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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira e a Marcha das Vadias: “Só não vai quem já morreu”


06/06/2011 - 23h54

A irreverente, descolada e necessária Marcha das Vadias

A de São Paulo foi no sábado último; no dia 18, será aqui em BH

por Fátima Oliveira , em OTEMPO
Médica – [email protected]

A Marcha das Vadias (SlutWalk) é a reedição da lendária Queima dos Sutiãs (Bra-Burning), após quase 43 anos, com o mesmo fim: visibilizar e escrachar o patriarcado em sua forma cotidiana e cruel – o machismo, esteio da violência contra a mulher?

Sim! A diferença é que a Queima dos Sutiãs original, a primeira, é lenda feminista deliciosa e incendiária, pois ela foi simbólica, tal qual a viúva Porcina, “a que foi sem nunca ter sido”. De fato, não aconteceu! Depois de amontoar sutiãs, não permitiram queimá-los no recinto fechado do protesto, mas entrou para a história e virou a fagulha para várias queimas de sutiãs, num mundo de minissaia recém-inventada (1964) e pré-web (1993).

À época, a feminista e escritora Germaine Greer verbalizara: “O sutiã é uma invenção ridícula”.

Queimar sutiãs se adequou ao discurso de protesto de “400 ativistas do Women’s Liberation Movement (WLM) contra o concurso Miss América no Atlantic City Convention Hall, após a Convenção Nacional dos Democratas” (7.7.1968). Deu no “New York Post”: “Queimadoras de sutiãs e Miss América”.

O feminismo tem tradição de fazer política ousada e criativa, demonstrando, de modo inteligível e de fácil assimilação, que a opressão feminina é um fenômeno pancultural, pois o patriarcado é um sistema cultural e político arcaico – que vê as mulheres como vadias -, sobrevivente e entranhado em todo tipo de Estado contemporâneo. Logo, a ideologia e a luta feministas, não esqueçam, ainda são “da hora”!

É brisa nova a Marcha das Vadias, que invade o mundo como uma onda… Iniciada em Toronto (Canadá), em abril de 2011, como resposta política a um discurso machista de uma autoridade policial, estribado num argumento que tenta nos impor, há séculos, que “quem se veste como vadias estimula crimes sexuais”! Universitárias canadenses foram às ruas, numa performance para antropologia da moda nenhuma botar defeito: roupas putíssimas, estilo matadeira! É a moda fetichista da Daspu, que é um deslumbre, fazendo escola! Estopim chique no último: “A roupa como manifestação simbólica de opiniões libertárias” (O TEMPO, 21.9.2010).

A Marcha das Vadias criou asas. Com adesão espontânea, desinstitucionalizada e a partir da web, mais de 70 cidades já marcharam. Bateu forte em mim. Em 2002, o campus onde ocorria o 9º Encontro Internacional Mulher e Saúde (Toronto) e nos hospedava estava cheio de cartazes aconselhando andarmos em bandos, pois, há uma semana, uma estudante havia sido estuprada e morta ali! Estupros e assassinatos em campus universitários, no mundo, ocorrem com frequência absurda. A tendência tem sido acobertá-los para preservar a moral e os bons costumes(?). Até quando esconder tais crimes será medida tida como pedagógica?

Aqui não é diferente. É ilustrativo o episódio troglodita e vitoriano de Geisy X Uniban (2009), em que a Uniban acolheu a gana de estuprar da turba que a acuou, por causa de um vestido curto, visto como “matador”, dando uma resposta sem senso de loção e criando conflitos de fragâncias: eliminou Geisy do corpo discente, endossando a fala do seu secretário geral: “A aluna veio trajada de uma determinada forma e isso provocou os alunos… Ela deu causa”.

A Marcha das Vadias tem tudo pra deslanchar por aqui. A de São Paulo foi no sábado, dia 4. E, no dia 18, será a de Belo Horizonte, com concentração na praça da Rodoviária. E o mote é “À Marcha das Vadias só não vai quem já morreu”…

Leia aqui a divertida homenagem de Fátima Oliveira à irreverente Heleieth Saffioti, ícone do feminismo no Brasil, que nos deixou em dezembro de 2010.





108 comentários

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Fátima Oliveira: Churrasco de vitelo à moda de Santa Maria | Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de agosto de 2011 às 09h47

[…] meios aprende a ser menos machista. Isso que Dilma fez, culturalmente, tá valendo por mais de cem Marchas das Vadias: demitir um ministro por declarações machistas (“… a Ideli é muito fraquinha e Gleisi […]

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vera oliveria

24 de junho de 2011 às 15h17

já discordo,acho que as mulheres tem todo o direito de vestirem-se do modo que acharem melhor,com pouca ou com muita roupa,mas daí a elas próprias dizerem que são vadias por isso??o que é ser vadia??usar roupas curtas ou decotadas é ser vadia??pensei que usar roupas curtas era ser vadias apenas para os conservadores que tem sua sexualidade acorrentada,mas para mulheres que são livres,usar pouca roupa NUNCA foi sinonimo de vadiagem,a marcha está meoi confundidndo as ideias,não gostei

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Ivana Bentes: A vanguarda da retaguarda reage | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de junho de 2011 às 13h22

[…] Leia o que Fátima Oliveira escreveu sobre a Marcha das Vadias   […]

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O comichão machista com as mulheres no poder virou pereba

14 de junho de 2011 às 10h34

[…] vínculo empregatício é tido como vadio. Eis dois comentários pertinentes à conversa de hoje. Amanda: “seus comentários apenas justificam que uma Marcha das Vadias seja feita! Qual é o seu […]

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Mariela Teixeira

10 de junho de 2011 às 10h55

Achei a Marcha das Vadias uma ideia muito massa. Uma lida rápida nos comentários da maioria dos homens deixa claro que a Marcha das Vadias tem o seu lugar de destaque pela necessidade de educação masculina para o aprendizadod e aprender a respeitar as mulehres comos eres humanos e da compreensão de que as mulehre stambém possuem direitos humanos.

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Tália Mangabeira

09 de junho de 2011 às 12h23

Assim sendo, ficando os ditos machistas pelos não-ditos, vamos todas e todos à Marcha das Vadias! E vamos que vamos porque ela é absolutamente necessária e imprescindível, inclusive esobretudo para mudar culturas. Um novo mundo exigem novas pessoas! ABAIXO O MACHISMO, ESSA COISA DAS CAVERNAS. Luz, luz, luz, mais luz: eis a civilização: um mundo de mulheres e homens tratados com igual dignidade.

