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Feministas pedem direito de resposta e que MPF investigue Globo no caso BBB

19 de janeiro de 2012 às 14h27

Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

Organizações  feministas de todo o país protocolam hoje, junto ao Ministério Público Federal, uma representação contra a Globo e  solicitam um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados pelo comportamento da emissora. Leia o comunicado enviado por Bia Barbosa da Intervozes:

Movimento feminista pede direito de resposta e que Ministério Público Federal investigue responsabilidade da Globo no caso BBB

Organizações de todo o país entendem que a emissora pode ser responsabilizada pela ocultação de fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.

A Rede Mulher e Mídia e dezenas de outras organizações signatárias vão protocolar, na manhã desta quinta-feira (19), uma representação ao Ministério Público Federal pedindo a investigação da responsabilidade da Rede Globo no caso do suposto estupro que aconteceu no programa Big Brother Brasil na madrugada do dia 15 de janeiro. O documento, direcionado à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, solicita que o MPF adende ao procedimento já instalado pelo órgão sobre a Globo a análise de outros aspectos ainda não considerados pela Procuradoria.

As organizações entendem que, além do aspecto da estigmação das mulheres, que já está sendo apurado pelo MPF, é preciso investigar a responsabilidade da emissora pela ocultação de um fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; por ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.

Na representação, as entidades signatárias relacionam uma série de ações da emissora e da direção do BBB que teriam resultado nesses questionamentos. Entre elas, a edição da cena feita no programa de domingo e as declarações do direito geral Boninho e do apresentador Pedro Bial, que transformou uma suspeita de violência sexual em “caso de amor”.

“Tal postura da emissora não apenas viola a dignidade da participante como banaliza o tratamento de uma questão séria como a violência sexual, agredindo e ofendendo todas as mulheres”, diz um trecho da representação.

O documento também destaca que, pelo áudio da conversa da participante Monique com alguém da produção do programa, vazado na internet no dia 16, fica claro que ela, até aquele momento, não tinha assistido às cenas da madrugada do dia 15. E lembra que, somente no dia 17 de janeiro – portanto, mais de 48 horas depois do ocorrido – os envolvidos foram ouvidos pela polícia e possíveis provas do crime foram recolhidas. A emissora, assim, teria violado o direito da participante saber o que tinha se passado com ela enquanto estava desacordada e prejudicado as investigações da polícia.

Por fim, as organizações do movimento feminista solicitam um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados por este comportamento da Rede Globo.

Além da Rede Mulher e Mídia, estão entre as signatárias da representação a Marcha Mundial das Mulheres, Articulação de Mulheres Brasileiras, Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras, Liga Brasileira de Lésbicas, Blogueiras Feministas e Campanha pela Ética na TV, entre diversas outras organizações de mulheres de atuação estadual e local e entidades do movimento pela democratização da comunicação.

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12 Comentários escrever comentário »

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Rejane

23/01/2012 - 19h01

.O MPF, deve exigir da Globo retratação urgente em horário nobre ,para que todo o Brasil possa ter a sua honra lavada das manchas da falta de senso moral e ético ,que tomou conta da emissora que usa de apelação para recuperar a audiência que já está cheirando à decadência e derrocada do império dos Marinhos , os arautos da Ditadura.E caso seja constatado o crime, e que a globo deve ser responsabilizada por levar ao ar um crime e não intervir para proteger a vítima,figurando como cumplice da barbaridade.O programada deve ser retirado do ar e até mesmo receber a punição de cassação, e não mais poder ser exibido no Brasil.

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Rejane

23/01/2012 - 19h00

A situação é muito séria,convida ao retrocesso das questões de gênero que as brasileiras tanto lutaram para conquistar.O corpo é inviolável,até após a morte,crime contra cadáver(vilipêndio).
O que deve ser apurado é se de fato houve o crime de estupro,quando não há consentimento do ato sexual e abuso em caso de vulnerabilidade . A vítima e o suposto autor devem ser ouvidos, juntamente com um representante da emissora global,realizando a acareação frente as filmagens que vazaram para o público.Ainda que a suposta vítima se recuse falar a verdade sob coação e suborno da emissora,o que está em jogo não é a honra da senhorita Monique,mas a dignidade e o respeito das mulheres brasileiras que foram afrontadas pela declaração de que ,"estupro é coisa de amor e que isso é lindo
"(Bial).

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Mirtes Trinta

19/01/2012 - 22h49

Com a declaração de Monique que não houve estupro, pelo menos metade da Nota caducou. Ela tem valor pela cobrança que faz da Rede Globo respeitar a função social da concessão que tem. Também a Nota nos mostra como a Globo é poderosa na arte de manipular. Enganou uma país intteiro. Ou não foi?

