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Cartas de Minas
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Laura Capriglione: Secretaria de Educação prepara “guerra” contra escolas ocupadas; ouça áudio da reunião que tratou de estratégias

29 de novembro de 2015 às 18h21

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Secretaria de Educação prepara “guerra” contra as escolas em luta!

Em reunião com 40 dirigentes de ensino, braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da “reorganização” sai na terça e lança estratégia para “isolar” e “desmoralizar” as escolas em luta, com o apoio da Polícia Militar

por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres, no Facebook, às 14h de 29/11/2015

Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.

A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário. Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”.

Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.

Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.

Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.

A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.

Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco.

Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Escute abaixo o áudio da reunião

Secretaria de Educação prepara “guerra” contra as escolas em l…PESSOAL! ATENÇÃO, ATENÇÃO! EXCLUSIVO!ESCOLAS EM LUTASecretaria de Educação prepara “guerra” contra as escolas em luta!Em reunião com 40 dirigentes de ensino, braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da “reorganização” sai na terça e lança estratégia para “isolar” e “desmoralizar” as escolas em luta, com o apoio da Polícia MilitarEscute abaixo o áudio da reunião. Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres, às 14h de 29/11/2015Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário. Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Posted by Jornalistas Livres on Domingo, 29 de novembro de 2015

 

27 Comentários escrever comentário »

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Waldomiro

01/12/2015 - 21h51

Pobre de espírito esse governador.
Ele não tem educação para conversar com os estudantes.
Agora resolveu combatê-los com armas de guerra.
E se os estudantes reagirem, a polícia vai fazer o quê?
Matar?
Tudo está literalmente louco e errado.
Nossa democracia não admite o contraditório, a contestação.
A nova ordem mundial não permite.
Mas ela também rouba a nossa água e destrói o nosso clima
E o pior
Ninguém está vendo.
O Jornal Nacional não fala.

Responder

Antonio

30/11/2015 - 20h59

Os professores também fizeram greve e não tiverem nem um centavo de reajuste salarial. Antes eram só professores que se ferravam, agora até alunos, os pais. Os eleitores dele.

Responder

Edmilson

30/11/2015 - 18h51

Será que Alckmin não estaria tentando repetir as “jornadas de junho” de 2013? Isso certamente vai provocar manifestações com a participação de milhares de estudantes e teremos o risco (calculado?) de que os protestos sejam depois tomadas pela direita com o objetivo de derrubar Dilma Rousseff. Não custa lembrar que junho de 2013 começou com a luta contra o reajuste das passagens, apesar do slogan dizendo que não era apenas pelos 20 centavos, e a violenta repressão da polícia do picolé de chuchu fez os protestos ganharem corpo, sendo depois tomados, estranhamente, por gente que nada tinha a ver com a demanda original.

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Nikola

30/11/2015 - 17h32

Pessoal. Eles estão discutindo medidas POLÍTICAS, antes de tudo. Se os fins são justos (para alguns parece que é o que acreditam), são outros 500… Eles estão fazendo o que o PT não faz, o que a Dilma não faz, etc. Querem ganhar a guerra da informação – e vão ganhar.
Guerra aliás, que o PT e o governo já perdeu faz um tempão.

Responder

Dan Moche Schneider

30/11/2015 - 15h52

Eh preciso estômago pra escutar esse áudio. Para esse educadores tudo eh partidarizado, guerra, guerrilha, culpa do PT (que, lamentavelmente na figura do ministro da educação apoia esse processo), culpa de Brasília!

Para esses educadores não existe a possibilidade de existirem problemas estruturais pelos quais eles sejam responsáveis. A culpa eh da guerrilha. De Sao Pedro. Do Chavez.

Não enxergam alunos e professores que se posicionam contra um projeto. Veem inimigos que devem ser desqualificados e exterminados.

O titulo educadores, definitivamente, não lhes cabe.

Pobre São Paulo.

