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18/03/2010 - 08h30

Direita midiática confunde base lulista

Por Hamilton Octavio de Souza

No início de março o professor Emir Sader postou na internet o artigo “A miséria moral de ex-esquerdistas”, no qual apresenta uma identificação irretocável de ex-militantes da esquerda que bandearam para o lado da direita, aderiram aos valores do capital e do neoliberalismo e agora são sabujos do empresariado nas críticas às lutas e bandeiras das esquerdas. O artigo é perfeito e tem a ver com o espetáculo que tais figuras proporcionam atualmente nos principais veículos da imprensa corporativa.

No entanto, tenho observado também outro “fenômeno” de confusão política e ideológica cada dia mais presente no tiroteio midiático, em especial na internet: ex-profissionais com muitos anos de serviços prestados à imprensa burguesa (corporativa, liberal, conservadora e de direita), recentemente constituiram uma frente de defesa do governo Lula, algo parecido com o oficialismo de outros tempos, só que eles defendem especialmente as propostas, medidas e ações mais afinadas com o desenvolvimentismo capitalista e os valores clássicos da democracia representativa burguesa.

Esse tipo de comportamento, que se apresenta como sendo de oposição aos bate-paus da mídia mais orgânica do sistema, arrasta lulistas e petistas e tem sido tratado com simpatia no campo da esquerda. Envolta numa cortina de fumaça, essa frente midiática camufla a sua verdadeira natureza, origem, trajetória e destino. Demarca apenas que estamos todos do mesmo lado. Assim, sem maior questionamento, a base do lulismo na classe média e parte da base petista se agarram nesses referenciais não-petistas por falta de uma formação política mais sólida, e também no afã de defender o seu governo dos ataques quase sempre raivosos e preconceituosos da direita.

Tem muita gente da base lulista-petista sendo alimentada por sites, blogs e twitters abastecidos por esses neogovernistas (lulistas, mas não petistas) com argumentos típicos do liberalismo e da defesa da sociedade de mercado. Como a mídia de esquerda identificada com o petismo não consegue ter o mesmo alcance dessa mídia “quinta-coluna”, a base lulista-petista fica cada vez mais carente de informações e opiniões sintonizadas com a visão da esquerda. Como não consegue fazer (construir) o necessário contraponto à mídia de direita, essa base social se torna cativa das referências não petistas e não de esquerda.

Esse fenômeno pode ser facilmente percebido. Basta verificar quais são as fontes midiáticas preferenciais da base lulista-petista hoje, e se perceberá que essa base está sendo devidamente arrastada para o campo da direita, mesmo com um discurso disfarçado de oposição ao sistema midiático dominante. Certamente essa ação política prospera em uma realidade incontestável: a de que o lulismo é muito maior do que o petismo, e que o lulismo se constitui numa base social enorme e igualmente carente de referencial ideológico, que pode ser qualquer um na medida em que a atual aliança governista é tão ampla até a extrema-direita malufista. Como o lulismo parece ser mais maleável ao pensamento conservador, e mais refratário às correntes de esquerda (socialistas), o terreno é fértil para essa estratégia midiática de fortalecimento do sistema dominante via comunicadores de direita à serviço do governo Lula.

Existem vários indícios de que essa estratégia da direita travestida de oposição de esquerda está surtindo efeito. O novo referencial está sendo construído em cima das bases despolitizadas do lulismo. A base petista está sendo arrastada nessa onda, na medida em que o pensamento e a formação de esquerda foram relegados ao abandono. Mesmo setores da esquerda não lulista e não petista embarcam nessa confusão ideológico-midiática. Até que as coisas possam ser esclarecidas.

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP

Acréscimo tardio, das 11:54 – Quero acrescentar que eu, Azenha, considero o professor Hamilton uma pessoa seriísima, da maior qualidade, assim como acho necessário travar e ampliar o debate que ele propõe. Por que a esquerda não consegue fazer sua mídia ter o alcance merecido? Faltam ferramentas? Criatividade? Fala só para si? Quanto ao Viomundo, ele nunca teve e nunca terá a pretensão de fazer a cabeça de ninguém. Trata-se de um blog pessoal e curioso, que adora ter leitores mas não corre atrás deles.



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158 comentários

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Otaciel de Oliveira

28 de abril de 2010 às 14h58

Um PTista enfurecido mandou uma mensagem me chamando de ignorante porque eu escrevi conceção no lugar de concessão. E ele tem razão: a palavra é concessão e eu escrevo tão mal quanto o Lula fala. E o homem chegou a presidência da República. Eu não almejo tanto.

Responder

David R.Silva

28 de abril de 2010 às 13h11

Azenha, quanto puritanismo ideológico! Quem manda a ultra esquerda fazer discurso pra seu próprio umbigo, pra dentro de si próprio? Quanto sectarismo? Até parece que o mundo é quadrado. Será que o nobre articulista está sugerindo o patrulhamento ideológico dos Blogs e da Internet ? Que medo! Hém!…Até parece que nós internautas somos criancinhas precisando de cuidados ideológicos, e que não podemos exercitarmos o nosso livre arbítrio, a nossa cidadania….,o articulista com sua suposta depuração ideológica, não está passando o carro na frente dos bois? Deve ser duro o sectarismo ideológico, devem sofrer muito. Como sou maior de idade e pago minhas contas com o suor do meu trabalho, vou continuar a visitar os Blogs do Azenha,PHA,Nassif, Rodrigo Vianna, PT, cidadania.com… antes que adoeça de sectarismo ideológico. O Mundo mudou o mundo, mas ainda tem gente na escuridadão das cavernas. de Belo Horizonte.

Responder

Gerson Carneiro

28 de abril de 2010 às 12h44

Ter a imprensa burguesa (corporativa, liberal, conservadora e de direita) sido por muitos anos tomadora dos serviços de profissionais que hoje desfrutam da liberdade de expressão autônoma na internet não descredencia a credibilidade e boa-fé destes.

A única cortina de fumaça que possa existir é a que ainda tenta encobrir a evidência de que de fato quem não está contra nós, está conosco.

Responder

Gerson Carneiro

28 de abril de 2010 às 12h44

Que sejamos “lulistas, mas não petistas”, mas sobretudo não compartilhemos as idéias da imprensa burguesa (corporativa, liberal, conservadora e de direita) que nos deixou sim por muito tempo carentes de referencial ideológico. Por isso, sites, blogs e twitters, tidos como de ordem pessoal como o Vi o Mundo, se transformam em “pessoais” ao agregar, por ideologia, a massa ex carente de referencial ideológico. Fazendo com que cada vez mais os dias do sistema midiático dominante estejam contados.

Responder

Gerson Carneiro

28 de abril de 2010 às 12h44

É sim uma uma realidade incontestável a de que o lulismo é muito maior do que o petismo. Tão maior que consegue atrair desde a extrema-direita malufista, Mahmoud Ahmadinejad, Nicolas Sarkozy até Barack Obama. Daí resulta a amplitude da atual aliança governista. Portanto, o fenômeno a mim parece ser o inverso do que disse o professor Hamilton.

Responder

Otaciel de Oliveira

28 de abril de 2010 às 11h45

Sem dúvida nenhuma, é isto que está acontecendo. Mas na internet, por exemplo, temos blogs que vão desde o do Azenha até o do Nassif, este último bastante apreciado pela esquerda ligth. Mas temos que admitir que o contraditório tem sempre vez em ambos e que eles sabem que credibilidade é essencial para mantê-los na rede. PHA não nega que é um dos benefiados pela especulação financeira via Wall Street ou Bovespa. Mas tanto o Nasssif quanto o PHA, e também o Azenha, são pessoas incapazes de fazerem denúncias com o objetivo de destruirem reputações. Os dois primeiros fazem críticas pertinentes ao governo Lula, dentro da lógica do capitalismo de mercado, of course, mas sem esses blogueiros de centro esquerda (ou de centro direita?) o governo Lula teria caído quando da eclosão do escândalo do "mensalão", por exemplo. Numa frase, esse pessoal está para o socialismo (admitindo-se que é este o sistema idealizado pela esquerda PTista) da mesma forma que o Ciro Gomes está para o PSB, e esta sigla, igual a tantas outras no Brasil, representa um verdadeiro balaio de gatos sem nenhuma pureza ideológica. E afinal, desde quando os próceres PTistas não sabem que o que Lula fez foi "salvar o capitalismo brasileiro, ou melhor, torná-lo "mais humano" ou "menos selvagem"? E que isto é o máximo que se pode fazer dentro de um mundo globalizado e com o apoio de Sarney e similares? Agora, o Lula poderia ter aproveitado melhor sua popularidade e ter evitado que o Paulo Lacerda fosse comer bacalhau, regado a Casal Garcia (uma marca de vinho verde), em Lisboa. Ou ter feito uma reforma agrária pra valer. Ou ter metido o dedo nas conceções dos canais de comunicações (não me refiro só aos de televisão) que, nas mãos atuais, tanto influenciam o comportamento e a filosofia do "gostar de levar vantagem em tudo" do povo Brasileiro. E nos picos da crise ( a crise foi permanente, mas cheia de picos) a corrente mais ideológica do PT era a primeira a justificar o comportamento contemporizador do próprio Lula, não é verdade?

E você, meu caro articulista, acha que Dilma vai continuar fazendo o quê? Lembra-se de quem está cotado para ser o vice da Dilma?

Para concluir uma frase estapafúrdia: pior seria se pior fosse.

P.S: caro Hamilton, não fique chateado com a minha maneira jocosa de colocar meu ponto de vista. O problema é que eu não deposito muita esperança nos humanóides (sou um cético inveterado). Comparado a Obama, o Lula está fazendo um governo maravilhoso, embora esta comparação só tenha sentido daqui a uns 7 anos. Um abraço.

Responder

Esperança

28 de abril de 2010 às 00h46

O mundo mudou! Os "ideais" ruiram! No mundo globalizado a palavra de ordem é: negociação! Só cresce quem sabe negociar! O Brasil ta crescendo! Então!!!

Responder

O Brasileiro

27 de abril de 2010 às 23h21

Essa Democracia…

Responder

Emilio GF

27 de abril de 2010 às 20h18

"Basta verificar quais são as FONTES MIDIÁTICAS PREFERENCIAIS da base lulista-petista hoje, e se perceberá que essa base está sendo devidamente arrastada para o campo da direita, mesmo com um discurso disfarçado de oposição ao sistema midiático dominante".

Isto é: Azenha, Nassif, PHA.

Serão os primeiros condenados nos futuramente famosos "Processo de Brasília". Serão nossos Radek, Pitakov e Bucharin.

E não adianta fugir para o México, Azenha. Tem uma picareta à espreita por lá.

Responder

Carlos

27 de abril de 2010 às 19h54

“Tem muita gente da base lulista-petista sendo alimentada por sites, blogs e twitters abastecidos por esses neogovernistas (lulistas, mas não petistas) com argumentos típicos do liberalismo e da defesa da sociedade de mercado.”
Seja explícito, Hamilton.
“Basta verificar quais são as fontes midiáticas preferenciais da base lulista-petista hoje, e se perceberá que essa base está sendo devidamente arrastada para o campo da direita, mesmo com um discurso disfarçado de oposição ao sistema midiático dominante.”
“o terreno é fértil para essa estratégia midiática de fortalecimento do sistema dominante via comunicadores de direita à serviço do governo Lula.”
“Existem vários indícios de que essa estratégia da direita travestida de oposição de esquerda está surtindo efeito. O novo referencial está sendo construído em cima das bases despolitizadas do lulismo. A base petista está sendo arrastada nessa onda, na medida em que o pensamento e a formação de esquerda foram relegados ao abandono. Mesmo setores da esquerda não lulista e não petista embarcam nessa confusão ideológico-midiática. Até que as coisas possam ser esclarecidas.”
Feito os barões da mídia, “gurus” das “vanguardas” e suas cartilhas já não controlam os debates… Daí o ranger de dentes.

