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Mauro Santayana: Os negócios e a soberania


14/04/2010 - 22h56

Os negócios e a soberania

Mauro Santayana
[email protected]

O MINISTRO NELSON JOBIM, sem que o Congresso e o povo fossem ouvidos, assinou, em Washington, tratado militar com os Estados Unidos. O objetivo é restaurar o acordo que existia antes e que o general Geisel rompeu em 1977. O governo cometeu erro político de que se dará conta no futuro. O Tratado, dizem seus defensores, é igual ao que temos com outros países do mundo. Não é: desafia-se o ministro Jobim a firmar um equivalente, em todas as suas cláusulas, com a Rússia de Putin ou a China Continental. Como todos os tratados, ele favorece o signatário mais forte. Benjamin Franklin aconselhava tratar bem o vizinho, mas manter o portão bem trancado. Jobim abre a porta do quarto. O tratado prevê o treinamento de militares brasileiros nos Estados Unidos. Quem treina, adestra, e quem adestra, busca obter certos resultados, entre eles, o da fidelidade.

Os convênios militares são necessários quando um inimigo comum aos contratantes ameaça atacá-los em conjunto, ou em separado. É natural que juntem seus recursos, humanos, militares e econômicos, para a defesa. A que necessidade corresponde a submissão do Ministro Nelson Jobim? Estamos em paz com nossos vizinhos e com países distantes. Não temos contencioso algum que não possa ser resolvido com a diplomacia.

Ao contrário: a grande ameaça que sofremos, a da perda de soberania sobre o território amazônico, vem, desde o século 19, exatamente dos Estados Unidos. O único acordo de defesa que a realpolitik nos aconselha é o tratado da Unasul, que reúna todos os recursos dos países do continente, a fim de enfrentar as ameaças externas à região.

Argumenta-se que o governo do presidente Obama busca construir bom entendimento com o Brasil e os outros países.

Mas os tratados, sobretudo os militares, não vinculam pessoas ou governos: vinculam estados. O Obama de hoje pode ser substituído por um Bush, um Reagan ou um Ted Roosevelt, amanhã. Não podemos abrir a guarda.

Outro argumento, e este, imoral, é que sua assinatura é necessária para que a Embraer venda cem aviões supertucanos à Força Aérea Norte-Americana.

Se os aviões são bons, o preço conveniente, e os Estados Unidos deles precisam, não há que subordinar uma coisa à outra. Seria natural que, em troca de comprar os aviões, os norte-americanos nos propusessem que lhes comprássemos veículos ou navios. Seriam moedas equivalentes de intercâmbio.

Não podemos vender aviões, oferecendo, como vantagem extra, um só palmo de soberania.

O presidente Lula sabe, de suas visitas ao Exterior, que o nacionalismo continua a ser a força das elites e do povo. Só no Brasil os grupos dirigentes desprezam a nação com a mesma desenvoltura que defendem os negócios. A firmeza na defesa da nacionalidade é tanto maior, quanto mais discreta. Há momentos em que se torna impossível conter a indignação, como ocorreu aos policiais federais, obrigados, pelo brio, a prender e a expulsar do país turistas ianques que nos ofenderam com seus gestos indecentes, como ocorreu no Mato Grosso. A soberania se exerce como a exerceu o presidente Geisel, em 1977, revogando, unilateralmente, como era de nosso direito, o Acordo Militar de 1952.

O ministro Jobim desconhece como o povo acompanha seus atos, a começar pelo uso indevido de uniformes militares, proibido aos civis, pela lei 1803, de 14 de agosto de 1958, em seu artigo 40. É difícil aceitar, que ele tenha inserido – como declarou publicamente – dispositivo ilegítimo à Constituição da República. Não há razão política para que ele se mantenha nos mais altos cargos da República, com tal comportamento.

Quem assim age, não defende a pátria: agride-a.

A cidadania está reagindo com indignação ao acordo, como os internautas averiguam, ao visitar os comentários dos leitores dos blogs dos grandes jornais. Essa é também uma forma de o Congresso aferir a vontade popular. Todos os candidatos às eleições de outubro devem dizer, de forma clara, o que pensam do documento. Não podemos votar naqueles dispostos a alienar a soberania por um prato de lentilhas – perdão, por um mero negócio, como a venda de aviões.

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010





44 comentários

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francisco.latorre

16 de abril de 2010 às 14h01

parece que oficializaram algo que já acontecia.

regulamentaram pra controlar melhor.

..

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Urbano

15 de abril de 2010 às 21h47

Esses quintas-colunas como o amarechalado e o hélio-gás-mostarda, dentre outros, devem ser o autoflagelo do nosso querido Presidente Lula.

