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Serra: Prisioneiros da democracia


15/03/2010 - 23h32

Prisioneiros da democracia

Sejamos todos cativos da democracia. É a única prisão que presta tributo à liberdade. Repudiemos a sugestão de que menos democracia pode implicar mais justiça social

José SerraO Estado de S.Paulo

O Brasil comemora hoje os 25 anos da Nova República. Isso quer dizer que celebra um quarto de século de estabilidade política e de plena vigência do Estado de Direito, o mais longo período da fase republicana com essas características. Na primeira década da restauração da normalidade institucional, a democracia de massas firmou-se e afirmou-se no bojo da nova Constituição. E isso se deu apesar da morte do presidente eleito Tancredo Neves, da superinflação, do sufoco externo e do impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960.

A partir da estabilidade de preços conquistada pelo Plano Real, a credibilidade externa foi sendo reconquistada, nosso setor produtivo tornou-se mais competitivo interna e externamente, as fronteiras do comércio se expandiram e, acima de tudo, deflagrou-se um processo cumulativo de acesso das camadas mais pobres a um nível mínimo de bem-estar social. E essa mudança não caiu, como diria alguém, da árvore dos acontecimentos. Foi uma construção.

Durante muito tempo, a imagem do Brasil como o país do futuro foi para nós uma bênção e uma condenação. Se ela nos ajudava a manter a esperança de que um dia transformaríamos nosso extraordinário potencial em felicidade vivida, também nos condenava a certo conformismo, que empurrava, sempre para mais tarde, os esforços e sacrifícios necessários para a superação de limites. Durante um bom tempo, o gigante que um dia acordaria serviu mais à má poesia do que à boa política. E tivemos de dar o primeiro passo, aquele que, pode-se dizer agora, decorridos 25 anos, foi um ato de fato inaugural. E não que a fronteira tenha sido rompida sem oposições de todos os lados.

Certo convencionalismo pretende que a história dos povos se dê numa alternância mecânica de ruptura e acomodação; a primeira engendraria mudanças que acelerariam a história, conduzindo a um patamar superior de civilização; a segunda concentraria as forças da conservação ou mesmo do reacionarismo, sendo fonte de perpetuação de injustiças.

A nossa história de país livre não endossa esse mecanicismo. Sucedendo à monarquia constitucional, a República entrou em colapso em menos de 40 anos. Somente nos anos 90 tivemos o primeiro presidente — Fernando Henrique Cardoso — que, eleito pelo voto universal, transmitiu o poder a um presidente igualmente escolhido em eleições livres e que concluiu seu mandato. Em pouco mais de um século de República, o Brasil teve dois presidentes constitucionais depostos, um que se suicidou para evitar a deposição, um que renunciou e outro que foi afastado de acordo com as disposições da Constituição — no período, o país experimentou duas ditaduras: a do Estado Novo e a militar.

Como se nota, experimentamos mais rupturas do que propriamente acomodação — e boa parte delas não pode ser considerada um bem. Enquanto aquele futuro mítico nos aguardava, as irresoluções foram se acumulando. Quando o Brasil, na década de 80, se reencontrou com a democracia, era visto como uma das sociedades mais desiguais do planeta, com uma dívida externa inadministrável, uma economia desordenada e uma moeda que incorporara a inflação como um dado da paisagem.

A Nova República teve a coragem da conciliação sem, no entanto, ceder nem mesmo os anéis ao arbítrio. E isso só foi possível porque o povo brasileiro não se deixou iludir pela miragem de uma mudança por meio da força. Entre a democracia e a justiça social, escolhemos os dois. Nem aceitamos que a necessidade da ordem nos impedisse de ver as óbvias injustiças nem permitimos que, para corrigi-las, fossem solapadas as bases da liberdade. O povo ficou ao lado das lideranças que tiveram a clarividência de escolher a transição negociada. Aqueles eventos traumáticos que marcaram os 10 primeiros anos da Nova República não chegaram nem sequer a arranhar a Constituição. Ao contrário: curamos as dores decorrentes da democracia com mais democracia; seguimos Tocqueville e respondemos aos desafios da liberdade com mais liberdade.

