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Funcionária da JBS demitida por se opor à cobrança das refeições
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Funcionária da JBS demitida por se opor à cobrança das refeições


18/02/2015 - 21h32

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Andreia Pires e o abaixo-assinado com mais de 200 assinaturas

por Conceição Lemes

A empresa brasileira JBS é a maior produtora global de carnes. No terceiro trimestre de 2014, o seu lucro líquido cresceu 397% em relação a igual período de ano anterior.  Foi R$ 219,8 milhões para R$1,1 bilhão.

No último ano, ela também “invadiu” a TV, via campanhas publicitárias de suas marcas Seara, estrelada por Fátima Bernardes, e Friboi, por Toni Ramos.

A JBS, porém, tem outro lado nada glamouroso. Tem sido denunciada por desrespeito a direitos trabalhistas de funcionários. Por exemplo, descumprimento da pausa de 20 minutos a cada 1h40min em ambientes frios. Falta de locais adequados para o intervalo de recuperação térmica dos trabalhadores expostos à temperaturas extremamente frias para o corpo humano (entre 5o C e -15o C). Excesso de jornadas de trabalho;  há registros de até 12 horas seguidas. Infringir normas de saúde e segurança dos trabalhadores.

Apenas em 2014, teve quatro condenações por irregularidades trabalhistas em fábricas no Acre, Maranhão, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que lhe custaram R$ 8 milhões em indenizações.

Em 16 de janeiro de 2015, Andreia Pires de Oliveira, trabalhadora da JBS de Osasco, foi demitida por justa causa, apesar de ter estabilidade no emprego garantida por lei até setembro.

A justificativa da empresa foi o excesso de suspensões: oito (sete por atrasos no horário de entrada) em três anos de trabalho.  A última em 15 de janeiro, por ter saído uma hora mais cedo no dia 12. A alegação é de que o supervisor não havia sido informado, configurando abandono de trabalho. Contudo, o superior imediato de Andreia, o líder, havia sido informado e encarregado de avisar ao supervisor, como é de costume.

Andreia trabalhava no terceiro turno no setor de higienização pré-operacional. Entrava às 23h e saía às 6h30.

“Na verdade, a razão para a minha demissão é outra. Fui demitida porque  comecei a passar um abaixo-assinado, pedindo à JBS para rever a decisão de cobrar as nossas refeições”, afirma Andreia ao Viomundo. “Nós, funcionários, não pagávamos a refeição. De repente, arbitrariamente, a empresa passou a cobrar R$ 28,22 por mês. Já estávamos com  mais de 200 assinaturas.”

“Além disso, eu não poderia ter sido demitida”, explica Andreia. “Fui membro da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) de setembro de 2013 a setembro de 2014. Tinha estabilidade no emprego garantida por lei até setembro de 2015.”

O papel da Cipa, como bem lembra Andreia em sua carta aos colegas (na íntegra, abaixo), é cuidar pela segurança dos trabalhadores, observando o cumprimento de normas básicas, como o uso correto dos EPI´s (equipamentos de proteção individual),  o excesso de trabalho e assédio moral da chefia para aumento de produtividade.

“São situações que contribuem para acidentes frequentes, além do surgimento de doenças”, observa.

“Essa postura de Andreia se fazia necessária frente à completa omissão do Sindicato dos Trabalhadores da Carne e dos Frios do Estado de São Paulo”, diz Diana Assunção, do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), que está dando apoio à trabalhadora demitida. “Nosso objetivo é a readmissão dela.”

O Viomundo  perguntou à JBS o que tinha a dizer sobre a denúncia. A resposta, via sua assessoria de imprensa: “A JBS informa não comenta decisões sobre demissões e/ou contratações na empresa”.

Carta de Andreia Pires aos colegas de trabalho

“Como muitos devem saber, na última sexta-feira fui demitida por justa causa, segundo o supervisor porque levei muitas suspensões. Apesar de ainda estar com a estabilidade da CIPA. A última suspensão que levei foi na quinta, porque na segunda tinha pedido para sair 1h mais cedo. O supervisor esperou dois dias (terça e quarta) para “decidir” que não tinha sido avisado que eu sairia mais cedo e aplicou a suspensão. É claro que avisei, sabemos que a demissão não foi por causa disso.

