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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Entidades médicas: Medidas na saúde representam alto risco

08 de julho de 2013 às 23h13

 

CARTA DAS ENTIDADES MÉDICAS AOS BRASILEIROS

A dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde configura preocupação recorrente das entidades médicas brasileiras. É inaceitável que nosso país, cujo Governo anuncia sucessivos êxitos no campo econômico, ainda seja obrigado a conviver com a falta de investimentos e com a gestão ineficiente no âmbito da rede pública. Trata-se de quadro que precisa ser combatido para acabar com a desassistência.

Neste processo, as entidades apontam como fundamentais a adoção de medidas profundas, que elevarão o status do Sistema Único de Saúde (SUS) ao de um modelo realmente eficaz, caracterizado pela justiça e a equidade. Sendo assim, assumem alto risco a adoção das medidas anunciadas, as quais não observam a cautela imprescindível ao exercício da boa medicina.

As decisões anunciadas pelo Governo demonstram a incompreensão das autoridades à expectativa real da população. O povo quer saúde com base em seu direito constitucional. Ele não quer medidas paliativas, inócuas ou de resultado duvidoso. O sonho é o do acesso a serviços estruturados (com instalações e equipamentos adequados) e munidos de equipes bem preparadas e multidisciplinares, inclusive com a presença de médicos, enfermeiros, dentistas, entre outros profissionais.

A vinda de médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida e a abertura de mais vagas em escolas médicas sem qualidade, entre outros pontos, são medidas irresponsáveis. Apesar do apelo midiático, elas comprometerão a qualidade do atendimento nos serviços de saúde e, em última análise, expõem a parcela mais carente e vulnerável da nossa população aos riscos decorrentes do atendimento de profissionais mal formados e desqualificados.

Outro ponto questionável da medida se refere à ampliação do tempo de formação nos cursos de Medicina em dois anos. Trata-se de uma manobra, que favorece a exploração de mão de obra. Não se pode esquecer que os estudantes já realizam estágios nas últimas etapas de sua graduação e depois passam de três a cinco anos em cursos de residência médica, geralmente em unidades vinculadas ao SUS.

Também não se pode ignorar que o formato de contratação de médicos – sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade e exclusividade – são pontos que merecem críticas. Em lugar desse caminho, o Governo deveria ter criado uma carreira de Estado para o médico, dando-lhe as condições estruturais para exercer seu papel e o estímulo profissional necessário para migrar e se fixar no interior e na periferia dos grandes centros.

Diante do cenário imposto, as entidades médicas reafirmam sua posição crítica com relação aos pontos anunciados por entender que todas carecem de âncoras técnicas e legais. Nos próximos dias, deverá ser feito o questionamento jurídico da iniciativa do Governo Federal, o qual contraria a Constituição ao estipular cidadãos de segunda categoria, atendidos por pessoas cuja formação profissional suscita dúvidas, com respeito à sua qualidade técnica e ética.

A reação das entidades expressa o inconformismo de parcela significativa da sociedade e serve de alerta às autoridades que, ao insistir em sua adoção, assume total responsabilidade pelas suas consequências. Entendemos que o Governo atravessa momento ímpar, com condições de fazer a revolução real e necessária dentro do SUS.

Contudo, deve evitar a pauta imediatista e apostar no compromisso político de colocar o SUS em funcionamento efetivo.

Brasília, 8 de julho de 2013.

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS RESIDENTES (ANMR)

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM)

Leia também:

Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos

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61 Comentários escrever comentário »

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Magarefe ou médico? | Ficha Corrida

19/07/2013 - 09h24

[…] setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e […]

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Rômulo Gondim – O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos “desistentes”

19/07/2013 - 09h00

[…] setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e […]

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Pafúncio Brasileiro

19/07/2013 - 02h02

Azenha,
Este é um país de classe dominante completamente louca. Perderam a razão completa das coisas mais humanas.
Todos sabem que não há a tal estrutura de atendimento médico, mas não é muito melhor (menos pior) ter pelo menos um médico nestas comunidades carentes (com o que se tem por lá), do que não ter nenhum médico ? A simples orientação básica, já seria extraordinário. A presença do médico, não imporia uma pressão por exigência de estrutura ?
Como querem enrolar com a alegação de falta de estrutura,então ficam com estas desculpas para não se ter nada nas comunidades. Os de jaleco branco deveriam se envergonhar !

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O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos “desistentes” | Caio Cesar

19/07/2013 - 01h49

[…] Há muitas críticas sinceras aos programas do governo Dilma no setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e aqui. […]

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O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos "desistentes" - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/07/2013 - 23h42

[…] setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e […]

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Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/07/2013 - 11h37

[…] Entidades médicas: Medidas na saúde representam alto risco […]

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Fátima Oliveira: Quem deve lavar as louças sujas são os governos - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 21h35

[…] Entidades médicas: Medidas na saúde representam alto risco […]

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Cláudia

15/07/2013 - 09h54

Alguém deixa de assumir uma vaga em um concurso da receita federal, banco do Brasil, Caixa e outros, mesmo que em um lugar longínquo? Não. Isto ocorre pois suas carreiras são valorizadas, eles tem plano de cargos e salários, promoções por mérito, sabem que podem ser remanejados posteriormente e trabalham com condições adequadas. Na Saúde é diferente pois não “geramos receita”, a moda agora não é realizar concursos é Contratar. Contrato significa sem garantias. É a vontade do político, muda governo mudam contratos. Medicina não se faz somente com médicos, é multidisciplinar e precisa de estrutura física. Precisamos de políticas sérias. Criem a estrutura. Invistam em todas as carreiras da saúde. Realizem concursos com planos de carreira em todas as áreas da saúde. Valorizem de verdade. Terão pessoas interessadas em assumir riscos de mudar suas vidas e se deslocarem pelo país.

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Heloisa Villela: E você achou que era teoria de conspiração... - Viomundo - O que você não vê na mídia

11/07/2013 - 09h23

[…] Entidades médicas: Medidas de Dilma na saúde representam alto risco […]

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Luciano Martins Costa: Médicos, solidariedade de classe e consciência social - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/07/2013 - 10h41

[…] Entidades médicas: Medidas de Dilma na saúde representam alto risco […]

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Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/07/2013 - 10h19

[…] Entidades médicas: Medidas de Dilma na saúde representam alto risco […]

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J Souza

09/07/2013 - 18h21

Bem… Pelo menos deu tudo “certo”.

O governo, que fala grosso com os médicos, e fino com a GLOBO, conseguiu colocar nos médicos a culpa pela precariedade no atendimento do SUS!
Prefeitos e governadores agradecem!

Agora eu também quero que venham os médicos estrangeiros, para desmascarar esse governo covarde, que usa seu poder de propaganda contra uma classe profissional!

Responder

Érica Batista

09/07/2013 - 18h20

Sindmepa confirma inquérito contra Padilha
Terça-Feira, 09/07/2013, 17:33:46 – Atualizado em 09/07/2013, 18:13:03

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) confirmou, na tarde desta terça-feira (9), que o médico citado na nota enviada pelo Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) trata-se do atual ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, inscrito no CRM-PA 7033.

Segundo a nota, foi instaurado um inquérito contra o médico por ele ter afirmado, durante entrevista em um programa de TV, ser especialista em infectologia.

De acordo com o presidente do Sindmepa, João Gouveia, um médico não pode se apresentar como especialista se não for. “Está no Código de Ética Médica que não se pode anunciar uma especialidade que o médico não possui”, afirma João.

Ele explica ainda que a “falsa divulgação é considerada uma pena leve, que pode dar uma advertência pública ou privada ao profissional”. Cassação somente em caso de extremidades.

(Ana Paula Azevedo/DOL)
http://www.diarioonline.com.br/noticia-250307-.html

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Lafaiete de Souza Spínola

09/07/2013 - 18h06

Favor observar que:

Mesmo com a saída de médicos para trabalhar no exterior, CUBA continua com 5 médicos por 1000 habitantes. Esse índice é superior aos da maioria dos países europeus.

Esses médicos não precisam revalidar diplomas, pois é uma necessidade dos países que os recebem.

Os EUA não tiveram êxito com a tentativa de boicotar esse programa, tentando aliciar esses profissionais, ao criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.

São médicos bem preparados e com experiência: “O Ministério me chamou para trabalhar no Brasil, em condições muito melhores do que na Venezuela”.
O Brasil precisa investir na educação como CUBA INVESTIU, mesmo enfrentando o criminoso boicote dos EUA.

Se CUBA não tivesse dado a atenção que deu à educação, seguramente não teria suportado, por 5 anos, o criminoso bloqueio imposto à ilha pelos EUA.

Cuba faz parte da nossa comunidade latino-americana e possui uma população de negros, mulatos e pardos como o Brasil. Sobre a música, dispensa comentários.

Esse contingente de médicos cubanos, para trabalhar em lugares inóspitos, deveria ser recebido com festa e apreço. São nossos irmãos de um pequeno país perseguido!

Senhores médicos, pensem melhor e não façam coro com a grande potência do Norte!
Por que Cuba tem tantos médicos?

Atualizado em 9 de junho, 2013 – 09:21 (Brasília) 12:21 GMT BBC.co.uk navigation
Após a Revolução, metade dos médicos cubanos resolveram deixar o país

A notícia de que o governo brasileiro estaria estudando levar médicos cubanos ao país desatou uma imensa polêmica no mês passado. Se concretizados, tais planos incluiriam o Brasil em uma longa lista de países que já recebem médicos da ilha.

Mas como, afinal, Cuba chegou a ter tantos médicos? E por que tem tanto interesse em “exportar” seus serviços para outros países?
América Latina

Em Cuba, os profissionais da área de saúde têm uma função bem mais ampla do que simplesmente atender à população local. Já há algum tempo, a exportação de serviços médicos tornou-se crucial para a economia da ilha.

