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Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar

31 de dezembro de 2011 às 13h34

por Laurita Salles

Gostaria que publicassem com destaque o que não se diz:

O que se gasta com juros da dívida no país é 47,19% da Lei orçamentária de 2012.

Depois, funcionários públicos não tem aumento, aposentados também não.

O que que é isso?

Qual a diferença com os ajustes neoliberais?

Acho que o Viomundo não pode omitir-se de discutir sériamente o que a imagem abaixo mostra. Esta deve ser escancarada na blogsfera.

Não dá para achar que está tudo bem.

O propalado “buraco” da Previdência é menos da metade do juro da dívida.

E vem o governo acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos.

Isso é o fim do bem estar social. Tente se “aposentar” vc foi roubado, literalmente roubado!

Infelizmente isso é neoliberalismo.

A imagem é forte e didática:

Da página da Auditoria da Dívida Cidadã:

A Folha Online mostra a aprovação do Orçamento para 2012, pelo Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública no ano que vem, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico a seguir.

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores públicos do Judiciário (pela recomposição de perdas inflacionárias), o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

A extrema intransigência da Presidente Dilma gerou revolta entre os parlamentares da própria base do governo. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) chegou a executar uma manobra de “obstrução”, por meio do pedido de verificação de quorum, o que faria a sessão se encerrar, e a votação do orçamento ser adiada para o ano que vem. Porém, diante da pressão da base do governo, Paulo Pereira aceitou retirar o pedido de verificação, aceitando em troca apenas a promessa do governo de que irá negociar tais pleitos, além da mera troca do negociador do governo (Duvanier Ferreira seria substituído pela Secretária da Ministra do Planejamento, ou pelo Ministro Gilberto Carvalho). Ou seja: na prática, nada garante que haja um aumento nos recursos para os aposentados ou servidores públicos.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que garante um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo – para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestar a empresas privadas cobrando taxas bem menores.

Finalmente, no plano externo, é interessante destacar também duas notícias – dos jornais Valor Econômico e O Globo – que mostram os privilégios dos bancos, que são salvos pelo estado com dinheiro público. Enquanto o primeiro traz artigo de um ex-economista chefe do FMI, reconhecendo que os bancos privados foram salvos às custas do Estado, o segundo mostra a ajuda de meio trilhão de euros do Banco Central Europeu aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores, ou seja, ganhando às custas do povo.

Leia também:

Mídia impôs agenda neoliberal ao governo Dilma

Gilberto Maringoni: A ambiguidade na relação de Dilma com a mídia

 

103 Comentários escrever comentário »

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Pimon

12/01/2012 - 19h59

Poucos entendem do assunto.

O post da Laurita acerta nos 47%, apenas.

Sim, 600 bi de rolagem plus 200 bi em juros…. a pagina do Senado é "di grátis".

Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. ;;; COMO??????

Viajou geral!

Responder

Laura Ricardo

09/01/2012 - 19h59

Do Tijolaço:
http://www.tijolaco.com/
Por que Estados pagam 600 vezes mais juros?

Através da Agência Imediata, o impactante artigo publicado há dias pelo Le Monde pelo ex-primeiro-ministro francês Michel Rocard, e pelo economista Pierre Larrouturou, sob o título “Porque os Estados devem pagar 600 vezes mais que os bancos?” Eles dão razão a Franklin Roosevelt que, há oitenta anos, já dizia: “ser governados pelo dinheiro organizado é tão perigoso quanto ser governado pelo crime organizado”.

Embora focado na crise europeia e norteamericana contém uma série de reflexões úteis para nós, cujo potencial de crescimento, a muito custo, tenta se livrar do jugo dos juros.

Leitura imperdível.

“São cifras inacreditáveis. Já se sabia que, em fins de 2008, George Bush e Henry Paulson tinham colocado sobre a mesa 700 bilhões de dólares (540 bilhões de euros) para salvar os bancos dos EUA. Uma soma colossal. Mas recentemente, um juiz estadunidense deu razão aos jornalistas da Bloomberg que exigiam transparência de seu banco central quanto à ajuda dada ao sistema bancário.

Depois de terem vasculhado 20.000 páginas de diferentes documentos, a Bloomberg mostra que o Federal Reserve (FED) emprestou secretamente aos bancos em dificuldade a quantia de 1.200 bilhões a uma taxa incrivelmente baixa de 0,01%.
No mesmo momento, em muitos países, as populações sofrem com os planos de austeridade impostos pelos governos aos quais os mercados financeiros não aceitam emprestar bilhões a taxas de juros inferiores aos 6,7% ou aos 9%. Asfixiados por essas taxas de juros, os governos são “obrigados” a bloquear aposentadorias, subsídios familiares ou salários de funcionários públicos e a cortar os investimentos, e isso faz aumentar o desemprego e logo nos fará afundar numa recessão muito grave.

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

02/01/2012 - 19h59

Nossa, os comissionados atuaram forte neste post hein?O Cara que que desqualificou o post ganhou duzentos mil joinhas… Números a parte, o fato concreto e que , apos 10 ANOS de governo "dos trabalhadores"do PT, continuamos sendo o pais com os MAIORES JUROS REAIS(antes que algum outro sofismatico venha com considerações sobre juro nominal ou real…) DO PLANETA e batemos recorde de pagamento de juros.Isto apesar da "presidenta de esquerda que lutou contra a ditadura e foi torturada" dizer , pela ducentésima vez(ta parecendo papagaio) que a "a economia esta solida, o Brasil e um porto seguro, nossos bancos são sólidos, bla, bla, bla).Apesar da "solidez" continuamos sendo o paraíso do rentismo.Isto com o "governo dos trabalhadores no poder".Quanta farsa…

Responder

Emilio Matos

01/01/2012 - 23h13

Não é bem assim. Não se pode criticar o PIG e depois distorcer as coisas como ele faz. Para mostrar o gráfico desse modo, é primordial esclarecer, como não é feito, que a origem dos recursos do que está sendo chamado de orçamento é parcialmente novas captações no mercado, ou seja, contrai-se dívida para pagar as tais amortizações. É o tal processo de rolagem. O gasto com juros é grande sim, mas chutaria algo da ordem de 10%. (Pra quem não se contenta com o meu chute, o Google está aí é pra isso mesmo)

Responder

Rafael

01/01/2012 - 22h15

Queria saber quanto o Brasil recebeu em empréstimos, valor real sem enrolês e quanto já pagamos. Mesmo que haja democracia no Brasil ou qualquer outro país nunca conseguiremos realizar uma auditoria sobre a dívida. Seria nteressante que o Brasil pagasse menos para a dívida e aumentasse o gasto com educação para por exemplo 10% e saúde também.

Responder

Rodrigo Ávila

01/01/2012 - 20h18

O dado comumente divulgado, de dívida/PIB, também é enganoso, pois se refere à dívida líquida, ou seja, a dívida total – que paga os maiores juros do mundo – DESCONTADA de créditos que o governo tem a receber, mas que rendem juros muito menores, como as reservas internacionais.

Em bom português: é como se alguém entrasse no cheque especial para depositar na poupança, e dissesse que sua dívida líquida não aumentou (!).

Responder

Rodrigo Ávila

01/01/2012 - 20h17

É lógico que, quando o governo faz nova dívida para pagar juros ou amortizações, este pagamento tem de ser considerado sim, dado que, se esta dívida cheia de indícios de ilegitimidade não existisse, todo este endividamento não estaria servindo para uma finalidade totalmente inócua para o país, mas sim, para atender às áreas prioritárias como saúde e educação.

Ora, então, se apenas pudéssemos considerar como gasto efetivo aquilo que tem como fonte de receita os tributos, então estamos escondendo uma grande fonte de sangria do país: a utilização de quase toda capacidade de endividamento do Estado brasileiro para pagar juros ou amortizações de uma dívida que não pára de crescer.

Portanto, a chamada "rolagem" tem de ser considerada sim.

Responder

Rodrigo Ávila

01/01/2012 - 20h15

Cabe ressaltar também que a “rolagem” não significa meramente algo contábil, ou a mera troca de títulos antigos por novos. Na realidade, em um primeiro momento o governo emite novos títulos (ou seja, toma novos empréstimos) para obter recursos. Para tanto, o governo fica na dependência da aceitação, pelos emprestadores, das taxas de juros oferecidas. Este processo é constantemente utilizado como uma forma de “chantagem” do mercado financeiro sobre o governo, pois se este último tomar qualquer medida que desagrade aos rentistas (por exemplo, o controle sobre o fluxo de capitais, a redução significativa dos juros, a tributação dos capitais financeiros, etc), logo o “mercado” retalia, aumentando as taxas de juros exigidas para “rolar” a dívida.
Só posteriormente o governo utiliza os recursos (em dinheiro) arrecadados com as emissões de títulos e paga as amortizações, ou seja, os títulos que estão vencendo.
Considerando a totalidade dos juros e amortizações, o governo federal pagará em 2012 o que mostra o gráfico, ou seja, mais ou menos a metade do orçamento.

Responder

Rodrigo Ávila

01/01/2012 - 20h14

Ora, é claro que a chamada "rolagem" deve sim ser considerada! Por vários motivos.

Conforme reconheceu a base do governo e o PSDB no Relatório Final da recente CPI da Dívida Pública na Câmara dos Deputados (item 80), os dados geralmente divulgados como "juros e encargos da dívida" não consideram a totalidade dos juros, mas apenas os juros que superam a inflação, medida pelo IGP-M, um índice que tem apontado uma inflação bastante superior à dos demais índices. Ou seja: grande parte dos juros são contabilizados como se fossem amortizações ou a chamada “rolagem” da dívida.

Além do mais, a CPI requereu oficialmente aos órgãos governamentais os montantes de juros totais efetivamente pagos, e não recebeu resposta.

Portanto, isto mostra a necessidade de uma ampla auditoria sobre esta dívida, já que o governo não se dispôs a garantir a transparência. Aliás, a auditoria da dívida está prevista na Constituição , mas jamais foi realizada.

