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Leandro Fortes: Na falta de um bin Laden de verdade


13/04/2011 - 12h13

A blogosfera parece confusa em relação ao que move O Globo e a Veja no que parece uma campanha dissimulada para criminalizar os muçulmanos.

Não, não se trata de fazer o Brasil aderir à posição dos Estados Unidos, que rejeitam a criminalização da “difamação de religiões”, conforme revelou o WikiLeaks.

Trata-se da aprovação de legislação antiterror no Brasil, para a qual diplomatas americanos fizeram intenso lobby, também de acordo com o WikiLeaks:

Na falta de um Bin Laden de verdade

Leandro Fortes, 13 de dezembro de 2010 às 10:29h, na CartaCapital

Jobim e os militares tentam enquadrar o MST como grupo terrorista

Ironia do destino, caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff, pôr fim a uma guerra interna do governo federal: qual é a posição que o Brasil deve ter sobre o terrorismo? Ex-militante da esquerda armada durante a ditadura, a sucessora de Lula foi chamada de terrorista na campanha eleitoral. Mas, como decidiu manter Nelson Jobim no Ministério da Defesa, vai continuar a conviver com o intenso lobby dos militares, apoiados pela turma conservadora da agricultura, a favor de uma lei que defina como terroristas os líderes de movimentos sociais, inclusive estudantes e atingidos por barragens. E, sobretudo, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST. No governo Lula, a ideia nunca prosperou, o que não desanimou os defensores do projeto.

Um grupo de trabalho montado no governo passou os últimos dois anos debruçado sobre um tema geral – a elaboração de uma nova Lei de Segurança Nacional – para cuidar de outro, específico e mais urgente, a tipificação do crime de terrorismo no Brasil. Entre os integrantes do grupo, criado em 14 de julho de 2008, estavam representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Casa Civil, Advocacia-Geral da União (AGU),  dos ministérios da Justiça, Defesa, Relações Exteriores, Planejamento, Ciência e Tecnologia, além dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Há cinco meses, e após dez reuniões de trabalho, foi produzido um relatório ambíguo e conflituoso. As discussões, conduzidas pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, desembocaram num texto dividido em quatro eixos: a defesa das instituições democráticas; as ameaças externas; as ameaças às áreas estratégicas econômicas e de infraestrutura; e o combate ao terrorismo.

Nos três primeiros tópicos, salvo poucas questões conceituais, não houve divergências relevantes. No quesito terrorismo, contudo, o coordenador do grupo de trabalho, Felipe de Paula, titular da secretaria, foi obrigado a capitular diante do lobby fardado: cravou, no texto final, a opção preferencial pelo combate ao financiamento ao terrorismo, tese defendida pelo setor civil do grupo, mas viu-se obrigado a relatar a divergência a respeito da necessidade de se tipificar o crime de terrorismo, como queriam os militares comandados por Jobim.

As contradições estabelecidas em torno do tema têm um vício de origem. O grupo de trabalho foi criado no ambiente da chamada Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) do Conselho de Governo, órgão de assessoramento do presidente da República. O presidente do Creden é o general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do GSI e personagem central desse cabo de guerra travado, desde o início do governo Lula, entre os aliados aos movimentos sociais e os setores afinados aos comandantes militares. De 2006 para cá, Félix e sua tropa investiram duas vezes na tentativa de tipificar o terrorismo. Perderam a primeira batalha em 2007, mas conseguiram abrir uma brecha na segunda, em 2010 – e é aí que a posição de Dilma Rousseff será decisiva.

A presidente está na origem do movimento interno, levada a cabo no Palácio do Planalto, que frustrou a primeira tentativa de enquadrar os movimentos sociais como agentes do terrorismo. Em novembro de 2007, após dez meses de estudo, o então ministro Tarso Genro conseguiu matar um anteprojeto que pretendia igualar, em status e infâmia, o líder do MST João Pedro Stedile a Osama bin Laden.