Segundo informações repassadas pela chancelaria do país ao correspondente da BBC Mundo em Havana, Fernando Ravsberg, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha incluem atualmente 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço trabalhando em 60 países e gerando lucros milionários ao regime – as cifras mais otimistas falam em até US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano.

O serviço que os médicos cubanos prestam à Venezuela, por exemplo, permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo. E também há profissionais em outros países da região, cerca de 4 mil na África, mais de 500 na Ásia e na Oceania e 40 na Europa.

Segundo fontes oficiais, a Venezuela pagaria esses serviços por consulta – e a mais barata custaria US$ 8 (R$ 17) em 2008. Já a África do Sul pagaria mensalmente US$ 7 mil (R$ 14,9 mil) por cada médico da ilha.

Para muitos países em desenvolvimento, o atrativo dos médicos cubanos é que eles estão dispostos a trabalhar em lugares que os locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso – onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, em geral eles também receberiam remunerações mais baixas.

História

Em 1959, Cuba contava com apenas 6 mil médicos, sendo que a metade deles emigrou após a Revolução. A crise sanitária que se seguiu a essa debandada alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de saúde em ritmo acelerado, como relata Ravsberg.

Meio século depois, o país tem 75 mil médicos, ou um para cada 160 habitantes – a taxa mais alta da América Latina.

Boa parte dos médicos que ficaram na ilha após a Revolução viraram professores, foram abertas faculdades de medicina em todo o país e se priorizou o acesso de estudantes ao setor. Tudo facilitado pelo fato de o ensino ser gratuito.

A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada em 1963. Apesar da escassez de médicos, Cuba enviou alguns de seus profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de obter a independência. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.

O tema dos profissionais de saúde cubanos no exterior é um dos muitos que dividiram Cuba e EUA – e Washington chegou a criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.
Incentivos

Entre os moradores da ilha, “exportações” de médicos também gera polêmica
No exterior, esses profissionais de saúde recebem salários muito mais altos do que os que trabalham dentro de Cuba, como explicaram a Ravsberg duas médicas, sob a condição de anonimato.

Alicia (o nome é fictício) disse ter trabalhado na Venezuela durante 7 anos e garante que, apesar de já estar aposentada, “se me pedissem para voltar, aceitaria sem pestanejar”.

“O que me motivou foi a possibilidade de trabalhar com o apoio a diabéticos, porque padeço da doença. Comecei (atendendo) gente que perdia a visão por causa disso”, diz, agregando que “também buscava uma melhoria econômica, porque o salário (em Cuba) não era suficiente”.

“Cheguei à Venezuela ganhando 400 bolívares (R$ 135), mas foram subindo (o salário) e, antes de voltar, ganhava 1,4 mil (R$ 474)”, diz. “Foi uma experiência maravilhosa, que não dá para esquecer. (Atendia) pessoas pobres e algumas delas me ligam até hoje em Cuba.”
No Brasil

Juana (outro nome fictício) tem 35 anos e é médica em Cuba. Quando recém-formada, deixou marido e a filha de 4 anos na ilha para trabalhar na Venezuela, com a ideia de se desenvolver profissionalmente, conhecer o mundo e melhorar sua situação econômica.
“Não tinha absolutamente nada. Graças à missão, mobiliei toda minha casa.”
Agora, ela tem a chance de voltar a viajar. “O Ministério me chamou para trabalhar no Brasil, em condições muito melhores do que na Venezuela”, disse à BBC.
Segundo o projeto inicial, anunciado no início de maio, o governo brasileiro estudava contratar 6 mil médicos cubanos para trabalhar principalmente em áreas remotas do país.

O Conselho Federal de Medicina, porém, expressou “preocupação” com a possibilidade de médicos estrangeiros atuarem no Brasil sem passar por exames de avaliação, alegando que isso poderia expor a população a “situações de risco”.

Nos cinco continentes

Até em Cuba a “exportação de médicos” causa alguma polêmica.
A formação de tantos profissionais de saúde permitiu que a ilha criasse a figura do Médico de Família, profissionais que atendem em todos os bairros e encaminham os pacientes para especialistas ou hospitais.

Mas esse é justamente o programa mais afetado pela saída dos médicos ao exterior.
O fechamento de algumas das casas de saúde gera insatisfação entre os cubanos, aumenta a concentração de pacientes por médico e o tempo de espera.

“Ainda assim, 60 mil médicos ficaram em Cuba, 1 para cada 200 habitantes – média melhor que a de muitos países desenvolvidos”, diz Ravsberg.

“A ilha também tem uma expectativa de vida próxima aos 80 anos e programas de prevenção a Aids e HIV reconhecidos internacionalmente.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

09/07/2013 - 17h55

TENHO, MUITAS VEZES, COMENTADO SOBRE A NECESSIDADE DE INVESTIR ALTO NA EDUCAÇÃO.

RELATO, ABAIXO PUBLICADO, DE APENAS UM MÊS DA BBC.

Favor observar que:

Mesmo com a saída de médicos para trabalhar no exterior, CUBA continua com 5 médicos por 1000 habitantes.

Esse índice é superior aos da maioria dos países europeus.

Esses médicos não precisam revalidar diplomas, pois é uma necessidade dos países que os recebem.

Os EUA não tiveram êxito com a tentativa de boicotar esse programa, tentando aliciar esses profissionais, ao criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.

São médicos bem preparados e com experiência: “O Ministério me chamou para trabalhar no Brasil, em condições muito melhores do que na Venezuela”.
O Brasil precisa investir na educação como CUBA INVESTIU, mesmo enfrentando o criminoso boicote dos EUA.

Se CUBA não tivesse dado a atenção que deu à educação, seguramente não teria suportado, por 5 anos, o criminoso bloqueio imposto à ilha pelos EUA.

Cuba faz parte da nossa comunidade latino-americana e possui uma população de negros, mulatos e pardos como o Brasil. Sobre a música, dispensa comentários.

Esse contingente de médicos cubanos, para trabalhar em lugares inóspitos, deveria ser recebido com festa e apreço. São nossos irmãos de um pequeno país perseguido!

Senhores médicos, pensem melhor e não façam coro com a grande potência do Norte!

Por que Cuba tem tantos médicos?

Atualizado em 9 de junho, 2013 – 09:21 (Brasília) 12:21 GMT BBC.co.uk navigation
Após a Revolução, metade dos médicos cubanos resolveram deixar o país

A notícia de que o governo brasileiro estaria estudando levar médicos cubanos ao país desatou uma imensa polêmica no mês passado. Se concretizados, tais planos incluiriam o Brasil em uma longa lista de países que já recebem médicos da ilha.

Mas como, afinal, Cuba chegou a ter tantos médicos? E por que tem tanto interesse em “exportar” seus serviços para outros países?
América Latina

Em Cuba, os profissionais da área de saúde têm uma função bem mais ampla do que simplesmente atender à população local. Já há algum tempo, a exportação de serviços médicos tornou-se crucial para a economia da ilha.

Segundo informações repassadas pela chancelaria do país ao correspondente da BBC Mundo em Havana, Fernando Ravsberg, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha incluem atualmente 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço trabalhando em 60 países e gerando lucros milionários ao regime – as cifras mais otimistas falam em até US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano.

O serviço que os médicos cubanos prestam à Venezuela, por exemplo, permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo. E também há profissionais em outros países da região, cerca de 4 mil na África, mais de 500 na Ásia e na Oceania e 40 na Europa.

Segundo fontes oficiais, a Venezuela pagaria esses serviços por consulta – e a mais barata custaria US$ 8 (R$ 17) em 2008. Já a África do Sul pagaria mensalmente US$ 7 mil (R$ 14,9 mil) por cada médico da ilha.

Para muitos países em desenvolvimento, o atrativo dos médicos cubanos é que eles estão dispostos a trabalhar em lugares que os locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso – onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, em geral eles também receberiam remunerações mais baixas.

História:

Em 1959, Cuba contava com apenas 6 mil médicos, sendo que a metade deles emigrou após a Revolução. A crise sanitária que se seguiu a essa debandada alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de saúde em ritmo acelerado, como relata Ravsberg.

Meio século depois, o país tem 75 mil médicos, ou um para cada 160 habitantes – a taxa mais alta da América Latina.

Boa parte dos médicos que ficaram na ilha após a Revolução viraram professores, foram abertas faculdades de medicina em todo o país e se priorizou o acesso de estudantes ao setor. Tudo facilitado pelo fato de o ensino ser gratuito.

A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada em 1963. Apesar da escassez de médicos, Cuba enviou alguns de seus profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de obter a independência. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.

O tema dos profissionais de saúde cubanos no exterior é um dos muitos que dividiram Cuba e EUA – e Washington chegou a criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.
Incentivos

Entre os moradores da ilha, “exportações” de médicos também gera polêmica
No exterior, esses profissionais de saúde recebem salários muito mais altos do que os que trabalham dentro de Cuba, como explicaram a Ravsberg duas médicas, sob a condição de anonimato.

Alicia (o nome é fictício) disse ter trabalhado na Venezuela durante 7 anos e garante que, apesar de já estar aposentada, “se me pedissem para voltar, aceitaria sem pestanejar”.
“O que me motivou foi a possibilidade de trabalhar com o apoio a diabéticos, porque padeço da doença. Comecei (atendendo) gente que perdia a visão por causa disso”, diz, agregando que “também buscava uma melhoria econômica, porque o salário (em Cuba) não era suficiente”.

