VIOMUNDO

Como o Netflix, competindo com a Amazon, vai matar a Globo

20 de janeiro de 2015 às 19h13

filhos do marinho

Os filhos do Marinho vamos pegar de surpresa…

por Luiz Carlos Azenha, de Nova York

Antes desta minha mais recente viagem encontrei Thiago, que estava animado com sua nova conquista: uma TV que conecta na internet. Ele comprou o aparelho no Black Friday, por menos de mil reais.

Considerando que Thiago e a esposa ascenderam durante os governos Lula e Dilma mas economicamente ainda se encaixam na classe “C”, fiquei surpreso. Por que abandonar as novelas da Globo, das quais o casal, no passado, foi fiel consumidor?

Resposta do Thiago: assinei o Netflix, agora quero ver filmes e series de TV a qualquer hora. Bingo! Menos um para a “grade”  de programas dos Marinho, grade que tem sentido literal para jovens como Thiago, jovens que gostam da liberdade de definir seus próprios horários de entretenimento.

Desembarco em Nova York e aqui só se fala, nos meios televisivos, da disputa entre o Netflix e a Amazon, ambos agora no papel de produtores de conteúdo exclusivo.

Cada vez mais, as redes de TV tradicionais transpiram um cheiro de naftalina.

Com a série Transparent, que retrata um transsexual que aos 68 anos de idade decide viver como mulher, o canal da Amazon na internet ganhou seu primeiro Golden Globe, na categoria melhor comédia. Na internet, o feito antes era exclusivo do Netflix, com suas séries House of Cards e Orange is the new black.

Como resultado do sucesso de suas séries, o Netflix acaba de bater nos 50 milhões de assinantes. Em períodos recentes, mais da metade do crescimento veio do exterior, ou seja, de gente como Thiago.

Visando estimular acesso ao seu canal Prime, a Amazon acaba de assinar contrato com Woody Allen, que produzirá sua primeira série de TV para passar inicialmente… na internet!

A aposta dos dois gigantes se concentra em temas ousados. Nem a Amazon, nem o Netflix buscam o público mediano, como faz a Globo com suas telenovelas. Para fisgar os jovens de até 30 anos faz-se necessário violar todos os tabus de um país puritano.

Por isso, House of Cards viaja pelos corredores corrompidos do poder, num roteiro que jamais caberia nas sisudas ABC, CBS ou NBC.

Desde que a HBO inventou o slogan ” it’s not TV, it’s HBO”, demarcando um  novo território para as séries norte-americanas, os Estados Unidos vivem um boom no setor, produzindo joias como The Sopranos, Breaking Bad e Homeland.

No Brasil, isso seria impensável, por conta do virtual monopólio da Globo. A empresa dos Marinho controla, do Rio, de maneira verticalizada, 80% da capacidade de produzir conteúdo, concentrando atores, diretores, produtores, roteiristas, etc.

Nos Estados Unidos, por lei, nenhuma rede de TV pode produzir tudo o que coloca no ar. Precisa comprar de terceiros. Isso incentivou, ao longo do tempo, o desenvolvimento de uma cadeia de produtoras independentes em praticamente todos os grandes mercados do país.

Agora, com Netflix e Amazon entrando na disputa, esse mercado ficará ainda mais fortalecido. Ambas visam atingir o público através de plataformas móveis, especialmente do celular.

Enquanto no Brasil discutimos se e quando o jornal de papel vai acabar, aqui nos Estados Unidos o debate é sobre quando o computador desktop vai se tornar obsoleto.

Segundo Gian Fulgini, da Comscore, nos últimos 4 anos o tempo de uso de  internet dos norte-americanos teve acréscimo de 157%.

Hoje, os usuários de celular dos Estados Unidos passam mais da metade do tempo… na internet.

Que tal assistir a um capítulo do House of Cards em seu celular, durante uma viagem de trem entre Nova York e Washington?

