VIOMUNDO

Diário da Resistência


FHC: A impotência da mídia para impor um “legado”
Você escreve

FHC: A impotência da mídia para impor um “legado”


13/10/2013 - 15h59

por Luiz Carlos Azenha

O grau de cumplicidade ideológica entre Fernando Henrique Cardoso e os barões da mídia brasileira é enternecedor. O sociólogo tem passe livre: espaço assegurado para apresentar suas ideias em colunas, entrevistas, artigos de opinião.

Esta identidade foi forjada numa suposta necessidade de “modernizar” o Brasil, “arejar suas ideias”, desfazer-se do legado estatista e atrasado do trabalhismo getulista.

O que os militares pós-golpe de 64 fizeram pela força ao combater a “república sindicalista” FHC faria através do consenso midiático, para livrar das amarras o espírito animal do capitalista brasileiro.

Conversa para boi dormir: foi o dinheiro público injetado nas privatizações que permitiu a sobrevivência daquele “espírito animal”, às custas do patrimônio de todos. Ganhou o capital internacional, o capital nacional associado a ele e, obviamente, a mídia, seja por benefícios econômicos diretos ou indiretos.

Esta cumplicidade entre FHC e os barões da mídia só fez crescer depois do início da era Lula. O sociólogo passou a ser, a partir de 2002, um instrumento ao qual se recorreu com frequência com o objetivo de desconhecer os avanços sociais obtidos pelo Brasil sob o lulismo.

O PT teria apenas colhido os frutos de políticas adotadas anteriormente, sua grande virtude teria sido administrar o legado de FHC — é o que ouvimos no passado e continuamos ouvindo no presente, obedecendo a padrões mais ou menos sutis de distorção das estatísticas.

O cômico da situação acima narrada é que o “povo”, supostamente beneficiado pelo legado de FHC, se nega terminantemente a reconhecer o sociólogo — num fracasso que deixa óbvia, também, a incapacidade da própria mídia de falar para fora dos “seus”.

É como se os estratos excludentes da sociedade brasileira vivessem num universo paralelo, como o cachorro que morde o próprio rabo.

Um glorioso abraço de afogados.

O quadro da pesquisa Datafolha foi reproduzido pelo Miguel do Rosário:

PS do Viomundo: O texto foi escrito na crença de que o quadro refletia todo o eleitorado, quando na verdade é parte de uma pesquisa que ouviu apenas eleitores de Marina Silva. De qualquer forma, fica claro que também entre eles a influência de Fernando Henrique Cardoso é pífia. Obrigado aos atentos comentaristas que nos alertaram e complementaram as informações.

Leia também:

A ação de Lulinha contra os que o atacam na rede

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



20 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Roberto Locatelli

15 de outubro de 2013 às 09h32

É por isso que nenhum candidato tucano quis o Príncipe da Privataria em seu palanque. FHC é mimado pela mídia, mas os candidatos tucanos o escondem.

Por isso acho muito importante que, em 2014, o PT trate de mostrar que Aébrio Lista-de-Furnas Neves tem apoio de THC, digo, FHC. Porque os tucanos não farão isso.

Aliás, é provável que o candidato tucano seja, de novo, José Siemens Serra. Aí ele vai dizer, na propaganda eleitoral, que ele é o continuador natural do governo Dilma.

Responder

José X.

14 de outubro de 2013 às 19h51

Ninguém liga pro FHC, especialmente do povo, não sei por que o Azenha tá perdendo tempo com isso.

Responder

Lagrange

14 de outubro de 2013 às 01h04

Volta e meia aparece algo “bombástico” desse hipócrita de higienópolis. A grande mídia não deixa com ele seja esquecido, entretanto, isso é o papel que lhe cabe. Os eleitores já o esqueceram mas, felizmente, não esqueceram o grau de nocividade que ele desenvolveu ao longo de seus dois mandatos. Trata-se, sem dúvida, de um bufão entreguista.

Responder

Fábio

13 de outubro de 2013 às 22h25

Acho bom o Fh tomar cuidado, o Cerra tá encostando. kkkkkk

Responder

José Eduardo

13 de outubro de 2013 às 22h21

A história só virá a confirmar o que o mìdia tenta apagar, esconder, diminuir ou o que tente: Em nosso país a história tem no operário nordestino LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA um antes e um depois…
EM TEMPO: Numa simples previsão pessoal de nossa história, vai estar escrito: “O Lula fez e depois seus “postes” foram iluminando os caminhos de nossa história…”

Responder

maria ines azambuja

13 de outubro de 2013 às 22h06

Azenha
Tem um erro de interpretação .Acho que os dados se referem a eleitores potenciais da Marina…

Responder

Indio Tupi

13 de outubro de 2013 às 21h52

Aqui do Alto Xingu, os índios acham que, no caso, a mídia não pode impor o que não existe.