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Wildner Arcanjo

09 de junho de 2011 às 01h00

Estou me divertindo com vocês. São tão cegos em suas posições que ainda não conseguiram atentar que não existe nada, nenhuma linha que eu tenha escrito, que diga que sou contra a tal marcha das vadias, ou das putanas, ou das bra-burners (se acham que é mais chick em ingreis), ou seja lá como fora chamada (até que vadias é um termo legal). Não sei não, mas acho que interpretação de texto não é só um problema para mim não. No final das contas, estão agindo como pitbulls raivosos que mordem até o dono no primeiro sinal de mau humor, ou como poodles que deitam nos pés dos donos só para ganhar um carinho.

Não são tão diferentes, na lógica de pensamento, do pessoal da imprenza marrom-debotado-brazileira.

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    Nina Amorim

    09 de junho de 2011 às 12h39

    rsrsrsrsr, conferiu os erros crassos do teu português?
    Tão falante, tão exibicionista… Compra uma gramática…

    Wildner Arcanjo

    09 de junho de 2011 às 13h48

    Não tenho nenhum interesse de me mostrar em vestes de pseudo-intelectualidade e a minha sabedoria vem do povo, das ruas e da educação que sempre tive dentro e fora de casa. Tenho a hombridade e a certeza de dizer que, como 100% dos Brasileiros, não sei a Gramática Brasileira.

Tália Mangabeira

08 de junho de 2011 às 23h23

Tentei conferir quantos coementários o Mister Exibicionista fez, mas não dei conta. É, perdi a conta. Há um significado na presença enlouquecida dele aqui. Não é só o machismo que já destilou aqui. Tem mais.
Precisa de uma analista, no mínimo. Ou de algo para ocupar o tempo, fora a internet. Não se dá conta do quão ridículo é.
Já disse que é contra a Marcha das Vadias. Já sabemos. Não precisa repetir.
Mas o tique dele não se conforma. Tem de ficar repetindo, insistindo, enchendo o saco e o útero de todo mundo. Um certoa r de avacalhação (com a licença das vacas, claro!). Está a serviço de quem este senhor?
Parece que é pago pra vir aqui encher a paciência de todo mundo só nos artigos de Fátima Oliveira, porque da pesquisada que dei ele raramente aparece em outros artigo. Aí tem? Está recebendo de qual diocese?
À MARCHA DAS VADIAS SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU!

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    Wildner Arcanjo

    09 de junho de 2011 às 00h52

    Biologicamente o equivalente, se é que posso chamar assim, feminino de escroto é ovário.

Alberto

08 de junho de 2011 às 23h09

Alguém pode arrumar um emprego, uma ocupação ou algo que o valha para este pavão machista que não faz outra coisa a não ser comentar MACHISTAMENTE, logo ridiculamente nos posts feministas aqui do Azenha? Que pena, é jovem de cabeça lá na Idade da Pedra, alémd e tudo exibicionista. E Vamos à Marcha das vadias. As mulehres merecem um tratamento digno

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A irreverente, descolada e necessária Marcha das Vadias

08 de junho de 2011 às 20h22

[…] uma vadia – Algum problema?”, diz o cartaz LEIA COMENTÁRIOS TAMBÉM EM: VI O MUNDO Fátima Oliveira e a Marcha das Vadias: “Só não vai quem já morreu” Site Lima […]

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Wildner Arcanjo

08 de junho de 2011 às 17h45

Então eu sou um vadio e assim me defino:

– Vou a vendinha da esquina sem camisa, só para as caixas verem "meu físico escultural";

– Lavo o carro, no domingo à tarde e em frente a minha casa, só de sunguinha (ô coisa linda di papai!);

– Quando a diarista chega lá em casa, as 05h e 30 min, eu sempre a atendo de cueca samba-canção (mencionei que ela é minha cunhada?);

– Quando vou a alguma loja de departamentos, fico puxando assuntos diversos com as atendentes;

– Prefiro ser atendido por atendentes mulheres;

– Meus olhos teimam e acompanhar o rebolado de toda mulher que passa de saia curta! Não consigo evitar é instintivo e já me rendeu vários biliscões no braço;

Será que eu tenho "probrema"?

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Márcia Bastos

08 de junho de 2011 às 13h31

Comp se chama em psiquiatria aquela síndrome que é contrária ao voeirisml, na qual a pessoa sente prazer em mostrar pras outras que tem grandes atributps sexuais, nem que já esteja brocha e/ou quando não sabe o que fazer com os atributos? Bem, sabe-se que é doença. Há horas, como agora, que eu tenho dúvidas. É que aqui, pelos comentários há quasse uma meia dúzia. Em quem couber a carapuça, que corra em busca de tratamento, porque normal não pode ser.
A Marcha das Vadias tem finalidade bem definida. Refere-se a coisas, violências sexuais, que acontecem. Se as pessoas de bem concordam que são coisas que acontecem, então não há o que questionar na Marcha das Vadias. Daí por que não entendo quem é contra. Estaria defedendo a violência contra a mulher? No Brasil a violência contra a mulher é crime e quemd efende crimes é o que? No mínimo deveria ter vergonha na cara.

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    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 17h21

    E quem disse que dizer que anda pelado é algum problema de psiquiatria? O que dizer então dos naturistas? São todos loucos? Ou é só mais uma forma de preconceito travestido de falsa moral? Ou de falso modernismo?

Wildner Arcanjo

08 de junho de 2011 às 12h17

É a velha e deturpada idéia de feminismo, que só fermentam na cabeça de algumas feministas "fundamentalistas" e que tenta nos persuadir a que homens e mulheres são como animais do mesmo gênero porém de espécies diferentes. Tal quais coiotes e lobos que se matam pelo mesmo território e não conseguem viver em paz. Façam-se um favor, e a todos, sejam mais flexíveis no sentido amplo, não só sexual, de sexualidade ou de orientação sexual, mas na vida como um todo. Vão ver que serão bem mais felizes. Com relação ao machismo, para mim, não difere nada do feminismo e igualmente possui seus "fundamentalistas". São aqueles que por motivos que desconheço não conseguem viver em paz com o seu outro lado sexual.

