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Igor Ojeda e a Copa: Protestar contra violações é ser de esquerda

29 de janeiro de 2014 às 14h02

No mundo onde cresci, protestar contra violações é ser de esquerda

por Igor Ojeda

Assombrosas algumas das reações aos protestos que questionam a organização da Copa do Mundo no Brasil. Não por apontarem incoerências, contradições ou desacordos com os manifestantes, mas por qualificá-los de antemão como terroristas ou “contra o Brasil”. Reações que partem do fígado são muitas vezes assim, acabam turvando a realidade. E esse profundo ciclo de desinformação (intencional ou não), requer, a meu ver, algumas pontuações:

1 — O famoso “Não vai ter Copa” é um slogan, muito mais de sentido simbólico do que prático. Podemos concordar ou discordar, achá-lo adequado ou não, certeiro ou irresponsável. Mas é um slogan. E está sendo espalhado por aí pela metade. Na verdade, ele completo é “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”.

2 — Os protestos convocados não são, em sua essência, contra a realização em si da Copa. Esta não é a reivindicação central. É, como dito, uma palavra de ordem mais de caráter simbólico do que prático. O ponto fundamental das manifestações são as violações a direitos causadas pelos eventos esportivos, que são muitas, inúmeras, e gravíssimas. No mundo onde cresci, violações a direitos são ações de direita. Protestar contra essas violações é uma ação de esquerda. E absolutamente legítima. De qualquer forma, mesmo que o foco principal fosse o cancelamento do evento, por tudo que ele representa em abusos, isso também seria legítimo.

3 — Não existe determinado grupo, organização, partido, ONG ou governo estrangeiro “por trás” desses protestos. Afirmar isso, ainda mais de forma categórica, é extremamente leviano. As manifestações são compostas por uma gama de movimentos e organizações legítimas, que têm em comum a opção por lutar contra os abusos decorrentes da realização da Copa do Mundo.

4 — Os protestos não são dos Black Blocks. Os Black Blocks não são os protestos. Ponto. Não é o caso de entrar no mérito sobre a legitimidade ou não desse tipo de tática neste momento, simplesmente porque os movimentos que questionam os megaeventos esportivos NÃO apostam na violência como forma de luta. Generalizar, tomar a parte como o todo para desqualificá-los é usar o mesmíssimo expediente da direita para desqualificar os atos contra os aumentos das passagens de ônibus e muitos outros protestos legítimos do presente e do passado. Pior ainda quando para tal desqualificação se usa a grande mídia e suas reportagens e imagens “editadas” como principal e exclusiva fonte de informação, como vem acontecendo muito frequentemente.

5 — Há anos, formou-se e consolidou-se, em todas as 12 cidades-sede, Comitês Populares da Copa, que se juntaram na Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Eles conformam uma extensa rede de movimentos de atingidos pelos grandes eventos esportivos, movimentos sociais, sindicatos, movimentos estudantis, advogados populares, urbanistas e ONGs que serve para dar coesão à luta contra as violações causadas por tais megaeventos.

6 — Não é de agora: há vários anos esses comitês da Copa e a Ancop desenvolvem um criterioso trabalho de levantamento e sistematização dessas violações. Isso serve para se organizar a resistência e, inclusive, propor soluções para enfrentá-las. Algumas resistências até já foram vitoriosas.

7 — Um extenso e sério dossiê sobre violações aos direitos humanos no âmbito da realização da Copa e das Olimpíadas é um dos resultados desse esforço. Ele pode ser acessado através deste link.

8 — E a lista de violações é bastante longa. Os questionamentos à Copa não estão restritos ao uso de verbas públicas. São muitos abusos concretos, situações reais, que afetaram e vêm afetando diretamente a vida de centenas de milhares – para não dizer milhões – de pessoas em todo o Brasil:

* Os cálculos mais conservadores citam a cifra de quase 200 mil pessoas removidas de suas casas como decorrência da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. São remoções a toque de caixa, feitas, como é de praxe, com violência, cooptação de lideranças, falta de informação aos atingidos, ausência de compensações adequadas. Sem falar nas consequências indiretas que vieram a reboque, a se destacar os grandes empreendimentos imobiliários travestidos de projetos urbanísticos, operações urbanas – bancados por governos em todo o país – que vêm expulsando os mais pobres das áreas valorizadas.

* Desde que o Brasil e o Rio de Janeiro foram escolhidos como sede, respectivamente, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, uma série de leis e portarias foram e vêm sendo aprovadas e editadas (ou preparadas para tal) como forma de “adequar” a institucionalidade brasileira a esses eventos. São leis que permitem concessões de terras e bens públicos para a realização dos eventos, que proíbem manifestações, que autorizam o uso da Força Nacional contra manifestações civis (!), que cassam o direito de greve (!!) durante o período dos jogos, que não permitem o trabalho de comerciantes e ambulantes ao redor dos estádios etc. No geral, todas essas leis e portarias são feitas na medida para atender aos interesses da Fifa e/ou de grandes empresas. A Lei de Geral da Copa é a principal delas, mas não a única.

* As obras de infraestrutura e dos estádios vêm sendo acompanhadas por inúmeros casos de exploração dos trabalhadores. Já ocorreram duas dezenas de greves de operários, além de mortes causadas em boa parte por conta da aceleração requerida para o término das obras. Para piorar, prepara-se a aprovação de uma Medida Provisória que permitiria a contratação de trabalhadores por curta duração sem vínculo empregatício durante a Copa e as Olimpíadas.

* Sob o pretexto e/ou como consequência dos megaeventos, estádios e aeroportos foram concedidos à iniciativa privada.

* Todas as decisões relacionadas aos megaeventos estão sendo tomadas sem a mínima participação popular, passando por cima de instâncias como o Conselho das Cidades.

* As obras de infraestrutura bancadas com dinheiro público vêm sendo amplamente questionadas por beneficiarem principalmente o capital imobiliário e o transporte individual, por serem um dos agentes dos processos de higienização das cidades e por serem também causadoras de remoções feitas a toque de caixa. Denuncia-se também que verbas públicas vêm sendo destinadas a estádios públicos que posteriormente serão concedidos à iniciativa privada, num processo de elitização que afastará (ou já vem afastando) cada vez mais os pobres da possibilidade de assistirem aos jogos.

Diante de todo esse quadro de violações, está muito longe da realidade falar que os protestos que questionam os megaeventos esportivos foram orquestrados exclusivamente para derrubar a presidenta. Ou que são “contra o Brasil” e “contra o futebol, símbolo da cultura brasileira”, como bisonhamente defendeu um colunista. Muito pelo contrário. São a favor do Brasil. São a favor do futebol, mas não o futebol elitizado que uma Copa do Mundo hoje representa, que impede que o povo chegue perto das benesses do evento-ponto alto do esporte mais popular do planeta. Não se trata de ser contrário a estádios modernos, ou ao futebol-idem. Mas sim defender que tal processo de “modernização” não pode estar atrelado a um processo de elitização.

Mais do que tudo, a realização da Copa e das Olimpíadas está servindo como pretexto perfeito para um dos mais intensos processos de reconfiguração urbana dos últimos anos, acelerando de maneira frenética o avanço do capital imobiliário sobre os direitos da população pobre, que vem sendo sistematicamente expulsa das regiões valorizadas. Revitalização é a palavra do momento. Vale tudo para “limpar” a imagem de uma cidade que receberá jogos da Copa ou das Olimpíadas e atrair… negócios. Não adianta denunciar as atrocidades cometidas pela polícia do Alckmin na cracolândia de São Paulo e achar que esse tipo simplesmente abominável de ação repressiva não tem relação alguma com a maneira como vem sendo consolidada a realização dos megaeventos no Brasil.

Sim, é, claro, desses movimentos pode-se questionar o foco, a escolha da palavra de ordem, o momento dos protestos, suas possíveis consequências políticas, suas contradições. E é evidente que há os que aproveitam para focar os ataques exclusivamente no governo federal. É evidente que setores da direita aproveitam qualquer brecha para capitalizar. Assim como as manifestações de junho, esses protestos ganharam um caráter abrangente e difuso, difícil de ser analisado. Não se prestam a rotulações feitas com o fígado.

De qualquer forma, o que fazer? Ignorar as gravíssimas violações e nefastas consequências da realização dos megaeventos? Esperar de braços cruzados que continuem a ocorrer remoções, que as famílias atingidas prossigam desassistidas, que leis radicalmente antidemocráticas sigam sendo aprovadas, que trabalhadores continuem sendo explorados? Não há brecha maior para a direita do que a forma como esses eventos vêm sendo organizados pelas diversas instâncias de poder. E a direita já está aproveitando, podem ter certeza.

Espantosa a megalomania de considerar que qualquer protesto contra a Copa seja uma armação destinada especialmente a atacar (e derrubar) o governo Dilma. Por mais que tentem fazer crer, a luta de classes no Brasil não se resume a PT x PSDB.

Leia também:

A polêmica sobre os “profetas do pânico” na Copa

 

111 Comentários escrever comentário »

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Leo V

04/02/2014 - 17h32

No Brasil de Fato de hoje:

Entrevista com João Pedro Stedile

“Ele acredita que as mobilizações, mais do que bem-vindas, são necessárias, para seguirmos mudando o país.”

“Os que têm medo do povo é porque já estão longe de seus interesses. Nenhuma mudança social ocorreu, na história da humanidade, sem que tenha havido mobilização popular. Nenhuma mudança acontece pela “vontade generosa” de algum governante ou guru.”

O MST foi o principal movimento social do Brasil nas últimas décadas. Agora, surge como principal ator social a juventude. Qual sua opinião sobre os movimentos de juventude da atualidade?

As mobilizações da juventude, em qualquer sociedade, são sempre uma espécie de termômetro, que indicam a temperatura de indignação de toda a sociedade. E aqui não foi diferente. Apesar dos avanços que houve nos últimos dez anos em relação ao neoliberalismo, porém, os trabalhadores enfrentam ainda graves problemas, que afetam também a juventude. E a juventude foi para a rua dizer em nome de todos nós que precisamos de mudanças sociais. Mudanças no regime político, que não representa a ninguém. Mudanças na política econômica. E mais. Estado e poder público atendendo às necessidades do povo, na saúde, educação e transporte públicos de qualidade.

Como o MST está pensando em dialogar ou se articular com essa juventude?

Em todas as mobilizações, nós procuramos participar com nossa militância, apesar de que nossa base social está longe das capitais. Seguimos incentivando a que juventude se organize, se mobilize. E ao mesmo tempo, contribuímos na construção de plenárias estaduais e nacionais de todos os movimentos sociais, que envolvem todos os setores, desde o movimento sindical até as pastorais, para discutirmos os rumos do país e a necessidade de uma reforma política.

Qual o saldo das mobilizações de junho para a luta política no país?

Em termos de conquistas reais, foi ainda pequeno, porque barraram apenas o aumento das tarifas. Mas o saldo político é fantástico. Recolocou a política nas ruas. Recolocou o debate das mudanças necessárias. E colocou na pauta a reforma política e a necessidade da convocação de uma Assembleia Constituinte. E o processo está ainda em curso, tende a aumentar.

A direita e a esquerda estão apostando que as mobilizações voltarão no período da Copa do Mundo. Há risco de as mobilizações, que são um sinal de desejo de mudança, contribuírem com as forças conservadoras? Isso pode ser usado no jogo eleitoral?

