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Gerson Carneiro: O avesso da escolha de Sofia


02/12/2010 - 00h52

Meus queridos,

Em que pese parecer que o assunto está se esgotando, farei uma reflexão aqui sobre os tais “efeitos colaterais” da operação militar realizada no Complexo do Alemão  e na Vila Cruzeiro. A controvérsia se dá em função da existência de ocorrências como a narrada no vídeo em que mostra o morador dizendo-se roubado pelos policiais, o que não é um fato impossível de acontecer. Tomando-se pois por verdadeiro o fato, digo que é inaceitável a atitude que levou às lágrimas o senhor protagonista do referido vídeo, porém, nesse momento não é o Estado agindo, mas sim, os delinquentes agindo infiltrados nas instituições oficiais do Estado.

Ou seja, é o Estado contaminado por aquilo que o Estado se propôe a combater.

O fio de luz no fim do túnel, é que quando este tipo de comportamento se manifesta em instituições oficiais do Estado, existe a possibilidade, por mais difícil que seja, por mais remota, de se cobrar, corrigir e reaver o dano sofrido. Enquanto que sob os tentáculos da delinquência marginal não há essa possibilidade.

Não sei exatamente o termo que devo empregar mas chamarei de “delinqüência marginal” vez que estou me referindo à delinqüência que, semelhante em sua conduta, está à margem das instituições oficiais.

A delinquência marginal, diferentemente da operação militar empregada para combatê-la, não provoca efeitos colaterais: ela é todo o mal direto que há.

Temos então a seguinte realidade: a) uma delinqüência marginal cujos tentáculos abarcam um número maior de vítimas e que emprega uma variedade ilimitada de métodos cruéis; b) uma urgência em combater essa anomalia da sociedade; c) e uma delinqüência infiltrada nas instituições oficiais de combate à delinqüência marginal (aqui me restrinjo às instituições oficiais que participaram e participam da operação acima referida, em especial às polícias Militar e Civil).

Parece-me então que estamos diante de um caso às avessas da escolha de Sófia. Ou seja, temos de imediato que escolher um entre os dois males unicamente possíveis nesse instante. Até o dia em que o ideal proposto pelo comentarista Roberto Locatelli tornar-se realidade.

Não se trata de ter o coração duro e de não estar nem aí para a população  vítima das duas delinqüências aqui referidas, trata-se de uma constatação fática.

Pensando no aqui e agora, em que pese nenhum ser humano saudável desejar viver sob jugo de traficantes ou de polícia corrupta, chego à conclusão que algum ser humano saudável nesse momento vive sob o jugo de traficantes ou de polícia corrupta. Essa é a razão pela qual por vezes assumo o comportamento de louco, para não enlouquecer.

Em tempo: não sou especialista em nada. Sou alguém que também apanha e tenta ao menos tirar alguma lição das lapadas que leva.

“Mestres da Filosofia: com mais saber e engenho, o meu gato mia” – Agostinho da Silva

Gerson Carneiro



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97 comentários

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Cícero

03 de dezembro de 2010 às 00h48

CRIME ORGANIZADO:

Se o Governo se omite, se o governo nada faz, alguns reclamam, outros apóiam;

Se o Governo enfrenta, invade o covil dos traficantes, apreende-lhes as armas, destrói toneladas de drogas, alguns apóiam, outros reclamam;

Se o Governo "negocia" com os bandidos, ajoelhando-se diante dos criminosos (como fez o governador do Estado de São Paulo para pôr fim aos ataques do PCC em 2006 – http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult9… alguns reclamam, outros aplaudem.

O certo é que nenhum governo consegue agradar a "gregos" e "troianos" simultaneamente. Agradar a todos é uma tarefa difícil, mesmo impossível, pois para agradar a todos, o governante precisaria convergir para um ponto comum todos os lados, todas as opiniões, todas as preferências e todos os interesses, o que é bastante complicado, já que poucos são os que aceitam dispor de suas convicções.

CONCLUSÃO: infeliz do governante que governa segundo a opinião pública: tá perdido, tá ferrado.

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 08h17

    ser ou não ser?
    eis o abacaxizão.

Lucio Dias

02 de dezembro de 2010 às 23h41

A verdade é que algo tinha que ser feito. Do jeito que estava não podia continuar. Ovos precisam ser quebrados para se fazer a omelete. Em verdade não se precisou quebrar muitos ovos. O resultado foi mais que satisfatório. O problema é daqui pra frente.

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 08h19

    e nessa: infeliz do felizardo que terá os ovos quebrados.

Edmilson

02 de dezembro de 2010 às 23h31

Azenha, você tem que assistir o RJ Record. Ou ao menos bater um papo com os dois repórteres da emissora que se mudaram para o Alemão.

Responder

francisco.latorre

02 de dezembro de 2010 às 21h01

mal menor. bem maior.

..

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 22h35

    a isto denomina-se
    "super poder de síntese"

Baixada Carioca

02 de dezembro de 2010 às 20h49

Olha, parece que eu sou de direita agora e minhas críticas não são reflexivas, mas conclusivas ao ponto de me tornar um fascista pós moderno, mas vamos lá.

Eu sei que tem policial corrupto. E são muitos.