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Josilda Mourão

08 de junho de 2011 às 08h20

[O objetivo da Marcha é questionar o controle que existe sobre o corpo das mulheres e sobre nossa sexualidade. E, principalmente, questionar o fato de que as mulheres são culpadas por serem estupradas. Vivemos numa sociedade que nos ensina “não seja estuprada”, ao invés de “não estupre”. É isso que precisamos mudar.
Marchando com outras vadias ou não, o importante é repensar nossos paradigmas. Pensar em quantos homens podem andar sem camisa na rua, sem serem assediados. Em quantas mulheres foram violentadas sexualmente porque estavam bêbadas e foram culpadas por isso. Portanto, não chame a coleguinha de puta, não culpe apenas as mulheres nos casos de adultério, não acredite no discurso que nos condena a viver na dicotomia puta x santa. Somos várias e vamos muito além de fórmulas e estereótipos.] http://www.luluzinhacamp.com/a-marcha-das-vadias/

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    leo

    08 de junho de 2011 às 10h08

    "Vivemos numa sociedade que nos ensina 'não seja estuprada', ao invés de 'não estupre'".
    Me desculpe, mas onde você vive?

    Mariana Andrade

    08 de junho de 2011 às 11h35

    http://interfaceg2g.org/node/598

    Só um caso que relata o mundo em que vivemos.

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 12h26

    Bem, que eu sei ensina-se as duas coisas. Vai estuprar e seja preso para ver o que acontece com você.

    Vinícius

    08 de junho de 2011 às 15h20

    "Vai estuprar e seja preso"? Você está pedindo uma coisa muito difícil. Estuprar é fácil. Menos provável é ser preso por isso. Seu Wildner, o estupro é um crime corriqueiro. Acontece todos os dias muito perto da gente. Inclusive, não tenho dúvidas, com certeza há pelo menos uma vítima/sobrevivente de estupro no seu círculo de conhecidos. No círculo de todos os homens, aliás. Mas a gente não sabe disso porque as vítimas se escondem. Morrem de vergonha do que lhes foi feito, como se a culpa fosse delas.

    Os homens são muito ignorantes quanto à realidade do estupro. Qualquer balde d´água fria para despertá-los é válido.

    Vinícius

    08 de junho de 2011 às 15h28

    Tem mais. Você tem uma educação, pelo visto, humanista. Mas já ouvi um filho da puta se orgulhando de estuprar uma guria desmaiada numa rave. Os "humanistas" só ignoram a gravidade do assunto, mas uma larga porção dos homens não vê nada de errado no estupro.

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 17h16

    Eu não costumo andar com esse tipo de pessoa. E se andasse, tenha certeza, eles não estariam tão livres leves e soltos por aí, se gabando. Mas sim, morrendo de medo da "comunidade" do presídio querendo fazer eles de "a rodela da rodada"…

    Amanda

    08 de junho de 2011 às 19h52

    Rapaz você tem uma filha. Pense nela. Pense na subjetividade que é "usou roupa inadequada, logo será estuprada". Esse pensamento é mais comum do que você supõe e precisa ser combatido por homens e mulheres que queiram não só o seu circulo, mas um mundo mais digno.

    Wildner Arcanjo

    09 de junho de 2011 às 00h18

    Corrigindo, não é filha é filho. E eu não penso assim e queira Deus que ele também não pense (tenha certeza, vou trabalhar para isso). Como já disse, e teimo em repetir nos outros posts só que subjetivamente: Muitas vezes, A MALDADE ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÉ.

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 17h19

    No fim das contas é a falta de denúncia que torna tudo mais difícil. Se não há denúncia como proceder com a penalidade? A culpa não é só da guria, garoto, homossexual que foi molestado. A culpa é de toda a sociedade que fecha os olhos para o acontecido. No final das contas, nem o Troglodita machista e/ou estuprador, nem o vizilho humanista, nem mesmo algumas feministas que brigam por direitos delas e não de todos, se importam… Não são eles…

Mateus Ferreira

08 de junho de 2011 às 08h02

As tergiversações machistas de grande parte dos comentários falam por si. Como homem e não apenas como veste calças, fico triste. A maioria são comentários de uma animalidade e desrespeito para com as mulheres que ao lê-los sinto que o mundo está perdido e piorará se não encontrarmos uma forma de reeducar os homens. A coisa é simples. Haverá uma Marcha, cujo nome é Marcha das Vadias. E só é Marcha das vadias porque é assim que a mioria dos hoemns trata as mulehres no mundo. Há as putas/vadias e as santas. As santas são as nossas mães e irmãs, às vezes. As vadias são as outras, principalmente aquelas que nos rejeitam, que não querem nada conosco. Isso precisa mudar. A Marcha das Vadias chega em boa hora. É disso que se trata e não como alguns homens aqui aproveitam para dizer que gostam de andar nus em casa, que gostam de fazer sexo assim ou assado. Alguém perguntou por isso?

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    leo

    08 de junho de 2011 às 10h07

    A maioria dos homens tratam as mulheres como vadias? De onde tirou isso?
    Confunde-se muita coisa nessa questão. Até sexualidade, que é diferente em diversas porções da sociedade, como na marcha, por exemplo.

    ainda Marilda

    08 de junho de 2011 às 21h43

    Quer dizer que a palavra 'vadia' não existe no seu vocabulário ou no de outros esclarecidos?? Bom saber rsrs

    ana

    08 de junho de 2011 às 10h55

    adorei, Mateus

    de novo marilda

    08 de junho de 2011 às 21h36

    rsrsrsrs Carmen Leporace?

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 12h25

    Quer dizer que eu não tenho o direito de andar nú em minha própria casa?Ei, onde fica a igualdade de direitos? Se as mulheres querem andar sem sutiã, porque eu não posso andar peladão, nem que seja em minha casa?

    Isso é machismo, paternalismo, e outros ismos…

    ainda marilda

    08 de junho de 2011 às 21h41

    santa gnorancia . O que o Mateus Ferreira disse é que numa discussão de direitos femininos, não há porque homens.. quererem discutir seu direito de andar nú em casa. quem tá te controladno wildner? A patroa? kkkk Disgosto de comentar.. . Diz alguma coisa lembrar que o Brasil nota 0 em interpretação de texto? dureza

    Wildner Arcanjo

    09 de junho de 2011 às 00h41

    Vamos a interpretação de texto:

    – Onde é que a maioria dos homens acham que a maioria das mulheres são vadias? Em plutão? Pensamento preconceituoso e carente de senso minimamente crítico, para não dizer embassamento teórico, psicológico e antropológico;

    – Mulheres para os homens, que são Homens (não aqueles que querem posar de bonitinhos e modernos) são o que são: Mulheres, com todas as suas qualidades e defeitos. Assim como Homens são o que são com as suas qualidades e defeitos;

    – Não existem Santos nem do lado de lá, nem do lado de cá do equador. Tão pouco acima do céu ou debaixo da terra. Todos nós temos um capeta que teima em nos tentar. Deixar ele sair e em quais situações só depende de você e esteja apto a arcar com as consequências de fazer isso em situações onde não cabe;

    – Andar nú é algo natural. Roupa é coisa de homem branco e colonizado. Não é a roupa que te distingue. Nem menos a ausência dela que distinguirá seu comportamento. Assim sendo naturistas e índios são imorais (estes últimos, quando abdicam dos modos dos homens brancos, são inveterados).