Um ano antes, a ideia de se tipificar o terrorismo havia ganhado corpo no âmbito da chamada Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Encla), elaborada em reuniões rea-lizadas, todos os anos, para definir a política brasileira de enfrentamento a esse tipo de crime. Embora o objetivo da Encla nada tenha a ver com terrorismo, o assunto foi colocado na agenda por pressão do GSI. Para tal, formou-se um primeiro grupo de trabalho do qual faziam parte a AGU, a Casa Civil, o Ministério da Defesa, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Associação Nacional de Juízes Federais.

À frente das discussões, e à revelia do Ministério da Justiça, o general Félix apressou-se em produzir uma pérola normativa de tal forma genérica que, no fim das contas, poderia transformar em terrorista tanto um genocida como estudantes que invadam reitorias para reivindicar melhora na comida do reda universidade. Era assim o artigo 1º do texto bolado pelo GSI: “Os crimes previstos neste título serão punidos quando cometidos com a finalidade de infundir estado de pânico ou insegurança na sociedade, para intimidar o Estado, organização internacional ou pessoa jurídica, nacional ou estrangeira, ou coagi-los à ação ou omissão”. Nesses termos, até os humoristas do CQC ou do Pânico poderiam ser presos e autuados como terroristas.

Antes de Genro, Márcio Thomaz Bastos teve o cuidado de engavetar o delírio antiterrorista do GSI sob o argumento de que o texto tinha apenas um objetivo: incriminar os movimentos sociais. Para recolocar o assunto nos trilhos da legalidade, Bastos tirou a discussão da esfera do general Félix e nomeou o então secretário de assuntos legislativos da pasta, Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, para conduzir os trabalhos. Em seguida, decidiu encaminhar ao Congresso uma proposta de emenda ao projeto de lei sobre lavagem de dinheiro com a intenção de somente enquadrar o financiamento a atos de terror no País. O projeto foi aprovado no Senado e espera para ser votado na Câmara.

Descobriu-se, agora, que o governo desagradou não apenas aos militares e os ruralistas, mas os Estados Unidos. De acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks, relatos enviados a Washington pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, em 2008, demonstram a frustração em relação ao rumo do projeto. Desde os atentados de 11 de Setembro de 2001, os EUA tentam impor ao mundo legislações duras de combate ao terrorismo. Em um dos telegramas, Sobel insinua ter sido Dilma Rousseff, na Casa Civil, a responsável pela articulação que resultou na derrota das teses de Jobim e Félix.

Perdida a primeira batalha, o GSI e o Ministério da Defesa organizaram-se rapidamente para colocar o tema do terrorismo, outra vez, na agenda do governo, mas com o cuidado de não deixar o Ministério da Justiça assumir novamente o protagonismo da discussão. Daí a ideia de, sete meses depois de o anteprojeto elaborado ter sido enviado ao Congresso, em julho de 2008, o general Félix acionar o Creden para elaborar uma nova Lei de Segurança Nacional. Com boa desculpa. A LSN atual, de 1937, turbinada pela ditadura em 1967 e revisada em 1983, é um entulho autoritário em desuso há ao menos duas décadas.

Em outubro de 2008, Félix montou o grupo de trabalho para estudar a nova legislação, agora chamada de Lei para a Defesa da Soberania e do Estado Democrático de Direito. Certo de que teria nas mãos a condução do processo, formou um time no qual, além do GSI e da Defesa, entraram os comandos militares, cada qual com seis representantes – quatro deles oficiais-generais: dois brigadeiros, um almirante e um general. Montar um texto para tipificar o crime de terrorismo seria, portanto, barbada. Não foi. Em outubro de 2009, por pressão de Tarso Genro, a discussão foi enviada novamente pelo presidente Lula ao Ministério da Justiça.

“Nossa preocupação, antes de tudo, é com a questão dos direitos individuais e dos princípios do Estado Democrático”, resume Felipe de Paula, atual secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. À frente da coordenação dos trabalhos, ele conseguiu conter a sanha contra os movimentos sociais. Mas o GSI impôs no texto a existência da divergência sobre a tipificação do terrorismo.

