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Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS

24 de abril de 2013 às 10h15

Cláudio Guerra afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS, era amigo pessoal de Fleury”

do portal Terra

O ex-delegado da Polícia Civil Claudio Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.

“Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.

No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.

Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.

Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.

O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.

“Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.

Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.

Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.

‘Enterrar estava dando problema’

Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.

Vídeo sugerido por hc:


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[…] [Para saber mais sobre a Folha e a ditadura, clique aqui. Ou aqui] […]

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Zanchetta

04/09/2013 - 16h48

Outra dedução que se tira… Se o Frias visitava o DOPS, o que dizer da Dilma que visitou a Folha?!?!

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26/04/2013 - 13h22

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hc

25/04/2013 - 23h35

Desculpe vejam a esta entrevista, é mais reveladora que o que o terra publicou.
52min de muita sujeira, a História vai ser mudada.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZTWbMUzA7Es

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Luís Carlos

25/04/2013 - 20h11

Folha novamente desmascarada. Tenta se esconder de seu passado de apoio a torturadores e assassinos mas essa mácula não apagará jamais.

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Julio Silveira

25/04/2013 - 16h53

Tem certas informações que trazem embutidas uma sensação de mal estar.
Essa é uma delas, alguem afirmar o que já se sabia, ou intuiamos, de nada adiantará para aqueles cidadãos que se preocuparam, ou se preocupam, com atos que ferem, ou feriram, os direitos constitucionais da cidadania, em qualquer momento histórico. Não reparar isso agride, mas para sorte deles, e tambem temos que reconhecer mérito, por que trabalharam, e trabalham, por um Brasil sendo contruido dentro desse moldes, sabemos que nada acontecerá. A não ser o escarnio de terem até defesa superior dentro dessa construção juridica feita para criar niveis de interpretação juridica e cidadanias preferênciais.

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Projeto de Nabil Bonduki afeta Frias e Marinho? - Viomundo - O que você não vê na mídia

25/04/2013 - 14h22

[…] Ex-delegado: Folha financiava a repressão durante a ditadura militar […]

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Desculpe a Nossa Falha | Folha X fAlha, jornalismo, #posTV, ativismo e o que mais nos der na telha » Blog Archive » Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS

25/04/2013 - 10h44

[…] Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS Tweet [Publicado originalmente no Viomundo e no portal Terra]   Cláudio Guerra afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco […]

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Nelson

25/04/2013 - 10h40

Acorda Thomaz. Em boa parte, os depoimentos de Cláudio Guerra apenas confirmam muito do que já se sabia.
Então, cabe à Justiça brasileira, diante de tal testemunho, buscar mais provas e, no caso de que elas existam, encaminhar a punição dos responsáveis.
Ou você ainda continua acreditando na tese de que os culpados dos “anos de chumbo” foram os comunistas, os sindicalistas, os esquerdistas ou os contestadores de um modo geral.

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Mardones

25/04/2013 - 09h48

Mais um para informar o papel que os empresários tiveram no golpe de 1964. Agora ficou ainda mais difícil tentar esconder a verdade. E a Folha, que tanto gosta de vasculhar o passado pecaminoso de seus adversários terá que fazer malabarismos para se livrar dessa participação criminosa. E não adianta criar palavrinha nova, não.

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Jose Mario HRP

25/04/2013 - 09h37

Toda essa coisa é mais que uma nojeira!
Nem vergonha, nem canalhice, pior, espiritos pouco evoluidos , que se alimentam de violencia, que vivem para fazer o mal, destruir vidas felizes, porque não sabem ser felizes, nem fazer com que os outros os amem………
Mas a justiça dos céus jamais tarda ou falta.
E isso me anima a continuar minha trilha.

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Gurgel e a aposentadoria de Demóstenes: R$ 22 mil - Viomundo - O que você não vê na mídia

25/04/2013 - 08h55

[…] Ex-delegado: Folha financiava a repressão […]

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Zanchetta

25/04/2013 - 08h20

Engraçada a memória seletiva…
Depoimento do Sérgio Guerra (que faz propaganda do livro dele) VALE!
Depoimento do Marcos Valério NÃO VALE!

Responder

    Jose Mario HRP

    25/04/2013 - 09h40

    Sabe, o delegado jamais foi julgado nem condenado.
    E isso é ainda mais revoltante, enquanto isso voce, derrotado que é, e anti Lula por profissão, fica aí se preocupando com mensalão, não dando a mínima para toda essa suprema nojeira que o estado praticou , em nome de nada, do golpe, do facismo!

    Juninho

    25/04/2013 - 09h41

    E o seu comentário vale menos ainda…

    abolicionista

    25/04/2013 - 09h54

    Pois é, caro Zanchetta, mas a verdade é que o do Guerra não vale, porque temos aquela leizinha estratégica chamada “Anistia”, que perdoou um crime imprescritível: a tortura. Pode isso? No Brasil pode. Pode o Brasil assinar documentos da Onu afirmando que a tortura é um “crime imprescritível” e mesmo assim “perdoar” seus torturadores? No Brasil pode. Assim como pode jogar a tal “teoria do domínio do fato” na lata do lixo depois de usá-la em um único caso. Eu diria que o Brasil é a terra das possibilidades, verdadeira Wonderland ao sul do equador. Que maravilha, não é mesmo?

    joel ferreira

    26/04/2013 - 15h15

    pois é cabecinha seletiva e cego. a tua memoria tá bem seletiva olhando só um lado.uma coisa não tira a outra.se você é favor das atrocidades que ele narra é por quê não teve parente nessa situação.ou você é da tucanada. seu ignorante.

FrancoAtirador

24/04/2013 - 23h14

.
.
Impressiona o que aconteceu com a jornalista Rose Nogueira,

que, no ano de 1969, era empregada do jornal Folha de S.Paulo,

estava amamentando o filho de 33 dias, e foi presa e torturada

pelo fascista facínora Fleury, amigo do patrão Otávio Frias.

Pois exatamente no período em que a jornalista estava na cadeia,

a Folha a demitiu sumariamente, alegando “abandono de emprego”.

Rose Nogueira ficou presa no Presídio Tiradentes, em São Paulo,

do dia 4 de novembro de 1969 até o dia 3 de julho de 1970.

O depoimento da jornalista Rose Nogueira, narrando a história,

foi publicado no livro “Tiradentes, um presídio da ditadura”,

e reproduzido aqui no VIOMUNDO, em 25 de outubro de 2010:

A seguir, alguns trechos do depoimento:

“Era noite do dia 3 para o dia 4. Clauset chegou e só deu tempo de contar que Ana Vilma tinha aparecido um pouco antes dizendo que Penafiel tinha sido preso.

