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Ricardo Melo: Ateu, graças a deus


12/01/2015 - 13h11

inquisição - morte aos hereges

Durante quase 700 anos, a Inquisição católica espalhou o terror pelo mundo, torturando e matando judeus, muçulmanos, bruxas, gays ou quem se atrevesse a pensar diferente

Ateu, graças a deus

Ricardo Melo, na Folha de S. Paulo

A barbárie estampada na chacina parisiense suscita inúmeras questões. O ponto de partida: sob nenhum ponto de vista é possível justificar o ataque dos fanáticos contra a Redação do Charlie Hebdo. Agiram como facínoras, quaisquer que tenham sido suas motivações. Não merecem nenhum tipo de comiseração. Invocar atenuantes é renunciar aos (poucos) avanços que a civilização humana proporcionou até agora.

“A religião é o ópio do povo”, diz uma frase de velhos pensadores. Permanece verdadeira até hoje. Qual a diferença entre as Cruzadas, a Inquisição e o jihadismo atual? Nenhuma na essência. Tanto uns como outros usaram, e usam, a religião como justificativa para atrocidades desmedidas.

Tanto uns como outros servem a interesses que não têm nada a ver com o progresso da civilização e a solidariedade humana. Todos glorificam o sofrimento como bênção maior, em nome de um além cheio de felicidade e redenção. Se você é pobre, está abençoado. Se você é rico, dê uns trocados no semáforo para conquistar o passaporte para o céu.

Com base em conceitos simplórios como estes, milhões e milhões de homens e mulheres são amestrados para se conformar com a exploração, as injustiças e o sofrimento cotidiano. Sejam cristãos, islamitas ou evangélicos. Por trás dessa retórica, sempre haverá um califa, um Paul Marcinkus, um bispo evangélico, um papa pronto para amealhar os benefícios do rebanho obediente.

A figura de deus, em minúscula mesmo, é recorrente em praticamente todas as religiões. Com nomes diferenciados, ajudou a massacrar islamitas, montar alianças com o nazismo e dar suporte a ditaduras mundo afora. Na outra ponta, serviu, e serve, de “salvo conduto” para desequilibrados assassinarem jornalistas, cartunistas ou inocentes anônimos numa lanchonete ou ponto de ônibus.

Um minuto de racionalidade basta para destruir estes dogmas. A Igreja Católica combate a camisinha quando milhões de africanos morrem como insetos por causa da Aids. Muçulmanos fundamentalistas aceitam estupros como “adultério” e subjugam as mulheres como seres inferiores em nome de Maomé.

Certo que, paradoxalmente, o obscurantismo religioso algumas vezes serviu de combustível para mudanças sociais. Khomeini, no Irã, é um exemplo, embora o resultado final não seja exatamente promissor. Já a primavera árabe atolou num inverno sem fim. Hosni Mubarak, ditador de papel passado, recentemente foi absolvido de todos os seus crimes contra o povo do Egito. Os milhões que se reuniram na praça Tahrir para denunciar o autoritarismo em manifestações memoráveis repentinamente viraram réus. Tão triste quanto isso é saber que a grande maioria deles conforma-se com o destino cruel. “É o desejo do profeta”, em minúscula mesmo.

A história registra à exaustão a aliança espúria entre religiosos e um sistema que privilegia desigualdade e opressão. O Estado Islâmico foi armado até os dentes por nações “democráticas”. Bin Laden e sua seita de fanáticos receberam durante muito tempo o apoio da CIA. Hitler, Mussolini e sua gangue mereceram a complacência do Vaticano em momentos cruciais. Binyamin Netanyahu, o algoz dos palestinos e carrasco da Faixa de Gaza, posou de humanitário numa manifestação em Paris contra o “terror”.

Respeitar credos é uma coisa; nada contra a tolerância diante das crenças de cada um. Mas, sem tocar na ferida da idiotia religiosa como anteparo para interesses bem materiais, o drama de Charlie Hebdo será apenas a antessala de novos massacres abomináveis.