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Acordo militar Brasil-EUA será submetido ao Congresso Nacional | Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de abril de 2010 às 18h07

[…] o acordo continua a sofrer questionamentos, como neste artigo, que o Viomundo republicou. Por isso, hoje à tarde entrevistei uma fonte importante do governo […]

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Rafael, BHte

15 de abril de 2010 às 20h59

2) e principalmente teriam q ter o pé atrás com quem ocupa bases de vizinhos e recria frota para nos fiscalizar mas para o nosso oficiais superiores os EUA sempre foram e continuam ser hoje em dia tudo aquilo q gostariam de ser e não são principalmente no orçamento. É preciso ficar de olho nessa influência ianque, ela já nos 'valeu' uma ditadura recentemente!

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Rafael, BHte

15 de abril de 2010 às 20h58

1) Os EUA têm e sempre tiveram a faca e o queijo na mão e pisam mesmo no pescoço de quem aparecer pela frente, nada de novo. Existem realmente certas condutas deles q quem não é amigo ou assina acordos eles boicotam e não vendem armas. Quanto a treinarem os militares brasileiros temos q ver em q termos isso será feito já q é desejável q os nosso militares tenham contato com países de tecnologias avançadas (houve até outro acordo com a itália essa semana) mas obviamente q não ser a pouco vergonha q sempre foi de termos autenticos teleguiados dos americanos. Recentemente um general (passando por cima da hierarquia) falou sobre como os comunistas são sorrateiros numa referencia ao Chávez, se não fosse ele um teleguiado mas sim um militar a defender os interesses do Brasil poderia até desconfiar do Chávez mas teria q fazer o mesmo com a Colômbia ( e sua base americana a menos de 50 km da nossa fronteira), com o Chile armado té os dentes enfim com todos, todos os cenários teriam q ser previstos..e

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O Brasileiro

15 de abril de 2010 às 17h22

Que tipo de tratado é esse?
O Congresso Nacional aprovou esse tratado?
Ou qualquer ministro pode assinar tratados militares?
Os militares são favoráveis a esse acordo?

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Carlos Morelli

15 de abril de 2010 às 20h08

No mínimo esquisito. O Brasil não precisa de um acordo militar com nenhum país. Porque misturar alho com bugalho. Acordo é quase iqual a casamento, quando da certo surgem dúvidas. Acredito que não era necessário nem por cortesia.
É bom ir sempre prá frente mas de vez enquando se faz necessário aceitar que se errou e voltar atrás.

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Unabomber

15 de abril de 2010 às 19h24

Pra vcs verem quem realmente manda no Brasil…. Atroplela-se o povo e congresso. Na verdade na cabeça dele ele num pede, manda. Que zica esse País.

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:: Fazendo Media: a média que a mídia faz :: » Mauro Santayana: os negócios e a soberania

15 de abril de 2010 às 15h35

[…] (*) Artigo republicado em Vi o Mundo. […]

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luiz carlos lando

15 de abril de 2010 às 18h17

perguntem ao presidente lula e preciso esclarecer ao povo brasileiro

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Silva

15 de abril de 2010 às 17h26

Acordo Inválido

Quem assinou o acordo, o ministro babá-eletrônica, ou é um completo imbecil ou é um traídor da pátria, mandar nossos soldados treinar com o inimigo que recentemente reativou (por que será?) sua quarta frota naval, desativada na decada de 50, um general americano já declarou que o rio amazonas tem um volume de água doce muito grande para ficar sob o controle de um povo só, no "SIVAM" já foram detectadas diversas tentativas de invasão em seus programas, executadas de uma base na Flórida ou seja com o Sivam entregamos o bananal para o macaco tomar de conta, e este ministro e seus acessores militares imbecis ou traídores fecham um acordo com os yankees. Isso é traíção aos interesses do povo brasileiro assim como o foi o golpe de 64 (vide operação "brother sam") pelotão de fuzilamento para todos.

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    Bonifa

    15 de abril de 2010 às 20h18

    E o pior é que vão treinar militares americanos em Manaus, passando para eles todas as nossas experiências de guerra na selva. Estarão treinando os futuros invasores da Amazônia.

    Stanley Burburinho

    15 de abril de 2010 às 21h49

    Bonifa, outro dia eu estava vendo uma entrevista de um dos comandantes do Batalhão da Selva que disse que sempre recebem militares de outros países para serem treinados na Amazônia. Ele disse que ensinam somente o básico. O pulo do gato eles não ensinam.

