VIOMUNDO

Antropólogo da USP é espancado por PM na avenida Paulista

06 de dezembro de 2011 às 08h15

por Conceição Lemes

Danilo Paiva Ramos é  antropólogo e estudante de pós-graduação da USP. Domingo à noite, ele voltava para casa, após assistir ao jogo Corinthians vs. Palmeiras,  quando foi espancado na avenida Paulista por um PM. Como é frequente nas repressões feitas pela PM, ele não tinha o nome identificado na farda.

Danilo mostrou-o  ao policial 3 Sgt LUIZ, perguntando-lhe quem era o agressor. 3 SgT LUIZ  disse que não conhecia o PM, que  continuava a espancar e a coagir as pessoas na frente de todos.

“Ao sair da estação do metrô Trianon-Masp, parei  durante 5 minutos para ver a festa que um grupo fazia na calçada. Foi quando um cordão de policiais formou-se atrás de mim sem que eu percebesse. Quando virei o corpo, já comecei a receber os primeiros golpes”, denuncia o antropólogo Danilo Paiva Ramos. “Em função do modo como fui espancado, resolvi fazer um BO e um relato do que aconteceu, para que, de alguma forma, contribuam para a sociedade refletir como a polícia vem agindo contra as pessoas de uma forma geral.”

Segue o relato de Danilo, que nos foi enviado por Daniel Santos Garroux e Ricardo Maciel, respectivamente, aluno de pós-graduação e candidato a mestrado na USP.

“A Paulista precisa dormir”

por Danilo Paiva Ramos

Na noite de ontem, o que mais me aterrorizou enquanto era espancado por um PM não identificado na Avenida Paulista não foi a violência dos golpes cada vez mais fortes em minha mão e barriga. “Cuzão!”, “Seu merda!”, “Filho da puta!”, “Quer ser espancado de verdade?” eram as palavras que acompanhavam as pancadas que eu ia recebendo sem ter como me defender. Mas também não foram as ameaças ou as ofensas que mais me aterrorizaram ontem. O que mais me assombrou foi perceber, enquanto era espancado, o sorriso e o olhar do policial que mostravam um prazer maior a cada bofetada. A cada pancada meu medo aumentava. E foi com espanto que vi o prazer e ódio que cresciam nos rostos dos policiais à medida que investiam contra qualquer pessoa que, naquele momento, estivesse com uma camiseta do Corinthians comemorando na calçada, pacificamente, a vitória do campeonato. Indignado, sem saber por que apanhava, perguntei o nome de meu agressor. Mais ofensas e ameaças seguiram-se enquanto ele erguia novamente sua arma contra mim. Afastando-me, perguntei por que me batia. Ele, então, respondeu: “As pessoas da Paulista precisam dormir”.

Essa talvez fosse a fala de um “camisa negra”, grupo fascista que, na Itália, perseguia os operários que faziam greve. Ou talvez a fala de um policial da ditadura que investisse contra estudantes que lutavam pela democracia. Mas estranhei muito que o motivo da violência com que acabaram com a “festa da vitória” que um grupo de pessoas fazia por volta das 23hs na calçada da Paulista fosse o sono dos edifícios de bancos e empresas. Ainda sendo coagido pelos policiais, fui conversar com o sargento que liderava o grupo. Comuniquei a ele que havia sido espancado por um de seus policiais e que queria saber a razão disso e o nome de meu agressor. Ele pediu que eu apontasse o oficial. Identifiquei-o. O 3 Sgt LUIZ disse que não conhecia o policial que continuava a espancar e a coagir as pessoas.

Memorizei a identificação do sargento Luiz e fui a uma delegacia próxima à minha casa. Quando contei ao delegado minha intenção de fazer um boletim de ocorrência, B.O., por ter sido espancado por um PM, ele alterou seu tom de voz. Falando alto e gesticulando fortemente, afirmou que um policial “não batia por nada” e perguntava repetidamente o que eu tinha feito.  “Nada, não fiz nada! Estava voltando para casa. Saí do metro Trianon-Masp, após assistir ao jogo com meus amigos, parei durante 5 minutos para ver a festa que o grupo fazia na calçada. Estava um pouco longe do grupo. Um cordão de policiais formou-se atrás de mim sem que eu percebesse. Quando virei meu corpo, já recebi os primeiros golpes. Não fiz nada”. Vítima, machucado e apavorado, tive que perguntar ao delegado se esse era o modo de tratar as vítimas em sua delegacia. Afirmei que iria a outra D.P. fazer minha ocorrência, já que naquela não me sentia seguro. Somente, então, o delegado começou a tratar-me como vítima. Registrei a queixa, fiz exame de corpo de delito e aguardo que consigam identificar o sargento e meu agressor. Por sugestão do delegado, irei à corregedoria da polícia militar para fazer uma queixa.

Antropólogo, pesquisador da USP, venho acompanhando a violência, o prazer e a liberdade com que policiais, soldados e autoridades “competentes” restabelecem a “ordem” na Universidade, na avenida Paulista ou na Amazônia, onde realizo meu trabalho com um povo indígena. Espancar, ofender, perseguir, rir, ameaçar parecem ser modos cada vez mais rotineiros das autoridades que aplicam a coerção física do Estado em estudantes, torcedores, índios, professores, trabalhadores etc. O prazer que vi no rosto de meu agressor me aterrorizou. A dificuldade de identificar meu agressor — causada pela falta de distintivo, pela atitude do sargento que disse não conhecer seus soldados, pelo comportamento do delegado que insistiu que eu devia ter provocado ou pela dificuldade de saber de qual batalhão eram os PMs que atuavam na Paulista àquela hora — me assombra. O riso e o prazer de meu agressor iniciam-se no motivo banal da “Paulista que precisa dormir” e terminam na saciação do sadismo com que golpeava meu corpo que, naquele momento, por acaso — apenas por acaso —, era o corpo de um torcedor corintiano.

Leia também:

AJD: “É preciso solidarizar-se com as ovelhas rebeldes”

Manifesto pela Democratização da USP

Luisa Paiva e Lira Alli: A fascistização oculta da sociedade

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Carta aberta

07/03/2012 - 15h55

[…] A essa altura, a torcida acuada já estava em frente ao prédio da FIESP. Ao passar pela Estação Trianon MASP, vi um torcedor sendo fortemente agredido. Acho, inclusive, que foi ele quem escreveu esse relato no blog Vi o Mundo. […]

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Carta aberta

07/03/2012 - 15h55

[…] A essa altura, a torcida acuada já estava em frente ao prédio da FIESP. Ao passar pela Estação Trianon MASP, vi um torcedor sendo fortemente agredido. Acho, inclusive, que foi ele quem escreveu esse relato no blog Vi o Mundo. […]

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A Globo, na cama com a ditadura militar « LIBERDADE AQUI!

08/12/2011 - 23h03

[…] Antropólogo da USP é espancado por PM na avenida Paulista […]

Responder

JJJ

08/12/2011 - 16h00

Torcedor na paulista 23h, qdo o jogo termino as 5:30 nunca é bom sinal. Depois os tercedores morrerm é falta de policiamento…

Responder

Airton

07/12/2011 - 22h58

Uma pergunta : se ele fosse formado em outra universidade , também estaria na manchete em destaque ?

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Antropólogo da USP é espancado por polícia gente boa na avenida Paulista « Brasil dos Absurdos

07/12/2011 - 19h04

[…] Antropólogo da USP é espancado, à toa, do nada, por PM FDP, em plena avenida Paulista. […]

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Coil

07/12/2011 - 18h14

Relato de um torcedor e jornalista da revista Brasileiros

Carta aberta ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; ao secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto; e ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo
http://revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-

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Fe Snake

07/12/2011 - 11h49

Nada justifica uma atitude como essa do policial, as comemorações foram proibidas em 2005 na Paulista mas ela foi proibida em outros moldes. Quer dizer que se eu sair com a camisa do meu time na paulista e ele acabou de ser campeão, terei que passar por esse tratamento de choque. As autoridades e esse governo de SP acham isso absolutamente normal, pq será?

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Danilo: “Nunca vi tanto prazer em espancar gente; segurança da impunidade” | SPressoSP

07/12/2011 - 11h49

[…] Muito indignado, fez um boletim de ocorrência no 78º Distrito Policial e um relato da arbitrariedade e da violência daquele fim de noite e mandou, por e-mail, para muita gente (Veja aqui). […]

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renato

07/12/2011 - 11h19

puts, o titulo não tem muito a ver..
Comecei a ler o texto achando que era algum tipo de repressão ideológica ou politica..

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    cronopio

    07/12/2011 - 19h26

    Sugiro que releia o texto, é exatamente disso que se trata.

naira

07/12/2011 - 10h09

não dê esse espaço a esse cara! ele é um dos PM´s, companheiros, defendendo o silêncio dos bancos !

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angelo

07/12/2011 - 09h25

Enquanto não se re-educa os policiais, que já chegam à corporação, em sua maioria, mal intencionados, tem que urgentemente instalar câmeras e microfones nas fardas. Transmissão ao vivo ininterrupta pra centros de controle e acessível a todos os cidadãos pela internet em qualquer momento.

Se por algum motivo o equipamento parar de funcionar, Federal é acionada e comparece ao local. E chips nas tarjas de identificação e, em caso de retirada do nome da farda, idem.

Será um gasto necessário, despesa demandada pela falta de caráter da maioria dos policiais.

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João-PR

07/12/2011 - 08h53

A democracia tucana em São Paulo é de fazer inveja a Mussolini.

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Rodrigo Giordani

07/12/2011 - 08h43

Conceição, para de liberar essas trollagens. Você não vê que os comentários nada acrescentam, apenas reproduzindo chavões do Reinaldo Azevedo e contendo absurdos como o que escreveu esse "danilo", dizendo que o professor apanhou pouco? Nenhum outro blog tem essa quantidade de comentários da direita, já reparou? No Nassif e no PHA entra um ou outro, mas só se tiver um mínimo de respeito. Olha como ele floodou o fórum, postando quatro vezes a mesma porcaria. Assim você e o Azenha vão lamentar o rápido esvaziamento do blog.

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Miguel

07/12/2011 - 06h45

Passei por situacao semelhante. Em uma manifestacao pacifica e sem qualquer confusao ou depredacao, fomos cercados por um circulo de PM`s, que de bracos entrelacados moviam seus cacetes em direcao a nossas costelas. O responsavel por me bater sorria de forma sadica enquanto repetia "eu nao estou fazendo nada! eu nao estou fazendo nada!"

Isso aconteceu em Minas Gerais, e ja ouvi relatos muito semelhantes no Rio de Janeiro… O que leva `a obvia conclusao de que nao se trata de desvio, caso isolado ou exagero: trata-se da forma como eles sao preparados para tratar qualquer cidadao ou grupo de cidadaos considerados "inconvenientes".

Raca maldita.

Responder

Gerson Carneiro

07/12/2011 - 03h09

Quando em todas as manhãs eu vejo viaturas estacionadas na frente das padarias chego a ter dó dos policiais em tal situação (parece cães em frente à máquina de assar frango, a famosa tv de cachorro), mas logo penso nessas situações em que eles nos repreendem, nos bate e nos humilham, e o que era dó vira imediatamente um sentimento prazeiroso de vingança saciada.

Penso que funciona assim: na PM, os miseráveis não têm nem ticket para refeição (vive de porta em porta de padaria mendigando um pingado com pão na chapa), são revoltados por isso, daí quando estão em grupo, perfilados sem identificação, com cacetete em punho, e com o aval do Governador para descer a porrada, descontam toda a ira contida em quem não tem nada a ver com a miséria deles. Por isso que eles batem e dão risada porque alí é o único momento em que se sentem superiores, com algum poder.

Responder

    Airton

    07/12/2011 - 22h56

    Quando vc tiver um bandido com um revolver na sua cara , talvez consiga lembrar dos PM que viu em frente as padarias, e se perguntar : será que eles virão a tempo de me salvar ?

    Gerson Carneiro

    08/12/2011 - 03h46

    Essa é a obrigação deles. Têm que vir sim a tempo de me salvar.

    Quando você tiver um bandido, vestido na farda da PM, dando tapa na tua cara, sem que você tivesse feito nada de ilícito (e ainda que tivesse feito não seria para ser submetido a tamanho abuso), talvez consiga lembrar dos PM que vi em frente as padarias, e se perguntar : será que eles virão a tempo de me espancar (ou quando chegarem estarei morto) ?