Responder

    Carlos

    28 de abril de 2010 às 12h16

    Dispensemos os "guardiões da pureza ideológica"…

dukrai

27 de abril de 2010 às 16h36

A gente tem que tomar muito cuidado com esses jornalistas que trabalharam no PIG, ops, e o Azenha, o Paulo Henrique Amorim, o Nassif, o etc? Não sobra um, meu irmão, blogueiro que é blogueiro sabe que tem ser profissional, senão vira um blog como o meu, o primeiro que acessou e deixou comentário eu respondi dizendo que ia mandar o diploma kkkkkkkkk
Daqui a pouco vou começar a pedir desculpas porque tentei ser marxista mas abandonei o mestrado de história na década de 80, não sou lulista de qualquer tendência mas estou me alistando como militante virtual e aproveito pra fazer propaganda, entrem no site do PT e se inscrevam, enquanto o capitalismo não acaba vamos ver se dá pra melhorar esta m…

Responder

Rodrigo

27 de abril de 2010 às 15h26

A vida é ampla, tem lugar inclusive pra política.

Responder

Valmont

24 de março de 2010 às 16h06

Desiabd:
"é muito boi sem nome…" [de fato, ficou confusa a análise por não identificar claramente quem é quem, na opinião do autor]
Malu:
"Sugiro então o artigo 'O governo Lula e a ideologia das classes sociais' (I), do Deputado Pedro Eugênio pelo PT/PE, no site Carta Maior. Segundo o autor, 'Deveríamos é rever os conceitos clássicos que nos guiaram por tanto tempo aceitando o desafio de conhecer melhor nossa realidade. Fazer esta grande massa ascender socialmente talvez seja mais revolucionário do que possa parecer'.
[PERFEITO, MALU!]
francisco.latorre:
"frente ampla contra o retrocesso sim.
mas cebola é cebola e maçã é maçã."
[concordo com a sua visão bastante realista e inteligente: nem tudo é joio ou trigo; nem tudo é dicotomia maniqueísta, embora capital e trabalho sejam uma dualidade fundamental, como yin e yang]

Moacir e Roberto Locatelli [EXCELENTES REFLEXÕES!]

Responder

Valmont

24 de março de 2010 às 15h58

Acho importante identificar claramente, dentro do chamado "lulismo", aqueles típicos representantes do PMDB, tais como Geddel Vieira Lima (BA), Hélio Costa (MG), Sarney (MA), dentre muitos outros representantes de latifundiários retrógrados (sim, marinhos são latifundiários cibernéticos). Creio que foi esta a intenção do autor. Mas, por outro lado, não devemos reincidir no velho e reiterado erro das agremiações esquerdistas dogmáticas: dividir e minar as próprias forças progressistas*.
É triste ver figuras estragarem suas biografias, como Marina Silva e Gabeira (PV), auxiliando movimentos da extrema direita (César Maia, por exemplo). Não consigo entendê-las.
Não podemos assumir visões particularistas e sectárias. Precisamos ampliar o ângulo na análise política para enxergar o todo, pois o Brasil é muito grande, complexo e heterogêneo em todos os sentidos. Querer reduzi-lo a "denominadores comuns" de baixa complexidade é quase sempre um erro.

Responder

ADR

23 de março de 2010 às 04h26

Acho que é possível explicar o que o professor Hamilton descreveu em poucas palavras.
Não é o caso de afirmar que tal amplo segmento de apoio ao Lula seja uma "base despolitizada do lulismo".
Trata-se, em verdade, de uma politização diferenciada, a politização da "ojeriza ao pior pra sociedade". É a jogada em que vários segmentos da sociedade se unem para rechaçar a ideologia do "pobre é pobre porque quer" ou ainda "a elite paulista é superior economicamente, logo é a superior casta brasileira, nascida para subjugar nordestinos, pobres, negros e todos aqueles que não tiverem olhos azuis e sejam bem sucedidos economicamente".
Tem tudo a ver com o que a Maria Inês Nassif escreveu (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=28821): é o sentimento antipaulista… contra o Estado Mínimo ,que deve ser suficiente só para manter um restrito grupo de seres com sucesso financeiro no poder.

Responder

Roberto Locatelli

22 de março de 2010 às 00h19

Aliados de agora

Neste momento, diversas forças se alinham pela vitória de Dilma. Desde Abilio Diniz, Emilio Odebrecht e Eike Batista até o MST.

É natural que assim seja. Afinal, as políticas sociais de Lula, que Dilma aprofundará, trouxeram para o mundo do consumo milhões de brasileiros. Assim, empresários que têm uma visão mais ampla do que a elite burra brasileira, apoiam Lula e Dilma. Não é à toa que Abilio Diniz comprou as casas Bahia.

É importante que assim seja, neste momento. A esquerda não tem força agora para romper com o Estado burguês e construir o socialismo. Nem sei se um dia terá essa força… Nem sei se a sociedade brasileira, incluindo os próprios trabalhadores, um dia tomará essa ideia para si. E se os trabalhadores do campo e da cidade (típica expressão da esquerda) não tomarem para si a proposta, ela não tem a menor chance de tornar-se realidade.

Então, é importante que tenhamos aliados que não sejam nem socialistas, nem petistas, como Abilio Diniz. Quando a direita raivosa disser: "Dilma é terrorista", sempre poderemos responder: "se fosse, Abilio Diniz não a apoiaria".

Porém, uma coisa é termos aliados. Outra, bem diferente, é incorporarmos a ideologia desses aliados em detrimento de nossa própria.

Existe uma parte da elite que é burra, lê a Veja, adora o Demétrio Magnoli e acha que as favelas deveriam ser extintas com lança-chamas.

Existe outra parte da elite que é inteligente. É uma parcela nacionalista, que defende a indústria e a cultura brasileira brasileira, tem orgulho da Petrobrás e do Banco do Brasil, e deseja sinceramente que a pobreza no Brasil se reduza ou seja extinta. O modelo desses visionários burgueses é a Europa do final do século passado: distribuição de renda, Educação para todos e progresso capitalista.

Porém, o capitalismo, na minha opinião, se esgotou. A Europa está afundando, a crise nos EUA prossegue, embora esteja sendo camuflada. Não há como retroceder no tempo e aplicar aqui um capitalismo europeu tardio. A roda da História não gira para trás.

Eu sei lá que tipo de sociedade teremos no futuro. Não sei se será socialismo ou algum outro tipo de organização política e econômica. Mas não será capitalista. Como disse o cineasta estadunidense Michael Moore. o capitalismo "não pode ser regulado, tem de ser simplesmente eliminado e substituído por um sistema mais justo."

Por isso, não podemos nos deixar enredar pela ideologia dos aliados, por mais bem intencionados que eles sejam. Marchamos juntos, pois nós também queremos distribuição de renda e justiça social. Mas o PT tem que recuperar sua ideologia, perdida em algum ponto da década de 80. Caso contrário, se diluirá nessa frente ampla lulista/dilmista.

Essa aliança de forças díspares tem uma missão, no momento, de eleger Dilma. Mas, depois das eleições, é mais saudável e natural que o PT reforce sua própria ideologia e metas, reatando o contato perdido com os movimentos populares.

O governo Dilma, caso a Ministra seja eleita, terá inimigos ainda mais furiosos do que os que tentam derrubar Lula. Em 2011 estará em jogo o futuro do Brasil e da América Latina. É preciso que haja fortíssimas organizações do movimento popular para impedir um golpe de Estado que, certamente, está nos planos da elite burra, que é maioria. Nesses momento, valerá mais um único sindicato bem organizado do que mil ideólogos da burguesia progressista.

Responder

Marat

21 de março de 2010 às 03h20

Na qualidade de comunista de bar, digo que toda munição deverá ser utilizada na guerrilha em prol do Brasil, contra o PIG e os lesa-pátrias, não importa se somos comunistas, socialistas, trotskistas, marxistas, anarquistas e outros que tais: o importante é o Brasil crescer e ser mais justo, bandeiras que a direita não carrega e nunca carregará!

Responder

Malu

21 de março de 2010 às 00h30

Quanta teoria! Porisso nunca me filiei à partido algum, mesmo votando sempre nos candidatos de esquerda. Todos têm que fazer diagnósticos o tempo todo, quando para mim, o que importa é que o Brasil está mudando para melhor, mais pessoas comendo, jovens pobres entrando nas universidades, enfim, tanta coisa mudando e sempre tem um teórico querendo me chamar de idiota porque parei de ver o Jornal Nacional, cancelei a assinatura da Folha e não leio Veja nem em consultório. Simplesmente cansei de ler uma coisa e sentir outra. Escolho blogs para ler e às vezes, leio muitas besteiras, mas me sinto muito mais informada do que nos tempos em que ficava vendo aquele casal bonitinho editando o que a população deveria repetir. O governo Lula (que para desgraça dos teóricos, nunca leu essas baboseiras que catequizam os auto-intitulados"esquerdistas autênticos") é a maior revolução política que aconteceu no país. Acho que é tudo conversa de quem tem dor de cotovelo pelo fato de nunca ganharem um crédito pelas mudanças ocorridas no país.

Responder

Donizeti

20 de março de 2010 às 01h34

Dããã – Somente não entendi a frase : " Pó, para Governador ". De que se trata ?

Por acaso estaria o jornalista amestrado do tucano Serra fazendo ilações sobre uma suposta predileção do governador mineiro Aécio por algum tipo de pó branco, que não é talco, nem farinha de trigo ? hein, hein !

Sei não, pelo visto a campanha do tucano Serra neste ano promete chute no sac.., dedo no olho, murro por trás, rasteira no escuro, etc.

Responder

Ana S.

20 de março de 2010 às 01h22

Acho que essa coisa nebulosa de que o autor fala é positiva. Melhor isso do que aquela sensação de total ignorância, quando se lia o jornal dia após dia e achava que a culpa de não entender bulhufas era nossa. A nebulosidade é o primeiro passo da grande escalada rumo às notícias que nós, pessoalmente, julgamos relevantes.
Hoje, depois de conhecer o mundo dos blogs, sei que eu não entendia nada porque era – e continua sendo – essa a intenção de quem escreve jornal: que sejamos todos massas manobráveis.
E é claro que esse povo que entendeu o que se passa na nossa mídia é carente de fontes; nada mais natural, já que o movimento crescente é anti-mídia!
A mim, nesse momento, pouco importa se as notícias dos blogs também são disfarçadas e tendenciosas; já sei que tudo é assim. Ao menos os blogs trazem as notícias que a grande mídia adora filtrar. A saída? Chegar a uma conclusão por si só.

Responder

Mauro Mari

19 de março de 2010 às 16h36

Esse cara escreveu para o Frias, os Mesquitas, o Roberto Civita,
Frequentou curso da Universidade de Navara da OPUS DEI.
De santo ele não gtem nada de esquerda acredito que não também.