O cidadão do vídeo pode estar falando a verdade e ter sido roubado por um bandido fardado com o símbolo do Estado. Mas aí é que entra a minha crítica. Se o cidadão não denunciou o policial para o comando da polícia que estava no morro com medo de ser morto por acabar com a carreira do bandido dentro da Polícia, por que ele foi pra mídia denunciar? Qual o objetivo da denúncia? Recuperar o produto do roubo? Denunciar que tem falsos policiais na polícia?

Ora, a situação já não era nada boa na favela. Os corruptos e bandidos fardados usariam do expediente para tirar proveito correndo o risco de ser pego pelo comando da polícia? Ou vocês acham que se o cara fosse lá no comando, logo após ter sido roubado, junto com a imprensa e denunciasse o bandido fardado, a denúncia não teria melhor efeito?

Penso que só se combaterá esse tipo de bandido quando identificados e denunciados. Não estou contra o cidadão nem contra a Polícia, mas na melhor das hipóteses o caminho escolhido para denunciar deixou mais dúvidas que certezas.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 22h51

    Mais uma pimenta na empada:

    De verdade o choro contido não me comoveu, o que não significa uma mentira. Pelo que vi até penso que o cidadão detém em sua posse preciosos meios de prova, materiais e testemunhais, para afirmar o que alega.

    A desgraça é que no atual mundo é nebuloso em primeira análise constatar aonde a verdade está, se por exemplo um adulto aparece dizendo-se vítima de um menor. Ainda que por pressuposto seja do adulto a astúcia de não cair nas artimanhas do menor.

MirabeauBLeal

02 de dezembro de 2010 às 18h51

.
Vanitas Vanitatum et Ômnia Vanitas
(Horroris Causa)

Escrevo a vida,
por mais que ela me condene.
Uso palavras gastas, calcinadas, bem sei!
com chicotadas estranhas de apego,
mas há que cair no caos emergente,
já que o amor não sei escrever
e, a vida é bem diferente.

Queimo os céus com uma verdade nova
nesta vida emudecida, que sabe-se traduzida
num vazio manancial.

Caio nesse vazio veloz da escrita
e, subo entre vocábulos e linhas que escolho.
Nas suas chaves de nomes desvelados, que por acaso
serão azougues de vaidade ou realidade?
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.phttp://www.migalhas.com.br/Gramatigalhas/10,MI226

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 22h31

    bem? só pode estar o sol
    porque ninguém o alcança

    haja no mundo o que houver
    o sol lá nem se balança

    enquanto a fortuna dorme
    a desgraça não descança

    Deraldo – O homem que virou suco.

Lucas Cardoso

02 de dezembro de 2010 às 18h49

Gerson Carneiro, perfeita defesa da ação do Estado, o seu texto. Muito bem argumentado. Concordo.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h31

    não seria bem uma "defesa", mas acaba sendo.

Jairo_Beraldo

02 de dezembro de 2010 às 17h50

Cunpadi….voismicê é um poeta!

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 18h40

    Dedico toda essa escrivinhação aí a meu cumpadi Berardo,
    Nóis sempre prosiemo que um dia nóis ia ficá intelegente tumém.

    voismicê me fez alembrar de Deraldo, "o ômi que virô kisuco", cumpadi.

M. Iack

02 de dezembro de 2010 às 17h45

Gostei, Gerson. Muito bom…

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h31

    Gostei de vc ter gostado.

Gerson

02 de dezembro de 2010 às 17h38

Olá Xará,

Segue matéia que acho que vem ao encontro de suas preocupações.

Via Celso Lungaretti

É grande a possibilidade de os militares, exercendo funções policiais, serem contaminados pela criminalidade, tanto que se trata de "uma preocupação constante do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, como o do México, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição, seja também pela promiscuidade, sabendo-se que alguns saíram do Exército e foram recrutados pelo tráfico".

A advertência é do antrópologo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do RJ e um dos autores (na verdade, consultor) dos livros Elite da Tropa 1 e 2.

Matéria complata aqui:
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2010/12/co

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h33

    Xará,
    Atualmente o México não é um bom exemplo, mas… o que não mata, engorda.

joni

02 de dezembro de 2010 às 17h15

Não vamos mais fazer nada. Deixa como está. Não vamos mais aos consultórios médicos, porque alguns abusam dos pacientes, nem vamos ler mais notícias, pois alguns jornalistas são vendidos, nem vamos mais à escola, porque tem gente preconceituosa lá, não vamos praticar esportes, porque meia dúzia de desavizados recomendam substância nocivas… E vamos ser contra a operação no Rio, porque existem policiais corruptos e traficantes bonzinhos. E fica tudo bem.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h34

    essa é uma atitude particular? não é esse o propósito do texto, pelo contrário.

Tornado

02 de dezembro de 2010 às 16h50

As forças policiais invadiram a favela para pegar os traficantes e fechar os pontos de venda de drogas. Como ficam os milhares de fregêses viciados do centro que se abasteciam ali? Quem irá ocupar o espaço? Um mercado enorme e em crescimento não fica muito tempo abandonado.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h35

    a única certeza é a alta do preço
    lei da procura/oferta.

MirabeauBLeal

02 de dezembro de 2010 às 16h27

.
Esta Charge-Animação foi-me sugerida pelo meu filho de 12 anos:
http://charges.uol.com.br/2010/12/01/cotidiano-du

Conclusão:

Qualquer criança sabe que o problema das drogas não está só no morro do Rio de Janeiro.

Esta outra animação também foi sugestão do meu filho:
http://charges.uol.com.br/2010/11/29/cotidiano-no

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h37

    Toin!