Cacá nasceu em 30 de setembro, no Hospital 9 de julho, em São Paulo. Fórceps. Uma cirurgia por rotura da parede da bexiga e uma sonda me obrigaram a ficar mais de vinte dias internada. Quando a polícia chegou, o bebê tinha 33 dias e estávamos em casa havia mais de uma semana.

Eu mesma abri a porta quando eles tocaram a campainha. Empurraram Frei Fernando – que eu conhecia como Pedro – na minha direção. Eram uns dez, chefiados pelo delegado que respirava fundo e pesado. “Pega tudo, pega tudo”, ele gritava para os outros, que corriam por todo o apartamento abrindo portas, derrubando livros, remexendo roupas feito ratos famintos.
Fernando – ou Pedro – mostrou-me as mãos algemadas. Eu tremia. O bebê dormia no berço amarelo. Nem acordou com a barulheira.

– Vocês estão presos. E o bebê vai para o Juizado de Menores.
– O bebê não vai. E eu só vou com vocês se puder deixá-lo com a minha família.
– Terrorista não tem família, não tem que ter filho. E eu sou curador de menores – ironizou.
– Não sou comunista.
– Olha, moça, eu posso usar violência.
– Pode, mas com o bebê eu não vou.
Respirou fundo, parou e perguntou:
– Onde é que mora sua família?
– Na Vila Olímpia.
– Muito longe. Tem alguém que more mais perto?
– Meus sogros. Moram na rua Rego Freitas.
– Então vamos pensar até amanhã se a gente deixa a criança lá. Você fica aqui, até eu voltar pra te buscar.
Levaram Clauset e Fernando. Fui algemada no braço de madeira do sofá. Dois homens, um alto e corpulento, e outro gordo e baixo, ficaram comigo. E a advertência:
– Eles têm ordem para usar de violência. E se chegar alguém aqui, tá em cana.
Soltaram-me as algemas para que eu pudesse dar de mamar ao menino no quarto. Peito e mamadeira. Até que o baixinho foi lá.
– Ele já dormiu. Pode colocar no berço de novo.
– Mas qual é a diferença?
– Você ouviu: a gente pode usar de violência.
Amanhecia. Os dois ligaram o rádio. Futebol. Naquela noite ia ter Coríntians e Santos de portões abertos. Perguntaram qual era o meu time. Coríntians. Sorriram satisfeitos.
O grandão se levava a sério. Folheava livros, abria papéis, queria saber o que era cada um. Anotações de antigas reportagens, notas de compra, bilhetinhos domésticos, cartas de amor. “Tudo tem que ser anexado”, dizia ao outro.
Prenderam Manoel, fotógrafo do Jornal do Bairro, que foi procurar pelo Clauset a pedido de Abade, o diretor de redação. Um outro rapaz, novinho, também foi preso. E ainda levaram o zelador do prédio, por não preencher uma “ficha de hóspedes” que a lei de exceção obrigava. Quem dormiu algumas vezes lá em casa foi frei Betto. E Carlos Marighella, em períodos separados. Mas o zelador nunca percebeu.
Os tiras se queixavam da falta de sono e ficaram alegres quando o delegado chegou, seguido pelo mesmo séquito, para me buscar. Isso foi na tarde do dia 4.

– O menino fica na Rego Freitas e você inventa uma história. Se abrir a boca, já sabe.
Levaram-me na Veraneio com o bebê. Alguém foi guiando o nosso carro. Na porta do prédio um investigador desceu comigo e avisou que tinha a mão no revólver. Cacá – que na época era só o nenê – ia dentro do moisés azul, um cesto para carregar crianças. Coloquei caixas de fraldas novas e várias mamadeiras na sacola, na esperança de que meus sogros estranhassem e fizessem perguntas.

No apartamento, apenas a empregada, que não percebeu nada. O investigador me obrigou a escrever um bilhete dizendo que ia visitar uma amiga no hospital. Escrevi também a receita da mamadeira, tentando ganhar tempo. Ninguém chegou.
O tira, que tinha nome no diminutivo, como todos, leu, releu e deu a sentença:
– Pode beijar o menino, que a gente está com pressa.”

(…)

“O leite que eu tirava do seio ainda insistia em vazar e minha blusa cheirava a azedo. A febre aparecia todo dia. O leite me fazia pensar que, enquanto estivesse ali, brotando, eu estaria ligada ao meu filho. Dias depois veio o diminutivo do dia me buscar para depoimento. Empurrava-me pela escada, enquanto gritava: “Vai, miss Brasil! Sobe essa escada logo, sobe!”
Miss Brasil era o nome de uma vaca leiteira que havia sido premiada. E na sala para onde me levou, o “inho” chamava os outros: “Olha a miss Brasil, pessoal! Tá cheia de leite! É a vaca terrorista!“. Eles riam e me beliscavam nas coxas, nas nádegas. Eu gritava e perguntava pelo bebê.
– Pergunta quem faz aqui sou eu. E vamos ver se o nenê chora mais do que você quando a gente for buscar ele de novo.
Era o que eles queriam: que eu soubesse que o bebê esteve lá, que poderiam fazer qualquer coisa. Meu Deus, eles não tinham limites! Ao voltar para a cela, o homem me olhou com ironia e disse: “Mas esse leitinho esse nenê não vai ter mais, não”.
Naquele dia ou no outro trouxeram um médico ou enfermeiro para Vera, uma mocinha de Ribeirão Preto que foi muito torturada. Levaram-na para um quarto que ficava depois da carceragem com o marido, também muito ferido. O mesmo sujeito, vestido de branco, levou-me para a carceragem. Numa mesinha tinha aquela latinha retangular com seringas dentro. Preparou a injeção. Um tira segurava meu braço.
– Quem é você?
– Sou do Pronto Socorro de Santana, que fica aqui na Barra Funda – riu. – Vim aplicar a injeção para cortar o leite.
– Ah, não vou tomar – protestei e perdi a cabeça. Eu não quero tomar essa injeção. Deve estar contaminada. Vocês querem me passar hepatite, qualquer doença. Eu quero ficar com o meu leite!
No desespero, joguei a latinha no chão. O tira gritou, vieram mais dois, que me seguraram. O homem aplicou a injeção na coxa, na parte da frente, ainda com as marcas roxas dos beliscões.
O leite secou logo. Fui para o Tiradentes sem ele.

