VIOMUNDO

Advogados ativistas publicam íntegra de entrevista à Veja

15 de março de 2014 às 21h58

por Advogados Ativistas, no Facebook, sugerido pelo leitor André

A revista Veja entrou em contato com os Advogados Ativistas para que fosse concedida uma entrevista. Apesar de ter sido avisada que não falamos com este veículo de comunicação, a publicação insistiu e nos mandou algumas perguntas, deixando claro que a matéria sairá com ou sem as nossas respostas.

Os jornalistas que realizam um trabalho sério têm a nossa admiração e respeito, o que se traduz na ótima relação do grupo com eles. Porém, é intolerável que publicações mal intencionadas queiram, mais uma vez, desinformar, mentir e difamar aqueles que realizam trabalhos relevantes.

Portanto, achamos por bem responder publicamente as perguntas que nos foram enviadas, para que uma possível matéria que cite os Advogados Ativistas já tenha seu contraponto. Segue abaixo:

Veja: Como surgiram os Advogados Ativistas?

AA: Advogados Ativistas sempre existiram, apenas uma parte deles se uniu.

Veja: Há lideranças?

AA: Não.

Veja: Quais são as causas mais emblemáticas pelas quais o movimento já lutou desde junho de 2013?

AA: Principalmente a defesa da Democracia e da Constituição, as quais vêm sendo incessantemente violadas.

Veja: Quais são suas bandeiras?

AA: Não carregamos bandeiras.

Veja: O que é necessário fazer para participar?

AA: Não ser leitor da Veja é um bom começo.

Veja: Hoje há quantos advogados ativistas?

AA: O suficiente.

Veja: Os senhores atuam apenas em São Paulo ou em outras cidades brasileiras? Se sim, em quais?

AA: Através da internet somos capazes de levar informação para qualquer lugar.

Veja: Em redes sociais do grupo há publicações, como fotos de protestos em cidades como o Rio de Janeiro. Vocês viajam para atuar em causas fora da cidade?

AA: Advogados Ativistas possuem amigos em muitos lugares. Se for preciso viajar, viajaremos.

Veja: Como vocês se mantém?

AA: Somos advogados, ora.

Veja: Quanto tempo do dia se dedicam ao ativismo?

AA: Não o quanto gostaríamos, mas quando o fazemos a dedicação é total.

Veja: Pode definir o conceito de advocacia “pro bono”?

AA: É a advocacia gratuita para o bem do povo. Bastava jogar no Google, essa foi fácil.

Veja: Quais os obstáculos que enfrentam para garantir o direito de ampla defesa dos manifestantes?

AA: A Veja, por exemplo, é um dos obstáculos, pois criminaliza qualquer forma de pensamento diferente do seu.

Veja: Os senhores declararam que sofreram intimidação na OAB-SP no último protesto em São Paulo, de que forma isso aconteceu?

]AA: Sofremos intimidação de um grupo inexpressivo, o qual falou indevidamente em nome da classe. Como explicado pelo Presidente da Ordem, a atitude destes não reflete o pensamento da entidade. Assunto superado.

Veja: Advogados ativistas já deram declarações de que a OAB-SP não está cooperando com o trabalho de vocês e se portando de maneira governista. Como é a relação entre os senhores e a entidade? Os senhores publicaram um artigo afirmando que a entidade criminaliza a ação de vocês. De que maneira isso acontece?

AA: A política de relação com outros grupos ou entidades é discutida internamente. No entanto, informamos que o Presidente da OAB/SP, em conjunto com o Presidente da Comissão de Prerrogativas, apresentaram nota pública em defesa de nosso trabalho, disponibilizando, inclusive, amparo emergencial caso cada um de nós tivesse seu ofício prejudicado.

Veja: Os senhores já receberam honorário de algum cliente que atenderam nas manifestações?

AA: Nao visamos lucro algum, mas podemos começar a receber quando a Veja informar quem paga a tal “Bolsa Manifestação”.

Veja: Quais são as principais orientações do Manual do Manifestante? Por quais mudanças ele já passou desde a primeira versão?

AA: O Manual está disponível na página do Advogados Ativistas e é de fácil compreensão. Recomendamos a leitura.

Veja: Os senhores declararam que já sofreram ameaças de morte. Pode descrever em quais situações e como essas ameaças se deram?

AA: A investigação está em andamento. É um trabalho para a polícia.

Veja: Os senhores foram apontados como advogados de Humberto Caporalli e Fabricio Proteus, apontados pela policia como adeptos à tática black bloc. Qual a posição dos senhores sobre os black blocs?

AA: Não generalizamos estereótipos e tão pouco criamos inimigos fictícios, isso é trabalho da Veja.

Veja: Na confusão das manifestações e porta de delegacias, é possível distinguir os manifestantes adeptos e não adeptos da tática black blocs?