    – Este último é uma sintese de um post que foi suprimido (não achava que isso fosse possível aqui). Mas fico triste em saber que pessoas que se dizem tão inteligentes teimam em tratar a questão feminista como se Homens e Mulheres fossem indivíduos do mesmo gênero porém de espécies diferentes, como Coiotes e Lobos. Lobos e coiotes têm quase os mesmos hábitos, e muitas vezes dividem o mesmo habitat, porém quando se cruzam normalmente uma espécie mata indivíduos da outra. Será que precisa ser, necessariamente assim? Ou ceder um pouco, de cada lado, não resolveria o problema?

    No final, não custa nada repetir: A maldade, muitas vezes, está nos olhos de quem vê.

    Sem mais (por enquanto)

gilmar bueno

07 de junho de 2011 às 23h28

Mariele,acrescente aí no seu comentário as mulheres Russas que além de irem para as fábricas/armamentos,também foram pra o Front.E sobre o que é putaria,não precisa frequentar o carnaval brasileiro.Peguem um aviãozinho e vão pro Iraque/Afeganistão/Palestrina/Líbia e etc.Alguém aí sabe também,da putaria que reinava nos conventos,final da idade média???

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Alberto

07 de junho de 2011 às 18h27

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deixa o governo nesta terça-feira. O anúncio oficial será feito nesta noite. A presidenta Dilma Rousseff está reunida neste momento com representantes de seu núcleo mais próximo no goveno para definir como será o rearranjo na Esplanada dos Ministérios.
A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) foi convidada pela presidenta para ocupar o cargo deixado por Palocci e, segundo integrantes da direção do PT, aceitou. O anúncio da substituição será feito após a formalização da saída do ministro.
Perfil de Geisi Hoffman: Formada em Direito na Faculdade de Curitiba, a senadora Gleisi Hoffman, de 46 anos, é casada com o ministro Paulo Bernardo. Governista radical no Senado, Gleisi apoiou o Código Florestal proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). http://especiais.ig.com.br/temporeal/palocci-deix

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Alberto

07 de junho de 2011 às 18h15

Fátima, avise a Dona Lô, se bem que ela já deve saber. Vive de cochicho com a presidenta, vide O banquete de Estrela http://talubrinandoescritoschapadadoarapari.blogs
PALOCCI DEIXA O GOVERNO

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deve formalizar ainda hoje sua saída do governo. A expectativa é a de que um anúncio oficial seja feito ainda hoje. A presidenta Dilma Rousseff estaria reunida neste momento com representantes de seu núcleo mais próximo no goveno para definir como será o rearranjo na Esplanada dos Ministérios. http://especiais.ig.com.br/temporeal/palocci-deix

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Wildner Arcanjo

07 de junho de 2011 às 17h27

Qual é a dessas meninas de achar que tudo que eu posto é para atacar feministas? Se pensam sempre assim, se tem sempre a necessidade de ficar na defensiva só posso lamentar.

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Anderson Porto

07 de junho de 2011 às 15h43

Por mim, todas as mulheres poderiam tirar a camisa e ficar com os seios de fora, em dias de calor (por ex.), numa boa! Igual aos homens!!! Ia ser uma maravilha, não ia !? Se quiserem mostrar a xereca também, em mini-saias sem calcinha, ótimo! Só não podem entrar numas de querer proibir o olhar, afinal já que todos estarão olhando para os seios da sua namorada, os homens também poderão olhar para bundas e peitos de mulheres passando, numa boa! Aêêêêê… VIVA A LIBERDADE !!! E mulheres, parem de chamar outras mulheres de vadias, quando elas derem em cima de seus homens! Isso é machismo !!! rsrsrsrs…

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Tetê

07 de junho de 2011 às 15h38

Carol, gente do naipe desse carinha aí que você citou é candidato certo a corno, só porque se acha a bala que matou Kennedy na cama rsrsrssr São dignos de pena. Seeeeeeeeeeeeeei desses carinhas que se dizem a bala que matou Kennedy e que são a última coca-cola do deserto. Paraticamente 100% uma fiasco daqueles de chorar. Mas a pergunta é porque eles precisam falar disso aqui se a conversa não é sobre prazer e nem sobre sedução? Que aliás sedução é um direito. Sedução faz parte do jogo da conquista e não cantada idiota, nada a ver. Pura grosseria machista.
Mas o negócio aqui não é quem é asexual quem come mais, quem dá mais ou quem não quer nada. O fato é que ninguém tem nada a ver com quem você se deita e o que faz na cama.
A conversa aqui é quando a mulher diz não, que tem que ser respeitado como não, sempre e que as mulheres boazinhas vão pro céu e as más vão a todos os lugares rrsrsrsrs. E ponto final. Mas porque eles se fazem de desentendidos e resvalam pra grosseria? Por puro machismo. São da Idade da Pedra. Atavicamente. Deveriam ter vergonha de colcoarem na vitrine tanta troglotidez.

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    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 17h25

    Vocês falam isso, mas não resistem a homens como nós… podem dizer… vai!

    É do nosso charme troglodita que vocês adoram…

    ana

    08 de junho de 2011 às 10h58

    você pode usar seu charm troglodita com as mulheres de sua família. e espero que nenhum homem use com a sua irmão, mãe, tia, prima, filha…..

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 12h07

    Sei não, mas estas "feministas" tem mais testosterona no organismo do que nós homens… Eu heim!

Carol

07 de junho de 2011 às 14h14

Mas esse Wilder acha que a única utilidade da mulher é proporcionar agrados sexuais para os homens?Se as mulheres não querem usar sutiã pq incomoda, ele por sua vez só diz o quanto vai ficar feliz de ver peitinhos??Falassériooo a mulher tem muito mais funções do que propiciar momentos agradáveis aos homens!!

