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Veja: Indispensável para o neoliberalismo


10/05/2010 - 11h11

“Veja foi indispensável para construir o neoliberalismo”

Carla Luciana Silva
07.05.2010

Do Observatório do Direito à Comunicação, via Escrevinhador, do Rodrigo Vianna

A professora do curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Carla Luciana Silva passou meses dedicando-se a leitura paciente de pilhas de edições antigas da revista Veja. A análise tornou-se uma tese de doutorado, defendida na Universidade Federal Fluminense, e agora, em livro. “Veja: o indispensável partido neoliberal (1989-2002)” (Edunioeste, 2009, 258 páginas) é o registro do papel assumido pela principal revista do Grupo Abril na construção do neoliberalismo no país.

A hipótese defendida pela professora Carla é que a revista atuou como agente partidário que colaborou com a construção da hegemonia neoliberal no Brasil. Carla deixa claro que a revista não fez o trabalho sozinha, mas em consonância com outros veículos privados. Porém, teve certo protagonismo, até pelo número médio de leitores que tinha na época – 4 milhões, afirma Carla em seu livro.

“A revista teve papel privilegiado na construção de consenso em torno das práticas neoliberais ao longo de toda a década. Essas práticas abrangem o campo político, mas não se restringem a ele. Dizem respeito às técnicas de gerenciamento do capital, e à construção de uma visão de mundo necessária a essas práticas, atingindo o lado mais explícito, produtivo, mas também o lado ideológico do processo”, afirma trecho do livro.

O livro pode ser adquirido diretamente com a autora, através do email [email protected]

Sobre o título do livro, porque “indispensável”? É uma brincadeira com o slogan da Veja ou reflete a importância da revista para o avanço do neoliberalismo no Brasil?
O título é uma alusão ao slogan da revista e ao mesmo tempo nos lembra que ela foi um sujeito político importante na construção do neoliberalismo. A grande imprensa brasileira foi indispensável para que o neoliberalismo tenha sido construído da forma que o foi. A Veja diz ser indispensável para o país que queremos ser. A pergunta é: quem está incluído nesse “nós” oculto? A classe trabalhadora é que não.

Quais os interesses defendidos por Veja?
Os interesses são os dominantes como um todo, mais especificamente os da burguesia financeira e dos anunciantes multinacionais. Em que pese o discurso de defesa da liberdade de expressão articulado à publicidade, o que importa pra revista são os interesses em torno da reprodução capitalista. A revista busca se mostrar como independente, o que se daria através de sua verba publicitária. É fato que a revista tem uma verba invejável, mas isso não a transforma no Quarto Poder, que vigiaria os demais de forma neutra. Ao mesmo tempo em que ela é portadora de interesses sociais, faz parte da sociedade, a sua vigilância é totalmente delimitada pela conjuntura e correlação de forças específica. O exemplo mais claro são as denúncias de corrupção e forma ambígua com que Veja tratou o governo Collor, o que discuto detidamente no livro.

Isso significa defender atores e grupos específicos? E, ao longo dos anos, estes atores mudam?
Essa pergunta é mais difícil de responder, requer uma leitura atenta, a cada momento histórico especifico. A revista não é por definição, governista [no período estudado]. Ela é defensora de programas de ação. No período analisado (1989-2002), sua ação esteve muito próxima do programa do Fórum Nacional [www.forumnacional.org.br] de João Paulo dos Reis Velloso. Ela busca convencer não apenas seus leitores comuns, mas a sociedade política como um todo e também os gerentes capitalistas.