AA: Não entendemos no que se aplica ao grupo esta pergunta.

Veja: Os senhores prezam pelo direito de se manifestar e defendem todos sem restrições?

AA: Ao contrário do que algumas pessoas (e a Veja) pregam, de acordo com a Constituição todos tem Direito a Defesa. Veja só que coisa (com o perdão do trocadilho).

Veja: Já se recusaram a defender algum manifestante?

AA: Nunca, inclusive se algum repórter da Veja for preso em alguma manifestação pode nos contatar que iremos defendê-lo, já que o direito de defesa é para todos, mesmo que este veículo propague o contrário.

Leia também:

Rodrigo Vianna: Gushiken derrota os 902 mil euros da Veja

 

25 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Carlos Abel Dutra Garcia

13/06/2014 - 11h52

Não podemos calar, a Veja é parte do que mais de reaccionário há neste Pais. Temos que ir para a Rua reivindicar nossos direitos, há 16 anos luto para trazer o pai da minha neta dos EUA e pagar a pensão e a Justiça só atrapalha o caso, há 18 anos luto para levar ao banco dos Réus um grupo de Policiais Federais que sem motivo algum me Torturaram, também não consigo, TA TUDO ERRADO!!!!! conheçam meu caso; Carlos Abel Dutra Garcia, é uma vergonha, é uma baita semvergonhice brasileira !!!!!!!

Responder

ANDRE

17/03/2014 - 22h49

psdb contrata manifestantes, segue informaçao:
https://fichacorrida.wordpress.com/2014/03/15/manifestantes-contratado-por-siqueira-campospsdbto-vaiam-dilma/
Manifestantes contratado por Siqueira Campos(PSDB/TO) vaiam Dilma
minha casa minha vida .A pedido de Aécio Neves, o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) contratou correligionários para vaiar Dilma na entrega de 1700 casas populares à população carente daquele Estado. Eles não fazem, mas sabem criticar quem faz. Como já se sabe, o PSDB não deixou nenhuma obra que se use tijolo e cimento. E são tão ruins de matemática: jogam meia dúzia de manifestante de aluguel contra 1700 famílias que não vão mais precisar pagar aluguel. Santa Ignorância!

Os amestrados são tão ignorantes que sequer sabem que o sistema de saúde e estadual e municipal, portanto, se a saúde está mal deveriam cobrar dos governantes locais. No RS, Tarso está investindo na triplicação do Hospital de Clínicas. O que está fazendo o Governo de Tocantins, do PSDB, para melhorar a saúde? O mesmo que fez Yeda Crusius…

É por isso que, com uma direita destas, Dilma nada de braçada! Usam Eduardo Cunha para atacar o Marco Civil da Internet, que universalizaria o acesso com preço mais barato, fazendo de conta que nós não sabemos disso. Critica o Bolsa Família mas são favoráveis ao PROER (a cesta básica dos banqueiros)… Se barateia a luz, torcem para faltar água; se constrói casas, cortam a luz; se traz a Copa, passam a odiar futebol; se não traz, chama de incompetente. São os mesmos que mandam petista se tratar da saúde em Cuba ou comprar carro na Rússia, mas não vão se tratar nem comprar carro no Paraguai…

Numa coisa os grupos mafiomidiáticos e seus amestrados são competentes: conseguem provar que a cocaína num helicóptero do Perrella, com piloto do Perrella entregue numa fazenda do Perrella, não é do Perrella…

E tudo isso como se o povo fosse uma manada igual àquela que se alimenta da Veja.
Críticos nunca tiveram de ‘ralar’, diz Dilma

Em evento do Minha Casa, Minha Vida em Tocantins, presidente foi vaiada por moradores de conjunto habitacional

Governador do Estado, Siqueira Campos, do PSDB, aproveitou discurso para fazer reivindicações

AGUIRRE TALENTOENVIADO ESPECIAL A ARAGUAÍNA (TO)

Em viagem ao Tocantins ontem para entregar unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, uma de suas vitrines eleitorais, a presidente Dilma Rousseff foi recebida com vaias de moradores e respondeu, indiretamente, em tom irritado.

Ela inaugurou um conjunto habitacional com 1.788 casas em Araguaína (386 km de Palmas), mas enfrentou protesto de moradores de um outro conjunto do programa.

Isso porque a nova obra, o Residencial Costa Esmeralda, foi inaugurada já com creche, escola e posto de saúde, enquanto o Vila Azul, entregue no final de 2011, ainda não ganhou o benefício e tem problemas de infraestrutura, segundo relatos dos moradores.

Eles vaiaram Dilma durante vários momentos do discurso dela e levantaram cartazes com frases como “corruPTos” e “saúde sim, Copa não”.

Dilma respondeu de forma indireta às críticas, em sua fala, exaltando o programa Minha Casa, Minha Vida e as políticas sociais do governo.