Essa vitória da mudança gradual sobre as ilusões da ruptura não se fez sem lutas. Milhões de brasileiros foram para as ruas, em ordem e sem provocações, exigir o voto popular direto para a Presidência e para todos os cargos eletivos. O movimento das Diretas-Já não foi imediatamente vitorioso, mas mostrou sua legitimidade e levou setores que apoiavam o “antigo regime” a perceber que uma nova ordem estava nascendo: a ordem democrática.

Assistimos à Constituinte, às eleições diretas e à plena restauração da soberania popular. Esse tripé da consolidação democrática, com seus corolários — alternância no poder e transição pacífica –, são a base institucional que distingue o Brasil do presente daquele da fase da instabilidade. Foi a crença nesses valores que nos permitiu superar a ilusão de soluções radicais e imediatistas. A democracia, tornada um valor inegociável, permitiu que os sucessivos governos pudessem aprender com os erros de seus antecessores e os seus próprios, corrigindo-os, o que concorre para o aperfeiçoamento das políticas públicas.

Não foram erros pequenos nem triviais. Alguns foram monumentais, como o confisco da poupança e a tentação, de um cesarismo doidivanas, de acabar com a inflação “num só golpe”, confiscando a poupança popular. A democracia que nos permitia errar de modo fragoroso também nos permitiu um acerto histórico: a implementação, nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique, do Plano Real. Ele nasce, sem dúvida, de uma engenharia econômica ímpar, de um rigor técnico até então desconhecido no Brasil nos planos de estabilização, mas acredito que uma das razões de seu sucesso nunca foi suficientemente considerada: ele foi amplamente negociado com a sociedade, com um razoável período de transição entre os dois regimes monetários. Mais uma vez, o gradualismo mostrava a sua sabedoria.

A inflação não morreu com um golpe. Ela morreria com inteligência e democracia.

O significativo avanço das condições sociais e a redução do nível de pobreza no Brasil, hoje exaltados em várias línguas, só se deram por conta de políticas que foram se aperfeiçoando ao longo de duas décadas, como a universalização do Funrural, os ganhos reais no salário mínimo e os programas de transferência de renda para famílias em situação de extrema pobreza. O atual governo resolveu reforçar essas políticas quando percebeu que “inovações” como o Fome Zero e o Primeiro Emprego fracassaram. Também é um dado da realidade que as balizas da estabilidade, cuja régua e compasso são o Plano Real, foram mantidas (mais no primeiro do que no segundo mandato).

O crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar não são manifestações divinas. Não estão garantidos por alguma ordem superior, a que estamos necessariamente destinados. Existem em função das escolhas que fazemos. Sou muito otimista sobre as possibilidades do Brasil. Se, antes, parecíamos condenados a ter um futuro inalcançável, hoje já se pode dizer que temos até um passado bastante virtuoso. Mas é preciso cercar as margens de erro para que continuemos num ciclo virtuoso. Dados recentes divulgados pelo IBGE demonstram que voltamos a ter um déficit externo preocupante e que a taxa de investimento está bem abaixo do desejável — especialmente no caso do setor público — para assegurar no futuro a expansão necessária da economia e do consumo. Afinal, os desafios que o Brasil tem pela frente ainda são imensos.

Com a Nova República, o Brasil fez a sua escolha pela democracia e pelo Estado de Direito. É essa a experiência que temos de levar adiante, sem experimentalismos e invencionices institucionais. Porque foi ela que nos ensinou as virtudes da responsabilidade — inclusive a fiscal. Fazemos, sim, a nossa história; fazemos as nossas escolhas, mas elas só são virtuosas dentro de um desenho institucional estável.