Responder

Marcia Costa

01/01/2012 - 19h53

Concordo com a articulista. Mas fica uma pergunta: qual então a alternativa a uma provável redução dos juros a níveis que permitam o país efetivar reais mudanças? Estamos nós, povo brasileiro, preparados para viver sem a poupança externa? Vamos nós, povo brasileiro, passar a financiar os déficits existentes? E aí, quem pode me responder? Porque criticar é lindo, mas apresentar soluções que possam ser efetivadas e, mais importante, ter pelo menos 85% das pessoas nas ruas apoiando, é outra história. Em qualquer site chulé mostra quais são os assuntos mais procurados: artistas, programas baixo nível, futebol, etc. O povo não tem cultura nem educação para se posicionar favoravelmente a uma proposta de vanguarda como essa. Então, vamos educar nosso povo. Cada um pode fazer um pouco por essa utopia. Assim fazendo, estaremos construindo um novo patamar de revolução que transcende as armas e caminha para a liberdade de idéias e informação. Penso, logo decido!

Responder

Mariano S. Silva

01/01/2012 - 19h49

Pomba gente! Vamos fazer umas continhas…
O impostômetro tucano mediu uma arrecadação no ano de R$ 1,5 trilhão. Logo 47,19% = R$ 707bilhão.
A dívida líquida interna é de uns 40% do PIB, logo 40% de R$ 4 trilhão = R$ 1,6 trilhão. Os juros da dívida andam em 10,5 %, logo 10,5% de R$ 1,6 trilhão = R$ 168 bilhão.
Resultado : R$ 707 bilhão – R$ 168 bilhão = R$ 539 bilhão.
Isto é o que os físicos chamam de "back of the envelope calculation".
ENTENDERAM? Muito provavelmente o governo vai amortizar uma parte importante da dívida para fazer os juros despencarem no futuro. E credor nesta hora não tem do que reclamar.

Responder

    Guilherme

    01/01/2012 - 23h45

    não se engane, o governo não paga apenas 10,5% de juros, paga o spread também, o que eleva este valor a cerca de 32% de juros nominais.
    abrçs

    betinho2

    02/01/2012 - 01h19

    Guilherme
    Errado, spred é o que os Bancos agregam entre a captação o empréstimo. Não se aplica às captações do governo, através de venda de títulos.

    Guilherme

    02/01/2012 - 11h37

    caro,
    sim, veja como é feito o calculo sobr eo pagamento dos títulos da dpivda pública. O governo paga parte deste spread, que é sim esta diferença aplica ao mercado varejista, porém o governo paga parte dele aos seus credores, não somente a taxa básica.
    Dados da FVG.
    Abrçs

    betinho2

    02/01/2012 - 15h14

    Guilherme
    Volto a dizer…errado.

    Pimon

    12/01/2012 - 14h32

    Betinho, são juros e amortizações, sim.
    A dívida interna bruta é de 2 trilhões.
    Veja: Foi aprovado, agora há pouco, pelo Congresso Nacional, o Orçamento da União para 2012, que soma R$ 1,602 trilhão, já descontados os R$ 655 bilhões destinados ao refinanciamento da dívida pública.
    Some 220 bilhões em juros e tomas 875 bilhões em juros e rolagem.
    O gráfico está correto.
    O real orçamento da União chega nos 800 bilhões, nada mais.
    Você tentou.

    Anão Zangado

    02/01/2012 - 07h55

    "… o governo vai amortizar uma parte importante da dívida para fazer os juros despencarem no futuro."

    Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha… Esse é da turma que acredita que juros são fixados pelo mercado de títulos!

    Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha…

helio silva

01/01/2012 - 19h37

Infelizmente, raríssimas pessoas conhecem tal gráfico. Diante disso, os analistas da grande mídia deitam e rolam com os dados ignorados pelo grande público. Lamentavelmente os supostos economistas da Globo e grande imprensa pregam redução daqueles gastos que representam zero vírgula zero, zero, zero, zero e um, ou melhor, 0,000001. Enquanto o ralo permanece blindado pelas vozes dos vendilhões analistas. Por que será que uma Miriam Leitão, um Mailson da Nóbrega, Luís Carlos de Barros etc, nunca criticaram a montanha de dinheiro gasta com os juros? Uma voz disse que é porque geralmente essas mesmas pessoas ganham fortunas de quem recebe os juros: os bancos!

Responder

Airton

01/01/2012 - 17h59

Essencialmente, esta é a razão de não existir oposição ao governo. Como a direita vai se opor à própria forma de gerir o Estado? Votei na Dilma só para evitar que se extinguisse o assistencialismo que minora a concentração de renda.

Responder

Morvan

01/01/2012 - 16h34

Boa tarde.

Felis (arrrrg! direitos baixorais SSerra) 2012 (meu desktop também apresenta problema; além do mais, as bulas sáo feitas para não serem lidas e esse negocio de iscrevẽ ben náo tem a menor importáncia, né mermo?).

Vi um bocado de reações ao texto (e ao gráfico, ora, pois!). Algumas não analisavam sequer os dados, economicamente falando; partiam logo para desqualificar a fonte. Não penso deste modo, até porque a "fonte" pode, sem ser o seu intuito, informar. Esta estratégia [piguiana] de desqualificar a fonte não resolve o problema. Embute outros.
Todos os Estados nacionais estão, de uma maneira ou de outra, à mercê do capital espontâneo (dinheiro ganho com dinheiro, sem trabalho incorporado). O Brasil não foge a esta regra. Estamos reféns do grande capital. Cada Governo que se inicia o faz para manter a bola de neve. O Governo Lula (mormente na segunda investidura) amenizou bastante este problema porque deixou de tirar mais areia do buraco, e não necessariamente porque aplicou um default ou coisa que o valha. Não houve nenhuma quebra de contrato, nem sequer houve qualquer mudança na ortodoxia econômica. A heterodoxia do Governo Lula consistiu em não aumentar o fosso entre mais ricos e muitos [muito mais] pobres, com os programas sociais; houve mobilidade social porque houve menos concentração de renda e o Estado oportunizou uma mínima transferência de renda para as camadas menos abastadas. Ponto.
O Estado ainda financia o rentismo. Ponto, de novo.
O que precisamos fazer é lutar para não perdermos ainda mais espaço na correlação de forças rentistas X classe trabalhadora. O rentismo está vencendo em muitas partes do mundo "muderno": na Espanha e em Portugal, por exemplo, os trabalhadores tiveram um natal bem menos emblemático: corte de direitos pétreos, como salários reduzidos – mantida a carga horária! Quer dizer, os trabalhadores estão sendo apenados duplamente. O rentismo lhes expropria e eles retrofinanciam, com redução salarial, o próprio rentismo. O receituário ortodoxo é este. Nenhuma surpresa.
Não podemos permitir que isto venha a ocorrer aqui.
Quanto à questão das aposentadorias, o texto é extremamente desonesto. As aposentadorias tiveram uma grande "débacle", com o "Fator Previdenciário", mas jamais estiveram, enquanto direito do trabalhador, ameaçadas.
Lutemos, como faz o grande Paulo Paím, para derrubar este monstro chamado "Fator Previdenciário".
Pura e simplesmente desqualificar o texto é que não é nem um pouco producente. Discutir, debater, questionar. "Pigar" não é a saída.

;-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Edmar

01/01/2012 - 14h30

Já foi dito aí pelos entendidos, mas o burro aqui gostaria que com o gráfico dos "gastos", fosse também disponibilizado o gráfico da origem dos recursos. Só assim hevria base para comentários minimamente coerentes. Publicar essas meias verdades da folha aqui, sem as ressalvas indispensáveis, só dá base pros psdBESTAS escreverem esse monte de "besteiras" sobre aposentadorias, salários do judiciário (porque não cobram do Peluso, que só quer aumento pra juizes, desembargadores e "ministros"?) Favor Azenha… E FELIZ 2012.

Responder

@edmarrp

01/01/2012 - 13h05

Há um engano no texto que me surpreende em ver o Azenha publicar, sem nenhuma manifestação.

É importante observar que os 47% correspondem não apenas aos juros da dívida, mas Principal + Juros. Além disso, observar que no começo do governo Lula, esse percentual correspondia a aproximadamente 65% do Orçamento da União, cerca de 2/3 dele, de modo que há uma tendência importante de queda que deve ser considerada.

Além disso, devemos nos lembrar de que após a eclosão da crise internacional, especialmente em outubro de 2008, o governo federal a) reduziu a captação de impostos para manter o nível de empregos; b) capitalizou fortemente o BNDES pela emissão de muitos bilhões de reais em títulos da dívida, o que retardou a tendência de queda da participação da dívida no Orçamento da União.

Isso não significa desmerecer que o número seja gigantesco e corresponda a um dos entraves mais sérios ao desenvolvimento brasileiro.

Entretanto, para uma análise mais adequada e justa do atual governo é preciso observar a tendência histórica que os números seguem e o cenário macroeconômico francamente adverso do ambiente internacional.

Responder

Indio Tupi

01/01/2012 - 13h02

Parte 3:

Aqui do Alto Xingu, os índios continuam o que aparece na Parte 2:

– Em quarto lugar, como base para todas as três providências acima, a mais ampla garantia legal da plena proteção dos direitos da mais irrestrita organização dos trabalhadores e classe média urbanas e rurais, numa ampla frente única nacional, à semelhança dos movimentos de massa realizados após a Segunda Guerra Mundial, que desfecharam gigantesco movimento político para a reforma e o controle estrito do capitalismo, de modo a eliminar os vícios mais estremados do capital e a garantir uma democracia que funcione também em favor do povo trabalhador e seus aliados e não, como atualmente, à base do despotismo do capital internacional e seus aliados internos, que absorvem anualmente quase 50% dos recursos do orçamento público da União. Teríamos, assim, um capitalismo com rédeas curtas, sem crises sistêmicas.

