VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


O Rei Roberto Carlos e suas relações com inimigos da democracia; vídeo
Fotos: Rede social, Memórias da Ditadura e reprodução de vídeo
Você escreve

O Rei Roberto Carlos e suas relações com inimigos da democracia; vídeo


02/12/2019 - 17h37

por Conceição Lemes

Um grande amigo, médico e professor de uma das mais conceituadas faculdades de medicina do País, diz: Pau que nasce torto, morre torto.

Nesse sábado (30/11), durante um show realizado na Ópera de Arame, em Curitiba, para a gravação do especial “Roberto Carlos – Além do Horizonte”, o cantor e compositor destacou a presença na plateia de Sérgio Moro:

“Tenho o privilégio de receber aqui nessa plateia um cara que realmente admiro e respeito por tudo o que ele feito por nosso país. Estou falando de Sergio Moro…”

Enquanto batia palmas e reverenciava o homenageado, reforçou:

“Sem dúvida, um privilégio”.

Após o show, Roberto Carlos recebeu no camarim o atual ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato e a sua “conja” Rosângela Moro.

Tiraram fotos.

Os três postaram em suas redes sociais, inclusive Moro, que escreveu no twitter:

“Dia de levar a esposa em show romântico e de reverenciar o Rei”.

Para quem viveu o período da ditadura militar nenhuma surpresa.

Em artigo publicado em Carta Maior em 5 de maio de 2005 — O Rei Roberto Carlos e a ditadura militar no Brasil –, o jornalista e escritor Urariano Mota lembra a passagem do cantor da juventude, da jovem guarda, para o cantor “romântico”, na medida mesma em que as botas militares pisavam com mais força a vida brasileira.

Urariano observa:

(…) a passagem do Roberto Carlos Jovem Guarda para o senhor “romântico” não se dá pelo envelhecimento do seu público.

Ora, de 1965 a 1970 correm apenas 5 anos. O envelhecimento é outro. Nesses 5, correm sangue e enfurecimento da ditadura militar, no Brasil, e crescimento da revolta do público “jovem”, no mundo.

Enquanto explodem conflitos, a canção de Roberto Carlos que toca nos rádios de todo o Brasil é Vista a roupa, meu bem (e vamos nos casar).

(…)

Para Urariano, o namoro do Rei Roberto Carlos com o regime não foi um breve piscar de olhos, um flerte, um aceno à distância:

O Rei Roberto não compôs só a música permitida naqueles anos de proibição.

O Rei não foi só o “jovem” bem-comportado, que não pisava na grama, porque assim lhe ordenavam.

Ele não foi apenas o homem livre que somente fazia o que o regime mandava. Não.

Roberto Carlos foi capaz de compor pérolas, diamantes, que levantavam o mundo ordenado pelo regime.

Ora, enquanto jovens estudantes eram fuzilados e caçados, enquanto na televisão, nas telas dos cinemas, exibe-se a brilhante propaganda “Brasil, ame-o ou deixe-o”, o que faz o nosso Rei? O Rei irrompe com uma canção que é um hino, um gospel de corações ocos, um som sem fúria de negros norte-americanos. Ora, ora, o Rei ora:

“Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estou aqui

olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando

olho pra terra e vejo uma multidão que vai caminhando

como essa nuvem branca, essa gente não sabe aonde vai

quem poderá dizer o caminho certo é Você, meu Pai.

AS BOAS RELAÇÕES COM A DITADURA MILITAR NOS ANOS DE CHUMBO

Em reportagem bem apurada de Marcelo Bortolotti – Roberto Carlos , em ritmo de ditadura, Época faz um retrato minucioso das relações do cantor com o regime militar.

Mostra, inclusive, como, no auge de suas boas relações com o regime militar, o cantor ganhou a concessão de uma rádio FM em 1979, em Belo Horizonte, no princípio do governo do general João Baptista Figueiredo, último presidente da ditadura iniciada em 1964.

“Essa passagem desconhecida da biografia de Roberto Carlos foi o ponto culminante de suas boas relações com o poder ao longo de duas décadas de ditadura no país”, diz Bortolotti.

A reportagem de Bortolotti, de 4 de abril de 2014, revela:

*Em maio de 1967, Roberto Carlos já era uma espécie de unanimidade nacional, quando foi recebido para uma audiência a portas fechadas com o ministro da Justiça, Luiz Antônio da Gama e Silva, redator e locutor do AI-5. Precisamente em 1968, ano do AI-5, o cantor lançou seu primeiro filme, “Roberto Carlos em ritmo de aventura”.