Todos que me conhecem nessa fábrica sabem que não fico quieta frente a tanta coisa errada que fazem, seja com o trabalhador ou com o alimento que produzimos. Essa semana estávamos passando um abaixo assinado para não cobrarem nossas refeições, quase 200 assinaram e eu estava ajudando. Por isso é que fui demitida, porque não querem aceitar nem o mínimo que podemos fazer para nos defender. Eles tiram dentista, encarecem o convenio, tiram várias coisas de benefícios e quem fala alguma coisa é mandado sem direitos?!

Faz 3 anos que trabalho aqui, foram muitas noites de trabalho pesado junto com a equipe do terceiro turno. Assim como vários colegas, também tenho buraco de sabão corrosivo na mão, muitas vezes tive que correr pra torneira com os olhos ardendo, trinquei um dedo em acidente, arrastamos peso, esfregamos chão, parede, placas pesadas da formax, damos o sangue toda noite para essa fábrica ficar limpa e agora o que recebo em troca quando tento me defender?

Durante a minha atuação na CIPA conseguimos melhorar a situação, com bastante atenção a todos no chão de fábrica, acompanhando, falando para usar luva, óculos, viseira, não só no meu turno, mas em todos os turnos. Sempre levei muito a sério meu trabalho na higienização e como cipeira, isso ninguém pode duvidar.

Faço essa carta para denunciar a todos essa grande injustiça que fizeram comigo. Agradeço aos colegas de todos os turnos com os quais pude trabalhar, continuarei lutando com unhas e dentes, seja onde estiver, por melhores condições de trabalho, contra tanta exploração.”

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23 comentários

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Vlad

19 de fevereiro de 2015 às 19h25

Ao invés de aproveitar uma colaboradora com iniciativa, liderança e capacidade de organização para melhorias na empresa, a firma do lulinha a demite. Tsc, tsc, tsc.
Quem sabe o embusteiro-mor não consegue a readmissão? ou só tem influência para demitir?
Falar em iniciativa, onde estava o sindicato numa hora dessas, que a senhora teve que tomar as rédeas da reivindicação sozinha?
Estavam curtindo a contribuição compulsória na praia?

Responder

    FrancoAtirador

    20 de fevereiro de 2015 às 01h26

    .
    .
    Eu desconfiava que tu eras Mau Caráter. Agora, tenho Certeza.
    .
    .

    Conceição Lemes

    20 de fevereiro de 2015 às 01h29

    Vlad, não seja leviano.Ou será que vc não entende português? Quantas vezes teremos de repetir que a empresa não tem nada a ver com o filho do Lula? Vai repetir essa mentira nos blogs de quem não respeita os leitores. Aqui, não. sds

Maria Amélia Martins Branco

19 de fevereiro de 2015 às 16h19

Isso está caracterizado como trabalho escravo, não desanime Andreia, denuncie essa gang de exploradores e escravocratas.

Responder

Inês

19 de fevereiro de 2015 às 13h55

Seara e Friboi não entram na minha casa, “nem a pau Juvenal”

Responder

Leo V

19 de fevereiro de 2015 às 13h32

Acho que a matéria poderia ressaltar o volume de empréstimo recebido por essa empresa do BNDES na última década.

Nosso governo às vezes lembra a China.

Não cobram nenhuma, nenhuma contrapartida em termos de ambiente de trabalho e relações trabalhistas.

Responder

Antonio

19 de fevereiro de 2015 às 12h36

Infelizmente mais uma vez aparece o “jeito de administrar” dos nossos ilustres e empreendedores empresários.
Não é diferente do que é feito em qualquer empresa no Brasil.
Raríssimas são aquelas que realmente valorizam seus funcionários dos quais dependem para produzir, vender e ter o lucro que permite aos acionistas gozar as boas coisas da vida.
Todos reclamam dos impostos e dos salários.
Os salários no Brasil estão entre os mais baixos do mundo e nem por isso deixam de praticar preços internacionais.
Reclamam dos impostos, nunca vi ou ouvi um empresário demonstrar, ainda que em um produto hipotético, o valor dos impostos na composição do preço final de venda. E faço aqui uma crítica aos jornalistas, todos, que ao entrevistar empresários, deixam de fazer a seguinte pergunta:
– Qual é o custo e qual é o peso dos impostos no seu produto.
– Qual é o valor do imposto sobre o preço final do seu produto.
As margens de lucro no Brasil são vergonhosas e nossos empresários fazem qualquer coisa para aumentá-la.
E como tudo aqui é cartelizado não adianta a nós, consumidores, deixar de consumir os produtos dessa marca. Vamos cair na única concorrente que faz as mesmas coisas.
Esse é o Brasil que temos e no qual vivemos, um país atrasado e, infelizmente, com um povo que na imensa maioria é desinformado e despolitizado.

