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Pepe Escobar: O Brasil interpõe-se entre Israel e Irã


18/03/2010 - 14h19

18/3/2010, Pepe Escobar, Asia Times Online

Por falar em Via Dolorosa, Luiz Inacio Lula da Silva foi o primeiro presidente do Brasil a visitar oficialmente Israel. Louvado por seu carisma, habilidade e formidáveis capacidades de negociador – Obama, dos EUA, refere-se a ele como “O cara” –, mal sabia o presidente Lula que, para conseguir conversar seu anfitrião, essa semana, teria de passar a perna no próprio profeta Abraão em pessoa, nada mais, nada menos.

Ao fim e ao cabo, Lula não se deixou enrolar. Não fez concessões. E, diferente do vice-presidente dos EUA Joseph Biden, semana passada, conseguiu não ser humilhado publicamente pelos donos da casa.

Lula é homem habituado a enfrentar interlocutores duros. Avigdor Lieberman, ministro de Negócios Internacionais de Israel, boicotou seu discurso no Parlamento e o encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O motivo: Lula não visitou o túmulo do fundador do sionismo Theodor Herzl. Ora essa! Nem Nicolas Sarkozy da França, nem Silvio Berlusconi da Itália visitaram o tal túmulo, quando visitaram Israel.

Brasília – como Paris e Roma – sabe muito bem que visitar túmulos não é obrigatório em viagens presidenciais. Ainda assim, um coro dos colonos judeus sionistas fanáticos do partido Likud em Israel não mediu palavras para ‘diagnosticar’ que a não-visita feriria de morte a competência do governo do Brasil para atuar com o mediador no conflito Israel-Palestina.

Lula ovacionado

No Parlamento, Lula enfrentou tentativa de linchamento, inclusive por Netanyahu, por sua política de não-confrontação e de diálogo com o Irã. O presidente do Brasil nem piscou. Condenou, com igual peso, tanto o holocausto quanto o terrorismo; lembrou os donos da casa que o Brasil e a América Latina têm posição assumida contra as armas nucleares; insistiu nas vias do “diálogo” e da “compaixão” para superar o conflito no Oriente Médio; defendeu uma solução viável de dois Estados para Israel e Palestina. Nem por isso deixou de criticar as construções de casas exclusivas para judeus em Jerusalém Leste. Foi ovacionado. Segundo depoimento de deputados israelenses, “foi muito mais aplaudido que George W. Bush”.

O profeta tropical

Nem que encarnasse o Abraão dos Abraões, Lula conseguiria convencer os sionistas fanáticos e seus lugares-tenentes. Mas, sim, Lula disse ao jornal israelense Ha’aretz o que os atores mais sérios no Oriente Médio já sabem mas não dizem; o “processo de paz” está sem rumo; não há outra alternativa além de incluir novos mediadores na mesa de negociação – parceiros novos, como o Brasil.

O mesmo se aplica à discussão do dossiê iraniano: “Os líderes mundiais com os quais conversei creem que temos de agir rapidamente, ou Israel atacará o Irã.” Lula está convencido de que novas sanções contra o programa nuclear iraniano serão contraproducentes. E suas palavras ecoaram pelo planeta: “Não podemos permitir que aconteça no Irã o que aconteceu no Iraque. Antes de novas sanções, temos de tentar, por todos os meios possíveis, construir a paz no Oriente Médio”.

A visão oficial do governo do Brasil – que ecoa e é ouvida em praticamente toda a comunidade internacional (vale dizer, não só no clube exclusivo de Washington e entre os suspeitos europeus de sempre) – é que nada, até agora, foi satisfatoriamente discutido com o Irã, sobre seu dossiê nuclear. Lula foi muito firme e claro: o Irã tem, sim, direito de desenvolver um programa nuclear para fins pacíficos nos termos admitidos pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear do qual o país é signatário.

O Brasil ocupa hoje um dos assentos do Conselho de Segurança da ONU. Como a China, o país também não aprova e não apoiará novas sanções que os EUA querem impor ao Irã – e diga o que disser o secretário de Estado Robert Gates, que anda espalhando boatos de que os EUA já teriam os votos necessários para aprovar uma quarta rodada de sanções, porque a Arábia Saudita teria afinal convencido a China. A China jamais votará contra seus próprios interesses de segurança nacional – e o Irã é, sim, assunto de segurança nacional para os chineses.

Em maio, Lula estará em Teerã e, outra vez, reunir-se-á com o presidente Mahmud Ahmadinejad. Os sionistas linha-dura estão – como é rotina – fumegando.

Lula sabe muito bem que as chamadas “sanções espertas” [ing. smart sanctions], que visam principalmente o Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos [ing. Islamic Revolutionary Guards Corps (IRGC)] – que controla o centro do poder econômico e político no Irã – também afetarão milhões de civis conectados às empresas e negócios controladas pelo IRGC, ou seja, imporá novos sofrimentos à população em geral, que já paga o alto preço imposto pelas atuais sanções. O IRGC controla pelo menos 60 portos no Golfo Persa. Impedir que a Ásia negocie c om o Irã implica bloqueio naval. E bloqueio naval é declaração de guerra.

Não pressionar o Irã

Lula chega ao Oriente Médio em conjuntura muito especial: no momento em que o governo de Netanyahu decidiu construir mais casas exclusivas para judeus em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, mesmo ao preço de perder o apoio crucial dos EUA no front iraniano.

Ironicamente, o Brasil pode estar começando a seduzir o establishment israelense, mas mais no front econômico, que no front geopolítico.

Israel assinou um acordo de livre-comércio [ing. “free-trade agreement” (FTA)] com o Mercosul[2] – o quinto maior bloco em termos de produto interno bruto. O acordo não agradou aos palestinos, para quem o FTA que foi assinado fortalecerá o complexo industrial-militar de Israel.

E é nesse momento que o Brasil diz bem claramente que defende um Estado palestino viável, nos limites das fronteiras demarcadas em 1967. Esse acordo de livre-comércio implica uma cláusula estratégica: permite transferir tecnologia de armas aos países-membro do Mercosul. As armas que fazem a repressão em Gaza estarão, em pouco tempo, disponíveis na América Latina.