Responder

Indio Tupi

01/01/2012 - 12h53

Parte 2:

– Em segundo lugar, a nacionalização do sistema financeiro, seria complementada pela gestão estatal do comércio exterior e do estrito controle das entradas e saídas de capital (câmbio fixo), bem como por políticas fiscal e monetária contra-cíclicas, que assegurariam estabilidade macroeconômica, crescimento e emprego. O cãmbio fixo, cuja efetiva implementação estaria assegurada com o controle rígido da conta capital, reduziria a especulação com divisas ao papel marginal que teve nos anos 1950 e 1960.
– Em terceiro lugar, a regulação governamental do trabalho deveria ser baseada no princípio da constituição da Organização Internacional do Trabalho, segundo a qual "o trabalho não é uma mercadoria". A aparente inconsistência entre esse princípio e o trabalho assalariado no capitalismo seria resolvida por diversos programas que eliminam o desemprego como forma de disciplinamento da força de trabalho. O mais eficaz desses seria o programa universal de garantia de renda mínima, o qual não eliminaria a exploiração — inerente ao capitalismo — mas não permitiria que o capital usasse o desemprego como arma de disciplinamento do trabalho. (Continua na Parte 3)

Responder

Indio Tupi

01/01/2012 - 12h42

Parte 2

Aqui do Alto Xingu, os índios continuam suas ponderações:

I – O sistema financeiro teria que ser estatizado, a fim de impedir a tendência inerente ao capital-dinheiro de criar instrumentos financeiros especulativos. Os EUA tiveram a oportunidade de fazer isso na crise de 2008/09, à semelhança que o governo de centro-direita (isso mesmo, centro-direita) fez na Suécia no início dos anos 1990. Ao controlar o sistema bancário, o governo — os trabalhadores e a classe média, que não são donos de bancos e nem do capital, embora possam ter migalhas de ações cotadas em bolsa — confinaria o capital a exercer funções estritamente de capital, ou seja, alocado para a criação de mais-valor na esfera produtiva. O desenvolvimento desigual do capital cria as condições para o desenvolvimento desigual da acumulação, e o desenvolvimento desigual via sistema de crédito provoca as crises financeiras e monetárias, seguidas pelas crises generalizadas de excesso de produção. O Estado pode agir para sustentar a demanda, por meio de políticas fiscais e monetárias, mnas isso pode postergar a crise de realização (transformação de mercadorias em dinheiro). Mas, essa postergação ocorre às custas da manutenção da frágil estrutura dos capitais estratificados: impede a desvalorização do capital fixo, que facilitaria a reorganização do capital. Assim, o controle do sistema financeiro daria ao Estado os meios para orientar a reestruturação do capital produtivo, e impedir o mecanismo das crises catastróficas recorrentes. (Segue em 2)

Responder

    Morvan

    01/01/2012 - 14h38

    Boa tarde.

    Salve, sempre preciso Indio Tupi.

    "… Os EUA tiveram a oportunidade de fazer isso na crise de 2008/09, à semelhança que o governo de centro-direita (isso mesmo, centro-direita) fez na Suécia no início dos anos 1990…".

    Seria, no caso estrito dos estadunidenses, impossível, caro Indio Tupi.
    Não só porque, ideologicamente, isto iria contra todos os cânones do Estado cito, onde a "liberdade" é o mantra, como seria virtualmente impossível pela via comezinha da política, pois em sendo "democrata" ou "republicano" naquele país bipartidário (?) faz pouca diferença. Na hora de aplicar um receituário que vá contra as "crenças" primordiais daquele povo, nenhum deles, "republicano" ou "democrata", teria ímpeto ou desejo de mexer com estes cânones econômicos.
    Não seria de lá, acredito firmemente, que viria mudança tão heterodoxa.

    ;-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Indio Tupi

01/01/2012 - 12h27

Aqui do Alto Xingu, os índios seguem com suas ponderações. Se se pretende evitar a repetição das crises financeiras periódicas (ocorreram 88 nos últimos 40 anos em todo o mundo, nas quais os direitos do povo trabalhador — verdadeiro criador da riqueza apropriada pelo capital — foram predados pelo capital), que fazer? Se a estratégia fosse a de visar controlar o capitalismo, haveriam quatro alternativas fundamentais para restringir severamente o poder econômico e político do capital (Segue na Parte 2)

Responder

Indio Tupi

01/01/2012 - 12h20

Aqui do Alto Xingu, os índios informam que o capitalismo, ou seja, a acumulação, a centralização e a concentração privada do capital, só pode ser processada à base do crédito crescente, em consequência, da expansão da dívida. Isso não tem maiores problemas quando a taxa de expansão da dívida evoluiu na proporção à da expansão do PIB. Mas, quando a dívida pública, das famílias e das empresas não-financeiras — para não falar das financeiras — evolui acima da velocidade de expansão do PIB, o que temos é um processo de inflação de dívida que, em algum momento, vai estourar. Algum conjunto dos devedores vai deflagrar um processo de inadimplência que, em efeito ressonância, vai deflagrar uma crise geral da dívida. Foi o que ocorreu na crise recente, deflagrada a partir do estouro do colapso da dívida imobiliária nos EUA, que se estendeu aos demais segmentos do sistema financeiro norte-americano e aos países da OCDE, principalmente os que, anteriormente, haviam mais importado os ativos financeiros tóxicos fabricados pelos megabancos daquele país, principal artigo de exportação dos EUA nos anos anteriores. A fase 2 da crise é o atual colapso da OCDE (colapso, ainda não é morte), sobre cujos impasses os índios trataram abaixo.

Responder

Fernando R.

01/01/2012 - 12h20

A contribuição do Luiz Pinheiro desnuda uma flagrante realidade, que contradiz aquilo que a autora do post defende. O grande problema não é o endividamento, mas a previdência. A esquerda precisa tomar coragem e comprar esta briga.

Responder

Francisco Hugo

01/01/2012 - 12h18

"Imagem forte e didática"?
Sei não!
Botem aí os 15 trilhões de dólares da dívida norte-americana dentro do orçamento (ou PIB) dos USA&abUSA.
Foi proclamada a República Socialista do Brasil e ninguém me avisou. Sacanagem!
Denúncia???
Na seção Humor vai melhor a dona Laurita.

Responder

Indio Tupi

01/01/2012 - 11h34

Aqui do Alto Xingu, os índios dão continuação à Parte IV: Na OCDE, o nível da dívida total dos países da região, em 2000, girava em torno de 200% do PIB. Com os baixos níveis de taxas de juros desde então praticados, houve um aumento geral do endividamento (Alemanha: 241%, França 321%, Portugal 365%, Itália 310%, Grécia 252%, Islândia 436%, etc. etc.). Com o surto imobiliário e o crescimento econômico, os salários foram aumentados de modo desigual entre os países da região, e a única exceção foi a Alemanha. Os custos unitários da força de trabalho, na maior parte dos países, foram reajustados além do que deveriam. Assim, existe dívida excessiva e problemas de competitividade relativa entre os países da região. Que fazer? A primeira solução seria a inflação. Bastaria a expansão monetária, o enfraquecimento do Euro e o afrouxamento fiscal nos países mais importantes da zona do Euro. Essa solução funcionaria, mas o problema é que a Alemanha não concorda com ela.A outra alternativa seria uma desvalorização interna, por meio da rota de deflacionária e de doloroso ajustamento estrutural (intensificação e prolongamento da jornada de trabalho, cortes de benefícios sociais, mais desemprego, privatização, etc. etc;. a fim de reduzir o custo unitário da força de trabalho, mais impostos e repagamento da dívida). Com esse tipo de ajustamento, os custos unitários da força de trabalho teriam que ser reduzidos, em média, cerca de 20%, alguns países mais, outros menos. A produtividade seria afetada, e levaria tempo para se recuperar. A alternativa seria reduzir imediatamento todos os salários em cerca de 25%, em média. O problema é que as pessoas — as que estão empregadas — já têm alto nível de endividamento e outros compromissos, sem falar que a medida causaria uma depressão. Essa alternativa, assim, não funciona, eis que os países que não do núcleo da OCDE não aceitariam. A terceira opção seria transferências dos países do Norte aos países do Sul da região, junto com redução da dívida e transferências unilaterais. O problema com essa solução é a aversão da Alemanha a ela e o fato de os países do Sul não estarem dispostos a aceitar as imposições econômics, políticas e sociais provindas da Alemanha que viriam acompanhadas com ela. Assim, nem a chamada periferia da zona do Euro e nem a Alemanha a aceitaria. A última alternativa seria a reestruturação da dívida e a saída da zona do Euro. Mas, parece que o que vem sendo feito é a impressão monetária para empurrar com a barriga a fim de se ganhar tempo e, alternativamente, implementar reformas estruturais, a fim de manter a Zona do Euro unida. Se a coisa for sendo empurrada com a barriga teremos o risco de uma recessão do tipo da experimentada pelo Japão, o agravamento da inflação e o fim da Zona do Euro. Parece, então, que a saída seria rebalancear a demanda mundial. Países como a China, Japão e a Alemanha teriam que importar mais, e os EUA teriam que reduzir suas importações de petróleo, os países mais endividados teriam que cancelar o excesso de dívida e teria que ser construida uma agenda de crescimento para os países da Zona do Euro, sem mencionar que, no topo disso tudo, teria que ser edificado um amplo sistema mundial de gestão de riscos, especialmente focada para impedir que a dívida privada volte a atingir os níveis assustadores experimentados nos últimos anos. Se a OCDE e os Estados Unidos lançarem a moda do corte na dívida, ou seja, tossirem, o Brasil pode pegar essa gripe e também adotar essa alternativa para reduzir também a sua. Olho vivo.

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Indio Tupi

01/01/2012 - 11h33

Aqui do Alto Xingu, os índios dão continuação à Parte III: A alternativa poderia ser a inflação. A expansão monetária reduziria a dívida em termos relativos, provocaria uma inundação de liquidez, elevaria o preço das mercadorias e os desequilíbrios entre os países da OCDE. Teríamos que saber até quando a impressão de dinheiro não teria impacto avassalador, ou seja, até quando a oferta monetária continuaria a ser compensada pela redução da velocidade do dinheiro, como passou a ocorrer desde 2009. Isso continuaria até quando houvesse confiança dos grandes especuladores financeiros no dinheiro (os megabancos internacionais, os hedge funds, os bancos de investimento, os fundos mútuos, os fundos de participação privada, os fundos de investimentos, etc.etc., localizados em paraísos fiscais), pois quando isso deixasse de ocorrer todos se apressariam em se desfazer dele, em troca de mercadorias, o que geraria a espiral inflacionária. Hoje, o potencial inflacionário nos EUA é assombroso. A velocidade do dinheiro é de 5,7 vezes (nível mais baixo na história) e a expansão da Base Monetária é de US$ 2,9 trilhões. Numa hipótese de ajustamento vagaroso, se a taxa de juros aumentar 0,5%, com a velocidade do dinheiro subindo para 8,4 vezes, a Base Monetária terá que cair US$ 920 bilhões, mas se isso não ocorrer a inflação aumentará 55%. Se, em um ajuste mais forte, a taxa de juros aumentar de modo mais agressivo, em 1,5%, a velocidade do dinheiro subiria para 12,6 vezes, a Base Monetária teria que cair US$ 1,5 trilhão, senão a inflação aumentaria cerca de 143%. O problema aqui é que a recuperação também se baseia nas expectativas inflacionárias. Se a velocidade do dinheiro subir para o nível médio histórico, de 17,7 vezes, então a Base Monetária teria que ser reduzida em US$ 1,8 trilhão, senão a inflação atingiria nada menos que 294%.