    [youtube u9yOduSRjws http://www.youtube.com/watch?v=u9yOduSRjws youtube]

    cronopio

    08/12/2011 - 14h32

    O mais bizarro nesse caso da Favela Naval, Gerson, foi que a Globo recebeu centenas de cartas pedindo para a emissora parar de mostrar imagens que "denegrissem" a imagem dos policiais. Os telespectadores pediam para não saber da verdade! O Eugênio Bucci escreveu até um texto sobre isso, está no livro "Videologias", que saiu pela Boitempo. Quanto ao caso do assalto, caso a praga que o Airton lhe rogou faça efeito e sua residência seja assaltada, os policiais chegarão muito tempo depois dos bandidos já terem ido embora. Em seguida você vai esperar umas três horas na delegacia, tempo necessário para o escrivão voltar da padaria, cumprimentar-lhe com toda a boa vontade que Deus lhe deu, e registrar uma ocorrência, entre um ou dois bocejos, com um português escabroso. Já aconteceu comigo, nunca me senti tão amparado pela força pública quanto naquela ocasião.

    Gerson Carneiro

    08/12/2011 - 16h18

    Comigo aconteceu assim: em fevereiro de 1999, perdi minha carteira de identidade durante o carnaval em Salvador. No último dia de carnaval, fui à uma delegacia no Campo Grande registrar um BO e fiquei surpreso que o policial, pelo computador, localizou minha carteira de identidade, que segundo ele se encontrava em outra delegacia. Como essa outra delegacia estava distante e estava na hora de eu embarcar para São Paulo (na época morava em São Paulo) acabei não indo buscar e fui embora.

    Certo de que minha identidade estava em uma delegacia na Bahia deixei o tempo passar e quatro meses depois (eu disse quatro meses depois) resolvi ir à uma delegacia em São Paulo para registrar um BO para tirar uma segunda via.

    Estava eu na fila na delegacia, e um moço à minha frente foi atendido, o próximo seria eu. Ouvi a conversa entre ele e o delegado:

    – Qual sua queixa?
    – Perdi minha carteira de identidade.
    – Quando?
    – Ontem à noite.

    Isso era ao meio dia de um sábado.

    – Quando filho? Ontem à noite!!! E só agora você comparece à delegacia para registrar o BO? Você quer se complicar? Depois vem me dar trabalho. Tenha mais responsabilidade. Próximo.

    Isso gritando.

    E lá fui eu.

    – Qual a sua queixa?
    – Perdi minha carteira de identidade.
    – Quando?
    – Saí com ela para trabalhar hoje pela manhã, e a última vez que me lembro de tê-la visto foi às 10h00.
    – Muito bem, preencha esse formulário e parabéns pela sua diligência.

    Cara, não fosse o rapaz que estava na minha frente acho que o delegado ia me prender.

camila

07/12/2011 - 01h49

quer dizer então que por você ser de torcida organizada você deve ser agredido onde esta escrito isso na constituição isso significa vamos espancar o pais todo então para que ter futebol

Responder

Sr.Indignado

07/12/2011 - 01h02

"… um policial não bate por nada…"
Então ele bate POR alugma coisa. Vejam só que democracia é essa. Sr. Delegado, então, qual é argumento para "bater", espancar, torturar , quando deveria ser autuar, prender, encaminhar e fazer tudo direitinho, conforme a lei. Ou responder por atos irregulares quando ocorressem, coisa que deveria ser rara, mas tá virando rotina.
Afinal, de que lado a polícia paulista está?

Responder

Cleverton_Silva

07/12/2011 - 00h22

E os abusos de PMs só tendem a crescer num Brasil em que militares que torturam, maltratam e até chegam a estuprar jovens recrutas, contando com a cumplicidade do pig, da elite cheirosa, do stm e STF e das demais vivandeiras de quartel. Acham que nunca serão punidos, daí saem batendo em estudantes, professores, usuários de drogas, donas de casa, pobres, trabalhadores que trabalham de madrugada, até se tornarem cães raivosos sem controle. E a Casa Grande aplaude…

Responder

darcio

06/12/2011 - 23h06

por essas e muitas outra que as polícias militares deveriam ser dissolvidas, polícia militarizada, psicopatas em potencial, só existe no Brasil

Responder

marcia fernandes

06/12/2011 - 22h54

Segundo o comentário de alguém aí acima, falso aliás, de que um "pobre coitado de um PM ganha 800 reais, justificando a violência, devo concluir que professores da rede pública de ensino deveriam espancar os alunos?

Responder

LILI

06/12/2011 - 22h09

Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!, ACHO QUE ESSE RODOLFO NÃO SABE O QUE É UM ANTROPÓLOGO!!!!!
TEM ALGUEM AÍ PRA EXPLICAR, OU QUEM SABE, DESENHAR.

Responder

José Carlos

06/12/2011 - 21h31

O ovo da serpente nunca deixou de ser bem cuidado. No Brasil e em São Paulo em particular.
Os fascistas, os torturadores, os verdugos das polícias nunca deixaram as corporações. Uns foram habitar aquele lugar esquecido por Dante – o dos canalhas pura e simplesmente – mas deixaram seus filhos.
Nossa tarefa tem de ser a de apoiar a polícia verdadeira, a que zela por nossa segurança. Quanto do estresse que acomete os policiais brasileiros não é fruto da sua entrega à barbárie? Os policiais são trabalhadores, é verdade, mas de que tipo? Que espécie de empresa os tem hoje sob contrato?

Responder

Luiz Fernando

06/12/2011 - 20h16

Regra geral, a polícia é a força bruta de qualquer Estado. Assim é e sempre será.

E a dosagem dessa força, os abusos e a impunidade são sempre proporcionais à tolerância ou determinação dos respectivos comandos e governantes.

Responder

Luiz Fortaleza

06/12/2011 - 20h06

Policial é um pau mandado… um coitado… um homem sem "cérebro", é um comandado, quase robô…

Responder

FrancoAtirador

06/12/2011 - 18h19

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O LEGADO DE JOSE SERRA & MARINA SILVA.
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A Oposição na Sociedade

Por Marcos Coimbra*

O que chamamos oposição, na maior parte das vezes, diz apenas respeito ao mundo da política institucionalizada. Fundamentalmente, aos partidos oposicionistas, seus representantes, organizações e (poucos) filiados.

Uma das razões para isso é que é modesta, no Brasil, a atuação de grupos de pressão e associações civis voltadas para a política. Existem, mas são, ainda, pouco relevantes.

Há, no entanto, outra oposição, extra-partidária e fora do Estado, que se manifesta no âmbito da sociedade. Ela é diferente da anterior, e tende a ser, a cada dia, mais significativa.

Não estamos nos referindo, simplesmente, aos eleitores de oposição, aqueles que, de maneira sistemática, votam nas legendas hoje oposicionistas, não votam no PT e costumam não gostar de Lula, dos petistas e de tudo que fazem. Os que se definem como antagônicos ao “lulopetismo”. Esses existem desde sempre.

Entre a oposição formal, exercida pelos partidos, e o eleitorado de oposição, constituído por cidadãos individualizados, estamos vendo nascer e se desenvolver uma “nova militância” oposicionista.

Não foi em 2011 que começamos a perceber sua existência. Desde a eleição de 2010, no mínimo, já era identificável.

Por enquanto, é incipiente, mas parece crescer e se tornar mais vigorosa ideologicamente. É um fenômeno espontâneo, que acontece à margem dos partidos e que não resulta de sua atuação.

Seu lugar por excelência de formação e desenvolvimento é a internet. É nela que seus integrantes se reconhecem, estabelecem comunicação, fazem proselitismo.

Não é unificada por um ideário. Ao contrário, seu denominador comum fundamental é uma negação: o antipetismo. No fundo, não se entusiasma na defesa de nada. O que quer é “acabar com o PT”.

Essa hostilidade ficou particularmente evidente quando Lula foi diagnosticado com câncer. Foram tantas as manifestações enraivecidas, misturando júbilo, espírito de vingança e condenação por ele estar sendo tratado em um hospital de ponta, que até alguns adversários mais bem educados se assustaram.

Em suas ideias, misturam-se noções de várias origens. Algumas são típicas do conservadorismo clássico, outras vêm do nacionalismo de direita. Às vezes, são ultraliberais, outras de um antiliberalismo feroz.

Ela desconfia dos partidos e dos políticos, repele a “intervenção do estado na vida privada”, e quer acabar com os impostos. Costuma detestar o esquerdismo e abominar o “politicamente correto”.

Uma parte da mídia, especialmente algumas revistas e jornais, se reporta, cada vez mais, a ela. Nessas publicações estão alguns de seus heróis e os porta-vozes mais radicais, facilmente reconhecíveis pelo uso de violência verbal. São os valentões da palavra.

A agressividade que consomem é transferida para sites de relacionamento, blogs e intervenções pessoais, em comentários nas redes sociais e no noticiário. O twitter é um dos lugares onde mais aparece, pois enseja a expressão emocional imediata.

Há certa semelhança entre essa militância e a ultradireita americana do chamado Tea Party: ambas surgiram naturalmente (ainda que com o incentivo do grande capital, lá de empresários da indústria química, aqui dos conglomerados de mídia), querem “purificar” a política e são fortemente anti-estatistas e antitributação.

A diferença é organizacional, pois o Tea Party, que nasceu em 2009, já está estruturado, embora continue a ser um movimento sem liderança centralizada, composto por entidades locais e indivíduos sem vínculos estreitos. (Apesar disso, houve mais de cem candidatos ao Congresso americano, na eleição de meio-período de 2010, que receberam a chancela do movimento – dos quais 32% se elegeram).

Por aqui, essa nova militância ainda não conseguiu passar pelo teste da mobilização. Permanece verbal e passiva, com baixa capacidade de se apresentar nas ruas. Os protestos anticorrupção convocados pela internet no segundo semestre, por exemplo, que pareciam significativos, terminaram sendo fracassos de público.

Que relação se estabelecerá entre essa oposição na sociedade e a oposição partidária? Estará em gestação um Tea Party à brasileira?

Em 2010, Serra procurou fomentar os sentimentos dessas pessoas, para os utilizar na campanha. Seus assessores chegaram a criar peças de comunicação específicas para açular o antipetismo na internet. A onda anti-aborto foi deflagrada e sustentada por lideranças religiosas ligadas a ele.

Quem cria ventos, se arrisca a colher tempestades. O PSDB precisa pensar se o que quer é ser a voz partidária desses militantes.

*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-oposic

Responder

Luiz Fortaleza

06/12/2011 - 17h57

FUTEBOL É HOJE O ÓPIO DO POVO… fanatismo + machismo + violência = barbárie humana, incivilidade. "Dê pão e circo pro povo, que ele não se rebelará". (Nicolau Maquiável – 1569)) Quem ganha? O poder econômico, as classes dominantes e povo apanhando, se mutilando, se encadeirando e morrendo por causa de futebol. Os jogadores se enriquecendo; e o povo? ao Deus dará. Os anos passam, os times também passam pelas vitórias, mas o mutilado, o que levou um taco de beisebol na cabeça, tá lá entubado, inconsciente. A cultura ignorante colocou na cabeça que futebol é coisa de macho…eita paísinho atrasado… quem acha que medir força física é símbolo de garantia da masculinidade, é pq se esqueceu que a força da inteligência pode ser mais duradoura e prazerosa. Mas admito que tem que haver todos os tipos humanos, pq também não podemos ter homens fracos…numa guerra… o corajoso é aquele que tem o medo como termômetro da sua coragem.

Responder

Maurício - Santos

06/12/2011 - 17h56

Por essas e outras que a melhor maneira de combater tudo isso é deixar o futebebol ser apenas um esporte.
Hoje, o futebol é apenas um comércio alimentado pela paixão e financiado pela ilusão da sociedade de consumo onde a propaganda se mantém responsávvel pelos pagamentos dos altos salários dos jogadores, que muitas veses não sairam nem do primário.

Enquanto isso, um bando de idiotas se sente "realizado" com seu time campeão, indo pra ruas, enchendo a cara e fazendo arruaça.

Lamentável.

Responder

    murilo

    06/12/2011 - 18h35

    mas peraí, onde no texto, ou mesmo na mídia impressa, vocês concluíram que havia de fato arruaça, quebradeira ou qualquer desordem?
    causa estranheza que nem mesmo a mídia mais espetaculosa falou em balburdia na paulista.

    vai ver a pm agiu preventivamente, bateu antes do delito!