Responder

Lukas

19 de fevereiro de 2015 às 11h29

Abaixo, o link para o documentário A CARNE É OSSO.

https://www.youtube.com/watch?v=_X8ALDZH_Dk

Responder

O Mar da Silva

19 de fevereiro de 2015 às 10h42

Reivindicar virou crime para os patrões. Um sindicato pelego ajuda na situação desastrosa para os empregados. Sem falar que esse grupo foi um dos escolhidos para compor o seleto grupo dos ‘campeões nacionais’ do Luciano Coutinho do BNDES. Entre outros campeões há o sr AMBEV e o sr X, o Eike Batista.

Política que precisa ser revista pelos desastres causados.

Responder

    Julio Silveira

    19 de fevereiro de 2015 às 11h59

    Meu caro Mar, o Brasil é um oceano de barbaridades. Mas algumas se sobressaem mais que outras, que talvez sejam indicativos de situações como essa. Imagina só, algozes da maioria a cada eleição vem pedir votos contra quem irão trabalhar, e o mais interessante, como pitonisas em transe as vitimas caem ante o poder desses Deuses. sedutores, de diversos modos, e lhes entregam o passaporte para a vida, a mesma que lhes destruirá mais a frente. Como brasileiro fico pasmo com isso, são anos e anos de continua tentativa e erro. Não posso crer que isso seja um problema genético, também não acredito que estejamos predestinados ao erro ou ao fracasso, não. A unica resposta que encontro para tantas raposas que colocamos para cuidar do nosso galinheiro, é que a organização, montada no país, e para o país foi maquiavélicamente pensada por essas raposas, para não representar a maioria, mas sim infiltrar seus dominadores nela para serem adversários de forma camuflada, mimetisada como parte. Sds.

renato

19 de fevereiro de 2015 às 10h19

Muito Bem mulher…

Responder

Riaj

19 de fevereiro de 2015 às 09h50

parabéns a essa mulher que não teve medo de enfrentar essa sacanagem cometida pelos superiores da empresa. E as condições de tralho? que degradante. Talvez o que podemos fazer além de denunciar é o boicote aos produtos dessa empresa.

Responder

Lincoln Santos

19 de fevereiro de 2015 às 08h52

Quem não defende e tuta por seus direito não pode reclamar de não te-los defendidos por outros… Apoiado a iniciativa da Andreia Pires de Oliveira, ainda mais sendo membra eleita da CIPA total descaço com a lei trabalhistas..

Responder

Liz Almeida

19 de fevereiro de 2015 às 01h15

Parabéns a Andreia Pires.

Que sirva de exemplo para todos os trabalhadores. Se todos se unirem e lutarem por sua causa, os ‘patrões’ pensarão duas vezes antes demiti-los.

Que negociem e em último caso, entrem em greve por seus direitos. O lucro dos ‘patrões’ depende dos trabalhadores.

Responder

FrancoAtirador

19 de fevereiro de 2015 às 00h09

.
.
Não é só por um Abaixo-Assinado

(http://abre.ai/mpt_jbs-seara-friboi)
(http://abre.ai/tst_jbs-seara-friboi)

.
.

Responder

    FrancoAtirador

    19 de fevereiro de 2015 às 04h56

    .
    .
    A SERVIDÃO E A ‘DOR NORMAL’

    O ‘Discurso da Competência’ [Meritocracia], expresso em revistas
    vendidas em bancas de jornais [como as das Editoras Abril e Globo]
    se põe a serviço da “Violência da Calma”, dando ‘dicas’
    sobre ‘como sobreviver nesse Mundo Competitivo’,
    prescrevendo desde cursos e MBAs até modos de apresentação pública
    por ocasião de uma entrevista de seleção para o emprego.

    Mesmo nos momentos de lazer, dizem essas revistas,
    deve-se buscar a atualização profissional.

    O lazer, afinal, pode, também, ser ‘capitalizado para o trabalho’.
    Frente à ameaça do desemprego é possível suportar trabalhar em empregos e em atividades nos quais é difícil identificar qualquer traço de dignidade, de humanidade.