Oliveira

02 de dezembro de 2010 às 15h41

Como já disse, as UPP's parecem um caminho viável, porém o Estado deve agir com inteligência e perseverança, inclusive para evitar que estes maus policiais não ajam como bandidos e/ou milicianos.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h40

    um salário bem melhor estaria nos planos?

Ubiratan Rosa Passos

02 de dezembro de 2010 às 15h07

Agora estão querendo justificar as bobagens que escreveram se utilizando de atitudes maus policiais (maus profissionais, inclusive jornalistas, médicos, sociólogos, etc, existem em TODO O MUNDO).
Não adinta querer diminuir a importância dessa caça aos marginais (incluindo policiais corruptos). Há ampla aprovação da população e da maioria quase absoluta dos que postam os seus comentários.
Será que o vírus do PIG está provocando comichão em vocês?

Responder

José Manoel

02 de dezembro de 2010 às 14h48

Pelo menos já é um começo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 08h20

    seria o começo do fim?

Adilson

02 de dezembro de 2010 às 14h25

Valeu Gérson, muito bom o texto pra suscitar essa discussão..

abs!

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 17h37

    Obrigado. Quero ler um texto seu aqui.
    Abs.

Gustavo Pamplona

02 de dezembro de 2010 às 14h06

Talvez o cidadão que foi roubado pela polícia não tenha conta bancária e mesmo que ele tivesse como ele iria explicar a origem do dinheiro na hora de fazer o depósito Bom… Falo do seguinte:

Vamos supor que ele não tivesse uma conta bancária e e ele quisesse abrir uma ele teria que apresentar no mínimo um "comprovante de residência". E como o cidadão é oriundo da favela, ou seja não tem como apresentar um comprovante decente. Fica um pouco díficil, não é mesmo?

E não esquecendo que alguns bancos pedem também um "comprovante de renda" e sabendo a informalidade em que vivem estes cidadãos, como ele iria comprovar a renda?

Agora vamos supor que ele já tivesse uma conta bancária ele teria que explicar a origem do dinheiro ainda mais se ele não depositasse em pequenas quantidades.

Explico: Mesmo que os bancos fossem do governo (CEF, Banco do Brasil, etc.) e não os privados (que tem esquemas de segurança melhores) sempre haveria alguém que iria desconfiar e poderia até supor que seria dinheiro do tráfico de drogas já que o cidadão é da favela

Sabem como é: o chamado "preconceito".

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h42

    todo o problema é a ausência da conta bancária?

edv

02 de dezembro de 2010 às 13h50

O que me preocupa ou confunde "um tanto" é a colocação: "escolha entre dois males" que já vem no título.
Polícia ideal? Sem corrupcão? Sem truculência? Num mundo de humanos imperfeitos?
Ótimo, temos sempre que melhorar, sanear, estar atentos.
Agora, comparar o "mal" de traficantes armados cruéis e covardes, com uma polícia com delinquentes e mesmo bandidos? Um "mal"? Não seria melhor tratá-la um "bem" deficiente?
Ou iremos generalizar os bons pelos maus? Procurar também os traficantes "bonzinhos"?
Pelos fatos, tanto o ENEM quanto a operação policial, mesmo com erros, são necessários e foram sucesso.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h48

    "bem deficiente"? seria o mesmo que câncer maligno e câncer benigno? para mim tudo é câncer.

Pedro

02 de dezembro de 2010 às 13h25

Querer encontrar diferenças entre o que faz a polícia no Brasil e o que ela faz nos países desenvolvidos é como querer encontrar agulha no palheiro. Vamos ao mais desenvolvido deles. Reproduzo aqui uma passagem do livro Autobiografia de Malcolm X, editora Record, p.17. Sem mencionar todos os detalhes que podem ser lidos no livro, Malcolm X fala do momento em que homens brancos atearam fogo à casa de sua família. Foi em 1929, ele tinha apenas 4 anos. Enquanto a casa era consumida pelo fogo, conta ele: "A polícia e os bombeiros brancos apareceram e ficaram simplesmente observando, enquanto a casa era totalmente destruída pelas chamas". Que tal, vamos falar do capitalismo?

Responder

    Jairo_Beraldo

    02 de dezembro de 2010 às 17h56

    Tenho comigo, que a puliça carioca é a mais corrupta do mundo….seria melhor fechar a instituição, e começar tudo outra vez. Por que se der o grito "pega ladrão, não fica um, meu irmão"!

Fernando

02 de dezembro de 2010 às 13h16

Dilma teve 81% dos votos na zona eleitoral onde fica o Complexo do Alemão.

As ´´forças de segurança“ têm é que ocupar os territórios tucanos do Leblon, Ipanema e Lagoa.

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 08h21

    "a gente vamos" invadir sua praia.

Jose Alberto SSA BA

02 de dezembro de 2010 às 12h50

É desalentador ver em blogs "sujos" a tentativa de desmerecer o trabalho da polícia. Não estou dizendo que polícia é perfeita, muito pelo contrário. Mas fica a certeza que muitos blogueiros, por motivos impossíveis (ou possíveis?) de perceber preferem as cenas de jovens, montados em motos roubadas, portando fuzis, transitarem livremente em meio a velhos, crianças, mulheres em cenas, estas sim, que considero dantescas. É legítimo o tráfico por grades, barreiras, tolhendo o ir e vir dos cidadãos?. Considerar que o Estado, mesmo com sua policia cheia de defeitos, deva assistir a isso tudo imóvel, é inconcebível.