“Cheguei à Venezuela ganhando 400 bolívares (R$ 135), mas foram subindo (o salário) e, antes de voltar, ganhava 1,4 mil (R$ 474)”, diz. “Foi uma experiência maravilhosa, que não dá para esquecer. (Atendia) pessoas pobres e algumas delas me ligam até hoje em Cuba.”
No Brasil

Juana (outro nome fictício) tem 35 anos e é médica em Cuba. Quando recém-formada, deixou marido e a filha de 4 anos na ilha para trabalhar na Venezuela, com a ideia de se desenvolver profissionalmente, conhecer o mundo e melhorar sua situação econômica.
“Não tinha absolutamente nada. Graças à missão, mobiliei toda minha casa.”
Agora, ela tem a chance de voltar a viajar. “O Ministério me chamou para trabalhar no Brasil, em condições muito melhores do que na Venezuela”, disse à BBC.

Segundo o projeto inicial, anunciado no início de maio, o governo brasileiro estudava contratar 6 mil médicos cubanos para trabalhar principalmente em áreas remotas do país.

O Conselho Federal de Medicina, porém, expressou “preocupação” com a possibilidade de médicos estrangeiros atuarem no Brasil sem passar por exames de avaliação, alegando que isso poderia expor a população a “situações de risco”.
Nos cinco continentes

Até em Cuba a “exportação de médicos” causa alguma polêmica.
A formação de tantos profissionais de saúde permitiu que a ilha criasse a figura do Médico de Família, profissionais que atendem em todos os bairros e encaminham os pacientes para especialistas ou hospitais.
Mas esse é justamente o programa mais afetado pela saída dos médicos ao exterior.

O fechamento de algumas das casas de saúde gera insatisfação entre os cubanos, aumenta a concentração de pacientes por médico e o tempo de espera.

“Ainda assim, 60 mil médicos ficaram em Cuba, 1 para cada 200 habitantes – média melhor que a de muitos países desenvolvidos”, diz Ravsberg.

“A ilha também tem uma expectativa de vida próxima aos 80 anos e programas de prevenção a Aids e HIV reconhecidos internacionalmente.

Responder

Marcelo Sant'Anna

09/07/2013 - 17h33

As nove horas da manhã minha sobrinha gravida de 9 meses, sentindo as pontadas do parto e perdendo líquido amniótico desde o dia anterior foi ao banheiro. A médica chamou e ela não estava, aí a barriguda perguntou ao voltar – vou ser atendida agora? A resposta seca veio – Eu te chamei e você não estava, vai ter que entrar na fila de novo, tá pensando que isso aqui é particular minha filha, não é não isso aqui é inps. Tem que esperar.

Por sorte minha esposa, enfermeira tarimbada, tinha ido ajudar e intercedeu senão a mãe ou o bebê tinham morrido.

Querer ser engenheiro, advogado, motorista, cozinheiro, professor é mole. Duro é acatar a responsabilidade inerente a profissão.

Responder

Maria Thereza

09/07/2013 - 17h16

Por que as “entidades médicas” não apresentam alguma proposta viável, apoiada por seus pares, que possam solucionar no curto/médio prazo a escassez de profissionais em lugares longínquos? Por que essas mesmas “entidades”, tão preocupadas com o bem estar e a saúde da população não fizeram uma mísera nota quando caiu a cpmf, que retirou R$ 40 bilões/ano da saúde? Por que não lutam por uma legislação que permita aos gestores gerir? Por que essas entidades não orientam seus filiados a escolherem entre serviço público ou privado, ao invés de terem um pé em cada canoa? Escolher entre os 2 sistemas é um direito, não uma obrigação. Só o que sabem fazer é choramingar e lutar por seus privilégios e benefícios.Falar em risco à saúde, nas atuais circunstâncias só pode ser brincadeira.

Responder

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

09/07/2013 - 16h10

Sem comentários! O que me assusta é a inevitabilidade de ter que ser atendido por um cara que comunga com as mesmas ideias destes que assinaram essa nota. Pobres dos que precisam confiar em gente como essa que não nos inspira qualquer confiança! Duro é ter que constatar que esses pulhas respondem pelas principais associações dos médicos brasileiros. Pelo visto, entre os médicos de nosso país há cada vez mais Ronaldos Caiados e , cada vez menos, Davids Capistranos. Se expressam como se eles não fossem a prova cabal do péssimo estado de nosso sistema de saúde, que começa precisamente no ensino de medicina que, além de não formar clínicos generalistas de que mais precisamos, médicos capazes de procederem a excelentes exames clínicos sem a parafernália tecnológica que ornamenta os caríssimos hospitais que convertem a saúde em mercadoria que depende da classe social para se ter acesso, não ensina o essencial para o exercício de profissão tão nobre: O HUMANISMO, A CAPACIDADE DE AMAR O SEU SEMELHANTE, AMAR O SEU POVO . Se tivéssemos um sistema público pensado para salvar a vida das pessoas, para lhes prover boa saúde, proteção preventiva que lhes evitassem adoecer e impedissem que as doenças curáveis se convertessem em óbitos anunciados, as escolas de medicina mantidas com dinheiro do povo não formariam alienados pequeno-burgueses , individualistas, corporativistas, babacas como os que subscrevem essa nota. Os caras falam em super-exploração da mão-de-obra contida na medida do governo federal que recomenda a prestação de 2 anos de serviço ao SUS aos estudantes de Medicina. Concordo que não se deve exigir essa prestação de serviços aos estudantes formados por escolas privadas. Porém, dos estudantes formados por escolas públicas, penso que se deveria exigir uma contrapartida de 4 anos e não apenas de 2 anos. A referência à “super-exploração” dos médicos ( chamar de super-explorados os que receberão salários acima de 8 mil reais e trabalharão nas condições estipuladas e exigidas dos municípios que vierem requisitar os seus serviços pela mesma medida governamental, é menosprezar a nossa inteligência , ao mesmo tempo em que se confere a si mesmo um diploma de descaso em relação ao seu povo e ao seu país) revela ainda que essa nota -que, em minha opinião, deveriam enfiar no devido lugar, que tão bem o conhecem os proctologistas – se escreveu para agradar o seu “público interno”. Pois retruco a esses senhores que não aceito que o dinheiro dos impostos que custeou o ensino da maioria dos médicos brasileiros não conheça retorno , contrapartidas. Estudou com recursos públicos? Então devolva o que recebeu gratuitamente para a sociedade, senão que estudem em escolas particulares.

Responder

    Marcelo Sant'Anna

    09/07/2013 - 17h37

    Bravíssimo!

    Virei teu fã.

Iza

09/07/2013 - 15h48

Realmente!
As medidas representam um alto risco………………para os coorporativistas.
Eu garanto que se os médicos cubanos ficarem no Brasil, só um ano, o povão vai entender muito bem o que os coorporativistas querem dizer com “alto risco” ………………..para o bolso deles.
kkkkkkkkkkkkkkk

Responder

J Souza

09/07/2013 - 15h45

O novo “herói” da saúde brasileira, o Padilha, que antes só aparecia na mídia por ter criticado campanhas com homossexuais ou prostitutas e por ser contra o aborto, que nunca fez nada de prático pela melhoria do atendimento no SUS, agora, depois do clamor das ruas teve a “brilhante” idéia de resolver o problema do SUS com médicos estrangeiros, sem ter dialogado com a classe médica!
Certamente as pessoas que foram salvas ou que tiveram parentes salvos por médicos brasileiros não estão nos portais e blogs destilando seu ódio contra toda a classe profissional por causa de alguns maus médicos.

Mas, isso é comum no brasileiro. Talvez para esses comentaristas o Ali Kamel seja igual ao Azenha, ou o Otávio Frias Filho igual ao Paulo Henrique Amorim, ou o William Bonner igual ao Luís Nassif. Afinal de contas, todos são jornalistas… “Tudo farinha do mesmo saco”.

Alias, esse pessoal também deve odiar o Zerbini, o Adib Jatene, o Pitanguy, o Pinotti, o Miguel Nicolelis e tantos outros médicos… Afinal de contas, são todos “mercenários”. Nem ensinaram milhares de médicos e nem lutam ou lutaram pela saúde dos brasileiros.

Aliás, é só o “espírito santo” que salva pacientes nos super-equipados pronto-socorros brasileiros…

Responder

    Alba Brandão

    10/07/2013 - 08h28

    I. Souza, é isso aí. O Padilha é abaixo da crítica. Um fundamentalista a serviço do Vaticano no governo Dilma

Graciete Lima

09/07/2013 - 15h16

Desde o dia 2 de junho, a sociedade brasileira, especialmente médicos e demais profissionais de saúde, além dos pacientes, contam com um novo canal de denúncias e reflexão sobre o funcionamento a rede pública de saúde. Está no ar a página http://www.sossaude.org.br, que serve de espaço para o compartilhamento de relatos dos usuários e profissionais do sistema público de saúde. Além de denúncias, na página também estão disponíveis links para as comunidades Dignidade Médica, SOS Saúde Brasileira, Greve Geral dos Médicos do SUS e Radar DM. A criação do canal é um compromisso assumido pelas entidades médicas – AMB, CFM, Fenam e Associação Nacional de Médicos Residentes durante reunião com as lideranças médicas.

Entidades médicas criticam Programa Mais Médicos

09/07/2013

Brasília – Entidades médicas criticaram o Programa Mais Médicos, lançado hoje (8) pelo governo federal. Em nota, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) informou que o piso salarial dos médicos, estipulado pela própria entidade, é R$ 10.412 para 20 horas semanais de trabalho. Enquanto isso, o programa prevê pagamento de bolsa de R$ 10 mil para 40 horas semanais.

Para a Fenam, o Mais Médicos é exploração e precarização do trabalho médico, além disso, a entidade critica a contratação de médicos formados em outros países sem que sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida). “Abster-se do Revalida é mais um artifício para manter mão de obra escrava, pois o profissional fica retido em uma certa localidade, sem poder se afastar”, diz o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira, em nota.