Mobilizações massivas sempre ajudam a fazer debate político na sociedade. A direita brasileira não tem nem base social, nem discurso, nem proposta para mobilizar milhões. Porque seria mobilizar contra os interesses do povo. As mobilizações, mais do que bem-vindas, são necessárias, para seguirmos mudando o país, para termos mais o Estado a serviço do povo. Mais recursos para a educação, saúde. Os que têm medo do povo é porque já estão longe de seus interesses. Nenhuma mudança social ocorreu, na história da humanidade, sem que tenha havido mobilização popular. Nenhuma mudança acontece pela “vontade generosa” de algum governante ou guru. Em relação ao calendário, torço para que as mobilizações de rua comecem logo, pois no período da realização da Copa vai confundir a cabeça do povo, que quer ver a Copa, e pode reduzir as mobilizações como se fossem apenas protesto pelo dinheiro gasto nas obras. O dinheiro que foi gasto nos estádios, em torno de 8 bilhões, claro que poderiam ser melhor aplicados, porém, eles representam apenas duas semanas do volume de recursos que o governo passa para os bancos. Então, a cada duas semanas temos uma Copa do tesouro nacional para os bancos. E esses são os nossos inimigos principais, que precisamos denunciá-los e derrotá-los, dentro e fora do governo.

http://www.brasildefato.com.br/node/27337

Responder

FrancoAtirador

04/02/2014 - 02h08

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03/02/2014
Revista Fórum

André Vargas provoca Joaquim Barbosa e honra Legislativo

Por Renato Rovai , no Blog do Rovai

O deputado federal André Vargas (PT-PR) é o vice-presidente da Câmara Federal.

Recentemente esteve envolvido numa polêmica com a ex-ministra da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Helena Chagas.

Vargas teria dito que a comunicação do governo era uma porcaria numa reunião do partido. Quando ela saiu do governo, afirmou que não gostava dela mesmo.

Hoje, Vargas foi além em fazer ecoar o sentimento do militante petista mais aguerrido. Na visita que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez à Câmara, Vargas ergueu o braço esquerdo com o punho fechado. Gesto que José Dirceu e Genoíno utilizaram quando se dirigiram à prisão.

A atitude de Vargas certamente será alvo de críticas de muitos colunistas e políticos da oposição, mas já se tornou um meme na internet. Muitos petistas se sentiram representados por ele.

Entre outras coisas, vão dizer que o gesto de Vargas é um desrespeito institucional. Pura bobagem.

Prefiro entendê-lo como um afirmação do poder Legislativo. Algo como, aqui, Joaquim Barbosa, como todos os seus problemas, é a casa da pluralidade democrática. Se não gostou, fique à vontade, a porta de saída é serventia da Casa.

Joaquim Barbosa pode não gostar. A oposição pode esbravejar. A mídia cacarejar à vontade. Mas o gesto de André Vargas não só é expressão democrática. Como absolutamente defensável. E mais do que isso, importante do ponto de vista da demonstração da independência dos poderes.

Há tempos o Congresso estava devendo um gesto, mínimo que fosse, de indignação com a saraivada de golpes que sofreu do presidente do STF.

(http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/02/03/andre-vargas-provoca-joaquim-barbosa-e-honra-legislativo)

Pensamento afinado

Os dois pensaram em dizer a mesma coisa:
Aquelas três palavrinhas, cuja sigla é FDP!
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Responder

    ricardo

    04/02/2014 - 20h30

    A coisa está feia quando a honra do que quer que seja se encontra nas mãos ou, pior ainda, nos punhos de um provocadorzinho vulgar.

Leo V

03/02/2014 - 20h39

Depois do Emir Sader dizer que a Gaviões da Fiel já teriam dito que enfrentariam os BBs, reduzindo a política das ruas a briga de torcidas, como é o Fla x Flu eleitoral da qual ele faz parte, agora o Kajuru traz essa:

“Decisão perigosa: governo paga para torcidas organizadas realizarem manifestação em favor da Copa”

http://tvkajuru.com/?p=6588

Responder

    Fernando

    05/02/2014 - 17h06

    Pô Léo, melhores suas fontes. Num post a fonte é o Kajuru, noutro é a CBN. Mas pra que coerencia né? O importante é descer o sarrafo no governo Dilma. O importante é desgastar o governo do PT para quem mesmo tomar o poder? A classe trabalhadora? Sei.

Leo V

03/02/2014 - 20h36

São os manifestantes mais caros do mundo. e 1 milhão de manifestantes dá 1.500 reais porra cada. Se forem 100 mil, dá 15 mil reais por cada.
O grande legado da Copa será também para o capital: o aparato repressivo

“Governo federal e sedes da Copa do Mundo estimam gastos de R$ 1,5 bilhão na compra de equipamentos de segurança”

Leia mais: http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/copa-2014/2014/02/01/GOVERNO-FEDERAL-E-SEDES-DA-COPA-DO-MUNDO-ESTIMAM-GASTOS-DE-R-15-BILHAO-NA-COMPRA-DE-EQU.htm#ixzz2sIjWlHYW

Responder

    Luís Carlos

    03/02/2014 - 21h55

    A CBN é a referência para fundamentar legados da Copa? Claro que todos investimentos feitos em estradas, como a Rodovia do Parque que liga Porto Alegre a Sapucaia do Sul, desafogando BR 116 que é pedida há décadas e que agora foi inaugurada, não vai ser noticiada pela CBN/Globo? Ou foi? Assim como essa, outras tantas iniciativas foram e estão sendo realizadas, mas claro, bão roda na CBN. Depois são os outros que se guiam pelo PIG…

    leprechaun

    04/02/2014 - 07h15

    mas depender de um grande negócio para que algumas migalhas, ou obras que já deveriam ter sido feitas há anos, sejam realizadas não é a lógica natural do mercado? Benefícios indiretos à população via mercado? Então o mercado é realmente a salvação.

    Leo V

    04/02/2014 - 11h21

    Luis Carlos,

    1,5 bilhões é um número ainda subdimensionado, segundo outras fontes que nao a grande imprensa.

    1,5 bilhão em equipamentos de segurança e repressão que ficarão aí, para disciplinar a força de trabalhar e aumentar a mais-valia.

    É legado da Copa.

Fernando

03/02/2014 - 16h27

é isso aí Igor, protestar é de esquerda.
A Globo, a band. o SBT que apoiam e incentivam as manifestações são de esquerda.O Boris Casoy é de esquerda, a Miriam leitão é de esquerda, o tio rei da veja é de esquerda, o Roberto Freire é de esquerda, a Eliane Cantanhede é de esquerda, a Cherazade (é assim que se escreve?) é de esquerda até os neo fascistas coxinhas são de esquerda. Todos são de esquerda, menos o PSOL e o PSTU que nunca foram senão instrumentos da direita para dividir e enfraquecer a esquerda.
Sobre o slogam “não vai ter copa” vc precisa conversar com os coxinhas neo fascistas de esquerda que estão ao seu lado. Ache que eles ainda não entenderam.

Responder

    Leo V

    03/02/2014 - 21h31

    que preguiça de pensamento hein?

    onde está escrito que protestar é de esquerda necessariamente?

    lutar por direito de moradia é coisa de direita?

    Fernando

    05/02/2014 - 16h56

    Não Léo protestar não é necessariamente de esquerda. A direita se articulou e organizou o protesto contra o governo Jango e conseguiu implantar a ditadura militar no Brasil.
    Talvez voe não tenha entendido, ou talvez faça questão de não entender, mas vou tentar te explicar. Todas as entidades e pessoas que eu citei cansaram de incentivar o protesto contra a copa. Todas elas são baluartes da direta, que vivem com uma única e obsessiva razão: desestabilizar o Governo Trabalhista e recolocar no governo federal o velho neo liberalismo defendido por FHC e sua turma. estar ao lado deles é trabalhar pelos mesmos intentos.
    Quanto ao divisionismo, não sou eu que afirmo, é a história que comprova.
    O PSTU e todas as correntes Trotkistas, sempre trabalharam para dividir a esquerda. Toda vez que um movimento de esquerda ganha força, eles aparecem. Se auto intitulam como os legitimos e unicos defensores da classe trabalhadora. Todos os outros são vendidos, pelegos, traidores. Depois que eles conseguem dividir e enfraquecer o movimento, se recolhem a espera de nova oportunidade de exercitar seus discursos vazios. Mas o estrago já esta feito.
    Prestam serviços à direita, dividem os movimentos de esquerda, depois que a direita triunfa, somem escafendem-se e se recolhem ao ostracismo costumeiro. Simples assim.

Carlos N Mendes

02/02/2014 - 23h37

A esquerda radical acusa o PT de ser ‘esquerda vendida’. Para a esquerda radical, consenso é fraqueza. Desgastam o Governo, aumentando a antipatia popular e deleitando a direita, que se refastela vendo essa briga insana e fraticida. Se posso elogiar a direita por algo, é que eles aprenderam que, se você quer ganhar o peixe, não pode ficar brigando com o gato.

Responder

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

02/02/2014 - 11h56

DENÚNCIA

A partir do dia 3 de fevereiro, a Rede Minas não irá mais transmitir o Jornal da TV Brasil. Em seu lugar, exibirá o Jornal da Cultura. Nesse mesmo dia, o “Roda Viva”, comandado agora por um pulha, passará a ser transmitido “ao vivo” , em interação com a Rede Minas. Desse modo,em Minas Gerais, a rede de canais abertos passará a ficar integralmente fechada com a candidatura de Aécio Neves e do sucessor de Anastasia, que se candidatará ao senado. Não sei qual será o comportamento da TV Record – sempre ambíguo, sempre tentando sentar em duas cadeiras ao mesmo tempo e plena, aqui em Minas, de reacionários apresentadores de programas de baixíssimo nível, tanto de informações, quanto editorial – e continuarei sem saber, posto que doravante não terei mais um jornal na TV para acompanhar. É lamentável que a TV Brasil não tenha se projetado em Minas, em vez de apostar em uma parceria com a Rede Minas que, com a aproximação do pleito de 2014, foi ficando pronunciadamente aecista. E lamentável, sobretudo, para alguém, como eu, que não tem TV a cabo. Assisto, em média, menos de 40 minutos de TV por dia ( a partir de amanhã, esse número se aproximará de zero minutos). Face ao imenso conforto que essa mídia representa, ao combinar imagem e som, podendo ser acompanhada de forma relaxada, em uma poltrona, meu comportamento só se explica pela baixa qualidade do que se exibe. Quando é que esse quadro vai mudar?

Responder

Américo

02/02/2014 - 09h21

Assinem o pedido de impeachment para o Joaquim Barbosa :

Participem e divulguem.

https://secure.avaaz.org/po/petition/Senado_Federal_Impeachment_de_Joaquim_Barbosa/?wyowTab

Responder

Renan Araújo

01/02/2014 - 22h27

A questão não se deve ou ter protestos, aliás é salutar que tenha. Contudo, sua organização tem sido realizada pelo PSTU,PSOL, os últimos revolucionários do PCB pós Roberto Freire e sectários em geral. No momento em que podemos encurralar a direita neo-lacerdista esses grupos com quase nula inserção social no interior do próprio proletariado o qual acreditam representar, jogam a boia para a direita que, por fim, capitaneiam as manifestações como o foi em junho. Se forem fazer manifestações, espero no minimo, que se organizem para enfrentar a direitona braba seus “beneditinos revolucionários”…;

Responder

Jotage

01/02/2014 - 14h44

Ficou difícil ler isto até o fim.
Uma das normas de segurança do trabalho é: “Se era evitável não foi acidente, foi irresponsabilidade”.
Alguém que diz que quanto mais se constrói, mais falta, é realmente o máximo.
Vamos derrubar algumas casas para resolver o problema de moradia.