Esse
Hamilton Octávio de Souza

Hamilton Octavio de Souza é jornalista profissional desde 1972. Trabalhou na reportagem geral e na reportagem política de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Editora Abril e na imprensa alternativa, sindical e popular. participou Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de
1975 a 1978 e um dos criadores do jornal Unidade. Em 1981, recebeu o Prêmio Wladmir Herzog de Direitos Humanos por reportagem sobre a repressão política no Cone Sul, publicada no jornal Movimento. Foi diretor de Comunicação da Unifeob, de 2001 a 2004. Foi editor da Revista Sem Terra, do MST, de 2001 a 2006. É articulista dos jornais Brasil de Fato, Cantereira, A Palavra Latina, PUCViva e Tribuna (VGS) e da revista Caros Amigos. É professor da PUC-SP
desde 1982. Leciona também nos cursos de especialização em Jornalismo
Político e Jornalismo Social da PUC-SP – Cogeae. Formado em Jornalismo pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), tem curso de especialização na Universidade de Navarra, Espanha. Tem atuado por meio de artigos, debates
e cursos nas áreas de jornalismo alternativo e popular, ética profissional, crítica da mídia e democratização dos meios de comunicação. É chefe do Departamento de Jornalismo da PUC-SP e diretor da Apropu

Responder

Fulvio Godoy

19 de março de 2010 às 14h35

Não assino e não leio Caros Amigos, desde o dia em que a Marilene Felinto afirmou que a má qualidade das escolas públicas de São Paulo é culpa dos professores formados em faculdades particulares, numa tremenda falta de respeito e preconceito para com aqueles que, diferente dela, não tiveram a “sorte” de estudar em universidades públicas.
O que ela afirmou só ajuda a maquiar a falta de investimento que o (des)governo do PSDB vem praticando a 16 anos no Estado. Jogar a culpa na má-formação dos professores é muito fácil para governantes esconderem seus desmazelos.
Pena que Marilene Felinto e Gilberto Dimenstein não são capazes de compreender isso, ou talvez não queiram…

Responder

feiradascolecoes

19 de março de 2010 às 08h36

Ora, estou aguardando que a esquerda produza uma imprensa e um conjunto de blogs que mereçam ser lidos e divulgados. Até hoje não entendi porque não temos um diário de esquerda com alta tiragem (não menos de 500 mil exemplares nos finais de semana) , sustentado por assinaturas, venda avulsa e patrocínios de entidades sindicais e ONGs (todos têm que publicar atos e balanços regularmente). Empresas privadas e estatais também anunciam em todo tipo de veículos.
Se em sete anos de governo, vá lá, de centro-esquerda isso não se constituiu, sejam bem-vindos os blogs e a mídia lulista ou neo-esquerdista. É o que temos, por omissão ou debilidade da própria esquerda, dos petistas ocupados nas suas tarefas no governo. Por que o PT não tem seu "L'Humanité"? Falta de recursos não é, bastava os filiados que ocupam cargos destinarem uma doação específica.
Isso aí parece a velha briga do PT com o velho Partidão.

Responder

França

19 de março de 2010 às 10h37

parabéns Azenha por ter dado espaço para essa análise. Frequento os blogs a que o professor se refere e também sinto falta de uma abordagem mais propositiva, contestadora e menos defensiva. Mesmo no seu blog, sinto falta de matérias que apontem alternativas estruturais.

Responder

francisco.latorre

19 de março de 2010 às 03h22

azenha…

por que a esquerda não consegue se comunicar?… não sabe usar as ferramentas modernas?…

por aí mesmo…

o problema… como quase sempre… é de desenho… é técnico.

a caros amigos faz uma transcrição da revista na rede… não tem como funcionar…

e o carta maior não entendeu o mecanismo de comentários…

faz uma interação de pé quebrado. os comentários ficam separados. não dá liga.

parece incrível mas é realmente simples.

e um desperdício… pois o carta maior é excelente. mas amarrado num desenho ruim… não pega.

de repente o lance é conversar com eles. de repente.

já a caros amigos… é mais complicado. tem que encarar a rede como ela é. rede.

___

pra quem diz que vai parar de ler o caros amigos…

não exagerem. não é pra tanto.

e o hamilton não falou nenhuma besteira.

Responder

Ana Dias

18 de março de 2010 às 23h34

Pois é. Foi por pensar assim que a esquerda francesa teve que engolir um 2o turno entre Chirac e LePen, em 2002. E, depois, enquanto ainda tentava colar os caquinhos, teve que engolir o Sarkozy…
Mas é bom que exista um pensamento revolucionário pra gente ter como horizonte possível (embora distante).

Responder

coelho

19 de março de 2010 às 01h36

Se não lermos de tudo, como saberemos quem está do lado A, B ou no meio. Mesmo sendo ateu, que não é o meu caso, é bom que se leia a Bíblia. Caso contrário, você não será somente ateu, mas também ignorante.

Responder

João Carlos Salgado

19 de março de 2010 às 01h16

O momento político nacional não nos dá espaço e tempo para apararmos essas, talvez, pequenas arestas que envolvem a todos os grupos, tribos e indivíduos que tenham suas preferências ás quais se achem envolvidos ou articulados. Primeiro temos que, conjuntamente(seja qual for a posição, condição ou credo) ficarmos atentos e em guarda aos ataques dos grandes "senhores feudais e do engenho" que durante mais de quinhentos anos dominaram este país; darmos nosso apoio para que não haja o retrocesso político nesta eleição, para depois da vitória eleitoral garantida, podermos entrar em profícuos debates ou simplesmente "ir pro pau". Nunca devemos nos esquecer que os grupos que querem retomar o poder são extremamente poderosos e tem raízes e vínculos pelo mundo afora. Só e somente com a união de todos nós, poderemos garantir a dar continuidade ao caminho que á custa de muita luta, conseguimos construir, ainda que imperfeito .

Responder

    francisco.latorre

    19 de março de 2010 às 02h30

    resumiu a ópera.

    foi ao ponto. aos pontos.

    o caminho é esse mesmo.

    valeu.

    Valmont

    24 de março de 2010 às 15h36

    Muito bem, João Carlos Salgado e francisco.latorre.
    Parabéns, também, a Malu, pelos comentários precisos… papo reto! :D
    Não preciso dizer mais nada. Só aplaudir.

francisco p neto

19 de março de 2010 às 00h52

É isso aí Azenha.
Você adora ter leitores, mas não corre atrás.
Perfeito. Foi com esse seu pensamento que eu vim para aqui.
Quem é competente e honesto, nós identificamos rápido.
Acompanho vc desde da saudosa Rede Manchete.
Infelizmente o lixo eltrônico venceu a dignidade.

Responder

Francisco Nogueira

19 de março de 2010 às 00h33

Azenha, ele pode ser seriíssimo, mas, creia, nada a ver, já que com ele é "tudo a ver".

Responder

Fabio_Passos

18 de março de 2010 às 23h45

Uma alternativa anti-capitalista será bem-vinda nas eleições.
A esquerda não pode abdicar da defesa do socialismo e de uma ruptura com o capitalismo.

Responder

Edu Di Lascio

18 de março de 2010 às 23h35

O Lula não é socialista, é trabalhista em um sentido quase Getulista da palavra. Repita mil vezes.

Responder

Moacir

18 de março de 2010 às 20h29

Azenha e amigos:
Primeiro, muito prazer, penso que é a primeira vez que escrevo para o blog (que, aliás, ficou muito bonito). Quanto ao debate proposto, penso que o problema da grande mídia nao é uma disputa de opiniões entre o que pensamos nós e o que pensam eles e os meios utilizados para a divulgação destes pensamentos, que seria algo legítimo. O que ocorre, na verdade, é que a grande mídia se utiliza de instrumentos que sao coletivos, que pertencem ao povo do Brasil (porque são concessões e/ou porque são os meio de exercício do direito à informação) e os utilizam para propagar a mentira pura e simples, o golpe, sem receios, sem qualquer restrição de ordem moral, sem se ater a princípios que nao são de esquerda ou de direita, mas humanos, tais como a verdade. É disso que se trata, penso. Ao afirmar que os jornalistas que se recusaram a seguir propagando a mentira travestida de informação são "oficiais", o Prof. Hamilton veste luva de pelica para avalizar o mesmo argumento espúrio lançado por aqueles que, vendo sua rede de mentiras desmantelada pelo avanço da consciência crítica de setores que até bem pouco tempo atrás eram reféns de suas "notícias", tentam a qualquer custo assassinar as reputações de seus adversários, ora qualificando-os como "bandidos", ora como "vendidos", entre outros. Para a mídia, tudo é permitido, inclusive receber recursos do Estado para financiar sua cruzada contra todos aqueles que contestam seu poder. Para os que nao se enquadram e optaram por pensar por sua própria cabeça, nada pode: se recebeu recurso público é "vendido", se defendeu algo correto feito pelo governo é "oficial" e por ai vai. Agora, segundo o Prof. Hamilton, também sao de "direita". Ou seja, na expectativa de fomentar o debate, nosso professor apenas fermentou os argumentos mais reacionários e anacrônicos que a direita brasileira repete desde sempre.

Responder

Márcio

18 de março de 2010 às 20h24

O texto ignora a diversidade política dos blogs a que ele supostamente se refere (já que não os nomeia). Entre Nassif e Azenha há notórias divergências. Entre Rodrigo Vianna e PHA, idem. Os quatro podem se encaixar no perfil por ele definido: "ex-profissionais com muitos anos de serviços prestados à imprensa burguesa" que possuem posições simpáticas a Lula (não necessariamente uma "frente de defesa do governo Lula", como afirma).

Responder

mariazinha

18 de março de 2010 às 23h08

O texto do Sábio e Mestre/Doutor, Emir Sader é limpo e cristalino. Falava da esquerda fanática que abandonou o barco no meio do caminho; triste sina:
[…]O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.[…]
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostra

Agora, o texto do Sr. Hamilton é meio confuso; sinto ofensas em suas palavras, até parece que se enquadra no discuso brilhante do DOUTOR EMIR.
Não gostei.

Responder

Flavio Lima

18 de março de 2010 às 22h46

Grande Hamilton
Vou guardar esse seu artigo.
Pra nunca mais me esquecer da razão pela qual vou cancelar a assinatura da Caros Amigos.
Não tinha pensado em voce no artigo do Emir.
Mas voce vestiu a carapuça tão bem que me convenceu.
Sempre achei que a CA forçava um pouco a mão, mas vamos la assinar uma publicação de esquerda, participar do Processo Historico, sei la.
Mas botar qualquer fé, depois desse artigo, nesse pessoal, sinto muito.
Valeu Hamiltom pela dica.
Mas tambem a economia não vai ser tanta…

Responder

Trucos De Elegir Línea Correcta De Maquillaje Mineral | Articulos

18 de março de 2010 às 19h44

[…] Façam como eu, leiam a Caros Amigos « Viomundo – O que você não vê … […]

Responder

francisco.latorre

18 de março de 2010 às 22h20

parece que só o azenha e mais alguns entenderam o professor.

de fato os blogs com um espectro mais amplo têm mais público.

e é bom frequentá-los pra não pregar apenas pra convertidos.

e é verdade que alguns blogueiros não são realmente esquerda.

pha é órfão do brizolismo voluntarista.

passou meses tentando convencer deus e o mundo que lula tem medo… ou seja… é covarde… saudades de brizola… que mandava o verbo e não chegou a lugar algum… não colou.

e tentou sim detonar dilma com o caso broi… e tentou e tenta inflar o 'esquerdíssimo' ciro gomes… e poupa aécio com objetivos não muito claros…

já o nassif é órfão de um tucanismo que não mais existe… se é que existiu um dia…

demorou décadas pra descobrir quem é serra…

e ainda não assumiu o erro… diz que serra 'mudou'…

e faz um tudo pra livrar a cara de aécio… bom… aí pode ser mineirismo mesmo.