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Mirtes Trinta

19/01/2012 - 22h46

Todas as mobilizações para enquadrar a Rede Globo no respeito à Constituição são válidas..
Já está esclarecido que não houve estupro. A suposta vítima, Monique, já disse que não houve estupro. Ficou na parada a Rede Globo, que não quer ficar sozinha como foco de atenção nos desmandos que comete, tentanto desmentir a Monique e o Daniel. Pra mim a Rede Globo criou, induziu e insinuou a versão do estupro pra angariar audiência; quando viu que a coisa poderia ficar feia pra ela – por ser uma concessão pública, que d evez em quando ela se lembra – pra livrar a cara dela quer agora sustentar a versão do estupro pra minorar a sua barra, já que expulsou o Daniel sumariamente, sem direito à defesa..

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Cidadania

19/01/2012 - 21h26

A Rede Globo vai receber exemplares da Cosntituição Federal. E que outras emissoras acertem o passo, melhorem a progarmação e deixem de vulgarizar a imagem da mulher e de grupos sociais vulneráveis.
Respeito a imagem e a dignidade humana. É a efetivação da cidadania.

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Jairo_Beraldo

19/01/2012 - 20h38

A mulherada eu sei que tem literalmente peito para enfrentar a Zoiúda…será que o MP tem? Acharão as mulheres, no MP, um promotor com culhões para acatar e levar adiante a causa?

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    Rror

    19/01/2012 - 22h35

    Mas podemos encontrar uma promotora, nem precisa de culhões

    Jairo_Beraldo

    20/01/2012 - 02h19

    Mas ninguem entendeu…quero ver a Dilma ter culhão para defender quem a apoiou…MP tem CULHÃO para os $ dos bacanas!

Emerson

19/01/2012 - 16h07

Circula na internet que por que a vitima gemia durante o ato significaria prazer, então, pleno conscentimento do ato sexual em si, vendo e revendo as imagens pode se notar a vitima totalmente inerte sucumbida e torporosa em seu estado de embriagues profunda, sem reação física para se livrar do ato e com a sensação óbvia da penetração , mas no entanto sem significar prazer, poderia ser atá dor, sensação que só perdemos em estados de inconsciencia profunda.

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JOSE DANTAS

19/01/2012 - 15h46

Feminista ou não, o que espera daquele programa uma mulher que o assiste?
Que aquelas pessoas se comportem como se estivessem na missa, naquelas circunstâncias?
Haveria maior penalidade para a Globo se a "curiosidade" fosse substituída pela "indiferença" em relação ao BBB ou qualquer novela que explore esse tipo de coisa?
Tão querendo usar a Globo como escada e isso não é uma atitude prudente, já que a madeira pode estar bichada.
Se o objetivo for IBOPE, é bom ficar esperto porque às vezes o tiro sai pela culatra…

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Silvia Guerra

19/01/2012 - 15h43

Justa a manifestação, temos que dar um basta a esta falácia de que a "globo tudo pode". Os profissionais dessa emissora devem ser responsabilizados pelos absurdos que cometem, extrapolam a cada dia sem que não haja punições, já chega de baixar a cabeça.
Obs. Caríssima Conceição não estou conseguindo acessar o blogo do Rodrigo Vianna há dias. Poderia averiguar o que estã acontecendo, por favor?

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Xad Camomila

19/01/2012 - 15h00

É ISSO AÍ: MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!!!

Como bem lembrou o Marcelo Sakamoto, um exemplo bem sucedido de mobilização social foi o caso da retirada do programa “Tardes Quentes”, do apresentador João Kleber, da Rede TV!

Em 2005, a Justiça Federal concedeu uma liminar a uma ação civil do Ministério Público Federal de São Paulo e de seis organizações da sociedade civil contra a emissora por conta das seguidas violações aos direitos humanos, em especial dos homossexuais, no programa.

A liminar suspendia imediatamente o programa e determinava a exibição de outro, em seu lugar, em caráter de contra-propaganda. A emissora não cumpriu a liminar, por isso, no dia 14 de novembro de 2005, pela primeira vez na história, uma emissora de TV comercial teve seu sinal retirado do ar por decisão da Justiça”.

Para resolver o impasse, a Rede TV! propôs um acordo com as entidades e o MPF, levando à produção (pela sociedade civil) e à exibição da série “Direitos de Resposta“, que discutiu os direitos humanos no país, sendo considerado o primeiro “direito de resposta coletivo” concedido e realizado no Brasil. Foram 30 programas que substituíram durante um mês o “Tardes Quentes” entre 12 de dezembro de 2005 e 13 de janeiro de 2006, das 17h às 18h. 

http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/19/femin

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