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Lula no El Pais: Seguindo o que dizia Henry Ford (em 1912)


09/05/2010 - 21h51

Lula: O carnaval e não a guerra

Por Juan Luis Cebrián, no El Pais

Traduzido por Miguel do Rosário, do Óleo do Diabo

“Tem que mudar a ONU. Se continuar assim não servirá à governança mundial.”

“Prefiro carnaval à guerra.” Pousa sua mão de operário sobre meu joelho, num gesto de cumplicidade, de camaradagem, de evidente franqueza, porque essa é a sua força e a sua convicção, a de comportar-se como é, como verdadeiramente lhe vêem os brasileiros, “sou um deles, um como eles”, vem de onde eles vêm, fala como eles falam, “não sou um estranho no ninho”, e até chegar ao poder se vestiu como eles se vestem, “ainda que trabalhei durante vinte e sete anos com um macacão, nunca me senti à vontade; com dois meses de gravata não tive dificuldade em acostumar-me a ela, é um belo adereço”. Me vêm à mente a reflexão de Sancho Panza sobre como será seu reinado sobre uma ilha, “vistam-me como quiserem, que de qualquer maneira que esteja vestido serei Sancho Panza” porque a batina não faz o cura, e Lula é Lula qualquer que seja seu traje, “me comunicaram que teria de ir de fraque ao jantar no palácio com o rei da Espanha, mandei dizer a Juan Carlos que eu não usava isso e aqui no Brasil muitos me criticaram, que falta de elegância!, de capacidade de exercer a presidência!, até que o rei me chamou, venha como queira, de terno e gravata, porque não quero ser visto como um estranho em meu povo, o que acontece é que a liturgia do poder está toda preparada para te distanciar do povo, quando és candidato caminha ao ar livre, cumprimentando as pessoas, mas uma vez que chega a presidente te botam num carro blindado e nunca mais vês o rosto dos cidadãos”.

Me pergunto a que se parecem mais as greves, se a guerras ou a carnavais. Luiz Inácio Lula da Silva estreou sua carreira política em mobilizações populares, na agitação das ruas e na luta nas portas de fábrica em defesa dos direitos dos trabalhadores. Quase um milhão e meio de operários foram a greve, liderados por ele, durante o ano de 1979, e a partir dessa data este corajoso dirigente sindical empreendeu uma carreira política cheia de altos e baixos que o levariam, um quarto de século depois, à presidência da república. “É notável que nem eu nem o meu vicepresidente, um empresário de êxito, tenhamos diploma universitário”, assinala com certo tom de orgulho que irrita a oposição pela ambigüidade que essa mensagem pode representar em um país em que a educação é uma meta fundamental do governo e empenho necessário para acabar com as desigualdades e a pobreza. Mas o que ele deseja transmitir é que a democracia funciona no Brasil, que não os méritos profissionais, acadêmicos ou de qualquer outro gênero, e sim a vontade dos eleitores o que é decisivo para chegar ao poder. Um poder que Lula não terá mais, ao menos formalmente, a partir do próximo mês de dezembro, após oito anos de exercício no cargo, do qual sai cercado de tal popularidade que alguns esperam vê-lo levitar a qualquer momento, como fazia o gorila de Garcia Márquez em Cem Anos de Solidão, só que a base de ingerir café brasileiro, que ele consome a cada instante com avidez, em vez de xícaras de chocolate.

O momento mais extraordinário do poder é o período entre o dia da vitória e a possessão. Logo se vê que as coisas não são tão fáceis, que se está diante de uma série de obstáculos. Eu teria motivos de sobra para dizer que a mim o poder me deu mais alegrias que tristezas, porque poucas vezes na história do Brasil aconteceram coisas tão importantes como durante o meu governo, mas continuarem lamentando pelo que não pude fazer, a reforma do Estado, por exemplo. Não fomos capazes de lhe dar maior agilidade; desde que tomamos uma decisão até executá-la, topa-se com quinhentos obstáculos em nome da democracia. Está o Congresso Nacional, com suas duas câmaras, a administração pública, os sindicatos, a justiça, as questões ambientais, onde as Ongs são muito ativas… Ou seja, que passam dois ou três anos antes que um projeto se cristalize. Faz falta um consenso que nos permita eliminar tantas dificuldades e atrasos. Não podemos renunciar à fiscalização, mas tampouco é aceitável usá-la para impedir que se façam as coisas que o Brasil necessita.”