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Indio Tupi

01/01/2012 - 11h32

Aqui do Alto Xingu, os índios dão continuação à Parte II: Se os países da OCDE reduzirem em 5% seu consumo os países emergentes teriam que aumentar o seu em 20%. Não podem fazer isso e nem querem. Esses países não vão querer registrar déficits comerciais vultosos com a OCDE para não terem que tomar emprestado da região no futuro, simplesmente para socorrer a região. A terceira opção seria a de se voltar à Mesopotamia, quando, em épocas de crise ou quando a dívida da população era muito elevada, o monarca decretava a extinção das dívidas. A saída para a OCDE seria fazer o mesmo, embora não eliminar a dívida inteiramente, mas apenas reduzí-la a níveis mais normais. Os EUA teriam que eliminar sua dívida em 30% (US$ 11 trilhões) e a OCDE em 28% (US$ 6 trilhões). Quem pagará isso? Os contribuintes de cada região, mediante aumento médio de imposto de 30% e 25%, respectivamente. Essa solução seria possível, mas é impopular, principalmente entre a minoria de renda mais elevada, que teria que ser mais tributada. Preferirão a inflação. A inflação seria uma saída? Bem, a desalavancagem é deflacionária, eis que necessitaria de programas de austeridade, os quais resultariam em excesso de capacidade e numa queda global de atividade, similar à depressão que ocorreu nos anos 1930 nos EUA e nos anos 1990 no Japão.

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Indio Tupi

01/01/2012 - 11h31

Parte II

Aqui do Alto Xingu, os índios dão continuação ao que se contem na Parte I: A única maneira de equilibrar a situação das contas do governo e das empresas privadas seria por meio da obtenção de saldos comerciais (competitividade), mas os países da região não podem registrar saldfos comerciais ao mesmo tempo. Assim, a alternativa da austeridade não funciona. Outra alternativa seria crescer mais rapidamente mediante a implementação de reformas estruturais (eufemismo para encobrir a depredação dos direitos trabalhistas e do patrimônio público). O problema é que as reformas estruturais só trazem resultados a longo prazo. Mas, são politicamente difíceis de serem aprovadas, eis que a crise social existente já é grave (alto nível de desemprego). Ademais, os países da região contam com força de trabalho reduzida e idosa e isso tem impacto negativo sobre a formação do PIB. Problema adicional é que o volume da dívida, em si mesmo, impacta negativamente o crescimento. Quando o nível da dívida atinge cerca de 90% do PIB, a taxa de crescimento começa a declinar (e muitos governos de países da OCDE têm dívida acima dos 100% ou próximo a esse nível). As empresas não-financeiras em muitos desses países também têm, em conjunto, dívida superior a esse nível, enquanto a situação das famílias é similar. O curioso, é que o país em melhor situação é… a Grécia, onde apenas a dívida do governo é superior ao PIB. Assim, o nível da dívida combinado dos três setores é tão alto que é inviável tentar crescer mais rapidamente. Alguém poderá imaginar que os países emergentes poderiam vir em socorro, eis que não têm dívida tão elevada como os países da OCDE e estão crescento (Brasil com cerca de 130% de dívida total (pública, das famílias e empresas não-financeiras) em relação ao PIB e crescendo cerca de 3% a.a.)? Infelizmente não, eis que os países da OCDE consomem DM 20 trilhões e os países emergentes apenas DM 5 trilhões.

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Indio Tupi

01/01/2012 - 11h29

Parte I

Aqui do Alto Xingu, os indios informam que os especialistas internacionais falam cada vez mais num verdadeiro corte (redução) da dívida dos países mais avançados. Em 1980, os países da OCDE tinham relação dívida total/PIB de 160%, mas, no início de 2011, essa relação era de 321%. As empresas tinham 3 vezes mais dívida do que antes, enquanto os governos tinham 4,25 vezes mais, e as famílias 6 vezes mais. Se acrescentarmos os passivos explosivos dos bancos com as dívidas ocultas dos governos, equivalentes a duas a tres vezes o PIB regional combinado, podemos dizer que a OCDE está falida. Porisso, estamos assistindo a uma recessão causada pelos "demonstrativos financeiros" e, em decorrência, quase não há vestígios de recuperação. A questão fundamental, agora, é o que pode ser feito com essa gigantesca dívida pendente? Parece que a única saída é um corte na dívida, eis que ela é extremamente excessiva. Mas, para uns, a solução é poupar e pagá-la (austeridade). Mas, a austeridade tem efeitos colaterais: crescimento vagaroso, no melhor das hipóteses. A desalavancagem do setor privado reduz a demanda e é deflacionária, e a austeridade ao nível do governo não ajudará, eis que a consolidação fiscal conterá o crescimento e provocará a revolta social (1% de redução do dispêndio governamental causa redução de 0,5% no ritmo de crescimento ao longo de dois anos e meio).

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luiz pinheiro

01/01/2012 - 11h22

(continuação)
Se o governo emitisse títulos novos para cobrir todo esse custo de juros, a dívida aumentaria, em valor nominal, estes cerca de R$ 235 bilhões/ano – e o crescimento da dívida explodiria as conta públicas. Então, o que o governo faz? Parte desses R$ 235 bilhões é bancada pelo chamado superavit primário, que em 2011 está ficando aí em torno de R$ 140 bilhões. Esse é o custo fiscal real da dívida pública. Ele representa hoje algo entre 13% e 14% da nossa arrecadação tributária – muito alto, um peso enorme a nos sangrar, mas é preciso observar que muito menos que esses supostos 47% calculados misturabndo arrecadação fiscal com rolagem da dívida, coisas absolutamente distintas. Os outros R$ 95 bilhões, a apropriação de juros não coberta pelo superavit primário, representa o nosso deficit nominal, da ordem de 2,3% do PIB, e representa também, basicamente, o valor da expansão nominal da nossa dívida pública em 2011.

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luiz pinheiro

01/01/2012 - 11h22

Já que é pra disseminar, seria bom antes corrigir um equívoco fundamental. O Orçamento da União é de cerca de R$ 2,2 trilhões. Deste valor, cerca de R$ 1 trilhão representa a arrecadação fiscal, o dinheiro dos impostos que nós contribuintes pagamos. Outro trilhão – mais ou menos, não disponho do número preciso agora – representa a rolagem da dívida pública mobiliária. Esta dívida está em cerca de R$ 1,7 tri, e a maior parte dela vence já neste novo ano, precisa ser rolada. Ou seja, o governo emite títulos, emite dívida nova, para rolar a dívida vincenda. Aí não entram recursos da arrecadação de impostos. Agora, existem R$ 235 bilhões/ano que são a chamada "apropriação de juros". Que é isso? É o valor da incidência dos nossos altos juros sobre o montante da dívida.
(continua)

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Guilherme

01/01/2012 - 10h36

Todu isso é fruto de um política externa, durante o século XIX e até o fim da ditadura militar, de inflacionamneto e desvalorização da moeda tupiniquim e empréstimos de credores estrangeiros. Fiz um levantamento e irei compartilhar os dados:

dívida do brasil no fim do século XIX: aprox. 380 milhões de libras
divida do brasil depois do"golpe" revolucionário de 30: aprox. 4 bilhões de dolares ( aumento basicamente por dois fatores: desvalorização interna e política de valorização do café, dinheiro do estado na mão dos cafeicultores)
dívida do brasil no final do regime militar: aprox. 120 bilhões de dolares ( alguém tem dúvidas por que os militares deram o golpe?)
após a reabertura política a dívida passára a crescer internamente e "estabilizar" externamente, por um questão simples, o capital passa a ser "nacionalizado" pelos bancos, e a mudança legalizada, proporciona aos bancos um poder de banco central. Medidas neoliberais para mascarar a relação de inflação e poder de consumo nos países pobres. Claro que isso também foi feito nos ricos e a resposta está neste crise na europa.
então a dívida do brasil pode ser classificada assim no início do governo FHC:
início dos anos 90: 200 bilõhes de dolares (externa) e 7% do pib a interna (a porcentagem mostra o real individamento)
fim do overno FHC: 320 bilhões de dolares (externa) e 40,30% do pib a interna (cerca 800 bilhões de reais)
fim do governo lula: 340 bilhões de dolares (externa) e 41% do pib a interna ( cerca de 1 trilhão e 400 bilhões de reais)

Lembrando que esta dívida interna, a que hoje preocupa, é fonte de renda dos bancos, através da comprar dos títulos da dívida pública, que rendem a taxa básica, selic, mais o spread bancário, o que da em torno de 32% ao ano, ou seja, o que estamos pagando é simplismente o juros da dívida, o que sempre vai comprometer o orçamento e fazer com que o governo se indivíde para os proximos anos.
Para mim o pagamento deveria ser suspenso, uma auditria da divida feita, e pagariamos, se já nao pagamos, apenas a diferença, nada de juros, e a lei de responsabilidade fiscal derrubada, para um maior controle da economia na mão do banco central.
abrçs
ps: quem quiser a apresentação com os slides com os dados eu mando, junto com eles as fontes de cada dados.
Abrçs, Guilherme Cardoso

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    betinho2

    01/01/2012 - 20h25

    Guilherme
    Uma pequena correção, ou adendo.
    No fim do governo FHC a dívida externa não tinha cobertura, não tinha reservas. Mais, a dívida interna representava 56% do PIB, e não 40.30%
    Ao fim do governo Lula, as reservas cobriam com folga a dívida externa, portanto na prática ela já não existia.
    Mais uma coisa que precisa ser dita. Quando se fala de dívida externa, estão incluídas as governamentais e as de empresas. No governo FHC as primeiras eram altas e as segundas baixas. Atualmente a relação se inverteu, baixou a dívida de governo e aumentou a dívida externa privada.
    Estamos "trocentas" vezes melhor que no tempo dos lesa-pátria da privataria.
    Podemos melhorar?..claro, e devemos, mas não tem como atropelar, as amarras do rentismo são muito fortes, tem de ser desgastadas dia a dia.