Responder

Fabio Passos

13 de outubro de 2013 às 21h52

E os pupilos são da mesma laia…

Responder

Fabio Passos

13 de outubro de 2013 às 21h45

fhc não é apenas o pior presidente da história do Brasil… é o mais despudorado entreguista da nossa nação.

O povo vai ficar muito feliz quando o traidor parar de respirar.

Responder

dapenna

13 de outubro de 2013 às 20h42

Excelente.

Responder

Só na Moita

13 de outubro de 2013 às 20h34

Como já disse outrora no conversa afiada: “Esquecer o que FHC escreveu é fácil, difícil é esquecer o mal que ele fez”.

Responder

Marcos K

13 de outubro de 2013 às 19h30

Se bem me lembro em 2003 ao deixar o poder FHC teve que sair pela porta dos fundos do Planalto. Lula, ao que eu saiba, foi direto para os braços do povo. Jamais vou me esquecer do “legado” de FHC: desespero, desemprego, desesperança, exclusão, humilhação internacional, miséria,
privatizações mal explicadas, quebradeiras e taxas de juros estratosféricas. Foi o legado que fez o que sempre se fez no Brasil: enriqueceu ainda mais os podres de ricos a custa do desespero e da miséria de muitos.

Responder

Mário SF Alves

13 de outubro de 2013 às 19h24

Quem melhor nos diz sobre o legado dele é o Clinton naquele puxão de orelhas em público e na presença de diversos chefes de estado.
_________________________________
O resto é o resto: um gerentão a serviço da Casa Grande e sua caixa de ressonância, a mídia fora da lei desde o “Muito Além do Cidadão Kane”.
_________________________________
Eis a síntese do legado [de um dos muitos], ou seja, o vexame internacional:

“Em 1999, o então presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso foi à Florença (Itália) em encontro de governantes dos países ricos da chamada terceira via.
O Brasil estava quebrado, pendurado no FMI.
FHC fez o discurso da choradeira dos quebrados, pedindo aos líderes dos EUA e Europa, que criassem uma espécie de CPMF mundial para salvar o Brasil da fuga de capitais especulativos.
Bill Clinton e Tony Blair, e Schroeder receberam mal a proposta.
Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC.
Enquanto que outros países resolveram estes problemas, citando Chile e Uganda, como exemplos para FHC seguir.
Clinton e os demais líderes agiram na defesa dos interesses de seus países, que eram os vencedores naquela ordem mundial.
FHC agiu mal, com incompetência política, ao não articular previamente ao encontro, para não passar esse vexame.
E agiu pior, de forma humilhante e envergonhando o Brasil, ao não defender o país diante do sermão de Clinton (se é que tinha jeito, naquele governo submisso e dependente, sob intervenção do FMI).”

——————————-
Vale ressaltar. E como vale [ah, como é doce o rio doce da verdade]:

“Bill Clinton e Tony Blair, e Schroeder receberam mal a proposta.
Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC.”
_________________________________________
Traduzindo: I N C O M P E T Ê N C I A [acomodação, lei do menor esforço, irresponsabilidade cívica, crueldade, aventureirismo, submissão, ganância, ignorância (acreditou piamente no fukuyamico fim da História], conveniência e conivência, presunção e arrogância]. É esse o legado.

Responder

Abel

13 de outubro de 2013 às 19h24

Isso sim, é que é “herança maldita” – o resto é conversa :)

Responder

emerson57

13 de outubro de 2013 às 19h17

o legado de fegacê E-X-I-S-T-E !!!
ele é do CARIBE.

Responder

Anônimo

13 de outubro de 2013 às 16h48

KKK, o gagaC deve ficar furioso!

Responder

FrancoAtirador

13 de outubro de 2013 às 16h41

.
.
-Íííííh…
Agora mesmo que o Aébrio Nébulus
vai fugir do fantasma do FHC,
como o diabo da cruz!

-E o Serra, então?

-Não. O Serra vai fugir dele mesmo…

(Da série: Diálogos de Botequim)
.
.

Responder

J Souza

13 de outubro de 2013 às 16h35

<>

Responder

J Souza

13 de outubro de 2013 às 16h32

<>

Responder

J Souza

13 de outubro de 2013 às 16h32

<>

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!