Para os irmãos Marinho, o problema é que este conteúdo também estará disponível para o motorista preso num congestionamento na Mogi-Bertioga ou bem ali, no Jardim Botânico.

Todo o Brasil vai acabar pagando, para os Estados Unidos, o pesado pedágio por ter mantido um setor tão importante da economia praticamente monopolizado e, portanto, engessado.

Leia também:

Caso Tim Maia não é o primeiro em que a Globo reescreve a História

 

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flavio jose

24/01/2015 - 04h50

TV a cabo no Brasil sempre foi enganação. Já tive Direct e SKY. É um festival de repetição que enche o saco de qualquer um, sem contar que a qualidade da programação deixa muito a desejar.

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José Souza

22/01/2015 - 14h04

Continuo torcendo para o grupo bobo quebrar. Espero que paguem os impostos antes. As secretarias de fazenda que fiquem de olhos bem abertos e, se necessário, bloqueiem os bens dos donos para quitar os impostos. Não permitam que declarem falência devendo. Possuem muito dinheiro aqui e lá fora, portanto atenção total.

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    Fernando

    22/01/2015 - 17h54

    Acho engraçado o pessoal citar a legislação americana sempre que esta , se aplicada no Brasil, possa vir a enfraquecer economicamente a Globo, e só; mas legislação americana não serve de exemplo para o que não interessa a essas mesmas pessoas. Nos EUA há pena de morte e prisão perpétua; nos EUA não há PETROBRAS, ELETROBRAS e outras BRAS, que servem apenas para lotar apadrinhados e para desviarem dinheiro para os bolsos das bases aliadas; nos EUA não há foro privilegiado; nos EUA não é permitido que políticos sejam detentores de concessões na área de comunicações; nos EUA não é permitido que seitas tenham concessões ´de comunicações e fundem partidos políticos; nos EUA os mensaleiros condenados teriam tão boa vida como tiveram no Brasil;nos EUA partidos com usurpam dinheiro público para financiar campanha já estariam extintos. Ou tenhamaos como exemplo toda a legislação americana ou não tenhamos nenhuma. Pegar apenas o que é conveniente a A ou B é que não dá!

Antonio Carlos

22/01/2015 - 12h14

Mas a m… continua a mesma. E o pobre Thiago nem aí para o fato de Dilma lhe dar uma paulada ao não corrigir a tabela do IR. O importante é ter Netflix!

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Fernando

22/01/2015 - 10h45

O curioso é que quanto mais a Globo cai mais o governo federal vai pra direita.

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Roberto Locatelli

22/01/2015 - 10h25

É impressionante como a tv aberta perde audiência. Uma impressão que tenho, observando amigos e parentes, é que os adeptos da tv aberta são os mais velhos. Vovó e titio assistem tv. Os demais estão na internet. Isso é forte indício de que a tv aberta tende à irrelevância.

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Ricardo

22/01/2015 - 10h24

Suspeito que emissoras como a Record podem morrer antes da Globo (aliás, que deus a tenha). Vai ter muito repórter televisivo sem emprego. Sobrará mais tempo para a guerrinha nos blogs.

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Roberto Locatelli

22/01/2015 - 10h23

Sem dúvida, o número de tvs ligadas diminuiu MUITO, pois a moçada prefere a Internet.

É claro que a Globo ainda tem muita força, mas a audiência da emissora da ditadura decai rapidamente, assim como de outras emissoras.

TV aberta está ficando obsoleta rapidamente, assim como veículos em papel.

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jose carlos ribeiro lima

21/01/2015 - 21h14

Postei o link no zap zap e uma primas minha informaram que ja usam como forma de trocar o lixo do faustao por coisa melho
E deram uma dicas
[20h47 21/01/Uma dica, muita gente acha que precisa comprar uma Smartv pra ter acesso ao Netflix, YouTube e Internet na TV. Há um pequeno dipositivo, basicamente um pen-drive, que basta conectar na entrada HDMI da TV e pronto, vc pode conectar-se à Internet pela TV e ter acesso a todos esses conteúdos
[‬ O nome do dispositivo é Chromecast, comprei um e funcionou
[20h50 Chromecast | Eletrônicos | TechTudo – http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/chromecast.html
Comprar um Chromecast sai bem mais barato que comprar uma Smartv
Eu tb comprei uma Smartv, Amanda, fiz como vc. Mas aí fiquei sabendo do Chromecast e coloquei na outra TV. Se soubesse antes nem precisava ter comprado Smartv, comprava o Chromecast pras duas que tenho em casa

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anac

21/01/2015 - 20h16

Minha diarista também tem Netflix.