Seu pragmatismo, sua cordialidade, seu bom senso, tudo nele me lembra o governador de Barataria. Quase oito anos após ocupar o principal cargo da república, suas maneiras pessoais, seu método de trabalho, seu ar decidido e astuto são os mesmos do Lula jovem que, fugindo da burocracia sindical, reunia-se às tardes no bar da Tia Rosa em São Bernando do Campo, onde ele ainda mantém sua residência familiar. Ali, com seus companheiros de luta, um grupo de amigos antes de ser um comitê organizado, preparavam, entre um copo e outro, as mobilizações em defesa de melhores salários para os trabalhadores. Nenhuma ideologia alimentava suas ações, que em seguida foram apoiadas, todavia, por movimentos católicos de base. “O PT não existiria sem a ajuda de milhares de padres e comunidades cristãs do Brasil, deve muito ao trabalho da Igreja, à teologia da libertação, aos sacerdotes progressistas. Tudo isso contribuiu para minha formação política, a construção do PT e a minha chegada ao poder. Minha relação com a Igreja católica foi e continua sendo muito forte, mas somos um país laico, tratamos todas as religiões com respeito”.

Interrompe-o por um momento Gilberto Carvalho, seu chefe de gabinete, “este era seminarista, ia ser padre, mas abandonou para entrar no PT, para construir comigo”, e despacha alguns assuntos à sombra de um crucifixo gigantesco que preside sua mesa de trabalho, enquanto eu imagino que para alguns militantes da época a agitação política era também uma espécie de sacerdócio. A influência religiosa (“esta é a Igreja mais progressista da América Latina, provavelmente do mundo”) é evidente também no tratamento das leis de aborto no Brasil, ainda que o presidente busca manter equidistância. O Vaticano “tem uma atitude muito conservadora sobre o ponto. No Brasil, o aborto está proibido, salvo em caso de estupro da mãe. Eu, como cidadão, sou contrário ao aborto, e não creio que haja nenhuma mulher que seja favorável a ele porque gera um grande sofrimento a quem o pratica. Mas como chefe de Estado penso que se trata de uma questão de saúde pública. Devemos proteger as meninas que decidem abortar por si mesmas metendo-se agulhas no útero e coisas assim. O Estado tem obrigação de atender a essas pessoas”.

Para os progressistas europeus, que adoram Lula, uma declaração deste gênero pode resultar decepcionante, tanto como a que ele já fez muitas vezes no sentido de que não se considera de esquerda. “Minha trajetória, meu perfil político, minha vida no sindicato, a criação do PT, me caracterizam, desde logo, como um esquerdista. Mas o próprio PT é uma novidade na esquerda mundial. Nasceu contra todos os dogmas dos partidos marxistas-leninistas, que obedeciam fielmente à Rússia ou China. No início era algo parecido a uma torcida de futebol; um grupo de trabalhadores que, junto ao movimento social, a Igreja Católica, e alguns intelectuais que havia acreditado e participado da luta armada, decidiram criar um partido político. Não tínhamos então um programa definido e eu nunca gostei que me enquadrassem, menos ainda ao assumir a presidência. Um chefe de Estado não é uma pessoa, é uma instituição, não tem vontade própria todo santo dia, tem que levar a cabo os acordos que sejam possíveis. Aprendi isso no poder e creio que foi bom para o Brasil. Não pode ser que eu goste de um presidente porque é de esquerda e de outro não, por ser direitista. Me dei bem com Aznar, e me dou bem com Zapatero; tenho que me relacionar com Piñera, do Chile, da mesma forma que com Bachelet. No exercício do poder sou um cidadão, como diria?, multinacional, multiideológicos, não?”

Com seus olhos brilhantes, inquietos, reclama minha aprovação para esse pragmatismo, e se transforma instantaneamente num agitador de torcida de futebol; levanta-se, senta-se, volta a se erguer, sorri primeiro, logo se derrama, te olha no olho, busca a proximidade, o carinho, sou apenas um brasileiro, um cidadão desse país capaz de contagiar pela alegria, de esse país com trezentos dias de sol por ano, desse país imenso, autossuficiente, pacífico, “do qual estamos tratando de eliminar cinqüenta ou sessenta anos de atraso, de desconfiança, anos em que ninguém queria investir aqui. E por isso estamos construindo um capitalismo moderno, o Estado de bem estar. Quando entrei no governo, o Brasil não tinha crédito, não tinha capital de trabalho, nem financiamento, nem distribuição de renda. Que raios de capitalismo era esse? Um capitalismo sem capital. Resolvi então que era preciso primeiro construir o capitalismo para depois fazer o socialismo; é preciso distribuí-lo antes de fazê-lo. Se o Brasil não tem nada, não há nada para distribuir, e os empresários tem que saber que é preciso pagar salários um pouco maiores para que as pessoas possam comprar os produtos que fabricam. Isto é o que dizia Henry Ford em 1912”.