Dilma Rousseff não pretende mexer nesse vespeiro até assumir a Presidência. Até lá, Felipe de Paula estará à frente de um subgrupo de trabalho, montado em agosto deste ano, com o objetivo de redigir o anteprojeto da nova LSN, com base no relatório produzido pelo Creden. Como dificilmente o general Félix permanecerá no GSI – que, inclusive, poderá voltar a ser apenas um Gabinete Militar –, é pouco provável que Jobim, sozinho, consiga transformar os sem-terra em terroristas com o aval da presidente. Isso não significa que ele não tentará.





41 comentários

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beattrice

14 de abril de 2011 às 13h59

lamento discordar novamente de muitos comentaristas, mas não vejo motivo apra tranqulidade diante da relembrança do artigo do Leandro Fortes. Muito ao contrário.
Naquele momento tínhamos LULA & AMORIM, um duo que muito difere de DILMA & PATRIOTA.
A recente visita do Senhor da Guerra, de triste lembrança, corrobora isso.
Esse debate precisa ser acompanhado com muito rigor, atenção e transparência pela blogosfera e pelos movimentos sociais.
Até porque onde ANTES havia Thomaz Bastos e Tarso Genro, agora há Eduardo DANTAS Cardozo.

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Gustavo Pamplona

14 de abril de 2011 às 01h20

Deem uma olhada nisto:

[Band diz que polícia ajudou Globo com caso de Realengo, informa Ooops!]
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/902266-ban

A Globo já foi favorecida em outros casos, a Record sempre reclamou disto, aparentemente esta é a primeira vez que a Band reclama.

Detalhe: Vocês já sabem que eu não estou dando a mínima para este caso do "Bin Laden" brazuca, mas como achei a informação interessante, resolvi compartilhar com vocês.

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Heitor Rodrigues

13 de abril de 2011 às 23h54

O que interessa ao PIG e aos EUA? Bases militares norte-americanas na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. E onde mais puderem pisar com suas botas. Trabalho sujo? O Tio Sam adora…

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edv

13 de abril de 2011 às 23h23

É inacreditável como a mírdia pigalha continua a pinçar destacar palavras como "radical", "infiéis" e QUALQUER COISA que possa insinuar um "ataque terrorista islâmico" do "pobre vil" Wellington Bin Laden na tragédia em que matou 10 meninas e um menino num colégio público.
Lugar e pessoas propícias para a "causa terrorista"…
Agora descobriram que o video feito 2 dias antes é de …2010…
Estou esperando a manifestação da autoria pela Al Qaeda…Estão "meio lentos" desta vez…
I.n.a.c.r.e.d.i.t.á.v.e.l!

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Zé Brasil

13 de abril de 2011 às 21h57

Prezado Jornalista Azenha,

Deixando de lado a besteira das teorias conspiratórias do PIG que visam envenenar a nossa convivência harmônica e pacífica com os diversos povos do mundo e seus costumes e credos que por aqui sempre generosamente acolhemos, neles incluídos os Muçulmanos, e pensando com seriedade a respeito do trágico massacre das crianças de Realengo creio que uma hipótese plausível seria a que se segue:

Ele, o rapaz, em sua mente doentia, teria saido da oitava série numa semana passada (que durou para todos nós, normais que somos, mais de 9 anos!), potencializara-se e armara-se até os dentes e voltara para sua classe estudantil idealizada de modo deformado para perpetrar sua vingança longamente remoída.

Em sua mente, lá ele reencontraria seus supostos desafetos de outrora que, segundo relatos na mídia, o teriam afogado em vasos sanitários, ou então jogado-o no latão de lixo da escola. Lá, em seus delírios de vingança, estariam também as meninas, objeto de sua atenção não correspondida, que o rejeitavam, talvez já instintivamente pressentindo o ser humano que ele, infelizmente, viria se tornar e revelar-se naquela triste manhã de 7 abril.