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Roberto Locatelli

21/01/2015 - 17h14

EXCELENTE MATÉRIA!! Só discordo daquela passagem que fala sobre “…quando o desktop vai acabar”. O desktop (computador de mesa) nunca vai acabar! NUNCA! O desktop é como o rock: eterno!

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    Plutarco

    21/01/2015 - 18h09

    Amigo Roberto,

    Sinto desapontá-lo, mas desde 2013, no Brasil, as vendas de tablets já são maiores que as de notebooks e desktops. As vendas de tablets no último trimestre de 2013 foram mais que o dobro das de desktops.

    Ou seja: daqui a pouco os fabricantes vão parar de fabricar desktops por falta de demanda…

    Andrew Knoll

    21/01/2015 - 19h57

    Claramente o comentário do Sr. Locatelli é uma ironia, rsrs

    EURIPEDES JUNIOR

    21/01/2015 - 22h17

    Errado, o desktop não vai acabar. Sabe por que? Por que há vários casos onde se necessita de hardware específico, que os dispositivos móveis não embargam. Exemplos: placas aceleradoras gráficas, placas de captura de imagem e vídeo, memórias de baixa latência, placas mães com componentes de alta condutividade (leia-se muito ouro e prata no lugar de cobre), sem contar é claro que o desktop é muito mais versátil, pois se um dispositivo dá problema, você troca ele. No caso dos notebooks e tablets, se alguma coisa dá problema você tem que descartar o dispositivo.

    Roberto Locatelli

    22/01/2015 - 12h01

    Esses dados foram claramente falsificados pelos inimigos do desktop! (rs rs)

Hans Bintje

21/01/2015 - 12h26

Azenha,

Conceição,

o que está segurando vocês?

1) Vocês sabem contar histórias;

2) Têm intimidade com a linguagem dessa “máquina de fazer loucos” que é a TV;

3) Têm carisma;

4) Têm um leitorado fiel — no qual, humildemente, eu me incluo;

5) A Conceição tem uma amiga — que eu gostaria de conhecer pessoalmente — que conhece muito de computação; e

6) Os custos de produção se reduziram bastante.

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Euler

21/01/2015 - 12h08

Pois é, Azenha, estamos assistindo a agonia da Globo e congêneres não pelo empenho do governo federal em querer democratizar a mídia, mas pelo surgimento de iniciativas empresariais como a Netflix. Esta, sem dúvida, se torna uma boa opção, e mais barata, até mesmo em relação às TVs por assinatura. Ter em casa uma locadora de filmes, séries e novelas por menos de R$ 20 por mês, podendo ver, rever, dar pausa, retornar e avançar o vídeo, a qualquer tempo, com ótima qualidade de imagem, convenhamos, é uma excelente opção. Penso que, com um pouco de incentivo do governo federal – patrocínio, apoio, tecnologia – seria possível se fazer uma mídia alternativa com conteúdos próprios, regionais e nacionais. Mas, o governo federal e o PT não têm qualquer projeto para esta área. Em matéria de comunicações, o Brasil nunca deixou de ser uma colônia importadora de lixos estrangeiros. A Internet mudou um pouco essa sina, mas ainda não foram construídos projetos de maior alcance. Tomara que isso mude.

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    Andrew Knoll

    21/01/2015 - 19h53

    Temos projetos sm, acontecedo em todo o território acional. Aqui no Paranaá, por exemplo, estamos com um edital de produção de Tele Série e Tele Filme. Calma, estamos chegando, e vamos chegar com tudo!