Estamos em plena campanha eleitoral e Lula aproveita para fazer propaganda de seu partido, deixando escapar críticas duras, provavelmente injustas, a seu antecessor, o socialdemocrata Fernando Henrique Cardoso, tempo atrás companheiro seu na luta contra a ditadura e com o qual agora não se mostra em absoluto generoso. Mas o milagre brasileiro começou precisamente com Cardoso, um professor respeitado e um democrata exemplar, que saneou as contas públicas e venceu a inflação. Lula faz um balanço diferente. “Hoje só o Banco do Brasil tem mais crédito que todo o país quando eu cheguei ao poder. De modo que quando eu deixar a presidência, teremos criado mais de 14 milhões de postos de trabalho em oito anos. Só a China e a Índia podem competir com uma realidade assim”. Pergunto se isso é um triunfo do capitalismo e logo ele se apressa a esclarecer que é um triunfo de seu governo “porque teve coragem de enfrentar a crise, em vez de se queixar: fazendo investimentos, destravando a atividade de setores chave da economia, empreendendo muitas obras públicas. Se o Brasil mantém nos próximos cinco anos uma política fiscal e monetária séria, investiementos e controle da inflação, tem tudo para se transformar numa potência respeitada no mundo. Se a economia continuar crescendo entre 4,5% e 5,5%, em 2016 pode ser a quinta economia mundial”.

Não sei se descubro vestígios de herança portuguesa nessa fantasia um pouco hiperbólica do presidente, que o faz distanciar-se por momentos da sisuda prudência de Sancho para assemelhar-se mais à loucura idealista de Don Quixote, porque enquanto Lula fala, as pesquisas, lá fora, continuam dando como provável vencedor, ainda que por margem apertada, à José Serra, candidato do PSDB, partido de Cardoso. “Ganhe quem ganhar, ninguém fará nenhum disparate; o povo quer andar para frente e não voltar atrás. Mas permita-me dizer que não vejo a possibilidade de que percamos as eleições”. Muitos pensam que, se assim acontecesse, não seria por mérito de Dilma, a candidata do PT, uma ex-guerrilheira e política competente, mas sem o carisma que eleições presidenciais pedem, e sim pelo formidável apoio que lhe empresta o próprio Lula, cuja personalidade impregna tudo de lulismo, “sim, já sei que muita gente, para justificar-se, diz que não gosta do PT, gosta do Lula; gente da direita, claro. Isso acontece com outros líderes políticos, Felipe González, por exemplo. Normalmente as figuras públicas estão menos ideologizadas que os partidos, e temos capacidade individual de congregar em nosso entorno gente que de nenhuma maneira se sentem próximas de nossas formações. Mas não creio que exista um ‘lulismo’, prefiro acreditar que vamos fortalecer a democracia e os partidos políticos saberão se organizar e ser fortes”.

Para continuar a leitura, vá ao Óleo do Diabo.

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33 comentários

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Entrevista de Lula ao “El País” (traduzida) (ou: uma aula de jornalismo para o PIG) « Paralelo XIV

07 de junho de 2010 às 08h51

[…] Para ler diretamente nas fontes, clique, respectivamente, aqui e aqui. […]

Responder

Glecio_Tavares

11 de maio de 2010 às 00h52

Do blog os amigos do presidente Lula:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lula recebe prêmio de Campeão Mundial contra a fome

O presidente Lula fez um discurso que deve ter provocado aplausos até do espírito de Mahatma Gandhi.

Foi na abertura do evento "Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar", em Brasília, após receber o prêmio de "Campeão Mundial da Luta contra a Fome", concedido pelo Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas.