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Outro lado: Charlie Hebdo promove a islamofobia

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36 comentários

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Luiz Fonseca

14 de janeiro de 2015 às 06h54

Bem se vê que você não conheceu Éder Jofre, para dizer que Cassius Clay foi o mais elegante pugilista. Sempre o que é gringo é melhor, não é mesmo?

Responder

José Souza

13 de janeiro de 2015 às 17h25

Sobre religião, o melhor texto que conheço é de autoria de Fausto Wolff e foi publicado em 05/08/2005 no Jornal do Brasil sob o título: O Homem e Deus. Sugiro a leitura e, depois, tirem suas conclusões.

Responder

JURIDICO

13 de janeiro de 2015 às 15h21

nao adianta o “MEU DEUS E MELHOR QUE O SEU” origem de todos os males da terra aos animais humanos

Responder

Luís CPPrudente

13 de janeiro de 2015 às 13h58

Ateu, graças a deus.

Não foi nenhum deus que criou os homens, foram os homens que criaram os deuses.

Responder

    leo

    13 de janeiro de 2015 às 15h37

    Deus não é uma filosofia que está sob discussão humana. Deus é Deus e acredita nEle quem tem fé. E, repito enfaticamente, nada justifica ou explica os atos contra seres humanos, conforme o ocorrido na França, muito menos o fato de acreditar no Criador.

    É certo que, ao invés de o homem utilizar a religião para se religar a Deus, ele a emprega como instrumento de dominação. Essa deturpação, contudo, não pode ser um pretexto para defender o inexistência de Deus ou atacar a crença de bilhões de pessoas. Na verdade, tal deturpação é que deve ser combatida da mesma forma como o fez Jesus Cristo em relação aos fariseus, conforme bem descrito no capítulo 23 do Evangelho de Mateus:

    “…não façais o que eles fazem, porquanto não praticam o que ensinam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens. No entanto, eles próprios não se dispõem a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que realizam tem como alvo serem observados pelas pessoas”.

    ROCHA NETO

    13 de janeiro de 2015 às 16h11

    Quando a palavra DEUS, o conceito DEUS foi criado? Foi criado para qual DEUS? Deus Monoteísta ou Politeísta? Senhores, esse conceito DEUS é mais antigo do que os vários Deuses existes hoje. Algum esperto, disse esse nome, esse conceito, irá servir para a minha religião e somente para a minha religião. E foi assim. Hoje, a maioria das pessoas dizem que acreditam em Deus. Quando se pede a definição, o conceito, geralmente, dizem um conceito cristão. É este, o conceito que foi criado antes de Cristo? Não. Foi ocidentalizado, para servir ao Deus Cristão, Católico. E antes como eram os nomes dos vários Deuses? Já imaginaram o conceito de um Deus de uma sociedade que nunca teve contato com a civilização cristã? pode ser diferente? Se for diferente, para a religião cristã, este Deus não salva, pois somente o Deus cristão tem este poder. Eis, aí a fonte de um dogma? Por isso, que cristão leva a palavra do seu Deus a todas as criaturas. Para que tenham a graça de conhecer o verdadeiro Deus. O Deus cristão, que tem poder sobre todas as coisas. Somente ele. Que criou a Terra, Planetas, Galaxias, Universos e, tudo. Até o pobre rato que escreve e o que lê. É ou não é muita neura?

    Leo

    14 de janeiro de 2015 às 11h59

    Neura é fazer todas essas perguntas e não achar respostas, mesmo que usando para isto a ciência ou sabedoria humana. E quando não há respostas, a coisa mais fácil a se fazer é escolher ser ateu, mesmo diante de toda a grandeza da criação.

    Saibam de uma coisa: para ser ateu é preciso ter muita fé.

    Eu tenho fé em Jesus Cristo e não posso ser penalizado por isso, muito menos censurado ou agredido. Da mesma forma, não posso violentar de maneira nenhuma as pessoas a fim de que sigam aquilo em que acredito. Contudo, quem, além dEle, poderia ter dito as seguintes palavras, mesmo sabendo do intenso sofrimento por que passaria brevemente?

    “Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. […] E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo”.