___

a questão é pertinente sim…

por que a esquerda não consegue fazer sua mídia ter o alcance merecido?…
mas a resposta não tem muito segredo…
o jogo se decide no centro do tabuleiro. no meio campo.

e a gente não escolhe o campo. joga onde está a disputa.

e repito… não adianta pregar pra convertidos.

a preocupação é compreensível… tem muito discurso escamoteado sim.

mas não creio que seja despolitizante. ao contrário.

pha e nassif tem sido obrigados a curvar-se aos fatos.

pha admitindo que lula é gênio… essa já aconteceu.

e nassif admitindo que se o tucanismo um dia pretendeu ser social-democrata… não chegou lá… aliás nem tentou. essa tá quase acontecendo.

apesar que nenhum dos dois reconhece abertamente… os fatos se impuseram.

___

o azenha?…

esse é dos nossos. desde sempre.

acho que nem o hamilton põe dúvida.

Responder

    Jair de Souza

    19 de março de 2010 às 01h18

    Estimado amigo Francisco Latorre, vejo que você já sabe como postar acima do limite, eu ainda não. Se puder passar a dica. Do jeito como você expõe a questão, fica muito mais palatável. Concordo com suas colocações sobre o PHA. Eu mesmo cheguei a escrever comentário por lá perguntando se ele havia voltado às hostes do PIG. Foi naquele período em que ele só mencionava o nome de Lula seguido da expressão "o que tem medo".

    Sobre os sites do Luiz Nassif e do Rodrigo Vianna não tenho condições de falar muito. Não os tenho visitado com regularidade. De modo geral, dentro do tempo limitado que tenho, fico por aqui e por Carta Maior. De todas formas, nem o PHA nem o Luiz Nassif devem ser os alvos de nossa luta neste momento. O que não me agradou no artigo do Hamilton foi ter deixado a mensagem de forma tão vaga que, em vez de gerar confiança para avançar, acaba gerando desânimo e suspeita de que todo mundo pode fazer parte da tal quinta coluna.

    francisco.latorre

    19 de março de 2010 às 02h50

    talvez o hamilton não tenha sido claro… ou a gente anda meio sensível…

    é compreensível. há muito em jogo.

    o brasil e o mundo. o século e o milênio.

    mas é uma discussão pertinente. com certeza.

    ___

    e nada contra o pha e o nassif.

    foram observações desapaixonadas.

    constatações.

    compreendo os dois.

    ademais… prestam um serviço indispensável.

    são democratas e brasileiros.

    frente ampla contra o retrocesso sim.

    mas cebola é cebola e maçã é maçã.

    ___

    o truque…

    passa no sítio…

    manda um e-mala que eu passo a letra.

    abraço.

    Jair de Souza

    19 de março de 2010 às 11h40

    Caro Francisco, qual é o sítio que eu devo visitar. Não tenho o endereço. Abraços.

    dukrai

    28 de abril de 2010 às 02h56

    relendo e ponderando, "pha e nassif tem sido obrigados a curvar-se aos fatos." Tudo muda, bródi, até nóis e nossos comentários rs
    brilhante leitura e síntese.

Luiz Alberto Pandini

18 de março de 2010 às 21h34

Hamilton, estamos do mesmo lado. Não podemos repetir os erros que as esquerdas cometeram na época da luta armada: "rachas" e divisões por questiúnculas programáticas, distanciamento da realidade, afastamento da base social, pretensão de conduzir sozinha uma mudança na sociedade. Há momentos em que as divergências e agravos devem ser colocados de lado em prol de uma causa maior. E, no momento, a causa maior é impedir a extrema direita, à qual aderiram PSDB, PPS, PV e outros partidos, de voltar ao poder no Brasil. A implantação do socialismo puro, se for o caso, pode ficar para uma etapa posterior.

Responder

Luiz Alberto Pandini

18 de março de 2010 às 21h34

Conheço o Hamilton apenas pela leitura de seus artigos e não tenho nenhum motivo para duvidar de sua honestidade e coerência. Feito o elogio, parto para a crítica. Ele parece integrar aquela turma do "se não dá para mudar tudo, é melhor não mudar nada". Também parece entender que somente comunistas e socialistas engajados podem ser agentes de mudanças da sociedade. Discordo. Nunca li nenhum dos "classicos" da teoria comunista e não me apresento como comunista por achar que não estou à altura para tal. Mas sou chamado de "comunista" por muita gente, unicamente por defender causas como reforma agrária, distribuição de renda e participação de renda. Também trabalhei por alguns anos em empresas da "grande mídia" e nem por isso mudei minhas ideias e meus ideais. Aliás, salvo engano da minha parte, o Hamilton trabalhou por algum tempo na Folha.

Responder

    Márcio Mari

    19 de março de 2010 às 16h31

    Na Folha, No Estadão e para o Robert Civil na Abril,
    Fez Curso da Universidade de Navarra da Opus Dei.
    Quer mais

Williams/Bauru

18 de março de 2010 às 21h24

Só sei de uma coisa: A Dilma está do lado de cá e eu estou com ela. Ela não é como aqueles que estão do lado de lá que quando a coisa ficou preta aqui no Brasil fugiram para o Chile(Serra), França(FHC), Inglaterra(Caetano) e tantos outros. A Dilma ficou e lutou, foi presa e torturada, não delatou seus companheiros. Esta sim é uma mulher de fibra.
Conjecturar com teorias de direita, esquerda é falácia, seja lá quem for. O que importa é o Brasil que o Lula recebeu em 2003 e o Brasil que ele vai entregar em 2010 (prá Dilma, é claro). Se o caro Hamilton não se decidiu ainda, paciência, mas aconselho ele dar uma olhada no Brasil e antes de depois do Lula.

Responder

Luiz /RONDÔNIA

18 de março de 2010 às 21h06

Carta Capital é muito explícita, é mais fácil de ler. Não fico à vontade de ler sempre CAROS AMIGOS: UMA REVISTA QUE DEFENDE CESARE BATTISTI! Haja exercício mental para afastar o joio do trigo de CAROS AMIGOS. PARABÉNS AZENHA e que bom que AINDA vivemos no pleno estado democrático de direito e podemos expressar nosso pensamento, nem sempre convergentes!

Responder

Alexandre A. G.

18 de março de 2010 às 20h59

Hoje há o ideal do Estado do Bem Estar Social, nos padrões europeus, em que se mantêm as garantias mínimas a assegurar a dignidade da pessoa humana, não existem mais bichos-papões. Hoje tenta-se idealizar a terceira via. Como não visualizar o viés social em países escandinavos em que a tribução sobre a renda chega a 40% e aos cidadãos são garantidos sistemas de saúde e de ensino público e de qualidade, além de todas as benesses já conhecidas. Lá o Estado cumpre o seu papel. O Brasil tem muito que evoluir para chegar até lá e os primeiros passos estão sendo dados pelo atual governo. Dizer que o Lulismo é de direita ou de esquerda não leva a nada de útil, mas é pertinetne defini-lo como movimento que ruma às garantias sociais mínimas.

Responder

Alexandre A. G.

18 de março de 2010 às 20h59

O trabalhismo surgido no pós guera foi a forma de se manter o capitalismo frente a ameaça solicailista. O motivo inicial das revoluções era que a massa trabalhadora não tinha o que perder e se lançava de forma organizada no movimento socilista contra o sistema. Não por acaso as norma trabalhistas e previdenciárias que garantiriam a proteção maior do proletariado contra a exploração do capital surgiram neste período. Após a queda do muro e com o final da ameaça socialista voltou-se a falar em neo-liberalismo também não sem motivo, mas não deu certo. O estado já tem seu papel. Penso que as discussões políticas capilismo x socialismo são anacrônicas e somente visam a exploração política da sitaução (vamos atribuir a pecha de socialista e demonizá-lo).

Responder

Moacir Simples Assim

18 de março de 2010 às 20h41

A quem interessa polarizar as eleições entre a candidata do Lula e alguém do PSDB, quando temos um competente governador no Paraná que ao menos poderia ter o direito de ser entrevistado no Jornal Nacional ou na Band?

Entretanto essas e outras emissoras que são propriedade de todos nós, assim como a terra, insistem em ignorar a possível candidatura de Roberto Requião a Presidente da República à frente do maior partido brasileiro.

Por que será?

Responder

dukrai

18 de março de 2010 às 20h36

Avisem pro Hamilton que nem o PT é mais socialista e que o Lula nunca foi, no sentido marxista do termo. Na dúvida, consultem o bom artigo dO Descurvo, "O socialismo e novo programa do PT. " http://descurvo.blogspot.com/2010/02/o-socialismo
O Hamiltom devia citar o artigo do André Singer "O lulismo pode durar 30 anos", chupou o fundamental dali e concluiu que o Azenha esta aqui pra enganar a galera. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EM…
"A pergunta que não quer calar", se for pra difamar eu poderia supor que o Hamilton também foi contratado pelo Serra pra detonar exatamente esses blogs de centro (tendendo mais ou menos pra) esquerda, do Nassif, do Paulenriqueamorim e do Azenha, no trabalho, descrito no artigo do Nassif, "A guerra política sem quartel", publicado tb aqui no viomundo.

Responder

Malu

18 de março de 2010 às 20h32

Pelo que entendi, o autor reivindica uma visão mais crítica e mais à esquerda, mais ideológica. É isso? Sugiro então o artigo "O governo Lula e a ideologia das classes sociais" (I), do Deputado Pedro Eugênio pelo PT/PE, no site Carta Maior. Segundo o autor, "Deveríamos é rever os conceitos clássicos que nos guiaram por tanto tempo aceitando o desafio de conhecer melhor nossa realidade. Fazer esta grande massa ascender socialmente talvez seja mais revolucionário do que possa parecer".

Responder

O vice do Lula?

18 de março de 2010 às 16h56

Este texto do prof.Hamiltom,encostou na parede ideológica a classe média "socialista" REACIONÁRIA,basta ver os comentários,eles sairam do armario.Sem essa de maniqueismo,isto é opção politica sim,acabar com os capitalistas e o capitalismo,é a tarefa dos socialistas(de fato) e comunistas e fazer o enterro do moribundo"livre mercado",que de tão "livre" virou ditadura burguesa do pensamento unico.Tudo isso acontece porque,os reacionários de plantão e seus idolos do pé de barro,tem medo de discutir os problemas sociais e politicos existentes,sem aceitar que estes,tem origem e divisão na sociedade a qual vivemos,ou seja,a LUTAS DE CLASSES.Os defensores do capital (os patrões),são tão hipócritas quanto os seus lucros,falo isto como assalariado,por isso,acho que este texto colocou a nu os sabujos da social democracia e seus cãos de guarda.

Responder

    Alexandre Araújo

    18 de março de 2010 às 18h02

    Rpaz, sou capitalista sim, e tenho o direito de votar no Lula tanto quanto você. Só tem uma coisa que eu repugno mais do que néo-liberal: é comunista velho! Me diga só um canto do mundo que o cominismo deu certo com democracia! Me fala!

    O vice do Lula?

    18 de março de 2010 às 20h05

    Sr. Alexandre,proponho o senhor se informar melhor,leia (O CAPITAL de Karl Marx),o comunismo a qual o senhor se refere(século 20),este nunca existiu,quanto mais com democracia.O que existiu (de fato),foi o capitalismo de Estado,mais conhecido como Stalinismo(Josef Stalin),oriundo da antiga União Soviética,mas tudo aquilo nunca chegou perto do socialismo/comunismo proposto por Karl Marx.