Os produtores do filme não conseguiram enviar a tempo uma cópia integral do filme, fazendo com que o trailer fosse censurado.

Diante do impasse, o ministro Gama e Silva enviou um telegrama urgente à Divisão de Censura da Polícia Federal, que atuava sob seu comando.

Ele pedia ao chefe da Censura para “abrir uma exceção” e liberar o trailer sem assistir ao filme. “Se trata de uma história cujo protagonista é o mais admirado e popular artista brasileiro”, afirmou o ministro. O trailer foi liberado no dia seguinte.

Foto: Reprodução

*Em 1971, Roberto Carlos mandou um telegrama de condolências ao ministro da Aeronáutica, marechal Márcio Melo, lamentando a morte de três militares num acidente, durante um show da Esquadrilha da Fumaça.

*Também, em 1971, um comunicado do Serviço Nacional de Informações (SNI) criticava a imprensa por “atingir a honra” de diversos artistas por meio de “noticiário difamatório”.
“A incidência deste desgaste recai seguidamente sobre determinados artistas que se uniram à Revolução de 1964 no combate à subversão e outros que estão sempre dispostos a uma efetiva cooperação com o Governo”, diz o informe.

Entre os artistas, aparece o nome de Roberto Carlos e de seu empresário na época, Marcos Lázaro.

*Roberto Carlos realizou shows durante as Olimpíadas do Exército, em 1971 e 1972, na Presidência do general Emílio Garrastazu Médici.

Os jogos serviam para aproximar os militares da população, enquanto o regime iniciava ações duras contra opositores.

*Em 1973, Roberto Carlos foi agraciado com a Medalha do Pacificador, honraria concedida a militares ou civis que de alguma forma contribuíam com o Exército. Mais tarde, a medalha ficou famosa por homenagear os torturadores do regime. Ele a recebeu em São Paulo, das mãos do general linha-dura Humberto de Souza Mello (veja abaixo).

Segundo a justificativa publicada no Boletim do Exército, a medalha foi concedida “pela inestimável colaboração prestada ao Exército”, em especial durante a realização de sua IV Olimpíada.

Os jogos aconteceram no Recife naquele ano, e Roberto Carlos foi a grande atração do show de encerramento. Depois de receber a medalha, ele se apresentou durante a exposição O Brasil de hoje, que enumerava as realizações do governo ao longo de nove anos de ditadura.

Roberto é condecorado com a Medalha do Pacificador, em 1973, e recebe a honraria pelas mãos do general Humberto de Souza Mello, em São Paulo. Foto: Memórias da Ditadura

*Em março de 1975, Roberto Carlos apareceu cantando num programa de televisão comemorativo ao 11º aniversário do golpe militar, transmitido em cadeia nacional. O programa contou com pronunciamento de vários políticos ligados à Arena. Também participaram do programa os músicos Jair Rodrigues e Eliseth Cardoso.

*Em 1976, Roberto Carlos recebeu a Ordem do Rio Branco, reconhecimento do governo brasileiro pelos serviços prestados à nação. Quem entregou a medalha foi o presidente Ernesto Geisel.

ROBERTO CARLOS LAMBEU BOTAS DO GENERAL PINOCHET

O cantor não lambeu botas apenas para a ditadura militar brasileira.

Lambeu também para o sanguinário ditador do Chile, o general Augusto Pinochet.

Reportagem de Osmar Portilho, publicado no UOL, em 10 de fevereiro de 2019, relata as memórias terríveis da cantora chilena Ana María Giménez com algumas músicas, em especial a faixa “Um Milhão de Amigos”, de Roberto Carlos.

A história de Ana María está contada em um artigo da pesquisadora Katia Chornik e foi reproduzida pela CNN.

Em 1975, durante a ditadura Pinochet, ela, então com 24 anos de idade, foi presa sem nenhuma acusação formal e levada para uma das 1.168 cadeias com presos políticos  do Chile.

Em uma noite, quando estava encarcerada, Ana María  foi obrigada a cantar “Um Milhão de Amigos”, de Roberto Carlos.

Quando se recusou a cantar a música, Jiménez foi obrigada a passar a noite na chuva.

Como era musicista, a música era usada como ferramenta de tortura.