Andre

13 de janeiro de 2015 às 12h12

Entrevista com Karl Marx no Chicago Tribune em 1878:

“Atribui-se ao senhor, como a seus partidários Dr.Marx, toda sorte de propósitos incendiários contra a religião. Com certeza, o senhor veria com prazer a eliminção radical desse sistema?
Karl Marx – Não ignoramos que é insensato tomar medidas violentas contra a religião. Segundo nossas concepções, a religião desaparecerá a medida que o socialismo se fortalecer. A evolução social vai, infalivelmente, favorecer esse desaparecimento, no qual cabe a educação um papel importante”.

Por aí se vê que a crítica racional à religião (‘a educação tem um papel importante’) é uma postura socialista – pelo menos de um dos muitos grupos sociailistas – já a proibição (“tomar medidas violentas”) não interessa e nem favorece os socialistas. Fica a pergunta: a quem interessa ‘tomar medidas violentas’ contra a religião (qualquer religião) e impedir a critica racional(dizendo que essa é desrespeito, blasfêmia, etc)???

Responder

MANREL

13 de janeiro de 2015 às 11h37

Em todas as regiões do mundo existe um Cacique e um feiticeiro, um pra dominar, outro pra manipular, amansar o povo, assim como:
No ocidente: Jesus
No oriente Médio : Maomé
Na África ; OGUM
Na Ásia: Buda
No Amazonas: TUPÃ.
Na Grécia, só D E U S, sabe.
Na Globo?

Responder

idris

13 de janeiro de 2015 às 11h25

Inquisição era tribunal laico !!! Nao catolico !!! Mentira da maçoneria que eles nao sao ateus…!!! Pra aqueles que sabem falar françês, ler Marion Sigaut..

Responder

henrique de oliveira

13 de janeiro de 2015 às 11h11

Para mim esse atentado tem como principal motivação , instigar o ódio contra os muçulmanos , e deve ser orquestrados pelos israelenses tudo leva para o mossad , ou vocês acham que terroristas bem treinados saem de casa para cometer um atentado com documentos no bolso?
É israel querendo mais uma vez se sair de coitado, depois que afetarem bem o Islã sera a vez dos cristãos , é questão de tempo.

Responder

yacov

13 de janeiro de 2015 às 11h09

O Ateísmo é um humanismo.

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Fernando

13 de janeiro de 2015 às 10h49

Lamentável essa cruzada contra a religião.

As pessoas gostam de assistir futebol, fazer compras e rezar.

Qual o problema disso?

Responder

    Luís CPPrudente

    13 de janeiro de 2015 às 14h08

    Nenhum problema, as pessoas podem continuar assistindo seu futebolzinho, assistindo sua missa, culto, sessão de mesa redonda (ou quadrada ou triangular) ou praticando um bom despacho. Além de fazer compras.

    Defendemos a liberdade de religião, cada um tem a religião que quer (ou que é imposta pelos costumes), no entanto, todas essas religiões não passam de ópio, de fuga, de buscar o porto seguro no que não existe, pois é imaginário.

Daniel

13 de janeiro de 2015 às 09h32

“Religião é o ópio do povo”

Não vejo como ser mais direto e claro do que isso ao falar de religiões em geral.

Responder

Leo

13 de janeiro de 2015 às 01h22

As pessoas são muito infelizes ao vincular Deus aos erros humanos cometidos no âmbito das religiões. E, por isso, acreditam que ser ateu é a solução para todos os problemas. Ora, não foi a toa que Jesus Cristo chamou os fariseus e escribas de hipócritas e Ele mesmo condenou o proselitismo.

Senhores e senhoras, estamos diante de um atentado à liberdade de expressão. Desde que não haja violação dos direitos e das garantias individuais, não há outra classificação que possa ser dada aos incidentes ocorridos na França no dia 7 de janeiro de 2015. E os jornalistas, por sua vez, não podem limitar suas atuações a ameaças de morte, pois, senão, os profissionais do Rio de Janeiro deveriam interromper por completo a cobertura que fazem da criminalidade fluminense.