“Aqueles que não dão importância às pessoas terem a casa própria é porque nasceram em berço esplêndido”, afirmou, acrescentando: “Aqueles que não valorizam o cartão do Minha Vida Melhor é porque nunca tiveram de ralar, de trabalhar de sol a sol para comprar uma televisão, uma geladeira, uma cama ou um colchão.”

A presidente foi embora sem dar entrevista à imprensa. A Caixa informou, por meio da assessoria, que o Vila Azul fazia parte da fase 1 do Minha Casa, Minha Vida e que, por isso, a responsabilidade pelos equipamentos adicionais ao loteamento eram da prefeitura. A assessoria da prefeitura não foi localizada para comentar.

COBRANÇAS

Hospital de ClínicasOutra saia justa foi provocada pelo governador tucano Siqueira Campos.

Apesar de ter elogiado a obra e chamado a presidente de “querida”, ele aproveitou seu discurso para fazer críticas e reivindicar ações do governo federal.

Um exemplo foi sobre o Luz para Todos. Segundo o governador, o programa está paralisado há mais de um ano no Estado e depende de um aval da Eletrobras para o início de um novo contrato que prevê 12 mil ligações de energia.

“O povo tocantinense tem que pagar as maiores tarifas de luz”, acrescentou o tucano. Dilma escutou sem esboçar reação.

Responder

ANDRE

17/03/2014 - 22h45

o lixo da falha tentando salvar o sujo do Eduardo cunha:
https://fichacorrida.wordpress.com/
Folha tenta salvar a pele de Eduardo Cunha

Para contrapor a matéria demolidora da revista Istoé deste final de semana, a Folha ofereceu espaço generoso para Eduardo Cunha dar sua versão a respeito do chega pra lá que levou da Dilma. As burras agradecem, os burros fazem muxoxo e arregalam os olhos!

ENTREVISTA DEPUTADO EDUARDO CUNHA

Presidente faz má política, a política do confronto

INTERESSE DO GOVERNO NEM SEMPRE ‘É BOM’, AFIRMA LÍDER DO PMDB

NATUZA NERY ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

Pivô da mais tensa crise de Dilma Rousseff com o Congresso, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou abertamente à Folha o que muitos aliados do governo dizem nos bastidores: “A presidente faz política, mas a má política, a política do confronto.”

Expoente do “blocão”, grupo de congressistas de diversos partidos que, em votações, se posiciona contra o governo, ele reserva críticas fortes ao PT: diz que a sigla não tem projeto de aliança, mas de hegemonia”.

Leia trechos da entrevista:

Folha – Dilma aceitou dois nomes do PMDB para ministérios. A bancada está satisfeita?

Eduardo Cunha – A presidente não aceitou dois nomes do PMDB, ela indicou dois nomes dela. Se for do PMDB, será por acaso. A bancada abriu mão, disse que não queria indicar, não indicou.

Não indicar significa romper?

Rompimento é outra coisa. Continuamos na base. O PMDB não vai participar de votação que prejudique as contas públicas. O que a gente colocou é que havia especulação pública por cargos. Como se o PMDB estivesse brigando para ter mais cargo, menos cargo. Aquilo estava incomodando a bancada. A decisão foi: cansamos de sermos bancados como fisiológicos.

Eduardo Cunha e FHCMas este é o histórico de imagem do PMDB.

Não desta bancada.

O sr., hoje, tem liderança maior que a do PMDB. Há deputados de outros partidos que ouvem suas orientações.

Vamos falar do batizado blocão’. No momento que a bancada do PMDB na Câmara decidiu não indicar nomes, surgiu um movimento de revolta de partidos da base para com o processo hegemônico do PT. Houve uma confluência de visões e interesses de que todos são queixosos.

O problema do PMDB é Dilma?

Não tenho condição de te responder se ela é o problema.

Quem provocou a crise?

O presidente do PT, quando quer colocar na gente pecha de fisiologista atrás de cargos e outros tipos de favores.

Não é a primeira vez que vocês são chamados de fisiológicos.

E eu reagi. Só que no meio desse processo que estamos vivendo de uma reforma ministerial que está se arrastando há seis meses, na qual o PMDB está sendo execrado em praça pública como pedinte de cargo, o que não é.

Na última reunião de Dilma, Lula e equipe, ficou definido como estratégia isolar o sr.

Não é uma superdimensão do meu papel? Será que não estão buscando centrar no inimigo algo que não existe para disfarçar a raiz do verdadeiro problema? Quando Rui Falcão [presidente do PT] fala em chantagem, toma lá, dá cá, o que ele tem a dizer do que eles oferecem a outros partidos para cooptar? Ou você acha que determinado partido deixou aliança porque foi convencido, achou bonito, ou porque foi cooptado? Isso não é toma lá, dá cá?