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 08h23

    não me apresente esses blogueiros.

edv

02 de dezembro de 2010 às 12h40

Este subtema (o roubo do cidadão e outros efeitos colaterais de justa reclamação) me lembra o caso das 0,04% dos erros do ENEM…
Uma operação de emergência e altíssima periculosidade para todos os envolvidos (centenas de milhares de moradores, milhares de policiais e centenas (?) de traficantes.
O decantado massacre NÃO ocorreu! Houve traficantes em fuga, mortos e presos por rendição.ou confronto.
Aí o assunto reinante, em destaque, passa a ser alguns títulos invertidos, cadernos de prova trocados?!
Os casos tem que ser investigados, responsabilizados e corrigidos, sem dúvida.
Ou alguém aqui os julgou sem investigar?!
Policiais corruptos e truculentos existem em qualquer lugar desse mundo.
Mas não podemos deixá-los ser usados para tentar evidenciar que o complexo e arriscado processo está equivocado ou foi um fracasso!
Ou também somos PIG ao sabor dos ventos?

Responder

mello

02 de dezembro de 2010 às 12h23

A escolha a fazer , na verdade, é entre a corrupção e a lisura. A corrupção não está só na polícia: está na Sociedade: entre policiais, traficantes, juizes, políticos, jornalistas, religiosos, etc. E a existência da corrupção implica na existência de dois agentes: o corrupto e …o corruptor! Como na questão das drogas existem o traficante e o consumidor .Isto está brilhantemente exposto hoje no artigo do Veríssimo.

Responder

Armando do Prado

02 de dezembro de 2010 às 11h50

Como alguém já disse de maneira definitva: ali não se trata do bem contra o mal. Não há antípoda, mas de luta de interesses muito parecidos envolvendo milícias e bandidos sem farda e muitos com farda (não todos, evidentemente).

Responder

rubem

02 de dezembro de 2010 às 11h44

Não sei se estas operações das forças de segurança vão acaar com o trafico no Rio acho até que não mais temos que admitir que o trafico nunca foi tão "bombardeado" do que agora .O legislativo deve contribuir, com a aprovação das novas leis penais sobre "crime organizado e "lavagem " de dinheiro, porem, com aquele Senado horroroso que esta ai , acho dificil a aprovaçao nesta legislatura.

Responder

George Matos

02 de dezembro de 2010 às 11h16

Azenha,
Será que é mais fácil acreditar em saci que em policiais corruptos no Rio de Janeiro? Será se todos os policiais e militares que participaram das operações na Vila Cruzeiro e no Alemão são todos "heróis" como o "Capitão Nascimento"? Será se eles estão tratando os moradores de forma respeitosa e pautando suas ações de acordo aos Direitos Humanos? A operação foi válida, mas cabe agora separar o joio do trigo. Os policiais devem respeitar os moradores e tratá-los com dignidade e o Estado deve se fazer presente também através de seus outros tentáculos (saúde, infraestrutura,educação, lazer, cultura etc).

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h50

    sai que é suuuuuuuua, Azenhaaaaa.

Mc_SimplesAssim

02 de dezembro de 2010 às 11h07

O ideal seria optar por um Estado Democrático de Direito (não confundir com direita), onde o cidadão fosse respeitado, independentemente da quantidade de dinheiro que possua no bolso.

Entretanto, os vigaristas instalados confortavelmente no poder em 1964 ainda não foram enxotados, mas ao contrário, se reproduzem como ratos…

Racumim neles!

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h51

    quando o gato não está, os ratos passeiam.

Sergio José Dias

02 de dezembro de 2010 às 10h51

Muitos dos prejudicados pelas ações truculentas têm dito que a Ouvidoria e Defensoria Pública estão solicitando o nome de policiais para que a denúncia seja aceita. Entretanto, devemos reconhecer que o Estado assumiu um risco muito grande, e deve se responsabilizar por isso, quando decidiu invadir a região. Até mesmo por ser de conhecimento público o caráter marginal de certos membros das forças policiais do Rio de Janeiro. Neste sentido, tenho instruído aos meus alunos que a ação judicial tem de ser contra o governo estadual, sem a necessária identificação, já que o meliante é um agente do Estado.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h54

    perfeito.
    falta a Ouvidoria e Defensoria Pública ensinar como se deve abordar o policial agressor para que este informe seu nome. seria algo como"por favor seu puliça, a sua identidade"?

    Sergio José Dias

    03 de dezembro de 2010 às 10h03

    Só rindo, mesmo!!!

Carlos

02 de dezembro de 2010 às 10h50

Isto aqui não era um blog de pessas que costumavam questionar as razões oficiais? Que duvidada da classe dirigente do Rio (e do pais)?s pelos estereotipos do pobre e nordestino durante a campanha eleitoral?

Na maiória dos comentários, repetem os mesmo preconceitos contra pobres que na Folhalobo, etc.

Como se a policia fosse um exemplo altruismo e institução zero corrompida….

E se ascusações tivessem sido feita por clase media? Duvidariam?

Essa cobertura da midia é igual ao "estamos ganhando" de Malvinas na Argentina.

Cuidado, que os moçinhos, talvez não sejam tanto.