E que relação Veja estabelece com grupos estrangeiros?
Essa é outra pergunta que requer atenção e mais estudos. O Grupo Abril não é um grupo “nacional”. Suas empresas têm participação direta de capital e administração estrangeira. Primeiro, é importante ter claro que o Grupo Abril não se restringe a suas publicações. A editora se divide em várias empresas, sendo que a Abril é majoritariamente propriedade do grupo Naspers, dono do Buscapé [site de comparação de preços] e de empresas espalhadas pelo mundo todo, da Rússia à Tailândia. Essa luta pela abertura de capital [no setor das comunicações] foi permanente ao longo dos anos 1990 e a Abril foi o primeiro grande conglomerado [de comunicação] brasileiro a abrir seu capital legalmente. É bom lembrar que o grupo tem investido bastante também na área da educação, e por isso a privatização do ensino continua sendo uma meta a atingir.

Aconteceram várias edições do “Fórum Nacional” no período em que faz sua análise. Por que Veja defendeu com tanto afinco as resoluções, especialmente econômicas, saídas desse Fórum?
O Fórum Nacional tem vários títulos. Eles [os integrantes do Fórum] foram se colocando ao longo dos anos, desde 1988, como intelectuais que pensam o Brasil e defendem programas de ação – as formas específicas de construção de um projeto sócio-econômico, que mudaram ao longo dessas duas décadas. Não existe um vínculo orgânico da revista com o Fórum, ao menos não o comprovamos, mas existe uma afinidade de programa de ação. A tentativa de reforma da Constituição em 1993 foi um bom exemplo, conforme desenvolvo no livro.

No livro, você aponta que a Veja “comprou” as idéias no Fórum Nacional, transformando-as numa verdadeira cartilha econômica para salvar o Brasil no começo dos anos 90. Quais seriam os principais tópicos desta “cartilha”?
O Fórum Nacional surgiu em 1988 como uma forma de organizar o pensamento e ação dominante. Ele se constituiu um verdadeiro aparelho privado de hegemonia, buscando apontar caminhos para a forma da hegemonia nos anos 1990. E existe até hoje, fazendo o mesmo. Portanto, ele não é apenas uma fórmula econômica, mas de economia política. Tratou de temas relevantes como “modernidade e pobreza”, “Plano Real”, “Segurança”, “estratégia industrial”, “política internacional”, sempre trazendo intelectuais considerados “top” do pensamento hegemônico para ver, a partir de suas pesquisas, quais caminhos deveriam ser seguidos, não apenas pelos governos, mas também pela sociedade política, ditando os rumos da economia.

Essa “cartilha” econômica foi atualizada? Você se recorda de alguma campanha recente em que a revista tenha tomado a frente?
A atualização é constante, mas não é uma cartilha. O Fórum e a revista são independentes um do outro, ao que parece, não há um vinculo orgânico. Mas Veja assumiu várias campanhas, sendo a principal delas a manutenção do programa econômico de Fernando Henrique durante todo o governo Lula. A blindagem feita ao presidente Lula da Silva foi imensa, especialmente se compararmos com o que foi feito do caso do mensalão ao que ocorreu no governo Fernando Collor. O que explica isso parece ser claramente a política econômica [de FHC e reproduzida por Lula] que garantiu lucros enormes aos bancos e a livre circulação de capitais, além de outras políticas complementares.

Qual foi a importância da revista para a corrente neoliberal desde Collor? Dá para mensurar?
Foi muito importante, mas não dá pra mensurar. É importante que tenhamos claro que o neoliberalismo não é uma cartilha, por mais que se baseie em documentos como o Consenso de Washington, por exemplo. Ele não foi “aplicado”. Foi construído como projeto de hegemonia desde os anos 1980. A grande imprensa participou da efetivação de padrões de consenso fundamentais: as privatizações, o ataque ao serviço público, a suposta falência do Estado. É importante olharmos hoje, pós crise de 2008, para ver que muitos desses preceitos são defendidos como saída da crise.

Qual a importância de Veja para as privatizações?
Difícil medir dessa forma. Posso falar da importância das privatizações para Veja: elas precisavam acontecer de qualquer forma. E isso era um compromisso com o projeto que representava e com os seus interesses capitalistas específicos, do Grupo Abril. É bom lembrar que a criação de consenso em torno desse ideal foi importante para que o grupo pudesse abrir seu capital oficialmente ao capital externo.