Responder

Leo V

01/02/2014 - 13h26

Classe trabalhadora se fortalecendo, unindo as lutas em Porto Alegre:

http://www.sul21.com.br/jornal/protesto-em-apoio-a-greve-dos-rodoviarios-termina-com-detencoes-em-porto-alegre/

Responder

Mauricio Bernardi

01/02/2014 - 12h58

O comentário de Juca Kfouri, que fala em “regras pouco ortodoxas”, explica, mas, não justifica a negociação de Neymar. A mídia, por razões políticas, cai de pau na CBF quando há qualquer irregularidade. No caso dessa transação deveria ocorrer o mesmo. Não ocorre porque não há interesse político envolvido, ou seja, não dá para criticar o governo “por tabela”. Há muita maracutaia no futebol, mas, se não der para falar mal do governo a mídia nem toma conhecimento.
http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=entenda-passo-a-passo-do-caso-neymar-04024D98326AD0C14326&orderBy=mais-relevantes&edFilter=editorial&time=year&q=neymar&originalQuery=NEYMAR&currentPage=1

Responder

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

01/02/2014 - 10h35

O grande mérito de seu artigo, Igor, é a referência a dados que demonstram os efeitos perversos provocados pelas obras realizadas pela Copa. Muitos desses dados, farei questão de registrar, mais tarde, em meu arquivo particular ( tenho sentido grande necessidade de conhecer esses números, agradecendo por isso também à iniciativa do “Viomundo” de publicar matérias sobre esse tema). Devo lembrar que eu sempre me opus à realização da Copa do Mundo no Brasil, muito antes da “vitória” do Brasil, por entender que esta atropelaria as nossas prioridades, em matéria de obras públicas que toda Copa do Mundo demanda ( assim foi na Coréia e no Japão, na África do Sul, e assim será em qualquer país, posto que, sem as garantias dos governos locais, instados a levar seus representantes para junto do comitê que escolhe a futura sede da próxima Copa, nenhum país será indicado por este comitê, sendo , portanto, absurdo afirmar, como muitos o fazem hoje, que seria a favor da Copa do Mundo no Brasil, desde que não houvesse utilização de verbas públicas). Quanto a isso, a esquerda, tomada em conjunto, deve pressionar os governos municipais, estaduais e federal para que encontre soluções que correspondam ao ressarcimento dos prejuízos econômicos e sociais provocados por essas intervenções, assegurando a todas as pessoas atingidas o direito de moradia na mesma região de que foram desalojadas ou, senão, em bairros que lhes proporcionem as mesmas vantagens comparativas de que desfrutavam naqueles em que antes residiam, no que diz respeito a proximidade do local de trabalho, acesso a serviços de saúde, escolas públicas, transporte, comércio, etc. Há também que se exigir indenização financeira para os todos os indivíduos afetados por danos morais provocados por ações arbitrárias do estado, tais como a expulsão de suas residências de forma truculenta etc, etc. Entretanto, não se pode utilizar a Copa do Mundo como momento privilegiado para desenvolver essa luta, conhecendo-se a inevitável contaminação eleitoral que essa tática implica, a inevitável manipulação da mídia de direita que, desconhecendo os seus apelos,Igor, contra a redução da luta de classes ao embate entre o PT e o PSDB, fará tudo para jogar as manifestações contra o governo Dilma, buscando favorecer a eleição de seu candidato. Os que assim procedem são oportunistas de esquerda, manifestando-se nas ruas, e de direita, manifestando-se na mídia empresarial. E mais: esse oportunismo de esquerda não poderá também ser justificado com acusações de que , os que se opõem a essa tática, pretendem reduzir a luta de classes à disputa eleitoral entre o PT e o PSDB. De fato, a luta de classes se manifesta de muitas formas diferentes. A disputa entre o PT e o PSDB não a resume, longe disso. Se fôssemos rigorosos e se tivéssemos capacidade de identificar cada expressão concreta dessa luta, verificaríamos que a mesma ocorre até mesmo dentro de cada partido político, seja ele o PT , seja ele o PCB ( se fôssemos mais longe, reconheceríamos luta de classes dentro de nós mesmos, nesse caso, materializada pelo embate entre ideias contrárias que, não poucas vezes, nos perturbam o comportamento, nos fazendo entrar em contradição contra nós mesmos). Para Lênin, o proletariado não travava uma luta apenas contra a burguesia e seus partidos, mas também contra a pequeno-burguesia e seus partidos, os oportunistas de direita, representados pelos mencheviques , e os oportunistas de esquerda, representados pelos socialistas revolucionários ( assim tal como eles se auto-intitulavam). Por isso, Lênin procurou enquadrar todas as classes sociais da sociedade russa de seu tempo, caracterizando seus interesses específicos, o seu perfil político e ideológico,e chamando a atenção para os seus diferentes e particulares métodos de luta. Disto decorreu esforços para sistematizar suas ideias a propósito dessas manifestações particulares da luta de classes, nos legando clássicos como o “Que Fazer?”, em que estigmatiza os oportunistas de direita, os reformistas, como Bernstein e Martov, e “O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo”, em que denúncia os erros e equívocos grotescos patrocinados pelos oportunistas de esquerda.

Responder

Capilé

01/02/2014 - 07h11

Os Black Blocs são revolucionários que pretendem implantar a ditadura do proletariado?

Responder

Valdci Elias

01/02/2014 - 04h44

Faltou analisar a eleição presidencial, e o uso dos protesto de rua na corrida eleitoral. O apoio da imprensa , aos protesto que prejudicam o candidato X, e o boicote da imprensa aos protestos que prejudicam o candidato Y .

Responder

Luís Carlos

01/02/2014 - 00h27

A marcha da TFP – Tradição, família e propriedade, nos anos 60 e que teve como consequência a tática golpista que depôs presidente trabalhista Jango era de esquerda???
Quanto desprezo pela história em um único texto! Como se as ruas brasileiras não tivessem testemunhado em sua história a direita mais reacionária caminhando para derrubar Jango e reformas de base. Espero que não digam que Jango, Paulo Freire e Darci Ribeiro eram de direita e as senhoras que foram às ruas com faixas e cartazes liderando marcha fascista eram de esquerda, porque estavam nas ruas. A década de 60 não foi só Maio de 68, foi da asquerosa TFP nas ruas brasileiras, que agora aguarda para levantar da tumba fétida que se esconde, com ajuda de quem acha que “ir para rua é só de esquerda”. A história destruída em poucas linhas.

Responder

JACÓ

31/01/2014 - 18h36

Somos um PAÍS GRANDE em todos os sentidos desde o sentimento pátriotico, graças ao DEUS VIVO da politica LULA e a grande PRESIDENTA DILMA e ao PT e com muinto orgulho posso afirmar que o BRASIL é de nós todos os Brasileiros
viva DILMA já reeleita em 1º turno em 2014.

Responder

    Eduardo Rodrigus Vianna

    02/02/2014 - 06h37

    “Deus vivo” é o cacete, Jacó, para com isso.

    Danilo Henrique

    03/02/2014 - 14h16

    Protestar contra a copa é direito

    Protestar contra a copa depredando patrimônio, queimando carros e agredindo pessoas é crime!

    Simples assim!

    Se você cresceu em um mundo em que “violar direitos era coisa de direita”, só te digo uma coisa:

    Parabéns!!!

    Você sobreviveu o suficiente para ver o mundo mudar, e bastante!

    No Brasil não existe, mais direita e esquerda cara! A ditadura militar acabou!

    O que temos aqui é o pensamento liberal, que corresponde ao pensamento da maioria e os pensamentos escusos, que correspondem ao pensamento de uma elite muito esperta que cria problemas para vender soluções!

    A maioria dos cidadãos aqui no Brasil defendemos a plena liberdade de expressão, o conceito de autonomia (andar com as próprias pernas), a redução de impostos para favorecer a livre iniciativa, penas contundentes para os crimes, reabilitação efetiva dos criminosos, educação pública de qualidade e fim dos privilégios dos funcionários públicos!

    Ou seja cara, somos liberais!

    Mas não existe um único partido que nos represente! Nenhunzinho!

    Então, no cenário político não há representação popular x representação elitista! Só existe representação elitista!

    Aqui deveríamos trocar esquerda e direita por:

    coronéis – todos os partidos políticos, todas as empresas que tem rabo preso com o governo, funcionários públicos, professores ideologizados, alunos das “ciências sociais”, manifestantes ideologizados, crime organizado e afins

    população – nenhum partido político, micro-empreendedores, livre iniciativa, alunos das ciências de verdade (que não possuem incentivo na república das bananas) , comerciantes, pobres, favelados e afins

    A população aqui não participa da política!

    Não existe ninguém representando a livre iniciativa, o micro-empreendedor, ou o cidadão comum que não se classifica por sua classe social ou por sua etnia, mas sim por seus costumes

    Não tem ninguém para defender o dono do bar, o jornaleiro, o boliviano que vem para o Brasil TRABALHAR e é humilhado, o tiozinho do hot-dog, o micro-empreendedor rural, o universitário das exatas, o desenvolvimento de produtos de qualidade, o pedreiro, o marceneiro, o policial…

    Todas essas pessoas não existem no Brasil! Não possuem nenhuma representação política

    Ou você é “ativista” ou você é “burguês”. O “burguês” é o patrão, dono de grandes empresas ou homem bem sucedido no mercado, com um alto cargo executivo

    E o ativista geralmente é o filho dele querendo chamar a atenção!

    Todas essas pessoas que eu citei acima, que compõe a maioria de nosso país, simplesmente não existem politicamente!

    Portanto não existe direita ou esquerda cara. Aqui são todos malandros e muito malandros!

    Ulisses

    04/02/2014 - 11h24

    O comentário mais sensato até agora. É exatamente o que eu penso.

    Quando vejo grupos na Banania discutindo, chamando um ao outro de coxinha, comuna, etc., me contorço todo.

    Não consigo enxergar um partido ou grupo político que me represente.

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

31/01/2014 - 14h37

Não, Igor, os Black Blocks merecem que questionemos o mérito de suas táticas, sim senhor, assim como a conivência com eles por parte dos organizadores do movimento que não são Black Blocks. O fusquinha incendiado não foi uma consequência indesejada dessa tática, assim como a bala perdida do policial que entra atirando em uma comunidade pobre, matando uma pessoa ( uma criança de 5 anos, por exemplo) inocente não é uma consequência indesejada da ação da polícia contra o crime organizado. O que é facilmente previsível, não pode ser tomado como fatalidade, daí a diferença , no direito, entre doloso e culposo. Uma coisa tem sido certa: se “as manifestações não são os Black Bloks”, elas terminam sempre com os Black Blocks, com quebradeiras generalizadas e já com o primeiro fusquinha queimado ( felizmente, nesse caso, tivemos apenas um dano material para o pobre trabalhador dono de um carrinho provavelmente sem seguro, mas, não seria absurdo supor que aquele incêndio pudesse se propagar rapidamente e matar os passageiros sentados no banco de trás, onde não existem portas de saída). O que os organizadores do movimento pretendem fazer futuramente para coibir a ação dos Black Blocks? Ou a presença dos mesmos em meio às manifestações é vista como “um mal da democracia” , que todos devemos aceitar? Quando os Black Blocks confrontaram a repressão policial, durante a greve dos professores, eu mesmo disse que não poderia ser contrário àquela ação, lembrando que , durante a ditadura, a maioria da esquerda não tinha medo de opor resistência a esse tipo de repressão policial truculenta, usando, inclusive, bolinhas de bilha arremessadas contra policiais. Tudo será sempre uma questão de tempo e de lugar. Ainda hoje, defendo que se a repressão policial se abater contra qualquer movimento legítimo de trabalhadores ou do povo, então, legítima será também o confronto violento, quando for possível e eficiente, contra a violência da polícia ( é claro que se não for possível e eficiente, melhor será bater em retirada). Porém, a quebradeira generalizada patrocinada pelos Black Block não tem nenhuma conotação política progressista, não havendo como extrair um significado político “simbólico” diferente daquele que a mídia corporativa de direita divulga, ou seja, de vandalismo irracional e , no limite, marginal. A mim me importa, sim, essa ação dos Black Blocks na medida que estes estão a estigmatizar não apenas as manifestações comandadas pelos grupos políticos que nelas participam, mas também porque estas ações dificultarão, no futuro, as manifestações políticas de grupos que não estão participando destes protestos, hoje, mas que têm planos de protestar por outros propósitos amanhã, como, por exemplo, o MST ou a Via Campesina, também estigmatizados, no passado recente, como “vândalos”,pela mídia empresarial, sem , entretanto, se poder dizer, entre os que somos de esquerda, ao contrário do que ocorre no caso dos Black Blocks, que suas ações não tiveram consequências polícias positivas, acertadas.

