VIOMUNDO

Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias

02 de julho de 2013 às 15h15

Helena Chagas, Roberto Messias e Fabrício Costa, respectivamente, ministra chefe, secretário-executivo e secretário de Comunicação Integrada da Secom

por Conceição Lemes

O governo federal é o maior anunciante do Brasil. Em 2012, os recursos destinados à publicidade de ministérios, órgãos e empresas estatais somaram R$ 1.797.848.405,13.

           Valor programado por meio — Governo Federal

Desse montante, 62,63% foram investidos em televisão. A Globo, sem contar seus canais pagos, obteve 43,98% das verbas para esse meio: R$ 495.270.915,28.

A TV fechada ficou com 10,03%: R$ 112.953.614,07.

Gráfico postado por Fernando Rodrigues, em seu blog

Jornais ficaram com R$ 146.579.482,64 (8,15%). Revistas, com R$ 142.218.890,06 (7,91%). E rádios, com R$ 137.626.894,74 (7,66%). Nos três meios, uma pequena queda em relação a 2011 devido à queda de circulação/audiência.

A internet, único meio em franco crescimento, está na rabeira: R$ 95.614.065,68, isto é, 5,32% dos investimentos.

Os dados são da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR). Foram gerados a partir de informações do Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP), que reproduz a previsão de uso de tempos e/ou espaços publicitários. Elas são oriundas dos pedidos de inserção encaminhados pelas agências de publicidade ao IAP.

Roberto Messias, secretário-executivo da Secom, divulgou-os no artigo Transparência e a desconcentração na publicidade do governo federal, publicado em abril no Observatório da Imprensa, onde afirma:

“É necessário explicitar, quantas vezes forem necessárias, os critérios técnicos de mídia da Secom. Se a publicidade de governo tem como objetivo primordial fazer chegar sua mensagem ao maior número possível de brasileiros e de brasileiras, a audiência de cada veículo tem que ser o balizador de negociação e de distribuição de investimentos. A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo” [grifos nossos].

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, a Associação Brasileira de Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Comunicação (Altercom) e especialistas em Comunicação, como o professor Venício Lima, da UnB (AQUI, AQUI e AQUI), criticam os chamados critérios técnicos: seguem a lógica mercadista; favorecem os grandes veículos em todos os segmentos, inclusive na internet; não refletem os hábitos de comunicação e informação do brasileiro; têm como única referência os parâmetros das grandes agências de publicidade e seu sistema de remuneração, onde o principal elemento é a Bonificação por Volume (BV); ferem a Constituição Federal, pois não garantem a pluralidade informativa.

A Altercom afirma: devido à atual política de distribuição de recursos federais para publicidade, em 2012 houve redução de investimentos publicitários na mídia alternativa, aí incluídos os sites/blogs de esquerda.

O Viomundo foi a Brasília entrevistar a ministra chefe da Secom, a jornalista Helena Chagas, sobre tudo isso. A viagem foi paga pelos leitores do site.

Participaram da entrevista Roberto Messias e o secretário de Comunicação Integrada, Fabrício Costa.

A ministra logo rebate:

— Todo mundo fica dizendo que estamos interessados só na audiência. Nosso interesse na audiência não é comercial; é levar a nossa mensagem a um número máximo de pessoas. Até hoje não surgiu um critério mais eficiente em relação esse objetivo principal, porque o critério da mídia técnica que usamos tem como base a audiência e o que agregamos a ele, a regionalização, que estamos intensificando cada vez mais.

A ministra nega que siga a lógica mercadista:

— Você diz que a nossa lógica é a da iniciativa privada, mas se olhar o quadro do investimento do mercado privado em publicidade é bastante diferente do nosso. Eles concentram muito mais nos grandes veículos por razões meramente comerciais. As minhas razões são de responsabilidade social.

A ministra contesta que a política de distribuição de verbas da Secom estaria sufocando os blogs de esquerda:

— Não é verdade. Os blogs/sites progressistas não pararam de receber recursos. O que há é que alguns querem mais, assim como praticamente todos os quase 9 mil veículos de nosso cadastro. E obviamente não há orçamento para aumentar substancialmente os investimentos. Além disso, com a entrada de novos veículos, os mesmos recursos acabam sendo distribuídos entre um número maior de sites e blogs.

Em resposta a e-mail desta repórter, a ministra (grifos dela) garante:

— Mantivemos o mesmo critério da época do ministro Franklin Martins, que também distribuía as verbas de publicidade pelo critério da mídia técnica, ou seja, da audiência. Está claríssimo na tabela que te enviei. Lá, você pode ver que houve um salto nos investimentos em sites/blogs de 2010 para 2011. Em 2010, os investimentos nesses blogs foram de R$ 1.690.846,57; em 2011, passaram para R$ 4.139.689,51.

E 2011, só para lembrar, já era governo Dilma e eu a ministra. Ou seja, o ano em que eles mais receberam foi no governo atual. A mesma tabela mostra que o investimento nesses blogs em 2012, ano eleitoral, foi de R$ 2.946.448,27. 

Neste ano de 2013, até abril já foram investidos R$1.176.020,23, e nesse ritmo ficaremos acima de 2012 e até de 2011. Portanto, está claro que não houve mudanças na política da Secom do governo passado para cá.

20 MAIORES INVESTIMENTOS NA INTERNET: DE ESQUERDA 2,4%; TRADICIONAIS 97,5%

Em 2012, dos R$ 95,6 milhões destinados à internet, os “grandes portais” ficaram com 48,57%. Aumento de quase 10% em relação a 2011. Já com os “demais sites” ocorreu o oposto: redução de quase 10%. Em 2012, couberam-lhes 51,43%.

A ministra justifica:

Foi só uma variação, porque 2012 é ano eleitoral. A gente fica proibida de fazer publicidade nesse período. A gente faz questão de cumprir a lei para não dar qualquer margem à acusação de que estamos usando publicidade federal para fazer campanha. Então, passamos vários meses sem fazer publicidade. Pode crer que em 2013 vai voltar ao patamar de antes.

Fabrício Costa, que foi para a entrevista com um calhamaço de documentos, exibe-os:

— Trouxe para não dar a impressão de que a gente faz com poucos. Essa é a lista de toda a nossa programação, TV fechada, aberta, tudo o que o governo faz. Aqui é só internet…

São muitas listas, na verdade. Esta repórter pede à ministra para ficar com a que exibe todos os investimentos em internet:

Podeaquiesce, sem pestanejar. 

— Com dinheiro, não! – corta Messias.

– Isso não dá! – reforça Fabrício.

— Com os nomes, sim, mas os investimentos, em respeito a essas pessoas, eu não quero. Você pode olhar aqui à vontade – recua a ministra.

– Isso revela até a negociação da gente – acrescenta Messias.

— A gente vai expor colegas, pessoas… Isso aqui o que é? – emenda a ministra.

— Os 20 primeiros, ano a anoinforma Fabrício.

– Os 20 primeiros sites, ano a ano. 2011 e 12, que são os mais recentes – comenta a ministra enquanto olha o quadro.– Você tem os grandes naturalmente. Carta Maior está entre os 20, Conversa Afiada, Bolsa de Mulher. Quem é o Bolsa de Mulher?

— É um bacaníssimo – entusiasma-se Messias.

— É um site feminino – adiciona Fabrício.

— Bacaníssimo… – insiste Messias.

— Eu nem conheço… – diz a ministra.

– E é bacaníssimo – repete Messias.

– É bacaníssimo, porque tem campanha segmentada para pegar mulher… – adere a ministra.

– Câncer de mama, o Dia Internacional da Mulher…– acrescenta Messias.

A Secom acabou nos fornecendo os 20 maiores investimentos programados em 2012, que mistura portais e sites, embora o título da sua tabela refira-se só a portais. A parte em verde é da tabela original. A cinza, acrescida, é nossa.

Algumas observações sobre essas informações:

* Os recursos para os 20 maiores somam R$ 66.276.934,82. Representam 69,32% do total investido na internet.

* As verbas privilegiam sobretudo os portais da velha mídia na internet e os de empresas internacionais que atuam no Brasil.

* Apenas três veículos da blogosfera progressista (Carta Maior, Conversa Afiada e Ópera Mundi) integram a lista dos 20 maiores em 2012. Juntos somam R$ 2.132.814,68. Ou seja, 2,42% da verba destinada aos Top 20.

* De acordo com outra tabela da Secom, os investimentos em sites/blogs progressistas atingiram R$ 2.946.448,27, em 2012. Ou seja, 3% do planejado para internet.

Esses dados põem por terra a mentira disseminada por profissionais da velha mídia de que o governo federal bancaria os blogs/sites progressistas.

A Secom financia principalmente os grandes portais e sites, de linha editorial conservadora, de direita. Reproduz, assim, na internet o critério adotado em relação à mídia tradicional, que, na prática, contribui para a concentração.

NOVIDADES: UMA PARA A MÍDIA ALTERNATIVA, OUTRA PARA A MINISTRA

Na entrevista, a ministra, entusiasmada, revela:

— A partir de uma conversa que tive no ano passado com um grupo de blogueiros, estamos fazendo um estudo comparado sobre mídia alternativa/internet de todos os países possíveis onde há mídia livre, democracia, grandes populações, diversidade cultural, étnica, religiosa, para saber quais são os instrumentos utilizados para estimular o que se chama aqui de mídia alternativa, pequena mídia. Enfim, nós estamos, sim, preocupados com este assunto. Nós estamos, sim, dispostos a continuar ouvindo propostas e sugestões e participar também do debate no Congresso.

Em resposta a um e-mail desta repórter, ela antecipa na quinta-feira 27 :

— Esta semana tive os primeiros resultados do estudo comparado. Estamos buscando formas de, sem acabar com o critério da mídia técnica, viabilizar estímulos ao setor. Há exemplos internacionais interessantes, como o da África do Sul, por exemplo, que tem uma agência de fomento à diversidade da mídia. Há uma proposta em estudo em comissão presidida pela deputada Jandira Feghali, na Câmara, que trata da possibilidade de haver linha de financiamento do BNDES. Tudo isso tem que ser estudado e discutido.

Como nem a ministra nem eu tínhamos sequer ouvido falar do Bolsa de Mulher, despertou-me a curiosidade de conhecê-lo.

De acordo com o Whois no site registro.br, o domínio do “bacaníssimo” está em nome de André Chaves de Moraes Leme. André, que já foi CEO do Bolsa de Mulher e ex-diretor executivo do Valor Econômico, é presidente do IG, onde ocupou anteriormente a vice-presidência. Em 2012, o IG levou no total R$ 5,7 milhões do governo federal.

Em 14 de fevereiro deste ano, informa o meioemensagem.com.br, o portal foi comprado pelo grupo americano Batanga Media, sediado em Miami. O Bolsa de Mulher, que diz ter 9,5 milhões de visitantes únicos, diríamos é pink clarinho.

Até hoje, 2 de julho, não foi atualizado. Consta ainda na sua página como sendo da Ideiasnet.

A seção Saúde, com base em 32 anos como repórter especializada na área, garanto, ministra, deixa a desejar.

SECOM NÃO INFORMA VERBA PARA REDE E ORGANIZAÇÕES GLOBO

Durante a entrevista, esta repórter questionou:

Se juntarmos a TV Globo aberta [nessa altura já sabia que nos R$ 495.270.915,28 programados para 2012 estão incluídas todas as afiliadas] e as emissoras fechadas do grupo, quanto toda a Rede Globo recebeu de recursos publicitários do governo federal?

— Podemos fazer, mas não é como a gente opera – diz Messias.

– Como operam?

— É por meio – informa Messias.

— A audiência absoluta das fechadas é muito baixa. Se você pegar o investimento, não sei se vai fazer uma grande diferença – diz a ministra.

— A gente vai estar juntando mamão, banana, laranja – desestimula Messias.

– Mas eu acho importante esse dado para os leitores terem noção do conjunto.

— Vamos tentar – anuncia a ministra.

– Podemos – reforça Messias.

Promessa não cumprida.

Outras promessas não cumpridas:

*Quanto as Organizações Globo receberam de verbas federais de publicidade em 2012? Dela fazem parte, além de TVs abertas e fechadas do grupo, os jornais O Globo e Extra, a rádio CBN, os portais G1 e Globo On Line, as revistas Época, Marie Claire etc…

*Quais as emissoras fechadas que receberam verba publicitária do governo federal em 2012 e quanto?

Em e-mails enviados a Helena Chagas, Roberto Messias e Fabrício Costa, solicitando esclarecimentos adicionais sobre alguns pontos, esta repórter reiterou as perguntas acima.

Em nota (íntegra, aqui), José Ramos Filho, secretário de Imprensa da Secom, respondeu:

Em relação ao seu pedido para que a SECOM faça um levantamento sobre as programações de publicidade oficial consolidadas por grupo empresarial, envolvendo todos os tipos de mídia de cada grupo e, também, para que sejam detalhados os sites programados por todo o Governo Federal, informamos: a SECOM não dispõe dos dados efetivos de todo o Governo Federal referentes a  pagamentos realizados a veículos e grupos de comunicação, uma vez  que inexiste previsão legal que atribua à esta secretaria, ou a outro integrante do Poder Executivo Federal, competência para processar os dados na forma solicitada.

Em resumo: Disse que a Secom não dispunha dos dados solicitados.

A repórter insistiu com a ministra e equipe.

Foram seis tentativas visando obter os dados sobre a Rede e as Organizações Globo e os canais pagos de tevê. A última, na quarta-feira 26. Na sexta 28, o secretário de Imprensa (na íntegra, aqui) respondeu:

Conceição, estamos tratando de duas coisas distintas. Sua solicitação inicial, pelo que entendemos, era sobre os pagamentos de todo o governo aos veículos, dados que nós não temos. Só temos informações dos nossos pagamentos, da SECOM. As informações de terceiros de que dispomos são apenas de planejamento de investimento, e não de desembolso efetivo. [grifos de José Ramos]

(…)

Os dados utilizados no artigo de Roberto Messias, por exemplo,  tinham o objetivo de dar uma visão geral dos investimentos em alguns segmentos de mídia. E foram precedidos de uma checagem prévia, que avaliasse a consistência com os resultados efetivos dos investimentos publicitários. Foi uma ação pontual, que consumiu recursos humanos caros à SECOM. A mesma divulgação, no entanto, não pode ser feita com as demais informações, que não foram submetidas ao mesmo trabalho de checagem, sob risco de cometermos equívocos. [grifos de José Ramos]

A tabela mostrada na entrevista foi de investimento programado em sites na internet, que foi encaminhada pela Ministra, sem valores conforme dito no encontro, apenas com o nome dos sites e referente ao ano 2012.

Tergiversação. Aos fatos:

1.Esta repórter não solicitou os pagamentos feitos, pois sabia que a Secom não dispõe desses dados, exceto os dela própria. No dia da entrevista, ficou absolutamente claro que os valores se referiam aos investimentos programados. Aliás, essa informação consta de todas as tabelas do texto de Roberto Messias, no Observatório da Imprensa.

2. Nessas tabelas, a Secom divulgou até os centavos dos investimentos. Logo, é impossível que não tenha as verbas programadas para todos os veículos e meios. Do contrário, nunca chegaria a cálculos tão minuciosos.

3. Ao longo da entrevista na íntegra, isso pode ser confirmado.

4. Para responder as nossas questões, bastaria fazer estas duas contas de somar, com os valores de publicidade previstos para os diversos veículos do grupo:

TV Globo + canais fechados = Rede Globo

Rede Globo + os jornais O Globo e Extra + Globo Online + G1 + Globo.com + rádio CBN + revistas Época, Marie Claire etc. = Organizações Globo

5. Para responder quanto e em que canais fechados estavam previstos investimentos, bastaria nos passar a lista que a Secom dispõe com os valores. Só que isso implicaria abrir os recursos programados para os canais pagos da Globo. O que, pelo menos aparentemente, a  Secom  não gostaria de fazer.

6. A lista de todos os veículos da internet apresentada durante a entrevista continha os valores planejados para 2012. A princípio, a ministra concordou em fornecê-la ao Viomundo. Mas recuou. Ficou acertado que poderia fornecer sem os valores. Também que os nomes dos portais/sites/blogs não viriam por ordem de investimento.

7. Na própria sexta-feira 28, imediatamente após receber por e-mail a resposta do secretário de Imprensa da Secom, devolvi-lhe: E quanto às verbas programadas para as Organizações Globo, Rede Globo (incluindo as fechadas) e a lista e valores destinados às tvs fechadas? Vcs não vão me enviar?

8. Para que não houvesse qualquer mal-entendido, telefonei-lhe também duas vezes [só consegui falar na segunda] para reafirmar, de viva voz, que eu nunca havia solicitado os pagamentos efetuados, que queria os investimentos programados e se eles iriam ou não fornecê-los.

9. Supondo que a Secom tivesse efetivamente achado que a minha solicitação inicial era sobre os pagamentos, essa era hora de ela esclarecer a questão semântica e nos fornecer as informações solicitadas.

Em vez disso, a resposta foi não. O secretário de Imprensa reafirmou ao telefone o que já havia dito no e-mail (texto acima). Outro e-mail na mesma linha nos foi enviado.

Resumo da ópera: A Secom sonega informações sobre os investimentos publicitários federais nas Organizações Globo, que faz campanha pesada contra o governo federal e a presidenta Dilma 24 horas do dia, todos os dias da semana, deturpando, manipulando informações, faltando com a verdade.

Diante disso, é impossível não concordar com o argumento recorrente dos leitores do Viomundo: O governo Dilma paga para apanhar.  E ainda pede bis, eu acrescentaria agora.

A seguir a íntegra da entrevista com a ministra Helena Chagas, da qual participaram Roberto Messias e Fabrício Costa. Nela tratamos disso tudo, inclusive do BV e da possibilidade de Henrique Pizzolato ir para a cadeia.

Viomundo – No primeiro e-mail que trocou conosco, a senhora disse: “Seguimos os critérios da mídia técnica e da regionalização, implantados por meu antecessor, e praticamente nada foi mudado de lá para cá”. O que mudou?

Helena Chagas — Nós ampliamos o número de veículos em nosso cadastro.

Foi na época do ministro Gushiken [Luiz Gushiken] que se discutiu pela primeira vez a ideia da mídia técnica. O Beto [Roberto Messias], há mais tempo aqui, me corrige se eu estiver enganada. Quando o ministro Franklin Martins chegou, ele implantou.  E chamou uma equipe da qual já faziam parte o Beto, a Yole [Mendonça], que até pouco tempo foi a secretária-executiva, o Fabrício [era assessor de Messias], que praticamente chegou junto…

Foi essa equipe que está hoje comigo que implantou o critério da mídia técnica. O que ela fez? Trabalhou para institucionalizar esse critério e formou um cadastro. Lembramos que em 2007, 2008, havia 400 e poucos veículos…

Roberto Messias – Não, em 2003, havia 499 veículos.

Helena Chagas – No início do governo [Lula], tinha 400 e poucos veículos nesse cadastro, hoje temos mais 8 mil. Então, não se pode dizer que nada mudou, porque, aos poucos, fomos ampliando, ampliando, ampliando. Nós estamos dando continuidade ao trabalho que foi feito antes. Posso fazer um parêntese para falar um pouquinho da mídia técnica?

Viomundo – Era exatamente o que eu ia perguntar.

Helena Chagas — Qual o objetivo da Secretaria de Comunicação de um governo? Levar a mensagem do governo a um número máximo de brasileiros possível, gastando o mínimo de recursos possível. Quer dizer: fazendo essa relação custo-benefício valer.

Nós trabalhamos com dinheiro público, dinheiro do imposto do contribuinte. A minha obrigação como gestora é aplicar bem esses recursos. Eu estarei aplicando-os bem quando a mensagem do governo, que pode ser de utilidade pública (vacinação, combate à dengue, por exemplo) ou de prestação de contas do que foi feito com o seu dinheiro (como uma obra aqui, um programa lá), chegar ao brasileiro que estiver mais distante.

Todo mundo fica dizendo que nós estamos interessados só na audiência. Nosso interesse na audiência não é comercial. Nosso interesse na audiência é levar a nossa mensagem a um número máximo de pessoas. Até hoje não surgiu um critério mais eficiente em relação a esse objetivo principal, que é dar acesso a todos os brasileiros a esta mensagem, do que o critério da mídia técnica.

Viomundo — Por quê?