Veja deixa de ser neoliberal para ser neoconservadora? Digamos assim, amplia sua atuação do debate econômico, fundamental à implantação do neoliberalismo, e passar a fazer campanhas também em outras pautas conservadoras?
Não vejo essa distinção. Neoliberalismo foi um projeto de hegemonia, uma forma de estabelecer consenso em torno de práticas sociais específicas. A forma do capitalismo imperialista, portanto, não se restringe à economia. A política conservadora sempre esteve presente no neoliberalismo, haja visto a experiência de [Ronald] Reagan [presidente dos Estados Unidos] e [Margareth] Thatcher [primeira-ministra da Grã-Bretanha], a destruição do movimento sindical, a imposição do chamado pensamento único. Por esse caminho chegou-se a dizer que a história tinha acabado e que a luta de classes não fazia mais sentido. Os movimentos sociais foram duramente reprimidos e, além disso, se buscou construir consenso em torno de sua falência, o que foi acompanhado pelo transformismo dos principais partidos de esquerda, especialmente no Brasil. O que vemos hoje é a continuidade dessa política. Os dados dos movimentos sociais denunciam permanentemente o quanto tem aumentado a sua criminalização ao passo que os incentivos ao grande capital do agrobusiness só aumenta.

Existem diferenças muito contundentes entre a Veja de 89, a de 2002 e a de hoje?
Há diferenças claro. Havia, em 1989, um grau um pouco mais elevado de compromisso com notícias, com investigações jornalísticas, o que parece ter se perdido totalmente ao longo dos anos. A revista se tornou uma difusora de propagandas, tanto de governos como de produtos (basta ver as capas sobre Viagra ou cirurgias plásticas).

Já nos primeiros capítulos do livro, você chama atenção para o fato de Veja ser muito didática e panfletária quanto ao liberalismo. Ela deixou de fazer apologia ao neoliberalismo de maneira tão clara?
Teria que analisar mais detidamente. Essa é uma coisa importante: sentar e ler detidamente, semanas a fio, pra podermos concluir de forma mais segura a posição da revista.

Em algum momento do período analisado a revista foi muito atacada por alguma cobertura específica?
Sim, a revista teve embates, especialmente com a IstoÉ e, posteriormente, com a Carta Capital. Essas revistas talvez tenham ajudado a tirar uma ou outra assinatura de Veja em conjunturas especiais. O caso Collor não é simples como parece. A revista Veja fazia campanha nas capas mostrando o movimento das ruas e dentro do editorial ia dizendo que o governo deveria ser mantido em nome da governabilidade. Foi quando isso se tornou insustentável que ela defendeu a renuncia do presidente (e não o impeachment). Mas depois, construiu uma bela campanha publicitária. A Abril colocou luzes verde amarela em seus prédios, lançou boton comemorativo, pra construir memória, dizer que foi ela que derrubou o Collor. O importante é a gente perceber que não é esse o movimento mais importante. O importante é a gente ter instrumentos contra hegemônicos que nos permitam construir uma visão efetivamente critica do que está acontecendo. É importante ressaltar que ela [Veja] sempre fala como se fosse a porta-voz dos interesses da nação, do país, da sociedade, e como se não fosse ela portadora de interesses de classe.