    Ricardo_Alves

    01/01/2012 - 22h57

    onde voce consegue estas informacoes. se puder me ajudar.

    Guilherme

    02/01/2012 - 13h36

    caro, mmande seu email que lhe passo tudo.
    cordialmente

    Guilherme

    01/01/2012 - 23h29

    obrigado, concordo que nõ podemos atropelar, mas me pergunto até quando? sobre os 56% do pib, gostaria de seber a sua fonte, pois até onde consegui os dados, BC e FGV, eles correspondiam a cerca de 40% do pib.agradeço se puder informar para eu fazer esta coreção baseada em fonte.
    grato,
    Guilherme

    betinho2

    02/01/2012 - 00h35

    Guilherme
    Tem diversas fontes, vou te passar uma do DIESE, que dá inclusive o perfil dessa dívida, que normalmente não é citada, porém muito importante também:
    http://www.dieese.org.br/notatecnica/notatecDivid

    Essa é até 2005, possivelmente tenha alguma atualizada, só procurar na internet.

Eagorajosé?

01/01/2012 - 10h21

ué?não queriam reforma da previdência?Tem cabimento o aposentado receber mais que um ativo?Não queriam acabar com as aposentadorias especiais?E não é só o fundo de previdência do estado que vai ter,tb haverá a própria poupança pessoal e a privada.Quanto aos juros,eles existem por que o governo precisa rolar seus papéis,ou seja,não tem caixa por que o andar de cima não quer pagar condominio mais caro.

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Moacir Moreira

01/01/2012 - 09h59

Olá, Azenha e demais amigos leitores e comentaristas,

No meu entendimento, é preciso calcular o total dessa dívida feita em nome do povo brasileiro e mandar a conta para os ricaços magnatas vigaristas pagarem, já que são eles que se beneficiam das mamatas e somente eles tem dinheiro suficiente para fazê-lo.

$ 1 trilhão é o patrimônio que o "empresário" Eike Batista alega possuir após anos de muito trabalho de prospecção e exploração de recursos minerais que se pertencem a alguém, pertencem ao povo.

Então ele que pague essa despesa e peça aos seus amigos banqueiros que o ajudem.

E quem, de posse da chave do cofre, foi subornado para manter o silêncio sobre esse tema espinhoso, basta devolver o dinheiro, se tiver guardado algum.

Resolvido o problema das baixas aposentadorias e dos juros escorchantes pagos aos agiotas internacionais.

Simples assim.

FELIZ 2012 e que a riqueza do Brasil seja devolvida aos seus legítimos donos.

Este deve ser o desejo de 99% dos brasileiros.

Abraços

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Marcos C. Campos

01/01/2012 - 09h28

Banqueiros são o CÃNCER da sociedade humana. O gráfico acima é a prova desta afirmação. E a "nossa" mídia : complascente e aproveitando. E o governo : Inoperante e alheio (não é ele que paga).

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Ana Cruzzeli

01/01/2012 - 09h20

Esse sitio AUDITORIA DA DIVIDA CIDADÃ me fez lembrar aquele sitio, TRANSPARENCIA do PPS que era municiado pelo ex-deputado federal, Ausguto de Carvalho aqui de Brasilia SÓ PARA ATACAR O LULA.

Todo mundo se lembra o que restou desse ¨NOBRE¨ DEPUTADO, envolvido com a MARACUTAIA do desvio de verba do SUS para o SISTEMA FINANCEIRO..

A divida vai cair na velocidade que a Dilminha apontou, afinal a NAVE BRASIL é robusta e não aguenta movimentos bruscos.
Com relação ao PSOL, eles defendem PLANOS DE SAÚDE e todo tipo de maracutaia. TENHO PROVAS….
Aqui em Brasilia estão USANDO até o SINPRO/DF pra isso, mas eles se deram mal, afinal tem muitos do PT, do PDT, do PCdoB aqui de Brasilia que já estavam na mira deles desde 2005. Eu sou uma delas e já desmascarei um punhado deles.

Esse sitio aí, OUVIDORIA é GOLPE dos mais amadores. Para pegar Dilminha no contra-pé tem que ser melhor do que isso, oh MANÉ.

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Marcos Lima

01/01/2012 - 09h11

Tem que sr feito também, no gráfic,o a apresentação dos aposentados que não pagam a previdencia e se aposentam com o dineiro do INSS, porque não é pago com o dinheiro dos fundos de pensão que estão cada vez mais rico? como a PREVI, dentre outros.
Ou então, crie no orçamento uma despesa com este fim.
O governo agora quer aposentar até as casadas que nunca contribuíram e que não trabalharam fora de casa.

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Armando S Marangoni

01/01/2012 - 09h05

Deixem os bancos em paz!
Coitados!
Vocês todos são uns desalmados.
Imaginem só o desespero dos pobrezinhos dos banqueiros, que não conseguem nem dormir direito com tanta falação.
Afinal eles são sociedades anônimas (ôpa) ou não são? Qualquer um poder ser sócio deles. É só ir lá na bolsa de valores, comprar umas ações e pronto. Pode votar na assembléia e tudo.
Ficam reclamando e não fazem nada.
Que tal uma offshorezinha também. É baratinho e nem precisa declarar.
Quem fala mal desses inocentes só pode ter um interesse, o de prejudicar aqueles que gostam de ajudar os outros sem pedir nada em troca.
Quem é que financia sua casa, seu carro e até empresta dinheiro para você gastar com o que quiser?
Quem é que está sempre ao seu lado para ajudar a realizar seus sonhos e passar pela vida com menos sofrimento?
Quem? Quem?
É sempre assim, ninguém dá valor.
São todos uns ingratos.

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E disso não se fala « Ficha Corrida

01/01/2012 - 08h55

[…] Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar | Viomundo – O que você não vê n… Rate this: Sirva-se:Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. Deixe um comentário […]

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Antônio Carlços

01/01/2012 - 07h39

Já tinha visto este gráfico no final do governo Lula e a parte reservada ao pagamento dos juros era de 45%, aumentou!!! NO governo FHC era de 60%, isso quer dizer que no Governo Lula ela diminuiu e agora começou a aumentar no Governo de Dilma????

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Calves

01/01/2012 - 07h39

Calves: texto 3 continuação:

Sabe-se que diversos órgãos representativos dos funcionários públicos federais são contra todo o processo de mudança da previdência aqui referido (tenho certeza que a população brasileira não pensa assim). Portanto, a contraposição do tema previdência do funcionalismo com as despesas dos juros da dívida, sem fazer referência à queda sistemática da relação dívida/PIB e os demais tópicos de política econômica do Governo Dilma, parecem ser simplesmente argumento para deixar a situação da previdência do funcionário público como está.

E dizer que os Governos Lula e Dilma são neoliberais com base na pizza “didática” é de um simplismo e de uma irresponsabilidade que passou muito da conta.

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    Walter jr

    01/01/2012 - 10h24

    Amigo, já que vc se apega a um dispositivo constitucional para defender o projeto espúrio e neo liberal da previdência do servidor público,que tal se apegar também a constituição federal para defender a database do servidor público? O servidor do judiciário está há seis anos sem sequer a reposição da inflação.E o dispositivo que depende de lei complementar faz 24 anos que está na mão dos probos deputados e senadores, que não legislam.Em 2012 é guerra , querido. Mutirão da transparência já! Por um judiciário ativo que só julgue causas contra políticos e que quebrem o Orçamento da União.Que venha aguerra dos poderes, então.

    Fernando R.

    01/01/2012 - 12h16

    O discurso corporativista uma virtude: sua sinceridade expõe sua burrice.

Calves

01/01/2012 - 07h37

Calves: texto 2 – continuação:
A leitura da Constituição, das emendas e da proposta do Funpresp em nenhum momento apresenta qualquer evidência de que o governo proponha “acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos”. E de outra parte a criação desse Fundo equaciona definitivamente o sistema previdenciário do funcionalismo público federal retirando a pressão que a ausência desse sistema até aqui provoca no Orçamento.

Observa-se, como já comentado aqui, uma consistente queda na relação dívida pública/PIB. Desde sua posse a Presidenta Dilma apresentou como meta trazer essa relação para valores próximos a 32%, valor considerado “saudável” (esse ano, em queda consistente, fechou em 36,6% onde pesou mais o aumento do PIB). Ao mesmo tempo observam-se, também de forma consistente, aumentos nos percentuais relativos ao PIB para educação e saúde, além dos recursos para investimento em infraestrutura e outros.

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Calves

01/01/2012 - 07h35

Calves: texto 1:
A autora, Laurita Salles, propaga uma inverdade ao dizer: "E vem o governo acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos. Isso é o fim do bem estar social. Tente se “aposentar” vc foi roubado, literalmente roubado!
Infelizmente isso é neoliberalismo."

Ao invés de fazer essa acusação seria mais legítimo se ela dissesse que é contra todo o processo de reorganização do sistema previdenciário do funcionalismo público que busca solucionar o grave e antigo problema do déficit da Previdência, bem como trazer mais equidade com o sistema geral de previdência (INSS).

Esse processo teve início com a Constituição de 1988 (artigo 40) e subsequentes emendas constitucionais 20 de 1998, 41 de 2003 e 47 de 2005. Tem seu fecho com Projeto de Lei 1992/2007 de autoria do Executivo que cria o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) a ser votado em fevereiro de 2012 no Congresso.

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Ramalho

31/12/2011 - 20h28

No governo PSDBista, os juros foram a mais de 20% ao ano e a dívida pública federal passou de 60% do PIB. Dá para ver com estes números relativos à era fernandista e com a explicação dada no artigo o quanto de renda foi transferido da sociedade como um todo para rentistas e banqueiros.

