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Prefeitura de Candiota: Médico brasileiro se atrasou uma hora


04/02/2014 - 23h34

Foto Fabricio Carbonel

Mais Médicos: Prefeitura de Candiota apresenta defesa e pede arquivamento da notificação

da assessoria do deputado, via e-mail

Em defesa apresentada ao Ministério da Saúde, a Prefeitura de Candiota rebateu as denúncias do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (SIMERS), que alega exercício ilegal da profissão de um médico cubano credenciado ao Programa Mais Médicos no município. Na reunião desta terça-feira (4), articulada pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o Prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador solicitou ao responsável pelo Programa Mais Médicos do Ministério da Saúde, Felipe Proenço de Oliveira, o arquivamento da notificação. O Ministério da Saúde irá se manifestar nas próximas 72 horas.

O SIMERS pede o descredenciamento de Candiota do Programa Mais Médicos, após o médico cubano que atua na cidade ter sido autorizado pela administração municipal a fazer atendimento a um paciente em estado grave. No ofício, o Prefeito Luiz Carlos Folador esclarece que o médico estrangeiro só foi autorizado a exercer sua atividade profissional em razão do não comparecimento do médico brasileiro no horário previsto, que só chegou ao plantão com mais de uma hora de atraso. O Prefeito também contesta as acusações do SIMERS de que o médico cubano teria atuado como Plantonista. “Em nenhum momento atuou como médico Plantonista, não recebeu indenização pecuniária, atuou de boa fé, uma única vez”, diz o Prefeito.

Nesta terça-feira, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS) emitiu comunicado manifestando apoio à Secretaria de Saúde de Candiota. No texto, assinado pelo Presidente do Conselho, Luís Carlos Bolzan, o COSEMS/RS diz que a decisão teve por objetivo de preservar a vida e “mostrou comprometimento com a saúde da população. O COSEMS/RS ainda lamentou as “reiteradas posturas corporativistas que menosprezam o direito inquestionável ao atendimento à população e atacam, sistematicamente, o serviço público de saúde”.

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10 comentários

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Laura

08 de fevereiro de 2014 às 09h50

Chega a ser inacreditável a postura contra a vida neste caso esdrúxulo. nao atender seria omissão de socorro.

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Muhamad

05 de fevereiro de 2014 às 22h08

Quem cometeu o “erro”? Terá sido o município, que autorizou o médico a salvar uma vida?

Para o conselho de medicina, melhor deixar o paciente morrer, afinal de contas é apenas mais um paciente do SUS e o conselho se encarrega de encobrir o crime do médico que não compareceu ao serviço.

Neste Brasil, vemos de tudo.

Só no Brasil!

Parece até que esse conselho é presidido por barbosa. Ou gilmar dantas.

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Urbano

05 de fevereiro de 2014 às 14h04

Foi uma adjetivada do sindicato…

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Aline C. Pavia

05 de fevereiro de 2014 às 12h41

Quantos plantonistas numa certa UPA do interior de SP chegam para dar plantão e ao ver a UPA lotada dão meia-volta e vão embora? Todos em seus lindos carrões com ar-condicionado e o povo (no feriado de Natal foram 600 atendimentos) que se dane.

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ronaldo silva

05 de fevereiro de 2014 às 12h08

Os médicos brasileiros estão apavorados, terão seus atendimentos comparados com os atendimentos prestados pelos “mais médicos”, dentro de dois anos, aproximadamente, veremos qual será a opinião da população. Eu acredito que muitos passarão grande vergonha, mais do que muitos até…

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O DOUTRINADOR

05 de fevereiro de 2014 às 10h53

Estamos esperando o psdb protocolar no MPF uma ação contra a prefeitura de Candiota e contra o Médico Cubano por atuar como Plantonista. Caso o mesmo tivesse atitudes comum à grande maioria dos médicos brasileiros e não tivesse ido atender o paciente, ai o cfm e o psdb iriam processa-lo por OMISSÃO DE SOCORRO. o Coitado do Médico Cubano tá assim: Se correr o bicho…. se ficar o bicho PROCESSA.

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Leandro_O

05 de fevereiro de 2014 às 08h20

Será que estes não perceberam que eles só contam com o apoio deles mesmos e respectivos cônjuges para esses boicotes e atitudes cretinas?

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Fabio Passos

05 de fevereiro de 2014 às 07h46

A “elite” branca e rica quer mais é que o povo morra sem atendimento médico.
E a casa-grande atiça seus cãezinhos – PiG/psdb – contra tudo o que beneficia os pobres.

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Sr_Andante

05 de fevereiro de 2014 às 00h14

O Sindicato dos Médicos queria que o paciente morresse. Que infantil esse presidente do sindicato. Parece mais um pau-mandado.

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demetrius

05 de fevereiro de 2014 às 00h08

Que isso gente, uma horinha de atraso não é nada. Vai saber se o ar condicionado do carro do dotô quebrou e ele levou pra consertar, tá calor!

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