Outra nota divulgada por várias entidades médicas, entre elas o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, diz que a vinda de médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida é uma medida irresponsável e expõe a parcela mais carente e vulnerável da população aos riscos decorrentes do atendimento de profissionais mal formados e desqualificados.

As entidades também ressaltam que o formato de contratação de médicos é “sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade e exclusividade”.

Os médicos ainda desaprovam a criação do segundo ciclo do curso de medicina, medida que vai exigir a atuação de alunos que entrarem no curso de medicina a partir de 2015 por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma.

“Trata-se de mais uma forma de exploração do governo quando aborda a extensão do curso de medicina, pois as últimas etapas da graduação exigem o estágio e, após a graduação, o formando ainda dedica de três a cinco [anos] em especializar-se em uma residência médica”, disse em nota o presidente da FENAM.

A entidade divulgou que na quinta-feira (11), se reunirá com todas as lideranças sindicais do país para traçar os próximos passos do movimento contra o Mais Médicos e não descarta ações judiciais e uma possível greve.

Fonte : Agência Brasil

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Fábio

09/07/2013 - 15h01

Padilha disse que os 8 anos de medicina não têm nada a ver com serviço civil obrigatório!!!!! E agora?

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou nesta terça-feira (9) que a mudança nos cursos de medicina definida pelo programa “Mais Médicos”, lançado pelo governo federal, crie um “serviço civil obrigatório”. Esta medida prevê que as graduações de medicina tenham dois anos a mais, passando de seis para oito anos, a partir de 2015. O período vai significar um novo ciclo de formação em que os estudantes devem atuar no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os dois anos não têm nenhuma relação com serviço social obrigatório. [Esses anos] estão ligados às instituições formadoras, ou seja, esse médico em treinamento terá dois anos na atenção básica, urgência e emergência, ligados à instituição formadora. […] Não tem nenhuma relação com serviço civil obrigatório, com serviço social obrigatório”, disse Padilha.

O ministro fez as declarações ao comentar as críticas que setores ligados à classe médica fizeram ao programa. Conselhos e outras entidades que representam os médicos divulgaram uma carta condenando o “Mais Médicos” e as medidas propostas pelo governo federal. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a ampliação do tempo dos cursos de medicina é “uma manobra que favorece a exploração de mão de obra”.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/07/padilha-nega-que-prolongar-curso-de-medicina-crie-servico-civil-obrigatorio.html

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Celso Carvalho

09/07/2013 - 14h52

Os médicos cubanos e de outras nacionalidades vem aí? Ótimo para um país que tem carência de médicos, sobretudo em várias localidades onde os brasileiros não querem ir. Sobre a qualidade dos médicos é clamorosa a baixa qualidade dos médicos brasileiros. Se tem alguma qualificação técnica, faltam-lhes ética, compromisso e humildade, não a humildade dos simplórios, mas aquela de saber ouvir e atender o paciente. Nada como um revalida para todos os médicos brasileiros, sobretudo para aqueles que atendem no serviço público, igual àquele que pretendem aos médicos de outras nacionalidades. Acho justo e necessária a avaliação de competência de médicos, de qualquer nacionalidade. E mais, dependendo da qualificação do médico e da avaliação dos pacientes, nenhuma restrição deve ser colocada para a permanência no país.
Será que a Universidade de Havana forma piores profissionais do que as escolas de medicina do Brasil? A conferir.

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J Souza

09/07/2013 - 14h22

O patrão sendo atendido no consultório bem arrumado, com higiene, de acordo com as regras da vigilância sanitária, por um médico que estudou de 10 a 12 anos (sem contar mestrado ou doutorado), tendo seu exame realizado em poucos dias, e retornando com os mesmos após poucos dias.
O empregado sendo atendido numa “barraca de lona” (como alguns sugeriram nos comentários!), por um médico estrangeiro, que estudou sabe-se lá se pelo menos 6 anos, que não vai pedir exame nenhum (como também sugeriram alguns comentários!), e que vai melhorar ou não dependendo dos sintomáticos (medicamentos apenas para os sintomas) que o “doutor” passar, mesmo que ele não descubra a doença principal que o paciente tem!

É… Vai ver que foi isso que o pessoal pediu nas ruas e eu não prestei atenção…

P.S.: Quando há concursos para o SUS, tanto faz se a pessoa estudou 10 a 12 anos, ou se estudou 4 anos, o governo oferece o mesmo salário. E ainda quer que o profissional atenda de boca fechada, sem reclamar de nada! Melhor virem logo os estrangeiros…

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    Daniela

    12/07/2013 - 20h01

    Que venham os estrangeiros. Afinal a culpa da má qualidade da saúde e exclusiva do medico brasileiro.
    Abaixo esse corporativismo…que a meu ver, nesse caso significa união da classe…pois ainda e a única profissão que ainda há um respeito entre os colegas.
    Parabéns aos nossos amigos, enfermeiros, dentistas, etc, que estão felizes com suas condições de trabalho e remuneração adequada, por isso nao se manifestam com essas arbitrariedades impostas pelo governo, afinal saúde e sus se resume a classe medica.
    E também, acho que os médicos exigem muito, quando reivindicam salários melhores, estão lidando ‘apenas’ com a vida das suas mães, filhas, pais, esposas…nada tão importante que nao tenha preço. Na realidade, salário justo e aquele que nossos políticos recebem, jogadores, sub-celebridades….cambada de medico bobo, acham que estudar seis anos, ops, oito anos, fazer residência, pôs graduação e que da trabalho…imagina…trabalho mesmo e desviar verba e usar jatinho da FÁB para ir em casamento. Alias uma coisa que nao entendo…dona Dilmaa, ou melhor ‘presidenta’ você deveria ser mais sensata…pq obrigar recem formados em medicina a trabalhar para a senhora por salários abaixo do mercado, se você pode fazer isso com os recem formados de todas as profissões? Imagina que delicia…advogado, engenheiro, economista, professores…já pensou na economia? E ainda nem precisa perguntar, pode baixar a lei aí, pois se estão batendo palmas pelo seu desrespeito com a classe medica, provavelmente aprovariam se fosse com eles.
    Acho que pode até ser que esses estrangeiros ajudem…tirem a sobrecarga de pacientes que medicos do SUS atendem todos os dias, talvez a partir dai eu e meu paciente tenhamos direito de uma consulta de 30 minutos. Mas minha senhora, nao me venha com cotas de exames, vou pedir o que eu achar que devo para o meu paciente, mais uma vez, e direito meu e dele. Nao me venha regular ‘mixaria’ pois segundo a senhora o problema e a falta de medico…
    E também nao va regular remédio, e direito dele, ouviu bem,direito, pegar a medicação que consta no programa do governo, nao e dever meu comprar remédio para ele por nao agüentar mais o sofrimento dele….que há 1 ano aguarda a realização de uma colonoscopia, por suspeita de câncer, mais a senhora, a senhora mesmo nao liberou pq e caro…talvez a vaga saia para o neto dele neh….
    E saiba bem….me formei por amor a profissão, sempre trabalhei em equipe, e por tudo que vejo, digo basta. Chega de ser sua cumplice. Nao te quero mais como chefe. A medicina humanitária que aprendi a fazer, que veio de berço, vou praticar sem sua ajuda…
    Dizem que nao há cidadão apolitico, mas se política e isso que vc e sua corja praticam, muito obrigada, nao quero. Para mim nao resolve ‘cobrir’ um santo e destampar outro. Vocês nao se preocupam com o povo, com a educação, as escolas parecem presídios, cheios de marginais e drogas…nao se reprova mais, por isso temos profissionais, de todas as áreas menos qualificados. Vaga em faculdade publica e escassa, concorrida….com isso em qlqer esquina tem faculdade particular emitindo diploma .
    A atenção esta desviada….parabéns querido padilha, vc foi ótimo como ministro, vale muito bem o que recebe…
    Esquecemos da educação, da inflação, da corrupção e agora, o medico que ganha muito, nao e o salário mínimo que e uma vergonha. Vcs estão convidados a ir ao supermercado fazer compra de um mês, comprar verduras, frutas e carne e sobrar dinheiro para o restante. A tal. Já estava esquecendo, e claro que da…com o bolsa família, da até para fazer uma poupança pros 5 filhos.
    Sem mais para o momento…reflitamos nossos valores, nossos deveres e nossos direitos. Somos um pais subdesenvolvido nao e atoa, e garanto que a culpa nao e so do medico.

eduardo.

09/07/2013 - 12h48

Creio que há um esforço cada vez mais difícil de ocultar das entidades médicas em restringir a abertura de novas faculdades de medicina.
A categoria, infelizmente , é corporativista.
Não há preocupação com a saúde pública.
Além daqueles que sempre lutaram pelo SUS a maioria não é diferente de qualquer categoria profissional.
Não se pode, por outro lado culpar médicos ou qualquer outro profissional de saúde pelo funcionamento do sistema.
O SUS foi enfraquecido pela disputa de visões sobre sua condução que existe tanto em Brasília quanto nos mais de 5.500 municípios do país.