“Hoje é 22 de março de 1997 e os editores Alipio e Granville têm o espaço curto. Não sei se o texto está comprido demais. Tenho outras lembranças, claro, e tento chegar o mais perto possível da realidade, embora o tempo às vezes nos maltrate. Mas este não é só um livro de memórias. É também um livro sobre os fatos. Sobre o que aconteceu com milhares de pessoas que ousaram pensar e sonhar um mundo mais bonito.

A tarefa fica agora para historiadores, escritores, economistas sociólogos, artistas e jornalistas na análise e na explicação dos momentos políticos, nos interesses que há por trás de uma ditadura.

Será preciso pelo menos perguntar por que, na América Latina, quase todos os regimes militares terminaram ou se enfraqueceram ao mesmo tempo em que a “era Reagan”, com a cobrança da dívida externa dos países pobres, entrava no ar. Para que então as ditaduras? Em seguida, aparecem os conceitos do tal “consenso de Washington”, além de expressões como globalização e neoliberalismo. O trabalho perde o valor, o desemprego cresce, a miséria se multiplica. O primeiro mundo é um sonho mágico, ao alcance de qualquer barraca de camelô. Miami está ali mesmo. Falar em terceiro mundo está fora de moda. Alguém diz que as ideologias acabaram. Esquerda e direita se confundem, quase se fundem. Afinal, para que mesmo as ditaduras?

Vinte e sete anos depois, descubro que fui punida não apenas pela polícia toda-poderosa daqueles tempos, pela “justiça” militar que me absolveu depois de me deixar por nove meses na prisão, pela luta entre vida e antivida nesse período.

A ordem não-escrita, na época, era não nos deixar trabalhar, não deixar sobreviver. Um dia após ser absolvida, em 71, voltei ao meu trabalho na Editora Pini. Todos os jornais cobriram o julgamento. O porteiro nem me permitiu entrar. Foi logo dizendo: “eles disseram que estavam correndo risco com a senhora aqui e nem sabiam, porque a senhora é terrorista”. Demissão sumária. Esse foi só um caso.

Ao buscar, agora, nos arquivos da Folha de S. Paulo a minha ficha funcional, descubro que, em 9 de dezembro de 1969, quando estava presa no DEOPS, incomunicável, “abandonei” meu emprego de repórter do jornal. Escrito à mão, no alto: ABANDONO. E uma observação oficial: Dispensada de acordo com o artigo 482 – letra ‘i’ da CLT – abandono de emprego”. Por que essa data, 9 de dezembro? Ela coincide exatamente com esse período mais negro, já que eles me “esqueceram” por um mês na cela.

Como é que eu poderia abandonar o emprego, mesmo que quisesse? Todos sabiam que eu estava lá, a alguns quarteirões, no prédio vermelho da praça General Osório. Isso era e continua sendo ilegal em relação às leis trabalhistas e a qualquer outra lei, mesmo na ditadura dos decretos secretos. Além do mais, nesse período, caso estivesse trabalhando, eu estaria em licença-maternidade.

Não sabíamos disso. Nem eu nem Cláudio Abramo, que tentou interferir para me reconduzir ao trabalho na saída da prisão, sem sucesso. Imagino que ninguém da empresa, atualmente, deva saber ou se interessar por esse assunto.”

(http://www.viomundo.com.br/politica/rose-nogueira-o-abandono-de-emprego.html)

O ESCREVINHADOR Rodrigo Vianna, assim comentou o fato, no ano de 2010:

A “Folha”, na época, não procurou a família de Rose pra saber se a jornalista precisava de ajuda.
Esperou apenas a data conveniente para demiti-la.
E era uma funcionária do jornal que – ao ser presa – tinha dado à luz há 33 dias apenas.

Quando leu o editorial da “Folha”, em que o jornal qualificou a ditadura brasileira de “ditabranda”, Rose diz que pensou:

“alguém ali na Barão de Limeira enlouqueceu de vez”…

(http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/folha-demitiu-jornalista-que-estava-presa-pela-ditadura-e-sob-tortura-no-deops.html)

Responder

    Mário SF Alves

    27/04/2013 - 18h22

    É numa situação destas que a gente entende a necessidade de superar qualquer vestígio de ideologia burguesa.
    _________________________________________
    E prossegue a dúvida: em nome do quê se cometeu essa barbaridade toda? Realmente em nome do quê o Brasil incendiou o que ainda lhe restava de consciência cívica? Que benefícios a tomada do poder e as ações subsequentes desses trogloditas (torturadores e ditadores) trouxeram ao País? Quem vai pagar por isso?

rodrigo

24/04/2013 - 20h52

E aí pra desacreditar o primeiro “pentito” dos porões da ditadura contrataram você…

Responder

Marat

24/04/2013 - 20h50

Está sendo enterrada de vez, na lama, a reputação do PIG… Creio que muitos outros nomes (e sobrenomes) graúdos surgirão!

Responder

    Fabio Passos

    24/04/2013 - 23h25

    O PiG inteiro e um enorme entulho da ditadura.
    marinho, civita, frias e mesquita foram todos cumplices de torturas e assassinatos.

    Ja passou da hora do Brasil se livrar destas oligarquias perfidas do PiG.

Francisco

24/04/2013 - 18h57

O grupo Estadão tem um compromisso inarredavel com a verdade e com a transparência democratica, os mais amplos interesses do povo brasileiro e sua luta pelas liberdades e direitos humanos.

Tem também aquela do papagaio, mas é menos engraçada…

Responder

    FrancoAtirador

    24/04/2013 - 19h29

    .
    .
    Tem também aquela do Grupo G.A.F.E.*

    Mas aí seria contar 2 vezes a mesma piada.
    .
    .

    Julio Silveira

    24/04/2013 - 20h12

    Realmente, existem poucas que superem essa, kkkkkkkkk.

Francisco Antonio da Silva

24/04/2013 - 18h44

Juca kFOURI,Marina Silva, Aécio Neves, Eliane Catanhede que vivem metendo o pau no Lula e Dilma, todos trabalham na Folha de São Paulo. E o pior é que eles sabem da historia da Folha.

Responder

Vitor

24/04/2013 - 17h04

Folha vai publicar entrevista no ERRAMOS.