Responder

C.Paoliello

30/11/2015 - 15h04

A humanidade como joguete da OTAN. Sua agenda oculta na Turquia:

http://oempastelador.blogspot.com.br/2015/11/o-ocidente-nunca-atacara-o-isis-onde.html

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abolicionista

30/11/2015 - 14h04

A próxima do Geraldo Alckmin vai ser proibir os pobres de estudarem de vez. Talvez citando uma passagem do evangelho…

Responder

Apolônio

30/11/2015 - 12h08

Essa história de reorganização escolar e implantação de ciclos na rede Estadual de São Paulo, com a separação entre alunos do antigo primeiro grau, com segundo grau, hoje chamado de ensino básico, foi feito no início do mandato do então Governador Renato Azeredo, de Minas Gerais, do PSDB. Não deu certo. Isso só não foi mais adiante, devido o Sr. Azeredo, não ter sido reeleito. Quem foi eleito, foi o Itamar, que ao assumir, acabou com o ciclo e voltou ao sistema de ensino seriado, como também, acabou com a reorganização escolar, que era a separação de estudantes.

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Vicente

30/11/2015 - 10h28

Ué, guerra de informação né? Por enquanto, a APEOESP e os DCE’s da vida estão ganhando….

Responder

    abolicionista

    30/11/2015 - 14h01

    Até porque fechar escolas, enfiar 60 adolescentes numa sala só, forçar uma família que vive em condições precárias a mandar um filho pra cada escola, é algo que não precisa ser discutido com a sociedade.
    .
    Enfim, como dizem os tucanos a portas fechadas: “fodam-se os pobres. Por que essa gentalha não morre?”

Antoni Mistro

30/11/2015 - 09h28

Acredito que o “vazamento” do áudio não foi por acaso, foi proposital. Estratégia para desarticular o movimento. Dou 10 dias para que as ocupações nas escolas terminam. O áudio só mostra que os estudantes não têm mais saída.

Como eles disseram, a “guerra” agora é da informação. E já começou com o “vazamento”.

Responder

FrancoAtirador

30/11/2015 - 01h17

.
.
Esquadrão Militar da Morte, sob o Comando do General Alck,
decidiu ‘Ocupar Escolas’ para Expulsar o Movimento Estudantil
com Armas de Alto Calibre e Bombas Letais Anti-Terroristas.
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Responder

FrancoAtirador

29/11/2015 - 23h27

.
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#OcupaEscola EstadoSP Informa:
.
202 Escolas Estaduais Ocupadas em São Paulo
.
(https://t.co/PmeCbxtRrN)
(https://twitter.com/maglioqueira/status/670554899051118592)
(https://twitter.com/cartamaior)
(https://twitter.com/hashtag/ocupaescola)
.
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Responder

Marat

29/11/2015 - 22h54

Caramba… Ele é o Freddy Kruger!

Responder

Mauricio Gomes

29/11/2015 - 22h30

São Paulo hoje é um estado fascista, só não enxerga quem não quer. Não é coincidência que um dos próceres tucanos no Estado seja o Coronel Telhada, versão paulista do BolsoASNO (que também deixou filhotes em SP). Pobres paulistas….

Responder

    FrancoAtirador

    30/11/2015 - 00h25

    .
    .
    A Maioria dos Paulistas sempre votou em Nazi-Fascistas.
    .
    .

João Paulo Verdugox

29/11/2015 - 22h22

Desqualificar o movimento, como sendo político, partidário, apelar para todo mundo…

Até o cardeal, autoridade máxima da Igreja Católica (pra eles o papa é comunista)… Para desviar o foco de Brasília…
Fazer a Guerra da Informação para desmobilizar o pessoal, criando as agendas positivas…

Leandro da Juventude Ação Popular. Infiltrar com os “jovens”, para fazer a “guerra da ação”.

Reorganizar… Tática para unir.

Decreto vai sair terça-feira!!! Para transferir pessoas toda ver que houver mudanças… Resolução… Instrumento legal, consolidando a pilantragem, a assembléia tá no bolso, como sempre…

Olavo… Percentuais pequenos para a mudança… Alunos já matriculados na nova escola… Revendo as pressões eventualmente justas, não partidárias (partidos não têm legitimidade para pleitear nada). Se eu destampar acaba a pressão, vamos tirar deles o argumento que eles têm. Cracolândia.

