
Rogério Maestri, no GGN, sugerido por Gustavo Santos
O voluntarismo do governo Lula deixou simplesmente o governo federal sem o mínimo de proteção e contra espionagem. Enquanto Lula gozava de uma popularidade invejável a qualquer governo, todo e qualquer vazamento de informações era inócuo, pois a popularidade superava tudo.
Atualmente o que se vê que a Presidência da República está mais ou menos como era o ditado do passado, era como mulher traída, a última a saber.
No início do governo Lula deveria ter sido feito um sistema de informações que fizesse exatamente o que um sistema republicano de informações deve fazer ao governo, informar com exatidão o que está se passando para que este se antecipe aos fatos.
Como a esquerda geralmente foi vítima dos sistemas de informação, que no caso não eram republicanos, pois além de informar praticavam atos contra a leis existentes na época (atenção em nenhum momento prisões arbitrárias, tortura e assassinatos estavam previstos em alguma lei!). A esquerda ficou com urticária alérgica quando escutam a palavra sistema de informações, porém eles esquecem que agora eles são governo e que passaram a ser vítimas do outro lado, de agências de espionagem internacionais, e vazamentos internos de informações.
O Brasil é uma das maiores economias do mundo e sendo assim qualquer país estará ávido de saber informações privilegiadas, assim como transmitirão para seus aliados internos de ocasião estas informações, assim como há sistemas externos organizados para obter informações no Brasil, há sistemas internos, talvez não tão organizados, com o objetivo de além de obter informações planejar ações de desestabilização do governo Federal.
Apesar deste cenário óbvio, se vê que a cada movimento interno que procura levar o governo a impasses, jamais o governo Federal se antecipou a nada.
Para que possamos entrar na comunidade das grandes nações devemos ter um mínimo de sigilo nos atos do governo assim como uma proteção aos mesmos.
Achar que a Polícia Federal pode agir para fazer isto é de uma ingenuidade cavalar, um sistema de informações não é montado a partir de concursados públicos que devem mostrar que conhecem as leis e sabem escrever um bom português.
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Um sistema de informações deve ter como base a lealdade e a possibilidade de punir os traidores.
No Brasil só há uma instituição que permitiria estas duas coisas, as Forças Armadas, lembre-se que os militares são julgados por tribunais militares e atos de traição e insubordinação são rapidamente punidos.
Mas aí que está o problema, Lula no lugar de citar que quem defende o governo é em última instância são as Forças Armadas, cita o exército do MST como uma defesa, ou seja, uma grande idiotice.
Se há uma boa quantidade de militares superiores envolvidos com o passado, há também muitos elementos republicanos e nacionalistas que deveriam ser escolhidos a dedo para montar um sistema de informações.
Fica uma gracinha a cada dois anos o Wikileaks informar ao mundo que os telefones da presidência da república, do ministro da defesa são sistematicamente violados por um país estrangeiro. O problema não é um país estrangeiro espionar estes telefones, o problema é estes telefones não estarem codificados. Como nos dias atuais as ligações telefônicas são digitais é algo extremamente simples colocar uma criptografia de dupla chave em alguns telefones dos ministros mais importantes e torná-los completamente invisíveis para quem intercepta às ligações. Isto é uma tecnologia que poderia ser desenvolvida em institutos militares como o ITA ou o IME.
Também, dentro da lei o Estado brasileiro poderia criar uma rede de informantes para informar a Presidência da República de fatos que estão se criando, isto pode ser feito dentro da normalidade constitucional pois o Estado tem a obrigação de saber de coisas que podem trazer problemas a nação.
Ou seja, o governo do PT tem que se dar conta que não é mais oposição e que o lema utilizado em passeatas como, O Povo te defende, é um pouco relativo, a medida que este próprio povo está sendo atacado por atos de pessoas nada republicanas e democráticas.
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