O PIB é melhor unidade para medir a dívida pública do que o Real, pois relaciona-a com a capacidade de pagamento (ou endividadamento) do país. O valor nominal da dívida, apenas, é pouco informativo.

O que se poderia questionar é o PIB em si como indicador.

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Avelino

31/12/2011 - 20h15

Caro Azenha
Também já tinha visto o gráfico, assusta.Seria interessante vermos os anos anteriores, a partir de 2003.
De qualquer forma, essa é uma das heranças malditas do FHC e de seu governo neoentreguista.
Dilma tem que romper com isso.
Saudações

Responder

Ramalho

31/12/2011 - 20h14

Que Lula não tenha se insurgido contra este absurdo até entende-se. Agora, passados nove anos da ascenção ao poder de um governo de base popular, está mais do que na hora de se acabar com esta roubalheira. Está na hora de se pressionar a presidenta.

Se no Brasil houvesse oposição, esta oposição estaria lutando para salvar a nação dos banqueiros e rentistas.

Juros anuais iguais ao crescimento do PIB, ou moratória parcial preventiva.

Responder

Ramalho

31/12/2011 - 20h09

A denúncia é gravíssima, e o esbulho vem de longe. Teria de ser levada à sociedade, especialmente a seus segmentos organizados tais como organizações estudantis, sindicatos, organizações de classe (de magistrados, advogados, engenheiros, médicos, arquitetos, empresários). Tem toda razão a articulista em propor que o escândalo seja noticiado. Deveria ser criado um "jurômetro", posto ao lado do "impostômetro", mostrando para onde vai a parte maior dos impostos.

Não tem cabimento sacrificar todos os segmentos sociais para favorecer um único, o segmento rentista.

Moratória preventiva parcial já, ou juros básicos igualados ao crescimento do PIB (excluída a inflação para não realimentá-la). Os rentistas – o que inclui aplicador em caderneta de poupança, por exemplo – têm, além dos trabalhadores, de dar sua contribuição para o desenvolvimento do país.

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Almeida Bispo

31/12/2011 - 18h43

A Laurita Salles está usando do mesmo artifício do PIG: desviar o foco para fazer valer "sua verdade". Primeiro que na própria matéria – não no título – ela já diz que é pra "pra pagar juros E AMORTIZAÇÕES da dívida." Segundo que ela "esquece" de dizer que a dívida do governo não é igual a dívida do cidadão comum. Isso aí é forçação de barra. Uma matéria desse tipo só dá munição aos rentistas pra desmentir e desmoralizar as verdadeiras campanhas pela racionalidade na economia.

Responder

Antonio Sousa

31/12/2011 - 18h29

Os progressos obtidos pela sociedade, sobretudo os mais pobres, desde o governo Lula, são inegáveis. Acontece que a comparação aos governos entreguistas gera um cenário irreal. Vejo o governo do PT como uma transição a um condição social menos injusta. No momento vivemos um governo atrelado a alguns hábitos arraigados historicamente a uma hierarquia coronelística, da qual não consegue livrar-se completamente, seja pela inexistência, pura e simples, de um projeto verdadeiramente de resgate da cidadania abrangendo todos os aspectos sociais, seja pela inércia devida ao deslumbramento de ter chegado ao poder. Em algum momento, a Presidenta Dilma se verá diante da necessidade de encarar de frente detalhes dos quais derivam o futuro da sociedade. Coisas como a revogação da lei de anistia com o imprescindível julgamento dos torturadores durante a ditadura, a edição de uma Lei de Mídia, a queda do fator previdenciário, a introdução na grade currlcular das escolas de disciplinas que discutam, em profundidade, a história recente do país são questões prementes. Varrer para o entulho da história ou acovardar-se diante da cara feia de parte da sociedade assuntos de tal importância, leva ao descrédito e desmotiva as pessoas que devotaram parcela consideravel de suas vidas na luta por um projeto político de verdadeira inclusão social.

Responder

Luiz

31/12/2011 - 17h41

Foi armadilha tucana que é difícil desmanchar

Responder

O_Brasileiro

31/12/2011 - 17h20

Obrigado, Srs. BANQUEIROS, por deixarem a nós, pobres e humildes pagadores de impostos, vivermos no PAÍS DE VOCÊS!
Obrigado por nos deixarem sustentá-los e enriquecê-los!
Se nós pudermos contribuir com algo mais para a felicidade de vocês, por favor, nos avisem através da mídia golpista, o PiG!

Ass.: Brasileiros (de favor no país de vocês!)

Responder

assalariado.

31/12/2011 - 17h01

Os petistas e seus governos de plantão estão plantando o Estado do bem estar social a arrotando social democracia. A burguesia capitalista industrial/ rentista agradece, em nome de seus lucros!

Qual é a diferença da ideologia/ governos dos neoliberais e da social democracia?
Só sei de uma coisa, ambos estão a serviço do capital. O 1º é a favor da exploração da burguesia patronal sobre os assalariados sem dó nem piedade. Que morram aos pés dos morros e barrancos dos rios. Enquanto o 2º se diz a favor do Estado do bem estar social, que na pratica, nos revela a nua e crua realidade das nações europeias, dirigidas por governos social democratas, travestidos de socialistas.

Vejam este video as palavras desta menina canadense: http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&am

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    assalariado.

    01/01/2012 - 12h19

    Cade os argumentos dos negativadores?

    Rumo ao socialismo…

    Alan Patrick

    03/01/2012 - 11h25

    "Qual a diferença da ideologia/governos dos neoliberais e da social democracia?"

    A diferença que vejo e que na social democracia e possível a criação e a manuntenção de direitos sociais para a classe trabalhadora, enquanto no Estado neoliberal os direitos conquistados pelos trabalhadores são reduzidos ou eliminados. Ou seja, na social democracia e possivel a democracia, já o Estado neoliberal e pavimento para o fascismo.

bentoxvi-o santo

31/12/2011 - 16h50

Azenha.

Verdade ou mentira dos gráficos…todo ano é a mesma coisa…uma boataria de nova reforma da previdência…para sobrar grana para pagar banqueiros…

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Eduardo

31/12/2011 - 16h46

Vamos consultar os economistas. Se realmente isso for verdade, estamos produzindo, trabalhando pra garantir a boa vida dos banqueiros. com relação ao governo, a parte mais fraca realmente êh o funcionalismo quando êh pra pagar a conta, mas êh o primeiro a ser chamado pra ajudar eleger os presidentes, governadores e prefeitos.

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Hildermes Medeiros

31/12/2011 - 16h38

Tem dúvida quem quer. Desde Lula e continua com a Dilma, o que está sendo tocada é uma economia neoliberal capitalista. A diferença dos governos que atuaram até 2002 é que foi possível atenuar os traços genocidas dessa economia, voltamos a crescer e dar oportunidades à classe média. Ficaram mantidas a indexação para os ricos e a correspondente ciranda financeira que redunda no pagamento de juros de que trata a matéria, bem como a indexação dos preços públicos, controlados e administrados, passagens em geral, tarifas públicas, pedágios etc. Por outro lado, o país rejubilando-se por ser, agora, a sexta economia do mundo, com o emprego estatisticamente num nível de pleno emprego, isto que na realidade é um blefe, porque mais da metade dos trabalhadores de carteira assinada recebem o salário mínimo, que representa uma remuneração que, quem o recebe, quase se encontra na semiescravidão, já que dá pouco mais do que para alimentar uma família (casal e dois filhos). Uma única passagem de ida e volta de metrô consome mais de 20% do líquido de um salário mínimo, representando metade de uma cesta básica, que valerá, em 2012, R$ 622,00. Numa família não somente o chefe desta tem necessidade de deslocamento. Para o trabalhador de salário mínimo nossa Constituição é desrespeitada não só nos parâmetros que estabelece para esse tipo remuneração do trabalho, porque nem o direito de ir e vir tem sido atendido. É este o sistema econômico ainda vigente, tocado para beneficiar mais o capital, um capital espoliativo e selvagem, que deixa a maior parte da mão de obra que explora nessas condições. O governo até que atuou para melhorar e melhorou, já que até 2002 o salário mínimo comprava apenas pouco mais de uma cesta básica, vigia a escravidão. As ações governamentais nesses dez anos pode-se dizer foram poucas para alterar essa realidade, um resultado de certa forma pífio, mas foram fortes para atender os rentistas de toda ordem e aumentar a rentabilidade dos capitalistas que atuam em nossa economia, tendo inclusive tocado as empresas estatais mais no sentido do lucro, desassistindo a mão de obra. Não vê quem não quer. Há muita enganação. Difícil mesmo tem sido a alternativa a tudo isso, que não seja de direita, já que nenhuma outra força política tem sido capaz de enfrentar com êxito as atuais forças no poder (só os partidos de direita e o Partido da Imprensa Golpista-PIG, aliado destes se apresentam com alguma expressão), que na realidade está aliada ao capital, interna e externamente.

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jaime

31/12/2011 - 16h38

Prezados, a propósito, alguém faria a gentileza de explicar melhor esta parte da entrevista do Singer, publicada há poucos dias na Carta Capital? A quem se der o trabalho, agradeço.
SINGER: A questão toda é o que queremos fazer com a dívida pública brasileira, sendo que a nossa, comparativamente, é pequena. A política dos oito anos do governo Lula foi de reduzir a dívida pública, isso foi muito bom para o Brasil. Para os próprios banqueiros também foi bom. Uma política conservadora, dê o nome que você quiser. E a Dilma está fazendo por igual. Agora, vamos supor que o governo brasileiro estivesse tão bem que pudesse pagar, sei lá, 10% da dívida a cada ano. No segundo ano, eu preveria que haveria escassez de moeda. Seria terrível para a economia, a economia pararia de crescer. O sistema financeiro capitalista exige dívida pública… …É preciso ter um suprimento de moeda, e essa moeda básica é a dívida pública. O ideal seria praticamente manter ou até ampliar um pouco a dívida, na medida em que a economia inteira está crescendo.