Como já disse em outra oportunidade, não posso ser leviano e expor pouco mais que três pessoas como causadoras originais de toda essa barbárie. No mundo, pelo menos, temos quatro fundamentalismos: o cristão, reforçado pelo Destino Manifesto; o nazista, cujo principal garoto-propaganda foi Hitler; o socialista, concebido com base nas ideias de Marx; e o islâmico, difundido a partir do século XX. Todos eles, sem exceção, prenderam, torturaram e mataram e, ainda que um tenha sido a consequência do outro, não podemos esquecer de que o único ingrediente racional para todas essas barbáries é a natureza humana.

Por outro lado, escarnecer da religião alheia é uma escolha essencialmente individual e que, particularmente, não aprovo. Ainda assim, nada explica e muito menos justifica o assassinato de seres humanos, a não ser que o seja por legítima defesa ou, de forma mais ampla, por instinto de sobrevivência de um povo, o que não é o caso em comento.

Pensem nisso: as novas tecnologias e a evolução das leis não têm o condão de modificar nossa psiquê, mas apenas permitem que haja um aperfeiçoamento da sobrevivência e da convivência entre os seres humanos. Revirando a história e observando todas as mazelas criadas por nós ao logo dos séculos, chego à conclusão de que o único caminho e verdade para transformar o homem num ser melhor se chama Jesus Cristo. E não posso ser penalizado e muito menos censurado por assim crer, pois não posso ser tolido por anunciar minha fé.

Responder

Adilson

13 de janeiro de 2015 às 00h42

Se eu acreditasse no diabo, diria que a religião foi a coisa mais perversa que ele conseguiu impor à humanidade. Mas como não acredito, digo que, para mim, religião não passa de um movimento da vaidade humana, do homem angustiado que não se contenta em ser tão pequeno nesse planeta e inventa um ou mais deuses a quem possa controlar e manipular ao bel prazer, e acionar de acordo com os mais variados interesses. Sou abertamente um crítico ferrenho, não só do fundamentalismo, mas de toda e qualquer religião, que, pra mim, é a forma mais rápida de afastar o homem da sua espiritualidade, de sua capacidade natural e quase instintiva de transcendência. Além de instrumento de dominação que pode promover desde guerras e discórdias à loucura na cabeça das pessoas.

Mesmo assim vale a pena separar as coisas. A religião como instrumento de transcendência, na minha opinião é falha. Como instrumento de crescimento pessoal e coletivo – que é o que de fato podemos analisar, pois o resto é abstração – ela é apenas incompleta. Nesse sentido, no meu modo de ver, é uma faca de dois gumes: se por um lado oferece conforto e incentiva as pessoas a fazerem o bem, por outro pode tb estimular a segregação e a intolerância. Poderíamos citar ainda inúmeros outros casos na história de devastação e genocídio onde as religiões tiveram força decisiva. Aqui mesmo no Brasil, pra ficar em um que teve interferência direta (de alguma forma) nos destinos do país, lembro-me de um renomado líder espírita dizendo receber mensagens dos “espíritos benfeitores” onde esses pediam para o povo confiar nos generais e entregar a eles os destinos da nação, pois sabiam o que era melhor para nós brasileiros. E não se pode nem dizer que os tais espíritos estavam enganados, pois em 1971, já havia se passado o período tenebroso de torturas e assassinatos nos subterrâneos do país.

A fragilidade humana, nossas inúmeras carências e medos (seja da morte, do outro, do fracasso, do país vizinho, etc) , faz de nós seres extremamente suscetíveis. Quando capturados por uma denominação qualquer, uma seita, um líder, a sensação de acolhimento da alma, muitas vzs vem acompanhada da sensação de onipotência, de arrogância e de imposição da sua verdade estimulada sim por muitas religiões (seja direta ou indiretamente). Para mim, isso é uma loucura, mais uma loucura desse mundo que nós construímos pra viver. A religião, infelizmente, é muito mais um anteparo social do que propriamente espiritual, que afasta o homem de forma muito sutil de sua espiritualidade – essa sim, fundamental para nossas vidas.