Rafael Isaacs

21/01/2015 - 11h45

Então o livre mercado vai acabar com todos os problemas de nossa mídia?

Responder

    Plutarco

    21/01/2015 - 18h10

    Não Rafael, apenas em vez de consumirmos programação nacional passaremos a consumir enlatados gringos.

    Andrew Knoll

    21/01/2015 - 19h55

    E TAMBEM a produção nacional independente. Pesquisem sobre a Nova Lei de Cotas do Audiovisual que obriga as TV’s publicas a exibirem conteúdo independente Nacional.

    Mauro Assis

    22/01/2015 - 11h36

    E quem é que vê TV pública mesmo?

    Essa “obrigatoriedade de conteúdo nacional” pode fazer a alegria dos produtores, que recebem pelo conteúdo, mas não pela audiência…

Plutarco

21/01/2015 - 10h58

Detalhe: o que impede a Globo de também passar a oferecer serviço de streamming em algum momento?

Responder

    J. Alberto

    21/01/2015 - 15h09

    Ela já oferece, mas só tem conteúdo da TV aberta. Desconheço que isto seja um sucesso.

    Plutarco

    21/01/2015 - 18h05

    Muito do que a Netflix oferece tb é conteúdo já exibido, e é igualmente sucesso. E nada impede que ela passe a produzir conteúdo exclusivo para a rede tb. Vc acha que todo o público brasileiro vai de repente se apaixonar por House Of Cards?

J. Alberto

21/01/2015 - 10h45

Azenha, como diz seu colega de emissora, a Globo vai morrer gorducha.

Não adianta nada o povo alternar entre Netflix para entretenimento e globo.com para notícias…

Mesmo que a Globo um dia fique do tamanho da TV Bandeirantes, ela vai continuar influenciando, mesmo que pouco, a eleição presidencial.

A regulação dos velhos meios ainda é importante sim. Eles jamais desaparecerão por completo. É como escrever ou aprender a tabuada. Os computadores não acabarão com essas coisas porque um dia a luz cai, e aí… (ainda mais no Brasil!)

Mas o conteúdo nacional é mais ainda.

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Elias

21/01/2015 - 09h58

Tudo que enfraquece os donos da Globo e seu dinheiro, fortalece o povo brasileiro.

Responder

Luis Prado

21/01/2015 - 09h52

Esta revolução de conteúdo pela internet está afetando todos os tipos de conteúdo, videos, filmes, séries, musicas. Se você não possui uma SmartTV basta comprar o Chromecast (comprei o meu por R$165,00) ou similares que qualquer TV é transformada em uma Smart, e o melhor se você for viajar basta levar o aparelho com você (ele tem o tamanho de um pendrive). Existem centenas de aplicativos que possibilitam que você transmita videos e música para a TV. Vou menscionar apenas alguns que utilizo: para filmes e séries Netflix (pago), Crackle (gratuito da Sony), videoclipe Vevo (gratuito), Youtube (gratuíto), musicas Deezer (gratuito com versão paga completo), VideoStream (para transmitir do computador para a TV) e o RedBull TV (com conteúdo exclusivo de aventuras). O Telecine não consta da lista porque apesar e ter um aplicativo para celular ele não permite transmitir para a TV.

Responder

Plutarco

21/01/2015 - 08h50

E a esquerda brasileira lutando contra o “monopólio da mídia”… é como escreveu o Hélio Shwartzman, na Folha: O PT tá sempre lutando a luta passada. Senão vejamos:

– Regulação da mídia: é só ler a matéria acima.

– Reforma agrária: faria sentido no século XIX, quando aliás foi feita até nos EUA. Agora a produção agrícola é coisa prá gente grande, pro grande capital, para botar comida farta e barata na mesa. Nos EUA, maior produtor de alimentos do planeta, menos de 2% da população vive do campo. Na Europa é mais, mas aí os governos bancam a farra dos produtores, que recebem sem plantar. Essa é a ideia por aqui, aliás.