Responder

sandra

31/01/2014 - 13h22

sei. movimentos de protestos são só de esquerda, sei. é, todo movimento de rua é de esquerda e tá certo. na ucrânia os nazi estão nas ruas. na frança a direita reaça saiu as ruas dizendo que os direitos dos gays ferem seu direitos. aqui, de repente se descobriu que não há direitos, a culpa é da copa. Anos e anos defendendo os serviços públicos e de repente tem gente que acha que descobriu a roda. antes tarde do que nunca. só que levantar a bandeira da saúde e educação públicas, de qualidade, gratuita, 100% estatal só por levantar, é o mesmo que nada, menos que nada. manifestação sem clareza, com opacidade, pra quem e pra que? pra botar fogo e sair dizendo que a culpa é de um trabalhador simples? as ruas são de e pra todos. nunca é uma via de mão única.

Responder

    Leo V

    31/01/2014 - 14h46

    “Protestar contra violações”.
    Não está escrito apenas “Protestar”.

    Acho que vc não leu direito.

    Tudo que está elencado no texto. Você é a favor ou contra essas violações de direitos?

    Péricles

    31/01/2014 - 18h02

    Meu caro, Igor. Sabe quem está feliz com tudo isso que você está defendendo? A direita, mano.
    Sabe quem está muito preocupado? É a esquerda, tá ligado?

    sandra

    01/02/2014 - 00h23

    direitos de quem? todo mundo tem direitos. até a direita tem direitos. quando se banaliza as reivindicações sociais, ai é falta de direito. como dizem, estes comites exitem há anos. na maioria das vazes falaram aos ventos. agora, foram “descobertos”. antes tarde do que nunca.mas, e dai? continuo contestando a afirmação que protestar “por direitos” é ser automaticamente de esquerda. agora, que tal pegar a lista de violações, expor item por item e apresentar aos governos responsaveis e exigir que se cumpra o que é de direito? sem generalizações, no ponto. inclusive, cobrar o que não foi cumprido, em termos de melhoria urbana. já que vão sequestrar a copa, que saibam o que pedir de resgata. e a quem.

    Leo V

    03/02/2014 - 14h19

    sandra,

    vc acha que protestar pelo direito de manter a moradia, de trabalhar é ser de direita?

    vc acha que protestar contra leis de exceção que restringem direitos democráticos como de manifestação é ser direita?

    não se faça de desentendida, é o direito do capital sobre o direito dos trabalhadores que está em jogo. E que eu saiba quem está do lado do direito do capital é que é de direita.

Elias

31/01/2014 - 12h02

Desde os anos 1970, quando o eurocomunismo desviou-se da linha soviética, a esquerda começou a se fragmentar. Com o fim da URSS (1991) vários partidos comunistas mudaram de legenda. No Brasil, tínhamos dois partidos comunistas que sempre estiveram ao lado do povo, o PC do B e o PCB. Em 1992 a cúpula do PCB funda um novo partido, o PPS que aos pouco irá se distanciar das lutas populares. Hoje, a esquerda tem muitas faces, inúmeras faces, e de tal modo que grupos pouco definidos e até anônimos podem ser de esquerda. Há quem defenda que black blocs são de esquerda. Leia Bruno Fiuza aqui no Viomundo, “Black Blocs: A origem da tática que causa polêmica na esquerda”. O articulista defende que os encapuzados vestidos de preto são de esquerda. Então, peço ao Viomundo, se possível for, sugerir um tema a Bruno Fiuza: Black Blocs e Carbonários.

PS: Mas uma definição entre esquerda e direita ainda me orienta. Pode parecer simplista: a esquerda é progressista, a direita é reacionária.

Responder

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

31/01/2014 - 11h57

Do ponto de vista prático, não importa remendar o slogan “NÃO VAI TER COPA”, dizendo que ele está sendo divulgado pela metade. Esse pode até ser o desejo do articulista, ou da corrente política com a qual o articulista se identifica. Porém, os manifestantes , em sua maioria, empenham-se, excitam-se, pela motivação de “melar a Copa”, de fato; e esse objetivo está sendo já considerado pela mídia em suas implicações no pleito de 2014 ( com a aproximação da realização da Copa do Mundo, e das eleições de 2014, o apoio, explícito ou não, desta mídia a esse tipo de manifestação tenderá a crescer; até porque a aposta de que o prestígio da presidenta Dilma caia novamente, repetindo junho de 2013, é a única esperança de se evitar a reeleição da candidata Dilma que ainda resta a esta direita inescrupulosa,que, nas últimas eleições, lembremos, apelou para os preconceitos contra o aborto e contra o homossexualismo para inverter a tendência das pesquisas). Não seja ( ou se finja) de ingênuo, companheiro Igor! Esse é um típico caso em que uma ação prática voluntarista de determinado grupo que se acredita de esquerda – e se acredita de forma honesta, sincera, tenho certeza disso – acaba, objetivamente, servindo aos desígnios,aos interesses, da direita, não pelas manifestações em si, não por estarem protestando e reivindicando mais direitos ( para mim, nada é mais importante do que a presença do povo nas ruas, reivindicando, protestando), mas , sim, pelo conteúdo destas manifestações, por conta da forma com que estas manifestações são, de fato,objetivamente, entendidas pelo conjunto da sociedade. Aliás, mesmo a palavra de ordem corrigida, remendada pelo condicionante “se não houver direitos”, Igor, é absolutamente ridícula, infantil ( como é que tem gente que sabe escrever com bastante desenvoltura, que, entretanto, não é capaz de compreender o sentido político prático daquilo que defende! Como disse Lênin, não com as mesmas palavras, “o marxismo é uma ciência, e , como tal, precisa ser estudado”, e compreendido,eu acrescentaria). Emprestar à realização da Copa o ultimato presente em todo um programa de lutas estratégico pela conquista de um Estado de Direitos é o cúmulo da bravata voluntarista esquerdista. A Copa do Mundo não pode se converter, por obra de um desejo voluntarista, em momento da exacerbação da luta de classes,praticamente de criação de condições subjetivas para a tomada do poder, como foi, por exemplo, A Grande Depressão de 1929, a não ser na cabeça de um esquerdista porra-louca! Em um momento histórico como uma grande crise econômica,considerada em seu conjunto, pode-se lutar contra os objetivos do Capital, afirmando que “se não houver direitos”, então “Não Vai Ter” algo que esse capital deseja implementar para se safar da crise. A Copa do Mundo é apenas mais um evento comercial capitalista. Um evento,certamente, pleno de contradições, de interesses por lucros, enfim. Um evento com o qual nós, brasileiros, estamos plenamente identificados, orgulhosos que somos de sermos pentacampeões do mundo. E somente isso. Um evento que difere de outros como o Rock in Rio apenas pela escala ( e quantos black bloc ou militantes da esquerda que ora manifesta-se nas ruas estiveram presentes nesse último show, esquecidos de que ali também se realizavam lucros de “porcos capitalistas”). Porém, nem a Copa do Mundo, nem o Rock in Rio , são consequências da negação de direitos, pois esta negação se deve a um processo histórico que produziu a hegemonia de uma classe opressora sobre o conjunto da sociedade. Querer impedir a realização da Copa do Mundo em nome da falta de direitos, é o mesmo que pretender impedir a exploração capitalista dentro de uma fábrica, destruindo as máquinas. O Campeonato brasileiro de futebol difere da Copa como evento apenas pela escala de tempo, já que demanda 38 rodadas. Nele também se movimentam bilhões de reais, todos os anos. E aí? Valeria a pena apostar, então, na palavra de ordem, “se não houver direitos, então não vai ter campeonato brasileiro”?

Responder

    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    31/01/2014 - 12h52

    O que o articulista quis dizer com a frase “a palavra de ordem ‘Não vai ter Copa’, é apenas simbólica”? Reconhecemos que todas as palavras , em última análise, são apenas símbolos. Entretanto, sabemos perfeitamente o quanto esses símbolos e, sobretudo, a combinação desses símbolos podem ter consequências práticas. Do ponto de vista histórico, das ciências políticas, em geral, e do marxismo , em particular, palavras de ordem , assim como os programas políticos, são diretrizes que se quer imprimir a um movimento social. Nesse sentido, a diferença entre um programa e uma palavra de ordem deriva da diferença entre propaganda política e agitação política. Um programa político projeta-se no longo prazo, demandando muito tempo para ser explicado e compreendido por centenas ou, no máximo, milhares de indivíduos. Para isso, realiza-se conferências, congressos, encontros; lançam-se livros, vídeos, etc, para divulgar e facilitar a sua compreensão, difícil de ser sintetizada em poucas palavras. A marca simbólica da escritura de um programa é, portanto , a análise, o argumento, a dissertação prolixa. Já uma palavra de ordem é uma diretriz voltada para a ação imediata, de curto prazo, que deve igualmente ser seguida por um movimento social. Seu caráter sintético permite que seja compreendida imediatamente por milhões,ou, no mínimo, por milhares de indivíduos. Tanto em um programa como em uma simples palavra de ordem o que menos importa são os seus carácteres simbólicos ( a não ser que os símbolos não possam ser compreendidos ou dificultem a compreensão). O que interessa, de fato, é o seu conteúdo. O movimento como um todo, por ser espontâneo e incapaz de compreender, por si só, “o que fazer?”, pergunta: “como podemos superar o capitalismo?”. O programa responde: “com o socialismo”. Uma manifestação política pergunta, “para que lutamos, nesse momento?”. A palavra de ordem responde: por “terra, trabalho e pão”. Se lutamos para que não haja Copa, a menos que nos concedam direitos, e resumimos isso em uma palavra de ordem, então, é isso mesmo que estamos querendo dizer ao movimento, e nenhuma outra coisa cabalística. Se não era isso que queríamos dizer ao formular a palavra de ordem, então, fomos incapazes de ajudar o movimento a se orientar, e terminamos por semear a confusão e desorientação no mesmo, fazendo com que a luta assumisse objetivamente um sentido prático distinto daquele que pretendíamos.

sandra

31/01/2014 - 10h52

sei, na ucrânia os nazi tão saindo pra protestar, na frança a direita saiu as ruas para dizer que gays estão afetando seus direitos, fora outras manifestações da direita. hoje o que a gente tá vendo é ou a revolta fundamentalista religiosa ou de direita. manifestação é só de esquerda, sei. sai nas ruas em sampa só pra gritar contra a dilma e o haddad. põe fogo e o culpado é o trabalhador simples, dono do fusca. concordo com muitas reivindicações, não concordo é com as intenções de fundo, a opacidade, a incapacidade de gerar as manifestações e ter transformado o lema saúde e educação publica, gratuita e de qualidade em nada menos que nada. as ruas são pra todos. nunca é uma via só

Responder

Eduardo Rodrigues Vianna

31/01/2014 - 00h28

No dia 22 de fevereiro, eu estarei lá, mobilizado contra a Polícia Militar de São Paulo, e contra o governo do Estado.
Mas estarei principalmente em favor da PEC 51, pela desmilitarização e unificação das polícias, contra a verdadeira guerra fratricida que temos hoje, radicalizada pela simples existência da PM.
Sou comunista desde criança, não tenho nenhuma simpatia pelo PT, e não me interessa nada se a PEC 51 foi apresentada por um senador do PT. Penso que toda a esquerda, o PSTU, o PSOL e todos os outros, deveria estar apoiando e divulgando essa PEC, dia e noite, com toda a atenção que um assunto dessa magnitude merece.