O presidente Lula falou:

"Não tem nada mais importante para cada país, para cada povo do que a segurança alimentar como forma mais extraordinária de garantir a soberania e auto-determinação dos povos. Se um país tiver a arma mais poderosa que tiver, mas não tiver a comida de cada dia do seu povo plantada no seu território ou comprada fora, esse país não tem soberania…

… Se a gente esperar sobrar dinheiro do orçamento pra combater a forme nunca vai sobrar porque os que têm acesso ao orçamento são gananciosos e querem o dinheiro todo para eles, e não sobra para os pobres…

…Precisamos garantir a cada cidadão do país que ele possa ter o café da manhã, o almoço e o jantar de cada dia. Porque quem tem fome não pensa. A dor do estômago é maior do que muita gente imagina. E a pessoa que tem fome não vira revolucionário, vira pedinte, vira dependente. A fome não faz o guerreiro que gostaríamos que fizesse, a fome faz um ser humano subserviente, humilhado e sem forças para brigar contra seus algozes responsáveis pela fome…

…Se os dirigentes políticos no mundo não estiverem, cotidianamente, comprometidos com as pessoas que estão em piores situações em seu Estado, em seu país, fica mais difícil tomar decisão em benefício dos mais pobres. A verdade é que normalmente somos eleitos pelos mais pobres, mas quando ganhamos as eleições quem tem acesso aos gabinetes são os mais ricos…

…Normalmente a campanha é feita para os pobres, o problema é que na hora de governar o pobre sai da agenda. São os ricos que indicam ministros, assessores, eles determinam a política que se tem de fazer", disse Lula.

A placa foi entregue ao presidente pela diretora executiva do programa da ONU, Josette Sheeran, que endossou as palavras do presidente Lula:

"O presidente (Barack) Obama já chamou o presidente Lula de o presidente mais popular do mundo e eu acredito que isso tem muito a ver com sua batalha no combate à fome no mundo… nenhum país venceu a fome sem o compromisso dos seus líderes".

Responder

O Brasileiro

11 de maio de 2010 às 00h35

Tenho uma pergunta que pode não ser muito importante agora, mas que vai ser muito importante próximo das eleições:
Quem é a equipe da Dilma, e quem é a equipe do Serra?

Responder

Cecéu

10 de maio de 2010 às 23h24

Não parece ter jeito. A Europa assimila as coisas de modo muito devagar. Principalmente este jornal espanhol que ainda se baliza, para escrever sobre o Brasil, pelo Estadão e pela Folha de São Paulo. Não têm a mínima ideia de quem na verdade foi Fernando Henrique Cardoso, de tudo o que de perverso ele fez ao país e tudo o que de fato ele representa.

Responder

yacov

10 de maio de 2010 às 21h02

– Mais arrocho salarial dos professores e policiais;
– Mais uso da polícia pra reprimir trabalhadores que reividicam melhorias de vida, em vez de combater a bandidagem e a corrupção;
– Mais má qualidade da educação, chegando a formar alunos analfabetos funcionais;
– Mais arrocho dos produtores e empresários, pela substituição tributária que retira capital de giro das empresas;
– Mais política neoliberal de reservar cotas para os mais ricos, que tem plano de saúde, nos hospitais públicos retirando 25% das vagas do SUS;
– Mais políticas neoliberais recessivas e privatistas de quem tentou vender a CESP, vendeu a Nossa Caixa, e privatizou operações da SABESP, do Metrô, e outras;
– Mais "amiguinhos" como o Freire do PPS, que é conselheiro da SABESP, não sabe nemonde fica a SABESP e ganha R$ 12,000,00 mensais, na boa;

"O BRASIL DE VERDADE NÂO PASSA NA glObO – O Que passa na glObO é um braZIl para os TOLOS"

Responder

yacov

10 de maio de 2010 às 21h01

Mas, é claro que o “serra” pode mais:

– Mais bandidagem dando as cartas na segurança pública;
– Mais exploração dos pedágios abusivos;
– Mais alagões na capital e no interior;
– Mais corrupção na construção do Metrô, como no caso Alstom;
– Mais corrupção no Roubanel e no Dersa;
– Mais corrupção midiática, com excesso de gastos em propaganda e compra de assinaturas em massa de jornais e revistas;

(cont.)