Num front paralelo, ao elogiar o papel do Brasil como mediador, o presidente Shimon Peres sugeriu pessoalmente a Lula que o Brasil fizesse coincidir, em território brasileiro, duas visitas: do presidente da Síria Bashar al-Assad e a de Netanyahu. Assad visitará o Brasil ainda esse ano; e, na semana corrente, Netanyahu também aceitou convite para visitar o Brasil. Uma reunião tropical, informal, entre Síria e Israel, poderia criar a circunstância ideal para começar a quebrar o gelo. Lula e Netanyahu organizaram um sistema bilateral de encontro entre chefes de Estado e principais ministros a cada dois anos.

Mas… e quanto aos EUA, em tudo isso? Há vigente hoje um acordo estratégico entre EUA e Brasil, pelo qual estão previstos dois encontros de nível ministerial (ministérios de Relações Exteriores) por ano, um nos EUA, outro no Brasil.

O ministro brasileiro de Relações Exteriores chanceler Celso Amorim tem excelentes relações com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Em recente visita ao Brasil, Clinton insistiu muito fortemente para que Lula e Amorim apoiassem nova rodada de sanções contra o Irã. Os brasileiros recusaram polidamente e firmemente.

À Clinton restou a alternativa de reclamar, em conferência de imprensa, que o Irã estaria “usando” o Brasil, a Turquia e a China para escapar das sanções. Amorim, por sua vez, sempre lembra o desastre iraquiano: “Eu era embaixador na ONU nos dias críticos das decisões sobre o Iraque. E o que nós vimos lá foi um enorme erro.”

Lula foi meridianamente claro e específico: “Não é inteligente empurrar o Irã contra a parede. Quero para o Irã o que quero para o Brasil: usar a energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã for além disso, então não aceitaremos.” Exatamente a posição dos chineses.

Lula e Obama deram sinais de estar em sincronia sobre o Irã, desde o encontro que tiveram durante uma reunião dos Grupo dos 8+5 em Aquila, Itália, há nove meses. Então, Obama chegou a encorajar o diálogo Brasília-Teerã, desde que o Brasil pressionasse o Irã a aceitar o compromisso de manter seu programa nuclear estritamente para finalidades pacíficas. Foi exatamente o que Lula disse a Ahmadinejad quando se encontraram no Brasil. O que mudou foi a posição do governo de Obama, o qual, depois daqueles dias endureceu muito.

Os diplomatas brasileiros insistem que Ahmadinejad jamais fechou a porta a negociações. Em encontros diplomáticos bilaterais discretos, funcionários dos EUA admitem a diplomatas brasileiros que Ahmadinejad não é, de modo algum, intransigente; como tampouco é intransigente o Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei. Em discurso de 19 de fevereiro no batizado de um destróier iraniano, Khamenei mais uma vez negou que o Irã esteja trabalhando para ter armas atômicas; e destacou que as armas atômicas são ilegais, nos termos da lei islâmica, porque sempre mataram grande número de civis inocentes.

O problema, se não foi inventado, foi, no mínimo, muito aumentado pela mídia dos EUA e Europa. Por causa disso, a própria Clinton, em momento de rara sinceridade, durante viagem à América Latina, teve de admitir que as sanções ainda demorariam “vários meses” para ser implantadas, se o forem.

Mesmo antes da visita de Clinton, o ministro das Relações Exteriores do Irã Manouchehr Mottaki já admitira a jornalistas brasileiros, sem pedir sigilo, que o Brasil poderia ser uma “ponte” entre o Irã e a frente EUA-União Europeia, por causa da “posição realista” do governo e da diplomacia brasileira. Mottaki não vê o Brasil como “mediador”. Prefere falar de “um facilitador de consultas”, uma vez que Teerã entende que nenhum outro país deva falar pelos interesses iranianos.

Brasília tampouco pediu para mediar coisa alguma. Mottaki informou que ele próprio tem “trabalhado substancialmente, fazendo diplomacia telefônica” com o chanceler Amorim. Teerã evidentemente vê os benefícios de estabelecer um canal de diálogo com o ocidente industrializado mediante um país em desenvolvimento.

Os BRICs como a nova superpotência

A estratégia do presidente Lula de tentar posicionar-se como uma “ponte” é especialmente bem-vinda, uma vez que o dossiê iraniano está chegando a fase crucial, na qual as facções mais linha-dura do bloco EUA-UE-Israel estão fazendo de tudo para desmentir e apagar qualquer prova (mesmo dos serviços de inteligência) de que o Irã não está construindo bomba alguma; e já houve tentativas sistemáticas de ‘corrigir’ informes de inteligência para que sirvam como ‘prova’ do oposto do que de fato comprovam (ecos do Iraque?).

A entrada de Lula nesse cenário e arena também implica maior destaque para os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China), que já atuam como uma nova superpotência – ante uma ‘dominação’ cada vez mais desorientada e sem rumo, dos EUA. Nenhum dos BRICs é favorável ao isolamento do Irã; muito mais contrários são, é claro, a qualquer ataque ao Irã. E assim continuará, enquanto acreditarem que o Irã realmente não está próximo de construir sua bomba atômica, como o comprovam montanhas de evidências; nesse caso, um ataque ao Irã terá o efeito altamente indesejável de acelerar a proliferação nuclear no Golfo Persa.

Os BRICs também sabem que EUA e Irã podem, sim, se entender bem e bem rapidamente, mesmo nas questões mais espinhosas. Por exemplo, sobre o Afeganistão.

Só resta, pois, sobre a mesa, a estratégia do elefante na loja de porcelanas, de Israel. É hora de os BRICs pagarem para ver o jogo de Israel.

Se o governo de Netanyahu pode humilhar Obama e Biden no que digam sobre expansão de colônias exclusivas para judeus em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, é razoável assumir que ignorará todas as súplicas do comandante do Estado-maior do Exército dos EUA Mike Mullen, que já disse repetidas vezes que qualquer ataque contra o Irã criará “problemas grandes, grandes, muito grandes, para todos nós”.

Israel (e também Washington) pode estar querendo apenas uma mudança de regime no Irã – que, sim, pode ser bem útil e necessária. Para isso, pode usar armas atômicas táticas e destruir as instalações nucleares do Irã. É possível que Israel esteja pronta para declarar outra guerra preventiva (conceito e ideia desenvolvidos em Israel e completamente encampados pelo governo de George W Bush). Claro que os israelenses contam com apoio logístico e político dos EUA.