Mc_SimplesAssim

15 de abril de 2010 às 16h59

Se de fato foi mesmo assinado esse tal acordo sem que antes houvesse amplo debate a respeito com a sociedade, será o caso da imediata anulação do mesmo, bem como da pronta demissão do "general" Nelson Jobim do importante cargo para o qual sequer deveria ter sido nomeado.

Mas talvez o Lula ainda não esteja sabendo de nada…

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Luiz Antonio Maia

15 de abril de 2010 às 16h38

Votei em Lula em todas as suas candidaturas presidenciais, votarei em Dilma, a não ser que me matem antes… mas essa história do tal acordo está muito mal contada. Então, um ministro assina um acordo bilateral dessa magnitude com os imperialistas do norte por sua própria conta e risco ? Sem ninguém do governo saber ?
Precisamos discutir o caso a fundo, protestar e exigir esclarecimentos… um acordo soberano, discutido com a sociedade, vá lá ! Ainda que com os que se consideram donos e policiais do mundo… e como o mundo está sob essa gente, sabemos nós…
Mas fazer as coisas por debaixo dos panos e depois dizer que a culpa é do mordomo ?

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Klaus

15 de abril de 2010 às 15h07

Pelo texto, parece que a decisão de assinar o acordo foi pessoal do ministro Jobim. Se ele assinou, foi autorizado pelo Lula e o Amorim. É a velha tática de transferir tudo de bom para Lula e o que for ruim para os outros. Assim é fácil.

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    Milton Hayek

    15 de abril de 2010 às 16h08

    é mesmo klaus barbie da mattei.esse negócio de transferir o que é bom no governo lula para fhc e o que é ruim somente ao eneadáctilo e ao pt é de lascar….

O vice do Lula?

15 de abril de 2010 às 14h45

O histórico militar dos EUA,leia-se G7,nos mostra que,este representa nada mais,nada menos do que o braço armado da ideologia do capital planeta afora.Tudo começa com o adestramento pscologico das elites(graduadas) das Forças Armadas de suas colonias,que por sua vez,são "ensinadas" a manter a ordem estabelecida,ou seja,a ordem imperial da burguesia capitalista,agora globalizada,que quanto perde o controle do Estado "democrático" de direitA, via eleições,para a esquerda(de fato), logo recorre as portas dos quartéis para manter a alternância do "poder adquirido" da elite.Afinal de contas não foi assim que o deus mercado,e seus discipulos se impuseram ao mundo,se não vai pelo convencimento vai pela coerção,isto pra quem leu um pouco de história do capital.

francisco.

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    Bonifa

    15 de abril de 2010 às 20h10

    Está tudo já lá nos arquivos britânicos do Ministério das Colônias. Prá quem quer deixar de ser colônia, é um tremendo dum pé atrás.

Milton Hayek

15 de abril de 2010 às 14h39

Esse acordo foi ruim.Um erro.Tudo bem que não nos coloca de quatro 'pros' estadunidenses empurrarem com força,sem cuspe e com areia(como é modus operandi do PSDB).Mesmo assim,foi uma fragorosa besteira.
Esse ministro serrista,dentro do governo Lula,está armando faz tempo.Aproximou membros do alto comando das Forças Armadas a Serra,montou uma lei que dá a ele a nomeação direta dos principais comandos das três Forças e vem atuando na surdina contra Lula.
A Dilma que se cuide.Colocar Mefistófeles em lugares importantes costuma gerar grandes ventanias.
E por falar nisso,aquela bomba que enviaram para o consulado da Venezuela,no Rio,é uma típica covert action da agência.

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    Klaus

    15 de abril de 2010 às 15h49

    Quer dizer que o Lula não sabia do acordo e não foi alertado pelo Itamaraty? Quer dizer que todos os petistas do governo foram engabelados pelo tucano Jobim? Assim vocês ofedem Lula e seus assessores.

    José

    15 de abril de 2010 às 16h53

    Tens razão.

    José

    15 de abril de 2010 às 18h05

    O "Tens razão" foi dirigido ao Klaus.

    francisco.latorre

    15 de abril de 2010 às 16h54

    e daí mané…

    lula não tem que acertar tudo.

    é só não errar sempre. como seus patrões.

    ..

    mercenário vendido. ou idiota voluntário.

    se faz esse papel lamentável de graça… pior ainda.

    vendido ou idiota.

    leseira existencial.

    triste.

    ..

    francisco.latorre

    15 de abril de 2010 às 16h03

    yes.

    ..

Zilda

15 de abril de 2010 às 14h25

Devemos nos mobilizar para lutar contra tal acordo. Cobrar posição dos dois candidatos (mais cotados para vencer a eleição) à presidência da República quanto a essa "entrega" disfarçada, da nossa soberania.