FrancoAtirador

06/12/2011 - 17h40

.
.
Um pedido especial aos leitores e comentaristas aqui do Viomundo!

Por favor, avaliem as provas dos concursos da Polícia Militar de São Paulo.

Soldado 2ª Classe – Feminino2010
Soldado 2ª Classe – Masculino 2011

Atentem para as fontes dos textos citados: Folha de S.Paulo, Globo.com, Estadão, Veja…

Gostaria que fizessem uma crítica aos conteúdos das questões.

Parece que foram elaboradas pelo Instituto Millenium ou pelo INPE/Casa das Garças.

http://www.pciconcursos.com.br/provas/14852630/fc
http://www.pciconcursos.com.br/provas/15865427/7a

Responder

    Gersier

    06/12/2011 - 18h58

    E o PIG acusa os MST de "doutrinar" as crianças nas escolas dos assentamentos,quando ensinam as mesmas a não acreditarem em tudo que o PIG divulga. E essas asneiras aí?O que são? Respondo: alienação de marmanjos e marmanjas.

    Conceição Lemes

    06/12/2011 - 19h33

    Franco, vc não gostaria de fazer um texto para o Viomundo sobre isso? Abs

    FrancoAtirador

    06/12/2011 - 20h37

    .
    .
    Perdão, Conceição.

    Honra-me muito, mas, neste caso, devo declinar do convite,
    em favor de um especialista na área de Ciências Humanas e Sociais.

    Quem sabe um professor ou aluno da USP?

    Eles têm tanto a dizer a respeito deste tema.

    Foi o que me veio à mente, quando postei o comentário.

    Um abraço libertário.
    .
    .

Regina Braga

06/12/2011 - 17h10

E o Geraldinho não perde uma missa…deve pedir perdão, por policíais tão despreparados.

Responder

Rodolfo

06/12/2011 - 16h55

O engraçado é que isso existe todo dia nas periferias e o antropólogo em questão sabe disso, porém, só resolveu dizer quando ocorreu com ele. Sempre ocorre assim, do alto de seus apartamentos na ZS não veem nada que ocorre na periferia, mas quando, por acidente, ocorre com eles fazem um estardalhaço.
Não compactuo com a atitude dos mal preparados/remunerados PM's, entretanto, creio que os burgueses devem passar a se preocupar com o mundo de verdade também, não apenas com seus pátios da USP e com seus apartamentos no Itaim Bibi & Cia. Abram os olhos para o mundo e cobrem pelo bem da população e não só per vocês, o descaso social passa muito por vocês que, devido ao preconceito com pessoas de baixo nível cultural, têm mais voz perante o mundo.

Responder

    murilo

    06/12/2011 - 18h29

    se tu conhecesse o antropólogo em questão não falaria uma bobagem dessas…

    Fernando

    06/12/2011 - 21h06

    Só uma pergunta: por que você não faz o que está cobrando, e vai procurar uma forma de defender os "agredidos da periferia"? Sentar a bunda na cadeira e reclamar dos outros, pela internet, é muito fácil também, não concorda?
    Em vez de você fazer o que justamente você cobra, você reclama de um sujeito que não faz isso que você não faz, um sujeito que foi agredido, e que só fez apenas reivindicar o direito de não o ser, e de denunciar o que aconteceu com ele.
    O que você faria se tivesse apanhado injustamente, tomado porrada de um sujeito pago com o nosso dinheiro, servidor público, que atua para fazer valer a lei, e mesmo assim a excede? Teria ficado calado? O rapaz exerceu o seu papel de cidadão. Fez o que tinha que fazer.
    Ele não ganha absolutamente nada, registrando BO, fazendo o agradável procedimento de corpo de delito, e todos esses trâmites. Não ganha nada também expondo o seu nome nesse site, para poder relatar o que lhe aconteceu na Paulista. Faz por um sentido de cidadania, de obrigação em denunciar o abuso, e agir como se deve agir em uma sociedade democrático (utilizar os instrumentos legais dela para poder se defender: direito de expressão, direito de realizar uma queixa na Corregedoria, de registrar um BO, etc)..

    ana

    06/12/2011 - 21h33

    pois é, até agora o preconceituoso está sendo vc.

Fabio SP

06/12/2011 - 16h55

Também ele deve ter chamado o PM de bambi, e o sujeito era palmeirense

Foi Corintiá!!!!

Responder

    cronopio

    06/12/2011 - 17h13

    Comentários como esse definitivamente elevam o nível do debate. Parabéns, meu caro.

angelo

06/12/2011 - 16h54

Cânhamo pelo fim das guerras e prosperidade.

Indústria bélica ser maior do mundo dá nisso. Com o crescimento populacional a coisa vai se tornando insustentável. Forjam motivos pra compra e fabricação de armas, em detrimento de educação e desenvolvimento científico. Daí, despreparados, psicopatas com armas na mão é o quê não falta.

"(…) O conflito monetário mundial é de fato um conflito energético, já que é a energia que nos permite produzir alimen­to, abrigo, transporte e entretenimento. É este conflito que amiúde irrompe em guerra aberta. Se removermos a sua causa, eles poderão não ocorrer nunca.

(Carl Sagan; e predição da EPA dos EUA, feita em 1983, sobre um desastre mundial para daqui a 30 a 50 anos.)

(…)"
http://hempadao.blogspot.com/2011/12/entao-qual-e

Responder

John

06/12/2011 - 15h42

O policial ERROU, e muito feio. Mas acredito que o problema do Brasil ainda é a educação. Se investirmos mais em educação, não vai haver motivos pra policial bater. E mesmo quando houver, ele ( o policial) também precisa de educação pra saber que nem sempre se resolve na porrada. Mas o grande problema é que se o governo investa na educação o povo aprende a votar, e eles nao vão mais conseguir roubar a população ! Intão é mais facil bater, e desmoralizar estudantes da USP (um dos poucos que ainda tem educação e conhecimento pra enfrentar o governo). E enquanto voces apoiarem a violencia (aos professores e alunos, estranhamente não ?), enquanto apoiarem e aplaudirem a policia e o governo, voces estão sendo roubados, otários ! Se liga, o Brasil tem potencial pra ser mais que os EUA. Mas não é por causa disso que fazem e que vcs aplaudem. BURROS !

Responder

    Fernando

    06/12/2011 - 21h13

    Me assombra ler coisas como "não haveria motivos para o policial bater". E existe motivo para o policial BATER? E motivos relacionados à educação e polidez? O policial bate, age com força e rigor, na hora de combater um criminoso, que está ameaçando a vida ou a segurança das demais pessoas, não porque um sujeito não tem educação ou porque não respeita o soninho dos outros.
    É esse tipo de sutileza, esse tipo de concordância implícita com o comportamento arbitrário do policial, que sustenta verdadeiramente toda essa violência. E por que? Porque o policial (o mau policial, não vou generalizar) faz isso sabendo de sua impunidade, sabendo que a sociedade não vai se horrorizar com isso, sabendo que o cidadão de bem, que fala educado, usa palavras bonitas, e tem um discursinho enaltecedor sobre todas as coisas, vai relativizar essa porrada, que simplesmente não deveria existir, o policial não está investido do poder de dar porrada em ninguém, ele não tem esse direito, e se o fizer, não é um policial, é um sujeito qualquer travestido de policial, uma aberração fardada, um criminoso que não ganha o direito de sê-lo só porque está vestindo roupa de policial, ou porque recebe salário na posição de policial.

Marcio H Silva

06/12/2011 - 14h40

Aqui no RJ se um PM fardado não tiver o nome na farda tá dando chance pro azar. Pode ser confundido com bandido. Ser linchado ou tomar um teco.

Responder

    simas

    06/12/2011 - 22h47

    Ora, a PMRJ é composta por policiais, militares. São a única Polícia Militar q foi lutar na Guerra do Paraguai… O nível sempre foi bom; só q, ultimamente, melhorou, mto. O mesmo está acontecendo com a Polícia Civil; basta entrar em uma Delegacia Policial pra constatar… E as polícias, cariocas, ainda são mal remuneradas… Ultimamente se deu maior atenção ao aspecto físico e ao treinamento, acho. Na cidade do Rio de Janeiro não se vê PM praticando esses atos, infames, observados na Força Pública de São Paulo. Pq o Estado de São Paulo ainda tem uma Força Pública… fruto das políticas praticadas no Estado, desde sempre. Se o Estado é elitista, a sua polícia o é, tbm, igualmente. Vê se no Rio, Maravilhoso e Cosmopolitano o soldado da PM é despreparado e tem a aparência, mambembe de seus camaradinhas, paulistas… Aqui, não é Márcio?…. soldado não tem aquele sotaque da província, não.

    marcia fernandes

    07/12/2011 - 21h45

    Oi Shimaish, voche tem um fushca cienza?

    Marcio H Silva

    07/12/2011 - 23h45

    Não entendi p……. nenhuma do que voce escreveu ( desculpa Conceição ).

    cronopio

    08/12/2011 - 14h36

    Achei que isso tinha acontecido no Rio… engraçado, né?
    http://www.youtube.com/watch?v=JGwMH_EDWrk&fe

Antonio

06/12/2011 - 14h24

As pessoas não conhecem noções básicas de cidadania e falam asneiras do tipo: se reuniu como torcida tem mais é que apanhar. Por outro lado, a polícia é para proteger o cidadão e não espancar. Com esses governos de direita, o policial perde o referencial do que é certo e do que é errado. Talvez porque não tenha educação para a cidadania e receba ordem para dar porrada no povo, como acontece em São Paulo, onde a Polícia do Chuchu é muito boa para dar porrada em trabalhador, estudante e professor. Essas polícias e esses governadores de direita nasceram na ditadura e ainda se arrastam pelo Brasil com seus cérebros mergulhados na gosma do autoritarismo e da tortura.

Responder

francisco p. neto

06/12/2011 - 13h33

Danilo
Esse tipo de agressão que se tornou regra na PM é fruto da ira dos PM's pelos "altos" salários que eles recebem.
É um moto contínuo alimentado pelo governo, no caso de São Paulo, que fazem os PM's descerebrados a voltar toda a sua revolta para cima das pessoas como se fossem animais selvagens acuados.
É interessante observar, exatamente como vc disse: o prazer, o deleite, o sadismo do comportamento deles, como se nós, cidadãos, fossemos culpados pelas suas desgraças.
A corporação Polícia Militar faz questão de ser rotulada de selvagen.
E os seus superiores agradecem, no civilizado estado de São Paulo.

Responder

Urbano

06/12/2011 - 13h07

O militar cidadão, em qualquer das forças, é avis rara, mas felizmente existe e é o que salva a lavoura.

Responder

yacov

06/12/2011 - 12h58

Uma coisa temos que reconhecer a polícia jagunça de são paulo é democrática no uso dos cassetetes. Todo mundo entra na borracha: Aluno, professor, trabalhador, e manifestantes em geral (até entre eles mesmos há coerção e violência. Lembrem-se do caso da escrivã que foi obrigada a se desnudar numa delegacia na frente dos trogloditas). Porque é que eles não vão bater nos juízes nababos que protegem bandidos de colarinho branco, emperram o Judiciário e ainda fazem greve com chá e bolachas??? Quem são eles para tratar o povo desta maneira torpe, como se não fizessem parte do POVO também??? Está mais do que na hora de se tomar uma atitude quanto a isso. Chega de TERRORISTAS de farda!!! A DITADURA ACABOU NO BRASIL!!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBO – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Responder

    simas

    06/12/2011 - 23h07

    Acontece, Yacov, q o Brasil da Avenida Paulista ainda vive os tempos, quatrocentões. Pra vc ter uma idéia, antes de 1970, a região do Trianon era barra-pesada. Em sessenta e pouco havia patrulha do Exército, no Trianon, pra evitar a circulação, nos jardins do lugar… Era, assim, como a Praça Mauá, no Rio, Maravilhoso… Só q no Rio não se vê essa sanha, policial. Até, pq, os veículos, de informação das organizações, mafiosas, globo, vão babar, por sobre a moral dos PM's… Agora, aê, no Trianon, meu querido, a PM pode fazer o q desejar…. q os informativos, midiáticos, malditos estarão dormindo, solenemente. Por essa razão, vc aprendeu, hj, q a Av. Paulista precisa dormir…. Ou seja: zorra, na Paulista…. jamais. A mídia não quer zorra, de jeito, maneira. Quer… "ordem e progresso", na porrada. Aquele abraço, fraterno

    Airton

    07/12/2011 - 22h51

    Leia o texto , ele fala " Antropólogo, pesquisador da USP, venho acompanhando a violência, o prazer e a liberdade com que policiais, soldados e autoridades “competentes” restabelecem a “ordem” na Universidade, na avenida Paulista ou na Amazônia, onde realizo meu trabalho com um povo indígena"
    Lá na Amazônia é a policia " jagunça " de SP que bate em indígenas ?

cronopio

06/12/2011 - 12h15

CASO NÃO É ISOLADO

A nova denúncia de espancamento ocorre em um contexto de acirramento das repressões – no Brasil e no mundo. Isto segundo vários especialistas. Em texto enviado para amigos pela internet, Danilo Paiva Ramos colocou o seguinte título: “A Paulista precisa dormir”. Mas os argumentos têm variado conforme o sabor dos ventos – e dos cacetetes. Da Paulista à Amazônia, dos morros e periferias até a Cidade Universitária.