Lula não avançou até tão longe. Mas o posicionamento do governo Lula do Brasil contêm embriões de todas essas espinhosas questões com as quais os BRICs devem fazer frente a Israel. Então, sim, quando isso acontecer, todo o planeta saberá que rabo, afinal, está mesmo sacudindo o cachorro.

Pepe Escobar[1] é autor de Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War [O Globalistão: Como o mundo globalizado está se dissolvendo em guerra líquida] (Nimble Books, 2007) e Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge [O blues da Zona Vermelha: instantâneos de Bagdá sob ataque]. Acaba de lançar Obama does Globalistan [Obama cria globalistões] (Nimble Books, 2009).

Recebe e-mails em [email protected]

[1] Para saber sobre o autor, leia http://thegringochronicles.com/2008/04/30/who-is-pepe-escobar-anyway/. Se metade do que ali se lê for verdade, o cara é caso muuuuuuuuuuuito mais interessante, por exemplo, que qualquer D. Danuza, D. Eliane ou Sêo Clóvis Rossi, que hoje ‘dominam’ [só rindo] a Folha de S.Paulo.

[2] Mercosul: acordo comercial regional que reúne Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.

Tradução e comentários de Caia Fittipaldi



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91 comentários

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Erivaldo de Souza

21 de março de 2010 às 17h55

Está na capa do Uol hoje, domingo/20março2010 – matéria da AFP:

"O bloqueio israelense contra a Faixa de Gaza "causa sofrimentos humanos inaceitáveis", afirmou neste domingo o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, durante visita ao enclave palestino.

"Disse clara e reiteradamente aos dirigentes de Israel que sua política de bloqueio é insustentável e equivocada", declarou Ban Ki-moon em Khan Yunes, no sul deste território."

Ou seja, a ONU, quase inoperante e sem poder, de quando em vez é obrigada a encarar realidades e manifestar-se.

Já Pablo Escobar, quando escrevia na Ilustrada da Folha de S.Paulo, era um ácido crítico de tudo, mas conhecia o assunto. Já estaria demitido se ainda estivesse por lá, se tentasse escrever algo assim como esse artigo.

O brasileiro médio é cego, e a mídia suja ao fazer a cabeça desse pessoal sem opinião.

Um saco.

Responder

Go Oliveria

21 de março de 2010 às 17h47

Israel mostrou ser além de belicoso e incompetente diplomaticamente, muitíssimo mal educado.

Meu sentimento é o de que esse povo ainda vai pagar caro por tudo que faz hoje.

Estou com RN Renato: Orgulho de ser brasileiro ainda maior.

Responder

RN - Renato

21 de março de 2010 às 16h08

Orgulho de ser brasileiro.

Responder

Laerte Moreira

21 de março de 2010 às 11h42

Que belo artigo o Lula tentando acabar com a guerra no Orinete Médio. Cada dia que passa ele não só se preocupa com o Brasil, mais com os problemas de outros paises. O Lula está devolvendo a mim e todos os brasileiros o orgulho de ser BRASILEIRO.

Responder

HIdeo Watanabe

21 de março de 2010 às 07h11

AZenha :
Veja essa matéria: jornalista brasileira viajou a Israel, COM DESPESAS PAGAS PELO GOVERNO DAQUELE PAÍS PARA FALAR MAL DA VISITA DE LULA! Um absurdo que mostra e prova, como é vendida a opinião dos jornais nesse país, Que isenção pode ter uma jornalista ao fazer uma reportagem, se quem paga suas despesas é um dos lados? Acho que precisamos de uma CPI da Mídia Golpista já, para apurar a serviço de que governos estão "jornalistas de aluguel"e "especialistas de programa" como Diego Mainardi, Arnaldo Jabor, Miriam Leitoa, Demétrio Magnoli. Repare como a jornalista, apesar da nítida posição pró-israel, ainda conseguiu disfarçar um pouco, mas ouviu um professor que também é pago pelo governo israelense, pois a tal universidade é como um ghetto que funciona em Israel, para estudantes palestinos. http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.pht

Responder

Gerson Carneiro

21 de março de 2010 às 08h28

"Lula é analfabeto. Vai envergonhar o Brasil lá fora"; "O Brasil vai virar uma Argentina" … e etc… e etc…

O discurso chulo do PIG é como prego na areia fofa da praia.

Responder

thiago

21 de março de 2010 às 03h36

Gosto muito do que o Lula esta fazendo para Brasil, tem um planos bons, mas o presidente foi muito infeliz na sua visita a Israel, sinceramente, não foi de bom agrado, nada contra a pessoa do Lula, mas ele precisa pelo menos mais um pouco imparcial em relaçao entre os dois países

Responder

alberto f barbosa

21 de março de 2010 às 03h25

O que impressiona na política desenvolvida por qualquer governo de Israel é como ele se porta em relação à ONU. Quem deu este território e o país Israel aos judeus foi a ONU. Numa votação memorável após a segunda guerra mundial. Os países que formavam a ONU votaram cada um pela existência de Israel. Inclusive o Brasil. E Israel não adota nenhuma das resoluções da ONU. Chegao ao ponto de bombardear qualquer construção da ONU nos território ocupados. Desmoraliza a ONU todos os dias. Não acata nada que venha da ONU. E se diz um país melhor do que o Irã. Como? Melhor em que sentido? Que democracia é esta que mata crianças, mulheres e idosos e se vangloria de ter acabado com o terrorismo? E este Ministro das Relações Exteriores? Aqui no Brasil o Secretário de Relações Exteriores do PT o chamou de fascista. Ele pertence a um partido fascista em Israel. E ainda tem gente que defende o governo de Israel e acusa Cuba. Veja as cadeias de israel quantos palestinos estão presos. E são dissidentes.

Responder

Adão PAim

20 de março de 2010 às 22h59

Meu irmão Theodore, bom trabalho. Jesus é! Ele disse: envergonharei os sábios …. envergonharei os fortes ….

Responder

Robert

21 de março de 2010 às 01h12

Texto Explêndido!

Responder

Roberto Locatelli

20 de março de 2010 às 22h47

Presidente Lula está de parabéns. O Estado israelense é uma máquina de moer carne que tenta massacrar todo e qualquer chefe de Estado que o visite, humilhando-o e submetendo-o. Uma coisa é o povo judeu, que começa a se cansar da máquina de guerra israelense. Outra coisa é o Estado, um estado militar pronto a fazer guerra de conquista.