    E, ainda, naturalizar a dor e o sofrimento impostos pelas condições de trabalho, como evidenciado, por exemplo, no depoimento de uma trabalhadora com Lesão por Esforço Repetitivo (LER) que dizia ter sentido uma “dor normal” no início da síndrome.

    Esse contexto torna-se propício ao não-estranhamento de situações degradantes de trabalho, tais como passar 8 horas por dia cortando a asa direita do frango ou catando papel e latinhas na rua.
    Se se aceita trabalhar e ver pessoas trabalhando nessas condições é porque a ética protestante é forte o suficiente para sustentar a calma, nesta violência.

    A “Violência da Calma” é sintônica
    com aquilo que Dejours (1987)
    chama de “Ideologia da Vergonha”,
    a qual visa encobrir o fato de se estar doente
    e faz suportar condições adversas de trabalho
    em nome do ‘corpo útil’ ao ‘trabalho útil’.

    Uma pesquisa desenvolvida por alunos de graduação em psicologia mostrou que o ‘discurso da competência’ [Meritocracia] alcança os estratos populares (Ackermann et al., 2003).

    Neles, há pessoas que passam de dois a três dias por semana procurando emprego em serviços públicos de recrutamento;
    outras, ainda, dedicam-se a fazer vários cursos de requalificação profissional.

    É possível pensar que essas atividades protegem os indivíduos da angústia frente à ausência de emprego, ocupando-lhes o tempo que seria dedicado ao trabalho, mas, simultaneamente, servem ao tamponamento da reflexão e apreensão crítica de sua situação.

    Alguns entrevistados manifestavam incômodo e receio quando solicitados a pensar sobre o seu desemprego, configurando a suspensão do cotidiano de busca por emprego propiciado pela entrevista como momento de angústia.

    O mesmo discurso da competência está por trás da competição instaurada entre parte dos indivíduos que vivem o desemprego.

    É de se supor que a solidão e a competição incrementem o sofrimento,
    reforçando as explicações que culpabilizam o indivíduo,
    fechando o círculo que retém a pessoa na busca de soluções individuais.

    No entanto, esta mesma pesquisa mostrou que há outros modos
    de enfrentamento do desemprego, norteados por outra lógica,
    em que a solidariedade, as redes de apoio e o uso do tempo
    – ausência de dicotomia entre tempo de trabalho e tempo de lazer;
    uso do tempo, igualmente, em atividades consideradas úteis ou não –
    se contrapõem ao discurso da competência.

    Estas formas contra-hegemônicas calcadas na cooperação, na solidariedade,
    na vinculação a redes de apoio, na não-dicotomização de trabalho e lazer,
    útil e não-útil são preciosas como inspiração para uma psicologia do trabalho e uma clínica psicológica também contra-hegemônicas.

    O sofrimento no desemprego advém do fato de se viver num mundo
    em que a ideologia burguesa de trabalho é a explicação hegemônica.

    Será que haveria sofrimento relacionado à ausência de emprego
    numa sociedade na qual o tempo livre, a preguiça e o ócio fossem virtudes?

    A centralidade do trabalho para explicar a sociedade e para compreender
    a identidade e a subjetividade precisa recuperar a largueza do trabalho
    como atividade genérica em que o homem inscreve a sua subjetividade
    no mundo, furtando-se à visão utilitarista.

    Leny Sato; Maria Luisa Sandoval Schmidt
    Universidade de São Paulo

    (Estud. psicol. (Natal) v.9 n.2 Natal maio/ago. 2004)

    (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2004000200019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt)
    .
    .

Cláudio

18 de fevereiro de 2015 às 23h13

:

**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

Responder

    Vlad

    19 de fevereiro de 2015 às 13h23

    Essa panfletagem repetitiva e mal localizada só se presta a uma coisa: provar que há coisas mais chatas que os posts do Franco.

Julio Silveira

18 de fevereiro de 2015 às 21h48

E assim funcionam a maioria das empresas brasleiras, piores patrões que os estrangeiros. Talvez por isso se entenda a pouca solidariedade que os trabalhadores dedicam as empresas privadas nacionais, na grande maioria dos casos preferindo trabalhar em multinacionais estrangeiras. A elite patronal nacional representa a continuidadade da vergonha brasileira de ter sido o ultimo país a fazer a libertação legal dos escravos, e sob muita pressão internacional.

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