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Maria Inês Nassif: O voto antipaulista


19/03/2010 - 12h27

O VOTO ANTIPAULISTA

por Maria Inês Nassif

No Valor Econômico, via Escrevinhador, via Fábio Cardoso

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de ser o único dos problemas do quase candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Paulista e governador do Estado mais rico da Federação, Serra carregará o carimbo de origem para os palanques nas outras unidades federativas no momento em que a aversão à política paulista se generaliza.

Lula obteve o seu segundo mandato, em 2006, com uma consagradora votação no Norte e no Nordeste e com uma ínfima diferença sobre o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), no Estado de São Paulo. É também o objeto da aversão da elite política e social paulista, alimentada pelo partido hegemônico no Estado, o PSDB. Esse afastamento da política paulista, por si, o livra do estigma de estar ligado ao Estado mais rico da Federação. A sensibilidade para o momento antipaulista da política nacional o conduziu a uma candidata, a ministra Dilma Rousseff, nascida em Minas e que viveu boa parte de sua vida adulta no Rio Grande do Sul. Serra, ao contrário, é o mais importante representante do reduto tucano paulista. É o herdeiro político do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), cujos governos tiveram inconteste hegemonia da política e dos setores econômicos do Estado.

Uma das lógicas de Lula, ao escolher a sua candidata, é a de tirar a sucessão do circuito de poder do PT paulista. PSDB e PT de São Paulo dividem não apenas as antipatias dos políticos de outros Estados, mas do eleitorado não paulista. A candidatura de um político recém-saído do governo do Estado mais rico da Federação vai na contramão dessa lógica. São duas apostas diferentes.

Em Minas, o sentimento antipaulista do eleitor foi alimentado por um governador que até o fim do ano passado disputou com Serra a preferência de seu partido como candidato a presidente da República. O discurso de Aécio Neves, que tem popularidade imbatível em seu Estado, é carregado de forte regionalismo; a mídia mineira é coesa em torno do seu governador e amplifica não apenas a ideia de mineiridade, mas a de que o poder político-econômico paulista é indevido. Na hora em que saiu da disputa, deixando o campo aberto para Serra, Aécio já tinha montado, em Minas, um cenário francamente contrário a uma candidatura paulista. Aliás, um trabalho de continuidade do governo anterior, de Itamar Franco, que levou essa pregação ao extremo. Mesmo que Aécio não mova um dedo contra Serra durante o processo eleitoral, e até faça uns discursinhos a favor, dificilmente o governador conseguirá desfazer o que está feito: o ambiente em Minas é francamente contra São Paulo. E Serra é a configuração da hegemonia política desse Estado sobre os demais. No mínimo, o candidato paulista do PSDB vai ter um grande trabalho para reverter essa situação.

Esse não é um prejuízo desprezível. Segundo a contabilidade de um aliado, dono de uma afiada análise político-eleitoral, tomada a base eleitoral da qual partem os candidatos à sucessão de Lula, Minas não apenas é fundamental, mas os votos dos mineiros são definitivos.

A conta que é feita nos bastidores dos partidos oposicionistas transfere para Minas Gerais a decisão sobre as eleições presidenciais. Num cálculo mais ligeiro, a explicação é a seguinte: no Norte e no Nordeste, onde Lula tem uma popularidade próxima a 90%, imagina-se que, mesmo se não fizer uma transferência completa de votos para Dilma, ela será amplamente vitoriosa; no Sul e no Sudeste, exceto Minas, imagina-se que Serra seja o mais votado, neutralizando o favoritismo de Dilma no outro extremo do país. O Centro-Oeste é neutro nessa conta. No fim, os eleitores de Minas – que representam cerca de 10% do eleitorado nacional – acabam definindo o pleito.

Trabalhar esse sentimento antipaulista sem renegar os governos de Fernando Henrique Cardoso será um desafio para o marketing de campanha de Serra. E isso terá de chegar, quase que sem intermediários, no eleitorado dos Estados fora do circuito do Sul-Sudeste (o raciocínio exclui Minas). Nos Estados onde Lula tem grande popularidade, o candidato tucano tem dificuldade de montar palanques.