Responder

dukrai

02 de dezembro de 2010 às 10h39

viiiiiiiiiiiiixi, só agora notei que o meu amigo Gerson Carneiro é o autor do texto, além do Rodrigo deve tá namorando o Azenha rs
O programa de Tolerância Zero em Nova Iorque começou com uma faxina na polícia, foram milhares !!! de policiais demitidos sumariamente pelo prefeito Giuliani por envolvimento em extorsão, corrupção, homicídios e otras cositas, mas isto é EUA, em que a justiça apoia este tipo de decisão política.
O mega-traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia relata que foi sequestrado e extorquido por policiais do DENARC e disse que a melhor maneira de combater o tráfico de drogas em São Paulo é fechar a delegacia que combate o tráfico de drogas em São Paulo. Acabou sendo extraditado pros EUA, mas deixou uma montanha de dólares nas mãos da galerinha.
A polícia civil é por tradição um antro de corrupção, seguida pela Polícia Militar e uma das preocupações das forças armadas, segundo a velha mídia, é a exposição e o contato permanente da tropa com criminosos que detém alto poder de corrupção, sendo uma das estratégias o rodízio contínuo de pessoal nas operações no Rio, com a justificativa de treinamento de todo o batalhão envolvido.
O governo do Rio teve peito pra enfrentar os traficantes, já pra encarar os delinquentes oficiais da polícia civil e militar isto são pra personas que tiene cojones, o que não é o caso do Cabral e Eduardo Paes. Assim se vai levando, entre uma escolha e outra, a que traz melhores resultados para a faxina pré-copa e olimpíadas e que de fato repercute como um benefício para as comunidades sitiadas pelos traficantes e para a coletividade, legitimada pela velha mídia e seus interesses.
Se por acaso, a polícia furta um ou outro e o mané cisma de botar a boca no trombone, é o direito de cada um, mas a suspeita volta sempre pra vítima; tava guardando dinheiro em casa por que? Ora, gente, traficante é confiável, não apronta com ninguém na própria comunidade, já ozomi, maibródi, nem pisca porque te roubam a cueca sem tirar as calças.

Responder

    maria regina

    02 de dezembro de 2010 às 16h16

    Concordo. É essa uma das questões a serem enfrentadas, assim como a recuperação da dignidade dessas comunidades, por meio dõs programas sociais a serem implantados em todas as comunidades que foram extirpadas de sua cidadania. Como currais eleitorais mantidos através do MEDO pelas milícias, temos aí um jogo complexo de forças políticas e econômicas em detrimento das vidas de moradores expatriados em seus próprios territórios, indefessos e acima de tudo desrespeitados em sua cruel realidade… cont.

    maria regina

    02 de dezembro de 2010 às 16h16

    …A sobrevivência, seja ela em condições de extremo sofrimento, é a principal tônica dessas comunidades que nos acostumamos a encarar como culpadas de seus próprios infortúneos – a base mais cruel do capitalismo. Não há o que escolher: entre as milícias e os traficantes, ambos existem em consequência da exploração de nós sobre nós mesmos.
    Essa operação espetacularizada que chamo de Operação Lagartixa, caso termine apenas com a "higienização", agrada apenas àqueles que podem caminhar tranquilamente nas calçadas do Copacabana sem serem revistados, embora, por meio do consumo de drogas, contribuam de forma polpuda paara o status quo.
    Infelizmente, não há uma escolha a ser feita a não ser uma reestruturação radical das instituições que se nomeiam de segurança. Hoje tenho medo não só de criminosos como também de policiais. Esse é um dos paradoxos da vida moderna.cont

    Cícero

    02 de dezembro de 2010 às 20h08

    Com a palavra, os moradores do Alemão!!!

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 17h35

    além de linguarudo é cheio de ideias.
    é um verdadeiro IDEIOTA. rs

    dukrai

    04 de dezembro de 2010 às 17h00

    Vossa Senhoria, como perfeito conhecedor do grego antigo, sabe que "Ideia" é um termo usado em duas acepções: como sinônimo de conceito ou, num sentido mais lato, como expressão que traz implícita uma presença de intencionalidade.
    A palavra deriva do grego idea ou eidea, cuja raiz etimológica é eidos – imagem. O seu significado, desde a origem, implica a controvérsia entre a teoria da extromissão (Platão) e a da intromissão (Aristóteles). No centro da polémica está o conceito de representação do real (realidade).
    Do grego "idiótes", idiota, o homem privado – em oposição ao homem de Estado, ou público; idiota é o equivalente ao apolítico de hoje, o cidadão grego, que no pleno direito da sua cidadania, optava por ficar em casa quando o destino das cidades-estados era decidido pelos outros cidadãos na praça pública.
    Juntar as duas palavras como faz Vossa Senhoria é o mesmo que sair catando na Wikipedia os significados das coisas para parecer culto e longe de mim pretender impressionar alguém com artifícios.

    Gerson Carneiro

    08 de dezembro de 2010 às 17h41

    Gente, não ligue.

    Ele estava bêbado quando deu esse control C,control V.
    Ele não entende nada de filosofia baiana e ainda teve que pagar a conta do boteco no sábado à noite quando nos encontramos em BH na véspera da Volta da Pampulha.

    É um grande amigo que às vezes tem crises de identidade e não sabe o que diz.

    dukrai

    10 de dezembro de 2010 às 19h12

    tava tomando xôpis com o Gerson Carneiro e ele reclamou que isso aí tava parecendo correção de prova de Grego Antigo IV da prof Emengarda. aproveito pra informar aos passantes que o dito cujo ficou em décimo milésimo quingentésimo quadragésimo nono lugar na volta da Pampulha, que teve 10.550 participantes rs

    Gerson Carneiro

    12 de dezembro de 2010 às 18h48

    eu também aproveito para informar que eu cheguei na frente do dukrai. rs
    isso o ceguinho aí não informou.