Responder

Jotace

24/04/2013 - 17h02

O PONTO SENSÍVEL

Sim, são por demais importantes denúncias como essa e as muitas outras a que se permitem os blogs realmente ‘sujos’. Ainda que as famílias mafiosas da grande imprensa se lixem para elas. Mas há um ponto sensível em todas as organizações mafiosas, como foi o caso daquela que liderava Al Capone: as fortunas imensas que escondem. Hoje, para isso existem os paraísos fiscais. É preciso que investiguemos e denunciemos o crime financeiro também, para que o povo brasileiro saiba qual é o verdadeiro comportamento da máfia que os engana todo o dia. Se o governo não investiga, porque tem também o rabo preso, cabe ao povo fazê-lo e divulgar os resultados. Que surjam outros bravos profissionais como o Amaury para a ação!

Responder

assalariado.

24/04/2013 - 16h52

Gostaria de perguntar aos internautas: Quando foi que a classe burguesa esteve ausente nos golpes de Estado, planeta afora? Ela, a burguesia, sempre é, e será, o sujeito oculto das histórias dos golpes. Mesmo porque quando se trata de elucidar os golpes de Estado -(Estado este, e suas instâncias)-, logisticamente montadas pelas elites, para mante -las como forças invisiveis e ocultas perante a sociedade. Que, no entanto, é quem financia o serviço sujo, como sempre, que é executado pelos seus mercenários de plantão, braços armados e lacaios jurídicos que, ‘trabalham’ para manter o Brasil nação, como mera colonia subdesenvolvida e dependente, quintal do capital internacional.

A burguesia mesmo, nunca pega em armas, armam os mercenários e seus soldados, os usam como bucha de canhão, escudos ideologicos traidores do Brasil, que são os de cerebros lavados, pela CIA/ EUA e G7, é a história da luta de classes quem registra isso. E ainda tem pessoas que vê nesses atos/ golpes, uma obra do acaso porém, se trata de tramoias e mais tramoias da classe capitalista como classe politica organizada. Porém, sempre os mostrem e vos mostram, via PIG, como meia duzia de empresas e empresários, ‘bem sucedidos’.

Os donos do capital, como classe dominante social, nunca atacam a sociedade constituída e o Estado Democrático de Direito de cara aberta, sem mascaras, se camuflam dentro do seu cavalo de troia, usam como escudo a instâncias de Estado e a sua carta magna putrefada que, funciona sempre, ao modo de Joaquins e seus Silverios dos Reis. O capital e seus Joaquins Silvérios da vida nunca perdem tempo, na real juntos, nos bastidores da história, são os que escrevem os roteiros golpistas, e também são os (CORRUPTORES), ao mesmo tempo, são os (CORRUPTOS), da nação e da constituição.

Saudações Socialistas.

Responder

    Mário SF Alves

    24/04/2013 - 22h35

    Prezado assalariado,
    Às vezes chego a pensar que o inimigo não é a mídia fora-da-lei; não é o Barbosão do mentirão; não é o (en)Cerra; não é rifa-Brasil FHC(b), e nem sequer são os EUA.
    ____________________________
    Às vezes penso que o inimigo é e sempre foi o sistema capitalista; seja ele clássico, financeiro ou neoliberal. Assim, seria ele o verdadeiro obstáculo à nossa tão sonhada evolução socioeconômica. Assim, seria ele o verdadeiro impecilho ao vir-a-ser da História do Humanidade. Por isso mesmo seria humanisticamente tão irrelevante aos norte-americanos terem atingido o patamar tecnológico que atingiram. Assim, nada de novo desde Marx, pois seria ele, o capitalismo, aquele que induz os EUA a serem o que são, ou seja o país mais frio e cruel do mundo.
    ___________________________________________
    Mas, às vezes também me ocorre pensar que os males da Humanidade não tiveram início com o capitalismo. O catolicismo, por exemplo. Ele não é o que é apenas por obra e graça do capitalismo. Ao contrário, parece não ser absurdo acreditar que no caso de um apagão conservador do sistema, o catolicismo ainda seria a ideologia religiosa dominante nesse suposto retorno da classe dominante ao velho feudalismo.
    ___________________________________________________
    Isto posto, penso que seja a partir daí que deríamos pensar. Que seja a partir daí que deveríamos referenciar a crítica e organizar a resistência.

    assalariado.

    25/04/2013 - 10h11

    VIVA! VIVA! VIVA!

    Mário SF, descobriu o que tanto tento passar para os internautas. Sim, o grande ator oculto da história da luta de classes é a classe burguesa e/ ou, como queiram, os donos do capital.

    Sobre o seu 1º paragrafo; O Brasil está cheio de soldados e quarteis a serviço da (ideologia) capitalista que, por sua vez, se subdividem com nomes de Serras, Joaquins entre outros vendidos da nação.

    2º paragrafo; Posso afirmar com segurança que o PIG, o modo de produção capitalista e seus ideologos de plantão, são as barreiras a serem vencidas e derrotadas pelos de ideologia Socialista, nessa sociedade dividida entre exploradores x explorados. Porém, observe, o quartel mundial dos donos do capital, não tenhamos dúvidas, está nos EUA. Este é, o quartel general da burguesia e sua ideolgia imperialista de saques aos assalariados outras nações.

    3º paragrafo; A nascente burguesia, no então século 18, se espelhou na igreja catolica como forma de se organizar e manipular as massas, de modo que subjugasse povos e as nações, na condição de explorados pela fé e pelo deus dinheiro. Nisso a burguesia se saiu melhor, tanto é que, acabou aquela história de religiao se misturar com Estado. Ou seja, para que dois deuses numa mesma terra, seja ele o deus dinheiro, seja ele o deus onipresente, oniscente e onipotente. Já viu ne?

    4º parágrafo; Organizar resistência (!?) Este é o caminho para nos libertar da exploração do capital sobre o trabalho e suas implicações. Teremos que construir a (CONTRA HEGEMONIA), a qual Antonio Gramsci tanto fala em seus escritos. E para começar essa construção de nossa (HEGEMONIA POLITICA) podemos, todos nós internautas participar, cada um em sua cidade, no 1º e Maio de 2013 e, aproveitar para assinar o abaixo assinado das leis das midias.

    VAMOS TODOS AO 1º DE MAIO!

    Saudações Socialistas.