Senhoras falando para o vazio. Contrapropostas, comissões, conversas que não acontecerão. Suas opiniões não vão ser consideradas. O machão do gabinete é quem apita.

Diretores falharam. A comunicação falhou. Diretores da oposição oh! Diálogo já houve…

Eles usam o argumento do diálogo, não querem diálogo coisa nenhuma, eles são radicais (há 30 anos o PT é radical, imagina se fossem os outros partidos)…

Nas invadidas: ligar para as mães dos alunos não envolvidos e fazer a informação… Em geral, vai dar certo. Vai ter um grupo com alguma reivindicação legítima… E outro que não vai querer o diálogo. Temos que fazer a ação de uma maneira que a gente vai vendo o radicalismo do lado dele, chama a PM, chama grupos representativos…

Entrega uma carta, dizendo< queremos saber quais são suas propostas. Eles vão dizer que querem o fim da reorganização!!! Isso tem que ficar documentado. Nós estamos dialogando, e quem está radicalizando é o lado de lá!

Na verdade, eles querem é a cena da polícia entrando na escola, batendo. O governador tava com o secretário de segurança, vamos ter a polícia apoiando a volta às aulas. Mudar essa cultura.

Uma senhora diz: amanhã cedo teremos uma lista de escolas com pais de alunos que queiram retomar a escola, a educação para retomar o ano letivo… Padres, pessoas de fora para infiltrarem-se. É uma coisa boa ter ajuda, algumas diretorias têm menos ajuda. Outro dirigente que não tenha invasão pode ajudar por uma semana. Temos que nos ajudar, nos fortalecer. Mas temos pouco tempo.

Zap é a arma da comunicação, a gravação vai ser logo interrompida.

Antes, ações do macho do gabinete… Desculpa, é repetição, radicalização, reorganização da ordem…

Responder

andre sousa

29/11/2015 - 22h18

vao seguir o modelo adotado em goias do cachoeira

Responder

João Paulo Verdugox

29/11/2015 - 21h51

Reorganização… Grande ociosidade dos prédios… Documentação para mostrar o “dialogômetro” porque “radicalização tá do lado de lá”… Facínoras!

Responder

João Paulo Verdugox

29/11/2015 - 21h46

Audiência pública simbólica, fake…
Sâo uns pilantras…
E o tom da voz do picareta, é o clone do Serra… Caramba, quanta personalidade…
Baixos!

Responder

maurilio francisco de assis

29/11/2015 - 21h28

uuuh esta perigoso .

Responder

Gerson Carneiro

29/11/2015 - 19h38

Oi! Alguém aí falou “PINHEIRINHO”?!

Responder

    Lukas

    30/11/2015 - 12h54

    Não, mas você deve estar na torcida.

    abolicionista

    30/11/2015 - 14h03

    É, Gerson, o lema dos tucanos agora é “chumbo nos pobres”, mesmo que sejam jovens e crianças tentando salvar suas escolas…

Re

29/11/2015 - 19h31

É preciso ter estômago para ouvir essa gravação.

Tamanho o desprezo com que falam dos estudantes e do movimento de ocupação das escolas, e como combinam estratégias de manipulação, desqualificação e rasteira, ao invés de diálogo, entendimento e consenso.

Nem de longe parecem profissionais da Educação falando sobre jovenzinhos e adolescentes que são seus alunos. Estão falando de inimigos.

Muito esclarecedor do governo Alckmin, aliás, a gente sempre ouve falar que ele é da Opus Dei, e aí está registrada, na conversa, interferência de Cardeal no assunto.

É de questionarmos se estamos numa democracia e que nível de sociedade conquistamos.

Responder

Urbano

29/11/2015 - 18h45

Em síntese: cassetetes, spray de pimenta e bala de borrachas, embora possam matar também, serão devidamente descartados. Mas se passarem a usar metralhadoras, fuzis, granadas, napalm e lança chamas, uma vez que a guerra foi decretada, nem se admirem, pois a governança cretina sempre se vale da covardia.

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