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John Ross: O que os Estados Unidos querem do México


09/05/2010 - 09h45

Como e porque Washington viciou o México na Guerra contra as Drogas

O grande golpe

por John Ross, no Counterpunch

Quando eu primeiro voltei à Cidade do México depois do grande terremoto de 1985, os maiores “traficantes” daquela nação vizinha e distante eram a tinta Sherwin Williams (tinner ou “activo”) e a cola Resistol-Dupont (“chemo”). Meninos de rua cheiravam galões desses intoxicantes perniciosos.

Alguns meses atrás, minha fornecedora de maconha medicinal da Cidade do México entrou às pressas em meu  quarto no venerável Hotel Isabel. R estava agitada. Ela tinha acabado de encontrar uma criança de oito anos de idade fumando crack em Tepito, uma vizinhança de altas taxas de criminalidade. R é ela mesma uma criança de rua,  mas estava horrorizada com o fato de que o cachimbo do crack tinha chegado ao bairro. “Uma criança de oito anos, John!”.

As coisas mudaram no mercado de drogas mexicano durante o hiato em que tenho residido em Chilangolandia —  e não para melhor.

Agora sabemos a história de cor. Na metade dos anos 80, os colombianos, preocupados com a perseguição da Marinha dos Estados Unidos no Caribe, transferiram o negócio da cocaína para o México e sua porosa fronteira de quase 2 mil milhas com os Estados Unidos. Contrataram os meninos de Sinaloa,  que controlavam as rotas de contrabando de heroína para o sudeste dos Estados Unidos. Rapidamente, os meninos de Sinaloa passaram a dividir lucros com os Pablo Escobar e em breve tomaram conta da rota, contratando produção de coca nos Andres e distribuindo no El Norte [Estados Unidos], atingindo assim o verdadeiro status de cartel.

Todo presidente dos Estados Unidos desde Ronald Reagan declarou Guerra contra as Drogas — eu calculo que nos últimos 25 anos já cobri cinco guerras contra as drogas distintas. Bilhões foram jogados no ralo desde a declaração de guerra de Reagan em 1982 e a palavra “guerra” se tornou um negócio muito maior desde então. Para os cartéis, a “guierra” ajuda a sustentar os preços e impulsiona o lucro. Para os guerreiros da droga, a “guerra” é a galinha que põe ovos de platina e faz os orçamentos de segurança se multiplicarem. Quanto maior a ameaça, maior o lucro.

A maconha é um caso a ser considerado. Embora os Estados Unidos tenham se tornado o maior produtor de maconha de alta qualidade do mundo, os apoiadores da guerra contra as drogas continuam a dizer ao Congresso dos Estados Unidos que os cartéis mexicanos ganham milhões com a erva nos Estados Unidos. A verdade é que a maconha é uma droga pesada, de baixo custo e que requer uma custosa logística para entrar nos Estados Unidos, gerando pequeno lucro para os cartéis.

Embora carregamentos de toneladas ocasionalmente sejam pegos pelas autoridades dos Estados Unidos e do México, nos dois lados da fronteira, aumentando as estatísticas e fornecendo argumento para bombar os orçamentos da guerra contra as drogas, para os cartéis a maconha muitas vezes é usada apenas para desviar a atenção — o próximo caminhão, sim, trará cargas muito mais compactas e lucrativas de cocaína, speed e heroína, com os quais  realmente se ganha dinheiro.

Já que a fronteira norte do México foi militarizada depois do 11 de setembro, os cartéis foram obrigados a segurar seus carregamentos no México por mais tempo — e como tempo representa dinheiro na ética capitalista, as drogas agora “vazam” para as ruas do México. Os cartéis agora batalham pelas vendas no varejo local, pelo controle das praças (estradas, cidades, estados) e mesmo pelo controle das vizinhanças e das esquinas. Vinte e três mil pessoas morreram nos últimos três anos — 2.700 apenas na Ciudad Juarez em 2009, um assassinato a cada duas horas e meia. Meninos estão usando crack em Tepito e a vida nas ruas mexicanas se tornou uma imitação do [seriado] The Wire.

Os Estados Unidos deliberadamente criaram esse problema das drogas no México e, se sim, por que? Alguns de nós acreditamos que uma das consequências da militarização da fronteira foi aumentar a oferta e o uso de drogas no México. Só assim o México poderia ser manipulado para se tornar um parceiro de Washington na guerra contra as drogas. O México tradicionalmente argumentava que as drogas eram um problema norte-americano. Se os gringos conseguissem controlar a demanda dentro de suas fronteiras, o problema sumiria. Além disso, o dinheiro das drogas dá aos bancos mexicanos uma liquidez da qual eles precisam muito.