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Ana Quaiato

09/07/2013 - 11h58

boa tentativa desta categoria que jamais se somou à classe trabalhadora na luta em defesa do SUS!
que sempre que foi para as ruas foi por seus salários, e jamais contra o PAS, jamais contra os erros médicos impunes!
e que toda medida que toma é em defesa do poder e do monopólio da própria categoria > reconhecidamente representante dos Laboratórios Farmacêuticos!!!
é só verificar como outros profissionais (e não o governo), estão contra o monopólio, contra a ditadura desta categoria arrogante, gananciosa e sedenta de poder, pela manutenção do Status Quo!
TODOS CONTRA O ATO MÉDICO E CONTRA ESTA DITADURA
QUE DESQUALIFICA A POBREZA, QUE TORNA PESSOAS EM INVISÍVEIS,
QUE TORNAM A NECESSIDADE HUMANA EM APENAS PARCELAS CONDENADAS PELA “FALTA DE ESTRUTURA”!!!!
A FRENTE SEGUE O DESCONFORTO DOS ESTUDANTES, O DESCONFORTO DE MÉDICOS QUE NÃO PRECISAM E NÃO QUEREM A MOITE…
MAS QUE NÃO SAEM DA MOITA!

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Tânia

09/07/2013 - 11h57

Dilma que nunca batalhou para pedir votos e ganhou a presidência do Brasil pela força do Lula, vai sentir o peso do que é quase quatrocentos mil médicos não votando nela e fazendo campanha contra. Pode saber que já perdeu a eleição. Por mais que o Padilha trnha feito para destroçar a moral e o poder dos médicos, eles ainda gozam de muito prestígio, o que significa muitos votos.
O Padilha governador de São Paulo? Nunca!
O cara fez uma campanha de desmoralização dos médicos brasileiros. E o troco vai chegar. Se o PT de São Paulo insistir no nome dele, vai perder feio.
Sugiro ao VIOMUNDO apurar sobre o título de infectologista que o ministro diz ter. Há boatos que a Sociedade Brasileira de Infectologia diz que ele não é. Exigimos a verdade.

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    Andrea

    09/07/2013 - 13h08

    Cara Doutora,

    O peso de 400 mil médicos contra o peso dos 198 milhões de outros brasileiros? Eu fico com os milhões de brasileiros sem atendimento médico. E eu que não sou médica, vou defender todas estas medidas do governo, pois a arrogância de vocês já passou dos limites. O povo brasileiro possui o direito constitucional à saude e ao atendimento médico e esse direito se sobrepõe ao direito da classe médica de impor uma reserva de mercado corporativa ao país.
    Acho mesmo que todas as categorias profissionais, inclusive a minha, deveria fazer prova ao sair da Universidade. A prova que vocês exigem dos médicos estrangeiros, deveria valer para vocês também.

    LEANDRO

    09/07/2013 - 15h51

    Quer dizer que a culpa dos “198 milhões de brasileiros” sem atendimento médico é dos médicos??? O pt tá 10 anos no poder e a saúde piorou e a culpa é dos médicos???

    Luís Carlos

    09/07/2013 - 17h46

    Leandro
    Quer dizer que as entidades médicas não tem responsabilidade alguma pela formação e prática médica nesse país no qual estão há décadas?? São apenas vítimas do PT? Assumam, por favor, suas responsabilidades pelo descompasso dos serviços médicos no país e parem de culpar os demais por suas relações espúrias com a indústria farmacêutica, por cobranças contra usuários do SUS, por partos cesáreos forçados contra vontade de gestantes, por não cumprirem carga horária e estarem em consultórios privados quando deveriam estar em unidades de saúde públicas, por terem 5 ou 6 empregos e fazerem “bico” no SUS, por negarem mais vagas nas graduações e residências médicas, por fazerem esperar por atendimento de plantão enquanto médico dorme, por forçarem modelo de atenção ã saúde centrado no hospital e de alta complexidade, evadindo especialidades do SUS, etc… O culpado por isso tudo e muito mais é o PT?? Por favor?!?!?

    José Sena

    09/07/2013 - 17h07

    Engraçado,
    Todo ano entra no país milhares e milhares de engenheiros, mas ninguém faz toda esta confusão que os médicos estão fazendo…

Érica Batista

09/07/2013 - 11h06

Alô, alô CFM, responda:

SERÁ QUE PADILHA NÃO É O QUE DECLARA SER? PODE SER INTRIGA, MAS ESTÁ NA WIKIPEDIA E ELE QUE DESMINTA!

Alexandre Rocha Santos Padilha (São Paulo, 14 de setembro de 1971) é um médico e político brasileiro. É o atual ministro da Saúde do Brasil.

Apesar de declarar-se médico infectologista1 , seu título (CRM-PA 7033) não consta como tal nos registros do CRM-Pará, CFM, ABM, CNRM 2 ou da Sociedade Brasileira de Infectologia 3.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Padilha

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Sergio

09/07/2013 - 11h03

Parece que o governo não está tendo sucesso em debater com a classe médica e isso é preocupante, mas não vejo o CFM propor soluções palpáveis, parece que pra eles só um sistema perfeito de uma hora pra outra resolveria. “O sonho é o do acesso a serviços estruturados (com instalações e equipamentos adequados) e munidos de equipes bem preparadas e multidisciplinares, inclusive com a presença de médicos, enfermeiros, dentistas, entre outros profissionais.” Ok, ótimo, mas como se avança em direção a isso?

Na questão dos médicos estrangeiros, parece que há realmente uma xenofobia profissional. Não consideram nem que a preferência dada aos brasileiros é bastante razoável, deviam cuidar de viabilizar a vinda dos estrangeiros. A exigência de reavaliação também é muito razoável, mas por que a avaliação brasileira de médicos estrangeiros reprova muito mais do que em outros países? Será que Portugal, Espanha e Inglaterra são uns bobões que deixam entrar médicos desqualificados no país? Será que a reavaliação brasileira é razoável ou simplesmente protecionista?

O CFM está realmente interessado no atendimento melhor para a população ou só sendo contra qualquer proposta? Por que não participou desse Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde? Por que pra ele só serve um sonho que é inviável no curto prazo? São só perguntas.

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Raimundo

09/07/2013 - 11h02

Essas entidades medicas só estão preocupadas com suas corporações. Os médicos que atendem no SUS gastam em media 15 minutos para atender um paciente, quando comparem aos seus locais de trabalho, recebem R$ 2.400,00 por um plantão de 24 h para na sua maioria dormir no local. A verdade é que eles estão com medo de perder espaços para os estrangeiros. Gostaria saber como se comportaria a maior parte desse recém-formados fazendo o REVALIDA e ver o resultado.

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Luiz Moreira

09/07/2013 - 10h48

É assim!
Vamos terminar com todos as gratuidades para os filhos de classes abonadas que estudam nas federais e estaduais. Faculdade pública gratuita para ricos é absurdo completo. Ou ele paga na “BUCHA” ou vai trabalhar por salários baixos até pagar seu curso. Para serviços públicos. Por que um país pobre vai financiar estudo de burguês? Porque é um país onde a burguesia deita e rola. Vamos formar bem nossas classes necessitadas, para ter um país socialmente mais justo.

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Dico Cruz

09/07/2013 - 10h39

Quanto corporativismo! O texto tem ares das redações de alunos do Ensino Médio. Alunos médios. Vamos esperar os desdobramentos das medidas. Por enquanto, resta-nos assistir à histeria daqueles “médicos” que se sentem semideuses, que ainda buscam o “glamour” de uma carreira que, há séculos, seduz as famílias “quatrocentonas”.

Vale observar a arrogância subliminar de setores da área médica ao colocarem em xeque a formação de médicos estrangeiros. Que coisa feia! Parece medo da concorrência! Com certeza, muitos dos críticos de plantão gostariam de se enfiar em outros países para exercer a medicina, não se importando com os programas de governo dessas nações.

Não demais dizer que boa parte da classe médica não parece ter toda essa preocupação e toda essa ética que o texto pretende expressar. Há uma parcela importante que mal olha para a cara dos pacientes, que cometem erros, que negligenciam… Nessas circunstâncias, as entidades médicas ou silenciam, ou dão declarações entre os dentes. Também há aquela porção de médicos/empresários que, em seus consultórios, cobram valores estratosféricos por uma consulta. Visam apenas lucros e atendem apenas nas regiões “nobres” das cidades. Preferem lidar com gente refinada. A Constituição garante!

É preciso ressaltar que há muitos médicos competentes, comprometidos e conscientes do seu papel na sociedade e no mundo. A eles todo o nosso respeito!

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Bonifa

09/07/2013 - 10h22

Desde o princípio o Governo deveria ter recebido as entidades de médicos, ouvir suas ponderações e trabalhar com elas. Aqui mesmo alertamos que a presidente deveria antes de tudo ouvir os médicos. Mas depois compreendemos que o governo está bloqueado pelo ministro da saúde, que não permite outros interlocutores neste grave problema. Os médicos e suas entidades sabem como ninguém mais os problemas da saúde pública no Brasil. Mas o governo preferiu depositar-se a si mesmo incondicionalmente nos braços do ministro Padilha, que traz visões simplistas e absurdas, temperadas com dedicação a objetivos políticos pessoais, já que se encontra em franca campanha. Tem sido uma sucessão de erros inacreditáveis, na abordagem da saúde. esta ideia estúpida de trazer médicos do exterior, mesmo que tivesse alguma sequência, traria resultados pífios, pontuais e submersos em inextricável confusão. O que vai ficar disso é uma imensa propaganda negativa e desgastante para um governo que anseia por sustentação política consistente. Uma bobagem como esta tira a credibilidade e traz o desalento. Por outro lado, supor que alguém possa, em território nacional, exercer a medicina sem os preceitos consagrados pelo Conselho Nacional de Medicina, é pensamento de inspiração monárquica absolutista. Erros, erros e mais erros. O resultado é que a luta dos médicos, que se iniciou como subsidiária de intenções governamentais de fazer reforma profunda e revolucionária na saúde pública, que deveria ter sido aproveitada para providências sérias, como a exigência de projetos de engenharia e arquitetura com imposições mínimas e fiscalização máxima de execução para as reformas e as novas unidades de saúde, como instituição da carreira de Estado para médicos e outros profissionais de saúde, com pagamento aos médicos do SUS a ser feito pelo Governo Federal e não pelas prefeituras, com programas específicos para áreas perigosas e muito remotas, enfim, com o definitivo sepultamento do subfinanciamento criminoso dado ao SUS desde sua criação, o que favoreceu, talvez propositalmente, a explosão de péssimos serviços em empresas privadas de planos de saúde que avançaram sobre um mercado de pessoas que não têm recursos abundantes e deveriam ser atendidas pelo Estado. A luta dos médicos era para ser a mesma luta do Governo. Agora, já há sinais claros de que o Governo terá contra ele e suas aspirações eleitorais no ano vindouro, quinhentos mil médicos politicamente voltados contra ele. Tudo por culpa de se deixar levar por um ministro muito ocupado por suas próprias ambições políticas.

