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Cartas de Minas
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Marcelo Zero: “A área militar da Embraer não será preservada na sua venda a Boeing; só idiota acredita que sim”

11 de fevereiro de 2018 às 00h21

 Da Redação

No início da semana, a imprensa anunciou que a Boeing apresentou uma nova proposta de compra da Embraer que teria agradado o governo Michel Temer.

É s criação de uma nova companhia com toda a área comercial da Embraer. Ela manteria o nome Embraer, mas a empresa norte-americana teria entre 80% e 90% do controle.

O GGN observou:

A proposta traz como solução deixar a área de Defesa da Embraer como está, nacionalizada, evitando qualquer problema diplomático com a sueca Saab para compra dos caças Gripen. A estrutura acionária da Embraer, com os mesmos acionistas e a ‘golden share’ do governo, seria mantida.

Segundo o jornal Valor, o acordo depende apenas da aprovação dos acionistas e novas reuniões, incluindo o governo, serão agendadas em Brasília apenas após o Carnaval.

Quanto ao valor de compra oferecido pela Boeing à fabricante brasileira será o equivalente a até 90% do seu capital em dinheiro, sendo a maior parte distribuída aos acionistas (85% estrangeiros) na forma de dividendos, aumentando as chances da proposta ser aprovada.

Em comentário via whatsapp, Marcelo Zero, especialista  em Relações Internacionais e membro do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI), detona:

“Pronto. Acabou a Embraer, uma das poucas empresas de alta tecnologia que tínhamos.

Só um idiota pode acreditar que a área militar da Embraer será preservada. Não vai. A tecnologia é de uso dual: civil e militar. Uma depende da outra.

E o Meirelles já pediu estudos para se desfazer das golden shares ( ações que dão poder de veto ao governo) de todas as estatais que restam, para poder vendê-las sem problemas.

Já pode mudar o nome para “Boeing do Brasil” .

23 - fev 0

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Eduardo

15/02/2018 - 11h33

Caro Marcelo Zero, Sonhamos com o bem do Brasil e do nosso povo! Não pensamos como Aécio Neves : “ a solução é alguém que se possa matar”.Nāo podemos e nem pensamos que se possa matar como solução. Assim, o que deveríamos fazer para “ estancar essa sangria” que Vampirão e seus chefes morcêgos e abutres estão fazendo com nossas riquezas naturais, nossa pouca tecnologia e com os bens do nosso povo e com o futuro dos nossos jovens e de nossa nação?

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Dirceu

12/02/2018 - 19h11

Na moral, vão estudar direito, publicidade, marketing, pois engenharia nesse pais nao tá com P. nenhuma, é pura perda de tempo. O governo tá sucateando a engenharia nacional em todos os setores. É uma faculdade muito dificil e que nao tem tido um bom retorno nos ultimos anos, nem financeiro e nem retorno de emprego.
Com essas atitudes do governo Temer/Meirelles/PSDB eles implodem os bons empregos no Brasil e geram milhares de ótimos empregos nas economias de ponta como as dos EUA e Europa.
O que vai acontecer é que a Embraer vai dar adeus para o Brasil e passar a funcionar nos EUA, devem deixar aqui apenas alguma area administrativa.
E o que deve acontecer tb é ter uma invasao de engenheiros gringos no Brasil, principalmente, dos EUA e Europa, só engenheiro brasileiro muito bom vai arrumar emprego nessas estrangeiras que vem pra cá. O famoso QI. Multinacional é QI e nada mais.
” Qdo a cabeça nao pensa o corpo padece “, é isso que dá ser engenheiro coxinha. Tomaram sem vaselina.
O negocio é ser economista, olha o Meirelles que bençao, nao tá nem ai com o pais, dane-se os pobres, mas as contas bancarias dele estao hiper recheadas. Negocio é apostar na faculdade de economia. Engenharia aqui no Brasil está bem mal das pernas.
O governo nao ajuda em nada o Setor de engenharia, ao contrario, só faz coisas para prejudicar a engenharia e industria nacional.
Seremos meros projetistas de caixa de fosforo.

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Julio Silveira

11/02/2018 - 22h23

Vou repetir o que disse para um cidadão que fantasia com lições de civismo patriotico vindo das FAs para a sociedade.
Quando deram o golpe, em 64 foram supervisionados pelos States, tendo inclusive recebido orientações de tortura pela famigerada escola das Americas, educadora de tiranos. Esse e outros fatos, como os States considerarem aqui como seu quintal, diz muito sobre a predisposição natural cultural das FAs.
Essas que sempre foram instituições representativas da elite da sociedade, defensora de suas culturas, e de mesmo espirito colonizado. De mesmas orientações para manterem entre suas castas o dominio e o predominio do estado, com uma ferrenha negação da pratica democratica sadia, que tantos riscos impõem a essa pratica que vem desde os tempos do imperio. Sinceramente? As FAs do Brasil são como as guardas pretorianas romanas contra seu proprio povo, e são parte desse problema cultural de falta de visão de cidadania e de entreguismo desbragado.

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