Drogas e imigração são questões importantes, exploradas desavergonhadamente por Washington e pela mídia corporativa dos Estados Unidos para obter concessões do México em questões como segurança e energia.

[Aqui o autor descreve cada um dos cinco presidentes neoliberais do México e sustenta que todos, por motivos diversos, preferiram fazer paz com um “capo” das drogas, combatendo os demais]

Muitos anos atrás, o ministro da defesa de Ronald Reagan, Casper Weinberger, escreveu um livro chamado “A Próxima Guerra”, em que falava de uma série de cenários para conflitos internacionais. Em um deles, os Estados Unidos eram forçados a invadir o México depois que cartéis de drogas capturavam a presidência, passando a representar uma ameaça à segurança nacional de Washington. Este cenário ainda vale no Pentágono e se tornou ferramenta para que se garanta a submissão do México.

O que Washington quer do México? Quanto a segurança, os Estados Unidos buscam controle total do aparato de segurança. Com a criação do NORCOM (Comando do Norte) desenhado para proteger a massa territorial dos Estados Unidos de ataques terroristas,  o México é considerado parte do perímetro sul de segurança e os aviões militares dos Estados Unidos têm carta branca para penetrar em espaço aéreo mexicano. Além disso, o Acordo de Prosperidade e Segurança da América do Norte (ASPAN, nas iniciais mexicanas)  busca integrar os aparatos de segurança das três nações do NAFTA sob o comando de Washington.  Já a Iniciativa Mérida,  assinada por [George] Bush II e [Felipe] Calderon no inicio de 2007, permite a colocação de agentes armados dos Estados Unidos — FBI, DEA, CIA, ICE — em solo mexicano. Agentes de empresas privadas, como a Blackwater, não tardarão. Guerras tem sido deflagradas por contratos governamentais de 1,3 bilhão de dólares, orçamento do plano, dinheiro que irá diretamente para empresas de defesa dos Estados Unidos — esqueçam os intermediários mexicanos.

Do lado da energia (a “prosperidade” de que fala o Aspan), o alvo é, naturalmente, a privatização da PEMEX, a indústria de petróleo nacionalizada do México, com um olho particular colocado nos contratos de risco para perfuração em águas profundas no Golfo do México, com tecnologia que apenas as Exxons do mundo possuem.

Aqueles de nós que nos opusemos a todas as guerras dos Estados Unidos, do Vietnã ao Afeganistão, devemos exigir o fim da Guerra contra as Drogas da Casa Branca.

Para o original, em inglês, aqui

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60 comentários

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Aldo Luiz

10 de maio de 2010 às 22h46

Caro Azenha e amigos, aqui temos mais luzes sobre este assunto que é apenas a ponta do iceberg da New World Order em curso acelerado de implatação. è importante depois ver o documentário desde o começo. Sou grato.[youtube DBbzxemixbc&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=DBbzxemixbc&fe… youtube]

Responder

Bonifa

11 de maio de 2010 às 01h05

O jornalista fala que há um plano de invasão americano do México, se o governo mexicano cair nas mãos dos traficantes. Traficante não é político. Traficante financia políticos para que sua vida seja facilitada. Mas os EEUU têm a interessante mania de acharem que traficante e esquerdista e nacionalista na America Latina é tudo a mesma coisa. D'modos que se um nacionalista chegar ao poder no México, não perderá por esperar. Já há plano para invasão.

Responder

Aldo Luiz

10 de maio de 2010 às 22h04

Caro Azenha e amigos, aqui temos mais luzes sobre este assunto que é apenas a ponta do iceberg da New World Order em curso acelerado de implatação. è importante depois ver o documentário desde o começo. Sou grato.

Responder

Eugenia

10 de maio de 2010 às 13h26

Eu digo muito, droga é um dos instrumentos dos 3% dos mais ricos, propiciarem a demencia aos povos. Com isso eles ganham campo para montarem seus vários negócios. É visível.

Responder

Maria Helena

10 de maio de 2010 às 15h47

Este artigo (bom demais) toca em vários pontos críticos, dos quais destaco somente um. Parto da premissa de que a Guerra às Drogas é mais um pretexto para o domínio do Império.

“… o México é considerado parte do perímetro sul de segurança e os aviões militares dos Estados Unidos têm carta branca para penetrar em espaço aéreo mexicano. Além disso, o Acordo ASPAN busca integrar os aparatos de segurança das três nações do NAFTA sob o comando de Washington. Já a Iniciativa Mérida, assinada por [George] Bush II e [Felipe] Calderon no inicio de 2007, permite a colocação de agentes armados dos Estados Unidos — FBI, DEA, CIA, ICE — em solo mexicano. Agentes de empresas privadas, como a Blackwater, não tardarão.”