Naquele ano, Roberto Carlos se apresentou no tradicional festival de Viña del Mar e agradeceu a presença de Pinochet na plateia, parecido com o que ele fez no sábado a Sérgio Moro.

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



37 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Zé Maria

09 de dezembro de 2019 às 20h02

Tom Jobim e a Ditadura

Por Urariano Mota*, no Vermelho, via GGN

Por força destes meses malditos de fascismo, para falar sobre Tom Jobim pesquiso sobre a sua vida na ditadura, sobre o que ele passou e nem sempre deixou claro. Na Wikipédia, encontro:

“Em 1971, ano anterior à composição de ‘Águas de Março’, Tom Jobim havia sofrido a única grande perseguição política em sua vida.
Em um protesto contra a censura que vigorava durante a ditadura militar no Brasil, Tom Jobim e alguns compositores assinaram um manifesto e se retiraram do Festival Internacional da Canção, da Rede Globo. Doze artistas, entre os quais Tom, foram detidos e, durante algumas horas, interrogados.
Segundo declarações posteriores de Chico Buarque, Edu Lobo e Ruy Guerra, um diretor da emissora esteve presente e insistiu para que os compositores voltassem atrás e retornassem ao festival. A pressão não funcionou, mas – na opinião de Chico e Ruy – instigou o aparelho repressivo do regime a enquadrá-los na Lei de Segurança Nacional.
Depois, Tom foi intimado várias vezes a prestar depoimento, chegou a ter o seu telefone grampeado e a suas cartas, violadas.
Segundo Tom, a questão foi resolvida ‘de uma maneira bastante brasileira’, quando um escrivão de polícia solidário o chamou e disse:
‘Olhe, o senhor não queira se meter com polícia…
Isso aqui não é bom. Negócio de polícia não é bom.
Vou bater um negócio aqui para o senhor…’.
E assim, o escrivão bateu à máquina de escrever uma declaração,
que Tom assinaria.
‘Este papel aqui diz que o senhor não teve intenção’”.”

A informação é verdadeira, porque ao continuar a pesquisa mais adiante venho
a saber dessa prisão pouco divulgada:

Chico Buarque, Tom Jobim, Edu Lobo, Paulinho da Viola e Ruy Guerra foram presos pelo DOPS por terem se recusado a participar do Festival Internacional
da Canção de 1971. Segundo Chico, o responsável pela prisão teria sido o próprio
Paulo César Ferreira, que na época era assessor de Walter Clark e organizava
o Festival.
Paulo César Ferreira, ex-diretor da Rede Globo de Televisão, usou a estrutura
da ditadura para forçar músicos a se apresentarem no 6º Festival Internacional
da Canção, em 1971.

Pior, ou melhor, para a reputação política dos compositores: eles divulgaram
uma carta na imprensa denunciando que não participariam do Festival
devido à censura.
Todos eles foram presos pelo Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e
Social) e, durante um dia inteiro, ficaram detidos e receberam ameaças.
Os policiais do Dops alegavam que a atitude dos músicos era de caráter
‘comunista’ e que eles deveriam comparecer ao Festival.
A Rede Globo já havia comercializado os direitos de transmissão do 6º Festival
para outros países, tendo interesses econômicos na participação dos artistas.

Então vou ao reflexo da música de Tom Jobim no romance “A mais longa duração
da juventude”.
A sua música vem como um dos acontecimentos estéticos do tempo da ditadura:

“Penso na mais longa duração da juventude, resistente nos cabelos brancos,
no coração a pulsar regenerado, no peito renascido para o amor.
Como um broto que rebenta na árvore envelhecida, penso.
E, no entanto, eles que de nada sabiam vão pela Imbiribeira, palmilhando a Estrada do Sol (**), de Jobim e Dolores Duran, que cantavam ao sair de manhã da garagem da casa de Tonhão.