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32 comentários

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Moacir

11 de maio de 2010 às 15h01

Azenha:
Só não entendi uma coisa: a Veja teria "blindado" o Lula no caso do mensalão porque ele "reproduziu" a política do FHC. Então, para Veja, Lula é neoliberal, um aliado? Acho que a professora não leu direito as edições da revista daquela época – muito menos as atuais. A Veja tem ódio do Lula e de todo o campo em torno dele, exatamente porque ele representa o OPOSTO da política do FHC, não sua repetição ou reedição. E se achasse que tanto faz o PT ou o PSDB nao estaria tão engajada na campanha do Serra. Esta crítica de que o Lula "reproduziu" políticas neoliberais já ficou antiga. Quantas empresas o Lula privatizou? Nenhuma. O juros da época do FHC eram 42% (!!!!) E agora? São 9%. Petrobrás durante o FHC: ia mudar de nome. Com Lula: uma das principais empresas do Mundo. Saúde financeira do Brasil: FHC, quebramos tres vezes. Lula: emprestamos dinheiro para o FMI. E por ai vai. Assim, não consigo ver como a política econômica do Lula pode ser considerada "igual" à do FHC. E, mais ainda, nao consigo entender de onde a Profa. Carla tirou a tese de que a Veja "blindou" o Lula, seja porque razão for. É a mais pura viagem.

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    Cíntia Fiorotti

    12 de maio de 2010 às 01h02

    Gostei da entrevista Carla, muito boa e clara.

Marat

11 de maio de 2010 às 02h14

Parabéns a professora. Ler aquilo ali é um porre de vinho barato… Agora, creio que ela deverá consultar um psicólogo e um psiquiatra, para despoluir a mente.

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carlos costacurta

11 de maio de 2010 às 01h30

Azenha,
Está dificil. Os comentaristas continuam jogando conversa fora entre eles. Isso é ruim para o blog. Fica um bando de desocupados….Só falta aparecer o Milton Friedman, por que o Hayek já apareceu. Nenhum comentário substantivo sobre o trabalho da moça lá do interiorzão do Brasil. Parece até coisa preconceituosa. Não é o foco do seu blog. Desse jeito vai acabar no Nosferatu só para sacanear esses seus chegados: Latorre, Glecio,Hayek,etc,etc.
Atc.

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blogdobello

11 de maio de 2010 às 00h47

Lembro que na faculdade essa revista era obrigatória, caia na prova.

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O Brasileiro

10 de maio de 2010 às 23h41

A revista Veja não resiste a dez minutos de leitura por um leitor bem informado!

Responder

Marcelo Fraga

10 de maio de 2010 às 22h24

Veja indispensável para o neoliberalismo? RÁ!
O neoliberalismo é ruim, mas não tanto assim. hahaha

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Klaus

10 de maio de 2010 às 21h36

Os comentaristas daqui antes de lerem qualquer post já sabem o querem ler e se por acaso sai um pouco do querem ler caem de pau, seja o Chico, seja Ciro ou uma tese.

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duarte

10 de maio de 2010 às 16h36

Pois é, neste estudo criterioso podemos concluir que trabalhador que assina veja é um otário. A revista foi feita para as elites americanas e brasileiras.

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francisco.latorre

10 de maio de 2010 às 19h12

relíquias do século vinte.

foram.

..

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Viktor

10 de maio de 2010 às 16h00

Por isso cancelei minha assinatura desta revista em 1996. Na época, esses conceitos de neoliberalismo ainda não eram muito claros pra mim, mas percebia a defesa da revista de ideologias que não me agradavam. E também parecia o “Diário Oficial do FHC”. Então, solicitei o cancelamento.

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Marcio Gaspar

10 de maio de 2010 às 18h28

A Veja Blindando o Lula? hhahahhaha me engana que eu gosto.

Responder

    EdiSilva

    10 de maio de 2010 às 20h32

    Foi aí que eu parei de ler. Não tem base.