Para quem nunca ouviu falar na Blackwater (existe um livro com este nome), ela é uma grande corporação financiada pela direita (militarista) radical cristã – à qual era ligado o ex-vice de Bush, Dick Cheney. Ganhou e ganha rios de dinheiro nas ocupações: começou organizando exércitos mercenários para o Oriente Médio (SO ONDE TEM INTERESSE DO PETROLEO, CLARO) e possui total autonomia em relação à fiscalização do Congresso Americano. Seus agentes (notoriamente envolvidos em massacres e ações violentas contra populações civis) quando são apanhados em flagrante são apenas afastados, sem ir a julgamento como vão os militares. Ela recentemente passou a formar também forças privadas de “inteligência”, que igualmente trafegarão em território sem lei. Nem o invasor nem o invadido conseguiram até hoje lhes aplicar a mínima punição. Tudo movido a contratos bilionários que o “anti-militarista” Obama não logrou diminuir.

Daí se entende a conclusão de Ross, que vê o eterno complexo industrial-militar se ramificando:
“Guerras tem sido deflagradas por contratos governamentais de 1,3 bilhão de dólares, orçamento do plano, dinheiro que irá diretamente para empresas de defesa dos Estados Unidos — esqueçam os intermediários mexicanos.”

Responder

    francisco.latorre

    10 de maio de 2010 às 19h55

    a droga é parte central da estratégia imperial.

    por isso patrocinam a proibição.

    e o tráfico por consequência.

    e a adicção patológica.

    desestabilizar a sociedade. esse o plano.

    ..

Hans Bintje

10 de maio de 2010 às 15h07

Azenha:

Parabéns por ter publicado um artigo do John Ross. Acompanho o trabalho dele faz tempo e trata-se de um dos melhores jornalistas que escrevem sobre o México na atualidade.

Lendo os textos dele, a gente logo percebe como a Plural Imprensa Gloriosa (PIG do Hariovaldo) está distante da realidade dos países que deveria retratar.

Responder

Aldo Luiz

10 de maio de 2010 às 14h41

Caro Azenha e amigos
As drogas e sua irmã xifópaga a guerra às drogas, são partes do invisível “GRANDE NEGÓCIO” e o aríete de justificativas para aceitação de todas as guerras financiadas sempre pelos mesmos banqueiros em todas as épocas. Através deste estratagema "TERRORISTA", justificam as invasões e ocupações pedidas e consentidas pelas próprias vítimas absolutamente confusas e midiotizadas até a alma pela mãe de todas as misérias e dona de todas as drogas e guerras, a velhíssima nova ordem mundial escravagista e seus banqueiros que gerenciam ambos os lados contendores.
É preciso olhar de fora da matrix para enxergar que os mais escravos somos nós os que nos achamos livres. Compactuamos com os programas de aceitação das mentiras impostas repetitivamente e que nos aprisionam no labirinto do nada. Como disse seu Zé, sem droga que nos aliene da dor da chibata como suportar a maldita escravidão? A casa grande agradece nossa permanente estupefação e incredulidade na verdade. Não somos capazes de ver além de nossas próprias escolhas.
Sinto muito, sou grato. Dias melhores hão de vir…

Responder

Eugenia

10 de maio de 2010 às 13h33

Os USA sempre estará por trás dessas desgraças. Não se iludam. Temos várias organizações no Brasil, onde seus gerentes, diretores, artistas, atores são cheiradores do pó. Não nos iludamos, chama-se o crime organizado.

Responder

Milton Hayek

10 de maio de 2010 às 13h22

Eu acredito que todo mundo por aqui já deu um tapa naqueles baseados lá do Maranhão.Mesmo assim,não dá pra legalizar essa atividade porque a estrutura para arrecadar impostos teria de ser imensa.
Talvez permitir o uso medicinal de maconha,cocaína,heroína e morfina.Crack não.É veneno.Mata.

Responder

Eugenia

10 de maio de 2010 às 13h20

Concordo plenamente , "drogas" é negóco de gente grande. Bancos, comércio e indústria. Políticos, poderes executivo, judiciário e legislativo. Droga é protegida por gente grande. Eu chamo o G-8. Não tem jeito. Acho que inclusive deveria ser vendida legalmente. Tem que deixá-la bem acessível aos usuários, mesmo que isso acarrete danos aos recursos tão sacrificados dos trabalhadores que contribuem para a previdência(INSS). Basta de tanta encenação que estão combatendo.

