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Robert Fisk: O fim de Assad pode estar próximo


31/07/2011 - 22h35

Ditadores árabes seguram-se… mas até quando?

30/7/2011, Robert Fisk, The Independent, UK

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

Embora se saiba que vive mudando de direção conforme sopre o vento, Walid Jumblatt começou a fazer comentários pessimistas sobre a Síria.

O líder druso, chefe do Partido Socialista Progressista do Líbano, ‘senhor-da-guerra’, foi quem sugeriu que dever-se-ia esquecer o Tribunal Especial da ONU e as investigações sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, em nome de defender “mais a estabilidade que a justiça”. Ouviu urros de ira de Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro, que atualmente perambula pelo mundo para ficar bem longe do Líbano – o que é compreensível, porque teme ser também assassinado –, enquanto a Irmã Síria cala-se para o oriente. Agora, Jumblatt anda dizendo que há forças na Síria que impedem qualquer reforma.

Parece que “alguns” no regime do Partido Baath não querem ver traduzidas em ação as promessas de reforma que o presidente Bashar al-Assad tem feito. Soldados não devem atirar contra civis. Jumblatt diz que a lição da Noruega é útil também para o regime sírio; o mundo árabe não deixou de anotar que as sandices que Anders Breivik distribuía pela internet incluíam a exigência de que os árabes deixassem para sempre a Cisjordânia e Gaza.

Esse seu correspondente para o Oriente Médio não está prometendo nada, talvez, talvez, nada é garantido, mas é possível que esteja próximo – e como detesto esse clichê –, para a Síria, o ponto de não-retorno. 100 mil pessoas (no mínimo) nas ruas de Homs; há notícias de deserções entre os soldados da academia militar síria. Um trem inteiro descarrilado – por agentes “sabotadores” segundo autoridades sírias; pelo próprio governo, segundo os manifestantes que exigem o fim do governo do partido Baath. E tiroteios à noite, em Damasco. Assad ainda estará contando com que medos sectários mantenham o apoio que a minoria alawita e os cristãos e os drusos ainda lhe dão? Manifestantes dizem que seus líderes estão sendo assassinados por pistoleiros do governo; que centenas de manifestantes, talvez milhares, foram presos. Será verdade? Será mentira?

O braço sírio é longo. Em Sidon, cinco soldados italianos da ONU foram feridos, depois que Berlusconi uniu-se à União Europeia e condenou a Síria. Depois, Sarkozy uniu-se à mesma condenação e – bang! – cinco soldados franceses foram feridos na mesma cidade, essa semana. Bomba sofisticada. Todos desconfiam da Síria, mas, com certeza, nada se sabe. A Síria tem apoiadores entre os palestinos do campo Ein el-Helweh em Sidon.

E, então, Hassan Nasrallah do Hezbollah anuncia que seus militantes vão dar proteção e cobertura aos campos libaneses submarinos de petróleo ainda não prospectados: o perigo é Israel. São 550 milhas quadradas de águas mediterrâneas ao largo de Tiro – e não se sabe sequer, com certeza, se são águas territoriais libanesas. Aí há, claramente, motivo para mais uma guerra.

E, lá no Egito, o velho ex-presidente irá a julgamento com seus filhos Gamal e Alaa Mubarak, na 4ª-feira, além de outros dos favoritos da corte de Hosni Mubarak. Os ministros da Justiça e da Inteligência, hoje, são antigos auxiliares de Mubarak: permanecem, pois, no poder. O que significa isso? Os velhos Mubarakistas seguram-se? Os sauditas ofereceram milhões ao exército egípcio para que Mubarak não fosse julgado – muitos querem condená-lo à morte; o exército gostaria de executá-lo hoje mesmo. E enquanto isso, os sauditas dão tudo que podem para defender o Bahrain e outros potentados do Oriente Médio. Estão preparados para deixar Gaddafi ser derrubado (Gaddafi tentou assassinar o rei, vezes demais). Os sauditas ainda não entenderam qual a posição de Obama em relação à Síria – desconfio que Obama, tampouco. Mas o presidente dos EUA deve estar contentíssimo por não ter soldados norte-americanos no Líbano, nas tropas de paz da ONU. Todos sabemos o que aconteceu com o último pelotão de norte-americanos que lá esteve (1983, na base dos Marines, 241 mortos, um suicida-bomba, a maior explosão que o mundo ouviu desde Nagasaki).

“Foram obrigados a levar Mubarak a julgamento” – disse-me um jornalista egípcio, semana passada. “A rua incendiaria o país, se não fosse levado a julgamento”. Promete ser o julgamento do século no Egito (o Independent lá estará).