    João

    11 de maio de 2010 às 14h48

    O discurso de alguns pretensos "radicais" continua a bater na mesma, de que o governo Lula é neoliberal. Aí, para confirmar esta tese, dizem que a Veja está "blindando" o Lula. Infelizmente, assumem o discurso da direita de que não há diferenças entre candidatos. Mas, os 30 milhões que saíram da pobreza e entraram na classe média podem discordar…

André

10 de maio de 2010 às 17h30

Nos supermercados perto da minha casa, a revista Óia é a única não embalada e tem lugares até com estandes exclusivos nas entradas. Aproveito para dar uma olhada enquanto estou na fila do caixa e só, no que sou repetido por muitos.
Verdade seja dita, tornou-se uma revista refém de si mesma, em uma espiral viciosa – serve para fazer lobby e para uma classe média que ainda não entende o Brasil (felizmente está diminuindo). A Abril parece estar buscando outras fontes de renda (contratos com o governo de São Paulo, por exemplo) e deixa a Óia como arma estratégica nas mãos de bons perdigueiros e a serviço de quem bancar – se fosse apenas pelo lado econômico, estaria na direção da Newsweek.

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dukrai

10 de maio de 2010 às 17h28

"Mas Veja assumiu várias campanhas, sendo a principal delas a manutenção do programa econômico de Fernando Henrique durante todo o governo Lula. A BLINDAGEM FEITA AO PRESIDENTE LULA DA SILVA FOI IMENSA, especialmente SE COMPARAMOS COM O QUE FOI FEITO DO CASO DO MENSALÃO AO QUE OCORRREU NO GOVERNO FERNANDO COLLOR. O que explica isso parece ser claramente a política econômica [de FHC e reproduzida por Lula] que garantiu lucros enormes aos bancos e a livre circulação de capitais, além de outras políticas complementares." (maiúsculas minhas)
(sétima pergunta)

"O caso Collor não é simples como parece. A REVISTA VEJA FAZIA CAMPANHA NAS CAPAS MOSTRANDO O MOVIMENTO DAS RUAS E DENTRO DO EDITORIAL IA DIZENDO QUE O GOVERNO DEVERIA SER MANTIDO EM NOME DA GOVERNABILIDADE. Foi quando isso se tornou insustentável que ela defendeu a renuncia do presidente (e não o impeachment). Mas depois, construiu uma bela campanha publicitária. A Abril colocou luzes verde amarela em seus prédios, lançou boton comemorativo, pra construir memória, dizer que foi ela que derrubou o Collor."
(última pergunta)

eu não vou ler a inVeja por nada no mundo, aquilo dá azia e gastrite crônica, mas estou vendo, além do masoquismo da autora, algumas contradições. Ela afirma que a inVeja fez uma blindagem do Lula no caso do mensalão e mesmo assim a popularidade do Lulinha foi bater nos 28%, empatando com FHC. Se foi blindagem, eu não sei e quem quiser que confira as fontes da autora, mas não segurou um traque.
Afirma aí que, ao contrário de Lula, o Collor que ficou sem a proteção da inVeja, mas se desdiz quando na última pergunta diz que a inVeja defendeu Collor em nome da governabilidade e só no finalzinho pulou alegre e feliz quando ele foi defenestrado.
Pode ser até a redação deixe margens de dúvida ou mesmo eu não tenha entendido direito, mas o que importa é que a pesquisa foi atropelada pela desmoralização da inVeja e a destruição do seu pretenso papel de porta voz do neoliberalismo e do conservadorismo e simplesmente substituido pela troca de favores com grupo político tucano-paulistano. Ou não terá sido este o papel da inVeja desde sempre, afinal, negócios são negócios, amigos, e ideologia, à parte.

Responder

    Carlos

    10 de maio de 2010 às 18h05

    Boas as observações… Há muitos e muitos e muitos anos que não leio aquilo, daí perguntar: Lula foi blindado?

    "popularidade do Lulinha foi bater nos 28%"
    Vinte e oito por cento? Quando?

    Carlos

    10 de maio de 2010 às 18h12

    Se a política econômica foi/é a" mesma", como explicar resultados tão diferentes?

    Augusto

    11 de maio de 2010 às 02h30

    não seria por que a conjuntura era totalmente diferente da grande parte do governo Lula?