Responder

mariazinha

10 de maio de 2010 às 13h09

Pensando bem até que o Brasil se saiu melhor nessa história:
imaginemos o Brasil dos anos 40/50/60/70.
A propaganda dos EUA funcionava a todo vapor no Brasil, aliciando brasileiros a favor de hábitos e cultura dos buches, fazendo-nos acreditar serem os maiorais e incutindo em nossas mentes o complexo de vira-latas.
Por alguns anos conseguiram nos ludibriar; hoje, os vemos como são e, felizmente, não nos contaminamos, totalmente e definitivamente, com as coisas ruins.
Os discursos dos buches estão em baixa e os jovens de hoje presenciam suas mentiras; sabem bem que usam-nas, para conseguirem dominar.
Só espero que possamos ajudar o México, um país sempre tão querido e amigo de todos. Desejo que possam desvincular-se dos buches e que seus rumos de Nação soberana sejam recuperados.

Se os EUA tomarem todo o México, a Venezuela estará, irremediavelmente cercada, como aconteceu com o Irã. Aí só muita reza para salvar a AS.
Por isto, precisamos de Dilma. ELA saberá defender nossos direitos e a AS; o Sr. Chirico não tem competência para isto. É um eterno fujão. Nos momentos mais difíceis ele sempre arranjará uma maneira de fugir, quem sabe, entregando o Brasil aos buches, de bandeja.
Bom dia!

Responder

mila

10 de maio de 2010 às 10h30

O PETRÓLEO, estúpido!

Responder

alex

10 de maio de 2010 às 03h18

Vamos trazer essa discussão para o Brasil. Me parece que o uso do crack no nosso país aumentou substancialmente nesse período, vc não acham?

Responder

Fabio_Passos

10 de maio de 2010 às 02h23

No excelente Drugstore Cowboy tem o William S Burroughs prevendo o que os direitistas aprontam hoje no México e na Colombia:

"Narcotics have been systematically scapegoated and demonized. The idea that anyone can use drugs and escape a horrible fate is anathema to these idiots. I predict, in the near future, right wingers will use drug hysteria as a pretext to set up an international police apparatus."
http://www.youtube.com/watch?v=DnjiZ58WgXU

Responder

marcio gaúcho

10 de maio de 2010 às 02h02

A maioria da população americana é viciada em drogas: remédios controlados, fumo, álcool, maconha, cocaína e outras mais pesadas. É o maior mercado consumidor do planeta, porque tem alto poder aquisitivo. Aos produtores, países pobres e demonizados pelos USA, cabe suprir a demanda. É como produzir trigo, milho ou soja. Se tem compradores, supra-se o mercado. Hipocrisia dos governos tentar resolver esse problema do tráfico fora de suas fronteiras. Devem preocupar-se em diminuir o número de consumidores na sua população interna, através de programas educacionais e de saúde pública, medidas diminuirão as mortes e o tráfico, abalando as finanças do narcotráfico pela queda no consumo. Somente a educação resolve esse problema e a longo prazo.

Responder

Supertramp68

10 de maio de 2010 às 00h19

Pela liberação das drogas!!! Mas no Brasil. o Lula já liberou. Se for pego com pequena quantia é usuario. Pobre coitado, doente!!! Precisa de tratamento. Tudo bem que o fdp escondeu o resto no mato e só tinha aquela pedrinha pra entregar pro cliente. USUARIO É RECEPTADOR!!! CADEIA NELE. Se liberar, ótimo!!! Vamos fumar crack a luz do dia, socialmente claro. E quando acabar o dinheiro? R$10.00 a pedra para uma onda de 5 minutos. Uma noitada de 10 horas, 120 pedras ou R$1200,00. E o resto do mês? E quando o cara adoecer ou ficar invalido? Encosta ou aposenta pelo INSS ? E Quem paga a conta???
Sabe por que o trafico não acaba? Por que interessa a todos, movimenta a economia, gera emprego e renda. Faz caixa dois pra campanha eleitoral, patrocina o carnaval. Dá emprego pro juiz, pro advogado, pro delegado, coveiro, chaveiro etc,,,
Vende cadeados, alarmes, cameras. caixões, armas e…

Responder

    Jorge

    10 de maio de 2010 às 00h58

    Se informa melhor sobre estes estatutos legais para não falar besteira. Alienado como voce parecer ser, recomendo assistir ao canal Discovery, porque até eles já entenderam o que acontece no Brasil.