Responder

dvorak

10 de maio de 2010 às 20h03

"(…)Mas o milagre brasileiro começou precisamente com Cardoso, um professor respeitado e um democrata exemplar, que saneou as contas públicas e venceu a inflação(…)"

Não deixem que a viseira ideológica os impeçam de atestar o óbvio!!!

eheheheheheheh

Responder

    yacov

    10 de maio de 2010 às 20h59

    Exatamente companheiro!!! E tirando esta viseira ideológica você poderá enxergar que EL PAÌS é um ninho de neoliberais que não admitirão nunca que suas política privatista no Brasil foi um escândalo e que o FARO pegou uma dívida pública que de 60 milhões e entregou uma dívida de 800 milhões ao fim de seu mandato. E como bons oportunistas que são, é lógico que os tucanos de lá não deixariam de tirar uma casquinha e surfar na popularidade e excelente desempenho do governo LULA, mesmo sendo ele do PT e o PT o partido da massa mal-cheirosa.

    " O BRASSIL DE VERDADE não passa na glObO – O qu passa na glObO é um braZil para os TOLOS"

    Danilo

    11 de maio de 2010 às 00h01

    Cardoso é aquele que quebrou o pais 3 vezes? O do apagão? Aquele que gerou 780 mil empregos em 8 anos? Aquele que em seu governo o FMI mandava no nosso país? Bom no caso do FMI mandar pelo menos serviu pra que pudessemos aproveitar alguma coisa desse governo desastroso, o superávit e a responsabilidade fiscal .

    Carlos Mangino

    10 de maio de 2010 às 21h57

    O México assinou a ALCA . Para o fhc assinar a ALCA era inexorável, e seria um grande milagre não é mesmo, alias poderíamos estar fazendo companhia para a Grécia neste momento, se o Lula tivesse seguido a cartilha neo-liberal que o psdb trouxe de Washington.

oswaldo

10 de maio de 2010 às 19h55

Faltou falar do entreguismo tucano, deram tudomque puseram a mão, só não entregou a petrobrax porque ela não vingou, a petrobras foi mais forte e continua muito mais forte agora com Lula pé quente.
FHC que geleira………………….

Responder

francisco.latorre

10 de maio de 2010 às 19h03

'o cara' é maior que o viés liberal-colonial do periodista d'el pais.

muuito maior. extrapola.

show. não tem má-vontade que encare.

..

Responder

Lauro Melo

10 de maio de 2010 às 15h34

Vejam com quem comparam Lula:

"Luiz Inácio Lula da Silva, um dos políticos mais carismáticos, admirados e surpreendentes do último meio século, aumentará essa coleção de grandes porcelanas. Os visitantes dos museus de cera venerarão sua imagem, assim como a de Lincoln, a de Mandela, a de tantos grandes homens que foram capazes de surgir do nada."

"como a de Lincoln, a de Mandela, a de tantos grandes homens que foram capazes de surgir do nada"

Responder

Nazélia

10 de maio de 2010 às 11h53

O El País não é o aquele jornal espanhol ( que está mal das pernas ) do qual foi comprado assinaturas ,sem licitação, pelo Arruda e pelo Serra para serem distribuidos aos Institutos de línguas da rede pública para treinamento de alunos em língua espanhola?

Santander não é aquele banco espanhol que comprou o Banespa, a preço de banana ?

Espanha não é aquele país que está enviando empresas ( suspeitas ) para a exploração de saúde em SP e DF?

Ah ! Tá explicado a referência ao FHSerra.
Nunca devemos esquecer os nossos patrocinadores!!!

Segundo Nicola Gratteri e Antonio Nicaso , especialista em máfias italianas pelo mudo a atividade da Máfia Calabresa naquele país é bastante intensa ( dizem as más línguas que na área de saúde e financeira – eles adoram comprar jornais também usando laranjas )

Responder

Mineiro

10 de maio de 2010 às 14h30

O fato é que FHC deixou tudo protinho pro Lula… e tudo o que Lula fez foi dar continuidade… so nao enxerga quem nao quer!!! vamos abrir o olho pessoal, temos q admitir a realidade!!!

Responder

    Flavio

    10 de maio de 2010 às 15h31

    Tal qual Menen deixou tudo pronto para Kirchner, Salinas de Gortari deixou tudo pronto pra Vicente Fox e Felipe Calderon e Fujimori, deixou tubo prontinho para Alan Garcia. Se isso que voce falou fosse verdade, Argentina, Mexico e Peru estariam com os mesmos indicadores de sucesso que o Brasil.