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Luís Carlos

09/07/2013 - 10h19

Conselho Federal de Medicina foi comvidado para participar de oficina no Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde sobre a escassez de médicos, confirmou presença e não compareceu. Perdeu a oportunidade de discutir suas propostas com secretários municipais de saúde de todos país? Porque será?
No documento, as entidades médicas mudam o tom, amenizando falas anteriores, pois perceberam que não tem eco popular, e inclusive citam a interdisclinaridade, citando “enfremeiros, dentistas e outros profissionais”.
A Presidenta Dilma conclamou os médicos brasileiros para se apresentarem às vagas do Mais Médicos, pois apenas depois, serão chamados médicos de fora do país para as vagas que não forem preenchidas. As entidades médicas vão boicotar o programa ou vão apoiar para que médicos formados no Brasil preencham as vagas? Teremos de fato, como dizem entidades médicas, médicos suficientes para preencher as vagas? Agora todos veremos se de fato não faltam médicos no Brasil. O valor a ser pago integralmente pelo MS, conforme anunciado ontem é de R$10.000,00, líquido, mais ajuda de deslocamento, com valores diferentes para as diversas regiões do país.
Por fim, serão abertas mais de 11.500 vagas para graduação em medicina e mais de 12 mil vagas em residências médicas, priorizando clínica geral, pediatria, ginecologia/obstetrícia, cirurgia geral e medicina de família e comunitária. As entidades mēdicas apoiarão ou serão contra?

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    Sara Bentes

    09/07/2013 - 11h02

    O médico Luís Carlos sempre a postos para detonar médicos em comentários. É a pessoa que mais sabe a respeito de médicos. Não sei por que ele não ocupa o lugar do ministro Padilha para completar a obra porca. Só falta ele ser fundamentalista como o Padilha que perseguiu as feministas até não mais poder.
    Vejam com seus próprios olhos:

    Nota do CNDM ao Ministério da Saúde
    Nota ao Sr. Ministro
    Dr. Alexandre Padilha
    Ministério da Saúde

    Nós, entidades da sociedade civil, integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher-CNDM, vimos manifestar nossa indignação diante das alterações realizadas pelo Ministério da Saúde, no Capitulo III do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres – PNPM 2013/2015– Saúde Integral das Mulheres e Direitos Sexuais e Reprodutivos. Essa medida autoritária modifica os conteúdos aprovados na Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres de 2011 e incorporados na redação do plano em fevereiro de 2013 e são o resultado de um amplo processo de mobilização social, que contou com a participação de grupos de mulheres de diversos segmentos e de sociedades médicas que trabalham pelos direitos das mulheres na área da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, processo que contou com a participação de mais de 200 mil pessoas em todo o Brasil.

    O Brasil é signatário da Conferência Internacional da ONU sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994 e da IV Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em Beiging, em 1995, que garantem os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres como direitos humanos. Nessas Conferências, os governos de vários países, entre eles o Brasil, assumiram o compromisso de pautar a formulação e a implementação de políticas públicas pelo respeito e garantia aos direitos humanos, entre os quais se incluem os direitos sexuais e os direitos reprodutivos.

    Além de difícil comprensão é inaceitável que um governo popular e comprometido com a agenda das mulheres venha alterar com ameaças de retrocesso o PNPM, como por exemplo substituir o termo abortamento (Atenção Humanizada ao Abortamento – Norma Técnica do MS de 2005, e 2ª Edição em 2011), por intercorrências obstétricas, entre outros absurdos, como está no PNPM “reformulado” à luz de velas pelo Ministério da Saúde.

    Os países do MERCOSUL alcançaram um significativo avanço na construção do consenso sobre a saúde sexual e reprodutiva através da aprovação do Acordo RMSM-EA N º 20/04 e 21/04. Esse documento, consiste numa Declaração conjunta dos EEPP e EEAA que foi elevado à Trigésima sessão da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), ocorrida em San Juan de Porto Rico no dia 20 de julho de 2004. Nessa ocasião o MERCOSUL apresentou, dentre outros, os seguintes pontos de convergência que até este momento tem sido respeitados:

    -Reconhecer plenamente os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas sem discriminação de nenhum tipo;

    -Avançar na implementação de políticas integrais de saúde sexual e reprodutiva de forma coordenada e revisar a legislação vigente dos nossos países;

    -Redobrar os esforços para reduzir a morbidade e mortalidade materna, levando em consideração todas as causas, garantindo o acesso a serviços de planejamento reprodutivo, atenção obstétrica de qualidade e atenção humanizada das consequências do aborto inseguro e o acesso aos serviços de aborto legal, quando a legislação assim o permitir.

    As mudanças realizadas no PNPM por este ministério, representam um grave retrocesso em políticas e normas já assumidas neste órgão e ferem os princípios de liberdade e de direitos. Consideramos a necessidade de revisão do texto e a inclusão dos conteúdos originais pelo Ministério da Saúde e lamentamos a ausência de sua representação na reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2013, onde esta questão foi debatida.

    Atenciosamente

    Conselho Nacional dos Direitos da Mulher

    Articulação de Mulheres Brasileiras;

    Articulação Nacional de Mulheres Negras;

    Liga Brasileira de Lésbicas;

    Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos;

    União brasileira de Mulheres;

    O Médico Luís Carlos leu Ressentimento, inveja e médicos no Brasil? Paulo Ghiraldelli http://ghiraldelli.pro.br/ressentimento-inveja-e-medicos-no-brasil/

    Luís Carlos

    09/07/2013 - 17h49

    Nossa! Quantos argumentos você apresentou, entre eles a mentira de sou médico. Com se precisasse ser médico para conhecer saúde pública.

zé eduardo

09/07/2013 - 10h09

Acho que, em contraponto à visão corporativa da categoria, o Viomundo deveria ouvir os Conselhos de Saúde. Seria mais democrático e ampliaria o debate.

Responder

    Luís Carlos

    09/07/2013 - 10h22

    Boa sugestão. Ontem durante o lançamento do Mais Médicos, a Presidenta do Conselho Nacional e Saúde, Maria do Socorro fez excelente fala, representando os usuários do SUS e todos conselheiros de saúde do país. Foi extremamente aplaudida e fez a melhor fala do evento.

    Dico Cruz

    09/07/2013 - 11h16

    Você tem o texto da fala? Traga para as redes sociais.

    Luís Carlos

    09/07/2013 - 20h29

    Dico
    Infelizmente não, mas o Viomundo poderia fazer uma entrevista com ela como sugerido pelo Zé Eduardo.

Sara Bentes

09/07/2013 - 09h30

Sou a favor do serviço civil obrigatório na área de saúde. Ou seja, todas as profissões de saúde devem ter como cobrir um período de serviço civil obrigatório, não apenas médicos. No entanto mudar o tempo de um curso superior, isto é a grade curricular, penso ser inconstitucional e fere a autonomia das universidades. Nesse sentido a MP Mais Médicos é uma joia de autoritarismo. Sem esquecer que tramitam no Congresso Nacional algumas propostas de serviço civil obrigatório, como a do Senador Humberto Costa.

PEC 36/2011, de Humberto Costa, propõe serviço civil obrigatório para profissionais de saúde

Proposta de Emenda à Constituição foi apresentada em maio com o apoio de 35 senadoras e senadores.

Proposta de Emenda Constitucional apresentada pelo senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, prevê a instituição do Serviço Civil Obrigatório como forma de minimizar a carência de algumas regiões do País por profissionais da área de saúde. Se o Senado aprovar a PEC 36/2011, os profissionais de saúde formados em universidades públicas, ou que tenham sido beneficiados com bolsas de estudos e outros incentivos financeiros pagos com recursos públicos, poderão dar sua contrapartida à sociedade.

A proposta abrange todas as profissões da área de saúde regulamentadas por lei, entre elas: médico, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, dentista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, farmacêutico e biomédico. De acordo com o texto do senador pernambucano, os profissionais recém-formados deverão trabalhar temporariamente em unidades públicas de saúde nos municípios ou regiões que precisam de mão de obra. O serviço será remunerado, com prazo fixo definido em lei. O senador pretende, logo que aprovada a PEC, apresentar Projeto de Lei fixando as condições de prestação do serviço e definindo que ele será considerado como residência médica ou título de especialização.

Segundo o senador Humberto, a intenção da PEC é enfrentar os problemas relacionados à má distribuição de recursos humanos em saúde. “Os municípios mais longínquos e as periferias das grandes metrópoles são as áreas que apresentam os maiores déficits de profissionais de saúde”, informa o líder.

O senador ressalta que o déficit de mão de obra na saúde é um problema que exige múltiplas estratégias de abordagem para ser minimizado, sendo uma delas a obrigatoriedade da prestação do Serviço Civil.

Esta solução já foi sugerida por organismos internacionais, como a Organização Panamericana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Outros países já adotaram iniciativas semelhantes, entre eles México, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, República Dominicana e Venezuela.