Um movimento eleitoral de aversão a um grupo hegemônico é um indicador poderoso de um fim de ciclo. Não raro, os movimentos de contestação a hegemonias políticas precedem o fim propriamente dito de uma hegemonia econômica. No período anterior à ditadura militar, o poder político de São Paulo e o econômico estavam dissociados pelo poder autoritário; no período seguinte, eles se encontraram. Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, a concentração dos poderes político e econômico do Estado atingiu o seu auge. Nos primeiros anos do governo tucano, o Estado, que era hegemônico econômica e financeiramente, esteve plenamente representado na política e dominou o aparelho do Estado com quadros originários de suas universidades, bancos, setor agropecuário e indústria. Os demais Estados e regiões, esvaziados por uma política tradicional que sobreviveu à ditadura e por uma grande concentração de renda que os excluía dos benefícios do projeto de modernização do governo Fernando Henrique, foram coadjuvantes de um projeto de poder onde sobreviviam meramente das práticas clientelistas. Foi o auge do poder paulista.

Esse poder, ao que tudo indica, não sobreviveu a um período em que ocorreu um movimento mais forte de desconcentração, não apenas decorrente da distribuição de renda a indivíduos, via programas de transferência, mas da descentralização do investimento público. Um projeto de desenvolvimento menos regionalizado vem corroendo a sólida hegemonia que comandou o país pós-Real e foi incontestavelmente dominante até o início do segundo mandato de Lula. O país vive esse período de transição, com todos os ressentimentos dos que perderam no período anterior embutidos na conta a ser paga pelo grupo ainda hegemônico.



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27 comentários

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francisco.latorre

22 de março de 2010 às 19h29

o paulistismo chauvinista não tem futuro.

assim como o ridículo mineirismo.

e o festivo carioquismo.

o brasil é dos brasileiros.

fora com os regionalismos tacanhos.

Responder

Donizeti Costa - SP

20 de março de 2010 às 22h14

Dois minerim jogando conversa fora, sentados de cróque, enrolando seus cigarrin de paia:

– ih, cumpadre, acho que o "tar" Serra de São Paulo se deu "mar" nas Gerais com essa história de passar a perna no netinho do Dotô Tancredo.

É cumpadri, tamém acho a mesma coisa, e o pior que tem um jornalista puxa-saco do Zé Serra que tentou acaluniar o Aécinho, querendo dizer que o menino gosta de um tar de pó branco, mas que não é " tarco ", nem farinha de trigo, num sei que diabo ele quiz dizer com essa conversa, mas fiquei muito bravo com esse jornalista sem vergonha que trabaia pro Serra.

Sabe cumpadri, acho que o tar do Serra vai apanhar que nem cão vadio aqui em Minas nessas eleição de presidente do brasir, vai ser pior que apanhar de vara de marmelo, vamo tudo votar na Dirma, que também é mineira quenem nóis!

é cumpadri, os paulista acha que nós mineiro é tudo bobo, mas por bem nós é iguar um docinho, mas " por mar " noís tudo vira bicho, sô !

Responder

José Joaquim

20 de março de 2010 às 19h29

Os nordestinos construiram São Paulo. São os braços e as pernas de sustentação do estado, mas a cabeça continua sendo dos paulistas. Queremos levar e produzir cabeças para o resto do Brasil e não somente usufruir dos braços e pernas. As pernas e braços conduzem a cabeça, mas são gerenciadas por ela. Um não vive sem o outro.

Responder

Ronaldo Caetano

20 de março de 2010 às 11h18

Como paulistano, do Cambuci, concordo inteiramente com a jornalista (tem parentesco com o grande Luiz Nassif?).

Não é só a política paulista que sofre rejeição nacional, mas o "ser" paulista, especialmente da Capital, está simplesmente insuportável. Pouco inteligente e altamente manipulável, comporta-se como um deficiente mental.

Se eu, que sou paulistano com muito orgulho, não consigo suportar essa gente (boa parte da classe média) o que dirá o restante do Brasil?

A que ponto chegamos…

Abraços, Azenha.