Helena Chagas – Porque o critério da mídia técnica que usamos tem como base a audiência e o que agregamos a ele, a regionalização, que estamos intensificando cada vez mais. Então, uma parte dessa verba vai para os veículos regionais, que são as pequenas rádios, os pequenos jornais.

Por exemplo, seca no Nordeste. Precisamos que as pessoas saibam que elas têm direito ao bolsa estiagem e a outros programas federais. Eu tenho de dar um jeito de o governo chegar até elas nas localidades rurais, pequenas. Então, ou é a rádio bem pequeninha ou um carro de som na praça, orientando-as a ir ao sindicato, para pegar a sua informação…

Roberto Messias – Na Amazônia, para chegarmos às mulheres escalpeladas [problema recorrente na região; acidentalmente os cabelos se enroscam na hélice do motor de pequenas embarcações, arrancando o couro cabeludo, por vezes parte da pele do rosto e pescoço, levando a deformações graves], nós fazemos barco de som.

Helena Chagas — …Então a mídia técnica é o critério que adotamos para distribuir verba de publicidade. Eu nem gosto da palavra distribuir, pois a verba de publicidade não é uma verba que eu estou distribuindo para alguém. É um serviço que eu estou comprando para o brasileiro ter acesso à minha informação.

Viomundo – No texto do Roberto Messias, publicado no Observatório da Imprensa, está escrito: “Se a publicidade de governo tem como objetivo primordial fazer chegar sua mensagem ao maior número possível de brasileiros e de brasileiras, a audiência de cada veículo tem que ser o balizador de negociação e de distribuição de investimentos. A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo”.

Esse critério não segue a lógica mercadista, como se o governo fosse uma empresa privada?

Roberto Messias – Não!

Helena Chagas – Não. Veja bem. A programação deve ser proporcional à audiência de cada veículo dentro dos objetivos que a gente tem com cada ação de publicidade de campanha.

Por exemplo, numa ação de publicidade para as populações afetadas pela seca do Nordeste, eu não vou fazer em nenhum veículo grande de capital, já que elas não estão nas grandes capitais. Vou fazer nos veículos pequenos do interior do Nordeste.

Você diz que a nossa lógica é da iniciativa privada, mas se olhar o quadro do investimento do mercado privado em publicidade é bastante diferente do nosso. Eles concentram muito mais nos grandes veículos por razões meramente comerciais. As minhas razões são de responsabilidade social de quem está no governo e tem de servir à população. É muito diferente.

Viomundo — Não lida mesmo como se o governo fosse uma empresa privada?

Helena Chagas – De jeito nenhum!

Viomundo – Mas ao argumentar a senhora se apoia na audiência, que favorece os grandes veículos em todos os segmentos, incluindo internet. Esse critério não fere a Constituição Federal, que prevê estímulo à diversidade, à pluralidade informativa?

Helena Chagas – Acho que não. Veja bem. Eu sou totalmente a favor do estímulo à pluralidade, à diversidade. Agora, não acho que as verbas publicitárias tenham de ser necessariamente o instrumento desse estímulo.

A verba publicitária é uma verba que eu tenho de aplicar e o meu objetivo um, o alvo da mensagem, é chegar ao cidadão. Os outros objetivos são secundários.

Sou a favor do estímulo a favor da diversidade, acho que deve haver uma política de estímulo à diversidade, de estímulo às pequenas empresas de comunicação. Mas não acho que necessariamente ela tenha a ver com o uso da verba publicitária, que é uma compra. É uma aplicação de verba de mídia.

Inclusive eu vou te contar uma novidade. A partir de uma conversa que tive no ano passado com um grupo de blogueiros, que veio fazer essa reivindicação, eu mandei fazer um estudo comparado de todos os países possíveis onde há mídia livre, democracia, grandes populações, diversidade cultural, étnica, religiosa, para saber quais os instrumentos utilizados para estimular o que se chama aqui de mídia alternativa, pequena mídia. Enfim, nós estamos, sim, preocupados com este assunto. Nós estamos, sim, dispostos a ouvir propostas e sugestões.

Viomundo – Tem noção de como é no restante do mundo?

Helena Chagas — Nós já temos um pouco. Mas estamos esperando concluir o estudo, porque eu acho que ele pode dar ideias boas, que a gente possa discutir e aplicar aqui dentro de um processo de discussão também com o Congresso, com as entidades, dentro do governo.

Nós estamos completamente favoráveis a esse debate. Agora, eu pessoalmente não sei se isso deva ser feito com a verba publicitária, que é uma verba que tem de ser aplicada com um objetivo muito claro de levar a mensagem para um maior número de pessoas.

Você tem vários programas de estímulo às pequenas empresas no país, por que não estímulo às pequenas empresas de mídia?

Evidente que é uma discussão enorme e complexa. Primeiro, tem que delimitar o universo. Quem são as pequenas empresas? Qual é o corte que nós vamos fazer? É só internet? É impresso? É rádio? Eu acho que a gente tem aí um longo caminho a percorrer, para amadurecer alguma coisa nesse sentido.

Mas não sou contra. O que eu acho errado nessa discussão é contrapor: como a gente investe com o critério da mídia técnica isso aí é incompatível com o estímulo à diversidade.

Viomundo – E não é?

Helena Chagas — Não é, não é. Eu acho que pode ser feito de outra forma.

Viomundo — De que forma?

Helena Chagas — Eu não queria antecipar o debate, eu acho que isso tem de sair no debate. Essa conversa tem de continuar, inclusive com parlamentares. A minha dúvida é o que eu vou fazer. Vou acabar com o critério da mídia técnica e, aí, o que vai acontecer no dia seguinte? Eu posso aperfeiçoá-lo sempre.

Viomundo – Pelos dados da Secom, os investimentos do governo em publicidade na TV aberta aumentaram, embora ela só tenha perdido audiência em todos os segmentos, inclusive em novelas e telejornais.  Por que mesmo assim a Secom ampliou os recursos?

Helena Chagas — Na verdade, os recursos para TV estão estáveis. Saiu essa interpretação de que ampliou, porque os números de 2000 e 2001 eram abaixo de 60%.

O que aconteceu? Em 2000 e 2001, não havia critério nenhum. Nem de mídia técnica nem de mídia não técnica. E a medição dessa aplicação não me parece que fosse muito rigorosa ainda. Então a gente não tem muito como avaliar isso. Agora de 2001 para 2003…

Fabrício Costa – Desde 2006 para cá a gente vem mantendo essa mesma verba.

Helena Chagas –…Por quê? Porque pelos dados que nos chegam a televisão continua sendo para 96% da população no país inteiro o principal veículo de informação, entretenimento, etc. Nós não temos um dado que nos diga: a audiência geral de televisão caiu x para aí a gente diminuir…

Roberto Messias – Tem faixas, né.

Helena Chagas — …É, tem faixas, mas ainda é o meio que mais chega às pessoas.

Fabrício Costa — Você fala da queda de audiência. Internamente a gente observa isso canal por canal. Um canal que caiu, por exemplo, foi a TV Globo. Houve queda de participação da Globo, porque houve queda de audiência, mas houve aumento da TV fechada, por exemplo.

Helena Chagas — Então o que saiu da TV Globo não necessariamente saiu do meio televisão.

Roberto Messias – Posso fazer um parêntese da primeira pergunta que você fez? Outra coisa que mudou é que a gente tinha conseguido colocar no nosso cadastro, programando, tevês comunitárias. Tínhamos 74 tevês comunitárias e, agora, a legislação não permite que a gente anuncie mais.

Helena Chagas — E era importantíssimo que a gente colocasse nelas, porque chegam num público bem específico.

Fabrício Costa — E essa é outra característica da nossa atuação. A gente não faz com poucos. O governo é o único anunciante do mercado que faz com muitos. Passa essa impressão de que a gente concentra nos grandes, mas a gente faz da Globo até a pequena emissora, a TV Diário, em Fortaleza, uma tevê segmentada. Quando a gente faz plano, são planos muito abrangentes e que entram todos os veículos. Então não há uma concentração em poucos. Há uma desconcentração e a gente coloca dinheiro do meio para dividir entre eles.

Helena Chagas — Por outro lado, a internet está crescendo. E nós estamos crescendo também com ela. Ela ainda não é um meio que leva mais, mas está crescendo e vai continuar crescendo muito, sem a menor dúvida.

O investimento em internet passou o da revista. O dos jornais também teve uma queda sensível. Por quê? Porque realmente teve uma queda sensível de circulação.

Viomundo – No quadro 1 do texto do Messias, a TV, em 2010, correspondia a 54% dos investimentos, em 2012, a 62%. Aí estão incluídas as TVs abertas, as fechadas e as demais emissoras?

Helena Chagas – Aí, está incluído tudo, tudo, tudo.

Fabrício Costa — Onde há possibilidade de comprar publicidade no meio TV, o governo compra.

Roberto Messias — Todas.

Viomundo – No artigo do Messias, também está dito: “Os investimentos do governo em televisão ficam abaixo da média dos percentuais praticados pelo setor privado no Brasil. Para melhor exemplificar o diferencial da atuação, basta citar que nas campanhas publicitárias de empresas privadas o peso do meio televisão nos últimos dois anos foi superior a 70%, acima dos 62% do Governo Federal. A indústria financeira chega a aplicar mais de 73% dos investimentos publicitários em televisão”.

Por que você compara o governo com o setor privado? Por que o paradigma é o anunciante privado? Não é estranho já que estamos falando de um governo que tem uma função social, pública?

Roberto Messias – Na primeira pergunta que tu fez, tu fez esta questão. Se tu pegar, por exemplo, o banco Itaú, eu sei porque estudei a indústria financeira, ele tem mais de 80% investidos no meio televisão. E desses 80%, 98% na TV Globo, praticamente tem exclusividade de participação. No nosso caso, a gente fez um comparativo porque…

Helena Chagas – É só porque é de mercado publicitário também.

Roberto Messias — Exatamente.

Helena Chagas – Não temos que ser iguais a eles. E não somos. Só porque é o único parâmetro que a gente tem de comparação.

Roberto Messias – É para dizer que a gente que não está botando tanto lá. Tanto que os meus 62% de televisão têm uma distribuição muito maior em termos de veículos e títulos do que os 70% deles [Itaú]. Colocam nas quatro grandes, quando colocam…

Viomundo –  Agora, os investimentos na internet. De novo, vou recorrer ao texto do Messias. Em 2000, correspondiam a 1,33% da verba publicitária do governo federal. Em 2003, primeiro ano governo Lula, a 1,44%. Em 2012, a 5,32%. Um crescimento de mais de 500%. Em 2011, os “grandes portais” ficaram com 38,93%, enquanto os demais sites, com 61,%. Em 2012, os grandes portais com 48,57% e os “demais sites” com 51,43%. Por que em 2012 houve aumento dos recursos para os “grandes portais” e redução para os “demais sites”?

Helena Chagas – Foi só uma variação. Veja bem. Se você olhar, 2011 foi um ano melhor do que 2012. Por quê? Porque 2012 é um ano eleitoral. Por lei, nós somos proibidos de fazer publicidade no período eleitoral. Fazemos questão de cumprir para não dar qualquer margem à acusação de que estamos usando publicidade federal para fazer campanha. Então, 2012, nós passamos vários meses sem fazer publicidade, o que trouxe uma redução no ritmo de alguns investimentos em relação a 2011. Você pode crer que em 2013 vai voltar no patamar de antes.

Roberto Messias — Um mês antes da restrição determinada pelo TSE a gente suspende tudo regionalmente para não ter erro. Como a gente não tem controle sobre o que vai sair na rádio, no jornal do interior, um mês antes, a gente faz gestão com as empresas de governo para não correr risco de ter ações regionais e ser alvo de denúncias no TSE, mesmo sem ter condição. Aí, são privilegiados para campanhas de utilidade pública autorizadas pelo TSE, os sites de veiculação nacional assim como a televisão, que a gente consegue colocar e tirar mais rápido do ar.

Helena Chagas — Os pequenos acabam mais prejudicados, os sites regionais, porque gera essa distorção.

Fabrício Costa – E a leitura que tem que contar é a da evolução. A gente está caminhando, ano após ano, a ter a inclusão de mais sites. Desconcentrar esse processo como é da nossa premissa.

Viomundo — Que sites estão incluídos nos 51,43% de 2012?

Helena Chagas – Os pequenos? Mostra a lista para ela, nós temos uma lista imensa…

Fabrício Costa – A gente trouxe  para não dar a impressão de que a gente faz com poucos. Essa é a lista de toda a nossa programação, TV fechada, aberta, tudo o que o governo faz. Aqui é só internet…

Helena Chagas – Isso é só internet. Estão por ordem de investimento?

Fabrício Costa – Estão.

Viomundo – Posso ficar com isto [listas com todos os investimentos de internet]?

Helena Chagas – Pode.

Roberto Messias – Com dinheiro, não.

Fabrício Costa – Isso não dá.

Helena Chagas — Com os nomes, sim, mas os investimentos, em respeito a essas pessoas, eu não quero. Você pode olhar aqui à vontade.

Roberto Messias – Isso revela até a negociação da gente…

Helena Chagas – A gente vai expor colegas, pessoas… Isso aqui o que é?

Fabrício Costa – Os 20 primeiros, ano a ano.

Helena Chagas – Os 20 primeiros sites, ano a ano.  11 e 12, que são os mais recentes. Você tem os grandes naturalmente. Você tem Carta Maior, está entre os 20. Conversa Afiada, Bolsa de Mulher. Quem é o Bolsa de Mulher?

Roberto Messias –É um bacaníssimo.

Fabrício Costa – É um site feminino.

Roberto Messias – Bacaníssimo.

Helena Chagas – Eu nem conheço.

Roberto Messias – E é bacaníssimo.

Helena Chagas – É bacaníssimo, porque tem campanha segmentada para pegar mulher…

Roberto Messias – Câncer de mama, o Dia Internacional da Mulher…

Helena Chagas — O Opera Mundi…

Viomundo: Mas aí vocês estão misturando os grandes portais com sites, blogs?

Helena Chagas – Sim. Aqui [mostrando uma das listas], são os 20 maiores investimentos na internet. É claro que os maiores como têm mais audiência levam mais.

Entre os 20 tem vários que não são grande mídia organizada. Acho que os 20 primeiros a gente pode fornecer para ela… [consultando Messias e Fabricio] Não!? [diante do meneio negativo da cabeça de ambos]

Fabrício Costa – É a abertura de investimento que a gente não tornou público.

Roberto Messias – Vai expor uma negociação nossa.

Helena Chagas – Mas acho que a gente pode passar para ela a lista dos 20?

Roberto Messias – Pode. Eu posso te mandar até o meu cadastro inteiro com os 9 mil veículos.

Viomundo – Mas poderia pelo menos mandá-los na ordem de investimento [a lista dos 20 maiores investimentos?

Helena Chagas – Você me pegou. Vai expor a pessoa que recebe.

Roberto Messias – Vai expor inclusive uma negociação nossa.

Helena Chagas – O meu objetivo não é confrontar nem constranger o colega, é explicar o que está se passando.

Viomundo – No seu texto Messias, você diz que em 2012 houve redução também devido às eleições. Por que também? Que outro fator interferiu?

Roberto Messias – É o principal fator. Na verdade, o também aí é essa restrição nas eleições…

Fabrício Costa – O também no texto é que a mídia jornal também caiu a audiência, não é relacionado a outros fatores. O principal fator que afeta 2012 é esse desenho eleitoral que inibe a gente de fazer regionalmente [publicidade].

Helena Chagas – Mas você também teve os jornalões caindo, alguns populares subindo, a internet crescendo…Você  tem vários movimentos…

Roberto Messias – Revistas caindo.

Helena Chagas – …que são sutis, mas que fazem diferença e a gente acompanha a audiência.

Viomundo – No ano passado, a Folha, com base na lei da transparência, pediu ao governo federal informações sobre os gastos com publicidade. Ao mesmo tempo, a mídia começou a falar que o governo estava financiando os blogs progressistas…

Helena Chagas — Por que a Folha fez aquela campanha? Porque a partir da aprovação da LAI [Lei de Acesso à Informação], no ano passado, nós começamos a colocar na internet os nossos números. A Folha fez aquela série de matérias, porque nós colocamos os dados.

O que aconteceu? Eu não posso colocar os números das estatais que concorrem no mercado e são protegidas pela LAI, de outros ministérios que eu não posso comprovar o que foi efetivamente gasto…Tenho que dizer que é planejamento.

Então, o que fizemos? Nós pegamos todas as nossas notas fiscais de pagamento e colocamos na internet. Mas apenas as nossas, Secom. Foi muito bom, porque deu muita transparência, porque a gente não tem nada a esconder.

Mas o que aconteceu? Aquilo era uma lista referente ao resultado de um ano… muitas vezes neste ano você está pagando campanha publicitária do ano passado…Só que, a partir dali, a Folha passou a somar, por exemplo, todos os que têm para televisão, pra Globo…

Enfim, não dava para fazer essa relação por ano, fizeram uma bagunça, um monte de soma errada. Então, desde lá, nós começamos a divulgar essas listas com base no IAP, pra deixar as coisas bem claras.

Viomundo — Ao mesmo tempo, a mídia começou a acusar o governo federal de estar financiando os blogs progressistas. A redução de investimentos em 2012 teve a ver também com a pressão da mídia sobre vocês?

Helena Chagas — Não houve essa redução toda… muito menos em função da Folha de S. Paulo. O que disse é que o ano eleitoral trouxe uma redução no ritmo de alguns investimentos

Fabrício Costa – A redução que houve a gente já falou. O que houve no ano passado foi essa limitação regional, inclusive dos jornais locais, por ser período eleitoral. A gente compra muito publicidade em sites de notícias regionais nos estados… Esses, a gente inibiu.

Helena Chagas – Se em 2012 houve uma pequenina variação por causa das eleições, não dá para, a partir daí, você dizer que reduziu o investimento em blogs progressistas.

Nós temos um cadastro de quase 9 mil veículos. Se você ligar para os quase 9 mil veículos, todo mundo vai reclamar que a Secom está dando pouco, que o governo está dando pouco…

Roberto Messias – Se ligar para a Globo, ela vai reclamar…

Helena Chagas – Os blogs/sites progressistas não pararam de receber recursos, como você pode observar na tabela que lhe enviei. O que há é que alguns querem mais recursos, assim como praticamente todos os quase 9 mil  veículos de nosso cadastro. E obviamente não há orçamento para aumentar substancialmente os investimentos. Aliás, o nosso cadastro é inclusivo, ou seja, há sempre mais veículos, sites e blogs sendo cadastrados a cada dia e se tornando aptos a receber publicidade. Com a entrada de novos veículos, os mesmos recursos acabam sendo distribuídos entre um número maior de sites e blogs.

Viomundo — A Secom investe maciçamente na mídia de direita, inclusive na internet. A Secom tem alguma coisa contra mídia ideologicamente identificada com o pensamento de esquerda? 

Helena Chagas — A Secom não inclui avaliação ideológica dos quase 9 mil veículos aptos a receber mídia em seu cadastro. Consideramos que esse cadastro reflete a diversidade regional, cultural e social da mídia brasileira.

Viomundo – E quanto a acusação de que a política de distribuição de verbas da Secom estaria sufocando os blogs progressistas?

Helena Chagas — Não é verdade. Eles continuam participando da mesma maneira. Agora esses blogs estão crescendo em número. Então você tem vários outros… Muitas vezes o dinheiro é o mesmo para distribuir pra todo modo. Então a gente tem dificuldade às vezes de grana.

Roberto Messias — Não dá na árvore, né…

Helena Chagas — Nem todo mundo é Viomundo* que não pede. Aliás, ninguém mais é Viomundo. Por isso eu quis conversar com o Viomundo. Todo mundo está querendo e está achando que está com pouco, está com pouco, está com pouco…

Fabrício Costa – A briga é para que aumente e eles…

Helena Chagas – Por isso eu acho que fazer esse estímulo à diversidade com verba publicitária é muito complicado. É muito melhor pegar um cara desses, que está com uma pequena empresa de comunicação e dar outro tipo de estímulo: você tem direito a crédito, a isenção, financiamento…

Roberto Messias – Mas, ao mesmo tempo, ao contemplar todos os veículos que ali existem — e a gente tem os maiores views –, eu acho que estamos colocando essa política de diversidade dentro da política de comunicação. Eu não estou capitaneando essa política, a de diversidade, eu estou contemplando-a na política de comunicação do governo.