Responder

Luís Carlos

30/01/2014 - 23h42

Há identidade de classe nas manifestações de rua? Há discussão, articulação de pautas dos trabalhadores nessas manfiestações? Quem as organiza discute com entidades de trabalhadores e movimentos populares? Ou apenas vai para rua sem marco de disputa de classe e esvaziamento da política defendendo que não existem classes sociais? Que tipo de organização de democracia participativa é defendida pelos manifestantes? Os participantes se ouvem, discutem, se organizão coletivamente? Preconizam alguma organização e articulação prévia e posterior para discutir pautas e estratégias coletivamente? Ou estratégia não existe, só tática? Se só existe tática e não estratégia não é movimento, nem popular.
Falam em defender direitos, porém quais direitos já garantidos pela Constituiçáo Federal defendem? Se lutam por direitos devem se fundamentar em marco constitucional pois direitos se fundamentam no Estado Democrático de Direito. Anarquistas que lutam por estado democrático de direito?

Responder

Luís Carlos

30/01/2014 - 23h30

Ser de esquerda é defender a classe trabalhadora.

Responder

    leprechaun

    31/01/2014 - 10h04

    a classe trabalhadora já foi faz tempo

    Luís Carlos

    31/01/2014 - 17h56

    Não, não foi. Mas há os que tentam acabar com ela permanentemente ou, os que negam existência de classes e da luta entre as mesmas, na tentativa de sufocar permanentemente os trabalhadores.

    leprechaun

    04/02/2014 - 10h36

    se vc pensa a classe trabalhadora em termos marxistas, sim, já foi faz tempo…desde os anos 70 o capital não se reproduz por exploração de trabalho, mas sim pela ficcionalização de categorias como capital financeiro. e isso não é produto da maldade de alguma classe ou algum sujeito sádico que quer sufocar a classe trabalhadora, mas de estruturas que atuam “por trás das costas dos sujeitos”.

    ricardo

    04/02/2014 - 20h36

    O marxismo já foi, mas o submarxismo está a mil.

Cibele

30/01/2014 - 22h33

Ei, Viomundo! Olha que boa notícia!

http://www.ocafezinho.com/2014/01/30/helena-chagas-sera-demitida/

Responder

Pedro

30/01/2014 - 17h54

Não brinque de filósofo que não vai dar certo.

Responder

    Joca de Ipanema

    30/01/2014 - 18h56

    Ele descobrirá isso mais cedo do que imagina Pedro. As últimas manifestações foram nitidamente uma coisa de uma MINORIA, nada mais. Para ampliar essa pífia participação, cometem, ou dão ensejo a que esses atentados a ordem pública sejam perpetrados, por pessoas de interessadas em desestabilizar país. Já ocorreram manifestações de repúdio, vaias e até com certa violência, por parte da maioria de brasileiros que quer ver o sucesso do evento com o qual nosso país foi distinguido e saberá honrar seu compromisso. Quem estiver pelo meio,entravando, que assuma suas responsabilidades. Este carnaval não vai ser igual àquele que passou…

    leprechaun

    31/01/2014 - 10h06

    a maioria não tá nem aí pra copa, já sabem que a copa é no brasil e não para o brasil, só estão pensando nos trocadinhos que podrão ganhar com a vinda dos turistas….torcer, o povo torce em qq copa, seja no brasil ou no cazaquistão

Edfg

30/01/2014 - 16h35

“No mundo onde cresci, violações a direitos são ações de direita. Protestar contra essas violações é uma ação de esquerda.”

Depois de ler isso resta-me perguntar ao selenita que escreveu tamanha besteira se no mundo dele Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, Kim Jong-il (para não falar nos cubanos, porque a galera aqui fica toda empolada)eram democratas e humanistas.

Responder

    Leo V

    31/01/2014 - 11h50

    Você deveria julgar se esses personagens são de direita ou esquerda a partir da definição dada por ele, e não questionar a definição dele partindo do pressuposto que esses personagens são de esquerda.

    Edfg.

    04/02/2014 - 10h32

    Heeeiinnn?? Vc reparou a besteira que vc disse? O que eu critiquei foi justamente a definição imbecil e historicamente falsa que ele apresentou. “Pressuposto”??? Vc só pode ser um comediante.

Renato Nucci Jr.

30/01/2014 - 14h54

Impressionante o que um carguinho público comissionado não faz. Transforma garotos incendiários que queriam mudar o mundo a qualquer custo, em grandes defensores da ordem burguesa.

Responder

Leandro_O

30/01/2014 - 13h14

Os comentários do tipo: “ah, e por que não reclamaram antes??” não procedem por vários motivos.

1. caso se tratasse de algo realmente democrático, deveria ter havido um plebiscito antes de comprometer o país inteiro.

2. o ano era 2007, portanto foi antes da crise mundial de 2008 que arrochou “meio mundo” e foi muito antes das manifestações de repercussão mundial como a Primavera Árabe e o Occupy Wall Street, isto é, o cenário propício para protestos era outro.

3. mesmo assim houve quem reclamou sim senhor. Juca Kfouri é um dos exemplos, conforme escreveu: “O Brasil pode fazer uma Copa do Mundo brasileira no Brasil. Não pode querer fazer a Copa do Mundo da Alemanha no Brasil. […] O diabo é que não há nenhum motivo para acreditar que quem está à frente do projeto mereça a nossa confiança.”[1]. Juca Kfouri também replicou textos de outros como em: “Que Brasil disputará a Copa de 2014?”, por Roberto Vieira:

“O Brasil vai ser a sede da Copa do Mundo de 2014!

Mas perguntar não ofende: Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?

É a pergunta que anda nos céus, anda nas bocas dentadas e desdentadas de milhões de brasileiros.

Qual o Brasil de 2014?

O Brasil dos jogadores geniais, prodigiosos, ímpares?

Ou o Brasil dos 22 jogadores na Ucrânia, Turquia e Polônia?

Algum jogador brasileiro saberá falar português em 2014?

Ou seremos como a Irlanda, um país mais populoso no estrangeiro que em seu próprio território?

Qual o Brasil de 2014?

O país dos sequestros, dos bondes, dos Bopes?

Ou o país deitado em berço esplêndido e abençoado por Deus?

O país das favelas em progressão geométrica?

Ou o país que derrotou o analfabetismo?

Qual o Brasil de 2014?

O país em que a justiça e a cidadania sejam favas contadas?

Ou que ainda sejam cartas fora do baralho?

Haverá fome no Brasil de 2014?

Haverá filas nas emergências hospitalares?

Ou haverá apenas uma Arena no meio da selva tropical com propaganda multinacional?

A final da Copa de 2014 não será disputada em julho de 2014.

A final da Copa será disputada a cada dia dos 2000 dias que temos para organizar a Copa.

Porque, por enquanto, a Copa é apenas dos empresários e dos políticos.

Falta muito para que ela possa ser a Copa do povo brasileiro.

Povo que deveria se perguntar, desde já:

Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?”

[1] Copa do Mundo de 2014: o Brasil pode, Juca Kfouri, 01 ago 2007
http://blogdojuca.uol.com.br/2007/08/copa-do-mundo-de-2014-o-brasil-pode/

[2] Que Brasil disputará a Copa de 2014?, em 30 out 2007
http://blogdojuca.uol.com.br/2007/10/que-brasil-disputara-a-copa-de-2014/

Responder

    anac

    30/01/2014 - 14h39

    A realização da Copa no Brasil depois da de 1950 era um anseio de todo o povo brasileiro,o que gosta de futebol, claro. O México sediou a de 1970 e 1984. E ainda sediou uma Olimpíadas.

    Era a vez do Brasil, cinco vezes campeão do mundo, depois de 64 anos, sediar uma, não obstante as inúmeras mazelas que assola o país.
    A Africa do Sul sediou a de 2010, não obstante as inúmeras mazelas que assola aquele país recém saído de um apartheid.

    O momento para ser contra foi na candidatura. E com certeza absoluta se as manifestações tivessem sido feitas naquela época hoje não estaríamos sediando uma Copa. A imprensa não foi contra muito pelo contrario. E na época poucos se manifestaram nesse sentido.
    É um direito do povo fazer manifestação desde que pacifica e com respeito ao direito daqueles que querem a copa.

    Mas já que estamos falando em eventos esportivos, em que parcela do povo brasileiro acha que o Brasil não tem condições de realizar, não seria o momento de fazermos uma consulta ao povo por plebiscito ou o quer que seja para saber se se desejamos as Olimpíadas?

    Renunciaríamos em tempo, se é que há tempo para isso.
    O povo dará seu veredito, dirá sim ou não. E será ele o responsável pela realização ou não.

    Leandro_O

    30/01/2014 - 14h49

    Outra coisa importante: em 2007 praticamente só havia o Orkut no Brasil como rede social, com 15,2 milhões de usuários. Já no começo de 2013 o Facebook despontava com 67 milhões.

    Ulisses

    30/01/2014 - 19h52

    Em 2007 ninguém chiou quando o Presidente Lula aprovou a copa no Brasil. Vocês, PSDB disfarçado só estão aproveitando o motivo para tentar tirar votos da Dilma. O resto é conversa fiada, história para boi dormir, papo furado, abobrinha e outros adjetivos. O golpismo começou com a palhaçada do mentirão e do julgamento estratégica mente montado pelo circo STF e seu Barbosa (vide post do Miguel do Rosário e a armação barbosiana), mídia PIG de porca mesmo e partidos sem votos como o PSDB, DEM PSOL e PSTU que de tão esquerda fez um 360º e virou direita tola! As suas argumentações sociais são de fazer tirar lágrima de crocodilo! O país nunca em sua história esteve em uma situação social tão boa e só não está melhor por que o PT tem apenas 11 anos de governo, se ficar mais 10 este país será uma das maiores potencias mundial. Saímos de 8º economia com Itamar para 13º com o palhaço do FHC! Em 11 anos voltamos a ser a 6º ou 5º economia do planeta e isto com forte atenção social reconhecida no mundo, tanto que as metas da OMS e outras instituições foram superadas pelo Brasil antes do tempo proposto. Finalmente a copa gerará um retorno estimado de 140 bilhões de dólares, os gatos com os estádios é apenas 30% dos 24 bilhões de dólares investidos, grande parte pela iniciativa privada. Os investimentos em estrutura de mobilidade, hotelaria e turismo são 70% da obra. Seu chororó é apenas trololó de oposição mais perdida que cego em briga de foice, por que na democracia, vocês não tem votos!

    Leandro_O

    31/01/2014 - 09h28

    Está aí: exemplo perfeito do pensamento binário! Nunca votei no PSDB, sempre votei no PT. Isso não significa que não posso ter minhas próprias convicções. Só “petezetes” mesmo para vincular o sangue ao partido, daí fica assim, sem opinião própria. Que mundinho preto e branco hein!

museusp batista neto

30/01/2014 - 13h04

Não me engana que eu não gosto de ser enganado. Vc tem razão no mundo que vc cresceu (e aprendeu?) a esquerda era isso mesmo só que agora a esquerda parece ser mais aquela que se associa à direita por oportunismo casuista como fez na luta pela extinção da CPMF que hoje completa o montante de 350 Bilhões de receitas da saúde perdidas e depois vem em ano eleitoral querendo derrubar uma conquista do pais porque tem um viés e apelo eleitoral inarredável. Vc tem razão. vamos ter que reaprender o que eh isso que chamavamos de esquerda. Alias o Safatle já ta dizendo que ta na hora de rever esses conceitos e tem razão. Essa esquerda tá mais pra camaleão ou aquele manto de invisibilidade do “Predador 2”!! Ora eh meio furta cor, ora eh translucido e vai se moldando ao sabor das alterações de luz do cenario.