O que me leva de volta ao nosso velho amigo Gaddafi, o ditador árabe que não combina exatamente com os demais déspotas. Nesse momento, o mundo político na Líbia é enxame de Kerenskys. – Os Aliados não terem vencido a guerra para os Russos Brancos contra os Bolcheviques depois do conflito 1914-18 acorda alguns fantasmas infelizes que bem farão se assombrarem hoje os também tão infelizes quanto cobertos de medalhas comandantes da OTAN. (Deveriam estudar, na biblioteca da OTAN, o envolvimento de Churchill.)

De fato, o fracasso dos ‘rebeldes’ líbios parece mais semelhante à exaustão de Sharif Hussain depois de capturar Mecca, em 1916; foram necessárias armas de Lawrence e dos britânicos (e muito dinheiro e muitos coturnos em terra) para por em pé novamente o herói, para enfrentar os turcos. Infelizmente, não há Sharif Hussain na Líbia. Assim sendo, porque, diabos, os britânicos nos metemos naquela loucura? (Desconsidero, nesse raciocínio, os assassinatos e confusão geral em Benghazi nas últimas 48 horas.) Teria sido para proteger civis em Benghazi? Há quem acredite que sim. Mas… por que, então, Sarkozy atacou primeiro?

O professor Peter Dale Scott da Universidade da Califórnia em Berkeley tem opinião formada: Gaddafi estava trabalhando para criar uma “União Africana” apoiada na moeda do Banco Central da Líbia e em suas próprias reservas em ouro; se fizesse o que planejava fazer, a França perderia a extraordinária influência financeira que sempre teve em suas principais ex-colônias da África Central.

O muito divulgado plano de Obama, de impor sanções à Líbia – confiscar dinheiro do “Coronel Gaddafi, seus filhos e sua família e dos principais membros de seu governo” – ajudou a ocultar a parte das sanções que confiscaram também “todas as propriedades e investimentos do Governo da Líbia e do Banco Central da Líbia”.

No subsolo do Banco Central, em Trípoli, há, em ouro e moedas, 20 bilhões de libras, guardadas para implantar três projetos da federação centro-africana.

E já que estamos nesse tema, examinemos rapidamente uma guerra de ingleses no Afeganistão. Eis o que escreveu uma comissão que investigou a participação (e já quase completa derrota) dos britânicos, naquela guerra: “Nosso objeto (…) é auxiliar nossos concidadãos a entender as vias pelas quais foram envolvidos numa guerra contra a nação afegã e o que tenham a declarar, sobre o sentido dessa guerra, os autores. Não apenas o governo não consultou o Parlamento nem houve qualquer comunicação àquele corpo político de qualquer mudança na política britânica que nos levasse a envolver-nos naquele conflito, mas, além disso, quando o governo foi interrogado sobre suas razões, respondeu por vias oblíquas, respostas construídas para nada informar e desviar a atenção do Parlamento. De fato, assim aconteceu: o governo conseguiu enganar até os mais atilados funcionários e especialistas e, através deles, toda a nação.” A citação lá está, no relatório final da investigação, pelo Parlamento britânico, da Segunda Guerra do Afeganistão. A data? 1879.





25 comentários

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Zé Fake

02 de agosto de 2011 às 20h16

Enquanto reclamam do que Bashar Assad supostamente¹ faz na Síria, os novos cruzados americanos e os velhos cruzados europeus estão lá bombardeando a Líbia diariamente.

¹ Supostamente, porque mesmo sendo Síria uma ditadura, é meio difícil levar a sério a mídia ocidental, como sabemos muito bem aqui no Brasil.

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    Bucaneiro

    03 de agosto de 2011 às 09h10

    É verdade, tinha esquecido que quando se trata de países anti-EUA qualquer notícia negativa é invenção do PIG…

    Zé Fake

    03 de agosto de 2011 às 10h18

    Com certeza. Vide o caso das "armas de destruição em massa" do Saddam Hussein.

    Beto_W

    03 de agosto de 2011 às 15h06

    Caro Zé Fake, o discurso das armas de Saddam foi inventado pelo famigerado Bush, e abraçado pela mídia ocidental, realmente. Mas isso não quer dizer que tudo de negativo a respeito de países anti-americanos seja mentira. O povão sempre sofreu na Síria, e a dinastia Assad sempre levou o país com mão de ferro. Tem um vídeo chocante aqui [ https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/leoveimro… ]

    Nisrine

    04 de agosto de 2011 às 14h07

    é verdade, conheço muitos sírios, e as notícias que vem de lá, desmentem totalmente o que a mídia transmite. Tudo isso só ajuda Israel e EUA a derrubar o Hezbollah, um dos únicos movimentos que tem real intenção de ajudar os árabes, mas que todos chamam de terrorista.