Helena Chagas – Claro! A gente está contribuindo enormemente para a democratização da comunicação. Às vezes, para dar para um pequeno site um de Aquidauana, eu deixo de dar pra outro pequeno, médio, progressista de São Paulo. Eu divido um pouco… Quanto mais veículos entram no cadastro, naturalmente mais nós regionalizamos e democratizamos essa verba de publicidade.

Roberto Messias — E com eficiência, com eficiência.

Helena Chagas – Dar dinheiro para o pequeno não é pulverizar…

Roberto Messias — Por exemplo, ações afirmativas de governo da Seppir [Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial] para os sites negros… A gente tem uma política de distribuição, contemplando essa política de diversidade cultural, afirmativa.

Fabrício Costa — A nossa atuação é diária pelo governo com um todo… Em todas as ações que nos chegam de mídia, a gente aplica o princípio da desconcentração. Não vai colocar só em um veículo, mas fazer em outros também. Esse desenho ampliado de participação em vários veículos ao mesmo tempo vai aumentando ano após ano…

Roberto Messias – Deixa eu fazer um esclarecimento que talvez seja legal na questão da desconcentração. Diz-se que a melhor ferramenta de pesquisa que existe é aquela disponível.

Pois bem, hoje você tem no mercado o monopólio de Ibope na área eletrônica e de IVC na área impressa. O Ibope mede minuto a minuto apenas em 10 mercados, as grandes capitais, e eu tenho 5 mil municípios. E mais. O Ibope faz 36 rodadas alternativas por ano em 36 conglomerados municipais. Ou seja, estou falando de 46 municípios.

E o IVC, se eu não me engano, tem hoje 109 títulos auditados por ele, sendo que o Brasil tem quase 3 mil jornais.

Então existe aí uma diferença que pode ser que eu esteja errado, mas eu acho que não, que é de abrir, democratizar e desconcentrar.

Viomundo – Como?

Roberto Messias – A gente chega numa cidade que não tem medição alguma — nem do IVC nem do Ibope –, como Aquidauana, Umuarana, Itumbiara. Ao chegar lá, pegamos rigorosamente todas as emissoras de rádio e todos os títulos de jornal daquele município. Auditados ou não, geralmente não são.

Aí, propomos uma negociação realmente pelo critério técnico. Eu não sei quem é favor ou contra o governo, qual a cor das pessoas… O que eu sei é que tenho uma praça sem auditagem com quatro jornais e os quatro toparam a negociação comigo. Como eu não tenho auditagem pra dizer qual o melhor, não tem motivo para eu, Caixa ou Petrobras,  colocar publicidade num só jornal, já que os quatro toparam e os quatro teoricamente têm um custo ajustado. Isso para nós é desconcentração.

Assim, quando a Petrobras vai a Umuarama, por exemplo, querendo fazer com um jornal só, a gente diz não: tem que fazer com todos daquela praça.

Se a Petrobras quiser, ela não precisa fazer aquela praça. Agora, fazendo aquela praça, a gente coloca para fazer para todo mundo. Em capitais, no mínimo, em dois jornais; em algumas, três.

Esse critério é o da desconcentração. É ao contrário do que andam dizendo.

Agora, não é porque a gente faz com um, tem que fazer com outro. Tem de fazer se houver uma negociação, numa praça fechada, onde todos topam sem auditagem.

Helena Chagas – Teve uma reclamação, acho que foi na CartaCapital, de alguém que, em off, disse: “Ah, num determinado lugar, nós queremos fazer contrato com um veículo e eles [a Secom] obrigam a gente a fazer com outro veículo daquele lugar”.

Sim, se você não tem auditagem, eu tenho de fazer nos dois veículos da localidade; eu não vou fazer apenas com um, porque é meu amigo.

Isso, sim, é distorção. É dinheiro público. Eu tenho de ter imparcialidade. Se esse jornal existe, ele chega em alguém, logo tem de fazer publicidade nele também.

Roberto Messias — Se tu quiser mais recurso, faz um projeto bacana para a Caixa Econômica, aí, sim, só você vai ter aquele projeto.

Viomundo — Voltando à televisão.  O quadro 2 do texto do Messias mostra que houve um aumento de participação tanto das TVs fechadas quanto das demais emissoras. As demais emissoras responderam por 4,4 % do total de gastos previstos em 2012. E TVs fechadas, por 10,03%. Ou seja, 14,43% de todas as verbas publicitárias. Ministra, as demais emissoras são as afiliadas da Globo, como a RBS, no RS,  e a Verdes Mares, de Fortaleza?

Fabrício Costa — Não.

Roberto Messias — São a TV Rede Viva, TV Canção Nova, TV Gênesis, TV União…

Helena Chagas – As afiliadas estão no número da TV Globo. Nós reunimos num mesmo CGC a TV Globo e todas as suas afiliadas.

Roberto Messias — Mesmo que eu compre lá da RBS, eu compro vinculado ao pessoal de Rede Globo aqui.

Viomundo – Então, as demais emissoras não têm nada a ver com a Globo?

Roberto Messias — Nada a ver.

Helena Chagas – Não.

Roberto Messias – A não ser, por exemplo, a tv.com, que é uma tevê rural no interior do Rio Grande do Sul, ligada à RBS. Ela entra em “demais emissoras”, não é canal aberto da RBS.

Tem o Canal do Boi, lá em Mato Grosso do Sul. Ela entra como demais emissoras, apesar de ser propriedade da Bandeirantes. Ela não está ligada ao canal aberto da Band. Já a Band News é TV fechada.

Viomundo – Nos últimos anos, o público migrou da TV aberta para a fechada. As verbas federais também migraram?

Helena Chagas – Sim, com os instrumentos de medição que nós temos e sabemos que têm distorções. Mas nós procuramos acompanhar todo o movimento da audiência, todo o movimento da sociedade.

Roberto Messias — Nós acompanhamos mês a mês.

Fabrício Costa — E aí está a técnica do processo. Você tem de anunciar onde tem pessoas. Se elas estão saindo da TV aberta, a gente vai procurar para onde elas estão indo. Realmente houve uma migração. E a TV fechada tem crescido muito. Está entrando em novas fatias, tem pacotes mais baratos.

Helena Chagas – O governo sai na frente desses movimentos… A internet, por exemplo, o resto do mercado não acompanha. O mercado publicitário não está nesse patamar.

Roberto Messias — Quer ver uma coisa que a gente ainda não conseguiu e estamos indo atrás: a parabólica. Ela não é medida, é em UHF, a gente tem uma população significativa que usa.

Helena Chagas — A gente intui que é muito mais do que acha que é… A gente quer anunciar e não consegue.

Roberto Messias — Não, a gente consegue anunciar em duas, mas não consegue medir.

Helena Chagas — Eu fui a Serra Talhada. Indo pela estrada, área rural, tudo que é casinha tem parabólica. A gente consegue chegar até elas, mas não tem ferramentas para medir a audiência.

Viomundo – Se juntarmos a TV Globo aberta e as fechadas do grupo, quanto toda a Rede Globo recebeu de recursos publicitários do governo federal?

Roberto Messias — Podemos fazer, mas não é como a gente opera.

Viomundo – Como operam?

Roberto Messias – É por meio.

Helena Chagas — A audiência absoluta das fechadas é muito baixa. Se você pegar o investimento, não sei se vai fazer uma grande diferença.

Roberto Messias — A gente vai estar juntando mamão, banana, laranja.

Viomundo – Mas eu acho que seria interessante nós termos.

Helena Chagas — Vamos tentar.

Roberto Messias – Podemos.

Helena Chagas — Você quer todas da TV Globo e as fechadas? Eles fecharam algumas…

Roberto Messias – Várias.

Fabrício Costa – A maior audiência fechada, a líder, é a Discovery Kids. Mas quando você vai puxando tem a SportTV, que é um grande canal de futebol, transmite todos os esportes, mas segue essa mesma proporção. Mas é tudo também parametrizado com o tamanho da audiência. Elas são bem fragmentadas, mas as maiores audiências, os maiores canais tendem a receber mais…

Viomundo — Eu acho importante ter esse dado para os leitores terem noção do conjunto. Uma outra questão. Das Organizações Globo também fazer parte os jornais O Globo e Extra, a rádio CBN, os portais G1 e Globo On Line, as revistas Época, Marie Claire etc.. Juntando tudo, quanto as Organizações Globo receberam de verbas federais de publicidade em 2012?

Roberto Messias – Mas é como eu já te disse. A gente funciona por técnicas por meio. Nós podemos fazer. Mas, de novo, não é como a gente funciona. A gente tem as verbas por meios…

Viomundo – Mas eu acho importante nós termos para informar os nossos leitores.

Roberto Messias – Podemos fazer, mas não temos ideia, mas deve ser bastante, pois tirando as revistas eles são líderes nos restantes.

Viomundo – Mas eu gostaria de ter esse dado.

Viomundo – Nos valores da TV Globo estão incluídos os patrocínios da Fórmula 1 e de outros eventos esportivos?

Roberto Messias – Todo o dinheiro está aí dentro.

Helena Chagas — Tudo aí.

Viomundo — Todo?!

Roberto Messias — Todo.

Helena Chagas — Das estatais também.

Viomundo — O patrocínio não é separado disso?

Roberto Messias – Não. Patrocínio que é separado disso é o de evento. Quando a gente tem patrocínios em termos de centimetragem ou em secundagem, eles estão aí dentro.

Viomundo — Patrocínio de Fórmula 1, vôlei, futebol…?

Helena Chagas — Loteria, tá tudo aí dentro.

Viomundo — O que seria separado?

Roberto Messias – Aquele do Valor Econômico que a presidenta fez e tinha o patrocínio da Caixa, com banner.  Não é patrocínio da mídia. É patrocínio de evento.

Quer ver um exemplo? Festa junina de Campina Grande. É um evento. Se eu tiver uma cobertura do evento, que a Globo está vendendo, aí entra em meio.

Helena Chagas — Um esclarecimento. Nenhum órgão da administração direta, nenhum ministério, nem a Secom, patrocina nada. Legalmente a gente não pode fazer patrocínio. A gente só pode fazer campanha de mídia. Investimento avulso de mídia. Quem faz patrocínio são as estatais.

Viomundo — Mas os patrocínios delas estão incluídas nesses valores?

Helena Chagas – Estão. Tudo está aqui. O que eu não posso é te abrir a estatal gastou x, porque ela concorre no mercado.

Roberto Messias — O gastar das estatais a gente não tem. A gente tem o quanto planejou. O gasto é lá dentro da estatal.

Viomundo — No julgamento do chamado mensalão, o STF julgou irregular, crime, o BV (Bonificação por Volume) da Visanet. Embora já esteja demonstrado que o dinheiro é privado e não público, o Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia…

Roberto Messias– Demorou.

Viomundo – Por quê?

Roberto Messias – Sou o cidadão agora falando. Eu trabalhava com ele…

Viomundo – Por que demorou para ele ir pra cadeia?

Roberto Messias – Ué, porque eu acho que tem um…

Viomundo – Bem, em função dessa decisão do STF em relação à Visanet, a Secom vai buscar de volta o dinheiro do BV da Globo?

Helena Chagas — Veja bem o que acontece. Juridicamente a situação é complicada, porque houve uma lei do José Eduardo Cardozo, a nº 12.332 de 2010, que autorizou o BV.

Tudo o que nós fizemos aqui está sob a égide dessa lei. O Supremo não publicou o acórdão, mas acho que ele ainda não concluiu. Do ponto jurídico não há uma decisão sobre o que deve ser feito, as consequências dessa lei.

O STF não declarou ainda a inconstitucionalidade, a ilegalidade dessa lei. Então, ela está valendo e nós continuamos agindo dentro da lei que nos foi dada para obedecer. Até agora é isso. Agora, se haverá outras implicações jurídicas nós não sabemos. Nós estamos aqui como gestores para cumprir a lei. Qualquer que seja a lei nós vamos cumprir.

Roberto Messias – E mais. Para nós, o BV é invisível. A gente sabe que ele existe, assim como você sabe que ele existe. É uma relação da agência com o veículo. Eu não sei qual o percentual.

Helena Chagas — Nós não temos nada a ver com o BV, nós não temos a menor ideia. Inclusive a nossa política de descentralização vai contra a política das agências de concentrar as suas campanhas nos maiores veículos por causa do BV. Na hora em que a gente obriga a não colocar tudo nas grandes televisões ou nos grandes jornais, mas nos pequenos também, diminui o BV deles.

Helena Chagas — Só vai para os pequenos, porque a gente manda fazer, se não, eles não fariam. Você acha que as agências querem fazer anúncio nos veículos pequenos? Se depender deles, não vão fazer.

Fabrício Costa — Nossos grandes planos têm 5 mil autorizações, em média. Isso é complicado. Eles têm de ir atrás.

Helena Chagas — Nós não estimulamos o BV. Pelo contrário. Nós desestimulamos o BV. E se tiver uma lei que não tem, não tem e acabou.

Viomundo — Como a Secom desestimula o BV?

Helena Chagas — Quando eu descentralizo, eu desconcentro…

Roberto Messias — O BV não é o bônus de volume? Ou seja, quanto mais eu aumentar em você, mais você me retorna. É isso que dizem. Quando eu boto pra muito mais gente, eu desconcentro, eu diminuo volume…

Helena Chagas — Eu diluo o volume…

Fabrício Costa – E quando a gente estabelece um limite para o faturamento – o  share — quando eu digo que pra Globo só pode ir até o limite da audiência dela – o share –, aí você estabelece uma regra.

Roberto Messias — Se eles querem pagar BV, o problema é deles. O limite de governo é a gente que estabelece. BV não é só a Globo que dá. Pelo que anda saindo ultimamente parece que é só a Globo que dá BV. E não é.  A Record dá BV, a Editora Abril dá BV…

Viomundo – Faz parte da relação dos veículos com as agências?

Roberto Messias– Parece que sim. Para mim é invisível, ninguém veio me falar nem oferecer nunca. É relação entre eles.

Viomundo – Ministra, uma do Barão de Itararé: “É papel do Estado contribuir para a promoção da diversidade de meios de comunicação. Isso não deveria ser feito, também, através de uma política de distribuição de verbas publicitárias que observasse, além dos critérios já adotados, o de promoção da diversidade, uma vez que a mídia técnica, ao utilizar parâmetros de audiência/tiragem, tende a favorecer sempre os maiores?

Helena Chagas – Veja bem. Nós já estamos estimulando a diversidade com a nossa política de regionalização da aplicação da verba publicitária; ela já estimula a diversidade e a pluralidade.  Quanto mais gente você atinge, quanto mais veículos você tem mais diverso você está sendo. O nosso cadastro é inclusivo.

Nós consideramos então que nós estamos contribuindo para essa política. Agora nós consideramos que isso não deve, porém, revogar o critério da mídia técnica. Eu acho ainda que há outras formas de você estimular a diversidade, as pequenas empresas de comunicação.

Viomundo – A Altercom defende que 30% de todos os recursos publicitários governamentais sejam destinados às pequenas empresas de comunicação. O que acha dessa proposta?

Helena Chagas – Todas as propostas serão bem-vindas e nós vamos discutir essa proposta da Altercom. Agora, eu vejo aí uma dificuldade. Primeiro, de você delimitar um pouco esse universo. Eu acho que teria de ter um estudo muito detalhado de quem entra aí. Quem são as pequenas empresas, onde elas estão, qual é esse universo? É muito vago.

Eu mandei fazer o nosso estudo justamente a partir da demanda deles para saber como é feito este estímulo às pequenas empresas de mídia em outros países.

E o primeiro passo é avaliar se o melhor caminho é usar uma fatia dos recursos do investimento em publicidade. Ou não, se podemos fazer de outra forma. Em qualquer dos dois casos, nós temos de nos defrontar com a questão da delimitação. Quem são? A partir de quanto? Quem terá direito a este estímulo? E discutir formas de estímulo.

Como eu já te falei anteriormente, eu não sei se é melhor outra forma. Para mim é uma questão totalmente em aberto. Eu não tenho preconceito contra proposta nenhuma. Não sei se tirando 30% dessa verba, nós estaremos cumprindo aquela nossa obrigação precípua maior, fundamental, que é levar a mensagem do governo a um número maior possível de brasileiros.

Viomundo — Frequentemente, a mídia distorce, mente, detrata governo federal, inclusive a presidenta Dilma. Como jornalista, qual o teu sentimento quando lê essas matérias?

Helena Chagas — Olha, eu nasci, eu vivi, os primeiros anos da minha vida, num regime militar, debaixo de uma ditadura. Sou filha de jornalista [Carlos Chagas, atualmente comentarista político do SBT] que sofreu com esta ditadura. Então, a meu ver o fato de a gente viver numa democracia em que cada um pode dizer o que quer, a hora que quer, pra mim, eu valorizo muito isso. Às vezes as críticas me deixam abatida, me deixam com uma sensação de injustiça, porque eu sirvo a este governo, eu sirvo a esta presidenta e eu vejo quantas pressões são injustas. Mas, antes de tudo – e, aí eu cito sempre a minha chefe — nós respeitamos a democracia.

Viomundo – Mesmo a mídia deturpando os fatos?

Helena Chagas – Eu defendo que o cidadão que for ofendido, que tiver a sua honra ferida, tenha o direito de resposta. Eu sou a favor do aprimoramento da legislação. Agora, eu acho que toda essa discussão não pode ser feita com o fígado. Tudo isso tem de ser feito sob a égide da racionalidade de quem vive dentro de um Estado de Direito, com liberdades democráticas, com liberdade de imprensa, com liberdade de expressão.

Viomundo – Nessas horas, invariavelmente os leitores do Viomundo  questionam o investimento do governo federal nessa mídia e  argumentam: o governo paga para apanhar. A senhora concorda?

Helena Chagas – O governo paga para que suas mensagens cheguem na casa das pessoas. O governo paga que cada cidadão brasileiro tenha o direito de ver na sua televisão, na sua internet se tiver, no seu rádio, a prestação de contas do governo sobre seus atos, as campanhas de utilidade pública.

A gente paga para que as pessoas lá longe saibam como fazer para não criar o mosquito da dengue dentro da casa dela.

A gente paga para que a pessoa lá da seca, do interior do Nordeste, saiba que ela tem direito ao bolsa estiagem, que ela tem direito ao auxílio safra e a uma série de outras coisas.

Quando a gente faz a campanha, a gente paga para que ela saiba que a certidão de nascimento é gratuita, se não o cartório vai cobrar dela.

A gente paga para levar um serviço às pessoas. Apanhar faz parte do jogo.

PS do Viomundo: *Este site rejeita propaganda de governos federal, estaduais ou municipais e é mantido por nossos próprios leitores.