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Mario Fortes

15 de abril de 2010 às 13h41

O Brasileiro pode divergir politicamente em muitos aspectos e deve ser assim mesmo. Mas, quanto a nossa soberania não há negociação. Teve uma época, eu não me lembro de qual governo no Brasil que o Pais estava pra lá de individado e houve gente achando favorável a venda de um pedaço da Amazonia pra pagar a dívida.Foi um balão de ensaio, Mas quanto a este tratado, hoje é simples, mas amanhâ entra um entreguista no Governo e a coisa muda de figura. Então é melhor o Congresso ficar atento, apesar de certos Senadores (Artur Vigilios e outros) serão bem capazes de apoiar certas clausulas esdrúxulas com a maior cara de pau!

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Clóvis R. C. Júnior

15 de abril de 2010 às 12h55

Mais sobre a nova configuração das bases norte-americanas:

"O La Jornada recordou, por outro lado, a existência de um aeroporto do EUA em Mariscal Estigarribia, próxima à fronteira com a Bolívia, onde podem aterrissar aviões B-52 e Galaxys, capazes de transportar grande quantidade de bombas e tropas.

Verena Glass e Luis Bilbao, do Le Monde Diplomatique, afirmam que o aeroporto de Mariscal Estigarribia já vem funcionando de modo semi-clandestino há algum tempo.

(*) Outras fontes consultadas: Jornal La Jornada, México (Stella Colloni); Andrés Gaudin, página http://www.socialismoo-barbarie; Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos; Agência Carta Maior (Verena Glass); jornal Clarín, Argentina; Le Monde Diplomatique, França (Luis Bilbao)
As bases militares dos EUA na América Latina

O Comando Sul é um dos cinco comandos militares mais importantes do Pentágono. O Comando Sul cumpre a responsabilidade de vigiar, espionar e controlar uma área de 19 países da América Latina. A partir do ano 2000, o Pentágono desenhou um novo esquema de controle militar sub-regional, conhecido como Bases Militares Estadunidenses. Estas bases estão localizadas em todo o Continente, especificamente com o fim de controlar e monitorar a América Latina.

Assim, a partir do ano 2000, o Pentágono desenhou seu novo esquema de controle militar sub-regional, através dos chamados Pontos Avançados de Operação, sob o nome de “Forward Operation Location” (FOL). Estes pontos de operação militar, os FOL, foram desenhados como “centros de movimentação estratégicos” e “uso de força decisiva” em guerras-relâmpagos, com bases e tropas aerotransportadas de implantação rápida."

fonte:http://assuntosincomuns.wordpress.com/2010/04/07/

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Mário

15 de abril de 2010 às 12h51

Continuando, Mário…
Podem esperar o aumento do número de mortes por conta do combate ao tráfico, leis mais rigorosas, invasões de privacidade, prisões arbitrárias, ampliação das funções do exército para controle da segurança pública, etc. Este acordo foi um revés da política externa do governo Lula. Se fosse no governo FHC, até entenderia. Um vendido! Mas o Lula, o Marco Aurélio Garcia, o Celso Amorim, o Samuel Pinheiro Guimarães… Confesso que até agora não entendi o motivo desse acordo. Getúlio Vargas até permitiu a instalção de uma base militar dos EUA no Rio Grande do Norte, mas era na época da 2.ª Guerra Mundial, e em troca de financiamento à indústria de siderurgia nacional, o que foi um ato de astúcia de Getúlio. Se existe alguma contraprestação comercial para esse acordo, não deve ser apenas a venda de cem supertucanos, a não ser que se trate dos supertucanos de São Paulo

Responder

Mário

15 de abril de 2010 às 12h50

É muito complicado mesmo. Tudo isso está inserido no contexto da guerra contra o terror, que visa tratar como terroristas os narcotraficantes (um epíteto pomposo para o traficante do morro, que, como todo mundo sabe, é ligado às farc). O problema maior talvez nem esteja na perda da soberania sobre a região amazônica, mas sim na maior interferência dos EUA nas políticas de controle da criminalidade, isto sim, um problema não só de soberania mas de integridade da população pobre de nosso país. (Que não associem criminalidade a pobreza! A relação que ora fazemos decorre de que as agências punitivas estão direcionadas ao combate da criminalidade dos pobres e não a dos ricos).

Responder

    Carlos

    15 de abril de 2010 às 15h00

    "agências punitivas estão direcionadas ao combate da criminalidade dos pobres e não a dos ricos"
    Perfeita a observação.

rafael

15 de abril de 2010 às 12h48

Não li o tratado, só sei o que foi noticiado, não me pareceu o diabo que pintam.