    Carlos

    18 de março de 2010 às 17h13

    "… acabar com os capitalistas e o capitalismo,é a tarefa dos socialistas(de fato) e comunistas e fazer o enterro do moribundo"livre mercado"…"
    Beleza de discurso, mas… como é que se faz isso?
    Com proselitismo ideológico?

    O vice do Lula?

    18 de março de 2010 às 19h50

    Sr.Carlos,não existe proselitismo politico.Trabalho com a realidade concreta,vivemos numa sociedade dividida entre exploradores(patrões) e explorados(assalariados),e este é o caminho,educar politicamente o nosso povo,ou seja,entender a origem e o porque de sua miséria,para poder transforma-la em uma sociedade sem explorados e nem exploradores,o que é isto,senão construirmos uma sociedade socialista,o resto é discurso social democrata.

    Carlos.

    18 de março de 2010 às 20h24

    Ideologia não enche barriga. A Revolução francesa foi uma revolução burguesa e o povão só foi atrás da burguesada porque estava com a barriga vazia e engoliu a conversa de que a culpa de tudo era da monarquia e da nobreza. Foram atrás dos líderes da Revolução de 1917 pelos mesmos motivos. Povão de barriga vazia é ótima massa de manobra.

    Sei lá, como disse, não sou politizado, mas estas coisas me passaram pela cabeça. Podem ser idiotices superficiais, mas acho que as duas revoluções que citei começaram do mesmo jeito: de cima para baixo. Será que desde a eleição de Lula não começamos aqui uma amostra grátis de mudança de baixo para cima? Será que não é isto que está botando a direitona em polvorosa e obrigando muita gente a mostrar a verdadeira face?

    Fabio_Passos

    18 de março de 2010 às 23h42

    Falou e disse!
    Por mim… a revolução começava ontem.

    francisco.latorre

    19 de março de 2010 às 02h56

    como não depende da gente…

    vamos ter que esperar um pouquinho.

    e curtir o caminho.

    importa mesmo é manter o rumo.

    a velocidade é secundária.

    Fabio_Passos

    19 de março de 2010 às 14h12

    Depende da gente também, oras bolas.

    Como pode dizer que a velocidade é secundária?
    Por que temos de esperar mais 100, 200 anos para conquistar demandas que são justas hoje?

Moacir Simples Assim

18 de março de 2010 às 19h55

No barco do Lula todo mundo tem lugar!

Responder

Cecilia

18 de março de 2010 às 19h33

Não concordo com a ideia de que o lulismo seja necessariamente despolitizado. Acho que o pragmatismo do Lula é um legado importante, no sentido de que ficar na oposição tacando pedras não têm melhorado a vida do povo. Acho que quem botou a mão na massa colaborou com uma importante guinada para a inclusão social de todos os brasileiros. Também sou anticapitalista e nesse sentido acho que a opinião do articulista merece respeito. Lamento que tenha dado motivo para que as pessoas que defendem abertamente a igualdade e um modo de vida não capitalista sejam gozadas e ridicularizadas.

Responder

    francisco.latorre

    19 de março de 2010 às 03h04

    o pragmatismo é o legado de lula.

    ele é povo. pragmático pois.

    metafísica ideológica é coisa de burguês.

    adeus utopia. viva o mundo real. real-concreto.

    eu acho que marx ia adorar… a nova praxis da esquerda brazilis.

andre i souza

18 de março de 2010 às 18h42

Embora me considere de esquerda, digo: A esquerda é realmente muito esquisita. Enquanto na direita os menos radicais se unem aos mais radicais com um único propósito de derrubar governos trabalhistas, a esquerda canibaliza. Veja o PSOL & cia, para alcançar seus intentos, adora atirar das trincheiras direitistas Acho que por isto tudo a esquerda não vinga, muitas vezes, quando vinga torna-se um regime extremado e de feições destras. Talvez o Lula esteja ensinando um novo caminho pra esquerda mundial.

Responder

Carlos Marques

18 de março de 2010 às 18h25

O professor Hamilton mostra a velha tendência da esquerda, que, em nome de pretensa pureza ideológica, perde de vista a vida real à qual o governo Lula vem dando resposta: políticas de inclusão alimentar, educacional, universitária, digital, etc. A esquerda há muito já deveria ter aprendido com a direita o que a direita tem para ensinar: união no essencial, patrimonialismo individualista, no caso deles; redenção da dignidade dos homens, no caso da esquerda. Sempre vale lembrar Deng Chao Ping e o gato que deve cometer rato, independente da cor do pelo. E sempre vale lembrar, também, que a direita costuma ser competente na defesa de seus interesses; não convém deitar sobre os louros das pesquisas favoráveis ao Governo e a Dilma; se preciso, a direita não tem o menor escrúpulo de apelar para a ignorância, como mostraram o convescote do Instituto Millenium, Honduras, as tentativas golpistas na Bolívia e na Venezuela. Cave canem !

Responder

adroaldo

18 de março de 2010 às 18h20

É que o lulismo, para o bem de todos, está reduzindo muito o espaço desses sectários, que no fundo têm o mesmo respeito pela democracia que a direita golpista: nenhum.

Responder

Ernani Pires

18 de março de 2010 às 18h18

O próximo passo do professor Hamilton é escrever um artigo na Caros Amigos revelando que, se tivesse convivido com a Rosa de Luxemburgo, Lula teria tentado estuprá-la.

Responder

Ernani Pires

18 de março de 2010 às 18h03

Azenha, me desculpe a franqueza, mas este artigo apenas reforça o boato de que jornalistas de 'origem burguesa' não alinhados à grande imprensa só defendem o governo Lula porque foram cooptados por ele. Sinceramente, não entendi a sua publicação neste espaço.

Responder

    Carlos

    18 de março de 2010 às 19h14

    A notícia da existência das esquerdas "carnívora" e "herbívora" justificam a publicação.
    Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Stalin, Rosa Luxemburgo,… Carnívoros ou herbívoros?

Alexandre Porto

18 de março de 2010 às 18h02

Se eu entendi bem ser lulista ou petista, sem defender o socialismo é não ter 'formação política mais sólida'?

Santa manipulação …

Parabéns Azenha pelo site. Ganhou um banho de loja e conteúdo. Estamos esperando que os seus ex-colegas da Globo insatisfeitos com o padrão global de manipulação se junte ao seu, ao nosso trabalho.

Responder

    Carlos

    18 de março de 2010 às 19h21

    Alexandre
    Marx não era marxista…
    Respeito o Lula mas não sou lulista.
    O capitalismo tem muita "bala na agulha", mas considero que será superado, que a humanidade terá que encontrar outra forma de relação econômica.

jbmartins

18 de março de 2010 às 16h56

Não concordo com esta informação, por que tem site e blogs exclusimante Petista.
Tem muita gente da base lulista-petista sendo alimentada por sites, blogs e twitters abastecidos por esses neogovernistas (lulistas, mas não petistas) com argumentos típicos do liberalismo e da defesa da sociedade de mercado. Como a mídia de esquerda identificada com o petismo não consegue ter o mesmo alcance dessa mídia “quinta-coluna”, a base lulista-petista fica cada vez mais carente de informações e opiniões sintonizadas com a visão da esquerda. Como não consegue fazer (construir) o necessário contraponto à mídia de direita, essa base social se torna cativa das referências não petistas e não de esquerda.

Responder

Felipe

18 de março de 2010 às 16h54

Reforço sentidos de comentários anteriores e acescento outros: (1) Embora o autor do artigo não dê nome aos bois, sua crítica parece voltar-se ao jornalismo hoje praticado na internet por gente como PHA, Nassif, Azenha, Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello, e se estenderia até a Carta Capital. (2) No lado que ele entende como "a mídia de esquerda identificada com o petismo", supõe-se que os referentes concretos seriam Carta Maior, Caros Amigos, O Vermelho. (3) Além de maniqueísta, essencialista e extemporaneamente infanto-esquerdista, o argumento sobre o "quinta-colunismo" da primeira turma e o parco alcance da segunda resulta nebuloso. (4) Isso, não só pela falta de identificação explícita de quem são os representantes de ambas as partes, mas por pretender autoevidente algo que não seria fácil demonstrar: que a primeira defende "especialmente as propostas, medidas e ações mais afinadas com o desenvolvimentismo capitalista e os valores clássicos da democracia representativa burguesa", traço que estaria ausente na atuação da segunda. (5) O argumento decorre de outro, apenas esboçado, mas ainda mais problemático: se o autor pode ler a atuação do primeiro grupo de jornalistas nos marcos de uma grande "estratégia midiática" da direita, é só porque acredita na existência de um núcleo pensante capaz de formulá-la e, por meio da arregimentação e alocação de profissionais de imprensa a seu bel prazer, implementá-la – pura especulação; fantasia conspiratória. (6) O argumento vai desembocar numa classificação do "lulismo de classe média" como "despolitizado" que supõe a falsa facilidade de uma distinção essencialista entre "referenciais" petistas e "não-petistas". (7) Numa chave bastante pessoal de leitura, finalizo com uma observação que já se descola do artigo desse mau professor de jornalismo, mas não do quadro político atual e da atuação dos blogueiros acima mencionados. É que, há poucos dias, surpreendeu-me a superficialidade, o engano e a injustiça de se atribuir à pré-candidatura de Marina Silva à presidência o rótulo de estar "a serviço da direita", procedimento a que alguns desses blogueiros têm-se dedicado. Que o rótulo venha agora voltar-se contra eles próprios não deixa de ser curioso.

Responder

    Carlos

    18 de março de 2010 às 18h27

    Que Marina não replique o comportamento de Heloísa Helena e Cristóvão no debate na reta final da campanha de 2006, que se limitaram a levantar a bola para que Alckmim cortasse…
    Que apresente seu programa de governo – e que este não fique limitado às questões ambientais, mas esclareça o que pretende fazer em relação à educação saúde, finanças públicas, transportes, energia, petróleo, telecomunicações…

    francisco.latorre

    18 de março de 2010 às 21h41

    marina serve a direita.

    e o pv sempre foi linha auxiliar. desde sempre.

Guerra

18 de março de 2010 às 16h47

Não deu para entender muito esse texto. Em outros tempos, isso me cheiraria a uma crise de revisionismo braba. Agora, me fede a uma doença infantil do esquerdismo. Traduzindo: "Sou mais ortodoxo que você". Vovô Trotsky bateria palmas.

Responder

Ruth Aelxandre

18 de março de 2010 às 16h24

Azenha,
Eu ficaria com as seguintes alternativas 1) Não quer? Para haver comunicação é preciso ouvir, alguns têm dificuldades para; Está muito fechada em si mesma; Não fala a língua do povão Não sabe (nem quer) usar as ferramentas modernas que carecem principalmente de interatividade, que na minha opinião é o que mais atrai nos sites independentes.

Abaço

Responder

Bruno Z.

18 de março de 2010 às 16h11

OLha, eu nem tenho o que falar!

Esse modesto estudante de direito só tem a agradecer esta maravilhosa aula sobre as correntes filosóficas da esquerda, ques estou tendo ao ler estes comentários. Realmente fabulosa a riqueza dos comentários.

Parabéns ao Azenha (pela proposição da discussão) e a todos que abrilhantam o debate com seus comentários!!!

