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Marcelo Zero, sobre o Roda Viva: Parte da imprensa ainda é mera porta-voz de ‘lavajateiros’ criminosos
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Marcelo Zero, sobre o Roda Viva: Parte da imprensa ainda é mera porta-voz de ‘lavajateiros’ criminosos


03/09/2019 - 20h35

A Porta-Voz Pornográfica

por Marcelo Zero*

A entrevista do mundialmente consagrado jornalista Glenn Greenwald a pessoas que se autodenominam jornalistas no Programa Roda Viva foi um dos mais patéticos espetáculos da mídia brasileira.

A turminha desqualificada, com uma honrosa exceção, em vez de questionar sobre as aterradoras revelações da Vaza Jato, não desmentidas por ninguém, dedicou-se, com a empáfia beócia de um procurador “lavajateiro”, a criticar o único jornalista de verdade presente por, pasmem, fazer jornalismo.

Reproduziram, com fidelidade canina, os argumentos ridículos de Moro e Deltan sobre o “hacker”.

Tentaram o tempo todo desqualificar Glenn e torná-lo um criminoso por revelar evidências concretas sobre os crimes da Lava Jato.

Insinuaram sistematicamente que Glenn e Manuela D´Ávila teriam participado ou sido coniventes com um crime de invasão de privacidade pago por alguém.

Nenhuma palavra, um sussurro sequer, sobre os aberrantes e evidentes crimes de Moro e Deltan, que mudaram, para pior, muito pior, a história recente do Brasil.

Equipararam as divulgações do Intercept com os vazamentos ilegais da Lava Jato, como se Glenn fosse um promotor ou um juiz com o poder de mandar prender alguém ou investigar alguém.

Tentaram o tempo todo arrancar uma “confissão” de Glenn sobre sua fonte, ignorando um dos princípios mais comezinhos do jornalismo.

Demostrando também total ignorância sobre fatos recentes, insinuaram que a Lava Jato teria deixado um grande legado, e que único legado da Vaza Jato seria o da inviabilização do combate à corrupção no país.

Ora, o legado da Lava Jato foi eminentemente destrutivo, inclusive no campo econômico.

Recuperou, até agora, cerca de US$ 10 bilhões, mas, apenas em 2015, provocou em prejuízo de mais de US$ 140 bilhões.

Deu enorme contribuição para destruir a cadeia de petróleo e gás, a construção civil pesada nacional e a engenharia brasileira. No Brasil, o combate à corrupção causa um prejuízo muito maior que a corrupção. Graças à Lava Jato e seus “heróis”.

Mas o prejuízo maior da Lava Jato, como ficou claro nas divulgações do Intercept, foi à democracia.

Com efeito, a Lava Jato, além de ter sido instrumental no golpe de 2016, na prisão sem provas do presidente Lula e na eleição fraudada que levou Bolsonaro ao poder, atingiu o cerne da democracia brasileira.

Em nome de um combate partidarizado e ideologizado à corrupção, atingiu-se o que a democracia tem de mais sagrado: o devido processo legal, a presunção da inocência e o direito de todo cidadão de ter acesso a uma justiça isenta.

Esses são princípios democráticos básicos e fundadores, que protegem o indivíduo contra o arbítrio dos agentes do Estado. Por isso, o writ inglês de Habeas Corpus de 1679 é o documento considerado unanimemente como a base da democracia moderna.

A Lava Jato, contudo, tornou aceitável que o Estado atropele tais direitos básicos, desde que seja para perseguir o inimigo político, na luta contra a “corrupção”.

O problema é que esse direito penal do inimigo acaba se tornado um inimigo mortal da democracia. Exemplos históricos abundam.

A chamada “República de Curitiba” tornou-se um Estado autoritário dentro do Estado democrático.

Regia-se por regras próprias, independentemente de quaisquer controles democráticos.

Por pouco não conseguiu até orçamento específico, com base em multa ultrajante obtida pela operação nos EUA contra a Petrobras.

Em todo esse processo destrutivo e antidemocrático, a Lava Jato contou com um grande aliado de peso: a imprensa oligopolizada.

De fato, nossa gloriosa imprensa, com raras exceções, recusou-se a fazer o que Glenn e outros do Intercept estão fazendo: jornalismo.

Não questionaram nada, não investigaram nada. Limitaram-se a reproduzir, como bem treinados papagaios, todas as informações que Deltan e Moro tinham interesse em divulgar.

Na realidade, a nossa grande imprensa foi mera porta-voz da Lava Jato e seus “heróis” antidemocráticos.

Além do interesse político na inviabilização de governos populares, talvez houvesse também, nesse papel de submissão extrema, o anseio por uma blindagem contra investigações sobre sonegação fiscal e “otras cositas más”.

Porém, o pretérito perfeito talvez não seja o tempo de verbo adequado.

A julgar pela patética entrevista do Roda Viva, boa parte da nossa imprensa ainda é mera porta-voz de “lavajateiros” criminosos.

Porta-voz que tem o desplante de perguntar se Glenn atuou um filme pornográfico.

Pornografia pura.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



1 comentário

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Zé Maria

04 de setembro de 2019 às 14h38

Notícias da “Goiabeira”: do Ceará ao Paraná

A Rede Fake News de Bolsonaro/LavaJato

FAKE NEWS, FACTÓIDE, BOATO, MENTIRA:
https://www.agoraparana.com.br/fl/344×258/8994-5d6d8278acf11_fortaleza_pedofilia.jpg
https://www.agoraparana.com.br/noticia/prefeitura-de-fortaleza-elabora-cartilha-de-masturbacao-em-bebes-e-brincadeiras-sexuais-entre-criancas-e-adultos
.
A VERDADE
Rastreamos a hashtag que espalhou fake news sobre Jean Wyllys

Por Bruno Fonseca, na Agência Pública, via Justificando
[…]
Um fator decisivo para a repercussão do boato foi a publicação
de vídeos no YouTube por apoiadores do presidente [Jair Bolsonaro].

https://twitter.com/pablo_ortellado/status/1088907206010044416

O canal Cabra da Peste TV, de Regina Vilella *[que se apresenta como Jornalista e foi Candidata a Deputada Federal pelo PSL do Ceará, em 2018]*, compartilhou um longo vídeo listando razões pelas quais Wyllys estaria deixando o Brasil.
Especulando sobre as investigações da PF sobre o atentado a
Bolsonaro, a transmissão de mais de 40 minutos passou das
70 mil visualizações.

[*] (https://especiais.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/candidatos/ce/deputado-federal/regina-villela-1731)*

íntegra: http://www.justificando.com/2019/02/11/rastreamos-a-hashtag-que-espalhou-fake-news-sobre-jean-wyllys/
.
https://jornalggn.com.br/sites/default/files/2019/07/agora-parana-768×469.jpg

Jornal GGN – O jornalista Oswaldo Eustáquio, do Agora Paraná,
decidiu continuar a onda de fake news e ataques pessoais
contra Glenn Greenwald, do Intercept Brasil …

https://jornalggn.com.br/noticia/jornalista-agora-acusa-greenwald-de-produzir-filme-porno-e-baixa-o-nivel-citando-filhos/
https://jornalggn.com.br/entenda/vice-o-texto-sobre-deep-web-foi-escrito-por-um-homem-que-nao-sabe-como-funciona-a-deep-web/
.
https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/05/26/dono-de-sites-criticados-por-fake-news-recebe-dinheiro-de-deputado.htm

Atualmente, apenas jornalécos paranaenses apoiam a FTLJ,
espalhando Fake News pra todo lado e por todo o País.

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