    Mário SF Alves

    25/04/2013 - 13h38

    Prezado assalariado,

    Sei que o que vou te dizer pode ser entendido como sendo testemunho vivo de ingenuidade ou alienação política. Mas, ainda assim… creio que valha a pena. Ainda que a grande maioria da alma brasileira (mediana e ideologicamente condicionada) dificilmente consiga deixar de ser pequena.
    ____________________________________

    Voltando ao ponto. E ainda sobre a questão anterior da identificação do real inimigo. Assim, o que ora interessa ter equacionado e solucionado é saber se nos dias de hoje (na atual etapa do capitalismo e estágio atual da ciência e tecnologia/informática) a propriedade PRIVADA – atente bem – [só a] dos MEIOS DE PRODUÇÃO (e as ideologias que lhe são inerentes) ainda pode ser considerada como o indubitável/insofismável sustentáculo da exploração e escravização do homem pelo homem.
    __________________________________
    Outra coisa diz respeito ao entendimento quanto àquilo que, no Brasil atual, se poderia – objetiva e cientificamente – chamar ou considerar com inimigo. Ou, esticando um pouco mais a corda, quem ou o quê é o INIMIGO? Ou, ainda, quem ou o quê é o INIMIGO de quem?
    ___________________________________________
    Atenciosamente,

    Mário SF Alves

Bacellar

24/04/2013 - 16h26

Se seguir nessa toada daqui a pouco ele “some do mapa”. Já deve estar encomendado até…

Sera que essa sai na Foia?

Responder

abolicionista

24/04/2013 - 16h18

É esse o jornal que diz defender a democracia, o Brasil realmente não é para principiantes…

Responder

    Mário SF Alves

    24/04/2013 - 23h04

    Então, e não é de dar nó nos neurônios?

    abolicionista

    25/04/2013 - 10h00

    O Brail não precisa de surrealismo, nossa realidade já é surreal…

Moacir Moreira

24/04/2013 - 16h09

Não duvido nada que isso seja verdade.

E tem gente com saudade da ditadura, hein?

Responder

Isidoro Guedes

24/04/2013 - 15h38

CORREÇÃO: Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970 meu pai trabalhava no Grupo Ultra. Por determinação do capitão Peri Higel, diretor-presidente do grupo, meu pai (já falecido), que era vigilante na fábrica da Ultragás (no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo), foi fazer a segurança do executivo Henning Albert Boilesen.
Morávamos na Vila Carioca, subdistrito operário do Ipiranga, e eu, na minha tenra idade (entre os 7 e os 9 anos) sequer imaginava quem era esse tal de sr. Boilesen.
Me lembro de ter ido algumas vezes na mansão deste senhor, levado por meu pai, e em todas as vezes que fui ele me pareceu ser uma pessoa bastante simpática, cordial e atenciosa.
Me lembro vagamente de meu pai ter comentado, no dia de sua morte, que o seu “patrão” (no caso Boilesen) sofrera uma emboscada armada por terroristas e que teria sido morto nessa emboscada.
Meus pais lamentaram muito a morte desse executivo, que tinham em conta como uma boa pessoa e um bom patrão.
Pouco depois da morte desse executivo do Grupo Ultra nossa família retornou para Pernambuco (inicialmente para morar em Canhotinho, agreste de Pernambuco, perto de Garanhuns, e posteriormente em Surubim, cidade natal de meu pai). Mas já em 1973 nossa família retornou para a capital paulista, onde foi morar no bairro da Penha de França (Zona Leste), onde viveu até 1981 (nessa época eu já estava no Rio de Janeiro, onde morei até 198e4, pois em 1979 fui para a Marinha Brasileira, fazer carreira militar).
Anos mais tarde, já saindo da adolescência e entrando para a juventude (e já com os ideais de esquerda povoando meus pensamentos) descobri que esse senhor afável e amável da minha infância foi na verdade um dos principais executivos de empresa colaboradores da ditadura militar.
E que sua “colaboração” financeira com os militares resultou na prisão, tortura e assassinato de milhares de militantes políticos da oposição e da resistência armada ao regime militar.
Descobri que, obviamente, sua morte teve a ver com sua extreita ligação e colaboração direta com o regime militar.
Meus pais, de pouca instrução e baixo nível de politização, morreram com a imagem de bom patrão do sr. Boilesen. Mas eu até hoje tenho horror a este senhor, que sujou as mãos de sangue ao colaborar com a prisão arbitrária, a tortura e o assassinato de inúmeros jovens e líderes políticos dos chamados “Anos de Chumbo”.
Não me vanglorio de seu assassinato, mas creio que ele acabou pagando caro por ter sujado suas mãos de sangue (mesmo que indiretamente) ao colaborar com o Estado de terror que o Brasil vivia naqueles tempos.

Responder

Isidoro Guedes

24/04/2013 - 15h35

Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970 meu pai trabalhava no Grupo Ultra. Por determinação do capitão Peri Higel, diretor-presidente do grupo, meu pai (já falecido), que era vigilante na fábrica da Ultragás (no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo), foi fazer a segurança do executivo Henning Albert Boilesen.
Morávamos na Vila Carioca, subdistrito operário do Ipiranga, e eu, na minha tenra idade (entre os 7 e os 9 anos) sequer imaginava quem era esse tal de sr. Boilesen.
Me lembro de ter ido algumas vezes na mansão deste senhor, levado por meu pai, e em todas as vezes que fui ele me pareceu ser uma pessoa bastante simpática, cordial e atenciosa.
Me lembro vagamente de meu pai ter comentado, no dia de sua morte, que o seu “patrão” (no caso Boilesen) sofrera uma emboscada armada por terroristas e que teria sido morto nessa emboscada.
Meus pais lamentaram muito a morte desse executivo, que tinham em conta como uma boa pessoa e um bom patrão.
Pouco depois da morte desse executivo do Grupo Ultra nossa família retornou para Pernambuco (inicialmente para morar em Canhotinho, agreste de Pernambuco, perto de Garanhuns, e posteriormente em Surubim, cidade natal de meu pai). Mas já em 1973 nossa família retornou para a capital paulista, onde foi morar no bairro da Penha de França (Zona Leste), onde viveu em 1981 (nessa época eu já estava no Rio de Janeiro, onde morei até 198e4, pois em 1979 fui para a Marinha Brasileira, fazer carreira militar).
Anos mais tarde, já saindo da adolescência e entrando para a juventude (e já com os ideais de esquerda povoando meus pensamentos) descobri que esse senhor afável e amável da minha infância foi na verdade um dos principais executivos de empresa colaboradores da ditadura militar.
E que sua “colaboração” financeira com os militares resultou na prisão, tortura e assassinato de milhares de militantes políticos da oposição e da resistência armada ao regime militar.
Descobri que, obviamente, sua morte teve a ver com sua extreita ligação e colaboração direta com o regime militar.
Meus pais, de pouca instrução e baixo nível de politização, morreram com a imagem de bom patrão do sr. Boilesen. Mas eu até hoje tenho horror a este senhor, que sujou as mãos de sangue ao colaborar com a prisão arbitrária, a tortura e o assassinato de inúmeros jovens e líderes políticos dos chamados “Anos de Chumbo”.
Não me vanglorio de seu assassinato, mas creio que ele acabou pagando caro por ter sujado suas mãos de sangue (mesmo que indiretamente) ao colaborar com o Estado de terror que o Brasil vivia naqueles tempos.