Sua debilidade física, a sua confusão mental e sua natureza introspectiva nunca lhe permitiriam resolver suas questões pendentes durante o seu tempo na escola de Realengo o que para um garoto normal um bom esporro estabelencendo os limites da zoação (bullying – êta palavrinha babaca!) ou então, em último caso, uma meia-dúzia de porradas e chutes na canela entre pares as resolveriam para sempre e bola prá frente: mais um adulto resolvido para a vida.

Uma palavra final: a responsabilidade de nossos educadores, já imensa hoje em dia, cresce com esta tragédia, pois eles terão que ser capacitados e treinados para tratar deste comportamento deplorável mimetizado da sociedade norte-americana que é o bullying escolar. Nossos educadores deveriam focar sua atenção nos textos das redações de seus alunos e nas dinâmicas de grupo para temas de discussão propostos: pode ser que em algumas delas alguém esteja levantando a sua mão pedindo socorro. Ainda é tempo para agirmos em pról de dias melhores, felizmente.

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    beattrice

    14 de abril de 2011 às 13h48

    Parece relevante destacar que o bullying, ao contrário do que muito por aí se comenta, não nasceu nos EEUU nem tem patente americana.
    Sempre existiu, em toda parte, no mundo infantil e no mundo adulto.

    A tradução mais adequada se me permite não é "zoação", é ASSÉDIO.

    Assédio moral para ser mais exata, seja na infância ou na adolescência ou na idade adulta.
    Isso para distingui-lo de outras formas de assédio como o sexual por exemplo.
    Bullying é grave, a criança que hoje assedia amanhã pode ser um torturador, ou um criminoso social, como um difamador profissional em campanhas eleitorais.
    Bullying deve ser tipificado na responsabilidade paterna por má conduta, a exemplo do que ocorre quando um adolescente "leva o carro dos pais para passear", com ou sem a anuência deles, e fere ou mata alguém.

Marcos de Almeida

13 de abril de 2011 às 21h33

PHA, vc precisar saber sobre a figura do Tommy Hilgifer um racista e nazista estadunidenses que esteve no programa da Opha e que disse que os latinos,negros americanos,judeus,asiáticos não deveriam usar as roupas como a marca do nome dele.Esse racista e admirador do Hitler disse que preferia doar as roupas aos porcos do os latinos usem.Imagina um idiota desse na presidência dos EUA.

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Uélintom

13 de abril de 2011 às 20h59

O PiG já está sem o que falar sobre o assunto.

Enquanto isso, a Globo vai pingando ódio e demência nos noticiários.

Como a Globo obteve tal vídeo? O matador enviou a fita para a Globo antes do fato? A Globo sabia que isso iria acontecer?

E agora a frase mais brilhante que li até agora no noticiário (UOL, sobre o "novo" vídeo do atirador, 13/04):

"Tudo indica que ele usou uma câmera para gravar as imagens."

É brilhante!

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    beattrice

    14 de abril de 2011 às 13h51

    Essa frase me causou um assombro, é espantoso o nível de decadência do JN, que aliás não mostrou o vídeo, não por pudor, mas porque o vídeo denuncia as péssimas condições de vida escolar do rapaz e humaniza o episódio, mostrando sua face doente.

maconheiro

13 de abril de 2011 às 19h37

só chamando a dupla dinâmica da Veja , a ABIN da Veja
http://www.youtube.com/watch?v=FmVZVv4NhFQ&fe
http://www.youtube.com/watch?v=2HONQpVbEfE&fe

Responder

João Valentão

13 de abril de 2011 às 19h24

O meu medo é que comecem a aparecer "atentados terroristas" por aqui, devidadmente atribuidos "a priori"

Responder

marx

13 de abril de 2011 às 18h38

A aprovação de uma legislação anti-terror iria atingir em cheio o MST que há tempos é motivo de preocupações para a Globo e seus seguidores da bancada ruralista no congresso. Portanto, faz pleno sentido esta postura da Rede Bobo.