“É de manhã
Vem o sol
Mas os pingos da chuva
Que ontem caiu

Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre
Que me traz esta canção…”

Em outro ponto da memória, o ano de 1972 foi um dos mais luminosos de nossas vidas. Como última luz de estrela, brilhou não somente por comparação às trevas do ano seguinte. Mas em si mesmo. Se não antecedesse viradas trágicas, seria um ano digno do mais caloroso afeto. 1972 foi como um disco vinil, uma canção que ouvíamos sem parar na radiola de ficha wurlitzer. Da embriaguez na noite ao arrependimento na manhã, havia sempre uma canção em nosso caminho, de Blue Moon com Ella Fitzgerald a Yellow Submarine e Chovendo na Roseira. Mas ao confrontar há pouco o sentido da memória, pude ver que levamos para um mesmo espaço acontecimentos de tempos diferentes. Isso quer dizer, os anos às vezes se confundem, unificados e na unidade do sentimento. Assim, guardei como de 1972 a manhã de um sábado em que ouvi Chovendo na Roseira em 1974. Por que a canção na voz de Elis Regina veio como se fosse de 1972? Entendo, ou procuro entender o amolecimento elástico do coração. É que na mesa do bar no Pátio de Santa Cruz ouvimos a voz de Elis e o piano de Tom Jobim. Ficamos suspensos na manhã de 1974 como se cantássemos em um jardim de pétalas vermelhas. “Olha, está chovendo na roseira, que só dá rosa, mas não cheira”. Vinha um nó na garganta que deixava a gente sem fala, e o empurrávamos para baixo com goles de cerveja. “Adivinhou a primavera”, pensei há pouco, de modo apressado, que podia ter sido no ano da luz de 1972. Mas se tivesse pesquisado no íntimo, veria que o sentimento num instante de 1974 não poderia ser o de 1972”.

Agora, como uma ligação à sua morte em 8 de dezembro de 1994, lembro a música que mais ouvi quando soube do último dia de Tom Jobim em Nova York:

No CD Passarim, Borzeguim, Isabella vão passando. É o velho novo Tom renovando o peito da gente. Súbito, paro. Ouço uma voz entre a brincadeira e a seriedade:

“Un, deux, trois”, e vem um coro feminino, e começo a ouvir uma conversa melódica de Tom, entre a brincadeira e a seriedade mais uma vez:
[…]
E vem então uma melodia que é um estender-se de Tom ao piano, uma canção que acende na gente uma melancolia tão doce quanto letal:
[…]
E chegam uns acordes breves do piano que são uma impressão digital de Tom, que remetem a Wave, que remetem a Águas de Março, que remetem à voz nos dedos do Jobim maduro. Então ele retoma, num prolongamento, numa repetição com outras palavras:
[…]
Não é nem o “a minha vida está uma bagunça, uma confusão tamanha, vamos a uma cerveja”, que nos toca de passagem como uma confissão. O que há nessa música é a história que sabemos de Tom, posterior a ela. Como esquecer que Tom morreu em Nova York? Como esquecer que o câncer de bexiga fez com que ele morresse, com toda tecnologia e avanço norte-americano, em um hospital tão longe? Não riam, por favor, mas os artistas são meio bruxos, meio profetas. Sei que esta não é a hora de uma discussão racionalista, para que se prove a vigorosa intuição que possui um artista.

Isso exigiria uma descida até o nascimento da arte nas sociedades mais primitivas, quando a religião, a invocação aos deuses anímicos era ao mesmo tempo uma representação do sonho humano. Isto exigiria ainda o relato da experiência viva, que temos observado ao longo do tempo. Não, agora é começo do ano. O que importa agora é dizer: a brincadeira, a piada de Tom, sobre uma sua chegada a Nova York, traz para nós, seus sobreviventes, a luz da precariedade da vida humana.

*Urariano Mota, jornalista, é autor dos romances “Soledad no Recife”,
“O Filho Renegado de Deus” e “A Mais Longa Duração da Juventude”.
É colunista do “Portal Vermelho” e colaborador do “Prosa, Poesia e Arte”.

(**) ESTRADA DO SOL (Dolores Duran/Antonio Carlos “Tom” Jobim)
Por Tom Jobim e Banda Nova: https://youtu.be/Mp-A109DK3Q
Por Agnaldo Rayol: https://youtu.be/j-oYtfECMzA?t=1959
Por Sylvia Telles: https://youtu.be/ZHHkNyuJ_c0
Por Nara Leão: https://youtu.be/F89zs4WYd9Q
Por Elis Regina: https://youtu.be/HqV4S9SeIEk
Por Clara Nunes: https://youtu.be/Hz5Gpl0WAn8?t=423
Por Beth Carvalho: https://youtu.be/y4j40kyXTJY
Por Gal Costa: https://youtu.be/wh4FqNkK1jc
Por Adriana Calcanhotto: https://immub.org/album/24o-premio-da-musica-brasileira-homenagem-a-tom-jobim-1
Por Vanessa da Mata (16): https://immub.org/album/canta-tom-jobim
Por Fernanda Takai: https://youtu.be/mMCjcLNa77E
Por Adriana Deffenti: https://youtu.be/2ekXNqWy6Wc
Por Carminho e Marisa Monte: https://youtu.be/9zI7YZXPyHo

Responder

Andressa

09 de dezembro de 2019 às 03h22

Agradecer a Pinochet, não dá mesmo, aquele ser era monstro, e outra diferente dos brasileiros que reverenciam ditadores, no Chile é uma triste história odiada pela grande maioria. Quanto RC, só posso dizer o quanto estou decepcionada.

