vai para o setor privado trabalhar 20hrs p/semana . Que o salario seja justo e carga horaria tambem , mas para todos os trabalhadores . Essa diferença entre o trabalhador do setor privado e do setor publico tem que acabar .

  37. qua, 30/05/2012 - 15:17
    Mardones Ferreira

    Por causa dessa MP 568/2012, médicos do maior hospital público do PAraná, o HC de Curitiba, reduziram as atividades esta semana, deixando muitos pacientes sem atendimento.

    A imprensa tem dado destaque a essa movimentação, pois afeta toda região metropolitana de Curitiba. E ainda destaca o motivo da paralização de parte dos serviços.

    Enfim, o governo, nesses casos, deve vir a público esclarecer o teor das medidas, mas só fazem depois que a população fica prejudicada. Segundo o representante dos médicos do HC de Curitiba, a remuneração deles vai ser reduzida em 50%.

    É preciso ir à justiça para impedir tamanha insanidade. Conselheiros das empresas mistas e estatais ganham salários altíssimos para participar de reunião uma vez por semana.

  38. qua, 30/05/2012 - 15:01
    José Felipe

    Os médicos são engraçados. Tem uma lei que a carga horária é de 20 horas mas ao mesmo tempo podem pedir um vínculo com mais 20h. Ganham o dobro e trabalham metade. Até acredito que o médico tenha que ser bem remunerado mas não dá para ser o disparate que existe. Na Europa um médico ganha 8 a 10 vezes mais que o mínimo. Aqui no Brasil chega a ganhar 20 vezes mais.

    • qua, 30/05/2012 - 17:43
      ALEXANDRE LENZI

      caro felipe, creio que você esteja equivocado, a remuneração líquida de um médico com 10 anos (faculdade mais especialização) de formação, no ministério da saúde trabalhando 20 horas, é em torno de 2100 reais, se você acha que isto é 20 vezes o mínimo, talvez seja o da Uganda.
      os médicos que ganham acima de 20 mínimos são profissionais liberais (assim como muitos outros profissionais liberais), e creio que cumprem uma carga horária maior a que você tem.
      o problema dos médicos terem 2 vínculos, é que o governo não quer pagar para se ter um profissional altamente especializado com grande tempo de formação como dedicação exclusiva.
      trabalhar fora não é uma opção do profissional médico, mas uma necessidade.
      porque não se equipara as remunerações de médicos com procuradores ou auditores da receita do executivo. o tempo de formação é um “pouco” menor que a dos médicos.
      então, o governo querer fazer esta palhaçada eu entendo, pois ELE quer gastar menos. mas um cidadão…

      PS: os médicos que trabalham na rede sara tem dedicação exclusiva, e são proibidos inclusive de ter consultórios particulares, sob pena de demissão. nesta entidade estes médicos ganham 16.000 liquido inicial, com plano de carreira decente. entendeu ou tenho que explicar novamente?

  39. qua, 30/05/2012 - 14:59
    Gilberto

    Os médicos constituem uma das mais corporativistas categorias profissionais.

    Prestam um péssimo serviço, tanto no setor publico quanto privado, nos deixam esperando horas, a grande maioria se recusa a atender com hora marcada, obrigando o paciente (consumidor do serviço) a chegar cedo e esperar… é comum médicos marcar consulta, avisa que começa atender às 08:00 horas só chegar ao consultório às 09:30 horas… ja com 4 ou 5 consumidores esperando.

    a relação dos médicos com as industrias farmaceuticas é de uma falta de ética incrivel. recentemente vimos a choradeira com a questão da proibição dos presentes dados aos medicos pelas grandes industrias.

    Acho que os médicos precisam ganhar bem… mas só lembram do paciente quando é para justificar alguma demanda.

    o sistema tem que ser reformado, não tem cabimento um médico ter que trabalhar em 3 ou 4 locais para ter uma remuneração digna.

    • qui, 31/05/2012 - 9:17
      alexandre lenzi

      se as pessoas acham que médicos trabalham em 3 ou quatro empregos porque querem estão equivocados.
      gostaria que as pessoas se informassem em como funciona o serviço de saude do canada, inglaterra, frança…
      la eles tem um servico universal (como o nosso se propoe a ser)
      vejam com funciona ao inves de falar essas baboseiras
      quanto aos “consumidores”, oque vcs achariam se a consulta fosse interrompida pela metade devido ao tempo transcorrido?