Responder

J Souza

24/04/2013 - 15h11

No documentário “Guerra contra a democracia”, de John Pilger, postado aqui no Viomundo – http://www.viomundo.com.br/denuncias/john-pilger-guerra-contra-a-democracia.html
é mostrado como Pinochet ainda “governa” o Chile, através do ideário neoliberal dominante naquele país.
A ditadura ainda não acabou em vários países da América Latina, pois o medo de que ela volte está na mente das pessoas. Admitindo ou não, os políticos, o judiciário e a mídia têm medo ou até querem, como é o caso desta última, que a ditadura volte.

Responder

trombeta

24/04/2013 - 14h58

A folha é a cara do PIG: adora ditadura de direita mas acha ruim quando é de esquerda.

Responder

Maria Paula

24/04/2013 - 14h50

Nojo, nojo…e nojo.

Responder

lucio antonio

24/04/2013 - 14h46

A Folha não se limitava apenas a este papel; ela tb cedia os carros dela a fim de serem usadas pelo pessoal do Doi-Codi e OBAN. cONCORDO C/ O LEITOR Q AFIRMA Q SEM APOIO DE CIVIS, a ditadura não teria tido tanta força, inclusive p/ assestar um golpe de estado em 1964. Daí, a defimnição ditadura civil militar…q na sua essência politico-econômica continua nas mãos dos mesmos empresarios, banqueiros e…O SNI AINDA NÃO DEIXOU DE ESPIONAR…afinal de contas, como dizia o personagem Principe de Salinas n’O Leopardo (Tommaso di Lampedusa”…nada contra as mudanças…DESDE Q TUDO CONTINUE COMO ESTÁ…”. O q é a “Constituição Cidadã” de 1988(sic) se não o produto de mais um “pacto das elites”?

Responder

Elvys

24/04/2013 - 14h32

Que tal aquela turma de estudantes que promovem “esculachos” em frente residencias de colaboradores/torturadores da ditadura civil-militar convocarem um Esculacho gigantesco na sede da folha de sao paulo? Um boicote ao jornal folha de sao paulo? Hora de transformar indignacao em acoes concretas, nao acham?

Responder

    lucio antonio

    24/04/2013 - 14h57

    Ótima sugestão. A Folhona merece. Vou enviar para o Coletivo da Juventude pela Memória, Verdade e Justiça.

MariaC

24/04/2013 - 14h00

Entendo que a Folha é mais inconsequente e por isso mais perigosa, nem liga com sua propria imagem, mais, se puder arrancar alguma graninha tá bom. Já o Estadão apresenta-se com escrúpulos e justificativas. Resta ao povo que se lembra melhor julgar.

Responder

Elias

24/04/2013 - 13h50

Ojeriza é o que sinto diante de tal depoimento. Pensar que li a Folha por tanto tempo sem saber que seu dono era “amigo pessoal” de um dos mais sórdidos assassinos do Brasil.

Responder

    Australophitecos

    25/04/2013 - 09h22

    Caro Elias,

    Folha, Veja, Abril, Globo, Band e toda a grande midia esta enfiada no mesmo “saco”. De um jeito ou de outro elas ditam as referências. Ou você acha que novelas e jornais estão ai para o bem estar da população brasileira.

    Mário SF Alves

    26/04/2013 - 10h35

    Eu respondo. Sim, estão aí não para o bem estar do povo, mas, para a manutenção (ilegal/inconstitucional) do atraso. Para a manutenção dos 500 anos de atraso. Para a manutenção do modus operandi instituído desde 64. Para a manutenção da colônia (êpa! esqueçam tudo o que escrevi). E por aí vai.
    _____________________________________
    E, haja inteligência; haja estratégia; haja pragmatismo; haja jogo de cintura; haja antevisão do processo; haja PT (de verdade).
    _____________________________________________
    E esse diabo desse petróleo que não acaba mais nunca, heim?

maria de sobral

24/04/2013 - 13h44

Estamos vendo como se fabrica atentados para incriminar alguem. E como certas “irmandades” existem, em se tratando de poder.

Responder

JOSE ANTONIO BATATA

24/04/2013 - 13h29

Falha de São Paulo.KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Responder

H.92

24/04/2013 - 13h22

A ditadura ainda não acabou, ele resiste ainda na mídia privada do Brasil.

O que mais choca é a impunidade, muitos vão responder no além os crimes que cometeram durante o golpe, os que estão em vida são protegidos pela lei da anistia que o stf tanto defende… que inveja da Argentina!

Responder

Fernando

24/04/2013 - 13h15

fazq ue nem na Argentina, que coloca na cadeia esses criminosos não importa a idade que tenham….pq aqui tem que ser diferente?? pq aqui esses assassinos não vão pra cadeia????

Responder

    Juninho

    25/04/2013 - 10h09

    Era o que se esperava do governo do PT, mas, mijaram nas calças…

Folha financiava a tortura ! | Conversa Afiada

24/04/2013 - 13h04

[…] Ex-delegado: Folha financiava operações na ditadura; Frias visitava o DOPS, era amigo pessoal de F… […]

Responder

edson silva

24/04/2013 - 12h44

E quem duvidava que Folha, Estadão, rede globo colaboraram com essa Ditabranda”?!!?!!?

Responder

Willian

24/04/2013 - 12h35

Todos os que colaboraram com mortes numa ditadura deveriam ser punidos, na medida exata de seus crimes, seja a ditadura brasileira, argentina, chilena ou cubana.

O problema é que aqueles que mataram durante a ditadura cubana ainda são chamados de heróis e estampados orgulhosamente em camisetas.

Responder

    FrancoAtirador

    24/04/2013 - 14h44

    .
    .
    É verdade, Willian.