Durante ato no sábado, no Teatro Coletivo, vários professores da USP apontaram a tendência de acirramento do fascismo no Brasil e no mundo. A tendência, disseram eles, é a de crescimento da direita no mundo – diante de um esvaziamento da faixa do centro político – representado pelos governos social-democratas (como os últimos governos brasileiros).

A polícia paulista foi citada diretamente como repressora e símbolo dessa tendência. No dia 8 de novembro, a estudante Rosi, do terceiro ano de Filosofia da FFLCH (a mesma faculdade de Ramos) foi torturada por policiais durante a reintegração de posse da reitoria da USP.

Quem serão os próximos? Palmeirenses? Professores? Sem terra? Motoboys? Moradores de rua? Membros da Parada Gay? Estudantes?

A ação mais criativa e inteligente dos estudantes da USP, até agora, foi a bem humorada Tropa de Rosa Choq. O humor é capaz de muita coisa. Talvez seja um dos grandes recursos que a sociedade paulista tenha para protestar contra abusos policiais.

Esses abusos e essa violência são velhos conhecidos as periferias, dos morros, das favelas, mas agora vêm atingindo mais nitidamente a classe média. Em uma sociedade assim, todos correm risco: engajados, libertários, comunistas, mas também os distraídos. Até mesmo os conservadores, até mesmo os fascistas.

*Alceu Luís Castilho, Jornalista formado pela ECA-USP em 1994 e estudante de Geografia na USP.
http://alceucastilho.blogspot.com/2011/12/antropo

Responder

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

06/12/2011 - 12h14

Enquanto a sociedade, silenciosamente, apoiar estes atos da polícia, a coisa não vai mudar.O povo chancela a violência policial , através do apoio a chacinas, cometidas contra supostos "bandidos".Só quando o cara conhece alguém que era inocente e foi zoado pela polícia é que o cara entende que não é assim.

Responder

Ariane

06/12/2011 - 12h08

Comemorações na paulista estão proibidas desde 2005. Comemoração pacífica na calçada da Paulista de torcida de futebol??? Balela!

Responder

    Aline C Pavia

    06/12/2011 - 14h32

    O Réveillon do Kassab e do Alckmin vai ser onde?

    dárcio

    06/12/2011 - 23h04

    se o reveillon pode, comemorações de torcida também deveriam poder

    Liliana

    07/12/2011 - 00h25

    Moro a 3 quarteirões da Paulista. Não ouvi um pio de comemoração neste domingo. Na-di-nha. E não sou surda, ouço muito bem o Reveillon e a Virada Esportiva (ambos promovidos pela prefeitura) e nunca vi nenhum PM fazer nada durante estes eventos porque "a Paulista precisa dormir"….

    AlexAlk

    07/12/2011 - 01h21

    Não é essa a questão. O Danilo, pessoa em questão, foi agredido sem fazer parte da comemoração.
    Não desviem o assunto.

    cronopio

    08/12/2011 - 15h14

    Não sabia que a prefeitura podia passar por cima da constituição. Pelo que soube, a prefeitura "declarou", em 2005, que as comemorações estavam proibidas. Ponto. Esse tipo de declaração não tem poder de lei, para isso existe a constituição garantindo os direitos civis. Ou será que o despotismo tucano já fez "tabula rasa" da constituição?

Antropólogo da USP é espancado por PM na avenida Paulista | Pavablog

06/12/2011 - 12h01

[…] Conceição Lemes, no blog Vi o mundo […]

Responder

eunice

06/12/2011 - 11h59

1) Nem todo PM é psicopata.
2) Muitos chefes da PM são dignos e não concordam com o que fazem seus subordinados.
3) PM em geral não têm apoio psicológico. Muitos nem acham que precisam.
4) Muitos vêm de classes sofridas e tem revoltas.Querem desabafar em qualquer pessoa, mormente se for de nivel social/economico acima do dele.
5) Quando seus comandantes são de direita, o governo é de direita, e baseado na falta de estrutura pessoal e cultural, PM,s são levados pela propaganda de direita a se justificarem para si mesmos suas brutalidades.(PM lê?)
6) Há PM,s e PM,s, há comandantes e comandantes. Mas no momento a coisa está meio confusa pra todos.

Responder

    Paulo Roberto Souza

    06/12/2011 - 14h06

    Eu digo e repito, enquanto as polícias militares não forem extintas, e em seu lugar não for instituída uma polícia civil, sem o ranso da origem daquela, preparada que é, nas suas academias absoletas, para bater, ferir, torturar, matar, essas cenas se repetirão Brasil afora, e muitos inocentes terão a sua dignidade e integridade afrontadas a todo instante. É uma polícia que inspira muito mais medo do que a própria bandidagem.

    Jairo_Beraldo

    06/12/2011 - 15h20

    E qual governante que mudar isso??? Eles são democratas durante as campanhas…quando assumem o poder, se cansam da democracia e manda soltar o sarrafo no povo por qualquer coisinha!!!

    Renato

    06/12/2011 - 22h01

    É mesmo? Quer dizer que a Polícia Civil, a Federal, os juízes (que possuem direito a porte de arma em calibre restrito sem necessidade de capacitação psico-técnica)…nenhum deles mata ou comete abusos, né?

    A PM é malvada simplsmente por ser militar.
    Nada como comentários idiotas…

    Uélintom

    06/12/2011 - 15h27

    Há há há há, Eunice, muito boa, essa! Agora conta uma de papagaio pra gente!

    Minha cara, não há confusão. Os PMs são pilhados para descascar o cacetete na moçada, dar porrada e tapa na cara na hora de fazer revista, soltar spray de pimenta direto no olho de estudante… e quem pilha os caras? A "vida", ou o comandante da operação? O soldado é o leão, comendo gente na arena, o comandante é o César, rindo do sangue alheio – de longe.

    angelo

    06/12/2011 - 16h43

    Muitos garis, a maioria, vem de classe baixa. Têm também revoltas, e com razão, e nem por isso saem dando vassouradas nas cabeças do público que paga seus salários. Nem todo PM é psicopata? TAlvez, mas pelo visto, o percentual está beirando 100%.

    marcia fernandes

    06/12/2011 - 22h38

    Ah, e enquanto "está confuso" sai dando porrada?. Tomara que vc encontre um deles bem confuso pela frente, menina!

cronopio

06/12/2011 - 11h48

Caros comentadores,

Acabei de ler e assinar esta petição online:

«Contra a violência da Policia Militar»
http://www.peticaopublica.com/?pi=VPM2011

Pessoalmente concordo com esta petição e acho que vocês também concordarão.

Subscreva a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=VPM2011

Ajudem a divulgar!

Obrigado.

Responder

Julio

06/12/2011 - 11h01

A manchete do texto foi tendenciosa e irresponsável, pois na verdade ele não apanhou na condição de Antropólogo e sim de torcedor do Corinthians – e só falta alguém aqui defender que as torcidas uniformizadas não mereçam um tratamento desse… calma lá gente… muito menos…

Responder

    murilo

    06/12/2011 - 11h18

    engraçado que o danilo não é torcedor organizado e, pelo que me consta, apanhou na condição de ser humano.
    mas acho que o júlio não considera membro de torcida organizada ser humano, aí tudo bem.

    a história bem que registra um pessoal que também fazia questão de desconsiderar a humanidade de certos grupamentos…

    Julio

    06/12/2011 - 11h41

    Meu amigo, vá falar de humanidade na frente de uma torcida de futebol… Tente argumentar com toda sua coerência quando eles estiverem passando pela sua rua…

    Acho que é pouco relevante o fato de serem torcedores de carteirinha ou não… Na década de 90, quando festas de títulos ainda eram permitidas na Av. Paulista, o que se via era depredação e violência gratuitas

    cronopio

    06/12/2011 - 12h07

    Recentemente 27 de novembro, a força tática da PM atuou de maneira violenta e abusiva na rua augusta e peixoto gomide, jogando bombás de gás lacrimogênio e spray de pimenta nos transeuntes e frequentadores dos bares da região. Relato completo aqui: http://mayarteatro.blogspot.com/2011/11/abuso-de-
    Divulguem também!

    Julio

    06/12/2011 - 13h04

    cronopio, é claro que não é possível ser a favor da truculência policial, porém passou da hora de deixar de questionar a necessidade de se ter uma polícia e passar a questionar como vamos trabalhar a polícia, que no fundo são trabalhadores, pais de família e cumpridores de ordem… brigar com o soldado que desce o cassetete é a mesma coisa que xingar o garçom por causa do mau atendimento do gerente… é não ver o problema como um todo

    comemorações na Paulista são outro assunto totalmente diferente, estão proibidas faz tempo e, embora cada membro da torcida de qualquer time seja um ser humano, eles em grupo se transformam…

    até os próprios times têm medo deles

    o Danilo errou em querer dar uma de herói e questionar a PM numa causa que não era dele

    MdC Suingue

    06/12/2011 - 13h41

    "Errou em questionar a PM por uma causa que não era dele?"

    A causa de denunciar violência policial É DE TODOS, A TODA HORA, EM QUALQUER LUGAR!

    Primeiro foram os sem teto.
    Depois foram os crackeiros.
    Depois foram os maconheiros.
    Depois foram os estudantes maconheiros.
    Depois foram os estudantes.
    Depois foram os corintianos.
    Depois foram os antropólogos corintianos.
    Amanhã serão os professores (de novo).

    Uma hora dessas, vai chegar a sua vez, Júlio.

    Julio

    06/12/2011 - 13h55

    Respondendo para ambos, isso é factóide. Pseudo-notícia para desmoralizar a PM – com a qual não tenho nada a ver. Festa de torcida na Paulista é proibido.

    Também já sofri repressão da PM e nunca achei que eles estavam certos, mas essa questão de torcida de futebol é muito diferente, não dá pra defender esses caras. Tá tudo tranquilo e de repente começa maior confusão, não pode deixar juntar. Isso até os comentaristas de futebol concordam

    murilo

    06/12/2011 - 14h46

    do jeito que tu fala tu parece ter visto o ocorrido pra dizer que 'algo estranho eles devem ter feito.
    lembra o papo de quem condena a mulher que se vestiu de 'maneira provocadora de modo a desencadear o estupro!

    olha, tanto quanto você, júlio, eu não estava lá. agora, entre você me dizendo via internnet que é factóide e meu concunhado, cujo caráter conheço, mostrando as marcas do espancamento e afirmando que não houve nenhum tipo de baderna pra gerar essa repressaõ, você me desculpe, mas prefiro me posicionar junto ao danilo…

    Julio

    06/12/2011 - 15h49

    Murilo, acredito que o fato tenha acontecido, porém discordo de como foi relatado.

    Antes de uma questão política, parece ter sido exclusivamente uma questão de segurança pública relacionada ao futebol. E, de fato, eu não estava lá…

    Soares

    06/12/2011 - 14h48

    Julio, a questao do texto nao sao os atos das torcidas organizadas, mas sim o "servir e proteger" da PM contra um cidadao que estava apenas admirando a festa de outras pessoas.

    Mas o seu: "Isso até os comentaristas de futebol concordam" foi o pior, isso e clara demonstracao de manipulacao!!!

    Airton

    08/12/2011 - 23h36

    Isso se você aceita o relato como totalmente verdadeiro, e como você ,na mesma forma que eu não estava lá , não há como ter certeza.

    cronopio

    06/12/2011 - 15h09

    Caro Julio, permita-me endereçar-lhe algumas perguntas:

    De onde vem a violência das torcidas de futebol?