Desde sua criação a pasta não teve um unico ministro a altura.

Responder

    Carlos

    15 de abril de 2010 às 14h32

    Leia o acordo emhttps://www.viomundo.com.br/voce-escreve/acordo-en
    Qual tua interpretação pro que está escrito no artigo 8o.? – já vigente ou sujeito à aprovação pelo Congresso?

    Conceição Lemes

    15 de abril de 2010 às 11h35

    Carlos, hoje à tarde responderei a tua pergunta. Já estou em contato com a equipe do Marco Aurélio Garcia. Abs

    Carlos

    15 de abril de 2010 às 14h57

    Gracias, Conceição.
    Li, reli e… conclui: acordo será submetido ao Congresso – se for assim, fica a crítica ao governo por não ter esclarecido o fato desde o início.
    Constituição estabelece o quê em relação a acordos e tratados internacionais?

Dirck

15 de abril de 2010 às 12h46

…Até porque metade da tecnologia que há nos supertucanos é americana.

Responder

Carlos

15 de abril de 2010 às 12h31

Azenha
O acordo já está em vigência ou, pelo estabelecido no artigo 8o., terá que ser aprovado pelo Congresso?

Responder

Clóvis R. C. Júnior

15 de abril de 2010 às 12h24

Hoje há um novo conceito de bases militares.

Chama-se FOL:

"Pelo que apuramos com responsabilidade, em consultas a diversas fontes, inclusive algumas de nossas relações internacionais, a presença militar norte-americana no Brasil será uma importante base de inteligência e espionagem, como algumas que já existem no Paraguai (para parte do Cone Sul), no Peru (para a região andina) e em El Salvador (para a América Central). São bases que abrigam centenas de militares norte-americanos em roupa civil e agentes da CIA, que têm como suas principais missões a escuta telefônica e o controle de toda a comunicação via Internet nas regiões de sua jurisdição.

O Pentágono, hoje em dia, privilegia este tipo de bases como um novo sistema de controle militar regional. Chamam-nas de FOL (Forward Operation Location), centros de "mobilidade estratégica" para guerras-relâmpago, usando tropas aerotransportadas de rápida mobilização."
(fonte: resistir.info, comunicado do PCB)

Esse tipo de configuração serve para ser empregado em conjunto com a renovada IV Frota, que pode agir rapidamente sobre o território brasileiro.

Não deixa de ser irônico que o PRETEXTO para a instalação dessa base militar no Brasil, por tanto tempo recusada, seja o combate ao NARCOTRÁFICO.

Durante as GUERRAS DO ÓPIO, O ESTADO NORTE AMERICANO se envolveu na guerra justamente para obrigar o governo chinês a franquear seu território para os TRAFICANTES NORTE-AMERICANOS (E INGLESES).

Hoje os EUA lastreiam sua guerra no Afeganistão sobre a produção de ópio.

O Jobim deve ser punido.

O Congresso deve RECUSAR O TRATADO.

Responder

Nascimento

15 de abril de 2010 às 10h49

"a Amazônia não é deles, é de todos nós" – Al Gore (EUA) 1984.

"A Amazônia pode ensejar operações diretas sobre ela" – primeiro ministro inglês Major.

"A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa área pelos países mencionados (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador) é meramente circunstancial." (Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunidas em Genebra, 1992).

Um dos modos mais fáceis anexar território (Colômbia) é parte das elites estarem corrompidas.

Responder

Eugenia

15 de abril de 2010 às 10h13

Tudo que vem desse falso, temos que estar atentos. Jobim ê uma pustula

Responder

Ubaldo

15 de abril de 2010 às 05h18

Já imaginaram se um acordo militar desses fosse firmado durante um governo do PSDB?

Responder

Allan Erick

15 de abril de 2010 às 04h46

Também achei o artigo exagerado. Realmente esse Jobim representa o que de pior existe no governo Lula, mas não é para tanto.

Responder

Gerson

15 de abril de 2010 às 02h36

Chegaram a falar que esse" tratado" contemplaria Bases Americanas no Brasil. Não era verdade.

Mas, dependendo de quem ganhe a eleição, um "pequeno adendo" nesse tratado é 2 palitos.

Quanto ao "adestramento" acho um exagero do Mauro Santayna, afinal serão meia dúzia de gatos pingados que farão treinamento, ou seja lá um up grade um MBA. Não acho isso problema, aliás que eu saiba esse tipo de intercâmbio ocorre há muito tempo.

Agora, bases em solo brasileiro, NEVER !!

Responder

    Carlos

    15 de abril de 2010 às 12h42

    Leu o artigo 8o. do acordo, Gerson?


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