    Flavio Lima

    10 de maio de 2010 às 15h31

    Nem voce acredita nessa baboseira. "mineiro"…

    Lauro Melo

    10 de maio de 2010 às 15h41

    "Lula faz um balanço diferente. “Hoje o Banco do Brasil tem mais crédito do que o país inteiro tinha quando cheguei ao poder. Quando eu deixar a Presidência, teremos criado mais de 14 milhões de postos de trabalho em oito anos. Só a China a Índia podem competir com uma realidade assim”.

    "Luiz Inácio Lula da Silva, um dos políticos mais carismáticos, admirados e surpreendentes do último meio século, aumentará essa coleção de grandes porcelanas. Os visitantes dos museus de cera venerarão sua imagem, assim como a de Lincoln, a de Mandela, a de tantos grandes homens que foram capazes de surgir do nada."

    Leia com atenção!!!

    daniel

    10 de maio de 2010 às 16h21

    Ia pegar menos mal citando exemplos do que foi deixado. Mas vai ter que aguentar as respostas…

    Gilmar costa

    10 de maio de 2010 às 16h56

    Mineiro, quando vc estiver convencido disto, envie-nos ,por favor alguns míseros exemplos, mas somente quando vc estiver de fato convencido.

    Carlos

    10 de maio de 2010 às 17h16

    "Prontinho"?
    SELIC em 25% ao ano é exemplo de coisa "prontinha"?
    Inflação anual projetada para 2003 também em 25%, é outro exemplo de coisa "prontinha"… PRA DISPARAR!
    Outras coisas "prontinhas":
    – Universidades federais desmanteladas;
    – Polícia Federal precarizada;
    – Indústria naval desmantelada;

    (quem se habilita a citar outros casos "prontinhos?)

    (O discurso do cara aí é mui parecido com o do Ubaldo…)

    francisco.latorre

    10 de maio de 2010 às 21h23

    huáhuáhuá..

    gargalhante.

    ..

    sergio

    11 de maio de 2010 às 01h06

    Mineirinho, tá maluco. Com a privatização do BB, vários bancários pediram a tal demissão voluntário e muito deles foral levados ao suicidio, o BB, Vale, Petrobras, era um estorvo e dava prejuizo. Só que a empresa quando é tratada como pública pode segurar um país quando bem administrada, basta ver o que acontece agora, o BB, a Caixa e outras empresas estão investindo lá fora, comprado ativos no mercado financeiro mundial, isso é dar continuidade ao que mesmo?

sergio

10 de maio de 2010 às 13h54

o el país é fake, tem forte ligação com o opus dei

Responder

Milton Hayek

10 de maio de 2010 às 13h40

O ESTADO É APARELHADO PELA INICIATIVA PRIVADA DEM/PSDB ASSIM:

"………………..Em tempo: o notável colaborador Stanley Burburinho lamenta que a CBN não tenha aproveitado a seguinte pergunta ao candidato do vácuo, o José Serra :

1 – Candidato, a sua filha estudou em Harvard com bolsa de estudos doada pelo Fundação Estudar que pertence aos donos da Ambev;

2 – O Sr. Gesner Oliveira, atual diretor da Sabesp nomeado pelo Sr., era o diretor do CADE quando foi aprovada a questionável fusão que gerou a Ambev;

3 – A sua filha, ex-bolsista da Fundação Estudar, MBA em Harvard, atualmente é integrante da diretoria da Fundação Estudar que pertence à Ambev;
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EM…

4 – O Sr. recebeu em São Paulo a cantora Madonna. Dois dias depois a Ambev doou U$ 1 milhão para a fundação Success For Kids que pertence à cantora;

5 – O Sr. acha tudo isso natural?"
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/05/10/s

Responder

Nildo

10 de maio de 2010 às 13h31

Independendo do posicionamento ideológico do jornal,percebemos anos-luzes de distância profissional, em comparação com a grande mídia brasileira,a qual abrange todos os campos: sociais,políticos e econômicos de nosso cotidiano,porém normalmente a "emoção" sobressaem-se a razão.

Responder

Flavio Lima

10 de maio de 2010 às 13h05

O entrevistador é mais ou menos… mas o entrevistado… é O Cara!!