Responder

    Tetê

    07 de junho de 2011 às 15h39

    Ora Carol, esse carinha é tão machista que só dá as caras aqui pra comentar artigos sobre direitos da mulher. E como de costume, se esborracha arrrrrrrrrrrrrrrrrre. Teu nome é misoginia compulsiva

    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 17h23

    Carol, acho que você tem um certo amor reprimido por mim… num fica assim não.

anti

07 de junho de 2011 às 14h09

Pra todo mundo mundo que criticou as meninas, tem o meu vídeo no Iutubi com alguns dos discursos feitos na frente da casa dos CQCistas.
http://www.youtube.com/watch?v=XKhCtn3Nom0

Responder

Marat

07 de junho de 2011 às 13h46

Mas uma coisa é certa: mulher assanhada é muito mais interessante que pudica (ou falsa pudica)…

Responder

    Leonardo

    07 de junho de 2011 às 14h26

    Sou mais a falsa pudica. Mil vezes mais.

    Essas aí da "marcha das vagabundas" são tão atiradas, se vestem e se comportam com tanta vulgaridade, que termina perdendo a graça.

    Prefiro as mulheres que reservam surpresas. É a famosa "dama na rua e p… na cama".

    As que são p… o tempo todo (nao falo aqui só das que levam R$ em troca, mas também dessas participantes da tal "marcha"), nem chegam perto dos mistérios da "falsa pudica"…

    anti

    07 de junho de 2011 às 16h13

    Meu rei, tu é sexualmente reprimido e ainda gosta?
    Começo a entender o pensamento dos "direitistas"…

    Bruno

    07 de junho de 2011 às 18h16

    E feias pra caramba. As canadenses pelo menos tinham o que mostrar.

    ana

    08 de junho de 2011 às 12h06

    claro que você é igualzinho ao Brad Pitty, né?
    ou ser´o nosso George Cloony. se toca, otário. você pode até ser lindo, mas é babaca

    Leider_Lincoln

    08 de junho de 2011 às 06h27

    Então a marcha é para provocar graça? Pelo menos agora eu sei que a inteligência não está perdida em ponto algum do cromossomo Y…

    ana

    08 de junho de 2011 às 11h03

    esse foi demais. então quer participou da marcha são putas?
    você é bem ridículo. e muito babaca. tenho certeza que deve ser péssimo em tudo o que faz. aliás, você é daqueles homens para casar opu para ser usado?
    bem idiota mesmo

    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 17h26

    Eu prefiro mulher, sem muitos atributos. Desde que não seja uma chata (essas eu não tolero).

duarte

07 de junho de 2011 às 13h31

Estas marchas de hoje esquecem o foco e o objeto do protesto para virar uma parada chique, onde o individual passa pelo geral. Cada um querendo inflar mais seu ego, puro desfile de misses.

Responder

    Dani

    07 de junho de 2011 às 16h55

    Duarte, o que tu tens contra paradas chiques? Aprendi com a minha mãe, uma velha feminista, que o pessoal é polítco. O povo gosta de coisa chique. Como disse Joãosinho Trinta: QUEM GOSTA DE MISÉRIA É INTELECTUAL. POBRE GOSTA DE LUXO.

Fabio

07 de junho de 2011 às 13h21

Existe algo menos sedutor que uma feminista? Grau zero de sedução. Como podem, em são consciência, abrir mão desse poder feminino superior?

Responder

    ana

    07 de junho de 2011 às 14h50

    ei, Fábio, e quem disse que elas abriram mão do poder feminino. acho que você está totalmente desinformado.

    Bruno

    07 de junho de 2011 às 18h18

    Do poder da sedução, com certeza abriram mão.

    ana

    08 de junho de 2011 às 11h05

    Bruno, desde quando?
    ^parece que você eo Fábio não conhecem muitas mulheres. no galinheiro de vocês só deve entrar as que concordam feito vacas de presépio.
    mas isso é porque vocês não tem capacidade para encontrar mulheres inteligentes, feministas, decididas, libertárias.

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 17h24

    Eu heim, essas normalmente se parecem muito, com os homens. Até no modo de agir. Mulher só é o que é por que é Mulher, diferente dos homens, simplesmente uma Mulher.

T.Sanches

07 de junho de 2011 às 13h05

PUTAS, SANTAS E BRUXAS,
TODAS contra a violência machista!!!!!

Responder

Judith Mendes

07 de junho de 2011 às 12h03

A maioria dos comentários é cristalina babaquice machista. MACHISMO MATA. DESDE SEMPRE. Esse é os entido do alerta da Marcha das Vadias. Os caras precisam aprender que o machismo precisa ser contido por ser animalesco. O machismo é a expressão da INcivilidade, é o lado animal do ser humano.
A Marcha das Vadias é uma maneira jocosa de se fazer denúncia séria. As mulheres devem ter assegurado o direito de ir e vir sem importunações de qualquer ordem. O direito também de se vestir como quiserem.
TODO MUNDO sabe que há roupas "apropriadas" para determinados lugares, mas e daí? E daí quererem dizer que há roupas que CHAMAM estupro, que são uma senha para estupro, é inaceitável!!!
Isso é o mesmo que criminalizar as mulheres. Os caras tem de aprender que quando uma mulher diz NÃO, é NÃO e que sexo não consentido é violência pura sem mistura, quer dizer é CRIME. Também tem de aprender que rejeição faz parte da vida.

Responder

    Mariana Andrade

    07 de junho de 2011 às 13h07

    Boa Judith,

    Quem nunca ouviu aquela maldita frase: mulher quando diz não tá querendo dizer sim! Vale lembrar também que cerca de 80% dos estupros são cometidos por conhecidos das vítimas (pais, tios, irmãos, amigos, vizinhos, etc), e que todos esses homens não são psicopatas. A sociedade ensina que mulher que se veste de forma "inadequada" está pedindo pra ser estuprada (típico comportamento de quem quer mostrar quem manda no pedaço, dizendo como devemos nos comportar e a quem o nosso corpo pertence).
    Sinceramente, numa época em que o homem vai ao espaço, é capaz de fazer clonagens, estuda robótica, avança em todas as frentes da ciência dizer que o seu "instinto sexual" é incontrolável é no mínimo imbecil, eu me sentiria envergonhada, se fosse homem, com uma asneira dessas.

Moacir Moreira

07 de junho de 2011 às 11h17

Acho que podíamos aproveitar essa onda de marchas pequeno burguesas e reacionárias, como a marcha gay para Jesus e a marcha das vadias pela liberdade de expressão sexual, e mostrar ao mundo que também sabemos fazer marchas úteis para a sociedade.