    Você acha que isso é um fenômeno isolado?

    Os próprios jogadores são violentos (ontem, houve uma pancadaria terrível no final do segundo tempo, você ficou sabendo?), você acha que existe alguma relação entre a violência das torcidas e a dos jogadores?

    Será que essa violência que as torcidas manifestam não estará presente em outros lugares e em outros grupos sociais, como na própria atuação da polícia?

    Acho que seria importante você pensar a respeito dessas questões, que estão implícitas no seu argumento. Existem diferentes respostas para cada uma delas, mas acho que as mais verdadeiras percebem que elas estão diretamente relacionadas.
    Ah, e volto a insistir que a proibir que um cidadão se manifeste livremente é inconstitucional. A prefeitura pode declarar isso, não acho que esteja amparada pela lei, mas posso estar enganado. Enfim, acho que fere o princípio democrático da liberdade de expressão. Finalmente, não creio que os comentaristas de futebol sejam as pessoas mais indicadas para que se coloque em ação medidas anti-violência. Qual a sua opinião a respeito?
    Grato.

    Julio

    06/12/2011 - 15h44

    Cronopio, também acredito que as atitudes dos jogadores e da torcida sejam relacionadas. Em nenhum momento disse que a polícia está certa em agredir ou mesmo que não tenha agredido.

    O que quis criticar desde o princípio é a forma como a manchete foi colocada, como se a polícia estivesse perseguindo Antropólogos com cassetetes na avenida Paulista.

    Não quis dizer que por ser corinthiano, tudo bem bater, mas que o que aconteceu se deu devido ao futebol, e não por ser antropólogo.

    Com relação aos comentaristas esportivos, fiz questão de citá-los pois até eles, que não têm a amplitude intelectual de um Antropólogo, percebem que não se pode deixar a torcida movimentar-se livremente em dias de jogos.

    cronopio

    06/12/2011 - 20h11

    Caro Júlio, discordo novamente. Ao contrário de você, acho que a manchete toca em um ponto fundamental ao ressaltar o fato de que Danilo é um antropólogo. Você diz que a manchete é tendenciosa por colocar a questão de modo a fazer-nos imaginar que "a polícia estivesse perseguindo Antropólogos com cassetetes na avenida Paulista". Bom, em primeiro lugar, não se trata de "perseguição", mas de espancamento. Além disso, a manchete está no singular, "antropólogo" e não "antropólogos". Com essas correções, com as quais presumo que você concordaria, sua objeção se manteria, mas a frase ficaria, salvo engano, da seguinte maneira: "a polícia estivesse espancado um antropólogo na Avenida Paulista".

    Você ressalta o fato de que ele era um torcedor, e como tal foi espancado, não como antropólogo. Pois eu acho que é justamente nesse ponto que a manchete mais acerta. Explico-me: os torcedores são, antes de tudo, indivíduos exercendo seu livre direito de expressão. Desde que façam isso sem violência, não podem, sob hipótese alguma, serem tolhido em seu direito constitucional fundamental. O argumento de que os torcedores são violentos e que, portanto, não podem circular livremente em dias de jogos, é ruim. Por quê? Porque cerceia um direito fundamental do cidadão com base em um termo genérico, "torcedor". Ora a definição de torcedor, na acepção de que tratamos aqui, é puramente verbal. Segundo o Houaiss: "Aquele que torce", ou seja, "que manifesta predileção pela vitória de uma equipe". Como definir um torcedor? por trajar peças de roupas ou objetos que portem os símbolos das equipes? Ora, isso provavelmente excluiria os membros das torcidas organizadas, que possuem símbolos próprios. Ou torcedor é quem grita o nome de sua equipe, atrapalhando o sono alheio? Não lhe parece um critério um pouco vago? Gritou o nome do time, está preso. E se eu gritar mensagens que fazem alusões ao time? Vou para a cadeia? Com que critério?

    Nesse sentido, acho muito mais importante frisar o fato de que Danilo Paiva Ramos é um antropólogo (modo como imagino que ele deva apresentar-se em situações oficiais) que foi espancado pela polícia. "Por quê?" perguntou ele ao policial "porque a Paulista precisa dormir", responde o representante da lei. Acho que a manchete é importante justamente porque ressalta o fato de que os assim chamados torcedores são seres humanos que manifestam seu direito de livre expressão. É do ponto de vista de um antropólogo que Danilo produz seu texto, muito bem escrito, por sinal.

    Enfim, quanto à questão das torcidas organizadas, acho necessário uma política pública para tratar da questão, mas é preciso que a polícia saiba agir principalmente de modo preventivo, como a polícia inglesa fez com os “Hooligans”, infiltrando policiais nas torcidas organizadas, identificando líderes mais violentos e racistas. Acho, contudo, que isso é inútil se não realizarmos um profundo questionamento sobre as origens do ódio que as torcidas organizadas manifestam, ou ele pode simplesmente desviar-se para outras atividades.
    Finalmente, acho a frase "não se pode deixar a torcida movimentar-se livremente" extremamente perigosa. O que você está sugerindo com ela? Que cada elemento da torcida seja encaminhado para seu domicílio? Que eles sejam amarrados? Que eles fiquem temporariamente em zonas de contenção? Ou apenas que fiquem longe da Paulista, área nobre de São Paulo, e façam seu quebra-quebra na periferia? Para onde você sugere que eles sejam levados, uma vez que não podem movimentar-se segundo seu próprio arbítrio? A questão da violência promovida pelas torcidas organizadas certamente é preocupante, mas acho que, caso não caprichemos no diagnóstico, acabaremos matando o paciente em vez da doença ou dando origem a uma patologia ainda pior. Seria melhor que você propusesse a medida que considera uma alternativa adequada ao espancamento indiscriminado de quem estiver trajando a camiseta de uma equipe de futebol.

    Airton

    08/12/2011 - 23h40

    E existe lei para coibir a manifestação violenta dos torcedores ?
    Quantos torcedores foram punidos , apesar de detidos em brigas generalizadas ?
    Apenas 2 em SP , os dois por morte.

    cronopio

    14/12/2011 - 00h15

    Caro Airton, peço que releia o comentário.

    Jairo_Beraldo

    06/12/2011 - 15h12

    Comentaristas de futebol, depois dos puliça, são os que mais incitam a violencia…os comentaristas para testar o "IBOPE", e os puliça, por serem anacéfalos!

    Julio

    06/12/2011 - 15h32

    O que eu vejo é que eles mesmos defendem a não reunião das torcidas como uma das formas para evitar violência. Inclusive falam que o cidadão comum está perdendo lugar nos estádios…

    Jairo_Beraldo

    06/12/2011 - 16h38

    E para medir seu IBOPE, os comentaristas conferem:
    1- se o cidadão comum não foi ao estádio;
    2- se os "rivais" das torcidas organizadas se confrontaram e que se mataram uns aos outros.

    E os puliça, por serem anacéfalos, deitam a borracha em quem mais está quieto que nos baderneiros.

    murilo

    06/12/2011 - 13h43

    como é que é? você realmente leu o texto? você sabe do que tá falando?!

    ele voltava pra casa. assim que saiu do metrô viu pessoas batucando e comemorando o título (isso é tanta baderna quanto aqueles grupos que se reúnem pra tocar samba no ibirapuera, mas claro, samba já foi considerado vadiagem e desordem social).

    ele parou pra ver outras pessoas comemorando e tocando. sem que percebesse, viu um cordão policial se formando e apanhou gratuitamente (não que quem estivesse batucando devesse apanhar).

    tu quer falar de um comportamento de exceção e joga pra qualquer situação, mas avalie bem antes de falar. o autor do texto em questão é meu concunhado e meu vizinho, eu bem sei o que aconteceu com ele e o conheço bem o suficiente pra saber que nem de longe ele faz paete de torcida organizada – e, ainda que fizesse, isso não justifica o ocorrido, ontem deixamos esse tipo de ato ocorrer em periferias, depois nos movimentos sociais, torcidas organizadas, aglomerações espontâneas e, hoje, na esquina de casa.

    acontec eu com ele, em plena paulista, e é esse tipo de pensamento, júlio, que dá permissãoõ a que amanhã, aconteça contigo.

    o caso é que vivemos no mesmo espaço e eu não quero isso pra mim e nem pro meu semelhante

    Julio

    06/12/2011 - 14h40

    Murilo, estamos aqui falando de dispersão dos vândalos, o que parece que seu parente não aceitou muito bem. Ele não diz que o cordão chegou batendo, pelo que se entende começou a bater quando ele não quis dispersar.

    Realmente não tenho nada com a PM, mas me lembro bem dos anos 80 e 90 quando, em dia de jogo, tínhamos que evitar transitar certas localidades para evitar apanhar ou ser assaltado.

    Agora me diga: vamos dar a Paulista para 5.000 torcedores fazerem festa e arrebentarem tudo ou vamos deixar com a população?

    Ou vc realmente crê que todo mundo é bonzinho e ninguém vai quebrar nada?

    cronopio

    06/12/2011 - 14h45

    Caro Julio, desculpe, mas discordo de vários pontos de sua argumentação. Em primeiro lugar, sempre tomo o cuidado de não criticar a atuação individual dos policiais, mas a instituição (ou como ela se auto-intitula, "corporação") como um todo.

    Apesar de a prefeitura ter declarado (em 2005, salvo engano) que as manifestações de torcidas na Avenida Paulista estavam proibidas, não acho que isso seja aplicável de modo constitucional, pois fere claramente o princípio de liberdade de expressão. Qual o critério para definir manifestação? Trajar a camiseta de um time? Posso ser punido por isso? Qual a pena? Certamente não é o espancamento público, concorda? A proibição, aliás, traz à tona o decreto de 5 de julho de 1968 por meio do qual o ministro da Justiça de Costa e Silva, Gama e Silva (que já foi reitor da USP, veja só!), proibia qualquer tipo de manifestação no país.

    Além disso, acho que o Danilo tem toda a razão em criticar a PM da posição privilegiada de antropólogo. Seria hipócrita colocar-se apenas como um torcedor, suas críticas à violência policial só são possíveis porque ele possui uma visão mais elaborada da questão, visão que, infelizmente, não está ao alcance de grande parte da população.

    O que lhe permitiu concluir que o Danilo é membro de alguma torcida organizada? Fiquei justamente com a impressão contrária. Acho que você tirou uma conclusão apressada, não? Eu mesmo passei pela Paulista naquele dia (sou morador da Bela Vista), vestindo uma camiseta do Sócrates. Havia, inclusive, idosos e crianças com camisetas do Corinthians. Será que eles deveriam apanhar? Ou será que a violência já não estará difundida por todo o tecido social? Além disso, os jogadores não deveriam temer os torcedores, pois eles mesmos proporcionaram cenas lamentáveis de violência durante o clássico que encerrou o campeonato. Como torcedor, posso afirmar que eu é que tenho medo de trombar com um daqueles jogadores por aí.

    Finalmente, se você realmente se preocupa com a violência das torcidas organizadas (que são bem diferentes dos torcedores em geral, como, ao que tudo indica, é o caso do Danilo), sugiro a leitura do ensaio do professor Carlos Alberto Máximo Pimenta, "Violência entre as torcidas organizadas de futebol".
    (disponível no link: http://www.scielo.br/pdf/spp/v14n2/9795.pdf). Os trechos finais são bem elucidativos:

    "Três aspectos se convergem para justificar e explicar a violência entre “torcidas”: a juventude, cada vez mais esvaziada de consciência social e coletiva; o modelo de sociedade de consumo instaurado no Brasil, que valoriza a individualidade, o banal e o vazio; e o prazer e a excitação gerados pela violência ou pelos confrontos agressivos.
    O que se arrisca, por derradeiro, dizer é que a violência caracterizou-se como parte intensa nas dimensões do cotidiano urbano contemporâneo, em especial dos grandes centros, sendo que uma pista importante, diante da intolerância da “comunidade” esportiva e das “autoridades públicas” ao movimento de “torcidas organizadas”, cinge-se na indicação de que a repressão (policial, legal, etc.) contribui para manter uma “suposta ordem”, porém, contribui, também, no deslocamento dessa massa jovem para outros movimentos de busca de prazer e de excitação."

    Respeito seu direito de opinar a respeito (isso tampouco é proibido, pelo menos não ainda), mas acho que você deveria tomar mais cuidado com os julgamentos apressados. Grato.

    joao

    06/12/2011 - 16h58

    cara, vc é ridiculo.

    o que é liberdade pra vc? certeza que seu avo era militar durante a ditadura.

    pq nao vai morar no Irã, na Russia. na China?