    claudio

    10 de maio de 2010 às 12h58

    A Lei Seca provou no início do século passado que o problema é a proibição, não a substância, nem o uso.
    Pode-se tergiversar raivosamente a respeito, mas fatos são fatos.
    A proibição é para jogar na cadeia quem não tem dinheiro prum single malt 35 anos ou pro Prozac.
    E ainda joga os pobres uns contra os outros.
    E mais, como diz o texto, incha o aparato repressor com o beneplácito da sociedade.
    Além disso, tu disse: "cadeia nele!". Beleza, mas qual cadeia, se tá tudo superlotado?
    Além disso tu pega um cara que não é bandido e o transforma num! Bem esperto, né?
    Tem que se informar e prestar a atenção: o fato de um safado defender uma idéia, não a torna automaticamente uma idéia ruim.
    Mesmo que seja o fhc.
    Abraços, conversadores.

    mariazinha

    10 de maio de 2010 às 13h15

    Infelizmente VC tem muita razão.
    E é pelo efeito nocivo que espalha nos países, que EUA/sionistas, tem todo interesse em que se espalhe pelo Mundo. Depois que todos estiverem dominados pela Besta do Apocalípse, eles poderão tomar conta de tudo.

sergio

09 de maio de 2010 às 22h28

o mexico tem que eleger um homem para a presidencia que não se deixe manipular pelos eua, senão o que aconteceu no século XIX, quando eles tomaram metade do territorio mexicano volta a acontecer agora

Responder

Fernando

09 de maio de 2010 às 21h47

A revolução começou em Chiapas, e irá triunfar.

Responder

Fabio_Passos

09 de maio de 2010 às 21h42

Legalizar as drogas seria um avanço tremendo.

Um pensador extraordinario…

"Michel Foucault, uma entrevista:
Sexo, poder e a política da identidade" http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/sex

"O que me frustra, por exemplo, que se considere sempre o problema das drogas exclusivamente em termos de liberdade ou de proibição. Penso que as drogas deveriam tornar-se elemento de nossa cultura.

– Enquanto fonte de prazer?

– Enquanto fonte de prazer. Devemos estudar as drogas. Devemos experimentar as drogas. Devemos fabricas boas drogas – capazes de produzir um prazer muito intenso. O puritanismo, que coloca o problema das drogas – um puritanismo que implica o que se deve estar contra ou a favor – é uma atitude errônea. As drogas já fazem parte de nossa cultura. Da mesma forma que há boa música e má música, há boas e más drogas. E então, da mesma forma que não podemos dizer somos "contra" a música, não podemos dizer que somos "contra" as drogas."

Responder

    francisco.latorre

    10 de maio de 2010 às 18h21

    foucault é o cara.

    indispensável.

    ..

Marcelo Fraga

09 de maio de 2010 às 21h38

Me deu nojo de comprovar que essa gente gosta mesmo de fazer guerras (vide o livro do ex-Secretário de Defesa de Reagan). E mais nojo de saber que querem anexar o mundo inteiro, mas apenas politicamente e comercialmente.

Responder

Horacio V. Duarte

09 de maio de 2010 às 21h12

Pois é, destruíram a economia da America Latina com suas políticas econômicas fantasiosas e ditaduras tão brutais quanto incompetentes. Agora tentam controlar militarmente a migração e intervir diretamente na região com o rótulo de 'guerra as drogas' .

Por que o mote de 'guerra as drogas' não vale pro Afeganistão, que ano após ano bate recordes na produção de ópio? Afinal o que eles estão fazendo lá, controlam o país e têm despesas militares nesta guerra que são o dobro do produto interno bruto local, 40% dele proveniente do ópio e seus subprodutos. Sairia mais barato comprar todo o ópio e retirar as tropas.

Horacio

Responder

O Brasileiro

09 de maio de 2010 às 20h08

Como o artigo sugere em determinado ponto, a relação entre demanda e oferta aumenta o preço dos "produtos", e torna o "negócio" das drogas viável.
Descriminalizar as drogas não interessa aos traficantes. Aumentaria a concorrência e faria cair o preço e os lucros!
O governo tem que agir no sentido de diminuir a demanda. E ai é que está a raiz do problema!
Por isso, as penas para os usuários não podem ser abrandadas. Se o pessoal da balada compra impunemente, alimenta o mercado das drogas.
Quanto aos viciados, para estes o governo tem que fornecer tratamento, e até a própria droga de forma supervisionada nos casos refratários, como já se cogita em alguns países! Pois o custo da violência gerada pelas drogas é muito grande… bem maior do que coibir o uso recreativo ou tratar os viciados!