    Carlos

    11 de maio de 2010 às 16h08

    Se houvesse mantido a política econômica de FHC, Brasil teria conseguido enfrentar a crise de 2008-2009?

    dukrai

    10 de maio de 2010 às 22h15

    São Gugou:
    "…conforme o Datafolha. Na primeira pesquisa da série, em março de 2003, ele teve 43% de "bom" e "ótimo" e 10% de "ruim" e "péssimo", um saldo positivo de 33 pontos. No momento mais crítico para o governo (dezembro de 2005, auge da ofensiva do "Mensalão"), estes números passaram para 29% e 28%, um saldo de apenas 1 ponto positivo." http://lucianosiqueira.blogspot.com/2008/03/lula-

    Carlos

    11 de maio de 2010 às 16h11

    Datafolha, é?
    Se os números eram assim tão desastrosos para o governo, por que, então, não levaram adiante o golpe?

    Anderson

    10 de maio de 2010 às 18h16

    Ela disse que a Veja estava blindando o Lula? Imagina se não blindasse.

    Ramon

    10 de maio de 2010 às 22h06

    Vocês estão estranhando por ela dizer que a Veja estava blindando o Lula. Sem levar em conta que a coitadinha passou um tempo enorme lendo as revistas de vários anos, ninguém faz isto sem ficar com alguma sequela tadinha… Peguem leve com a menina. O Ministério da Saúde não coloca nenhuma advertência na capa, da nisso.

Leider_Lincoln

10 de maio de 2010 às 16h06

Depois que demitiram o Graeff os trols sumiram. Uma pena: queria mesmo ler algum comentário em que o Ubaldo tentasse desqualificar a Professora Doutora Carla Luciana Silva… Essa sim uma heroína: ler lixo por meses seguidos é de embrulhar o estômago…

Responder

    Anderson

    10 de maio de 2010 às 18h11

    Vinte anos lendo a Veja, seu estômago deve ser de aço.

    francisco.latorre

    10 de maio de 2010 às 21h35

    o balde furado parece que foi demitido mesmo..

    seu comentário sobre bomba atômica deu chabu.

    a provocação desencadeou um movimento pró-bomba que incomodou o patrãozinho amerikano.

    aí o ned-cia limou o tonto.

    gol contra.. foi demais.

    ..

Anderson

10 de maio de 2010 às 15h06

Veja o esgoto a céu aberto. Nas melhores bancas, e de graça para funcionários do Governo do Estado de São Paulo.

Responder

Milton Hayek

10 de maio de 2010 às 14h41

0/05/2010 – 10:58
A crise europeia, por Bresser-Pereira
Da Folha
A natureza da crise na Europa

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

"………..Se o problema fosse apenas do setor público, o socorro financeiro e uma política dura de ajuste fiscal resolveriam a questão. Sendo do país, necessita da depreciação cambial que não podem realizar.

A União Europeia controla os deficit públicos, não controla os deficit em conta-corrente. Os jornais não publicam dados sobre esse deficit porque não os recebem dos economistas. Esses não os informam porque a teoria econômica ortodoxa pressupõe que o setor privado é equilibrado pelo mercado: é o chamado “princípio de Lawson”, associado ao ministro das Finanças de Margaret Thatcher, Nigel Lawson".

"………….Neste momento, os ortodoxos dirão que o BCE não pode entrar no jogo porque estaria criando dinheiro ao socorrer os países, mas foi exatamente isso o que fez o Federal Reserve na Crise Global, sem causar inflação. Agora o BCE precisará criar dinheiro para salvar os países, ou melhor, novamente os bancos, porque foram eles que emprestaram".

Responder

Milton Hayek

10 de maio de 2010 às 14h39

A professora,certamente,deve conhecer essa tese de 2003:

INSTITUTOS LIBERAIS E NEOLIBERALISMO NO BRASIL DA NOVA REPÚBLICA
http://www.fee.tche.br/sitefee/download/teses/tes

Responder

igor

10 de maio de 2010 às 14h31

Leu na Veja?
Azar o seu.

Responder

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