Responder

Gunter Zibell

18 de março de 2010 às 15h37

Lulismo me parece um grande chapéu que cobre tudo o que não for extremista. Uma espécie de pacto social não-explícito. “Ativista de direitos humanos” ou “Social-democrata” ansioso por maior justiça social está dentro. “Capitalista socialmente respeitável” buscando o melhor caminho para desenvolvimento dentro de um mundo em que as nações competem, também está dentro. E esse trabalho da direita apoiar o governo e ao mesmo tempo puxá-lo para si deu certo, tanto é que metade do governo é PMDB e possivelmente continuará assim por mais 4 anos. E é um governo muito popular assim. O que se chamaria de centro-esquerda (PT) pode fazer menos governadores que o PP. É por aí que a sociedade se move, a cada 4 anos há a renovação de uns 10% do eleitorado, os valores e demandas vão mudando. Cabe à esquerda expor melhor suas ideias e cabe à (parte da) direita abdicar da truculência antiética. A parcela da direita que segue um discurso democrático e não fere a lei, incluindo apoiando o governo quando convem, não pode ser criticada por esse comportamento, pode ser criticada apenas pelo ideário.

Responder

Gunter Zibell

18 de março de 2010 às 15h37

Eu imagino que o Stephen Kanitz, ex-colunista da Veja, possa ser uma das referências. Afinal, ao longo de 2009 ele fez vários posts elogiando o governo, mas nunca deixou de defender o que ele chama de "capitalismo socialmente responsável". E o que seria "esquerda"? É mais difícil de definir do que direita, pois todas as bandeiras da esquerda, desde que constitucionais, podem perfeitamente ser praticadas pelo centro ou centro-esquerda também. Com um conjunto de valores éticos definido e respeitado (propriedade privada, liberdade de expressão, acesso a todos de educação, saúde & justiça para todos, etc), o que diferencia centro-direita da centro-esquerda não será principalmente o papel do Estado? Não é isso que é mais discutido na Europa Ocidental (lá há também a questão da imigração, porém.)

Responder

    Fabio_Passos

    19 de março de 2010 às 03h41

    Esta falta de esquerda é justamente uma das causas do fracasso da "democracia" ocidental.
    Jogo de cartas marcadas com limites definidos pelo capital.

Thiago

18 de março de 2010 às 15h32

O governo Lula é social-democrata, nos moldes Europeus. Isso para o brasil representa um avanço, talvez o único que era possível atualmente.

A esquerda se indignou porque Lula não fez um governo socialista, mesmo sabendo que desde 1992 o PT tinha uma carta se dizendo um partido social democrata.

Com isso emergiu uma imprensa social democrata, que é essa a que o artigo se refere como sendo 'direitista'

Realmente estamos longe do socialismo e ele parece estar longe do povo, talvez sempre tenha estado com exceção do período de Jango.

Se o povo prefere a Social Democracia ao Socialistmo, havemos de ser democratas. O Governo Lula é democrático e se aproximou mais do que qualquer um da história de ser um governo que, de fato, reúne a sociedade civil e dá voz a ela.

Muitos da esquerda, a qual pertenço, querem a democracia sem povo, tal qual acontece com a direita.

A diferença é que os esquerdistas querem a democracia sem povo com intenção de fazer o bem ao povo (acredito que se chegássemos a uma sociedade socialista, o povo estaria melhor e teria participação na história), os direitistas querem a democracia sem povo para fazer bem a si mesmos… Isto dá um ponto para a esquerda dentro do contexto, embora não exclua sua falha.

Responder

marcos santos

18 de março de 2010 às 15h28

Creio o erro da análise do Hamilton, está na supervalorização do Petismo e o Lulismo.
Desde de sua fundação o PT nunca foi um partido socialista, e o Lula, vide o testemunho dado por Fidel, era um lider que os cristão de esquerda tinham expectativas, e nem mesmo se coloca como um socialista.
Ora se é isso, quando os sites e blogs de centro ou centro-esquerda, divulgam suas análise e são consumidos pelo petismo e pelo lulismo, não existe nada de estranho, como o Hamilton quiz passar.

A outra discussão que subjaz no artigo é porque, o que ele chama de "midia de esquerda identificada com o petismo" não consegue polarizar a base do lulismo. Mas aí a discussão já ultrapassa o objetivo desse pequeno comentário.

Responder

Jair de Souza

18 de março de 2010 às 15h27

Como previsto, o efeito de um artigo como este é dar força aos setores burgueses que apóiam Lula. Basta ver como os defensores do capitalismo aparecem tentando apontar "o lado humano do capital", ou tentando mostrar que esquerda/direita, capitalismo/socialismo são coisas do passado. Na verdade, tanto este artigo como aquele do ex-esquerdista Lungaretti só beneficiam mesmo ao setor da burguesia e não ao dos trabalhadores. A burguesia não é toda igual, e não cabe aos socialistas juntá-la toda num mesmo saco. Mas precisamos entender que os trabalhadores que apóiam Lula e os capitalistas que também o fazem há profundas diferenças de interesses. Não podemos nos esquecer de que o objetivo supremo de todo e qualquer capitalista é o lucro, e não o bem da coletividade. Acreditar que a luta de classes é coisa do passado, que capital e trabalho podem viver em perfeita harmonia é o que a burguesia nos prega, pois condiz com seus interesses. Se o autor tivesse dito claramente quem são os quinta coluna e esclarecido as manipulações usadas, poderíamos aceitar ou rejeitar seus argumentos. Dar tiros no vazio não ajuda à causa dos trabalhadores.

Responder

Carlos Augusto

18 de março de 2010 às 15h00

Esse Hamilton subestima demais as pessoas, se hj frequento esse espaços ( PHA, VIO MUNDO, LUIS NASSIFI , CLOACA NEWS, NAMARIA NEWS, MARIA FRO, VERMELHO e CIDADANIA.COM ) é pelo fato de apresentarem artigos mais inteligentes, com uma visão não direitista e principalmente por não serem racistas – que é o pior defeito da velha mídia . As pessoas que opinam, o fazem com visões tão distintas que promovem sim informação. A velha mídia é nojenta, asquerosa, vulgar e carrega o pior defeito brasileiro " a malandragem" … Jamais vou "pender" para a direita pelo fato de ler blogs como este, se o fizer será por "muito dinheiro" ou um "empreguinho barnabé" rsrsrs … Quem frequenta esses blogs ( PHA, VIO MUNDO, LUIS NASSIFI , CLOACA NEWS, NAMARIA NEWS, MARIA FRO, VERMELHO e CIDADANIA.COM ) geralmente está em busca de notícia e opiniões mais reais, só isso…

Responder

    Flavio Lima

    18 de março de 2010 às 22h49

    E voce pega uma midia fora do pig, como a Caros Amigos, e o Hamilton vem falar essas baboseiras ridiculas…
    Vou cancelar minha assinatura da CA.
    Ta dando mais tiro no pé Hamilton mané.

patrick

18 de março de 2010 às 14h54

Parece que ele se refere ao Nassif, que frequentemente trata de questões como "Qualidade de Gestão", "Administração baseada em metas" e alguns outros tópicos relacionados às ONGs de "melhoria" do serviço público financiadas pelo Gerdau, além de tratar da "formação de grandes grupos econômicos nacionais" e elogiar aspectos do governo Collor como modernos.

Responder

matheusnahkur

18 de março de 2010 às 14h49

Se o professor citasse nomes e colocasse exemplos ficaria mais fácil de entender a análise pretendida. É bastante simplista o conceito "trabalhou na grande imprensa, então é direitista, disfarçado ou não". E esse simplismo (ao menos interpretado por mim) inibe a fundamentação da análise. Gostaria que o professor voltasse ao tema.

Responder

    Eduardo

    18 de março de 2010 às 20h07

    concordo plenamente. Análises do tipo "tem gente que fazia tal coisa e agora defende outra… Fiquem de olho nessa gente!" A coisa é tão genérica que fatalmente no fim do ano ele vai escrever: "não disse? O fulano de tel fez tal coisa…" Fazer análises dessa maneira terá sempre um futuro exemplo que garante o sucesso do palpite.

Joelma

18 de março de 2010 às 14h45

é Azenha… se você vestiu a carapuça…

Responder

Antonio Arles

18 de março de 2010 às 14h39

Existe um problema sério nessas pessoas que se diz de "esquerda socialista": se acham iluminados e acreditam que só eles são de esquerda. Seguem dogmas, o que faz com que o -ismo, neste caso, pareça designar religião. Não conseguem trabalhar com idéias novas, com formas diferentes de comunicação, e por isso se isolam. Quando se sentem isolados, falando com as paredes, partem para ataques que acabam por fragmentar a própria esquerda. Não entende que o pensamento da esquerda é diverso, mas que é aglutinado entorno da questão da igualdade como destaca Bobbio. Enfim, parecem usar a tática do quanto pior melhor, sonhando com as "revoluções de um homem só".

Responder

    Flavio Lima

    18 de março de 2010 às 22h54

    Pegou na veia.
    O que eu queria ter dito, mas não tenho cabedal.
    Vou cancelar a assinatura da CA. Valeu Hamilton.

Vicente

18 de março de 2010 às 14h36

coisa de PSTU, PSOL, PCO…

esquerda sem povo é igual time sem torcida.. (vide São Caetano ou Gremio Barueri)

Responder

Gunther Furtado

18 de março de 2010 às 14h31

Chega a ser engraçado! Quem, de fato, confunde a esquerda é o próprio Lula e o governo esquizofrênico que fez: revolucionando o acesso à formação de terceiro grau e abrindo as pernas para a Monsanto AO MESMO TEMPO, para citar exemplos de políticas públicas que normalmente não cabem em um mesmo projeto de país.
O autor dizer que são os três mosqueteiros que nos confundem é hilário…

Responder

Leandro

18 de março de 2010 às 14h22

Não acho que seja uma questão de "esquerda carnívora". É que as mudanças na midia após 2006, a meu ver, não foram tão grande assim. Ela já era golpista, e não era só a Globo. Ai parece que hoje, virou moda reconhecer isso (que bom!!!!).
Mas, tenho que dizer o que parece estar entalado na garganta do nobre Prof. Hamilton:
""Nós avisamos!!!!!!! Estamos falando isso há 20 anos!!!!!
hahahahahahah

Responder

Milton Hayek

18 de março de 2010 às 14h16

Você foi desmascarado,AZenha!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

ou

heheheheheheheheheheheheheheh

Responder

Reinaldo

18 de março de 2010 às 14h07

Azenha ,
este artigo me lembrou o Deng Xiaoping quando ele disse
"Não importa a cor do gato, desde que ele cace o rato"

Responder

marcelo arruda

18 de março de 2010 às 14h06

Esse é o grande problema dos esquerdistas mais radicais: não toleram a diferença. São, na verdade, liberticidas. Esse é o motivo que me leva a ter alguma simpatia por alguns teóricos da direita, para quem as liberdades, acima de tudo, devem ser preservadas. O pensamento único é algo de que a esquerda nunca se libertou e isso me incomoda produndamente. Que os colunistas da mídia golpista façam o que fazem não me surpreende: num mundo onde o dinheiro e status são os desejos maiores, é normal que se submetam às vontades de seus patrões. Agora, o que ganham os esquerdistas mais inveterados com essa doutrinação absolutamente radical? Nada, e é isso que me preocupa. Ler o Emir Sader falando de Cuba é algo digno de comiseração. Que o Reinaldo Azevedo fale o que fala, não me surpreende, já que há razão para tanto. Mas, o Emir acredita no que fala e, vamos lá, viver em um lugar onde não se pode falar o que se pensa, não pode ser considerado tão agradável.

Responder

Alexandre Araújo

18 de março de 2010 às 14h03

Colocando um ponto final no meu comentário: Lula está acima dessa dicotomia que não cabe no Brasil atual. A discussão, hoje, é entre: nacionalistas (nos quais me incluo, como capitalista e Lulista) e entreguistas (encabeçados pela quadrilha de FHC, ACM e Cia.). No dia que o Brasil se tornar realmente independente dos EUA, aí poderemos partir para essa discussão entre esquerda e direita, mas nos dias de hoje, isso não cabe.