Existe risco de rompimento?

Só a convenção pode dizer.

Os ministros que cuidam da articulação são hábeis?

Quem cuida da articulação política? Preciso saber primeiro, é bom me informar. Não sei quem está fazendo articulação. Se alguém não está fazendo, é porque a presidente não delegou. É uma variação daquele filme: Atenção, senhores passageiros, o articulador político sumiu’.

Dilma não faz política?

Faz política, mas a má política, a política do confronto.

Como fazer para o PMDB perder a imagem de fisiológico?

É ter um candidato a presidente e ganhar eleição.

Não é entregar cargos e manter apoio a projetos de interesse do governo?

Interesse do governo não necessariamente é bom. A bancada fez exatamente isso, entregou os cargos.

O seu aliado Fábio Cleto segue vice-presidente da Caixa.

A bancada não decidiu que ia entregar os cargos existentes, decidiu que não indicaria ministros agora.

Então a bancada é só metade fisiológica?

Da minha parte pode entregar todos, se for essa a vontade da bancada. A bancada até quis deliberar isso, se você quer saber. Optar por entregar os cargos aí sim significa ruptura. Os espaços mínimos que o PMDB ocupa no governo, inferiores ao que tinha com Lula quando nem fazia parte da aliança eleitoral, assim são porque apoiamos a eleição. Isso não é fisiológico. O que é fisiológico é fazer toma lá, dá cá. Por isso temos que disputar a presidencial.

E há candidato?

Infelizmente, não.

Responder

Adriano Medeiros Costa

17/03/2014 - 18h17

A Veja e sua velha má fé!

Responder

rodrigo

17/03/2014 - 15h46

Muito bom!

Responder

Antônio

17/03/2014 - 15h06

ESSES ADVOGADOS DEVERIAM DAR UMA OLHADINHA TAMBÉM NA PAPUDA

Servidores da Papuda denunciam politização do MPF de Brasilia

seg, 17/03/2014 – 12:29 – Atualizado em 17/03/2014 – 14:44
Da Istoé

A fábrica de “supostas irregularidades noticiadas”

Servidores da Papuda acusam Ministério Público de promover insegurança no presídio e pedem afastamento de seis procuradoras

Paulo Moreira Leite

A reportagem da VEJA sobre a vida de José Dirceu na Papuda, sem apresentar um fato concreto, sem conferir um boato junto a quem poderia confirmar ou desmentir o que se pretendia publicar, é aquilo que todos nós sabemos. Não é séria nem respeitável.

Não passa de um esforço redundante para acrescentar uma nova camada de boatos (no juridiquês da Papuda eles se chamam “supostas irregularidades noticiadas”) para prejudicar os réus da AP 470, esforço redobrado depois que eles conseguiram vitórias importantes, como o reconhecimento do erro no crime de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Quem está sendo chamado a dar explicações e prestar esclarecimentos, na verdade, é o Ministério Público do Distrito Federal.

Num documento assinado pela Associação de Servidores do Sistema Penitenciário do Distrito Federal, seis integrantes do MP – todas são mulheres, por concidência — são acusadas de atuar contra a ordem na sistema prisional.

O pedido foi encaminhado ao Conselho Nacional do Ministério Público, o órgão responsável por examinar, julgar e punir desvios de comportamento por parte dos procuradores.

A acusação diz que elas estimulam a “publicação de fatos ou atos” que perturbam a “paz prisional ”.

A base é o artigo 198 da lei de execução penal, que diz que “é proibido ao integrante dos órgãos de execução penal e ao servidor, a divulgaçao de ocorrência que perturbe a segurança e a disciplina dos estabelecimentos …”

Conforme o documento, as procuradoras ajudam a promover a desordem entre os presos e suas famílias através da reproducão, no site do próprio Ministério Publico, de rumores e boatos que não foram comprovados nem confirmados. Através disso, conclui-se pela leitura do documento, cria-se um ambiente artificial de agitaçao e descontentamento entre a população encarcerada.

Sabemos como isso começa. Sem cometer a deselegância de perguntar quem assopra essas coisas (fatos? Hipóteses? Delírios?) para jornalistas, estamos falando de suspeitas e hipóteses divulgadas por jornais e revistas com a técnica marota de sempre.

A partir de depoimentos anonimos, verbos no tempo condicional, fontes desconhecidas e outros recursos típicos de quem sabe que pode estar embarcando numa fria, publica-se uma reportagens recheada de (fatos? Hipóteses? Fantasias? Delírios? ) que seriam graves se fosse demonstrado que são verdadeiros.

Em seguida, essa reportagem é reproduzida no site do ministério publico do DF – mais uma vez, sem qualquer checagem para confirmar sua veracidade.