Responder

    patrick

    23 de março de 2010 às 21h15

    Se não estou enganado, é irmã dele.

sueli

20 de março de 2010 às 05h04

Nossa ministra e futura presidente é gaucha, militou uma boa parte de sua vida em São Paulo, voltou para o sul onde fez uma carreira brilhante, e hoje está preparadíssima para a presidencia do pais.Não se se foi nesse blog onde falam para fazermos denuncias , atraves de jornais,revistas,mas como se eles não publicam.Durante meses mandava emails, sobre a falta de educação do mainardi, falei que ha oito anos a Veja faz campanha contra o PT, mas lhe s pergunto alguma mensagem foi editada?È so no boca, boca, mesmo embora more numa cidade que já está há quase trinta anos nas mãos do PSDB, vivo cercada de gente que hostiliza o PT, o presidente por sua origem simples.E olha que são pessoas que comem mortadela e arrotam peru,pois o fisco ostêm na sua maioria como grandes devedores.Portanto um bom dilma,ups, bom dia e Dilama para PRESIDENTE.

Responder

Antenado

20 de março de 2010 às 03h55

"O discurso de Aécio Neves, que tem popularidade imbatível em seu Estado, é carregado de forte regionalismo; a mídia mineira é coesa em torno do seu governador e amplifica não apenas a ideia de mineiridade, mas a de que o poder político-econômico paulista é indevido."
Na verdade a mídia mineira não está coesa, ela foi cooptada desde o início do mandato do Aecinho…Os desmandos disfarçados de "choque (elétrico – pois a Cemig encre os confres do Estado) de gestão".

Responder

jbmartins

20 de março de 2010 às 02h51

É Dilma 2010, vamos continuar a mudança chega da grande midia e a elite manipular e decidir o destino do Povo Brasileiro.

Responder

@jgn1957

20 de março de 2010 às 01h00

Intervenção já em São Paulo!!!

Responder

O Brasileiro

20 de março de 2010 às 00h26

Os paulistas são bons, gostam dos bons, aceitam os bons, venham de onde vierem, tratam bem os bons!
Mas o poder… ahhh… esse é para os bons, mas só para os bons paulistas! Rss.

Responder

    A brasileira

    21 de março de 2010 às 06h57

    Creio que não. Sou paulistana, e entre Serra e Hitler, voto no Hitler , afinal tudo o que sei sobre esta nefasta criatura, li ou
    ouvi falar. Já o outro eu conheço bem, e vou fazer tuuuuuuuuuuuuuudo o que puder para ajudar a varrer esse ser bizarro do cenário político do planeta . Espero que o Aécio não seja mesmo vice, porque se for, será mais difícil.
    E não é hora para regionalismos. A lição n 1 da cartilha tucana é segmentar para enfraquecer,

Robson

20 de março de 2010 às 00h19

Ok. A mídia de São Paulo é tucana, conservadora, as elites e a classe média insuportáveis, mas alto lá… Da forma que falam, as elites de outros estados são democráticas, plurais, críticas e solidárias, a mídia livre e progressista.
Lembrem-se que Minas teve váriso presidentes. O Nordeste também (Collor, Sarney…).
Essa querela é pequena e desinformada. O Estado de São Paulo possui sim pessoas que não são xenófobas e preconceituosas. Mas pessoas bem informadas e que usam a internet deveriam saber que as posições que contrariam o status quo não tem espaço na grande mídia.
Po, ninguém fala do Ivo Cassol de Rondônia; do Agro-governador do Mato-Grosso, dos Sarneys e mãos-santas do nordeste, das Yedas do Sul.
É bom lembrar que o próprio PT tem sua base social de fundação em São Paulo. Ora se todos lá são imbecis, como apontam os comentários, como isso é possível?
Por favor, recorrer a esses regionalismos toscos não é pensar nacionalmente. Na verdade, não é diferente do pensamento que muitos comentários creem atacar.

Responder

Bruno

19 de março de 2010 às 22h58

To ficando até com pena do Serra.
Espero que a população brasileira entenda a importância desse momento e faça valer seu voto.
Os mineiros já entenderam a situação e darão seu recado nas urnas.
É Dilma 2010.

Responder

Renato Lira

19 de março de 2010 às 22h31

CAPÍTULO III

Paulista médio adora posar de "moderno", mas seu pensamento é reacionário, mesquinho, conservador e conspirador. E preconceituoso, como no caso em tela.

Claro que não disse isso nestes termos. Peguei um pouco mais pesado, digamos assim.