    Julio

    06/12/2011 - 17h27

    agora sim a discussão atingiu um nível elevado

    paulo de mendonça

    06/12/2011 - 18h01

    Tá explicado. Esse tal de Julio é policial também.

    Julio_De_Bem

    06/12/2011 - 23h34

    Eu acho que deveriam argumentar com ele sem ataque. Sempre tem alguém pra xingar quando a opinião não é a mesma…Maluco fala de ditadura e bla bla mas quem não pensa como ele é idiota, ridículo etc etc etc…

    Julio_De_Bem

    06/12/2011 - 23h39

    Só pra lembrar que esse Julio aí, nao é o mesmo que eu :)

    bittersweetfilm

    06/12/2011 - 15h42

    Bom é argumentar com a PM, não é mesmo?

    Julio

    06/12/2011 - 16h09

    Eu não disse isso…

    paulo de mendonça

    06/12/2011 - 17h59

    Você não disse nada, Júlio. Falou sem pensar, idiotizado e condicionado a agir de forma padronizada e pior do que aqueles a quem critica.

    Julio

    06/12/2011 - 18h38

    Se vc não entendeu, posso explicar de novo. Preferiram adequar a manchete para ressaltar algo que na verdade era totalmente irrelevante no acontecimento. Se preferir, posso desenhar.

    Alexei_Alves

    06/12/2011 - 19h23

    Essa é boa…..
    Quer dizer que esse tal de Julio está há horas aqui no vi o mundo apenas para defender isso????? Simplesmente porque a palavra "antropólogo" não deveria estar na manchete??????
    Toda essa quantidade gigante de respostas e argumentações, todo esse esforço, apenas pra isso?????

    Não faz sentido.

    Ele já mandou o seu recado, mas fica repetindo de novo e de novo.

    Quando alguém faz isso, já diziam os psicanalistas, não está falando com os outros. Está falando com si mesmo. Ele está tentando proteger a sua consciência e suas predisposições ideológicas já que, para ele, quando a polícia bate em alguém, este alguém com certeza é bandido, ou um pobre f*dido, ou enfim, alguém que fez alguma coisa e merece apanhar.

    É fato que rapaz que apanhou não deixou de ser antropólogo enquanto estava apanhando, mas a graça toda do artigo é mostrar que não são apenas os favelados que apanham da polícia. A palavra "antropólogo" é FUNDAMENTAL à manchete, pois expõe e combate um PRECONCEITO, de que apenas pobre f*dido apanha da PM, e nos prepara para o artigo que estamos prestes a ler, pois estamos prestes a ler um depoimento de um intelectual afrontado pela violência policial.

    só isso.

    O Julio está combatendo a manchete para defender o seu preconceito primordial.

    Julio

    06/12/2011 - 19h39

    Pelo contrário, ele só apanhou porque acharam que se tratava de 'mais um corinthiano'.

    Desvios psicológicos tem o Antropólogo que quer gritar para o mundo que Antropólogos estão sendo agredidos sem apontar para o principal do fato, que é o preconceito de classes

    murilo

    06/12/2011 - 20h45

    olha júlio, eu não lembro de ter te agredido em nenhum momento.
    tu foi até bem paciente pra explicar que achou o título equivocado.

    agora, daío a imputar desvios piscológicos ao autor do TEXTO, que não cunhou a manchete, faz você perder a razão na tua argumentação.

    e não creio que ele quisesse fazer um apelo ao preconceito de classes, mas sim atentar para o modo como a corporação policial reage a qualquer aglomeração, seja ela espontânea ou provocada.

    Julio

    09/12/2011 - 01h23

    Murilo, também apreciei sua paciência e não me senti agredido por ti… quando falei de desvios psicológicos acabei generalizando por causa de respostas anteriores que recebi nesse post…

    Já fui detido por engano e sei bem como funciona.

    Pelo seu comentário acho que vc entendeu meu ponto

    A manchete do dia seguinte, com a entrevista, foi bem mais razoável

    Sorte a você e sua família

    Airton

    08/12/2011 - 23h46

    E na manchete só aparece ANTROPOLOGO E ESTUDANTE , por ele é graduado pela USP , se fosse graduado por uma universidade publica de outro estado isso não seria ressaltado.

    P Pereira

    06/12/2011 - 19h32

    “Cuzão!”, “Seu merda!”, “Filho da puta!”, “Quer ser espancado de verdade?”
    ".. o olhar do policial que mostravam um prazer maior a cada bofetada. (…) o prazer e ódio que cresciam nos rostos dos policiais à medida que investiam contra qualquer pessoa…"
    Você está justificando isso?

    José Carlos

    06/12/2011 - 21h19

    Passei pela Paulista (passeei, na verdade, pela Paulista), entre 20:30 e 21:00, e depois entre 22:00 e 22:15 dessa noite, e tudo estava bastante pacífico, a ponto de grupos de torcedores estarem misturados à famílias fotografando os bancos iluminados para o Natal.
    Trajeto deste pedestre: Estação Brigadeiro até o MASP.
    Concordo que a Paulista precisa dormir. Por exemplo, na noite do reveillon, quando é tomada pelo circo patrocinado por cervejarias e TVs.
    O caso pode ser entendido assim: dependendo de quem arma a lona, pau na tigrada

    Caio

    06/12/2011 - 14h06

    Hahahha
    Então corintiano tudo bem apanhar?

    Julio

    06/12/2011 - 14h25

    Um corintiano sozinho, não.

    1.000 corinthianos chutando tudo e batendo em todo mundo, sim

    E também palmeirenses, são paulinos, etc. e até os primeiro-mundistas Hooligans.

    marcia fernandes

    07/12/2011 - 21h39

    E quem estava chutando o quê? Respondo: os PMs estavam chutando tudo e todos. Certo? Quem tem medo de quê e de quem? Aglomerações? vejo muitas, nos pontos de ônibus, onde a população aguarda por horas, pacificamente, o transporte "público" pago. Pela manhã, nos trens, isso sim é aglomeração. A Paulista é uma Av da cidade, dos cidadãos. Quem precisa dormir na Paulista? As grandes corporações financeiras? Onde estavam esses PMs quando homossexuais foram agredidos por skinheads? TFP: Tradição, Família e Propriedade. Um dos braços da Opus Dei.

    Julio Silveira

    06/12/2011 - 17h01

    Pelo visto temos uma testemunha, coisa rara
    A proposito já esteve depondo a favor dos gentis policiais?

    Jose Carlos

    06/12/2011 - 17h14

    em qual linha ele disse que era de torcida organizada, e mesmo que fosse isso não da o direito a um policial bater ou ofender, e pq os policias não fazem nada quando os skireds fazem vitimas na paulista sejam eles gays ou não pq a policia nao cuida do povo como tem que cuidar, e só aplicam essas "leis' quando é para espancar torcedores???

    Julio

    06/12/2011 - 17h39

    Eu não defendi os policiais, só disse que a manchete foi tendenciosa… de cara até imaginei a polícia com um moedor de antropólogos

    aflolive

    06/12/2011 - 19h29

    Concordo que tem que mudar a manchete, "torcedor de futebol foi espancado". Não é porque o cara estava comemorando a vitória do time dele que ele pode ser espencado, a polícia não tem pregorrativa de bater em gente desarmada, há formas mais civilizadas de manter a ordem, se for o caso! Nem se o cara estivesse fazendo um barulhão, o que não parece ser o caso, justificaria bater, ou vocês acham bacana a polícia espancar cidadão? Não foi só o antropólogo, ao que consta houve outros espancados ilegalmente!

    ricardo silveira

    06/12/2011 - 19h50

    Acabo de abrir o post e logo de cara esse comentário. Todos tem o direito de dizer o que quiser: Julio, só não vou dizer que você é um cretino porque não precisa..

    Julio

    06/12/2011 - 20h44

    Vc também tem o direito de achar o que quiser, mas o respeito deve vir antes de mais nada, então se vc se acha um grande pensador, pense nisso.

    Roberval

    07/12/2011 - 00h08

    Julio,

    Vc ainda tem coragem de dizer "calma lá gente…" depois que um ser humano e cidadão foi espancado pela força bruta de um criminoso fardado?

    Panthro Samah

    07/12/2011 - 10h38

    Sério que as torcidas uniformizadas merecem porrada? Eu, que nem gosto de futebol e não entendo a histeria coletiva que cerca aquele amor sem sentido pela bandeira do time, já que o próprio time nem é o mesmo, que não suporto ver futebol nem na TV, nem em época de Copa, discordo. NINGUÉM merece ser tratado assim. Mas né? Quando a única solução que as pessoas entendem pros problemas é descer porrada, vai se fazer o que? Se você cai num mundo em que as pessoas são burras a esse ponto, há que se conviver com isso.

Morvan

06/12/2011 - 11h01

Bom dia.
Para mim, o grande torturador do episódio é o "3 Sgt LUIZ". Este aprendeu bem com os estadunidenses e "não deixar sequelas, nem rastros do 'trabalho'".
O outro, o sem-nome, é apenas um psicopata que sabe seguir ordens. Desconfio que o sem-nome já não precisa de ordens! A ordem vem da sua cabeça doentia e sanguinária.
Reiterando: esta "puliça" treinada, fermentada e condicionada (sic!) na ditadura não serve e não tem jeito!
Só um partido político com uma compreensão de que o aparelho repressor está prontinho para agir será capaz de desmontar "o ovo da serpente".
Pense bem: Congresso Nacional cheio de pessoas sem o menor compromisso (o que é isso?) com cidadania;
uma polícia cria e monitora da ditadura; e
um sistema de mídia copartícipe e mentor da repressão; perspectivas?
Nenhuma!

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    simas

    06/12/2011 - 23h27

    Meu querido Morvan: como vc está azedo. Vc tem razão, até um certo pto… Agora, beira ao desencanto, na metade, final. Vc afirma q se aprendeu, bem, com os do EEUU. Falou certo, quase tudo… Pq, naqueles tempos os nossos militares faziam cursinho de extensão, nos "states", onde aprendiam tudo q não nos servia. E os militares, escolhidos, eram os apontados pro serviço; aqueles q apresentavam aptidões… Não era coisa pra qq, um. O pior, meu querido, é q o nosso "amado" jobim ressuscitou o famigerado programa… Não sei se foi assinado pelo Pres Lula. Não sei… Agora, se as polícias iam fazer algum "cursilho"; isso, eu fico lhe devendo… Acontece, tbm, q foram mais de vinte anos de amarração, braba. A impunidade, até, se institucionalizou… A justiça se aparelhou, elitizando, familiarmente, por assim dizer. Meu querido, vc espera tudo; em mto pouco tempo… Vc espera tudo; do q foi arquitetado pra durar 100 anos. E São Paulo está intacto, como estado facistóide; o resto, meu caro… acho, salvo minha paixão desenfreada, tresloucada… q sobra o Rio, Maravilhoso e sua gente, descontraída, mente aberta… democrata, por natureza. Aquele abraço, fraterno

    Morvan

    07/12/2011 - 00h25

    Boa noite.

    Obrigado, Simas.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Gregório de Matos

06/12/2011 - 10h50

Esse sadismo é comum aos pouca coisa acometidos da síndrome do pequeno poder.

Trabalho em uma repartição pública federal em Campinas-SP e meu chefe imediato se comporta como um moleque. O prazer dele é passar o dia de mesa em mesa aterrorizando os servidores. Chegou ao ponto de declarar na presença de todos que a função dele é "colocar a boiada para trabalhar para ele, e passar o dia folgando". E quando chega algum servidor mais experiente e de mais idade que ele aí o pavão adora exibir o rabo e mostrar quem é que manda no pedaço.

Esse comportamento doentio é a manifestação inconsciente de frustração dos medíocres.

Responder

    Gerson Carneiro

    06/12/2011 - 11h14

    Deve ser horrível isso. Graças a Deus eu tenho um chefe maravilhoso.
    Não tenho do que reclamar. Todo fim de ano eu rezo pra tirar ele no amigo secreto.

    dukrai

    06/12/2011 - 15h28

    kkkkkkkkkkkk o seu chefe deve ser o Jairo Beraldo ou o Leider

    Gerson Carneiro

    06/12/2011 - 20h36

    é amigo secreto eu num posso falá.

    @victorzazuela

    07/12/2011 - 13h03

    Gregório, você foi direto, conciso e profundo!