Numa terceira etapa, estes “fatos” — imaginários ou não — aterrisam em documentos oficiais e são usados para prejudicar os réus e pressionar as autoridades do sistema prisional.

Em suas petições, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, cobra investigações para apurar “supostas irregularidades noticiadas”, definição cujo sentido desafia os estudiosos do direito e da língua portuguesa.

Convém não esquecer uma realidade elementar. Tudo o que é um suposto ser também é um suposto não-ser, ensina-se no jardim de infancia da filosofia.

Se as irregularidades são apenas supostas, podemos supor, pela simples lógica, que elas também podem ser “regularidades “ – e, talvez, nada de errado esteja acontecendo, como se poderia pensar, supostamente.

O único elemento consistente no pedido de investigação reside no fato de as “supostas irregularidades,” terem sido “noticiadas. ”

Uma notícia, como se sabe, pode ser produzida a partir de uma apuração cuidadosa e responsável. Mas também pode ir para o papel somente porque lá pelas 19 horas um editor de jornal clicou “salvar” e depois “enviar ” antes de mandar um texto para o leitor. O que isso tem a ver com Direito, com a Justiça, com a Liberdade de cada um? Nada.

Jornais e revistas erram todos os dias. Erram sem querer e erram por querer. Podem ter interesse na verdade, mas também ganhar com a mentira. São empresas comerciais e também atuam politicamente.

Têm interesses privados nem sempre transparentes, agendas ocultas e um padrão cada vez mais frágil de proteger.

Também contam com a proteção de um regime legal que não estimula posturas responsaveis. As vítimas de seus erros – e também falsidades – não tem direito de resposta. Empresas de faturamento bilionário são levadas a pagar – quando isso acontece – multas irrisórias.

Um exemplo recente. Depois de fugir durante oito anos de suas responsabilidades pela divulgação de uma denúncia irresponsável sobre contas de ministros no exterior, a mesma VEJA que agora denuncia Dirceu está sendo chamada a pagar uma multa de R$ 100 000 para a família de uma das vítimas, Luiz Gushiken.

Lê-se na sentença assinada pelo desembargador Antonio Velinils que a revista “não tinha prova consistente” para dizer o que disse. Fez uma reportagem sem oferecer “um único indício de confiança.” Em vez de assumir uma postura prudente, como a situação recomendava, preferiu “insinuar que as informações eram, sim, verdadeiras.”

Mais tarde, quando o caso chegou a Justiça, a revista tentou justificar-se sem conseguir apresentar um único argumento aceitável para explicar o que fez, Usando de subterfúgios e truques de linguagem, construiu uma “falácia de doer na retina,” acusa o desembargador, que ainda concluiu que VEJA “abusou da liberdade de imprensa.”

É disso que estamos falando. Abusos. Os presos não constestam, na Papuda, as penas que receberam. Querem cumprir o que a lei determina. Lutam por este direito – o que dá uma ideia do absurdo que enfrentam.

Mas não é isso o que acontece. A repetição de pedidos de investigação das “supostas irregularidades noticiadas” está longe de configurar um esforço para se cumprir a obrigação de apurar e investigar todo indício de crime, o que seria natural.

O que se faz é criar um circulo vicioso. Lembra o fatiamento que Joaquim Barbosa inventou para apresentar a denúncia da AP 470?

Cada suposição leva a outra, que leva a seguinte, depois a próxima, e mais uma … num calderão de “irregulardades noticiadas” que não precisam ser provadas. Basta que em seu conjunto formem uma nuvem política, uma conviccão maligna que pode levar muita gente acreditar que a Papuda é um presidio inseguro, instável, perigoso – e que o jeito é mandar os réus da AP 470 para um presidio federal, como um deputado do Solidariedade pretende fazer.

Claro que não seria uma medida fácil. Como recorda a Associaçao dos Servidores, a Papuda encontra-se entre os melhores presidios do país:

“Há mais de uma década não temos rebelião; nunca tivemos decapitação de seres humanos; há mais de seis anos não há homicídios intramuros; há inexistência de faccões criminosas…”

A verdade, porém, é que tudo tornou-se perigosamente possível depois que Joaquim Barbosa confessou que havia manipulado as penas da AP 470 para conseguir condenações mais duras, em regime fechado. Assim, sem retratar-se.

Não importam os fatos, nem mesmo a lei. Importa a vontade do juiz.

Lembra da frase “A constituição é aquilo que o Supremo diz que ela é”?

Quando uma “suposta irregularidade noticiada” não chega aonde se imagina que deveriam chegar, encontra-se um atalho para manter a pressão.

Foi assim com o telefonema de Dirceu. Nada indica que tenha ocorrido. Não se provou.

Em vez de se questionar a denúncia, o que se questiona é a investigação. A tese, agora, é que foi “ atípica. “ Por que não admitir uma “suposta denuncia” ou mesmo uma “denuncia suposta”?