Leia também:

Tijolaço: Globo admite que sonegou, mas pagou

Jamil Chade: TV brasileira envolvida no suborno a Teixeira e Havelange

Globo reafirma que pagou dívida à Receita; MP aguarda informações

Barão pedirá que MP investigue sonegação da Globo

Miguel do Rosário: Globo cobrada em R$ 615 milhões por sonegação 

Altercom: Relatório da Secom comprova concentração de verbas

Pimenta cobra; Secom diz que faz mídia “técnica”; Globo recebeu R$ 5,86 bi

Renato Rovai: A chamada mídia técnica versus a qualidade democrática

Venício Lima: Por que o governo deve apoiar a mídia alternativa

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

R$0,00

% arrecadado

arrecadados da meta de
R$ 20.000,00

90 dias restantes

QUERO CONTRIBUIR
nogueira
24 - jul 0

Souto Maior: Ministro diz que CLT precisa de “atualização”; leia-se aniquilação

Eufemismo para esconder a destruição dos direitos trabalhistas

Captura de Tela 2016-07-24 às 17.04.30
24 - jul 0

CartaCapital: Temer receia ter sido gravado por Eduardo Cunha

Próximo da guilhotina e da cassação

 

149 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

O futuro da Secom no governo Dilma: Quem não faz, toma « Viomundo - O que você não vê na mídia

29/12/2014 - 18h20

[…] Valendo-se do critério da “mídia técnica”, baseado na audiência/tiragem, Helena favoreceu os maiores, contribuindo para a concentração na área (veja aqui e aqui). […]

Responder

A fortuna dos Marinho e a grande batalha que se avizinha | Luis Antonio 13

18/05/2014 - 11h52

[…] única solução é a internet. Estive relendo uma matéria publicada ano passado no Viomundo, com uma entrevista com Helena Chagas, e voltei a ficar estarrecido com o desprezo dela por uma […]

Responder

Altamiro Borges: A que "amigos" a ex-ministra Helena Chagas está se referindo? - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/02/2014 - 13h48

[…] Memória: Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Campanha: Liberdade de Ler na Papuda | Maria Frô

04/01/2014 - 00h53

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela gasto total com … […]

Responder

Haddad e a emissora que recebeu R$ 900 mi do governo federal em 12 anos - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/12/2013 - 21h17

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra as verbas publicitárias […]

Responder

O dia que o jornalismo emporcalhou a história: UOL e “a capa de Genoino” | Maria Frô

16/11/2013 - 10h23

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela gasto total com … […]

Responder

"Segredo no inquérito 2474 vai na contramão da Lei da Transparência" - Viomundo - O que você não vê na mídia

04/09/2013 - 20h22

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Ermínia Maricato: "As cidades estão entregues ao caos" - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/08/2013 - 17h43

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Fora do Eixo: Revolução ou "empreendedorismo radical"? - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/08/2013 - 15h55

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Dr. Rosinha: Não jogo a toalha - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/08/2013 - 22h55

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Secom: A estranha amnésia de Messias | Conversa Afiada

06/08/2013 - 21h58

[…] a mulher como objeto, é uma decisão política. Só que Messias o considera “bacaníssimo”.Vale a pena, aqui, repetir o trecho da nossa entrevista com Helena Chagas, que, por sinal, nunca tin….  A ministra comentava os 20 maiores investimentos da internet em 2012:– Os 20 primeiros sites, […]

Responder

Angelina Anjos: A importância de desmilitarizar a PM - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 19h47

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Conceição Lemes: A estranha "amnésia" de Messias - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 19h33

[…] Vale a pena, aqui, repetir o trecho da nossa entrevista com Helena Chagas, que, por sinal, nunca tin….  A ministra comentava os 20 maiores investimentos da internet em 2012: […]

Responder

Antonio Machado: Aécio tenta confundir leitores de jornal - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 17h27

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

O baile Ninja na bancada do Roda Viva - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 16h48

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Vermelho: Matarazzo indiciado por propina da Alstom - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 11h21

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Haddad: 50% da vitória do MPL ficou no bolso dos empresários - Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2013 - 00h51

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias […]

Responder

Escândalo: quem manda na SECOM ? Dilma ou FHC ? | Conversa Afiada

05/08/2013 - 11h14

[…] Conceição LemesEm recente entrevista com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República…, a jornalista Helena Chagas, perguntei:No julgamento do chamado mensalão, o STF julgou irregular, […]

Responder

Edson

03/08/2013 - 17h08

Parabéns a Conceição Lemes pela denúncia (psdb no governo. Isso no mínimo merece uma CPI, para que mesmo que acabe em pizza (como quase todas), sejam expostos os nomes dos trairás.

Responder

Roberto Messias vs. Henrique Pizzolato: Uma visita aos bastidores dos governos Lula e Dilma - Viomundo - O que você não vê na mídia

02/08/2013 - 20h03

[…] recente entrevista com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República…, […]

Responder

Governo Federal gasta R$ 95 milhões com propaganda na Internet

10/07/2013 - 14h45

[…] acordo com o que a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, disse ao site Viomundo, 20 sites concentraram 69,2% da verba do Governo Federal investida em propaganda na Internet […]

Responder

Marat: Usuários do Bolsa Família, esquerdistas, idealistas, precisamos nos mobilizar - Viomundo - O que você não vê na mídia

05/07/2013 - 04h29

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela total gasto com … […]

Responder

Dr. Rosinha: Está na hora de rever a lei que controla os preços dos remédios - Viomundo - O que você não vê na mídia

05/07/2013 - 03h47

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela total gasto com … […]

Responder

Governo gastou cerca de R$ 95 milhões em propaganda na Internet em 2012

05/07/2013 - 02h19

[…] ministra da Comunicação Social do Governo Federal, Helena Chagas, em entrevista ao site Viomundo, divulgou alguns detalhes sobre os gastos do governo com propaganda em vários meios de […]

Responder

Eudes Paiva

04/07/2013 - 21h04

Bata-me que te pago!

Responder

Pedágios em SP: rentabilidade sobe, investimentos caem - Viomundo - O que você não vê na mídia

04/07/2013 - 18h51

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela total gasto com … […]

Responder

Edno Lima

04/07/2013 - 18h13

Acho curioso que em todos os textos a respeito da distribuição das verbas publicitárias do governo federal , sempre é informado que “especilistas em comunicação” são críticos á adoção do parâmetro “critérios técnicos” como indicativo para compra de espaços na mídia,porém o único especilista nominado é sempre o mesmo, o professor aponsentado da UNB, Venâncio A. de Lima. Será que entre “tantos” especialistas em comunicação é tão difícil encontrar outros nomes que sejam críticos do critério técnico ???

Responder

Governo Federal gasta R$ 95 mi com anúncios na internet - Edilson Alencar

04/07/2013 - 18h00

[…] São Paulo – Vinte sites concentraram 69,2% da verba do Governo Federal investida em propaganda na internet ao longo de 2012. A informação foi dada pela ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, ao site Viomundo. […]

Responder

Vander

04/07/2013 - 16h46

Ora, se o governo, como disse Helena Chagas, “paga para que a mensagem do Governo chegue às pessoas”, não é obrigação do Governo desfazer, “pagando”, as detratações, as informações falsas, as críticas maldosas? Afinal, a Globo não vai ser contra o “critério técnico” de receber para divulgar o que o Governo decidir. Mesmo que seja desmentindo factóides e mentiras divulgadas pela emissora. O governo parece mesmo ser leniente com a mentira, além de gostar de apanhar…

Responder

Fábio

04/07/2013 - 15h10

O PT esqueceu suas origens e hoje se associa, dá espaço, abriga, protege, favorece um bando de espertalhões, aproveitadores que aprenderam em governos anteriores.
Isso ocorre nos três níveis de governo. Resido em um município administrado pelo PT há 12 anos. É vergonhoso o que acontece aqui.
Os três entrevistados (funcionários da SECOM) têm emprego garantido nos meios de comunicação quando deixarem o governo.
Fica a impressão que a Presidenta perdeu o controle da situação.

Responder

    Maíra

    04/07/2013 - 18h00

    Acho engraçado esse pessoal que só vive de atacar o PT e se diz esquerda. Caraca, ataca a direita e não o centro. Vocês têm um discurso único que é pra alavancar partido emergente que quere ser poder e para isso acha que tem que demolir o PT. Atacando o centro vocês favorecem a direita, como foi visto na semana passada. Muita miopia e egoísmo políticos.

Walter Braga

04/07/2013 - 13h43

Cavalheiros e damas, vamos falar claro: o problema não é a Helena, o Paulo, o Cardozo ou o Mercadante. Quem dirige essa tragédia e estabelece o script de cada um desses patéticos personagens tem nome e sobrenome: DILMA ROUSSEFF. O sonho acabou senhores!

Responder

Maíra

04/07/2013 - 12h40

Todos sabem que a concentração dos principais veículos nas mãos das sete famílias ultrapassa o percentual de 80%, então, qualquer valor abaixo disso é desconcentrar verbas sim. Se foi 63%, com cerca de 20% em veículos que não são das 7 famílias, o total em tv foi de 43% + 10% da fechada = 53%. Cada um tabula os dados como acha lógico, buscando mostrar o que deseja. Exigir que a ministra ou a SECOM tabulem os dados e os apresentem como os entrevistadores gostariam que fossem tabulados é demagógico: basta eles mesmos pegarem os dados brutos e tabularem como acham. No fundo, todo mundo quer grana: os próprios ‘blogueiros progressistas’ metem o pau no governo quando acham interessante, até para ajudar partidos emergentes. É uma falsa base de apoio, também. Se o critério deve ser pluralidade de público, ele está sendo atingido quando se busca a maior audiência também, já que nela existe pluralidade. Vejo muitos blogs ditos ‘progressistas’ disputado entre si ou com a mídia tradicional um espaço, mas para promover interesses pessoais e de outros grupos políticos, também. É o golpe de mestre: usar grana pública pra financiar quem quer entrar no poder, sob o argumento da ‘democratização das verbas de publicidade’.

Responder

GL

04/07/2013 - 12h21

Esta acontecendo uma coisa muito estranha, o artigo “Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná” não aparece no meu computador quando acesso o viomundo, nem aparece a reportagem, mas nos das pessoas que conheço sim, será o meu provedor? Será que conseguem bloquear meu acesso a isso ou aquilo? Muito estranho mesmo.

Responder

    GL

    04/07/2013 - 12h41

    Usei outro provedor e consegui acessar a reportagem, voltei a usar o anterior e só agora consegui também, mesmo assim ainda acho muito estranho não ter conseguido antes, por que não consegui antes? ou por que só agora que consegui é o que eu queria saber?

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 11h35

Das duas uma: ou a Dilma está lesada pelas sequelas da tortura, ou não foi torturada? Dar dinheiro à Globo para apanhar da Globo é o fim.

Responder

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 11h29

Dilma mantém no Governo servidores da Globo responsáveis pelo aba$tecimento da Globo para bater na Dilma.

Responder

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 10h49

Como posso defender o Governo Dilma se o Governo Dilma paga (financia) para a Globo/Veja bater no Governo Dilma?

Responder

foo

04/07/2013 - 09h59

Para quem tiver curiosidade em saber quais são os 30 maiores sites do Brasil, aqui vai um relatório:

A estimativa é que a internet teve 74 milhões de visitantes únicos no último mês, que fizeram uma média de 45 milhões de visitas *por dia*.

O maior tempo gasto é, de longe, no Facebook e no Google. Esta informação apenas mostra que os “critérios técnicos” do MiniCom são no mínimo discutíveis.

Será que eles privilegiam de alguma forma os sites nacionais? Nesse caso os critérios não são tão técnicos assim; há uma componente política ou estratégica.

Se isso é verdade, por que eles não inserem uma nova componente política/estratégica para privilegiar os sites menores?

Um outro dado curioso:

Num critério puramente técnico, o UOL deveria receber apenas 6/193 = 3.1% dos recursos do Governo, mas acabou ficando com 10% do investimento total. E o Facebook, que deveria receber 66/193 = 34% dos recursos, ficou com apenas 3,5%.

Isso mostra que para além dos “critérios técnicos” existe algum tipo de critério político ou estratégico; por exemplo, a opção por privilegiar empresas nacionais.

Se isso for verdade, fica a questão: por que o MiniCom não adota o critério político/estratégico de incentivo aos pequenos sites e portais?

Responder

Hélio

04/07/2013 - 09h00

Agora vai!

Responder

foo

04/07/2013 - 08h43

“É necessário explicitar, quantas vezes forem necessárias, os critérios técnicos de mídia da Secom. Se a publicidade de governo tem como objetivo primordial fazer chegar sua mensagem ao maior número possível de brasileiros e de brasileiras, a audiência de cada veículo tem que ser o balizador de negociação e de distribuição de investimentos. A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo”

Ora, ora…

Como comparar uma propaganda na TV com um web site?

A inserção na TV dura 30 segundos; o web site permanece no ar por tanto tempo quanto for necessário.

A inserção na TV oferece pouca informação; o web site pode trazer toda informação que for necessária.

A inserção na TV é propaganda passiva; o web site traz conteúdo ativa.

***

Este último ponto é o mais importante: o Governo precisa acabar com a *propaganda* na TV, e passar a divulgar *conteúdo* na internet.

Por exemplo: não precisamos de uma inserção de 30 segundos falando da Petrobras. Precisamos, isso sim, de um blog como o Petrobras Fatos e Dados, com todas as informações, clippings e comunicações feitas à mídia.

Assim, quando um jornal ou revista vier com uma acusação, o blog pode mostrar as informações que ofereceu ao jornalista e que ele optou por omitir na matéria; e, assim, deixar por conta do jornal a explicação do porquê as informações não foram completas.

E os anúncios da Caixa? Ao invés de propagandas de 30 segundos seria melhor seria criar um site comparando a taxa de juros de todos os bancos, e divulgar este site online, para que as pessoas possam *comparar* e decidir.

***

Como podemos ver há mais “critérios técnicos” do que o simples alcance de um veículo de comunicação.

Em alguns casos um post pode ser muito mais efetivo do que uma campanha milionária, pois ele tem a capacidade de desmascarar uma campanha mentirosa da mídia.

Responder

wpires

04/07/2013 - 08h27

Datafolha que derruba Dilma
“some” com eleitores pobres

http://www.tijolaco.com.br/index.php/datafolha-que-derruba-dilmasome-com-eleitores-pobres/

Responder

Malvina Cruela

04/07/2013 - 08h06

a direita, que não tem votos, separa uma parte dos seus, mais fácil de ser aceita pelo povo e chama esses de “esquerda”..pronto..ta feita a mágica e tudo continua como antes.

Responder

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 07h30

Piada:

“acho que toda essa discussão não pode ser feita com o fígado”, Helena Chagas.

Mas ignora que toda reportagem da globo, é feita com o fígado.

Responder

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 07h14

O “Bom Dia São Paulo” estreou agora em 2013 até um quadro chamado “Tudo Anormal” para mostrar diariamente problemas da cidade de São Paulo denunciados por telespectador. Outro dia um telespectador enviou a foto de um buraco na calçada que segundo o denunciante já estava lá há três anos. E um matagal em outra calçada que pelo tamanho das árvores conclui que não poderia ter nascido há cinco meses (era mês de maio de 2013).

Responder

Bonifa

04/07/2013 - 06h59

E assim, a verba publicitária se transforma nos sacrifícios humanos que a aldeia tem que fazer para aplacar a fúria do monstro que ameaça destrui-la.

Responder

Gerson Carneiro

04/07/2013 - 04h45

Os três aí em cima vão bater atrás de emprego aonde quando não estiverem mais no Governo Federal?

Isso se não permanecerem aonde estão independentemente do governo que lá estiver.

Ou seja, estão comprometidos apenas com seus interesses pessoais. Dane-se se o Governo Federal está sendo mordido pelas cobras que está alimentando.

Responder

Pedro Arantes

04/07/2013 - 01h29

Caberiam algumas perguntas à ministra:

1 – O espectro eletromagnético é uma propriedade pública, concedida pelo governo brasileiro para emissoras de rádio e TV aberta. As regras dessa concessão são ditadas pelo estado brasileiro visando o interesse público. Sendo assim, não caberia ao governo, por meio dos órgãos competentes, como a SECOM e o Ministério das Comunicações, propor uma mudança nas regras de concessão para que a publicidade oficial nesses meios seja gratuita? Se as emissoras se utilizam de um veículo concedido, não é mais do que lógico que, como contrapartida, veiculem uma determinada cota de publicidade oficial sem custo para o estado? Não se trata afinal de pleitear por um interesse público, uma vez que estamos falando por um lado de uma concessão pública e, por outro, do dinheiro do contribuinte, que pode ser investido em saúde e educação ao invés de comprar mídia em empresas que muito pouco retornam para a sociedade brasileira? A SECOM irá propor esse debate?

2 – Se o governo federal é o maior anunciante do Brasil, e tem o seu plano de mídia totalmente definido pelos critérios técnicos da SECOM, porque a compra de mídia se dá através de agências de publicidade? Não é de interesse público que o governo use seu enorme poder de barganha para comprar diretamente dos veículos, e conseguir aí preços melhores, economizando dinheiro do contribuinte? Sendo o BV uma prática corrente no mercado, a compra direta não significaria uma economia de pelo menos 15-20%? O que impede o governo de agir dessa maneira?

3 – O argumento do critério técnico para investimento em publicidade não está comprometido quando existe monopólio e uma enorme deficiência amostral na medição da audiência? O que garante que esses dados de audiência são fidedignos para balizar todo o investimento do governo em publicidade? O governo audita o IBOPE? O governo não tem interesse em criar um mecanismo próprio de medição de audiência? Existem estudos nesse sentido?

4 – O que garante que o dado de audiência quantitativo também expresse qualitativamente a recepção da publicidade oficial? A melhor publicidade é necessariamente aquela que atinge o maior número de pessoas? Se para além de chegar nos cidadãos, o objetivo da publicidade oficial é que esses cidadãos compreendam a mensagem do governo, o melhor investimento é necessariamente o que tem maior audiência? Para uma campanha contra a dengue, por exemplo, vale mais um spot de 30 segundos em rede nacional ou uma mobilização porta a porta dos agente de saúde do PSF? Vale mais um jingle no rádio ou um material educativo para ser apresentado em sala de aula? Como a SECOM avalia a publicidade direta? A SECOM tem planos de integrar os órgãos públicos numa rede de publicidade direta, aproveitando a capilaridade do estado brasileiro para fazer uma uma publicidade ágil, rápida, barata, eficiente, de qualidade informativa e largo alcance?

5 – Qual o papel que as emissoras públicas, notadamente a TV Brasil, desempenham no planejamento de publicidade da SECOM? Como a SECOM pode contribuir para que essas emissoras tornem-se eficientes ferramentas de comunicação para o governo brasileiro, disputando inclusive a audiência com as demais emissoras? A SECOM é indutora desse debate?

Por fim: O papel da SECOM resume-se apenas a “levar a mensagem do governo a um número máximo de brasileiros possível, gastando o mínimo de recursos possível”? Ao repetir incansavelmente o mantra dos critérios técnicos e não fazer esses debates e muitos outros, a SECOM está cumprindo com o seu papel de procurar, de todas as maneiras possíveis, aprimorar a comunicação do governo? Está investindo o recurso público da melhor maneira possível?

Ao repetir o mantra dos critérios técnicos sem buscar outras alternativas, a SECOM não está, afinal, acomodando-se à lógica de mercado? Se a lógica de mercado é a lógica da reprodução do capital, os critérios técnicos da SECOM não são, ao fim e ao cabo, a perpetuação das desigualdades e da concentração de poder da sociedade brasileira?

Então o critério é técnico é técnico ou político?

Responder

FrancoAtirador

04/07/2013 - 00h32

.
.
Expresso 168

Distribuição de Verbas Públicas para Comunicação

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou dia 2 de julho mais uma edição do Expresso 168!

O tema em questão foi: O uso e distribuição das verbas públicas para a comunicação.

(Requerimento nº 21/2013, de autoria dos Deputados Jandira Feghali e Marcelo Almeida)

Confira os convidados:

HELENA MARIA DE FREITAS CHAGAS, Ministra Chefe da Secretaria de Comunicação Social da PR – SECOM;

NELSON BREVE, Diretor-Presidente da Empresa Brasil de Comunicação -EBC;

JOSÉ DANIEL CASTRO DA SILVA, Coordenador Institucional da Fundação Perseu Abramo;

RENATA MIELLI, Jornalista e Secretária-Geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé;

LUÍS NASSIF, Jornalista e Blogueiro;

Confira, em vídeo, o encontro na íntegra:

(http://www.youtube.com/watch?v=m6dvqKLjres)
.
.
Governo pode cortar verba publicitária
de veículos que incitem violência

Por Imprensa Comissão de Cultura – Câmara dos Deputados

Proposta foi levantada durante encontro promovido pela Comissão de Cultura da Câmara para discutir uso e distribuição da verba pública para publicidade

Numa sala repleta de parlamentares, gestores públicos, representantes da mídia alternativa e jornalistas, os gastos do poder público com publicidade foram colocados em pauta. Os critérios para destinação da verba de publicidade ganharam destaque no debate que durou mais de três horas na sala da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.

Além disso, outro ponto importante e que poderá gerar muita discussão foi a afirmação da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Helena Chagas, de que poderá cortar a verba de veículos que tivessem programas considerados ofensivos e discriminatórios.

“É uma decisão ética. Se me apresentarem o caso, eu tiro”, disse a ministra durante o encontro do Expresso 168 dessa terça-feira (2), após provocação do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidente da comissão, essa foi uma posição positiva. “Muitas vezes a verba do governo acaba indo para alguns veículos que sublocam horários para programas que não cumprem o aspecto laico do Estado ou que estimulam preconceito, violência racial, de gênero, de orientação sexual.