Responder

    Carlos

    18 de março de 2010 às 18h30

    "…CAROS AMIGOS e não leio VEJA, ambas tendenciosas, embora a primeira seja ética"
    Consideras a "Caros Amigoa" ética apesar de "tendenciosa"?
    Não entendi.

    Gunter Zibell

    18 de março de 2010 às 20h08

    Eu entendi assim:

    Tendencioso seria "puxar a sardinha" para uma opinião, como um "discurso pronto". Pode ou não ser considerado omissão, depende se quem faz o discurso realmente acredita nele sem questionamentos.

    Falta de ética seria inventar factóides ou mesmo mentir.

    São coisas diferentes, especialmente na intenção.

    francisco.latorre

    18 de março de 2010 às 21h34

    pt democrático-social x psdb liberal-entreguista.

    o jogo é esse.

Alexandre Araújo

18 de março de 2010 às 14h02

Completando meu comentário: DETESTO FIDEL CASTRO, pelo mesmo motivo que ODEIO PINOCHET (ambos ditadores). Acredito no capitalismo, sou capitalista, mas defendo um estado regulador forte e indutor do desenvolvimento, via inicativa privada. Da mesma maneira acho que o estado deve voltar suas atenções com políticas sociais aos mais pobres, tais como: cota sem universidads, bolsa-família, etc. NÃO LEIO CAROS AMIGOS e não leio VEJA, ambas tendenciosas, embora a primeira seja ética. Repito: NÃO DOU O DIREITO AO SENHOR HAMILTON DE SOUZA de querer me excluir do rol de LULISTAS.

Responder

    Bruno Z.

    18 de março de 2010 às 15h52

    Eis um social-democrata! só falta se assumir, e acredite, nã há nada de ruim nisso!

    Alexandre Araújo

    18 de março de 2010 às 17h57

    Assumo, SOU SOCIAL-DEMOCRATA, SIM!rsrs..Abraço.

    francisco.latorre

    18 de março de 2010 às 21h34

    pt democrático-social x psdb liberal-entreguista.

    Alberto Silva

    21 de março de 2010 às 13h38

    VC é dono de qual meio de produção, Alexandre?

Alexandre Araújo

18 de março de 2010 às 14h01

Poxa, que COMUNA RAIVOSO esse cara! Como eu já disse antes, pior que cominista, só mesmo ex-comunista! Quem deu o direito ao Sr. Hamilton de Souza de impor que somente esquerdistas (socialistas e comunistas) podem ser Lulistas? Pois eu, Alexandre Araújo, sou LULISTA, mas sou defensor ferrenho da propriedade privada (desde quando atenda a sua função social) e da livre iniciativa.

Responder

Piá

18 de março de 2010 às 13h57

"Tem muita gente da base lulista-petista sendo alimentada por sites, blogs e twitters abastecidos por esses neogovernistas…"
.
Nomes aos bois, sr. Hamilton, nomes aos bois, sr. Hamilton.

Responder

Giovanni Gouveia

18 de março de 2010 às 13h53

Sinceramente não entendi a crítica que se faz, aqui nos comentários, a um texto notadamente de "auto-crítica", que aponta as falhas de uma esquerda que não consegue produzir o suficiente pra dar embate à direita e ao PIG.
Dizer que setores dessa mídia, a exemplo de Azenha, Nassif, PHA sejam "de direita", é uma questão de referencial. Por certo nenhum desses apontará "a revolução, e a conseqüente ditadura, do proletariado como única solução para acabar com o capitalismo", mas ao mesmo tempo não defendem uma "economia de alfinetes" Smithiana, tampouco que essas políticas ora adotadas pelo governo Lula sejam o "caminho da servidão" Heyekiano.
Na verdade, o governo Lula transita tanto com Kautsky e Bernstein, quanto com Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, ao contrário do que apregoa a grande mídia e os institutos milleniums da vida, pensamento único é coisa que não cabe, de forma alguma nessas eras lulo petistas.

Responder

Oliveira

18 de março de 2010 às 13h49

O artigo só tenta abordar sobre a conciência política de lulistas e petistas a frente das influências midiáticas. Esqueceu de falar sobre a conciência das massas, compostas na sua maioria de analfabetos, alienados e corruptos(levar vantagem em tudo). Este povo é que decide a eleição. Se não fosse assim não existiria ACM, Arruda, Jader Barbalho, Sarney, Calheiros, Gedel, Quércia, Maluf, Roriz, e outros figurões.

Responder

Rubens Machado

18 de março de 2010 às 13h45

Faço minhas as palavras do Fernando Trindade. E o "sinto-me convertido" do Azenha foi ótimo.

Responder

patrick

18 de março de 2010 às 13h42

Parece que ele se refere ao Nassif, que frequentemente trata de questões como "Qualidade de Gestão", "Administração baseada em metas" e alguns outros tópicos relacionados às ONGs de "melhoria" do serviço público financiadas pelo Gerdau, além de tratar da "formação de grandes grupos econômicos nacionais" e elogiar aspectos do governo Collor como modernos.

Ora, o autor, Hamilton Octavio, nos menospreza ao achar que os leitores do blogue do Nassif são bovinos que aceitam criticamente tudo que ele publica. Se vocês prestarem atenção, frequentemente Nassif dá destaque a comentários dos quais ele mesmo discorda, só para provocar o debate, por vezes sadio, mas que às vezes descamba pra gritaria. Normal, é o que acontece com quem gosta de lidar com diferentes pontos de vista.

A esquerda ilustrada precisa para de tratar a gente como se fossemos crianças imaturas.

Responder

Ruth Aelxandre

18 de março de 2010 às 13h40

Acho que ele "facilitaria se dividisse os grupos e indicasse os veículos que cada um deveria ler rsrs.
Olha Azenha a culpa ésu ade eu perder tempo com uma bobagem destas.

abraço

Responder

    viomundo

    18 de março de 2010 às 14h21

    Acho o debate proposto pelo Hamilton válido. Ele é gente boníssima e de alta qualidade. A pergunta é: por que a esquerda não consegue se comunicar? Não sabe? Não quer? Está muito fechada em si mesmo? Não fala a língua do povão? Não sabe usar as ferramentas modernas? abs

Jair de Souza

18 de março de 2010 às 13h39

Vou aproveitar a oportunidade para fazer uma reclamação sobre o funcionamento do novo site. Antes, a gente dispunha de um espaço de 1.500 caracteres para expressar nossas idéias. Era pouco, mas a gente sempre conseguia furar o esquema com aquela de "digitar, copiar, colar". Eu me lembro de ter travado bons e intensos debates com outros comentaristas. Agora, no entanto, nem os 1500 caracteres nos restam. Fica muito difícil expressar qualquer argumento com alguma profundidade com tão reduzido espaço. Quanto mais travar debates! Não sei, talvez o propósito tenha sido mesmo este (eliminar debates longos). Se foi isto, parabéns, a nova medida funcionou. Caso contrário, eu recomendaria que o espaço máximo para os comentários fosse elevado até, pelo menos, os 1.500 caracteres de antes.
Obrigado e perdão pela reclamação.

Responder

Ademir

18 de março de 2010 às 13h31

Eu fico olhando este discurso de esquerda e de direita e na pratica vejo um governo Lula que agrada tanto esquerda como direita, o problema maior é a falta de representação da direita que depois da boa administração do Lula e sua bem escolhida equipe, ficou sem discurso, sem programa. Por esta razão é que temos o sucesso do governo Lula,governar sem extremos,visando uma economia sustentável e sempre aberto a criticas e sugestões,ouvindo todos os lados.

Responder

Paulo Dias Filho

18 de março de 2010 às 13h31

Por que o articulista não dá nome aos bois? Quem são os cristãos-novos do jornalismo de esquerda?

Responder

    Carlos F.

    18 de março de 2010 às 18h43

    Talvez pelo mesmo motivo que o Emir Sader não deu nome aos bois dele.

    Desiabd

    19 de março de 2010 às 00h19

    mas é muito boi sem nome, não é não??

Bruno de Abreu

18 de março de 2010 às 13h30

Bom, já que foi aberto o espaço…
Esse Viomundo e o blog do Nassif são realmente as grandes novidades positivas dos meios de comunicação independentes. A Caros Amigos e o Carta Maior fazem um trabalho maravilhoso, mas nunca conseguiram o alcance que tem esses 2 bogs.
Quanto ao PHA, me parece uma grande baboseira recheada com esímulos bairristas, disfarçados de anti-bairrismo.
O que o PHA fala de São Paulo, como se fosse toda a população que pensasse assim é nojento em minha opinião, que sou Mineiro!
O PHA se encaixa muito mais nessa crítica do Hamilton do que Azenha e Nassif, já que defende Aécio Neves, Sérgio Cabral e Ciro, além de desancar o PT de São Paulo como se não fosse esse PT que estivesse aí no poder, ou Lula não é do PT de SP?

Responder

Francisco Ornellas

18 de março de 2010 às 13h25

Creio que a esquerda deixou de ser comunista e passou a ser progressista.

Responder

    Piá

    18 de março de 2010 às 14h25

    "Comunistas" seriam os que se engalfinhassem na carnificina de stalinistas x trotsquistas x maiostas, todos falando em nome de Marx e Lenin?

    Alberto Silva

    21 de março de 2010 às 13h35

    Piá…da! sabe o q é socialismo? capitalismo?

Jair de Souza

18 de março de 2010 às 13h25

Este artigo é interessante, mas, sem dar nomes aos bois, gera mais confusão do que esclarece. O caso de Viomundo, por exemplo: sei que L. C. Azenha trabalhou por muitos anos na grande mídia corporativa. Quer isto dizer que ele, necessariamente, está agora articulando a quinta coluna entre a esquerda que apóia o governo Lula? Se o raciocínio for este, estamos perdidos.

Se o autor tivesse indicado quais são estes órgãos quinta-coluna e dado exemplos da manipulação efetuada para ludibriar incautos, poderíamos até lhe dar razão depois de analisar suas denúncias. Assim como está, chega mesmo a prestar um desserviço à causa que diz pretender servir.

Quanto a Viomundo, nem tudo o que é aqui exibido está de acordo com minha forma de entender o mundo, o que não representa nenhum problema. Confesso que nunca constatei que L. C. Azenha estivesse tentando nos inculcar valores intrínsecos à democracia burguesa e ao capitalismo. Pediria ao autor do texto que voltasse ao assunto para nos ajudar a entendê-lo. Até então, continuarei vendo em Viomundo um canal de resistência midiática muito importante.

Responder

David R.Silva

18 de março de 2010 às 13h22

O Sr. Hamilton, acredita que NÓS Militantes da Globosfera somos Imbecis e Idiotas, que não sabemos onde fica o nosso próprio Nariz. Será que ele sabe onde fica sua própria Cabeça? Querer colocar CABRESTO no livre ARBÍTRIO dos outros segundo sua própria visão míope do Mundo e sectária, dá a dimensão desse Cidadão. Por esta e por outras que desalmados chegam ao poder com tal visão e agem como Vampiros sobre o POVO. Nessa visão mesquinha de pseuda reserva do pensamento de Esquerda como POSSE exclusiva desses pseudos revolucionário sem POVO, que querem uma Revolução sem Povo. É Triste perceber o ser humano vagando sem rumo, acreditando na sua utopia revolucionária, agindo como Protagonista Principal da sua própria Revolução sem Povo. A Militância da Globosfera 4.0, está aí, exatamente para contrapor mentes doentias e manipuladoras da ALMA Humana. A inveja, é Cruel com o invejoso. de Belo Horizonte.