Proponho a Marcha dos Indignados que rumará até Brasilia e tomará o poder para o povo.

Acho que se mobilizarmos uns 3 ou 4 milhões de amiguinhos, os fascistas que estão no poder há mais de 45 anos irão tremer mais do que Mubarack Verde.

Esclareço que adoro as mulheres e me considero feminista, e por isso mesmo sei que o feminismo é muito mais do que a simples liberdade de mostrar a bunda para os machistas do CQC.

Quanto às marchas gays para Jesus são manifestações meramente exibicionistas e claramente reacionárias, à medida que impõe um determinado ponto de vista ao conjuto da sociedade que não é necessariamente simpatizante das causas gays nem necessariamente cristãos praticantes.

Responder

Messias Macedo

07 de junho de 2011 às 11h10

[Uma singelo tributo às mulheres, indispensáveis… E maravilhosas!]

Sobre morangos e reticências


Doce como
um morango
colhido
de uma árvore utópica
(…)

E, depois,
caminhávamos
por entre margaridas,
que (di)vagam
no mundo
a florescer os campos [silvestres]
da nossa juventude…

O mundo precisa
de morangos,
margaridas,
utopia…
– doce e perfumada liberdade

(As chaminés
mataram
a inocência!)

(…)

O ‘the happy end’ é uma falácia,
um verve engodo…

O que é o final, afinal?!…

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de 'Nois' Bananas

Responder

    Messias Macedo

    07 de junho de 2011 às 12h01

    (Cumpre aclarar que a palavra verve é um substantivo feminino – e de origem francesa. Portanto, a expressão 'um verve engodo' pode atender a um apelo poético, no entanto 'arranha' a gramática! Perdão!)

    Messias Franca de Macedo
    Feira de Santana, Bahia, República de 'Nois' Bananas

Wildner Arcanjo

07 de junho de 2011 às 10h56

Bem não sou contra as meninas queimarem sutiãs, andarem com shortinhos, cintos-saia, peladas… acho até bom é é um direito delas. Eu mesmo só não ando nú na área aberta, lá em casa porque, mesmo estando dentro de minha residência, posso ser enquadrado por atentado ao pudor por alguma "vizinha puritana". Mas, dentro de casa, vale tudo, inclusive assistir TV peladão, sentado no sofá. Meninas sem sutiã são uma coisa linda, aqueles peitinhos durinhos, apontando para nós… é quando está frio… ummmmm!!! Imagina agora se vira moda?
Bem, que as mulheres tenham os direitos que queiram mas, que fiquem sabendo que a regra para toda sociedade, independente se ela é baseada em leis religiosas ou não, é de que para todo direito existe uma obrigação que, muitas vezes tem o mesmo peso.

E viva as mulheres gostosas de nosso Brasil!

Responder

    T.Sanches

    07 de junho de 2011 às 13h09

    Esse cara é um marianista misógino querendo se fazer de moderninho. A misoginia dele é tão arraigada que não pode ser postado aqui nada sobre direitos da mulher que ele não desgruda, fica comentando compulsivamente rsrsrsrsrsr Vai te catar Wildner Arcanjo, aqui ninguém compra gato por lebre, meu! E muito menos saber que tu gostas de andar peladão em casa. Segura o teu frontal e massageia o teu sistema límbico, entendeu?

Thiago

07 de junho de 2011 às 10h55

Para mim essa discussão continua sendo sexista às avessas. É como a radicalização do discurso dos movimentos negros. Olho com muita desconfiança para isso tudo. Como diz Caetano, tem cara de ser: o avesso do avesso, do avesso, do avesso. Alguns ataques de bastiões da macheza ao texto escrito me parecem tão insensatos quanto contra-respostas ultra-feministas sufocadas por falta, excesso ou variação nos níveis de estrogênio e progesterona. Quando, enfim, teremos equilíbrio nas discussões desses temas ?

Assina o comentário m homem branco, que não tem orgulho nem de ser homem nem de ser branco, alguém que simplesmente nasceu sem muita melanina e com um pênis entre as pernas. Espero um dia não ser perseguido por isso.

Responder

leo

07 de junho de 2011 às 10h45

Mais uma passeata organizada pela classe média, os verdadeiros "diferenciados", convocada pela internet ("que bacana!").
Essas mesmas pessoas aí da marcha possivelmente chamam as garotas suburbanas, principalmete funqueiras, de "vadias".

Responder

    Lauro Ramos

    07 de junho de 2011 às 16h50

    Leo você é o quê da Mariele? Um belo par de jarro. Felizmente a Marcha das Vadias não precisa nem de você e nem dela para acontecer. São dispensáveis, embora sejam beneficiários diretos dela. Você porque poderá se tornar uma macho mais homem e ela porque poderá viver num mundo mais seguro. Na luta contra o machismo quando se obtém vitórias toda a sociedade ganha.

    Amanda

    08 de junho de 2011 às 20h04

    Caso não tenha percebido, seus comentários apenas justificam que uma marcha das vadias seja feita! Qual é o seu problema em relação à roupa de uma mulher?! Agora uma saia é um convite a um estupro? Porque é disso que se trata a marcha, das argumentações ridículas que certos homens utilizam para justificar uma violência que é injustificável: o estupro!

Davis

07 de junho de 2011 às 10h43

Você viu como a verdade dói, Leonardo?
Eu já desconfiava há muito tempo.

Responder

Mariele

07 de junho de 2011 às 10h24

Os homens normalmente acham ótimo que as mulheres (dos outros) se vistam de forma ousada em público. Quem critica são as outras mulheres.

Agora, quando é para juntar os trapos pra valer, prefere-se as discretas e que guardam a ousadia para quando não há platéia.

Quanto ao movimento, quero ver se 99% das patricinhas e madames que ora autoproclamam-se vadias tem coragem de sair de mini-saia e blusinha transparente e fazer o trajeto que a maioria das jovens da periferia faz para ir cedinho e voltar à noite do trabalho ou da escola.

Responder

    Elisa Nunes

    07 de junho de 2011 às 12h36

    Acorda menina! Vai ler Eric Hobsbawm: "No entanto, a partir da década de 1960, começando nos EUA, mas espalhando-se rapidamente pelos países rico do Ocidente e alem, nas elites de mulheres educadas do mundo dependente – mas não, inicialmente, nos recessos do mundo socialista -, encontramos um impressionante reflorescimento do feminismo. Embora esses movimentos pertencessem, essencialmente, ao ambiente de classe media educada, é provável que na década de 1970, e sobretudo na de 1980, uma forma política e ideologicamente menos específica de consciência feminina se espalhasse entre as massas do sexo (que as ideólogas agora insistiam que devia chamar-se “gênero”), muito além de qualquer coisa alcançada na primeira onda de feminismo".