O que está claro é que as “supostas irregulariades noticiadas” foram investigadas, apuradas – e só tinham valia como cortina de fumaça para estigmatizar os presos, reduzir seus direitos e impedir a progressão de suas penas.

As primeiras foram as célebres visitas em dias especiais. Elas não são uma raridade na Papuda, mas uma tradição, oferecida a todo preso considerado “vulnerável.” Foi assim que, por oito anos, os familiares dos jovens de classe media que assassinaram o índio Galdino, em Brasília, visitavam seus filhos numa data diferente daquela reservada aos parentes de outros internos. Isso porque havia, entre eles, não só ministros de Estado, mas também um juiz federal, motivo para se tentar prevenir reações imprevistas por parte da massa carcerária.

Em nome do “combate ao privilégio” todas as visitas em caráter especial da Papuda foram suspensas no final de 2013. Em função disso, “muitos pais e familiares não se arriscam a visitar seus entes, junto a massa carcerária,” diz o documento dos servidores. “Fato lamentável!”, dizem os servidores.

Outro privilégio “suposto” foi a feijoada em lata que Deludio e duas dezenas de colegas de sua ala no Centro de Progressão de Pena comeram. Num local onde há um fogareiro, panelas e uma cantina que vende até costelinha, o que se gostaria que presioneiros fizessem? Pedissem para serem algemados?

O que se vê, aqui, é um fato analisado e resolvido através de uma sentença do Superior Tribunal de Justiça:

“Foge ao limite do controle jurisdicional o juizo de valoração sobre a oportunidade e conviência do ato administrativo, porque ao judiciário cabe unicamente analisar a legalidade do ato, sendo vedado substituir o Administrador Público.”

O que se diz aí é que mesmo cidadãos condenados a viver atrás das grades tem direitos que devem ser respeitados, o que inclui, inclusive, o respeito pela divisão de poderes que caracteriza o regime democrático.

Não é preciso acrescentar mais nada, certo?

Num país que assiste a passagem dos 50 anos do golpe de 64, é bom refletir sobre o que acontece com seus prisioneiros. Não custa recordar que a face mais horrenda da ditadura foi construída em seus cárceres.

Responder

    Mário SF Alves

    17/03/2014 - 19h55

    “A reportagem da VEJA sobre a vida de José Dirceu na Papuda, sem apresentar um fato concreto, sem conferir um boato junto a quem poderia confirmar ou desmentir o que se pretendia publicar, é aquilo que todos nós sabemos. Não é séria nem respeitável.”
    _________________________________
    Eu acrescentaria: e nem responsável.
    Aliás, como cobrar responsabilidade política de quer que seja num cenário destes:

    “Nem todo poder emana do povo, mas, através do povo. E há uma distorção aí; um desencontro entre a realidade e o que dispõe o § Único, do Art. 1º, da Lei Maior do País, Constituição da República Federativa do Brasil. Portanto, enquanto uma coisa continuar descolada da outra; enquanto parte, ou, mais precisamente, a maior parte do poder for exercida contrariamente aos interesses e necessidades do povo; enquanto não formos capazes de respeitar a Lei Maior do País, seremos nada mais, nada menos que um país de cretinos e/ou inocentes, onde ninguém poderá ser realmente responsabilizado por absolutamente nada. Decorre daí a inadiável decisão: ou fazemos a Reforma Política, ou que se abram já as celas da maioria das prisões.” MSFA, 15/03/2014

    Mário SF Alves

    17/03/2014 - 20h15

    “Convém não esquecer uma realidade elementar. Tudo o que é um suposto ser também é um suposto não-ser, ensina-se no jardim de infância da filosofia.”
    ___________________________
    Brilhante observação. Até porque tá virando moda o uso desse camaleônico e unilateral adjetivo. No julgamento de ações contra os amigos do rei, neoliberal até às vestes inferiores, os acusadores com frequência mascaram a acusação de crime contra o patrimônio público chamando-a de suposto crime contra o patrimônio público.

    Mário SF Alves

    17/03/2014 - 20h20

    “Uma notícia, como se sabe, pode ser produzida a partir de uma apuração cuidadosa e responsável. Mas também pode ir para o papel somente porque lá pelas 19 horas um editor de jornal clicou “salvar” e depois “enviar ” antes de mandar um texto para o leitor. O que isso tem a ver com Direito, com a Justiça, com a Liberdade de cada um? Nada.”
    ________________________
    Não seria shift + del, direto pra lixeira, em lugar de salvar e enviar?

    Mário SF Alves

    17/03/2014 - 20h25

    “Usando de subterfúgios e truques de linguagem, construiu uma “falácia de doer na retina,” acusa o desembargador, que ainda concluiu que VEJA “abusou da liberdade de imprensa.””
    ____________________________________
    Ih, abuso de liberdade imprensa, ih!