    Caio

    07/12/2011 - 19h21

    Me lembrou da descrição do personagem Javert em Os Miseráveis.

André

06/12/2011 - 10h33

Todos os dias muitos jovens são espancados em todos os estados do pais, por policiais militares realizando suas rondas, principalmente jovens pobres e negros!

Responder

    Julia

    06/12/2011 - 11h00

    Esses são casos sério André. O ridículo é gente fazendo "baderna" na av. Paulista se sentir "agredido" – Se ele estivesse comemorando em casa não teria sofrido agressão nenhuma. Hoje em dia as pessoas estão tão carenmtes de "repressão" que se perdem no discurso

    murilo

    06/12/2011 - 11h21

    você viu a 'baderna' júlia? tava lá pra saber?
    e, mesmo que fosse o caso de perturbação da ordem (não era), responder a isso com violência é coisa de estado autoritário.

    comecemos reprimindo a baderna, logo logo teremos então nromalizado o toque de recolher

    Malu

    06/12/2011 - 11h54

    Meu Deus, que absurdo vc tá falando. Então agora as pessoas só podem, de fato, se sentirem seguras em casa e tudo bem? É o mesmo argumento que algumas pessoas usam pra dizer que quando estuprada a culpa é da mulher. "Se tivesse em casa lavando louça isso não teria acontecido". Pouco importa se ele era corinthiano, antropologo, negro, branco, enfim, importa que era um ser humano. E mesmo que talvez, tivesse feito alguma coisa, não tem que apanhar. Polícia não é treinada pra isso. Se ele fez algo grave era só algemar e prender. POLÍCIA NÃO É PAGA PRA BATER NAS PESSOAS!! NUNCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

    Luisa

    06/12/2011 - 12h20

    As pessoas tem direito de comemorar onde bem entendem. Cadê o sagrado direito de ir e vir nessa hora?
    Não é questão de se SENTIR agredido. O policial não foi indelicado com ele e feriu seus sentimentos. É questão de ser agredido fisicamente. Porrada, entendeu? O cara levou porrada pq estava na Paulista comemorando o fato de o time dele ter ganhado. Onde estava o crime dele? Fazer barulho? O policial não teve outra opção senão meter porrada? Desculpa, mas só pq te irrita a "baderna" na Paulista, não está certo bater.
    Tô nem aí para o fato de o Corinthians ter ganhado ou perdido. Mas a rua é pública e as pessoas tem direito de fazer o que bem entenderem. Quem não estava em seu direito era o policial abusando de autoridade e número maior, fazendo com farda e sem identificação algo que se alguém fizesse sem farda seria crime.

    Jonas Macabeus

    06/12/2011 - 12h25

    meu Deus, mas como você fala merda! deixa de ser alienada, lave a boca com sabão e aprenda a ler um texto!

    Lu_Witovisk

    06/12/2011 - 12h40

    Exatamente Julia! É isso aí!! Você conseguiu reunir na sua argumentação tudo o que a midia e a elite querem que você reproduza! Parabéns.
    1) Desqualificar o agredido.
    2) Liberdade e segurança só em casa.

    Francisco

    06/12/2011 - 14h11

    Ah sim, até porque a coisa mais canalha do mundo é celebrar e ser feliz em público.

    Marcio H Silva

    06/12/2011 - 14h43

    Acho que a Sra Julia mora na Paulista.

    dukrai

    06/12/2011 - 15h19

    "julia", quando mudar de sexo, mude de IP kkkkkkkkkk

    Thiago

    06/12/2011 - 17h23

    Passo das 22 todo mundo em casa, ninguém pode sair, se sair tem que mandar descer o sarrafo.
    Julia você iria adorar a década de 70.

Eduardo Guimarães

06/12/2011 - 10h25

Enquanto os políticos do PT e de outros partidos progressistas não resolverem enfrentar a direita, dando nome aos bois e acusando a mídia que ajuda tucanos e pefelês a manterem ao poder em SP, viveremos assim. Eu já evito qualquer tipo de aglomeração pública, pouco saio, porque se não são os bandidos, é a polícia. E os paulistanos acham ótimo. Dia de eleição, perfilam-se diante da urna eletrônica para cravarem 45 ou 25, até que surja alguém mais reacionário com chances de se eleger.

Responder

    simas

    06/12/2011 - 23h57

    Kakakakkkkkkk…. Mto engraçado. vc. Ainda tem esperança de q o PT, paulista, enfrente a direita nesse Estado. Isso, nunca vai acontecer, cara… Pois, o PT botou uma plumagem, multicolorida, pra conseguir votos em SP e vc quer q ele, jogue fora justo essa roupagem?… A sua esperança não se materializa, nem no âmbito federal; como vc quer uma de macho, no estado mais conservador, brasileiro?… Vc já se esqueceu de q a Erundina e a Marta já foram eleitas e fizeram, respectivamente, ótimas administrações, voltadas pro aspecto social, inclusive? E qual foi o resultado? Não foram consagradas; ao pto q um tucano, qualquer, engomado, se perpetua no governo… No momento, o desgaste desses tucanos anda tão forte, q, talvez, um candidato do PT saia vencedor; em especial, se for alguém, com experiência, consagrada, de gerente, tino de realizador e um aspecto de pessoa, burguesa… risos Aquele abraço, fraterno

    Airton

    07/12/2011 - 22h47

    Você leu o trecho onde ele fala da Amazonia ?
    Por acaso é a direita que governa o estado ?
    Quem " ataca " os indigenas é a PM do estado de SP ?

    mucio

    08/12/2011 - 12h50

    Continue abrindo mão de seus direitos de ir e vir circulando livremente pelas ruas e daqui uns dias você será um escravo perfeito do sistema.

Uélintom

06/12/2011 - 10h19

A PM paulista espanca a paz, agride o bom senso e flerta com o fascismo. Psicóticos, violentos, sádicos e armados até os dentes, esse é o retrato. É preciso salvar a banda boa da PM paulista – ela deve existir, em algum lugar.

Na hora em que os paulistas trocarem de governo, e a PM tiver uma nova orientação, haverão muitos órfãos da violência gratuita (e muitas vezes premiada pelo PSDB, como as promoções que receberam os participantes do massacre do Carandiru). Esses caras vão sentir síndrome de abstinência e agir com ou sem farda. No entanto, isso não deve ser motivo para uma nova "anistia", é preciso coragem e perseverança para colocar os torturadores da PM paulista atrás das grades.

Responder

Francisco

06/12/2011 - 10h16

A Paulista não precisa dormir, precisa é acordar!

Responder

    Jorge Moraes

    06/12/2011 - 12h13

    Ótimo, Francisco. Mas eles não acordarão, não. Eles dormem o burguês "sono dos justos", enquanto a massa, espoliada pelo capital, só faz fermentar. Está dando bolo. A direita é perigosíssima. Não se pode subestimar. Parabéns ao agredido por sua atitude. O caos está na ordem burguesa.

    Eduardo Guimarães

    06/12/2011 - 12h14

    perfeito, francisco

    Marcio H Silva

    06/12/2011 - 14h41

    Vai ser difícil. Foram drogados pelos PIGs….

o indignado

06/12/2011 - 09h42

Pra que que a sociedade precisa de policia militar, se ela agora é mais um que agride a propria sociedade.? A sociedade é vittima de agressões de bandidos, assaltantes, justiceiros, comerciantes que cobram impostos nos preços que o consumidor paga mas rouba o dinheiro sem recolher ao governo, e dos policiais militares. A unica diferença dos militares agressores é que enquanto ladroes e comerciantes roubam quem estiver no seu caminho, os militares so agridem pobres. Ta na hora de debater esse assunto.

Responder

Fernando

06/12/2011 - 09h40

O bizarro é que o PM ganha 800 reais, e o antropólogo 5 mil.

Responder

    cronopio

    06/12/2011 - 10h20

    Você poderia fornecer a fonte desses números? Grato.

    marcia fernandes

    06/12/2011 - 22h51

    http://www.salariospm.xpg.com.br/

    Muito mais que 800, em qualquer região do Brasil, como se pode conferir no site, da própria PM

    cronopio

    08/12/2011 - 14h33

    Ah, tá explicado. Então era só preconceito mesmo…

    groucho

    06/12/2011 - 10h30

    ou seja?

    Cid Pacheco

    06/12/2011 - 10h36

    Lê um relato desse, que pode ser verdade, meia verdade ou sei lá oque…….e tira uma conclusão que onde vale é o dinheiro…….isso não é bizarro. Quer dizer que quem ganha abaixo desse valor, pode distribuir "porradas" a vontade em quem ganha acima. E "cifu" a LEI. Bacana!!!!!!!!
    Pense……..Reflita……..Raciocine……..

    Lu_Witovisk

    06/12/2011 - 10h59

    Corretissimo Cid.

    Marcio H Silva

    07/12/2011 - 23h47

    Se ganhar pouco é sinonimo de que vai meter porrada. Cuidado comigo, porque sou APOSENTADO DO INSS.

    Lu_Witovisk

    06/12/2011 - 10h38

    Aluno de doutorado ganha, se tiver bolsa da CAPES, 1800 ao mes.

    groucho

    06/12/2011 - 11h04

    ou seja?

    Milton Fernandes

    06/12/2011 - 11h05

    Mais bizarro Fernando, é a naturalidade com a qual pessoas como vc direta ou indiretamente escamoteiam qualquer fato para justificar a manutenção e o avanço dos abusos e da violência muito semelhantes ao fascismo como algo absolutamente normal. E pior ainda é saber que tanta gente igual a vc Fernando, jamais viverá numa sociedade um pouco mais humanizada, simplesmente pq vcs desejam e tem mesmo prazer (recalcado) em viver e raciocinar como animais – enquanto isso em vários países do planeta a polícia sequer anda armada e abusos são quase inexistentes.

    Carolina Macedo

    07/12/2011 - 21h00

    Você tem toda a razão: em alguns países, o abuso é quase inexistente. Eles não espancam pessoas com base em meras suposições oriundas de preconceito, mas pode acontecer de vez em quando de as pessoas apenas morrerem "por engano", como o Jean Charles.

    Deixa o dinheiro dos europeus acabar para ver como rapidamente todos eles também serão semelhantes a animais… Espera só para ver onde vai parar a civilidade desse povo tão magnânimo… Quando fui lá, vi demonstrações de desrespeito que todos me garantiam serem impossíveis entre europeus (hahaha) – sabe como é, eles já estavam em crise, né…

    lucas

    06/12/2011 - 11h11

    http://rondaostensivadooeste.blogspot.com/2011/07

    R$ 800,00 prá dar porrada e R$ 5000,00 prá levar? Aposto que você quer levar porrada.

    Gerson Carneiro

    06/12/2011 - 11h12

    Fernando, exiba aí teu recibo de salário. Se ganhar menos que eu vai levar uma porradas, hein.

    Paulo Roberto Souza

    06/12/2011 - 14h18

    Não é atoa que êle ganha 800 reais. Ganha essa misé ria para viver revoltado e servir de massa de manobra para a gentalha de cima, a direitona calhorda e perversa, que se serve dessa massa ignorante e deformada, para a defesa dos seus interesses mais indecentes.

    marcia fernandes

    06/12/2011 - 22h50

    Ganham muito mais que 800 reais, aliás, é só procurar em qualquer site da PM

    Amanda

    06/12/2011 - 14h31

    Nossa pensando assim coitado dos meus alunos!!!

    angelo

    06/12/2011 - 16h40

    Vitamina de capetalismo com cretinice, monstruosidade e escrotidão ou como diria Renato Russo, 'pegue duas medidas de estupidez, junte 34 partes de mentira, adicione a seguir o ódio e a inveja…não se esqueça antes de levar ao forno temperar com essência de espírito de porco, duas xícaras de indiferença e um tablete e meio de burrice. "

    Depois policiais ainda pedem pra não generalizar a classe. Em meio à discussão sobre execução com 'autos de resistência ' forjados, um sindicato policial carioca twittou pra Marcelo Freixo que tais crimes covardes e inadmissíveis (claro que não usou tais palavras) são consequência de baixos salários e más condições de trabalho.

    ?

    ? ?

    ?!

    ?!

    !!!!!!!!!