Responder

Marcelo Ramos

09 de maio de 2010 às 19h58

Já postei uma hipótese, em outro artigo, mas vou reforçar. Alguns aqui devem ter visto um programa sobre o México que passou na Record na sexta à noite. Constata a mesma realidade descrita no artigo e adiciona mais um componente: o NAFTA. através do qual os USA despejaram toneladas de produtos agrícolas subsidiados americanos e canadenses, e criou um grande exército de ex-agricultores desocupados. De resto, os governantes do México deveriam tentar se alinhar com outro país. Se se "alinharem" (aqui significa literalmente abrir as pernas) aos USA, vai virar uma Cuba moderna: um quintal sujo onde empresas americanas vão fabricar produtos a custo quase zero para tentar confrontar os preços chineses. A médio prazo, o Mexico vai ser anexado, como era o projeto original do início do século XX.

Responder

    Bonifa

    11 de maio de 2010 às 01h14

    A análise é boa, mas duvido que os EEUU queiram anexar o México. Dominar, sim, mas sem direito a voto ou benefício isonômico com cidadãos americanos. Acabará deixando-o como uma espécie de protetorado. Um estado relativo, uma espécie de estado-sifão, desaguadouro de mil mazelas americanas.

dukrai

09 de maio de 2010 às 19h12

Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos. Será que o Brasil e o Paraguai não poderão ter o mesmo destino? O Lula foi tratar exatamente deste problema com Lugo e qual a lógica das intervenções propostas? A mesma, o controle de fronteira que penaliza o produtor de maconha paraguaio e encarece o produto no Brasil, é só entrar nos sites hospedados na Holanda e Espanha e ver o pessoal daqui reclamando da "seca" e, lógico, com o fornecimento restabelecido os preços vão ser mais altos.
A Rede Globo foi no Paraguai e constatou, 70% da economia de uma dessas cidades de fronteira paraguaias dependem da maconha, passam pela fronteira capilarizada como a do México e depois de entrar na rota de distribuição nem o capeta cerca. O passo seguinte é mandar bala em traficante nos morros do Rio, BH ou na periferia de São Paulo e assim se fecha o círculo de penalização do lumpenzinato rural e urbano.
Propostas? O próprio Carlos Minc, participou da Marcha da Maconha no Rio de Janeiro, que postula o plantio e a distribuição legalizada da maconha, mas quando é que esta discussão vai tomar as ruas sem que um delegado ou promotor de araque apareça com um mandado de prisão por fazer a apologia de droga?

Responder

@jgnunes

09 de maio de 2010 às 18h13

Mas os EUA estão gastando o que não tem nisto tudo…
O que vai Mexico depois da eleição fraudada está mal das pernas. E vai ser mais uma fonte de gastos para os EUA que é uma economia que fica cada vez mais frágil.

A questão que fica é para que toda esta loucura?

Responder

John

09 de maio de 2010 às 18h08

Quanta asneira isso cidadão diz,fim da guerra contra as drogas só pode louco.Defensor de Traficante.

Responder

    Pedro Miranda

    09 de maio de 2010 às 19h21

    Voce não entendeu nada! Tá parecendo aluno das escolas de São Paulo? Tu é aluno do Serra?

    Leider_Lincoln

    09 de maio de 2010 às 20h14

    John: vamos nos lembrar aonde as "guerras contra as drogas" aconteceram, além do México? Colômbia e Afeganistão, países nos quais agora o narcotráfico domina a vida nacional. Ao mesmo tempo, a Bolívia, que estava se tornando uma nova Colômbia mudou de estratégia e o narcotráfico sofreu um duro revés.
    Você está confundindo as coisas _ou as está querendo confundir_ meu caro: defender o fim da guerra contra as drogas é muito diferente de defender o fim do combate às drogas. A diferença nem é tão sutil assim, mas exige um misto de atenção e inteligência que é conveniente que se pratique mais amiúde, sob pena de passar por burro, quando se chama a outro de asno…

Pedro Luiz Paredes

09 de maio de 2010 às 18h02

Então vamos fingir que o governo do México é a vítima.
O certo seria os mexicanos exigirem algo de seus governantes.

Responder

pereira

09 de maio de 2010 às 14h36

O Brasil do serra será a Grécia e o México junto.

Responder

    Carlos

    09 de maio de 2010 às 15h55

    S E R I A!

Glecio_Tavares

09 de maio de 2010 às 17h23

A criminalização das drogas ocorreu por volta de 1950, e quem comandou isso foi o próprio tio sam, tão mais simples seria se os governos liberassem estas substancias e cobrassem impostos. As proibições contra bebidas em 1929 é que criaram a máfia. Da mesma maneira na Colombia só existem cartéis porque a droga não é um produto lícito. imaginem quanto estes governos perdem em impostos de produção e exportação, e quanto os estados unidos perdem em impostos de comercialização? Quem está ganhando este monte de dinheiro? Quem ganha com as guerras? São sempre os mesmos.