Hildermes José Medeiros

16/03/2014 - 21h27

O duro, depois de vivenciar tudo que o capital internacional arquitetou no Brasil para implantar a ditadura que perdurou por mais de anos, é aceitar esse grupo magnânimo, altruístas, amantes da Democracia e do Direito de jovens (?) advogados, quando as manifestações, todas, são no sentido de no mínimo desestabilizar o Governo, sempre contra o Governo e atacando o PT como vem acontecendo está indo para um ano. Assim como é inaceitável aceitar que os manifestantes, especialmente os black blocs não sejam remunerados, porque já se sabe que são, esses advogados claro que são pagos de alguma maneira, e não é pela Democracia,nem muito menos pelo Governo. Não dá para crer que esses advogados sejam um bando de idiotas alienados. Dá para desconfiar de que mais uma vez o capital internacional pode ser a fonte de tudo, já que não é segredo para ninguém, como mostra a mídia sua aliada, não está satisfeito nem um pouco com os governos do PT. Querem dar as diretrizes da economia, fazem críticas de toda ordem e até tirar ministro desejam. Vá vê querem ganhar ainda mais.Não é uma prática democrática montar equipes de advogados para defender todo tipo de malfeitores que estão envolvidos nessas manifestações, quando os governos são atacados por questões de políticas, e as polícias desrespeitadas e atacadas verbalmente e por ações de cunho militar pelos que convocam essas manifestações, sempre com a grande finale de depredações de bens públicos e privados, pichações e até saques e roubos, portando armas que são usadas nas manifestações, inclusive coquetéis molotov. Que problemas estão postos em nossa economia que justifiquem essas manifestações com tanta virulência, com tanta frequência? Me engana que eu gosto.

Responder

    J. Maria L. Santos

    18/03/2014 - 09h24

    “(…) quando as manifestações, todas, são no sentido de no mínimo desestabilizar o Governo (…)”

    TODAS? Poxa, tá por dentro hein? Deve ter passado horas estudando sobre TODAS as manifestações.

    “(…) esses advogados claro que são pagos de alguma maneira (…). Não dá para crer que esses advogados sejam um bando de idiotas alienados.”

    Quer dizer que você acha que fazer trabalho voluntário em prol de uma causa é ser idiota alienado? Hum… esperto você.

    “(…) Não é uma prática democrática montar equipes de advogados para defender todo tipo de malfeitores que estão envolvidos nessas manifestações (…)”

    Sabe tudo de democracia você. Inclusive conhece a nossa Constituição (que afirma que TODOS TEM DIREITO A DEFESA, como dito no texto) como ninguém.

    “Que problemas estão postos em nossa economia que justifiquem essas manifestações com tanta virulência, com tanta frequência? Me engana que eu gosto.”

    Então você também acha que essas manifestações acontecem por problemas na nossa economia? Ué, não eram pra desestabilizar o governo?

    E vc acha mesmo que não temos problemas no BRASIL como um todo que justifiquem manifestações ‘virulentas’ e frequentes? E os advogados é que são os idiotas alienados?

    J. Maria L. Santos

    18/03/2014 - 09h36

    “(…) quando as manifestações, todas, são no sentido de no mínimo desestabilizar o Governo (…)”

    TODAS? Poxa, tá por dentro hein? Deve ter passado horas estudando sobre TODAS as manifestações.

    “(…) esses advogados claro que são pagos de alguma maneira (…). Não dá para crer que esses advogados sejam um bando de idiotas alienados.”

    Quer dizer que você acha que fazer trabalho voluntário em prol de uma causa é ser idiota alienado? Hum… esperto você.

    “(…) Não é uma prática democrática montar equipes de advogados para defender todo tipo de malfeitores que estão envolvidos nessas manifestações (…)”

    Sabe tudo de democracia você. Inclusive conhece a nossa Constituição (que afirma que TODOS TEM DIREITO A DEFESA, como dito no texto) como ninguém.

    “Que problemas estão postos em nossa economia que justifiquem essas manifestações com tanta virulência, com tanta frequência? Me engana que eu gosto.”

    Então você acha TAMBÉM que essas manifestações acontecem por problemas na nossa economia? Ué, não eram pra desestabilizar o governo? E mais, você acha mesmo que não temos problemas no BRASIL como um todo que justifiquem manifestações ‘virulentas’ e frequentes? E os advogados é que são os idiotas alienados? Tá Serto!

Ceiça Araújo

16/03/2014 - 21h14

KKKKKKKKKKKKKKKK “Driblaram” a vejinha! Show de bola!

Responder

ma.rosa

16/03/2014 - 17h07

Toma “oia”(veja) se não fosse tão chata, invasora, perniciosa, etc, etc, podia ir dormir sem ter que ler a resposta dos advogados ativistas. agora que já leu, roa-se de raiva!!KKKkkkkk.
obs: me diverti muito com as respostas.