    Tal aberração ser escrita por um sindicato, só me faz crer que Cel Nascimento no Tropa 2 tem quase razão quando disse que a PM RJ tem que ser extinta. 'Quase' porque ao que parece, toda a polícia brasileira está completamente sem noção de nada. Ingressam na corporação já com intuito perverso, perversos que são por natureza ou por falta mínimo de senso de justiça, por falta de educação ou sei lá por quê. E nas academias se deparam com velhacos já mais que podres que se encarregaram de deformar ainda mais o caráter desses canalhas.

    No Espírito Santo, caso pouco repercutido, há poucos dias, um garoto de 16 anos foi baleado na nuca subindo um muro. O demente fardado atirou porque recebeu denúncia que havia pessoas fumando maconha. Tal qual o delegado citado no caso deste post, seus comparsas (bandido fardado não tem parceiros ou equipe, tem comparsa, lógico) tiveram a velha crise instantânea de corporativismo crápula e tentaram forjar mais um falso auto de resistência, declarando que houve troca de tiros. Foram desmentidos pelos moradores do locais revoltados com mais uma monstruosidade.

    P Pereira

    06/12/2011 - 19h44

    O policial deve exigir o comprovante de renda do cidadão que vai levar cacete, para saber qual o PM tem a patente adequada para espancá-lo, certo?

    marcia fernandes

    06/12/2011 - 22h49

    http://www.salariospm.xpg.com.br/

    1.798,721.219,19
    -2.242,25
    SD 2ª CL.
    SD 1ª CL.1.811,771.871,832.028,00
    1.286,501.965,131.122,38 2.850,001.818,562.557,37
    1.606,01
    2.037,391.534,26
    2.100,00
    1.127,202.200,00
    3.306,96
    4.269,562.989,85
    2.739,33
    2.453,09
    2.196,66 2.245,911.137,492.015,402.438,39
    966,202.577,99
    SD 1ª CL.
    CB1.897,942.049,592.111,20
    1.435,832.084,041.262,10 3.521,961.915,602.712,40
    1.670,23
    2.121,391.714,14
    2.450,00
    1.181,222.750,00
    3.505,374.507,10
    3.041,28
    2.988,36
    2.938,49
    2.762,26 2.599,311.369,732.207,162.636,10
    1.051,103.044,72
    CB
    3º SGT2.161,352.654,652.267,20
    1.591,242.301,061.420,42 3.643,272.407,432.952,81
    1.673,91
    2.278,142.012,16
    2.850,00
    1.249,143.300,00
    3.855,92
    5.262,603.240,00
    3.735,45
    3.591,38
    3.419,95 2.998,981.810,172.367,322.849,83
    1.247,503.701,57
    3º SGT
    2º SGT2.271,973.175,072.444,00
    1.728,312.513,631.751,11 4.113,512.681,941.930,84
    2.455,792.307,94
    3.300,00
    1.320,163.850,00
    4.395,75
    5.699,263.432,00
    4.233,51
    4.245,64
    3.814,55 3.398,682.066,282.548,343.080,91
    1.428,203.394,44
    2º SGT
    1º SGT2.745,493.552,632.818,40
    1.939,862.779,712.165,58 4.572,413.049,142.150,84
    2.832,002.652,06
    3.800,00
    1.394,344.400,00
    5.011,16
    6.281,763.808,80
    4.482,53
    5.262,34
    4.209,16 3.893,392.533,192.752,863.330,71
    1.610,004.095,96
    1º SGT
    ST3.048,554.094,473.172,00
    2.134,353.390,652.485,52 5.361,733.472,433.303,78
    2.384,41
    3.187,313.025,20
    4.350,00
    1.516,065.500,00
    5.261,72
    6.889,90
    4.577,96
    4.980,59
    5.891,16
    4.472,24 4.368,53
    2.854,842.983,983.600,77
    1.793,554.552,31
    ST
    CFO 1º ANO-2.941,151.955,20
    529,66– 2.878,181.346,98-
    2.076,46
    1.964,64-


    -3.405,86


    2.747,62
    – –
    786,691.767,522.156,63
    -3.393,67
    CFO 1º ANO
    CFO 2º ANO-2.941,152.038,40
    529,66– 3.249,671.444,90-
    2.076,46
    2.048,24-


    -3.405,86-

    3.022,38
    – –
    786,691.919,182.396,25
    -3.393,67CFO 2º ANO
    CFO 3º ANO-2.941,152.111,20
    529,66– 3.600,001.634,69-
    2.378,53
    2.121,39-


    -4.141,16


    3.297,15
    – –
    786,692.127,662.662,50
    -3.393,67CFO 3º ANO
    CFO 4º ANO—
    — —






    3.571,91
    – –
    -2.314,56—CFO 4º ANO
    ASP OF-4.118,683.317,60
    529,663.568,932.612,68 5.361,733.340,483.367,87
    2.402,42
    3.333,613.025,20

    1.751,21-
    6.050,98
    7.012,80-
    5.257,64
    5.348,34
    4.603,77 –
    1.710,444.046,524.597,45
    –ASP OF
    2º TEN4.556,604.645,203.775,20
    2.371,523.756,322.799,00 6.500,003.567,94-
    2.671,53
    3.793,423.673,96
    4.850,00
    2.087,696.050,00
    6.293,03
    8.361,97
    5.469,60
    6.572,12
    6.634,89
    5.392,99 4.863,24
    2.530,024.261,045.746,80
    2.110,106.644,21
    2º TEN
    1º TEN4.834,005.021,304.212,00
    2.622,444.808,753.138,94 6.993,384.100,995.530,45
    2.992,15
    4.232,334.262,88
    5.550,00
    2.353,046.600,00
    7.866,278.868,46
    6.360,00
    7.302,36
    7.671,68
    5.787,60 5.526,08
    3.057,685.438,306.385,34
    2.291,407.215,38
    1º TEN
    CAP5.813,315.626,025.865,60
    3.212,465.794,273.362,50 8.748,005.331,136.407,22
    4.271,78
    5.680,605.029,50
    6.650,00
    2.834,627.700,00
    9.439,54
    9.772,06
    9.272,88
    9.127,96
    9.549,06
    6.708,356.433,99
    3.733,465.843,9610.642,24
    3.661,309.050,88
    CAP
    MAJ7.121,006.786,797.144,80
    3.969,876.604,404.513,30 9.720,007.166,857.906,16
    4.912,76
    7.179,285.783,82
    8.200,00
    3.480,728.800,00
    10.855,47
    11.487,9710.432,00
    11.409,94
    12.064,06
    7.760,65 6.950,80
    4.873,526.292,2011.202,35
    5.503,3010.645,23
    MAJ
    TEN-CEL7.331,007.793,568.018,40
    4.504,307.054,804.724,94 10.800,007.706,298.633,01
    6.137,19
    8.057,106.540,76
    9.680,00
    4.622,139.900,00
    11.941,01
    12.298,8811.600,00
    13.039,94
    13.568,32
    9.076,01 7.798,21
    6.370,417.141,5011.791,95
    5.744,1511.919,51
    TEN-CEL
    CEL8.007,148.256,5410.400,00
    5.784,117.537,914.921,00 12.000,009.010,529.532,27
    7.694,45
    10.450,198.251,76
    11.898,00
    6.372,6511.000,00
    13.732,1612.740,3412.880,00
    16.725,51
    15.841,09
    10.917,52 8.645,35
    7.314,477.979,8212.412,58
    6.740,3317.234,07

    A variação é por região e cargo. Portanto, meu caro, de onde vc tirou essa informação de salário? O site é da própria PM. PESQUISE antes de falar asneiras.

    Cleverton_Silva

    06/12/2011 - 23h09

    Traduzindo, Fernando. Então o Antropólogo mesmo desarmado está em vantagem numa luta corporal porque a sua categoria ganha R$4.200,00 a mais? Ele vai ganhar na dinheirada? Entendo porque os executivos de Wall Street e os que saem na Forbes são chamados de poderosos. Azenha, põe esse comentário na seção humor?

    Roberval

    07/12/2011 - 00h11

    Com isso você justifica a violência do Policial?
    Vc não acha que ele (o policial) não deveria ser um agente promotor da paz e não da violência?

    Miguel

    07/12/2011 - 04h20

    diz pra mim onde estudante de pos ta ganhando 5 mil que eu volto a ser estudante agora.

danilo

06/12/2011 - 09h36

hoje veremos o quanto vcs são democraticos desse site

Responder

    Marcelo Fraga

    06/12/2011 - 10h35

    "se ele tava tão bem pra fazer um B.O em seguida é pq ele não apanhou tanto assim"

    O cara faz uma afirmação típica de milico torturador e depois exige democracia?
    Essa é a direitralha brasileira. Não existe outra pior em todo o mundo.

    Miguel

    07/12/2011 - 06h41

    o pior e' que existe sim… eles sao bovinamente parecidos, "vayas donde vayas"…

danilo

06/12/2011 - 09h35

se ele tava tão bem pra fazer um B.O em seguida é pq ele não apanhou tanto assim

Responder

    cronopio

    06/12/2011 - 10h22

    Excelente comentário, contribui muito para elevar o nível do debate. Parabéns!

    groucho

    06/12/2011 - 10h24

    olha só, "estupra mas não mata" na versão espancamento!

    bittersweetfilm

    06/12/2011 - 11h49

    É, de fato a PM falhou, não cumpriu as ordens, não conseguiu aleijar o cidadão, deixá-lo incapaz de mover-se.

    Paulo Roberto Souza

    06/12/2011 - 14h10

    Porque você não integra uma milícia? Aptidão é o não lhe falta!

    Miguel

    07/12/2011 - 06h39

    Pra voce ver como a humanidade tem evoluido… Ate analfabetos funcionais conseguem fazer comentarios estupidos pela internet.

macmonteiro

06/12/2011 - 09h25

Psicopatia. É mais comum do que a maioria das pessoas imagina.

A questão não é SE eles estão entre nós, mas O QUE vamos fazer com eles, quando enfim acordarmos para a realidade.

Responder

    lee

    06/12/2011 - 10h13

    olha um aí em cima (danilo).

murilo

06/12/2011 - 09h21

azenha, obrigado por divulgar a denúncia.
o auto é meu concunhado e foi gratuitamente espancado.
é o resultado do pensamento 'tropa de elite' que ronda o país.
como danilo, tantos outros sofrem esse tipo de violência, a única diferença é que ele resolveu expôr, e bem, a situação.

Responder

Reynaldo

06/12/2011 - 09h19

"Ele pediu que eu apontasse o oficial. Identifiquei-o. O 3 Sgt LUIZ disse que não conhecia o policial que continuava a espancar e a coagir as pessoas.'"
Azenha, o 3 Sgt Luiz não foi o que espancou, foi o que ficou parado olhando.
Abraço

Responder

Carlos

06/12/2011 - 09h18

- Não. Os mandatários daquela Capitania Hereditária não são preconceituosos nem elitistas; de maneira alguma.
Ironia. Com a palavra os "baderneiros" da USP.

Responder

Julio Silveira

06/12/2011 - 09h17

A questão posta aí é, para a policia de Sumpaulo, e seus governos, qualquer cidadão, transeuntes ou não, qualquer um que estiver num momento de displicência, mesmo olhando uma vitrine, pode ter estar tramando alguma bandalha, um ato criminoso. Pelo que temos apreciado, a população de Sumpaulo é um sacos de gatos, e como eles são tratados geralmente a pancadas. E nem se pode mais dizer que a violencia é somente contra a população mais carente, não, ela hoje esta sendo distribuida a todos aqueles que lhes incomodam, de uma olhada critica até reflexão num local que lhes pareça inconveniente. Será que onde existem as organizações de fato criminosas eles agem ou a preferência é pelos indefesos cidadãos para demonstrarem otoridade?

Responder

Lu_Witovisk

06/12/2011 - 09h11

SP está num mato sem cachorro. O povo precisa tirar o PSDB de lá e o próximo governo deve ter um serio compromisso em reprimir a ideologia sanguinaria que tomou conta do estado. Ô tristeza.

PSDB é isso aí. Lá no PR, que sonha ser SP, também voltaram à Ditadura. http://marciabrasileira.blogspot.com/2011/12/para

Responder

    Marcio H Silva

    07/12/2011 - 23h44

    Errata! São Paulo está num mato cheio de cachorros, muitos cachorros.

O Maldoror

06/12/2011 - 09h11

Esse é o "modos operandi" da PM no Brasil inteiro…Militares completamente despreparados para suas funções…são uns covardes fardados…"Espancar, ofender, perseguir, rir, ameaçar parecem ser modos cada vez mais rotineiros da Policia Militar neste país"!…até quando????

Responder

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