– Comissão da verdade: dessa nem precisa falar muito, não é mesmo? Num país que mata +50k pessoas violentamente por ano, ficar investigando 400 e poucas que ocorreram a 50 anos atrás…

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Leonardo

21/01/2015 - 08h21

Vocês se preocupam mais com a Globo do que com seus narizes. Pra quem tem o mínimo de bom senso e não está com o coração cheio de amargura vê que são duas plataformas completamente diferentes, mas não dá pra esperar bom senso de quem distorce os fatos pra criar os links mais fajutos.

Netflix não tem como ideal ser dinâmico, netflix tira muito mais usuários das TVs fechadas do que da Globo ou qualquer TV aberta.

Isto é como dizer como o glutem matará a família Marinho.

Por favor Azenha, pare de escrever com o fígado.

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Romanelli

21/01/2015 - 07h40

a pergunta que faço, e isso é bom ?

Confesso,não vejo revolução alguma ..evolução talvez, consequência lógica ..mas mais do mesmo, com eles no comando e nós como observadores dependentes.

Não nos esqueçamos que recentemente com a obrigatoriedade do Conteúdo Nacional, muita gente se saiu bem por aqui e a COLGATE foi obrigada a fazer propaganda com “nossos artistas” ..outros tiveram patrocínio e apoio, mas o que apresentaram ? Bethania ganhando R$4 mm pra declamar um poeta português ?

Fala verdade, se não fosse a Globo, quem teria condições de ter sido ? O tio Silvio ? Suas minisséries, seus programas jornalísticos, sua rede de notícias ?!

Enquanto lá fora Hollywood foi usada como AMALGAMA ufanista, difusora de ideias, ideologia e de história e biografia, propagadora de Nacionalismo, aqui, quando muito, a “cRasse artística” se valeu de veba pública pra ostentar suas TARAS e “liberdades criativas”, estas que rolam solto até com biografia.(se deixar pra estes Pelé será loirinho num filme)

Veja o filme Tiradentes por ex, não dá pra apresentarmos numa sala de aula como indutor de conhecimento ..é torto, quase que sem amparo histórico, cheio de cenas de SEXO ..e assim seria se tivéssemos sobre Cabral, D.Pedro, sobre nossos revoltas, sobre as capitanias, as conquistas etc

TIM MAIA por exemplo, que gerou tanta polêmica, ali NINGUÉM ficou sabendo que o cara ficou preso CINCO vezes nos EUA pra depois ser deportado ..nele todos pensam que TIM teve UMA só mulher na vida, a tal JANAINA ..só que aquilo era mentira, JANAINA não foi a mãe do filho de TIM, não era a mulher que com ele viajou, não foi a unica a lhe dar fossa, e por aí vai

Cazuza então, sumiram até com Ney Matogrosso

E isso pra não falar dos outros filmes que pegaram grana e não entregaram fita (como Charteau por ex)

Verdade é que nosso cinema continua medíocre, e isso não é culpa da GLOBO ..nossos filmes continuam sexistas, vazios, superficiais, medíocres ..imprestáveis como material suporte pra pesquisa e difusão

Nossas salas de exibição, então, como nunca, hoje são entregues a distribuidores estrangeiros

Assim,do que vejo, TUDO é mais do mesmo, e não é culpa da Globo e de sua concentração não ..e pior, isso tudo com viés de piora.

em tempo, com THC pensaram em fazer um filme sobre o descobrimento, deram grana pruam Nau, e em pleno século XX, depois de US$ 4 mm, a bichinha não flutuou ..a data passou, e ninguém mais lembrou

pior que este não foi o unico caso

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/09/replica-da-caravela-de-cabral-e-reaberta-ao-publico-em-campinas.html

verdade, se tivéssemos tido muito mais “globos” e “amarais netos”, apesar dos pesares, acho que teríamos sido um outro país, né Edir ?!