Responder

Athos

10 de maio de 2010 às 12h18

O El País, conversador que é, se rende ao Lula em partes.
Continua batendo na tecla que os tucanos apostam: nada foi mudado. A economia se manteve e FHC é o grande arquiteto desse Brasil maravilhoso que Lula apenas enfeitou.
Não apresenta os dados contrários ao grande professor deixando que Lula os aponte e assim ganhem ar partidarário que a opinião do entrevistador não tem.
As sutilezas para legitimar ou não cada discurso são muito bem empregadas, ainda mais nesse modelo de entrevista montada em meio a um texto que reúne as declarações do entrevistado, as opiniões "in loco" do entrevistador e pitadas de informações que são postas a posteriori a fim de engrossar as informações, mas que na verdade só revelam o lado e interesse para onde o texto aponta.
Essa conversa da manutenção da base econômica é tão ridícula que me cansa, mas em poucas comparações podemos apontar:
Lula – Ampliação do mercado interno através do fortalecimento das empresas públicas, aumento real dos salários e transferência de renda; aumento substancial das exportações pela ampliação do leque de mercado externo fortalecendo as empresas nacionais ou aqui instaladas; fortalecimento do Estado para intervenção não apenas em momentos de fartura como em crises tendo absorvido, nesta última, grande parte dos prejuízos ocasionados e protegendo a população de seus efeitos mais drásticos.
FHC – Depredação das empresas públicas incluindo aí as universidades federais, aumento do mínimo abaixo da inflação e pequena transferência de renda; mercado externo fechado aos interesses externos e não internos; Estado mínimo que permite aos capitalistas controlarem as regras de produção bem como os protege em momento de crise. Na crise enfrentada em seu governo as medidas foram: aumentar nossa dívida fora, congelar salários e aumentar impostos, ou seja, expôs a população aos efeitos mais drásticos com a desculpa de ser a melhor saída macroeconômica para o país.

Lula manteve a política econômica de FHC? Sem disparates, por favor.
Para que mudasse seria preciso então a revolução, que eu apoiaria, mas que teria poucas chances de sucesso. O caminho adotado é o mais possível que temos e foi lindamente construído. Com falhas, sem dúvidas, mas da melhor maneira como jamais foi feito no Brasil

Dilma 2010, eu creio no projeto!

Responder

    Bonifa

    10 de maio de 2010 às 23h32

    O El País elogiando Lula não está fugindo da meta do PIG. Está usando poeticamente o óbvio para chamar um traidor de democrata. Agora com certeza vai chamar Serra de "O Bom Esquerdista" e entrar na batalha contra Dilma. Mas ele, El País, que se cuide. Debaixo de seus pés está desmoronando o piso do neoliberalismo espanhol.

Dida

10 de maio de 2010 às 09h42

Maravilhosa entrevista , a imprensa internacional tem mais sensibilidade jornalística e mais conhecimento do Brasil que a grande mídia nacional.
Aqui está o que falta da entrevista: http://oleododiabo.blogspot.com/2010/05/entrevist

Responder

Milton Hayek

10 de maio de 2010 às 03h42

Aqui o El Pais vende como se fosse de FHC o receituário que veio de Washington:"……Mas o milagre brasileiro começou precisamente com Cardoso, um professor respeitado e um democrata exemplar, que saneou as contas públicas e venceu a inflação….."

Todos sabemos que o Plano Real foi gestado por Itamar Franco.Todos sabemos que o chamado saneamento das contas públicas já era discutido no BNDES de Sarney pelo Grupo de Integração Competitiva,centro público que discutia como abrir os mercados do Brasil sem quebrar o país.Isso até chegarem os tucanos e destruírem tudo,inclusive com sua lei de responsabilidade fiscal que amarrou as receitas dos Estados(nossos impostos) aos rentistas que mamam nas tetas do Estado até hoje por meio dos títulos da dívida pública. .

Responder

    Carlos

    10 de maio de 2010 às 17h20

    Caso de escrever para o jornal para informar que FHC e Serra adonaram-se de projetos de outros – Real, genéricos,… citando os links das matérias do viomundo, do conversaafiada e outros.

Tweets that mention El Pais: Seguindo o que dizia Henry Ford (em 1912) | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

09 de maio de 2010 às 23h04

[…] This post was mentioned on Twitter by Robson, JOSÉ A. DE OLIVEIRA. JOSÉ A. DE OLIVEIRA said: El Pais: Seguindo o que dizia Henry Ford (em 1912) – http://tinyurl.com/2cjxkj8 (via @viomundo) […]

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