Responder

    roberto

    31/01/2014 - 11h14

    Concordo, esta esquerda que não tem qualquer projeto apenas aderem a máxima de seita “contra tudo”, principalmente contra PT Lula e Dilma, e costumeiramente associa-se, de forma oportunistas, com a direita para tentar desestabilizar o governo petista, esta esquerda não merece qualquer respeito, ela sórdida , canalha e invejosa, entre elas estão os partidos sem votos e sem representação como, O “ressentido PSOL” e o PSTU estes 2 nanicos que não chegam a 1% do eleitorado .

Luís Carlos

30/01/2014 - 11h35

Qual manifestação do MST foi usada pela direita contra governos populares de Lula ou Dilma? Nenhuma, e muitos podem ser tão esquerda quanto o MST, mas ninguém mais do que o MST.

Responder

    Leo V

    31/01/2014 - 11h55

    Ou seja, tudo está submetido à contabilidade eleitoral. Inclusive a legitimidade de um movimento ou causa. S ajuda a popularidade da Dilma é de esquerda, se prejudica é de direita.

    Acho que você não entendeu o texto. O autor justamente argumenta que se deve analisar a legitimidade de uma causa em si mesma, e não em consideração a números eleitorais.

    Eu não quero esse mundo onde tudo se reduz e é submetido aos interesses de um partido.

    Luís Carlos

    31/01/2014 - 18h25

    Eu não quero que o mundo seja submetido a interesses de pequeno grupo que não dialoga com trabalhadores e faz o que bem quer sem ouvir e dialogar com trabalhadores, amedrontando pessoas comuns. Seja partido, tática ou movimento. O terror seja de Estado, de Partido, de “táticas” ou do capital, é sempre terror e nunca será democracia e participação popular.

    Luís Carlos

    31/01/2014 - 18h36

    Você não se preocupa com números eleitorais? E como trabalhadores defenderam seus interesses institucionalmente? Com golpes de Estado? Com terror? Jogue no lixo as conquistas dos trabalhadores por não se preocupar com eleições. Dizem querer discutir direitos? Como? Em Estado sem eleições? Sem constituição? Foram através de eleições que os trabalhadores brasileiros garantiram vários direitos. Recordo apenas a última assembléia nacional constituinte. Os trabalhadores asseguraram ali, entre outros direitos a saúde universal com o SUS (que hoje alguns sequer conhecem e dizem para “enfiar centavos” no SUS). O ECA advém daquela eleição. Inúmeros direitos trabalhistas foram assegurados naquela eleição. Para quem afirma querer assegurar direitos o que só pode ocorrer em Estado Democråtico de Direito, com e através de eleições, seus desdém por eleições e conquistas dos trabalhadores através delas é grande incoerência. Para todos trabalharemos eleições são importantes. Caso contrário, o que resta é ditadura, e isso, os trabalhadores brasileiros sabem muito bem o quê é o cheiro que tem e não querem mais isso. Os que querem, certamente não são trabalhadores.

    Leo V

    31/01/2014 - 12h00

    Entrevista com Stedile, do site do MST:

    “Quais as expectativas do MST para 2014?

    A nossa expectativa é de que em 2014 continuem as mobilizações de massa no Brasil, para que a verdadeira política seja debatida nas ruas. (…) E tudo isso só mudaremos com uma reforma política. E ela só virá se o povo for para as ruas. E eu espero que ele volte logo.”

    http://www.mst.org.br/node/15598

    Se o critério de ser de esquerda é MST, então acho que você está na direita.

    Luís Carlos

    31/01/2014 - 18h17

    Sempre agredindo a quem discorda de você? Acusar outros de intolerância sem enxergar em si mesmo aquilo que acusa em outros.
    O texto do MST que citas explicita exatamente o que disse. MST não é massa de manobra. Sabe o quer e tem método e liderança. É Movimento e não faz discurso contra partidos, sabendo dos limites, diferenças e papéis de cada m em uma democracia. Sabe quem é seu aliado e quem é seu inimigo, nem por isso deixa de fazer críticas a governos trabalhistas, ou se deixar usar por inimigos dos trabalhadores. Nenhuma liderança do MST se lança às ruas para deixar manifestação do Movimento ser usada sem comando. Não usam de argumentos que alegam não conseguir comandar grandes massas.
    MST discute internamente suas estratégias e táticas, organização interna e externa, pauta e parcerias. Tem espaço de discussão interna e aposta na participação organizada, com outros movimentos inclusive, sem agredir ou atacar fisicamente integrantes dos mesmos.
    O reducionismo da pauta que tanto acusas em teus adversários de debate está encravado em teus argumentos, sempre aludindo exclusivamente a ser contra ou a favor do governo. Com tua defesa da versão Black Bloc que jogou responsabilidade sobre motorista por ter fusca dele incendiado, que tipo de governo teríamos? Acusar trabalhador de ter jogado carro contra chamas para defesa dos que atearam fogo na via. Em que difere essa prática do que acusas em governo e “governistas”?
    Espero que não saibas jamais o peso de ser preso, torturado, ou ter familiar nessas condições ou assassinado. Pois muitos passaram por isso para que tu e tantos milhões de brasileiros pudessem estar nas ruas hoje, não contra trabalhadores e em manifestações sem liderança, mas para defenderem as conquistas históricas de todos trabalhadores, sem jogar fora nenhuma dessas conquistas ou pisar nessas pessoas.
    Como te disse em outro post, a história não começou ontem e não termina amanhã. Quem vai para rua tem que assumir a responsabilidade dos seus atos e carregar consigo a história das lutas sociais dos trabalhadores, e não se desfazer ou desdenhar delas.

    Luís Carlos

    31/01/2014 - 18h19

    Na direita está quem nega classes sociais e luta de classes. Quem nega a importância de movimentos e partidos que representem trabalhadores. Esse não é o meu caso.

    Leo V

    31/01/2014 - 21h56

    E quem está negando movimento dos trabalhadores e a luta de classes?

    Oras, a luta de classes está debaixo do nosso nariz. Mas não confunda classe trabalhadora com organizações oficiais. E classe trabalhadora não é só operário de macacão com bandeira de CUT.

    Agora, não, a entrevista do Stedile vai contra tudo o que você disse. Se o MST é sua referência de esquerda, você está na direita.

    O MST foi a favor das manifestações ano passado e é a favor das manifestações este ano.
    Fora a semana em que a mídia inflou os protestos com coxinhas e tentou desvirtuar o conteúdo, as pessoas que foram e estão indo ás ruas são de movimentos sociais, militantes, pessoas com sensibilidade de esquerda em sua imensa maioria.

    Luís Carlos

    01/02/2014 - 00h17

    Você já colocou os pés em um acampamento do MST? Já esteve com mulheres trabalhadoras rurais? Já esteve em marchas da via campesina? Já esteve com crianças estudando em barracas de lona preta debaixo de sol escaldante? Se não, por favor, não me venha com “você está a direita”, como se ir às ruas de SP em pleno regime de democracia política fosse a invenção dos movimentos de esquerda, e nada além disso fosse esquerda. Você não inventou a “esquerda” nem será o último a lutar nela e por ela. Quando tu sujares teus pés de barro e trabalhares com uma enxada na roça para ganhar teu sustento e souber o que é ser pequeno trabalhador rural e viver de sua própria produção sem as facilidades da vida urbana, sem o transporte urbano, sem acesso à saúde nem escola no campo, talvez tenhas oportunidade de entender o que é luta de classes, e servirá às causas dos trabalhadores sem desdenhar das lutas e conquistas destes. Não sabes o que é viver da roça antes do PRONAF? Sabes o que foi a “revolução verde”? Sabes o que é a luta libertária do campo contra impérios como a Monsanto? Eu sei. Sou filho de agricultor que me dizia para não ir com ele para roça, mas que eu tinha que estudar. Não me venha com essa conversa de “estar à direita”, nem da tua, nem de “Deus Pai, Todo Poderoso”. Tua arrogância, como se tu fosses a esquerda desdenha da história. História dos trabalhadores brasileiros, que desde muito antes de tu nasceres lutavam por direitos conquistados e que, talvez tu nem saibas que temos, e ainda és capaz de achar pouco, ou nada, ou de direita.
    Sim trabalhadores não são apenas representados pela CUT em seus “macacões”. Mas por todas entidades que lutam pelos trabalhadores sem negar a luta de classes e que sabem quem são os inimigos dos trabalhadores e o papel de movimento e partido em uma democracia, como MST, CONTAG, CUT, Margaridas, junto com movimentos populares, para fazer valer interesses da classe trabalhadora e direitos, conquistados na luta social e política, e legitimados no embate institucional de eleições!! Para eleição você tem que ter partidos. Se não quer a via democrática eleitoral, você tem a opção da “tática” e do terror, mas não espere que trabalhadores, pessoas simples apoiem isso. Os adoradores da guerra e da violência, imperialistas que louvam o terror de Estado certamente querem sempre evitar a via democrática, impondo, através do medo e do terror a força e regimes de “exceção”. A quem interessa as ruas não com movimentos sociais e partidos se manifestando democraticamente? A quem interessa a violência e imagens selecionadas de caos? Não aos trabalhadores. Igor está equivocado. A rua não tem exclusividade para esquerda. A direita vai para rua com seus slogans chauvinistas e métodos fascistas, nem um pouco democráticos e participativos. A marcha da Família, tradição e propriedade foi o que? foi A esquerda nas ruas???? Foi a direita reacionária e virulenta, moralista ultradireitista. Ou Igor se esqueceu disso? E sabemos, pela experiência ou pelo bons livros de história, o que veio depois. Quanto erro histórico! Quanto desprezo pela história!
    Democracia política é participação, e participação não é caos, terror e medo dos cidadãos. Participação não é apenas passear nas ruas com cartazes. Exige organização e presença. Exige envolvimento, discussão, tolerância e capacidade de escuta e proposição, compromisso de classe. Os que optam por essa tática do terror e do medo esvaziam as ruas de política e de democracia. Lutam contra trabalhadores e suas conquistas.

    Eduardo Rodrigus Vianna

    02/02/2014 - 06h53

    Rapaz, eu nunca estive tão convicto pelo MST quanto estou neste momento.
    Realmente acredito que a mobilização pelo plebiscito da reforme política, tal como defende o MST, poderá ser o grande momento da esquerda.
    No dia 22, todo mundo pra rua!

    Leo V

    03/02/2014 - 12h05

    Ok,

    Agora o critério de ser de esquerda não é mais o que o MST diz, mas ter sujado os pés de barros etc.

    Estou apenas seguindo a sua lógica Luis Carlos. Foi vc que que colocou o MST como referência do que era esquerda.

    Já fui em acampamento do MST em beira de estrada… mas não vou ficar expondo curriculo aqui. Para mim bastou, já fiz o ponto.

Renato Nucci Jr.

30/01/2014 - 10h39

Quem faz o jogo da direita não são os manifestantes que protestam, mas, um governo que até hoje não avançou na ampliação de direitos para a maioria da população. Quem faz o jogo da direita não são os manifestantes, mas, um governo que se alia ao agronegócio para boicotar a demarcação de terras indígenas. Quem faz o jogo da direita não é a juventude que ocupa as ruas, mas, um governo que reserva metade do orçamento público para remunerar os detentores de títulos públicos. Quem faz o jogo da direita não é a esquerda que protesta pelo Brasil, mas, um governo que entrega as riquezas do pré-sal aos interesses do capital internacional. Quem faz o jogo da direita no Brasil não são os jovens que exigem um transporte público decente, mas, um governo que ampliou as privatizações para acenar ao capital financeiro nacional e internacional que é confiável. Quem faz o jogo da direita não são aqueles que protestam contra a Copa do Mundo, mas, um governo que fornece bilhões de reais em empréstimos aos grandes monopólios empresariais nacionais e estrangeiros, enquanto os investimentos em saúde e educação são minguados. Os coxinha governistas, antes de acusarem os manifestantes de estarem a serviço de interesses obscuros, deveriam olhar para o próprio rabo. Pois quem faz o jogo da direita nesse país, é quem está sentado na cadeira presidencial do Palácio do Planalto, gerenciando os interesses do grande capital e se esquecendo dos interesses do povo brasileiro.