Sejamos todos cativos da democracia. É a única prisão que presta seu tributo à liberdade. Assim, repudiemos a simples sugestão de que menos democracia pode, em certo sentido, implicar mais justiça social. Trata-se apenas de uma fantasia de espíritos totalitários. Povos levados a fazer essa escolha acabam ficando sem a democracia e sem a justiça.



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22 comentários

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Sidnei Brito

20 de março de 2010 às 02h14

Bem legal ouvir o Serra falar de democracia.
Bem que ele poderia levar um papo sobre o assunto com o repórter da TV Brasil que "ousou" fazer-lhe perguntas sobre falta de água em São Paulo.
Espero, também, que aquele senhor carinhosamente chamado de "energúmeno" em manifestação no interior do estado tenha lido o texto, só para aprender o que realmente é democracia.
Próximo passo: artigo de um padre falando de sexo.

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francisco.latorre

17 de março de 2010 às 02h33

olha a confissão…

se soltarem o careca… adeus democracia.

só a democracia segura o napoleão da moóca.

segurança máxima nele.

serra o democrata…

quá quá…

o sujeito é autocrata no último grau. beira a patologia.

serra o democrata.

trash movie.

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Daniel

17 de março de 2010 às 02h14

É! Fico feliz em ler os comentários acima e perceber que nesse país tem muitos iguais e/ou mais inteligentes que eu. Que não caen nessa ladainha que o senhor "Zé Careca" (gostei dessa!) apresentou! Não quero dizer que sou fã incondicional da Sra Dilma e nem que ela já tenha o meu voto! Deixemos que apresente seu plano de governo pra que julguemos plausível e merecedor de confiança. Uma coisa é certa: Eu certamente não contribuirei para que nosso país volte à era "tucano", se não a Dilma, esperamos ao menos te uma boa opção!

Parabéns a todos!

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Davi dos santos

16 de março de 2010 às 20h32

Olá Azenha, li o artigo do Zé Alagão publicado no jornalão da direita e pude perceber que é mais um grito de desespero, um pedido de socorro devido a concreta posssibilidade de ser derrotado em mais uma elição. O Zé Carequinha simplesmente não sabe lidar com o sucesso nacional e internacional do governo Lula.. Agora tenta convencer a opinião publica de o Plano Real é a base do desenvolvimento economico do Brasil. nem mesmo a mais analfabeto brasileiro acredita asneira.

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Cama-de-Gato

16 de março de 2010 às 19h37

Ele aproveitou também estes dias de molho em casa para terminar um livrão de mais de 500 páginas, ainda sem título, em que faz um balanço do governo Lula. Certo de que os rumos da campanha em São Paulo terão forte influência da eleição presidencial, o candidato do PT bota fé no seu taco, apesar do histórico conservadorismo deste Estado, onde Lula jamais ganhou uma eleição, mesmo quando foi duas vezes eleito presidente.__Em São Paulo, ao contrário do que ocorre no plano nacional, na qual o governador José Serra entrará. ____

Responder

Laet

16 de março de 2010 às 15h49

O Santander pretende promover mais um tiro no pé do PIG.

Trata-se da promoção "Vote num careca e leve Dois"!!!

No domingo quem comprar a Folha (argh!) leva o Estadão (ugh!), e vice-versa!!!

Será muito bom o leitor destes jornais comparar os editoriais e mentiras, digo, notícias dos dois principais tablóides do PIG. E quem ainda compra jornal por teimosia poderá trocar 6 por meia-dúzia. Mas para bem da verdade ele vai trocar o PIG mais sujo, pelo PIG menos sujo. Ou então descobrir que a melhor Democracia não é a que prende, mas a que Liberta (entendeu sr. Serra!?) e assim criar o hábito de buscar informações em outras fontes.

Responder

    Piá

    16 de março de 2010 às 17h59

    "No domingo quem comprar a Folha (argh!) leva o Estadão (ugh!), e vice-versa!!! "
    .
    Chegaram a esse ponto, é?