Responder

Mc_SimplesAssim

09 de maio de 2010 às 13h39

Olá, Azenha e amigos leitores e comentaristas,

O problema das drogas é uma solução para o complexo industrial-militar dos EUA, hoje muito mais militar do que industrial.

Somente aos fabricantes de armamentos interessa que vivamos todos sob um estado de insegurança pública constante.

O traficante de armas abastece os traficantes de drogas que abastecem o mercado do jogo e da prostituição generalizada.

Os banqueiros cuidam de lavar com muito alvejante tanto dinheiro sujo de sangue.

E a maioria absoluta desse sangue é o do pobre que não tem dinheiro mas tem veias abertas pra oferecer.

Abraços

Responder

    mariazinha

    09 de maio de 2010 às 18h14

    Só a educação persistente e paciente, conseguirá acabar, ou pelo menos direcionar melhor, as política de combate ao narcotráfico e o contrabando de armas.
    Nunca um governo lutou tanto para conseguir um país mais evoluído e menos ignorante. Antes, os governos faziam vista grossa a estes problemas e não deram atenção devida a uma grande parte da população mais sujeita à dominação. É por isto que precisamos votar certo; esta tudo bem claro e não podemos bobear! http://www.youtube.com/watch?v=MdhUbOpKnYs&fe

srlosd

09 de maio de 2010 às 15h54

SERIA!

Responder

Marat

09 de maio de 2010 às 15h47

Já sabemos que os EEUU "conquistaram" 49% do território do México. Uma parte foi roubada, com guerras inventadas, outra, foi "comprada" a preço de banana. Depois de todas essas malandragens, feitas com o "jeitinho" estadunidense, querem também os corações e as mentes dos pobres mexicanos… Seres ladrões, violentos e arrivistas, como os estadunidenses não conquistam respeito. Apenas impõem o medo, que, mais dia, menos dia, cria monstros fortes do outro lado. Todos os povos do mundo que são humilhados e massacrados pelos EEUU estão represando ódio ao Império do IV Reich. Algumas vezes houve respostas. Ninguém é odiado à toa. Quando a grana acabar, nada sobrará dos EEUU!

Responder

    Leider_Lincoln

    09 de maio de 2010 às 20h45

    Faz muito sentido o que você disse. eles dominam pelo medo, mas o medo leva ao ódio que só pode ser contido com cada vez mais medo, retroalimentando o sistema. Ocorre que isto se torna cada vez mais caro, o que exige cada vez mais dinheiro, dinheiro este que é finito. Mas antes de colherem o que plantaram, haverá possivelmente uma fase em que a população estadunidense tornará-se vítima do monstro que permitiram criar, por ação ou omissão.
    Por que na falta de dinheiro, cedo ou tarde os fascistas descobrirão que é muito mais fácil e barato oprimir 307 milhões do que 6,2 bilhões. Todos os faciscmos começam contra os outros e terminam destruindo os "nós". E claramente, hoje, os EUA são uma nação fascista.

    francisco.latorre

    10 de maio de 2010 às 20h04

    a proibição da marijuana começa exatamente nos estados tomados do méxico..

    pra criminalizar os mexicanos. e marginalizá-los. história.

    ..

Lucas Cardoso

09 de maio de 2010 às 15h24

Não vejo evidência nenhuma, neste artigo ou fora dele, para acreditar que os EUA tenham deliberadamente entregado o México pros traficantes (eles querem menos drogas entrando no país, não mais), ou que isso seja uma espécie de conspiração para a privatização da PEMEX (sério, que que tem a ver, drogas, com a PEMEX?).

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Urbano

09 de maio de 2010 às 14h35

Até os minerais reconhecem que não existe a oferta sem que haja a demanda, logo…

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Gerson Carneiro

09 de maio de 2010 às 14h20

E faltou eu responder "O que os Estados Unidos querem do México?":

O mesmo que querem de todo o mundo: que consuma drogas, ou seja, seus filmes, seus produtos e sua ideologia.

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    mariazinha

    09 de maio de 2010 às 17h57

    É mesmo!
    Depois que cheguei a essa conclusão, não consigo mais ver os enlatados estadunidenses. Tomei horror desse povo, os buches.
    Meu sonho é ver um Mercosul forte. Aqui temos os filmes da Argentina que são preciosos e, nós mesmos, podemos melhorar muito! Vamos fazer um boicote aos buches/sionistas. Com o bolso vazio, ficarão menos virulentos.