Responder

Antonio Pereira

20 de março de 2010 às 21h00

É inegável a capacidade de negociação do Presidente Lula e o sucesso da diplomacia brasileira comandada pelo Celso Amorim.`´E a primeira vez na história que o Brasil ganha de fato voz e respeito mundiais.
Com a eleição da Dilma não tenho dúvida que este projeto continuará e o Brasil será de fato um País de respeito, para desespero do PIG e seus asseclas.

Responder

Flavio

20 de março de 2010 às 19h58

Discordo de alguns comentários daqui.

Lula não aceitará nunca ser Secretário-Geral da ONU.

Lula não é burro, a ONU é dominada pelos EUA, Lula não se sujeitaria a essa submissão

Responder

    @gleciotavares

    20 de março de 2010 às 23h52

    Quem diz que o lula deve ir para o Haiti ou para a onu é o pig.
    Eles querem ver ele longe daqui.
    Ja disseram que o Lula vai para a Africa tentar resolver os problemas de la.
    Ainda tem muito o que fazer aqui, e o Lula sabe disso.
    Depende de nós na proxima eleição limpar o congresso nacional. escolham seus candidatos, verifiquem suas atuações e propostas, não basta ter discurso, tem que atuar. escolham os deputados estaduais, escolham os federais, precisamos de gente de carater e com propostas, este é o momento magico de nossa historia e podemos escreve-lo para os nossos filhos. chega de assistir televisão e ler jornais de baixa qualidade. precisamos ter opinião propria e saber se os candidadtos pensam que nem a gente. Lembro quando o collor se elegeu com discurso de caça a marajas. isso é o que queremos? queremos destruição ou construção? a direita querem que as coisas não mudem.
    querem que os impostos continuam como estão. querem que o povo se exploda.

Alcindo

20 de março de 2010 às 19h57

Alguém sabe algo sobre a passeata dos professores em São Paulo?

Responder

priscila presotto

20 de março de 2010 às 17h09

Lá no esgoto ,o RA ,em sua paranóia ,consegue traçar um paralelo de Lula ,com o assassinato de Glauco.
Na segunda -feira teremos o julgamento do casal Nardoni,conclusão do PIG:
– Foi o Lula!!!!!!!!!!!!

Responder

Fabrício

20 de março de 2010 às 16h43

Para a nossa mídia Lula é um alegre que esta fazendo turismo no Oriente Médio

Responder

Ops!

20 de março de 2010 às 15h32

Hoje tive que tirar o chapel para os EUA. Além de expressar seu desagrado com Israel, ainda colocaram uma ordem na interpol para pegarem um dos maiores ladrões do Brasil: Paulo Maluff. Penso aqui, se a Interpol e internacional, ele poderia ser preso aqui? Nem tudo está perdido. Ainda existe gente boa no poder dos EUA.

Responder

    francisco.latorre

    22 de março de 2010 às 20h07

    pouco.

    muito pouco. jogo de cena.

    a amerika fascista não engana.

José Vitor

20 de março de 2010 às 15h12

Me lembro do Pepe Escobar da época que era comentarista de música pop da Folha da Tarde. :)

Responder

richard

20 de março de 2010 às 12h45

a mídia criticou, claro. Afinal, Lula está sempre errado. E agora, que no dia de hoje a comunidade internacional subscreveu o que Lula disse?
veja
http://anaispoliticos.blogspot.com/2010/03/lula-e

Responder

Haroldo

20 de março de 2010 às 12h40

Se continuar assim, não só o Brasil pode conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU como, "de quebra", ainda emplacar o Lula como Secretário-Geral… só queria ver o PIG noticiar isso!!!!

Responder

Mateus

20 de março de 2010 às 02h40

Realmente muito boa analise sobre essa viagem do Lula ao Oriente Médio. Muito boa pra quem não tem tempo de ficar garimpando notícias. Esse Pepe escreve bem demais!
E Lula sabe mesmo dialogar. Ele e um político, um grande estadista e não um acadêmico que só vê o mundo de dentro de um cubo. Estudar, ler bastante e muito importante. Mas só isso não resolve nada.
E ai, será que alguém ai acha que depois de dois mandatos e com esse grande prestigio internacional. O Lula vai ficar na chácara pescando?

Responder

jbmartins

20 de março de 2010 às 02h33

Nosso Presidente ja percebeu, que esta Guerra tem gente ganhando muito $$$$, e os dois povo estão morrendo de graça.

Responder

Rodrigo

20 de março de 2010 às 02h24

Balela. Lula trata politica mundial como politica sindical. Acorda Brasil !!!

Responder

    priscila presotto

    21 de março de 2010 às 03h47

    Dorme Rodrigo!

Artur

20 de março de 2010 às 00h33

Lula foi um gigante ao não se curvar perante os que se acham donos do mundo. Os assasinos de inocentes.
Para eles, que produzem armas e precisam vender, não há interesse em diálogo.

Responder

Marco

20 de março de 2010 às 00h13

Faz tempo que não lia textos do Pepe! Também foi meu guru do Rock nos anos 80!!
Pepe é um que pensa com seu próprio cérebro. Gostem ou não!

Responder

David R.Silva

19 de março de 2010 às 23h31

O PIG – Partido da Imprensa Golpista, estão indo ao desespero. Que Bom! de Belo Horizonte.

Responder

Ricardo Tiepolo

19 de março de 2010 às 17h23

Não visitou túmulo em Israel, mas visitou o do Arafat… Não entendi. Achei comovente o "vírus da paz". Por que ele não o usa no seu pái, que está precisando MUITO de paz?

Responder

    Ricardo Tiepolo

    19 de março de 2010 às 17h38

    onde escrevi "pái" leia-se país

    Paulo

    19 de março de 2010 às 18h59

    Esse "s" que voce acrescentou não mudou nada do que escreveu. Continua a mesma bobagem!

    Clair

    19 de março de 2010 às 20h09

    Por que bobagem, Paulo?