Antes do moço irembora, um tanto contrariado, lembrei ao bufão que, por causa disso, os paulistas têm sofrido a reprovação e a antipatia do povo brasileiro, que o acha pedante, arrogante e metido a melhor que os outros.
E, por isso, vão perder de novo a eleição. Porque quando paulista (o que se enquadra nos "adjetivos" supracitados) prefere um, o brasileiro, escolhe o outro. Porque acha que paulista só pensa nele, só que se dar bem e o Brasil que se dane. E isso não está longe da verdade não. É claro que em todo o canto do Brasil existe gente com este mesmo raciocínio que os almofadinhas pequeno- burgueses e os golpistas ultraconservadores Mas em terras bandeirantes a coisa se exacerba.

Continua…Também tenho que afirmar, em respeito á honestidade intelectual, que há milhões de paulistas que não comungam com este pensamento limitado e fascista. Porém, infelizmente, eles têm sido derrotados nas urnas, o que me dá a triste sensação que são minoria em um estado em que até o pobre de lá se acha melhor que o pobre de outros lugares. Só assim para dar voto a barões e "dotozinhos" que depois lhes abandonam, voltando lá quatro anos depois apenas para engabelá-los de novo.

Perdoem-me a longa missiva.

FIM

EVOÉ!!!

Responder

    Leider_Lincoln

    20 de março de 2010 às 02h45

    Ecce!

    Renato Lira

    20 de março de 2010 às 04h55

    Não sei porque cargas d'água, talvez por erro eu, uma parte de meu texto foi suprimida.

    Mas ao responder ao ilustre berudito bandeirante, afirmeiao mesmo que nordestino não era burro, pois havia varrido de lá os oligarcas, os coronéis, os dmos-pefelês-udenistas (sobraram os Sarney, por conta do tapetão e os tucanos na paupérrima Alagoas), enquanto os ilustrados paulistas mantiveram os representantes do atraso, do autoritarismo, do fisiologismo, numa amostra clara do conservadorismo sem nexo, que leva o estado, e sua capital, a uma estagnação e a um desgoverno autoritário, fíutil e destinado aaos interesses dos bem-nascidos.

    Por isso, disse ao prócer da "inteligentsia" da paulicéia, o "burro" nesta comparação não é o nordestino não, moço.

    Faço este complemento para que o texto não fique ininteligível.

    EVOÉ!!!

Renato Lira

19 de março de 2010 às 22h30

CAPÍTULO II.

Perguntei-lhe também, de forma até agressiva, qual a razão de tanto ódio e preconceito.O indivíduo, gaguejando, respondeu-me com outra frase lapidar: "Nordestino é burro, analfabeto".

E eu, cinico que sou, disse-lhe que além de preconceituoso e de seu ódio gratuiito, o dito "professor" não passava de um imbecil, desprovido de argumento, com discurso fscista e medíocre. Que os nordestinos haviam se livrado dos cantes de ir embora, contrariado, o arrematei, dizendo ao bufão que, por causa disso, os paulistas têm sofrido a reprovação e a antipatia do povo brasileiro, que o acha pedante, arrogante e metido a melhor que os outros.
E, por isso, vão perder de novo a eleição. Porque quando paulista (o que se enquadra nos "adjetivos" supracitados) prefere um, o brasileiro, escolhe o outro. Porque acha que paulista só pensa nele, só que se dar bem e o Brasil que se dane.

E isso não está longe da verdade não. É claro que em todo o canto do Brasil existe gente com este mesmo raciocínio que os almofadinhas pequeno- burgueses e os golpistas ultraconservadores Mas em terras bandeirantes a coisa se exacerba.

Continua…

Responder

Renato Lira

19 de março de 2010 às 22h03

O caso é o seguinte.

Dia desses, em uma confeitaria que frequento muito, próxima a minha casa, discuti com um "professor" paulista que afirmou, do alto de sua soberba bandeirante, que "carioca é vagabundo e nordestino é matuto e preguiçoso".
Falou outras bobagens, fruto de sua ignorância e desinformação, comprovado pelo fato do mesmo portar um exemplar de Veja.