Sergio José Dias

02 de dezembro de 2010 às 10h30

Falo daqui do Complexo do Alemão. Sou professor de uma escola no Complexo, (Escola Ceará) e muitos dos meus alunos estão reclamando de ações truculentas, e até mesmo roubo de pertences em suas residências. Tenho indicado a eles, a reivindicação de seus direitos através da Ouvidoria e Defensoria Pública, que estão próximas no local. Entretanto, eles questionam e eu também, se o Estado vai indenizar estas pessoas pelos percalços sofridos. Quero esclarecer que o ato de educar passa por, ajudar a construir um indivíduo cônscio de seus direitos,enquanto cidadão. Espero, até mesmo para que eles confiem nas instituições do Estado, uma vez que eu também o represento, que a justiça seja feita.

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 23h56

    salve. salve.
    parabéns pelo seu trabalho.

    Sergio José Dias

    03 de dezembro de 2010 às 10h01

    Obrigado, Gelson. Tenho tentado pagar a promessa que fiz para "São Paulo Freire", ou seja, de trabalhar com a temática dos direitos humanos, fazendo com que esta questão transpasse todo o meu trabalho em sala de aula. Os resultados têm sido excelentes. Gostaria que isto fosse o foco de todo o trabalho pedagógico, sobretudo, no ensino básico. Se assim o fosse, creio que isto teria evitado muito dos dramas recorrentes da sociedade brasileira atual.

Sergio José Dias

02 de dezembro de 2010 às 10h02

Azenha, anistia o dissociação, um exemplo colombiano. http://pelenegra.blogspot.com/2010/12/guerra-en-l

Responder

vinícius

02 de dezembro de 2010 às 09h37

Você guarda R$30.000,00 em casa ???
Sua casa é segura, seu bairro tranquilo e pacífico!?!?
O cara vendeu um terreno, uma bezerra, um carro e recebeu R$ 30.000,00 em espécie e guardou em casa?!?!!!!?

Tenham paciência. Prefiro acreditar no Saci Pererê!!!!

Responder

    Marcelo de Matos

    02 de dezembro de 2010 às 10h34

    Vinicius. O grande problema desses lugares é a falta de agências bancárias, ou "lotéricas", como eles preferem dizer. Um político aqui de Sampa fez uma pesquisa em um bairro da Zona Oeste e a principal reivindicação era uma agência bancária. Mas, os bancos não querem ir para lá. Será preciso colocar uma agência da Caixa, por exemplo, dentro de algum órgão público. Mesmo assim é difícil manter.

    Marcio H Silva

    02 de dezembro de 2010 às 11h20

    Guarda sim. Só quem não conhece os morros cariocas pode vir aqui falar besteira sem conhecer ou viver a situação. Nos morros e favelas cariocas há um codigo de ética comportamental. Ninguém invade casa de ninguém para roubar. Ninguém rouba dentro das favelas, senão pode sofrer consequencias graves.

    edv

    02 de dezembro de 2010 às 13h31

    Código de ética?
    Ou medo de milícia e bandido?
    Posso dizer que conheço favelas por dentro (inclusive do Rio) e não andaria com 3 mil no bolso, nem deixaria 30 mil dando sopa em casa (ainda mais para que policiais à caça de bandidos os achassem facilmente).
    Não posso dizer, por isso, que NÃO ocorreu o fato…
    Muito menos … que ocorreu.

    Jairo_Beraldo

    02 de dezembro de 2010 às 17h52

    Eles acham que todo favelado tem conta em banco. Essa elite tira por base eles mesmos.

    joni

    02 de dezembro de 2010 às 11h40

    Tem toda razão.

GABRIELA

02 de dezembro de 2010 às 09h09

A Mídia se adiante logo em acusar, esqquecendo-se de que muitas dessas pessoas eram financiadas pelo tráfico e que agora vão sentir a falta disso, e a única maneira de desqualificar as ações é denegrir as instituiçoes do Estado. Assim fica dificil…Todo mundo é inocente até que se prove o contrário; mas no Brasil, todo mundo e culpado até que se prove o contrário. Essa Mídia!…

Responder

Marcelo de Matos

02 de dezembro de 2010 às 09h00

Gerson, ao falar nesse filme você sinaliza que sua análise também terá um viés emocional. Os filmes: Diário de Anne Frank, A escolha de Sofia e A lista de Schindler, aos quais não assisti, devem explorar o sentimentalismo para mostrar a História como se quer. Os diretores estão em seu direito – a ideologia do vencedor é sempre a melhor. Não tenho nada a favor, nem contra os judeus. Apenas não gosto de ser doutrinado, embora a gente sempre acabe sendo. O morador do morro do Alemão já fez sua escolha com muita clareza – é a favor da ordem e contra o crime. É claro que o governo do Rio terá de lidar com o incômodo dos desvios éticos, que ocorrem também na polícia paulista, por exemplo. Um cabo de uma das polícias especiais acaba de ser preso por sequestro. Não adianta ficarmos brigando com os fatos: é só fazer uma enquete e você verá que a maioria da população, não só do Alemão, mas, brasileira, apóia a intervenção.