    Gerson Carneiro

    09 de maio de 2010 às 19h08

    Confessar ao público é mais eficaz do que ao padre (dependendo do pecado e do padre este pode até tirar proveito disso). Como invariavelmente eu assim procedo, confesso aqui mais um pecadozinho: eu não resisthio a um bigmequinho (já cheguei a comer dois, seguidamente), muito embora eu gosthio mermo é de um acarajé.

francisco.latorre

09 de maio de 2010 às 14h09

o méxico foi anexado.

agora não tem mais jeito.

só uma revolução.

..

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    dukrai

    10 de maio de 2010 às 01h25

    lá em cima já cantaram a pedra, Chiapas, compañero

Gerson Carneiro

09 de maio de 2010 às 13h56

Não concordo que os Estados Unidos criaram o problema das drogas no México. Apesar do autor complementar “se sim, por que?” eu digo não, e o porquê.

A fundamentação da minha negativa vem logo abaixo no texto: “O México tradicionalmente argumentava que as drogas eram um problema norte-americano. Se os gringos conseguissem controlar a demanda dentro de suas fronteiras, o problema sumiria”. Ou seja, o México se ludibriou. Pensou ser confortável sua posição de até então lucrar com as drogas apenas cobrando pedágio, como entreposto no caminho para os Estados Unidos.

Destarte, o próprio autor reconhece que “…uma das consequências da militarização da fronteira foi…”, ou seja, a militarização da fonteira pelos Estados Unidos trouxe essa como uma das conseqüência para o México, mas não fora essa conseqüência específica a razão da militarização.

Responder

    Carlos

    09 de maio de 2010 às 15h59

    Sejamais claro.

    Gerson Carneiro

    09 de maio de 2010 às 17h02

    Pois bem, o México enquanto considerou que o tráfico de drogas em seu território se dava apenas como uma rota para os EUA, sentiu-se confortável em atribuir aos mesmos (EUA) a responsabilidade e autoria do problema. E ingenuamente sugeriu que "Se os gringos conseguissem controlar a demanda dentro de suas fronteiras, o problema sumiria".

    Os gringos, usando de um direito legítmo, militarizaram a fronteira não apenas com o objetivo específico de conter a entrada de drogas nos EUA, muito embora como consequência trouxe também o aumento da oferta e o uso de drogas no México.

    Ou seja, faltou ao México tratar o trafico de drogas em seu terrotório como um problema dele (México) também, e desda antes desenvolver políticas próprias de combate o tráfico em seu próprio território.

    Faltou ao México a sabedoria popular do Nordeste que diz: "quem espera tempo ruim é lajedo".

    dukrai

    10 de maio de 2010 às 01h42

    véi, a guerra aos (droga) imigrantes levou os EUA a cercar a fronteira com muralhas. Aí se encalacraram o imigrante ilegal que passava ali numa boa e o traficante, que usam a mesma rota. Aí quem se encalacrou foi o México, com um excesso de oferta de cocaína colombiana puríssima, de excelente qualidade segundo informa a DEA, vendida a preço de banana nas cidades mexicanas e uma guerra de megas quadrilhas de traficantes disputando um pequeno e super-lucrativo espaço.
    Como sou palpiteiro de grátis aqui no Azenha, sugiro que essa galera da Colômbia faça os seus desembarques mais ao norte, a fronteira é muito mais tranquila e alguém já ouviu falar de traficante canadense?

    Carlos Henrique

    10 de maio de 2010 às 20h13

    Também fiz essa leitura do texto. Provavelmente não houve combate a esse tráfico de passagem porque os altos escalões já estavam há muito tempo faturando também o seu quinhão.

Julio Silveira

09 de maio de 2010 às 13h53

Os pensadores estrategistas americanos usam seus viciados para fazer sua politica de estado.
Com isso, enfraquecem nações, para que no longo prazo possam torná-las vassalas até o ponto da total assimilação.
Históricamente os EUA, se pudessem, já teriam todo o territorio do México anexado, e quem não nos garante que essa não seja sua pretensão de longo prazo.

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Tweets that mention John Ross: O que os Estados Unidos querem do México? | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

09 de maio de 2010 às 10h18

[…] This post was mentioned on Twitter by VIOMUNDO, Jam Marinho |Brasil , Paulo Stockler, Lis Duarte, Lis Duarte and others. Lis Duarte said: RT @viomundo: John Ross: O que os Estados Unidos querem do México? – http://tinyurl.com/2a8wxyr (via @viomundo) […]

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Almeida Bispo

09 de maio de 2010 às 13h13

Fim da guerra? Pelos Estados Unidos? Tá maluco, é, esse rapaz? Quando é que a neo-Roma deixou de fazer guerra desde que o primeiro colono chegou à Nova Amsterdã (hoje Nova Iorque)?

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