Responder

Carlos.

18 de março de 2010 às 13h18

Uai, eu achei que só a turma da "direita" usasse termos como lulo-petismo e seus derivados… Eu sou bem néscio nestas coisas teóricas; de vez em quando alguém cita algum autor ou teórico eu fico sem ter a menor idéia do que estão falando. Será que só porque eu vejo que estamos melhor neste rumo do que estávamos antes eu virei lulo-petista de direita e não sabia? "Meus heróis morreram de overdose/Meus inimigos estão (?) no poder/Ideologia, eu quero uma pra viver"… A coisa mais politizada que já li foi o 1984, pra ver como estou mal nestas coisas.

Pra falar a verdade, eu acho que aquele deputado de cabelos compridos e bigodes, do PSOL (esqueci o nome) e a Heloísa Helena são a mesma pessoa. Tipo o super-homem: de óculos e terno é o Clark Kent; de capa e sem óculos é o Superman. Só que no caso que eu citei as indumentárias são outras: bigode e terno/camisetias rendadas e saias daquelas que vendiam nas barraquinhas da entrada de Woodstock. Alguém tem certeza que já viu os dois políticos citados juntos?

Responder

    Giovanni Gouveia

    18 de março de 2010 às 13h55

    O deputado é Babá, do PSOL Paraense, e, eu sou testemunha, não são a mesma pessoa. Já participei de reunião com os dois ao mesmo tempo, quando estavam, ainda, todos no PT

    Carlos.

    18 de março de 2010 às 18h34

    Mas você viu mesmo de perto? Não era um "de verdade" e o outro apenas um sósia usado para não levantar suspeitas? (Espero que entendam que estou brincando e não quero ofender ninguém)

    Alexandre Araújo

    18 de março de 2010 às 14h10

    KKKKK…Genial Carlos, simplesmente genial. Eu sempre pensei a mesma coisa que você. Abraço.

Pedro Miranda

18 de março de 2010 às 13h10

Basta pensar que a esquerda, na qual pertenço, não é cega quanto aos erros cometidos pelos seus pares. A direita foi, é e sempre será, enquanto tiver o apoio do PIG. Os jornalistas alternativos de hoje, tipo PHA, Azenha, Nassif dentre outros, são extramamente úteis, principalmente à esquerda do País para mostrar as falhas e os defeitos da esquerda com maior verdade e com menos paixão.

Responder

Nereu

18 de março de 2010 às 13h07

O autor é uma espécide Regina "tenho medo" Duarte com sinal trocado…

Responder

Felipe Amaral

18 de março de 2010 às 13h06

É difícil! O pior é que são exatamente esses esquerdistas mais ferozes que depois se debandam pro lado de lá. Eu tenho uma tese (como diria Lula rsrs) de que só quem é extremista pode mudar tão radicalmente de lado. Basta observar que esses ex-comunistas que hoje são jagunços da direita eram radicais, quando de esquerda. É assim na religião também, pois, o estremismo de idéias, sem reflexão, só encontra paralelo na religião.

Responder

    Alexandre Araújo

    18 de março de 2010 às 14h12

    Na mosca, Felipe! Meu pai sempre me disse: "pior que comunista, só ex-comunista". No final, os dois são a mesma coisa, sendo que, um queria entregar pros russos e o outro pros americanos.

    Carlos

    18 de março de 2010 às 19h05

    É isso, fFlipe!
    O sr. Magnóllio (Milleniun) é um exemplo de virada de casaca – isso se já não era infiltrado quando nos tempos da Libelu…

    Traduzir e transformar textos clássicos do marxismo em cartilha, é fácil, mas… é possível ´traduzir´ as realidades?

Vlado

18 de março de 2010 às 13h06

Hamilton, filho, seu partido ocupou o lugar que cabia antes ao tucanato e isso faz com que novos aliados surjam no cenário. O preço a pagar é esse. PSTU ou PSOL são o caminho natural para pessoas que pensam como você. Boa sorte!

Responder

    Carlos

    18 de março de 2010 às 15h38

    Da criação da Convergência Socialista ao PSTU de hoje, quantos anos se passaram?
    30 anos?
    Alguma intervenção que tenha modificado a realidade brasileira em benefício da população?
    Pessoal do PSTU pode ter a melhor das intenções, mas carece de humildade.

    Não por acaso, PT tem sido sistematicamente atacado pela direita desde o surgimento, ao passo que o PSTU… bem, o PSTU é apenas monitorado, pois não constitue ameaça, é uma ´vanguarda´ de si mesmo.

Christian

18 de março de 2010 às 13h05

Azenha, eu não entendi direito a quem o autor do texto está se referindo. Frequento blogs que rebatem barbaridades da grande mídia, principalmente ao governo Lula, mas que são bastante críticos ao governo. Ou seja defendem o que está certo e criticam o que está errado e tem que melhorar. O seu blog é um desses. Eu não conheço todos os blogs da rede, mas tenho uma noção geral do que existe por aí. Quem seriam esses neogovernistas?

Responder

O Brasileiro

18 de março de 2010 às 13h01

Hahahaha!
Eu sempre desconfiei de você, Azenha! Hahahahaha!
"Liberal", "burguês", "sionista enrustido"! Hahahahaha!
Falando sério: a esquerda radical brasileira tem competidores à altura do Prof. Hariovaldo Prado!

Responder

    Arthos

    18 de março de 2010 às 13h44

    Ô Brasileiro, que tal desconfiar dos vendilhões do país… é, dos traidores da pátria, os tais que deram de mão beijada o sub-solo brasileiro e outras coisitas mais. E a troco de que Brasileiro? Se o patriotismo corre em suas veias, esses larápios do país, especialistas em manipulações, dossiês falsos e assassinato de reputações sempre a serviço dos poderosos, terão de ser enquadrados pelo povo brasileiro. E quer saber de uma coisa Brasileiro? isso já está acontecendo e sinto dizer-lhe: não tem volta. O povão está descobrindo a sua força… ah! uma coisinha mais: dá tempo de se aliar à causa dos brasileiros, viu Brasileiro.

Fernanda E

18 de março de 2010 às 12h58

Engraçado ver este artigo aqui poucos dias depois de ouvir do meu noivo que existia uma revista outra revista para se ler, além da Carta Capital: a Caros Amigos.

Responder

Antonio Deiró

18 de março de 2010 às 12h54

Esse artigo não serve para nada. Está desfocado. Achar que pelo fato de um jornalista trabalhar em um órgão da direita, ele é necessariamente da direita, é abusar da inteligência dos outros. Ele não entende que o bom jornalismo não tem lado, a não ser o da verdade factual, ou da análise lúcida e isenta dos fatos. Aliás, não entendi o destaque dado a uma análise tão imatura e débil.

Responder

rafael

18 de março de 2010 às 12h47

Artigo, no minimo, maniqueista.

Responder

Dinis

18 de março de 2010 às 12h18

ô Hamilton! a esquerda não é tão burra, prá fazer uma confusão desta! PHA, AZENHA, NASSIF, são meus prediletos. Sei que já defenderam outro lado, o da direita para ser mais claro, são como ex-comunistas arrependidos, mas, chegaram a conclusão que estavam errados, não são de esquerda(aí já seria querer demais!), mas ajudam bastante nosso projeto de Brasil.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    18 de março de 2010 às 12h54

    Sinto-me convertido! abs

    francisco.latorre

    18 de março de 2010 às 21h25

    o hamilton não fala do azenha.

    o pha apóia lula aécio ciro alckmin… qualquer um contra serra…

    e tá engolindo dilma de má vontade… parece preferir ciro ou aécio…

    e o nassif demorou décadas pra descobrir quem é serra…

    e ainda não assumiu o erro… diz que serra 'mudou'…

    já o azenha… esse é filho de comunista… legítimo…

    tenta disfarçar… mas não convence muito…

    o luiz carlos é vinho de outra pipa.

Fernando Trindade

18 de março de 2010 às 12h08

O sucesso político de Lula e do seu Governo está relacionado diretamente com o fato de que o centro político foi 'descolado' da direita e se encontra hoje aliado à esquerda. Inclusive na campanha eleitoral que ora se aproxima todo o movimento da mídia conservadora (o PIG) será no sentido de manipular a informação para tentar descolar o centro da esquerda e recompô-lo (o centro) com a direita. Essa é a esperança da candidatura José Serra. Essa a razão (e o nervosismo) para tentarem convencer Aécio a ser o Vice. O Sr. Hamilton com seu artigo serve (ainda não seja essa a sua intenção) à política do PIG. Pela unidade dos lulistas, petistas, peemedebistas, flamenguistas, vascaínos etc em torno da continuidade do projeto de mudanças que o País ora vive e precisa. Abaixo o divisionismo e o 'purismo', irmâos gêmeos do elitismo udensita.

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    Piá

    18 de março de 2010 às 14h11

    .. e palmeirenses, claro – apesar do Serra.
    Queriam o quê? Que retornássemos à disputa stalinistas x trotsquistas x maioistas?

Fernando Trindade

18 de março de 2010 às 12h07

Esse é o discurso da esquerda que a direita gosta. Esse o discurso que ao longo da nossa história contemporânea ajudou a deixar as forças democráticas e populares isoladas e, logo depois, derrotadas. Parece até aquele editorial de O Globo dizendo que o PT havia traído a 'coerência' do seu passado…de isolamento….e derrotas…

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Eduardo Alex

18 de março de 2010 às 11h51

E a esquerda "carnívora", cheia de ciúmes por não ter ibope, está louca para devorar a esquerda "herbívora". É por essas e outras, Azenha, que nunca me alinhei a esse pensamento esquerdista militante. Ele congrega gente ignorante, limitada, incapaz de ver o mundo em sua totalidade – seria herança bolchevique, que via os mencheviques como falsos progressistas? Para essa gente, se não rezarmos em sua cartilha eivada de dogmas, você não presta. O cidadão acha, realmente, que dentro dos veículos da grande imprensa só existem direitistas e agora crê, piamente, que você e toda a turma que por lá trabalhou – quer dizer, alguns ainda trabalham, como você, não passa de pelegos que desejam cooptar os discípulos da esquerda. É demais. Cuidado, Azenha! Se amanhã ou depois a tão sonhada revolução dessa gente acontecer, você pode ser um dos filhos devorados dela. Não importa se como farsa, se como tragédia; a história sempre pode se repetir…

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    Luiz Carlos Azenha

    18 de março de 2010 às 08h53

    Essa eu gostei! Esquerda HERBÍVORA!!!

    Leonardo Darbilly

    18 de março de 2010 às 13h31

    O maniqueísmo do professor é, de fato, totalmente desnecessário, sendo que ele acaba por fazer uma análise bastante superficial da realidade. Lembremos que, na Europa, a esquerda está representada pela social democracia, enquanto que a direita é representada pelos neoliberais. Já aqui, no Brasil, estão tentando derrubar um regime que está apenas tentando resgatar uma social-democracia que foi enterrada por aqueles que teoricamente a representariam. Se não fossem jornalistas como o PHA, Azenha, Nassif, Mino Carta, Leandro Fortes, entre diversos outros, os quais estão realizando (isso sim) uma verdadeira revolução nos meios de comunicação do país, certamente não teríamos o contraditório.

    Leider_Lincoln

    18 de março de 2010 às 16h03

    Eu sou um animal onívoro, melhor ficar esperto então. Não vou abandonar minha taiobinha, minha guariroba e meu pequi sagrados para viver só de carne direitista, por mais que um troll no espeto seja um prato apreciável…


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