A Secom não possui mecanismos de fiscalização, mas se essas representações chegarem lá e se for comprovado que o conteúdo desses programas fere a Constituição, a verba seria cortada. Foi um avanço que tiramos dessa discussão”, ressaltou.

A deputada também destacou outros dois encaminhamentos dessa conversa: a criação de um grupo composto por integrantes da Secom e por parlamentares para elaborar as propostas do marco regulatório da verba publicitária; e uma aproximação da Secom com comissões da Câmara para dar celeridade às discussões da comunicação na Casa.

“A democratização da comunicação é uma bandeira da sociedade brasileira. Hoje as pessoas entendem que a comunicação concentrada é antidemocrática. Isso é um avanço, um amadurecimento da sociedade e de muitos deputados do Congresso Nacional – não de todos, pois alguns ainda tentam preservar seus interesses –, mas de uma boa parte”, destacou Feghali.

Aproximadamente 30% dos parlamentares do Congresso Nacional é formado por radiodifusores, segundo aponta estudo do Ipea que traça um perfil da comunicação no Brasil.

Diversificação de recursos

Hoje, para se destinar verba publicitária a um veículo de comunicação, a Secom leva em conta dois critérios: a audiência e a regionalização. É a ideia da mídia técnica, que teve início do governo Lula, mas que ganhou corpo nos últimos anos.

A base dessa mídia diz que o gestor público deve investir de acordo com o resultado, com o alcance, para que a mensagem chegue ao maior número possível de brasileiros. De acordo com Roberto Messias, secretário executivo da Secom, 98% dos domicílios brasileiros têm acesso à tevê aberta – razão pela qual este meio leva a maior parte da verba de publicidade: 62,6% nos últimos seis anos.

Mas segundo Chagas, o governo vem aumentando os investimentos em outros meios. E destacou a importância da internet. Para ela, os investimentos do governo federal em publicidade na rede mundial de computadores podem ultrapassar a televisão nos próximos cinco anos. Entre 2003 e 2012, os gastos do governo federal na internet aumentaram 590%.

De acordo com dados apresentados pela ministra, 26,74% da verba publicitária em 2012 foi destinada a veículos sem vínculo com grandes grupos midiáticos. “Estamos buscando alternativas para romper esse círculo vicioso em que os grandes são os que mais recebem. Para tanto, precisaríamos sair desse debate com uma regulação e o Congresso deveria tratar desse assunto”, disse a ministra lembrando que o tema é definido atualmente por meio de portarias e decretos do Poder Executivo.

(http://blogoosfero.cc/comculturanacamara)

Responder

FrancoAtirador

04/07/2013 - 00h26

.
.
DEPUTADA JANDIRA FEGHALLI ALERTA:

COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO PRETENDE SABOTAR PROJETOS

DE REGULAMENTAÇÃO DO ARTIGO 221 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

QUE DIZ RESPEITO AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Comissão Mista pretende aprovar regulamentação do artigo 221 da Constituição na próxima semana

Imprensa Comissão de Cultura – Câmara dos Deputados

A proposta é vista como um retrocesso para a regionalização da produção cultural, artística e jornalística do país

A regulamentação do inciso III do artigo 221 da Constituição está em pauta no Congresso há mais de 20 anos, sem avanços.
Várias propostas tramitam na Casa à espera de aprovação.

Uma delas, é da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) e propõe a garantia de um percentual da tevê aberta brasileira para programação regional, garantindo a contratação da produção independente. O projeto tramitou 13 anos na Câmara dos Deputados e está há quase dez anos no Senado à espera de aprovação, sem sucesso.

Em março deste ano, ignorando a presença de projetos de lei que tratam do tema, uma comissão especial foi composta e deve aprovar seu relatório na próxima quinta-feira (10).

Segundo Jandira, caso o texto da comissão mista seja aprovado, será um retrocesso.

“De repente cria-se uma comissão especial para regulamentar o artigo 221 da Constituição, coisa que nunca aconteceu. Eles vão apresentar um novo relatório sobre tudo, atropelando todos os projetos originais, inclusive o meu. Um texto que é muito ruim, que nega todo o esforço de trabalho, que nega a regionalização¨, explicou a deputada durante o Expresso 168 que aconteceu na terça-feira (2) e tratou do uso de verba de publicidade pelo governo.

Durante o encontro, a deputada pediu o apoio da ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Helena Chagas, para impedir a votação da proposta. Caso o relatório passe, vai à sanção presidencial e poderia ser vetado pela presidente Dilma Rousseff.

(http://blogoosfero.cc/comculturanacamara)

Responder

Diniz Lima

04/07/2013 - 00h09

VÍDEO IMPERDÍVEL. Um gatinho tenta de todas as maneiras impedir que sua dona leia o PIG:

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?lista-editor=melhores-do-publico&video=bichano-atacando-o-jornal-04028C1A3370DCA94326&orderBy=mais-recentes&edFilter=all&time=all&

Responder

FrancoAtirador

03/07/2013 - 21h13

.
.

A partir de agora a SECOM para dar “estímulo à pluralidade e à diversidade”,
como afirmou a tecnocrata Helena Chagas, vai aplicar a verba pública
no Portal Campeão de Audiência:

O BOLSA DE ‘OMO’

Responder

    FrancoAtirador

    03/07/2013 - 21h15

    .
    .
    .
    .
    Site trata mulher como objeto de cama e mesa
    e recebe 580 mil reais da Secom em 2012

    Por Renato Rovai, na Revista Fórum

    Fiquei muito tentado em colocar o seguinte título nesta matéria: “Mídia técnica da Secom é igual a sexo anal sem dor para a mulher é possível”‘. Mudei na última hora por achar que ele poderia ser mal entendido. O fato é que uma matéria cujo título é “sexo anal sem dor para mulher é possível” é a segunda mais lida do site “Bolsa de Mulher“.

    Um projeto “bacaníssimo”, nas palavras de Roberto Messias, secretário-executivo da Secom. E por isso recebeu 580 mil do governo federal em 2012. A matéria campeã de audiência é : “Conheça as 7 posições sexuais que mais estimulam o prazer”. Mas há outras tão “interessantes” quanto: “aspirador de pó é essencial para limpar persianas”. Ou ainda: “Guia do pênis: entenda como ele funciona e dê mais prazer ao parceiro”.

    A revelação da lista de investimentos em internet da Secom em 2012 é da Conceição Lemes, minha colega do Viomundo. E a íntegra da matéria pode ser lida aqui.

    A ministra Helena Chagas e o seu estafe provavelmente vão dizer que o Bolsa de Mulher tem uma audiência extraodinária, além de ser “bacaníssimo”. Como sabia que este argumento viria à tona, fui ao Alexa, site que permite verificar a audiência na internet, para comparar alguns dados.

    No Brasil, a Revista Fórum está na posição 1.247 entre todos os sites do mundo que aqui podem ser acessados. Posição muito parecida com a da Carta Maior, que está em 1.066 e foi um dos projetos da mídia alternativa que conseguiu figurar entre os que recebeu recursos do governo federal em 2012. O Bolsa de Mulher é o site 676. De fato, algumas posições à frente tanto da Fórum quanto da Carta Maior. Mas convenhamos, nada tão significativo assim que justifique que ele receba em mídia digital 580 mil e a Fórum algo próximo a uns 10 mil em 2012.

    Com um pequeno detalhe, Fórum e Carta Maior têm colunistas importantes e fazem jornalismo. Já o Bolsa de Mulher se utiliza de uma estratégia muito conhecida na dinâmica das redes. Um profissional antenado e com alguma formação em SEO (Search Engine Optimization) identifica frases e palavras que se repetem nas buscas do Google. Por exemplo: “posições sexuais e prazer”. Nem precisa ser bom de SEO para saber que isso é algo que muita gente procura em buscadores. E aí você faz uma matéria sobre isso e com essas palavras-chaves no título. Quando alguém procurar isso no Google, serão grandes as chances de acabar no seu site. Acontece que sites assim costumam ter uma média de minutos por visitante bem menor do que os com conteúdo de fato. As pessoas chegam nele e logo caem fora. Por isso, quem distribui verbas com algum tipo de critério, leva isso em consideração. Qualidade da informação é sempre um critério para a escolha de um veículo. Em internet, tempo que o leitor permanece por visita no site também.
    Podemos ilustrar essa história com outra frase: “sexo anal sem dor”. Muitas pessoas devem procurar informações sobre isso no Google. Por isso, o “jornalismo” ao estilo “bolsa de mulher” não perdeu a oportunidade de fazer uma nota sobre o tema. E de tão “bacaníssima” que foi a ideia, a nota é a segunda mais lida do site.

    Usar este recurso do SEO para melhorar títulos e chegar a um número maior de pessoas é legítimo. Mas aceitar que esse expediente seja utilizado como referência para distribuir verbas públicas demonstra o nível de degradação que a suposta “mídia técnica” da Secom chegou.

    Qualquer pessoa que tiver algum conhecimento de internet e um pouco de “simancol” e vier a visitar o site Bolsa de Mulher vai verificar que os quase 600 mil investidos neste projeto apenas em 2012 podem ser um pouco demais da conta. Pra dizer o mínimo.

    A jornalista Conceição Lemes escreveu no seu post que a ministra Helena Chagas não conhecia o Bolsa de Mulher quando foi entrevistada. Se porventura ela foi enganada em relação a qualidade do produto, precisa urgentemente tomar uma atitude. Não se pode aceitar que um site machista e sexista, que entende mulher como um objeto de cama e mesa, receba quase 600 mil reais do governo federal, quando sites de caráter bem mais educativos minguam por falta de apoio.

    É algo absolutamente chocante. Ou melhor, um deboche. Isso só pode ser classificado como um verdadeiro deboche com quem busca construir veículos independentes e de qualidade no Brasil.

    (http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/03/site-trata-mulher-como-objeto-de-cama-e-mesa-e-recebe-580-mil-reais-da-secom-em-2012)
    .
    .

    Brasileiro, o outro

    04/07/2013 - 15h20

    Sei não, mas a animação do tal Roberto Messias com o blog parece suspeita.
    Será que ele aprendeu algo com o tal “sexo anal sem dor para mulher é possível”?
    Talvez tenha descoberto que se é possível pra mulher também deve ser possível pra homem e dai, somando dois mais dois,…saiu do armário.
    Sei não…Bacaníssimo, né? Então tá.

    ZGeistBR

    18/12/2013 - 18h16

    CHORORÔ, CHORORO, CHORORO …

    VÃO RECLAMAR DA PUBLICIDADE DO GOVERNO DE SP QUE CONCENTRA O INVESTIMENTO NO PIG !

Elias

03/07/2013 - 20h41

Para a Globo, “bacaníssimos” demais são mesmo essas três figuras ímpares da Secom.

Responder

FrancoAtirador

03/07/2013 - 19h59

.
.
PROTESTO NA FRENTE DA REDE GLOBO RJ

AO VIVO:

(http://twitcasting.tv/midianinja)

Responder

JOTACE

03/07/2013 - 19h36

Caro Fernando,

Grato pela sua atenção ao que escrevi. Contudo tenho a lhe dizer que jamais poderia eu considerar o Senador Requião como paradigma do PMDB como você refere tão equivocadamente. É conhecido hoje não só por mim, mas por milhões de outros brasileiros, o descompromisso do Senador Requião com determinadas ações pemedebistas. Da mesma forma sucede quanto às suas conhecidas nobreza e generosidade quando de muitos momentos que vivenciam integrantes dos mandos de outros partidos como os do PT. Nunca dispendi um minuto do meu tempo para adentrar-me no que tem feito – ou deixado de fazer – o Vice-presidente Michel Temer, pois além de dispor de tempo reduzido para isso, considero que num regime presidencialista (que temos há cerca de 200 anos) caberiam de forma primacial aos [email protected] as críticas ou os louros pela suas atuações. Por isso mesmo, nunca fiz referência ao Vice José Alencar, a não ser quando assinou na ausência do Lula, o celebrado ato para a ‘Transposição do S. Francisco’. A obra que desconeceu inúmeros estudos sérios de impacto ambiental, e até hoje inconclusa, ao invés de levar a água aos pobres sertanejos que dela necessitavam, até hoje tem servido mais para encher as burras de empreiteiras, como era previsto. Culpar apenas o congresso e a mídia (financiada pelo governo) em nome da realpolitic é sempre a desculpa esfarrapada dos que defendem governos fracos e de costas para o povo, ou dos demais que lucram com tal situação. Condenar o voto nunca o farei, caro Fernando. Defendo vivamente esse direito. Se votei errado, minhas intenções foram por um Brasil melhor para todos. Tentarei votar certo desta vez e, como sempre, sem peleguismo, sem extrair vantagens pessoais com isso. Justo por querer um Brasil respirável, é que humildemente tenho aqui aproveitado o espaço democrático do Viomundo para mencionar o nome de REQUIÃO. Grato, Jotace

Responder

PPP

03/07/2013 - 17h15

Dez anos pagando a mídia para destilar ódio contra si mesmo…

Nem Freud explicaria o PT!

E ainda disseram que não iriam sustentar blogueiro vagabundo!

Responder

Julio Silveira

03/07/2013 - 15h12

Cada vez que leio informações como essa minha solidariedade a este governo diminui.

Responder

Hiro

03/07/2013 - 14h12

Esse ministério é o ministério da globo. Nada mais.

Responder

Hiro

03/07/2013 - 14h11

E ministério é o ministério da globo e PiGocracia. Nada mais.

Responder

Carlos Pereira

03/07/2013 - 13h14

“O governo paga para que suas mensagens cheguem na casa das pessoas” e isso justifica os gastos desproporcionais com a grande mídia.

Não sei de vocês, mas francamente NENHUMA das pessoas a minha volta que assistem os grandes veículos – em especial a globo – estão mais bem informadas sobre o governo.

Não estão bem informadas de quando o governo gasta com Educação, Saúde, o quanto isso representa comparado com outros governos; não estão bem informadas sobre quais são as atuações e programas do governo, etc.

Nada!

Não estão bem informadas nem de como funciona o governo.

Isso demonstra ou uma incompetencia do governo ou prova que esse “aspécto técnico” não garante informação para as pessoas.

Responder

    Mário SF Alves

    05/07/2013 - 22h03

    Concordo.

María Edith

03/07/2013 - 13h05

Prezado Azenha,
Parabéns e outro link para complementar com outras informações:
Site trata mulher como objeto de cama e mesa e recebe 580 mil reais da Secom em 2012
03/07/2013 | Publicado por Renato Rovai em Geral
http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/03/site-trata-mulher-como-objeto-de-cama-e-mesa-e-recebe-580-mil-reais-da-secom-em-2012/
Cordialmente, María Edith

Responder

Cleverson

03/07/2013 - 12h49

Aplique-se a Lei nº 12.527/2000 à SECOM.

Afinal a discussão se trata de utilização e destinação de dinheiro público.

Responder

RicardãoCarioca

03/07/2013 - 12h39

Pergunta básica: A Secom e demais órgãos governamentais podem repassar verbas para empresas sonegadoras de impostos? Ou existe uma exceção para a Globo no arcabouço jurídico tupiniquim?

Responder

@naldovalenca

03/07/2013 - 11h01

E se? Banqueiro Luis Octavio ‘Índio da Costa’, que pegou 19 dias de prisão e grampeou o BC, estivesse doado R$12milhões ao PT invés de PSDB. Imagine no ano da Copa?
BC foi grampeado por banqueiros que doaram R$12milhões ao PSDB. O maior beneficiário foi José Serra #FinanciamentoPublicoJA
Eleições 2006, 2008, 2010, banco CruzeiroSul doou 12milhões para políticos do PSDB #FinanciamentoPublicoJA
Rombo pela fraude do CruzeiroSul que doou 12milhõesPSDB, ultrapassa os R$ 2,2 bilhões.
Esperto é o Serra: CruzeiroSul injetou 1,2milhão na campanha 2010 de seu vice Indio da Costa, primo do banqueiro.
Esperto é o Serra: CruzeiroSul deu 1,2milhão ao vice, 1,8 milhão ao Serra. Outro R$ 1,3 milhão a diretórios
AuditoresBC encontraram indícios de lavagem e evasão de divisas no CruzeiroSul, do Luis O. A. Indio da Costa.http://migre.me/fgURp
Com financiamento público de campanha, evitamos que Banqueiros. Empresários, Evangélicos, Ruralistas tripliquem a fatura depois!
#FinanciamentoPublicoJA

Responder

Malvina Cruela

03/07/2013 - 10h33

é sempre um mistério pra mim a razão de sempre ser o óbvio o mais difícil de ser visto: todo pagamento de publicidade é um tipo de suborno – se não é para falar bem geralmente é para não falar mal. Todos os “formadores de opinião” são chantagistas na verdade…ou alguém imagina que seja coincidência por exemplo que não exista um documentário sobre desmatamento e carvoaria de mata nativa, que fode a floresta do país a fora e os mesmos desmatadores (vale, mannesman, belgo, cemig, furnas, hidrelétricas e assemelhados) sejam os “patrocinadores” de todos os “documentaristas” e videomakers do país???

Responder

Rafael Cezar

03/07/2013 - 10h32

O problema é que o Governo federal só atende os interesse das grandes mídias e Portais,AS RÁDIOS COMUNITÁRIA são mais de 5 mil, representa 50% da rádios no pais , mais porque elas não recebem verba publicitaria do governo federal? e TVS COMUNITÁRIAS? a LEI não permite? ou ABERT NÃO PERMITE? ONDE já se viu ,no pais capitalista que vivemos rádios e TVS comunitárias não fazer parte das verbas publicitária do governo, essas que era para receber, que são comunitárias.que chegar ao maiores numeros de pessoas , invista nas radios e tvs comunitarias, no blogs ,nas midias alternativa. e desconcentre as verbas, ai atende.

Responder

wpires

03/07/2013 - 10h17

Rede Globo é repudiada até em Londres.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/

Responder

Giovani

03/07/2013 - 10h08

PMDB, o verdadeiro câncer da política brasileira

Nenhum governo, depois da Ditadura, governou sem o PMDB e o PMDB, nunca deixou ninguém governar sozinho. Logo, pelo seu tamanho, o PMDB impõem, a qualquer governo uma aliança forçada, caso contrário, ter o PMDB como oposição, tornaria a governabilidade impossível.

Por melhor que sejam as minhas ou as suas intenções, a pessoa que for eleita presidente, governador ou prefeito, não virá nos consultar, pedir conselhos ou apoios. Só se faz aliança política com quem se elege. Com quem vota no congresso!!! Assim é a democracia!!!

O PMDB é o maior partido do Brasil e I-N-F-E-L-I-Z-M-E-N-T-E, ainda o será por um bom tempo.

Veja porque:

Governo Sarney, PMDB puro…

O ministério Sarney, organizado por Tancredo Neves, de maneira a garantir a transição pacífica, tinha feição fortemente conservadora, incluindo cinco políticos que até meses antes haviam apoiado o governo militar:

PFL (DEM)
Aureliano Chaves (Minas e Energia),
Olavo Setúbal (Relações Exteriores),
Marco Maciel (Educação)
Paulo Lustosa (Desburocratização),

PDS
Antônio Carlos Magalhães (Comunicações),

PMDB
Afonso Camargo (Transportes),
Almir Pazzianotto (Trabalho),
Aluísio Alves (Administração),
Carlos Santana (Saúde),
Fernando Lira (Justiça),
Flávio Peixoto (Desenvolvimento Urbano),
Francisco Dornelles (Fazenda),
João Sayad (Planejamento),
José Aparecido de Oliveira (Cultura),
Nélson Ribeiro (Reforma e Desenvolvimento Agrário),
Pedro Simon (Agricultura),
Renato Archer (Ciência e Tecnologia),
Roberto Gusmão (Indústria e Comércio),
Ronaldo Costa Couto (Interior),
Valdir Pires (Previdência),
José Hugo Castelo Branco (Casa Civil),

Militares ligados ao PMDB
General Rubens Bayma Denis (Casa Militar),
General Leônidas Pires Gonçalves (Exército),
Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima (Aeronáutica),
Almirante Henrique Sabóia (Marinha),
General Ivan de Sousa Mendes (Serviço Nacional de Informações)
General José Maria do Amaral (Estado-Maior das Forças Armadas).

Ao final do governo Sarney, o PMDB venceu as eleições para os governos de 22 dos 23 estados existentes à época e elegeu 57% dos congressistas e dos deputados e senadores constituintes !!!