Responder

FrancoAtirador

13 de abril de 2011 às 18h24

.
.
Hello, Brazil !

Welcome to our way of life !
.
.
THE DREAM OF BRAZILIAN MASS MEDIA

http://www.videolog.tv/video.php?id=132005

Responder

ZePovinho

13 de abril de 2011 às 18h08

É bom ficar ligado.Eles podem querer passar essa legislação na moita,como fizeram em 1913 para criar o FED(banco privado ao qual o governo americano entregou e emissão do dólar).
Me parece que desejam usar o MinC como hospedeiro e balão de ensaio para fazer o que tentaram na Nova Zelândia:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-manobr

A manobra do copyright na Nova Zelândia

Enviado por luisnassif, qua, 13/04/2011 – 15:43

Por foo

Nova Zelândia tenta passar lei de copyright em legislação de emergência sobre terremotos

O Governo da Nova Zelândia tentou aprovar uma controversa proposta de desconexão de usuários da internet após três avisos dos detentores de copyright ["3-strikes law", similar à que tem sido aprovada em outras partes do mundo], colocando a proposta dentro de uma legislação de emergência, em decorrência do terremoto de Christchurch.

A lei 92A foi aprovada, mas depois rescindida, após massivas manifestações contrárias, campanhas online e ultrage. A lei permitiria a desconexão de famílias inteiras da internet depois de serem acusadas — mesmo sem prova, e sem possibilidade de defesa — de infração de copyright.

Usar a tragédia em Christchurch como maneira de avançar a agenda corporativa de gigantes estrangeiros é uma vergonha, para dizer o mínimo. É difícil imaginar o que se passa na mente de um lobista que tenta pegar carona numa legislação de emergência criada para aliviar as consequências de um desastre como o terremoto de Christchurch.

Responder

Marcelo Fraga

13 de abril de 2011 às 17h21

Querem criar uma semi-ditadura na legalidade e na surdina.
Querem voltar a chamar todos os que pensam diferente de terroristas.
E não ouvi um pio da nossa imprensa de esgoto sobre isso.

Responder

Neo-tupi

13 de abril de 2011 às 16h48

Pode ter um pouco de tudo isso. Mas a motivação da Globo é sensacionalismo para alavancar a audiência. Se não testar hipóteses com novas tramas, como se faz em novelas, o assunto já estaria esgotado.

Responder

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2011 às 17h28

    .
    .
    Um objetivo não exclui o outro.

    Pelo contrário, estão sempre juntos:

    PODER & DINHEIRO.

    É só uma questão de unir o útil ao agradável.
    .
    .

Jair

13 de abril de 2011 às 16h43

E por que nao uma legislação anti-terror?

A CONSTITUIÇÃO DO BRASIL repudia o terrorismo, determina que ele que a lei o considerará um crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

Art. 4º, VIII e Art. 5º, XLIII.

O que ainda falta aos nossos governantes e legisladores definirem o crime de terrorismo, COMO MANDA A CONSTITUIÇÃO?

Vergonha-na-cara? Medo? Interesses?

Por que a esquerda é contra uma lei para punir terroristas? Ela é contra a Constituição?

Alguém explica?

Responder

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2011 às 17h21

    .
    .
    Por favor, primeiro defina o que é "terrorismo".

    Senão, poderia se interpretar que uma Lei Anti-Terror

    seria aquela que censuraria uma série de filmes como

    SEXTA-FEIRA 13, PÂNICO e HALLOWEEN.
    .
    .

    .
    .

    Elton

    13 de abril de 2011 às 18h31

    Aí depende do que os oportunistas de direita querem caracterizar como terrorismo……….

    beattrice

    14 de abril de 2011 às 13h54

    Também acredito que para examinar o financiamento anti-terrrorista deveríamos examinar o caixa das empresas que sabidamente financiaram a operação OBAN, com dinheiro e/ou logística.
    Certamente contaremos com a colaboração espontânea do GRUPO ULTRA, da FOLHA de SÃO PAULO, e todos os participantes da FIESP à época.

monge scéptico

13 de abril de 2011 às 16h02

Uma coisa é certa: precisamos nos manter afastados dos "pirados" ianques. O TOC
ianque, pode ser contagioso e, chegar a setores importantes aqui no BRASIL.
AO DIABO COM OS IANQUES. GO HOME CHEROKEES!