Responder

    maria regina

    02 de dezembro de 2010 às 16h23

    Isso é o que a imprensa diz. Muitos não querem falar a respeito e se omitem porque não têm a certeza de que essa operação será apenas o início de um trabalho maior a ser realizado. Como já disse acima, a continuidade, o aprofundamento das benfeitorias e, concomitantemente, uma restruturação das instituições de segurança.

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 00h00

    difícil discorrer sobre drama e dissociar emoção
    detalhe: emoção é uma gama de sentimentos, inclusive raiva.

Francisco

02 de dezembro de 2010 às 08h50

Eu ouvi dois comentários mais significativos sobre esse problema da má ação policial; um do roubo de R$30.000,00 e outro de que traficantes pagaram quantias em ouro físico (barras?) para fugirem. è possível que existam policiais dispostos a essas ações, mas é muito estranho pagamento em ouro! Não me lembro de nenhuma situação em que policia federal ou outra encontrou ouro em investidas contra os traficantes. Sempre se encontra dolares,reais drogas, aramas mas numca ouro. Parece estranho. Também parece estranho pessoas guardarem uma grande quantia de dinheiro em casa em um bairro dominado por ladrões e traficantes! Seria razoavel pensar que essas denuncias podem não ser reais?

Responder

Luis Henrique - MG

02 de dezembro de 2010 às 08h17

E aí?????? O que quis dizer o autor? Qual a novidade?

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 10h45

    A novidade é a sua dúvida.

    edv

    02 de dezembro de 2010 às 12h50

    Prezado Gerson. Suspeito que temos opinião convergente sobre o assunto:
    A operação se fez necessária e foi razoavelmente bem sucedida (abaixo da perfeição e acima das expectativas, portanto, com excelência!) …A perfeição é uma meta, defendida pelo "maldito" goleiro…
    Mas temo que seu texto, talvez por ser demais cuidadoso, não tenha deixado muito claro se é isso.
    Ou talvez por deficiência minha de compreensão. Abs.

    Gerson Carneiro

    04 de dezembro de 2010 às 07h20

    Prezado edv, apenas exponho no texto duas realidades indesejáveis que dão um passo à frente e se apresentam nesse momento como únicas, e que brigam entre si, na tentativa de sobrepor um a outra, alardeando oficialmente "própositos diferentes". Daí, a reflexão e conclusões fica a cargo de cada leitor. E tenha a certeza que sua compreensão não é deficiente. Abs.

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 10h48

    A novidade é o seu questionamento.

    Jairo_Beraldo

    02 de dezembro de 2010 às 17h51

    Acarme, cunpadi…óia us modu!

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 12h04

    cumpadi, isso num é brabeza, é contentamento.
    consegui incitar a dúvida em pelo menos um.

lcsouzaleal

02 de dezembro de 2010 às 05h53

Caveirão pode ter sido usado em fuga de chefões do Comando Vermelho
Por Revista Consciência.Net em 01/12/2010

A Corregedoria da Polícia Militar está investigando os policiais lotados no 16º BPM (Olaria) que estavam de serviço no blindado da unidade – popularmente conhecido como “caveirão” – no último domingo. Do início da noite do dia 28 de novembro até às 5h da manhã do dia seguinte, o veículo foi flagrado realizando viagens do Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, até o Morro do Chapadão, na Pavuna, também na Zona Norte.

blindado

Como os PMs não tinham autorização para percorrer esse trajeto e as viagens foram feitas de forma consecutiva, há a desconfiança de que eles estivessem transportando criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região para o morro vizinho, que pertence à mesma facção.

Caso seja comprovado que eles auxiliaram na fuga de bandidos, como os dois traficantes mais procurados atualmente no Estado do Rio – Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33 anos, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, 31 – todos podem ser expulsos da corporação.

Esta não é a única investigação contra policiais envolvidos na megaoperação que tem sido realizada no Complexo do Alemão
(…)

ém de facilitação de fuga, há denúncias – não só contra PMs, mas também contra policiais civis e até mesmo federais – de que muitos estariam saqueando casas de traficantes e também de trabalhadores que moram na região.

“O Complexo do Alemão está sendo chamado de “Serra Pelada”. Tem colega pegando até porta de alumínio de imóvel. Na casa do traficante Gão, tentaram carregar uma televisão de LCD. A maioria de nós se envergonha dessas cenas”, revelou um policial que pediu para não ter sua identidade publicada.

A assessoria da PM informou que foi instalado um posto da Corregedoria da corporação na sede do 16º BPM, que fica no número 769 da Rua Paranapanema, em Olaria, para registrar todas as denúncias. Ainda segundo a PM, todas as informações serão apuradas com rigor.

“Informamos também que a PM não coaduna com nenhum tipo de desvio de conduta”, ressalta a nota.

O coronel Ronaldo Menezes, corregedor geral da PMERJ, revelou que, de sexta-feira, dia 26 de novembro, até a noite desta segunda-feira, dia 29, 13 denúncias.

“As denúncias envolvem não só integrantes da Polícia Militar, mas também de outras instituições”, declarou o oficial, que também contou que todas as reclamações estão sendo verificadas.