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ribamar cantanhede

21/01/2015 - 07h14

“globo”??? o unico que vejo é o globo terrestre, se encontrar algum “serviçal” da casa grande na rua nao reconhecerei, pois nem sei o que passa nessa tal de “globo”; eles os serviçais ja estão sentindo na pele, pois os mesmos são ignorados por onde passam.

Responder

Cadeia

21/01/2015 - 02h08

Eu kero saber é a fortuna que os Marinhos embolsaram do contribuinte

Responder

giovani montagner

20/01/2015 - 23h15

tem mais empresas aderindo a este novo mercado, cito, por exemplo, o google e a warner.

Responder

Julio Silveira

20/01/2015 - 22h27

Há!!mais aí os donos da Globo, junto com a Globo, morrerão felizes, no colo dos amados.

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Lukas

20/01/2015 - 22h16

O povo quer Netflix e vocês lutando por conteúdo regional na TV aberta. Entendem porque é uma batalha perdida?

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fernando

20/01/2015 - 22h04

Me recuso a assinar esse lixo cultural yankee. Prefiro ver a tv Record .

Responder

    Beth Abreu

    21/01/2015 - 01h09

    Olha, o lixo cultural yankee tem uma oferta bem bacana de filmes e séries europeus, asiáticos e australianos. Sem falar nos filmes brasileiros e da América Latina. Som original e legendas, se vc for mais purista como eu.

    Rodrigo

    21/01/2015 - 16h45

    Mas não é a Record que passa CSI, Breaking Bed e House?

    Ah sim, não sendo na Globo pode.

Carlos Adonias

20/01/2015 - 21h48

Essa notícia me leva a crer que quando a regulamentação dos meios de comunicação finalmente for implantada no Brasil, um dos seus alvos, o fortalecimento da produção regional de TV, deverá dar lugar a outra reivindicação: o fortalecimento da produção de conteúdo nacional. Ou seja, diante da internacionalização da mídia, a cultura brasileira estará ainda mais prejudicada. Não que eu lamente o destino da vênus platinada, ela fez por merecê-lo. Nesse caso vale o dito popular: quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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Luiz - AlphaPlus

20/01/2015 - 21h42

Olha, Azenha, eu não tenho tanta esperança assim de que o NetFlix (do qual eu sou um feliz assinante) venha a derrubar a platinada. Ela tem muito poder econômico e político. Basta um acordo entre as operadoras de banda larga para dar uma pequena estrangulada no stream quando está passando videos do NetFlix, que a desordem estará armada. Ou melhor, o controle da platinada estará armado. Basta dizer que minha banda larga é da NET, meu celular (que também tem NetFlix instalado) é da Claro e que ambos tem participações da globo. Então, corre-se o risco de se sofrer certas sanções por essas operadoras quando a platonada se sentir em risco. Portanto, eu ainda acredito que ela ainda não se sente ameaçada.

Responder

Francisco

20/01/2015 - 21h37

O problema é que a História (com “H” maiúsculo) é implacável: quem não é solução é problema.

Como Dilma (e o PT) não colocaram os Marinho na coleira, são – e serão sempre – lembrados como tão aliados da Globo quanto Garrastazu Médici.

Espanto, indignação e ranger de dentes! Tudo isso não muda os fatos. Sou historiador: o PT (que eu voto) vai para a mesma lata de lixo que a ARENA.

PT é o PCR, Partido do (ou “sob o”) Controle Remoto…

Responder

FrancoAtirador

20/01/2015 - 19h57

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TV por Assinatura já foi p’r’o Saco.
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Responder

    FrancoAtirador

    20/01/2015 - 20h18

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    .
    A questão essencial, que deverá continuar em discussão,

    refere-se à qualidade e à diversidade da programação.
    .
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Leo

20/01/2015 - 19h38

Matar a Globo!? Conta outra piada, Azenha! Essa empresa já morreu há muito tempo! Infelizes aqueles que ainda contribuem para o aumento da audiência dos Irmaos Marinho.

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