A PEC 36/2011 está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal. Antes de seguir para a Câmara, deve ser aprovada em dois turnos de votação no Plenário do Senado.

AQUI para ver a íntegra da PEC
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=90755&tp=1

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Virgínia

09/07/2013 - 09h02

Proposta para aluno de medicina trabalhar no SUS precisa de aval do Congresso

A mudança curricular está na medida provisória (MP) assinada nesta segunda-feira (8) pela presidenta Dilma Rousseff, que entra em vigor nesta terça (9) com a publicação no Diário Oficial da União

O Congresso Nacional e o Conselho Nacional de Educação (CNE) ainda terão que analisar e aprovar a proposta de que estudantes de medicina trabalhem no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos, após a graduação de seis anos, informou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após o anúncio do Programa Mais Médicos.

A mudança curricular está na medida provisória (MP) assinada nesta segunda-feira (8) pela presidenta Dilma Rousseff, que entra em vigor nesta terça (9) com a publicação no Diário Oficial da União, e que institui o programa, que abrange outras medidas. No entanto, como determina a legislação, medidas provisórias precisam ser aprovadas pelos parlamentares para se tornarem lei ou perdem a validade. No Congresso Nacional, a medida fica sujeita a mudanças.

A MP estabelece que cabe ao CNE definir diretrizes sobre o período de trabalho na rede pública, como a carga horária a ser cumprida pelo estudante. Mercadante disse que esta é uma demanda antiga das universidades e que provavelmente não haverá dificuldade para ser aprovada pelo CNE.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o estudante, após seis anos de no curso, será considerado um médico em treinamento. Os dois anos no SUS farão parte da formação. O aluno será avaliado e poderá inclusive ser reprovado se não tiver bom desempenho. Ele receberá o diploma apenas após o estágio na rede pública. Ele ressaltou que a medida vale apenas para aqueles que iniciarem o curso a partir de 2015.

“Não queremos simplesmente mais médicos, queremos formar bons médicos para o país. Sem o campo de prática da medicina, nós não formaremos bons profissionais”, disse Mercadante. Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública.

Os alunos vão receber uma remuneração do governo federal e terão uma autorização temporária para exercer a medicina, além de continuar vinculados às universidades. Os profissionais que atuarem na orientação desses médicos também receberão um complemento salarial. Os últimos dois anos do curso, de atuação no SUS, poderão contar para residência médica ou como pós-graduação, caso o médico escolha se especializar em uma área de atenção básica.

O estudante não poderá ter outras atividades como profissional. A autorização servirá para que atue na área específica, 40 horas semanais, de segunda-feira a sexta-feira. A medida é válida para faculdades públicas e privadas. Os estudantes de escolas particulares não pagarão mensalidade nesse período.

Durante o anúncio do programa, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que também é presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), disse que os municípios devem contribuir com o programa, uma das formas poderá ser oferecer auxílios-moradia e alimentação durante a formação dos estudantes.

Com Agência Brasil

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João Guilherme

09/07/2013 - 08h55

Para presidente da SBMFC, é questionável medida do governo

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Nulvio Lermen Junior, disse nesta segunda-feira que é duvidosa a medida do governo de obrigar recém-formados em Medicina a trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos para obter diploma. Para ele, o SUS precisa de profissionais já qualificados. A SBMFC representa os médicos que prestam serviços de Atenção Primária em Saúde, como o Programa de Saúde da Família (PSF).

Nulvio Lermen Junior reconhece a necessidade de prover médicos em algumas regiões brasileiras, como o Norte e o Nordeste. Segundo Lermen, que também é coordenador da residência em Medicina de Família e Comunidade do município do Rio de Janeiro, o problema que causa a carência de médicos nas periferias das grandes cidades e no interior do país é multifatorial.

— O governo tem que melhorar a infraestrutura, criar um plano de carreira adequado, oferecer condições de vida apropriadas para os profissionais e para a família e, claro, com salário condizente, que não precisa ser muito diferente das outras regiões. Não adianta atender a só um desses itens. Do contrário, a pessoa pode até ir se aventurar, mas acabar logo desistindo. Não há alguém que aguente viver por muito tempo sem esses fatores envolvidos — declarou Lermen.

A SBMFC não enxerga restrições na contratação de médicos estrangeiros. No entanto, o presidente da entidade defende a aplicação de um exame de validação do profissional estrangeiro para que este possa atuar no país, de forma que garanta a saúde do paciente. Lermen acredita que essa importação de médicos pode ajudar a sanar o déficit existente nesses locais, mas considera que muitos brasileiros poderiam se interessar por essas vagas se o emprego apresentasse melhores condições.

Segundo Nulvio Lermen Junior, profissionais de organizações que realizam trabalhos de cunho social em lugares tão longe, como os Médicos Sem Fronteira, não seriam suficientes para a demanda. Além disso, para Lermen, é pessoal a explicação sobre por que esses médicos escolhem se dedicar a outros países para ações humanitárias ao invés do Brasil.

— Eles se fixariam nesses lugares sem problema algum, mas sabemos que são poucos médicos que se propõem a trabalhar nessas condições e são poucos os médicos dispostos a sair para missões, que são de curta duração. A proposta do governo não é esta, mas sim de um ano, dois anos ou mais. Ações como Médicos Sem Fronteira não seriam a resposta para o problema que o governo quer enfrentar — afirmou Lermen.

Na cidade do Rio de Janeiro, Nulvio Lermen Junior conta que o principal motivo que desestimula a categoria é a violência. Ele relata que médicos já não veem com tanto receio a atuação em comunidades, desde que estas estejam pacificadas. Lermen cita o Complexo da Maré como um dos locais onde faltam profissionais.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Jr., o governo federal não pode obrigar onde um estudante de Medicina deverá atuar. Ele lembra que a Constituição garante o direito do indivíduo escolher a sua profissão e área de atuação. Na avaliação dele, essa proposta deveria ser melhor discutida entre o governo federal e entidades da categoria. Segundo ele, a iniciativa nunca foi objeto de debate com entidades médicas.

— A Constituição Federal garante o direito de ir e vir. Não se pode fazer uma coisa obrigatória. Com essas propostas demagógicas, o país acaba escamoteando o tema do subfinanciamento da saúde pública. Nós exigimos que se trate realmente da saúde como prioridade, não com retórica pré-eleitoral — criticou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/entidades-medicas-vao-questionar-programa-mais-medicos-na-justica-8963915#ixzz2YY4X9AU9

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Gina

09/07/2013 - 08h47

Bom discutir Serviço Civil obrigatório. Acho que deve ter, mas para todas as profissões da saúde

Serviço obrigatório no SUS é inconstitucional, diz Sindicato dos Médicos do Rio
Karine Rodrigues (Email · Facebook · Twitter)
Publicado:8/07/13 – 19h39
Atualizado:8/07/13 – 19h59

RIO – Anunciada pela presidente Dilma Rousseff na tarde desta segunda-feira, a norma que vincula a obtenção do diploma de médico a dois anos de trabalho obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS), para quem ingressar no curso de Medicina a partir de 2015, divide opiniões. A regra faz parte da medida provisória (MP) editada hoje com ações para a área da saúde pública, como o programa “Mais Médicos para o Brasil”, que prevê o preenchimento das vagas na atenção básica nas regiões onde há carência desses profissionais.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Darze, a norma traz efeitos apenas a longo prazo, para um país que está precisando urgentemente resolver a carência de médicos em determinadas áreas. Além disso, segundo ele, fere a Constituição.

— Não há base jurídica para isso, pois um dos princípios constitucionais que vigoram até hoje é a liberdade do exercício profissional. Não se pode obrigar ninguém a trabalhar em um determinado lugar. Isso é uma aberração jurídica. Fere o direito do cidadão. É inconstitucional.

Já a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Maria Helena Machado, considera louvável a medida e diz que é importante para quem se forma em medicina conhecer o Sistema Único de Saúde.

— É uma outra forma de instituir o serviço civil obrigatório. É muito louvável, uma proposta muito boa, pois estamos falando de um profissional da vida, da Saúde, que precisar ter contato com a realidade do SUS e contribuir para o SUS, até porque, direta e indiretamente, por meio de financiamento, a formação desses estudantes passa pelo Estado, por nós, sociedade, que constribuímos com a formação deles — avalia, observando, porém, que é importante definir uma série de pontos da norma, como a forma de pagamento, para que a obrigatoriedade seja posta em prática.

Para facilitar o acesso da população ao serviços de Saúde, Maria Helena, que lançou um livro com o perfil dos médicos do Brasil, defende ainda que a medida seja ampliada para incluir outros profissionais da área, como enfermeiros, dentistas, farmacêuticos e nutricionistas.

Embore elogie a decisão do governo federal, Maria Helena deixa que essa regra, por si só, não irá resolver o problema da escassez de médicos nas regiões mais distantes do país:

— Provisoriamente, é uma boa medida para a Saúde, mas a grande questão que temos de discutir no país é a falta de uma política de estado para o médico.

Remuneração não é atrativa

Darze também critica a remuneração de R$ 10 mil para uma jornada de 40 horas semanais para os médicos que aceitarem trabalhar no interior:

— A lei que regulamenta a profissão médica, que existe há, pelo menos, quatro décadas, estabelece a jornada do médico em 20 horas semanais. Se o Ministério da Saúde vai pagar R$ 10 mil para 40 horas semanais, isso equivale a R$ 5 mil para a jornada. E isso não atende à real necessidade que o mercado impõe para que esses médicos sejam deslocados para o interior. Ou seja, vamos continuar patinando no mesmo problema de sempre, ou seja, a baixa remuneração, com pouca atratividade para os estudantes irem para o interior.