Jade

02 de agosto de 2011 às 15h36

O assassino e ditador hereditário da Síria já matou mais de 1600 patrícios e não tem nenhum um só pseudo esquerdista que fala em genocídio do povo sírio.
Mas… quando Israel matou 1200 palestinos de gaza choviam comentários com visível ranço e preconceitos.
Onde estão os "indignados" com a desumanidade do exército Israelenese? Ninguem se manifesta? Quero ouvir soarem os bumbos contra o genocídio dos Sírios!!!

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Genghis Khan

02 de agosto de 2011 às 12h04

Robert Fisk, embora um excelente articulista, não é o dono da razão. Por isso, menos. Bem menos. Não adianta alguns aqui ficaram batendo palminha. O buraco é bem mais embaixo. Os EUA estão quebrados, ainda não perceberam?? Eles não podem se dar ao luxo de entrar em mais uma guerra. Mesmo porque, a Síria não é o afeganistão. Menos, sr. Nélson. Bem menos, sr. Marcelo.

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Genghis Khan

02 de agosto de 2011 às 11h56

Os árabes foram e continuam sendo roubados, na maior cara dura, desde a criação do estado de Israel. E os árabes é que são o problema. Realmente, meu avô já dizia, com a sabedoria dos seus mais de 80 anos: 'meu filho, é melhor ouvir bobagem do que ser surdo.

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Genghis Khan

02 de agosto de 2011 às 11h55

Robert Fisk, embora um excelente articulista, não é o dono da razão. Por isso, menos. Bem menos. Não adianta alguns aqui ficaram batendo palminha. O buraco é bem mais embaixo. Os EUA estão quebrados, ainda não perceberam?? Eles não podem se dar ao luxo de entrar em mais uma guerra. Mesmo porque, a Síria não é o afeganistão. Menos, sr. Nélson. Bem menos, sr. Marcelo.
P.S. Quando os EUA quebrarem de vez, eu quero ver onde vai parar o nariz empinadinho dos que se acham os escolhidos e donos do mundo.

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Zé Fake

02 de agosto de 2011 às 10h34

É, fim de Assad está próximo, assim como o de Gadafi, não é mesmo ? Quem viver verá…

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Carlos Dib

01 de agosto de 2011 às 19h40

Estou começanda a acreditar que esta tal de "primavera Árabe"é uma grande armação do Mossad,da Cia e do M16.O que estes movimentos ajudaram a população Árabe-NADA,Mudar a imagem dos ÁRABES perante o chamado mundo Ocidental,mudou muito pouco.Ruim por ruim prefiro os lideres que Árabes que são chamados de Ditadores,sem falar que a população ÁRABE vai ficar espostas aos vício Sionistas como o tráfico de drogas,pornografia e a prostituição.

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    Jade

    03 de agosto de 2011 às 19h03

    Carlos Dib, você já está ouvindo vozes e vendo vultos?

Willian Brazil

01 de agosto de 2011 às 19h03

Agora todos podem confirmar que a verdadeira ameaça a paz naquela região, nunca foi Israel, mas sim os próprios Árabes/Muçulmanos, que se matam covardemente todos os dias a mais de 1.000 anos

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    Paulo Rodrigues

    01 de agosto de 2011 às 20h28

    Nossa que SITE RACISTA,só pode ser de um sujeito colonizado chamado "WILLIAN BRAZIL",de ONDE veio,dos EEUU,DE ISRAEL OU DO MÍDIA SEM MÁSCARA..
    Primeiramente nem todo Árabe é Muçulmano,muitos Árabes são Cristãos, e o número de Mulçumanos no Mundo esta em torno de um bilhâo e Quinhentos milhôes de pessoas,cerca de 25% da população Mundial se cada um deles fosse um Homem Bomba que estrago haveria no Mundo.

Honestino Batista

01 de agosto de 2011 às 18h49

Vejam o que Sarkozy fez: Reconheceu os rebeldes como Governo verdadeiros e entregou aos mesmo os fundos (dinheiro) do povo Líbio, tudo com o intuíto de apossar das riquezas de um povo. É um cara de pau este Sarkozy!