Responder

Maria do Carmo Ramalho Santos

07 de dezembro de 2019 às 21h16

Não conhecia essa faceta “fascista” do Roberto Carlos. Apesar de gostar de algumas músicas cantadas por ele, sempre me incomodou o modelo politicamente correto. Agora o Rei ficou “Nu”. Estou fora

Responder

    MAURICIO

    20 de dezembro de 2019 às 23h57

    Impressiona a quantidade de informações utilizada para mostrar uma desinformação sem limite , Roberto Carlos ao meu ver esteve do lado da lei e da ordem , talvez seja esse o motivo de tanto ataque ao ponto de dizer que é inimigo da democracia , faz me rir , democracia então seria cuba, Venezuela, Rússia, China , esse tipo de desinformação para mim não serve sei muito bem diferenciar quem são os inimigos da democracia e com certeza não é Roberto Carlos e nem aqueles que se relacionaram antes, durante ou depois , mas o que ficaram 14 anos no governo roubando a nação.

Dalmo Renato Joly Rocha

07 de dezembro de 2019 às 17h23

Que palhaçada essa imprensa nojenta de esquerda. Eu no lugar do Roberto, teria feito a mesma coisa. Porque o Regime Militar só foi ruim pra quem sempre quis libertinagem. Agora, duro é ver esquerdopatas falando de corrupção, quando idolatram um bandido tal como Lula, que enriqueceu de uma forma tão rápida quanto escusa e quebrou o país nestes 13 anos que posou de “comandante da democracia”. Vocês que ficam quietinhos quando o assunto é crise na Venezuela é que idolatram jaguaras como Che e Fidel, mas na hora de passear vão pros States… vcs é que são piadas. Roberto é Roberto, simplesmente o maior cantor brasileiro de todos os tempos.

Responder

    Simone Aragao

    09 de dezembro de 2019 às 00h11

    Penso do mesmo jeito. Engraçado que essa imprensa acha que só o ponto de vista deles é o correto. Milhões de brasileiros desfrutaram com estudo , trabalho e sucesso, essa época ! Ate as músicas de protestos eram mais bonitas, mesmo que algumas não tivessem fundamento. Os artistas que “se exilaram” fizeram porque o quiseram. Muitos ficaram aqui produzindo suas impressões, mesmo com a idiotice da censura, única falha daquela época.

Silvio Sampa

04 de dezembro de 2019 às 15h13

Sempre desconfie de uma pessoa extremamente religiosa, porque nos bastidores até o diabo perde. Que o diga Paulo Sérgio, se estivesse vivo. Crápula!

Responder

LuisCPPrudente

04 de dezembro de 2019 às 12h31

O “rei” Roberto Carlos é um canalha e pilantra, o sujeito até mesmo escreveu uma música para o Caetano Veloso (e disse ao mesmo que a música era sobre o sofrimento de Caetano no exílio), ou seja, criou um antídoto para se posar de humanista e contra a Ditadura, usando uma figura pública que foi perseguida pelos ditadores.

Responder

    Rosana Santos

    08 de dezembro de 2019 às 08h43

    Não concordo com o Senhor! O Roberto Carlos, tem opinião e sempre soube está do lado certo! Nunca ficou do lado dos corruptos, bandidos!

    Rosana Santos

    08 de dezembro de 2019 às 08h45

    Não concordo com o Senhor! O Roberto Carlos, tem opinião e sempre soube está do lado certo! Nunca ficou do lado dos corruptos, bandidos! 👉🏽😎👉🏽😎👉🏽😎👉🏽😎👉🏽😎

    Paulo ADentroo

    09 de dezembro de 2019 às 15h24

    Ah senhora larga mão de ser trouxa o dona Rosana das alturas! Gado demais você e muitos aqui !