    Mariele

    07 de junho de 2011 às 16h11

    Querida vovó Elisa,
    Não preciso ler Hobsbawm nem qualquer outro compilador de idéias alheias; sei pensar por mim.
    E sei também que não foi queima de sutiãs nem discurso de socialite progressista que tirou a mulher da condição de serviçal do lar; se vc refletir (experimente, vai acabar gostando), quase fatalmente descobrirá que dois foram, basicamente, os fatores:
    1) a invasão das mulheres inglesas e norte-americanas nas indústrias, estaleiros, condução de comboios, etc. em função da falta de mão-de-obra masculina durante a 2ª Guerra;
    2) a partir do fim da década de 60, a pílula anticoncepcional.

    Gina

    07 de junho de 2011 às 16h44

    rsrsrsrssr menina do céu, vai aprender história de verdade. Mas em outros livros. Essa muvuca que te ensinaram faltam páginas e páginas.
    As mulheres pobres sempre foram mulheres trabalhadoras. No mundo. Em todos os tempos.
    Estão te enrolado. Pensa nisso.
    Alguém só se torna livre-pensador depois de muito queimar pestanas estudando e estudando. Vê se aprende.
    Ser dona-de-casa, por exemplo, para as negras brasileiras é um coisa novíssima enquanto tempo historico. Data da abolição da escravatura para cá. As negras já chegaram aqui na condição de trabalhadoras escravas. Nada a ver com Segunda Guerra Mundial. O mundo do trabalho sempre fez parte da vida dos pobres no mundo todo.
    Mas qual é a tua? Contra a Marcha das Vadias?

    Amanda

    08 de junho de 2011 às 20h15

    Minha filha, deixa eu te perguntar: você mede o tamanho da sua saia antes de sair de casa?
    E se alguém lhe atacasse na rua, você ficaria se perguntando "Acho que minha saia estava curta demais, por isso mereci ser estuprada!" ? Qual o tamanho seguro, abaixo do joelho?!

    Você não acha que é um pouco desproporcional a punição automatica, sem direito de defesa, para quem comete o crime de… se vestir como gostaria?!?!?!?! É disso que se trata a marcha, caso ainda não tenha percebido… É simplesmente preservar o direito de a mulher se vestir como quiser sem ser JULGADA e CONDENADA automaticamente por esse motivo. Ok?!

    Realmente não precisa de Hobsbawm nem de desqualificar as avós para entender essa reivindicação elementar.

Marat

07 de junho de 2011 às 10h09

Eu nem sei o que dizer. Antigamente, quando era mais novo, olhava para as moças com roupas sensuais. Mesmo depois de mais velho, ainda dava umas olhadinhas, mas, depois de aconselhamentos de amigas, que diziam que eu olhava muito, que era indiscreto, deixei de olhar, por mais vistosas que fossem… Um amigo certa vez disse que não olhar seria uma falta de atenção, uma vez que as moças passam horas e horas se produzindo para serem vistas… Agora não sei se olho ou se não olho. Apenas não falto com respeito, que acho que é fundamental, mesmo com essas tentações lânguidas, indo para lá e para cá, seja no metrô, no ônibus, nas ruas, no serviço etc…

Responder

    Messias Macedo

    07 de junho de 2011 às 11h51

    … Viver não é fácil, não, "meu vei"!…

    Messias Franca de Macedo
    Feira de Santana, Bahia, República de 'Nois' Bananas

    Marat

    07 de junho de 2011 às 13h45

    Ainda mais com tanta mulher interessante, porém, com immmmmmmmmmmmensas barreiras – rsrsrsrs

Mari

07 de junho de 2011 às 09h47

Fátima, babeeeeeeeei com a crônica. A Marcha das Vadias é de uma criatividade sem tamanho. E vai que vai! E tá valendo. É uma forma de fazer política séria e criativa. Parabéns pela crônica belíssima. Fico feliz sempre que vejo o feminismo e reiventando e demonstrando toda a sua criatividade. A Marcha das Vadias é sangue novo na luta contra a violência sobre a mulher.

Responder

Nuno

07 de junho de 2011 às 09h36

Só vai ter moça de família nessa marcha…

Responder

    Gina

    07 de junho de 2011 às 15h55

    E o que é moça de família? Ô cabecinha do tempo do onça…
    Acho que você não deve passar por lá não. A praça da rodoviária em Belo Horizonte é lugar mal afamado, só vai lá gente que tem coragem que é poderosa. Veste calça sai de lá se borrando. É o trash do trash. É o centro do que chamam baixa prostituição. Uma trepada por dez contos. O diferencial é que lá só se transa com camisinha. O lugar é frequentado por meninas conscientes da Associação das Prostitutas.

Sandro Passarelli

07 de junho de 2011 às 09h07

O policial estava certo , afinal mulher decente usa roupa decente, não precisam se vestir com roupas insinuantes (é como putas mesmo) para se sentirem felizes como sugerem os programas de tv ou o carnaval de escolas de samba, agora se acham bonito o Brasil ser visto como o país da putaria, continuem com suas microsaias……….

Responder

    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 10h44

    A maldade está, muitas vezes, nos olhos de quem vê. Mas, em parte, concordo. Existe roupas para cada situação.

    ana

    07 de junho de 2011 às 11h21

    e se você continuar pensando assim, o brasil será o país dos imbecis

Sandro Passarelli

07 de junho de 2011 às 08h37

Uma das unicas vezes na história da humanidade que um policial fala alguma coisa que preste, pois ele tem razão quando sugere que as roupas indecentes estimulam crimes sexuais, as mulheres brasileiras deviam protestar contra a emissora Globo e suas novelas que defamam o sexo feminino e contra esse carnaval idiota de escolas de samba que fazem parecer na visão dos estrangeiros que o Brasil é o "país da putaria" , ou estou errado então, talvez muitas mulheres gostam de se sentir putas……..

Responder

    ana

    07 de junho de 2011 às 14h53

    o que eswtimula o estupro é a incapacidade dos homens, a burrice e a infelicidade masculina, meu caro.

    leo

    08 de junho de 2011 às 08h32

    Brilhante! Resolveu um dos problemas do mundo! Genial!