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    Bonifa

    02 de agosto de 2011 às 12h33

    Sarkozy andava de braços dados com Kadafi às vésperas de sua guerra particular contra a Líbia. Ia até vender uma usina atômica à Líbia. De repente, no bojo das críticas que recebeu por apoiar o ditador da Tunísia, começou a falar mal de Kadafi. Kadafi se irritou e declarou que Sarkozy, antes de falar mal dele, deveria se lembrar de que foi eleito graças a sua (dele, Kadafi) doação de dinheiro (ilegal, pelas leis francesas) para a campanha de Sarkozy. Sarkozy ficou tomado de fúria. Nas reuniões de lideranças européias, os jornalistas alemães escreveram com ironia que Sarkozy estava em ataque pessoal contra Kadafi e parecia disposto a estrangulá-lo com as próprias mãos. Sarkozi conseguiu, graças a tamanho protagonismo, que toda a imprensa francesa esquecesse o que Kadafi falou sobre sua campanha eleitoral. Entrou em cena o "filósofo" midiático Bernard Henry Levy, israelo-franco-argelino, que fez um meio de campo entre lideranças oposionistas líbias no exílio e em Benghazi e o Parlamento Europeu, convencendo, juntamente com Sarkozi, a Europa a desferir os ataques contra a Líbia. Os EUA vieram também por gravidade (ficam loucos para entrar em qualquer guerra), mas logo se afastaram. A ONU foi tomada de surpresa, autorizou uma coisa e os atacantes multiplicaram esta coisa por mil. E o resto já se sabe como foi. Pau puro, pirataria e selvageria prá todo lado. Entre os argumentos de Sarkozy para mover a guerra, há um célebre grito que deu numa reunião de cúpula: "Eles querem destruir o sistema financeiro mundial!" Referia-se à criação da moeda africana que Kadafi patrocinava, o dinar de ouro, o qual, evidentemente, não iria destruir nada e talvez até fosse muito bom para o Ocidente.

Bonifa

01 de agosto de 2011 às 17h30

Demorou, mas o furacão árabe chegou a Israel:
Israel: Um movimento sem precedentes por mais Estado de Bem Estar Social

150 000 pessoas marcham no centro de Tel Aviv contra as dificuldades de vida e as desigualdades sociais. Mal caiu a noite, começaram a surgir manifestantes de todas as vilas do interior. 150 000 empregados municipais entraram em greve. Em Jerusalém as manifestações se repetiram. Florence Heyman, historiadora do Centro de Estudos Franco-israelenses, afirma que o governo corre o risco de ser derrubado não por problemas geopolíticos mas sim por problemas sociais. http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2011/

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Marcelo Silber

01 de agosto de 2011 às 13h29

Caros Amigos
Ha cerca de 5 meses atras, nos primórdios da revolta (primavera árabe) li um lamentável artigo no " Vi O Mundo" escrito por um jornalista sórdido, a soldo de " Bob Filho" (Bashar Assad). Resumidamente,o citado "articulista" dizia que o regime de Assad nâo corria maiores riscos, por duas razões:
-Era popular na rua árabe
-Era "inimigo" do Estado de Israel
Obviamente foi apoiado pela imensa maioria dos leitores-articulistas do blog
Como sempre, o tempo é o senhor da razão…

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    Bonifa

    01 de agosto de 2011 às 17h36

    Estas coisas são assim. Vão e voltam, negam-se e renegam-se, o importante é sempre trazer tudo o que pareça valer a pena para o centro do debate. E não se ficar achando que é dono da razão, esperando o "fim" (não existe fim) da história para passar carão nos outros.

    Carlos Dib

    01 de agosto de 2011 às 20h46

    Na minha opinião estes diálogos entre Árabes e Israelenses é maior HIPOCRISIA,principalmente este movimento Sionista Paz Agora cujos membros não diferem muito dos atuais governantes de Israel.
    Na minha opinião,sem querer ser o dono exclusivo da verdade,que vai resolver a guerra entre Árabes e Judeus será a História,o lado vencedor eu não tenho a mínima ideia de quem será,poís eu nou sou Profeta e nem pertenço ao "povo escolhido".

Substantivo Plural » Blog Archive » Ditadores árabes seguram-se… mas até quando?

01 de agosto de 2011 às 09h38

[…] Robert Fisk The Independent, UK – NO VI O MUNDO Tradução do Coletivo da Vila […]

Responder

Elizabeth

01 de agosto de 2011 às 02h48

Eita!!!!! "ajudou a ocultar a parte das sanções que confiscaram também todas as propriedades e investimentos do Governo da Líbia e do Banco Central da Líbia”.
No subsolo do Banco Central, em Trípoli, há, em ouro e moedas, 20 bilhões de libras, guardadas para implantar três projetos da federação centro-africana."
.
Isto que é GOLPE!!!

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Elizabeth

01 de agosto de 2011 às 02h30

Gosto muito de ler a Robert Fisk! Dá-nos outra visão do mundo árabe!! Bem diferente do que lemos na mídia do Brasil! E diz as coisas com uma contundência de fatos… Ajuda termos consciência do que de “real” acontece no mundo árabe e oriente médio!

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    NELSON NISENBAUM

    01 de agosto de 2011 às 12h09

    E tem gente que ainda sustenta que Israel é o problema daquela região.,..

    Carlos Dib

    01 de agosto de 2011 às 20h36

    Já que o problema são os Árabes Sr. Nelson o que o senhor sugere,uma solução Final para o povo Árabe?


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