Responder

Fernando

13 de abril de 2011 às 15h39

Precisamos cassar a concessão da Globo.

Responder

ZePovinho

13 de abril de 2011 às 14h34

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20

" O Patriot Act (Lei Patriótica), é um decreto do Congresso dos Estados Unidos que o presidente George W. Bush transformou em lei, promulgada em 26 de Outubro de 2001. O seu objetivo é o de restringir uma série de direitos constitucionais, a fim de expandir o poder repressivo do Estado sem a intervenção do poder judicial, a fim de "garantir a segurança nacional e a luta contra o
terrorismo". O mesmo tem sido duramente criticado por entidades de direitos humanos. A lei foi aprovada quarenta e cinco dias após os atentados de 11 de Setembro de 2001 e o seu objetivo era o de ampliar substancialmente o poder repressivo do Estado com o objetivo declarado da luta contra o terrorismo sem uma ordem judicial, tanto dentro como fora dos Estados Unidos,
restringindo uma série de direitos constitucionais. Entre suas previsões, o Patriot Act aumenta os poderes dos organismos policiais para monitorar as comunicações telefônicas e de e-mail, bem como registos públicos e privados (médicos, financeiros, pedido de livros em bibliotecas, etc.). Reduz as restrições às atividades de inteligência em outros países; habilita a Secretaria de Estado do Tesouro para regulamentar o mercado financeiro, e concede poder a autoridades policiais e de imigração para prender e deportar imigrantes alegando que eles são suspeitos de estarem relacionados com o terrorismo. O Patriot Act também amplia a definição de terrorismo a fim de incluir actividades realizadas por cidadãos dos Estados Unidos inclusive atos que anteriormente não eram considerados como tal. O Patriot Act se baseia na argumentação, que, após os atentados de 11 de Setembro de 2001, o povo americano deve escolher entre a sua segurança ou seus direitos constitucionais, e que deve optar por restringir os direitos para garantir a segurança. Vários setores da sociedade americana, mesmo correndo o risco de serem acusados de fomentar o terrorismo e, portanto, estarem sujeitos a acções repressivas, sem intermediação judicial, criticaram o Patriot Act por ter suspendido o exercício dos direitos humanos e das liberdades civis nos Estados Unidos. Na mesma linha, várias decisões judiciais declararam inconstitucional por violar os direitos e as garantias da Constituição dos Estados Unidos. Alguns setores e estudiosos que se opõem ao Patriot Act consideram que a vigência do mesmo transformou os EUA em uma ditadura de inspiração nazi. Para apoiar a sua afirmação identificam as semelhanças do Patriot Act com a Lei promulgada por Hitler em 23 de março de 1933 para restringir direitos constitucionais, Outro importantes críticos da regra, como Jonathan Schell, em seu artigo "O Estado clandestino avança" publicado em The Nation afirmou: "Existe um nome para um sistema de governo que promove a guerra agressiva, engana os seus cidadãos, viola os seus direitos, abusa do poder e quebra a lei, rejeita o controle judicial e legislativo, exige poderes ilimitados, tortura prisioneiros e age em segredo. É ditadura. A administração de George W. Bush tem as características de uma ditadura na sua forma embrionária. "
Mais recentemente o actual Presidente dos USA mostrou a sua posição quanto a esta matéria :
" O presidente norte-americano, Barack Obama, renovou algumas medidas que dão mais poder ao Executivo para efectuar investigações anti-terroristas, cuja validade terminava este Domingo. Obama alargou por mais um ano alguns pontos do denominado «Patriot Act» (Lei Patriota), adoptado após os atentados do 11 de Setembro de 2001.
No sábado o Presidente assinou a lei, que não inclui as cláusulas para reforçar a protecção da privacidade e supervisão que tinham sido defendidas pelos seus aliados no Congresso, mas chumbadas pelos republicanos (que antes tinham aprovado o Patriot Act de Bush). "

Responder

ZePovinho

13 de abril de 2011 às 14h26

Eles querem criar no Brasil algo como o Ato Patriota,que cassou as liberdades civis nos EUA.