Responder

    joaquimm

    31/01/2014 - 10h43

    Quanto ingenuidade!!! Até parece que estamos numa sociedade pre-revolucionária – na porta do socialismo – cuja hegemonia corresponde as classes subalternas, trabalhadores e os capitalistas estão em fragilidades. Abra os olhos e observe que o domínio da civilização capitalista está no município, estado e nas organizações da sociedade civil.
    Tem setores da esquerda que vive nas nuvens do céu, mas está sentado no sofá ou cadeira giratória com ar condicionado, na terra. Pense em guerra de posições e guerra de movimentos. Ler Gramsci ajuda na compreensão da realidade.

    roberto

    31/01/2014 - 13h35

    Sua retórica sem base , com discurso e jargão de esquerdista da década de 60, é tão oco que não merece ser levado a sério, vocês deveriam expor uma alternativa a sociedade. Talvez romper definitivamente com o capital. Agora , negar os avanços sociais do governo popular do PT é ser cego ou agir de má fé, graças a Deus o PT conseguiu mesmo com um governo de coalizão com a direita, pois o PT não ganhou o POder ele ganhou apenas as eleições, mesmo com as contradições de alianças conservadoras, conseguiu relevantes e históricos resultados para a maioria da população , coisa que partido esquerdistas, com este discurso revolucionário de seita, nunca alcançariam.

Antonio Lopes

30/01/2014 - 10h31

O objetivo dos protestos contra a copa é derrubar o governo do PT, sem ladainhas e teorias para justificar outro fim. Vamos ser sinceros e portar essa bandeira “fora PT, fora Dilma” como sempre foi, agora eu estarei do outro lado para impedir isso. O Brasil somente tem dois lados ; ou você está com o PT ou você está contra o mesmo. O mundo pode ser multipolar mas o Brasil é bipolar !!!!

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Roberto Locatelli

30/01/2014 - 10h04

Ah, a hipocrisia de certas pessoas que se dizem “de esquerda”…

Responder

Alexandre Coelho

30/01/2014 - 09h00

Caro Igor Ojeda
Não vejo problema algum na opção das pessoas se manifestarem contra a copa. Desculpa, mas é muita pretensão achar que manifestar contra copa o faz ser de esquerda, daí prá lá, tem um longo caminho. Há uns oito anos, quando o Brasil participou da disputa e ganhou, ela foi celebrada. Não seria esse o momento de se opor? Só não entendo por que na hora dela acontecer, nas vésperas da eleição, querem que ela não ocorra. Por mim ela não teria nunca, o futebol foi dominado pelo capital, os times não representam mais um bairro, cidade ou estado, hoje não passam de um CNPJ, mas parece que a população não pensa assim. Mas quem tá ligando para a população?
Tudo bem, e se não tivermos a copa, o que vamos ganhar?
Nenhum centavo destinado à saúde ou educação foi desviado em favor da copa. Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra. Se temos problemas para resolver no Brasil mais importantes que o evento da copa, é sinal mais do que evidente de que temos coisas mais importantes para brigar do que o não acontecimento dela. Temos que brigar por mais impostos para ricos e menos para pobres, temos que brigar pelos corredores de ônibus facilitando a vida dos trabalhadores, temos que brigar pelo fim do financiamento privado de campanhas, temos que brigar por um judiciário ilibado, pela regulação da mídia o nosso inimigo número 1, contra sonegadores como a Globo, pelo fim de desvio de dinheiro público como ocorre há 20 anos em São Paulo (Metrô, ISS, etc), contra o silêncio sobre o Helicóptero com meia tonelada de pó, brigar pela educação, pela saúde, pelo Marco civil da Internet (neutralidade da rede) etc. Para mim, qualquer um desses exemplos seriam conquistas infinitamente mais importantes que não ocorrência da copa, reais conquistas de esquerda mesmo. Tenho certeza, desde 1964, que ecoar os anseios da mídia é incompatível com conquistas da esquerda. Certamente deve haver muita gente bem intencionada com boas e legítimas causas nesse protesto, mas hoje ele está embalado num anseio midiático puramente político qual seja derrubar a popularidade da Dilma. Por isso entendo que a briga pela não ocorrência da copa é manipulação. Você sabe por que a mídia não quer a reeleição da Dilma? Por que caso seja reeleita, vai pesar sobre a Presidente uma forte e autêntica cobrança de esquerda: Lei dos meios.

Responder

    renato

    30/01/2014 - 10h03

    Disse- bem.
    Eu quero assistir a Copa em casa.
    Veja bem em casa…
    E que os Direitos Humanos vejam o que
    ocorre ao redor das construções dos
    estádios.
    Tinhamos aqui um companheiro reclamando
    que o seu ganha pão antes da construção
    do estádio vinha sofrendo para retirar
    seu bar de lá….
    Vamos indenizar legal e ver como se dá isto.
    Tem que estar bom para os dois lados..

    Gil Santini Pinto

    30/01/2014 - 12h45

    Alexandre, sua reflexão tem um alto conteúdo político que o Igor não apresenta, você apresenta pontos de lutas que deveriam compor um programa unificado de esquerda em manifestações e em discussões táticas e estratégicas, mas os micropoderes, as vaidades e prestigios impedem um diálogo fraterno. Nem o caminhão de som pode ser compartilhado!!! Aqui em Goiânia não tem jogo da Copa mas o poder político municipal não controla o poder econômico da especulação imobiliária; um grande shoping acaba de ser insstalado em área de preservação ambiental apesar da luta de aluno da geografia da UFG e de um solitário vereador petista, já escorraçado pelo partido.

Leandro_O

30/01/2014 - 08h36

Igor Ojeda, ou é “A” ou é “B”. Aqui no no Brasil adotaram o discurso de Bush filho: “quem não conosco está contra nós”. É o pensamento binário. Não pode criticar não.

Aliás, acrescente aí na sua lista o artigo 53 da Lei da Copa, já que equipararam a FIFA às mais importantes instituições públicas:
 
 
Art. 53. A FIFA, as Subsidiárias FIFA no Brasil, seus representantes legais, consultores e empregados são isentos do adiantamento de custas, emolumentos, caução, honorários periciais e quaisquer outras despesas devidas aos órgãos da Justiça Federal, da Justiça do Trabalho, da Justiça Militar da União, da Justiça Eleitoral e da Justiça do Distrito Federal e Territórios, em qualquer instância, e aos tribunais superiores, assim como não serão condenados em custas e despesas processuais, salvo comprovada má-fé.
 
 
LEI Nº 9.289, DE 4 DE JULHO DE 1996.

Art. 4° São isentos de pagamento de custas:
 
I – a União, os Estados, os Municípios, os Territórios Federais, o Distrito Federal e as respectivas autarquias e fundações;
 
II – os que provarem insuficiência de recursos e os beneficiários da assistência judiciária gratuita;
 
III – o Ministério Público;
 
IV – os autores nas ações populares, nas ações civis públicas e nas ações coletivas de que trata o Código de Defesa do Consumidor, ressalvada a hipótese de litigância de má-fé.

Responder

Guillermo

30/01/2014 - 07h24

Gostei do texto.
Só fico preocupado com a garotada sendo usada como bucha de canhão.
Sempre foi assim, como evitar?
Durante os protestos, algumas pessoas e grupos tocam o terror sim, quebram pontos de ônibus, batem em carros…
Todo ano tem carnaval, bancado com dinheiro público e não tem protesto?
Somando tudo quanto dá?

Responder

Ulisses

30/01/2014 - 06h50

Um pouquinho tarde para começar a reclamar não companheiro? Depois de anos da aprovação do evento no Brasil, de investimentos públicos e privados envolvidos na preparação, depois de criarem expectativa de que os estádios não estariam construído, agora que está quase tudo preparado, que o evento anterior, a copa das confederações mostrou ser possível, vem dizer que não vai ter? No ano do evento? Em pleno período eleitoral? Oportunismo cretino deste grupelho não? Devem ser de retardados, demoraram 5 anos para descobrir!

Responder

Alexandre Tambelli

30/01/2014 - 01h34

O problema central das manifestações contrárias a Copa no Brasil é ter em mente que elas vão servir de munição para as forças políticas da direita, e quem vai apoiá-las/financiá-las, através da mídia nacional, são os norte-americanos e o mercado financeiro: as forças principais do Capitalismo de hoje contrárias ao Governo do PT.

A mídia nacional está pouco se importando com o sucesso ou fracasso do evento Copa do Mundo e a imagem do Brasil interna e externa durante e após Copa! Ela representa o outro lado, e quer ver pegar fogo por aqui para derrotarem, através de um candidato alinhado com o Sistema Financeiro e submisso aos EUA, A Presidenta Dilma. Manifestações e violência, sejam bem-vindas!

Todos protestos tenderão a descambar para imagens de violência na TV, vozes alarmantes nos rádios e mais imagens de violência nas capas de jornais e revistas, nas redes sociais e nos grandes portais de notícia da internet.

Em São Paulo, o Governador Alckmin está alinhado nesse processo. Sua Polícia quer tocar fogo em tudo, é o dividendo do Estado de São Paulo, ele parece ser mais favorável à violência contra manifestantes do que o direito de manifestações pacíficas. Higienismo é plano social da elite que ele representa. O Plano eleitoral é muito mais o fracasso da Copa e as imagens de violência, incêndios e caos.

Imagina se o Governador paulista não vai ser incensado, e se os microfones não serão dados a ele, para dizer que a Polícia está em campo para impedir que os baderneiros ofereçam perigo ao cidadão comum na Copa. Ou, alguém acredita, que as reivindicações no texto elencadas vão ser alvo de reportagens da Rede Globo, da Band e do SBT, dos portais da internet e da quase totalidade dos jornais diários?

Onde é que o povão vai assistir as imagens das manifestações? No blog Viomundo? Ou na Rede Globo?

O que está em jogo é muito mais do que a Esquerda deve apoiar reivindicações X, Y, Z, se indignar contra a FIFA e a sua forma autoritária de promover a Copa do Mundo. A eleição de 2014 é o alvo.

A mídia nacional não tem escrúpulos. A direita política que temos hoje, na quase totalidade, também não tem. Essa gente vai fazer qualquer coisa para derrotar a Presidenta Dilma. Os caras parecem doentes. O vale-tudo chegou!

A Copa será um fracasso no noticiário, certamente. As manifestações serão mostradas como o troféu do Brasileiro: imagens de fogo, de quebra-quebra, de brigas, pancadarias, se existirem, serão o deleite dos editorialistas de plantão para o escarnio dos mervais da vida.

Não adianta ser ingênuo e crer que o interesse em mostrar manifestações pelo Brasil será porque a mídia nacional é boazinha com os black blocks e com a extrema-esquerda! Essa gente não tem amigos. Eles vão usar os extremistas para promoção do caos. Para tentar vencer a eleição através do medo, do pânico, do caos… Vai tudo no pacote. E a extrema-esquerda será a cereja do bolo: os radicais, os violentos e comunistas de sempre, não mais do que isso!

O que a extrema-esquerda precisa realizar são mecanismos capazes de trazer para o campo institucional uma parcela de Deputados e Senadores, capazes de ajudar ao PT, mesmo sendo oposição, na luta por aprovar Leis, Projetos de interesse do trabalhador e do povo brasileiro e impedir outros tantos desfavoráveis ao trabalhador e ao povo brasileiro.

