Ivan Valente: Não podemos nos basear na pressão do medo nem agirmos como vingadores
Tempo de leitura: 2 minCom voto contrário do PSOL, CCJ aprova legalidade da redução da maioridade penal
da assessoria do deputado Ivan Valente, via e-mail
Para o PSOL, a cultura da punição não resolve o problema da violência, e a juventude precisa de oportunidades.
Um passo foi dado para o andamento de um processo que pode resultar em um dos maiores retrocessos na sociedade brasileira. No último dia 31, a maioria dos deputados membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – com o voto contrário de cinco partidos, entre eles o PSOL – aprovou a admissibilidade da proposta que tem como objetivo reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL/SP) a proposta representa um retrocesso para os direitos da criança e do adolescente. “Além de ser inconstitucional, a PEC vai na contramão da tendência mundial e afronta acordos internacionais assinados pelo país. Essa escalada punitiva não resolverá o problema da violência e criminalidade no Brasil. A juventude precisa de oportunidades e não de mais punição. Como legisladores temos uma responsabilidade muito grande e não podemos nos basear na pressão do medo para legislar, tampouco podemos agir como vingadores”, defendeu Ivan Valente (PSOL/SP).
Na votação, o parecer do relator, deputado Luiz Couto (PT/PB), contrário a PEC 171, foi rejeitado – 43 votos para o “não” e 21 para o “sim”. Em seguida, foi apresentado outro parecer pela admissibilidade da proposta, este aprovado por 42 votos a 17.
De acordo com o deputado Ivan Valente (PSOL), a PEC fere cláusula pétrea da Constituição Federal, em seus direitos e garantias individuais. Para ele, a juventude precisa de alternativas que previnam a entrada para o crime e garantia, aos privados de liberdade, de uma real oportunidade de reinserção na sociedade.
Com a aprovação da admissibilidade, a PEC 171 será analisada por Comissão Especial, que terá 40 sessões ordinárias do plenário para analisá-la. Depois, será avaliada no Plenário e votada em dois turnos. Se for rejeitada, será arquivada. Se for aprovada, seguirá para o Senado.
“A luta continuará na Comissão Especial pela rejeição a esta proposta, uma violência contra a juventude brasileira”, afirmou Ivan Valente. “Recorreremos ao Supremo Tribunal Federal, se necessário”, concluiu.
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