    Laet

    17 de março de 2010 às 00h32

    Correção da notícia: Na verdade a ação ocorrerá na terça feira para os assinantes dos jornais.

    http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.ex

    "Santander “junta” Folha e Estadão em nova ação – Estratégia criada pela Talent une concorrentes históricos para ilustrar cultura colaborativa"

    francisco.latorre

    17 de março de 2010 às 02h23

    santander é o ambrosiano 2… o novo banco do vaticano.

    santander é opusdei. millenarista convicto.

    boicote ao banco golpista.

    foi expulso da venezuela. manobrava abertamente.

    agora é com a gente…

    boicote aos patrocinadores do golpe.

    feroz boicote.

    querem guerra. terão guerra.

Tarcisio

16 de março de 2010 às 15h58

Azenha,
Historinha velha: Em 89 o PIG criou o caçador de marajás. Agora vai recriar o caçador dos anti-democracia?

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kaka_Ben_Clio

16 de março de 2010 às 15h22

Sempre que leio alguma "novidade" vinda da oposição, não sei porque, mas me lembro do programa do Sérgio Malandro e a POrta dos Desesperados.

E aquele irritante…há! Pegadinha do Malandro!!

Responder

Antonio Barros

16 de março de 2010 às 14h59

Continuando…

Nada mais contrário à própria ideia de democracia (que implica na continuidade no diálogo, na possibilidade dialógica de um concerto de ideias, sem vistas a um "fim da história"), do que essa visão monumentalista e hegeliana da história democrática brasileira, esboçada pelo José Serra. Isso soa tão velho como dizer que o Império Português é o último império da face da terra, herdeiro legítimo do Império Romano. Serra cai na cilada retórica que ele, indiretamente, procura apontar no atual governo. Isso sem falar na total falta de clareza entre o que é democracia e o que é economia…

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Antonio Barros

16 de março de 2010 às 14h58

O texto de José Serra é um lamentável encômio não à democracia propriamente dita, mas sim ao Plano Real. Todo esse "desencavamento" da história brasileira é colocado numa ordem causal que aponta apenas para o epígono da história, a concretização do "espírito absoluto" hegeliano: a "brilhante" ideia do Plano Real. Tudo o que veio antes foi uma radicalização da mudança — seja a loucura do Estado Novo, seja o plano desvairado do Presidente Collor etc.; e tudo o que veio depois foi apenas a continuidade, em expansão horizontal, do ápice da história brasileira, o Plano Real, na opinião de Serra.

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francisco.latorre

16 de março de 2010 às 13h36

seis comentários até agora?…

é… eu também não precisei ler pra não gostar… urgh…

tragam a estaca de madeira… rápido…

Responder

Paulo

16 de março de 2010 às 13h34

Arend Lijphart em seu livro Modelos de Democracia (analisa comparativamente 36 países) não coloca o Brasil entre democracias (interessante golpe nesses nosso "25 anos"). Há um mito sobre a democracia que ainda precisa ser bem analisada. Uma das coisas que mais me impressiona é se por toda a culpa do caos econômico que vivemos nos tempos dos governos militares. Comparativamente ele ficaram no poder o mesmo tempo que temos agora de democracia. Será que eles eram tão superiores assim para que nesses 25 anos de democracia as mudanças não pudessem ocorrer? Ou será que o problema não era os governos militares?

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Marcos T.

16 de março de 2010 às 13h06

Coitado, o sujeito está tão desligado da realidade que nem sabe que o eleitor brasileiro é extremamente pragmático. Ele pode espernear à vontade sobre uma "ameaça à democracia" representada pela Dilma, mas isso cai por terra no primeiro debate que ele travar com ela.

Esse discursinho da Guerra Fria, cheirando a mofo, só tem eco numa "elite" burra e parasita que queria é ela mesma poder solapar a democracia, eliminando intermediários.