Darze observa ainda que uma saída, já discutida na comissão criada recentemente pelo governo federal para tratar do assunto, seria criar uma carreira por meio da qual só é possível ingressar por meio de concurso público:

— A nossa proposta é oferecer ao médico uma carreira nacional, com jornada de 20 horas e um piso salarial nacional de R$ 10.420, mas ele faria concurso público, pois a população precisa saber se esse profissional é qualificado — diz o presidente do sindicato, informando que a jornada poderia ser ampliada para 40 horas semanais, desde que o valor a receber seja dobrado.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/servico-obrigatorio-no-sus-inconstitucional-diz-sindicato-dos-medicos-do-rio-8964476#ixzz2YY2KmCiN
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Gaspar Franco Lima

09/07/2013 - 07h40

O Brasil é um país democrático, não aceitará medidas ditatoriais. Padilha é sem limites, mas temos de dar um limite em sua arrogância. O primeiro, é que ele não se elegerá nem a síndico de prédio em São Paulo.

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rudi

09/07/2013 - 07h18

Enquanto as entidades médicas exigem carreira de estado e equipamentos de última geração fico lembrando que os médicos cubanos trabalham mesmo em barracas de lona. A maioria dos problemas de saúde são de resolução simples. Os casos de alta complexidade não são resolvidos nas pequenas localidades. O resto é conversa mole e corporativismo que ora assistimos deslustra toda uma classe laboral.

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    zé eduardo

    09/07/2013 - 10h05

    Exatamente, Rudi. Só acho que uma categoria que propõe uma coisa como o ‘ato médico’ já mostra que ‘lustro’ é o que não tem.

    Andrea

    09/07/2013 - 13h17

    É verdade. Gostaria de saber em quais condições trabalham a Cruz Vermelha, o Crescente Vermelho, os Médicos Sem Fronteiras. Será que o CFM e os CRMs querem dizer que estas organizações que trabalham em campos de refugiados e regiões conflagradas e de guerra não servem para nada? Será que trabalham em condições melhores que as do interior do Brasil?

    Valter

    09/07/2013 - 15h28

    Formar-se numa universidade publica em 6 anos,quando termina tem um consultorio montado pelo papai com todos os aparelhos de preferencia no centro.Ai é só faturar.
    Pense no mal que isso faria a “classe medica” a médio prazo.

anderson

09/07/2013 - 01h37

Cirurgia do PML.
Ele tira a mascara dos médicos
“Poucas pessoas nascidas e criadas nos bairros de classe média das grandes cidades do País têm disposição de abandonar amigos, família para se embrenhar numa região desconhecida e inóspita”

O Conversa Afiada reproduz trechos da matéria “O Brasil tem metade dos médicos que precisa“, escrita por Paulo Moreira Leite e Izabelle Torres, para a revista Isto É.

O Brasil tem metade dos médicos que precisa

(…)
Num País com cerca de 400 mil médicos formados, no qual pouco mais de 300 mil exercem a profissão, nada menos que 700 municípios – ou 15% do total – não possuem um único profissional de saúde. Em outros 1,9 mil municípios, 3 mil candidatos a paciente disputam a atenção estatística de menos de um médico por pessoa – imagine por 30 segundos como pode ser a consulta dessas pessoas.

(…)
A presidenta Dilma Rousseff assinará uma medida provisória e três editais para tentar dar um basta a essa situação dramática em que está envolta a saúde pública do País. Trata-se da criação do programa Mais Hospitais, Mais Médicos. Embora inclua ampliação de bolsas de estudo para recém-formados e mudanças na prioridade para cursos de especialização, com foco nas necessidades próprias da população menos assistida, o ponto forte do programa envolve uma decisão política drástica – a de trazer milhares de médicos estrangeiros, da Espanha, de Portugal e de Cuba, para preencher 9,5 mil vagas em aberto nas regiões mais pobres do País.

(…)

Numa medida destinada a responder aos protestos que entidades médicas organizaram nas últimas semanas pelo País, o governo decidiu organizar a entrada dos médicos estrangeiros em duas etapas. Numa primeira fase, irá reservar as vagas disponíveis para médicos brasileiros. Numa segunda fase, irá oferecer os postos remanescentes a estrangeiros interessados.

(…)

Uma primeira experiência, ocorrida no início do ano, é ilustrativa do que deve acontecer. Em busca de médicos para 13 mil postos abertos em pontos remotos de 2,9 mil prefeituras do país, mas reservados exclusivamente a brasileiros, o Ministério da Saúde mal conseguiu preencher 3 mil vagas, ainda que oferecesse uma remuneração relativamente convidativa para recém-formados, no valor R$ 8 mil mensais, o equivalente a um profissional de desempenho regular em estágio médio da carreira. Essa dificuldade se explica por várias razões. Poucas pessoas nascidas e criadas nos bairros de classe média das grandes cidades do País, origem de boa parte dos médicos brasileiros, têm disposição de abandonar amigos, família e todo um ambiente cultural para se embrenhar numa região desconhecida e inóspita.

(…)

Nos hospitais e nos órgãos públicos, há diversos relatos dramáticos que envolvem a dificuldade para se contratar médicos, mas poucos se comparam à situação enfrentada por Henrique Prata, gestor do Hospital do Câncer de Barretos, uma das mais respeitadas instituições do País na especialidade. Nem oferecendo um respeitável salário de R$ 30 mil para seis profissionais que seriam enviados a Porto Velho, em Rondônia, ele conseguiu os especialistas que procurava. Henrique Prata explica: “Há cerca de dois anos venho notando a falta de médicos no Brasil. Hoje, oferecemos salário inicial de R$ 18 mil por oito horas diárias de trabalho, mas não conseguimos gente para trabalhar. Está mais fácil achar ouro do que médico.”

(…)

Num ambiente onde carências se multiplicam, as famílias e regiões mais pobres sofrem mais – o que torna razoável, do ponto de vista da população, trazer profissionais estrangeiros para compensar a diferença. Até porque emprego de profissionais estrangeiros é, na medicina de hoje, um recurso comum em vários países. Na Inglaterra, 37% dos médicos se formaram no Exterior. No Canadá, esse número chega a 22% e, na Austrália, a 17%. No Brasil, o índice atual é de 1,79%. Se considerarmos somente os países em processo de desenvolvimento e subdesenvolvidos, a média nacional de 1,8 médico por mil habitantes já é considerada uma média baixa. A Argentina registra 3,2, o México 2 e a Venezuela de Hugo Chávez 1,9. Se a comparação é feita com países desenvolvidos, a nossa média cai vertiginosamente. A Alemanha, por exemplo, possui 3,6 médicos por mil habitantes. Ou seja, o Brasil tem cerca de metade dos médicos que uma nação civilizada necessita.

(…)

Mas 22 Estados brasileiros estão abaixo da média nacional e, em alguns deles, vive-se uma condição especialmente dramática. No Maranhão, o número é 0,58 por mil. No Amapá é 0,76. No Pará, cujo índice é de 0,77, 20 cidades não têm um único médico e outras 30 têm apenas um. “Muitas pessoas acreditam que o Brasil até que tem um bom número de médicos e que o único problema é que eles estariam no lugar errado”, observa o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, que, como médico, passou boa parte da carreira no atendimento à população carente do Pará. “Temos os dois problemas. Faltam médicos e muitos estão no lugar errado.”

(…)

Com uma média altíssima de médicos por habitante (6,7 por mil), o governo de Havana tem uma longa experiência de exportação de seus profissionais, inclusive para o Brasil. Por autorização do ministro da Saúde José Serra, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, médicos cubanos foram autorizados a atender a população brasileira em vários pontos do País. Em 2005, quando a autorização de permanência dos cubanos no Estado de Tocantins se encerrou, uma parcela da população chegou a correr até o aeroporto para impedir que eles fossem embora.

(…)

como sabe qualquer pessoa que já sofreu um acidente de automóvel, um enfarto dentro de um avião ou enfrentou imprevistos semelhantes, ninguém pergunta pelo diploma de um médico que estiver por perto. Apenas agradece por sua presença única. São pessoas nessa situação que podem ser beneficiadas pelos médicos estrangeiros.

Com reportagem de Nathalia Ziemkiewicz

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Eunice Feitosa

09/07/2013 - 01h01

Eu acho que o leite derramou. É aguardar. Ainda estou assimilando as medidaas, ainda teremos muito tempo de jogo. E o governo pode perder feio. Garantir assistência à saúde do povo não é barato. Nunca foi. Em lugar nenhum, mas práticas que atentam contra a liberdade, também podem ser questionadas e serão. É aguardar. De gente bem-intencionada o inferno está cheio.

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    Andrea

    09/07/2013 - 13h19

    A classe médica também pode perder feio. Já perguntou aos que não são médicos o que eles estão achando de tudo isso?

H.92

09/07/2013 - 00h31

Ou seja: vc dos rincões, favelas e periferias do Brasil: tá por contra própria, quer médico? Vai ter que achar um e de preferência torcer pra que não te diagnostiquem uma ‘virose’.

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Márcio Gaspar

08/07/2013 - 23h43

“A vinda de médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida e a abertura de mais vagas em escolas médicas sem qualidade, entre outros pontos, são medidas irresponsáveis.”
Só tem chororô. Reclamam que dos “médicos estrangeiros sem aprovação no Revalida” poderão exercer a medicina no Brasil, mas os formandos brasileiros em medicina ,54,5%, são reprovados na prova do Cremesp, mas mesmo assim vão exercer a profissão de médicos. E aí, entidades de classe médica? Dizem também que “mais vagas em escolas médicas sem qualidade” são “irresponsáveis”. Quais são essas escolas de má qualidade? Que as entidades de classe médica as identifique, denuncie e exige a sua melhoria ou o seu fechamento. Porque não fazem? Algum comprometimento com a escolas de medicina para não as denunciar?

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