    Vc acha que o Brasil, onde são assassinadas 50.000 pessoas por ano (quer a fonte? procure) está melhor que o Oriente Médio no quesito "PAZ"?
    O conflito entre Israel e palestinos não produz sequer 2% deste índice.
    Não que isso seja pouco, porque uma só vida perdida pela violência já é, por si, uma tragédia.

    Mas classificar de "bobagem" o que disse o Ricardo é, no mínimo, prova de monumental ignorância ou cegueira sectária.

    Carlos

    19 de março de 2010 às 19h55

    Arafat não pregava racismo.

    Cristiana Castro

    20 de março de 2010 às 02h48

    Pô Ricardo, vc gostaria de colocar flores no túmulo de Hitler?

    francisco.latorre

    22 de março de 2010 às 23h37

    cristiana…

    pô… paulada.

    na moleira.

    francisco.latorre

    22 de março de 2010 às 20h13

    visitou o túmulo de arafat sim…

    e o de rabin… que tentou a paz… e foi assassinado pelos próprios sionistas.

    pouca informação… insuficiência intelectual?… ou ignorância voluntária?…

Cristiana Castro

19 de março de 2010 às 20h23

Lula tem prestígio mundial, é um estadista de primeira linha e, como ele mesmo disse, traz a paz em si, desde o útero materno. É super bem recebido em qq país que chegue, o corpo diplomático brasileiro já mais que provou que é competente. Se tem alguém capaz de negociar no Oriente Médio, é Lula mesmo. Lula pode dizer aos dois lados, com muita serenidade, o que os EUA, por exemplo, não podem. Lula é presidente de um país bombado de sionistas e que, por outro lado, "traz a causa Palestina muito próxima do coração" ( tb do Lulão ). É o reprsentante de uma Nação onde esses grupos vivem em paz. Se não for ele, não vai ser ninguém. Aposto todas as minhas fichas na diplomacia brasileira. E para os que acham que Lula está querendo voar muito alto, sugiro que revejam a trajetória dele.

Responder

Rezende

19 de março de 2010 às 16h29

A imprensa brasileira torce contra pq é viúva de FHC.

ainda bem que temos gente como Azenha e Pepe Escobar para nos mostrar a realidade

Parabéns Azenha e muito obrigado.

Responder

Jair de Souza

19 de março de 2010 às 16h18

c)
Para quem deseja ter uma visão histórica de como os falcões sionistas sempre buscaram impedir a consolidação da paz na região (começando por Ben-Gurion), recomendo a leitura do excelente livro do grande historiador judeu israelense Avi Shlaim, O Muro de Ferro. Ali vamos encontrar detalhes da permanente intenção de encontrar maneiras de impedir que a paz se consolide.

Como podemos ver, a tarefa de conseguir a paz no Oriente Médio é algo muito difícil até para nosso grande Lula. Tomara que ele consiga superar mais esta dificuldade.

Responder

    Candeias

    21 de março de 2010 às 11h22

    Depois de uma longa ausência dei uma passadinha e encontro o obsecado Jair em sua saga quotidiana: varrer o mal do Universo. Fica aqui a minha homenagem à sua pertinácia:
    PARAÍSO – Depois da bem sucedida missão ao Oriente Médio, onde conseguiu estabelecer uma paz duradoura entre judeus e palestinos, Lula declarou que intercederá junto a Deus Pai para que Ele nos perdoe de uma vez por todas pelo pecado original. A caminho de Barcelona, onde pretende resolver a questão basca, Lula disse que é preciso chamar o Misericordioso para o diálogo. “Chega de tratar o Supremo Arquiteto como um ente distante e poderoso.

    Candeias

    21 de março de 2010 às 11h25

    Continuando:
    Durante muito tempo vivemos com esse complexo de vira-lata em relação a Ele. Está na hora de acabar com isso e conversar de homem para Deus”, disse Lula, enquanto negociava um acordo entre os armênios e os turcos. Segundo os termos da proposta, em troca do perdão o Verbo Encarnado receberá três bolsas-família pelo resto da eternidade. “Não faz sentido a gente discutir se é verdade ou não essa história da Santíssima Trindade. Perdoou, recebeu por três”, explicou o presidente. Lula deixou claro que não negociará com o Arcanjo Gabriel nem com São Pedro, como sugeriram algumas agências de notícia. “Só falo com o Bem Absoluto. É uma questão de protocolo.” Para o presidente, o Arcanjo Gabriel não passa de um sub do sub, e São Pedro, apesar de simpático, no fundo seria apenas um porteiro qualificado.

    Candeias

    21 de março de 2010 às 11h30

    Finale:
    “Não tenho tempo a perder”, explicou Lula, que até o fim da tarde pretende anunciar um armistício entre Suzana Vieira e todos os seus ex-maridos. Aproveitando a ocasião, a ministra Dilma Rousseff confirmou que proporá a criação de uma estatal para explorar o mel e o maná que emanam do céu. Rousseff acrescentou que não procedem as notícias de que José Dirceu fará a indicação do diretor responsável pelo fundo de pensão da nova empresa. Em notícia paralela, após longas conversas com a serpente, o assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia concluiu que o réptil não passa de uma vítima da imprensa burguesa.
    O texto é da revista Piauí

    francisco.latorre

    22 de março de 2010 às 20h20

    texto vira-lata.

    digno da revisteca.

    vira-lata no pedaço.

    aproveitando o nélson rodigues…

    'quadrúpede de vinte e oito patas'.

Jair de Souza

19 de março de 2010 às 16h17

b)
No primeiro caso, isto levaria a um gradual desinteresse da indústria da morte estadunidense por seus agentes de venda israelenses. Para que serviria um promotor de vendas que não eleve, ou pelo menos mantenha, o nível de negócios dos senhores da guerra? A consequência seria uma parada ou uma drática diminuição no fluxo de recursos dos cofres públicos yankis para a manutenção dos projetos guerreiristas dos falcões israelenses (que não são poucos).

No segundo, o estado nazi-sionista de Israel tenderia a ser visto com "outros olhos" por parte das comunidades judaicas de outros países. Se não há conflito bélico, se Israel não puder se apresentar como "ameaçado" por parte de seus vizinhos, os membros das comunidades judaicas poderão começar a analisar com a cabeça fria o que realmente ocorre por ali. Provavelmente venham a descobrir que sempre foram chantageados por grupos cujos interesses materiais nada têm a ver com os seus. (cont.)