      • sex, 01/06/2012 - 5:15
        Gilberto

        mas as consultas foram cortadas pela metade a muito tempo… basta ver quantos pacientes (em media) um medico do SUS atende por hora e por turno presencial …

    • sáb, 09/06/2012 - 1:01
      Kelly

      Ei Gilberto, te proponho a ir em uma emergência e ver realmente o serviço que os médicos prestam.
      Cara, tenha cuidado com as palavras. É mto fácil reclamar do serviço prestado qdo vc não tem as MINIMAS condições de fazer uma boa medicina. Mas essa face não é mostrada pelo governo e pela mídia. Lógico né?
      Quando pedimos um simples hemograma e este exame demora mais de 3 meses para ser conseguido via SUS isso nos dá uma extrema tristeza. Estamos (quando digo estamos, me refiro a enfermeiros, dentistas e outros profissionais da saúde) na linha de frente e tudo que o Governo quer é pôr a culpa do caos da saúde na figura do médico, que não deixa de ser o chefe da equipe de saúde.
      Vá numa emergência, num posto de saúde, num psf e cheque por você mesmo. Converse com outras pessoas e abra sua mente tá?

  40. qua, 30/05/2012 - 14:37
    Maria das Graças Reis

    E ainda temos de defender o governo popular e democrático de Dilma Rousseff. Não creio!

  41. qua, 30/05/2012 - 14:33
    O_Brasileiro

    Obviamente essa MP visa empurrar os médicos para a iniciativa privada, sucateando ainda mais o SUS.
    Discurso de campanha é discurso de campanha, governo é governo!
    Caminha-se a passos largos para a privatização da Saúde e da Educação!

  42. qua, 30/05/2012 - 14:16
    Fernando

    Dilma está priorizando as camadas mais baixas da sociedade, servidor público federal é elite e pode se dar ao luxo de ficar com a remuneração defasada um pouco.

    Com Dilma, pelos pobres, pelo Brasil.

    • qua, 30/05/2012 - 16:24
      Luís

      Ah esses “progressistas” chapa-branca.

      • sex, 01/06/2012 - 5:51
        Gilberto

        Onde está a chapa branca? oche… cara quem tem pensamento unico é doente mental… ninguem aqui defende o governo 100%, ainda que existam aqueles que critiquem 100%… onde estão os insanos?

        minhas colocações são:

        1- os medicos precisam se reconhecer como profissionais que prestam serviços, e que precisam prestar conforme a demanda, seguindo horários pre marcados e tempo minimo de consulta.

        2- médicos precisam ganhar bem e trabalhar em poucos locais (para ter tempo de trabalhar bem sem precisar viver uma maratona).

        3- quantos turnos de 20 horas ou 40 horas é possível que um médico trabalhe? tem médico que tem 4 empregos, o menor deles com 20 horas… como isso encaixa na semana? (e o tão demandado tempo de descanso e estudo?)

        4- na minha opinião de consumidor, o medico deveria ter no máximo 2 empregos e clinicar, ou realizar procedimentos médicos, no máximo 30 horas por semana, ficando com as demais para estudo e descanso (afinal a profissão tem pressões inclusive emocionais e o profissional tem que ter tempo para se refazer)e ter remuneração digna para não precisar de outros empregos…

        5- os medicos precisam decidir como vão me tratar, se como paciente ou se como consumidor de um serviço prestado… enquanto a relação for puramente mercantilista (e acho que isso não tem retorno) a população jamais vai defender os medicos, simplesmente pq a população V~e no médico um mal prestador de serviços (ainda que parte da culpa seja de infra-estrutura)

  43. qua, 30/05/2012 - 13:42
    Edson

    O que assombra é a falta completa de diálogo democrático nessa medida. O tema foi levado à mesa de discussões e a decisão foi tomada autocraticamente. Peço a qualquer um dos leitores que se perguntem o que sentiriam, pensariam ou se disporiam a fazer, caso alguém lhes tirasse qualquer parte do seu salário (quanto mais METADE!!!) de uma só canetada. Tiram do poupador até os míseros 6% da poupança, tomam metade do salário dos médicos/professores do serviço federal. Já sei: é uma medida do governo em ano eleitoral para garantir que os adversários ganhem todos os votos da categoria… É isso??? Qualé, Dilma, não deu pra entender?!!!…