Responder

Marat

13 de abril de 2011 às 13h58

Esse pessoal do PIG é de uma excrescência sem limites… por que essa verdadeira adoração aos EEUU e à "Comunidade Internacional" racista e fascista? Por que desejam impingir essa agenda externa aqui no Brasil? São apenas as verdinhas, sujas de sangue, ou tem mais coisas?

Responder

    Amarildo

    13 de abril de 2011 às 16h06

    Tira o "G" do PIG.
    Golpe pra que????
    Pra eles, melhor do que tá, nem com o Bornhausen estaria.

P A U L O P.

13 de abril de 2011 às 13h53

Os Waaackas, Leitoas, e outros da Massa Xerosa, devem ter tomado um susto com a notícia abaixo…

'Dilma fecha parceria militar com Hu Jintao

Com um dos maiores contingentes militares do mundo, mais de 2 milhões de soldados nas Forças Armadas, a China firmou nesta terça-feira (12) parceria com o Brasil para que os dois países façam treinamentos conjuntos e troquem experiências referentes a ações e a tecnologia de defesa. O objetivo é que o acordo comece a vigorar o mais rápido possível…………….'
via, VERMELHO.ORG.BR

Responder

Bruno

13 de abril de 2011 às 13h32

Que as ações do MST (invasões, agressões, destruição de propriedade alheia) podem ser vistas como terrorismo, não tenho dúvidas. E não venham com o discursinho safado do Stédile pra cima de mim, que não cola.

Responder

    Daniel

    13 de abril de 2011 às 16h59

    Quantos se "explodiram" até agora?

    Alceu Gonçalves

    13 de abril de 2011 às 22h30

    E você acha que alguém estaria interessado em contradizer as bobagens que escreve? Se liga, bocó!

    AlceuCG.

Jocélio

13 de abril de 2011 às 13h26

Hoje mesmo (quarta-feira) no Bom de Brasil…será???!!!!…rsrs

Foi apresentado um video gravado pelo Wellington e um entrevistador queria por que queria mostra que na fisionomia facial do Wellington, continua traço de terrorista islâmico.

Responder

Eduardo Lima

13 de abril de 2011 às 13h22

Se a Dilma até agora não aceitou pressão da imprensa, não vai ser um projeto desse tipo que ela aceitará. Azenha que coincidência. Agora mesmo eu lhe indicarei meu novo post sobre luta armada. Dá só uma olhada.

Sirkis conta como sequestrou o embaixador alemão
http://www.comunistas.spruz.com/pt/Sirkis-conta-c

Responder

waleria

13 de abril de 2011 às 13h19

Acho que começa a ficar evidente o lobby pro Washington de uma tentativa de legislação colonial anti-terror.

A culpa é do menino que sofreu muito bullying e pirou.

Precisamos é de uma LEI ANTI-BULLYING isso sim! Uma LEI ANTI ASSÉDIO MORAL EM TODOS OS LUGARES, INCLUSIVE NAS ESCOLAS.

Acho que é por aí mesmo.

Responder

sergiopamplona

13 de abril de 2011 às 13h11

Cruz credo. Deu até medo. Esses caras possuem um conceito muito próprio de democracia, meio parecido com aquela paz que encontramos nos cemitérios. O que não é nenhuma novidade.
Espero que a Dilma, de modo coerente com seu passado, não sucumba a essa pressão toda. Aliás, poderíamos sugerir a ela que tipifique como terrorismo "a tentativa de criminalizar movimentos sociais que lutam por questões justas".