"Pera lá!", disse eu ao orgulhoso descendente de Anhanguera. Mas não foi o suor do povo nordestino que fez São Paulo o que é?

paulistas. Também indaguei ao boçal e soberano menmbro da linhagem de Fernão Dias Paes se, em seu mister de "professor", ensinava a seus pobres alunos o preconceito e o ódio ao povo nordestino?

Continua…

Responder

@culturaquevira

19 de março de 2010 às 21h59

O texto é interessante, mas discordo de um ponto. Você diz que a imprensa mineira é coesa ao defender a candidatura Aécio. Na verdade, isso não representa um ponto a favor de Aécio. Representa, sim, o resultado de oito anos de mordaça, de censura aos jornalistas, comandada pelos Neves com consentimento total dos diretores de redação e empresários de comunicação do Estado. Aécio como presidente não gozaria da mesma capacidade ditatorial de comandar os meios de comunicação. Aí eu queria ver!

Abraço

Responder

Marcelo de Matos

19 de março de 2010 às 19h48

Estou fora dessas querelas regionais como a tradicional disputa entre mineiros e paulistas pela Presidência. Esse assunto é assaz démodé: perdeu o sentido depois da revolução de 1930. Não sei por que a blogosfera alimenta esse tipo de debate. Talvez, mero espírito de corpo, porque um prestigiado blogueiro arregaçou as mangas em prol de eventual candidatura Aécio. A blogosfera tem de se distinguir da grande imprensa, tornando o debate eleitoral menos provinciano. Votarei em Dilma, mas, entendo que Serra (não por ser paulista) reúne melhores condições de ser o candidato do PSDB. Está à frente em todas as pesquisas e seria esquisitice trocá-lo por outro. Toda argumentação em contrário, embora primorosamente desenvolvida, não pode ser levada a sério.

Responder

Roberto Locatelli

19 de março de 2010 às 18h38

Vejamos a situação dos demo-tucanos em alguns estados e regiões do Brasil:

Nordeste: vai dar Dilma disparado!
Brasília: depois que o ex-vice de Serra foi em cana, Serra terá poucos votos por lá…
Rio Grande do Sul: dona Yeda Detran Crucius, acredite, leitor, será candidata a reeleição, com as bençãos de Serra. Os gaúchos não votarão nela e, por tabela, rejeitarão Serra também.
Minas Gerais: pelo que se depreende do artigo, Serra será cristianizado (*) no segundo maior colégio eleitoral do país.
Paraná: Serra não terá vez.
Rio: Dilma tem maioria no estado.
São Paulo: aqui Serra pode ganhar.
___________
* esse termo se refere ao candidato Cristiano Machado, do PSD, em 1950. Seus correligionários diziam que iriam votar nele, mas faziam campanha descarada por Getúlio Vargas.

Responder

    francisco.latorre

    22 de março de 2010 às 19h27

    o careca sinistro perde até em são paulo.

    será um massacre.

Eduardo

19 de março de 2010 às 16h21

Vixe partindo desse pressuposto, Dilma está eleita em primeiro turno

Responder

Leider Lincoln

19 de março de 2010 às 16h02

Sentimento antipaulista? Nossa, nunca notei. Mas deve ter algo a ver com chamarem goianos e catarinenses de burros, gaúchos de veados, paranaenses de gaúchos, nortistas e mato-grossenses de índios e se referirem ao Lula como "nordestino" como se isso fosse uma ofensa… E vejam só: o Lula é "nodestino" apesar de ter morado quase toda a sua vida em São Paulo e quantas vezes não vi os trols se referindo ao fato do Ciro não ser cearense nem a Dilma, mineira, já que ambos seriam, de facto, "paulistas". Não é mesmo um povo adorável?

Responder

    jonatiao

    19 de março de 2010 às 18h00

    Você está errado, para Paulista, Dilma é assassina.
    Moro no Paraná e na conversa com paulistas é isso q eu ouço.
    Alguém mais ouve isso?

    Leider_Lincoln

    19 de março de 2010 às 19h59

    Pras bandas de cá, ouvir não ouço não. Mas de fato leio amiúde, paulistas escrevendo isso. Mas jurava que eram apenas os cães de guarda. Então acho que o problema seja a imprensa, que adestra os paulistas desde a tentativa de restauração da república do Café com Leite, em 1932…

Marcio

19 de março de 2010 às 15h45

Então é Dilma!

Responder

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