ZePovinho

07 de junho de 2011 às 01h01

O sutiã evita a ação da gravidade nos seios,essas belas estruturas femininas.Não foi uma prisão para as mulheres;foi uma invenção para protegê-las.
Sei que vou apanhar,mai,. por isso…………………..

Responder

    ana

    07 de junho de 2011 às 09h05

    você mere. use uma porcaria dessas, do tipo com ferrinhos, durante o dia todo e veja como você se sente depois.

    Bruno

    07 de junho de 2011 às 18h23

    Não use, então, uai. O fato de 99% das mulheres o usarem mostra que não é tão ruim assim. Em outras palavras, vale o sacrifício. Ai, peitinhos arrebitados!

    ana

    08 de junho de 2011 às 11h08

    você sabe se eu uso, Bruno?

    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 10h45

    Eu prefiro as meninas sem nenhum, com aqueles biquinhos pontudinhos apontando na minha direção. Uh!! Delícia!!

Leonardo

07 de junho de 2011 às 00h17

"Mulheres são mais egoístas que homens, afirma pesquisa"

As mulheres são mais egoístas que os homens. Pelo menos, é o que concluiu uma pesquisa encomendada pela organização de voluntariado Original Volunteers, do Reino Unido, segundo o jornal inglês Daily Mail.

O levantamento ouviu a opinião de duas mil pessoas e constatou que as do sexo feminino são mais propensas a falar mal de alguém pelas costas (55,6% contra 42,2% dos homens), ficar com o dinheiro que viu alguém deixar cair (14,7% e 7,9%), ignorar um sem-teto que pediu um trocado (61,1% e 51,3%) e dividir chocolate em dois e pegar o pedaço maior (37,9% e 30,1%).

Em alguns aspectos, os homens também colocam seus interesses em primeiro lugar. Costumam não retornar um favor (18,4% contra 15,8% das mulheres), culpar alguém por algo que fizeram (26,6% e 24,5%) e ir atrás de uma moça quando sabe que um colega gosta dela (16,1% e 11%).

O estudo ainda descobriu que 70% dos participantes de ambos os sexos admitem ser egoístas, sendo que 50% contaram cometer dois ou mais atos egoístas por dia. Além disso, 90% disseram que poderiam fazer mais para colocar interesses e bem-estar dos outros antes dos seus próprios.

Confira alguns atos egoístas que os voluntários contaram colocar em prática:

– Falar mal de alguém pelas costas – 55,6% (mulheres) e 42,2% (homens)
– Ficar com o dinheiro quando alguém deixa cair – 14,7% (m) e 7,9% (h)
– Não segurar a porta aberta para alguém – 20,2% (m) e 19,3% (h)
– Não dar dinheiro a alguém que precisa – 19,7% (m) e 25,5% (h)
– Ignorar um sem-teto que pediu um trocado – 61,1% (m) e 51,3% (h)
– Não oferecer isqueiro quando estava com um – 6,9% (m) e 8% (h)
– Fazer chá no trabalho apenas para você – 27,5% (m) e 25,2% (h)
– Não ajudar colegas tanto quanto deveria – 18,6% (m) e 9,6% (h)
– Não entrar em contato com membros da família – 42,6% (m) e 35,5% (h)
– Ser insensível/antipático – 43,2% (m) e 38,6% (h)
– Mentir para parecer melhor no trabalho – 34% (m) e 33,2%(h)
– Ir atrás de um rapaz/moça quando sabe que um colega gosta dele/dela – 11% (m) e 16,1% (h)
– Não ajudar uma mulher idosa com sacolas de compras – 32,1% (m) e 27,3% (h)
– Ignorar um trabalhador de instituição de caridade na porta da frente – 30,7% (m) e 29,7%(h)
– Escolher o DVD que quer, sem pensar no parceiro – 27,1% (m) e 26,2% (h)
– Fazer o que quer para o jantar, sem pensar no parceiro – 55,3% (m) e 45,9% (h)
– Pegar algo emprestado sem devolver – 24,1% (m) e 23,7% (h)
– Dividir chocolate em dois e ficar com o pedaço maior – 37,9% (m) e 30,1%(h)
– Não retornar um favor – 15,8% (m) e 18,4% (h)
– Culpar alguém por algo que você fez – 24,5% (m) e 26,6% (h)
– Esquecer o aniversário de um amigo ou parente – 50,1% (m) e 41,3% (h)
– Deixar de ceder banco para idosos ou grávidas – 9,5% (m) e 11,6% (h)
– Não se voluntariar para ajudar um evento esportivo – 86,9% (m) e 82,2% (h)
http://mulher.terra.com.br/noticias/0,,OI5171831-…

Responder

    Judith Mendes

    07 de junho de 2011 às 09h49

    Qualé, hein Leonardo? O teu machismo não te permite ler um texto sério sobre mazelas machistas que aparece pra avacalhar, não é? Veste a carapuça e vira gente, cara! Respeito é bom e nós gostamos e exigimos. O machismo é troglodita, não te envergonhas? Pois deveria

    Wildner Arcanjo

    07 de junho de 2011 às 10h49

    Bem, resumos sobre pesquisas quantitativas e qualitativas são textos sérios também. Ou só é sério o que convém?

    Vinícius

    08 de junho de 2011 às 14h30

    Fi, essas pesquisas nunca são sérias! Ano que vem aparece outra dizendo o contrário!

    Wildner Arcanjo

    08 de junho de 2011 às 17h28

    E a verdade que convêm então? Nas duas mãos da estória?

    geraldo de carvalho

    07 de junho de 2011 às 10h54

    judith, me ajude. é minha impressão ou os caras saõ tds machistas? as mulheres em seus comentários receberam negativos, os homens falando coisas nada a ver. eu achei a idéia legal. e tem momento q é bom msm ser bem 'vadia" (eu gosto de mulher assim). nas outras horas , n sei nunca pensei nisso, acho q o povo é meio conservador? ou será q eu estou por fora?

    Leonardo

    07 de junho de 2011 às 11h41

    Você ficou chateada com a pesquisa?

    ????

    Valdecir

    07 de junho de 2011 às 10h33

    Nada a ver. O assunto do artigo é bem outro.

    Bruno

    07 de junho de 2011 às 18h24

    Grande novidade. Daqui a pouco vão provar que a mulher gasta mais com supérfluos que o homem. Hum, espera…

    Leonardo

    08 de junho de 2011 às 11h08

    Isso seria uma baita novidade hein?

    rs


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