Quem sucedeu o Sarney na Presidência ?

Collor!
Que tinha sido Governador de Alagoas por qual partido?
PMDB!

Quem sucedeu o Collor na Presidência?
Itamar Franco!
Que era Senador em Minas Gerais, por qual partido?
PMDB!

Quem sucedeu Itamar na Presidência?
FHC!
Que havia sido Senador, por São Paulo pelo…. PMDB e havia ajudado a fundar o PSDB há apenas 10 anos.

Quem sucedeu FHC na presidência?
Lula!
Que é do PT e tentou, heroicamente, quebrar esse circulo vicioso da política brasileira.

Aí vc dirá: Como? Se a vaga de vice-presidente foi dada a Michel Temer, do PMDB.

A questão é simples…

O governo Lula ao fomentar, no Brasil, políticas sociais que induziram os brasileiros a serem independentes e altosustentáveis; ao garantir o crescimento da economia e apontar aos empresários caminhos para um Brasil viável economicamente; ao não ceder aos ataques diários da mídia, enfim, fazendo o que se esperava de um governo sério; possivelmente produzirá, a longo prazo, (30 anos) uma massa de brasileiros com ensino superior e renda familiar estável.

Estes são os pressupostos básicos, para que as pessoas possam exigir que as garantias que lhes foram dadas não retrocedam.

As manifestações de junho/2013 são um reflexo dessa melhoria de vida dos brasileiros. Agora que a corda não está tão apertada e eu tenho tempo e dinheiro para preocupar com outras coisas….vamos lá melhorar de vez o Brasil. Esse é o pensamento do povo.

Porém, no meio do caminho existe um PMDB !!!
O PMDB representa o que de pior existe na política nacional.
O PMDB fará de tudo para inviabilizar as reformas políticas propostas pela Presidenta.

Veja o caso de MG e MA.
O PT teve que “rifar” estes dois estados ao PMDB, para garantir, deste, o apoio na coligação nacional, pois, o PT precisa de tempo de tv para mostrar tudo de bom que fez.

A culpa é do PT ? Não.

Olha que engraçado…rs

Se a mídia, cobrisse com isenção, os erros e acertos do governo Lula, muito provavelmente, não fosse necessário o PT aliar-se com o PMDB (somente para ter tempo de tv) para mostrar aquilo que naturalmente, a mídia já deveria ter mostrado.

Logo, não sendo necessária essa aliança, o PMDB começaria a diminuir de tamanho muito mais rapidamente, pois não teria a cadeira de vice, os ministérios que detém e nem milhares de cargos e o apoio nos estados.

Uma imprensa imparcial é isso que o Brasil precisa!!!

Muitos dos 36 partidos existentes hoje, são dissidências do PMDB…

Isso explica muita coisa, não !?!

PMDB o câncer da política brasileira.

Responder

    JOTACE

    03/07/2013 - 16h21

    Caro Giovani,

    Silogismo erístico o teu pois é válido só nas aparências. Simples sofisma malandro ao incluir uma premissa falsa, a concernente a Lula. Quero te afirmar que foi nele em quem votei por 3 vezes, sempre esperando pelo cumprimento de suas promessas, todas incumpridas. Não deixou, como queres fazer crer, o povo brasileiro navegando nos mares da abundância. Pois há ainda milhões de famintos, excluídos mesmo nos supostos processos de desenvolvimento, feitos quase sempre a partir da outorga do patrimônio público. Progresso que no campo da saúde, por exemplo, manteve o Brasil como campeão ou vice-campeão mudial no vergonhoso número de leprosos. Faltou com suas repetidas promessas de efetuar a reforma agrária, a agricultura familiar ficou praticamente abandonada, e jamais teve a coragem de enfrentar a Globo e caterva. Pelo contrário, como todos sabem e alguns simulam ignorar. Considera com justiça o que se passou (e continua a passar ainda hoje) com a maioria dos grandes empréstimos efetuados pelo BNDES. Transações mais que suspeitas e que nunca foram consideradas pelos comentaristas que aparecem por aqui a exigir “provas” (!?). E por último foi ter usado o seu prestígio desde a Presidência para escolher a Dilma, hoje no governo sempre a ceder, entregar todas as grandes conquistas do povo brasileiro à direita fascista. Se enumeras, com muita razão, os desmantelos do que tem sido o caminho do PMDB, esqueces dois aspectos: primeiro, o da culpa dos altos mandos do PT, sempre sequiosos do Poder, e que por isso se associam até com foragidos da Interpol; o segundo, a omissão que fizestes de que naquele partido há exceções. Como a do digno, patriota e corajoso Senador REQUIÃO cuja capacitação,experiência e honestidade, fartamente demonstradas tanto o recomendariam a ser mencionado como o único candidato que poderia realmente restaurar os bons costumes políticos tão necessários ao país, e no bojo de uma eleição democrática. Dilma e Lula nao terão mais vez, deixaram o povo para satisfazer o grande capital via PiG. Quem irá enfrentar os Serras, os Aécios, os Alckmins ou os Campos ? Por que será que esquecestes no teu discurso do Delenda PMDB, a presença nele do grande Senador brasileiro? E justo no momento em que se comenta o que está a se passar na Secom em seus tempos de Dilma? Um abraço pra ti do, Jotace

    Fernando

    03/07/2013 - 17h04

    Caro Jotace, concordo com muitas de suas palavras, mas sinceramente o Grande Requião não pode ser paradigma do PMDB. Ele é a excessão, o unico lá verdadeiramente compromissado. É tanto excessão que vive isolado dentro do partido.

    E pode ter certeza, o inefavel Michel Temer nunca terá a mesma grandeza de José Alencar, que quando consultado sobre a possibilidade de suceder Lula em eventual golpe ante democratico não pestanejou e afirmou que se Lula saisse ele também sairia. Temer e o resto do PMDB (exceto Requião) pulariam na hora no barco golpista caso sejam convidados.

    O PT não cumpriu com muitas de suas promessas até porque não tem o poder nas mãos, o PT ou melhor a Dilma tem o poder executivo, que é limitado pelo jogo politico perpetrado no congresso. Há quanto tempo tramita projeto de lei que institui imposto sobre as grandes fortunas? Quem impede sua tramitação? Por que a midia não é regulada? Quem impede e trabalha contra sua regulação? Para ambas perguntas a resposta é a mesma: nossa classe politica. Existem varios “poderes” no Brasil, alguns institucionais, outros nem tanto.

    Como aprovar uma reforma agraria (da qual sempre fui a favor) com o Congresso e a Midia que nós temos? Como realizar as reformas tão necessárias ao povo brasileiro. Me desculpe pela falta de educação em perguntar e depois ofertar minha resposta, mas na minha opinião a unica forma é romper com esta pseudo democracia. Pois no voto, da forma que nosso sistema politico é organizado nunca conseguiremos.

    Mas antes de encerrar quero novamente afirmar que eu também me decepcionei muito com o governo PeTista, em especial com a Presidenta, que abandonou a Politica para ser uma gerente, bem ao estilo Tucanalha de ser.

    Também o PT abandonou questões que sempre nos foram caras, como a questão indigena, a questão agrária (propórcionalmente em dois anos Dilma fez menos assentamentos que FHC), entregou a Comissão de Direito Humanos ao Feliciano.

    Infeizmente o PT sucumbiu à “real politic”, ou melhor à “surreal politic”, mas ainda é a unica opção concreta que temos (na minha opinião), pois PCO, PSTU, PSOL, são vanguarda da esquerda operária. São tão vanguarda que a pobre classe trabalhadora não consegue ve-los ou ouvi-los, pois estão sempre muito a frente. E são tão esquerda que ja deram a volta e ladeiam ombro a ombro com a direita, fazendo o eterno jogo do divisionismo, que somente a direita favorece.
    De qualquer forma, saudações fraternas.
    Fernando

    JOTACE

    03/07/2013 - 19h24

    Caro Fernando,

    Grato pela sua atenção ao que escrevi. Contudo tenho a lhe dizer que jamais poderia eu considerar o Senador Requião como paradigma do PMDB como você refere tão equivocadamente. É conhecido hoje não só por mim, mas por milhões de outros brasileiros, o descompromisso do Senador Requião com determinadas ações pemedebistas. Da mesma forma sucede quanto às suas conhecidas nobreza e generosidade quanto a muitos momentos que vivenciam integrantes dos mandos de diversos outros partidos inclusive os do PT. Nunca dispendi um minuto do meu tempo para adentrar-me no que tem feito – ou deixado de fazer – o Vice-presidente Michel Temer, pois além de dispor de tempo reduzido para isso, considero que num regime presidencialista (que temos há cerca de 200 anos) caberiam de forma primacial aos [email protected] as críticas ou os louros pela suas atuações. Por isso mesmo, nunca fiz referência ao Vice José Alencar a não ser quando assinou, na ausência do Lula, o celebrado decreto para a ‘Transposição’ do S. Francisco. A obra, que desconheceu inúmeros estudos sérios de impacto ambiental, e até hoje inconclusa, ao invés de levar a água a milhares de sertanejos pobres que dela necessitavam, até hoje tem servido mais para encher as burras de empreiteiras, como era previsto. Culpar apenas o congresso e a mídia (financiada pelo governo) em nome da realpolitic é sempre a desculpa esfarrapada dos que defendem governos fracos e de costas para o povo, ou dos demais que lucram com tal situação. Condenar o voto nunca o farei, caro Fernando. Defendo vivamente esse direito. Se votei errado, minhas intenções foram por um Brasil melhor para todos e todas. Tentarei votar certo desta vez e, como sempre, sem peleguismo, sem extrair vantagens pessoais com isso. Justo por querer um Brasil respirável, é que humildemente tenho aqui aproveitado o espaço democrático do Viomundo para mencionar o nome de REQUIÃO. Grato, Jotace

Helena da SECOM esconde o que gasta na Globo | Conversa Afiada

03/07/2013 - 09h46

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela gasto total com … […]

Responder

    Pedro

    03/07/2013 - 13h56

    O governo federal gasta muito dinheiro com a globo, e ela ainda fala mal e recebe por isso, poderiam gastar com outras mídias, como a internet, prova disso foi a mobilização que houve no país, pegaram até o PIG de surpresa, depois, até eles aproveitaram a onda.

Mardones

03/07/2013 - 09h38

Quando eu soube do financiamento da Globo pelo governo da Dilma – uma ex-torturada da ditadura militar apoiada pela famiglia Marinho – eu escrevi que a presidenta era masoquista. Logo depois, um articulista reafirmou o que eu dissera.

Agora, mais esse material do Vi O mundo, deixa claro que Dilma gosta do barulho das pancadas que seu governo – e sua imagem, lembramos a ficha falsa da presidenta que a Folha publicou – sofre e não faz outra coisa a não ser reforçar o caixa do PIG.

Aliás, eu tenho outra teoria: o PT engorda o caixa da Globo para que a mesma tenha dinheiro para, se um dia vir a ser obrigada, pagar pela sonegação fiscal que pratica.

Mais um item para o plebiscito:

* proibição de publicidade de órgão púbico em empresa privada concessionária de comunicação;

Responder

Jose Mario HRP

03/07/2013 - 07h36

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=A8Xyj92da_c

Inferno astral?

Responder

Jose Mario HRP

03/07/2013 - 07h12

Vergonha das vergonhas.
Off Topic.
Do Tijolaço.

Europa envergonha o mundo;
Unasul reage por Evo
2 de Jul de 2013 | 22:35

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que convocará uma reunião extraordinária da Unasul – União das Nações Sul-Americanas, para protestar contra a absurda proibição de França, Espanha, Portugal e Itália de que pousasse, para escala técnica, o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales.
A negativa de pouso foi feita a pedido dos Estados Unidos, que suspeitavam que Morales pudesse estar conduzindo Edward Snowden, responsável pelo vazamento das informações de que o governo americano estava monitorando as comunicações telefônicas e cibernéticas de milhões de seus próprios cidadãos.
Morales, em Viena, Áustria, onde seu avião foi admitido, deu entrevista dizendo que nem viu Snowden em Moscou, nem trato do caso com o governo russo.
O mais deprimente é que esse absurdo ocorre dois dias depois da revelação de que os escritórios da própria União Europeia, integrada pelos quatro países, foram espionados pelo governo dos Estados Unidos.
Como se vê, desnecessariamente. Seria só pedir e os líderes franceses, italianos, portugueses e espanhóis autorizariam suas conversas serem gravadas, não é?
Vamos ter que mudar o chavão ufanista: mais uma vez a Europa se curva ante…os EUA. Que triste fim vem chegando para aquele que já foi o continente das luzes.
Por: Fernando Brito

Responder

    JOTACE

    03/07/2013 - 16h46

    Nosso governo, sempre (des) preocupado com os Direitos Humanos, já se manifestou pelo chanceler patriota. Consultado no caso Snowden sobre o princípio basilar do asilo político votou contra. Certamente contará com o apoio de muitos dos ‘nossos’ congressistas…

Ligia Malta

03/07/2013 - 06h16

Lendo essa entrevista tenho a impressão de que não é so a “juventude que foi às ruas” que é apolitica. Pelo amor de deus como pessoas em cargos dessa importância POLITICA so conseguem dizer platitudes e obviedades técnicas rasteiras : “temos que chegar ao maior numero de pessoas então o critério é a audiência”. Uma entrevista enooorme, a jornalista fazendo esforço de colocar questões POLITICAS estratégicas, e tudo o que se ouve é “temos que chegar ao maior …”. Credo, essa mulher é Secretaria de governo! Ela faria melhor, com sua obstinação limitada ou limitação obstinada, em ser agente sanitaria ou social, ir pessoalmente caçar o mosquito da dengue,e recolher a agua parada.

Responder

Ted Tarantula

03/07/2013 - 04h35

só tenho pena mesmo dos jovens que tem ilusões as perder..os velhos são são só tolos safados mesmo…

Responder

Cláudio

03/07/2013 - 03h13


“Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



Responder

sergio

03/07/2013 - 02h45

O quê esta mulher faz ainda na SECOM? Pelo amor de Deus!

Parece uma madre superiora “toda essa discussão não pode ser feita com o fígado”, pelo jeito ela pensa que a máfia-midiática faz a discussão com o coração (hehehe)

Responder

Site trata mulher como objeto de cama e mesa e recebe 580 mil reais da Secom em 2012 - Blog do Rovai | Blog do Rovai

03/07/2013 - 01h17

[…] A revelação da lista de investimentos em internet da Secom em 2012 é da Conceição Lemes, minha colega do Viomundo. E a íntegra da matéria pode ser lida aqui. […]

Responder

Abolicionista

03/07/2013 - 00h41

Chegou a hora de matar aquela esperança idiota de que Dilma fará algo a respeito

Responder

JOTACE

03/07/2013 - 00h19

O TRIUNVIRATO DA MENTIRA

Como brasileiro, não posso deixar de expressar o mais absoluto sentimento de repulsa e, porque não dizê-lo, de vergonha, a ler detidamente a entrevista que fez o Viomundo aos farsantes da Secom. O comportamento deles, como o de outros picaretas escolhidos a dedo para importantes cargos do atual governo, explica bem porque é tão elevada a repulsa que sentem milhões de brasileiros quanto ao que se passa no país e, de modo especial, dos tempos de Collor para cá. O cinismo que impregnou as longas e estudadas respostas dos entrevistados, e até alguns dados biográficos da componente do triunvirato da mentira, deixam entrever mais uma vez que a escolha dos três não se deu por acaso. Pelo contrário, deve ter sido precedida por uma seleção rigorosa pelos mais altos mandos do país a fim de que o dinheiro do povo fosse, também nessa área, usado para a mais pura rapinagem por parte dos vende-pátrias da grande imprensa, Globo à frente. Dizer que Dilma não sabia ou que Lula está a lamentar, é pura fantasia de cegos totalmente impedidos de enxergar. Pois ambos sempre se comportaram com o mais puro servilismo frente à imprensa marrom e jamais que deram o valor devido aos blogs ‘sujos’. Definitivamente sem saída para o Brasil, a não ser se REQUIÃO, o corajoso e digno defensor dos bons costumes políticos e da soberania da nação, se resolva a empunhar a bandeira de sua candidatura…

Responder

Rodrigo

03/07/2013 - 00h11

Placar da Copa (não é emprestimo do BNDES não)
globo 3 estádios Mané Garrincha e 1 Itaquerão
SBT 1 Mané Garrincha
Record 1 Mané Garrincha
Bandeirantes 1 Maracanã (Sem o Eike) ou seria 1 Fonte Nova?

Isso sem contar as midias e granas de governos estaduais

Responder

H.92

02/07/2013 - 23h56

Acorda Dilma!

Vc deixa esses caras encherem os golpistas, que te querem fora daí, com o nosso dinheiro!

Não adianta ser ‘republicana’, essa gente é mesquinha demais.

Responder

Pafúncio Brasileiro

02/07/2013 - 23h30

Conceição,
Como diria um dos Patetas que você entrevistou: “Bacaníssima” entrevista !
Você mostrou 3 personagens, em cargos estratégicos, onde decisões deveriam levar em consideração a mais absoluta clareza e cruzamento de dados para todos e os 3 Patetas, ora escondendo, ora se fazendo de desentendidos.
Meu Deus do Céu !! Como o Governo Dilma deixa as coisas rolarem nesta área essencial para o Governo ?? O resultado final a gente já sabe qual será: GOLPE.
Porque a Dilma não chama gente competente, que conhece a área ? Que tem uma visão social abrangente, que não é vislumbrada por um poder que os barões controlam. “Bacaníssima” entrevista Conceição, parabéns, você desnudou a todos nós o que vemos a olhos nús.

Responder

alberto

02/07/2013 - 22h51

O BRASIL É UMA TERRA E MALANDROS DA PIOR ESPÉCIE E DE AMBOS OS SEXOS;
E DE UMA PRESIDENTA IDIOTA OU VENDIDA

Responder

Antonio

02/07/2013 - 22h51

Essa dona Helena Chagas, dado seu contraditório depoimento, e dando fim a recursos públicos gigantescos, para amiguinhos e amigonas, será fortíssima candidata a Presidente.
PRESIDENTE BERNARDES(cadeia de segurança máxima).

Responder

wm.jr

02/07/2013 - 22h29

É duro explicar o inexplicavél

Responder

Panambi

02/07/2013 - 22h22

Helena Chagas paga a Globo para detonar Dilma; Globo recebe da Helena para detonar Dilma…e ainda sonega imposto. Mostra o DARF Globo!

Responder

Hibernus Paul

02/07/2013 - 22h20

A impressão que se fortalece na própria opinião publica e’ de que o Governo Dilma e’ um ajuntamento de incapacitados….Como podem esse tipo de gente cuidar da comunicação social de um pais como o Brasil? Como a presidenta que custou o suor de muitos bravos militantes para que ela la chegasse permitiu que seu (des) governo fosse assim tao mal ?

Responder

Edmar

02/07/2013 - 22h03

ESSES TRES PATETAS estão demolindo o Governo DILMA, que nos custou tanto a eleger! Não foi fácil ultrapassar o “aborto da dona mônica” ou a “bolinha de papel do molina”. E esses tres PATETAS ficam aí fingindo trabalhar para a administração DILMA, enquanto repassam pra Globo a grana que vai pagar seus salários quando deixarem o governo e forem recontratado pela “maldita”. Se é que já não estão recebendo “algum” agora mesmo pra reforsar o ‘contra cheque’. Uma vergonha!

Responder

Rose PE

02/07/2013 - 21h57

Esse é o pessoal que faz parte do governo da presidenta? Ela está num ninho de cobras.

Responder

Dilma da Silva

02/07/2013 - 21h32

Como eleitora de Lula e do PT desde 1989 eu me sinto ultrajada pela declaração desta figura imunda denominada Roberto Messias , como um sujeito pode ser tão mau caráter ?
Infelizmente o Pizzolato não deverá gastar tempo e energia para responder este safado .

Responder

psgd

02/07/2013 - 21h14

Eu não sabia que essa “diva” era filha daquele resto da ditadura que comenta no sbt. É dar muita sopa para o azar, este governo está pedindo para cair . . .

Responder

Fabio Passos

02/07/2013 - 21h11

Há décadas Noam Chomsky explica o que é, a quem serve e como funciona a mídia-corporativa.
Inexplicável para mim que 3 analfabetos políticos decidam a política de comunicação de um governo trabalhista.