    Não dá pra entender como ainda tem gente por aí,

    não só em Cuba, mas principalmente em Miami/USA,

    que endeusa o ditador cubano Fulgencio Batista


    FULGENCIO BATISTA

    FrancoAtirador

    24/04/2013 - 14h58


    GENERAL FULGENCIO BATISTA, O LACAIO DOS UNITED STATES

    Ely Veríssimo

    24/04/2013 - 16h09

    Franco Atirador, sempre certeiro….

    Willian

    24/04/2013 - 17h09

    Fulgêncio batista não é e nunca foi meu ídolo.

    Desafio a ambos a dizer que Che Guevara não é também de vocês.

    Nelson

    24/04/2013 - 17h27

    Muito boa, mas muito boa mesmo a tua réplica, Franco Atirador. De emudecer o nosso emérito comentarista William.

    Willian

    24/04/2013 - 17h08

    E sua camiseta do Che, está guardada no armário? Quantas pessoas morreram pela mão de seu ídolo?

    Fulgêncio Batista está lixeira da história, tanto que a foto e a capa da revista são de dezenas de anos atrás.

    Che Guevara, o assassino, ainda é um ídolo de vocês hoje.

    rodrigo

    24/04/2013 - 18h13

    Quanto medo você tem de um fantasma… Aliás, e esse tal de “comunismo” não tava morto e enterrado depois da queda do muro de Berlim e do esfacelamento da União Soviética?

    FrancoAtirador

    24/04/2013 - 19h21

    .
    .
    Mas, por falar em United States of America, conta aí,

    quantas pessoas foram mortas por George Washington,

    para que houvesse libertação do povo Norte-Americano

    do jugo colonialista do Reino Unido da Grã-Bretanha.
    .
    .
    E quantas pessoas foram sacrificadas, sob as ordens

    de Abrahan Lincoln, para que os EUA se constituíssem

    uma única Nação com um Estado unificado e forte?
    .
    .
    Che Guevara foi um dos Libertadores de Cuba,

    o primeiro País da América Latina a se livrar

    do colonialismo dos United States of America.

    Na época, os meios que o Povo Cubano utilizou

    para se libertar, sob o comando de Fidel e Che,

    foram os mesmos utilizados pelo povo dos U.S.A.

    Washington e Lincoln, assim como Che e Fidel,

    são heróis, sim, dos seus respectivos povos.
    .
    .
    Willian,

    Vai um conselho, por descargo de consciência,

    porque não há esperança de que vás atendê-lo:

    Para alcançares um discernimento da História,

    primeiro tens de parar de ler as Estorinhas

    contadas pelo Departamento de Estado dos U.S.A.,

    via Revista Veja e outros gibis da Abril/Naspers.

    J Souza

    24/04/2013 - 22h37

    “Esse Che é um ‘assassino’ mesmo… Invadiu vários países para impor uma ideologia que só alimenta o lucro das grandes corporações e explora os trabalhadores desses países, sem lhes dar direitos sociais…

    É um ‘fascínora’, que matou pobre soldados indefesos, sem dinheiro, desarmados, que lutavam com paus e pedras, sem apoio do império norte-americano…

    Ah… ia esquecendo… e que comia criancinhas…

    Morreu rico, na sua mansão de luxo (uns dizem que foi no seu iate!) em Havana…”

    Vai ver que tem “escola” que ensina assim… Para esse tipo de gente, heróis são os drones…

    simas

    25/04/2013 - 00h22

    Ahhh!… Willian. Ás vezes, sinto, q o tesouro q vc tem dentro de vc vai falar mais alto. Pq vc, argumenta, sem o ranço dos q lhe cerca; repete frases feitas, apenas; sem mta convicção.
    Tenho esperança q – está prestes a chegar, vc vai descobrir q o grde desafio é amar e testemunhar a vida. Aê, vc vai perceber q o Guevara foi capaz, até, de doar a vida, em celebração.

    Saçuober

    25/04/2013 - 11h11

    Vamos discutir o Brasil, Cuba deixe para os cubanos.
    O Lula é ditador?
    A Dilma é ditadora?
    O regime do Brasil é comunista?
    Agora no STF tem gente com o perfil de ditador, nos tucanalhas de entregador e no pig de apoiador, e o senhor de defensor e bajulador deste povo.

    Francisco

    24/04/2013 - 18h50

    Quando a ditadura militar de 64 teima em se intitular “revolução” é porque desde a Revolução Francesa, se compreende que revoluções, como são expressão do povo, avalizam um regime como legitimo.

    Os militares não fizeram revolução, fizeram golpe.

    A Revolução Cubana foi revolução (questiona?) e os golpes pela América Latina foram todos perpetrados por grupos politicos SEM VOTO.

    João Goulart era um governo eleito e confirmado no poder por um plebiscito esmagador.

    Cuba foi uma revolução e está “na beira” dos EEUU: se o regime fosse desagradavel ao povo cubano, já tinha rodado há muuuuito tempo.

    Aceite isso. A direita não tem voto.

    Mário SF Alves

    24/04/2013 - 23h02

    E aí, Willian, tá vivo ainda?

Maria Libia

24/04/2013 - 12h30

Esqueceu da FIESP, das construtoras, etc. O

Responder

Fefeo

24/04/2013 - 12h26

Essa tal de imprensa livre…

Responder

    J Souza

    24/04/2013 - 15h04

    Livre mesmo… Livre para mentir, difamar, sonegar, enganar, ludibriar, especular, e até… matar!

    Australophitecos

    25/04/2013 - 09h30

    aplausos, aplausos, aplausos…..

Silvio Torres

24/04/2013 - 12h24

E os “inteligentes” do Estadão e da própria Veja, com todo o passado glorioso que esses veículos têm, jogam tudo na lata do lixo, tentando ser primos pobres e tardios de empresas fascistas e facínoras.

Responder

Edson

24/04/2013 - 12h23

Pena que o Brasil não é um país sério!!!

Responder

    simas

    24/04/2013 - 23h24

    Cara,
    O Brasil não é um País sério, na sua visão… Vc, não tendo o q argumentar, em favor da verdade, fica, como mtos, repetindo essa insanidade.
    Modéstia à parte; sou vivido o bastante pra afirmar, com toda a garantia de q meu País é uma sociedade com nível bastante razoável de seriedade. Junto a essa certeza, como parte da garantia, citada, o meu exemplo de vida, particular; a história de vida de meus Pais e, pago pra ver… o futuro de meus filhos.
    O q vc declara, aê, soa como ofensa, grave. Se diante de minha pessoa, vc se expressasse, assim, levaria um “corretivo”, justo.