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José Antero Silvério

31/12/2011 - 16h37

Quem, nessas circunstâncias, teria condições de espalhar, pelo país a fora, cartazes com esta mensagem, afim de esclarecer a sociedade? Seria ótimo!!.
Alguém já disse, provavelmente aqui na blogosfera progressista, que se a quarta parte desta grana – note bem: a quarta parte – a dos juros (no mundo inteiro), fosse posta em circulação ao invés de ser guardada, resolveria todos os problemas sociais do mundo. Deve-se notar que não estou a falar em doação: apenas em por em circulação neste caso pode significa, por exemplo, investir em projetos garantidos pelos governos. É triste…

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Marcio H Silva

31/12/2011 - 15h47

"E vem o governo acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos."
Isto é uma inverdade. O Governo não quer acabar com a a aposentadoria dos funcionários públicos, só quer dar o mesmo tratamento do pessoal da iniciativa privada que são os mais prejudicados na hora da aposentadoria, ou seja, quer acabar com o sistema de casta que existe em nossa previdência. Afinal somos ( deveríamos ser ) todos iguais perante a lei ou não?

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Alan Patrick

31/12/2011 - 15h45

O oposto do Estado de Bem Estar Social e o Estado de mal Estar social, isto é, o Estado neoliberal.

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EUNAOSABIA

31/12/2011 - 15h44

Eu não tô falando que vocês não mudaram foi nada rapaz??? depois ainda vêm me encher com verborragia grosseira e mal educada… outros do auge de sua impotência intelectual ainda têm a audácia de me desafiarem para debater sobre um tal de AFO (deve ser um grupo de axé music ou algo assim), vai saber … vamos debater Keynes bla bla bla…qué isso véio…..

Conclusão: O que tem de bom vocês herdaram do governo FHC, o que tem de ruim vocês herdaram do governo FHC também, com uma diferença, Lula só teve dois anos ruins, o primeiro que foi o de ajustes (Risco Lula: ele ainda era uma incógnita, ninguém tinha certeza se ele iria mesmo cumprir o que prometeu na tal carta), e o da crise financeira americana, que se abateu relativamente pouco sobre os emergentes por causa da China que continuou a importar produtos primários.

Foram oito anos perdidos, perdidos pois os ajustes e reformas que o Plano Real e medidas subseqüentes exigiam não foram feitas, Dilma não tem a mesma força política e a mesma liderança que Lula, para piorar a situação, o quadro econômico internacional é pior agora do que antes, em suma, o que não foi feito antes por puro comodismo eleitoral e a busca fácil do populismo terceiro mundista, não será feito agora por questões óbvias.

Destaco este trecho: “”””Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo”””””

Isso que vai acima eu já tinha falado antes, é um ciclo vicioso, os juros no Brasil estão longe de serem usados como forma de conter a inflação, os juros servem é para rolar a dívida que não para de crescer, numa espiral ascendente e sem ponto de inflexão ou retorno, (procurem no guglou por “Equivalência Ricardiana”), eu já fiz este alerta, dei como exemplo que somente um mês de juros (o de fevereiro) do estoque de adição à dívida, daria para fazer cinco copas do mundo no Brasil, e esse valor aumenta mês e mês.

Como é que vocês dizem que mudaram tudo se depois de nove anos no poder o Brasil ainda paga a maior taxa de juros do mundo???

Se depois de nove anos ainda continuamos sobre os mesmos pilares, quais sejam, LRF, superávit primário e metas de inflação.. ou não?

O que faltou foram as reformas, um país com uns 80 ministérios, alguns deles com funções claramente superpostas, essa taxa de juros serve para bancar esses gastos, simples ora.

Só temos duas opções no curto e médio prazo, ou fazemos as reformas necessárias ou seremos a Grécia 2.0 de amanhã.

Em tempo: Não adianta estimular o consumo não, a variável que importa mesmo é o Investimento, que caiu sob Lula como proporção do PIB em relação a FHC e agora nem sei mais como está, caiu também claro… estimular o consumo só funciona até semana que vem.

Vocês já sabem, não é??? Ou usam a teoria ou não terão….

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betinho2

31/12/2011 - 15h11

Azenha e demais comentaristas
Não sejamos iludidos com números.
No que se refere à dívida, são numeros de lançamentos contábeis e rolagem do débito, não efetivamente gastos.
Os valores para previdência, saúde, educação são efetivamente gastos, ao contrário da dívida, onde aproximadamente 80% do orçado não vem da arrecadação de impostos, mas de novas captações no mercado. Não fosse assim, em 2 anos e 1/2, a dívida seria liquidada, ou melhor, já nem existeria mais. Prova está, que nominalmente ela vem aumentando ano a ano, mesmo com melhor relação ao PIB, atualmente em 37,6%. Portanto não há "amortização", mas sim rolagem e pagamento de juros. Juros esses sim, pagos em parte com os impostos, e em parte com novas captações.
Portanto, os 47,19% são apenas lancamentos contábeis. O custo real, de gasto orçamentário, é a taxa Selic, hoje em 10,25%. Essa sim deve ser diminuída, para que possamos realmente diminuir a dívida também nominalmente, não só na relação dívida/PIB.

Responder

    betinho2

    31/12/2011 - 15h29

    Complementando, considero um deserviço divulgar tabela como a acima, da Laurita Salles, dando munição para os neoliberais atirarem com "festin", e nos nos sentirmos feridos de "morte".

    Luiz

    01/01/2012 - 16h37

    Valeu Betinho, boa leitura, boa análise.

    assalariado.

    01/01/2012 - 17h39

    Luiz, esta analise do betinho2, entre muitos por aqui é, do ponto de vista da social democracia que, desenvolve lucros exorbitantes para o capital, distribuindo pobreza. Porém do ponto de vista do campo socialista (de fato), e do avanço da ideologia anti exploração e dos interesses dos assalariados pelas elites, não avançou um milimetro sequer. Esta é a discussão mui necessária para avançarmos rumo ao socialismo, mesmo dentro do campo e do Estado capitalista, burgues a qual estamos submetidos e vivenciamos. O que diferencia a social democracia dos neoliberais é que, o 1º desenvolve o capitalismo distribuindo miséria e o 2º desenvolve o capital distribuindo pobreza. Pelo jeito muitos de voces aqui nunca foram ou são assalariados, são simplesmente pequenos burgueses com coração "social". Antes que alguem fale alguma coisa, não estou dando munição para a direita, só quero discutir o avanço da democracia com visão socialista (logo, não social democrata), dentro do espectro do capital.

    Saudações Socialistas, camaradas!

    betinho2

    01/01/2012 - 19h36

    assalariado
    Um conselho: Antes de comentar, procure entender o que escrevi, para não destoar do contesto. A análise que fiz da tal tabela absolutamente nada tem a ver com defesa ideológica e ou justificação ao rentismo. Apenas e tão somente demonstrei que não está havendo PAGAMENTO da dívida, mostrando ainda que o percentual "gasto", de 47,19% não reflete a realidade orçamentária (gastos efetivos). Se você, dentro do ano fiscal, faz um EMPRÉSTIMO para PAGAR outro que venceu, continuas do mesmo tamanho, apenas com o custo do empréstimo (juros=selic). É necessário contabilizar?…claro que sim, mas continua do mesmo tamanho, nada muda, apesar do percentual ilusório de 47,19%.

    Agora, sobre tua análise IDEOLÓGICA, já fui simpatizante desse teu SOCIALISMO, que morreu de velhice, inanição e discurso sem prática, até porque cheguei a conclusão que tem a mesma "mãe geradora" do CAPITALISMO selvagem, criando no mundo a dicotomia em que o primeiro nasceu para dar vida longa ao segundo, com data de morte marcada, como efetivamente aconteceu. Os tempos são outros, o mundo é dinâmico, evolui. A terceira via está nascendo na América Latina, com Chaves, Lula/Dilma, Mojica, Evo, Cristina e outros que virão.

    assalariado.

    01/01/2012 - 21h01

    Caro betinho2, fiz um comentário tempos atrás dizendo que de agosto de 2010 ha agosto de 2011 o governo Lula/ Dilma pagou para as elites R$ 220 BI. Sem falar no corte de R$ 50 bi nos gastos do governo em 2010…. Ora, no 1º paragrafo você só reafirma o que eu pretendo mostrar: o governo reserva um "x" em reais para em seguida cumprir os acordos financeiros com as aves de rapina do capital. Ou seja, o governo através disso vai empurrando a divida com a barriga, via este tal empréstimo que você se refere. Então digo, contabilizei isto no meu comentário anterior. Portanto a divida não é fictícia, muito menos o seu pagamento.

    Sobre o seu 2º paragrafo, cite para eu onde existiu o tal socialismo que você fala? Seu ponto de vista e analise deste post, principalmente agora, só reforça o que eu disse, seu discurso é social democrata e pelo jeito você não vive nesta sociedade na condição de explorado, e sim, de explorador ou esta levando alguma vantagem econômica. Os tempos são os mesmos, exploração do próximo, muitas guerras, exploração impiedosa do capital sobre o trabalho…. A terceira via que nasceu na europa esta mostrando seu resultado falimentar, em breve! A latino america, com estes governos que vc citou estão na fila, porque não há diferença entre a bancarrota social democrata do século 19 com esta do século 21. A doença é a mesma.

    Abraços Fraternos.

    Emilio Matos

    01/01/2012 - 23h25

    Assalariado, faça a revolução, camarada…

    assalariado.

    02/01/2012 - 19h17

    Emilio, isto não será obra de um homem só. Não adianta pregar no deserto.Porém com certeza o momento oportuno chegará…

    Abraços fraternos.

    Guilherme

    01/01/2012 - 23h43

    Assalariado concordo contigo, apenas precisamos entender, penso eu, que o socialismo deve nortear-se por novos conceitos, humanocracia , eu denominaria assim. Concordoterceira via, é um caminho obscuro, e que a america latina tange por um caminho diverso do mndo, mas não menos perigoso. Explico-me, vivemos a única etapa do capitalismo em que tentou-se o estado mínimo de fato, e ela não durou nem 3 décadas, uma vírgula na história. Assim a construção do mundo através de novos conceitos passa pela america latina sim, porém, não a revolução , mudança física, sem revolução metafísica. A idea de vanguarda é tão perigosa como o capitalismo imperialista neoliberal ou o facismo. So o esclarecimento cronstruirá o socialismo de fato, que não é o socialismo do século XIX e início do XX, é o socialismo do XXI, democratico, de avanços científicos, de busca de vidas contemplativas e menos trabalho. Um mundo economicamnete viável, sem fronteiras, é isso que buscamos. Não existe socialismo nacionalista, como alguns idealizam aqui. Podemos levar 3 séculos para forgar esta sociedade, ou mais, mas somente a consciencia, metafisica, pode nos levar até ela, é por isso que acredito na frase de paulo freire: A escola não fa zuma revolução, mas tão pouco existe revolução que passe longe das escolas. Por isso sou educador, um libertário, que acredita na construção e reconstrução metafísica, que nos levará a um novo mundo físico.
    abrçs

    assalariado.