Responder

Jair de Souza

19 de março de 2010 às 16h17

a)
Tenho muita confiança na capacidade de negociação de Lula. Ele já deu cabais demontrações de que é capaz de encontrar saídas para situações complicadíssimas. No entanto, precisamos levar em conta que a guerra é a razão de ser do sionismo. Sem a guerra, o sionismo (especialmente sua versão atual, o nazi-sionismo) se depararia com graves dificuldades, por vários motivos: 1) deixaria de ser o principal promotor de vendas da poderosíssima indústria bélica dos Estados Unidos (o carro chefe da economia estadunidense); 2) com o alívio das tensões naquela região, o nazi-sionismo não teria condições de continuar exercendo com tanto êxito sua chantagem emocional sobre as comunidades judaicas em outros países. (cont.)

Responder

Raul Vinhas Ribeiro

19 de março de 2010 às 15h27

Caro Leonardo Monteiro, que me precedue nos comentários., Lula não fala o portugues da grande imprensa, nem o portugues padrão.

A lingua dele é outra, com outros vocabulos, sintaxe e semantica. É por isso que alguns não entedem, ou fingem não entender, ou melhormente, preferem achar que ele fala "errado".

Responder

Geloca

19 de março de 2010 às 14h45

Para mim o artigo foi uma verdadeira aula de política externa brasileira. O Escobar me explicou direitinho este xadrez fascinante e , claro, protagonizado pelo nosso presidente que, a cada dia, me (nos) enche de orgulho

Responder

rafael

19 de março de 2010 às 14h08

"um coro dos colonos judeus sionistas fanáticos do partido Likud em Israel não mediu palavras para ‘diagnosticar’ que a não-visita feriria de morte a competência do governo do Brasil para atuar com o mediador no conflito Israel-Palestina."

Gente no Brasil, que nunca viu um israelense na vida, também se alinhou com os uspra-citados.

Responder

Clair

19 de março de 2010 às 13h36

Bom dia,

Para mim o Lula viajou (e feio) na maionese e está só fazendo papel de bobo.
Nem devia ter ido lá.

Nem em Honduras ( cujo problema, perto da questão palestina, é como comparar uma unha encravada com uma cardiopatia grave) conseguiu nada além de confusão.

Mas a culpa não é dele (que, apesar de suas inegáveis qualidades, não tem preparo nem conhecimento para exercer diretamente a diplomacia) e sim dos assessores muito mal escolhidos.

Espero que a Dilma, se eleita, seja menos influenciável por estes amalucados. E que não coloque projetos pessoais de exposição global acima dos interesses da Nação.

Responder

    Carlos

    19 de março de 2010 às 20h02

    Lula esteve em Honduras, Clair?
    Pelo que consta, o presidente Zelaya – eleito, legítimo – pediu abrigo na embaixada brasileira naquele País. Só isso. E o governo brasileiro FEZ A COISA CERTA: atendeu o pedido de ajuda.
    Diplomacia brasileira é exemplar.

    Edmilson Fidelis

    20 de março de 2010 às 03h30

    Se continuar a pensar pequeno, seu destino será eternamente ser pequeno.

    Se aceitar ser pequeno, seu destino será eternamente ser pequeno.

    Ou como diz minha mãe:

    Quem muito abaixa a bunda aparece e fica vulneravel.

    Tem quem goste!

    Valmont

    20 de março de 2010 às 14h16

    Clair viajou… Lula consegue abrir mercados em ambos os lados das trincheiras. Só isso… Nada bobo.
    Pesquise sobre o Irã e veja o tamanho daquele mercado (Teerã tem mais de 7 milhões de habitantes).

    priscila presotto

    20 de março de 2010 às 17h16

    Clair,
    Engraçado,Lula foi eleito e reeleito.
    Conseguiu coisas que nenhum presidente coseguiu ,é reconhecido mundialmente por sua capacidade de negociação.
    E nosso presidente não tem preparo?
    A nossa política internacional é muito boa.
    E Lula não "viajou e feio,na maionese"
    Sorry ,estude mais…

    @gleciotavares

    21 de março de 2010 às 00h15

    Clair
    voce não entendeu nada. o caso é que criticam o lula por se aproximar do irã. e o lula mostra que se aproxima de todos.
    palestinos e israelenses são parte da humanidade. os interesses do brasil no irã são enormes. o maior importador de carne bovina brasileira é o irã. imagina se deixarmos israel e usa fazerem com o irã o que fizeram com o iraque? não tenha medo de ser feliz. a politica de ajoelhar para o mundo acabou faz tempo agora estamos aconselhando eles. o brasil é um protagonista da historia mundial, pode sentir orgulho.

Dirck

19 de março de 2010 às 12h52

Tanta atividade diplomática do Brasil sob Lula deve deixar FHC cada vez mais infeliz.

Responder

Milton Hayek

19 de março de 2010 às 12h20

Por onde anda o Marcelo Silber??Foi o melhor comentarista ,que gosta dos sionistas, a aparecer por aqui.

Responder

Paulo Roberto

19 de março de 2010 às 11h57

Aceitar um, digamos " auxilio" de Lula para a promoção da paz no Oriente Medio, seria no minimo inteligente, pois temos exemplos aqui no Brasil de palestinos e judeus que mantem boas relações. Não há relação de ódio entre eles e isso é muito importante.

Responder

    Carlos

    19 de março de 2010 às 20h04

    A composição da equipe, desde o início, ilustra o que você diz. No PT, a convivência também é pacífica.

Everaldo

19 de março de 2010 às 11h51

Obrigado, Azenha!
O artigo do Pepe é uma enorme contribuição para entendermos o papel atual do Brasil no contexto mundial – coisa que a grande imprensa jamais faria…

Responder

Adriano Matos

19 de março de 2010 às 11h41

Muito bom texto. Obrigado por postar aqui.

Responder

leonardo monteiro

19 de março de 2010 às 11h35

Discordo da política do governo Lula em diversos aspectos, mas nas relações internacionais está se saindo bem melhor do que a expectativa. Descolando-se economicamente dos EUA decadente e assumindo um papel respeitável no jogo internacional. No episódio corrente só achei que ficou um tanto estranha a expressão "momento mágico" que ele utilizou. Dependendo da interpretação pode ter soado como um momento oportuno(ista) para o Brasil na relação com Israel pela divergência EUA-Israel

Responder

ARTUR

19 de março de 2010 às 11h17

Afinal quem é esse Dvorak? Tenho certeza de que não é o compositor pois sabemos que o dito cujo morreu em 1904 e não temos conhecimento de que reencarnou na forma de algum animal, uma toupeira, por exemplo.