É muito grave esconder o montante total repassado a globo e o meio milhão suspeito que deram ao “bacaníssimo”… mas concentrar recursos favorecendo oligarquias decrépitas e corruptas é indesculpável.

O rabo destes 3 patetas pertence aos donos do poder.
E os donos do poder, definitivamente, não são os eleitores de Dilma…

Responder

    JOTACE

    03/07/2013 - 00h43

    O erro, caro Fábio Passos, é de supormos que se tratam de analfabetos políticos, apesar de que se trairam ao negar fornecer os dados dos montantes da Globo e dos “servidores” do Brasil em Miami. Muito pelo contrário, foram escolhidos a dedo. E são regiamente pagos para detonar quaisquer das nossas esperanças de que o governo Dilma pudesse atuar em favor das causas populares como ela e Lula prometeram. Um abraço para ti, do Jotace

Ted Tarantula

02/07/2013 - 20h38

“lógica” da esquerda: nosso governo, nosso partido, estamos no poder federal ha 10 anos mas não somos responsáveis por nada que acontece que é tudo resultado de uma conspiração da Cia com a rede Globo…é…vai ser dificil, muito dificil..

Responder

Heitor

02/07/2013 - 20h36

É pra desanimar qualquer um!
Um governo como este não precisa de propaganda, é só pedir rede nacional de tempos em tempos e informar as coisas boas, porque as ruins já são vistas.
Com muito pesar observo que todo o entusiasmo dos internautas progressistas é ignorado e, por que não, ridicularizado por essa gente que se diz esquerdista e está no governo. Poxa vida, enchem os bolsos de quem mais critica e tenta derrubar e todos na net falando de ocupar a Globo. Deprimente. Não cola a resposta da audiência.
É olhando pra essas coisas e pro tal Bolsa de Mulher que dá mais vontade de fugir para o Uruguai!! Amigo Mujica, esse sim é um verdadeiro esquerdita! Homem simples! O resto é piada…lutamos por burgueses…vontade de parar de acompanhar tudo e ficar sozinho com a consciencia e os livros, sonhando com o mundo mais justo e igualitário…

Responder

    Fabio Passos

    02/07/2013 - 21h22

    Está claro. O governo não tem qualquer pretensão de estabelecer debate politizado com a sociedade.
    A missão destes 3 patetas da secom é fazer propaganda de um “produto”. É o nível deles. Estão orgulhosos do “trabalho”.

    sabão em pó, liquidificador, governo dilma, margarina, pasta de dente.

    Estamos num mato sem cachorro. rsrs

    Heitor

    03/07/2013 - 08h36

    Pois é Fábio! Estamos num mato sem cachorro!
    A impressão que dá é que todos fazem parte da mesma trupe mas se revezam no trabalho de tempos em tempos.
    É uma pena!

FrancoAtirador

02/07/2013 - 20h14

.
.
“Nós não temos nada a ver com o BV,
nós não temos a menor ideia…”
“Se eles querem pagar BV,
o problema é deles…”

Como assim?!?

Quer dizer que se um conglomerado de mídia privada, concessão pública por outorga estatal, forma um monopólio e, além disso, pratica sonegação de impostos e outros crimes contra a ordem tributária, o problema é particular do concessionário e não do Estado outorgante?
E o governante não tá nem aí, e ainda investe mais da metade da verba publicitária pública nessa mesma empresa que atua na ilegalidade?

Que o governante está pouco se lixando se existem oligopólios empresariais que atuam em conjunto para denegrir a imagem do Brasil no exterior (de onde inclusive recebem patrocínio), fabricando a toda hora crises políticas, econômicas e sociais, para benefícios alguns partidos políticos preferenciais, em prejuízo da maioria da população brasileira?

Que, além disso, esse(a) burocrata do governo, adotando critérios totalmente antidemocráticos, porque concentradores, excludentes e baseados em elementos não confiáveis, ainda vem dizer que está pagando para prestar serviço de utilidade pública?

Ora, esses serviços governamentais enumerados pelo(a) tecnocrata deveriam ser de publicação obrigatória e gratuita nas concessionárias de Rádio e Televisão, simplesmente porque são públicas e devem servir em primeiro lugar à população brasileira, para depois buscarem a obtenção dos lucros financeiros, que por sinal são astronômicos.

Técnicos burocratas que internamente assimilaram midiaticamente e, portanto, de forma distorcida o modelo de democracia capitalista social-liberal norte-americana
dificilmente entenderão o significado da disputa ideológica pelo poder político
e acima de tudo não compreenderão a importância dos Meios de Comunicação de Massa como agentes fundamentais nesse processo.

Querem adotar os United States of America como paradigma?

Tudo bem.

Então façam uma Reforma Agrária como eles realizaram no século 19;

Apliquem rigorosamente uma Lei Federal AntiTrustes como os norte-americanos fizeram por mais de um século, impedindo a formação de cartéis e oligopólios e, por conseguinte, permitindo a livre concorrência entre as empresas, e, ao mesmo tempo, estimulando a indústria produtiva nacional e não a rapinagem estrangeira;

E implementem uma legislação que regula a mídia empresarial e que impede a propriedade cruzada como fizeram os ianques, o que possibilitou a livre expressão de idéias e a circulação da cultura deles pelo mundo.

Invistam na pesquisa científica nacional, fundamentalmente voltada à área da saúde, para prevenção de doenças e produção de medicamentos;

Adotem um modelo curricular único no Ensino Básico em todo o País, resguardando a riqueza do folclore regional, mas prezando pela unidade nacional e mirando no desenvolvimento social cooperativo e participativo de toda a Nação.

Façam isso tudo primeiro, se querem realmente um Brasil democrático e culturalmente plural, como até certo ponto já foram os United States of America, já que depois do neoliberalismo de Reagan e Bush nem Democracia existe mais lá, mas, infelizmente para a Humanidade, um Estado Policial.

Não adianta querer atalhar o caminho, porque a História sempre puniu os governantes que buscaram atalhos políticos e econômicos sem sustentação em bases sociais sólidas.

Como dizia o Vladimir, “quem não tem ideologia é escravo da circunstância.”

“God save the Queen” or “King save the People”.

Bye, bye, BraZil!
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    02/07/2013 - 22h30

    “Querem adotar os United States of America como paradigma?

    Tudo bem.

    Então façam uma Reforma Agrária como eles realizaram no século 19;…”

    ___________________________________
    Simplesmente brilhante, prezado Franco. É por aí que a bandinha toca. É ingrediente indispensável para exorcizar a falaciosa retórica da coisa ruim.
    ___________________________________________
    É por essas e por outras que acredito na proposta do Viomundo. Com um mínimo de honestidade intelectual e a humildade necessária, as ideias que fluem desse mundo de cabeças que pintam por aqui só poderiam resultar nisso: na mais modesta da hipóteses, a quebra de hegemonia do discurso terceiromundista da pior elite do mundo, a retrógrada elite exploradora e entreguista do Brasil.

    JOTACE

    03/07/2013 - 02h03

    - Ou, como Ortega y Gasset no seu “Yo soy yo y mi circunstancia, y si no la salvo a ella no me salvo yo”. Pois a Presidente simplesmente esqueceu que não foi eleita para sentir-se a senhora exclusiva dos seus atos e por isso não deve qualquer satisfação ao povo considerado em sua totalidade.

    Caro Franco, se não reagirmos pacífica e intensamente em tempo hábil, ‘Once upon a time Brazil’…

    Parabéns mais uma vez pela análise e sugestões!

    Um abraço fraterno, Jotace

    FrancoAtirador

    03/07/2013 - 18h46

    .
    .
    Para arrematar meus amigos e minhas amigas,

    A NOVA LEI ‘ANTITRUSTE’ BRASILEIRA:

    LEI Nº 12.529, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011.

    Estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência; dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica…

    TÍTULO I
    DISPOSIÇÕES GERAIS

    CAPÍTULO I
    DA FINALIDADE

    Art. 1º Esta Lei estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência – SBDC e dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica, orientada pelos ditames constitucionais de liberdade de iniciativa, livre concorrência, função social da propriedade, defesa dos consumidores e repressão ao abuso do poder econômico.

    Parágrafo único. A coletividade é a titular dos bens jurídicos protegidos por esta Lei.

    TÍTULO II
    DO SISTEMA BRASILEIRO DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA

    CAPÍTULO I
    DA COMPOSIÇÃO

    Art. 3º O SBDC é formado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, com as atribuições previstas nesta Lei.

    CAPÍTULO II
    DO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA – CADE

    Art. 4º O Cade é entidade judicante com jurisdição em todo o território nacional, que se constitui em autarquia federal, vinculada ao Ministério da Justiça, com sede e foro no Distrito Federal, e competências previstas nesta Lei.

    Seção II
    Do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica

    Art. 6º O Tribunal Administrativo, órgão judicante, tem como membros um Presidente e seis Conselheiros escolhidos dentre cidadãos com mais de 30 (trinta) anos de idade, de notório saber jurídico ou econômico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo Senado Federal.

    § 1º O mandato do Presidente e dos Conselheiros é de 4 (quatro) anos, não coincidentes, vedada a recondução.

    Subseção I
    Da Competência do Plenário do Tribunal

    Art. 9º Compete ao Plenário do Tribunal, dentre outras atribuições previstas nesta Lei:

    I – zelar pela observância desta Lei e seu regulamento e do regimento interno;
    II – decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades previstas em lei;
    III – decidir os processos administrativos para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica instaurados pela Superintendência-Geral;
    IV – ordenar providências que conduzam à cessação de infração à ordem econômica, dentro do prazo que determinar;
    V – aprovar os termos do compromisso de cessação de prática e do acordo em controle de concentrações, bem como determinar à Superintendência-Geral que fiscalize seu cumprimento;
    VI – apreciar, em grau de recurso, as medidas preventivas adotadas pelo Conselheiro-Relator ou pela Superintendência-Geral;
    VII – intimar os interessados de suas decisões;
    VIII – requisitar dos órgãos e entidades da administração pública federal e requerer às autoridades dos Estados, Municípios, do Distrito Federal e dos Territórios as medidas necessárias ao cumprimento desta Lei;
    IX – contratar a realização de exames, vistorias e estudos, aprovando, em cada caso, os respectivos honorários profissionais e demais despesas de processo, que deverão ser pagas pela empresa, se vier a ser punida nos termos desta Lei;
    X – apreciar processos administrativos de atos de concentração econômica, na forma desta Lei, fixando, quando entender conveniente e oportuno, acordos em controle de atos de concentração;
    XI – determinar à Superintendência-Geral que adote as medidas administrativas necessárias à execução e fiel cumprimento de suas decisões;
    XII – requisitar serviços e pessoal de quaisquer órgãos e entidades do Poder Público Federal;
    XIII – requerer à Procuradoria Federal junto ao Cade a adoção de providências administrativas e judiciais;
    XIV – instruir o público sobre as formas de infração da ordem econômica;
    XV – elaborar e aprovar regimento interno do Cade, dispondo sobre seu funcionamento, forma das deliberações, normas de procedimento e organização de seus serviços internos;
    XVI – propor a estrutura do quadro de pessoal do Cade, observado o disposto no inciso II do caput do art. 37 da Constituição Federal;
    XVII – elaborar proposta orçamentária nos termos desta Lei;
    XVIII – requisitar informações de quaisquer pessoas, órgãos, autoridades e entidades públicas ou privadas, respeitando e mantendo o sigilo legal quando for o caso, bem como determinar as diligências que se fizerem necessárias ao exercício das suas funções; e
    XIX – decidir pelo cumprimento das decisões, compromissos e acordos.

    (…)

    TÍTULO V
    DAS INFRAÇÕES DA ORDEM ECONÔMICA

    CAPÍTULO I
    DISPOSIÇÕES GERAIS

    Art. 31. Esta Lei aplica-se às pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, bem como a quaisquer associações de entidades ou pessoas, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente, com ou sem personalidade jurídica, mesmo que exerçam atividade sob regime de monopólio legal.

    Art. 32. As diversas formas de infração da ordem econômica implicam a responsabilidade da empresa e a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores, solidariamente.

    Art. 33. Serão solidariamente responsáveis as empresas ou entidades integrantes de grupo econômico, de fato ou de direito, quando pelo menos uma delas praticar infração à ordem econômica.

    Art. 34. A personalidade jurídica do responsável por infração da ordem econômica poderá ser desconsiderada quando houver da parte deste abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.

    Parágrafo único. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.

    Art. 35. A repressão das infrações da ordem econômica não exclui a punição de outros ilícitos previstos em lei.

    CAPÍTULO II

    DAS INFRAÇÕES [!!!]

    Art. 36. Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados:

    I – limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa;

    II – dominar mercado relevante de bens ou serviços;

    III – aumentar arbitrariamente os lucros; e

    IV – exercer de forma abusiva posição dominante.

    § 1º A conquista de mercado resultante de processo natural fundado na maior eficiência de agente econômico em relação a seus competidores não caracteriza o ilícito previsto no inciso II do caput deste artigo.

    § 2º Presume-se posição dominante sempre que uma empresa ou grupo de empresas for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de mercado ou quando controlar 20% (vinte por cento) ou mais do mercado relevante, podendo este percentual ser alterado pelo Cade para setores específicos da economia.

    § 3º As seguintes condutas, além de outras, na medida em que configurem hipótese prevista no caput deste artigo e seus incisos, caracterizam infração da ordem econômica:

    I – acordar, combinar, manipular ou ajustar com concorrente, sob qualquer forma:

    a) os preços de bens ou serviços ofertados individualmente;

    b) a produção ou a comercialização de uma quantidade restrita ou limitada de bens ou a prestação de um número, volume ou frequência restrita ou limitada de serviços;

    c) a divisão de partes ou segmentos de um mercado atual ou potencial de bens ou serviços, mediante, dentre outros, a distribuição de clientes, fornecedores, regiões ou períodos;

    d) preços, condições, vantagens ou abstenção em licitação pública;

    II – promover, obter ou influenciar a adoção de conduta comercial uniforme ou concertada entre concorrentes;

    III – limitar ou impedir o acesso de novas empresas ao mercado;

    IV – criar dificuldades à constituição, ao funcionamento ou ao desenvolvimento de empresa concorrente ou de fornecedor, adquirente ou financiador de bens ou serviços;

    V – impedir o acesso de concorrente às fontes de insumo, matérias-primas, equipamentos ou tecnologia, bem como aos canais de distribuição;

    VI – exigir ou conceder exclusividade para divulgação de publicidade nos meios de comunicação de massa;

    VII – utilizar meios enganosos para provocar a oscilação de preços de terceiros;

    VIII – regular mercados de bens ou serviços, estabelecendo acordos para limitar ou controlar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, a produção de bens ou prestação de serviços, ou para dificultar investimentos destinados à produção de bens ou serviços ou à sua distribuição;

    IX – impor, no comércio de bens ou serviços, a distribuidores, varejistas e representantes preços de revenda, descontos, condições de pagamento, quantidades mínimas ou máximas, margem de lucro ou quaisquer outras condições de comercialização relativos a negócios destes com terceiros;

    X – discriminar adquirentes ou fornecedores de bens ou serviços por meio da fixação diferenciada de preços, ou de condições operacionais de venda ou prestação de serviços;

    XI – recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, dentro das condições de pagamento normais aos usos e costumes comerciais;

    XII – dificultar ou romper a continuidade ou desenvolvimento de relações comerciais de prazo indeterminado em razão de recusa da outra parte em submeter-se a cláusulas e condições comerciais injustificáveis ou anticoncorrenciais;

    XIII – destruir, inutilizar ou açambarcar matérias-primas, produtos intermediários ou acabados, assim como destruir, inutilizar ou dificultar a operação de equipamentos destinados a produzi-los, distribuí-los ou transportá-los;

    XIV – açambarcar ou impedir a exploração de direitos de propriedade industrial ou intelectual ou de tecnologia;

    XV – vender mercadoria ou prestar serviços injustificadamente abaixo do preço de custo;

    XVI – reter bens de produção ou de consumo, exceto para garantir a cobertura dos custos de produção;

    XVII – cessar parcial ou totalmente as atividades da empresa sem justa causa comprovada;

    XVIII – subordinar a venda de um bem à aquisição de outro ou à utilização de um serviço, ou subordinar a prestação de um serviço à utilização de outro ou à aquisição de um bem; e

    XIX – exercer ou explorar abusivamente direitos de propriedade industrial, intelectual, tecnologia ou marca.

    CAPÍTULO III
    DAS PENAS

    Art. 37. A prática de infração da ordem econômica sujeita os responsáveis às seguintes penas:

    I – no caso de empresa, multa de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por cento) do valor do faturamento bruto da empresa, grupo ou conglomerado obtido, no último exercício anterior à instauração do processo administrativo, no ramo de atividade empresarial em que ocorreu a infração, a qual nunca será inferior à vantagem auferida, quando for possível sua estimação;

    II – no caso das demais pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, bem como quaisquer associações de entidades ou pessoas constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente, com ou sem personalidade jurídica, que não exerçam atividade empresarial, não sendo possível utilizar-se o critério do valor do faturamento bruto, a multa será entre R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais);

    III – no caso de administrador, direta ou indiretamente responsável pela infração cometida, quando comprovada a sua culpa ou dolo, multa de 1% (um por cento) a 20% (vinte por cento) daquela aplicada à empresa, no caso previsto no inciso I do caput deste artigo, ou às pessoas jurídicas ou entidades, nos casos previstos no inciso II do caput deste artigo.

    § 1o Em caso de reincidência, as multas cominadas serão aplicadas em dobro.

    Art. 38. Sem prejuízo das penas cominadas no art. 37 desta Lei, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público geral, poderão ser impostas as seguintes penas, isolada ou cumulativamente:

    I – a publicação, em meia página e a expensas do infrator, em jornal indicado na decisão, de extrato da decisão condenatória, por 2 (dois) dias seguidos, de 1 (uma) a 3 (três) semanas consecutivas;

    II – a proibição de contratar com instituições financeiras oficiais e participar de licitação tendo por objeto aquisições, alienações, realização de obras e serviços, concessão de serviços públicos, na administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, bem como em entidades da administração indireta, por prazo não inferior a 5 (cinco) anos;

    III – a inscrição do infrator no Cadastro Nacional de Defesa do Consumidor;

    IV – a recomendação aos órgãos públicos competentes para que:

    a) seja concedida licença compulsória de direito de propriedade intelectual de titularidade do infrator, quando a infração estiver relacionada ao uso desse direito;

    b) não seja concedido ao infrator parcelamento de tributos federais por ele devidos ou para que sejam cancelados, no todo ou em parte, incentivos fiscais ou subsídios públicos;

    V – a cisão de sociedade, transferência de controle societário, venda de ativos ou cessação parcial de atividade;

    VI – a proibição de exercer o comércio em nome próprio ou como representante de pessoa jurídica, pelo prazo de até 5 (cinco) anos; e

    VII – qualquer outro ato ou providência necessários para a eliminação dos efeitos nocivos à ordem econômica.

    Art. 39. Pela continuidade de atos ou situações que configurem infração da ordem econômica, após decisão do Tribunal determinando sua cessação, bem como pelo não cumprimento de obrigações de fazer ou não fazer impostas, ou pelo descumprimento de medida preventiva ou termo de compromisso de cessação previstos nesta Lei, o responsável fica sujeito a multa diária fixada em valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), podendo ser aumentada em até 50 (cinquenta) vezes, se assim recomendar a situação econômica do infrator e a gravidade da infração.

    Art. 40. A recusa, omissão ou retardamento injustificado de informação ou documentos solicitados pelo Cade ou pela Secretaria de Acompanhamento Econômico constitui infração punível com multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), podendo ser aumentada em até 20 (vinte) vezes, se necessário para garantir sua eficácia, em razão da situação econômica do infrator.

    Art. 45. Na aplicação das penas estabelecidas nesta Lei, levar-se-á em consideração:

    I – a gravidade da infração;

    II – a boa-fé do infrator;

    III – a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator;

    IV – a consumação ou não da infração;

    V – o grau de lesão, ou perigo de lesão, à livre concorrência, à economia nacional, aos consumidores, ou a terceiros;

    VI – os efeitos econômicos negativos produzidos no mercado;

    VII – a situação econômica do infrator; e

    VIII – a reincidência.