Responder

Paulo PE

12 de janeiro de 2015 às 22h32

Como sempre, ateu aproveita qualquer desculpa para detonar as religiões, sendo o cristianismo o alvo preferido. Sempre arrogantes, tentando parecer inteligentes por não acreditar em nada, além de não ter nenhum respeito por quem discorde deles, o que não deixa de ser irônico por que sua bandeira de luta é precisamente o Respeito às Diferenças. Típico do ser humano: se é feminista até casar; se é comunista até enriquecer; e se é ateu até o avião começar a cair.

Responder

    Leo

    13 de janeiro de 2015 às 00h50

    Perfeito!

    Francisco

    13 de janeiro de 2015 às 03h45

    Não vi, no texto, desrespeito nenhum. Religiões abraânicas, ou seja, as derivadas de Abraão, é que tendem a sair atropelando o mundo.

    Islamismo, catolicismo, protestantismo, cristianismo ortodoxo grego, cristianismo ortodoxo russo e cristianismo copta (essas universalistas) e mais o judaísmo.

    Sete.

    Que guerra de grande magnitude não envolveu essas religiões “de amor”?

    Wesley

    26 de janeiro de 2015 às 13h50

    Interessante…
    Vi várias postagens acusando as religiões por todas as guerras e desgraças que acometeram a humanidade.

    Entretanto ninguém citou os grandes “GENOCÍDIOS” cometidos ao longo da História por regimes ateus, quase todos fiéis seguidores da filosofia marxista.
    Se religião mata, ateísmo mata muito mais, em muito menos tempo e (olha que curioso) “pelo bem maior da humanidade”.

    O que “as religiões” (isso é uma falácia – todos os motivos sempre foram políticos) levaram pra matar durante toda a existência da humanidade a “religião laica” superou com folga só no século XX.

    Não sabia que ateus tinham memória seletiva. Apregoam tanto o conhecimento, a erudição… Não há conhecimento sem que “TODOS OS FATOS” sejam colocados em análise. Ou é a boa e velha desonestidade intelectual? Na esquerda eu vejo muito isso…

    Alexandre

    13 de janeiro de 2015 às 10h05

    O nível de sua argumentação fica claro ao dizer que algumas mulheres são feministas até casar. Obscurantismo na veia. Parabéns – e continue rezando para o amigo imaginário de sua preferência.

    Como religião é questão de CEP, certamente você é cristão fervoroso e vai rezar para um raio cair em minha cabeça (ou o avião onde eu esteja caia matando junto outras 200 pessoas). Se tivesse nascido na Arábia Saudita, seria muçulmano wahabista e gostaria de cortar minha cabeça. E se fosse um brasileiro pré-cabral, ia ter certeza que seu deus é o sol, que provavelmente me torraria com seus raios mortais vingadores. Bem-vindo à nova Idade das Trevas.

    Ieda Andrade

    14 de janeiro de 2015 às 14h57

    Ahahahahahahahahahahahahahah. Perfeito!

Paulo Lopes

12 de janeiro de 2015 às 20h55

Vocês odeiam o PIG, mas como vocês gostam de republicar artigos publicados no …… PIG.. vocês são mesmo normais?

Responder

renato

12 de janeiro de 2015 às 19h42

Só o começo.
E parece que alguem esta interessado na “guerra” Vaticano X ISLÃ.
Será que não é porque o PAPA Francisco esta atarachando a corda.

Responder

Andre

12 de janeiro de 2015 às 18h39

O artigo ataca com inteligência, racionalidade e argumento todas as religiões. As vê, em uma boa tradição da esquerda, como um sintoma de um mal cuja raiz está nas condições em que nossa sociedade se estrutura. Não é só o ópio do povo, como aqule filósofo dizia, mas ‘o coração de um mundo sem coração, a ilusão de um mundo que precisa de ilusões’ como completava o tal filósofo.
Só mesmo pessoas com interesses ideológicos excusos ou completamente ignorantes são capazes de ver nesse artigo um ataque aos cartunistas do Charlie. Mas é claro há uma diferença imensa que separa a esquerda que utiliza a racionalidade para desvelar a complexidade e contradições que cercam nossa vida social e desta forma denunciar tudo que impede a emancipação humana e uma certa pseudesquerda nitzschiana (pseudesquerda pois Nietzsche defendia a escravidão, era contra qualquer forma de democracia e recebeu de bom grado a denominação de ‘rebelde aristocrata’) que utiliza a retórica bombástica vazia de conteúdo e a subversão como um fim em si mesmo(em que contribui para a emancipação dos mulçumanos da religião fazer um charge de Maome com o c… para o alto? quem souber por favor, me explique). Infelizmente, por motivos multiplos, essa pseudoesquerda anacronica – se criou no pós-68 – cresce assustadoramente no Brasil, principalmente entre a juventude. Realmente acho que está na hora de deixar os anos 1960 na história e seguir em frente!