Sair desse processo de culpar o PT por tudo. O PT só tem como se aliar com forças mais conservadoras que ele, excetuando o PCdoB. Cadê as bancadas do PSOL, PCO, PSTU e outras siglas à esquerda do PT? Na Democracia o voto é decisivo.

Lei de Médios, Reforma Política, Copa dos sonhos com um Congresso em sua maioria ideologicamente conservador e não esquerdista?

A extrema-esquerda deveria buscar mecanismos de ter votos para eleger Deputados e Senadores, se preocupar com o pleito de 1º turno. Senão sai o PT do Governo, e se elege um Congresso mais conservador ainda, com um Presidente de Direita. É a festa completa para as elites conservadoras nacionais!

Alguém já viu brasileiro votar em radicais?

Um alerta para a extrema-esquerda!

Fujam dos holofotes da velha mídia! Vocês são um brinquedinho nas mãos dela. Não deixem que ela edite suas ações, tudo tende a ser jogado contra vocês mesmos e por tabela contra o povo brasileiro, afinal vocês os defendem contra as forças do Capital, certo?

Quem não entende isso não tem muito futuro na Política brasileira.

Não se pode crer que as forças do outro lado vão dar uma de bonzinhos com a extrema-esquerda algum dia, certo?

Alguém acredita que um dia a velha mídia iria apoiar um candidato, por exemplo, do PSOL só para derrotar o PT? Claro que não! Mas utilizar a boa-fé de alguém do PSOL para beneficiar um candidato da direita e derrotar o PT, o dia todo ela fará.

Responder

FrancoAtirador

30/01/2014 - 00h19

.
.
Todos têm direito à manifestação pública e devem protestar,

mas uma parte da extrema-esquerda está viajando na maionese,

achando que estamos vivendo num estágio pré-revolucionário.

Não conseguiram colocar nem duas mil pessoas nas ruas do País.

Isso, com uma convocação diária nos meios de comunicação.

Ainda vão acabar levando, de novo, a classe média reacionária,

para a frente dos estádios (dentro já está), nos jogos da Copa,

para pedir ‘mais saúde’, privada, ‘mais educação’, particular,

e principalmente ‘mais segurança pública’. Aí, o pau vai comer.

Então, vai todo mundo da esquerda pra cadeia, cego de um olho,

e a Mídia Bandida fica fazendo a festa com o ‘Fora Dilma’…
.
.

Responder

lukas

29/01/2014 - 23h03

Quem quebra primeiro: Argentina, Venezuela, Petrobras ou Haddad?

Responder

    Antonio Lopes

    30/01/2014 - 10h37

    Argentina tem a segunda maior reserva de gás de xisto do mundo que agora começa a ser prospectado, a Venezuela tem reservas gigantescas de petróleo pesado e também leve, a Petrobras tem 25 bilhões no mínimo de reservas é ouro puro, o Brasil é a sexta economia do mundo ! quem vai quebrar a cara primeiro é vc com essas previsões estilo revista veja…….

zeca nobre

29/01/2014 - 20h32

sinceramente, texto pobre, sem conteuto, com o pre conceito anti avento. assim como legitimo protestar, legitimo estado usar guarda nacional anti destubios, NAO é verdade que nao tenha dinheiro estrangeiro, brack blocks é financiado SIM SENHOR, chamar psol de esquerda é ignorar nosso conhecimento, partido da igreja catolica com alguns militantes rachados com pt do em tempo,
o slogan “nao vai ter copa”foi criado a partir da globo,,, so assumido por alguns grupos, dito de esquerda, como pstu, alias uma pratica a tempos, como “fora sarney”, “cadeia para mensaleiros”, etc,,,
falar que grandes obras de mobilidade sao para transporte individual é viajar na maionese, pode ate ser contra copa, direito, ser contra obras do entorno que ficaram como infra, alias, o que se deveria protestar é por realizacao de menos obras que necessario, apesar de ser feito metro no rio, insuficiente, sao paulo idem,,,
outro jogo de palavras, confundir a repressao historica do governo de sao paulo, seja em manifestacoes ou contra populacao pobre com copa, a copa dentro do regime capitalista, é otimo investimento com retorno garantido em todos sentidos, do giro da grana ao retorno do impostos como propagand para turismo, se nao pode usar dinheiro em copa enquanto nao tiver dinheiro suficiente para saude, nao deveriamos ter faculdade publica enquanto tem analfabetos, muito menos bolsas para pos e doutorado, geralmente bando de parasitas de di nheiro publico,,,
mas questao central nao foi afirmada, e é legitimo, a oposicao tanto esquerda (que tenho dificuldade de identificar) quanto a direita com seus partidos, imprensa ministerio publico etc, estao usando a copa contra governo, obvio, assim como obvio que direito deles, agora tambem direito dos governistas defenderem evento, ne nao?
ca em nos heim, falar que problema da copa é pq tem denuncia de trabalho ilegal é forcar a barra em cima de inocentes,,,

Responder

    Wezer

    02/02/2014 - 15h31

    Quer dizer que a Globo, detentora dos direitos de transmissão da Copa e maior interessada no lucro que a mesma vai gerar é, ao mesmo tempo, a maior interessada em não ter Copa? Sei… Ta Serto Campeão.

lulipe

29/01/2014 - 19h46

E a esquerda caviar como fica???

Responder

    Ulisses

    30/01/2014 - 06h51

    Você sumiu! Que é que foi? Estava internado? Foi atropelado pelo Trensalão tucano?

ricardo

29/01/2014 - 18h57

Eu sempre protestei desde que me entendo por gente. Contra a falta de eleiçao direta, contra o Collor, contra a policia, contra a criminalizaçao dos movimentos sociais, contra privatizaçoes, ou seja, tenho curriculum pra mostrar. Se os protestos sao pra denunciar violaçao de direitos humanos, sao absolutamente justos e devem ser encampados por todos que tem consciencia. Mas…pelo menos nos protestos que acompanhei pessoalmente, este item nao foi levantado. O que vi foi odio irracional contra o PT, contra os mensaleiros, contra a propria esquerda que nem podia levantar suas bandeiras partidarias. A pauta direitos humanos so está sendo levantada agora. Por isto, eu tive um pouco de receio de embarcar nas jornadas de junho, mesmo considerando alguns pontos relevantes a serem discutidos. No meu entender, a esquerda nao pode se pautar pela midia, que joga 500 anos de dominaçao e problemas nas costas do atual governo. Tem que ter objetividade e apresentar reinvidicaçoes serias e propor soluçoes para os problemas. Muitas vezes, o despeito por nao ser capaz de influenciar decisivamente sobre a politica da coalizaçao causa muita frustraçao no proprio PT, mas isto so se resolverá qdo for possivel governar sem contar com o pmdb. Por isto, é importante que a esquerda se apresente pra disputar eleiçoes no legislativo e no executivo a fim de forçar o rompimento deste acordo de governabilidade que tanto atrasa o pais. A esquerda tem que apostar na democracia e vencer no voto.

Responder

    Ana

    29/01/2014 - 21h12

    Não poderia ter dito melhor! Principalmente nas últimas linhas. Votar unicamente em legendas de esquerda, em todas as esferas (União, Estados, Municípios), no Legislativo e Executivo e afastar o letal PMDB de vez

    Fabio Nogueira

    29/01/2014 - 23h06

    Cara, se você protestava contra Collor, Sarney, Renan, Jader e Ruralistas que assassinam trabalhadores rurais sem terra, indígenas e quilombolas, se você protestava contra a cartolas da CBF e da FIFA por dominarem o futebol e fazê-lo apenas máquina de gerar riqueza para poucos e pobreza para muitos, bem, você continua com todos os motivos para continuar saindo às ruas.

    Dinis

    30/01/2014 - 06h52

    Concordo Ricardo, estes protestos só ajudam a direita, que está desesperada para voltar ao poder e utilizam os inocentes úteis da chamada “esquerda coxinha”.

Paulo de Campos

29/01/2014 - 18h43

E os usos que se faz das imagens, do caos, tao antigo CAos no Brasil?
Nao tenho duvidas da violação de um mega evento, mas e se a moldura do protesto for “contra politicos” ou “os corruPTos?”

MOvimento como o Passe livre é legitimo. Mas nao foi usado em molduras que nao se preocupavam nem um pouco com transporte publico?

Está em jogo o controle de um país, (e nesse país uma economia. Estão em jogo fortunas, e máfias. preconceitos e raiva.

POuco querem saber de ideais, e de movimentos. Por isso assisto, ressabiado, a amigos de esquerda e de direita alinhados em protestos,
(mas longe de invalidar movimentos) para valida-los precisamos amadurecer as idéias.

Responder

Alemao

29/01/2014 - 18h25

Como sempre tudo se resume a firmar o argumento de que tudo aquilo que é bom e puro pertence à esquerda e tudo o que há de pior à direita. Como é difícil haver qualquer debate sem cair nesse argumento canalha dos esquerdopatas

Responder

Fernanddo

29/01/2014 - 17h49

A Dilma também era chamada de terrorista quando lutava contra as violações a direitos na ditadura.

Responder

    Euclides Rodrigues de Moraes

    29/01/2014 - 20h34

    Caro Fernando, Alguns reparos as suas afirmações:
    1 – Dilma não era terrorista, era guerrilheira. Distinção: No primeiro ataca-se a população civil, visando causar terror e no segundo ataca-se alvos militares, visando derrotar o inimigo;
    2 – não havia só violações a direitos, mas a integridade física (tortura) e a própria vida (execuções); e,
    3 – por fim, tratava-se com você bem afirmou de uma ditadura e hoje vivemos em plena Democracia, não confundir com permissão à agir da forma que achar correta.

    leprechaun

    04/02/2014 - 07h47

    mas investir num grande negócio, cheio de fraudes, roubos, assaltos, extorsões de todo tipo, mortes por acidente de trabalho, etc daquela maneira como as coisas acontecem no Brasil sob qq governo, esperando o tal legado, ou seja, benefícios indiretos desse negócio, é apostar na lógica de mercado. Ou melhor, é a lógica do mercado em marcha, com a diferença que quem comanda o processo não é a exploração de trabalho, mas a revalorização do capital fictício. Aderir a lógica de mercado é ser de esquerda?

    Luís Carlos

    30/01/2014 - 11h32

    Vale ressaltar o que disseste no final de sua frase… …”ditadura”, uma “pequena” diferença do momento atual, e mesmo assim, cabe ressaltar qye ser guerrilheiro não é ser terrorista, mesmo em uma ditadura.

    Fernando

    30/01/2014 - 12h55

    Para a ditadura todos os guerrilheiros eram terroristas.

    MARCELO

    30/01/2014 - 14h31

    E a Dilma foi pra “democrática” Cuba.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Luís Carlos

    30/01/2014 - 16h32

    Para a dituadura o povo era um detalhe e a liberdade política secundária, e que hoje temos às custas de sangue de milhares de brasileiros que lutaram contra a ditadura civil-militar.

marcelo costa

29/01/2014 - 17h32

Essas viúvas do grande humanista soviético Josefh Stalin, além de anacrônicas, são mal informadas.

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Ana

29/01/2014 - 16h09

Perfeitas colocações. Pena não terem sido feitas e destinadas aos detentores do poder de fazer com que esses direitos acima pontuados se fizessem valer, ou, até, como o autor sugeriu, cancelar tudo a tempo, lá atrás, quando o país foi definido como sede…
Agora fica difícil.

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Sidnei

29/01/2014 - 14h36

Sei…
Enquanto se preocupa com pobres e direitos humanos, incedeiam-se fuscas 75, derrubam pontos de ônibus e depredam teatros.
Estranha esquerda essa aí!

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