    CAPÍTULO IV

    DA PRESCRIÇÃO

    Art. 46. Prescrevem em 5 (cinco) anos as ações punitivas da administração pública federal, direta e indireta, objetivando apurar infrações da ordem econômica, contados da data da prática do ilícito ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessada a prática do ilícito.

    Brasília, 30 de novembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República.

    DILMA ROUSSEFF
    José Eduardo Cardozo
    Guido Mantega
    Eva Maria Cella Dal Chiavon
    Luís Inácio Lucena Adams

    Publicado no DOU de 1º.11.2011 e retificado em 2.12.2011

    Íntegra em:

    (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12529.htm)

Marat

02/07/2013 - 19h45

Dilma é refém desta escumalha… Os progressistas, tais como Azenha, PHA, Edu et al., deveriam unir esforços e lançar um enorme portal, para competir com o UOL. Poderia ter até uma seção de desconstrução dos embustes do PIG.

Responder

Marcelo Teixeira

02/07/2013 - 19h34

Rodrigo
Excelente essa iniciativa de trazer a transparência dos gastos federais em publicidade.
Seria um grande passo se Vc e sua equipe conseguissem levantar os valores gastos por todos estados e municípios e incluir dentre os valores recebidos do poder público aqueles recebidos pelos meios nos períodos dos horários eleitorais.
Podia apresentar uma espécie de :
Mapa do Gasto público com Publicidade, por regiões e fazendo inclusive um ranking dos partidos beneficiados.
Acho que além de representar uma grande prestação de contas para os Brasileiros e desmascarar o Oligopólio da Comunicação, traria grandes revelações sobre.
Marcelo Teixeira

Responder

Maria Libia

02/07/2013 - 19h31

Conceição, já que voce foi para Brasília, com a ajuda dos seus leitores (não ajudei e nem ajudo porque sou aposentada com 670 reais e tenho 70 anos – todo mês visito a famácia, daí já viu, não sobra nada), mostrando que eles não estão nem aí com os pagadores de impostos, não haveria a possibilidade da SECOM, orgão governamental ser obrigado, por meio de advogado, a prestar esclarecimento dos pagamentos feito a Globo? Afinal o dinheiro é nosso. Branquinhos os meninos, não?

Responder

    Mário SF Alves

    02/07/2013 - 22h45

    Maria Libia, simplesmente inacreditável, companheira. Seja como for, meus parabéns pela lucidez e determinação em continuar a combater o bom combate.

Zé Roberto

02/07/2013 - 19h24

Algumas perguntas:

Esta Helena Chagas é a ex-diretora da sucursal de Brasília do jornal o Globo e ex-colunista do mesmo?

É a mesma que trabalhou na TV Globo, no SBT, e é filha do jornalista Carlos Chagas, que integra o PIG e também foi secretário de comunicação da Presidência, durante o governo de Costa e Silva (1967-1969)?

Esta Helena Chagas é a mesma que prefaciou o livro Memorial do Escândalo, dos seus coleguinhas da sucursal do Globo, em Brasilía, Gerson Camarotti e Bernardo de la Peña, com o propósito de esculhambar o governo Lula e o PT, a partir de “fundamentos” da Veja?

E ainda, assim, querem pauta positiva ao governo e diversidade nas verbas?

O problema não é a Helena. Ela é solução. O problema era o Franklin Martins. E o governo deu um jeito nele. O PIG é quem sempre agradece. Ainda há tempo, apesar dos governos (Lula e Dilma) sempre retrocederem nesta área.

Não vale a desculpa da falta de acúmulo de força política.

Por enquanto, ela e o Paulo Bernardo dão uma dupla certa para não emplacar pauta positiva e interditar qualquer avanço no marco regulatório e no fim do monopólio e oligopólio nas comunicações.

Os coronéis midiáticos, ex-patrões da Helena, continuam rindo à toa, com direito à visita de Dilma e choro do Lula.

E o marketing do “é dando que recebe (afagos)” pelo jeito não foi eficiente

Responder

    Mário SF Alves

    02/07/2013 - 22h41

    Das três uma, prezado Zé Roberto. Ou o que está aí decorre da velha máxima que preconiza ter os inimigos sempre por perto; ou… o Governo se faz de trouxa, e tenta ganhar tempo/acumular força para vencer lá na frente, ou… tem mais coisa no ar do que simples aviões de carreira.

    Malvina Cruela

    03/07/2013 - 20h45

    “velha máxima” …criada por..Don Corleone em O Poderoso Chefão II..
    isso sempre me lembra as milenares religiões orientais criadas nas Califórnia em 1968..

André Rodrigues

02/07/2013 - 19h21

Se você pegar 10% dessa grana, você pode com MUITA facilidade desenvolver a maior página de serviços públicos e informação de utilidade do mundo. Com o advento da Internet, investir em jornais e televisão é pura picaretagem… para que pagar campanhas de saúde quase inócuas, se as informações podem ser colocadas just in time and on-line na Internet?

Responder

J Souza

02/07/2013 - 19h18

Como disse um oficial para outro em um filme: “não existe tripulação ruim, existem maus líderes”!
Querem isentar a Dilma de tudo de ruim que acontece no seu governo, mas reconhecem que ela é extremamente centralizadora.
Devem se decidir: ou ela é displicente ou é responsável não só pelas coisas boas, mas também pelas coisas erradas que acontecem em seu governo!
Talvez ela concorde com essa distribuição de verbas… Talvez por ser fã das novelas da Globo…

Responder

José Henrique

02/07/2013 - 18h55

Helena Cahgas era funcionária da Globo, seu pai ajudou a falir a TV Manchete e é um puxa saco do PSDB e neoliberal, chorou quando o Collor confiscou seu dinheiro. A Dilma se arrependerá se não tomar uma atitude já. Lula para presidente em 2014.

Responder

Melo

02/07/2013 - 18h27

Faltou os reporteres perguntarem qual veículo de pesquisa faz o levantamento de audiencia para Secom, já que ela não copncordou com a perda de audiência da globo aberta

Responder

Francisco

02/07/2013 - 18h24

1) A escolha de onde botar a grana é pela audiência…

É técnica..

E quem mede essa audiência?

O IBGE?

2) O Estado brasileiro faz ação afirmativa com minorias políticas e sociais.

Qual a função afirmativa dessa dinheirama?

Concentrar mais ainda o capital no setor de mídia?

Responder

Alê M.

02/07/2013 - 18h19

Bem… digamos que a “entrevista” foi mera formalidade, né? Matéria já estava pronta…

Mas essa, eu não compro.

Divergências a parte, eu tenho uma dúvida: qual a solução?

Tem gente aí achando que Governo não deveria gastar um centavo em Publicidade. Não levo a sério.

Concordando que Governo tem que se Comunicar (e Publicidade é Comunicação), e que vivemos em um regime de concentração de mídia, como Comunicar sem financiar aqueles que concentram os meios de Comunicação?

Derrepente a solução não está aqui… é outra “pasta”. É com outro Ministro.

O que estou dizendo é que, derrepente, o problema não está nos critérios da SECOM e sim no Oligopólio que existe por aqui. E aí eu diria que não cabe a SECOM combater isso.

A César o que é de César, né seu Paulo Bernardo?

Responder

MANREL

02/07/2013 - 18h16

SIMPLES, vamos pedir para substituir, atrás deste TRIO, TEM…! AÍ TEM.

ABAIXO, AO BERNARDO E A HELENA.

Responder

Maria

02/07/2013 - 17h58

Estou enojada! Não compreendo como Dilma mantém esse pessoal na sua equipe.

Responder

Marisa

02/07/2013 - 17h49

Cara Conceição, alguém que começa uma resposta com ‘veja bem’ já está enrolando… Mas,ao fim e ao cabo, a presidente Dilma ou está alheia ao que se passa no meio comunicação e suas consequências, ou está esperando o golpe final dos beneficiários das gordas verbas.

Responder

Alberto Santos Neto

02/07/2013 - 17h38

O Rolando Lero, da escolinha do professor Raimundo, não faria melhor do que este trio de Secom.
Quanto ao “demorou” do Roberto Messias, não passa de um deboche e um descaso com a injustiça que estão cometendo com pessoas “envolvidas” no MENTIRÃO, principalmente em se tratando do BV (para a Globo não é ilegal. Aliás, para a Globo, pelo visto, nem sonegação de imposto e ilegal) da Visanet. Este trio , da Secon, não conseguiu esconder sua preferência pela Globo (chegaram a sonegar informações que deveriam ser públicas, para não constranger a Globo), bem como, a má vontade para com a jornalista do Vi o Mundo.

Responder

Zé Brasil

02/07/2013 - 17h18

Prezada Jornalista Conceição Leme,

Caramba!Isto me passou desapercebido na leitura da entrevista e relendo-a voltei a postar.

Absurdo puro! Não pode ficar em branco!

Em nome da seriedade deste blog, por que este diálogo durante a entrevista não prosseguiu?

Viomundo — No julgamento do chamado mensalão, o STF julgou irregular, crime, o BV (Bonificação por Volume) da Visanet. Embora já esteja demonstrado que o dinheiro é privado e não público, o Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia…
Roberto Messias– Demorou.
Viomundo – Por quê?
Roberto Messias – Sou o cidadão agora falando. Eu trabalhava com ele…
Viomundo – Por que demorou para ele ir pra cadeia?
Roberto Messias – Ué, porque eu acho que tem um…

Um membro do Governo não fala como pessoa física, como cidadão. Um membro do Governo não acha nada e sim apresenta fatos de modo oficial, em juízo!

Se eu fosse o Pizzolato no mínimo eu tiraria satisfações pessoais com o sujeito e o levaria às barras dos tribunais. Espero que ele leia este blog e também o Miguel do Rosário. E também a honrada e brava esposa do Pizzolato em sua luta quixotesta para salvar a reputação dele que acompanhamos nos artigos do blog O Cafezinho, do M. Rosário, no desmonte da farsa do julgamento da AP-470.

Será mais um assassinato da reputação dele se esta ilação ficar no ar, e digo, ilação, sim, o termo é este, pois a frase não foi completada e espero que o Viomundo revisite o assunto de imediato, se possível, junto a este funcionário governamental da SECOM, para que ele esclareça o que ele quis dizer. Que absurdo isto!
Emais como Cidadão, gostaria de ver os valores um por um dos valores destinados aos diversos blos e hps que foram apresentados e depois recolhidos ao ser negado sua divulgação durante a entrevista:

Viomundo: Mas aí vocês estão misturando os grandes portais com sites, blogs?

Helena Chagas – Sim. Aqui [mostrando uma das listas], são os 20 maiores investimentos na internet. É claro que os maiores como têm mais audiência levam mais.

Entre os 20 tem vários que não são grande mídia organizada. Acho que os 20 primeiros a gente pode fornecer para ela… [consultando Messias e Fabricio] Não!? [diante do meneio negativo da cabeça de ambos]

Fabrício Costa – É a abertura de investimento que a gente não tornou público.

Roberto Messias – Vai expor uma negociação nossa.

Seria bastante interessante para nós leitores e participantes do blog que tivessémos um bio bem curto de cada um dos participantes dessa entrevista, excetuando-se, por óbvio, o seu.

Sei lá, estou me sentindo sacaneado, com cara de palhaço, não sei porque?

Senti cheiro de tucano no ar.

Responder

    Conceição Lemes

    02/07/2013 - 17h31

    Zé Brasil, eu perguntei, tentei. Ele não quis ir adiante. abs

    Conceição Lemes

    02/07/2013 - 17h33

    Zé Brazil, providenciarei. abs

    Zé Brasil

    02/07/2013 - 18h14

    Obrigado por sua atenção de sempre!

    maria olimpia

    02/07/2013 - 17h57

    Percebi o mesmo que você, Zé Brasil!
    Depois, Conceição Lemes, em 2010 o deputado Cardozo – hoje, ministro da Justiça – regularizou o BV? Muito estranho tudo isso!

    Neotupi

    04/07/2013 - 15h24

    Pessoalmente sou contra o BV por princípio. Mas quem foi contra esta lei do BV? O Cardozo apresentou em abril de 2008 e não é possível que tenha feito de sua cabeça sozinho sem consultar a bancada, o partido e a SECOM. O Franklin Martins foi contra?
    Aliás vi o Rui Falcão e a blogosfera em festa quando o TCU aprovou contas com base nesta lei, dizendo que desfazia a farsa do mensalão antes do julgamento. Meses depois, quando o julgamento do mensalão fez aquela lambança toda, ficou todo mundo contra.
    O inferno é sempre os outros. O problema da esquerda é que está sobrando resmungões e faltando gente de ação disposta a lutar na linha de frente contra a direita aguerrida.

    Mário SF Alves

    03/07/2013 - 08h23

    Zé BraSil. Meus parabéns. Fiquei de alma lavada com a sua perspicácia. Inteligência e capacidade de desmontar falácias que sustentam a ordem estabelecida [contra o povo]. É disso que o BraSil dos braSileiros mais precisa agora.
    ___________________________
    Comentei isso com o Franco, ontem.

    roberto pereira

    02/08/2013 - 23h11

    Zé Brasil, é de gato o cheiro que estamos sentindo: tem amor a casa e não ao dono. Dão dinheiro à Globo e pouco importa que a Dilma apanhe; o que importa é que a Poderosa não olhe para o pires de leite deles. A Dilma caia, seja derrota importa pouco; outro Presidente, eles vão apenas mudar de local, mas permanecem na mesma casa (Poder). Para isso, além de dinheiro nosso para a Globo, eles são capazes das maiores canalhices: difamar, como um deles fez com o Pizzolato. Mais o pior, e é uma sacanagem, é a Helena Chagas falar como se nós outros fossemos todos idiotas: dizer que sabe o que é falta de liberdade de expressão, porque sofreu isso com sua família, mais ou menos nesse sentido, é sem qualificativo. Ora, o pai dela chegou a ser assessor de comunicação do Gen. Costa e Silva, um dos quatro golpistas presidentes. Ainda hoje o Carlos Chagas é linha de frente das elites golpistas. Se foi com o pai que ela aprendeu alguma coisa, foi temer a rede Globo. Cada vez mais eu me pergunto: defender o governo Dilma é defender o quê?

Saçuober

02/07/2013 - 17h18

Com estes tres traíras, falsos, mentirosos, trabalhando contra o Brasil e com conversa mole, enrolões, tucanos envurtidos.
Nós, os brasileiros, estamos lascados, estes vira latas, puxa saco de golpistas.
Entristece-me a Presidenta, vou deixar de defendê-la, terá meu voto, mas não brigarei mais por quem não se respeita e aceita crítica mentirosas diuturnamente, se acovarda e mantém uns puxa sacos traíras no governo.

Responder

trombeta

02/07/2013 - 17h14

Aonde se viu tirar dinheiro do caviar da família marinho para botar na educação e saúde do povo.

Dilma vai carregar a virtude de ter feito um governo republicano, tão republicano que financia a mídia que quer derrubá-la, a oposição por via indireta e o fascismo visto na paulista por via mais indireta ainda.

P.S. Não deixe de ver vídeo maravilhoso, com a globo sendo escorraçada em Londres durante as manifestações, no blog amigos do presidente Lula.

Responder

José Ricardo Romero

02/07/2013 - 17h04

Os critérios técnicos da SECOM são contrários à lógica de que os desiguais devem ser tratados com desigualdade. É a única fórmula para se atingir um equilíbrio e a igualdade real. Financiando mais quem é maior vai aumentar a distância com os menores. Isto não é democracia. Os blogs da internete, sistema de informação que mais cresce e é mais democrático e informa em tempo real dando a possibilidade de diálogo com o leitor deveriam, por isso mesmo, receberem mais dinheiro do que as empresas milionárias já estabelecidas.

Responder

Saçuober

02/07/2013 - 16h56

Patrocinio a mídia mentirosa, cretina, entreguista, que trabalha contra o Brasil ha anos, é muito burra ou traíra, a segunda opção é a correta.
De que adianta divulgar projetos do governo sustentando marketeiros e globo, se a cúpula da Imprensa Golpista utiliza de todos os meios para denegrir com o país.
Esta senhora Helena e marqueteiro devem ser afastados, não possuem compromisso com o Brasil, e sim com a mídia golpista.

Responder

Justificativas da Secom para não fornecer os dados da Globo - Viomundo - O que você não vê na mídia

02/07/2013 - 16h42

[…] Helena Chagas diz que governo desconcentra verbas publicitárias; Secom não revela gasto total com … […]

Responder

psgd

02/07/2013 - 16h30

Se houver golpe no Brasil essa senhora terá que fugir pelo bueiro do esgoto, que nem ratazana. Se não fugir vai receber o mesmo castigo que será aplicado a globo pelo povão do Brasil. Trairão global. . . .

Responder

Zé Brasil

02/07/2013 - 16h18

Uma simples pergunta a minha estimada Presidenta:- por quẽ não propor nas medidas em curso, referentes ao plebiscito a ser proposto, de destinar-se à educação a totalidade dos recursos de propaganda governamental pagos a mídia, mormente, aos jornais, tvs e revistas de grande circulação e penetração, i.e, do pig?

Eles embolsam uma grana arrumada e chutam o saco o tempo inteiro com suas mentiras e falácias e na maioria acachapante das vezes de modo errado.

Comportam-se como extensão da oposição incompetente que existe neste País, que covardemente se utiliza desta mídia em sua plena liberdade de imprensa para para desestabilizar o País.

Não é o pig, cujo representante mór dos pedidos de ética que está está enrolado com o fisco,por s-o-n-e-g-a-ç-ã-o, que requer melhor aplicação do dinheiro público e transparência? Vamos começar por aí! Seria o melhor exemplo!

E pergunto mais: – quem deve ao fisco pode receber verbas públicas ou o onipresente TCU faz ouvidos moucos sobre esta questão?

E aí, nóia de passeata da coxinha grossa e branquinha, emérito jogador de bolinha de gude no tapete persa da sala da mamãezinha, não vai fazer um cartazinho para levar prá exibir na paulista cobrando isto?

Ou então,vocês, revoltados e enganados de poltrona, que só sabem fazer cartazes de PEC-37 da qual não entedem chongas nenhuma e então te levam para onde quiserem e tudo fica na mesma?

A mídia é isto que está em frente a sua cara, pronta para devorar teus míseros neurônios e te transformar em coisa, em massa de manobra maleável. Ou vocẽ a decifra de vez, expondo-a concretamente às suas incoerências criminosas ou ela devora tua Cidadania ou o pouco dela que em tí reside. Você decide!

Responder

Luana

02/07/2013 - 16h13

Três picaretas, cretinos, que a presidente mantém lá para beneficiar quem quer derruba-los. Depois quando ela sairão Planalto em 2014, os picaretas aí estão garantidos em quem eles mandaram mais dinheiro, simples assim.

Eu me pergunto o que esses cretinos fazem na Secom. Então, PT, que se lasque.

Responder

    maria ferreira

    03/07/2013 - 10h37

    Luana e demais colegas do Viomundo,
    Insistam com o PHA para colocar essa entrevista lá no Conversa Afiada.

    No Blog Cidadania do Eduardo Guimaraes sugeri que nos mobilizássemos para coletar assinaturas em uma AÇAO POPULAR (como a da Lei da Ficha Limpa) para destinar para a saúde ou educação todas AS VERBAS PUBLICITÁRIAS ESTATAIS (seja das Prefeituras, Governos dos EStados e Governo Federal).

    Acho que devemos aproveitar o movimento do FACEBOOK para coletar assinaturas . Basta criar um Banner – por exemplo:
    Governo Federal gasta
    R$ 1 bihão por ano em propaganda na Globo e milhoes em revistas, jornais

    Governo de SPaulo gasta em propaganda …….R$ milhoes/ano

    Prefeituras gastam …R$ milhoes em propaganda/ano

    Queremos esse dinheiro gasto em educação.

    Aposto que a moçada das redes sociais apoiarão de imediato.

    Como vai reagir a Globo? Vai bater menos?

    Se Dilma mantiver essa Helena Chagas lá – eu desisto.

Selma

02/07/2013 - 15h29

Sou ruim de matemática, alguém por favor me corrija se estiver errada, mas pela tabela a Globo recebeu, entre 2000-2012, em torno de 75% do valor gasto em todos os estádio construídos/reformados para a copa.

Responder

    Marat

    02/07/2013 - 19h41

    E o pior, Selma, este monstro asqueroso é alimentado com nosso dinheiro!

Deixe uma resposta