    • qua, 30/05/2012 - 15:04
      Maria

      Sou médica prestadora de serviço ao SUS em nível municipal, e posso afirmar que médico nenhum cumpre nem as 20h que de lá as 40h a que se propuseram. O lema sempre foi: você finge que me paga e eu finjo que trabalho. Então essa discussão é muito mais complexa do que ficar gritando quanto ao corte de salário, deve-se discutir sim o salário, bem com responsabilidades. Não sejamos hipócritas.

      • qua, 30/05/2012 - 21:25
        Edna

        Maria

        Acho que vc não está compreendendo a extensão do nosso problema…Não estamos discutindo um aumento de salário da categoria, que até acho que merecemos, e sim, tentando evitar uma injustiça de RETIRAR metade do nosso salário da noite para o dia! Isso é grave!!!! O governo rasga a constituição e as leis que regem a nosssa profissão. Se isso passar, amanhã, poderemos sofrer sanções maiores!!! Qq imbecil pode querer fazer coisas piores conosco, pois a ” brecha” foi aberta! Se vc é médica, tem que se unir a cat6egoria profissional para o seu próprio beneficio e não o contrário.
        Abraço
        Edna

      • qui, 31/05/2012 - 10:38
        Marcelo de Matos

        Parabéns pela sinceridade, Maria. O mesmo ocorre no ensino: o pessoal aguenta todas as deficiências e problemas do setor, só esperando o dia de aposentar. A maioria nem pensa em lutar pela melhoria do ensino.

  44. qua, 30/05/2012 - 13:36
    Danilo

    E os jornalistas não vão perguntar aos representantes do governo sobre a sua versão ou sobre o que está por vir para compensar isso?

  45. qua, 30/05/2012 - 13:04

    Socialismo é isso. Igualzinho o primeiro mundo. Salario médio pra todos.

  46. qua, 30/05/2012 - 11:32
    Fernando Moreno

    Não estou entendendo a Presidenta Dilma. Sou servidor público do Judiciário Federal e há vários anos não temos aumento. A pressão da Presidenta na sua bancada para não votar o PL 6613/2009 é imensa. Toda vez que o projeto entra em pauta não há quórum para votá-lo. Agora reduz a remuneração dos médicos. Para o mundo, prega que a solução da crise está no aumento de salários e no consumo, para girar a economia. Não está fazendo o que está falando. Nós, servidores públicos federais, votamos maciçamente nela para Presidente e, parece que estamos sendo punidos.

  47. qua, 30/05/2012 - 11:04
    Jr. Dalprà

    O Ministério do Planejamento está muito mau conduzido, pois além dessa aberração de MP 568, leva também os professores de universidades federais à greve por melhores salários, assim como outras empresas públicas estão com dificuldade de negociar reajustes e ganhos reais aos salários.

    • qua, 30/05/2012 - 11:56
      Almerindo

      Não estou entendendo… Aqui em BH, o salário para professores da UFMG, anunciado em editais de concurso, é de, INICIAL, 11 mil reais, e para professor adjunto, INICIAL, 7 mil reais. Por quê iriam querer fazer greve??? Não precisam acreditar em mim. Acessem o site pci concursos, vão em concursos de Minas Gerais e verão.

      • qua, 30/05/2012 - 12:47
        Ronaldo Marques

        O site PCI Concursos não é exatamente uma fonte confiável para se obter dados sobre a remuneração de servidores públicos. No âmbito federal, qualquer cidadão pode consultar a Tabela de Remuneração do Servidores Públicos Federais. Não há nada, em termos de salário, que não esteja ali. A tabela pode ser acessada pelo site http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/bol_remuneracao.htm .

        Especificamente sobre a remuneração de professor universitário, o salário de 11 mil se refere ao cargo máximo da carreira de professor (e não o inicial), que corresponde a Professor Titular, e só é atingida se o mesmo tiver doutorado.

    • qui, 31/05/2012 - 10:28
      Jr. Dalprà

      A idéia principal é que se deixar o governo, através do M. do Planejamento retirar direitos, onde é que está a justiça social?

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