Responder

assuerum marcaccini

16/03/2014 - 16h51

Gostaria de saber se realmente tem algum jornalista que presta, lá na veja. A revista é retrógrada, mentirosa, mafiosa(lembram-se da dupla Cachoeira/Policarpo?), braço político dos partidos de direita, manipuladora, vendida, etc, etc. Portanto, é mesmo possível que algum profissional do jornalismo probo, ético e patriótico exista neste “detrito sólido da maré baixa” denominado Veja?

Responder

Alemao

16/03/2014 - 16h03

Ué, vcs por acaso notaram que eles são contra a Copa? Contra o governo Dilma?

Responder

    Leo V

    16/03/2014 - 16h40

    Não notei não. Onde eles dizem isso?

FrancoAtirador

16/03/2014 - 11h55

.
.
HABEAS CORPUS PREVENTIVO CONTRA A REVISTA VEJA

A que ponto chegamos de intimidação e constrangimento pessoal

pelo assédio moral promovido pela Mídia Corporativa Mafiosa.

Um Promotor de Justiça consagrado, pai de um advogado ativista,

telefona a Luis Nassif, pedindo o apoio do jornalista do GGN,

prevendo que o filho será caluniado no semanário dos Civita.

Uma matéria eventualmente publicada na Veja/Abril/Naspers/FOX

poderá significar o fim de uma carreira profissional, da paz

e da vida de uma família, pela destruição da honra da pessoa.

Aliás, este é principal motivo por que a maioria dos políticos

se manifesta contrário à Lei de Mídia ou se omite: por medo.
.
.
Veja prepara mais um assassinato de reputação

Por Luis Nassif, no GGN, via ContextoLivre

Recebo telefonema do promotor Roberto Tardelli.
Foi o mesmo que atuou no caso Suzane Richthofen.

Seu filho está prestes a se tornar mais uma vítima
de assassinato de reputação pela revista Veja.

Tardelli conhece os métodos da revista.

No caso Suzane, foi o único veículo
que colocou em sua boca declarações
que jamais deu, frases que jamais proferiu.

Na época, foi informado por jornalistas da própria revista
que a culpa não foi do repórter, mas do editor
que jogou as frases para dar mais molho à matéria.

O filho tornou-se alvo por fazer parte dos Advogados Ativistas,
um grupo de jovens advogados
que decidiu dar apoio jurídico a manifestantes

(www.advogadosativistas.com).

Na última manifestação em São Paulo,
apoiaram inclusive 15 jornalistas detidos.

E encaminharam a um hospital uma repórter de O Globo
que teve o braço quebrado — fato não noticiado pela mídia.

São jovens idealistas, conta Tardelli,
empenhados em melhorar o mundo, como todo jovem.

Andam de ônibus, comem sanduíches,
enquanto atravessam a fase mais bonita da vida,
a do idealismo de jovens.

Por sua atuação nas manifestações,
entraram na mira da Veja.

Tardelli foi alertado por outros jornalistas
sobre os telefonemas que a repórter da revista
deu a colegas, para buscar informações.

Foi entrevistado inclusive um advogado, policial aposentado,
que faz parte de uma das comissões da OAB-SP
e foi desautorizado pelo próprio presidente da Ordem.

Pelo relato dos jornalistas, virá matéria pesada,
criminalizando a atuação dos jovens advogados,
colocando-os como integrantes dos Black Blocs
e — pior — expondo-os a direitistas fanáticos
que hoje pululam nas redes sociais.

A família inteira aguarda com o coração na mão
o que virá amanhã da revista.

Para Tardelli, não há dúvida de que a Veja
há muito ultrapassou as fronteiras
que limitam a atuação jornalística.

(http://www.contextolivre.com.br/2014/03/veja-prepara-mais-um-assassinato-de.html)
.
.

Responder

lukas

16/03/2014 - 11h46

Fugiram das respostas, devem ter seus motivos. Quem sabe Viomundo fazendo as mesmas perguntas obtenhamos as respostas.

Responder

Araújo

16/03/2014 - 10h46

Com esses socos os olhos da Veja vai passar muito tempo sem enxergar.

Responder

    Araújo

    16/03/2014 - 10h50

    Para não interpretarem errado, falo: os olhos da Veja vão passar muito tempo sem enxergar.

    Marat

    16/03/2014 - 13h17

    Araújo, bom dia.
    É para eles sentirem como doem nos olhos tanta falácia.
    Abraços.

Marat

16/03/2014 - 00h16

Caramba… o cara é repórter ou “sparring”?

Responder

    Elias

    16/03/2014 - 11h05

    Boa essa, Marat. E com soco-inglês dentro da luva.

Deixe uma resposta