Responder

Luther

12 de janeiro de 2015 às 15h19

Eu sou da esquerda do Ricardo Melo.

A esquerda hoje está sem rumo e sem referente. Um mundo de gente simpático a jihadista, a fascista religioso. As pessoas acham bonito maio de 68, mas no fundo odiariam aquilo tudo.

Responder

FrancoAtirador

12 de janeiro de 2015 às 14h20

.
.
“Sejam cristãos, islamitas ou evangélicos”. Judeus, não?
.
.

Responder

Lukas

12 de janeiro de 2015 às 13h43

Batalha sem trégua da blogosfera progressista para relativizar a culpa dos terroristas.

Era o esperado e o previsto.

Responder

    Leo V

    12 de janeiro de 2015 às 15h18

    Assustadora nossa esquerda.

    Ao que sobrou dela resta fazer uma Frente Única Iluminista.

    Jogaram no colo da Veja defender valores humanos universais.

    Em vez de condenar uma barbárie fascista, ficam procurando no google imagens charges que eles não entendem para dizer que a mulher estuprada usava saia curta.

    Andre

    12 de janeiro de 2015 às 17h14

    seu comentário não me surpreende. Que os autodenoninados ‘autonomistas’, ‘neonarquistas’, ‘nacional marquixistas'(é erro de identidade não é de digitação!) se alinhem com a CIA, o Departamento de Estado americano e os neofascista da Frente Nacional francesa só causa espanto aos ingênuos que não sabem o que é a “Terceira Posição”. Nada de espantoso para quem conhece a ligação das ‘brigadas vermelhas’ autonomista da Itália dos anos 1970 com a fascista loja maçonica P2.

    Cassius Clay Regazzoni

    12 de janeiro de 2015 às 16h32

    Onde ele relativiza alguma coisa seu demente.

    Desde quando a blogosfera progressista coaduna com o terrorismo?

    Estou de saco cheio de imbecis como você, que agem com má-fé na rede, ao distorcerem a reflexão de pessoas sérias e engajadas, para transformar o debate em uma disputa simplista do bem contra o mal, direita contra esquerda e afins.

    Apenas é sensato apontar as causas da proliferação destes fanáticos pelo mundo afora para que todos entendam que não adianta nada fazer marchas contra o terrorismo e apoiar ou fechar os olhos para as guerras sangrentas em países periféricos, deflagradas apenas para atender aos interesses de uma privilegiada elite econômico-financeira.

    E EUA, França e Grã-Bretanha são diretamente responsáveis pelo aumento dos seguidores destas práticas terroristas ao fomentarem a morte de milhares de inocentes e a destruição de países como Iraque, Líbia e Síria.

    Mauro Assis

    12 de janeiro de 2015 às 17h35

    Cassius Clay, seu apelido ofende a memória do mais elegante dos pugilistas. Porque vc não usa argumentos em vez de atacar abaixo da linha da cintura?

    Diniz Lima

    12 de janeiro de 2015 às 20h30

    Mauro Assis, golpes abaixo da linha da cintura são os mais eficientes argumentos quando o seu interlocutor tem o cérebro nos intestinos…

    Mauro Assis

    12 de janeiro de 2015 às 23h21

    Os terroristas tem o mesmo tipo de argumento…

    Alexandre

    13 de janeiro de 2015 às 11h25

    Perfeito. A imagem do ano é o Benjamin Assentamento+Bombardeio Netanyahu marchando contra o terrorismo. Contra os intolerantes religiosos e extremistas de direita, só mesmo voando como borboleta e ferrando como uma abelha.


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