    02/01/2012 - 19h13

    Guilherme, do ponto de vista da dialética marxista o modo de produção capitalista (vulgo, sociedade capitalista), é um entrave na evolução da sociedade e dos humanos como tal. Também acho que o vanguardismo revolucionário é perigoso. A america latina esta, na pratica, praticando a 3ª via que, a qualquer momento pode desmoronar, porém não deixa de ser referencia enquanto embrião social, mas que, traz dentro de si, o não questionamento explorador do capital. Isto é mui importante na educação politica necessária para nosso povo. Gostei saber que vc é educador, mas cuidado quando for tratar sobre a questão ( METAFISICA X DIALÉTICA ). Por isso sugiro para que vc e demais leitores aprofunde sobre isto lendo:
    http://pt.scribd.com/doc/28277517/PRINCIPIOS-ELEM

    Obrigado pela resposta, saudações socialistas.

    Alan Patrick

    03/01/2012 - 12h04

    assalariado, na sua concepção, num verdadeiro sistema socialista, o mercado ou a mais valia precisam necessariamente ser eliminados para acabar com a exploração? Pergunto isto por dois motivos:
    1) o mercado pelo que entendo e a produção de mercadorias para satisfazer as necessidades humanas. Portanto, me parece difícil acreditar que numa sociedade socialista(mais evoluida, portanto) o mercado será extinto, mas sim que ele será um instrumento para servir a sociedade e não o contrário.
    2) Em relação a mais valia, considero difícil que ela acabe, primeiro porque as empresas sempre vão buscar lucros para se desenvolver, porque caso não tenham lucros vão a falência e fecham. Numa sociedade socialista pode ser que a mais valia seja reduzida, mas acabar com ela me parece difícil.
    como vc vê estes dois aspectos?

    betinho2

    02/01/2012 - 00h56

    assalariado
    Ainda não entendeste o que escrevi, ou passou a tergiversar.
    E claro que a dívida não é fictícia, nem de longe afirmei isso. O que é fictício nessa planilha acima é a amortização da dívida, como é fictício o valor "gasto" com amortizações. E se você prestar atenção a própria Laurita se enrola ao encaminhar a mesma para que o Azenha a publicasse. Ela escreve "..O que se gasta com juros da dívida no país é 47,19% da Lei orçamentária de 2012…"…e a seguir escreve "…O propalado “buraco” da Previdência é menos da metade do juro da dívida…"
    Veja, ela confunde "buraco", que seria o déficit, com gastos da Previdência, que por sua parte tem uma arrecação carimbada. Ou seja, erra nas duas afirmações.

    Quanto a pergunta de onde existiu o socialismo que você defende, eu disse "…que morreu de velhice, inanição e discurso sem prática…" Leia e entenda, SEM PRÁTICA, ou seja nunca existiu além da utopia e de um sonho, irrealizável no passado, presente e futuro. Acredito em outro socialismom não esse sectário que alguns ainda pregam. Por isso falei na 3ª via Sul Americana.

    Agora, você dizer que a UE foi uma 3ª via, é piada…rsrs. Aquilo foi mais do mesmo, apenas com mais facilidades para a raposa entrar num só galinheiro, antes eram diversos.

    assalariado.

    02/01/2012 - 20h15

    betinho2, obrigado pelo bom combate. Argumentos vc tem. Sim, agora e da forma como vc coloca a divida é real, logo, ela terá que ser rolada/ amortizada/ administrada dependendo da hora. Portanto, terá obrigatóriamente que se fazer um caixa reserva de dinheiro. Logo, deixará de ser investidos na saude, educação… Olhe as porcentagens, as diferenças são lunaticas. Afinal de contas, o que é prioridade nas consciencias e nas necessidades imediatas do nosso povo? Com certeza, sabemos das respostas, dona Dilma também. O que se entende por 3ª via: Sim, foi mais do mesmo, isto ocorreu devido aos governos "socialistas" na UE que, envergonhados de se dizerem social democratas (uma variante suave do neoliberalismo capitalista), se faziam de socialistas mas, na verdade, acharam outra forma de como manter os assalariados da UE iludidos/ explorados, está dando o que falar, né mesmo?

    Abraços Sinceros… aprendi a te respeitar, …

Walter jr

31/12/2011 - 15h06

Eu,servidor publico, 6 anos sem sequer a reposicao da inflacao,votei no lula em 5 eleicoes e votei na Dilma, nao só votei com fiz campanha radicalmente.
FUI TRAIDO,OU NAO?
PT =PSDB. Partdos vendidos para os banqueiros e para os privatas

Responder

    Almeida Bispo

    31/12/2011 - 18h33

    Conta outra, Valter; eu também sou funcionário público e não estou satisfeito. Agora, essa de seis anos sem nada… paciência, né? Já tem o PIG pra fazer isso.

RicardãoCarioca

31/12/2011 - 14h33

Depois a Míriam PiGão se descabela com os cortes de júros da taxa Selic proporcionados pelo Bacen…

Responder

João-PR

31/12/2011 - 14h30

Até quando teremos esses juros escorchantes?
Até quando se demonizarão os funcionários públicos e aposentados?
Até quando os programas sociais do Governo estarão colocados na rubrica "previdência"?
Até quando???

Responder

Luiz Fortaleza

31/12/2011 - 14h26

O pessoal ainda continua achando que o problema das mazelas sociais é a falta de dinheiro… é não, é o sistema do dinheiro que faz isso, o capitalismo. Marx já dizia que gradativamente, numa sociedade superior, o comunismo entendido como a supressão do antagonismo entre liberdade e necessidade, essência e existência, indivíduo e sociedade…, o dinheiro precisa ser abolido gradativamente como meio de troca entre produtos e atividades humanas (trabalho). Esse povo de esquerda não lê o legado marxiano maravilhoso sobre a contradição do sistema e o analisa ainda dentro do entendimento político burguês, aquilo que Marx tanto crítica, o intelecto ainda político. O que é isso? Vou explicar não, vão ler… nos GLOSAS CRÍTICAS essa visão da onipotência da vontade política e arbitrária, ou essa fraseologia burguesa dos direitos humanos e cidadania que Marx desmascarou há mais de um século. Preceitos morais não mudam a história,,, ética de modalidade retórica também não muda. A história é a história da violência para reinventar uma nova ordem social… tudo é mercadologizado… é isso que Marx denuncia em suas obras que os marxistas vulgares deturparam. Falta teoria crítica e há muito discurso fenomênico, da pura aparência.

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tricosemcostura

31/12/2011 - 14h24

Seria interessante ver a evolução desse percentual em uma série histórica, a partir da qual poderemos verificar se estamos melhorando ou piorando. Mas a proporção é incontestavelmente absurda.

Responder

augusto

31/12/2011 - 14h22

outra vez pergunto porque nao sei: quanto por cento o orÇAMENTO federal de 2011 é sobre o pib/2011???
E Quanto por cento a divida interna total, bruta e liquida é sobre o PB?
depois das respostas, cmom suas fontes, a gente discute a laurita salles.

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francisco p. neto

31/12/2011 - 14h03

Eu já tinha visto esse gráfico, e não acreditei. Primeiro porque saiu na folha e segundo porque não acreditei que um governo trabalhista pudesse fazer isso.
Este espaço não é só para falar "belezas", mas dona Dilma deve sim uma explicação.
Nós a elegemos para que ela não fizesse isso. Mais de 47% para pagar dívida para encher os bolsos dos bandidos rentistas?
E o pior de tudo, é que já estou ouvindo que a Selic não vai para a escala de um dígito.
Pessoal, mais de 1 trilhão é dinheiro de pinga!
Dona Dilma, a senhora não se rendeu ao mercado né?

Responder

    Moacir Moreira

    01/01/2012 - 10h04

    Você só pode estar brincando.

    Foi o mercado que elegeu a dona Dilma, ou será que foi você?

    Agora pague o que deve e chega de chorumelas.

ZePovinho

31/12/2011 - 13h55

Eu já falei tanto nesse tema que só me resta agradecer ao PSOL(pela luta) e ao Azenha,por divulgar.

Responder

joao

31/12/2011 - 13h52

A conferir. Fiquei intrigado e solidário com o autor do texto. Porém, mais embaixo vi que era da Folha. A Folha não está mentindo? Com a palavra algum especialista nos números do gráfico, pois a folha sempres mente!

abraço a todos e "felis 2012" (a culpa é do ipad)!

js

Responder

    Gabriel Braga

    31/12/2011 - 14h40

    Infelizmente a informação é verdadeira caro João.
    Ou seja,o governo comandado por um partido que se diz de esquerda e que tem até trabalhadores em seu nome,vai continuar essa transferência brutal de recursos do conjunto da sociedade para a oligarquia financeira.

    Emilio Matos

    01/01/2012 - 23h18

    A Folha não está mentido, está, como é típico do PIG, omitindo informação de modo que quem lê entende erronea e distorcidamente. A composição do orçamento não é puramente impostos, mas inclui captações que o governo faz no mercado, ou seja novas dívidas que o governo contrai. Parte dessa nova dívida é usada para pagar as dívidas antigas. É o tal processo de rolagem da dívida, onde se contrai dívida de longo prazo para pagar a de curto prazo. Então, sim, é verdade que 47% do orçamento é usado para pagar juros e amortizações, mas também é verdade que grande parte desse dinheiro usado para pagar dívida vem de novas dívidas de mais longo prazo que o governo faz, não do nosso dinheiro dos impostos. O que se gasta com juros é alto sim, mas não é metade do orçamento. Chutaria algo próximo de 15%.

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