Responder

Crisólito

19 de março de 2010 às 10h10

É muito bom sentir o estou sentindo;
orgulho de ser brasileiro, valeu Lula.

Responder

Adilson

19 de março de 2010 às 06h53

A determinação e a coragem da diplomacia brasileira no governo do PT, com o intuito de dizer ao mundo que o Brasil é um ator internacional de relevância, que tem sua própria opinião e que não se deixará ser influenciado pelos interesses dos EUA, demonstra claramente que há uma nova ordem mundial e, por conseguinte, há necessidade de renovar os acentos permamentes do Conselho de Segurança da ONU, em face da nova conjuntura internacional, que deve abster-se de enxergar o Brasil como país coadjuvante, deve enxergar o Brasil como ator principal no cenário da política internacional.

Responder

Miriam S Lenhare

19 de março de 2010 às 03h23

Magnifico texto. Ao lê-lo me veio o pensamento de que os USA endureceram e pressionam para encaminhar soluções de sanções e guerra porque essa tem sido a sua estratégia para manter uma indústria bélica e o patamar de empregos por lá, distraindo sua população da falência de seu modelo econõmico.
A tempo, Israel já começou; acabaram de atacar a faixa de Gaza.
Miriam

Responder

João

19 de março de 2010 às 02h58

Que análise lúcida, e muito bem embasada.

Depois vem o PSDB e o vestal Arthur Virgíio fazer "beicinho" para a política externa brasileira. Deveriam ter vergonha na cara, porque informação, ao menos assim creio, eles tem (ou deveriam ter, como senadores da república).

Fora PSDBestas! Dilma 2010!!

Responder

    @gleciotavares

    21 de março de 2010 às 00h09

    É pura inveja. Acho que eles temem que FHC corte os pulsos, por isso que tentam fingir que esta tudo dando errado.

Vanda

19 de março de 2010 às 02h40

Portal Luis Nassif.

Lula e a inteligência brasileira Postado por Antonio Carlos Pedro em 18 março 2010 às 4:05
Exibir blog de Antonio Carlos Pedro
Por antoniocarlospedroTexto de Carlos Henrique Machado Freitas
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/lula-e-a-in

Responder

Hélio

19 de março de 2010 às 01h36

Grande Pepe Escobar, meu Guru do Rock nos anos 80. Parabéns pelo texto.

Responder

    Carlos

    19 de março de 2010 às 20h07

    Pepe trabalho u na Folha nos anos 80, né?
    Quando e por que saiu de lá?

Beatriz

19 de março de 2010 às 00h59

Azenha, há décadas eu não lia nada do Pepe Escobar! Foi um feliz reencontro. A partir desse seu post, acabei navegando pelo Asia Times Online e pelo The Real News, onde o Pepe é comentarista (ele não aguentou a nossa velha mídia!), e encontrei um link para um documentário obrigatório, com texto da escritora indiana, pacifista, lúcida e bela, Arundhati Roi, autora de um único e grande romance (precisa mais?): O Deus das Pequenas Coisas, traduzido aqui, se não me engano, pela Cia. das Letras. Um dos grandes romances que li no início desta década. O documentário tem pouco mais de uma hora, está em inglês, mas é obrigatório. Segue o link:
http://video.google.com/videoplay?docid=410032256
Abs.
Beatriz

Responder

Leider_Lincoln

18 de março de 2010 às 23h26

Entrei no circo dos israelófilos entreguistas para comentar esta matéria aqui: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/inter… . Como lá, como em Cuba (ao se acreditar em certos trols para chantagear os moderadores) não há espaço para manifestar a opinião, NEM MESMO MODERADA, escrevi a seguinte mensagem na seção "comunicar erro":

Não sei se os "especialistas" se lembraram, mas somos, AGORA, um país livre e soberano. Ah, e faculdade Rio Branco? O que é isto? E outra, embaixador nos EUA na época do chanceler que retirava os sapatos para pisar em solo estadunidense? Os tempos mudaram… Por fim, PUC-SP? Hãmm??? Saiam dessas, algum respeito nosso só encontrarão nas federais! Se era para escrachar com nossa cara, por que não chamaram logo o Magnoli?

Façam o mesmo. Ao invés de apenas se indignar com os trols como o tal Jair Beraldo e o outro que durou um dia, que se "escandalizam" com a moderação, demonstrem a hipocrisia dos meios de comunicação que os pagam. Enviem mensagem por qualquer espaço e usem e abusem do Google Sidewiki!

Responder

Joana

18 de março de 2010 às 22h50

Ótimo artigo! Lula engrandece o Brasil e nos enche de orgulho!!! Apóio 100% !!!!

Responder

francisco.latorre

18 de março de 2010 às 22h28

o pepe escobar é craque.

saiu do brasil incomodado com a viralatice generalizada.

e é insuspeito de aliviar na análise.

o brasil tá mudando tanto que um dia ele volta.

ele e o ivan lessa.

volta ivan…

o brasil não é mais o bananão.

Responder

Silvio Neto

18 de março de 2010 às 22h04

Fantástica a análise do Pepe, parabéns Azenha, seu site é muito importante para Democracia brasileira. Só com texto dessa qualidade é possivel avançar contra o PIG e os DEMOTUCANOS.

Responder

Wilza Paim

18 de março de 2010 às 21h28

Deixem a grande mídia nadar nadar e morrer na praia, abraçados com os tucanos e comp.
Muito boa análise, além do que já foram obrigados a noticiar a gde mídia.

Responder

Tomudjin

18 de março de 2010 às 20h41

De uma coisa temos certeza: os partidos que se opõem à política externa brasileira, juntamente com a nossa "cansada " midia corporativa, vão preferir que os conflitos no oriente médio não cessem, pelo menos se acaso esse feito tiver sido conquistado na gestão do Presidente Lula.
É esta política do "quanto pior, melhor" que movimenta as engrenagens dessa oposição desnorteada, e que só sobrevive graças as subserviências do PIG.