Responder

gabriel

16 de março de 2010 às 11h00

Putz…. "seguimos Tocqueville e respondemos aos desafios da liberdade com mais liberdade" Esse Serra nunca leu Tocqueville… que coisa mais descabida é elogiar a democracia de massas e depois dizer que é um seguidor de Tocqueville!

Bravata! Ou uma coisa ou outra!

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Serra, no Estadão: Fumaça e espelhos | ESTADO ANARQUISTA

16 de março de 2010 às 07h46

[…] Eu entendo perfeitamente o dilema do governador José Serra. Como candidato da oposição, ele precisa convencer o eleitorado de que chegou a hora de mudar. Mas não muito, para não espantar os 80% que aprovam o governo Lula. Isso vai obrigá-lo ao contorcionismo verbal que se viu no recente artigo de Serra em defesa da democracia publicado no Estadão, que está aqui. […]

Responder

Gerson Carneiro

16 de março de 2010 às 07h41

Xiiiiii… essa estratégia está tão manjada! Recordo me que há 20 anos o Collor criou os "Marajás", em seguida se apresentou como "O caçador de Marajás".

Responder

Rafael Frederico

16 de março de 2010 às 03h57

Sobre o plano real:
"uma das razões de seu sucesso nunca foi suficientemente considerada: ele foi amplamente negociado com a sociedade"

Que diz da promessa de campanha de estabilização do real, quebrada no primeiro mês depois do início do segundo mandato de FHC? A transparência que vende só aparece quando os fatos são minuciosamente selecionados, e as frases milimetricamente construídas.

O mais interessante, apesar de já não impressionar, é a capacidade do ilustre candidato de tornar convincente aspectos quase inexistentes, ou nesse caso de simplesmente ignorar aquilo que não convém. É bem capaz que todo o texto não apresente uma inconsistência factual sequer, mas a demagogia grita das entrelinhas.

Que diz de sua última declaração, onde condena a "simples sugestão" de ataque à democracia, como se essa sugestão não tivesse surgido da boca de seus próprios jornalistas de bolso? Como se fosse obra de Lula, que entra na história sem nem ser citado. A relação final fica por conta do leitor: se a oposição vem condenar com tanta convicção esse viés autoritário, ele deve estar presente naquele a quem ela se opõe, não?

Talvez o primeiro golpe, e como tal pode revelar muito da estratégia que virá. No desespero das pesquisas futuras, inevitavelmente acompanhadas da queda livre demotucana, a oposição pode se agarrar a essa última alternativa de debate. Junto da grande mídia, ainda mais desesperada, viria a tentativa de contrução da imagem de Dilma ditadora. O sensacionalismo usual, a extrapolação de acusações infundadas, e, quando tudo mais falhar, vem a fatídica pergunta, que já foi ao ar em rede nacional: "E os militares? Onde estão os militares?"

É um cenário exagerado, mas acho pertinente lembrar de todas as possiblidades. Afinal, apesar do discurso de que já se foi o tempo das ditaduras latinoamericanas, Honduras deu no que deu.

Responder

O Brasileiro

16 de março de 2010 às 03h49

É quase insuportável ver tanta hipocrisia escrita em menos de uma página.
E quanto aos erros que não foram pequenos e nem triviais, por que o inescrupuloso José Serra não citou as privatizações, das quais foi artífice?
E o desmantelamento do serviço público, importante para a justiça social?
Por que Serra não diz que era contra a equipe econômica que criou o plano Real?
Contra fatos, não há argumentos.

P.S.: Que alternância democrática existe em São Paulo, se desde 1994 os tucano-demos governam o estado mais rico do país? Ali não fizeram o mínimo por justiça social!

Responder

edy aquino

16 de março de 2010 às 02h52

oi azenha , gostei muito do novo site , só tem uma coisa que nao gostei , pois eu costumava navegar pelo link dos poste mais recentes que ficava no parte de cima do site , cliclava lá e aparecia os ultimos 10 poste , agora só acessa 3 , como faço pra ver todos os poste do dia ??

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