“Haverá instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) caso seja constatado algum crime”, garantiu
http://www.consciencia.net/caveirao-pode-ter-sido

Responder

Paulo Monarco

02 de dezembro de 2010 às 05h19

Como eu disse, como qualquer lúcido disse, como a sensatez confirmara à pitonisa que mora em nossas percepções, a trágica profecia se faz à luz. O que nós, brasileiros, preferimos – a mão déspota do justiceiro regido pelo poder paralelo ou a mão déspota do justiceiro regido pelo poder paralelo inserido dentro da corrupção oficial do estado?
Escolham…

Responder

Cícero

02 de dezembro de 2010 às 04h00

O que é estranho, no caso do morador que aparece chorando diante das câmeras, dizendo que policiais teriam lhe roubado R$ 30 mil, o que é estranho, repito, é o fato de ele (morador) não ter feito, logo após o suposto roubo, um B.O. Ora, na entrada principal de acesso ao Complexo do Alemão, foi instalado um posto avançado da Corregedoria da Polícia para apuração de eventuais denúncias. O cidadão que diz ter sido roubado, ao invés de fazer um B.O. do roubo e denunciar o fato nesse posto da Corregedoria, a poucos metros de sua casa, preferiu comunicar o fato a um repórter do SBT, o que leva a crer que esse cidadão, "indignado" com a expulsão dos traficantes, tinha a clara intenção de fazer "barullho" contra a ação da Polícia, veiculando o fato por meio da imprensa para criminalizar a ação policial e, desse modo, jogar a população contra a Polícia. Ele deveria ter levado o caso ao conhecimento das autoridades competentes para que, após a apuração, ele recebesse de volta o dinheiro que supostamente lhe foi tirado. Mas ele não fez isso. Por esse motivo, a mídia divulgou a notícia, mas desconfiando da veracidade da acusação; a mídia não acreditou muito nessa história de que, durante a invasão, policiais teriam tomado à força R$ 30 mil de um morador.

Responder

Cícero

02 de dezembro de 2010 às 03h58

De um modo geral, a ocupação do Complexo do Alemão foi bem-sucedida. Os traficantes fugiram, mas deixaram para traz uma expressiva fortuna de R$ 100 milhões. Com certeza, um duro golpe no crime organizado. Os que fugiram, dispersaram-se em várias direções. Seus principais líderes, à exceção de dois, estão presos. A grande maioria da população apoiou a ação invasão da comunidade por forças legalistas. Muitos moradores declararam estar contentes com a tomada do Complexo. Outros aplaudiram de pé a chegada dos policiais ao morro. Portanto, é de estranhar as acusações feitas por dois ou três moradores contra a Polícia, já que toda a ação policial tem sido acompanada de perto por dezenas de jornalistas que se revezam, dia e noite, na cobertura dessa guerra. Acho muito difícil que algum policial, por mais corrupto que seja, pratique crimes, diante das lentes, dos flashs e refletores da mídia. Essas denúncias provavelmente são uma estratégia plantada pelos próprios traficantes para jogar o povo contra a Polícia.

Responder

Cícero

02 de dezembro de 2010 às 03h57

As denúncias feitas por três moradores do Alemão devem ser apuradas até a exaustão. Todavia, não acho que todo o trabalho das Forças Legalista que, nesta semana, invadiram aquela comunidade deva ser 'manchado' por causa de atos isolados que "teriam sido" praticados por policiais. Não devemos desmerecer o empenho do governo do Rio de Janeiro no combate ao crime organizado por meio de suas polícias, apoiadas pelas Forças Armadas; não devemos desacreditar nas nossas instituições públicas por causa das ações ilícitas de alguns de seus membros.

Tem de investigar pra saber não apenas quais policiais praticaram abusos contra moradores mas também saber se as denúnicas procedem, se são verdadeiras. É preciso saber se o morador que acusa policiais não estaria ele, de alguma forma, ligado ao tráfico. Pode ser que seja verdade a acusação: nesse caso, cabe à corregedoria apurar o fato e cominar a pena; mas pode ser que seja mentira: nesse caso, cabe à autoridade competente investigar o caso e, se comprovada a mentira, instaurar inquérito contra o caluniador por crime de Denunciação Caluniosa".

Responder

Avelino

02 de dezembro de 2010 às 03h25

Abusos desse tipo sempre houve e sempre haverá, e tem que ser combatido de forma veloz e furiosa, o que não pode é deixar que tais miliantes torne em fracasso a tomada do território pelo estado.Os vitoriosos nesse caso, se tornam o narcotráfico e os neoliberais, com a tese do estado minimo.

Responder

joao batista

02 de dezembro de 2010 às 02h13

Muito interessante….parabens

Responder

O_Brasileiro

02 de dezembro de 2010 às 01h49

Num mundo justo, quem não deve não teme!
Mas, oxalá chegue o dia em que TODOS os cidadãos inocentes sentirão alívio e não medo ao ver a polícia!
Acho que ainda faz parte da dura memória da ditadura!

Responder

ZePovinho

02 de dezembro de 2010 às 01h11

É…meu conterrâneo nordestino Gerson.Como dizia o Barão de Itararé,"A França teve seu Mirabeau,mas é no Brasil que ocorre as coisas mais mirabolantes".

Responder

    Gerson Carneiro

    02 de dezembro de 2010 às 17h45

    Em compensação no Brasil não há base da NASA, senão seria um país nazista.

Gustavo de Recife

02 de dezembro de 2010 às 01h03

Azenha eu acho que você ta agindo como ONG burra que quer poupar bandido.

Responder

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 00h02

    Sobrou para o Azenha. Mais uma vez.


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