FILIPPINI

24/04/2013 - 12h19

Nossa,Ultragaz,a empresa que faz parte do grupo Ultra,e que tem entre seus
herdeiros um tal de Hélio Beltrão,presidente do IMB – Instituto Mises Brasil,como pode ser visto neste

link : http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1201

Sintomático isso.Deveestar no DNA deste senhor a defesa sectaria do livre mercado e dos direitos individuais em detrimento do direito público.Vai ver era por isso que o caixa da empresa da família ajudava bancar operações de perseguição contra os inimigos ideológicos.Vai ver por isso eles são uma das grandes fontes financiadoras do Instituto Millenium.

Responder

    rodrigo

    24/04/2013 - 15h12

    Esse Hélio é filho do Beltrão. São eles que começaram a espalhar no Brasil o tal do “anarco-capitalismo”.

    Mário SF Alves

    24/04/2013 - 22h59

    Uai, como é que é isso? Plantaram anarco-capitalismo e colheram capitalismo de muletas? Por capitalismo de muletas entenda-se capitalismo estado-dependente. E por capitalismo no Brasil entenda-se capitalismo subdesenvolvimentista antinacional.

    rodrigo

    25/04/2013 - 20h00

    Oi Mário, o pior é não conseguir enxergar que mesmo os grupos de direita tem suas múltiplas divisões. O problema é que eles conseguem se unir muito mais do que quem realmente deseja um mundo melhor e mais justo…

    simas

    24/04/2013 - 23h51

    … esse Beltrão me faz lembrar do Carlos Lacerda, figura obrigatória no dia à dia da política, nacional, q desembocou no suicídio de Vargas. O Lacerda era dono da Tribuna da Imprensa e, acho, q a rua Heitor Beltrão, na Tijuca, no Rio, foi assim nomeada ´pelo próprio Lacerda, em retribuição de favores. Q droga, heim?
    O Lacerda era personagem tão perigosa q, parece, curtia uma segurança de um oficial da Aeronáutica (É capaz de alguém, aê, surgir do nada e dizer q não… ); o q deu como resultado no “crime da rua Toneleiros”. E o cara era tão nojento, q a “redentora” capou seus direitos políticos, afirmando q “deixava a cobra viva; porém sem seu veneno”. Esse Lacerda era um ex-comunista, filiado à UDN, igual ao atual Roberto Freire. Só q, ao contrário da figuraça, atual, era bem inteligente; dai, o sucesso q fazia… Enqto o Freire, nem é bom falar…

Valmont

24/04/2013 - 12h06

Verdades estarrecedoras, como estas que o ex-delegado revelou, permanecerão ocultas, fora do alcance do grande público, enquanto a comunicação social no Brasil estiver sob o monopólio das mesmas famílias que enriqueceram na Ditadura.

A ditadura permanece viva por trás das telas enganadoras da rede goebbels.

As oligarquias que dominam as comunicações reproduzem o coronelismo de cem anos atrás. Um sistema de poder retrógrado e autoritário sob uma máscara de modernidade e democracia.

Contra a ditadura da rede goebbels, só nos resta explorar as frestas geradas pela Internet para revelar a verdade. Daí a importância de apoiarmos iniciativas como o portal VIOMUNDO.

Contribua com essa construção coletiva: no topo da página, clique no botão “FAÇA PARTE!” e compartilhe com os seus amigos.

Responder

Euler

24/04/2013 - 11h39

O mensalão, tido pela mídia como o maior escândalo da história do Brasil, é fichinha perto das operações criminosas cometidas por este grupo da “irmandade” que assaltou o poder político no Brasil em 1964. Frias, Marinhos, chefes militares, financiados por banqueiros, multinacionais e pelo governo dos EUA, não só assaltaram os cofres públicos, como executaram e torturaram friamente centenas de brasileiros. E continuarão impunes, pois a justiça no Brasil existe para acobertar a elite dominante.

Responder

Walter Cesar

24/04/2013 - 11h38

Imaginem outros “rabos presos” dos hoje hipócritas conspiradores.

Responder

Pedro Macambira

24/04/2013 - 11h34

Tá explicado o “Ditabranda”. Eu também tentaria me defender.

Responder

    Antonio Morais

    24/04/2013 - 14h08

    Agora sabemos o porque da “ditabranda”.

Nelson

24/04/2013 - 11h29

Democratas…pero no mucho!

É por essas e por outras que devemos remodelar, com urgência, a linguagem. Basta de se referir ao período, 1964-1985, como ditadura militar. O horror por que passamos, foi, sim, uma ditadura civil-militar. Afinal, não existe ditadura de um só, de um segmento só, de um partido só. Uma ditadura que se estabeleça não conseguirá se manter se não contar com o apoio de vários outros segmentos da sociedade.

Aí a coisa se torna mais uma questão de conivências e conveniências. Infelizmente, na nossa sociedade, em que o individualismo quase sempre preponderou e prospera ainda mais hoje em dia, boa parte das pessoas agirão dessa forma: se alguma coisa é conveniente para mim, eu me torno conivente com ela, não me interessando em quem vai doer ou quem vai pagar a conta. Para ser justo, muitas outras pessoas acabarão coniventes pela repressão ou pelo medo.

Assim, as ditaduras sempre encontram campo fértil para prosperarem e se perpetuarem.

Responder

    Euripedes Ribeiro

    24/04/2013 - 11h46

    Na verdade, o nome mais correto seria: DITADURA UDEENO-USISTA.

ma.rosa

24/04/2013 - 11h25

Que Horror!!! Estou com vontade de vomitar!!! Sente-se a frieza do depoimento em suas palavras. E pensar que estes senhores estão ai livres e aparentemente de consciência tranquila!!!!! Que asco!!!

Responder

Bonifa

24/04/2013 - 10h50

Esta é a verdadeira razão para a impunidade de crimes da Ditadura. Mesmo que os militares concordem em rever suas antigas posições, este tipo de mídia, que controla 70% da opinião pública, não concordaria jamais.

Responder

J Souza

24/04/2013 - 10h42

“Ditabranda”.

Responder

Gilvan

24/04/2013 - 10h32

Estarrecedor.

E as mesmas serpentes estão aí colocando seu ovos.

Os criminosos acham graça do país que eles vilipendiaram.

Abaixo a indigna “lei de anistia”.

Cadeia para esses criminosos!

Responder

    Noé

    25/04/2013 - 10h31

    E pensar que foi o STF “petista” que legitimou definitivamente a lei de anistia. Dá pra acreditar!

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