Responder

macmonteiro

18 de março de 2010 às 20h39

É nessas horas que eu me sinto (muito bem) representado por Lula!

Responder

jacob

18 de março de 2010 às 20h35

Como é que um torneiro-mecânico, semi-analfabeto, chega à presidência da república, onde conquista o seu primeiro diploma, se não for através de muito diálogo, muito xaveco, muita conversação???? O LULA é o campeão das mesas de negociação, gente. Se brincar ele faz instala a paz no oriente médio e ainda aumenta nosso superávit comercial com a região. Deixa o LULINHA PAZ E AMOR trabalhar sossegado que vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo, ok?!?! ANIME-SE HARDY!!! Em tempo: O LULA está até o semblante iluminado e apaziguado. Com certeza, se após ele entrar nas conversações, rolar a paz no OM, o CARA será canonizado. A dúvida é: São LUIZ INÁCIO ou SÃO LULA?????

FORA PSDBestas DEMentes e PIg' SS!!!
QUERO LULA DE NOVO QUERO DILMA 2010 MEU POVO!!!

Responder

    Rogerio

    20 de março de 2010 às 02h22

    Concordo inteiramente, Jacob!

    O sucesso do Lula em tudo o que faz, é que, de fato, em minha visão, representa NOSSA visão, NOSSOS interesses. Em outras palavras, algo que eu chamaria de "bom-senso-comum".

    E o que isso significa? Significa que ele age como a maioria de nós agiria. A razão disso é simples: ele veio de nós! Veio do seio do povo. Não de uma cultura aristocrática e elitista. De fato, por mais contraditório que possa parecer, a melhor coisa que aconteceu ao Lula foi isso: simultaneamente, não ter estudado tanto, e ser presidente do Brasil.

    Graças a essa coincidência de fatores, ele não esteve exposto às cátedras e ao ambiente frio e aristocrático das universidades, cujas maiores expoentes, pregam teorias, idéias e pensamentos antenados com o Estabilishmment vigente. Visam a manutenção do Status Quo. São, sem sombra de dúvida, reflexo da cultura, ciência e "modus operandi" estadunidenses, pois o Grande Irmão Imperialista do Norte investe pesado, via CIA e outras instituições, para disseminar sua visão de mundo, ao mundo todo!!

    Nada disso, ao contrário!!! Como alguns de nós – o meu caso, por exemplo, que tenho apenas o ensino secundário – resolveria o imbróglio sionista-islâmico? Chamaríamos Netanyahu, Ahmadinejad, Hu-jin-tao, Putin e Mahmoud Abbas para uma suculenta e saborosa feijoada (com opções Kosher para os israelenses, claro). Em uma bela mesa com um sambinha ao vivo e com o corcovado como panos de fundo, depois da primeira rodada de petiscos e loiras geladas, tudo estaria resolvido com o seguinte diálogo:

    "Pessoal, vamos deixar disso, somos todos amigos!!
    Apertem as mãos, galera, façam as pazes, vamos deixar de besteira que a vida é curta!!!
    Toma, Ahmadinejad, enche o copo do Netanyahu aí!!!
    Vamos brindar, gente!! O Zeca Pagodinho está chegando, vocês vão se amarrar, ele é incrível!!
    Mahmoud, passa a farofa pro Hu-jin-tao aí!!! OOO Hu-jin-tao, deixa de ser safado, come a feijoada antes que esfrie, deixa a mulata em paz, rapaz!!
    Ahmadinejad, passa pro Putin essa cachacinha aí que está do seu lado, é mineira; essa aí, amarelinha, ele nunca mais vai querer saber de Vodka.
    Gente, o Obama me ligou mais cedo, mandou um abraço pra todos; disse que não vem. Está procurando outra guerra, talvez com os Ets, quem sabe, pra agradar o Lobby da industria armamentista e o FED.
    Tem guardanapo aí na mesa, pessoal, agora vamos aproveitar e falar de negócios…"

    Simples assim. Porque as soluções mais simples são as mais eficazes.

    Sintonizados com o interesse legítimo dos Brasileiros, um povo tão sofredor como os seus, nas mãos da águia rapace americana – e sua máquina de morte e dinheiro -, essa feliz roda iria dar as mãos e terminar o evento aos abraços e marcando o próximo encontro.

Christian

18 de março de 2010 às 19h48

De tudo o que já andei lendo sobre o assunto essa foi a mais completa análise sobre os resultados da viagem do governo brasileiro ao Oriente Médio e os seus reflexos no mundo. Muito bom esse Pepe Escobar. Valeu Azenha.

Responder

vinicius

18 de março de 2010 às 19h05

bom para contrapor a artigos de pessoas Frias e blogueiros de esgoto que chamaram o presidente de simplorio se colocando em situacao ridicula, nos termos mais leves (outros vao de loucura pra baixo)…

Responder

sergio

18 de março de 2010 às 18h45

lula realmente é o cara, por aqui o pig se desespera, mas, estamos bem na fita

Responder

Leider_Lincoln

18 de março de 2010 às 18h18

É como disse o sábio sem nome que esconde a sua çabedoria sob o pseudônimo de Dvorak e concorda com um famoso editorialista da Grande Imprensa (em seu amor por rapagões?), mesmo sabendo que não precisava disso tudo para concordar com o que ele diz (ah, o idioma português…): a diplomacia do Brasil é mesmo uma piada…
Ops, não é! Ela é respeitada pelo mundo a fora, quem a ridiculariza são apenas os chacais da extrema direita, uma gente que, como se sabe é, reconhecidamente, bastante ridícula..

hehehehehe

Responder

    José Silva

    18 de março de 2010 às 23h25

    Rapaz eu sou frequentador assíduo deste Blog, apesar de postar muito pouco. Mas lendo seu comentário me veio a lembrança do Dvorak. Por onde ele anda? Será que se entupiu com o desempenho do LULA no OM esta semana?

    Rodrigo

    19 de março de 2010 às 09h34

    Vai ver que trocaram ele lá na central de Trollagem…

    francisco.latorre

    19 de março de 2010 às 01h20

    pô leider…

    vão pará de chamá os piolho?…

    não fazem falta. nenhuma.

    @gleciotavares

    21 de março de 2010 às 00h06

    Eu aconselho os trolls a irem puxar o saco do reinaldo azevedo.


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