Morvan

04 de dezembro de 2019 às 09h08

Bom dia. Além do seu apego aos fascistas, Roberto Carlos tem um histórico nada samaritano no concernente ao seu modo de tratar os concorrentes. Em artigo intitulado Ritchie: a rasteira invisível do Rei, por Patricia Faermann, é contada a “puxada de tapete” do “Rei” no cantor Ritchie, então o único a lhe superar em venda de discos, arruinando a sua carreira. Tim Maia, o síndico mais amado do mundo, já tinha apregoado aos quatro cantos a manobra do aderente “Rei”. Jabá às avessas é algo inédito, pois.

Responder

    Rogério

    07 de dezembro de 2019 às 16h15

    O que é fascismo,qual a sua origem e os ideais da tal ideologia?

Luis Alberto Fagundes

03 de dezembro de 2019 às 12h41

O rei falou tudo oque tava guardado,ele nunca se meteu em política nunca se manifestou para A ou B ele apenas elogiou o trabalho do Sérgio Moro,e vocês esquerdopatas já saíram com armas na mão contra o rei,querem democracia aceitem outras opiniões cambada de vagabundos

Responder

    Luiz Ramos

    03 de dezembro de 2019 às 18h17

    anda lendo site esquerdopata boneca?,…anda perdido por aqui pq?? lol

    Silvio Sampa

    04 de dezembro de 2019 às 15h01

    Luís Alberto, quem nasceu para roberto carlos jamais será Chico Buarque.

    antonio carlos

    04 de dezembro de 2019 às 17h07

    Uma das características do analfabetismo político de um povo e a sua incapacidade de ligar os pontos.
    A pessoa tem FATOS comprovados diante de si, mas para defender sua ignorância, os trata isoladamente, sem entender que eles formam a figura sinistra da ditadura.

    Josimari

    08 de dezembro de 2019 às 13h48

    Verdade, sou do tempo da Jovem Guarda, e do tempo dos militares.
    Nunca vi Roberto se envolvendo em política.
    Simplesmente no Show homenageou o Ministro.
    Que drama. Ou melhor que inveja.

    Maria de Fátima Gonçalves

    09 de dezembro de 2019 às 13h47

    Boa tarde, vivi à época que vocês vivem apregoando e desde 1967 quando ouvi a voz e as músicas dele me tornei sua fã e serei até o dia que morrer, aceitamos mais de 20 anos de um governo que a maioria havia escolhido e nunca fizemos nada do que estão fazendo e falando desde essa última eleição, eu penso que deveriam torcer para que o Brasil entrasse nos eixos (o que vai demandar muitos anos após os últimos tempos), tinha certeza de que iriam procurar ” pelo em ovo “, quando o Ministro Sérgio Fernando Moro e esposa foram ao show, mas desde a época da campanha eleitoral ele já havia se manifestado e sempre elogiou a Lava Jato, seus fãs verdadeiros e fiéis sabem, e se não me falha à memória: DEUS NOS DEU O LIVRE ARBÍTRIO, não é verdade, tinha certeza absoluta que iriam tentar denegrir a imagem dele, mas o que importa é que ” Deus está acima de tudo e todos, ainda bem. Agradeço a oportunidade de poder manifestar minha modesta opinião.

Miranda

03 de dezembro de 2019 às 11h10

O “rei ” e o moro fazem parte da mesma farinha e quem é mais velho acompanhou sua trajetória de lambe botas e bom menino. Mesmo durante a jovem guarda, sua irreverência era sobre roupinhas diferentes e cabelos longos, extraindo somente as aparências externas de um movimento mundial de transformação social e política. Para o público da época, se comportava de forma aparentemente neutra perante os horrores da ditadura, diferente de artistas como Chico, Caetano, Gil e Vandré.

Responder

    JOMAC

    07 de dezembro de 2019 às 16h33

    Pelo q Vc vomita na postagem tentando se expressar levianamte se percebe o q contém na no seu cerebelo…1 Qi abaixo de ZERO…Sugiro q joque tanto estrume por outro canal + compatível c o q realmte Vc se retrata…Provavelmte esquerdista psicopata aos extremos.