Responder

Ana cruzzeli

13 de abril de 2011 às 13h04

Azenha
Um outro fato que corrobora com a tese do medo dos estadunidenses e tambem do G7 do MST é o medo que essa tal de reforma agraria realmente funcione, isso atrapalharia países que especulam na bolsa com produtos agriculas. Essa matéria é mais esclarecedora que o proprio WikiLeaks. http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos
O Sr. Michael Hudson quando fez palestra ¨ Internacional sobre Governança Global ¨, promovido pelo CDES (Brasília, 16 de setembro de 2010), já levantava essa questão, que o G7 fariam tudo que fosse possivel e impossivel para paises como o Brasil continuem sendo produtores de monocultura para alimentar essa ciranda criada por eles, logo diversificar, logo MST são palavrões para esse grupo. Eles financiam pesado a bancada do ruralistas e candidatos como Serra, Aécio, FHC e Cia.
Logo meu caro Azenha….
SOU PELA REFORMA AGRÁRIA DESDE CRIANCIANHA.
Reforma Agraria em ritmo acelerado já, terras improdutivas devolutas já.
Katia Abreu que se cuide, o bicho vai pegar.

Responder

Gerson Carneiro

13 de abril de 2011 às 12h57

E se Wellington de Oliveira tivesse citado (pode ter sim até citado) a Rede Globo no vídeo que precedeu a trágédia, teria o JN exibido o vídeo?

Lembro da Mariana Godoy no Bom Dia São Paulo, na véspera do refetendo do comércio de armas de fogo, fazendo malabarismo para contribuir para a campanha da NÃO proibição após, também na véspera, um aluno ter atirado em dois colegas de classe, dentro da sala de aula, em São Paulo.

Chega de sensacionalismo!

"Arma raspada, arma ilegal", disse ela, assumindo a condição parcial de âncora de jornal.

A Rede Glogo é uma tragédia.

Responder

Marcelo Fraga

13 de abril de 2011 às 12h52

Estes vagabundos (sim, vagabundos) querem criar uma semi-ditadura na legalidade e na surdina.
Com o Cardozo no MJ a coisa fica mais fácil.

Responder

edv

13 de abril de 2011 às 12h46

Como já comentei, para esta mírdia pigalha, o objetivo é sempre manter o país ALINHADO (se não submisso).
Se o foco é o "terrorismo islâmico internacional", este deverá ser o NOSSO foco.
Assim, atendemos as demandas politico-econômicas, compramos detectores de metal para nosso "farto terrorismo doméstico", votamos e apoiamos invasões, etc. etc. etc.
E, de brinde, ainda deixamos de ter a nossa própria agenda (distribuição de renda, desenvolvimento, educação, etc. etc.etc.).
Ficamos na agenda da Veja, Globo, FSP, OESP, políticos e mediocrelite cooptada.

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Douglas Ferreira

13 de abril de 2011 às 12h46

Por isso que prenderam o pessoal que protestava pacificamente em frente ao consulado dos EUA durante a visita de Obama, com o pretexto de um coquetel motolov suspeito que ninguém sabe de onde veio.

Mas além de aprovar leis internas "anti-terrorismo", outro objetivo deve ser engajar o Brasil na "guerra ao terror" dos americanos, angariando apoio brasileiro contra o "Eixo do Mal". O reconhecimento brasileiro ao Estado palestino precisa ser revertido a qualquer custo pelo lobby neoconservador / israelense.

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alexandre silva

13 de abril de 2011 às 12h45

concordo, mas isso é a política do governo Dilma, é a política do Patriota…Do jeito que vai o Brasil será apenas mais um, e não terá força política nenhuma no exterior.. tudo caminha como o governo Dilma quer, pró americano, uma política externa voltada ao direitos humanos, que ela condenou o irã e não falou nada na china. Que coisa não? celso amorim tinha razão, porque não falou grosso com a china?

Tudo que o PIG quer é dizer que os mulçumanos são culpados, terroristas e que isso é culpa do lua por apoiar o irã………

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