    Nelson Barni

    09 de dezembro de 2019 às 15h27

    Roberto Carlos,desde o início da Jovem Guarda até agora,nunca deu mal exemplo a juventude na época e nem agora,muito pelo contrário,só divulgou o amor,paz,união e a fé em Deus,coisa que esses esquerdistas nunca fizeram ou fazem,ao contrário,querem propagar o que não presta,mas isso não vão conseguir.Seus incapazes,imbecil.Quem é Rei,nunca perde a majestade,vocês,perderam tudo,até a moral”,coisa que vocês nunca tiveram.Parabens,Miranda,por apoiar que é do bem.Estamos nessa,irmão

Fernando Soares

03 de dezembro de 2019 às 11h04

RC tem uma posição poĺitica e pronto. Qual o problema? Chico Buarque também tem a sua, oposta à de Roberto. O Brasil tem que parar com esse mínimo, essa intolerância. O que vale é a obra musical do artista
Nesse aspecto, por exemplo, sou mais Chic9.

Responder

LULIPE

03 de dezembro de 2019 às 09h42

Moro é admirado não apenas pelo Rei, mas pela grande maioria da população brasileira que é contra a corrupção em todos os níveis, principalmente, a ocorrida nos últimos governos de lula e Dilma. #mito2022 #moro2026

Responder

    Severino Fernandes

    03 de dezembro de 2019 às 12h35

    Me dá nojo quando essa gente fala ser contra a corrupção. São os mesmos que não dão um pio sobre Queiroz, milícias e laranjal bolsonarico. Só enganam a si mesmos e aos poucos tolos que ainda acreditam nesses cretinos falso moralistas…

    Silvio Sampa

    04 de dezembro de 2019 às 15h05

    Mas é um mané mesmo.

    antonio carlos

    04 de dezembro de 2019 às 17h09

    Tolinho ou gozador, você? rs

    Giusepe

    06 de dezembro de 2019 às 12h06

    Quem foi que te falou que o juiz ladrão tem a maioria da população a seu favor?

Elena

03 de dezembro de 2019 às 08h29

Eu não sabia desses flertes de Roberto Carlos com os milicos da ditadura. Não sabia que ele admirava Pinochet. E eu, que desde a minha meninice e adolescência, curtia Roberto Carlos, depois dessa bajulação com o Sejumoro nem vou mais querer saber desse cantor apoiador da ditadura. Cai fora, Roberto Carlos!

Responder

    Maurício

    04 de dezembro de 2019 às 08h41

    Cara Elena:
    As posturas do Roberto Carlos não surpreendem, elas são públicas e notórias, mas sempre me causou incômodo o fato de que outros artistas da época (Dom e Ravel, Wilson Simonal…) tivessem suas carreiras encerradas por muito menos e Roberto sempre foi blindado às críticas, inclusive mantendo relações próximas com muitos dos perseguidos, como Caetano e Chico.

    Mauricio

    04 de dezembro de 2019 às 08h54

    Cara Elena:
    As posturas do Roberto Carlos não surpreendem, pois sempre foram públicas e notórias. No entanto, sempre me causou incômodo o fato de que vários artistas (Dom e Ravel, Wilson Simonal…) tiveram suas carreiras encerradas por muito menos, enquanto Roberto era blindado às críticas, mantendo, inclusive, relações próximas com alguns perseguidos, como Caetano e Chico.

Edson

02 de dezembro de 2019 às 19h44

Mais um ponto positivo para o REI. Para esquerdopata só o AI 5 resolve!

Responder

    antonio carlos

    04 de dezembro de 2019 às 17h11

    Defender essa faceta escura do RC e defender a ditadura e o AI-5 são perfeitamente coerentes e mostram o que cada um é.

    Marisa

    08 de dezembro de 2019 às 00h00

    Imploro a volta dos botões dourados.Nada tenho a temer.Melhor época da vida pra mim,toda minha família e amigos.

    Marisa

    08 de dezembro de 2019 às 00h02

    Assino embaixo.

Ricardo Cebalho

02 de dezembro de 2019 às 18h32

Não creio que seja conveniente e necessário ficar entrando em atrito com Roberto Carlos, não levará a nada, ao contrário pode prejudicar a esquerda pois existe muito mais pessoas fanátrica por Roberto do que entendidas em política, e revoltados poderam ser contra nossos propósitos, mesmo porque ele não se mete em política.
Publicar também no Facebook
Publicar
Plugin de comentários do Facebook

Responder

Zé Maria

02 de dezembro de 2019 às 18h24

No Brasil, Roberto Carlos está para a Música
como Pelé está para o Futebol. E, em Política,
também se assemelham: ZERO, para os Dois!

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.